Outrora criticado, o perfil político de Dias Toffoli foi uma das marcas de sua condução do Supremo no 1.º semestre. A Corte iniciou o ano sob ataque das ruas, do Congresso e da família Bolsonaro. Hoje a temperatura baixou, mesmo o STF tendo enfrentado temas espinhosos e crises — inclusive as criadas por ele próprio. Nesses meses, Toffoli almoçou com parlamentares e até tentou costurar um pacto entre os Poderes, sem sucesso. Ministro da Corte, Marco Aurélio destaca seu papel mediador: “Se não houver ponderação no STF, onde haverá?”

Em cerimônia de encerramento do semestre na segunda-feira, Toffoli apresentará números aos quais a Coluna teve acesso. Foram 57,4 mil decisões, entre monocráticas e colegiadas – 76,4% definitivas.

Em 61 sessões presenciais e virtuais, foram votados 1.615 processos, 16,5 por sessão. O acervo atual é de 35,8 mil, com redução de 64,5% desde 2009.

Apesar das críticas, o entorno de Toffoli não admite erros na censura da matéria da revista Crusoé. Mas reconhece que, não fosse o episódio, o inquérito das fake news teria sido “um golaço”.

O julgamento sobre prisão em segunda instância deve voltar ao plenário, mas a tendência é ser incluído na pauta de uma semana para a outra.

Quando foi marcado o julgamento para abril do ano passado, a segurança do Supremo detectou aumento significativo de ameaças aos ministros.

 
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