Pedro Araújo

As informações que informam as verdades dos fatos, sem ferir ou denegrir pessoas ou imagens. Como também, nunca procurando agradar aos maus feitores.

Por Ademar Rafael Ferreira (Papa) *

Ade maleu lapa-el – Ao tentar aprofundar meus conhecimentos com relação aos “bancos digitais” deparei-me com as tais “fintechs”, fale-me sobre elas.

Papa – As denominadas “fintechs” operam com alguns produtos ofertados pelos bancos e por isto, para facilitar a fiscalização e reduzir os riscos, o Conselho Monetário Nacional – CMN editou a Resolução 4.656, de 26.04.2018, classificando as empresas Sociedade de Crédito Direto – SCD e a Sociedade de Empréstimo entre Pessoas – SEP como instituições financeiras e criando regras para atuação.

Mesmo com referidas regras, defendo o ponto de vista que as “fintechs” estão para as instituições financeiras assim como a “Uber” está para os táxis convencionais e o “netflix” está para o mercado de filmes. Ou seja, atua no mercado, mas, em produtos escolhidos, nunca no todo.

O nome “fintech” origina-se da junção das palavras “financial” (finanças) e “technology” (tecnologia), sua proposta básica é fornecer serviços relacionados com cartões de crédito, investimentos, seguros, empréstimos – exclusivamente por meios eletrônicos com uso de computadores e smartphones. Da mesma forma que os “bancos digitais” prometem agilidade, comodidade e segurança aos usuários.

Podemos citar como exemplos de “fintechs” que atuam no Brasil, as seguintes: Warren, PayPal, Superdigital, ContaAzul, Vérios, GuiaBolso, Minuto Seguros, Geru, F(x), entre outras tantas. Atendidas as exigências podem integrar a Associação Brasileira de Fintechs.

O leque dos serviços prestados é tão longo com a relação das empresas do setor, nascem e se proliferam em escala geométrica, a seguir relacionamos alguns deles: Conta bancária digital, Empréstimos, Cartão de crédito, Microsseguros, Investimentos, Soluções em pagamentos, Soluções em recebimentos para empresas, Negociação de dívidas, Gestão financeira, Gestão de benefícios, etc.

No mercado de seguridade, com a nomenclatura “Insurtech”, composta da soma de “insurance” (seguro) e “technology” (tecnologia), que poderíamos tratar como uma derivação das “fintechs” e trazem como principal proposta e revolução do setor de seguridade. Podemos destacar as seguintes: Appólice, Segurize, Seggui, Mobisell e HealthCentrix.

No final de 2015 nasceu na Singapura a “WB21”, empresa que abraça clientes de mais de 180 países com oferta de serviços em mais de 25 moedas, com conversão em curto espaço de tempo e com a segurança que o mercado exige.

(*) – Transcrições e adaptações livres de textos dos sites INSIDESEG, RENOVAMIDIA, INFOWESTER, EUSOUEMPREENDEDOR, BCB E ABFINTECHS.

Entrando no seu antepenúltimo dia de festa, o São João de Arcoverde já tem alguns números dos gastos realizados com a contratação de artistas e algumas das estruturas utilizadas no evento que foi aberto no dia 21 de junho e se encerra neste sábado, dia 29. O montante já chega a R$ 2.178.530,00 (dois milhões, cento e setenta e oito mil, quinhentos e trinta reais). A festa tem hoje, segundo o Folha das Cidades, a sua atração mais cara, o cantor Xand e Aviões, que tem um cachê de R$ 270 mil.

Segundo os dados colocados na placa obrigatória de divulgação dos gastos da festa, embora faltem algumas informações, o Palco Central da festa, localizada na Praça da Bandeira, vai consumir em atrações artísticas um total de R$ 1.280.230,00 que deverão ser desembolsados pela Prefeitura de Arcoverde.

Outros artistas que também se apresentaram ou ainda vão se apresentar no palco principal e em outros pólos da festa, mas que são bancados pelo Governo do Estado, através da Empetur e Fundarpe, vão representar um investimento de R$ R$ 684.500,00 sendo R$ 566.000,00 da Empetur e outros R$ 118.500,00 da Fundarpe.

Afora as atrações artísticas, ainda tem na contabilidade divulgada do São João de Arcoverde deste ano a estrutura de palcos no valor de R$ 84.300,00 e de som que vão custar aos cofres da prefeitura R$ 129.500,00.

Nessa sexta-feira (28), véspera de São Pedro, apresentam-se Carlos & Fábio (20h), Alceu Valença (22h) e Magnatas do Forró (00h). A festa se encerra no sábado (29), com Ycaro & Vitório (21h), Lara Amélia (23h) e fecha com o sertanejo Léo Magalhães.

Por Giovanni Sá Filho/Farol de Notícias

O líder da oposição Antônio de Antenor abriu o verbo nesta quinta-feira (27) ao analisar as críticas do secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcos Oliveira, que tachou os parlamentares oposicionistas de ‘aves agourentas’, após críticas ao lamaçal no dia da inauguração do Assaí Atacadista [veja aqui].

Em entrevista ao programa Frequência Democrática, na Vila Bela FM, Antenor afirmou que Marcos Oliveira, como cidadão, pode ser considerado “uma boa pessoa”, mas como gestor é “um secretariozinho meia tigela, de baixo escalão, lambuzento, arrogante e mal educado”, e que não sabe lidar com os problemas dos mais humildes.

Na visão de Antônio de Antenor, esta postura de Oliveira tem feito Luciano Duque perder cada vez mais intenções de voto junto à categoria dos vendedores ambulantes da cidade.

“Esse secretário Marcos Oliveira que na feira livre não tem um voto a favor dele, porque já demonstrou que é o pior secretário do governo, um secretário de baixo escalão, secretariozinho pequeno e está ajudando a oposição a ganhar voto ali na feira livre. Porque aquele rapaz, com aquela arrogância dele, com aquela brutalidade dele, eu não sei onde ele arrumou tanta má educação para tratar com os pobres, principalmente nessa questão dos camelôs. Como é que ele trata [os camelôs]? Ele trata como se fossem moleques, porque ele é mal educado e não tem sabedoria para lidar com essas pessoas”, disse Antenor, abrindo fogo:

“Então, o secretário Marcos, para você criticar vereadores tem que ter coerência, porque era para ter feito primeiro o seu papel e [antes da abertura do Assaí] ter feito a avenida, asfaltado para receber uma grande obra e você deixou, no dia na inauguração, o lamaçal para melar o povo que tinha de passar a pé. Uma atitude de um secretário pequeno que você é. Secretário de meia tigela. Quero dizer Marcos, que como cidadão você é gente boa, mas como secretário é o pior que Luciano tem e está acabando com votos do prefeito lá na feira. É um secretário lambuzento, igual a coruja que só gosta de estar no chão, eu não sei de onde ele quis chamar nós de agourentos, porque ele é que nem coruja que só vive no chão olhando para um lado e para o outro”.

O QUE IRRITOU

Antônio de Antenor se irritou com a nota escrita pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico [leia aqui], distribuída à imprensa após a inauguração do Assaí Atacadista, em que – além de “agourentos” – Marcos Oliveira culpava os vereadores por serem contrários ao progresso do município. Argumento que o líder da oposição fez questão de rebater, alegando que:

“Primeiramente o prefeito era para ter feito a estrutura daquela avenida [antes da inauguração do Assaí]. Ali no mínimo era para ter asfaltado, colocado faixa para tudo ficar bonitinho para receber uma grande obra. Agora vir dizer que vereadores são contra o Assaí? Isso não!”.

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Começa hoje e se estende até o dia 6 de julho a 9ª edição do Liquida Grande Recife. A campanha, realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL Recife), está promovendo descontos de até 70% em diversos estabelecimentos comerciais espalhados pela Região Metropolitana do Recife. A CDL espera movimentar R$ 300 milhões durante os 9 dias de promoção, registrando um aumento médio de 20% nas vendas. 

Mais de cinco mil pontos comerciais participam da campanha, incluindo o comércio de rua do Centro e de bairros próximos, além dos shoppings RioMar, Recife, Plaza, Tacaruna, Boa Vista, Guararapes, Paulista North Way, Costa Dourada e Patteo Olinda. Entre os mercados públicos, participam os de Afogados, Boa Vista, Casa Amarela, Cordeiro, Encruzilhada, Madalena e São José.

A edição deste ano do Liquida Recife foi antecipada devido aos prejuízos causados pelas chuvas no mês de junho. Durante a coletiva de imprensa realizada ontem (27), o presidente da CDL Cid Lôbo afirmou que a antecipação também está relacionada com a troca de coleções de vestuário pelas lojas. “As lojas estão saindo da coleção de inverno e entrando na do verão. A campanha estabelecida neste período do ano possibilita aos lojistas venderem bem tanto as peças da coleção antiga quanto as novas”, disse Lôbo.

Assim como nos anos anteriores, a campanha contará com um sorteio. Nesta edição, serão oferecidos um Jeep Renegade 0km e 5 caminhões de prêmios, para as compras a partir de R$ 50 em qualquer forma de pagamento. Comprando através da maquininha da Rede ou Pop Credicard, os cupons ganham o dobro de chances. Caso o pagamento seja realizado com cartão Mastercard em uma dessas máquinas, as chances de ganhar triplicam. O vendedor que participou da negociação com o ganhador do sorteio receberá um vale-compras no valor de R$ 1.000.

LOJAS FECHADAS

Durante o anúncio do lançamento da Liquida Recife, o vice-prefeito do Recife, Luciano Siqueira, presente no evento, questionou por que a Rua Imperatriz registra um número de 22 lojas fechadas. 

Cid Lôbo explicou que os estabelecimentos fechados resultam da crise financeira em que o País se encontra. “Um fator predominante são os aluguéis dos estabelecimentos na Rua Imperatriz. São lojas muito grandes com valores muito altos. A situação do mercado atual pede para os comerciantes montarem suas estruturas em lojas menores com preços mais baixos”, explica.

O Governo de Pernambuco iniciou as discussões para definir as demandas hídricas que serão supridas pelo Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF), no Estado, nos próximos anos. Nesta quinta-feira (27), na Secretaria Executiva de Recursos Hídricos (SERH), foi realizada a primeira reunião do grupo de trabalho instituído pela Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos de Pernambuco (Seinfra-PE) para tratar do tema.

Em videoconferência com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), o grupo de trabalho, que é composto por membros da Seinfra, SERH, Apac, Compesa, Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Instituto de Pesquisas Agronômicas de Pernambuco e Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), deu início às discussões sobre os métodos de operação e de estruturação do sistema de abastecimento nos municípios pernambucanos que serão beneficiados pelo projeto.

O PISF é um projeto de infraestrutura hídrica que, por meio da captação e redistribuição de água do Rio São Francisco para bacias hidrográficas do Semiárido nordestino, nos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte, busca garantir o abastecimento dessas regiões que, historicamente, sofrem por conta da escassez de chuvas e consequente falta d’água.

Para esta sexta-feira (28), a Agência Pernambucana de águas (Apac) e Climas divulgou a previsão do tempo em todo o Estado. A tendência, na Região Metropolitana do Recife, é de um céu parcialmente nublado, com chuva na madrugada e primeiras horas da manhã, com previsão de temperatura mínima a 21°C.

Para quem quiser aproveitar a noite para sextar, pode ir sem problemas, pois a Apac não prevê chuvas nesse período.

Já o Sertão de Pernambuco não recebe chuva, e tem previsão de tempo claro ao longo do dia, com temperatura máxima de 32°C.

Confira a previsão completa:

Região Metropolitana

Parcialmente nublado com chuva rápida de forma isolada no período da madrugada e primeiras horas da manhã com intensidade fraca a moderada.
Temperatura (ºC): Estável
Máxima: 29º Mínima: 21º

Mata Norte

Parcialmente nublado com chuva rápida de forma isolada no período da madrugada e primeiras horas da manhã com intensidade fraca a moderada.
Temperatura (ºC): Estável
Máxima: 29º Mínima: 19º

Mata Sul

Parcialmente nublado com chuva rápida de forma isolada no período da madrugada e primeiras horas da manhã com intensidade fraca a moderada.
Temperatura (ºC): Estável
Máxima: 29º Mínima: 19º

Agreste

Parcialmente nublado com chuva rápida de forma isolada no período da madrugada e primeiras horas da manhã com intensidade fraca a moderada.
Temperatura (ºC): Estável
Máxima: 31º Mínima: 17º

Sertão de Pernambuco

Parcialmente nublado a claro sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Temperatura (ºC): Estável
Máxima: 32º Mínima: 17º

Sertão de São Francisco

Parcialmente nublado a claro sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Temperatura (ºC): Estável
Máxima: 32º Mínima: 18º

VEJA

No momento em que o presidente Jair Bolsonaro sinaliza com mais clareza a disposição de voltar atrás no discurso de campanha para disputar a reeleição em 2022 e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), movimenta-se com desenvoltura para construir sua candidatura ao Palácio do Planalto, o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Gustavo Bebianno (foto), primeiro a ser demitido por Bolsonaro, vê o tucano mais “preparado” que o presidente como gestor. Por isso e pelo que enxerga como “instabilidade desnecessária” e “inabilidade” política do governo, o advogado carioca disse a VEJA que votaria em Doria se a eleição fosse hoje e ele tivesse Bolsonaro como adversário – “acho que ele não vai disputar, porque foi um compromisso de campanha dele que não disputaria”, pontua sobre o ex-chefe.

Ex-presidente do PSL e amigo de longa data do empresário Paulo Marinho, suplente do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e novo presidente do PSDB no Rio de Janeiro, Bebianno participou de um jantar em homenagem a Doria há duas semanas, na casa de Marinho – a mesma mansão que serviu como estúdio de gravação da campanha de Bolsonaro em 2018. O advogado nega, contudo, que tenha sido convidado por Doria para se filiar ao partido – ele reconhece ter recebido “sondagens” de algumas siglas.

“Doria é um cara que começou de baixo e que se fez. Tenho muita admiração por ele e enxergo nele um pacote muito grande de competências. Como gestor, como iniciativa, como visão de mundo, acho que ele tem tudo para emplacar no futuro uma Presidência. Sempre o enxerguei como uma excelente opção para o Brasil, mas como ele não se viabilizou nas últimas eleições, ficou de fora, eu não tive nem que parar para pensar nesse dilema. Mas em termos de como executivo, gestor, de fato Doria tem mais bagagem, mais preparo [que Bolsonaro]”, avalia.

Demitido por Bolsonaro depois de um processo de fritura pública capitaneado pelo filho Zero Dois, Carlos Bolsonaro, Bebianno vê o ex-chefe como carismático e corajoso, sobretudo no enfrentamento ao PT, predicados que, em sua avaliação, poderiam fazê-lo “se transformar em um grande estadista”. O ex-ministro pontua, contudo, que “uma sucessão de equívocos de escolhas e muito foco em coisas miúdas que não interessam”, além da influência de Carlos, prejudicam o presidente.

Depois da demissão de Gustavo Bebianno, o expediente de queimar aliados se repetiu e outros integrantes do governo foram “fritados” publicamente por Bolsonaro ou Carlos antes de pedirem demissão ou serem demitidos. São os casos do ex-ministro da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, e dos ex-presidentes do BNDES e dos Correios, Joaquim Levy e general Juarez de Paula Cunha.

“Por conta dessa instabilidade desnecessária e essa inabilidade que o Brasil todo percebe no trato com o Congresso e as instituições, hoje, a preço de hoje, eu votaria no Doria”, diz Gustavo Bebianno.

Com dificuldades de articulação política, Bolsonaro tem sofrido derrotas no Congresso – da retirada do Coaf do Ministério da Justiça e Segurança Pública à derrubada do decreto que facilitou o porte e a posse de armas, tema caríssimo ao presidente, passando pela devolução da atribuição de demarcar terras indígenas à pasta da Justiça.

A resposta do bolsonarismo online, insuflada por vezes pelos próprios Bolsonaro e Carlos, vem na forma de ataques a parlamentares, sobretudo aos presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), tachados como expoentes da “velha política”. Ex-presidente do PSL, Bebianno observa à distância o comportamento errático das bancadas da legenda e diz não ver articulação sequer no partido.

“É muito preocupante essa falta de interlocução porque, na falta dela, o que sobra são ataques que enfraquecem as instituições, acabam tornando os ânimos mais acirrados. Parte da população acaba embarcando nesse conceito de que de um lado há instituições podres e do outro lado, os salvadores da pátria”

Diante da desarticulação do Planalto, o Congresso prepara uma agenda de propostas para a Economia, liderada por Rodrigo Maia. Ele recentemente classificou o governo como “fábrica de crises” e teve atritos com o ministro da Economia, Paulo Guedes, a respeito da reforma da Previdência.

Interlocutor frequente de Maia antes de sua demissão, Bebianno vê o presidente da Câmara mais próximo do liberalismo rezado na cartilha de Guedes do que Bolsonaro. “O presidente já não tem tanto essa visão econômica e está indo no vácuo do Paulo Guedes”, diz.

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O projeto que permite a posse ampliada de armas de fogo em áreas rurais, caso aprovado, pode atingir um total de 5,9 milhões de propriedades. Esse é o número de imóveis registrados até 31 de maio no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Para ativistas e entidades rurais, o projeto ainda não resolverá a questão da violência no campo.

As propriedades rurais onde será possível requisitar posse somam mais de 489 milhões de hectares, mais do que toda a Região Norte. A ideia é permitir aos donos e seus encarregados andarem armados por toda a extensão das terras. O projeto foi aprovado na quarta-feira (26), pelo Senado e seguiu para a Câmara.

Outro projeto aprovado que aguarda análise permite a moradores de zonas rurais comprarem armas a partir dos 21 anos. Antes, a idade mínima era de 25. Mais 2 milhões teriam esse direito, segundo dados do último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2010.

Ativistas e representantes de entidades rurais ouvidos pelo Estado dizem que os projetos não resolvem os problemas de segurança das áreas rurais. “Defendemos medidas institucionais”, diz o coordenador do Instituto Confederação Nacional da Agropecuária, Carlos Frederico Ribeiro. “Não dá para dizer se isso (projetos) vai aumentar a segurança ou não.” Ele sugere criação de patrulhas e delegacias especializadas no campo.

“O governo ainda não disse a que veio em relação à política de segurança pública. Não há plano”, diz a conselheira do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Isabel Figueiredo.

Voos

Nesta quinta, um juiz da 20ª Vara Federal Cível de Brasília determinou a suspensão liminar de uma resolução da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que proibia policiais fora de serviço de portar armas durante voos. Para o magistrado, a legislação em vigor dá a eles o direito ao porte. A decisão acolhe pedido da Associação dos Delegados da Polícia Civil do Brasil.

O corregedor do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), Orlando Rochadel, decidiu nesta quinta-feira (27) arquivar a investigação contra o procurador Deltan Dallagnol.

Eis a íntegra da decisão de Rochadel.

O coordenador da Lava Jato e outros membros da força-tarefa eram suspeitos de cometer uma “falta funcional”, decorrente das conversas vazadas atribuídas à eles e ao ex-juiz Sergio Moro pelo site The Intercept.

Na decisão Rochadel afirmou que há indícios de que o vazamento das mensagens foram obtidas de forma ilícita.

“Por todo o exposto e em face da inexistência de elementos de prova (mensagens que, se existentes, foram obtidas de forma ilícita) ou mesmo pela inexistência de ilícito funcional nas mensagens, se fossem consideradas, impõe-se o arquivamento da presente Reclamação Disciplinar”, declarou Rochadel.

Em 10 de junho, o corregedor tinha aberto o inquérito contra o os membros do MP após pedido assinado pelos conselheiros do Conselho Nacional Luiz Fernando Bandeira de Mello, Gustavo Rocha, Erick Venâncio Nascimento e Leonardo Accioly da Silva.

“Cabe apurar se houve eventual falta funcional, particularmente no tocante à violação dos princípios do juiz e do promotor natural, da equidistância das partes e da vedação de atuação político-partidária”, disseram à época.

DEFESA DOS ENVOLVIDOS

O procurador responsável pela Operação Lava Jato e os outros investigados pelo CNMP apresentaram-se no órgão na quarta-feira (26). Eles esclareceram alguns pontos antes que Rochadel proferisse a decisão final.

Segundo os procuradores, houve ilicitude dos elementos do pedido de apuração. Os membros do MP reforçaram o que seria dito futuramente pelo corregedor, de que as mensagens haviam sido obtidas de maneira ilícita.

Além disso, citaram a “descrição deficiente de fatos” como um motivo para o não prosseguimento da apuração.

“Não houve infração funcional por ausência de conluio com o magistrado mencionado nas representações”, disseram os procuradores.

VAZA JATO

Conversas obtidas pelo Intercept mostram que havia trocas de mensagens secretas entre o ex-juiz federal e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, e o procurador da República Deltan Dallagnol. Nas comunicações, Moro aparece dando orientações sobre procedimentos da Operação Lava Jato, da qual era juiz e Dallagnol é coordenador. Esse tipo de comunicação é considerada ilegal pela Constituição Brasileira.

De acordo com a publicação, o então juiz antecipou decisões, deu conselhos –como a inversão da ordem de fases da Lava Jato – e até cobrou celeridade da força-tarefa: “Não é muito tempo sem operação?”, questionou após um mês sem deflagração de novas fases.

Moro negou que coordenava ações com MPF (Ministério Público Federal): “Eu não tenho estratégia de investigação nenhuma. Quem investiga ou quem decide o que vai fazer e tal é o Ministério Público e a Polícia (Federal). O juiz é reativo”, o disse o então juiz em palestra realizada em março de 2016.

Alexandre Frota e Bolsonaro

El País

Aos 55 anos de idade e em seu primeiro mandato como deputado federal, Alexandre Frota (PSL-SP) conseguiu ao mesmo tempo agradar e irritar o presidente e correligionário Jair Bolsonaro. Em Brasília, é tido como um dos principais articuladores do Palácio Planalto e também um de seus críticos mais contumazes. Diz, por exemplo, que o escritor e ideólogo do bolsonarismo, Olavo de Carvalho, criou um Governo paralelo. Ou que o presidente não deveria ter demitido alguns de seus auxiliares, como o ex-ministro da Secretaria de Governo, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz. Na tribuna da Câmara e na comissão especial da reforma da Previdência, contudo, é da tropa de choque de Bolsonaro. Já fez 114 discursos em plenário, a maioria a favor do Governo, em algumas sessões usa o microfone até três vezes, algo incomum no parlamento brasileiro.

Vice-líder do PSL, Frota tem sido bem avaliado por figuras-chave na atual política brasileira, como o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, com quem se reúne semanalmente para debater as pautas do Legislativo. Frota chegou à política após se tornar um ativista político contra os Governos do PT. Antes, foi ator de filmes e novelas, comediante, ator pornô, jogador de futebol americano, apresentador e diretor de TV, além de participante de realities shows. Já foi processado por políticos de esquerda e um juiz. Foi condenado a pagar indenizações por danos morais e, vez ou outra, retrata-se quando se excede nas críticas contra opositores do Governo. Hoje é um dos que madruga na Câmara. Diz trabalhar 16 horas por dia e quer ser um parlamentar proativo. Com a voz grave, usando um tom imperativo, parece que está sempre dando ordens.

Pergunta: Qual é o tamanho de seu descontentamento com o Governo Bolsonaro?

Resposta: Eu acho que o Governo Bolsonaro tem ainda alguns meses para acertar o passo. Ele precisa ser mais coerente, menos influenciado por Olavo de Carvalho e seus alunos. O que me parece é que, no momento, isso não é possível. Agora, a vida é feita de escolhas. O Jair tem feito as escolhas dele e eu vou respeitar. Eu torço para ele acertar como presidente. Nós somos amigos. Agora, amigos, amigos, presidente à parte. Eu não vou falar para ele o que ele deve fazer. Ele mais do que ninguém, ficou 27 anos [foram 28, na verdade] dentro da Câmara, sabe como funciona. Hoje, o que tenho visto é o Rodrigo Maia no papel de articulador, de fiador, de entusiasta das ações do Governo, das pautas do Governo. Vejo no Rodrigo um esforço grande. Esse debate do Governo, a gente precisa trabalhar de uma maneira diferente, a gente precisa avançar com a nossa agenda, precisa libertar o Brasil desse passado sombrio. É difícil. Pegamos um país que estava um caos economicamente e socialmente, com 14 milhões de desempregados, 65 milhões de inadimplentes. Ou seja, essa conta não é nossa. O PT fala que governou para os pobres, mas a gente tem esses números aí. Se eles tivessem realmente governado para os pobres, não teríamos tanta desigualdade nesse momento. Acho que o Governo Bolsonaro tem tudo para acertar, basta ele pensar, ter calma e trabalhar de uma maneira diferenciada. Lembro bem que o discurso de Bolsonaro na campanha era: vamos governar para todos, sem viés ideológico.

P. Você cita esse lema do Bolsonaro: “vamos governar para todos, sem viés ideológico”. Acha que ele está fazendo esse governo para todos?

R. Não acho que esteja fazendo um governo sem viés ideológico em determinados temas. O fato de ter como ministro de Relações Exteriores o Ernesto Araújo, que pensa e trabalha ideologicamente em muitos temas, eu não gosto. Acho que o fato ter esse governo paralelo do Olavo de Carvalho, também é ideológico. Existem coisas que eu tenho divergência com o Governo, com a maneira como o Bolsonaro age. Mas ele é o presidente e ele faz suas escolhas. O Governo tem acertado e errado também, mas o Governo só teve cinco meses para reconstruir tudo o que foi destruído culturalmente, economicamente e socialmente nos anos de PT.

P. Você já disse em outras ocasiões que não precisava de intermediários para falar com o presidente Bolsonaro. Segue assim? Ele ainda o recebe ou o atende com frequência, mesmo após suas críticas?

R. Sim, ainda me recebe, me atende. Veio inclusive na homenagem que eu fiz ao [humorista] Carlos Alberto de Nóbrega, do SBT. Saiu do Palácio e veio aqui na Câmara, mas também ele não deixa de falar quando está se sentindo incomodado com alguma coisa que eu tenha falado, com alguma crítica que eu tenha feito. Não posso falar para ele só o que ele gosta, só o que ele quer ouvir. Tenho de falar para ele a real. Aí está a diferença, tem gente que não quer falar a real, tem medo, tem vergonha, não tem acesso. Agora, quem está aqui embaixo lutando pelas pautas dele, sou eu. Independentemente se ele está gostando ou não, sou eu. Sou eu quem está lutando e coordenando a nova Previdência, sou eu quem sobe para defender ele na tribuna quase todos os dias.

P. Por qual razão você acredita que Bolsonaro é tão influenciado pelo escritor Olavo de Carvalho?

R. Ele próprio já falou. À medida que ele leva o Olavo para almoçar, jantar com ele nos Estados Unidos, que ele manda dar uma medalha para o Olavo, mesmo com o Olavo esculachando e humilhando os militares que fazem parte do Governo. O Olavo humilhou, esculachou o vice-presidente [Hamilton Mourão], os ministros, os secretários. O próprio Olavo falou várias vezes que foi ele quem indicou o Vélez. Que o Bolsonaro o chamou para ser ministro da Cultura. Ninguém é bobo, isso está explícito. Existe esse governo paralelo, infelizmente. Agora, nós votamos no Bolsonaro, não votamos no Olavo de Carvalho. Isso é o que me incomoda.

P. Se você fosse o presidente, teria demitido o general Santos Cruz?

R. Se eu fosse presidente, o país estaria voando. E jamais iria demitir o general Santos Cruz, um dos homens mais íntegros, honestos, coesos que já conheci. Que não faz acordos, acordinhos, que bateu o pé contra o sistema que se estabeleceu dentro do Governo com relação ao Olavo de Carvalho e toda aquela corriola [bando]. Jamais iria demitir o general Santos Cruz porque ele gera resultado, confiança e credibilidade. O Governo perdeu muito com a saída do Santos Cruz, infelizmente. Agora, chega o general Ramos. Ele é meu amigo, sei do potencial dele e espero que ele consiga andar.

P. O deputado Rodrigo Maia disse que a demissão do Joaquim Levy da presidência do BNDES foi uma covardia. Você concorda com essa avaliação?

R. Concordo que não deveria ter sido da maneira como foi feita. Se foi covardia ou não, isso cabe ao Bolsonaro decidir. Ele é o presidente e tem o direito de demitir quem ele quer. No Governo Bolsonaro existe uma situação. Vamos tirar como exemplo o Santos Cruz e o Levy. Primeiro vem o Olavo de Carvalho e humilha, destrói aquele profissional. Na sequência, isso depois de muitos dias nas redes sociais batendo, parece que é uma tática, uma estratégia, vem os alunos amestrados do Olavo, que continuam o massacre naquele cidadão. Na sequência, o Jair fala alguma coisa tipo: “Ah, o nosso casamento está acabando, nem tudo dura para sempre”. Ele faz sempre uma brincadeira. E, na sequência, vem a demissão. A pessoa sai detonada emocionalmente, politicamente. Foi assim com o Vélez, foi assim com o Bebianno, foi assim com o Levy e com o Santos Cruz. Quem será o próximo? Eu espero que não tenha próximo.

P. Você cita estratégia das redes que resultaram em demissões (Levy, Bebianno, Santos Cruz e Vélez). Acha que o Governo tem se tornado uma máquina de moer reputações?

R. Acho que existe uma máquina de moer reputações e que o Governo, em determinado momento, usou isso. Vi no caso do Levy, vi no caso do Bebianno, vi no caso do Santos Cruz e do Vélez. Apesar de que o Vélez tenha sido uma escolha do Olavo de Carvalho, ele saiu pela porta dos fundos, né? Acho covardes os ataques. São lutadores virtuais que não têm a coragem de meter a cara ao vivo e a cores, que se passam por outras pessoas e fazem esse apedrejamento virtual, covarde, nojento, que nesse Governo, nesse momento, faz parte dessa caminhada. Particularmente, não gosto, mas não tenho medo.

P. Paulo Guedes diz que as mudanças em sua reforma da Previdência foram lobby dos servidores. Como você avalia essas mudanças? Acha que o projeto apresentado pelo relator Samuel Moreira será aprovado?

R. O Paulo Guedes entregou um texto para 1,2 trilhão de reais. A reforma foi muito desidratada. Por outro lado, acompanhei todas as sessões como coordenador e sei do trabalho que o Samuel Moreira e o presidente da comissão, Marcelo Ramos, fizeram. Acho que a gente vai conversar, tentar avançar, passar desses 913 bilhões [propostos por Moreira], mas o trabalho da comissão foi muito bem feito. O relatório também. Se teve lobby ou não, isso já existe na política. O Paulo Guedes precisa estar preparado para isso. Ainda que tenha sido um remendo bem feito na velha Previdência, acho que foi um remendo forte. Já foi um avanço grande, mas acho que poderia melhorar um pouquinho mais. Vamos brigar para isso. O PSL tem três destaques para fazer. Conversei com o Delegado Waldir, o líder do PSL, e vamos entregar esses três destaques para a equipe econômica do Paulo Guedes. Vamos tentar colocá-los dentro do texto. Mas acho que caminhou bem, ainda mais porque não houve uma articulação forte por parte do Governo. Nós tivemos de trabalhar bastante isso lá dentro da comissão. Aí, entrou o Rodrigo Maia no caminho e a gente andou bem.

P. É comum ouvir parlamentares dizendo que, se não fosse a Câmara, a reforma da Previdência não andaria. Concorda com essa avaliação?

R. Concordo. E vou além. Acho que o Brasil anda por causa da Câmara. Então, as pessoas precisam ter mais paciência com os deputados, precisam ter certeza de que a gente está fazendo um trabalho por inteiro. Ninguém está aqui brincando. A reforma da Previdência se deve muito ao trabalho que fizemos dentro da comissão. Não acho que, como a esquerda tem dito por aí, que foram eles que conseguiram isso ou aquilo. Esse é o discurso de sempre. As coisas que saíram da reforma saíram porque tinham de sair, porque foram conversadas com o Governo, com a gente e com a Câmara. A esquerda teve sua participação, sim. Não podemos negar isso. A Câmara foi essencial nessa fase.

P. Por que o Governo falha tanto em sua articulação com o Legislativo?

R. O porquê é muito difícil responder. São vários fatores. Acho que desde a época da transição, o Governo deveria ter se aproximado com mais rapidez dos deputados. Por duas décadas o PT construiu sua reputação política baseada em mentiras, em enganações, em corrupção na administração pública. A gente encontrou todas essas dificuldades pelo caminho. Aí, os articuladores do Governo talvez ainda não tenham encontrado o ritmo certo. Realmente, a Câmara, aqui, vive um ritmo muito louco. Estou esperançoso ainda que a gente possa, nos próximos meses, encontrar um ritmo.

P. Quem você acha que é o “pavão” (perfil de Twitter que alegava ter provas contra os inimigos de Bolsonaro) que invadiu as redes no fim de semana retrasado?

R. Sei exatamente quem é esse pavão. Aliás, é pavão, mas não vou falar o nome. Não nesse momento. Seria construir algo que nesse momento não seria bom. Esse pavão, vou te falar, hein?

Presidente Jair Bolsonaro chega ao Japão para participar do G20.

Às vésperas da cúpula do G20 em Osaka, no Japão, o presidente Jair Bolsonaro recebeu, em menos de 24 horas, advertências públicas de dois chefes de Estado sobre suas políticas ambientais. A primeira veio da chanceler alemã, Angela Merkel, que afirmou, na quarta-feira, que via com “preocupação as ações do presidente [sobre desmatamento]” e gostaria de ter uma “conversa clara” com ele sobre o tema. Nesta quinta-feira, foi à vez do presidente francês Emmanuel Macron ameaçar o fim de qualquer acordo comercial com o Brasil caso Bolsonaro decidisse sair do acordo climático de Paris, e desmarcou o encontro que teria com o presidente brasileiro nesta sexta-feira (28).

Os recados passados pelos líderes europeus desagradaram o presidente, que reagiu duramente contra as críticas. Bolsonaro exigiu “respeito” ao Brasil e frisou que a Alemanha tinha muito a aprender com o país. O presidente disse ainda que não tinha ido à reunião das maiores economia do mundo para ser “advertido” por outros países. “A indústria deles continua sendo fóssil, de plástico, carvão, e a nossa não. Eles têm muito a aprender conosco”, disse Bolsonaro a jornalistas, acrescentando que o Brasil não aceita mais ser tratado como no passado.

Acompanhando o presidente na viagem ao Japão, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, também criticou a fala de Merkel e alegou que países como Alemanha têm interesse em explorar florestas brasileiras e, por isso, dão “palpite” na política ambiental. “Quais são as florestas que o europeu preservou? Vejam o que a Europa tinha de floresta no início do século e o que tem hoje. Nunca lembraram disso, agora vêm pra cima do Brasil? É muita coincidência, né, um país rico como o Brasil é e eles vêm cobrar a preservação do meio ambiente da gente”, disse o ministro.

Na avaliação do professor Dawisson Belém Lopes, professor e diretor adjunto de Relações Internacionais da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a imagem de política ambiental brasileira, que sempre foi respeitada, está sofrendo um revés. “O Governo Bolsonaro está dilapidando esse patrimônio político-diplomático. O Brasil está deixando de ser um player respeitado para ser tornar um vilão ambiental”, explica. Segundo Lopes, vários indicadores confirmam que o tema ambiental já não é prioritário no Brasil. “A farra das licenças ambientais e o aumento dos desflorestamentos a reboque, a forma que o Governo trata o tema das demarcações indígenas e como está conduzindo as questões relativas ao desastre de Brumadinho. Tudo isso são sinalizações negativas para o mundo”.

Ainda que as advertências de Merkel e Macron possam não resultar em nenhum efeito prático, elas reverberam em muitos países. “Macron coloca verbalmente em risco um acordo que leva anos. E que dois presidentes coloquem o dedo em riste é uma sinalização importante do ponto de vista diplomático”, diz o professor. 

A negociação com o Mercosul

As falas de Merkel que geraram reação negativa do Governo brasileiro foram uma resposta a pressão de ambientalistas alemães. Na quarta-feira, a deputada Anja Hajduk, do Partido Verde alemão, criticou a deterioração das questões ambientais no Brasil e questionou as negociações da União Europeia (UE) com o Mercosul. Ela sugeriu que a UE deveria usar seu poder econômico para pressionar melhores práticas dos países do bloco.

Merkel disse que faria o que fosse possível, mas ponderou, entretanto, que o assunto não deve comprometer a iminente conclusão de um acordo comercial entre a união Europeia e o Mercosul. “Eu não acho que não levar adiante um acordo com o Mercosul vá fazer com que um hectare a menos de floresta seja derrubado no Brasil. Pelo contrário”, disse a chanceler.

As provas objetivas do concurso público da Guarda Civil Municipal de Petrolina serão realizadas neste domingo (30). Conforme previsto no edital, os portões dos locais de prova vão abrir às 14h e fechar pontualmente às 15h. São 15.162 candidatos inscritos para disputarem as 80 vagas, sendo 38 para ampla concorrência, duas para pessoas com deficiência e 40 de cadastro reserva.

A prova será realizada em 35 locais diferentes, conforme divulgado no site www.idib.org.br/Concurso, sendo de responsabilidade exclusiva do candidato a identificação correta de seu local de realização do exame e o comparecimento no horário determinado. No local, é preciso apresentar o comprovante de inscrição, documento original de identificação pessoal com foto e caneta esferográfica de material transparente, com tinta azul ou preta.

O concurso público exige ensino médio completo, idade mínima de 18 anos e Carteira Nacional de Habilitação ‘AB’, ou seja, para conduzir motocicletas e carros. A validade é de dois anos, prorrogável uma única vez por igual período, a contar da data de sua homologação. O trabalho terá regime de escalas e uma carga horária de 180h mensais com remuneração inicial de R$ 3.261,48.

Os candidatos devem estar atentos ao cronograma com as datas previstas para cada fase do concurso, para cumprimento de todas elas, podendo ser eliminado caso não cumpra com as instruções previstas no edital.

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira acaba de informar ao Blog PE Notícias, através do Núcleo de Imprensa, que foi surpreendida pela desistência da dupla Mateus & Kauan em vir para a 15ª Expoagro; não cumprindo, assim, acordos anteriormente estabelecidos através da empresa que nos assessora nas contratações: WN Empreendimentos. 

Lamentamos o ocorrido e aproveitamos o momento para anunciar que a dupla sertaneja MAIARA & MARAÍSA  será a grande atração da programação festiva da 15ª Expoagro.

Pedimos desculpas aos fãs da dupla anterior, mas ficamos na certeza de que o show de Maiara & Maraísa será um dos melhores da história de nossa Expoagro.  

A Câmara de Vereadores de Afogados da Ingazeira, juntamente com a Prefeitura Municipal, em Sessão Solene alusiva as comemorações de emancipação política do município, irá conceder o titulo de cidadão afogadense a professora Maria José Acioly e a advogada Marcia Moura, como também moções de aplauso ao comunicador Nill Junior, diretor da Rádio Pajeú FM, que recentemente assumiu a presidência da Asserpe, o Tenente-Coronel Alex Bezerra, por ter assumido o comando do 23º BPM e a equipe do Afogados Futebol Clube pelo acesso a Série D e o acesso Copa do Brasil em 2020.

A Sessão Solene será no Cineteatro São José, às 9h desta sexta-feira (28).

Programa já levou mais de 7,5 mil estudantes para intercâmbios no exterior / Foto: Hélia Scheppa/SEI

Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (27), o Governo de Pernambuco afirmou que a empresa 2G Turismo e Eventos, que desde 2012, embarca estudantes pernambucanos através do Programa Ganhe o Mundo, não poderá participar de mais nenhum processo licitatório da pasta. Na última edição do programa, a empresa de intercâmbio, situada no Recife, venceu três lotes de intercâmbio para o Canadá e outro para enviar estudantes para o Chile. Em ambos os casos, foram relatados problemas de repasse de recursos.

Secretário de Educação e Esportes do Estado, Frederico Amâncio enfatizou que os pagamentos são realizados à empresa vencedora do processo licitatório antes do embarque dos estudantes para qualquer País. “Não existe nenhuma dívida do Governo do Estado. Os pagamentos e a contratação são com agências aqui no Brasil e essas agências é que fazem contratos com instituições no exterior”, explicou.

A última edição foi realizada em nove países. Ao longo de seis anos, mais de 7,5 mil estudantes da rede pública foram beneficiados pelo programa do governo estadual. “Infelizmente, essa foi a primeira vez que verificamos um problema como esse. Soubemos dele através de correspondência que recebemos, pedido ajuda para pressionar a empresa a quitar o débito. Não temos contrato com as empresas no exterior”, reforça Amâncio. Segundo ele, um acordo chegou a ser feito no mês de abril, mas a empresa não teria honrado o compromisso com as instituições estrangeiras. A dívida seria de cerca de $2 milhões de dólares canadenses.

Em nota, a empresa afirma que “sempre se empenhou no cumprimento das obrigações, atendendo a todas as determinações, prazos e demandas estabelecidas nos processos de contratação”. Quanto ao problema nos últimos lotes, a 2G afirmou que “os preços praticados na execução das últimas remessas de estudantes ao exterior se revelaram insuficientes para fazer frente às inúmeras obrigações decorrentes dos contratos firmados com o Estado de Pernambuco. Essa situação se agravou pela persistência da crise econômico-financeira que assola o país e da alta do dólar, moeda pela qual estão atrelados a maior parte dos custos contratuais. Ainda assim, a 2G decidiu dar seguimento à execução do contrato, enviando todos os alunos para os destinos contratualmente previstos.”

CHILE

Alunos da rede pública do Estado enviados para o Chile pela mesma agência também denunciaram atrasos no recebimento de bolsas, cujo valor é de R$719. Assim como os custeios com estadia, alimentação e estudos, elas também são repassadas via empresa contratada. “Os estudantes recebem seis bolsas mensais no período em que estão do exterior, que funcionam como um extra, uma espécie de mesada para que eles possam realizar passeios, por exemplo. É um valor que não impacta a sobrevivência deles. No último mês, a agência também atrasou o repasse da última bolsa, mas isso já foi regularizado, após pressão do Estado”, informou o secretário. A maior parte dos mais de 600 estudantes beneficiados na última edição do programa já retornou ao Brasil. No Canadá, ainda estão 247 alunos, enquanto o Chile tem 75 estudantes do Ensino Médio, que devem retornar nos próximos meses.

Diante desse cenário, a gestão estadual optou por não realizar novos contratos com a 2G Turismo e Eventos. “Por entendermos que a agência não cumpriu integralmente com as suas obrigações e por o Ganhe o Mundo ser uma política exitosa, que já beneficiou milhares de estudantes, a gente não pode trabalhar com uma empresa que não honre seus compromissos no exterior. O governo do Estado tomou a decisão e estamos declarando o impedimento da empresa para novas contratações com a Secretaria de Educação”, finalizou Frederico Amâncio.