Pedro Araújo

As informações que informam as verdades dos fatos, sem ferir ou denegrir pessoas ou imagens. Como também, nunca procurando agradar aos maus feitores.

Jair Bolsonaro foi ao Morumbi para acompanhar o jogo entre Brasil e Bolívia Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo

O presidente Jair Bolsonaro foi o único chefe de estado presente na abertura da Copa América 2019, realizada no país depois de 30 anos. A presença do presidente não foi anunciada antes da partida entre Brasil e Bolívia, vencida pela seleção por 3 a 0, mas, durante o intervalo, ele desceu da tribuna de honra do Morumbi para a beira do gramado e foi saudado por torcedores do setor, que entoaram gritos de “Mito”, como o presidente é chamado por seus seguidores.

Na tribuna de honra, Bolsonaro confraternizou principalmente com ex-jogadores, como Cafu, capitão da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2002, e o ex-atacante Washington “Coração Valente”, que chefia a Secretaria Nacional de Esporte e Lazer no governo.

O presidente, que nessa semana foi à partida entre Flamengo e CSA no estádio Mané Garrincha, em Brasília, ao lado do ministro da Justiça, Sergio Moro, dessa vez foi ao Morumbi acompanhado de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), e do deputado Hélio Bolsonaro (PSL-RJ), além de ministros, incluindo o chanceler Ernesto Araújo.

Em meio à partida, o presidente também publicou um vídeo do momento em que desceu à beira do gramado e foi saudado por parte dos torcedores presentes no estádio do Morumbi. Bolsonaro foi embora da partida antes do apito final.

General Santos Cruz participa de audiência pública na Comissão do Senado Foto: 13/06/2019 / Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Globo

A metáfora usada pelo governo para explicar a saída do general reformado Carlos Alberto dos Santos Cruz da Secretaria de Governo da Presidência foi a de um casamento que não deu certo e terminou em divórcio sem litígio. Segundo fontes que acompanharam de perto a crise final, um dos elementos-chave que levaram ao divórcio entre Bolsonaro e Santos Cruz foi o controle da comunicação governamental e a relação do governo com blogs e sites alinhados abertamente com o Palácio do Planalto.

A queda de braço decisiva para que o presidente terminasse optando pelo afastamento do general foi, de acordo com as mesmas fontes, com o chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), Fabio Wajngarten, homem de confiança de Carlos Bolsonaro, filho do presidente e vereador no Rio. As fontes confirmaram que Santos Cruz representava um obstáculo para vários projetos de Wajngarten, entre eles o de intensificar o financiamento de blogs e sites que defendem o governo.

— Fábio quer promover esses blogueiros e sites, distribuir recursos, e Santos Cruz era contra. O embate ficou forte e somou-se a outras discordâncias. A convivência estava muito difícil, comentou uma das fontes consultadas.

Em nota, a  Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência negou que exista um plano para intensificar o financiamento de blogs e sites pró-governo. Segundo a nota, “como profissional de mídia reconhecido pelo mercado”, o secretário Fábio Wajngarten “assumiu que jamais aceitaria esse tipo de mídia ideológica”.

A nota ressalta ainda que em discurso, “o secretário afirmou que voltaria a investir em todos os tipos de veículos (tradicionais e digitais), respeitando os critérios de mídia técnica, comprovados e atestados por pesquisas de mercado”. De acordo com a secretaria, o  plano de mídia da Nova Previdência é a “maior comprovação dessa tecnicidade”.

“Infelizmente, o jornal O Globo não procurou a Secom antes de publicar tamanha inverdade, numa fantasiosa narrativa conhecida hoje como “Fake News”. Esse tipo de matéria vai totalmente contra os princípios do grupo Globo amplamente divulgados, quando questionados sobre a seriedade de sua linha editorial”, conclui a nota.

Para evitar que a demissão de Santos Cruz provocasse a sensação de uma crise maior, outro general, neste caso da ativa, foi escolhido para sucedê-lo. Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira ocupará a pasta, e a grande incógnita no momento é saber se continuará tendo certo controle sobre a comunicação governamental.

O agora ex-ministro da Secretaria da Presidência nunca escondeu suas objeções a meios claramente ideologizados. Quando foi contra a extinção da empresa pública de comunicação EBC, Santos Cruz afirmou que “a ideia não é acabar. A ideia é aproveitar o máximo que der da estrutura, mas fazer uma racionalização para torná-la mais atualizada, mais ágil, sem ideologia, ver quais os princípios que ele vai difundir”.

— O racha final foi pelo controle da comunicação e principalmente pela intenção de uma ala do bolsonarismo liderada por Carlos de financiar meios ideologicamente identificados com o governo, concluiu a fonte.

Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Samuel Moreira (PSDB-SP) durante entrevista sobre relatório da reforma da Previcência Foto: Jorge William / Agência O Globo

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acusou o governo Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes , de criarem crises desnecessárias e voltou a defender que, apesar do Palácio do Planalto, o Congresso aprovará a reforma da Previdência.

— O governo virou uma usina de crise permanentes que não atingirá a Câmara dos Deputados, disse Maia em entrevista concedida nesta tarde na capital paulista.

Segundo o deputado, o chefe da equipe econômica de Bolsonaro tem uma visão distorcida do que é diálogo e democracia.

— A aprovação da reforma no primeiro semestre está mantida. Estamos blindados de crises, não chega ao Parlamento, afirmou.

Mais cedo, no Rio, o ministro da Economia, Paulo Guedes, fez duras críticas ao parecer do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), relator da reforma da Previdência na Comissão Especial da Câmara. Guedes afirmou que as mudanças feita pelo relator, a partir das sugestões apresentadas pelos deputados, obrigarão o país a fazer uma nova reforma da Previdência dentro de quatro a cinco anos.

Maia lamentou que Paulo Guedes, de quem é aliado desde o período eleitoral e com o qual vem negociando várias medidas, tenha deixado de lado o espírito conciliador após ter sua proposta de reforma modificada pela Câmara.

— Pela primeira vez o bombeiro é a Câmara. O ministro da Economia é sempre o que gera mais tranquilidade, dessa vez não, afirmou Maia que destacou que esperar aprovar um texto que gere uma economia de até R$ 900 bilhões em dez anos.

Incisivo, o presidente da Câmara afirmou que os deputados estão comprometidos com a reforma da Previdência e trabalhou para concluir com celeridade uma proposta, que foi negociada e pactuada:

— A democracia não é o que um quer.

Maia disse ainda que pediu para diversos deputados estarem presentes no Congresso no final do mês para votar o texto do relator da reforma da Previdência na Comissão Especial até o dia 26 de junho.

— Queremos que ela seja votada no dia 25 ou 26 de junho e vamos deixá-la pronta para o plenário.

Maia também rebateu a crítica de Guedes sobre a regra de transição dos servidores apresentada no texto do relator. O deputado disse que o ministro assinou uma proposta benéfica para os militares em relação ao conjunto da sociedade. O presidente da Câmara chegou a distribuir à imprensa um documento em que o ministro avalizava uma regra de transição para os militares, que impedia uma economia estimada em R$ 80 bilhões nos próximos 10 anos.

— Quem fez uma transição que beneficiou corporações foi o ministro e o presidente da República. É só você pegar o projeto dos militares, afirmou Guedes.

Estados e municípios

O presidente da Câmara disse também que é preciso ser otimista em relação à possibilidade de voltar a incluir servidores públicos estaduais e municipais dentro das novas regras de concessão de aposentadorias que estão sendo discutidas na Câmara. Ele disse que já conversou com diversos governadores e vai trabalhar para que os servidores dessas esferas de poder voltem ao texto da reforma.

— Queremos reintroduzir estados e municípios. Vamos trabalhar para isso. Nosso papel é, até o último minuto, seja na Comissão ou no plenário, trabalhar para isso, afirmou. 

Maia afirmou que é preciso mostrar aos governadores a importância da reforma e evitar disputas locais.

— A gente precisa votar com a razão e a razão diz que todos precisam ajudar, deputados, senadores, governadores e prefeitos, disse.

Sem forçar a barra

Em café da manhã com jornalistas que cobrem o Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro minimizou a retirada de pontos do texto original da reforma da Previdência, como a questão dos servidores de estados e municípios. Segundo ele, parlamentares perceberam que alguns governadores queriam a aprovação da proposta sem assumir eventuais desgastes e, por isso, foi natural que de dentro do Congresso tenha vindo “uma onda” para desvincular a reforma de servidores estaduais e municipais.

Sergio Moro em cerimônia nesta sexta.

Novos trechos de conversas vazadas entre o ministro Sergio Moro e procuradores da força-tarefa da Lava Jato divulgados pelo site The Intercept Brasil na noite desta sexta-feira reforçam a proximidade entre o então juiz do caso com os acusadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela operação. Na conversa obtida pelo site, Moro orienta o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima a “editar uma nota esclarecendo as contradições do depoimento” dado por Lula no processo do triplex do Guarujá “com o resto das provas ou com o depoimento anterior dele”. “Por que a Defesa já fez o showzinho dela”, afirmou Moro.

A divulgação de novos trechos vazados das conversas entre os procuradores e o atual ministro da Justiça de Jair Bolsonaro acontece no mesmo dia em que o jornal O Estado de S. Paulo publicou uma entrevista com Moro. Nela, o ex-juiz se pronunciou sobre o vazamento do primeiro lote de conversas pelo site, no último domingo e na quarta-feira, e disse não ver “ilicitude” no que foi divulgado. “Se quiserem publicar tudo, publiquem. Não tem problema”, desafiou ele, diante da promessa do site de que havia mais conteúdos “bombásticos” do material entregue ao site por uma fonte anônima.

As novas conversas divulgadas aconteceram na noite de 10 de maio de 2017, dia em que o ex-presidente compareceu diante de Moro para prestar esclarecimentos sobre o processo do triplex do Guarujá, que gerou sua primeira condenação por lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Às 22h04, segundo o The Intercept Brasil, Moro pegou o telefone e digitou uma mensagem para Santos Lima, em que perguntou o que o promotor havia achado do encontro. “Achei que ficou muito bom. Ele começou polarizando conosco, o que me deixou tranquilo. Ele cometeu muitas pequenas contradições e deixou de responder muita coisa, o que não é bem compreendido pela população. Você ter começado com o triplex desmontou um pouco ele”, disse o procurador. “A comunicação é complicada pois a imprensa não é muito atenta a detalhes”, respondeu Moro.

Logo depois, o juiz afirma: “Talvez vcs devessem amanhã editar uma nota esclarecendo as contradições do depoimento com o resto das provas ou com o depoimento anterior dele”. Na mensagem seguinte, justificou: “Por que a Defesa já fez o showzinho dela”. O procurador respondeu, então: “Podemos fazer. Vou conversar com o pessoal.” 

Segundo o site, Santos Lima copiou, em seguida, o diálogo que teve com Moro em um chat privado com o coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol. Paralelamente, em um grupo de troca de mensagens entre os procuradores, os membros da força-tarefa já discutiam a possibilidade de comentar publicamente o depoimento de Lula. Santos Lima alertou, Dallagnol que havia enviado a ele uma mensagem privada. Três minutos depois, o coordenador da Lava Jato justificou publicamente no grupo a divulgação da possível nota: “Temos que avaliar os seguintes pontos: 1) trazer conforto para o juízo e assumir o protagonismo para deixá-lo [Sergio Moro] mais protegido e tirar ele um pouco do foco; 2) contrabalancear o show da defesa.” Depois, seguiu: “E o formato, concordo, teria que ser uma nota, para proteger e diminuir riscos. O JN [Jornal Nacional] vai explorar isso amanhã ainda. Se for para fazer, teríamos que trabalhar intensamente nisso durante o dia para soltar até lá por 16h”, ressaltou.

Dallagnol, então, mandou uma mensagem a outro grupo, que incluía a assessoria de imprensa do Ministério Público Federal. Ressaltou, novamente, as motivações para uma possível nota. “As razões para eventual manifestação são: a) contrabalancear as manifestações da defesa. Vejo com normalidade fazer isso. Nos outros casos não houve isso. b) tirar um pouco o foco do juiz que foi capa das revistas de modo inadequado”. Um dos assessores de imprensa tentou demovê-lo. “Mudar a postura vai levantar a bola pra outros questionamentos”, justificou.

No dia seguinte, os procuradores divulgaram uma nota, em que expunham contradições do depoimento de Lula. Na mesma noite, Dallagnol enviou outra mensagem a Moro, em que abordava, novamente, a manifestação. “Informo ainda que avaliamos desde ontem, ao longo de todo o dia, e entendemos, de modo unânime e com a Ascom [assessoria de comunicação], que a imprensa estava cobrindo bem contradições e que nos manifestarmos sobre elas poderia ser pior. Passamos algumas relevantes para jornalistas. Decidimos fazer nota só sobre informação falsa, informando que nos manifestaremos sobre outras contradições nas alegações finais”, destaca o The Intercept Brasil.

Crise de imagem

A divulgação das mensagens pelo The Intercept Brasil no último domingo causou um abalo à imagem do ex-juiz da Lava Jato, que hoje ocupa a pasta da Justiça de Bolsonaro. Desde que aceitou o cargo para o novo Governo, ele é acusado por opositores de ter atuado para evitar a eleição de Lula. O ex-presidente, condenado em segunda instância pelo caso do triplex, ficou impossibilitado de concorrer às presidenciais em outubro passado. Lula era o primeiro colocado nas pesquisas. Bolsonaro, o azarão na disputa, acabou vencendo. O ex-presidente cumpre sua pena de 8 anos e 10 meses em Curitiba.

Segundo pesquisa do Atlas Político, mais de 70% dos entrevistados tiveram conhecimento da reportagem do site com os diálogos entre Moro e Dallagnol. Segundo o levantamento, os diálogos fizeram com que ele perdesse parte de seu capital político, mas seguia sendo o político mais popular do país, por conta de sua atuação na operação que revelou um enorme esquema de corrupção no Brasil. Os diálogos já mostravam que o ex-juiz mantinha uma intensa conversa privada com o coordenador da força-tarefa, que investigava políticos suspeitos de corrupção, entre eles Lula. As trocas de mensagem eram via aplicativo Telegram e possuíam orientações, broncas, elogios e até dicas de fontes que a força tarefa deveria ouvir. A proximidade entre ambos fere princípios constitucionais e do Código Penal Brasileiro, ressaltaram juristas.

Após a divulgação dos diálogos, Bolsonaro demorou a se manifestar sobre as revelações referentes a seu superministro. Falou quatro dias depois e minimizou a troca de mensagens. “O que ele fez não tem preço. Ele realmente botou para fora, mostrou as vísceras do poder, a promiscuidade do poder no tocante à corrupção”, afirmou.

Posto de gasolina em Manaus — Foto: Adneison Severiano/G1 AM

Os preços da gasolina e do etanol fecharam a semana com recuo médio de cerca de 0,8% nos postos em relação à semana anterior, mostraram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta sexta-feira (14), enquanto as cotações do diesel também caíram.

O movimento segue-se ao anúncio pela estatal Petrobras de cortes nos preços tanto do diesel quanto da gasolina em suas refinarias na semana, em momento de retração dos valores do petróleo no mercado internacional devido a temores de uma desaceleração econômica global.

Os preços do petróleo subiram na quinta e na sexta-feira, após ataques a navios-tanque no Golfo de Omã que levantaram preocupações com um potencial impacto sobre a oferta, mas ainda fecharam a semana com recuo devido à deterioração das perspectivas econômicas.

Em meio a esse cenário, a Petrobras anunciou na quarta-feira uma redução de 4,6% no preço médio do diesel, válido a partir de quinta-feira, além do fim de uma política que previa periodicidade fixa nos reajustes.

Na segunda-feira, a petroleira estatal já havia anunciado corte de cerca de 3% no preço médio da gasolina, com vigência a partir da terça-feira.

O recuo nas bombas, no entanto, foi bem menor- a gasolina recuou 0,82%, segundo os dados da ANP, para em média R$ 4,483 por litro.

Já o diesel, combustível mais consumido do Brasil, caiu em média 0,49%, para R$ 3,627 por litro.

O etanol, concorrente direto da gasolina nos postos, viu o preço médio baixar 0,8%, para R$ 2,836 por litro.

O repasse dos reajustes da Petrobras aos consumidores depende de distribuidores, revendedores e impostos, além da mistura obrigatória de etanol anidro na composição da gasolina vendida nos postos, segundo a companhia.

Os senadores Randolfe Rodrigues e Davi Alcolumbre Foto: Moreira Mariz/Agência Senado/04-06-2018

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), afirmou nesta sexta-feira (14), que irá tomar as “providências necessárias” contra ameaças que estariam sendo feitas a senadores contrários aos decretos que flexibilizaram o porte de armas . O líder da minoria no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), relatou que ele e outros parlamentares foram vítimas de ataques por se oporem à medida.

Na quarta-feira, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou um projeto que derruba os decretos, editados pelo presidente Jair Bolsonaro em maio. A proposta ainda precisa ser analisada pelo plenário do Senado, o que está marcado para ocorrer na próxima terça-feira.

Randolfe Rodrigues diz ter recebido mensagens como “é bom que algum bandido pegue você e sua família” e “eu sei que você frequenta a casa da Letícia no Rio de Janeiro, te receberemos aqui”. O senador registrou as ameaças na Polícia do Senado e pediu para assessores também registrarem na Polícia Federal.

— É justo e necessário fazer cobrança. Não é aceitável a ameaça. Ameaça é agressão à democracia. Desde 2011 é a primeira vez, nunca tinha chegado a esse ponto, afirma Randolfe.

Em nota, Alcolumbre afirmou ter recebido com “indignação” as notícias. “Como presidente do Congresso, tomarei as providências necessárias para garantir a proteção e a liberdade de expressão constitucional e política de cada legislador”, escreveu.

Randolfe afirmou ainda que recebeu relatos de colegas que também teriam sido ameaçados: Eduardo Girão (Podemos-CE), Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) e Fabiano Contarato (Rede-ES).

Girão afirmou, em nota, que “houve casos de comentários agressivos e ofensivos nas redes sociais”. Também em nota, Contarato disse que está “sofrendo muita pressão e sendo ofendido moralmente” por ser contra os decretos. A assessoria de Veneziano diz não ter notícias de ameaças.

Leia a nota de Davi Alcolumbre na íntegra:

“Recebi com indignação as notícias de que senadores da República estão sendo ameaçados por defenderem a derrubada do decreto de armas. É, no mínimo, preocupante que o direito e o dever do exercício da atividade parlamentar, legitimado pelo voto do povo, sejam restringidos por meios covardes e, inclusive, de flagrante injustiça e afronta à segurança dos parlamentares. Como presidente do Congresso, tomarei as providências necessárias para garantir a proteção e a liberdade de expressão constitucional e política de cada legislador. Espero, sinceramente, que os que cometem esse tipo de crime repensem seus atos que pesam não só contra a pessoa de cada parlamentar, mas contra a própria manifestação democrática”.

Autor

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira (14) que vai recorrer da decisão que absolveu Adélio Bispo de Oliveira, autor do ataque a faca que sofreu durante a campanha eleitoral, em Juiz de Fora (MG), em setembro do ano passado. A Justiça Federal decidiu que o agressor sofre de transtorno delirante persistente e não pode ser punido criminalmente.

“Estou tomando as providências jurídicas do que posso fazer para recorrer. Normalmente o MP [Ministério Público] pode recorrer também, vou entrar em contato com o meu advogado”, afirmou Bolsonaro ao deixar o Palácio da Alvorada, no início da noite.

O juiz federal Bruno Savino, da 3ª Vara da Justiça Federal em Juiz de Fora, concluiu que Adélio inimputável por transtorno mental. Isso significa que, de acordo com as leis penais, ele não pode ser responsabilizado criminalmente por seus atos. O magistrado determinou que Adélio seja internado por tempo indeterminado.

Bolsonaro disse ainda que tem convicção de que Adélio foi contratado para assassiná-lo e que, se preciso, vai pagar para que seja feita uma nova avaliação psicológica no acusado. “Eu tenho a causa pessoal, eu tenho que me defender. E custa caro isso aí, um outro lado custa caro. Vou tomar providências”, ressaltou. “É um crime contra um candidato a presidente da República que atualmente tem mandato e devemos ir às últimas consequências.”

Adélio seguirá internado na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande (MS), que possui espaço para tratamento de sua doença. De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público Federal, o acusado colocou em risco o regime democrático ao tentar interferir no resultado das eleições e planejou o ataque com antecedência de modo a excluir Bolsonaro da disputa.

A defesa de Adélio afirma que ele agiu sozinho e que o ataque foi apenas “fruto de uma mente atormentada e possivelmente desequilibrada” por conta de um problema mental. Com informações da Agência Brasil

A história de luta das mulheres é longa e o processo de inserção delas na política é antigo. E, apesar da ativa participação feminina brasileira, sua presença nas esferas do poder ainda é baixa, de acordo com um ranking realizado há dois anos que avaliou a penetração política por gêneros em 146 países, preparado pela União Interparlamentar. No estudo, o Brasil ocupou o modesto 110º lugar, atrás de nações como Togo, Eslovênia e Serra Leoa, um cenário que reflete a somo de mulheres nas Câmaras estaduais, nas Assembleias estaduais e no Senado: cerca de 7.892 parlamentares mulheres que representam os brasileiros nas diferentes cadeiras políticas. Para estimular e ampliar a atuação do corpo feminino na luta política do país acontece em Caruaru movimentações com esta pauta nesta sexta-feira (14) com a Formação Política e no sábado (15) com a Convenção Estadual com a participação da presidente nacional da Ação da Mulher Trabalhista – AMT, Miguelina Vecchio (foto), no Assentamento Normandia, respectivamente das 13h às 17h e das 9h às 13h. “Queremos agregar um debate que possa dar apoio e contribuir para que as mulheres cada vez mais tenham voz ativa e participativa nos movimentos políticos e sociais como nas próprias esferas políticas do governo e do congresso nacional”, destaca o deputado José Queiroz do PDT, um dos anfitriões dos encontros.

Com o apoio dos deputados federal de Pernambuco Wolney Queiroz e estadual José Queiroz do PDT, os dois encontros são coordenados pelo movimento Ação da Mulher Trabalhista – AMT do Partido Democrático Trabalhista e pretendem reunir mais de 200 mulheres em Caruaru, que sediará essa movimentação. Terra natal dos parlamentares, a cidade é um dos principais municípios do estado e também o maior domicílio eleitoral do Agreste. Por isso, será palco para discutir pautas que reforçam o papel e participação do público feminino nas ações políticas brasileira, entre as quais a representante nacional se enquadra com seu ativismo e sua ampla movimentação para estimular maior participação política das mulheres em diversos setores políticos e sociais. Para tanto, entra em discussão esta sexta-feira (14), a partir das 13h, a questão “Mulher e Poder – O impacto da intervenção feminina na política” com presença ainda de Denise Maria de Assis, presidente da AMT – Ação da Mulher Trabalhista de Pernambuco (AMT/PE), a pesquisadora gaúcha Kizzy Vecchio da Costa e a presidente da AMT/ RS e secretária nacional de Assuntos de Organização do PDT, Salete Beatriz Roszkowski, que irão colocar em mesa de debate a discussão sobre “Organização Social e Transformação – Conselho dos direitos das mulheres e a importância da sociedade civil”. No sábado (15), juntamente com a presidente da AMT/PE Denise Maria de Assis, a presidente nacional da Ação da Mulher Trabalhista, Miguelina Vecchio, inicia a Convenção Estadual com palestra sobre “A importância da Mulher na Política”, das 9h às 13h.

O encontro contará ainda com votação para o diretório estadual da Ação da Mulher Trabalhista do PDT de Pernambuco – AMT/PE no encerramento da Convenção Estadual do PDT, neste sábado (15).

http://blogviniciusdesantana.com/wp-content/uploads/2016/06/Banner-S%C3%A3o-Jo%C3%A3o-v2.png

‘… Quando oiei a terra ardendo
Qual fogueira de São João, eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação…’

O maior e melhor São João do mundo está chegando meu povo! E em Pernambuco, todos os caminhos levam ao forró, milho, amendoim, canjica e quadrilha! Da capital ao interior do Estado, o que não faltam são opções para ‘pular fogueira’. Para quem já quer começar a planejar o caminho da roça, listamos algumas dicas para que a sua festa aconteça com segurança e muito mais energia:

  • Não monte arraiás próximos à rede de energia elétrica e cuidado com as fogueiras;
  • Nunca utilize postes ou fios elétricos para pendurar bandeirinhas ou qualquer outro enfeite;
  • Fique atento sobre o perigo de soltar balões e rojões. Essas e outras brincadeiras juninas podem provocar incêndios ou acidentes graves, principalmente próximo da rede elétrica.

Além dessas dicas, anote aí alguns números importantes, caso você precise de ajuda:

  • SAMU – 192
  • Corpo de Bombeiros – 193
  • Defesa Civil – 199

Para informar falta de energia, mande um SMS com o número da sua conta contrato para 26560 ou use o APP da Celpe.

Aproveite e já deixe o APP instalado no seu celular para ter esse recurso na palma da sua mão. Solicitar os nossos serviços através do aplicativo é ganhar tempo para curtir o São João sem preocupação!

Conte sempre com a gente!

Equipe CELPE

Este sábado (15) marca o Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa e dezenas de postos de coleta estarão espalhados pelo Brasil para a 13ª edição da campanha “Aquecendo Corações”, realizada pela Supergasbras. O objetivo da campanha é arrecadar donativos para instituições voltadas a idosos em situação carente. Em Pernambuco são dois pontos, um em Olinda e outro em Ipojuca, e as doações podem ser feitas no sábado (15) e domingo (16).

A doação pode ser de itens novos ou seminovos que contribuam com o bem-estar do idoso, como agasalhos, cobertores, fraldas geriátricas, bengalas, andadores, cadeiras de rodas e produtos de higiene pessoal.

Após a arrecadação, os voluntários da empresa vão definir quais serão as instituições ou comunidades beneficiadas e farão a separação dos itens doados, de acordo com as necessidades de cada uma. De acordo com Lucinda Miranda, coordenadora de Responsabilidade Socioambiental da Supergasbras, em 2018, foram arrecadados 14.232 mil itens, e a expectativa para este ano é arrecadar ainda mais produtos.

“Estamos comemorando 13 anos da campanha Aquecendo Corações, que busca ajudar aos que precisam, principalmente na época mais fria do ano. Queremos chamar atenção para a situação de vulnerabilidade que muitos idosos vivem atualmente. A campanha vai além da entrega de donativos, queremos realmente aquecer o coração de cada um com atenção, amor e carinho”, explica Lucinda.

Os postos em Pernambuco ficam na Av. Portuária, S/N, no Complexo Portuário de Suape, em Ipojuca, e na Avenida Pan Nordestina, 1903, Rodovia PE 01, no Complexo Salgadinho, em Olinda.

Celso de Mello durante sessão do STF Foto: Jorge William / Agência O Globo/20-02-2019

Por Carolina Brígido/Época

Agora que todo mundo já sabe que o então juiz Sérgio Moro conversava por mensagens com o procurador da República Deltan Dallagnol sobre o destino da Lava-Jato, uma pergunta paira no ar: e o Lula, será solto? A resposta está nas mãos do ministro Celso de Mello (foto). No próximo dia 25, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), formada por cinco dos onze ministros da Corte, vai julgar um pedido de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A defesa alega que Moro agiu com parcialidade na condução do processo do triplex no Guarujá – e, por isso, a condenação deve ser anulada.

A Segunda Turma tem dois ministros garantistas que, na maioria das vezes, vota pela libertação de réus até o julgamento do último recurso possível: Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes. Do outro, o relator da Lava-Jato, Edson Fachin, e Cármen Lúcia são mais rígidos em processos penais. Celso de Mello, o mais antigo integrante do Supremo, está no meio. Ora vota com um grupo, ora com outro. No julgamento de Lula, o decano será o fiel da balança.

As chances de Lula aumentaram depois da divulgação das mensagens de Moro e Dallagnol. Para ministros do tribunal ouvidos pela coluna, o episódio reforça a tese de que Moro teve conduta imprópria para um juiz. Pessoas próximas de Celso de Mello acreditam que ele pode votar pela libertação do petista.

Será um voto difícil para o ministro. Ele é dos maiores críticos de crimes de corrupção praticados pelo PT, desde os tempos do mensalão. Por outro lado, é adepto da tese de que o réu tem direito a ficar em liberdade até o julgamento do último recurso. E, segundo interlocutores, o decano torceu o nariz quando viu os diálogos de Moro e Dallagnol.

No dia 25, a Segunda Turma não vai analisar se Moro é ou não imparcial – mesmo porque o habeas corpus não é o tipo de processo para esse questionamento, segundo entendimento do tribunal. A defesa levantou a suspeição de Moro também em um outro processo que tramita em instância inferior, ainda não chegou ao STF. Os ministros também não vão decidir agora se as novas mensagens podem ser usadas como prova para anular uma condenação. Ainda assim, a turma poderá conceder habeas corpus a Lula.

Para conceder o benefício, os ministros poderão chegar à conclusão de que o argumento da defesa é “juridicamente plausível”. Daí o julgamento do mérito – ou seja, da possibilidade ou não de usar as provas – ficaria para o outro processo. Foi assim com o ex-ministro José Dirceu. Em junho de 2018, a Segunda Turma deu a ele um habeas corpus diante da “plausibilidade jurídica” do recurso que ainda seria julgado no STJ e no STF contra sua condenação. A decisão foi tomada por três votos a um. Celso de Mello não estava presente.

Por essas e por outras, a Segunda Turma foi apelidada de Jardim do Éden. Na semana passada, comentários de ministros sobre o episódio deram o tom de como será o julgamento do dia 25. “Juiz não pode ser chefe de força-tarefa”, disse Gilmar Mendes. Já Fachin chamou a troca de mensagens de “circunstância conjuntural”, sem potencial para derrubar a Lava-Jato.

Lewandowski e Cármen Lúcia ficaram preocupados com o vazamento de mensagens. “Imaginem, vossas excelências, se algum de nós perde um celular?”, questionou Lewandowski. A colega emendou: “Nem perde. Agora chega-se a outro patamar, inclusive porque pega-se ligação. E isso se divulga”. Até agora, Celso de Mello está mudo.  

Quem é que não gosta de São João? As festas marcam o início das chuvas e é repleta de tradições e comidas gostosas. Triunfo, no Sertão do Pajeú pernambucano, já está em clima de São João e realiza os seus festejos juninos com muitas atrações regionais, com muita comida típica, fogueiras e shows. Neste ano, o São João na Serra será de 20 a 23 de junho, e se você já está ansioso pela melhor época do ano, confira a programação que acabou de ser divulgada pela Prefeitura Municipal de Triunfo: 

QUINTA-FEIRA (20)

20h – Quadrilha Flor Matuta (Flores)

22h – Mala e Cuia

SEXTA-FEIRA (21)

20h – Quadrilha Sem Limites (Serra Talhada)

22h – Pavão e Marcos

SÁBADO (22)

16h – Grupo de Xaxado Cabras de Lampião e Forró de Lampião no Polo Gastronômico

18h – Bacamarteiros e Forró no Letreiro

21h – Raphael Moura

23h – Só Triscando

01h – JM Puxado

DOMINGO (23)

20h – Quadrilha Estilar (Lar Santa Elisabeth)

21h – Jackson Monteiro e Orquestra Arraial

23h – César Amaral

Após o vazamento de diálogos entre o ex-juiz federal e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol, integrantes do alto escalão do Executivo começarão a usar celulares criptografados da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

a Abin afirmou que cada aparelho, conhecido como TCS (Terminal de Comunicação Segura), só pode se comunicar de forma segura com outro TCS. Caso sejam realizadas ligações para outros celulares, elas não serão criptografadas.

Os aparelhos permitem que a comunicação entre 2 terminais telefônicos seja segura por meio de criptografia com algoritmos de Estado.

Antes da medida o presidente e a alta cúpula do governo utilizavam aparelhos sem proteção de criptografia.

Segundo a agência, os celulares possuem todas as funcionalidades necessárias para a comunicação com outros terminais.

As regras de utilização dos terminais são determinadas por uma portaria do GSI (Gabinete de Segurança Institucional). De acordo com ela, os TCS devem ser usados exclusivamente em assuntos de interesse público.

Além disso, os usuários não podem instalar aplicativos sem autorização prévia da Abin e não podem ceder os aparelhos para outras pessoas.

Operação Carro-Pipa atende o Nordeste e o Norte de Minas Gerais — Foto: Juliane Peixinho/ G1

O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, e uma comitiva visitaram nesta sexta-feira (14) o 72º Batalhão de Infantaria Motorizado (72BIMtz), de Petrolina, no Sertão de Pernambuco. O objetivo é conhecer o funcionamento da operação Carro-Pipa, que atende quase dois milhões de pessoas no Nordeste e no norte de Minas Gerais.

Uma apresentação fechada foi realizada no 72BIMtz. De acordo com o ministro, ele teve acesso a detalhes da operação. “Houve uma apresentação detalhada com números e as dificuldades. Eu acho que a mensagem principal é que o Exército vem dando conta, entrega resultado, mas a operação sobrecarrega o efetivo e atividade das forças e que há uma necessidade de adotar outras ações para substituir a operação Carro-pipa , onde for possível, mas sempre tendo como preocupação principal, a oferta de água”, frisou.

O ministro destacou que serão adotadas ações imediatas como a reestruturação da Operação Carro-Pipa, retirando da área militar questões mais operacionais. E também anunciou ações estruturantes que serão implantadas ao longo prazo.

“Primeiro são ações estruturantes, constantes no Plano Nacional de Segurança Hídrica, para que tenhamos mananciais mais próximos, para que as distâncias sejam reduzidas e o custo da operação fique menor. E ações mais pontuais, locais, como o Programa Água Doce, com instalações de sistemas de dessalinização, para que essas comunidades sejam abastecidas dessa forma e não pela operação carro-pipa. E também uma reformulação da operação, para que descarregue, deixe essa sobrecarga do Exército de forma terceirizada em alguns casos”, esclareceu o ministro.

Ministro Gustavo Canuto e uma comitiva estiveram em Petrolina no Sertão de Pernambuco — Foto: Juliane Peixinho/ G1

O chefe-geral da operação Carro-Pipa, general Pedro Fioravante, acredita que as ações devem possibilitar um maior acesso à água . “Hoje a operação Carro-Pipa entrega 20 litros de água por pessoa/dia para o consumo humano, para cozinhar e beber. Então, com essas novas ações anunciadas pelo ministro há a possibilidade em médio prazo de aumentar a sustentabilidade da população e chegar água não só para beber e cozinhar, mas para plantar, para tratar a criação”.

O Comandante Militar do Nordeste, o general Marco Antônio Freire Gomes, ressaltou o engajamento permanente do Exército na operação. “A Operação Carro-Pipa tem mais de 20 anos, abrange dez estados brasileiros e tem por objetivo principal ajudarmos nossos irmãos em termos de água. Hoje nós temos um efetivo considerável trabalhando na Pipa e agora temos diversos militares caatinga adentro distribuindo água, fiscalizando, compartilhando um pouco do nosso aspecto humanitário”.

A comitiva também conheceu uma captação de água no distrito de Izacolândia em Petrolina. Em seguida, seguiu para centrais de abastecimento no município de Lagoa Grande, também no Sertão pernambucano.

Metrô do Recife

Conforme divulgado pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), o Metrô do Recife volta a funcionar às 16h desta sexta-feira (14), dia da greve geral convocada em todo o País com atos contra a reforma da Previdência e o contingenciamento na verba das instituições federais. 

As linhas Sul e Centro do Metrô do Recife funcionarão nesta sexta-feira das 16h às 20h, horário de pico do sistema, após terem circulado somente entre 5h e 9h. A linha Diesel, por sua vez, não terá operação. Segundo a CBTU, a decisão foi tomada para minimizar os transtornos aos passageiros em razão da adesão dos metroviários à paralisação.

Ônibus

Com a paralisação dos metroviários, o Grande Recife Consórcio de Transporte montou um esquema especial de linhas de ônibus para os usuários das linhas Sul e Centro do Metrô.

Segundo o órgão, haverá um reforço nas linhas de ônibus em direção ao Centro do Recife com os ônibus da 167 – TI Tancredo Neves (IMIP), 168 – TI Tancredo Neves (Conde da Boa Vista), 166 – TI Cajueiro Seco (Rua do Sol) e 185 – TI Cabo (Cais de Santa Rita). Além destas, a 115 – TI Aeroporto/TI Afogados terá seu itinerário prolongado até o Cais de Santa Rita. Já a linha 140 – TI Cajueiro Seco/Shopping Recife fará a ligação entre os terminais de Cajueiro Seco e Aeroporto.

Aqueles que utilizam a Linha Centro, a partir de Camaragibe, poderão contar com um reforço nas linhas 2450 – TI Camaragibe (Conde da Boa Vista) e 2480 – TI Camaragibe/Derby. Já para quem usa a Linha Centro do metrô, com origem em Jaboatão dos Guararapes, poderá contar com o reforço da linha 200 – Jaboatão (Parador), indo para o Centro do Recife.

Ainda serão ativadas as linhas especiais que farão a ligação entre os terminais de Joana Bezerra/Afogados/Barro e Barro/Jaboatão, conforme a demanda. Esta operação especial considera o posicionamento do Sindicato dos Rodoviários de não participar da paralisação geral prevista para esta sexta-feira, segundo o Grande Recife.

O Grande Recife orienta que quem estiver no Centro deve se dirigir ao Terminal do Cais de Santa Rita ou à avenida Guararapes, locais de maior concentração de linhas em direção aos diversos municípios da Região Metropolitana do Recife.