Presidente do PSL, Luciano Bivar Foto: Jorge William / Agência O Globo

O presidente do PSL, Luciano Bivar (PE), negou que vá usar o Conselho de Ética do partido para punir os 19 deputados que manifestaram solidariedade a Jair Bolsonaro na semana passada. Segundo o líder do partido na Câmara, Delegado Waldir (GO), alguns deles já foram afastados de comissões e perderam cargos de assessores nas lideranças.

Bivar diz, ainda, que aceita a ideia de auditoria externa nas contas do partido, requisitada pelos advogados do presidente, Admar Gonzaga e Karina Kufa, e vai encontrar uma “empresa de grife” para o trabalho.

— Lá no PSL temos todos os controles possíveis e imagináveis e vamos fazer mais ainda. Estamos vendo se contratamos uma empresa de grife para ver se faz auditoria. Para mim é muito tranquilo essas coisas.

O pernambucano diz ficar constrangido com a crise que se instaurou no partido e diz que a “maldição do dinheiro” chegou à sigla. Após eleger mais de 50 deputados, o PSL recebe R$ 8 milhões mensais em fundo partidário.

— Eu fico muito constrangido, porque tudo que eu não queria na vida era ter alguma contenda. Eu já tive muito problema na vida pela maldição do dinheiro. E eu nunca imaginei que chegasse no partido essa maldição. Sinto saudades da época que a gente era um partido que professava nossos ideais. Eu sou muito platônico, de ideias.