Pedro Araújo

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Lotéricas não estavam recebendo contas da Celpe desde o dia 1º de maio / Foto: André Nery/ Arquivo JC Imagem

Após a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) e a Caixa Econômica Federal formalizarem, nesta sexta-feira (13), a renovação do convênio, casas lotéricas do Estado voltam a receber contas de energia a partir deste sábado (14).

Por causa do rompimento do convênio entre Caixa e Celpe, as lotéricas não estavam recebendo contas da Celpe desde o dia 1º de maio. Em nota, a Celpe informou que “as empresas entendem que a situação gerada se tornou incompatível com a qualidade dos serviços essenciais prestados e lamentam os transtornos causados”. Ainda segundo a companhia, o acordo renovado nesta sexta (13) atende à solicitação da sociedade e assegura ganhos para a Caixa e para os agentes lotéricos.

No dia 19 de junho, o Sindicato dos Lotéricos de Pernambuco (Selepe) havia informado que inviabilização do pagamento das faturas, além de dificuldades para os consumidores, estava gerando uma perda estimada em R$ 1,5 milhão aos cofres públicos em arrecadação de impostos.

A presidente do Selepe, Telma Cristina, afirmou que a renovação do acordo beneficia as lotéricas e também a população. “A volta é muito importante, algumas lotéricas chegaram a ter uma queda de faturamento de 20% e sociedade estava encontrando muita dificuldade para realizar os pagamentos”, explicou.

De acordo com Telma Cristina, municípios do interior do Estado foram os mais prejudicados no período em que o convênio estava rompido. “Em Santa Maria do Cambucá, localizada no Agreste, a população ficou sem encontrar um local onde era possível pagar  suas contas” esclareceu.

Locais de pagamento

Além do retorno das lotéricas como canais de arrecadação, os clientes, segundo a Celpe, permanecem contando com outros cerca de 1.800 locais de pagamento, entre a rede Celpe Serviços e correspondentes bancários.  Veja aqui.

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Por José Maria Nóbrega*

A violência em Pernambuco voltou a crescer. Além da região metropolitana, cidades do interior passaram a ser, também, palco da violência. Caruaru, como a cidade onde houve o maior número de assassinatos. Entre 2004 e 2016, foram 2.066 pessoas assassinadas com incremento percentual de 34% e taxa de homicídios de 64/100 mil.

No entanto, não só Caruaru apresentou destaque no crescimento da violência. Avaliando 17 cidades com os maiores números de homicídios do Estado – Caruaru, Escada, Garanhuns, Goiana, Gravatá, Limoeiro, Palmares, Paudalho, Petrolina, Santa Cruz do Capibaribe, São Bento do Una, São José da Coroa Grande, Serra Talhada, Toritama, Trindade, Vertentes e Vitória de Santo Antão –, entre 2004 e 2016 foram assassinadas mais de 9.200 pessoas. A taxa de homicídios dessas cidades em conjunto foi de 54,5/100 mil, em 2016.

O município com maior taxa em 2016 foi Toritama, com 19 assassinatos naquele ano, e uma população estimada em 20.222, menor entre os municípios selecionados, ficou com uma taxa de 106,5/100 mil. A sua variação percentual foi de 318% entre 2004, que teve 11 assassinatos, e 2016. O ano mais violento, no entanto, foi 2015, com 23 crimes.

A cidade menos violenta em taxas de homicídios foi Petrolina, com 36/100 mil. Apresentou variação percentual de 4% na série 04/16. No entanto, em termos de números absolutos, ficou atrás apenas de Caruaru, com 122 homicídios em 2016.

Apenas duas cidades apresentaram variação negativa: Goiana e Limoeiro. Goiana, com redução de 25,4%, foi a que apresentou o melhor resultado. No entanto, com uma população estimada em 78.940 (2016), teve 38 assassinatos, o que resultou numa taxa de 48/100 mil. Limoeiro. Com -4,4% na variação, e população estimada em 56.203, teve 22 assassinatos em 2016 e uma taxa de 39/100 mil. 

Vertentes apresentou a maior variação percentual do período, 533,3%, a qual saltou de três óbitos em 2004 para 19 em 2016, resultando numa taxa de 94/100 mil, uma das maiores.

O interior de Pernambuco é, também, muito violento. Impera a “lei do silêncio” nas pequenas e médias cidades. Os homicídios fazem parte do cotidiano de sua população e o poder público (estadual e municipal) são negligentes para conter o crime violento nessas cidades.

*José Maria Nóbrega é cientista político e professor de ciência política da UFCG

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Pernambuco fechou o primeiro semestre de 2018 com um total de 2.279 assassinatos. Os números colocam a violência no Estado, no que diz respeito aos homicídios, no mesmo patamar de dez anos atrás. Nos seis primeiros meses de 2008, ano seguinte à implantação do Pacto pela Vida, foram contabilizados 2.285 crimes violentos letais intencionais (CVLIs). A totalização do semestre deste ano representa uma queda de 21% em relação aos seis meses do ano passado, mas é superior ao mesmo período de todos os anos anteriores, de 2009 a 2016. O balanço, divulgado ontem pela Secretaria de Defesa Social (SDS), mostra que, em junho deste ano, 335 pessoas foram assassinadas no Estado, o que representa uma redução de quase 12% no comparativo com o mesmo período do ano passado, quando ocorreram 379 mortes violentas.

Apesar da queda, registrada pelo sétimo mês seguido, a média diária de CVLI no Estado permanece alta: 12,5 homicídios. Bem distante dos 8,8 assassinatos/dia, atingidos no primeiro semestre de 2016, quando o Pacto pela Vida apresentou os melhores resultados. A constatação de que, passada uma década, o Estado voltou aos mesmos indicadores observados no início do programa revela uma estagnação no enfrentamento à violência, na avaliação da pesquisadora Marília Montenegro (foto), professora de direito penal da Universidade Federal de Pernambuco e da Unicap.

“Tudo que se investiu em produtividade, em metas, produziu uma estabilidade frágil de redução dos homicídios, já que não conseguimos atacar as causas estruturais que alimentam essas mortes. É como se a gente tivesse estancado uma sangria, mas falta consistência para dar continuidade a essa redução no longo prazo”, observa a pesquisadora.

Para o secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, as sucessivas reduções de CVLIs dos últimos meses confirmam que a política de segurança tem sido acertada, principalmente, segundo ele, depois dos ajustes feitos no início do ano passado nos rumos do Pacto pela Vida. “Houve uma mudança de paradigma após o plano bienal que aprovamos em abril de 2017. Apostamos no aumento do efetivo, na interiorização mais forte dos batalhões da Polícia Militar, na aquisição de equipamentos, em operações qualificadas de inteligência com foco no combate aos homicídios e ao narcotráfico. É um conjunto de investimentos que vem apresentando bons resultados e vai ajudar a produzir patamares ainda menores”, analisou Antônio de Pádua.

No balanço divulgado, junho foi o mês com menos ocorrências de homicídios em uma série histórica de dois anos, sendo superado apenas por junho de 2016, que contabilizou 333 CVLIs. No mês passado, 96 municípios pernambucanos e o distrito de Fernando de Noronha não registraram nenhum assassinato e 63 tiveram redução em relação ao mesmo período de 2017.

Na comparação com o primeiro semestre do ano passado, foi observada uma queda nas estatísticas em todas as macrorregiões do Estado. O percentual mais alto ocorreu no Agreste, que registrou redução de 28,24% das mortes violentas. O mais baixo se deu no Sertão, com diminuição de 11,38%.

De acordo com a SDS, o envolvimento com o tráfico de drogas, acerto de contas e outras atividades criminosas são as principais motivações para os assassinatos em Pernambuco. O percentual, tanto em junho quanto no primeiro semestre de 2018, se aproxima: 74,03% e 72,58% dos casos, respectivamente. A segunda maior motivação, no mês, são os conflitos na comunidade (13,13%), seguidos dos conflitos afetivos ou familiares (exceto feminicídio), que representam 3,28% dos casos.

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A pressão em favor do PT que o governador Paulo Câmara tem feito dentro do PSB pode ter o objetivo secundário de forçar o partido a liberar os diretórios estaduais para apoiar o presidenciável de sua preferência. Para três membros do diretório nacional, é consenso interno que não há possibilidade de o partido embarcar na nebulosa candidatura do ex-presidente Lula (PT), condenado a 12 anos de prisão pela Lava Jato. Já a neutralidade ajuda o PT nacionalmente porque enfraquece a candidatura do ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), concorrente do PT no campo da centro-esquerda.

“Não sei a decisão que meu partido vai tomar. Respeito decisões partidárias. Tenho história no meu partido. Mas de uma coisa tenho certeza, não voto para presidente em Lula nem num candidato do PT”, publicou ontem no Twitter o deputado federal Felipe Carreras (PSB); expondo que há resistências ao PT inclusive dentro do diretório de Pernambuco.

A publicação veio no eco da forte reação contra o PT de nomes como o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, e do ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda. Aliados do governador negam o isolamento afirmando que PSB e PT têm proximidade na Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte, Sergipe, Acre e Amapá. Os petistas, porém, não são aceitos em Estados nevrálgicos como São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e no Distrito Federal.

Há dois dias, o governador Paulo Câmara disse que a posição em favor de Lula levava vantagem na disputa interna porque o diretório de Pernambuco era o mais forte da legenda. Mas ele tem apenas 91 dos 601 delegados com direito a voto na convenção nacional do dia 5 de outubro, o equivalente a pouco mais de 15% dos votantes.

“Estamos como biruta (de aeroporto) rodando, isso é muito ruim. Com todo respeito a Paulo Câmara, sabemos que Lula está inelegível. Ficar nessa situação a menos de um mês para a definição de alianças é o pior dos cenários”, afirmou o deputado federal Julio Delgado, vice-líder do PSB na Câmara, em entrevista à Rádio Eldorado ontem.

Na Bahia, onde encerrou a rodada pelo Nordeste para articular os palanques regionais, a senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, cobrou uma “coligação formal” do PSB em troca dos entendimentos locais. “Nós queremos que eles estejam na chapa, estejam junto na chapa com o presidente Lula. (O desejo do PT) não é que eles liberem os Estados”, pressionou a petista.

Na avaliação do cientista político Ricardo Ismael, professor da PUC-Rio, o PT se beneficia mesmo que não firme uma coligação com o PSB. “Se ele conseguir impedir o apoio do PSB a Ciro, ele já fez um bom serviço para o PT a nível nacional. Porque o problema do PT é que o PSB não caia nos braços do Ciro. Isso daria ao Ciro mais tempo de televisão e mais cara de centro-esquerda, rivalizando com o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (opção de plano B petista). E o PT quer manter a hegemonia no campo da centro-esquerda”, explica.

Para Ismael, Paulo deve estar fazendo o cálculo de que, se for reeleito, vai manter a influência no PSB, mesmo que agora, com a subida de tom, ele perca um pouco de espaço dentro do partido. “Nessa altura do campeonato, ele aposta na neutralidade, fecha acordo com o PT de Pernambuco e mata a candidatura de Marília Arraes”, argumenta.

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Pré-candidata ao governo do Estado pelo PT, à vereadora do Recife Marília Arraes afirmou ontem que o PSB “está desesperado” para que ela não tenha a candidatura registrada porque sabe da possibilidade de ela ir para o segundo turno. A petista afirmou que o ex-presidente Lula (PT) já se posicionou por candidatura própria em Pernambuco. Em entrevista a duas rádios de Carpina, na Mata Norte, Marília também disparou contra o governador Paulo Câmara, a quem acusou de fazer um “desgoverno”.

“Esse martelo (da aliança entre o PT e o PSB) já bateu tanto nos últimos seis meses que eu acho que ele já tá ficando achatado de tanto que tem batido. O PSB está desesperado”, ironizou Marília. “Tenho certeza de que nós, registrando a candidatura, estamos no segundo turno. E o PSB tem também, porque senão não estava com esse medo todo.”

Buscando se viabilizar como candidata ao governo, Marília fez questão de lembrar que o PSB votou favorável ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e classificou o partido como “base de Temer”, assim como o palanque da frente de oposição Pernambuco Vai Mudar.

O PSB chegou a ter Fernando Filho (hoje no DEM) como ministro de Minas e Energia, mas desembarcou do governo em maio de 2017 após a apresentação de denúncias contra o presidente. “Não teria razão para retirar nossa candidatura. O presidente Lula tem esse posicionamento de que devemos ter uma candidatura firme aqui. O PSB já deu todos os sinais de que, na verdade, quer ganhar tempo, tentar nos desgastar e dificultar nossas articulações políticas aqui”, argumentou a pré-candidata.

Um dia após Paulo Câmara e a senadora Gleisi Hoffmann (PT) discutirem não ter o PT e o PSB como adversários principais na eleição de Pernambuco, Marília declarou que o governador “é até uma pessoa boa”. Mas criticou o loteamento político de áreas do governo, a quantidade de obras paradas, a violência e o descumprimento de promessas, como dobrar o salário dos professores.

Marília fez menções ao avô, o ex-governador Miguel Arraes, e ao primo, o ex-governador Eduardo Campos, mas disse que não considera a política um assunto de família. “Se eu considerasse um assunto de família, nem no PT eu estava. Eu estava no PSB. Tentando formar esse legado familiar que é coisa de monarquia.”

Ao ser questionada se aceitaria o apoio de Paulo ou do senador Armando Monteiro Neto (PTB) caso fosse para o segundo turno, Marília disse que poderia compor com essas forças desde que não interferisse na forma do PT de governar. “Apoio, a gente aceita, contanto que não flexibilize o projeto que a gente tem feito”, disse.

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JC

Maior partido da base aliada do governador Paulo Câmara (PSB), o MDB pernambucano ainda não saiu do radar do grupo Pernambuco Vai Mudar, encabeçado pelo senador Armando Monteiro (PTB). Ontem, em Petrolina, o pré-candidato ao governo do Estado pela frente oposicionista disse confiar que a Justiça garantirá ao senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), seu aliado, a presidência da sigla, atualmente sob o comando do vice-governador, Raul Henry.

“Quando uma decisão, nesse caso a que destituiu o diretório anterior, é tomada pelo órgão máximo do partido, a Executiva Nacional, essa deliberação foi feita pelo voto da maioria do Diretório. Eu só posso imaginar que essa decisão tem uma legitimidade inquestionável do ponto de vista jurídico, até porque há um preceito constitucional de que os partidos se autodeterminam. (…) Me parece que não há nenhuma dúvida de que, ao final, o comando passará a ser do grupo liderado pelo senador Fernando Bezerra”, declarou o petebista.

Em março deste ano, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) derrubar uma liminar concedida pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) que impedia a dissolução do MDB-PE, a Executiva Nacional do partido depôs Raul Henry e deu a FBC a presidência da agremiação. Poucos dias depois, porém, a defesa de Raul recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), instaurando um conflito de competência (CC) sob a alegação de que o TSE não teria jurisdição para derrubar uma liminar da Justiça Comum. Além de devolver a sigla a Raul, o ministro relator do CC, Ricardo Lewandowski, determinou que, até o julgamento do mérito do caso, a Nacional não poderia voltar a dissolver o diretório estadual.

Nessa batalha que aguarda posicionamento do STF, porém, está em jogo muito mais do que o poder de controlar o MDB pernambucano. Nas mãos de FBC, o partido migraria para a oposição, reduzindo significativamente o tempo de rádio e TV da Frente Popular, uma estratégia para tentar dificultar o projeto de reeleição do governador. 

Jarbas Vasconcelos, pré-candidato ao Senado, e Raul Henry, que pode manter-se como vice na chapa de Paulo ou concorrer a uma vaga de deputado federal – desafetos públicos de FBC e do presidente nacional do MDB, Romero Jucá –, também teriam dificuldades para viabilizar suas candidaturas.

Questionado se a dupla seria bem-vinda à oposição, Armando tergiversou. “Essa pergunta deve ser feita a Fernando Bezerra, mas ele sempre manifestou uma posição de muita abertura, no sentido de que não pudesse atuar de forma a discriminar ou excluir ninguém”, afirmou.

FBC e Raul foram procurados para comentar as declarações do petebista, mas não foram localizados pela reportagem.

AFAGO

Na mesma semana em que chamou para si, de maneira enfática, a responsabilidade por coordenar as movimentações acerca da composição da chapa oposicionista, Armando Monteiro tentou dirimir possíveis interpretações de que os membros do grupo estariam rachados. Em entrevista à Rádio Grande Rio AM, por exemplo, o parlamentar não poupou elogios ao PSDB, que constantemente tem afirmado possuir a preferência na indicação de um nome para a vaga disponível para o Senado na majoritária.

“O PSDB é um grande construtor, é um dos pilares dessa aliança. (…) É um partido que tem importância, que tem quadros, tem expressão, inclusive a do seu presidente, o deputado Bruno Araújo. Ele poderá ter qualquer posição na chapa”, disse o senador.

Ainda em Petrolina, Armando anunciou para o dia 4 de agosto, no Recife, a convenção que formalizará candidaturas e coligações na Frente das Oposições. 

As convocações para as convenções do MDB e PSB, que serão realizadas nos dias 3 e 5 de agosto, respectivamente, foram publicadas no Diário Oficial de ontem. Os socialistas definem os rumos da sigla no Clube Internacional do Recife, e os emedebistas se reunirão na sede da legenda, no Bairro do Recife.

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O mandato do presidente da Anvisa, diretor Jarbas Barbosa (foto), se encerra na próxima quinta-feira (19) sem ele sequer abrir a discussão sobre plantio de maconha. O assunto era tratado como prioridade de Jarbas na agência, tanto que em junho ele declarou que colocaria a proposta em pauta na agência reguladora. O tema não está na pauta da próxima reunião.

Agora, as regras sobre plantio de maconha não têm data para serem discutidas pela Anvisa. O relator do caso na agência, o diretor Renato Porto, ainda não finalizou seu parecer. A polêmica em torno do assunto e o fato de este ser um ano eleitoral não favoreceram o andamento da proposta.

Ação foi deflagrada na manhã desta sexta

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (13) a Operação Hefesto contra fraudes de R$ 13,6 milhões no CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais), do INSS. A ação é coordenada pela força-tarefa Previdenciária, que integra a Secretaria de Previdência, a PF e o Ministério Público Federal.

O cadastro é um banco de dados com informações sobre o trabalhador. O sistema é usado para conceder e calcular o valor do benefício. A investigação identificou um esquema que inseria de forma extemporânea vínculos trabalhistas fictícios no CNIS.

Segundo a PF, as informações eram transmitidas via sistema “SEFIP/Conectividade Social” — GFIP (Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social), servindo de base para a concessão de benefícios de auxílio-doença e de aposentadoria por invalidez, cujas patologias apresentadas são relativas a transtornos mentais e comportamentais.

A Federal estima que o prejuízo com a concessão de 127 benefícios fraudulentos alcance R$ 13,6 milhões. O valor do prejuízo evitado com a consequente suspensão dos benefícios ativos, levando-se em consideração a expectativa de vida média da população brasileira, é de aproximadamente R$ 28 milhões.

São cumpridos 17 mandados – dois de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão – em São Luís e São José de Ribamar, no Maranhão, Fortaleza e Caucaia, no Ceará. A Justiça determinou também o arresto de bens e de veículos em nome dos investigados e ordenou que o INSS suspenda e bloqueie o pagamento de 37 benefícios que ainda estão ativos.

Em nota, a PF informou que as investigações começaram em 2013, a partir de levantamentos da Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária (COINP), parte da Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda.

“O esquema criminoso contava com a participação de um advogado, este também sócio de duas empresas utilizadas nas fraudes, de uma técnica em contabilidade, de duas assistentes sociais e de diversos outros agenciadores e intermediários”, afirma a PF em nota.

Participam da operação 82 policiais federais e um servidor da Inteligência Previdenciária (Coinp). Os investigados foram indiciados pelos crimes de estelionato previdenciário e associação criminosa, cujas penas máximas acumuladas podem chegar a nove anos e oito meses de prisão, sendo que um dos investigados também foi indiciado pelo crime de falsificação de documento público para fins previdenciários.

O nome da operação é uma alusão ao deus grego do trabalho, que segundo os relatos, tinha grande capacidade de criação. Trata-se de uma referência a tipologia da fraude perpetrada: vínculos empregatícios fictícios.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva Foto: Pedro Kirilos / Agencia O Globo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está cada dia mais indignado com o PC do B e o PSB. O PT negocia apoio com os dois partidos, mas vê uma aliança ampla de partidos de esquerda e centro-esquerda cada vez mais distante.

O petista disse a interlocutores que comunistas e socialistas estão sendo ingratos com o PT por insinuarem apoio a Ciro Gomes, pré-candidato ao Planalto pelo PDT.

Lula afirma que o PC do B e PSB cresceram durante os governos petistas – especialmente no dele – e estão surfando na onda do “Lula Livre”, mas hesitam em apoiar o PT nas eleições presidenciais deste ano.

Por Carlos de Moura Gomes

Conta à mitologia grega que Hércules realizou seus Doze Trabalhos com pleno sucesso. A história, embora fictícia, retrata a saga de uma árdua tarefa que teve o guerreiro filho de Zeus e Alcmena.

No filme real e contemporâneo, nós acima de sessenta anos, certamente, já assistimos mais da metade do “Show da Vida”. Logo, temos que, além de agradecer a Deus, nos sentirmos como aquela criança que ganhou seu primeiro presente.

Não podemos perder o restante do espetáculo ouvindo fofocas e mentiras de mentes contaminadas; não devemos oferecer espaço para que o ódio e a vingança se instalem em nossos corações.

Agora, mais do que nunca, devemos respeitar o próximo e cuidar da natureza, caso contrário à existência humana passará a ser inútil.

Também temos o dever cívico e a obrigação moral de estimular e despertar os mais jovens para que jamais se omitam perante as injustiças, principalmente, denunciando e combatendo os genocídios que, infelizmente, ainda acontecem no mundo.

Afinal, nesse fantástico trajeto percorrido, a vida nos mostrou e provou que a ascensão espiritual é bem mais importante que todas as posses materiais, até porque no brilhante Projeto Divino, somos apenas peças coadjuvantes, o protagonista foi, é e será sempre, o Criador do Universo. Então, para que não nos percamos no caminho de volta e já que não há a necessidade da força bruta, CUMPRAMOS, pois, nossa tarefa.

Convictamente,

Carlos Moura Gomes (foto), é aposentado e reside em Gravatá (PE).

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Por Leandro da Conceição Benício*

Recentemente o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nova divisão geográfica com foco nas articulações políticas, sociais e econômicas do Brasil revisando divisão feita em 1990 e confirmou o que a população de Ouricuri já identificou: Ouricuri vem caindo ao longo dos anos e perdeu seu status regional de capital do Araripe.

O IBGE, sem alterar as regiões político-administrativa de cada estado, subdividiu em 2017 os municípios em regiões intermediárias e em regiões imediatas. No caso de Pernambuco, o estado foi dividido em quatro regiões geográficas intermediárias, a saber: Recife, Caruaru, Serra Talhada e Petrolina.

De acordo com o Portal MundoGeo, as regiões geográficas imediatas “são estruturadas a partir de centros urbanos próximos para a satisfação das necessidades imediatas das populações, tais como: compras de bens de consumo, busca de trabalho, procura por serviços de saúde e educação e prestação de serviços públicos, como postos de atendimento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), do Ministério do Trabalho e de serviços judiciários, entre outros”.

Já as Regiões Intermediárias “articulam as Regiões Geográficas Imediatas de funções urbanas de maior complexidade, como serviços médicos especializados ou grandes universidades”, como é o caso de Petrolina.

O Sertão do Araripe, para o IBGE, é a região imediata de Araripina, a qual pertence à Região Intermediária de Petrolina. Desse modo, a principal cidade do Araripe para o IBGE é Araripina. Isso decorre diretamente de uma movimentação política em torno de Araripina, apesar de ficar mais distante do que Ouricuri da maioria dos municípios da microrregião.

Ao longo dos anos a população de Ouricuri e suas cidades mais próximas (Santa Cruz, Santa Filomena, Trindade e Bodocó) sentiram a perda de equipamentos públicos para Araripina, como o caso da Justiça do Trabalho, sede da OAB, Faculdade de Direito, SESI, Hemodiálise (apesar de Araripina não possuir UTI), Delegacia Regional de Polícia Civil, dentre outras estruturas.

Situação oposta a Ouricuri ocorreu com Serra Talhada que já a partir de setembro terá voos regulares para a Capital pernambucana, e dai para o restante do País. (Lembrando que Ouricuri já teve, mas perdeu. Hoje no local do Aeroporto apenas uma área abandonada que uma vez por ano se realiza uma festa dançante).

Com a passividade da população de Ouricuri e um orgulho vazio que não reelege prefeito, apesar de trocar de famílias (Coelho e Ramos) a cada quatro anos, o município sente o peso da divisão do seu próprio povo que há cerca de 30 anos não elege um deputado estadual, quando já possuiu dois ao mesmo tempo na Assembleia Legislativa.

Ouricuri ao que parece não conseguiu ainda perceber que tem sofrido vergonhosas perdas ao longo das últimas três décadas o que diminuiu o ritmo do crescimento da cidade, agora confirmada pelo IBGE. Para se ter uma ideia, comenta-se na cidade que o SENAI que hoje funciona em Bodocó não foi instalado em Ouricuri por falta de apoio local consistente na compra de um terreno pelo município.

* Leandro da Conceição Benício é bacharel em Direito.

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Por Fábio Rocha/Ascom

O prefeito de Tuparetama, Sávio Torres, concluiu a antecipação da 1ª parcela do 13º salário dos servidores do município, nesta quinta-feira (12). “Realizei o pagamento do salário de julho rigorosamente em dia e antecipei a 1º parcela do 13º dos servidores”, disse Sávio.

O pagamento do salário em dia e a antecipando da 1ª parcela do 13º dos servidores vem sendo, desde o ano passado, uma prioridade do governo Sávio Torres. “Estou cumprindo com estes compromissos desde o início do meu mandato”, disse o prefeito.

Por lei, a 1º parcela do 13º salário deve ser paga entre 1º de fevereiro e 30 de novembro, não estando o prefeito obrigado a realizar esta antecipação. Como o município de Tuparetama já realizou, a 2º parcela do 13º salário deve ser paga até 20 de dezembro.

Segundo o prefeito Sávio Torres, não tem sido fácil governar Tuparetama, que tem um dos menores FPM’s do País. “Mas temos o compromisso com os munícipes e os servidores de realizar uma gestão zelosa e organizada”, concluiu Sávio.

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Desde muito cedo, mais precisamente a partir dos 18 anos, Adriana Giselle de Lima trabalhou como mesária em diversas eleições. Foram mais de 14 pleitos contribuindo para o exercício da democracia, isso sem contar com primeiros e segundos turnos. Ela, que em diferentes ocasiões já ocupou todos os cargos da mesa, amava participar do processo eleitoral. Para Adriana, ser servidora do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) era um sonho antigo. 

A jovem mesária tornou-se uma concurseira e, como já era de se esperar, passar no concurso do TRE-PE era o seu grande objetivo. Seus estudos e esforços tinham como propósito fazer parte da instituição que preza por todo o processo eleitoral e democrático do país. Adriana finalmente foi aprovada e, como a participação como mesário no período eleitoral é critério de desempate, ela passou 49 pessoas com a mesma pontuação que a sua.

Em abril de 2016, foi convocada e passou a trabalhar no Cartório Eleitoral de São José do Egito (68ª Zona Eleitoral). Lá, tornou-se responsável pelos treinamentos de mesários, que antes também participava, mas como ouvinte. “Para mim foi uma grande honra sair de ouvinte para dar o treinamento”, afirma.

Atualmente, Adriana Lima é chefe de Cartório de Águas Belas (64ª Zona Eleitoral). Ela ressalta a importância de ser mesário, o quanto isso pode ser positivo para os participantes, não só pela experiência marcante, mas também como auxílio para aqueles que buscam fazer parte do serviço público. “Eu nunca pensei em ser mesária para usar como critério de desempate, mas sim porque gostava de fazer parte de todo aquele trabalho lindo feito pelo pessoal do TRE. Meu sonho era estar do outro lado, sempre me imaginava na posição deles”. Como servidora do TRE-PE e chefe de cartório, Adriana consegue incentivar as pessoas não apenas em treinamentos, mas também contando a sua história de imensa contribuição para todo o processo eleitoral.

Alvo de denúncias que se revezam por blogs, sites, TVs e rádios, ao longo dos últimos dois anos, a PE-275 que liga Pernambuco a Paraíba, segue como o mais fiel retrato do descaso do Governo do Estado para com as estradas no Sertão de Pernambuco.

Durante visitas ao Sertão do Pajeú, os deputados Zeca e Júlio Cavalcanti puderam constatar as péssimas condições no trecho entre Sertânia e São José do Egito. Buracos de todos os tamanhos e profundidades obrigam veículos a fazerem desvios pela contramão sob riscos de acidentes e em velocidade reduzida, sendo alvo, também, de assaltos.

Para os parlamentares trabalhistas, lamentavelmente esse cenário pode ser visto em várias rodovias do Sertão e Agreste pernambucano, a exemplo da PE-270 que liga Arcoverde a Itaíba aonde a situação é semelhante. Não se justifica que uma Secretaria de Transporte atue apenas nas regiões de interesse de um secretário ou ex-secretário e esqueça o restante do Estado, afirmaram os deputados Zeca e Júlio Cavalcanti.  

Os pré-candidatos a governador e a senador pela Frente das Oposições de Pernambuco, Armando Monteiro Neto (PTB) e Mendonça Filho (DEM), estão de volta ao Sertão do São Francisco. A visita será nas cidades de Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista nesta sexta-feira (13).

Acompanhados das principais lideranças do bloco oposicionista, Armando e Mendonça chegarão a Petrolina no final da manhã de hoje (confiram agenda abaixo) e almoçam na cidade. Às 16h seguirão para Lagoa Grande, onde se reunirão com lideranças locais e visitarão uma fazenda vitivinícola.

De lá, já à noite, os pré-candidatos seguirão para Santa Maria. A agenda inclui, além de conversas com lideranças da cidade, a presença dos dois na tradicional Serenata da Recordação. No início da madrugada de sábado (14) eles retornarão a Petrolina, onde pernoitarão.

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