Desempenho do Brasil se manteve estável Foto: Daniel Marenco / Agência O Globo

A  Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulga hoje, a partir das 5h, os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2018.

O teste é amostral e, no Brasil, foi realizado por cerca de 10 mil alunos de escolas públicas e privadas. Eles tinham entre 15 e 16 anos no momento da avaliação.

As avaliações abrangem três áreas do conhecimento: Leitura, Matemática e Ciências. Participaram 600 mil estudantes de 78 países e economias, que representam 32 milhões de jovens pelo mundo. Neste ano, o foco será em Leitura.

“Além de observar tais competências, o Pisa coleta informações para a elaboração de indicadores contextuais que possibilitam relacionar o desempenho dos alunos a variáveis demográficas, socioeconômicas e educacionais. Essas informações são coletadas por meio da aplicação de questionários específicos para os alunos, para os professores e para as escolas”, afirma o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão que é vinculado ao Ministério da Educação (MEC) e responsável pela aplicação dos testes no Brasil.

Os resultados brasileiros, no entanto, não foram animadores nos últimos anos. Em 2015, o Brasil ficou nas últimas colocações: 63ª em Ciências, na 59ª em Leitura e na 66ª em Matemática.

A avaliação daquele ano mostrou que o país está praticamente estagnado na última década em comparação com últimos resultados do teste, que começou em 2000.

Além disso, na edição passada, a maioria dos estudantes brasileiros tinha um nível de proficiência abaixo do que é considerado o nível básico.

— Comparações como o Pisa nunca são fáceis, mas as considero importantes. O Pisa ajudou formuladores de políticas públicas a estabelecer metas significativas, com base em objetivos mensuráveis. E, talvez o mais importante, o Pisa dá oportunidade para que os profissionais tenham uma visão muito mais clara de seus próprios sistemas educacionais. Eles devem ser profundamente compreendidos antes que possam ser modificados, avalia Andreas Schleicher, diretor de Educação da OCDE e criador do teste.

‘Palpite’

Há duas semanas, o Ministro da Educação, Abraham Weintraub , afirmou que o Brasil deve ocupar o último lugar da América Latina no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês).

— Vai sair o (resultado do) Pisa, e o Brasil estará no último lugar da América do Sul. Nós seremos o fruto desses 16 anos de PT e de abordagens esquerdistas, criticou o ministro durante cerimônia no Palácio do Planalto. — A eleição do senhor (de Bolsonaro) vai apresentar um ponto de inflexão. Infelizmente, não vamos conseguir atingir ao final do seu segundo mandato patamares como Coreia, mas vamos colocar, sim, a educação do Brasil em primeiro lugar na América Latina.

Questionado se já tinha visto os resultados do Pisa, o ministro disse que se tratava apenas de um “palpite”.

— Eu diria que tem uma grande probabilidade da gente estar figurando nas últimas posições dependendo da categoria. Estou supondo com base em números robustos, disse Weintraub.