Paulo Câmara é vice-presidente nacional do PSB / Foto: Leo Motta/JC Imagem

O governador de Pernambuco e vice-presidente nacional do PSB, Paulo Câmara, afirmou nesta quinta-feira (11) que não deve haver punição aos parlamentares que votaram a favor ao texto base da reforma da Previdência, aprovada nessa quarta-feira (10) na Câmara dos Deputados. O PSB havia fechado questão contra a reforma na última segunda-feira (08).

“Não pode haver nenhum tipo de ação contra deputados que descumpriram a decisão do partido sem ter também a convocação do diretório nacional, da discussão, do prazo”, disse o socialista. 

Ainda segundo Paulo, será preciso ouvir o outro lado e conversar com os dissidentes que foram pró-reforma. “A questão de ouvir o outro lado. Tem um ritmo aí a ser observado que o partido com certeza vai fazer. Agora é conversar, porque a gente sabe da importância do nosso partido e vamos continuar a trabalhar incansavelmente para melhorar o Brasil”, concluiu.

Dos 32 deputados federais do PSB, 11 foram contra o fechamento de questão do partido e apoiaram a matéria. 

Segundo o código de ética da sigla socialista, descumprir “as resoluções emanadas dos órgãos” pode resultar em advertência, censura pública, suspensão e expulsão. Entretanto, a palavra final é dada após um processo conduzido pelo conselho de ética.

Passou com folga

O texto-base da reforma da Previdência foi aprovado pelo Plenário da Câmara por 379 votos favoráveis e 131 contrários. O placar superou os cálculos que haviam sido divulgados pelo governo e pelos líderes partidários com ampla margem. Para aprovar o texto, eram necessários, no mínimo, 308 votos.