Pedro Araújo

As informações que informam as verdades dos fatos, sem ferir ou denegrir pessoas ou imagens. Como também, nunca procurando agradar aos maus feitores.

Raimundo Pimentel e  Ciro Gomes

Folha Política

Embora filiado ao PSL, partido de Jair Bolsonaro, o prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel, entende que a melhor opção para o Brasil é o presidenciável Ciro Gomes, do PDT. A decisão do gestor de declarar apoio ao pedetista é pessoal, mas ele já defendeu essa tese, inclusive, junto à campanha do senador Armando Monteiro Neto. “Tenho o entendimento que, a partir da definição da não candidatura de Lula, esse seria o caminho a seguir”, argumenta o gestor.

Pimentel percebe que há uma aderência a Ciro em setores do Estado identificados com o ex-presidente Lula, condenado em segunda instância e impedido de concorrer pela Justiça Eleitoral. O prefeito pretende começar a identificar essas lideranças, reunindo-as em grupo para declarar apoio ao candidato pedetista à Presidência da República.

O movimento está ganhando força, mas ainda é incipiente. Ontem (13), Raimundo Pimentel foi à mesa com o presidente estadual do PDT, Wolney Queiroz. Pela primeira vez, relatou sua ideia ao dirigente. “A gente vai fazer os contatos”, Pimentel explica: “Há identidade forte de Ciro com a questão do Nordeste. Ele conhece com profundidade e é alternativa muito mais viável do ponto de vista de uma candidatura como forma de romper esse cenário atual”.

Pimentel defende ainda que Ciro é “alguém com vivência política, foi governador, prefeito, esteve no Congresso e conhece o jogo político. Por isso essa minha decisão”. Alguns prefeitos já fizeram contato. Pimentel começou a trabalhar isso ontem e sua posição independe de Armando declarar apoio a Ciro, o que também é esperado. Mas isso se consolidando, os dois podem até fazer ato conjunto com Ciro presente em Pernambuco.

Energia

O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Eduardo Barata, avaliou que a bandeira tarifária poderá continuar vermelha até o final do ano, apesar de reconhecer que a definição não é atribuição do órgão.

Isso deve ocorrer, segundo ele, porque, mesmo com o início do período chuvoso, as térmicas deverão continuar ligadas devido à escassez hídrica. Luiz Eduardo Barata participou do seminário O Futuro do Setor Elétrico Brasileiro: Desafios e Oportunidades, promovido ontem (13), no Rio de Janeiro, pela Associação Brasileira de Companhia de Energia Elétrica (ABCE). A bandeira tarifária está vermelha desde junho.

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o sistema de bandeiras foi criado para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica. As cores verde, amarela ou vermelha indicam se a energia custa mais ou menos por causa das condições de geração. A Aneel acredita que, com as bandeiras, a conta de luz ficou mais transparente.

Eleitores poderão avaliar a evolução dos temas eleitorais ao longo dos anos / Google Trends/Reprodução

Faltando menos de um mês para eleições, o ânimo dos internautas brasileiros parece não estar em alta quando o assunto é eleições. Segundo o Google Trends, os termos “Como anular meu voto?” e “Como justificar meu voto” aparecem como os mais procurados no gigante das buscas.

Para medir as interações digitais no pleito eleitoral, o Google lançou duas ferramentas de avaliação: A página Eleições 2018, vinculada ao Google Trends, coleta dados em tempo real referente ao pleito. Organizada em gráficos, o usuário pode verificar dados relativos ao candidato, como regiões em que é mais pesquisado e perguntas relacionadas.

A plataforma também mostra a oscilação do interesse pelos candidatos nos últimos 30 dias e fornece um base de dados sobre quais temas que mais despertaram atenção dos eleitores. Segundo a lista de assuntos mais procurados, Saúde lidera o ranking seguida por Educação, Emprego, Impostos e Crime.

O deputado Jair Bolsonaro (PSL) é o candidato com mais interesse de busca nos últimos sete dias, com 82%. Em seguida, Ciro Gomes (PDT) pontua 7%; Fernando Haddad (PT), 5% e João Amoedo (Novo), 2%. Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB), Álvaro Dias (PODE) e Guilherme Boulos (PSOL) obtiveram 1%. Os demais candidatos possuem 0%. – Lembrando que os números citados não representam intenção de voto.

Busca do candidato

Outra ferramenta é o site “Na busca do Candidato”, onde o usuário pode verificar o que está sendo procurado em relação a cada postulante à presidência. A comparação é dividida em cinco categorias: Figuras Políticas, Mídia, Ideologia, Celebridades e Biografia.

Julgamento de recurso de Lula foi iniciado na semana passada e deve ser encerrado amanhã no STF

Quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se manifestaram contra recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que  está em julgamento no plenário virtual da Corte. Nesse processo, os advogados contestam a decisão do Supremo que abriu caminho para a prisão do ex-presidente, em abril.

O julgamento virtual desse recurso (embargos de declaração) teve início semana passada e está previsto para ser encerrado nessa sexta-feira (14). De acordo com apuração do Estadão, votaram até o momento contra o recurso de Lula os ministros Edson Fachin (relator), Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli (que toma posse hoje como presidente do STF). Caso algum ministro não se manifeste até a conclusão do julgamento, será computado voto a favor da posição adotada pelo relator.

Os advogados do ex-presidente contestam decisão tomada pelo plenário do  STF no dia 4 de abril.  Naquela ocasião, a maioria dos ministros (6 a 5) negou habeas corpus preventivo ao petista, reafirmando a posição firmada em 2016, que autoriza a prisão de condenados por órgãos colegiados em segunda instância. 

Votaram contra Lula naquele julgamento os ministros Edson Fachin, Cármen Lúcia, Rosa Weber, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso. Votaram a favor da concessão do habeas corpus os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio e Celso de Mello.

A defesa questiona nesses embargos que estão sob julgamento virtual se as prisões após segunda instância são automáticas ou se carecem de alguma justificativa específica para cada processo.

Lula enfrentará ainda outro julgamento virtual

Além desses embargos, outro disparo da artilharia recursal do ex-presidente  também está previsto para ir a julgamento virtual no STF. Trata-se de uma petição baseada na liminar proferida mês passado pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU defendendo a adoção de medidas que assegurem a participação de Lula nas eleições gerais no Brasil. 

Presidente da República por dois mandatos, entre 2003 e 2010,  Lula foi preso após ser condenado a cumprir 12 anos e 1 mês de prisão por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso tríplex da Operação Lava Jato. Ele nega as acusações e sua defesa já recorreu contra a sentença no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O petista está preso desde o dia 7 de abril em uma sala especial da superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR). As informações são do jornal O Estado de São Paulo.  

No último dia da campanha, Ministério pretende vacinar 118 mil crianças

Termina nesta sexta-feira (14) a campanha de vacinação contra o sarampo e a poliomielite em todo o Brasil. A campanha, que teve início em 6 de agosto, aplicou 22,4 milhões de doses de vacina — 11,2 milhões contra cada uma das doenças alvo. Da meta de vacinar 95% das crianças entre 1 e menos de 5 anos, 94% do público-alvo foi vacinado até esta quinta-feira (13). A intenção é de, até o fim do dia, vacinar mais 118 mil crianças.

Entre os Estados que precisam de mais atenção estão o Rio de Janeiro, que vacinou 78,67% das crianças contra o sarampo e 79,94% contra a pólio, Roraima, Acre, Piauí e Distrito Federal. Os Estados do Amazonas, Pará, Tocantins, Rio Grande do Norte, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso também não atingiram a meta.

Já os Estados que superaram essa meta são Rondônia, Amapá, Pernambuco e Santa Catarina. Os demais Estados conseguiram atingir o objetivo de vacinação.

A vacina contra o sarampo engloba duas doses. A primeira é a da tríplice viral, que protege também contra caxumba e rubéola e deve ser dada logo após a criança completar 1 ano. A segunda dose é a tetraviral, que inclui a proteção à varicela (a catapora), aos 15 meses (1 ano e três meses de vida).

Já a imunização contra a poliomielite é composta por cinco doses de vacina. As duas primeiras doses, aos 2 e 4 meses de idade, são injetáveis. As outras três, aos 6 meses, 15 meses e 4 anos, são por via oral, as famosas gotinhas. Com informações do R7.com.

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O candidato ao governo do Paraná pelo PT, Dr. Rosinha, foi alvo de um ataque à bomba enquanto panfletava no centro de Curitiba, no final da tarde desta quinta-feira (13). Um vídeo divulgado pela sigla mostra o momento em que a bomba explodiu a poucos metros de Rosinha, que estava acompanhado de outros membros do partido. Ele não ficou ferido.

Na sequência das imagens, o candidato dá um depoimento em que afirma que “um sujeito jogou uma bomba caseira contra o grupo”. “A responsabilidade disso é do ódio que estão construindo no País. É impossível fazer uma campanha eleitoral com esse tipo de coisa. Sou contra qualquer tipo de violência, seja contra candidatos de direita, como ocorreu, ou qualquer outro. É triste isso”, declarou no vídeo.

Este não é o primeiro ato de violência contra petistas no Paraná em campanha para as eleições de 2018. Na segunda-feira (10), durante ato de campanha do partido no final da tarde também no centro da capital, Jessica Teodoro da Silva, que trabalha panfletando para a sigla desde o início do mês, foi atingida por supostos resquício de rojão. Segundo Jessica, o suspeito de soltar o artifício fugiu. O PT informou que registraria Boletim de Ocorrência sobre a ação.

Na noite de domingo (09), o advogado Renato Freitas, candidato a deputado estadual pelo PT, foi atingido por balas de borracha da Guarda Municipal (GM) de Curitiba enquanto panfletava numa praça no centro. Os tiros o atingiram na mão esquerda, na barriga e nas costas. Ele também quebrou um dos dedos da mão direita em consequência dos estilhaços das balas.

Renato foi hospitalizado, prestou depoimento na Central de Flagrantes de Curitiba e liberado no mesmo dia. Segundo o candidato expôs em um vídeo no Facebook, ele foi abordado pelos guardas enquanto fazia campanha e, questionado, revidou dizendo que tinha direito de estar ali. Logo na sequência, um dos guardas teria disparado contra ele sem explicações.

Em nota, a GM admitiu o uso do armamento contra o candidato, mas afirmou que Freitas fazia parte de um grupo que “avançou contra os guardas municipais”. A Guarda teria sido acionada por moradores do entorno da praça, “que reclamavam de pessoas fazendo racha de veículos, consumindo e promovendo perturbação do sossego”. Seis guardas atenderam a ocorrência.

Após ser questionado em sua página no Facebook sobre o caso, o prefeito da capital Rafael Greca (PMN) defendeu a atuação da GM e afirmou que Freitas “é reincidente em atos de desacato e de perturbação do sossego”. Em 2016, quando candidato à vereador de Curitiba pelo PSOL, Freitas já havia sido detido pela Guarda pelos mesmos motivos.

No vídeo, Freitas acusou a Guarda Municipal de represália sobre o processo administrativo que corre contra dois guardas em relação à ação de 2016. Ele afirmou ter prestado depoimento na quinta-feira (06), na condição de vítima em uma sindicância que apura eventuais abusos na abordagem. Ele alega que, na ocasião, apanhou e sofreu humilhações dos guardas.

Na sexta-feira anterior (07), Edna Dantas, outra candidata petista à Assembleia Legislativa do Paraná, e outros dois ativistas foram detidos por policiais militares enquanto manifestavam pela libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o desfile cívico-militar da Independência, em Curitiba. A PM não se pronunciou sobre o caso. Com informações do Estadão Conteúdo.

Combustível

No momento em que o preço da gasolina atinge níveis recordes, o consumidor brasileiro está recorrendo mais ao etanol para abastecer o carro. Em setembro, a diferença de preço entre os dois combustíveis alcançou o maior patamar de 2018, de R$ 1,83 por litro, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A expectativa é de que o cenário permaneça assim até novembro, quando começa o período de entressafra da cana-de-açúcar, insumo do etanol, no Centro-Sul, principal região produtora.

Na primeira semana do mês, a coleta de preços da ANP demonstrou que um litro de álcool custa 59% do da gasolina, na média do Brasil. Para o consumidor, vale à pena optar pelo etanol se ele custar até 70% do valor da gasolina, que tem mais poder calorífico e, por isso, melhor rendimento. Essa conta ficou especialmente favorável ao álcool neste mês porque a oferta do produto cresceu e a gasolina vendida nas refinarias da Petrobrás ficou ainda mais cara. Com uma política de paridade com o mercado internacional, a estatal tem reajustado sucessivamente a tabela para acompanhar as oscilações externas e também a valorização do dólar frente ao real.

Nesta quinta-feira (13), a Petrobrás anunciou um novo aumento de 1% no preço médio do litro da gasolina nas refinarias, para R$ 2,25. O reajuste, que entra em vigor hoje, representa nova máxima histórica desde fevereiro, quando a estatal passou a divulgar o preço médio diariamente.

O litro do álcool está custando, em média, R$ 2,69 no País, enquanto o da gasolina sai por R$ 4,52. Em São Paulo, o biocombustível está mais barato, R$ 2,48. “Esse é um bom momento para o consumidor aproveitar. É um período de alta da colheita da cana. Mas em novembro e dezembro começa a chover e os produtores vão recuperar seus preços”, afirmou o professor do Grupo de Economia da Energia da UFRJ (GEE) Edmar Almeida. De janeiro a julho, a produção de etanol no Brasil chegou a 9,7 bilhões de litros, 40,5% mais do que no mesmo período do ano passado, de acordo com a ANP.

Almeida avalia, no entanto, que a concorrência com o etanol não fará com que a Petrobrás reduza a gasolina, porque a empresa mantém firme a proposta de acompanhar as oscilações externas da commodity. Além disso, com as eleições, a expectativa é de elevação do dólar, que tem impacto direto nos preços.

Em um posto na região central de São Paulo, a gasolina já era vendida a mais de R$ 5 na tarde de quinta-feira. O etanol, que há alguns dias custava cerca de R$ 2,50, segundo os clientes, estava sendo vendido por quase R$ 2,70 o litro.

No bolso

“Sinto que os preços aumentaram muito, principalmente aqui na região central. Eu gastava, em média, R$ 650 por mês no começo do ano para abastecer com gasolina, mas agora pago R$ 800”, diz o motorista Saulo de Jesus, de 54 anos, que trabalha com um veículo que não é flex.

Segundo gerentes de postos ouvidos pelo Estadão, os combustíveis têm sido vendidos aos postos desde o começo desta semana 10% mais caros. Alguns deles optaram por fazer reajustes menores, sacrificando a margem de lucro, para não perder clientes.

O presidente do Sindicato Comércio Varejista Derivados Petróleo do Estado São Paulo (Sincopetro), José Alberto Paiva Gouveia, diz que há postos em São Paulo em que metade do seu volume de vendas já é de etanol – a divisão costuma ser de 60% para gasolina e 40% para etanol. “A demanda aumentou a partir de junho, logo depois da greve dos caminhoneiros”. As informações são do Estado de S.Paulo.

Dias Toffoli

O discurso de posse do ministro Dias Toffoli, que pregou o diálogo entre os poderes em solenidade no Supremo Tribunal Federal (STF), se materializou na festa promovida na noite desta quinta-feira (13) pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) para comemorar a chegada do ministro à presidência do STF.

Em uma badalada confraternização na casa de eventos Hípica Hall, em Brasília, que contou com show de Leo Jaime, se reuniram ministros do STF, do Superior de Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE); os governadores de São Paulo, Márcio França (PSB), e do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), ambos candidatos à reeleição; o senador José Serra (PSDB-SP) e o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP); o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB), candidato à Presidência da República; e o ex-ministro Joaquim Barbosa, que acabou decidindo não concorrer ao Palácio do Planalto. Gentil com as pessoas que o abordaram, Barbosa não quis dar declarações à imprensa nem tirar fotos.

O clima foi de descontração entre as autoridades dos três poderes da República, que deixaram as diferenças de lado por algumas horas em uma confraternização regada a vinho, champanhe, risoto e canapés.

Indagado pelo Broadcast Político se estava dando uma pausa na campanha, Rollemberg disse: “Aqui também tem muito eleitor de Brasília. Entre uma conversa e outra estou pedindo votos”.

Para o governador do DF, Toffoli é “uma pessoa muito experiente, muito qualificada, tem diálogo muito bom com outros poderes”.

Na abertura da festa, o ministro corintiano Alexandre de Moraes, do STF, subiu ao palco para entregar uma camisa oficial autografada pelo time do Palmeiras a Toffoli.

“É triste ter que segurar isso, mas está aqui, uma homenagem minha e de toda turma de 90. Parabéns Toffoli, sucesso, agora vamos ver a banda”, disse Moraes. Segundo o Broadcast Político apurou, Toffoli foi pego de surpresa com o gesto do colega.

Por Lara Mesquita*

Na última terça-feira, 11 de setembro, o Partido dos Trabalhadores finalmente formalizou a substituição de Lula por Fernando Haddad como candidato a presidente. É o mais recente capítulo da conturbada eleição de 2018, o pleito com mais sobressaltos da Nova República.

A partir de agora, os esforços petistas se concentram em concretizar a previsão dos especialistas de campanha consultados pelo partido, que apostam que o novo candidato terá pelo menos 20% dos votos. Esse patamar, no cenário atual, garante a presença do PT e coligação no segundo turno.

Dando continuidade à estratégia de vinculação da sua imagem ao do ex-presidente – “Lula é Haddad”, diz o jingle da campanha petista —, Fernando Haddad manterá uma agenda de visitas semanais a Lula na carceragem da Polícia Federal. Esta parece ser a melhor opção, aos olhos do candidato e dos estrategistas do partido, para garantir a transferência dos votos de Lula para o ex-prefeito de São Paulo. Talvez de fato seja, mas não é um caminho sem riscos.

Por um lado, o desafio do novo candidato petista é convencer os eleitores que declararam intenção de votar no padrinho a redirecionar o voto para ele, e assim evitar que se dispersem entre os demais candidatos; sobretudo que caiam no colo de Ciro Gomes. Por outro lado, precisa mostrar que não é “poste”, como se dizia pejorativamente na época de Dilma Rousseff, ou mero ventríloquo de Lula.

Haddad terá que convencer os eleitores que tem luz própria e está capacitado para ocupar a Presidência da República. Do contrário, corre o risco de não obter apoio do eleitor mais desconfiado e que guarda na memória a conturbada experiência com Dilma. Uma coisa é votar em Lula, outra no poste do Lula.

Para ter sucesso nessa empreitada, o primeiro passo é obter apoio dentro do próprio PT. Afirmações como a do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que em caso de sucesso eleitoral será Lula quem indicará os ministros do novo governo, ou do ex-ministro Gilberto Carvalho, que afirmou em entrevista à Gazeta do Povo que Lula sairá da cadeia direto para o planalto, para “co-governar com o Haddad”, só servem para desabonar Haddad como político e gestor.

Não custa lembrar que o petista já se tornou alvo preferencial de críticas dos demais candidatos. Com Lula preso e sua candidatura contestada, os adversários não tinham como personalizar as críticas ao petismo. Daqui para frente, os ataques virão de todos os lados, de Bolsonaro a Ciro, passando por Alckmin e Marina.

Haddad ainda tem muitos obstáculos a superar até o fim do primeiro turno: dentre eles, tornar-se conhecido por grande parte do eleitorado, provar que não está associado a escândalos de corrupção e tem reputação ilibada, convencer ao menos parte mercado financeiro e do setor produtivo que adotará política fiscal responsável.

Tudo que o candidato petista não precisa nessa travessia é ser desacreditado pelos próprios correligionários.

*Lara Mesquita é doutora em ciência política.

Os desdobramentos de duas cirurgias a que o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) foi submetido depois de ter sido ferido à faca quando fazia campanha, semana passada, em Juiz de Fora, levaram o comando de sua candidatura a redefinir, mais uma vez, a estratégia política até a eleição. Embora apresente evolução clínica e nenhum sinal de infecção, Bolsonaro voltou para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), após procedimento de desobstrução intestinal.

Diante do quadro, familiares e aliados avaliam que o candidato ficará impossibilitado de atuar diretamente na campanha, e não poderá até mesmo gravar vídeos, justamente uma das iniciativas que serviriam para abastecer os canais de comunicação do candidato. Para manter a candidatura em evidência, uma das alternativas é que dirigentes se dividam em compromissos da campanha. Também reforçarão, nas plataformas digitais, o discurso de que Bolsonaro terá condições de retomar as atividades num eventual segundo turno. Além disso, a campanha pretende utilizar vídeos previamente gravados antes da hospitalização. Nas imagens, Bolsonaro apresentará propostas e rebaterá críticas de adversários.

De acordo com um interlocutor do partido, existe material inédito para ser usado até as eleições. Antes da realização do segunda cirurgia, uma gravação estava prevista para domingo, ainda no leito do hospital. Com a alteração de seu quadro de saúde, a captação de imagens não deve se realizar.

Nesta quinta-feira, um dos filhos do candidato, Flávio Bolsonaro, em entrevista à rádio 97,1 FM, do Rio de Janeiro, fez um desabafo sobre a situação clínica do pai, e disse que a orientação médica é a de que ele evite falar.

– Ele não está conseguindo nem falar direito, então não pode ir para a internet para fazer transmissão ao vivo, conversar com todo mundo. A orientação médica é que nem fale, porque quando fala acumula gases e pode ocasionar mais dor ainda – explicou o filho.

Um dos principais aliados de Bolsonaro, o presidente do PSL de São Paulo, Major Olímpio, verbalizou as dificuldades da campanha. Ele acredita que a ausência de Bolsonaro, principalmente em agendas públicas, deve fazer com que diminua o número de simpatizantes nas ruas.

— Não temos (integrantes do comando de campanha) essa capacidade de levar milhares de pessoas às ruas, como é uma característica e uma força do Jair Bolsonaro. Mas vamos levar a mensagem, disse Olímpio.

Antes do atentado, as decisões da campanha do PSL eram muito concentradas no próprio Bolsonaro. Agora, diante da internação, a campanha não só procura alternativas para manter o candidato em evidência, como ainda sofre com as divergências internas.

Na véspera da cirurgia, a decisão do PRTB de consultar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a possibilidade de o vice na chapa, o general da reserva Antonio Hamilton Mourão, substituir Bolsonaro em debates na TV irritou a cúpula da sigla. O presidente do PSL, Gustavo Bebianno chegou a desautorizar o partido do vice, alegando que o partido de Mourão não tinha legitimidade jurídica para fazer esse questionamento.

A campanha usou ontem as redes sociais para falar a seus eleitores. “Muita coisa vem sendo falada na tentativa de nos dividir e consequentemente nos enfraquecer. Não caiam nessa! Desde o início sabíamos que a caminhada não seria fácil, por isso formamos um time sólido e preparado para a missão de mudar o Brasil! Não há divisão!”, dizia mensagem publicada ontem à noite na conta oficial do presidenciável no Twitter.

Ainda em relação ao estado de saúde do candidato, o hospital informou que ele está recebendo analgésicos para controle de dor e não apresentou sangramentos ou outras complicações nas últimas horas. “Em razão do procedimento cirúrgico, o ex-capitão do exército se mantém em jejum e recebe alimentação por via endovenosa”, informaram os médicos.

O GLOBO ouviu médicos especialistas em cirurgia no aparelho digestivo. Eles estimam que uma segunda operação no aparelho digestivo, como a que Bolsonaro foi submetido, obriga o paciente a ficar no mínimo entre 10 a 15 dias no hospital. Também afirmam que tudo depende da reação do organismo ao tratamento e à reintrodução de alimentação oral.

Uma das orientações da equipe médica que acompanha Bolsonaro no Hospital Albert Einstein é que se diminua o número de visitas. Desde que foi internado, o candidato resolveu visita de familiares, aliados e até artistas que foram prestar solidariedade. Alguns gravaram vídeo e fizeram foto. Com informações do Jornal O Globo.

Eleições 2018 Ciro Gomes

Por Marina Rossi/El País

Assim que Fernando Haddad foi oficializado como o candidato do PT à presidência, Ciro Gomes (PDT) acelerou seu passo rumo aos ataques à chapa petista. “O Brasil não aguenta mais outra Dilma”, disse o pedetista nesta quarta-feira em sabatina no jornal O Globo. Com a frase, ele tenta colar no ex-prefeito paulistano a imagem de poste atribuído à ex-presidenta, que tinha 9% de aprovação quando sofreu o impeachment em 2016. O anúncio de Haddad, feito no dia seguinte aos resultados da última pesquisa Datafolha, devem cristalizar essa estratégia de Ciro Gomes de disputar o voto do eleitorado progressista que está decepcionado com o PT. De acordo com o levantamento, Ciro passou de 10%, no final de agosto, para 13% das intenções de voto agora. Já Haddad, quando ainda não era o candidato oficial, mas se mantinha em campanha, passou de 4% para 9%.

Com o segundo lugar da pesquisa embaralhado por quatro candidatos – além de Ciro e Haddad, disputam um espaço no segundo turno Marina Silva (11%) e Geraldo Alckmin (10%) – o pedetista deve correr para abocanhar parte do eleitorado de Marina e outros tantos daqueles que votariam em Lula, mas rejeitam ou não estão 100% seguros sobre a escolha de Haddad.

A estratégia de Ciro, segundo Carlos Lupi, presidente do PDT, é consolidar o pedetista como o candidato da esquerda não-radical, e tentar furar a bolha de disputa entre PT e PSDB, apresentando-o como uma via progressista fora do Partido dos Trabalhadores. “A gente tem feito esse discurso, de que não somos o PT, mas, ao mesmo tempo, não somos antipetistas”, diz Lupi. “Essa é a estratégia desde o início da campanha”.

De fato, Ciro vem mirando no eleitor “constrangido” com o PT, como ele mesmo define, há algum tempo. Nas ruas, seu discurso se demonstra afinado com o plano de sua campanha. No início da semana, o candidato afirmou que o PT também colaborou para a radicalização do Brasil, colocando o Partido de Lula no lugar da esquerda radical e se posicionando como o candidato mais centrado, quase um paz e amor, não fosse a fama de seu temperamento explosivo. “Eu acho que estou demonstrando ao povo brasileiro que eu interpreto o melhor projeto para o Brasil, e, na política, nossa posição é encerrar essa crônica de confrontação radicalizada que infelizmente o PT também colaborou para acontecer”, afirmou, em Mauá (SP).

Nesse cenário de tentativa de rompimento da polarização entre petistas e tucanos, Paulo Calmon, cientista político da Universidade de Brasília (UNB), afirma que o pedetista tem se mostrado a mais provável “terceira via” —posição que Marina Silva (Rede) tenta encarnar desde 2014. “Ciro talvez seja o candidato mais preparado, se apresenta bem nos debates e entrevistas e encarna bem o que chama de ala progressista”, diz. “Ele disputa a preferência dessa ala provavelmente com o candidato do PT, Haddad, e um pouco menos com Marina, porque ela de certa forma assumiu uma posição mais ao centro”, explica.

Em números, a disputa confirma a teoria de Calmon: o vácuo deixado por Lula impulsionou tanto Ciro quanto Haddad, dividindo assim, o eleitorado progressista. Ao que tudo indica, ambos abocanharam parte dos votos perdidos pela ambientalista da Rede. Dos cinco primeiros colocados, Marina foi a única que caiu: de 16% para 11% das intenções de voto, segundo o Datafolha de 10 de setembro. A mesma pesquisa mostra também que Ciro tem boa votação até entre os petistas convictos: 18% das pessoas que afirmam ter como partido de preferência o PT dizem que votariam nele, um número quatro pontos percentuais maior que o registrado em 22 de agosto —neste período, Haddad subiu de 11% para 30% neste segmento.

A aposta de Calmon, portanto, é que o segundo turno seja disputado por um candidato mais conservador e outro do campo progressista. “Na ala conservadora, Jair Bolsonaro (PSL) até agora tem demonstrado ampla vantagem sobre Alckmin (PSDB), e na esquerda, a disputa ficaria entre Haddad, Marina e Ciro”, diz. Para ele, porém, Ciro larga na frente do petista, não só por já estar em campanha há mais tempo, como também por incorporar melhor a imagem de mudança, já que Haddad tem, com o PT, o recall da Lava Jato e da crise econômica. “Por outro lado, Haddad tem um eleitorado muito fiel. Então, a pergunta é: em que medida ele vai conseguir atrair toda essa gama de eleitores tradicionais do PT e expandir seu apoio para o segundo turno?”, questiona. “Já Ciro, apoiado por um partido menor, em que medida vai conseguir se apresentar como candidato progressista, e, ao mesmo tempo, como alguém que represente a mudança?”.

Depois que Haddad deixou o posto de vice para ser o titular, a segunda posição ainda é um ponto importante para a decisão do voto. Enquanto o petista leva Manuela d’Ávila (PCdoB) em sua chapa, uma candidata jovem, que se identifica com as mulheres e o movimento feminista, Ciro compôs com Kátia Abreu (PDT), próxima do agronegócio e dos ruralistas e polêmica em relação a demarcações de terras indígenas. Para Calmon, esses fatores podem depor contra a chapa de Ciro ao tentar atrair a confiança da esquerda, mas há outras variáveis que devem ser ponderadas. “É importante notar que, embora as bases eleitorais de Kátia Abreu sejam tradicionalmente o agronegócio, ela assumiu uma posição bastante progressista especialmente em apoio a Dilma na época do impeachment”, diz. “Ela assumiu uma postura bastante crítica com esse movimento e se identificou muito como mulher. Acho que essas características não são capazes de anular a proximidade dela com o agronegócio, mas se sobressaem”. 

O campo de batalha no Nordeste

Para Túlio Velho Barreto, cientista político e pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, no Recife, não há outro caminho para Ciro Gomes crescer que não passe pela disputa pelos votos do PT. “Marina tem um eleitorado cativo, em função de já ter disputado duas eleições. A aposta de Ciro tem que ser nos votos do PT”, diz. E para conquistar esse eleitorado mais à esquerda, e que ainda pode estar indeciso, o pedetista precisará continuar explorando a região Nordeste. “Ciro tem que apostar no eleitorado de Lula que, em parte, está no Nordeste”, afirma Barreto.  

Com 26% do eleitorado brasileiro, o Nordeste é a única região onde somente Ciro e Haddad cresceram nas intenções de voto, segundo o Datafolha: Ciro foi de 14%, no final de agosto, para 20% agora. E Haddad subiu de 5% para 13% no mesmo período. “O Nordeste é o que chamamos de battle grown [campo de batalha] para os dois candidatos. E os dois vão precisar de muitos votos ali, para compensar a divisão dos votos que terão no Sul e Sudeste”, diz Paulo Calmon, da UNB. De acordo com ele, ambos os candidatos têm vantagens e fragilidades nessa região. “Haddad não tem apelo no Nordeste, mas depende da capacidade de Lula transferir votos pra ele. E Ciro carece de base partidária, mas é da região”.

Pesquisas do DataPoder360 em São Paulo e em Minas Gerais registram de maneira minuciosa as dificuldades enfrentadas pelo candidato a presidente pelo PSDB, Geraldo Alckmin. Ele tem pontuação baixa nos dois maiores colégios eleitorais, seu voto é pouco consistente e o maior adversário, Jair Bolsonaro (PSL), tem apoios cada vez mais cristalizados entre paulistas e mineiros.

Os Estados de São Paulo e de Minas Gerais são redutos históricos do PSDB. A expectativa tucana era a de que o partido pudesse ter vitórias nas disputas pelos governos locais e para presidente nessas localidades.

São Paulo é o Estado natal de Alckmin. Tem 33.040.411 eleitores. Isso equivale a 22,4% do total do país. O PSDB governou o Estado por mais de 20 anos. Além disso, tem um candidato competitivo concorrendo ao Palácio dos Bandeirantes, João Doria.

O Estado de Minas Gerais já foi comandado algumas vezes pelo PSDB. Tem 15.700.966 eleitores (10,7% do Brasil). O favorito nesta disputa para ganhar o Palácio da Liberdade é o tucano Antonio Anastasia.

Juntos, os eleitorados paulista e mineiro equivalem a 33,1% dos brasileiros que vão escolher o próximo presidente da República. Em teoria, esse terreno seria muito favorável para Geraldo Alckmin – que não tem ido bem no Nordeste nem no Sul, outras regiões com grandes eleitorados.

Faltam pouco mais de 3 semanas para a eleição de 7 de outubro. Alckmin está muito atrás em São Paulo e em Minas Gerais. Tem 15% de intenção de votos entre paulistas. E meros 9% entre mineiros.

O pior para o tucano é que Jair Bolsonaro, que disputa o mesmo eleitor conservador desejado por Alckmin, tem 24% tanto em São Paulo como em Minas Gerais.

Eis os números gerais de intenção de voto nas pesquisas realizadas em São Paulo e em Minas Gerais de 9 a 11 de setembro, com 3.000 entrevistas em cada Estado e margem de erro de 2 pontos percentuais:

O que torna o cenário mais complicado para Geraldo Alckmin é que, entre paulistas, 85% dos que dizem apoiar Jair Bolsonaro declaram que não pretendem mais mudar de posição até o dia da eleição. Essa taxa é de 62% entre mineiros.

Já os eleitores de Alckmin são bem mais volúveis. Só 26% dos simpatizantes do tucano em Minas Gerais afirmam já ter tomado à decisão de votar nele de maneira definitiva. Em São Paulo, a taxa é maior, de 57% – mas ainda bem distante dos 85% cristalizados de Bolsonaro.

Pernambuco é o sexto Estado do País com mais candidatos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcado para os dias 4 e 11 de novembro. Quem lidera em participação é São Paulo, seguido de Minas Gerais.

A avaliação teve 5.513.662 inscritos. Desses, 307.317 farão os testes em 79 cidades pernambucanas e no arquipélago de Fernando de Noronha.

São Paulo registrou 937.329 candidatos e Minas Gerais, 583.025. Em quarta e quinta colocações estão Bahia (398.490) e Rio de Janeiro (383.241). Depois aparece o Ceará, com 328.561 estudantes.

Em Pernambuco, a maior concentração de vestibulandos no Enem é Recife, como era de se esperar, por ser a capital do Estado. São 71.442 inscritos, que representam 23% do total de feras.

Em seguida aparecem Petrolina, no Sertão, com 17.466; Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, com 15.207; Caruaru, no Agreste, com 13.865, e Olinda, na Região Metropolitana, com 12.900 estudantes.

Parnamirim, no Sertão, é a cidade com menor participação do Estado no Enem, com 489 candidatos.  Na ilha de Fernando de Noronha, as provas serão aplicadas para 50 pessoas.

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O horário eleitoral, iniciado no dia 31 de agosto, provocou queda na audiência da TV aberta nas faixas em que é exibido, entre 13h e 13h25 e entre 20h30 e 20h55. Na semana anterior ao início do programa obrigatório, a média no mercado nacional do primeiro horário, às 13h, nas cinco emissora nacionais de maior audiência -Globo, Record TV, SBT, Band e Rede TV!- foi de 32,7 pontos. Já na primeira semana com a propaganda, ela ficou em 24,2 pontos, uma queda de 26%.

Os dados são do Ibope. Cada ponto equivale a 693,7 mil espectadores em todo o Brasil. No horário noturno, entre 20h30 e 20h55, a queda foi menor em valores percentuais. A semana anterior à estreia da propaganda política registrou audiência de 50,9 pontos, somadas as emissoras. Quando o horário eleitoral começou, o número foi a 39,6, uma queda de 22%.

Líder de audiência na televisão brasileira, a Globo registra redução assim que o programa eleitoral surge na tela. Entre a novela das sete “O Tempo Não Para” e o programa, considerando período entre 3 e 8 de setembro, houve queda de quatro pontos. Caiu de 25 para 21 pontos (16%). Na hora do almoço, entre o programa Globo Esporte e a exibição das campanhas para presidente, governador, senadores e deputados, perdeu-se também quatro pontos, queda de 14 para 10.

“Uma queda inicial na audiência durante o horário eleitoral é normal. Mas isso não tira a importância da televisão na eleição”, afirma Felipe Borba, cientista político e professor da Unirio. “Historicamente, o interesse pelo horário eleitoral é progressivo. Ao longo da eleição costuma aumentar”, completa. Borba argumenta que ainda é grande o número de pessoas no Brasil que tem apenas a televisão como fonte de informação. “Principalmente o eleitor de baixa renda e baixa escolaridade não tem outras fontes de informação”, afirma o cientista político.

Na primeira semana com a propaganda eleitoral, as emissoras de televisão aberta perderam participação no share, fatia de audiência em comparação com os canais pagos. Houve um aumento de até 47% na participação nas emissoras da TV a cabo nessa divisão. Os canais da TV paga não exibem os blocos do horário eleitoral nem as inserções de propaganda que entram nas emissoras de televisão aberta.

Obrigadas a exibir a propaganda política, as emissoras abertas podem pedir ressarcimento do horário disponibilizado. A restituição é feita com compensação fiscal, elas deixam de pagar impostos para compensar o horário cedido.

Transmitidos desde o dia 31 de agosto, os blocos do horário eleitoral são exibidos de segunda-feira a sábado. Nas terças, quintas e sábados são transmitidos os programas dos candidatos à Presidência da República e deputados federais. As propagandas de quem disputa vagas de deputados estadual, senador e governador entram nas sextas, segundas e quartas.

Além dos blocos, todos os candidatos têm direitos ainda a inserções de 30 segundas cada nas programações de televisão e rádio. Segundo pesquisa Datafolha, do dia 10 de setembro, 64% dos eleitores afirmaram que assistiram ao horário eleitoral gratuito dos candidatos à Presidência da República. O levantamento aponta também que a maioria da população dá importância ao horário eleitoral para a definição do voto.

Pelo menos 38% dos eleitores afirmam ser muito importante a propaganda obrigatória na televisão. Já 28% dos entrevistados dizem que os programas exibidos são “um pouco importante”. Outros 35% dizem não dar importância.

Quem dá mais relevância aos programas televisivos são os eleitores com grau mais baixo de escolaridade (sobe para 42%), de menor renda (42%) e nas regiões Norte (43%) e Nordeste (46%), segundo o Datafolha. Os eleitores que mais valorizam o horário eleitoral são os que apontam preferência por Marina (47%) e Alckmin (43%), Ciro (40%) e Haddad (40%). Entre os que votam em Bolsonaro, cai para 33%.

Trabalhadores da iniciativa privada em dificuldades para quitar dívidas, limpar o nome, fazer pequenas reformas ou um novo investimento contarão até o fim do mês com uma nova opção de crédito: o empréstimo consignado com uso do FGTS como garantia. A Caixa será o primeiro banco a operar a modalidade, que entra em funcionamento em duas semanas, no dia 26 de setembro. A nova linha de financiamento terá taxas mais baratas e estará à disposição de 36,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada.

Para garantir que o crédito seja realmente acessível aos trabalhadores, os juros não poderão ultrapassar 3,5% ao mês, percentual até 50% menor do que o de outras operações de crédito disponíveis no mercado. O prazo de pagamento será de até 48 meses (quatro anos). “Nosso objetivo é disponibilizar aos trabalhadores uma linha de financiamento que seja realmente viável tanto para tomar o dinheiro quanto para pagar depois”, explica o ministro do Trabalho, Caio Vieira de Mello.

Os valores emprestados dependerão do quanto os trabalhadores têm depositado na conta vinculada do FGTS. Pelas regras, eles podem dar como garantia até 10% do saldo da conta e a totalidade da multa em caso de demissão sem justa causa, valores que podem ser retidos pelo banco no momento em que o trabalhador perder o vínculo com a empresa em que estava quando fez o empréstimo consignado.

O uso de FGTS para crédito consignado foi aprovado pelo Conselho Curador do FGTS, presidido pelo Ministério do Trabalho, e está previsto na Lei 13.313/2016. Além da Caixa, outros bancos também poderão disponibilizar a nova linha de crédito. Basta seguirem as regras estabelecidas em lei.