Pedro Araújo

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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), problemas como complicações alérgicas e respiratórias, sangramento pelo nariz e irritação dos olhos são comuns quando ocorre a baixa umidade / Foto: Bruno Campos / JC Imagem

A forte onda de calor que assola a Região Metropolitana do Recife (RMR) é decorrente de uma massa de ar seca que está parada no Sertão de Pernambuco, segundo explicou a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac). No dia 15 de novembro, o órgão emitiu um alerta devido à umidade relativa do ar, que deve ficar abaixo de 20% com temperaturas próximas a 40°C no período da tarde no Sertão de Pernambuco e Sertão do São Francisco até a próxima sexta-feira (22).

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), problemas como complicações alérgicas e respiratórias, sangramento pelo nariz e irritação dos olhos são comuns quando ocorre a baixa umidade. 

Cuidados a serem tomados

A APAC listou alguns cuidados que devem ser tomados quando a umidade está entre os 12% e 20%. Veja quais são:

  • Observar as recomendações do estado de atenção (evitar exercícios físicos ao ar livre entre as 11h e 15h, umidificar o ambiente, permanecer em locais protegidos do sol e beber bastante água);
  • Suprimir exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10h e 16h;
  • Evitar aglomerações em ambientes fechados;
  • Usar soro fisiológico para olhos e narinas. 

Por Naldinho Rodrigues*

Algum leitor já ouviu falar em Sergio Moraes Sampaio? Pois bem, Sérgio Sampaio foi um cantor, compositor, filho de Raul Gonçalves Sampaio, fabricante de tamancos, compositor e maestro, e de Maria de Lourdes Morais, professora primária, e primo de  Raul Sampaio , ex- integrante do Trio de Ouro e autor de sucessos como “Quem eu quero não me quer” e “Meu pequeno Cachoeiro”, sucesso de Roberto Carlos”.

Sergio Sampaio cresceu em meio musical, povoado de partituras e instrumentos, devido à atuação do pai como regente  diletante de várias bandas de música em Cachoeiro de Itapemirim, terra do rei Roberto Carlos, e Rubem Braga.

Aos 16 anos , presenciou o pai compondo  “Cala a Boca, Zebedeu”, música que viria a gravar, com grande sucesso, anos depois. Adolescente, trabalhou ouvindo muito o rádio e tornou-se um aficionado pela programação de rádio, tendo em Orlando Silva, Nelson Gonçalves e Silvio Caldas seus primeiros ídolos, bem como  os locutores Luiz Jatobá e Saint-Clair Lopes, cujo estilo esforçava-se em assimilar em imitações caseiras, o que acabou lhe valendo , aos 16 anos, a aprovação em um teste para locutor na Rádio Cachoeiro.

No rádio, aprimorou-se no oficio de locutor, aumentou sua cultura musical e  desenvolveu o hábito. Sergio Sampaio, em 1964, passou por um período de experiência na Rádio Relógio Federal, do Rio de Janeiro, quatro meses depois, retornou a Cachoeiro de Itapemirim. Em 1967, retornou ao Rio de Janeiro, a princípio, disposto a se estabelecer como radialista, para posteriormente, tentar a sorte como cantor-compositor e se destacou no cenário nacional em 1972, com a música “Eu quero é botar  meu bloco na rua”, apresentada inicialmente no IV Festival Internacional da Canção.

O compacto com a música vendeu cerca de 500 mil cópias. Esperava-se daí que  Sampaio fizesse, em série, músicas com o mesmo potencial mercadológico, mas não era para isso que tinha saído adolescente de Cachoeiro de Itapemirim. Sampaio fez o que queria, deu de ombros para a estrutura de divulgação da gravadora e ficou malvisto pelos executivos da música. Eu gosto de pensar que ele foi agente da própria carreira e que essas escolhas foram  conscientes.

Ele abriu mão do que estava se prometendo ali para ele, porque não era naquilo que ele acreditava. Diz o filho, João Sampaio: Eu tenho um puta orgulho disso. Mostra que ele era um cara, que além de tudo, tinha princípios muito firmes. É claro que ele sofreu o peso das escolhas que fez. Diverso, genial e mesmo assim relegado ao lado B da MPB (Música Popular Brasileira), cantor e compositor sofreu com a fama de maldito. Talvez pela profusão de grandes artistas, o Brasil se permita, em uma injustiça cruel, relegar ao lado B um compositor diverso e genial como Sérgio Sampaio, morto há 25 anos.

Sergio Sampaio, já disseram, era o Garrincha da MPB. Os dribles tortos se manifestavam na briga contra o óbvio, na verve afiada e pro que não? No bom humor cínico e irônico. Como Garrincha, o botafoguense, Sergio Sampaio conheceu o sucesso, o ostracismo e a lama, muito por causa dos excessos, mas também  por causa do brilhantismo e da recusa a se entregar a um sistema com o qual não concordava.

Morreu aos 47 anos, vítima de uma pancreatite, mas até o fim continuou produzindo. Pouco antes de morrer, Sampaio estava animado, apesar da doença, para gravar o primeiro CD. Os anteriores foram lançados em LP (Vinil). Em 04 de abril de 1994, Sergio Sampaio foi embora para o Rio de Janeiro, onde faria as gravações do novo álbum, mas acometido de uma forte crise de pancreatite, foi internado no Hospital IV Centenário, no bairro de Santa Tereza, onde faleceu. Foi sepultado no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.

O velho bandido (chamado carinhosamente pelo seu maior amigo, Raul Seixas), há 25 anos que partiu e de lá pra cá não se ouviu mais alguém dizer ou ouvir imitando seu autor: EU QUERO É BOTAR MEU BLOCO NA RUA…

*Naldinho Rodrigues é locutor de rádio. Apresenta o programa Tocando o Passado, pela Rádio Afogados FM, sempre aos domingos, das 5 às 7 da manhã.

O projeto Educação contra a Sonegação, do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) se deslocou até Afogados da Ingazeira, para levar o debate sobre o tema para os alunos da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Ione de Góes Barros. A iniciativa, que objetiva combater a cultura da sonegação fiscal, foi desenvolvida pelo Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Combate à Sonegação Fiscal (Caop Sonegação Fiscal), em parceria com a Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz-PE), a Secretaria de Educação Estadual (SEE) e o Grupo de Educação Fiscal (GEF).

O projeto já vem atuando há mais de um ano com apresentações culturais voltadas para crianças e adolescentes que estudam na rede pública de ensino. “O Educação Contra a Sonegação foi pensado para esclarecer a importância do imposto para o fim social. E, em uma cultura como a brasileira, voltada para a sonegação como prática comum, influenciada talvez pela malversação do dinheiro público, nos preocupamos em promover essa construção de um novo paradigma, junto à nova geração, de que recolher um imposto não é um sacrifício. Sacrifício é não ter os serviços básicos previstos na Constituição efetivados. Assim, esse projeto conscientiza crianças e adolescentes, para que caia por terra essa ideia de que sonegar é preciso”, enfatizou o procurador de Justiça José Lopes.

Já a diretora do EREM Ione de Góes Barros, Edjane Gomes Almeida, destacou a importância da atuação do MPPE em eventos como esse, de educação como forma de prevenção social. “Na escola devem-se enfatizar as discussões e reflexões sobre honestidade e cidadania. A parceria da escola com o MPPE é muito importante pois o estudante tem acesso não só a informação, como também ao conhecimento técnico de quem está na prática combatendo a sonegação fiscal. Esse trabalho fortalece ainda mais as ações da escola na formação para a cidadania”, disse Edjane.

O evento começou às 8h, com uma palestra inicial sobre o tema ministrada pelo técnico ministerial Josué Valentim. E, por fim, foi realizada uma apresentação teatral do grupo Consuarte, utilizando de ferramentas lúdicas e pedagógicas para abordar o tema com os estudantes.

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A vereadora Zirleide Monteiro (PTB) comprovou na última sessão ordinária da Câmara Municipal de Arcoverde, que transparência não é o forte do governo Madalena Britto (PSB). De acordo com o Portal A Folha das Cidades, em duas semanas, ela teve dois pedidos de informação negados pelo governo com a votação em contrário dos vereadores da bancada que apoia a prefeita.

Desta vez e negativa refere-se a pedido de informação sobre a “indústria de multas” instalada na Arcotrans, segundo a mesma afirma.

“Só em 5 dias o Detran, à pedido da prefeita e da Arcotrans, realizou blitz na cidade a apreendeu 75 veículos, sem contar as motos. Foram mais de 800 multas. Isso é uma indústria de multas que se criou na Arcotrans e na Prefeitura de Arcoverde e o pior é que nem sabemos e nem querem que saibamos pra onde vai tanto dinheiro”, afirmou.

Segundo o pedido apresentado e derrubado pelos vereadores Everaldo Lira (MDB), Siqueirinha (PSB), Luiza Margarida (MDB), Cleriane Medeiros e João Taxista, ambos sem partido, que votaram contra o pedido de informação.  Foram favoráveis, além da vereadora Zirleide Monteiro, o vereador João Heriberto (Pode) e Cybele Roa (Avante).

“Infelizmente mais uma vez a bancada da prefeita que se diz transparente, nega um simples pedido de informação. Desta vez queremos saber a destinação das multas aplicadas sem dó nos motoristas de Arcoverde. Quanto estão arrecadando? Pra onde vai esse dinheiro? Porque tantas multas?”, questionou Zirleide Monteiro.

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O número de casos de sarampo confirmados em Pernambuco subiu 40% em seis dias, passando de 90 para 127, de acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES), na comparação entre os balanços divulgados ontem e no dia 14. No estado foram notificados 1.056 casos da doença, sendo 127 confirmados e 447 descartados. A campanha de vacinação para adultos de 20 a 29 anos segue até o dia 30.

Os municípios com maior incidência estão no Agreste, como Taquaritinga do Norte, com 34 casos, Santa Cruz do Capibaribe (32), Caruaru (17), Vertentes (14), Toritama (11), Brejo da Madre de Deus (6), e Frei Miguelinho, Gravatá e Bezerros, com um caso cada. No Recife, são nove casos.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, as ações de vigilância epidemiológica, isto é, de investigação dos casos e vacinação de bloqueio, assim como a assistência ao paciente, é iniciada logo após a notificação do caso, ou seja, independentemente do resultado laboratorial (confirmação ou descarte). A ação busca evitar o agravamento do caso e a propagação da doença. “A Secretaria informa que tem recebido normalmente a vacina tríplice viral do Ministério da Saúde e feito a distribuição aos municípios”, ressaltou.

O Ministério da Saúde estima que existam nove milhões de pessoas entre 20 e 29 anos não vacinadas contra o sarampo ou com o esquema vacinal incompleto (faltando uma das doses). Nessa faixa etária, está concentrado o maior número de casos de sarampo no surto que acomete o país.

A vacina contra o sarampo é a tríplice viral, que protege também contra caxumba e rubéola. São consideradas vacinadas pessoas de um a 29 anos que recebem duas doses; pessoas de 30 a 49 anos com uma dose e profissionais de saúde com duas. Quem está com as doses em dia, já teve sarampo ou tem mais de 50 anos não precisa se preocupar.

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Os municípios de Caruaru e Petrolina terão delegacias de combate à corrupção em Pernambuco. A lei foi publicada no Diário Oficial do Estado. As novas delegacias vão reforçar a estrutura do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), que dispõe de duas unidades localizadas no Recife. Uma destas  delegacias é responsável pela área da Região Metropolitana e a outra com atuação voltada no resto do estado. 

A delegacia de Caruaru ficará responsável pelo registro e investigação das ocorrências no Agreste, enquanto a unidade de Petrolina cuidará dos casos que venham a acontecer nos municípios do Sertão pernambucano. 

As duas novas delegacias atendem a estratégia do Ministério da Justiça de criar unidades regionais exclusivamente para investigar e reprimir esse tipo de crime, dentro do programa intitulado Fomento à Criação e Estruturação de Unidades de Combate à Corrupção nas Polícias Civis.

O programa é uma das prioridades do Ministério da Justiça. Em nota, o ministério explica que o projeto “prevê capacitação dos agentes policiais das unidades, que atuarão em cooperação com as Controladorias, Receitas e Tribunais de Contas estaduais” e que “as novas unidades exclusivas pretendem reforçar a prerrogativa da Polícia Civil em cuidar desse tema, atualmente mais associado à ação da Polícia Federal e do Ministério Público”.

Ao encaminhar o Projeto de Lei das duas novas delegacias, em setembro deste ano, a então governadora em exercício de Pernambuco, Luciana Santos, reforçou a questão da Polícia Civil. “Trata-se de medida de valorização e reconhecimento dos servidores policiais civis, e que visa fortalecer as ações e investigações especiais que impactam diretamente na diminuição dos índices de criminalidade e violência no estado”, ressaltou.

A previsão do tempo desta quinta-feira (21) é de tempo parcialmente nublado a claro em todo o estado de Pernambuco. Segundo a Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac), o Grande Recife deve marcar a temperatura máxima de 33° C.

As regiões da Zona da Mata Norte e Sul, sem previsão de chuva, devem receber máxima de 33° C e 34° C, respectivamente.

O Sertão de Pernambuco e São Francisco marcam a maior temperatura do Estado com 38° C. Os moradores das regiões devem ficar atentos à baixa umidade, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em Serra Talhada a umidade mínima deve alcançar os 30%.

Confira a previsão completa:

Região Metropolitana

Parcialmente nublado a claro sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Temperatura (ºC): Estável
Máxima: 33° Mínima: 24°

Mata Norte

Parcialmente nublado a claro sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Temperatura (ºC): Estável
Máxima: 33° Mínima: 22°

Mata Sul

Parcialmente nublado a claro sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Temperatura (ºC): Estável
Máxima: 34° Mínima: 22°

Agreste

Parcialmente nublado a claro sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Temperatura (ºC): Estável
Máxima: 34° Mínima: 18°

Sertão de Pernambuco

Parcialmente nublado a claro sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Temperatura (ºC): Estável
Máxima: 38° Mínima: 19°

Sertão de São Francisco

Parcialmente nublado a claro sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Temperatura (ºC): Estável
Máxima: 38° Mínima: 23°

Porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros

O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros (foto), afirmou que o pagamento do benefício extra do Bolsa Família, a ser creditado em dezembro, está totalmente garantido.

“Eu conversei com o ministro Osmar Terra [Cidadania], ele esclareceu algumas informações equivocadas em relação ao pagamento do 13º. Os recursos financeiros existentes são suficientes para arcar com os pagamentos que têm início previsto para 11 de dezembro”, disse Rêgo Barros. O porta-voz disse que o próprio Ministério da Cidadania poderia esclarecer a fonte dos recursos. Caso a reserva do programa Bolsa Família seja insuficiente, o próprio ministério pode remanejar dinheiro de outras áreas.

A declaração foi em resposta à uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo, que apontou insuficiência de recursos na dotação orçamentária do programa, que é vinculado ao Ministério da Cidadania. Mais cedo, em sua conta no Twitter, o presidente Bolsonaro classificou a reportagem como mentira e fake news.

Promessa de campanha eleitoral de Bolsonaro, o pagamento da 13ª parcela do Bolsa Família a todos os beneficiários do programa foi anunciada em outubro, com a edição da Medida Provisória (MP) Nº 898. O adicional totaliza uma injeção extra de R$ 2,58 bilhões na economia.

O Bolsa Família atende atualmente cerca de 13,5 milhões de famílias que vivem em situação de extrema pobreza, com renda per capita de até R$ 89 mensais, e de pobreza, com renda entre R$ 89,01 e R$ 178 mensais por membro. O benefício médio pago a cada família é de R$ 189,21.

Saneamento

Deputados, principalmente da bancada do Nordeste, têm feito pressão para que o texto do novo marco legal do saneamento básico no País dê uma sobrevida aos contratos fechados sem licitação. A expectativa é que as novas regras – que pretendem destravar a participação de empresas privadas no setor – sejam votadas até o início de dezembro no plenário da Câmara.

Em geral, esses contratos são assinados hoje entre os municípios e as companhias estaduais de saneamento, sem a abertura de processos de licitação para a prestação dos serviços. Na prática, esse modelo de gestão impede a entrada mais forte de grupos privados na disputa.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sinalizou a parlamentares que quer pressa na votação do texto. Como a questão do saneamento está dentro da agenda social lançada por ele na terça-feira, ganha ainda mais apelo para ser deliberado logo, avaliam parlamentares.

Defensores de mudanças no texto em análise na Câmara querem uma espécie de período de transição: que novos contratos sem licitação possam ser fechados durante um determinado prazo, mesmo depois de a nova lei entrar em vigor. Isso também valeria para a renovação dos acordos já em vigor.

O parecer aprovado em comissão especial no fim de outubro, de relatoria do deputado Geninho Zuliani (DEM-SP), não autoriza a assinatura de novos contratos sem concorrência após a sanção do novo marco legal. Mas o relator já fez uma concessão às empresas estaduais de saneamento: deu prazo de um ano para que elas renovem antecipadamente aqueles contratos que estão em vigor. Essa possibilidade foi incluída no relatório de Geninho um dia antes de o texto ser aprovado pela comissão especial.

‘Janela’

O relator entende que é preciso tomar cuidado com o pedido para não abrir uma “janela de oportunidade”, uma vez que a duração de alguns contratos pode chegar a 30 anos. O tempo dessa janela tem recebido diferentes sugestões de deputados. Há quem peça pelo menos seis meses, um ano e até dois anos. Continue reading

Cerimônia de inauguração da Reforma da pista de pouso e decolagem do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro Foto: Marcelo Régua / Agência O Globo

O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta quarta-feira a lei que cria a NAV Brasil, primeira estatal instituída no governo federal desde 2013. A empresa pública ficará responsável pelo controle do espaço aéreo do Brasil, atribuição que até agora estava com a Infraero.

A NAV é resultado da cisão da Infraero, que administra aeroportos públicos como Santos Dumont , e ficará com as receitas das tarifas de navegação aérea. A empresa será vinculada ao Ministério da Defesa, por meio do Comando da Aeronáutica, e herdará cerca de 2 mil empregados da Infraero que já atuam na área de controle de tráfego aéreo.

Segundo o governo, a intenção é diminuir o prejuízo da Infraero, que perdeu receita após a privatização de aeroportos rentáveis, e concentrar na nova empresa os serviços que não serão privatizados. O Ministério da Infraestrutura planeja repassar para a iniciativa privada todos os aeroportos administrados pela Infraero e deixar a estatal apenas com terminais regionais.

A medida provisória que criava a NAV foi enviada ao Congresso pelo ex-presidente Michel Temer em dezembro do ano passado. Em maio deste ano, o governo Bolsonaro revogou a criação por meio de outra MP, pois esse assunto estava trancando a pauta de votações da Câmara. Depois que o problema foi resolvido, a MP foi aprovada em dois dias, na Câmara e no Senado.

Antes da sanção presidencial, o secretário de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, criticou a criação da NAV, dizendo que a empresa era “coisa do governo passado” e que a sua criação não estava garantida. Continue reading

O ministro Luis Roberto Barroso durante sessão do STF sobre compartilhamento de dados dos órgãos de controle Foto: Carlos Alves Moura / STF

O voto do ministro Dias Toffoli, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o compartilhamento de dados dos órgãos de controle sem autorização judicial, não foi claro para pelo menos dois magistrados da Corte. Toffoli foi favorável à imposição de restrições tanto à Receita Federal quanto à Unidade de Inteligência Financeira (UIF), que é o antigo Coaf, mas não conseguiu explicar bem quais serão as regras para cada um desses órgãos.

— Tem que chamar um professor de javanês, ironizou o ministro Luís Roberto Barroso após o fim da sessão.

Depois do julgamento, questionado por jornalistas se poderia explicar o voto de Toffoli, o ministro Edson Fachin respondeu com outra pergunta:

— Tem uma pergunta mais fácil?

Em linhas gerais, Toffoli, que também é presidente do STF, votou para impor mais restrições à Receita do que à UIF. Mas as principais dúvidas sobre o julgamento ainda não foram respondidas. Não está claro se, pelo voto de Toffoli, a UIF poderá compartilhar apenas dados globais, ou também informações mais detalhadas sobre movimentações financeiras suspeitas. Outro ponto ainda indefinido é o que vai acontecer com a investigação do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), incluído em uma investigação suspensa em razão de um pedido de liminar acolhido pelo presidente do STF em julho deste ano.

A decisão será tomada por maioria de votos, após a manifestação dos demais ministros da Corte. Ao todo, são 11 no STF. O julgamento terá continuidade na quinta-feira. Com informações de O Globo.

Lula discurso em evento no Recife Foto: ADRIANO MACHADO / REUTERS

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) decidiu nesta quarta-feira (20), remeter à Justiça do Distrito Federal um inquérito que investiga o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por acusação de fraude na contratação da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. O caso tramitava na 13ª Vara Federal de Curitiba, onde são analisados os processos da Operação Lava-Jato do Paraná.

Assim como Lula, o ex-senador Edison Lobão, que também é investigado no inquérito, teve seu caso encaminhado ao Distrito Federal.

O desembargador federal João Pedro Gebran deixou claro que não faz sentido que as investigações tramitem em Curitiba, já que o Grupo Eletrobrás e Norte Energia S/A, responsável pela construção de Belo Monte, tem endereço em Brasília, e a hidrelétrica está sediada no Pará.

O magistrado ressaltou ainda que inexiste qualquer “elo entre a Petrobras e a Usina Belo Monte” para que ocaso possa ter andamento na Lava-Jato de Curitiba.

Desde que a Lava-Jato se consolidou no judiciário ficou estabelecido que casos sem foro privilegiado ligados à Petrobras ficam no Paraná. Já os casos de investigados sem foro e sem ligação com a estatal de petróleo vão para os estados em que os supostos crimes foram cometidos. Quando o caso diz respeito a autoridades com foro, as investigações são encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal.

Além da incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba, a defesa de Lula também requeria o envio dos autos para a Justiça Eleitoral sob o argumento de que a maioria dos delatores afirmou que o pagamento de propinas era realizado por doação oficial a campanhas políticas. No entanto, esse pedido foi negado.

O presidente Jair Bolsonaro deixou o PSL e vai criar uma nova legenda Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

O presidente Jair Bolsonaro lançará nesta quinta-feira (21), em Brasília, o seu novo partido, Aliança pelo Brasil, com a promessa de que a legenda terá mecanismos para coibir as candidaturas laranjas. O uso de candidatas femininas de fachadas no PSL, partido pelo qual Bolsonaro se elegeu, é alvo de investigação da Polícia Federal e afeta diretamente o governo. O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio, foi denunciado por supostamente ter desviado dinheiro do fundo eleitoral destinado às mulheres para abastecer a sua própria campanha.

De acordo com a advogada Karina Kufa, o texto final do estatuto do Aliança pelo Brasil foi fechado nesta quarta-feira e estabelece a criação de um canal de denúncias sobre irregularidades acerca das candidaturas femininas.

– Em relação à mulher, a gente pretende fazer cursos, eventos, para formação política feminina. Realmente incentivar essa pauta e também criar um canal de denúncias para evitar qualquer irregularidade, inclusive irregularidades relacionadas a candidaturas laranjas, disse a advogada ao deixar o Palácio do Planalto.

O estatuto, segundo a advogada, defenderá a transparências das contas da legenda e terá um capítulo à parte apenas para tratar de regras de compliance . Bolsonaro e parlamentares envolvidos na criação do Aliança acusam o presidente do PSL, o deputado Luciano Bivar, de não dar transparência ao uso de recursos da sigla e, por isso, justificam a saída da sigla que os elegeu.

O texto do estatuto e o grupo de 15 pessoas que vão compor a direção do Aliança serão apresentados na manhã desta quinta em evento em um hotel em Brasília.  O presidente Bolsonaro fará um discurso na abertura. Continue reading

O cineasta Fábio Barreto Foto: / André Coelho

Morreu na noite desta quarta-feira, no Rio, o cineasta Fábio Barreto, diretor de filmes como “Lula, o filho do Brasil” e “O quatrilho”. Ele tinha 62 anos e estava em coma desde dezembro de 2009, após capotar o carro na Rua Real Grandeza, em Botafogo, Zona Sul do Rio.

Fábio estava internado no Hospital Samaritano de Botafogo, e o velório está marcado para sexta-feira (22), de manhã, no Memorial do Carmo, no Caju. À tarde, o diretor será cremado.

Filho dos produtores Luiz Carlos e Lucy Barreto, irmão do cineasta Bruno Barreto, Fábio começou a trabalhar como diretor de cinema em 1977, fazendo curtas-metragens — o de estreia foi “A história de José e Maria”, quando ele tinha 20 anos.

Foi assistente de direção do também cineasta Cacá Diegues em “Bye bye Brasil” (1979) e dirigiu seu primeiro longa em 1982, Índia, a filha do sol”, com Gloria Pires, que foi exibido no Festival de Cannes.

Ao longa da carreira, o cineasta dirigiu 13 filmes. O longa-metragem de maior sucesso de Fábio foi “O quatrilho” (1995), baseado no livro homônimo de José Clemente Pozenato. Estrelada por Gloria Pires e Patrícia Pillar, a produção foi indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro no ano seguinte.

Seu trabalho mais recente também gerou forte repercussão: a cinebiografia “Lula, o filho do Brasil”, baseado no livro de Denise Paraná, que estreou em janeiro de 2010. O longa conta a história da vida do ex-presidente, vivido nas telas por Rui Ricardo Dias, na época do sindicalismo.

Além de diretor, Fábio Barreto também atuou em “Memórias do cárcere” (1984) e “For all – O trampolim da vitória” (1997).

— Muito triste… Fábio foi um grande companheiro e diretor talentoso e delicado em “O quatrilho”, filme que tive o grande prazer em fazer e que foi candidato ao Oscar de Melhor filme estrangeiro. Todo meu carinho à família, escreveu Patrícia Pillar no Twitter.

No dia 19 de dezembro de 2009, Fábio capotou com sua Pajero Mitsubishi dourada na Rua Real Grandeza, próximo ao acesso do Túnel Velho, quando voltava do Aeroporto Internacional Tom Jobim. Segundo uma testemunha, o cineasta, que estava sozinho no carro, teve o veículo fechado por um automóvel e despencou de uma altura de quatro metros, para a outra pista. No acidente, Fábio sofreu politraumatismos, com predominância de traumatismo cranioencefálico

Integrante de um dos clãs mais importante do cinema brasileiro, Fábio recebia no hospital a visita dos pais pelo menos três vezes por semana, como Barretão revelou em 2018, ao completar 90 anos. Eles testavam no filho tratamentos de ponta, como o uso de estímulos extracranianos elétricos.

Fábio Barreto deixa a mulher, a atriz Debora Kalume, e quatro filhos.

Em processo de redução de gastos e como parte da reestruturação institucional, o grupo de comunicações Globo decidiu demitir mais funcionários em São Paulo.

A empresa já havia demitido, até a terça-feira (19), cerca de 30 jornalistas dos jornais O Globo e Extra, e da revista Galileu. Agora, de acordo com o colunista do portal Uol, Ricardo Feltrin, mais cortes foram feitos e veteranos da emissora deixaram a casa. Os alvos iniciais do novo corte seriam editores e repórteres com os maiores salários.

Ainda segundo Feltrin, as demissões podem atingir cerca de 4.000 funcionários. A ideia da emissora é não renovar contratos de repórteres que ganham mais de R$ 120 mil como pessoa jurídica (PJ) e contratar outros com carteira assinada (CLT).

As demissões tem a ver com o plano “Uma só Globo” – programa que começou em 2018 e irá unificar a TV Globo, a Globosat (canais por assinatura), Som Livre (gravadora), GloboPlay (streaming), Globo.com e DGCorp (Diretoria de Gestão Corporativa). O objetivo do projeto é reduzir a empresa e integrá-la em todas as mídias. De acordo com comunicado do presidente do grupo, Jorge Nóbrega, a estratégia visa ampliar a força da televisão.

“A marca Globo como a conhecemos hoje, sinônimo de TV aberta, passa a dar nome a uma empresa nova, ampliada, integrada e orientada a novos desafios e oportunidades. Estamos transformando nossos negócios atuais e desenvolvendo novos. A experiência digital mudou muito a maneira como o público consome mídia, conteúdos e serviços, e nós mudamos junto. O investimento que estamos fazendo em novas tecnologias e modelos de negócio não implica abandonar as nossas forças tradicionais. Nossa estratégia amplia a força da televisão, ao unir TV aberta e TV fechada às oportunidades digitais, com o consumidor no centro do negócio”, explica o presidente executivo, no texto.

Além das demissões, também foi definido no início desta semana que a versão impressa da revista Galileu será descontinuada e a publicação permanecerá 100% digital. A revista Época também corre risco de ser extinta no início de 2020. O grupo também anunciou oficialmente que Alberto Pecegueiro, executivo que estava há 25 anos na casa, deixou de comandar a Globosat.