Queijos artesanais são produzidos no Agreste de Pernambuco

Localizado entre as cidades de Gravatá e Pombos, o laticínio Campo da Serra produz cerca de 40 tipos de queijos artesanais frescos e maturados há mais de 21 anos. A paixão pelo leite foi o que motivou a fundadora e responsável técnica Vitória Barros a fazer um tour para conhecer mais de mil variedades de queijos em países como França, Holanda, Itália e locais do Brasil como Minas Gerais.

Para Vitória, a cultura do queijo é a cultura do amor: o leite é visto como divindade e o queijo, como organismo vivo. Os queijos artesanais são produzidos a base de leite de cabra e de vaca. “Me apaixonei como amor à primeira vista quando fui para Minas Gerais para padronizar o queijo coalho e me apaixonei pelos lactobacilos. Como são eles que fazem tudo no queijo, fui conhecer todas as variedades”, relembrou.

De acordo com a produtora, o leite precisa ser de qualidade para que o queijo fique bom. Os fornecedores do laticínio ficam próximos da queijaria. Após a coleta do leite, é feita uma análise da qualidade e só depois da aprovação a bebida é colocada nos tanques de resfriamento para processar em 12 horas ou no mesmo dia.

Os queijos frescos são vendidos um dia após a produção. Os outros, maturados, chegam a ficar até três anos descansando. Dependendo do tipo, quanto mais velho, melhor. Uma das estrelas do espaço é o queijo do reino, principalmente nesta época do ano. Este tipo de queijo precisa ser maturado por no mínimo três meses. A empresa já colocou à venda queijos com um ano de maturação. Há ainda queijos morbier e morbier vinho, que são ótimos para decorar tábuas de frios, entre outros tipos.