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“A segurança hídrica é uma das prioridades do Ministério do Desenvolvimento Regional e faremos os esforços necessários para que os brasileiros, especialmente nas regiões mais desabastecidas do Nordeste, tenham acesso à água de qualidade. Esse debate com o Congresso é essencial”, reforçou o ministro do Desenvolvimento Regional (MDR), Gustavo Canuto. A afirmação foi realizada durante audiência pública sobre o Projeto de Integração do Rio São Francisco, no Senado Federal. 

Composto por dois eixos de transferência de água, o Eixo Leste está em pré-operação e, desde 2017, tem beneficiado mais de um milhão de pessoas em Pernambuco e na Paraíba. Já o Eixo Norte, 97% finalizado, terá seus serviços concluídos ainda neste segundo semestre. A partir daí, o Velho Chico vai voltar a percorrer os canais em direção aos estados do Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Na ocasião, o ministro Gustavo Canuto também destacou a importância da suplementação de crédito para o empreendimento. O PLN4/2019 destinará R$ 500 milhões para as obras em execução do São Francisco. O aporte também inclui as atividades do Ramal do Agreste pernambucano, que hoje possui 2.500 trabalhadores. “A obtenção dos recursos para as obras no Rio São Francisco é uma vitória de todos nós. Nossa preocupação principal era o crédito e, agora, ele está disponível”, disse.

Revitalização

Além da Integração do Rio São Francisco, o titular da Pasta, Gustavo Canuto, ainda ressaltou a importância das ações para garantir água em quantidade e qualidade para a população, como é o caso da iniciativa do Governo Federal para a revitalização do Rio Araguaia, lançada na última semana.

Custo de operação

Até meados de julho, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai concluir um estudo para analisar o potencial de geração e a viabilidade de um projeto para baratear os custos de operação do fornecimento de água nos estados que serão atendidos pelo Rio São Francisco. A ideia é instalar placas fotovoltaicas ao longo dos canais dos eixos principais.

“Nossa intenção é diminuir o custo da água com a geração de energia solar produzida ao longo dos canais. Há grande quantidade de luz e infraestrutura de transmissão de energia. Essa é uma alternativa eficiente e barata para a redução do preço ao consumidor final, que é quem mais precisa”, observou Canuto.

PNSH

O Projeto São Francisco é integrante do Plano Nacional de Segurança Hídrica (PNSH).  O documento propõe intervenções como estudos, projetos e obras de barragens, canais, eixos de integração e sistemas adutores de água.

Elas foram analisadas quanto à sua relevância, prioridade e efeito sobre os principais problemas de segurança hídrica do País. As iniciativas propostas somam R$ 27,5 bilhões.