Pedro Araújo

As informações que informam as verdades dos fatos, sem ferir ou denegrir pessoas ou imagens. Como também, nunca procurando agradar aos maus feitores.

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Hoje é o último dia para quem quiser se inscrever no vestibular 2018.2 do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE). São oferecidas 2.585 vagas em cursos técnicos e superiores, em 16 cidades do Estado.

As provas serão realizadas dia 1º de julho. Interessados devem acessar o endereço cvest.ifpe.edu.br, preencher o formulário online e quitar a taxa de inscrição, no valor de R$ 30 (cursos técnicos) e R$ 55 (cursos superiores). O pagamento deve ser feito nas agências do Banco do Brasil até amanhã (15).

Do total de vagas, metade (1.293) é destinada a egressos de escolas públicas. O listão dos aprovados será divulgado em 11 de julho. As aulas começarão no início de agosto, dependendo de cada campus.

Mais informações pelo telefone (81) 2125-1724 ou pelo e-mail cvest2018@reitoria.ifpe.edu.br.

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A Primeira Câmara do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) atestou a existência de funcionários-fantasmas no Gabinete de Representação da Prefeitura do Recife em Brasília. De acordo com a corte, os servidores Sérgio Ricardo Macedo Diniz, Robson Ramos Xavier da Silva e Erasmo Manoel de Souza “receberam a remuneração decorrente do exercício de cargo comissionado no Gabinete de Representação em Brasília, mas não ofertaram a correspondente contraprestação em trabalho”.

Por conta disso, o tribunal determinou que Antônio Barbosa de Siqueira Neto, chefe da unidade, devolva aos cofres da capital pernambucana o total de R$ 65.647,46, devidamente atualizados, e pague multa de R$ 15.000,00. O TCE-PE exige ainda que o prefeito Geraldo Julio instaure, em até 180 dias, uma Tomada de Contas Especial para “verificar a efetiva prestação de serviço dos servidores” a partir de setembro de 2016.

OUTRO LADO

Através de nota, a Prefeitura do Recife afirmou que “todos os prestadores de serviços vinculados à gestão municipal exercem suas funções, sendo responsabilidade de cada servidor e da sua chefia imediata o cumprimento da presença e dos horários”. O documento diz ainda que ainda cabe recurso à decisão do TCE e que quando for notificada “adotará as providências cabíveis”.

O governo decidiu prorrogar a campanha devido ao baixo índice de comparecimento / Foto: ABr

O Ministério da Saúde anunciou, nesta quarta-feira (13), que a campanha de vacinação contra a gripe terá continuidade até 22 de junho. O governo decidiu prorrogar a campanha devido ao baixo índice de comparecimento: 77% do público-alvo foi vacinado. O número é considerado baixo pela pasta, que estabeleceu como meta a cobertura de 90% dessa população, o que equivale a 54 milhões de pessoas. Desde o início da campanha, no dia 23 de abril, 42,6 milhões de pessoas foram vacinadas.

A região Sudeste é a que possui menor cobertura até agora: 71% do público prioritário foi protegido. Na sequência, estão Norte (72%), Sul (81,3%), Nordeste (84%) e Centro-Oeste (91,4%). Em estados como Roraima, Rio de Janeiro, Rondônia e Rio Grande do Sul, a baixa cobertura vacinal é ainda mais preocupante. Neles, os percentuais chegam a 53,59%, 57,29%, 70,91% e 77,82%, respectivamente. Apenas Goiás, Amapá e Ceará ultrapassaram a meta de 90%.

Segundo o ministério, a situação acende um alerta, dada a proximidade do inverno, período de maior circulação do vírus da gripe. Além disso, neste ano, já foram contabilizados 2.715 casos de influenza, mais do que o dobro do que foi registrado no mesmo período do ano passado (1.227). As mortes decorrentes da doença também aumentaram: passaram de 204, em 2017, para 446, em 2018. Apesar do crescimento, os números estão distantes dos que foram registrados em 2016, quando houve forte incidência da influenza no Brasil, quando foram 12.174 casos e 2.220 óbitos derivados deles.

“Nós entendemos que a estratégia é: atuação mais proativa para ir buscar esse público-alvo”, afirmou o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, que citou iniciativas de vacinação e de conscientização envolvendo imprensa, escola e agentes comunitários de saúde como exemplos.

Público-alvo

O público prioritário da campanha é composto por idosos a partir de 60 anos, crianças de seis meses a 5 anos, trabalhadores em saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes e mulheres que tenham tido filhos há 45 dias, bem como pessoas privadas de liberdade. Crianças e gestantes são os grupos que registraram menor cobertura vacinal neste ano, assim como ocorreu no ano passado. Na região Sudeste, por exemplo, menos da metade (48,95%) das crianças que devem ser vacinadas foram imunizadas. Já o percentual de gestantes atingiu 54%.

“Essas são as pessoas com uma imunidade menor do que as demais”, disse o ministro. Ele destacou a necessidade de um maior envolvimento da população, especialmente no caso das crianças, devido à dependência de adultos para que as levem até os postos.

No caso da região Centro-Oeste, o grupo mais vulnerável à doença é o formado pela população indígena, cujo percentual de vacinação alcançou 74,1%. Também nesta região, que já conseguiu ultrapassar a meta de 90%, crianças e gestantes chegam a 76,29% e 75,02%, respectivamente, percentuais menores do que os dos demais grupos prioritários. “Esse alerta a gente faz para que esses grupos tenham como procurar os postos de vacinação para efetuar sua proteção”, destacou o secretário de Vigilância em Saúde, Osnei Okamoto.

Estoques de vacinas

A meta de vacinação do Brasil supera a de 80% fixada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas o Ministério da Saúde garantiu vacinas para todas as pessoas que integram o público prioritário da campanha. De acordo com Mauro Junqueira, presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), todos os municípios têm as doses disponíveis, inclusive em lugares de difícil acesso, como na Região Norte.

A partir do dia 25 de junho, poderão ser vacinados outros grupos etários, como crianças de 5 a 9 anos e adultos de 50 a 59. A vacinação desse público dependerá da disponibilidade das doses nos municípios.

Além da vacinação, cuidados com a higiene podem ajudar a população a se prevenir. Lavar e higienizar as mãos com frequência, utilizar lenço descartável para higiene nasal, cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir, evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca, não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres e pratos, e manter os ambientes bem ventilados são algumas das medidas sugeridas pelo ministério.

Congresso em Foco

Corrupção é também uma questão de gênero? Difícil responder à pergunta de modo definitivo, mas alguns números sugerem, sim, que os homens estão mais sujeitos a envolvimento com práticas delituosas. Levantamento do Congresso em Foco mostra que 39 dos 68 senadores (57,4%) respondem a acusações criminais. Entre as 13 senadoras, 5 estão sob investigação (38,5%). Delas, apenas Gleisi Hoffmann (PT-PR) é ré, ou seja, alvo de ação penal, processo que pode resultar em condenação. Já na bancada masculina, são oito réus.

Na Câmara a diferença também existe, ainda que menor. Das 53 deputadas, 16 têm pendências judiciais (30,2% delas). Entre os 460 homens, esse percentual sobe para 35,2% – 162 deles têm contas a acertar com a Justiça. Só duas deputadas fazem companhia aos mais de 40 deputados que respondem a ações penais.

A bancada feminina em todo o Congresso responde a 6% de todos os inquéritos e processos a que respondem os integrantes da Câmara e do Senado, embora ocupe aproximadamente 11% das cadeiras das duas Casas. Das 449 investigações de parlamentares, 423 recaem sobre deputados e senadores. Elas acumulam 26 inquéritos e ações penais.

Acima dessas estatísticas, há outra – esta, sim, irrefutável – que envergonha o país. O Brasil é apenas o 152º colocado, em um ranking de 190 países, entre as nações com menor representação feminina na Câmara, de acordo com estudo da Inter-Parliamentary Union (IPU), organização com sede na Suíça. No Brasil elas ocupam menos de 11% da chamada câmara baixa enquanto a média mundial é de aproximadamente 24%. É o último colocado na América do Sul e fica atrás de países do Oriente Médio conhecidos por negar direitos básicos às mulheres.

Corrupção e políticos antigos

Para a cientista política e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Mara Telles, o menor número de investigadas não está necessariamente ligado à questão de gênero, mas pode ter explicação no tempo em que a parlamentar ingressa na vida pública.

“Na Câmara dos Deputados não há diferença muito significativa para falar que a questão de gênero é uma coisa definidora no número de processadas. Acho que podemos olhar para o Senado. A minha hipótese é que talvez as mulheres tenham entrado mais tardiamente na vida política, e nesse sentido, elas têm menor probabilidade de se envolver em esquema antigos de corrupção ou de processos que já haviam sido produzidos por políticos com carreira anterior”, diz a professora.

Mara Telles explica que apenas nos últimos anos as mulheres têm conseguido entrar na vida política e partidária e que, provavelmente, já encontram um esquema conduzido anteriormente, pelo menos no Senado. “Não existe uma associação entre corrupção e gênero, e sim uma associação entre corrupção e políticos mais antigos. A gente não pode falar que mulher tende menos a ser corrupta. Acho complicado. Acho que ela tem menor experiência política, e quando dá um salto para a vida partidária, ela já teve de dar outros vários saltos. Talvez ela se sinta mais constrangida a participar de esquemas de poder, qualquer que seja, e também tem menos oportunidades de praticar atos ilícitos”, explica.

Laços de família

Para a também cientista política Thalita Silva, do Fórum de Mulheres do DF e Entorno, há também outra explicação para a discrepância dos números encontrados entre deputadas e senadoras. Para ela, o fator familiar deve ser levado em conta. “O atrelamento ao poder familiar do marido, dos pais, pode ser determinante”.

Talita explica que há casos em que o mandato da mulher é uma espécie de “saída” para que o poder político continue com o familiar ou cônjuge, usando-a como laranja, mas com todas as ações sob o crivo do homem.

Para Talita, chegando ao posto de senadora, a mulher já tem mais experiência e independência política. “Em determinado momento da vida elas já não estão tão atreladas assim. Se elas continuam e chegam ao posto de senadoras, aí é porque elas já lograram êxito próprio”. Talita também afirma que não se trata partir de um pressuposto de que mulheres não sejam corruptas, mas que o poder familiar pode explicar alguns dos casos.

Até o final de abril, mais da metade do Senado respondia a acusações criminais no STF: 44 dos 81 senadores. Vários desses casos baixaram desde que o Supremo reviu a abrangência do foro privilegiado.

O Globo

No relatório final da ‘Operação Cui Bono’, que investiga irregularidades na Caixa Econômica Federal, a Polícia Federal (PF) ressaltou o envolvimento do presidente Michel Temer na tentativa de compra de silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e do operador Lúcio Funaro.

A acusação é baseada na delação premiada do empresário Joesley Batista, da J&F, revelada com exclusividade pelo colunista Lauro Jardim, em maio de 2017. Joesley gravou uma conversa com Temer no Palácio do Jaburu, em que o presidente, ao ouvir que o empresário estava “de bem” com Cunha, responde: “Tem que manter isso aí, viu?”

De acordo com a PF, foram encontrados “indícios suficientes de materialidade e autoria” atribuíveis a Temer. A PF diz que o presidente incentivou Joesley Batista a manter pagamentos a Cunha e Funaro, que estavam presos, para que os dois não fizessem acordos de delação premiada.

Em depoimento, Joesley afirmou que havia repassado R$ 5 milhões para Cunha, depois que ele foi preso, em outubro de 2016, como “saldo de propina”. Já Funaro teria recebido pagamentos mensais de R$ 400 mil.

O empresário “asseverou que deu ciência a Michel Temer” sobre os pagamentos, deixando claro que “se destinavam a garantir o silêncio” dos dois, “ao que sua Excelência (Temer) teria recomendado a manutenção de tais repasses”, afirma o relatório.

Após a delação da JBS, Funaro fez um acordo e admitiu que tinha recebido dinheiro para ficar em silêncio.

O caso motivou uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Temer, barrada pela Câmara dos Deputados. O processo voltará a tramitar quando terminar o mandato do presidente.

Temer sempre negou as acusações. Um dos advogados do presidente, Eduardo Carnelós, chegou a dizer que ele foi vítima de uma “tentativa de golpe”.

Além da compra de silêncio de Cunha, o relatório também destaca que Temer deixou de comunicar às autoridades competentes a suposta corrupção de juízes e membros do Ministério Público, que foi narrada por Joesley no Jaburu.

O empresário disse que estava “dando uma segurada” em um juiz. Também afirmou que um procurador estava “dando informação” para ele, e que estava tentando substituir outro procurador. Temer não condenou os relatos de crimes e, depois, não mandou investigá-los.

Lula

Setores influentes do PT têm defendido em conversas internas que o partido aproveite o período de relativa tranquilidade política durante a Copa do Mundo para fazer pesquisas e sondar cenários para o caso de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser impedido de disputar as eleições. 

Condenado a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), Lula cumpre pena em Curitiba e pode ser barrado pela Lei da Ficha Limpa – o petista lidera todas as pesquisas de intenção de votos. 

Os defensores das pesquisas têm tomado o cuidado de dizer que o objetivo é apenas preparar o partido para o caso de Lula ser barrado e em hipótese alguma representaria algum tipo de questionamento à estratégia petista de manter a candidatura do ex-presidente até o fim. 

O argumento é saber qual é o perfil preferido pelos eleitores, testar nomes e a capacidade de transferência de votos do líder petista preso em Curitiba.

Apesar do esforço da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, de interditar o debate, as conversas sobre estratégias sem Lula na disputa eleitoral têm sido inevitáveis. Na segunda-feira, o tema veio à tona em reunião de uma espécie de conselho político informal criado por Gleisi. Integram o grupo membros da Executiva do PT e ex-ministros, como Franklin Martins, Fernando Haddad, Aloizio Mercadante e Paulo Vannuchi, e petistas históricos como Rui Falcão e José Genoino. 

Em conversas reservadas, vários deles admitem que a candidatura de Lula é um ativo político precioso mas inviável do ponto de vista legal e, por isso, o PT precisa sondar cenários e, no tempo certo, iniciar o processo de substituição. 

Vice

Um dos temas da reunião foi a escolha do vice na chapa petista. Na semana passada, Lula disse a governadores que deseja um vice de fora do PT. Com isso, o ex-presidente barrou o movimento de governadores petistas que defendiam um vice do partido, que, confirmado o impedimento de Lula, assumiria a cabeça de chapa. 

O plano do ex-presidente, no entanto, esbarra nos nomes disponíveis. Josué Gomes da Silva, filho do ex-vice-presidente José Alencar, é o nome dos sonhos, mas está filiado ao PR, com aval do ex-presidente. Setores do PR apoiam a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) e o senador Magno Malta (PR-ES) chegou a ser sondado para vice.

Roberto Jefferson

Estado de S.Paulo

Presidentes e dirigentes partidários recebem das legendas salários que chegam a R$ 27,5 mil por mês. Os dados constam nas prestações de conta dos partidos, referentes ao ano passado, enviadas à Justiça Eleitoral. Esse valor é superior, por exemplo, aos vencimentos de governadores, como o de São Paulo – R$ 22,3 mil por mês. 

Levantamento feito pelo Estadão nas contas de 35 partidos aponta que 12 legendas pagaram vencimentos a seus dirigentes no ano passado que variaram entre R$ 27,5 mil – caso do nanico PRP – e R$ 4,1 mil, como o PCB.

A remuneração dos dirigentes partidários é permitida, seja com dinheiro público – recebido por meio do Fundo Partidário – ou privado – arrecadado em doações externas e contribuições de filiados. Em abril, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reafirmou, por maioria de votos, que os dirigentes podem ser pagos com verbas do Fundo Partidário, sem que haja necessidade de comprovação das atividades desempenhadas nas siglas.

Por lei, a direção nacional dos partidos pode gastar com funcionários até 50% da parcela que recebe do Fundo Partidário. No caso de diretórios municipais e estaduais, o limite é maior: 60%. Ministros do TSE e a Procuradoria-Geral Eleitoral, porém, têm cobrado que os partidos estabeleçam critérios transparentes de remuneração, registrados em estatutos e normas internas.

Em geral, os partidos não remuneram dirigentes que ocupam concomitantemente outros cargos eletivos. Não há nas prestações de contas registros de pagamentos para os presidentes do PSDB, o pré-candidato ao Planalto e ex-governador Geraldo Alckmin; do PT, a senadora Gleisi Hoffmann (PR); do PCdoB, a deputada Luciana Santos (PE); do DEM, o prefeito de Salvador, ACM Neto; e do MDB, o senador Romero Jucá (RR). 

O PSD também não registra repasses a seu presidente licenciado, Gilberto Kassab, atual ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Integrantes da cúpula do partido que não possuem outros cargos são destinatários de parcelas, como a coordenadora do PSD Mulher, a ex-vice-prefeita de São Paulo Alda Marco Antônio (R$ 25 mil).

Depois do PRP, o PV é o partido que pagou o maior valor – R$ 26 mil ao ex-deputado José Luiz Penna, presidente nacional da legenda. Penna não foi localizado nesta quarta-feira, 13. 

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, que recebe até hoje R$ 25 mil, considera o valor “razoável” e pondera que poucas pessoas da Executiva Nacional recebem salário, arbitrado pela própria direção. “A remuneração é para quem tem dedicação exclusiva. Por um período longo em que eu era dirigente e advogava, não recebia. Não tenho emprego público e, hoje, não me sobra tempo, fica impossível eu me dedicar à minha profissão, que rendia muitíssimo mais”, disse Siqueira.

O presidente do PDT, Carlos Lupi, confirmou receber os recursos. “O valor serve para cobrir diversas despesas, almoço, jantar, táxi e etc.” Lupi recebe R$ 12 mil do PDT, menos que o vice-presidente da legenda e pré-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes, cuja remuneração é de R$ 21,1 mil. Ambos aparecem no balanço do partido como prestadores de serviço técnico-profissional e não na folha de pessoal.

Alvo da Operação Registro Espúrio, que investiga irregularidades no Ministério do Trabalho, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, recebeu parcelas de R$ 23 mil ao longo do ano passado. Procurado, Jefferson não respondeu aos questionamentos do Estadão. 

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Coluna do Estadão

Na reta final da legislatura, o PSDB vai apresentar um pacote com propostas para reduzir gastos nos três Poderes. Em nome da bancada federal, o líder do partido na Câmara, Nilson Leitão (foto), começou a coletar assinaturas para uma proposta que prevê a diminuição do número de senadores, dos atuais três por Estado para dois. No caso de deputados federais, o número mínimo por Estado cairia de 8 para 4; o máximo, de 70 para 65. Assim, o Senado passará de 81 para 54 cadeiras e a Câmara, de 513 para 395. Uma economia de R$ 1,3 bilhão em 4 anos.

O Acre, por exemplo, passaria de oito deputados federais para quatro. São Paulo, de 70 para 65. O número de deputados estaduais no País também cairia de 1.059 para 804. O PSDB já conseguiu 120 das 171 assinaturas necessárias para protocolar o texto.

A bancada tucana vai pedir o apoio do presidenciável do partido Geraldo Alckmin para o pacote, que inclui ainda apresentação de emenda à LDO de 2019 para a redução de 20% no custeio do Executivo, Legislativo, Judiciário e MP. “Não é pra reduzir a gasolina da ambulância, mas tirar do carro oficial do Ministro”, diz o líder tucano, Nilson Leitão.

Márcio Lacerda, prefeito de Belo Horizonte, após reunião com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília, nesta segunda-feira (24) (Foto: José Cruz/ABr)

Alguns dirigentes do PSB cogitam oferecer o nome do ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda para ser candidato à vice-presidente em chapa encabeçada pelo PT. Como contrapartida, gostariam que o PT apoiasse candidatos do PSB em alguns estados, como o governador pernambucano, Paulo Câmara.

A ideia passa longe de ser consensual.

Em São Paulo, por exemplo, o governador Márcio França é próximo do tucano Geraldo Alckmin e quer distância do PT, altamente rejeitado no estado.

Em tese, Lacerda seria candidato ao governo de Minas Gerais. Aliás, ele tem se empenhado nesse projeto. Vice só de Lula, de outro que não seja esse nome, está descartado.

Até o momento, seis pré-candidatos à Presidência anunciaram o uso das chamadas vaquinhas virtuais para arrecadar doações eleitorais. São eles: Alvaro Dias (Podemos), Guilherme Boulos (Psol), João Amoêdo (Novo), João Goulart Filho (PPL), Lula (PT) e Manuela D’Ávila (PC do B).

A arrecadação virtual para campanhas de 2018 está liberada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) desde o dia 15 de maio. A Justiça impõe limite diário de doação por pessoa física: R$ 1.064,00.

Entre os pré-candidatos que já usam a plataforma, o ex-presidente Lula é o que mais arrecadou até agora. Até às 18h15 desta quarta-feira (13), as doações somam R$ 252.295,36 de 2.776 apoiadores. A plataforma foi lançada em no dia 6 de junho.

Em 2º lugar, está João Amoêdo, com R$ 222.945,00 arrecadados de 1.745 pessoas físicas. Manuela D’Ávila já arrecadou R$ 38.734,65 desde a 2ª quinzena de março, a página não mostra o número de doadores.

Alvaro Dias arrecadou desde 15 de maio R$ 14.435,00, de 93 doadores. Já Guilherme Boulos recebeu R$ 14.180 em 126 doações desde 6 de junho.

A menor arrecadação é de João Goulart Filho.  Desde o dia 15 de maio, o pré-candidato arrecadou R$ 1.350,00 de 7 doadores.

O TSE determina que os pré-candidatos criem CNPJ e conta bancária em seu nome. Além disso, as empresas contratadas para a vaquinha virtual devem estar cadastradas no Tribunal. As doações só podem ser usadas se o pré-candidato de fato registrar sua candidatura, caso contrário, terão de ser devolvidas aos doadores.

OUTROS CANDIDATOS

Possíveis candidatos ao Planalto, o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), e Ciro Gomes (PDT) devem utilizar apenas recursos do Fundo Partidário. O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) e o empresário Flávio Rocha (PRB) pretendem custear a campanha com recursos próprios.

Os pré-candidatos que ainda pretendem aderir ao sistema de arrecadação virtual são: Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Jair Bolsonaro (PSL), Paulo Rabello de Castro (PTC) e Levy Fidelix (PRTB).

Aldo Rebelo (Solidariedade) ainda não decidiu se usará a ferramenta, segundo a assessoria do político. A assessoria de Fernando Collor (PTC) não respondeu até a finalização desta reportagem.

SEM CAMPANHA ANTECIPADA

Apesar de a campanha eleitoral começar somente em 16 de agosto, os pré-candidatos poderão fazer divulgação das suas páginas ou aplicativos de vaquinha virtual. Eis as regras para campanha na internet.

Já a divulgação com anúncios pagos ou pedidos de votos poderá configurar em campanha antecipada. Esse entendimento é o mesmo do ministro do TSE Admar Gonzaga.

Grupos de forró de várias partes do Brasil foram à Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados para audiência pública nesta quarta-feira (13), sobre o Dia Nacional do Forró. O debate foi sobre o processo de registro das matrizes do forró como Patrimônio Cultural do Brasil.

Em 2000, o governo federal editou o Decreto 3.551. O texto institui o registro de bens culturais de natureza imaterial que constituem patrimônio cultural brasileiro. Desde então, diversos bens culturais já foram registrados em livros específicos, entre eles o samba. O forró ainda não foi reconhecido.

Também estiveram na audiência: Marina Duque Coutinho de Abreu Lacerda, coordenadora do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional);Rangel Junior, forrozeiro e reitor da UEPB (Universidade Estadual da Paraíba); Tereza Acioly, da sociedade dos Forrozeiros de Pernambuco; Rozania Macedo, presidente do colegiado da Bahia em defesa do registro das atrizes do Forró.

'Seguia ordens' de Marisa no sítio em Atibaia, diz ex-segurança de Lula

O ex-segurança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Itamar de Oliveira, afirmou que cumpria ordens da ex-primeira-dama Marisa Letícia em “serviços” relacionados ao sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP). Ele foi ouvido nesta quarta-feira (13), como testemunha de defesa do ex-assessor de Lula, Rogério Aurélio Pimentel.

Marisa Letícia morreu em fevereiro de 2017, vítima de um AVC.

Itamar diz ter trabalhado durante seis anos, desde 2005, inicialmente como segurança e, depois, como assistente de ordem. Ele alega ter ido “três ou quatro vezes ou mais” por semana ao sítio Santa Bárbara.

O ex-segurança afirma que, ao lado de Aurélio, se deslocava entre o apartamento em São Bernardo do Campo e o sítio. “Dona Marisa determinava o que era para ele fazer, passava para mim, e eu ia fazer o serviço”.

O caso envolvendo o sítio representa a terceira denúncia contra Lula no âmbito da Operação Lava Jato. Segundo a acusação, a Odebrecht, a OAS e também a empreiteira Schahin, com o pecuarista José Carlos Bumlai, gastaram R$ 1,02 milhão em obras de melhorias no sítio em troca de contratos com a Petrobras. A denúncia inclui ao todo 13 acusados, entre eles executivos da empreiteira e aliados do ex-presidente, até seu compadre, o advogado Roberto Teixeira.

O imóvel foi comprado no final de 2010, quando Lula deixava a Presidência, e está registrado em nome de dois sócios dos filhos do ex-presidente, Fernando Bittar – filho do amigo e ex-prefeito petista de Campinas Jacó Bittar – e Jonas Suassuna. A Lava Jato sustenta que o sítio é de Lula, que nega.

O Gati montou dois bloqueios em rodovias para conseguir apreender a droga / Foto: Divulgação/ Polícia Militar

Um mulher foi presa com mais de 10 kg de maconha na manhã desta quarta-feira (13), na BR-116, no município de Cabrobó, no Sertão do Estado. De acordo com a Polícia militar (PM), ele estava transportando a droga em uma van.

Os policiais do Grupo de Apoio Tático Itinerante (Gati) receberam a informação de que seria realizado um transporte de droga da cidade de Cabrobó para Arcoverde. Foram montados dois bloqueios, um em Belém de São Francisco e outro no povoado de Murici, onde foram encontrados os 10,168 kg de maconha.

A droga estava dentro de uma mala preta, dividida em várias embalagens. Ela e a droga foram encaminhadas à Polícia Federal de Salgueiro, também no Sertão.

Outra apreensão

A PM também deteve na manhã desta quarta dois homens por porte ilegal de entorpecente, na cidade de Ouricuri, também no Sertão pernambucano. Com a dupla foram encontradas uma pequena quantidade de maconha e uma muda da mesma droga. 

Os dois foram presos durante uma ronda no bairro Capela de São Braz. O material foi encaminhado, junto com eles, à delegacia de Ouricuri.

jeohsah

Os Jogos Paralímpicos de Pernambuco chegam ao Agreste de Pernambuco para a última etapa regional da edição de 2018. Nesta quinta (14) e sexta-feira (15), os paratletas disputarão vagas na fase final que será disputada entre os dias 19 e 22 de julho no Parque Santos Dumont, no Recife.

São esperados cerca de 100 atletas nas competições de atletismo, bocha e futsal (DI) e os paratletas inscritos no tênis de mesa já estão classificados para a fase estadual. Todas as provas serão disputadas no estádio Joaquim de Brito e na quadra Poliesportiva do Sesi, em Pesqueira. A competição receberá atletas de Pesqueira, Caruaru, São Bento do Una e São Caetano.

A chegada dos Jogos Paralímpicos no Agreste é mais uma conquista do desporto paralímpico de Pernambuco e bastante comemorada pelo Secretário Executivo de Esportes Diego Pérez. “Já tivemos etapas em Recife e Petrolina e com a etapa de Pesqueira chegaremos a cerca de 600 atletas. Um número que comprova que nosso paradesporto é forte e faz o mais importante: promove a inclusão. Vamos seguir valorizando os paratletas e teremos uma grande festa esportiva quando reunirmos todos os classificados em julho, no Parque Santos Dumont”.

A competição em Pesqueira terá uma cerimônia de abertura em parceria com o município de Pesqueira no Estádio Joaquim de Brito, e haverá uma homenagem mais do que justa ao paratleta do Time PE Jeohsah Beserra, natural de Pesqueira e nosso representante no salto em altura (classe T44) nos Jogos Paralímpicos de 2016 no Rio de Janeiro.

Os professores de Ouricuri, no Sertão pernambucano, protestaram a frente da Prefeitura municipal. O motivo é o restante do reajuste que falta, os 3.81% que o prefeito Ricardo Ramos (PSDB) ficou de negociar em maio passado com o Sindsep para implantar esse restante e não fez.  

Ontem (12) ele enviou um projeto para Câmara Municipal e seria aprovado se os professores não estivessem lá, que era de 1% em junho, 1% em julho e 1.81% em dezembro sem o receber o retroativo, o que causou revolta não só dos professores como de toda a população de Ouricuri, que entende a necessidade de valorizar a categoria para garantir o futuro do município.