Assim como os profissionais que trabalham nos hospitais e em postos de saúde de Petrolina, os médicos e outros colaboradores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) precisam superar momentos de violência no exercício da profissão. Em um desses casos, por volta das 15h da sexta-feira (17), uma equipe do serviço viveu uma situação de risco durante um atendimento.

Tudo começou com uma ligação para o número 192, já em tom agressivo por parte dos solicitantes. No questionamento de rotina feito pela equipe do SAMU, os familiares da pessoa que aguardava atendimento destrataram os profissionais e não repassaram os detalhes solicitados, mesmo assim, uma Unidade de Suporte Avançado (USA) foi encaminhada ao local, no bairro Jardim São Paulo. Quando a equipe chegou à residência encontrou a paciente sentada, consciente e orientada – situação diferente do que havia sido relatado por telefone.  Quando o médico foi conversar com os familiares da paciente para orientá-los sobre os serviços do SAMU, um familiar começou a agredi-lo verbalmente e o tom da conversa gerou risco de violência iminente, precisando a equipe defender o profissional. O caso foi parar na delegacia, onde a equipe médica registrou Boletim de Ocorrência (BO).

Apesar dos trabalhos de conscientização realizados pela prefeitura, a secretária executiva de Atenção à Saúde, Ana Carolina Freire, afirma que casos como esse são comuns na cidade. “Esses episódios são rotineiros em Petrolina, inclusive com ameaça de morte, deixando nossas equipes vulneráveis em situações de violência. É importante que, no momento do atendimento por telefone, as pessoas falem a real situação do paciente, pois a prioridade é prestar o atendimento à vítima no menor tempo possível, inclusive com o envio de médicos conforme a gravidade do caso”, destaca.

Apoio

Ana Carolina pede a colaboração dos petrolinenses na utilização do serviço e frisa que é preciso, também, a população entender que o SAMU só realiza atendimento pré-hospitalar, ou seja, assistência prestada em um primeiro nível de atenção. “A gente pede a colaboração da população no sentido de nos ajudar nesse trabalho, que é tão essencial. É preciso um processo de educação muito intenso, porque algumas pessoas às vezes manipulam as informações, pra dar maior gravidade ao caso, e ocupam desnecessariamente o serviço. Enquanto esse tipo de coisa acontece, pessoas estão sendo prejudicadas pela falta do atendimento”, finaliza a secretária executiva.