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Três nomes surgiram com força desde ontem na Esplanada dos Ministérios para uma eventual demissão de Paulo Guedes do Ministério da Economia. O “Posto Ipiranga” já não faz mais a cabeça do presidente Jair Bolsonaro e, sobretudo, dos filhos dele. Os nomes que estão na lista de apostas são os do secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida (foto); do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto; e do presidente da Caixa, Pedro Guimarães. 

No Palácio do Planalto, de superministro, Guedes passou a ser visto como um estorvo. Os cães de guarda do presidente da República não perdoam o ministro por ter colado a pecha em Bolsonaro de que ele quer “ferrar” os trabalhadores e proteger os empresários. Guedes mandou sua equipe publicar uma Medida Provisória, de número 927, na qual o artigo 18 previa a suspensão dos contratos de trabalho e o não pagamento dos salários por quatro meses. 

Para o grupo mais radical do Palácio, se a popularidade de Bolsonaro já estava desabando por causa de seus equívocos na política de combate ao coronavírus, agora, com a fatídica MP, a situação ficou mais complicada do que nunca. Mesmo depois de mandar revogar o artigo 18 do documento, Bolsonaro continuou apanhando por todos os lados, inclusive de defensores contumazes do governo nas redes sociais. 

Os que defendem a saída de Guedes do governo dizem que, se ele não foi capaz de levantar a economia antes da pandemia do novo coronavírus, não será agora, com o mundo todo em recessão, que conseguirá fazer a diferença. Essas mesmas pessoas dizem que o presidente “perdeu o medo” de demitir Guedes, pois os agentes econômicos que idolatravam o ministro reconhecem que ele perdeu o bonde e está muito insensível à gravidade da situação econômica. 

“Guedes disse que, se ele sair do governo, o dólar vai a R$ 7. Até iria em outro momento. Agora, desprestigiado no governo e sem apoio no mercado, não fará muita diferença”, diz uma pessoa próxima de Bolsonaro. Essa mesma fonte acrescenta que os nomes de Mansueto, Campos Neto e Pedro Guimarães são bem-vistos entre os donos do dinheiro. Portanto, não haveria grande turbulência se o “Posto Ipiranga” fosse tocar em outras bandas.