A defesa do ex-presidente da Câmara dos Deputado Eduardo Cunha (MDB) enviou à Justiça do Rio de Janeiro pedido de prisão domiciliar para o ex-deputado, que está desde maio detido no presídio de Bangu 8.

Os advogados que representam o emedebista alegam que ele apresenta quadro de aneurisma cerebral. A Seap (Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro) foi acionada para elaborar um laudo médico sobre a saúde do ex-deputado. O processo corre em segredo de Justiça.

Esta não é a 1ª vez que o ex-presidente da Câmara e principal algoz de Dilma Rousseff (PT) no processo de impeachment alega sofrer com aneurisma. Em fevereiro de 2017, dias após a morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia (ex-mulher de Lula), Cunha disse ao então juiz Sergio Moro, de Curitiba, que sofria do mesmo mal. Sua defesa chegou a enviar à Justiça Federal exames assinados pelo médico João Pantoja que, naquela ocasião, recomendou “continuada observação e avaliação periódica”.

Eduardo Cunha está preso desde outubro de 2016. Ele foi transferido do Complexo Médico-Penal de Pinhais (PR) para Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em maio deste ano. A mudança atendeu a pedido da defesa do emedebista, que tem família no Rio de Janeiro.

Cunha cumpre sentença de 14 anos e 6 meses imposta pela Lava Jato por esquema acerca da compra de campo de petróleo pela Petrobras em Benin, na África. Também já foi condenado a 24 anos e 10 meses de prisão por crimes