Pedro Araújo

As informações que informam as verdades dos fatos, sem ferir ou denegrir pessoas ou imagens. Como também, nunca procurando agradar aos maus feitores.

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Pinga-Fogo

Toda proposta feita durante uma eleição tem dois elementos, principalmente quando se trata de fazer algo com o limitado orçamento abastecido pelo dinheiro do contribuinte. O primeiro elemento da promessa eleitoral é o benefício. Esse é repetido até fazer calo nos ouvidos do eleitor. O segundo elemento é a contrapartida, o “de onde tirar o dinheiro”. Questionado durante a campanha, é tratado pelos candidatos quase como um insulto contra aquele “santo” que pleiteia a vaga.

Na campanha em Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) prometeu que iria dar 13° para o Bolsa Família. Na propaganda, afirmava que seria no valor de R$ 150. Quando se pedia detalhes, dizia que seria a partir de um fundo estadual, que já existia. Mas, como turbinar o fundo para arcar com os valores? Explicou-se agora: a população vai ter que pagar mais impostos. O aumento para alguns itens será de 2% no ICMS. E o beneficiário, pra receber, terá que pedir nota de tudo o que comprar da cesta básica durante o ano, garantir que o Estado arrecade e tentar receber R$ 150, no máximo. A gestão vai usar os beneficiários do Bolsa Família para arrecadar impostos e, se eles comprarem suficiente, receberão o valor no fim do ano. 

Foi essa a informação que faltou durante a eleição.

Outra medida foi à redução de 2% no ICMS para o óleo diesel em Pernambuco. O curioso é que, em maio, na greve dos caminhoneiros, quando a intenção política era deixar que a gestão de Michel Temer (MDB) sangrasse para atrapalhar os adversários locais do PSB, o governo dizia que não tinha como reduzir o imposto.

Na época, o discurso da equipe de Paulo Câmara era que se reduzissem o valor do ICMS em Pernambuco iria faltar dinheiro para saúde e educação. “Os Estados já vivem em dificuldade por causa do governo federal”, justificavam.

Chama atenção que a redução era tratada como absurda e impossível no meio da crise que atrapalhou a vida de todo mundo. Agora, passada a eleição, refizeram os cálculos e ficou tudo bem. Não vai mais faltar dinheiro. Na próxima eleição tem mais…promessas.

Gena foi hexacampeão pelo Náutico / Andre Nery/Acervo JC Imagem

Morreu na noite desta segunda-feira (12), o ex-jogador Gena, ídolo de Náutico e Santa Cruz. Ele estava internado no Memorial São José, na Ilha do Leite, Zona Central do Recife. Ele havia dado entrada no hospital com dores no abdômen e passou 15 dias na Unidade de Terapia Intensiva. Segundo os familiares, sofreu parada cardíaca nesta segunda e não resistiu. Ele tinha 75 anos. Detalhes sobre velório e sepultamento não foram definidos pelos familiares ainda.

“Estamos aguardando o laudo, mas deu entrada no hospital com uma infecção grande no abdômen. Passou 15 dias na UTI e teve uma parada cardíaca em que não resistiu”, disse Júnior, filho do ex-jogador.

Em nota nas redes sociais, o Náutico lamentou a morte do ídolo. “Em nome da torcida alvirrubra, o Náutico se solidariza com familiares de Gena, falecido nesta segunda. Gena foi mais que um atleta vencedor. Foi um ser humano campeão. Uma estrela que brilhou no Hexa e seguirá sendo luz e inspiração. Gena é exemplo de um Náutico eterno”, disse o clube.

Gena foi um dos heróis do hexacampeonato do Náutico, estando nos seis títulos do clube, de 1963 a 1968. Também esteve em quatro dos cinco títulos do pentacampeonato do Santa Cruz. Ganhou de 70 a 73. Ainda levou a Copa Norte com o Timbu entre 65 e 67. Ainda foi vice-campeão da Taça Brasil, em 67, também com a camisa alvirrubra.

Outro dado importante sobre o ex-jogador foi que ele nunca foi expulso, tendo sido reconhecido como um dos atletas mais disciplinados do Brasil. Tanto que recebeu o Prêmio Belfort Duarte.

TROFÉU GENA

Por ter marcado época nos dois clubes, Gena foi homenageado ano passado pela Federação Pernambucana de Futebol com um troféu no seu nome para marcar o centenário do Clássico das Emoções. O Timbu levou a melhor e levou a taça com o nome do ídolo.

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A Caixa suspendeu a contratação de novas unidades do programa Minha Casa Minha Vida da faixa 1,5 por falta de recursos para o programa. Nessa faixa, na qual se enquadram famílias com renda de até R$ 2.600,00 por mês, o governo banca uma parcela de até R$ 47,5 mil do valor do imóvel. É esse dinheiro, destinado ao pagamento do subsídio, que acabou.

A intenção do banco é retomar os financiamentos em 2019, quando o programa receberá um novo aporte. A Caixa ressaltou que, no total, o programa Minha Casa Minha Vida recebeu este ano R$ 57,4 bilhões. Até o momento, informa a instituição, foram contratados 4,7 milhões de unidades habitacionais.

O fim do dinheiro para o programa não chega a surpreender. O governo vinha desde o início do ano enfrentando dificuldades para reforçar o orçamento do programa. E contava com medidas cujo efeito no caixa ficaram aquém do estimado pela área econômica, como a reoneração da folha. Diante das dificuldades, a decisão tomada este ano foi priorizar os financiamentos na faixa 1,5, já que na faixa 1 os subsídios são maiores e, portanto, é maior a necessidade de recursos orçamentários.

Na faixa 1,5, os financiamentos são concedidos pelo prazo de 30 anos, a juros de 5%. O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) financia 90% do valor do imóvel, e o Tesouro banca os 10% restantes. Na faixa 1, a parcela bancada pelo governo é bem maior. O mutuário não paga juros. A prestação é de no máximo R$ 270,00 por mês e o financiamento dura dez anos.

Aos 51 anos, Luís Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, acumula condenações que somam 340 anos e comanda um império por meio de bilhetes e uma rede azeitada de colaboradores Foto: Fernando Quevedo / Agência O Globo

ÉPOCA

Cela 19B, no presídio federal de Porto Velho, em Rondônia, erguido para ser um dos mais seguros do país. De seu cubículo de 7 metros quadrados, onde deveria estar absolutamente isolado, o traficante carioca Luiz Fernando da Costa, conhecido como Fernandinho Beira-Mar, mantinha uma intensa comunicação com parentes e comparsas que estavam “do lado de fora”. O sofisticado protocolo de segurança da penitenciária, criado para ser inviolável, foi burlado pelo criminoso com um simples, mas bem estruturado, esquema de envio e recebimento de bilhetes na cadeia. Não havia um detalhe sequer da organização criminosa que não passasse por seu crivo: da qualidade da droga e do tipo de munição adquirida à liberação de verbas para a quadrilha. Beira-Mar controlava tudo como se estivesse em liberdade. Com pulso firme, exigia frequentes relatórios e prestações de contas dos membros da organização. “Vocês não estão dando satisfação de nada e, por tudo isso, estão ocorrendo muitos mal-entendidos”, reclamou em um dos bilhetes.

Ao longo da campanha eleitoral, as ordens emanadas por criminosos de dentro de presídios foram colocadas em pauta por alguns dos presidenciáveis. Geraldo Alckmin (PSDB), ex-governador de São Paulo, insistiu em dizer que facções criminosas não comandavam quadrilhas de dentro de cadeias paulistas. Por outro lado, Ciro Gomes fez questão de repetir diversas vezes que, caso fosse eleito, chefes de facções criminosas seriam transferidos para presídios federais. Um deles é justamente o de Porto Velho, que não foi capaz de isolar Beira-Mar como proposto. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse nesta semana que é “melhor colocar mais gente na cadeia, mesmo que não alocada adequadamente” e promete acabar com a progressão de pena e as saídas temporárias no sistema prisional — sem elencar o que pode ser feito para impedir que presidiários continuem a gerir o crime de suas celas.

Câmera que vigia a entrada da cela de Beira-Mar. Os bilhetes são passados a vizinhos por meio de uma técnica rudimentar Foto: Reprodução

A comunicação de Beira-Mar com seus comandados a partir de uma penitenciária de segurança máxima foi comprovada por uma investigação da Polícia Federal. Duas vezes por semana, o criminoso conseguia receber e enviar mensagens. Os assuntos tratados pela quadrilha eram os mais variados, e as cartas não necessariamente eram pequenas. Muitas chegavam até mesmo a ter fotografias anexadas. Uma delas, enviada ao traficante no primeiro semestre de 2017 por uma de suas filhas, Thuany Moraes da Costa, continha a imagem de uma grande aparelhagem de som. A jovem queria o aval do pai para comprar o acessório por R$ 70 mil. O objetivo era colocá-lo em um dos estabelecimentos comerciais da quadrilha. “Não será a melhor equipe do mundo, mas atenderá bem nossas necessidades no momento. O que farei agora? Compro a que já está pronta por esse valor ou monto uma com o rapaz?”, questionou.

Beira-Mar fazia constantes cobranças de relatórios e de todas as atividades desempenhadas por sua organização criminosa. Em uma das correspondências, o traficante pede satisfação sobre o andamento da construção de um depósito de distribuição de gás que estava sendo montado pela quadrilha em Duque de Caxias, cidade da região metropolitana do Rio de Janeiro onde comanda o tráfico de drogas em sete favelas.

O esquema de Beira-Mar passava por uma grande teia de colaboradores. Em sua cela, o criminoso escrevia à mão as mensagens que enviaria. Os papéis eram dobrados por ele e amarrados em uma linha com um pequeno pedaço de velcro preso na ponta. O objetivo era dar peso ao fio. O criminoso conseguia passar os bilhetes para o preso da cela ao lado. Em visita íntima, esse detento repassava as cartas para sua companheira, já que Beira-Mar estava com o benefício suspenso e não tinha esse tipo de contato com sua mulher. As mulheres dobravam os papéis inúmeras vezes e embalavam em plástico filme. Em seguida os introduziam na vagina e assim conseguiam sair com eles da unidade prisional. Para que os bilhetes entrassem na cadeia, usavam estratégia semelhante.

Fora da penitenciária também havia uma estrutura para organizar a comunicação do criminoso com seus comparsas. Quando as mulheres dos detentos saíam do presídio, o conteúdo das cartas era digitado em e-mails criados pelo grupo, e a senha era distribuída para que todos pudessem acessar a conta e ler o recado. Ou seja, os e-mails não eram enviados, mas apenas mantidos em pastas, o que, em tese, impedia que fossem rastreados.  

Da mesma forma, quando algum integrante do grupo desejava conversar com Beira-Mar, suas cartas — escritas à mão ou no WhatsApp — eram digitadas e impressas para ser entregues dentro da cadeia, por meio das mulheres dos detentos. O objetivo do grupo era não deixar rastros. No entanto, durante uma operação denominada Epístolas, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em maio do ano passado, no curso das investigações, foram encontrados bilhetes manuscritos no bolso de uma integrante da quadrilha. Eram recados de outros membros para Beira-Mar. A polícia conseguiu recuperar ainda dezenas de cartas nas contas de e-mail usadas pelo grupo, descobertas com a apreensão de computadores da organização.

Algumas cartas, consideradas confidenciais por Beira-Mar, tinham de ser entregues a seus destinatários pessoalmente, por isso eram levados os textos originais. A polícia identificou pelo menos duas viagens de integrantes da quadrilha, de Porto Velho até o Rio, para entregar correspondências consideradas secretas. Uma delas aconteceu em 26 de março de 2017, quando uma comparsa do criminoso foi ao Rio entregar uma carta a Thuany.

Em um dos bilhetes recuperados pela PF, escrito em 1º de março do ano passado, Beira-Mar diz que as cartas deveriam ser embaladas para as mulheres dos presos na forma de “balas Halls”, envoltas com plástico três vezes. O traficante escreveu que cada interno conseguiria transportar “até 30 balas Halls” por visita, permitindo uma intensa comunicação com sua quadrilha. De acordo com a investigação, a comunicação estendeu-se, pelo menos, de junho de 2015 a maio de 2017. Laudos periciais produzidos pela PF já atestaram que as correspondências encontradas foram escritas por Beira-Mar.  

O presidente do Senado, Eunicio Oliveira (PMDB-CE) 04/07/2018 Foto: Ailton de Freitas / Agência O Globo

O presidente do Senado, Eunício Oliveira , disse que o único compromisso dele com o presidente eleito, Jair Bolsonaro , é aprovar o orçamento de 2019 com as mudanças necessárias para o novo governo. Ele contou que a audiência entre ele e Bolsonaro – marcada para ocorrer nessa terça-feira às 9h, entrou e saiu da agenda sem explicações. Eunício relatou que O pedido de audiência foi feito por telefone  por uma pessoa que se identificou como chefe de gabinete do deputado Bolsonaro, na sexta-feira.

O presidente do Senado contou que confirmou a audiência no mesmo dia, quando já estava na sua fazenda, que fica no município de Alexânia, próximo a Brasília. Contou que estava numa roça de feijão, onde o celular quase não pega, mas que deixou tudo acertado. Bolsonaro desceria na Base Aérea de Brasília e iria direto para o Congresso, antes de seguir com a agenda na capital federal.

No dia seguinte, porém, um assessor de Eunício ligou para informar que a audiência tinha sido cancelada, sem explicações. O presidente do Senado disse que estranhou, mas que não cabe a ele a inciativa de aproximação com Bolsonaro e sua equipe. Segundo ele, o novo governo é que deve procurar o Parlamento para defender seus interesses.

– Posso acelerar ou segurar votações. Mas até agora ninguém me procurou. Não sei quais são os projetos de interesse do novo governo, que  são importantes para a economia, afirmou Eunício, acrescentando: – Não quero trazer problema para ninguém e estou disposto a conversar, com quem quer seja, com o Onyx Lorenzoni (ministro extraordinário a transição) ou Bolsonaro. Com informações de O Globo.

Deputads bancada da Bala Fraga Bessa

Dois deputados do Distrito Federal bateram boca e quase se agrediram fisicamente durante a sessão plenária da Câmara dos Deputados desta segunda-feira (12). Alberto Fraga (DEM) criticou a possibilidade de o governador eleito Ibaneis Rocha (MDB) extinguir a Casa Militar. Laerte Bessa (PR) rebateu o colega ao afirmar que ele não tinha moral para falar sobre a questão, chamando-o também de ladrão.

“Se ele insistir com essa ideia maluca, de jumento, ele pode preparar cadeia para todos os oficiais, porque ninguém vai para as ruas, ninguém vai trabalhar. Isso vai mergulhar o Distrito Federal em um caos”, disse Fraga, que é coordenador da chamada bancada da Bala.

Bessa, que também integra o grupo e já foi aliado de Fraga, foi à tribuna para defender Ibaneis. O deputado será o chefe do Gabinete da Segurança Institucional (GSI) do próximo governo. “Eu queria dizer para esse coronel deputado que ele não tem moral nenhuma para falar de quem quer que seja. Sabe por quê? Porque foi condenado recentemente por corrupção. […] Estou falando que você é ladrão porque já foi condenado”, afirmou Bessa.

Bessa também afirmou que Fraga, que concorreu ao governo do DF e foi derrotado, não poderia ser governador do DF porque teria “que passar a noite no presídio”.

Diante dos ataques, Fraga pediu a palavra e, do meio do plenário, afirmou que não entraria no mérito da discussão. “O deputado (Bessa) já é conhecido nesta Casa pelo seu tresloucamento e pela sua truculência. Só quero dizer ao plenário que ele fazia parte da nossa coligação. Então, realmente, essa questão de apoiar um candidato que era da outra coligação quem tem que explicar é ele, e não eu”, disse.

Enquanto Fraga falava, Bessa desceu da tribuna e caminhou em direção ao seu colega, chamando-o para briga. Fraga empurrou Bessa e iniciou-se uma discussão generalizada em plenário. A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) chegou a pedir a suspensão da sessão “por falta de segurança”. Com informações do Estado de S.Paulo.

Jair Bolsonaro

Um relatório da Assessoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias (Asepa) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontou uma série de irregularidades e indícios de omissão de gastos eleitorais na prestação de contas da campanha do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). A área técnica do TSE pediu que seja concedido um prazo de 72 horas para que Bolsonaro complemente dados e a documentação, além de apresentar esclarecimentos sobre as dúvidas levantadas.

A Asepa identificou falhas como indícios de recebimento indireto de doações de fontes vedadas, ausência de detalhamento na contratação de empresas e comprovação de serviços efetuados e até mesmo informações divergentes entre os dados de doadores constantes na prestação de contas e aquelas que constam do banco de dados da Receita Federal.

“Ao efetuar o exame das manifestações e da documentação entregues pelo candidato, em atendimento à legislação eleitoral, foram observadas inconsistências na prestação de contas”, diz o parecer do TSE.

O relatório do TSE encontrou um total de 23 falhas na documentação entregue pela campanha de Bolsonaro, entre elas a falta de um cadastro prévio da empresa AM4, que não estaria habilitada para atuar na arrecadação de recursos via financiamento coletivo. Um dos contratos analisados pelo TSE diz respeito à instalação de uma plataforma desenvolvida pela AM4 para recebimento de doações via internet.

Procurada pela reportagem, a empresa não havia se manifestado até o fechamento desta edição.

De acordo com a área técnica do TSE, a prestação de contas de Bolsonaro informa doações às campanhas de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filhos do presidente eleito, que totalizam R$ 345 mil, mas não informou os doadores originários dos recursos. Também foram identificadas doações recebidas de outros candidatos ou partidos políticos com informações divergentes na prestação de contas dos doadores, apontou a Asepa.

Prioridade

A prioridade da área técnica do TSE é o exame da prestação de conta de Bolsonaro, que saiu vitorioso das urnas e precisa obedecer uma série de ritos processuais para a diplomação.

Neste primeiro momento, a força de trabalho é direcionada exclusivamente para o presidente eleito. Os demais candidatos que disputaram o Palácio do Planalto serão analisados depois de Bolsonaro.

Procurada pela reportagem, a defesa de Bolsonaro disse que as dúvidas da área técnica do TSE serão respondidas dentro do devido prazo. O relator da prestação de contas é o ministro Luís Roberto Barroso, que analisará o parecer da Asepa.

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Atento aos princípios da moralidade administrativa e da impessoalidade, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou à prefeita Tânia Maria dos Santos (foto), de Brejinho, no Sertão do Pajeú, que se abstenha de usar as cores de sua campanha eleitoral e partido político na pintura de bens públicos.

A promotora de Justiça Lorena de Medeiros Santos ressaltou que a Promotoria de Justiça local recebeu informações de que os últimos gestores municipais utilizaram as cores amarelo e vermelho em campanhas políticas e, após assumirem o cargo de prefeito, as mesmas cores eram adotadas na pintura de prédios públicos e no fardamento dos estudantes. “Tal fato identifica os prédios públicos com a pessoa do administrador, ferindo o princípio da impessoalidade. Além disso, essas cores vêm sendo mantidas pelo mesmo grupo político há mais de dez anos”, alertou a promotora de Justiça.

Por esse motivo, Lorena de Medeiros Santos recomendou à gestão municipal adotar outras cores ou acrescentar tonalidades diversas às cores já adotadas em placas, veículos e demais bens móveis e imóveis do município.

“Comete ato ímprobo o administrador que, ao promover reforma e pintura de imóveis municipais, deliberadamente opta por aplicar cores em injustificada correlação com a bandeira do partido político ao qual pertence, caracterizando promoção pessoal e, como tal, ofensa aos princípios da moralidade e da impessoalidade e indevida lesão ao erário”, ressaltou a promotora de Justiça.

A Fundação Altino Ventura (FAV) anunciou neste domingo (11) o fechamento da unidade da instituição em Arcoverde, Sertão de Pernambuco. Segundo a FAV, o motivo seria a falta de repasses de recursos da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), cujo débito somaria R$ 18,5 milhões. A FAV ainda acrescenta que o POA (orçamento aprovado pelo estado) de Arcoverde e Salgueiro também continua sem ser pago, desde maio de 2017 até junho de 2018 (13 meses), totalizando R$ 4,6 milhões. Na unidade Arcoverde, a FAV oferecia regularmente 1,4 mil consultas por mês, além de exames complementares e cirurgias.

Segundo a FAV, houve várias tentativas de negociação com a SES, e mesmo após o Ministério Público Estadual (MPPE) intervir, a Secretaria não saldou os acordos. A situação também foi comunicada oficialmente ao Ministério da Saúde. De acordo com a entidade, por conta da ausência de repasses, a FAV está atuando apenas com 35% da sua capacidade operacional.

Em nota, a SES lamentou a decisão da FAV e disse que o contrato ainda está vigente. O órgão afirmou que a participação do governo do Estado no gasto com saúde pública tem inclusive crescido nos últimos anos. A SES negou a informação de que estaria atrasando os repasses e declarou que de 2015 até 2018, a FAV recebeu de R$ 144,414 milhões, sendo R$ 32,281 milhões este ano (último repasse realizado neste mês de novembro).

Confira a nota da FAV na íntegra:

“A Fundação Altino Ventura (FAV) agradece à população de Arcoverde e mais 13 municípios do Sertão do Moxotó e Agreste pelo carinho que sempre acolheu suas equipes de trabalho, que tanto fizeram pela população desta região, ao longo de mais de 10 anos. É com coração apertado que a instituição comunica o fechamento da filial Arcoverde, devido à falta de repasses de recursos da Secretaria Estadual de Saúde – SES-PE, cujo débito soma, hoje, R$ 18,5 milhões. O POA (orçamento aprovado pelo estado) de Arcoverde e Salgueiro também continua sem ser pago, desde maio de 2017 até junho de 2018 (13 meses), totalizando R$ 4,6 milhões.

A FAV é uma entidade privada sem fins lucrativos, que atua como rede complementar ao Sistema Único de Saúde – SUS do estado de Pernambuco, e depende do repasse do governo. Apesar de diversas tentativas de negociação junto à SES, e mesmo após intermédio do Ministério Público Estadual – MPPE, a Secretaria de Saúde não saldou os acordos firmados. Essa situação também foi comunicada oficialmente ao Ministério da Saúde.

Em agosto de 2018, a diretoria da FAV teve reunião com representantes das prefeituras de Arcoverde e Salgueiro, propondo a formação de um consórcio intermunicipal para custear os serviços com recursos das prefeituras da região. Sem apoio, a FAV informou à Prefeitura de Arcoverde que a unidade encerraria suas atividades por falta de recursos financeiros.

Diante da falta de repasse por parte do governo estadual, a FAV está restrita a 35% de sua capacidade operacional, deixando de oferecer serviços fundamentais à população que tanto necessita. Em 32 anos de existência, a instituição já superou a marca de 13 milhões de beneficiados. A FAV é um patrimônio do povo pernambucano, e reafirma seu compromisso de combater à cegueira na população desassistida”.

Confira a nota da SES na íntegra:

“A Secretaria Estadual de Saúde (SES) lamenta a decisão da Fundação Altino Ventura em suspender, de forma unilateral e irresponsável, as atividades da unidade de Arcoverde, cujo contrato ainda está vigente. A SES reitera, no entanto, que a Saúde da população pernambucana deve ser tratada com seriedade e, reforçando esse compromisso, os moradores do Sertão do Moxotó não ficarão desassistidos. A Secretaria Estadual de Saúde já vem trabalhando para implantar o atendimento oftalmológico na UPAE de Arcoverde.

Importante destacar que a dificuldade de financiamento da Saúde Pública é um desafio comum ao Sistema Único de Saúde de todo o Brasil. Os repasses previstos pela Tabela de Procedimentos do SUS, sob gestão do Ministério da Saúde, há mais de uma década sem reajuste, estão muito aquém do custo real. Ao longo dos anos, só não houve queda na produção de serviço oftalmológico em Pernambuco, porque o Governo do Estado passou a complementar e garantir, com recursos próprios, a tabela SUS. Nos últimos anos, a participação do tesouro estadual na Saúde Pública vem aumentando consideravelmente, ao mesmo tempo, em que ocorreu uma dramática redução da participação federal. Em 2008, o Ministério da Saúde era responsável por 47% do gasto público com saúde na rede estadual, enquanto o Governo do Estado bancava 53%. Hoje, a participação do Governo Federal caiu para apenas 33% e a do Estado, que tem menor arrecadação, cresceu para 67%.

Nesse sentido, as dificuldades financeiras atingem todas as entidades do Sistema Único de Saúde. A SES mantém com todos os parceiros uma relação de extremo respeito e ética, além de permanente e franco diálogo. Isso não é diferente com a Fundação Altino Ventura, que não vem, infelizmente, agindo com reciprocidade e utiliza, irresponsavelmente, a chantagem para fazer pressão. Durante anos a Fundação utilizou do ‘monopólio’ no SUS para conduzir suas ações e para beneficiar, exclusivamente, os seus próprios interesses. No entanto, as decisões da Secretaria Estadual de Saúde são regidas pelo interesse público e a garantia da assistência à população.

Por fim, a Secretaria Estadual de Saúde esclarece que vem fazendo todos os esforços para honrar os pagamentos e garantir a assistência à população. De 2015 até 2018, a Fundação Altino Ventura recebeu um total de R$ 144,414 milhões em repasses da SES, sendo R$ 32,281 milhões este ano (último repasse realizado neste mês de novembro). Assim, a informação veiculada de que a Fundação não vem recebendo pagamentos do Governo do Estado é falsa”.

Luiz Henrique Mandetta

O deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) é cotado para assumir o Ministério da Saúde no novo governo, segundo afirmou o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Ele concedeu entrevista na porta do condomínio em que mora, na Barra da Tijuca (zona oeste do Rio), na tarde desta segunda-feira (12).

“Conversei com o Mandetta hoje (segunda-feira), dei mais um passo, estou conversando com ele sim. Ele tem reportado as questões da Saúde comigo. Pode (ser o novo ministro), está sendo conversado o nome dele, mas nada definido”, afirmou o presidente eleito. “Tem que tapar os ralos que existem (na saúde), tem que racionalizar, porque não tem como investir mais na saúde. Já estamos no limite dos gastos em todas as áreas”, disse Bolsonaro, sobre os desafios do futuro ocupante da pasta.

 Caso o nome de Mandetta seja confirmado, será o terceiro parlamentar do DEM no futuro ministério de Bolsonaro.  O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) vai assumir a Casa-Civil e a deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS) vai comandar a pasta da Agricultura. 

Bolsonaro diz que confia na indicação de Levy para o BNDES

Sobre a nomeação de Joaquim Levy para a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Bolsonaro disse confiar na escolha feita por seu futuro ministro da Economia: “Tem uma reação, tendo em vista ele (Levy) ter servido a Dilma (Rousseff) e (Sérgio) Cabral, mas não tem nenhum processo contra ele. Esse é o argumento do Paulo Guedes, e eu tenho que acreditar. Na primeira semana não vai ter mais sigilo no BNDES. Eu não sei o Joaquim Levy (se quer abrir o sigilo do BNDES). Meu contato é com o Paulo Guedes, ele é que vai abrir. Se não abrir, alguma coisa vai acontecer”, afirmou Bolsonaro.

O presidente eleito afirmou que durante reunião com Guedes na manhã desta segunda-feira, 12, também conversou sobre a reforma da Previdência: “A gente acha que dificilmente se aprova alguma coisa neste ano. A reforma que está aí não é a que eu e Onyx Lorenzoni queremos. Tem que reformar a Previdência, mas não apenas olhando números, tem que olhar o social também. O meu trabalho e o seu são diferentes de quem trabalha na construção civil, por exemplo. Tem que ter coração também. Tem que começar com a Previdência pública”, afirmou.

Bolsonaro afirmou que não há “nada definido” sobre cargos na Petrobrás: “Só especulações, tem nomes aparecendo, mas (o futuro ministro da Economia) Paulo Guedes não bateu o martelo ainda. Amanhã (terça-feira) Paulo Guedes pode definir mais algum nome”.

Bolsonaro vai a Brasília nesta terça-feira

Bolsonaro vai a Brasília nesta terça-feira e ficará na capital federal até quarta. “Tenho três visitas institucionais: vou ao Banco do Brasil, passo a manhã toda lá, no dia seguinte também passo o dia no Banco do Brasil. As visitas institucionais são Tribunal Superior do Trabalho (TST), Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Superior Tribunal Militar (STM)”.

O presidente eleito também tem compromissos na Câmara e no Senado: “Devo tomar um café com Rodrigo Maia na quarta-feira de manhã. Houve até um mal entendido. Eu disse pra minha assessoria que queria visitar a Câmara e o Senado, aí eles marcaram audiência (com Rodrigo Maia e Eunício Oliveira), mas o que eu quero é o plenário. Não quero audiência porque eles falam comigo por telefone, não precisa de audiência. Aí cancelaram as audiências. O que eu quero é andar pela Câmara, que é minha casa, andar pelo Senado, apertar a mão de parlamentares”.

Sobre o orçamento para 2019, Bolsonaro afirmou que qualquer mudança gera “chiadeira” dos parlamentares: “Vamos supor que o Paulo Guedes queira tirar R$ 100 milhões de um lugar e colocar em outro. Vai ter chiadeira. Tenho conversado com Paulo Guedes, ele tem pouca experiência política, reconhece isso. O orçamento é igual aquele castelo de cartas: mexeu num lugar, cai tudo, e a chiadeira de deputados e senadores é grande. Se ele quiser mexer (no Orçamento), provavelmente não serão R$ 100 milhões, serão alguns bilhões”.

Bolsonaro também falou sobre seu futuro ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro: “Ele não pode tudo, assim como eu não posso tudo. Ele quer levar adiante o sonho de combater a corrupção e o crime organizado”, afirmou. Com informações do Estado de S.Paulo.

Pernambuco é o estado do Nordeste com o maior número de menores infratores em regime de internação. É o que aponta levantamento feito pelo Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e das Medidas Socioeducativas do Conselho Nacional de Justiça (DMF/CNJ). São 1.345 adolescentes pernambucanos internados, a quarta maior quantidade no Brasil, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Ao todo, no país, são mais de 22 mil jovens internados em 461 unidades socioeducativas.

O Ceará é o segundo estado com mais menores internados no Nordeste: 1.173. Em seguida vêm Bahia (604), Maranhão (437), Paraíba (410), Sergipe (252), Alagoas (236), Rio Grande do Norte (205) e Piauí (162). O documento inclui apenas os adolescentes que estão internados e não aqueles que cumprem outras medidas, como a semiliberdade e a liberdade assistida. A internação é a opção mais rigorosa e não podendo exceder três anos – sua manutenção deve ser reavaliada pelo juiz a cada seis meses.

De acordo com o CNJ, dos 22 mil adolescentes no Brasil, apenas 841 são meninas que estão com liberdade restrita no País (excluindo os dados de Minas Gerais, Sergipe e Amazonas que não foram entregues). Segundo Márcio da Silva Alexandre, juiz auxiliar da presidência do CNJ designado para atuar no DMF, adolescentes do sexo masculino se envolvem mais em crimes, grande parte deles roubos, furtos e outros atos ilícitos, como tráfico de drogas.

O juiz explica que a pesquisa foi feita para obter dados do sistema socioeducativo no País, logo no início da gestão do ministro Dias Toffoli, presidente do CNJ, e para que possam ser estabelecidas prioridades e programas no âmbito do sistema no Brasil. “Uma das ações será conhecer de perto a realidade de alguns Estados que possuem um número elevado de adolescentes internados provisoriamente, quando comparados com os demais, para que essas discrepâncias possam ser analisadas e, eventualmente, corrigidas”, afirma.

A atriz Maitê Proença disse nesta segunda-feira (12) que foi sondada pela equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro, para chefiar o Ministério do Meio Ambiente.

Maitê, 60 anos, afirmou que seu nome circulou num grupo de pessoas ligadas a Bolsonaro. A atriz diz, no entanto, que a indicação é “apenas uma ideia”.

Maitê afirmou que a intenção de uma nomeação do tipo seria “tirar o viés ideológico a que o setor ambiental ficou associado“, com alguém que circule em todos os ambientes.

A atriz foi casada com o empresário Paulo Marinho, do círculo próximo a Bolsonaro.

Caso as conversas avancem, seria a 2ª mulher confirmada por Bolsonaro para chefiar um ministério. Na semana passada, o militar anunciou a deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS) para o ministério da Agricultura.

Maitê Proença no SwissLeaks

O nome de Maitê Proença está nos arquivos do SwissLeaks vinculada à conta 15869 HP, aberta em 17 de abril de 1990 e ativa em 2006/2007, quando os dados foram extraídos do HSBC. O saldo era de US$ 585 mil.

Sua empresa, a M. Proença Produções Artísticas, captou R$ 966,9 mil via Lei Rouanet para as peças “Achadas e Perdidas”, “Isabel”, “A Beira do Abismo me Cresceram Asas” e “As Meninas”. A atriz negou ter conta no banco suíço.

Maitê Proença e as pensões

Maitê envolveu-se em uma polêmica por causa de duas pensões recebidas do governo do Estado de São Paulo no valor total aproximado de R$ 17 mil mensais, deixadas por seus pais, o procurador de Justiça Carlos Eduardo Gallo e a professora Margot Proença, mortos em 1989 e 1970, respectivamente.

Maitê recebe o benefício porque nunca se casou oficialmente, no papel. Ela teve as pensões cortadas no final de 2009 por decisão da SPPrev (São Paulo Previdência). O governo alegou que a atriz não podia mais ser considerada filha solteira de Carlos e Margot, pois manteve vida conjugal com o empresário Paulo Marinho, com quem viveu por 12 anos e teve uma filha. Para a SPPrev, sua união estável deveria ser equiparada ao casamento.

Maitê recorreu à Justiça. Em 2010, conseguiu restabelecer o pagamento das pensões. Em 2013, a atriz defendeu o recebimento do benefício e afirmou ao Uol que a pensão era um “direito adquirido”. A informação é do jornal O Globo.

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O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), desembargador Luiz Carlos Figueirêdo, oficializa, nesta terça-feira (13), com o presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), desembargador Adalberto de Oliveira melo, a doação de um ônibus de grande porte que servirá à área de Infância e Juventude do TJPE. A doação do ônibus marcará a solenidade de inauguração do serviço de Depoimento Acolhedor Itinerante. 

Com o ônibus já devidamente equipado, o TJPE contará com uma  unidade móvel para depoimento especial para crianças vítimas de abuso sexual. O ônibus possibilitará um depoimento mais efetivo e acolhedor para crianças em localidades que ainda não contam com salas de depoimento especial, nos moldes da Recomendação 33/2010 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 

A Recomendação 33/2010 do CNJ sugere aos Tribunais a criação de serviços especializados para a escuta de crianças e adolescentes ou testemunhas de violência nos processos judiciais, em um ambiente adequado ao depoimento deste público, assegurando-lhes segurança, privacidade, conforto e condições de acolhimento.

Conforme explica o próprio CNJ, nas salas de depoimento acolhedor, as crianças são acompanhadas por servidores especializados, em ambiente que evita constrangimento e reduz danos psicológicos, pois não há contato com os réus. Os equipamentos utilizados são televisão, filmadora, aparelhagem para captação de áudio e telefone. Isso permite a interação entre o profissional que realiza a escuta e os envolvidos com a condução do processo: juiz, promotor e defensores. O depoimento é gravado em DVD e este somente é copiado se houver necessidade de prova similar em outro processo.

“Se não há  recursos para se implantar, da noite para o dia, salas para ausculta protegida de crianças  e adolescentes  vítimas de abusos e violência  física e sexual, a alternativa está na criatividade. O ônibus para o Depoimento Acolhedor Itinerante vai suprir a lacuna, enquanto que, paulatinamente, outras salas serão  implantadas, além das 4 já existentes,  permitindo qualificação e especialização de juízes, promotores e profissionais dos quadros do Judiciário,  Ministério Público, Defensoria Pública e Polícia Civil”, diz o desembargador Luiz Carlos Figueiredo que, além de presidente do TRE-PE, é desembargador e coordenador da Infância e Juventude do TJPE.

A realização do Censo Demográfico de 2020 está ameaçada, caso não sejam aprovados um concurso público de reposição do quadro de servidores do instituto e as emendas ao orçamento ainda pendentes de votação no Congresso, declarou nesta segunda-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Conforme antecipou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) em 17 de agosto, a equipe econômica do atual governo defendia um censo mais enxuto, por conta de restrições orçamentárias.

O custo total do levantamento foi calculado em R$ 3,4 bilhões pelo IBGE. O órgão enviou ao Ministério do Planejamento um pedido de R$ 344 milhões para investimento em equipamentos e software no ano de 2019. Outros R$ 3,056 bilhões serão estritamente necessários para viabilizar a coleta em 2020.

Em 2018, o órgão recebeu R$ 6,7 milhões em recursos para os preparativos da operação censitária, de uma previsão inicial de R$ 7,5 milhões. Segundo o IBGE, não é possível reduzir o projeto

“A realização do Censo Demográfico 2020 está ameaçada, diante da avalanche de aposentadorias sem a reposição do quadro. Desde 2017, a direção do IBGE vem empreendendo ações para viabilizar a realização de concurso público para o preenchimento de 1.800 vagas, medida imprescindível para evitar a descontinuidade de atividades essenciais do Instituto. No entanto, até o momento não foram concedidas autorizações para os pleitos apresentados”, informou o IBGE, em nota à imprensa.

O instituto diz que vem trabalhando junto ao Congresso Nacional para que acolha e aprove as emendas parlamentares que recompõem o orçamento para a reposição de pessoal, além das atividades do Censo 2020. Não fazer o Censo Demográfico traria prejuízos internos e risco à imagem internacional do Brasil, alertou o IBGE.

A escassez de recursos humanos no IBGE ameaça o plano de trabalho do Instituto e a produção de informações estratégicas para o País, argumenta o instituto, responsável pela produção de mais de 50 pesquisas com informações sobre mercado de trabalho, atividades econômicas e condições de vida da população. O órgão lembra que os indicadores produzidos orientam investimentos e subsidiam políticas implementadas pelas três esferas de governo, mas que a produção de informações depende de recursos financeiros, tecnológicos e humanos.

A redução no quadro de pessoal já teve impacto no funcionamento da rede de agências do IBGE, responsáveis pelas rotinas de entrevistas domiciliares e pela coleta mensal de informações junto a empresas e produtores rurais.

De um total de 583 agências, 232 já operam com apenas dois servidores, elevando o risco de não realização das rotinas administrativas e técnicas. Outras 61 agências possuem apenas um servidor e estão ameaçadas de fechamento já nos próximos meses. Nos últimos quatro anos, 16 agências do IBGE foram fechadas, pois os funcionários responsáveis se aposentaram e não houve como substituí-los.

“Desde 2008, o IBGE perdeu mais de 2.400 servidores, o equivalente a um terço do total. Este quadro pode se agravar ainda mais, chegando a um impasse, pois, hoje, mais de um terço do quadro funcional do IBGE já está apto a requerer aposentadoria. Essa crise ameaça todo o plano de trabalho do Instituto, incluindo a realização do Censo Demográfico 2020, que já se encontra em planejamento”, afirma o texto. “As reposições feitas por alguns concursos e as reorganizações técnicas, administrativas e tecnológicas ocorridas ao longo desse período procuraram reduzir as perdas, mas agora, diante da severidade da redução do quadro de servidores, somente um novo concurso público poderá resolver essa situação-limite”, complementa.

O Brasil realiza censos demográficos desde o Império, sendo o IBGE responsável pela operação desde 1940. A não realização do Censo impossibilitaria a atualização do conhecimento da realidade demográfica e socioeconômica dos municípios brasileiros, além de impactar a produção de informações contínuas do IBGE e de outras instituições, que são baseadas em pesquisas que têm as amostras atualizadas e calibradas pelos resultados do Censo.

“De forma mais dramática e direta, haveria prejuízo para o cálculo dos fatores para a divisão do Fundo de Participação dos Municípios e a atualização de políticas públicas, como o Bolsa Família e as metas do Plano Nacional de Educação, por exemplo. Ademais, seria um descumprimento da Lei nº 8.184/91 pelo Estado brasileiro, pois esse dispositivo legal determina a realização decenal do Censo Demográfico”, declarou o IBGE, na nota.

Quanto aos possíveis prejuízos à imagem do Brasil, o órgão lembra que o País mantém compromissos internacionais estratégicos ancorados na produção de indicadores sociais e econômicos, sendo grande parte deles provenientes do Censo. “O Brasil tem obrigações quanto à disseminação de dados junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI), à Divisão de Estatística das Nações Unidas (UNSD) e à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), entre outros, que sofreriam rupturas. Também somos signatários da Agenda 2030 – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, das Nações Unidas, assinada pelo Brasil, o que exige um grande esforço de estruturação do sistema estatístico nacional, a fim de que se possa atender à demanda por 240 diferentes indicadores sociais, ambientais e econômicos para monitorar o cumprimento de suas metas. A ausência do Censo Demográfico de 2020 inviabilizaria um número considerável desses indicadores”, acrescentou o órgão.

Há uma semana, o IBGE foi alvo de uma polêmica quando o presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, defendeu uma mudança na metodologia da taxa de desemprego no País, dizendo que a pesquisa que atualmente retrata o mercado de trabalho “é uma farsa”. “Vou querer que a metodologia para dar o número de desempregados seja alterada no Brasil”, disse Bolsonaro, ao conceder entrevista à TV Bandeirantes no início da noite da segunda-feira passada.

Especialistas consideraram que a fala do presidente eleito demonstrava desconhecimento sobre o assunto. A Associação de Servidores do IBGE reforçou, em nota, que o órgão “segue padrões metodológicos internacionais em suas pesquisas, com a finalidade de que as estatísticas brasileiras sejam comparáveis às dos demais países do mundo”.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) também saiu em defesa do órgão estatístico brasileiro: “A OIT apoia fortemente a metodologia seguida pelo IBGE para estimar o emprego e o desemprego, seguindo padrões internacionais”, escreveu Rafael Diez de Medina, chefe de estatísticas e diretor do Departamento de Estatísticas da OIT, em mensagens publicadas nas redes sociais.

Em outra mensagem, Diez disse que estava “extremamente preocupado sobre o futuro das estatísticas oficiais no Brasil”. “O sistema internacional de estatísticas estará em alerta e pronto para reagir a esses tipos de reações na Era Pós Verdade”, criticou.

A organização criminosa especializada em arrombamentos a agências bancárias que foi desmembrada durante a operação Cavalo de Tróia na última quinta-feira (8) era formada por três núcleos, segundo a Polícia Civil de Alagoas. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (12) junto à ficha criminal preliminar dos 11 assaltantes mortos em confronto com os policiais, na Zona Rural de Santana do Ipanema, Sertão de Alagoas.

Segundo o organograma divulgado pela Polícia Civil, o grupo criminoso era composto por um núcleo interestadual, um núcleo alagoano e um núcleo pernambucano. Todos os suspeitos mortos na ação policial foram identificados, eram de diferentes estados do Nordeste e tinham passagens pela polícia por roubo a bancos e carros-fortes.

Núcleo Interestadual

O primeiro grupo era formado por quatro suspeitos, sendo dois explosivistas, liderados pelo cearense Manoel Bezerra, vulgo Matuto. Bruno Emanuel, vulgo Bruno de Angelim que era natural do Piauí, Evandro de Paula, vulgo Saulo, que era explosivista e natural do Rio Grande do Norte e por fim o pernambucano Cristiano Rômulo, vulgo Rominho, que também auxiliava Saulo nos explosivos.

Matuto era apontando como o líder do núcleo interestadual pela polícia. Ele havia saído recentemente do presídio de Paulo Afonso na Bahia. Ele tinha várias passagens pela polícia pelos crimes de roubo a banco nos estados do Pará, Ceará e Rio Grande do Norte.

Bruno de Angelim era apontado como o mais violento do grupo e chegou a ameaçar dois capitães da PM do Piauí, segundo a polícia. Ele foi preso no estado em que nasceu por fornecer armas para quadrilhas de roubo a banco em todo o Nordeste, além de ser o responsável por fazer a contenção e atirar contra as bases policiais das cidades atacadas.

Saulo é considerado pela polícia o principal explosivista do grupo interestadual e um dos mais procurados da região Nordeste. Ele estava foragido de um presídio potiguar desde 2012 e tem várias prisões por roubo a banco na Paraíba, Alagoas e Rio Grande do Norte. Segundo a polícia, ele participou de roubos em praticamente todo Norte/Nordeste e tem envolvimento em explosões de bancos e carros-fortes na Paraíba e Rio Grande do Norte. Em sua última prisão, chegou a trocar tiros com policias militares na cidade de Catolé do Rocha/PB.

Rominho era o segundo responsável pelos explosivos do grupo, segundo a polícia. Ele foi preso em 2017 por integrar uma quadrilha de roubo a banco e a carro-forte em uma operação na cidade de Petrolina/PE. Ele possuía mandado de prisão em aberto no estado de Pernambuco, onde era foragido por romper a tornozeleira elétrica.

Núcleo Alagoano

O grupo responsável por promover o terror nas cidades do interior alagoano, era composto por três alagoanos e um sergipano. Natural de Alagoas, José Lutemberg, vulgo Lutinho ou Doutor, era apontado como o líder da quadrilha pela a polícia. O também alagoano Carlos Alberto, vulgo Coquinho, era o explosivista do grupo. Adeildo de Souza Timóteo, vulgo Del, era de Sergipe e completando o bando, o alagoano Adjane da Silva, vulgo Jânio, que tinha como função planejar as rotas de fuga da quadrilha.

Lutinho, o principal articulador, possuía mandado de prisão em aberto pela participação no recente roubo a um agência do Banco do Brasil, no município de Igreja Nova, em Alagoas. O crime ocorreu no dia 17 de setembro deste ano. Segundo a polícia, ele dava suporte logístico aos grupos dos outros estados, providenciando armas de fogo, carros e esconderijos.

De acordo com a Polícia Civil, Coquinho tem participação em pelo menos 30 ataques a agências bancárias em Alagoas desde 2015, ano em que começou a atuar como explosivista. Assim como Lutinho, ele também possuía mandado de prisão em aberto por participar do arrombamento em Igreja Nova. No início de outubro deste ano, policiais encontraram mais de 25 kg na residência de Coquinho, localizada na Zona Rural de Craíbas, município do Agreste de Alagoas.

Del é velho conhecido e parceiro de Lutinho e Coquinho, segundo a polícia. O trio vinha atuando em ataques a instituições financeiras em Alagoas desde 2015. Eles são responsáveis pela grande maioria dos roubos a bancos no estado. Desde abril de 2017, Del estava cumprindo pena no sistema prisional alagoano. Ele foi solto no último dia 8 de outubro deste ano.

Jâni, que conhecia as rotas do Sertão que interligam Alagoas a outros estados circunvizinhos, era apontado pela polícia como o responsável pela fuga da quadrilha. Atuou tanto em Pernambuco quanto em Alagoas e foi preso em junho de 2016 por porte ilegal de arma de fogo.

Núcleo de Pernambuco

Este grupo era o menor da organização criminosa, pois era composto apenas por três suspeitos, todos pernambucanos, e não tinha líder. O explosivista do grupo era André Luiz, segundo a polícia. Josivan dos Santos, vulgo Vanvan, e o armeiro Adriano Souza, vulgo Junior Preto, completavam a quadrilha em Pernambuco.

André Luiz era procurado pelas forças policiais em todo o Nordeste. Tinha envolvimento como explosivista em diversos ataques em toda a região. Ele foi preso em setembro de 2016 em Pernambuco por roubo a banco.

Vanvan, assim como André Luiz, também era procurado pelas polícias de Alagoas, Pernambuco e Bahia. Para a polícia, ele era responsável pelo fornecimento de explosivos, espoletas e cordel detonante para vários grupos criminosos de assalto a banco no Norte/Nordeste. No núcleo pernambucano, ele era quem fazia a contenção e atirava contra as bases policiais das cidades alvo.

De acordo com a polícia, Junior Preto era o responsável pelo transporte armas entre os estados e também participou do roubo a agência do Banco do Brasil em Igreja Nova, Alagoas. Ele respondia um processo por roubo a banco em Sergipe.