Pedro Araújo

As informações que informam as verdades dos fatos, sem ferir ou denegrir pessoas ou imagens. Como também, nunca procurando agradar aos maus feitores.

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Faltando menos de um mês para fechar o ano de 2019, a Prefeitura de Arcoverde teria débitos da ordem de quase R$ 3 milhões segundo dados apurados pela vereadora Zirleide Monteiro (PTB) através do Portal da Transparência do Tribunal de Contas do Estado (Tome Conta). A revelação foi feita pela parlamentar na última sessão ordinária da Câmara Municipal, e repercutida em sua rede social.

Segundo a vereadora, somente com a Compesa as dívidas somariam quase R$ 200 mil e com a agência de propaganda Makplan, sediada em Recife e que cuida do marketing da prefeita Madalena Britto (PSB), os gastos somam mais de R$ 415 mil, sendo que deste total a Prefeitura deve a fornecedores mais de R$ 231 mil. Em contra partida, de acordo com Zirleide, a Prefeitura estaria com os salários atrasados, de pelo menos dois meses, dos prestadores de serviços.

“Uma prefeita que não paga os contratados em dia. Que deve um, dois meses de salários aos prestadores de serviços, que não recolhe seu INSS ao instituto de previdência, comete crime de responsabilidade como fez nas prestações de 2015 que foram rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado, repetiu em 2016, agora em 2017 descontando dos salários dos servidores e não recolhendo a Previdência”, afirmou.

Zirleide criticou também a falta de transparência e lembrou de denúncias feitas como a dos desvios na Secretaria de Assistência Social “aonde recursos foram claramente desviados e encontra-se nas mãos do Ministério Público que precisa dar uma resposta a sociedade sobre o que aconteceu ali”. Ela ainda lamentou que a falta de um governo competente tenha feito Arcoverde perder espaço para outras cidades.

“Precisamos dar basta, mudar essa história, trazer Arcoverde de volta ao cenário do desenvolvimento, recuperar os espaços perdidos para outras cidades como Serra Talhadas e Garanhuns. Arcoverde precisa ter de volta um verdadeiro gestor”, finalizou.

O líder do governo federal no Senado Federal, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), fez críticas ao fato do governo de Pernambuco não estar em condições de contrair empréstimos com a União por ter classificação de risco “C” em relação à capacidade de pagamento (Capag), de acordo com o Tesouro Nacional. Ele também atribuiu à gestão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a maior parte dos investimentos feitos no Estado neste ano. Em Pernambuco, FBC é uma das lideranças do grupo de oposição ao governador Paulo Câmara (PSB).

“Essa semana foi aprovado um empréstimo para o Ceará de R$ 1 bilhão e Pernambuco não tem condições de tomar empréstimo. Você vai comparar os investimentos de Pernambuco com o Ceará e com o da Bahia, desses últimos cinco anos, é ridículo, e o que salvou Pernambuco esse ano foram os investimentos do governo federal. O governo federal vai investir mais do que o governo do Estado”, afirmou o senador, em café da manhã com a imprensa pernambucana na manhã desta sexta-feira (13), em um hotel no bairro da Ilha do Leite.

O senador citou como exemplo dos investimentos federais o Ramal do Agreste, obra responsável por levar as águas da Transposição do Rio São Francisco para o Sertão e o Agreste do Estado. A obra vai ligar o município de Sertânia a Arcoverde, ambos Sertão do Moxotó. A ordem de serviço foi assinada em 2017. O governo prevê a entrega em fevereiro de 2021.

Orçada em R$ 1,2 bilhão, a maior parte dos recursos da obra foram repassados neste ano. Devido à demora para a conclusão, o governo de Pernambuco, em parceria com o governo federal, construiu a Adutora do Moxotó como alternativa para garantir o abastecimento de água para a Adutora do Agreste.

“É uma obra de R$ 1,2 bilhão e vocês não disseram que Bolsonaro só esse ano desembolsou R$ 500 milhões e a obra vai ser concluída em fevereiro de 2021, que vai atender a necessidade de água de 70 cidades do Agreste e essa obra é feita diretamente pelo governo federal. É a maior obra hídrica hoje tocada pelo governo federal”, disse Fernando.

PLANO MANSUETO

Para tomar empréstimos com o governo federal, o governo de Pernambuco enviou dois projetos de lei para a Assembleia Legislativa que foram aprovados no início de dezembro. As mudanças acatadas pelo Legislativo atendem a quatro critérios estabelecidos pelo Plano de Recuperação Fiscal, conhecido como Plano Mansueto, para que a União ajude os Estados e municípios sem capacidade de pagamento a reequilibrarem as suas contas. Continue reading

Apesar da maioria dos municípios garantir o pagamento sem atrasos do 13º salário dos servidores, mais de um quarto das prefeituras brasileiras ainda não têm recursos para pagar os salários de dezembro do funcionalismo. Levantamento realizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostra que 26,8% das 5.568 prefeituras ainda dependem de receitas extras nesse fim de ano para fechar a folha de dezembro.

Os prefeitos pedem ao presidente Jair Bolsonaro a antecipação de R$ 5,3 bilhões referentes ao bônus de assinatura pelo megaleilão do pré-sal. A expectativa é usar o recurso para bancar contribuições previdenciárias de novembro, dezembro e sobre o 13º salário dos funcionários públicos.

A maioria dos municípios brasileiros (67,5%), no entanto, garante que depositará em dia os salários de dezembro, enquanto 5,2% já admitem que os pagamentos do mês serão feitos com atraso. 

Já o 13º deve ser pago a tempo do Natal em quase todos os municípios. Segundo a pesquisa da CNM, 51,6% dos municípios pagarão a gratificação natalina em parcela única e destes, apenas 5,2% relataram dificuldades em realizar o depósito até o dia 20 deste mês. Na fatia (47,9%) das prefeituras que pagarão o 13º em duas parcelas, 6,9% já admitem que vão atrasar o pagamento.  

Para não deixarem de pagar o funcionalismo, as prefeituras têm adiado os repasses para fornecedores. A pesquisa mostra que 48,3% dos municípios estão com pagamentos atrasados, o que deve elevar a inscrição de restos a pagar dessas administrações para 2020. Com isso, apenas 45,3% dos prefeitos garantiram que irão conseguir fechar as contas do município em 2019, enquanto 15,7% deles já jogaram a toalha sobre o resultado deste ano.  Outros 37,8% disseram ainda que esperam o repasse de receitas extras para fazerem os cálculos sobre as contas deste exercício.

A pesquisa da Confederação Nacional de Municípios (CNM) foi realizada entre 6 de novembro e 12 de dezembro deste ano, com a participação de 4.618 prefeituras, 82,9% do total de 5.568 municípios. Ela foi divulgada no mesmo dia em que o IBGE, no estudo sobre o Produto Interno Bruto (PIB) apontou que quase metade (49,2%) dos municípios, em 2017, tinha como principal atividade econômica a administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social.

Corregedor Nacional de Justiça, ministro Humberto Martins. Foto: Gil Ferreira/Agência CNJ

Beneficiados por indenizações escandalosas de até R$1,2 milhão relativas a supostas “férias vencidas”, recebidas em novembro, 428 juízes e desembargadores do Tribunal de Justiça de Pernambuco estão sujeitos a devolver o dinheiro embolsado. O presidente do TJPE, Adalberto de Oliveira, terá de se explicar até terça-feira (17) ao corregedor nacional, ministro Humberto Martins (STJ), que submeterá o caso ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão de controle do Judiciário.

Se pagaram verbas não autorizadas, como parece, ou se os cálculos não forem atestados pelo CNJ, a entidade pode decidir pela devolução.

O corregedor e os setores técnicos da corregedoria do CNJ pediram a lista de favorecidos pelas chocantes indenizações.

O TJPE alegou que o corregedor havia autorizado o pagamento, mas não foi bem isso. A suspeita é de manobra para liberar tanto dinheiro.

O ministro Humberto Martins deferiu pagamento de férias não gozadas após acúmulo de dois períodos, mas não de retroativos, como foi feito. A informação é do Diário do Poder.

A previsão para este sábado (14) é de mais um dia ensolarado na capital pernambucana. De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac), o dia será sem chuva ao longo do dia, e a temperatura no Recife e Região Metropolitana atingirá a máxima de 33° C e mínima de 22° C.

Os Sertões de São Francisco e Pernambuco são as áreas que registram a maior temperatura dentre todas as localidades de Pernambuco. A máxima nas regiões ficará em 36° C e a mínima em 23° C e 20° C, respectivamente.

Confira a previsão completa:

Região Metropolitana

Parcialmente nublado sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Temperatura (ºC): Estável
Máxima: 33° Mínima: 22°

Mata Norte

Parcialmente nublado sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Temperatura (ºC): Estável
Máxima: 32° Mínima: 21°

Mata Sul

Parcialmente nublado sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Temperatura (ºC): Estável
Máxima: 32° Mínima: 20°

Agreste

Claro a parcialmente nublado sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Temperatura (ºC): Estável
Máxima: 35° Mínima: 18°

Sertão de Pernambuco

Parcialmente nublado a claro sem chuva em toda a região ao longo do dia..
Temperatura (ºC): Estável
Máxima: 36° Mínima: 20°

Sertão de São Francisco

Parcialmente nublado a claro sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Temperatura (ºC): Estável
Máxima: 36° Mínima: 23°

Bolsonaro

O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), vinculado ao Ministério da Justiça, contrariou uma promessa do presidente Jair Bolsonaro e elaborou proposta para o indulto natalino deste ano sem incluir o perdão da pena a policiais presos. O texto que prevê os critérios para condenados deixarem a cadeia deverá ser enviado na semana que vem ao Palácio do Planalto, que poderá alterá-lo. 

Em agosto, Bolsonaro afirmou que o próximo indulto de Natal teria “nomes surpreendentes” e que pretendia beneficiar policiais condenados por “pressão da mídia”. Citou como exemplo agentes envolvidos no sequestro do ônibus 174, no Rio, e nos massacres do Carandiru, em São Paulo, e de Eldorado do Carajás, no Pará. Apenas neste último houve condenação definitiva. “Tem muito policial no Brasil que foi condenado por pressão da mídia. E esse pessoal no final do ano, se Deus me permitir e eu estando vivo, vai ser indultado”, disse. 

A Constituição concede ao presidente da República a prerrogativa de conceder o perdão em favor de pessoas condenadas, desde que preenchidas determinadas condições previamente estabelecidas. Estes critérios são definidos anualmente e publicados em decreto, geralmente no dia 25 de dezembro – daí o motivo de ser chamado de “natalino”. O indulto não pode ser dirigido a pessoas específicas, mas, sim, a todos os condenados que, na data da publicação, atendam aos requisitos. 

O conselho responsável por elaborar a proposta é formado por especialistas na área criminal e tem a incumbência de dar o ponto de partida na discussão. A palavra final é sempre do presidente da República.  Continue reading

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Dividido em duas alas, o PSDB viveu, nesta semana, seus dias de PSL. Assim como ocorreu recentemente com o partido que elegeu o presidente Jair Bolsonaro, a disputa interna para a definição do novo líder da bancada tucana na Câmara se transformou em uma “guerra de listas de apoio” e expôs a queda de braço entre o governador de São Paulo, João Doria, e o deputado Aécio Neves (MG). Depois de idas e vindas, Aécio venceu Doria e conseguiu emplacar ontem o deputado Celso Sabino (PA) na liderança.

Doria apoiava Beto Pereira (MS), que chegou a ser escolhido líder do PSDB na terça-feira, em reunião na qual simpatizantes de Sabino não votaram, em protesto ao que classificaram como “manobra” para alçar um aliado do governador ao posto, antes do prazo. A lista com votos favoráveis a Pereira, no entanto, acabou invalidada porque a deputada Bruna Furlan (SP), do grupo de Aécio, alegou que sua assinatura havia sido usada sem permissão. Um racha semelhante ocorreu no PSL, que já teve três líderes em menos de dois meses.

Na disputa tucana, Pereira chegou a enviar um assessor a Campo Grande (MS), onde a deputada Tereza Nelma (MS) está internada, para que ela assinasse o requerimento a seu favor. Após a Câmara anular a primeira lista, o deputado Carlos Sampaio (SP), até então líder da bancada, voltou ao cargo. Mas, quando todos esperavam que a briga continuariam na próxima semana, o grupo de Sabino conseguiu uma vitória. Tudo porque o deputado Miguel Haddad (PSDB-SP), aliado de Pereira, teve de sair para dar a vaga na Câmara a Guilherme Mussi (PP-SP). Haddad é suplente de Mussi, que estava licenciado e retornou ontem ao mandato. Continue reading

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, em publicação no Twitter nesta sexta-feira (13), que reconduzirá o jornalista Sérgio Camargo a presidência da Fundação Cultural Palmares caso a Justiça permita.

O governo suspendeu a nomeação do jornalista para presidir a fundação –órgão de promoção da cultura afro-brasileira– e tornou sem efeito a nomeação da arquiteta Luciana Rocha Feres para o comando do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

As mudanças foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União de quarta-feira (11) A portaria foi assinada pelo ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil).

A nomeação de Camargo foi suspensa após a Justiça ter vetado o nome do jornalista, que havia sido indicado em 27 de novembro. O juiz Emanuel Matias Guerra, da 18ª Vara Federal do Ceará, vetou, em 4 de dezembro, a indicação e apontou “excessos” em publicações de Camargo contra pautas antirracismo.

De acordo com o magistrado, o jornalista tem potencial de ofender justamente o público que deve ser protegido pela entidade que ele presidia. A AGU (Advocacia Geral da União) entrou com recurso contra a decisão no TRF-5 (Tribunal Regional Federal da 5ª Região).

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G1

Com as contas públicas debilitadas, os governos estaduais decidiram tomar a dianteira na condução da reforma de seus sistemas de previdência. Levantamento realizado pelo G1 e pela GloboNews mostra que, em sete estados, as respectivas assembleias legislativas já aprovaram projetos que alteram as aposentadorias dos servidores locais: Acre, Alagoas, Espírito Santo, Maranhão, Paraná, Piauí e Mato Grosso do Sul.  

Outros 17 estados mandaram ou pretendem enviar aos legislativos locais textos próprios que alteram pontos específicos da legislação previdenciária. Por ora, apenas Distrito Federal e Bahia ainda avaliam se vão enviar propostas, e Rondônia é o único estado que rejeita alterar as regras para aposentadoria, segundo a Secretaria de Comunicação local.

Há mudanças consideradas brandas, que apenas alteram as alíquotas de contribuição e criam fundos de previdência complementar para os servidores. Essas regras se tornaram praticamente obrigatórias para os estados após a aprovação da reforma da União – se não adotarem essas medidas até julho de 2020, os governos estaduais perderão repasses.

Mas há também propostas mais duras, que definem a adoção de idade mínima e aumento no tempo de contribuição.

Entre os analistas, é consenso que os estados só vão conseguir superar a atual crise fiscal se resolverem o tamanho do gasto com pessoal – em algumas administrações, essa rubrica chega a consumir 80% da receita corrente líquida, sendo que o limite pela Lei de Responsabilidade Fiscal é de 60%. Continue reading

Bruno Dantas, ministro do Tribunal de Contas da União. Foto: TCU

O Tribunal de Contas da União iniciou a discussão de uma ideia nova, apresentada pelo ministro Bruno Dantas, com a participação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do governo federal: em seus acordos de leniência, as empreiteiras enroladas assumiriam o compromisso de concluir obras públicas inacabadas. São 14 mil no País, hoje. Dantas acha inclusive que não seria necessário deflagrar uma nova licitação, em razão do caráter extraordinário do trato.

A ideia do término das obras públicas pelas empreiteiras da Lava Jato tem o apoio do ministro Tarcísio Freitas (Infraestrutura).

Fragilizadas, empreiteiras podem não pagar as multas dos acordos de leniência, mas usariam sua expertise para a conclusão das obras.

Participam da articulação da ideia o STF, o STJ, a Advocacia Geral, a Controladoria-Geral e a Procuradoria Geral da República.

carlos bolsonaro

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) postou um vídeo em sua conta oficial do Twitter no qual ele aparece em um helicóptero, com atiradores disparando com metralhadoras sobre a área sobrevoada. De óculos escuro, chapéu e protetor auricular, Carlos Bolsonaro aparece tranquilo diante da rajada de tiros. O vídeo foi compartilhado nesta sexta-feira (13).

O filho do presidente Jair Bolsonaro reativou as contas do Facebook, Twitter e Instagram no dia 8 de dezembro, após desativá-las em 12 de novembro. 

O engajamento digital do vereador é conhecido por conta do gerenciamento da sua conta pessoal e a do presidente da República, Jair Bolsonaro. A estratégia digital usada desde o início da campanha à Presidência foi gerenciada por ele. Em entrevistas, Carlos chegou a dizer que não cuidaria mais das redes sociais do pai. 

O vereador, no entanto, pediu desculpas por mensagens publicadas na conta do Twitter do pai sobre a condenação em segunda instância. 

“Eu escrevi o tweet sobre segunda instância sem autorização do presidente. Me desculpem a todos! A intenção jamais foi atacar ninguém! Apenas expor o que acontece na Casa Legislativa!”, disse Carlos.

PF

A maioria da população acha que a Operação Lava-Jato ainda não cumpriu seu objetivo e deve continuar, aponta pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal “Folha de S.Paulo”.

Segundo o levantamento, 81% dos entrevistados entendem que a Lava Jato deve prosseguir, enquanto outros 15% disseram que a investigação deve acabar e 4% não responderam.

A pesquisa foi realizada nos dias 5 e 6 de dezembro com 2.948 pessoas, em 176 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança da pesquisa é de 95%.

Em julho deste ano, em outro levantamento, 55% dos entrevistados afirmaram que o trabalho dos envolvidos na operação era ótimo ou bom e 18% consideravam a atuação ruim ou péssima.

Na pesquisa divulgada nesta sexta-feira, o Datafolha também perguntou se a corrupção no país vai diminuir, aumentar ou continuar na mesma proporção depois da Lava Jato.

Para 47% dos entrevistados, a corrupção continuará na mesma proporção, enquanto 41% entendem que o problema irá diminuir. Para 10%, a corrupção irá aumentar.

Policiais postam fotos vestindo uniforme da PF

A Polícia Federal (PF) decidiu disciplinar o uso de seus símbolos nas redes sociais. Por meio da Portaria 10.754, a Direção-Geral da corporação instituiu grupo de trabalho com o objetivo de apresentar minuta de regulamentação para uso dos símbolos, distintivos, insígnias, uniformes, viaturas caracterizadas ou quaisquer objetos que contenham a marca da PF por servidores em publicações de fotografias ou vídeos em perfis de redes sociais — pessoais ou privadas —, bem como em páginas na internet. A norma interna deverá alcançar inclusive “instituições de ensino privadas de qualquer natureza”.

Com a febre das redes sociais, muitos policiais federais – de todas as carreiras, praticamente – postam imagens vestindo o uniforme da PF. Alguns acabam seguindo carreira política, outros dão aulas jurídicas e até de tiro e usam o emblema da instituição em suas promoções.

É comum nas redes esses servidores se exibirem com a roupa da corporação, muitas vezes a própria insígnia e armamentos. Alguns enaltecem a PF, outros podem estar associando sua imagem à da Polícia Federal como “marketing” para projetos pessoais.

Na avaliação de delegados veteranos consultados pela reportagem, essa normatização pode ser estratégica para limitar ou inibir o viés “marqueteiro” de policiais e facilitar a atuação das corregedorias quando houver excesso.

Vão compor o grupo os delegados Flávio Maltez Coca, presidente, José Pires da Silva, Denisse Dias Rosas Ribeiro, Bianca Rondineli Ceregatti Murad, Alessandro Jacondino de Campos e Rômulo Fisch de Berredo Menezes.

Na condição de suplentes foram escalados os agentes de PF Herald Tabosa de Córdova e Bruno Ramos Craesmeyer, os delegados Ademir Dias Cardoso Júnior e Virgínia Vieira Rodrigues Palharini e os escrivães Marconi Simões Costa e André Vale de Salles Andrade.

O grupo terá 60 dias, prorrogável uma única vez, para conclusão dos trabalhos e apresentação do relatório final ao Diretor-Geral da Polícia Federal.

Liminar argumenta que a falta dos radares pode causar danos à sociedade.

A Advocacia-Geral da União (AGU) tem até domingo (15) para recorrer da decisão da Justiça Federal em Brasília, que revogou a suspensão da utilização de radares móveis nas rodovias federais do país. A AGU foi notificada na quinta-feira (12) pela Justiça, que deu prazo de 72 horas a partir desta data para a volta dos equipamentos.

O uso de medidores de velocidade móveis e portáteis está suspenso desde agosto, por determinação do presidente Jair Bolsonaro. “Você é a favor da volta dos radares móveis nas rodovias federais? Determinei à AGU recorrer da decisão judicial de 1ª Instância”, escreveu o presidente em sua conta pessoal no Twitter.

Na decisão de quarta-feira (11), o juiz Marcelo Gentil Monteiro, da 1ª Vara Federal Cível, atendeu a um pedido liminar feito pelo Ministério Público Federal (MPF), argumentando que a falta dos radares pode causar danos à sociedade.

“A urgência é patente, ante o risco de aumento do número de acidentes e mortes no trânsito em decorrência da deliberada não utilização de instrumentos escolhidos, pelos órgãos técnicos envolvidos e de acordo com as regras do Sistema Nacional de Trânsito, como necessários à fiscalização viária”, decidiu o juiz.

Em agosto, a determinação foi cumprida pela PRF após a publicação de um despacho do presidente Jair Bolsonaro. A suspensão atingiu o uso de radares estáticos, móveis e portáteis. De acordo com o governo, o Ministério da Infraestrutura está reavaliando a regulamentação dos procedimentos de fiscalização eletrônica de velocidade em vias públicas.

O governo do presidente Jair Bolsonaro é mais bem avaliado que os o dos ex-chefes do Executivo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Lula (PT), Dilma (PT) e Michel Temer (MDB). Essa é uma das conclusões de pesquisa realizada pela XP Investimentos e pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), que entrevistou 1.000 pessoas, por telefone, de 9 a 11 de dezembro de 2019. A margem de erro do estudo é de 3,2 pontos percentuais.

Eis a íntegra da pesquisa.

Na comparação com governos passados:

  • 45% – acham Bolsonaro melhor que Fernando Henrique Cardoso;
  • 43% – acham Bolsonaro melhor que Lula;
  • 48% – acham Bolsonaro melhor que Dilma;
  • 45% – acham Bolsonaro melhor que Temer.

O levantamento também aponta que 32% da população afirma que Lula é o maior responsável pela situação econômica atual. Eis outros números:

  • 17% – acham que Dilma é a maior responsável;
  • 10% – acham que Temer é o maior responsável;
  • 13% – culpam fatores externos.

O percentual que aponta o governo de Jair Bolsonaro como maior responsável oscilou de 12%, em novembro, para 15% em dezembro.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, é a figura do governo mais bem avaliada pela população – à frente inclusive do próprio presidente. Ele recebeu nota média de 6,2 – seguido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes (5,5), e por Bolsonaro (5,4).

O levantamento indica que a nota média dos 3 oscilou negativamente de janeiro a dezembro.

  • Moro perdeu 0,9 ponto;
  • Guedes, 0,6 ponto;
  • Bolsonaro, 1,3 ponto.

A autoridade com a pior avaliação do governo é o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. É reprovado por 36% dos entrevistados.

Avaliação do Congresso

A pesquisa também indica que a avaliação dos congressistas é negativa, mas registra índices melhores do que os da legislatura anterior. Em dezembro, 44% diziam que o desempenho do Legislativo é ruim ou péssimo. Outros 13% veem a atuação como boa ou ótima. Em dezembro de 2018, esses números eram de 63% e 6%, respectivamente.