Por Franklin Portugal*

Ainda em terras maranhenses por ocasião das férias, no calor e cuidado dos pais, eu decidi dar desdobramento ao tema de nosso último tema da semana passada. Na participação anterior, citei a movimentação dos clubes nestes últimos dias, no esforço da montagem dos elencos para 2020. Isso ocorrendo em nível financeiro proporcional desde um clube com mais caixa, como Sport, Náutico e Santa, a nossos heroicos e modestos clubes do interior.

Mas o que eu queria focar agora é algo interessante que ocorre com o futebol, e por isso que é tão mágico, tão cativante. Quando falamos em formação de um time, contratação de jogadores, a feitura do plantel, pensamos por uma lógica que quanto mais dinheiro, mais possibilidade de contratar o que é de melhor, mais abertura para o sucesso, portanto. É lógico pensar que se tenho as melhores peças, vou fazer muito bonito na competição ou nas competições. E é aí que entra o fator curioso e chamativo do futebol: nem sempre é assim, não é como se 2 + 2 fosse igual a 4.

Já vimos exemplos de elencos maravilhosos não engrenarem, mesmo com nomes que justificassem a contratação, salário a altura. Na outra mão da história, já testemunhamos uma mescla: um time com algumas peças ou jogadores de qualidade, combinadas ao trabalho de desconhecidos do futebol, e que na mistura, surge à química certa que faz funcionar tudo.

Por isso é tão importante o trabalho do treinador capaz. Porque ao enxergar que algo caminha para o fracasso, pode corrigir. E ao ver que a equipe produz e produz bem nos setores, dosa com ainda mais confiança o trabalho de aperfeiçoamento.

Pois é, tá chegando 2020, e vamos poder ver quem tem a melhor química, independentemente de recursos.

*Franklin Portugal é repórter da TV Asa Branca – Afiliada Globo em Caruaru – e colabora semanalmente com crônicas esportivas para o Blog PE Noticias.