Pedro Araújo

As informações que informam as verdades dos fatos, sem ferir ou denegrir pessoas ou imagens. Como também, nunca procurando agradar aos maus feitores.

Não passa de R$84 milhões, este ano, o faturamento antes bilionário das empreiteiras enroladas na roubalheira à Petrobras, revelada pela operação Lava Jato, junto ao governo federal. Neste mesmo período de 2016, durante o governo de Dilma Rousseff (PT), as empreiteiras que roubaram o País receberam mais de oito vezes mais: já haviam recebido R$ 662 milhões nos cinco primeiros meses do ano. A informação é da Coluna de Cláudio Humberto.

Só Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS e Mendes Júnior ainda não receberam um só centavo, segundo o Portal da Transparência.

A Odebrecht, que teve 70 executivos com acordos de delação sobre maracutaias da empresa, faturou R$ 56,2 milhões, 67% do total.

Entre 2012 e 2014, auge do relacionamento com o PT, a Odebrecht faturou mais de R$ 3 bilhões em contratos com o governo federal.

Outras de bolso cheio: Queiroz Galvão – R$ 11 milhões, Constran – R$9 milhões, Galvão Engenharia – R$6 milhões e Engevix – R$1,6 milhão.

Na segunda-feira (14), a Comissão de Ética da Presidência da República dispensou cinco servidores do primeiro escalão de cumprir o período de “quarentena” após deixarem seus cargos.

Sinal que os favorecidos assumirão funções que não conflitam com os papéis que exerciam no governo. Um dos favorecidos foi o diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa (foto). Seu mandato termina dia 19 de julho. O epidemiologista deve ir para um organismo da ONU, em Washington ou Genebra.

Do Poder360

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, disse que ainda não está incomodado com as críticas dos petistas ao pré-candidato do seu partido ao Planalto, Ciro Gomes. Ele acha que “é do jogo” a reação da cúpula do PT à aproximação entre Ciro e os governadores petistas do Nordeste.

Lupi diz que até aí ele aceita. Só não está disposto a conviver com vetos. “Tem a sobrevivência deles e a solidariedade ao Lula. Eu também gosto do ex-presidente e entendo. Sou solidário também. Mas o PT precisa tomar cuidado. Um veto agora pode inviabilizar, por exemplo, nossa aliança até mesmo no 2º turno”.

A aposta do PDT

O partido de Ciro Gomes acredita que o PT não mente quando diz que levará a candidatura Lula até o limite. Aposta que os petistas querem, ao menos, deixar a foto de Lula na urna eletrônica, mesmo que para outro candidato. O PDT acha isso ótimo. Até lá, muitos aliados do PT procurarão outro nome. E Ciro estará à disposição.

O Poder360 já falou com vários ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Não há chance de a foto de Lula estar na urna eletrônica – e depois outro candidato ser apresentado pelo PT.

Discordância no Ceará

Irmão de Ciro e também ex-governador, Cid Gomes defende dentro do PDT desistir da sua candidatura ao Senado. Concorreria a deputado. Com isso, pode abrir espaço para 1 candidato a senador de outra sigla na chapa que mantém como o governador petista Camilo Santana, de quebra, puxaria com seus votos uma bancada maior na Câmara.

É uma forma de os irmãos Ciro e Cid ajudarem a ampliar a aliança em torno do governador petista. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB), reivindica uma das vagas. Mas Carlos Lupi prefere ter 2 candidatos do PDT ao Senado na chapa: Cid e o deputado André Figueiredo.

Gleisi Hoffmann em visita à vigília de Lula, em Curitiba.

Por Talita Bedinelli/El País

Há pouco mais de 40 dias, a presidenta do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, se divide entre o Congresso Nacional, onde cumpre seu mandato de senadora, e a sede da Polícia Federal, em Curitiba, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso desde o último 7 de abril. Conseguiu visitá-lo por três vezes desde então e tornou-se, por meio de conteúdos passados por ele e anotados em papel, a porta-voz do ex-metalúrgico do lado de fora.

Além dos recados, cada vez que comparece diante da imprensa e da militância ela exerce outra função: a de reafirmar que Lula continua sendo o candidato do partido, ainda que preso e enquadrado na Lei da Ficha Limpa após sua condenação em segunda instância. A expectativa do partido é que a defesa consiga convencer as instâncias superiores (Supremo Tribunal Federal ou Superior Tribunal de Justiça), a aplicar o artigo 26C da legislação, que bloquearia o pedido de impugnação da candidatura dele no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até que seu processo seja julgado nas instâncias finais. Os órgãos, entretanto, teriam que concordar com a tese de que Lula ainda tem chance de reverter sua condenação de 12 anos e um mês por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O desafio é grande, mas, ainda assim, o PT já iniciou o planejamento de suas estratégias de campanha e pretende, inclusive, que Lula participe de debate e sabatinas.

Denunciada pela Procuradoria Geral da República no início deste mês por corrupção e lavagem de dinheiro por suspeita de ter recebido pagamentos ilegais da Odebrecht em sua campanha de 2014, Gleisi Hoffmann também é ré em outra ação da Lava Jato referente à sua campanha de 2010. Ela afirma que, assim como Lula, é vítima de uma perseguição político-jurídica por representar o Partido dos Trabalhadores. Após esta entrevista, feita na última quarta-feira, um inquérito da Polícia Federal divulgado pela imprensa apontou que ela é suspeita de ter recebido um milhão de propina em investigação que apura supostas fraudes em empréstimos consignados aos servidores públicos federais. Em nota, Hoffmann afirmou que “nunca recebeu dinheiro ilegal para ela ou para campanhas eleitorais”.

Leia abaixo os principais trechos da conversa.

Pergunta. Você foi a primeira da leva de amigos a visitar o presidente Lula na prisão. Sobre o que conversaram?

Resposta. Falamos sobre política. Quando cheguei, dei um abraço nele e perguntei como ele estava. Achei que ele falaria sobre a situação dele pessoal na Polícia Federal, sobre o processo, mas disse: “eu estou desconjurado com a situação do país. Não é possível! Foi para isso que me prenderam, que tiraram a Dilma [Rousseff]? Para ter esse nível de desemprego, não darem aumento real ao salário mínimo? Para ter um milhão de pessoas caindo para linha abaixo da miséria? Para as pessoas terem que decidir entre comprar comida e um botijão de gás? Foi para isso que nos tiraram?” Ele estava muito indignado com a situação do Brasil e penso que vai continuar porque a situação anda muito ruim.

Pergunta. Vocês continuam reafirmando que ele é o candidato do partido. É uma estratégia segura eleitoralmente?

Resposta. Ele é nosso candidato por três motivos. Primeiro porque ele é inocente. Ele foi condenado em um processo sem prova, aliás, sem crime tipificado. A condenação e a prisão dele são frutos de uma injustiça. Se nós tergiversarmos sobre isso, vamos estar dando razão a seus algozes, que querem exatamente isso: impedir que ele participe da política e que seja candidato. Segundo, porque ele tem apoio popular efetivo. Pesquisa após pesquisa, desde que começou este processo de julgamento e condenação dele, ele tem se mantido a frente, sempre com o dobro do segundo colocado. Nessa última pesquisa agora, quase 40 dias depois da prisão, Lula continua sendo o preferido do povo. Ele deixou de ser candidato do PT. Ele já é candidato de uma parcela expressiva da população. Cabe ao PT defendê-lo e viabilizá-lo. É isso que os eleitores do Lula querem do PT. E o terceiro motivo é que ele tem seus direitos políticos mantidos, não estão suspensos. A Constituição assegura esses direitos políticos do Lula e de qualquer outro que seja condenado em segunda instância e não tiver o trânsito em julgado. O Lula só vai ter seu direito político suspenso quando for condenado, e se for, pelo Supremo Tribunal Federal.

Pergunta. Mas existe a Lei da Ficha Limpa.

Resposta. Ela tem artigos que garantem a candidatura mesmo de pessoas condenadas em segunda instância. O artigo 26C, por exemplo, diz que enquanto houver recurso [em instância superior] com plausibilidade ele pode continuar candidato. Enquanto ele tiver recurso plausível para as instâncias superiores, ele tem direito a concorrer ao pleito.

Pergunta. Mas quem decide se o recurso tem plausibilidade é o STF ou o STJ, após questionamento da defesa. Acredita que, diante do que temos visto, com a manutenção das condenações e os habeas corpus negados, estes órgãos podem concordar que há plausibilidade de ele não ser condenado em última instância?

Resposta. Acho que sim, porque estamos falando do mérito do processo, não estamos falando de um habeas corpus ou de uma situação emergencial. E mesmo as pessoas que são contrárias ao presidente Lula no mundo jurídico reconhecem que os recursos que serão interpostos em relação ao mérito são muito plausíveis pelos problemas que nós tivemos no processo, problemas de ritos formais também, do direito da defesa. Foi uma condenação sem crime e sem prova.

Pergunta. Se, ao final do processo no TSE, ele for impedido de concorrer não será um prejuízo para o partido na hora de transferir os votos para um outro candidato muito perto da eleição?

Resposta. Prejuízo para o partido ter o candidato com a maior viabilidade eleitoral e o maior número de votos? De jeito nenhum! Aliás, hoje, se você olhar as pesquisas, tem gente que diz que vota no Lula e no candidato que ele mandar. Se precisar, lá na frente acontecer, Lula vai saber o que fazer, como encaminhar, junto com a direção do partido. O que nós não podemos, jamais, é deixar de apresentá-lo como candidato, deixar dispersar a base social. Ele é nosso Pelé. É o melhor que nós temos no time. Então a gente não põe o melhor do time no banco de reserva para colocar um que está na reserva para jogar. Tem que ser com ele.

Pergunta. Vocês já começaram a discutir como será essa eleição. Recentemente você convidou o ex-presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli e o ex-ministro, Ricardo Berzoini para compor a coordenação da campanha do ex-presidente. Já existem algumas diretrizes de como se dará essa campanha diante do desafio de Lula continuar preso?

Resposta. Vamos ter uma campanha diferente, claro, sem o candidato. Mas Lula é extremamente conhecido, tem um legado. As pessoas sabem o que ele fez e nós temos um programa claro para o Brasil, e temos dirigentes partidários que podem representá-lo, nos eventos, nos debates, nas entrevistas. E a campanha vai começar a ser organizada. Na semana que vem nós vamos ter a primeira reunião com esses coordenadores, montar e estruturar os lançamentos de campanha e as discussões do plano de Governo e as nossas propostas. Então tem como organizar, sim, e nós vamos nos dedicar a isso.

Pergunta. A ideia, então, é que outras pessoas participem das entrevistas e debates no lugar de Lula?

Resposta. Sim, exatamente. Por exemplo, vai ter um evento da Confederação Nacional dos Municípios em Brasília. O presidente foi convidado e eu já informei que o PT vai mandar um representante. Possivelmente eu vá, porque é aqui em Brasília. Vou participar, vou ler uma carta dele aos prefeitos. Vai ter um evento sobre indústria de infraestrutura em São Paulo, possivelmente vai o Fernando Haddad. Enfim, estamos nos dividindo para poder cobrir todos os eventos com os pré-candidatos.

Pergunta. E no caso dos debates? É possível que uma segunda pessoa participe no lugar dele?

Resposta. O ideal seria ele participar porque na campanha não podem tolher os direitos de candidato dele. Enquanto ele não tiver com o registro indeferido ou suspenso, ou enquanto não tiver uma decisão final da Justiça, ele tem direito de candidato. O ideal seria ele sair de onde está e participar do debate. E também das sabatinas e entrevistas, ele tem direito de fazer.  Já estamos estudando isso tudo com os advogados para ver como nós vamos agir em relação a essas situações.

Pergunta. Esse ano a campanha será mais difícil financeiramente. Como vocês estão planejando contornar isso?

Resposta. Nossa campanha vai ser franciscana, muito simples, muito barata, feita com muita militância e dedicação. Temos o recurso do fundo eleitoral, que é o recurso maior que nós vamos ter que organizar e administrar para servir a todas as campanhas da chapa federal, senadores, governadores e do presidente. E vamos lançar na semana que vem nosso crowdfunding, a nossa plataforma de recolher recursos para a campanha do Lula, então a gente espera também contar com doação.

Pergunta. Já se pensa em um candidato a vice-presidente? Seria uma chapa só do PT ou teria outro partido junto?

Resposta. Ainda não discutimos isso. Mas obviamente nós queremos fazer aliança e composição. Nós gostaríamos de ter um vice de outro partido para compor com o Lula.

Pergunta. Você se reuniu com o Carlos Siqueira, presidente do PSB, recentemente. Seria esse o partido?

Resposta. Não conversamos sobre isso. Obviamente que é um partido que nós temos interesse que esteja junto conosco. Assim como o PCdoB. Nós estamos conversando com esses partidos e as conversas continuam, porque têm também as estratégias eleitorais nos Estados.

Pergunta. Mas o PCdoB já anunciou a pré-candidatura de Manuela D’Ávila.

Resposta. Mas isso não tolhe a gente de conversar. O partido indicou e acho que tem disposição para conversar.

Pergunta. Seria possível uma chapa única da esquerda, com PT, PSB, PDT, PCdoB e PSOL?

Resposta. Acho que no segundo turno, com certeza. No primeiro acho difícil porque o PSOL tem seu candidato, o PDT tem seu candidato e nós também temos, vamos registrar o Lula. Da nossa parte teríamos dificuldade de fazer uma composição que não seja com o Lula na cabeça de chapa.

Pergunta. Há alguma conversa nesse sentido, neste momento?

Resposta. Nós estamos conversando com o PCdoB, com o PSB e ainda não fizemos a conversa com o PDT, porque nós respeitamos os partidos. Eles expuseram candidatos. Então, estamos conversando mais no sentido programático, de propostas, e vamos ver qual é a evolução dessas conversas.

Pergunta. Com um candidato de direita, bastante conservador, apontando no segundo lugar, como Jair Bolsonaro, é prudente a esquerda dividir voto?

Resposta. Mas o Lula é o mais forte. O PT tem 20% da preferência nacional e, no Nordeste, 32%. Não entendo porque o candidato com maior condições de agregar votos para esquerda não pode ser o candidato e ter uma articulação.

Pergunta. Há setores do PT que são favoráveis a uma aliança com Ciro Gomes, com um nome do PT de vice. Você negou essa possibilidade e disse que Ciro não passa no PT “nem com reza brava”. Por quê?

Resposta. Eu não disse isso. Colocaram numa coluna que eu teria dito, mas eu não conversei com a jornalista. Nós temos uma estratégia política eleitoral, que é Lula candidato. Avaliamos que Lula é inocente, tem o dobro dos votos do segundo concorrente, persiste nas pesquisas, e tem os direitos políticos para se registrar e ser nosso candidato. Para nós, é uma questão de tática eleitoral e estratégia política. Eu respeito quem tem opinião diferente, mas acredito que essas opiniões que você citou sobre essa coligação já estão superadas. Dentro do PT há uma unidade na ação política em torno do nome do Lula.

Pergunta. Mas há algum problema no PT com o Ciro?

Resposta. Não. Nós respeitamos a candidatura dele.  Mas Lula é o nosso candidato, não é questão de problema. 

Pergunta. Vocês têm tentado costurar um indulto, um perdão judicial, com os outros candidatos de esquerda para Lula?

Resposta. Nós queremos que Lula seja absolvido porque ele é inocente. Por isso a gente está registrando ele como candidato a presidente.

Pergunta. Mas existe essa conversa de indulto, para o caso de ele não ser absolvido?

Resposta. Nós nunca fizemos essa conversa no PT.

Pergunta. Nem com os outros candidatos, de outros partidos?

Resposta. Também não.

Pergunta. Seria viável? Qual a sua opinião sobre isso?

Resposta. Não posso falar em hipótese. Nós temos uma estratégia jurídica, inclusive, que é reafirmar a inocência do presidente Lula. Com todos os recursos e todas as ações judiciais. É isso que nós buscamos.

Pergunta. A senhora acaba de ser denunciada pela Procuradoria Geral da República por corrupção e lavagem de dinheiro na campanha de 2014. E já é ré em outro caso referente à campanha de 2010. Como vê as acusações?

Resposta. Acho que tem uma perseguição imensa. Essa de 2014 há muito tempo estou me defendendo e espero que seja julgada agora. E, sinceramente, se tivessem que me acusar de alguma coisa, e nem poderiam porque não aconteceu, seria de Caixa 2, tal qual acusaram o [Geraldo] Alckmin em relação a Odebrecht, porque o processo é muito semelhante. Acho que o caminho do Supremo vai ter que ser a absolvição. Não tem prova, tem uma delação que não se sustenta. Nessas outras [investigações] eu estou sendo incluída em processos de quadrilha porque eu sou presidenta do PT. Eu não estava em 2010 no Governo, não participei de nenhuma negociação. Eu só posso reportar isso à condição que eu estou hoje, de presidenta do PT. Tiraram a Dilma [Rousseff], prenderam o Lula e agora é a vez do PT. E como eu represento o PT, então eu tenho que ser denunciada, ter processo judicial. É uma situação muito ruim do ponto de vista da perseguição política que se faz ao partido. Isso é uma coisa orquestrada. Eles têm um processo para acabar com o PT porque dizem que o PT é uma organização criminosa.

Pergunta. Teme que a delação de Antonio Palocci, apontado como gerenciador de uma conta de propina do PT pela PGR, possa piorar a situação?

Resposta. Ela já foi desqualificada pela própria PGR, tanto que agora o Palocci tenta fazer uma delação com a Polícia Federal. O que ainda não está ajustado em termos legais porque o Supremo está ainda verificando se a Polícia Federal pode fazer delação premiada. E, se acontecer, vai ser de baixa intensidade. Primeiro porque vai ser mentira. O que o Palocci disse até agora não tem sustentação nenhuma. Ele não tem prova, não tem situações fáticas. Ele fala que ouviu dizer.

Pergunta. Nos últimos anos, o partido foi envolvido em muitas denúncias de corrupção e até agora não fez qualquer reconhecimento de erros que possa ter cometido. Falta isso ao partido?

Resposta. Teve um erro que nós cometemos que acho que foi grande em relação a tudo isso que foi não ter forçado para sair uma reforma política. Nós não utilizamos toda a força política que nós tínhamos para fazer a reforma política, devíamos ter feito. Disputamos as eleições nas regras e dentro do jogo que já era oferecido para a frágil democracia brasileira. Esse é nosso problema. Todas as denúncias que recaem sob o PT são denúncias que têm relação com campanhas eleitorais. Não teve nenhuma denúncia de petista com conta no exterior, com mala de dinheiro, com apartamento abarrotado de dinheiro, com enriquecimento ilícito.

Pergunta. Hoje você acredita que foi um erro se aliar ao MDB (antigo PMDB) no cenário nacional?

Resposta. As alianças são feitas dentro de determinadas conjunturas, com as possibilidades que você tem de Governo. Naquele momento e naquela conjuntura, a aliança com o PMDB viabilizou que nós ganhássemos o Governo e que fizéssemos uma série de políticas. O PMDB não tem um projeto nacional. Tem projetos locais e tem interesses individuais. Então, na primeira oportunidade que teve, de enfraquecimento do Governo e de eles assumirem, eles utilizaram a oportunidade. Mas lá atrás eles tiveram uma importância no sentido de viabilizar inclusive uma ação política da esquerda e que foi relevante para o país. Tanto que há um legado hoje reconhecido pela maioria do povo brasileiro do que nós conseguimos fazer. Então, temos que olhar as alianças pelo momento que você está vivendo na política e pela correlação de forças que você tem na sociedade.

Pergunta. Acredita que seria possível governar sem o apoio deles, caso o PT vença as próximas eleições?

Resposta. Nós temos que saber como vai ser a composição do Congresso Nacional. Se nós fizermos uma boa bancada que nos dê condições de governar sem nenhuma aliança, melhor. Se não, nós vamos ter que governar considerando alianças. Obviamente que isso não quer dizer que você tem que fazer alianças de levar para dentro do Governo, mas, às vezes, alianças pontuais em matérias que são importantes. Isso é da conjuntura e é da realidade do Congresso que vai ser eleito. Nossa prioridade número um é eleger Lula e nossa prioridade número dois é eleger uma boa bancada de deputados federais e de senadores.

Pergunta. Uma parte da esquerda critica as alianças com partidos fisiológicos que devem ser feitas pelo PT em alguns municípios e Estados, entre elas com o PMDB. Por que se aliar novamente a esse partido?

Resposta. Depende de correlação de forças e de quem você vai pôr na aliança e de como vai pôr na aliança. Nos Estados, os governos onde a gente governa têm alianças com partidos que são de centro, o próprio PMDB em alguns deles. Às vezes tem a ver com a pessoa que está na frente. Por exemplo, no Paraná, o PMDB é o [Roberto] Requião, nós não teríamos problema nenhum em fazer aliança com ele. Em outros Estados muitas vezes a situação é subalterna à política do PT. Ou seja, é o PT que está na cabeça, que dá o comando, a orientação. E, às vezes, necessita a correlação de forças para ganhar a eleição e ter um programa mais progressista para aquela região. O que eu acho que é importante é: independentemente da aliança ser feita é preciso ter uma linha muito firme e cada vez mais ficar atento ao comportamento desses partidos quando se tem uma aliança para governar.

Pergunta. Governar sem alianças, utilizando, por exemplo, plebiscitos, como defende Guilherme Boulos, é viável?

Resposta. Acho que temos que colocar isso na cultura e na prática do país. Hoje não temos essa prática. Plebiscito e referendo foram pouquíssimo usados e a gente tem que usar. Mas eles, por si só, não são instrumentos que garantem uma democracia efetiva. Eu acho que a gente tem que buscar conscientizar as pessoas, conscientizar a sociedade para ter uma ação política mais efetiva e mais crítica. Acho que isso é uma coisa que a gente aprendeu também: o Governo tem que ter gestão, tem que entregar política pública, mas também tem que elevar o nível de consciência da sociedade.  

A recém-adquirida aparelhagem para o centro de excelência da Granja Comary não é a única diferença atual no centro de treinamento da seleção brasileira em relação à preparação para a Copa do Mundo de 2014. Uma alteração mais sensível pode ser vista na base da CBF em Teresópolis: assim como aconteceu na sede da Barra da Tijuca, não se encontra mais à vista referência ao ex-presidente José Maria Marin.

Em março de 2014, Marin descerrou uma placa para marcar o evento, que ainda teve a presença de dirigentes, políticos e personalidades do futebol. Na ocasião, a CBF concluiu a reforma das instalações, após 10 meses de trabalho e R$ 15 milhões de investimento. A placa atual não está mais lá.

A retirada do memorial da inauguração feita por Marin se soma à extinção de referências ao cartola em prédios da entidade. O ex-presidente da CBF atualmente está preso nos Estados Unidos por causa do envolvimento no esquema de recebimento de propina pela comercialização de direitos comerciais de competições sul-americanas.

No domingo passado, a CBF apagou o José Maria Marin como nome de batismo da sede da entidade. Ele foi substituído por “A Casa do Futebol Brasileiro”. Para isso, a cúpula da entidade consultou as 27 federações individualmente e não houve oposição. Uma assembleia futura entre os dirigentes estaduais está planejada para referendar a decisão. Assim como na Granja, havia uma placa em referência a Marin no hall de entrada da sede na Barra da Tijuca.

O sumiço de Marin dos prédios da CBF se dá mês depois da eleição de Rogério Caboclo para presidir a entidade a partir se 2019 e também do banimento de Marco Polo Del Nero do futebol, graças a uma decisão da Fifa. Del Nero, inclusive, estava ao lado de Marin no descerramento da extinta placa, quatro anos atrás.

O Globo

Amante de vinhos caros, o dono da RSX Informática Ltda., o empresário Lawrence Barbosa, 34 anos, gosta de filosofar ao falar de seu apreço pela bebida. Pivô do escândalo que resultou na demissão do presidente do INSS, a empresa de fachada fez contratos milionários com o governo Temer.

— O vinho não é para você beber e ficar bêbado, é para você flutuar. Ele requer um ritual. Em todas as culturas, em todos os lugares do mundo, o vinho é tratado como um ser, com carinho, com apreço, disse o empresário, ao ser entrevistado por um site de notícias de Brasília, em 2017.

Fiel a sua máxima, Lawrence passa seus dias “flutuando” com a mulher, a socialite Daiany, em viagens internacionais, ora na Europa, ora em Miami, e também em jantares em restaurantes badalados de Brasília, quase sempre regados a alguns dos vinhos mais caros que o dinheiro pode comprar.

Em maio do ano passado, Lawrence foi personagem de uma reportagem do site Metropoles no qual anunciou um ousado projeto. O paraibano radicado em Brasília havia decidido cumprir o desafio de provar todos os vinhos indicados no livro “1001 Vinhos Para Beber Antes de Morrer”, do britânico Hugh Johnson.

Tratado como um “caçador de vinhos”, Lawrence conta que o desafio começou em novembro de 2016 e diz que, até aquele maio de 2017 havia bebido 382 rótulos da lista.

— No início, achei meio impossível fazer tudo, mas agora que contei o número já bebido, achei extremamente viável, disse Lawrence.

As metas do empresário nessa área eram ambiciosas. Lawrence prometeu abrir as mil e uma garrafas até meados de 2018. No livro, há rótulos para todos os gostos e de preços variados. Ele já bebeu vinhos que vão de R$ 50 a R$ 60 mil.

— Toda experiência é válida, diz Lawrence.

A paixão do casal por viagens, pelos vinhos e pela boa culinária é fartamente registrada nas redes sociais, onde o casal também publica fotos dos seus negócios no ramo gastronômico de Brasília.

Bem mais discretas são as transações de Lawrence no mundo dos negócios, no qual comanda, ao lado de Daiany, a RSX Informática Ltda., empresa que se tornou conhecida nesta semana por ter fechado um contrato milionário com o INSS mesmo não tendo sede própria para funcionar.

Vice-presidente da empresa, Daiany ostenta nas redes sociais. Em uma foto de janeiro, aparece ao lado de uma Ferrari, em Miami. Em outro registro mais antigo, publica a foto de um jantar regado a um Chateau Petrus safra 2006, vinho francês que não sai por menos de R$ 15 mil a garrafa. Conhecida entre a elite abastada de Brasília, Daiany é líder de uma confraria de vinhos “As Damas de Vermelho”. Para fazer parte das noites de degustação do grupo, as frequentadoras precisam obrigatoriamente estarem vestidas com uma peça de roupa vermelha.

A prosperidade do casal no universo dos contratos públicos será agora escrutinada pelo Tribunal de Contas da União. Revelados pelo o Jornal O Globo na terça-feira, os negócios de Lawrence com o INSS levaram o governo do presidente Michel Temer a demitir o presidente do órgão, Francisco Lopes, por ter liberado R$ 4,6 milhões à RSX sem ter recebido qualquer serviço em troca.

congresso

Estado de S.Paulo

Os economistas responsáveis pela elaboração dos programas de Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro (PSL) e João Amôedo (Novo) defendem uma reforma da Previdência mais radical do que a que vinha sendo debatida pelo governo Michel Temer. Para eles, é preciso que o País adote um regime de capitalização, sistema pelo qual cada trabalhador possui uma conta individual e sua aposentadoria é fruto do que ele poupou ao longo da vida.

A proposta faz parte dos planos de Mauro Benevides, Paulo Guedes e Gustavo Franco – coordenadores dos programas de Ciro, Bolsonaro e Amôedo, respectivamente –, e tem a simpatia de economistas como Eduardo Giannetti, que é conselheiro econômico de Marina Silva (Rede), e Armínio Fraga, que colaborava com Luciano Huck até o apresentador desistir de sua candidatura e agora elabora propostas de forma apartidária. 

O tema esteve presente nas conversas para a série Desafios 2019, que o Estadão publicou ao longo dos últimos dois meses. Quase todos entrevistados sinalizaram a necessidade de, para enfrentar o problema fiscal, promover algum tipo de reforma no sistema previdenciário – a exceção foi Marcio Pochmann, do PT.  

Para os defensores do regime de capitalização, a introdução desse sistema encaminharia solução definitiva para o déficit da Previdência, já que, com o envelhecimento da população, o rombo tende a se acentuar. 

Estabelecido no Chile na década de 80 como parte de reformas liberais da ditadura de Augusto Pinochet, o regime de capitalização foi replicado por alguns países, mas está longe de ser corriqueiro. Uma das razões é o alto custo de transição de um sistema ao outro, que torna difícil sua implementação. 

No regime de repartição, usado no Brasil, as aposentadorias são pagas com o dinheiro das contribuições dos que estão no mercado de trabalho. Com a chegada da capitalização, o dinheiro deixa de entrar, já que os depósitos passam a alimentar contas individuais, que só serão sacadas no futuro. Resta ao governo arcar com as aposentadorias antigas, dos que não têm poupança própria.

Gustavo Franco sugere que, por essa razão, não haja migração. A capitalização seria criada como previdência complementar, alimentada com contribuições do trabalhador e do empregador e conviveria com o sistema atual – este reformado em parâmetros como idade mínima e tempo de contribuição. O FGTS poderia ser usado como base para o novo sistema, diz.

Esse modelo, no qual há mais de um pilar para a Previdência, também é o defendido por Mauro Benevides e Armínio Fraga. 

O coordenador do programa econômico de Ciro defende três pilares: um que garanta um salário mínimo, outro de repartição com teto de benefício menor que o atual (de até três salários mínimos) e um terceiro de capitalização. Ele prevê, porém, transição para o regime de capitalização. Sua equipe ainda trabalha no cálculo do valor necessário para cobrir a conta e na proposta de como fazê-lo.

Fraga, que promete detalhar proposta no segundo semestre, defende modelagem parecida, com pilar “de política social”, outro espelhado no sistema atual e um terceiro de capitalização. 

Guedes diz que a transição para capitalização é essencial. Não dá detalhes, mas adianta que seu programa deve trazer a ideia de renda básica, que garantiria algo mínimo a aposentados. Giannetti, por sua vez, diz que a capitalização seria a reforma ideal. Reconhece, porém, que a conta da transição é muito cara. Diz não ter opinião fechada sobre o tema, mas que, se o País quiser migrar, a alternativa seria usar recursos de privatização.

‘Inexequível’

À frente do programa econômico de Geraldo Alckmin (PSDB), Persio Arida diz que a ideia de se introduzir um sistema de capitalização no País é boa apenas na teoria. Na prática, agravaria o quadro de penúria das contas públicas. “É inexequível”, diz. 

O economista argumenta que, quando o Chile introduziu o sistema de contas individuais, o país convivia com superávit das contas públicas. “É óbvio que é preferível à capitalização do que a repartição. Se o Brasil tivesse superávit fiscal, poderíamos transformar as atuais contribuições ao INSS em depósitos na conta de cada trabalhador e usar o superávit para pagar os aposentados de hoje. Mas, com o déficit, fazer isso hoje seria irresponsável”. 

Ele diz que essa posição não impede o debate sobre transformar o FGTS em fundo de capitalização, como defende Gustavo Franco. “Como o FGTS é privado, isso em nada afetaria as finanças públicas”, afirma. 

Arida coloca as mudanças no sistema atual da Previdência como uma das medidas prioritárias para o próximo presidente, mas ainda não detalha qual será sua proposta de reforma.

Sem pressa

Exceção entre os economistas ouvidos, Marcio Pochmann, um dos encarregados de formular o programa que o PT apresentará na corrida presidencial, diz que ajustes na Previdência não são urgentes e, portanto, num governo petista, não viriam no curto prazo. Em vez de medidas de corte de despesas, como as com a Previdência, ele defende a adoção de um plano emergencial para impulsionar a expansão da economia. “A questão fiscal se resolve com crescimento”, afirma.

Segundo Pochmann, o PT não contempla proposta de capitalização e a previdência complementar deve ficar com o setor privado. Diz que eventuais mudanças, como repensar permissão para que aposentados recebam benefício e sigam trabalhando, poderiam ser feitas no médio prazo como “aperfeiçoamentos”. Ele sustenta, porém, que a Previdência tem de ser analisada no contexto da seguridade social e o déficit não pode ser encarado de forma isolada. “Isso é coisa de economista cabeça de planilha”.

carteira

Desde o início de 2016, a desocupação entre os brasileiros de 18 a 24 anos não fica abaixo da casa dos 24%. E, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, essa taxa vem até aumentando: passou de 25% no final de 2017 para 28,1% no primeiro trimestre deste ano. Com a recuperação tímida da economia, o desemprego ainda resiste e deixa marcas nos “filhos da crise” – a geração que chegou ao mercado quando as oportunidades de trabalho tinham sumido. 

No fim do ano passado, eram 4 milhões os jovens em todo o País que estavam sem uma ocupação. O número de ocupados como informais também cresceu mais entre esses brasileiros do que nas demais faixas etárias nos anos recentes, de acordo com análise da consultoria LCA a partir dos dados da Pnad. 

Com pouca experiência, esses jovens muitas vezes foram empurrados para o mercado de trabalho mais cedo, quando o desemprego atingiu os chefes de domicílio. A taxa de desocupação entre os principais responsáveis pela família mais que dobrou entre o quarto trimestre de 2012, primeiro ano da Pnad, e o fim do ano passado, indo de 3,5% para 7,4%, diz o economista Sérgio Firpo, do Insper.

Só na Grande São Paulo, dados do Dieese (que usa metodologia diferente do IBGE) mostram que a taxa de desocupação entre aqueles que têm entre 16 e 24 anos era de 37,4% em março – uma queda em relação ao mesmo mês de 2017, mas 14 pontos porcentuais acima do patamar de 2014, antes da recessão.

Gabriel Almeida, de 19 anos, perdeu seu primeiro emprego há um mês. “Trabalhava em um cartório enquanto termino o ensino médio. Era uma chance de juntar um pouco mais de dinheiro para pagar a faculdade de engenharia. Agora, preciso de outro emprego ou vou ter de adiar a faculdade. Sempre estudei em escola pública, mas nem vou tentar entrar em universidade pública. Passar é difícil demais. Não queria ter mais essa frustração”.

O desemprego de 28,1% para a faixa etária de 18 a 24 anos registrado no primeiro trimestre é quase três vezes maior do que a dos brasileiros que estavam na faixa etária seguinte, entre 25 e 39 anos. “Mesmo passada a crise e com uma melhora mais expressiva do emprego, esses profissionais terão mais dificuldades. A diferença na renda entre alguém que começou a trabalhar durante um período de recessão e a geração que entrou no mercado em anos de bonança perdura por anos”, diz Firpo.

Para tentar contribuir com o orçamento familiar, os brasileiros mais jovens, muitas vezes também foram obrigados a parar os estudos. Mais de 170 mil dos que tinham idades entre 19 e 25 anos, abandonaram seu curso de graduação entre 2016 e o ano passado. Além de postergar a ascensão social desses jovens pelos estudos, esse processo terá grande impacto no futuro. 

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Em uma agenda de trabalho intensa, onde percorreu alguns municípios do estado nessa sexta-feira (18) como Garanhuns, Tuparetama e Itapetim, o deputado federal Gonzaga Patriota esteve também em Arcoverde, acompanhado do pré-candidato a deputado estadual, Alvinho Patriota, em encontro com a prefeita Madalena Britto, entregando ao município emenda de sua autoria no valor de R$ 232.000,00, direcionada para compra de equipamentos de saúde. 

Além desta, somente em 2018, o deputado destinou tantas outras emendas para  Arcoverde, como uma de R$1.790.000,00 para a construção da “Academia das Cidades”, além de R$ 300.000,000 para manutenção dos serviços de saúde, R$ 400.000,00 para pavimentação, e R$ 150.000,00 para compra de equipamentos hospitalares.

“Fico muito feliz em poder manter ligação direta e contínua com o município de Arcoverde, por onde trabalho com dedicação e amor há muitos anos. Acredito no potencial desta querida cidade, e espero poder continuar buscando meios para contribuir com o seu desenvolvimento”, declarou Patriota, em conversa com a prefeita Madalena. 

As atividades do fim de semana continuarão intensas, com visitas a Afrânio e Dormentes, em reuniões na zona rural, para escutar os grupos e lideranças locais. Participará ainda da 13ª edição da Feira de Caprinos e Ovinos de Dormentes (CAPRISHOW), prestigiando este grande evento da cidade que movimenta e fortalece a economia e a cultura local e regional.

Em sua rotina de trabalho, o deputado continua, como sempre, mantendo os mesmo hábitos de sua trajetória política, buscando o estreitamento do vínculo com as comunidades e pessoas, em constantes e rotineiras viagens e visitas, pois acredita que no distanciamento não há como realizar um trabalho efetivo em prol em sua luta. 

O delegado Carlos Gilberto Freire de Oliveira Júnior, de 41 anos, foi condenado criminalmente por desobedecer à ordem de fechar as portas e retirar o carro do meio da rua. De acordo com a denúncia, policiais militares realizavam rondas para verificar uma suspeita de tráfico de drogas no Morro da Conceição, na Zona Norte do Recife, quando encontraram um carro do modelo HB20 obstruindo a via pública. Os PMs solicitaram que o réu retirasse o veículo, mas o mesmo não atendeu ao pedido. Teria dito ainda, em tom intimidatório, que era delegado de polícia.

O fato aconteceu em julho de 2015. A Justiça julgou procedente denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE). ”Durante a instrução processual, restou satisfatoriamente comprovado ter o acusado se negado a atender ordem legal de retirar seu veículo da via pública para a passagem das viaturas, além de ter agredido a moral e prestígio da atividade pública e frustrado importante operação policial no combate à criminalidade da localidade”, afirmou, na decisão, a juíza Gisele Resende.

O delegado foi condenado pelo crime de desobedecer à ordem legal de funcionário público, previsto no artigo 330 do Código Penal Brasileiro. A magistrada decidiu que ele irá cumprir pena de três meses de detenção, em regime aberto, além do pagamento de 150 dias-multa. A detenção foi convertida em prestação de serviços à comunidade. O réu ainda pode recorrer da decisão em segunda instância.

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A Caixa Econômica Federal realiza hoje (19), às 18h, em Goiânia, o primeiro sorteio do Dia de Sorte, a nova modalidade de loteria. O concurso do Dia de Sorte pode pagar um prêmio estimado em R$ 700 mil. Os interessados podem registrar seus jogos até as 15h, quando as apostas serão encerradas. 

O sorteio será feito no Feirão Caixa da Casa Própria, no Centro de Convenções de Goiânia.

O novo jogo foi lançado no último dia 14. O jogador tem a opção de escolher sete números entre os 31 disponíveis e ainda um mês do ano. A ideia é apostar em datas, por isso os 31 dias do mês, e os meses do ano, que serão representados por bolas com números de um a 12.

A aposta mínima é de sete números, mas o jogador pode marcar até 15 “dias da sorte” em um único jogo. Quantos mais números marcados, maior a chance de ganhar. O valor da aposta máxima é R$ 12.870. O preço mínimo é R$ 2, com sete números.

Cada volante disponibiliza três jogos. Também será possível apostar em um bolão. Ao ser registrado no sistema, o bolão gera um recibo de cota para cada participante que, em caso de premiação, poderá resgatar a sua parte do prêmio individualmente. Os bolões para o Dia de Sorte têm preço mínimo de R$ 16, e cada cota deve ser de, pelo menos, R$ 4, sendo possível fazer um bolão de no mínimo duas e no máximo 60 cotas. O apostador também pode adquirir cotas de bolões organizados pelas lotéricas. Basta solicitar ao atendente a quantidade de cotas que deseja e guardar o recibo para conferir a aposta no dia do sorteio. Nesse caso, poderá pagar uma tarifa de serviço adicional de até 35% do valor da cota, a critério da lotérica.

A premiação será dividida em cinco faixas. No caso dos dias, quem acertar quatro e cinco números sorteados receberá o prêmio fixo no valor de R$ 4 e R$ 20, respectivamente. O acerto de seis números dá ao jogador o valor de 30% do rateio e os sete números, de 70%. Também será premiado quem acertar o mês sorteado. Nesse caso, o valor é fixo de R$ 2.

Com a aposta dos sete números, a probabilidade de o jogador ganhar o prêmio principal é uma em 2.629.575. No caso do segundo prêmio, as chances são de um em 15.652. Na terceira e quarta faixas de premiação, a estatística é de um em 453 e um em 37, respectivamente. No caso do mês do ano, a possibilidade de ganho chega a ser de um por 12. Essas chances aumentam conforme o número de apostas.

Sorteios e arrecadação

Os sorteios serão realizados três vezes por semana: terças, quintas e sábados. A partir da semana do dia 20 de maio, os números serão sorteados no Caminhão da Sorte, junto com os demais jogos das loterias Caixa.

A arrecadação segue a mesma distribuição que as demais loterias, ou seja, os recursos são repassados para seguridade, esporte, saúde e segurança.

As 50 mil unidades adicionais serão direcionadas exclusivamente à faixa 1,5

Enquanto o presidente Michel Temer aproveita as entregas de moradias do Minha Casa Minha Vida como palanque, o orçamento do programa de habitação popular corre o risco de ficar sem recursos para a construção de nenhuma moradia destinada às famílias mais pobres, que ganham até R$ 1,8 mil por mês.

Na reunião da semana passada da junta orçamentária — que reúne os ministros da Fazenda, do Planejamento e da Casa Civil — foi avisado que, se o governo não conseguir reduzir as despesas obrigatórias, como pagamento de salários, previstas para o ano que vem, será preciso cortar uma série de programas sociais e proibir qualquer contratação com impacto fiscal, como as casas do programa, cujo subsídio chega a 90%.

Para contornar essa situação, os ministros da junta propuseram dar prioridade para a aprovação do projeto que acaba com a desoneração da folha de pagamento para alguns setores e adiar o reajuste dos servidores previsto para entrar em vigor em janeiro.

Como adiantou o Estadão/Broadcast, a equipe econômica aceita que um número de setores maior fique fora do aumento da carga tributária. O governo gasta por ano R$ 16 bilhões para manter 56 setores com a desoneração. Se conseguir adiar o reajuste de cerca de 370 mil servidores previsto para o ano que vem, seriam economizados R$ 5 bilhões.

Faixa 1,5

As 50 mil unidades adicionais do MCMV anunciadas esta semana pelo presidente Michel Temer serão direcionadas exclusivamente à faixa 1,5 do programa — que atende famílias com renda de até R$ 2,6 mil e tem até 30 anos para pagar. Nessa faixa, o FGTS financia 90% do valor e o governo arca com os 10% restantes. A expectativa é que as novas unidades prometidas para este ano custem até R$ 250 milhões ao Tesouro Nacional. Ao todo, para todas as faixas, o governo se comprometeu a começar a construção de 600 a 700 mil moradias do programa. No ano passado Temer já descumpriu a meta de contratar 170 mil moradias para os mais pobres. O governo iniciou a construção de apenas 23 mil moradias em 2017, apenas 13,5% da meta.

A decisão de financiar apenas a faixa 1,5 foi determinada pelo debate que se arrastou por semanas entre a área política e econômica do governo. Nessa discussão, a equipe econômica sempre lembrou da frágil situação fiscal e alertou que a ampliação do programa em R$ 9 bilhões neste momento prejudicaria as contas públicas, o que aumenta a chance de cortes no futuro.

Alternativas

Para o vice-presidente de Habitação do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (Sinduscon-SP), Ronaldo Cury, a faixa 1 é fundamental para reduzir o déficit habitacional no País, junto com outras alternativas, como o pagamento de aluguel social. Mas com restrição fiscal, ele defende que uma parte das famílias beneficiadas pague uma contribuição maior pelo imóvel, o que reduziria o custo do subsídio bancado pela União. O contemplado com uma casa da faixa 1 paga no máximo R$ 270 de prestação mensal, por 10 anos, sem juros.

O ministro das Cidades, Alexandre Baldy, afirmou que “formalmente” não chegou ao ministro à escassez de recursos para o MCMV em 2019. “Caso eventualmente haja [falta de recursos], como ainda votaremos o orçamento de 2019, eu irei votar, o meu partido presidirá a CMO [Comissão Mista do Orçamento], podemos recompor o que for importante para manter o programa levando moradias às famílias de baixa renda”, disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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A Justiça Federal da Bahia decretou o bloqueio de R$ 12,4 milhões de doze réus – entre empresários, deputados estaduais, ex-prefeitos e agentes públicos – por fraude a licitações, desvio de recursos públicos e corrupção de agentes públicos e servidores, em 19 municípios baianos. As informações foram divulgadas pela Procuradoria da República na Bahia.

Segundo o Ministério Público Federal, ‘as práticas ilícitas’ ocorreram a partir do município de Buerarema, a 450 km de Salvador, e se espalharam por outras 18 cidades. Entre os denunciados estão os deputados estaduais Angela Sousa e Carlos Ubaldino (ambos na foto), ambos do PSD. A ação é decorrente das investigações da Procuradoria e da Polícia Federal na Operação Águia de Haia.

A investigação, que teve início em 2013, descobriu uma organização criminosa que supostamente negociava com várias prefeituras pacote fechado de fraudes em licitações de serviços de tecnologia de informação com desvio de recursos da educação para as empresas de seu grupo vencerem o contratos a preços superfaturados e repartirem os ganhos ilícitos com agentes corrompidos.

A ação específica apura um pregão, realizado em 2011, para contratação de serviços educacionais voltados à implantação e utilização de tecnologias de informação para a Secretaria de Educação e escolas do município.

Segundo o Ministério Público Federal, ‘a participação dos deputados estaduais consistia, através dos seus mandatos públicos, divulgar a atuação das empresas da organização e aliciar prefeitos para aderirem ao esquema, mediante pagamento de propina’.

Ângela Souza e Carlos Ubaldino teriam recebido propinas para fazer a articulação política da organização. As ações de improbidade administrativa e penal foram ajuizadas pelo procurador da República Tiago Modesto Rabelo.

A reportagem tentou contato com a deputada estadual Angela Souza, com o deputado estadual Carlos Ubaldino, com o diretório estadual do PSD na Bahia e todos os réus envolvidos no processo. O espaço está aberto para manifestação.

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O cenário político e econômico está continua nebuloso para os candidatos que pretendem representar o establishment e a política econômica implantada no governo de Michel Temer.

O dólar ruma aos céus. Já não é um absurdo falar em uma cotação de R$ 4 em algum momento durante a campanha eleitoral. O PIB de 2018 terá crescimento pequeno ao longo do ano para recuperar as perdas da recessão recente. O desemprego se mantém altíssimo: 27,7 milhões de brasileiros desempregados ou subutilizados, trabalhando menos de 40 horas por semana.

Entre os jovens de 18 a 24 anos a taxa é assustadora: 28,1%  estão fora do mercado de trabalho. É uma geração inteira de brasileiros alijados do mercado de trabalho, sem ganhar experiência, sem produzir. São pessoas que certamente sofrerão as consequências durante muitos anos. E é exatamente esse o grupo demográfico que mais se dispõe a protestar ou a adotar o discurso de oposição aos atuais governos, seja a administração federal ou nos Estados.

É incomum na história das eleições para presidente no Brasil o establishment vencer quando há tanto desalento e incerteza na economia. Os políticos do centro –ou campo azul, como queiram– têm o desafio de convencer os eleitores sobre a necessidade de manter o atual modelo econômico para tirar o país da letargia.

Não é tarefa fácil

Duas exceções: 1998 e 2014

Nas sete eleições presidenciais desde 1989, em só duas ocasiões o establishment político saiu vencedor mesmo enfrentando situações adversas na economia. Em ambas adotou um discurso semelhante, mas que não servirá para 2018. A história foi assim:

1998 (PSDB ganhou) – o termo “estelionato eleitoral” foi popularizado quando o tucano Fernando Henrique Cardoso se reelegeu para um novo mandato. A economia convivia com uma taxa de câmbio falsa, com paridade entre real e dólar. O país estava parado. O PIB cresceu só 0,3% em 1998. FHC venceu com o discurso do medo –“se está ruim, pode ficar pior mudando o comando do país”;

2014 (PT ganhou) – com uma potente aliança de partidos (inclusive o MDB), Dilma Rousseff fez um marketing agressivo, apesar da economia em frangalhos. O PIB crescia à taxa de 0,1% naquele ano. Mas o marqueteiro João Santana criou propagandas cinematográficas (hoje sabemos a que preço). Mostrou peças como a da comida sumindo do prato do trabalhador. O medo venceu. O PT ganhou mais um mandato presidencial. Depois Santana foi condenado na Lava Jato, mas isso é outra história…

O eleitor percebeu os dois “estelionatos” eleitorais em 1998 e 2014. A população se arrependeu e puniu os envolvidos.  Depois de Fernando Henrique, o eleito foi Lula (em 2002). Já no caso de Dilma, o castigo foi ainda mais rápido. A petista mergulhou num pântano de rejeição popular e sofreu o impeachment no Congresso (em 2016).

O medo agora é outro

Depois das experiências ruins com PSDB (1998) e PT (2014), é improvável que o discurso do medo tradicional possa colar novamente.

É tarefa complexa convencer os eleitores sobre a utilidade de manter a atual política econômica (correta em sua essência, mas ineficaz no curto prazo). Essa missão hercúlea está nas mãos de Michel Temer (MDB), Henrique Meirelles (MDB), Geraldo Alckmin (PSDB), Rodrigo Maia (DEM), Alvaro Dias (Podemos), Flávio Rocha (PRB), João Amoêdo (Novo) e Guilherme Afif (PSD).

O medo usado pelo marketing político é o que exala da falta de segurança pública. Não à toa que o líder nas pesquisas sem Lula é o capitão do Exército na reserva, Jair Bolsonaro.

PSDB e PT em apuros

Desde 1989 foram sete eleições presidenciais. Nessas, o PSDB foi finalista em 6 (ganhando ou ficando em 2º lugar). O PT ficou em 1º ou 2º lugar em todas as 7 – é 1 recorde entre partidos brasileiros

Agora, de maneira inadvertida ou não, ao insistir com Lula, o PT pode estar renunciando a disputar para valer a corrida presidencial de 2018.  O simulacro de candidatura do ex-presidente serve neste momento para ganhar “free media”. Não é uma estratégia ruim do ponto de vista imediato. A tropa da esquerda fica minimamente alinhada (embora já sejam visíveis sinais claros de dissidências).

O problema para o lulismo é que o futuro sempre chega. Em setembro o TSE inviabilizará Lula judicialmente, por causa da Lei da Ficha Limpa. Se a estratégia do PT for esticar a corda até o fim, pode ficar tarde demais para escolher alguém viável da legenda para ir ao 2º turno.

Já o PSDB parou no tempo, não se modernizou (por que Aécio Neves ainda não foi submetido a um processo disciplinar interno na legenda?) e continua acreditando na “fila da política”. Alckmin está com a ficha nº 1 e será o candidato. O tucano paulista de Pindamonhangaba tem ideias relativamente ponderadas e corretas para quem se pretende no centro do espectro político. Mas o fato é que os eleitores estão, por enquanto, dizendo que sua estampa que não atende à demanda pelo “novo” no imaginário do brasileiro.

Coluna do Estadão

O Plenário do Tribunal de Contas da União aprovou, sem alarde, auditoria extraordinária no Fundo Nacional de Saúde. A suspeita é de que o PP, que comanda o Ministério da Saúde, direcionou verba para atrair deputados na janela partidária. Levantamento preliminar da Corte indica que 71% dos recursos de emendas de relatoria foram distribuídas para seis Estados. Entre eles, Alagoas, base do líder do PP na Câmara, deputado Arthur Lira, e o Piauí, do presidente da sigla, Ciro Nogueira. Os dois Estados só não receberam mais do que SP e MG.

Na justificativa para abertura da investigação, o TCU aponta “enorme discrepância entre os valores distribuídos para cada um dos Estados, o que coincide com portaria do Ministério da Saúde que simplificou as normas de repasse do FNS, o que dificulta o controle”.

A portaria foi assinada pelo ex-ministro Ricardo Barros. Ele deixou a pasta em abril para disputar a reeleição de deputado federal pelo PP do Paraná. No lugar, assumiu Gilberto Occhi, também do PP.

A investigação será tocada pela Secretaria-Geral de Controle Externo do TCU, “com a urgência que o caso requer”. Procurado, o Ministério da Saúde informou que os recursos foram “incluídos no orçamento pelo relator para apoiar os municípios na melhoria de serviços na Atenção Básica e Média e Alta Complexidade.” E que a resolução “não altera o orçamento ou aplica recursos adicionais para estados e municípios”.