Pedro Araújo

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Passageiros vão despachar suas próprias bagagens em sete aeroportos

A partir do segundo semestre deste ano, o Aeroporto Internacional do Recife contará com o sistema de autodespacho de bagagem. A Infraero, operadora de terminais no Brasil, vai implantar a solução em sete aeroportos, e o da capital Pernambucana será o primeiro a receber os postos. Os terminais de Congonhas (SP), Santos Dumont (RJ), Curitiba (PR), Belém (PA), Goiânia (GO) e Maceió (AL) vão receber os sistemas até o primeiro trimestre do próximo ano.

De acordo com a Infraero, o intuito da medida é aprimorar o atendimento aos passageiros e otimizar a infraestrutura dos aeroportos. Será permitido aos passageiros fazerem o check-in nos terminais de autoatendimento e despachar as malas de maneira mais rápida, segundo a empresa. As políticas para realização do autodespacho serão de acordo com cada companhia. Para o presidente da empresa, Antônio Claret de Oliveira, o sistema será por meio de uma estrutura intuitiva e de fácil uso, que permitirá ao usuário fazer o próprio check-in e despachar a bagagem. Ainda segundo ele, os passageiros poderão ser auxiliados pelos funcionários das aéreas.

Ainda será implantada a ferramenta do check-in compartilhado que vai reunir as plataformas das empresas aéreas em um mesmo equipamento de autoatendimento para que o cliente faça o registro de embarque sem precisar enfrentar filas. Segundo o diretor de Negócios Comerciais da Infraero, Marx Martins Rodrigues, o modelo será uma prática de trocas de experiência com as concessionárias em que a estatal é sócia. As duas medidas, do autodespacho e do check-in compartilhado, foram feitas a partir de um contrato de concessão comercial de 15 anos entre a Infraero e a empresa de soluções Sita.

Voos

Após a decisão da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de proibir o aumento do número de frequências de voos para o Aeroporto do Recife, o de Zumbi dos Palmares (Maceió) e o de Santa Maria (Aracaju), o presidente da Infraero, Antonio Claret de Oliveira, esteve no terminal para desencadear as ações de restrição de voos impostos pela Anac.

De acordo com a Infraero, a medida leva em consideração as recomendações de restrição de novos investimentos devido ao processo de concessão dos aeroportos. A empresa ainda informou que para não haver prejuízo, ficará atenta quanto ao aumento natural de voos nos meses de junho e julho, considerados alta temporada devido às férias escolares. Publicada no Diário Oficial da União no último dia 7, a decisão entrará em vigor após 90 dias dessa data.

Banco do Brasil

Sem dinheiro em caixa, o governo determinou que os bancos públicos não renegociem dívidas de produtores rurais, beneficiados pela aprovação no Congresso de uma lei que lhes concede descontos de até 95% no saldo devedor. Esses descontos terão de ser bancados pelo Tesouro Nacional, mas não há previsão no Orçamento para isso. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, o custo total para o Tesouro poderia chegar a R$ 17 bilhões, caso todos os produtores renegociassem as dívidas.

A possibilidade de renegociação desses débitos, incluindo parcelas não vencidas, foi incluída na Lei 13.606, que criou o Refis do Funrural – uma espécie de contribuição previdenciária dos produtores rurais. A lei foi aprovada com uma série de artigos que permitiram a renegociação também de dívidas com bancos públicos, sem relação com o Funrural.

O presidente Michel Temer vetou as benesses. Mas, em abril, o Congresso derrubou todos os vetos, com apoio até mesmo de lideranças da base governista, na maior derrota para a equipe econômica em 2018. Agora, essa conta terá de ser paga pelo Tesouro Nacional.

O Ministério da Fazenda, porém, enviou comunicado aos bancos para proibir a renegociação, já que não há previsão no Orçamento para bancar a “bondade”. O texto diz que o Tesouro não reconhecerá essas operações até que tenha sido aprovado no Congresso orçamento para pagar os custos dos subsídios.

O ministério não deu publicidade ao problema porque a suspensão da renegociação implica em descumprimento de uma lei. O órgão, porém, afirma que cumpre o que determina a Constituição: só pode pagar uma despesa se tiver orçamento.

“O episódio revela o quadro intrincado ao qual as contas públicas foram conduzidas. Falta planejamento e melhor coordenação. Quando o chamado teto de gastos (que proíbe que as despesas cresçam acima da inflação) começar a ser uma restrição efetiva, o que pelas contas da IFI deverá ocorrer já em 2019, como serão arbitrados esses conflitos orçamentários?”, diz Felipe Salto, diretor executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado.

O autor da lei 13.606, deputado Zé Silva (SD-MG), diz não ter sido informado do comunicado enviado pelo governo aos bancos. Segundo ele, a inclusão no projeto da possibilidade de renegociação de outras dívidas bancárias, além do Funrural, foi fundamental para a aprovação da lei – antes, o governo tinha tentado enviado o Refis do Funrural por meio de medida provisória, mas não conseguiu aprovar. “Tem dívidas do Banco da Terra, do crédito fundiário, do Procera, do Pronaf, das cooperativas de crédito, da Conab”, diz.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) informou ter alertado o relator do Orçamento, deputado Cacá Leão (PP-B), da necessidade de incluir R$ 1,4 bilhão em recursos apenas neste ano para “suportar as renegociações” das dívidas de produtores rurais previstas na lei. Procurado, o Banco do Brasil, o maior financiador rural, disse que cumpre integralmente a legislação e, no momento, aguarda a regulamentação da lei para adoção das providências. A Caixa não quis se pronunciar e o BNDES confirmou ter recebido a comunicação do BC e disse aguardar novas informações.

Marcos Pereira

Em negociação com outros partidos do centrão para uma possível aliança na disputa presidencial, o PRB avisou que não há chances de a legenda apoiar o ex-ministro Ciro Gomes (PDT). O apoio ao pedetista já é admitido por integrantes das cúpulas do DEM, PP e Solidariedade, siglas que discutem junto com o PRB a possibilidade de apoiarem o mesmo candidato nas eleições deste ano para o Palácio do Planalto.

Em negociação com outros partidos do centrão para uma possível aliança na disputa presidencial, o PRB avisou que não há chances de a legenda apoiar o ex-ministro Ciro Gomes (PDT). O apoio ao pedetista já é admitido por integrantes das cúpulas do DEM, PP e Solidariedade, siglas que discutem junto com o PRB a possibilidade de apoiarem o mesmo candidato nas eleições deste ano para o Palácio do Planalto.

“Já avisei que com Ciro não vamos. O PRB não caminha com a esquerda. Ele não é de esquerda, mas o partido dele é e o debate que ele tem feito é de esquerda”, afirmou o presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, ao Estadão/Broadcast. De acordo com o dirigente, seu partido só aceitaria desistir da candidatura do empresário Flávio Rocha, dono das lojas Riachuelo, se for para apoiar algum nome de centro-direita.

As discussões de DEM, PP, PRB e SD sobre essa possível aliança na disputa presidencial começaram na semana passada. As articulações estão sendo comandadas pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), pré-candidato do DEM ao Planalto. Com o movimento, ele tenta ganhar protagonismo na negociação eleitoral do campo do centro e, ao mesmo tempo, isolar PSDB e MDB, que negociam possível aliança em torno da candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Integrantes das cúpulas desses partidos já se reuniram pessoalmente pelo menos uma vez. O encontro aconteceu na residência oficial da Presidência da Câmara em Brasília. Uma nova reunião está marcada para esta terça-feira, 15, no mesmo local. A ideia é tentar trazer para as conversas o PTB, legenda que tem sinalizado apoio a Alckmin, e, em um segundo momento, o Podemos, que tem o senador Álvaro Dias (PR) como presidenciável.

Nas conversas iniciais, a proposta é que, em julho, essas legendas escolham juntas o nome que apresentar melhores condições de ser eleito. Essas condições envolveriam não só bom desempenho nas pesquisas, mas também índices de rejeição e capacidade de gestão. Essa escolha aconteceria até 5 de agosto, prazo que os partidos têm para realizarem suas convenções para decidirem como vão se posicionar nas eleições de outubro.

Ofensiva. Vetado pelo PRB, Ciro intensificou ofensiva em busca de apoio do PSB após o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa desistir de ser candidato à Presidência pela legenda. A ofensiva se dá por meio de duas frentes. A primeira via cúpulas partidárias. O presidente do PDT, Carlos Lupi, ligou para o presidente do PSB, Carlos Siqueira, e prometeu procurá-lo para uma reunião pessoalmente nesta quarta-feira, 16, em Brasília.

A outra frente é via parlamentares. Integrantes da cúpula do PDT têm abordado deputados do PSB para tentar convencê-los a defenderem aliança do partido com Ciro. A “ofensiva parlamentar” é comandada pelo líder do PDT na Câmara, André Figueiredo (CE), e pelo ex-ministro Cid Gomes, irmão de Ciro e um dos coordenadores da campanha do pedetista ao Palácio do Planalto. “As direções conversam e as bancadas também”, resume Figueiredo.

Na quinta-feira (10), Cid se encontrou em Brasília com os deputados Júlio Delgado (MG), líder do PSB na Câmara, e Alessandro Molon (PSB-RJ). No dia anterior, falou por telefone com o ex-deputado Beto Albuquerque (RS). Um dos vice-presidentes do PSB, Albuquerque lidera ala que defende que o partido busque outro candidato próprio ao Planalto, após a desistência de Barbosa.

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, contudo, descarta candidatura própria. Segundo dirigente, após a desistência de Barbosa, restaram duas opções: se coligar a um candidato com “identidade programática” com o PSB ou liberar seus filiados para apoiarem quem quiserem. “O PSB está indefinido. Não há razão para pressa. As convenções vão até agosto, por que temos que decidir agora? Quem tem pressa são os outros que estão nos procurando”, disse ao Estadão/Broadcast.

Desde o anúncio da desistência de Barbosa, o PSB tem sido cobiçado por vários presidenciáveis, principalmente Alckmin e Ciro. O senador Álvaro Dias também entrou na disputa. A presidente nacional do Podemos, deputada federal Renata Abreu (SP), procurou o presidente do PSB. Os dois marcaram de conversar pessoalmente essa semana na capital federal.

Siqueira diz que a legenda só descarta hoje aliança com candidatos de centro-direita ou que defendam plataforma programática semelhante a do governo Michel Temer. “Alckmin é de centro. Se ele construir uma aliança de centro-esquerda pode ter nosso apoio”, respondeu o presidente do PSB, ao ser questionado se Alckmin, que negocia possível aliança com o MDB de Temer, não se enquadraria nesse perfil vetado.

Miguel Schincariol

Governadores dos nove estados do Nordeste e Fernando Pimentel, de Minas Gerais, reúnem-se na sexta-feira em Recife.

Oficialmente, falarão sobre ações para o rio São Francisco e debaterão uma posição conjunta sobre a privatização da Eletrobras.

A conversa, no entanto, não se encerra aí. Majoritariamente de esquerda, vão conversar sobre como os partidos poderão caminhar de forma conjunta durante as eleições.

A situação de Lula e os nomes que poderiam representar a esquerda em uma grande aliança nacional serão tema de debate.

Operação Funil: foram expedidos três mandados de prisão preventiva e 27 de busca e apreensão  / Foto: Reprodução / TV Jornal

A Operação ‘’Funil’’, desencadeada na manhã desta terça-feira (15), prendeu três funcionários do Sindicato de Combustíveis de Pernambuco (Síndicombustíveis) que estão envolvidos em cartel. Segundo as investigações, que começaram em julho de 2017, os funcionários do sindicato faziam o alinhamento de preços dos combustíveis com donos de postos em 11 cidades do estado.

Os funcionários foram presos por ordem de mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça. Além deles, outros 27 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, sendo 17 em postos de combustíveis e 10 em residências, incluindo a do presidente do Síndicombustíveis, Alfredo Vinheiro Ramos, que está sendo investigado.

Os mandados foram cumpridos em cidades do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Abreu e Lima, Igarassu e Moreno, na Região Metropolitana; Vitória de Santo Antão, Paudalho e Glória de Goitá, na Zona da Mata Norte; Pombos, Gravatá e Bonito, no Agreste. Durante a ação da Polícia Civil, uma quarta pessoa foi presa em flagrante por porte ilegal de arma.

De acordo com a polícia, os presos foram interrogados e encaminhados para o Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everaldo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, onde responderão pelo crime de ordem econômica. O presidente do Síndicombustíveis, Alfredo Vinheiro Ramos, não atendeu às ligações.

A Operação

A Operação ”Funil” foi desencadeada na manhã desta terça-feira (15) pela Polícia Civil de Pernambuco, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa voltada para a prática de crimes de cartel no setor de combustíveis. Segundo investigações, os postos de combustíveis, mesmo que concorrentes, firmavam uma cooperação para manipular os preços.

Estão sendo cumpridos três mandados de prisão preventiva e 27 mandados de busca e apreensão em domicílios e estabelecimentos comerciais.

A 14° operação de repressão qualificada em 2018, foi coordenada pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (DINTEL) com o apoio operacional da Diretoria Integrada de Metropolitana (DIM) e supervisão da Chefia de Polícia. A ação envolveu mais de 160 policiais civis, entre delegados, agentes, comissários e escrivães

Menos de uma semana após o Governo de Pernambuco publicar edital para contratar uma empresa que forneça coroas de flores no valor de até R$ 78 mil para o gabinete de Paulo Câmara, outro gasto chama a atenção. No Diário Oficial do Estado, desta terça-feira (15), o Governo publica o gasto de R$ 179 mil na compra de peixes de crustáceos para o Gabinete do Governador.

A empresa vencedora da licitação é a Maxmillian Simões Comércio e Serviços Ltda, localizada no bairro do Janga, em Paulista. No contrato firmado com o Governo de Pernambuco, a empresa irá fornecer peixes de vários tipos, como agulhas brancas e salmão, além de frutos do mar, como camarão e caranguejo.

No total, são 24 itens diversos. Só com salmão serão gastos quase R$ 15 mil. Os detalhes são públicos e podem ser conferidos no site www.licitacoes.pe.gov.br.

A falta de pagamento aos músicos e agremiações, além da inconsistência na prestação de contas do carnaval de 2018, serão temas da audiência pública, nesta segunda-feira (14), promovida pela Câmara Municipal de Olinda.

No dia 24 de abril passado, a Câmara Municipal de Olinda devolveu, sob a alegação de inconsistência nas informações, a prestação das contas referentes ao Carnaval de 2018, enviada pela Secretaria de Turismo.

O ofício de devolução, encaminhado ao prefeito Lupércio Carlos do Nascimento, foi aprovado por unanimidade por estar “incompleto quanto a descrição e detalhamento das despesas conforme apresenta a Lei 5927/2015”, a conhecida Lei do Carnaval.

“O documento de prestação de contas do Carnaval tem um total 16 páginas e em 14 páginas apenas relaciona itens de despesas, sem descriminar valores, apenas o total de R$ 8.075.345,00, trata-se uma peça inconsistente e incompleta,” disse o vereador Jorge Federal, presidente da Câmara de Olinda.

“A Lei do Carnaval no seu artigo 50 determina que as receitas e despesas sejam apresentadas de forma detalhada, inclusive citando as despesas ainda pendentes de pagamento e isto não aconteceu, isso compromete uma avaliação correta,” disse a vereadora Graça Fonseca, integrante da Comissão de Legislação, Justiça e Redação.

As despesas e receitas do Carnaval de 2017, também rejeitadas pela Câmara de Olinda, estão sendo alvo de uma Tomada de Contas Especial pelo TCE.

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Após ser retirado de pauta por falta de votos suficientes, o Decreto Legislativo, que concederá o Título de Cidadão Petrolinense, ao juiz da 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba – Sérgio Fernando Moro, está entre as pautas que serão apreciadas e votadas na sessão plenária desta terça-feira (15) na Câmara de vereadores de Petrolina.

De autoria do vereador tucano, Ronaldo Silva (foto), o referido Decreto poderá ser aprovado na Casa legislativa petrolinense, pelo menos esse é o desejo do autor. Ele enfatiza ainda que Moro deve receber o Título por relevantes serviços prestados a nação brasileira em combate a corrupção.

“Acho que Moro é um exemplo para nós vereadores petrolinenses por ele ter moralizado a política. Eu aconselharia outras Câmaras do nosso país que fizesse essa homenagem ao magistrado, que tem feito um trabalho importante em nosso país, que é moralizar”, destacou o vereador Ronaldo Silva, que é da base do senador Fernando Bezerra Coelho.

Conhecido por fazer, desde a redemocratização, uma oposição insistente, com grande esforço em fiscalizar os atos do governo, o PT tem deixado de lado pautas importantes no Congresso para se ater a uma reivindicação: a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Após a prisão do petista, parlamentares têm subido à tribuna da Câmara dos Deputados para pedir, como prioridade, que o dirigente deixe a Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, onde está preso. Obstrução e sucessivas tentativas de paralisar os trabalhos na Casa com o objetivo de denunciar “a ameaça ao sistema democrático” fizeram o presidente Rodrigo Maia a cogitar até mesmo o corte de salário dos colegas.

– A minha flexibilidade tem limite, e o limite é o respeito a essa instituição, disse Maia, no fim do mês passado – ao se irritar à obstrução feita por petistas para homenagear Lula.

Na última quinta-feira, o deputado Vicentinho subiu à tribuna para dizer que a “Confederação Sindical dos Países de Língua Portuguesa” prestava solidariedade a Lula. Integrante do grupo, que conta com associados de Brasil, Portugal, Guiné-Bissau, Angola, Cabo Verde, Moçambique, Timor-Leste, São Tomé e Príncipe e Guiné Equatorial, o deputado discursou:

– A nossa meta é fazer o que nós fizemos quando Nelson Mandela esteve preso. Fizemos campanha por todos os cantos do Brasil e por todos os cantos do planeta. Eu comparo a situação do companheiro Lula a essa condição.

Desde o dia 7 de abril — quando Lula foi preso —, o líder do partido, Paulo Pimenta (PT-RS), praticamente só usou o microfone para se referir a uma suposta “perseguição” ao ex-presidente, segundo registros da Câmara de discursos em plenário. Parlamentares também criaram uma comissão externa para visitar Lula e avaliar as condições humanitárias em que o ex-presidente se encontra.

Ao ter o pedido de inspeção recusado pela Justiça, integrantes da comissão buscaram fazer mais mobilizações para chamar atenção. Petistas buscaram apoio junto ao Parlasul, o parlamento do Mercosul. Assim, formaram outra comissão de deputados e senadores de Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela. Mas novamente não conseguiram autorização da Justiça para ver Lula.

Fora a reivindicação pela liberdade de Lula, ainda há outros assuntos tratados de maneira lateral, mas que são abordados pelos petistas no Congresso como a “privatização da Eletrobras”, “a entrega do pré-sal aos estrangeiros”, a demissão de funcionários nos Correios e o ataque genérico ao “governo golpista de Michel Temer”.

ALIADOS DE SEMPRE

Em ação de pouco apelo, no mesmo dia em que o governo votava e aprovava o cadastro positivo, projeto ao qual o PT se opôs, petistas lançavam na Câmara a campanha “O Petróleo é do Brasil”, “contra a privatização da Petrobras pelo governo Michel Temer”. O manifesto não atraiu jornalistas ou colegas de outros partidos que pudessem levar as propostas adiante. Só mesmo os aliados de sempre. Além de petistas, compareceram ao ato sindicalistas e aliados como o PSOL e o PCdoB. Logo depois, veio a derrota no plenário.

Na última semana, até mesmo discussões internas sobre uma possível alternativa à candidatura de Lula entraram na lista de prioridades. Enquanto Fernando Haddad (PT-SP) e Jaques Wagner (PT-BA) sinalizaram um possível apoio à candidatura de Ciro Gomes (PDT) ao Planalto, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, se apressou em dizer que a legenda não abre mão da candidatura do ex-presidente — mesmo na cadeia.

“Se Lula é inocente, se a maioria do povo quer votar nele, se à luz da Constituição seus direitos políticos estão assegurados, por que razão deixaríamos de apresentá-lo como candidato? Seria fazer o jogo de seus algozes, que querem uma eleição sem Lula e pretendem com isso dar ares de normalidade democrática a uma disputa que estaria viciada pela ausência do maior líder popular brasileiro”, diz a nota da senadora e dirigente do partido.

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu licitação para contratar uma empresa que faça escolta armada, de tempo integral, para o ministro Edson Fachin, relator dos processos da Lava-Jato na Corte. De acordo com o edital, sete profissionais irão se revezar na casa do ministro em Curitiba (PR). A previsão é de um gasto de R$ 1,6 milhão em um período de 30 meses.

No final de março, Fachin revelou que sua família sofreu ameaças e pediu aumento na equipe de segurança. A medida foi autorizada pela presidente do STF, ministra Cármen Lúcia.

O edital especifica inúmeras atividades para a segurança do ministro, como rondas periódicas, o controle de entrada e saída de pessoas e veículos, proibir aglomerado no local, assim como havendo alguma suspeita, abordar de forma educada. Está previsto também que os seguranças estejam armados com pistolas calibre .380 e equipamentos de segurança como colete.

A licitação é para um período de 1 de julho deste ano até 31 de dezembro de 2020. Os seguranças poderão ser requisitados inclusive nos feriados. Para o serviço de segurança serão aceitos brasileiros e portugueses, com idade mínima de 21 anos e com comprovação de competência para a função.

Em março o STF contava com 85 seguranças privados para dez ministros, sendo desembolsados R$ 831 mil por mês para o serviço. No caso dos seguranças privados contratados a maioria trabalha em um regime de 12h, descansando depois 36h. Os turnos são divididos das 7h às 19h (38 pessoas se revezam nesse horário) e das 19h às 7h (horário onde se dividem 44 pessoas).

Superintendência da Polícia Federal de São Paulo (Foto: Agência Brasil)

Morreu nesta segunda-feira (14), o delegado da Polícia Federal Mauro Sérgio Salles Abdo. Ele foi atingido por três tiros durante um assalto a sua residência em São Paulo.

A Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) soltará uma nota de pesar pela morte de Abdo e aproveitará para criticar o indulto concedido a presidiários. Isso porque um dos assaltantes, segundo informações divulgadas pela imprensa, recebeu o benefício em razão do Dia das Mães.

No começo do mês, David Aragão, outro delegado da Polícia Federal, foi assassinado também durante assalto a sua residência. Aragão morava no Maranhão.

senador Romero Jucá (Foto:   Pedro Ladeira/Folhapress)

Eis os motivos que deixaram o senador Romero Jucá (RR) de fora da relatoria da Comissão Mista de Orçamento de 2018. O incomodo da bancada com o fato de Jucá ter sido três vezes relator da comissão de orçamento nos anos anteriores.

Líder do governo e presidente do MDB, o senador, segundo a avaliação da bancada, já tem influência na execução orçamentária.

Para piorar, teria o poder de direcionar o orçamento do próximo governo, dando-lhe ainda mais poder. Para o Palácio do Planalto, seu nome era o ideal.

O presidente Michel Temer (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O governo do presidente Michel Temer completa dois anos em maio. O emedebista orgulha-se da baixa inflação e da reforma trabalhista. Mas o que ele adoraria exibir mesmo é a retomada do emprego de forma consistente.

Assessores do emedebista sabem que a queda do desemprego poderia tornar mais suave a percepção sobre sua gestão.

O avião presidencial (Foto: Divulgação/EBC)

O Palácio do Planalto abriu licitação para contratar serviços de comunicação por satélite para duas aeronaves presidenciais: Embraer 190PR e Airbus 319CJ. O objetivo é permitir que o presidente e assessores consigam se comunicar a qualquer tempo a bordo dos aviões, tanto em território brasileiro quanto no exterior.

A Presidência da República prevê gastar até R$ 2,3 milhões com a despesa. Um das exigências da licitação é que a empresa escolhida guarde sigilo sobre todas as informações obtidas em decorrência. 

Pesquisa sobre a eleição para o governo do Estado do Rio de Janeiro indica que o senador Romário de Souza Faria (Podemos) lidera a disputa. O ex-jogador tem de 24,8% a 30,5% das intenções de votos nos 4 cenários testados pelo Paraná Pesquisas.

O levantamento (íntegra) foi realizado de 4 a 9 de maio de 2018 em 44 cidades fluminenses. Foram entrevistadas 1.850 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº RJ-09134/2018.

A pesquisa foi contratada pela Casa Brasil Empreendimentos Culturais e Editoriais.

Chama a atenção que o número dos que não sabem ou não tem ainda nenhum candidato escolhido vai até 25,8%.

O 2º colocado numericamente na pesquisa é o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (DEM). No momento o político está inelegível por ter sido condenado por abuso de poder político-econômico no final de fevereiro deste ano. Paes pontua de 13,5% a 15,1%.

Esse desempenho de Paes o coloca em situação de empate técnico com Anthony Garotinho (PRP), que já governou o Rio e já foi preso algumas vezes em períodos recentes. Garotinho tem de 11,2% a 12,9%.

O possível candidato do PT, o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim (PT), pontua de 3,4% a 4,3% das intenções. Outro nome mencionado na pesquisa é o do deputado federal Índio da Costa (PSD), ele vai de 8,2% a 10,6%.

O deputado federal que mais mandatos acumula hoje na Câmara, Miro Teixeira (Rede), tem baixa pontuação. Conforme o cenário, o congressista tem de 5,9% a 7,2% das intenções de voto.

Senado Federal

O Paraná Pesquisas testou apenas 1 cenário na corrida pelas 2 vagas ao Senado Federal. Com 32,3% das intenções de voto, lidera o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL), filho do pré-candidato ao Planalto, Jair Bolsonaro (PSL).

Empatados tecnicamente na 2ª posição aparecem os nomes do vereador pelo Rio, Cesar Maia (DEM), pai do presidente da Câmara Rodrigo Maia, com 20,6%, e da deputada estadual Martha Rocha (PDT) com 20,4%.