Técnicos descobriram 62 mil ligações clandestinas de energia, em Pernambuco, entre janeiro e outubro de 2019, segundo a Celpe. — Foto: Celpe/Divulgação

Entre janeiro e outubro deste ano, foram descobertas 62 mil ligações clandestinas de energia elétrica em Pernambuco. Um balanço divulgado, nesta quinta-feira (07), pela Companhia Energética do estado (Celpe) aponta que, nos dez primeiros meses do ano, a média de roubos desse tipo detectados no estado chegou a 206 casos por dia.

A companhia estimou que, com a energia que deixou de ser usada de forma ilegal, nos dez primeiros meses deste ano, seria possível abastecer o Recife durante um mês. A cidade tem pouco mais de 1,6 milhão de habitantes, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em Pernambuco, a companhia tem 3,7 milhões de clientes, em 184 municípios. Ao logo dos dez meses de 2019, segundo a Celpe, a Operação Varredura fez 162 mil inspeções no estado.

Em relação ao mesmo período de 2018, a empresa informou que houve aumento de 3,3% nos número de roubos de energia descobertos.

Nos dez primeiros meses do ano passado, os técnicos atuaram em 60 mil ocorrências. Em 2018, foram 131 mil fiscalizações. Com a energia poupada nesse período de 2018 seria possível abastecer o Recife durante 15 dias.

Em 2019, foram detectados “macacos”, como são conhecidos no estado os roubos de energia em Pernambuco, em academias de ginástica, casas de shows e mercadinhos.

Também houve autuações de donos de fábricas e hotéis. Em outubro, a companhia descobriu roubo de energia na casa de um vereador de Olinda, na Região Metropolitana do Recife.

Ainda de acordo com a Celpe, após as inspeções técnicas e o levantamento de suspeitas de fraude, as denúncias são enviadas à Secretaria de Defesa Social (SDS) para que o caso seja investigado. Constatada a irregularidade, a concessionária notifica o proprietário e realiza a cobrança conforme o período em que ocorreu o crime.

O roubo de energia elétrica é crime, previsto no artigo 155 do Código Penal e a pena pode chegar a quatro anos de reclusão. Além disso, destaca a empresa, o uso indevido prejudica o fornecimento e representa risco para a segurança da comunidade.

A população pode fazer denúncias, de forma anônima e gratuita, pelo site ou pelos canais de relacionamento da concessionária.