Pedro Araújo

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O PSB vai decidir quem apoiará na disputa pelo governo de Minas Gerais nesta segunda-feira (06). O ex-prefeito Belo Horizonte Márcio Lacerda (PSB/foto) provocou o impasse nas coligações para o Estado.

Em acordo com o PT, o diretório nacional do PSB retirou o ex-prefeito de Belo Horizonte da disputa. A ideia era que o partido apoiasse a reeleição do governador Fernando Pimentel (PT).

Lacerda reuniu-se, neste domingo (05), com o presidente do PSB, Carlos Siqueira, e o deputado federal Júlio Delgado (PSB-MG), em Brasília. No encontro, ele resistiu e chegou a manifestar o desejo de fazer parte da coligação de Antonio Anastasia (PSDB). No entanto, Siqueira vetou apoio ao tucano no Estado.

Uma 3ª opção será discutida nesta segunda-feira. Lacerda colocou como possibilidade uma coligação com Pros, Podemos, PV e PDT.

Perguntado sobre se participaria da coligação do candidato ao governo Rodrigo Pacheco (DEM), Lacerda disse: “a conversa é que ele seria candidato ao Senado na minha chapa, mas até que se encontre uma definição eu me mantenho como candidato (ao governo de Minas Gerais)”.

Lacerda havia sido confirmado candidato pelo diretório estadual do PSB mineiro no sábado (04). Mas a Executiva Nacional pessebista retirou sua candidatura.

O ex-prefeito Fernando Haddad.

El País

O PT esticou até praticamente o último minuto o suspense sobre quem seria indicado a vice na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do partido à Presidência apesar de estar preso e virtualmente impedido de concorrer por causa da Lei Ficha Limpa. A espera que entrou noite adentro no domingo não trouxe surpresas: o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad ficou com a vaga e ganhou, no último suspiro do prazo legal, o apoio do PCdoB. A pré-candidata comunista Manuela D’Ávila abriu mão de sua candidatura a presidenta e será uma espécie de vice stand by – por enquanto, não tem o posto, mas uma vez definida a situação de Lula, será a companheira de chapa do próprio ex-presidente, uma possibilidade considerada remotíssima, ou de Haddad.

O anúncio foi feito, já passada a meia noite, na sede do PT, pela presidenta da sigla, Gleisi Hoffmann. Ao lado dela, Haddad fez um breve discurso agradecendo a indicação. Manuela D’Ávila não estava, mas os militantes, ensaiados, já entoavam músicas aclamando a deputada gaúcha, o ex-prefeito paulistano e Lula, preso desde abril em Curitiba. Segundo Gleisi, é Haddad quem vai representar Lula em atividades de campanha, como os debates.

Dada a situação, o ex-prefeito começa o percurso de vice, mas com o escrutínio de um cabeça de chapa – Lula lidera as intenções de voto, e o Haddad, quando posto nas simulações, não decola nas pesquisas. Se não está envolvido nos megaescândalos de corrupção que marcaram a reunião do PT, o ex-prefeito tampouco foi bem em sua última campanha: ele perdeu a disputa pela prefeitura de São Paulo para João Doria em 2016.

As redes sociais do partido já divulgaram imagens da dupla Lula-Haddad. Foi a explicitação do Plano B do PT: o partido vai insistir até quando possível no nome do ex-presidente, mas não deve flertar demasiado com o abismo legal, como era ventilado numa ala do partido considerada mais radical. Uma prova disso aconteceu neste próprio domingo. Enquanto na sexta Gleisi afirmava que o prazo legal para apresentar as candidaturas era dia 15 de agosto, neste domingo, mesmo reclamando publicamente, a decisão do PT foi seguir a recomendação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de apresentar as chapas até esta segunda-feira.

As negociações na reta final com o PCdoB transpareceram tensas. “Cada um tem seu jeito, sua vida. Vou sair da minha casa agora, 22h, domingo, ficar longe de meus filhos que vejo tão pouco, para uma reunião com a direção do PT. Espero que se justifique, né?”, queixou-se no Twitter Orlando Silva, integrante do PCdoB e ex-ministro de Lula, sobre as negociações neste domingo. Seja como for, o PCdoB cedeu. Após ensaiar não apoiar os petistas pela primeira vez em sete eleições, os comunistas aceitaram. Além do discurso de Manuela D’Ávila de que o partido trabalharia pela união do chamado campo progressista, pesou também o temor do PCdoB pela própria sobrevivência: as alianças regionais com o PT são importantes para ultrapassar a cláusula de barreira. Apesar da situação esdrúxula, Manuela se transforma na terceira vice mulher entre as candidaturas tidas como competitivas num momento de fortalecimento do movimento feminista no país e quando elas são a maioria do eleitorado e a maioria do contingente de indecisos neste momento.

Gosto amargo para Ciro Gomes, mas também para o PSB

Enquanto a novela PT-PCdoB se esticou até o último minuto, a do PSB encerrou-se com um gosto amargo para a sigla: nenhum partido político concluiu a sua convenção nacional tão rachado quanto os socialistas. O partido realizou sua convenção nacional e confirmou que ficará neutro no pleito, uma decisão que sufoca Ciro Gomes (PDT) e, por tabela, beneficia Geraldo Alckmin (PSDB) e o PT. Se já havia ficado isolado coma  decisão do PSB, a vitória do PT com o PCdoB fortalece a candidatura do PT, mesmo com problemas maiúsculos, como a mais competitiva no campo progressista.

O clima acirrado entre os delegados no congresso deste domingo foi um retrato das divisões internas do partido. Quando Carlos Siqueira, presidente do PSB, apresentou a proposta de neutralidade, o salão do hotel em Brasília que recebeu a reunião se dividiu entre vaias e aplausos. “Um partido sem posições diferentes é um partido autoritário”, minimizou Siqueira, logo após o encontro.

O PSB tem atualmente uma bancada de 26 deputados federais e é dono de cerca de 40 segundos no horário eleitoral. Por isso, era visto como a sigla que poderia resgatar Ciro Gomes do isolamento depois que o pedetista foi rejeitado pelo Centrão (grupo de cinco partidos políticos de centro-direita que terminaram fechando uma coligação com Alckmin). O próprio Siqueira não escondia de aliados que preferia uma aliança eleitoral com Gomes.

Prevaleceu, no entanto, a vontade dos caciques dos diretórios regionais mais importantes do PSB, entre eles Pernambuco e São Paulo. Ironicamente, o governador pernambucano, Paulo Câmara, e o paulista, Márcio França, uniram forças para beneficiar dois inimigos históricos que tinham interesse em isolar o pedetista. Câmara defendeu a neutralidade dos socialistas para atender uma demanda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cabo eleitoral praticamente imbatível em seu Estado. França, por sua vez, agiu para ajudar Alckmin, seu padrinho político e candidato à presidente da República.

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NOTA OFICIAL

A determinação do Diretório Nacional do PT que retirou a indicação de Marília Arraes como candidata a governadora, feita em nosso encontro estadual, e encaminhou a coligação com o PSB em nosso Estado atropelou o desejo de nossas bases de ter uma candidatura própria, que representasse legitimamente a defesa do presidente Lula, o projeto de resgate do Estado Democrático de Direito e a retomada dos direitos usurpados pelos golpistas.

O PT é um partido de massas e de luta. Nós somos o PT. Por isso, de forma coletiva e consciente, decidimos seguir juntos nesta próxima batalha.

O melhor caminho a ser trilhado é nos mantermos unidas e unidos em torno do nosso projeto.

O lançamento do nome da companheira MARÍLIA ARRAES para a disputa à Câmara Federal é feito coletivamente. Por vários companheiras e companheiros que também estarão nesta batalha eleitoral. Somos dirigentes partidários, militantes e também candidatas e candidatos nesta eleição.

Essa eleição é de um projeto político construído com a militância. Juntos, lutaremos com todas as armas na defesa de Lula, no combate ao golpe e na construção dos sonhos, dos desejos que construímos ao longo desta caminhada.

Essa decisão é pautada no respeito às manifestações que viemos recebendo dos quatro cantos de Pernambuco e de outros estados, de companheiros e companheiras que não querem se furtar a eleger um projeto que represente, de fato, os interesses do povo pernambucano.

Marília é hoje, sem sombra de dúvida, uma das principais lideranças políticas de esquerda de nosso Estado. É mais. É a responsável por trazer de volta para o debate político, milhares de homens e mulheres que haviam se afastado deste universo. Marília representa a coragem e a luta de todos nós.

Em nome das demais candidaturas que se animaram neste período, em nome das lutas dos movimentos sociais que nos associamos, em nome da militância de base que quer continuar resistindo, em nome da estrela vermelha que brilha no peito dos petistas, Marília Arraes seguirá candidata a deputada federal pelo Partido dos Trabalhadores, liderando a defesa de Lula, a luta dos trabalhadores e trabalhadoras e desse campo político que reúne os nossos melhores sonhos de mudar o rumo de Pernambuco e trazer de volta o Brasil mais Feliz.

Os candidatos petistas decidiram disputar sozinhos as eleições proporcionais. Sem coligação com partidos golpistas. Nesta decisão não cabe intervenção da executiva nacional. Mesmo que o PT esteja oficialmente ligado à campanha de Paulo, só Humberto Costa deve acompanhar o PSB. Marília Arraes, que disputará uma vaga de Deputada Federal, vai liderar esse processo e a defesa de Lula, que certamente terá mais legitimidade que o palanque que o PT nacional escolheu.

#TôComMarília

Glaucus Lima

Exec. Estadual PT/PE

Edmilson Menezes

Exec. Estadual

Mucio Magalhães

Exec. Estadual PT/PE

Sheila Oliveira

Exec. Estadual PT/PE

Ivete Caetano

Exec. Estadual PT/PE

Verones Carvalhos

Exec. Estadual PT/PE

Luciano Duque

Prefeito Serra Talhada

Teresa Leitão

Dep. Estadual e candidata a reeleição

Fernando Ferro

Candidato dep. Federal

Carlos Veras

Candidato dep. Federal

Liana Cirne

Candidata dep. Federal

Flavia Hellen

Candidata dep. Federal

Daniel Finizola

Candidato dep. Federal

Joao Alfredo

Candidato dep. Federal

Emídio Vasconcelos

Candidato dep. Federal

Ernesto Maia

Candidato dep. Federal

Cristina Costa

Candidata dep. Estadual

Sylvia Siqueira Campos

Candidata dep. estadual

Sinésio Rodrigues

Candidato dep. estadual

Felipe Rodrigues

Candidato dep. estadual

Maricleiton Silva

Candidato dep. estadual

Ricardo Andrade

Candidato dep. estadual

Durante toda a semana que passou a Prefeitura de Afogados da Ingazeira trabalhou bastante na recuperação de estradas na zona rural. Foram recuperados mais de 70 quilômetros de estradas nas comunidades rurais de Capoeiras, Carnaubinha, Várzea Comprida, Serrote, Jatobá de Dois Riachos, Cafundó, Curralinho, Barra do Riacho, trecho entre Curral Velho e Serrinha, Monte Alegre e a estrada da Queimada Grande.

O trabalho vem sendo acompanhado de perto pelo secretário de Agricultura em exercício, Valberto Amaral. Durante esta semana, estão sendo previstas a recuperação de mais 27 quilômetros de estradas rurais, dessa vez nas comunidades da Serra da Opa, a exemplo de Minador da Carapuça, Opa, Brejo e Barro da Carapuça. Neste ano, a Prefeitura já concluiu a recuperação de 1.800 quilômetros de estradas na zona rural de Afogados.

“Esse tem sido um trabalho permanente. Montamos um extenso cronograma de trabalho para atendermos as comunidades, semana a semana, para que nossos trabalhadores rurais possam trafegar com mais segurança e dignidade. As comunidades ainda não atendidas podem nos procurar para informarmos o calendário e o cronograma desse trabalho de recuperação,” destacou o secretário Valberto Amaral.

Até que enfim uma notícia boa para os desportistas serra-talhadenses, o Estádio Nildo Pereira de Menezes, o ‘Pereirão’, foi liberado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) na última quinta-feira (02), mas com algumas recomendações pontuais, uma delas é que em dia de jogo no Pereirão apenas as arquibancadas estarão disponíveis para o torcedor.

O presidente do Serrano Futebol Clube, André Maio, comemorou a decisão do MPPE em entrevista a uma emissora de rádio local. O Jumento de Aço está se preparando para disputar o Campeonato Pernambucano da Série A2 e vinha treinando em um campo society ao lado estádio e em outros campos de futebol na região, o que estava atrapalhando a preparação da equipe.

O Estádio Pereirão foi interditado pelo MPPE no dia 10 de maio deste ano, e alguns reparos estão sendo feitos pela Secretaria de Obras do município e pela Secretaria de Esportes e Lazer. Com informações do Jornal Desafio.

O 11º Festival de Cinema de Triunfo, que inicia nesta segunda-feira (06) e vai até o dia 11 de agosto, trará profissionais e amantes do cinema a Triunfo, e neste ano de 2018, os homenageados desta edição são Ilva Niño e João Miguel. Ilva Niño, com uma carreira de quase 60 anos no Teatro, no cinema e na televisão

A atriz e professora Ilva Niño (foto acima) nasceu na cidade de Floresta, no Sertão pernambucano, no ano de 1934. Aos 22 anos, interpretou seu primeiro papel, como a esposa do padeiro, na primeira montagem do Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna. Na década de 1960, se envolveu com o Movimento de Cultura Popular (MCP), criado pelo então prefeito do Recife, Miguel Arraes. Após o golpe de 1964, se mudou para o Rio de Janeiro fugindo da repressão do novo regime imposto. Estreou na televisão e no cinema no ano de 1971, atuando na novela “Bandeira 2”, de Dias Gomes e participou dos filmes “André, a cara e a coragem” e “Como ganhar na loteria sem perder a esportiva”.

No ano de 1985, interpretou Dóris, no longa-metragem “A Ópera do Malandro”, adaptação da peça musical homônima de Chico Buarque de Hollanda. Ao longo da carreira, a atriz participou de quase 50 novelas e 20 filmes, além de diversas peças teatrais. Em novembro, a atriz irá comemorar 84 anos e mantendo sua carreira na ativa. Recentemente, ela participou da novela “O Outro Lado do Paraíso” e do Filme “Minha mãe é uma peça 2”.

Ilva Niño também é professora de Teatro na EPSJV-FIOCRUZ e em 2003 fundou a casa “Niño das Artes Luís Mendonça” em homenagem ao seu falecido marido.

João Miguel (foto), nascido em Salvador, em 1970, deu início à sua carreira de ator aos 9 anos, no programa de televisão “Bombom Show”, de Nonato Freire. Em 1985, aos 15 anos, estreou como ator principal na peça “A viagem de um Barquinho”, com direção de Petinha Barreto.

Entre 1990 e 1996 João Miguel foi integrante do Grupo Piolim (João Pessoa), onde atuou como produtor do espetáculo “Vau da Sarapalha”, e onde iniciou as apresentações como Palhaço Magal. Ainda como Magal, apresentou-se também com o Circo Picolino em hospitais públicos, favelas e ruas de Salvador e do interior da Bahia. Com mais de trinta anos de carreira, já participou de inúmeros filmes, espetáculos teatrais, minisséries e novelas.

João Miguel já recebeu mais de vinte prêmios ao longo de sua carreira, sendo que seis destes foram como melhor ator, interpretando Ranulpho no filme “Cinema, Aspirinas e Urubus”, dirigido por Marcelo Gomes. Atualmente, interpreta Ezequiel, protagonista da série 3% da Netflix.

A vereadora do Recife, Marília Arraes (PT), impedida pelo próprio partido de disputar o Governo do Estado, decidiu que após ouvir suas bases, será candidata à deputada federal. O lançamento acontecerá neste domingo em local ainda não confirmado.

A informação foi dada ao Leia Mais PE, em primeira mão, por uma fonte do próprio partido, que garantiu que a petista se concentrará a partir de agora em sua candidatura a deputada federal e não apoiará o governador Paulo Câmara, que busca sua reeleição.

Marília provavelmente será a candidata à deputada federal do prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), que escondeu o jogo até agora sobre quem iria apoiar para a Câmara Federal.

Marília Arraes continuará sendo uma “pedra no sapato” do PSB, que luta também para fazer João Campos, filho de Eduardo Campos e Renata Campos, o deputado federal mais bem votado de Pernambuco, para lhe dar credenciais de ser o candidato a prefeito do Recife, nas eleições municipais.

Se a boa avaliação de Marília como candidata a governadora, acompanhar ela e seu discurso de vítima nessa sua caminhada a Câmara Federal, ela pode sair como a mais votada em Pernambuco e continuar dando dor de cabeça ao PSB, porque automaticamente se credenciará para ser uma forte candidata a Prefeitura do Recife em 2020. Com informações do Leia Mais PE.

https://www.jornaldecaruaru.com.br/wp-content/uploads/2017/08/Paulo-C%C3%A2mara-Conven%C3%A7%C3%A3o-PSB-Foto-ROBERTO-PEREIRA.jpg

Hoje é a vez do governador Paulo Câmara (PSB) realizar a sua convenção, a partir das 10h, no Clube Internacional do Recife. O encontro vai formalizar também as candidaturas ao Senado de Jarbas Vasconcelos (MDB) e Humberto Costa (PT); no que representará o retorno do PT à Frente Popular após seis anos de rompimento. Presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos é cotada para ser a vice.

Com 12 partidos – inclusive a presença de PT e MDB, cuja indefinição seguiu até a última semana, mas sem a certeza de contar com o PDT –, Paulo tentará a reeleição com uma coligação que lhe garantirá 4 minutos e 30 segundos no guia eleitoral. O tempo é equivalente à soma do que os seus adversários terão e deve ser aproveitado pelo PSB para tentar reverter a rejeição de parte do eleitorado ao governador.

O ato de hoje deve ser marcado por simbolismos. Como já tem feito na pré-campanha, Paulo tentará associar sua imagem à do padrinho político Eduardo Campos, ex-governador que faleceu em 2014 em plena campanha presidencial.

O socialista também pretende se apresentar como o candidato do ex-presidente Lula (PT), que apesar de preso tem forte apelo entre o eleitorado pernambucano, principalmente no interior.

Em contrapartida, Paulo se esforçará para colar no adversário Armando Monteiro a imagem de ser o palanque do presidente Michel Temer (MDB), para explorar a elevada rejeição do emedebista no Nordeste.

Na campanha, o governador deve adotar o discurso de que não conseguiu realizar tudo o que prometeu há quatro anos por causa da crise econômica, repetindo a estratégia que ajudou na reeleição do prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), há dois anos.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizou o valor previsto a ser arrecadado com multas eleitorais: estima-se em R$ 108,4 milhões só em 2018. O problema é que quem é beneficiado pela multa são os próprios políticos que infringem a lei eleitoral. Segundo a legislação, a arrecadação com multas será redistribuída a partidos na proporção do Fundo Partidário. Ou seja: o político é multado e depois ainda recebe a multa de volta. A informação é da Coluna Cláudio Humberto.

A estimativa do total de multas distribuídas de volta aos partidos este ano está agora em R$108.377.585,00.

O valor de multas eleitorais pagas à Justiça e até junho deste ano efetivamente redistribuídas aos partidos foi R$ 53.708.637,82

Até julho, o PT levou R$ 7,13 milhões; MDB, R$5,73 milhões; PSDB, R$ 5,8 milhões e DEM, R$ 2.21 milhões. Tudo em multas distribuídas.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou o seu homólogo colombiano, Juan Manuel Santos, de estar por trás de um atentado contra a sua vida neste sábado numa parada militar. Segundo ele, uma investigação do seu governo foi iniciada e já foram detidas e processadas várias pessoas responsáveis por duas explosões com drones durante o seu discurso, enquanto os primeiros sinais apontam para “um complô da extrema-direita”.

Ameaçando aplicar “castigo máximo” sem perdão aos autores do suposto ataque, Maduro também afirmou que parte dos financiadores e planejadores da ação vivem na Flórida, nos EUA, e pediu a colaboração do presidente americano, Donald Trump, para combater “grupos terroristas” que querem matá-lo. Ao mesmo tempo, no entanto, acusou também os Estados Unidos de incitarem a violência no seu país, afirmando que agora está “mais decidido do que nunca a continuar sua revolução”.

— Trata-se de um atentado para me matar. Tentaram me assassinar no dia de hoje. Não tenho dúvida de que o nome de Juan Manuel Santos esteja por trás deste atentado, disse Maduro numa transmissão para cadeias de rádio e televisão após a explosão na Avenida Bolívar, em Caracas. — Juan Manuel Santos entrega a Presidência em 7 de agosto, e não pode ir embora sem deixar uma piada para a Venezuela, sem fazê-la um dano, uma maldade.

Em anonimato, um porta-voz do governo da Colômbia chamou as acusações de “absurdas” contra Santos: “O presidente Santos está hoje se dedicando ao batizado da sua neta, não esta pensando em outra coisa, muito menos em derrubar governos estrangeiros”. O presidente ainda disse que, se lhe acontecesse algo, a população “faria justiça com as próprias mãos”:

— Digo aos opositores que eu sou a garantia da paz para que vocês vivam neste país. Se algum dia me fizessem algo, a direita teria que se ver com milhões de humildes, trabalhadores, camponeses e soldados nas ruas fazendo Justiça com as próprias mãos, disse. — Não vou me adiantar mais, porém a investigação já está muito adiantada.

Mais tarde, o presidente da Assembleia Nacional Constituinte e número-dois do chavismo, Diosdado Cabello, ainda atribuiu a tentativa de atentado à direita. “A direita insiste na violência para tomar espaços que não podem pelos votos. Não poderão contar conosco”, disse Cabello numa publicação pela rede social Twitter.

INTERRUPÇÃO DE DISCURSO SOBRE ECONOMIA

A parada pelo 81º aniversário da Guarda Nacional Bolivariana era transmitida ao vivo pela TV. Maduro discursava ao lado da mulher, Cilia Flores, e do alto comando militar quando um estrondo foi ouvido e assustou quem estava por perto, inclusive o casal presidencial, que olhou para o alto durante o evento a céu aberto. A transmissão oficial foi cortada, e centenas de pessoas que participavam do desfile foram vistas correndo.

— Averiguações estabelecem com clareza que as detonações ouvidas correspondiam a vários artefatos voadores do tipo drone, que continham uma carga explosiva detonada perto do palco presidencial e em algumas áreas do desfile, disse o ministro Rodríguez num pronunciamento no Palácio Presidencial de Miraflores.

EQUIPAMENTOS APREENDIDOS

Militares apreenderam os equipamentos e as gravações feitas pela emissora digital VivoPlay, que cobria o evento. O Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa denunciou que após o ocorrido se desconhece o paradeiro dos jornalistas da emissora e da TV Venezuela, Neidy Freytes, César Díaz e Alfredo Valera.

 “Estão desaparecidos depois de serem abordados pela GNB (Guarda Nacional Bolivariana) e impedidos de transmitir”, diz a nota do sindicato.

Neste sábado, completou-se um ano da implementação da Assembleia Constituinte da Venezuela por Maduro, marcando uma nova etapa da crise política no país sul-americano. Com sua legitimidade questionada por críticos, o órgão governista composto por aliados do presidente opera como um suprapoder que convoca eleições, destitui funcionários e emite decretos-lei.

A coalizão opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) boicotou a votação que escolheu os membros do órgão e também a eleição presidencial que neste ano deu a Maduro um segundo mandato até 2015. Sua reeleição não foi reconhecida por grande parte da comunidade internacional. As informações são de O Globo.

Acumulou! Mega-Sena pode pagar R$ 35 milhões no próximo sorteio

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.065 da Mega-Sena neste sábado (04), em Catalão (GO). O prêmio estimado para o próximo sorteio, no dia 8, é de R$ 35 milhões.

Confira o rateio oficial:

Os números sorteados foram: 04 – 11 – 20 – 30 – 37 – 43  

Sena – 6 números acertados – Não houve acertador

Quina – 5 números acertados – 74 apostas ganhadoras, R$ 37.180,01

Quadra – 4 números acertados – 4900 apostas ganhadoras, R$ 802,13

QUINA

O concurso 4.742 da Quina também não teve nenhum ganhador neste sábado (4). Os números sorteados foram os seguintes: 25, 41, 46, 64 e 70. O prêmio estimado para o próximo sorteio, no dia 6, é de R$ 12 milhões.

Confira o rateio oficial:

Quina – 5 números acertados – Não houve acertador

Quadra – 4 números acertados – 87 apostas ganhadoras, R$ 8.473,67

Terno – 3 números acertados – 7199 apostas ganhadoras, R$ 153,99

Duque – 2 números acertados – 192750 apostas ganhadoras, R$ 3,16

TIMEMANIA

Nenhum apostador acertou as sete dezenas do concurso 1.214 da Timemania. Os números sorteados neste sábado (4) foram os seguintes: 10, 13, 19, 23, 33, 61 e 68. O time do coração é o Paulista/SP. O prêmio estimado para o próximo sorteio, no dia 7, é de R$ 2,8 milhões.

Confira o rateio oficial:

7 números acertados – Não houve acertador

6 números acertados – 2 apostas ganhadoras, R$ 37.773,32

5 números acertados – 189 apostas ganhadoras, R$ 571,02

4 números acertados – 3332 apostas ganhadoras, R$ 6,00

3 números acertados – 30029 apostas ganhadoras, R$ 2,00

Time do Coração: Paulista/SP – 3052 apostas ganhadoras, R$ 5,00

DUPLA-SENA

Os dois sorteios da Dupla-Sena não tiveram vencedores em seus principais prêmios na noite deste sábado (4). Os números do concurso 1.822 sorteados foram os seguintes: 1º sorteio – 13, 23, 32, 44, 46 e 48; 2º sorteio – 15, 25, 26, 37, 39 e 46. O prêmio estimado para o próximo sorteio, no dia 7, é de R$ 1,6 milhão.

Confira o rateio oficial:

Premiação – 1º Sorteio

Sena – 6 números acertados – Não Houve ganhadores

Quina – 5 números acertados – 13 apostas ganhadoras R$ 3.380,46

Quadra – 4 números acertados – 740 apostas ganhadoras R$ 67,87

Terno – 3 números acertados – 13256 apostas ganhadoras R$ 1,89

Premiação – 2º Sorteio

Sena – 6 números acertados – Não Houve ganhadores

Quina – 5 números acertados – 12 apostas ganhadoras R$ 3.295,95

Quadra – 4 números acertados – 527 apostas ganhadoras R$ 95,30

Terno – 3 números acertados – 10564 apostas ganhadoras R$ 2,37

FEDERAL

A Caixa divulgou os números do sorteio 5.307, realizado neste sábado (4) em Catalão (GO)

1º bilhete – 18017 – 700.000,00

2º bilhete – 02397 – 28.000,00

3º bilhete – 40023 – 26.000,00

4º bilhete – 00080 – 22.000,00

5º bilhete – 56247 – 20.040,00. Com informações da Folhapress.

Responsável pela indicação da senadora Ana Amélia para vice de Geraldo Alckmin, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, liberou o partido para apoiar quem quiser na eleição presidencial. Ele mesmo já tem sua foto estampada em cartazes ao lado do ex-presidente Lula, pré-candidato do PT ao Planalto, e do governador Wellington Dias (PT), que concorre à reeleição. O presidente nacional do DEM, ACM Neto, liberou os diretórios de Goiás, Ceará e Rio Grande do Sul para apoiar Alvaro Dias, Ciro Gomes e Jair Bolsonaro, respectivamente.

O PR, de Valdemar Costa Neto, apesar de fechado com Alckmin, também liberou seus candidatos nos Estados para apoiar outros nomes. Na Bahia, o candidato do DEM ao Senado, Irmão Lázaro, apoia Jair Bolsonaro.

A traição a Alckmin faz parte da estratégia do Centrão para eleger o máximo de congressistas. Se o tucano perder a eleição, qualquer que seja o próximo presidente terá de negociar com o grupo devido a sua força congressual.

Em Brasília, o candidato do DEM ao governo, Alberto Fraga, não recebeu autorização para apoiar Bolsonaro. Ele só conseguiu aliar-se ao PSDB mediante o compromisso de dar palanque a Alckmin. Com informações as Coluna do Estadão.

Energia eólica

Os ventos sopram forte para se transformarem na segunda maior fonte geradora de energia do Brasil já a partir do próximo ano, somente atrás da eletricidade que é retirada das turbinas de hidrelétricas. As usinas eólicas, que até meados de 2010 eram vistas como “experimentos” do setor elétrico, entraram de vez para a base de sustentação de abastecimento do País, e menos de uma década depois respondem por 8,5% da potência instalada em território nacional.

Nestes meses de agosto e setembro, período que já passou a ser conhecido como a “safra dos ventos”, as usinas eólicas têm batido recordes. É quando a ventania ganha ainda mais força nas Regiões Nordeste e Sul do País, onde hoje giram 6,6 mil cataventos espalhados por 534 parques eólicos.

“Com a expansão de projetos já contratada, as eólicas devem ultrapassar a geração térmica e a biomassa em 2019 ou, no máximo, em 2020”, diz Elbia Gannoum, presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

Hoje, 64% do potencial elétrico nacional vem de turbinas de hidrelétricas. As usinas a biomassa representam fatia de 9,2%, mas as eólicas já são 8,5% da matriz e crescem a um ritmo superior a 20% ao ano, muito acima das demais fontes.

No dia a dia do consumo, porém, a presença dos ventos tem sido superior. É justamente no período seco – de abril a novembro, quando a maior parte dos reservatórios precisa ser preservada – que a ventania ganha mais força. Nas últimas semanas, uma média de 14% da energia que abastece todo o País tem sido retirada de torres eólicas. Uma semana atrás, os cataventos suportaram nada menos que 72% da energia consumida por toda a Região Nordeste.

Pressão

Para o governo, que há quatro anos não consegue licitar mais nenhuma grande hidrelétrica por causa do forte impacto ambiental desses empreendimentos – principalmente aqueles previstos para serem erguidos na Região Amazônica –, as fontes eólicas passaram a aliviar a pressão sobre o abastecimento e tornaram a geração menos dependente dos barramentos de rios.

“É importante entender, porém, que as fontes de energia não competem entre si, elas são complementares. As eólicas estão aí para provar isso. É uma oportunidade da qual o País não pode abrir mão”, diz Eduardo Azevedo, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME).

A energia gerada pela força dos ventos faz parte da matriz energética desde 1992, com o início da operação da primeira turbina eólica, em Fernando de Noronha (PE).

O crescimento da fonte eólica, no entanto, pode enfrentar alguns problemas, alerta Ricardo Baitelo, coordenador de Clima e Energia do Greenpeace e conselheiro da organização Uma Gota no Oceano. “Já há pressão no governo para que as fontes de geração eólica e solar tenham reduzidos seus incentivos ligados ao custo de transmissão de energia”, comenta Baitelo. “Se isso ocorrer, pode comprometer o desempenho dessas fontes.”

Potencial é três vezes superior à produção atual

O papel que a geração eólica passou a ter na matriz elétrica nacional representa só uma pequena fração daquilo que essa fonte realmente pode atingir. Os ventos respondem hoje por apenas 13,4 mil megawatts (MW) dos 160 mil MW de capacidade instalada no Brasil.

Diferentemente da fonte hidrelétrica, porém, que tem um recurso limitado para exploração – a maior parte dos projetos energéticos viáveis em rios brasileiros já foi construída –, o horizonte dos ventos parece não ter fim.

Os dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica) apontam que, a se basear pela tecnologia atual das turbinas dos cataventos e de seus alcances de até 150 metros de altura, mais de 500 mil MW de potência elétrica estão à disposição no País, ou seja, quase três vezes o potencial de tudo o que é produzido hoje. Com o avanço da tecnologia eólica para desenvolver equipamentos mais eficientes, esse número pode crescer ainda mais.

Carlos Siqueira

Estado de S.Paulo

Na convenção marcada para hoje, em Brasília, o PSB vai referendar o acordo de neutralidade na eleição presidencial proposto pelo PT. Mas o termo não deverá aparecer no ofício que será apresentado pelo presidente nacional do partido, Carlos Siqueira. Em vez de neutralidade, Siqueira deve dizer que o PSB optará pela “não coligação”. “Penso que o ideal seria ter um candidato de outro partido com apoio de toda a esquerda, mas isso não foi possível. Temos de trabalhar isso para o futuro”, disse ele, em entrevista ao Estadão. Ao afirmar que foi voto vencido nessa questão, o dirigente criticou o “sentido exclusivista” do PT e defendeu uma “reciclagem” no campo da esquerda.

Como o Sr. avaliou a estratégia do PT de trabalhar contra o apoio do PSB ao PDT?

Não é de hoje que o PT tem esse sentido exclusivista de partido, o que é um aspecto negativo. Seria o momento agora, como poderia ter sido em 2014 com o PSB, de apoiarem uma candidatura fora do âmbito do PT. Vejo o PT como o partido que sempre vai querer manter a hegemonia na esquerda. Ocorre, entretanto, que política é força. Ou você tem ou não tem. Quem não tem o suficiente vai ter de estar junto dos que demonstram maior força. Mesmo com o candidato do PT preso, o ex-presidente Lula tem a maior intenção de voto do País. Goste ou não do Lula, ele é a única liderança popular do País. 

O sr. rejeitava a ideia do PSB se manter neutro na disputa presidencial. O que mudou? 

Não será neutralidade, mas uma posição política de apoio (nos Estados) a candidatos que tenham a ver, programaticamente, politicamente e ideologicamente com o Partido Socialista Brasileiro. Temos dez candidatos a governador em estados importantes, sendo dois deles à reeleição. Precisamos facilitar as coligações nos estados. Pessoalmente, gostaria mais que fôssemos com o PDT ou com o PT, mas tenho de acolher as manifestações majoritárias do partido. Mesmo aqueles que queriam apoiar Ciro e o PT estão entendendo isso, com raras exceções. Espero que no futuro próximo, não nessa eleição ainda, a esquerda possa ter uma reciclagem.

Ao definir a neutralidade na eleição presidencial, o PSB não está impedindo essa alternância?

Eu lamento profundamente que isso aconteça, mas é o que vai acontecer se os nossos delegados congressistas assim aprovarem. Penso que o ideal seria ter um candidato de outro partido com apoio de toda a esquerda, mas isso não foi possível.

Esse perfil exclusivista do PT pode aprofundar a crise na esquerda brasileira?

Política é força. Se nós, o PDT ou PCdoB conseguirmos avançar ao ponto de ter uma candidatura suficientemente densa, então isso se resolve. Porque, se depender da vontade do PT, nunca vai acontecer.

O que faltou a Ciro Gomes para que liderasse a esquerda? 

O problema não está no Ciro, mas no PT e nessa visão exclusivista deles. É uma liderança preparada. Tem seu destempero, que é um dos defeitos, mas isso nunca o levou a tomar uma atitude irresponsável. 

Por que o PSB não colocou Marina Silva, da Rede, no radar?

Ela veio aqui pedir apoio para a Presidência da República. Conversamos em várias ocasiões, mas da última vez que Marina veio aqui, a Rede havia rompido com o governador (do DF, Rodrigo) Rollemberg. Veio aqui pedir apoio e anunciou que estava rompendo com o governador Paulo Câmara em Pernambuco e lançando um candidato de oposição. 

Não foi ruim participar de acordo com o PT em Pernambuco que sepultou a candidatura de Marília Arraes, neta de Miguel Arraes?

São circunstâncias difíceis. Às vezes na política a gente não faz o que quer, mas o que é necessário.

O PT oficializou neste sábado (04) a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. O ex-presidente enviou uma carta para ser lida durante o evento. No documento, o petista diz que é a 1ª vez que não participa de um encontro nacional do partido, como também é pela 1ª vez que um preso se candidata a Presidência da República, e no grito quer registrar a candidatura. Resta saber se os tribunais irão acatar. Pelo andar da carruagem e na complacência das nossas leis…

“Esta é a primeira vez em 38 anos que não participo pessoalmente de um encontro nacional do nosso partido. Mas sei que estou presente por meio de cada um de vocês, cada dirigente, delegado e militante do PT”.

Lula também declara que a política externa brasileira está sendo ditada pelos Estados Unidos. “Nossa Petrobras (sic), nosso pré-sal, a Eletrobras (sic), os bancos públicos; todos na fila para serem entregues a preço de banana aos grandes grupos estrangeiros, como já fizeram com a Embraer. Nossa política externa voltou a ser ditada pelo Departamento de Estado norte-americano”, disse.

Ele está preso há 120 dias na superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Foi condenado em 2ª Instância a 12 anos e 1 mês de prisão na Lava Jato pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá.

A ex-presidente e candidata ao Senado de Minas Gerais, Dilma Rousseff (PT), discursou no evento e fez elogios ao seu padrinho político. “O Lula representa uma ideia, um programa e todas as realizações feitas nos últimos anos. Ele representa a esperança de que vamos mudar esse país.”

Em sua fala ela também criticou o processo de impeachment que a tirou da Presidência em 2016. “Nossos candidatos a deputados federais são importantíssimos, porque vocês lembram onde o golpe começou.”

Também estavam presentes no ato a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, o coordenador do programa de campanha de Lula, Fernando Haddad (PT), o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli, o deputado federal José Guimarães (PT-CE), o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, o vereador e candidato ao Senado Eduardo Suplicy (PT-SP) e a candidata ao governo do Rio de Janeiro Marcia Tilburi (PT).

A presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), Marianna Dias, o e da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Freitas, também participaram da convenção.

Eis a íntegra da mensagem de Lula:

MENSAGEM AO ENCONTRO NACIONAL DO PT

Companheiras e companheiros,

Esta é a primeira vez em 38 anos que não participo pessoalmente de um encontro nacional do nosso partido. Mas sei que estou presente por meio de cada um de vocês, cada dirigente, delegado e militante do PT.

Ao longo desses 38 anos nós construímos a mais importante força política que este país já conheceu. Porque nascemos das bases, da classe trabalhadora da cidade e do campo, lutando pela democracia e pela justiça. E nunca, nunca mesmo, nos afastamos do povo.

Chegamos ao governo pelo voto, depois de um longo aprendizado, para transformar o Brasil. E transformamos. Vencemos a miséria e a fome. Levamos água para quem sofria com a seca e luz elétrica para quem vivia nas trevas. Levamos as crianças para a escola e os jovens – negros, pobres e indígenas – para a universidade.

São coisas que parecem simples em qualquer país civilizado, mas que representaram uma enorme diferença para nossa gente sofrida. E isso só foi possível porque sempre colocamos os trabalhadores e os mais pobres no centro das atenções do governo.

Criamos um dos maiores e melhores programas de transferência de renda do mundo, o Bolsa Família. Aumentamos o valor real do salario mínimo. Levamos crédito para os trabalhadores, os aposentados e para a agricultura familiar. Criamos 20 milhões de empregos.

Nos muitos governos anteriores ao nosso, a imensa maioria da população era tratada como se fosse um problema. Nós tratamos a nossa gente como solução, e por isso o Brasil mudou. Provamos que é possível fazer diferente e melhor do que sempre fizeram antes.

Hoje o nosso povo está sofrendo. A fome voltou a rondar os lares e muitos nem têm mais um lar: estão vivendo nas ruas, tornaram-se mendigos junto com os filhos. Milhões de trabalhadores desistiram de procurar emprego, porque não há. Milhões foram excluídos do Bolsa Família. As universidades e os hospitais vivem sua maior crise.

Hoje o nosso país está sendo vendido. Nossa Petrobras, nosso pré-sal, a Eletrobras, os bancos públicos; todos na fila para serem entregues a preço de banana aos grandes grupos estrangeiros, como já fizeram com a Embraer. Nossa política externa voltou a ser ditada pelo Departamento de Estado norte-americano.

Hoje a nossa democracia está ameaçada. Há dois anos deram um golpe parlamentar para destituir a presidenta Dilma Rousseff, rasgando a Constituição. Agora querem fazer uma eleição presidencial de cartas marcadas, excluindo o nome que está à frente na preferência popular em todas as pesquisas.

Já derrubaram uma presidenta eleita; agora querem vetar o direito do povo escolher livremente o próximo presidente. Querem inventar uma democracia sem povo.

Este encontro nacional do PT talvez seja um dos mais importantes em toda a história do nosso partido. É enorme a responsabilidade que temos pela frente. A decisão de hoje vai nos conduzir a uma luta sem tréguas pela democracia, pelo povo brasileiro e pelo Brasil. E a vitória dependerá do empenho de cada um de nós.

Gostaria de estar aí para abraçar cada companheira e companheiro. Para agradecer por toda a solidariedade e principalmente por manterem aceso o espírito do PT, mesmo nas circunstâncias mais difíceis. De onde me encontro, estou sempre renovando minha fé de que o dia do nosso reencontro virá, pela vontade do povo brasileiro.

Viva o Brasil!
Viva o Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras!

Um abraço do

Lula