Membros do  Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação (Consed) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) vão se reunir com o Ministério da Educação (MEC) para definir um cronograma de ações prioritárias para a pasta Foto: Hugo Limarque / Infoglobo

Membros do  Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação (Consed) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) vão se reunir com o Ministério da Educação (MEC) na próxima semana para definir um cronograma de ações prioritárias para a pasta.

Um dos pontos centrais da proposta, a definição de parâmetros para o ensino médio, levando em consideração a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a reforma, está sendo discutido nesta terça-feira em um grupo de trabalho específico sobre o tema, em São Paulo, e que tem a participação do ex-ministro da Educação, hoje secretário estadual paulista, Rossieli Soares.

— O primeiro passo é colocar todos na mesma página, afirma o secretário paulista — A ideia é fazer o nivelamento das informações e dar início ao processo criativo de possibilidades de implementação do currículo. Queremos propor um cronograma de trabalho para a implementação do novo ensino médio. Isso será encaminhado ao pleno do conselho, no fim de junho, e depois o Consed apresenta ao MEC.

Em uma reunião anterior com Janio Macedo, secretário de educação básica do MEC, as entidades definiram que os sete pontos prioritários para a política educacional usariam como base um documento lançado em março pelo Consed e pela Undime, chamado “Agenda de aprendizagem”.

— Verificamos os itens prioritários e vimos se eles condizem com o que espera o Plano Nacional de Educação. Então, fomos costurando o que deveria ser feito a curto, médio e longo prazo. Agora, vamos colocar em um programa estratégico, disse Cecília Motta, secretária de educação do Mato Grosso do Sul e presidente do Consed. — Não tem nenhum desses objetivos que possamos deixar para trás. Mas falamos muito sobre a educação profissional, e ela está concentrada no novo ensino médio. Falamos também sobre o déficit na educação infantil.

Estão na lista da Agenda da Aprendizagem a instituição do Sistema Nacional de Educação; financiamento — com destaque para a demanda de manutenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) —; educação infantil; formação de professores para o ensino fundamental à luz da BNCC; definição dos currículos do ensino médio; continuidade das avaliações de larga escala, como o Enem; e Inovação e Tecnologia.

No caso do Fundeb, o secretário de Educação do Rio, Pedro Fernandes, diz que a demanda principal dos estados é que o fundo continue existindo.

Ele diz ainda que o ideal seria ampliar a contribuição da instituição em R$ 30 bilhões.

—  Nossa ideia, que não sei se estará dentro das possibilidades do Congresso, é fazer a ampliação desse fundo. Mas o sentimento geral é pela continuidade do Fundeb, mesmo que não seja ampliado, não podemos nos dar ao luxo de perdê-lo. Isso inviabilizaria a educação, disse o secretário, que tenta uma agenda com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, para solicitar recursos para ampliar a rede estadual do Rio.