Cultura

Flagrante de uma exibição do Cine Sesi em Palmeiras dos Índios, em Alagoas / Chico Barros/Divulgação

A equipe do Cine Sesi, encabeçada pela múltipla Lina Rosa Vieira, curadora e idealizadora do projeto, começa nesta sexta-feira (31) uma nova temporada da ação que leva cinema para onde o povo está. Nesta 12ª temporada em terras pernambucanas, a 17ª da história do Cine Sesi, a caravana passa por 44 municípios. São quase seis meses na estrada – tirando apenas os dias de recesso, por causa das eleições e das festas de final de ano –, em duas rotas que cortam o Estado do Litoral ao Sertão, da Zona da Mata ao Agreste, levando na bagagem curtas e longas-metragens para uma população que há muito tempo – ou nunca mesmo – teve a experiência de ver um filme numa tela grande.

“No começo eu ia para todas as cidades, mas o projeto cresceu muito e hoje temos uma equipe muito preparada, com produtores culturais que acompanham cada sessão. Eu me sinto responsável porque muitas dessas sessões podem ser a única para aquelas pessoas. Meu sonho é que essas cidades possam ter salas permanentes. Afinal, são de 1, 5 a 3 mil pessoas que vão assistir aos filmes em praça pública. A iniciativa privada e o Estado precisam dialogar para ter as salas de cinema de volta, para que esse projeto não exista mais”, assevera Lina Rosa.

Nessa dúzia de anos, o Cine Sesi já passou por 117 cidades e atingiu um público estimado em 1 milhão de pessoas. Ao todo, o projeto já teve cerca de 5,2 milhões de espectadores em suas exibições ambulantes por 700 municípios de 12 Estados brasileiros. Esses números estratosféricos estão sempre aumentado a cada ano, tendo praças e pátios transformadas em cinema ao livre, com milhares de pessoas de olhos grudados na tela, rindo, se emocionando e comendo pipoca, sem pagarem nada, apenas tendo o esforço de sair de casa e se deixarem levar pelas escolhas de Lina Rosa, com títulos que levantam questões e abrem discussões positivas.

“Geralmente, escolho filmes brasileiros, mas este ano não encontrei uma animação nacional que se adequasse à curadoria. Pelo menos, foi dirigido por brasileiro. Mas os outros dois longas – Pequeno Segredo e O Filho Eterno – trazem questões que podem ser discutidas após a sessão e também em escolas. Em outra cidade, este filme motivou que um casal adotasse uma criança Down”, relembra a curadora, afirmando, ainda, que as sessões, ao ocupar espaços públicos, permitem a apropriação deles para reuniões e encontros. “Muitos desses espaços estão esquecidos e só são ocupados por manifestações religiosas e políticas. Levar cultura para esses lugares, por meio de filmes, propicia que essa população pense melhor sobre a política e a própria religião”, assegura.

NOVOS MUNICÍPIOS

As sessões começam por Ouricuri e Santa Terezinha, no Sertão, com a apresentação de três longas-metragens e três curtas, de hoje até domingo. Dos 44 municípios pernambucanos que vão receber a trupe do Cine Sesi, com sua tela de 70m², 15 deles são estreantes no projeto. São eles: Cedro, Cortês, Cumaru, Iguaraci, Itamaracá, Itambé, Itaquitinga, Jaqueira, Lagoa do Ouro, Macaparana, Machados, Maraial, Moreno, Sairé e São José da Coroa Grande.

“Em cada uma delas, um carro de som percorre as ruas convidando as pessoas. A experiência que o cinema traz para elas é de uma dimensão que não se compara nem de longe ao se assistir à TV. Dependendo do lugar e das circunstâncias, as sessões são inesquecíveis. Em Palmeiras do Índios, por exemplo, a estrutura foi montada em cima dos trilhos por onde passava o trem que levou o escritor Graciliano Ramos para o Rio”, recorda a idealizadora do Cine Sesi.

http://www.tvreplay.com.br/wp-content/uploads/2014/10/unnamed-214-670x631.jpg

Com o tema “A cultura e a literatura indígenas à luz do pensamento contemporâneo”, o Festival Internacional de Literatura Infantil de Garanhuns promove, nesta terça-feira (14), o seu primeiro Seminário Filig de Leituras deste ano. Serão disponibilizados, gratuitamente, 150 ingressos, que poderão ser retirados até o dia do evento. As inscrições podem ser realizadas pelo site da Sympla: https://bit.ly/2ve3BAX

“Entendemos que nosso papel vai além da criação de uma agenda literária. Nós buscamos é a formação continuada de público e, para isso, passamos pelas capacitações dos agentes que atuam nesse campo”, afirma John Alencar, gerente geral da Ferreira Costa, que realiza o projeto com a Proa Cultural. O tema do Seminário acompanha o escolhido para o trabalho desta edição do Festival, a cultura indígena em toda a sua diversidade de práticas e crenças, respeito à natureza, rituais religiosos e sua importância cultural, social e histórica. “Mais que falar sobre esse povo, vamos trazer integrantes de tribos para fazerem parte”, defende. 

A partir das 8h, o encontro vai reunir, no Salão Jaime Pincho, no Sesc da cidade, professores, mediadores de leitura e mestres da comunidade indígena para uma roda de conversa com a participação da escritora e pesquisadora catarinense Sueli Cagneti. Com um trabalho voltado para os estudos sobre a literatura infanto-juvenil, a professora e pesquisadora catarinense fez doutorado na Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutorado na Itália. Têm, ao todo, sete livros publicados, entre eles “Trilhas literárias indígenas”.  

O seminário será realizado em dois turnos: das 8h às 12h e das 14h às 16h. De manhã, haverá a palestra da escritora convidada, Sueli Cagneti, que vai discutir o tema do encontro, com mediação da professora Silvania Nubia Chagas. À tarde, será realizada a mesa “Cultura indígena – Um povo em forma de história na escola e na literatura”, com os professores Elisa Pankararu, da cidade de Tacaratu, no Sertão, e Expedito Fulni-ô, de Águas Belas, no Agreste, e mediação de Sueli. 

“Nas edições anteriores, conseguimos formar uma rede ampla de diálogo e formação, que envolvia profissionais de escolas municipais e doação de acervos para ampliar o acesso à leitura. Vamos dar sequência neste ano”, avalia a produtora executiva da Proa Cultural, Maria Chaves. O segundo Seminário Filig de Leituras está previsto para setembro, também no Sesc. 

Filig

A quarta edição do Festival Internacional de Literatura Infantil de Garanhuns terá seminários de formação para professores, bibliotecários e mediadores de leitura todos os meses, tendo culminância entre os dias 18 e 20 de outubro. Durante o período, o festival vai promover séries de atividades literárias gratuitas para família. O Filig é uma realização do Ministério da Cultura (MinC), por meio da Lei de Incentivo à Cultura, idealizado pela Proa Cultural e Ferreira Costa, com apoio da Prefeitura de Garanhuns, por meio da Secretaria de Educação Municipal, e do Serviço Social do Comércio (Sesc) Garanhuns. 

Serviço:

Seminário Filig de Leituras

Local: Salão Jaime Pincho, Sesc Garanhuns, Rua Manoel Clemente, 136, Centro

Data: 14 de julho

Horário: das 8h às 16h

Inscrição gratuita e online: https://bit.ly/2ve3BAX

O 11º Festival de Cinema de Triunfo, que inicia nesta segunda-feira (06) e vai até o dia 11 de agosto, trará profissionais e amantes do cinema a Triunfo, e neste ano de 2018, os homenageados desta edição são Ilva Niño e João Miguel. Ilva Niño, com uma carreira de quase 60 anos no Teatro, no cinema e na televisão

A atriz e professora Ilva Niño (foto acima) nasceu na cidade de Floresta, no Sertão pernambucano, no ano de 1934. Aos 22 anos, interpretou seu primeiro papel, como a esposa do padeiro, na primeira montagem do Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna. Na década de 1960, se envolveu com o Movimento de Cultura Popular (MCP), criado pelo então prefeito do Recife, Miguel Arraes. Após o golpe de 1964, se mudou para o Rio de Janeiro fugindo da repressão do novo regime imposto. Estreou na televisão e no cinema no ano de 1971, atuando na novela “Bandeira 2”, de Dias Gomes e participou dos filmes “André, a cara e a coragem” e “Como ganhar na loteria sem perder a esportiva”.

No ano de 1985, interpretou Dóris, no longa-metragem “A Ópera do Malandro”, adaptação da peça musical homônima de Chico Buarque de Hollanda. Ao longo da carreira, a atriz participou de quase 50 novelas e 20 filmes, além de diversas peças teatrais. Em novembro, a atriz irá comemorar 84 anos e mantendo sua carreira na ativa. Recentemente, ela participou da novela “O Outro Lado do Paraíso” e do Filme “Minha mãe é uma peça 2”.

Ilva Niño também é professora de Teatro na EPSJV-FIOCRUZ e em 2003 fundou a casa “Niño das Artes Luís Mendonça” em homenagem ao seu falecido marido.

João Miguel (foto), nascido em Salvador, em 1970, deu início à sua carreira de ator aos 9 anos, no programa de televisão “Bombom Show”, de Nonato Freire. Em 1985, aos 15 anos, estreou como ator principal na peça “A viagem de um Barquinho”, com direção de Petinha Barreto.

Entre 1990 e 1996 João Miguel foi integrante do Grupo Piolim (João Pessoa), onde atuou como produtor do espetáculo “Vau da Sarapalha”, e onde iniciou as apresentações como Palhaço Magal. Ainda como Magal, apresentou-se também com o Circo Picolino em hospitais públicos, favelas e ruas de Salvador e do interior da Bahia. Com mais de trinta anos de carreira, já participou de inúmeros filmes, espetáculos teatrais, minisséries e novelas.

João Miguel já recebeu mais de vinte prêmios ao longo de sua carreira, sendo que seis destes foram como melhor ator, interpretando Ranulpho no filme “Cinema, Aspirinas e Urubus”, dirigido por Marcelo Gomes. Atualmente, interpreta Ezequiel, protagonista da série 3% da Netflix.

https://www.sescpe.org.br/wp-content/uploads/2016/07/FOTO-DE-Fernando-Pereira-OUTUBRO-Petrolina-Circuito-Sesc-do-Cinema-Pernambucano-1-1024x712.jpg

Uma programação especial foi montada pelo projeto Cine Sesc para o mês de agosto. Dois filmes de diretores japoneses ganham a telinha do Theatro Cinema Guarany, em Triunfo, no Sertão pernambucano. A primeira apresentação acontece nesta quinta-feira (02) e as seguintes nos dias 16, 23 e 30 deste mês. O público poderá se divertir gratuitamente com “O Castelo no Céu”, sempre às 15h, e “Nossa Irmã mais nova”, às 19h30. 

A animação japonesa “O Castelo no Céu”, dirigida por Hayao Miyazaki, traz a história de Pazu, um aprendiz de engenheiro, que conhece Sheeta, uma jovem garota dona de um colar de brilhante. Ambos estão à procura do legendário castelo flutuante.  E é assim que começa a aventura com piratas, agentes secretos e obstáculos que tentem a esconder o resgate desse colar. A classificação indicativa é 12 anos.  

Já o drama “Nossa Irmã mais nova” é do diretor Hirokazu Kore-eda, que tem predileção especial por questões familiares. O enredo apresenta as irmãs Sachi Yoshino e Chika. Elas vivem juntas em uma casa que pertence à família há tempos. Apesar de não verem o pai há 15 anos, resolvem ir ao enterro dele.  Lá conhecem a meia-irmã Suzu Asano. A classificação indicativa é para maiores de 10 anos.

Até a sexta-feira desta semana, o Centro Cultural dos Correios, que fica na Av. Marquês de Olinda, 262, Bairro do Recife, recebe o 1º Encontro Nordestino de Violonistas, organizado pelo Quarteto de Violões Tapioca de Shark. A partir das 19h, são apresentados recitais que passam por diversos estilos, passando pela música erudita, popular e de câmara.

O evento homenageia o músico Antônio Madureira, um dos principais nomes do Movimento Armorial, integrando o Quinteto Armorial. Entre as atrações estão: Djalma Marques, Lucas Oliveira, Mirael Lima, Aristide Rosa,  Guilherme Calvazara, Quinteto de Bandolins do Recife, Duo Soma, além do próprio Quarteto de Violão Tapioca de Shark.

Cada recital terá uma hora de duração e a entrada é gratuita. O evento ainda conta com mesas-redondas e masterclasses durante a tarde. 

http://cinemadafundacao.com.br/wp-content/uploads/2018/03/STILL-06-728x300.png

Depois de uma temporada de exibição em cinemas do Recife, São Paulo, Rio e outras capitais brasileiras – além de várias cidades do Sertão Pernambucano –, em março passado, o documentário O Silêncio da Noite é que Tem Sido Testemunha das Minhas Amarguras, de Petrônio Lorena, está de volta ao Cinema São Luiz a partir de hoje.

Quem perdeu na época não pode deixar esta oportunidade de vê-lo na tela grande e ouvi-lo em alto e bom som. Afinal, a palavra nunca foi tão bem tratada quanto neste respeitoso e bem humorado retrato dos poetas e da poesia oral do Sertão do Pajeú.

Muito se tem falado, mas sem se chegar a um consenso, como é que a essa região – especialmente as cidades de São José do Egito, em Pernambuco, e Ouro Velho, na Paraíba – foi tão agraciada com esse pendor para a poesia falada e cantada. Pode ser homem e mulher, não importa: como comprova o longo poema que dado título ao documentário, da lavra da poetisa Severina Branca, um ex-prostituta que ainda hoje venerada por todos que escrevem poesia em São José do Egito (ou seja, todo mundo). 

O filme reverencia principalmente o poeta Lourival Batista (Louro do Pajeú), que aparece em imagens de arquivo. Além dele e de Severina Branca, poetas de ontem de hoje da região participam do documentário, como Jorge Filó, João Badalo, Antônio Marinho, Ésio Rafael, Zé Rocha, Greg Marinho, Nõe de Job, Expedito Vaqueiro, Lamartine Passos, Job Patriota e Didi Patriota, entre outros, como também Zé de Cazuza, que é uma espécie de memória viva da poesia de São José do Egito.

A edição de julho do Projeto Quinta Cultural promove, nesta quinta-feira (26), o espetáculo teatral “Espavento”, encenado pelo Grupo Teatro de Retalhos. O grupo é da cidade de Arcoverde e se dedica à pesquisa, montagem e circulação de espetáculos de forma independente.

O espetáculo que a companhia traz a Afogados da Ingazeira é resultado do desenvolvimento de pesquisas sobre a linguagem da arte de ser palhaço. Na peça, os palhaços vão assistir a um espetáculo de teatro, mas chegando lá, descobrem que a atração principal não apareceu. Agora eles terão a grande chance de estrear no circo. “Espavento” é construído a partir de jogos de improviso e traz números que fazem referência à tradição circense: corda bamba, mágica, malabares e acrobacias.

A Quinta Cultural acontece na próxima quinta-feira (26), a partir das 20h, na Praça Monsenhor Alfredo de Arruda Câmara, em frente à Catedral Senhor Bom Jesus dos Remédios.

Cristina Amaral aprendeu a cantar tendo Gal Costa como inspiração. / Foto: Guga Matos/JC Imagem

Que Cristina Amaral é o próprio forró todo mundo sabe. A música composta por Petrúcio Amorim virou a identidade desta cantora de 56 anos, natural de Sertânia, no Sertão de Pernambuco. Comemorando 35 anos de uma carreira de sucesso, Antônia Cristina Amaral Silva já rompeu fronteiras do Brasil e do mundo levando a força desse gênero nordestino nos palcos afora. Mas na noite desta segunda-feira (23), no Festival de Inverno de Garanhuns, a artista mostrará sua veia mais romântica no show Para Núbia, com Amor, às 21h, entoando os sucessos da saudosa Núbia Lafayette, além de lançar simbolicamente o disco deste concerto em plena Noite da Seresta no Palco Mestre Dominguinhos.

O gosto pelo romantismo, porém, não é uma novidade para Cristina Amaral. “Sou muito fã de Gal Costa desde adolescente. Apaixonada mesmo. Ela não sabe, mas aprendi a cantar com ela”, confessa. A facilidade que ela tem de passear por vários ritmos veio ainda no início da carreira, quando cantava nos bailes da vida com a Orquestra Marajoara, de Sertânia, e tempos depois, na banda Os Tropicais, com o cantor Flávio José. “Não tem escola melhor do que o baile. Eu cantei tudo: Elis Regina, Zizi Possi, Elba Ramalho, Alcione, Gal, cantava samba, frevo, cantava tudo”, relembra.

Um pouco dessa versatilidade pode ser visto no mais recente CD e DVD independente Minha Voz, Minha Vida (2018), gravado ao vivo no Parque Dona Lindu e lançado em maio. Na obra, ela repassa essa história ao lado de vários convidados especiais.

Além disso, Cristina acabou de regressar de uma turnê pela Europa com data para voltar. Em janeiro, ela se apresenta no Psil Festival, na Alemanha. Até lá, ela segue tocando seus projetos musicais e sociais, como a campanha Sertânia Sem Fome, em que realiza shows beneficentes para crianças carentes de sua cidade natal.

CELEBRAÇÃO

Diante de tanto trabalho em 35 anos, nos palcos e fora dele, ver Cristina Amaral amanhã à noite no FIG é uma celebração ao seu talento. E é assim que ela deseja ser lembrada na posteridade. “Acho que eu deixo um legado, uma história na música, na cultura pernambucana e nordestina. Eu quero continuar na vida das pessoas como referência, pois tudo que fiz foi com muita dedicação e amor”, conclui emocionada.

http://ecopassaporte.com/pe/wp-content/uploads/sites/2/2013/03/carmo.jpg

Uma multidão de fiéis vai hoje às ruas do Centro do Recife para celebrar o dia de Nossa Senhora do Carmo, padroeira da capital pernambucana. A procissão que homenageia a santa acontece a partir das 17h e encerra a 322ª Festa do Carmo, iniciada no dia 6 de julho. Ontem, durante o último domingo de festa, a Basílica de Nossa Senhora do Carmo, localizada no bairro de Santo Antônio, área Central da cidade, ficou lotada de fiéis. As missas da véspera aconteceram de hora em hora, das 7h às 16h. 

Hoje o andor com a imagem de Nossa Senhora do Carmo deixa a Igreja da Ordem Terceira, localizada ao lado da basílica que homenageia a santa, logo após a tradicional missa campal, que está marcada para as 16h e será celebrada pelo arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido. A procissão percorrerá as avenidas Nossa Senhora do Carmo e Martins de Barros, passando pela Praça da República, Rua do Sol, Avenida Guararapes e Avenida Dantas Barreto, e retornando à igreja.

Para os fiéis, a programação começa cedo. Isso porque no dia dedicado à santa, a igreja abre as portas às 4h30. A primeira celebração acontece às 5h, na basílica. As missas no claustro do convento começam às 5h30. Às 10h, dom Limacêdo Antônio da Silva, bispo auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife, celebrará sua primeira missa na Basílica do Carmo. Ele assumiu a posição no último dia 30 de julho. Ao todo, cerca de 400 mil pessoas são esperadas durante os 11 dias da Festa do Carmo.

BÊNÇÃO

Aos 66 anos, Maria Izabel da Silva, é devota da santa há mais de meio século. Nunca perde um dia sequer de festa. Tanto amor por Nossa Senhora do Carmo tem explicação: a aposentada já alcançou inúmeras graças se apegando à santa em oração. “Há oito anos, me operei do coração. Os médicos me desenganaram, mas tudo deu certo e passei só quatro dias internada no hospital. Isso porque rezei e pedi muito a ela”, conta. 

A professora Adelma Cristina do Nascimento, 45, é devota de Nossa Senhora Aparecida, mas tem um carinho especial por Nossa Senhora do Carmo. “A maior graça que alcancei pedindo a ela foi a vida do meu filho. Tenho mioma há muitos anos e ele nasceu completamente saudável”, conta.

HISTÓRIA

A Ordem do Carmo chegou ao Brasil em 1580. No Recife, os carmelitas se estabeleceram mais de cem anos depois, quando, em 1665, o Convento a Igreja do Carmo do Recife começaram a ser construídos. Em 1687, o Palácio da Boa Vista, erguido por Maurício de Nassau, foi doado à Ordem e integrado ao complexo da Basílica e do Convento. As obras só foram concluídas em 1767. Nossa Senhora do Carmo foi declarada padroeira secundária do Recife em 1909 e a igreja que leva o seu nome acabou elevada pelo Papa Bento XV à condição de basílica oito anos depois, em 1917.

A imagem da santa levada durante a procissão passa o resto do ano na sacristia. Reitor da basílica, o frei Rosenildo Alexandre informou que se estuda a possibilidade de exibi-la na igreja pelo menos uma vez por mês.

O Cangaço se configura como um dos fenômenos mais intrigantes da história do povo nordestino. Com duração de quase 80 anos, teve no Sertão do Pajeú um de seus principais cenários. Esse é o tema central da obra “Lampião e o Sertão do Pajeú”, do pesquisador e escritor, Anildomá Willans de Souza, que vai ser lançada no próximo sábado, dia 14 de julho, às 15h, no Museu Cais do Sertão, no Recife Antigo.

O evento vai ser marcado por uma verdadeira tarde do Cangaço. Na ocasião irão acontecer a exibição do curta metragem “Lampião e o Fogo da Serra Grande”, e uma roda de conversa com o escritor e pesquisador Anildomá Willians de Souza. Para fechar à tarde, haverá a apresentação do grupo de Xaxado Cabras de Lampião.

O livro “A obra Lampião e o Sertão do Pajeú”, trás a saga do Rei do Cangaço dentro de um território ou espaço geográfico – o Sertão do Pajeú – e de um período do tempo, que inicia quando ele foi empurrado para o cangaço, a partir da morte do seu pai, em 1920, até sua travessia do Rio São Francisco, quando deixou pra trás o sertão pernambucano, em 1928, instalando seu reinado na Bahia e em Sergipe.

O autor foi buscar depoimentos de ex-cangaceiros e ex-volantes, além de declarações de pessoas que testemunharam algum fato ou passagens de Lampião e seus cangaceiros, narra as cidades, vilas e fazendas que foram invadidas ou visitadas pelo bando, os memoráveis tiroteios, seus protetores, que forneciam armas e munições, matérias de jornais da época noticiando as peripécias do distante sertão, Boletins de Ocorrências e telegramas trocados entre os comandantes de polícia do interior e as autoridades da capital dando notícias dos movimentos dos cangaceiros. O livro tem 210 páginas, com muitas histórias e emoções.

Para o pesquisador e autor, Anildomá Willans, o livro “Lampião e o Sertão do Pajeú” preenche uma importante lacuna na extensa bibliografia lampiônica. “É um pedaço de Lampião que está sendo resgatado. O Pajeú dos homens bravos, da poesia dos repentistas, dos cantadores, das belas mulheres, do rio mágico que aguça inspiração universal, e é também referência na construção mitológica: do menino Virgolino ao Capitão Lampião”, declara Anildomá.

O livro “Lampião e o Sertão do Pajeú” pode ser adquirido no Museu do Cangaço (Vila Ferroviária – antiga estação de trem, S/N – São Cristóvão, Serra Talhada); na Casa da Cultura de Serra (Praça Sérgio, São Cristóvão, s/n, Centro), como também através dos números: (87) 3831 3860 e (87) 99918 5533, ou pelo e-mail: lampiaoeosertaodopajeu@gmail.com.

O autor

Anildomá Willans de Souza nasceu e se criou no Sertão do Pajeú. Seu trabalho de pesquisa tem a precisão e a delicadeza que somente alguém nascido nas mesmas ribeiras do Rei do Cangaço teria para contar. Inclusive, a forma de “contar a história” é uma singularidade do autor, permitindo ao leitor sentir o cheiro do mato, o calor sertanejo, como se estivesse ali, no meio dos cangaceiros, testemunhando o fato histórico.

A banda Vintage Pepper é uma das atrações do evento

Triunfo, no Sertão do Pajeú, vai ser cenário para a primeira edição do Festival de Jazz e Blues, que promete reunir toda a turma que curte música no icônico Cine Theatro Guarany, nos dias 13 e 14 de julho. Na programação, Urbanoids Rock Band, Vintage Pepper, AllyCats, Jefferson Gonçalves e Uptown Band. A produção leva a assinatura da Fliporto Editora, de Eduardo Côrtes, em parceria com Giovani Papaléo. E o melhor de tudo: a entrada é gratuita. Serão disponibilizados os 200 lugares do teatro. É bom chegar cedo para garantir a vaga.

PROGRAMAÇÃO

Sexta, 13 julho

19h | Abertura Oficial
19h30 | Urbanoids Rock Band
21h | Vintage Pepper

Sábado, 14 julho

19h30 | AllyCats
21h | Jefferson Gonçalves & Uptown Band 

A festa de São João é um dos períodos mais aguardados no estado. Comida de milho, fogueiras, bandeirinhas e fogos de artifício são algumas das características que marcam a época mais animada da região. Mas o bom e velho forró é que domina as cidades. Pelo interior, as decorações típicas da temporada, repletas de originalidade, chamam atenção. Festivais gastronômicos, polos culturais, quadrilhas e shows com atrações locais e nacionais tornam o mês de junho um grande espetáculo. 

Caruaru, Petrolina e Arcoverde estão entre os destinos mais solicitados pelos turistas e conterrâneos, rendendo um crescimento de 100% na ocupação hoteleira, segundo dados divulgados pela Secretaria de Turismo de Pernambuco.  Wesley Safadão, Xand Avião, Matheus e Kauan, Marília Mendonça, Dorgival Dantas são apenas alguns nomes que subirão aos palcos do agreste pernambucano. Confira a lista com as programações em destinos próximos ao Recife: 

São João de Caruaru

Considerado o maior São João do Mundo, a festa anima o Agreste durante todo o mês de junho, sendo um dos melhores e mais procurados destinos do São João em Pernambuco. Sua tradição de nível nacional é responsável por reunir a maior quantidade de turistas durante os 31 dias de festejos, com muito forró, decoração especial, quadrilhas, palhoção, comidas típicas e comidas gigantes. Este ano, as atrações se apresentarão na Estação Ferroviária, Pátio de Eventos Luiz Gonzaga, Alto do Moura, Polo Azulão, e em outras localidades. Entre os nomes nacionais escalados para cantar no palco principal estão Luan Santana, Geraldo Azevedo, Elba Ramalho, Gabriel Diniz, Alok, Forró do Muído, Michel Teló, Lucy Alves, Maira e Maraísa, Wesley Safadão, Fulô de Mandacaru e muito mais. Confira a programação completa aqui.

São João de Limoeiro

A 81km do Recife, cerca de 1h17 de carro, o São João de Limoeiro é uma das opções de destinos para curtir as festividades juninas. O evento acontece entre os dias 23 e 29 de junho, no Parque de Exposição da cidade. Além de apresentar atrações a nível nacional, como Wesley Safadão, Leo Santana, Gusttavo Lima, Bell Marques e Dorgival Dantas, sua programação é conhecida por referenciar o tradicional forró pé-de-serra, com palhoção de mais de 120m, montado na Rua da Alegria. O local conta com polos dedicados a ciranda e coco, cativando o público com sua típica estrutura junina. Confira a programação completa clicando aqui.

São João de Gravatá

Quem quiser dançar forró no frio da serra, poderá pegar a estrada para Gravatá. Localizada há 79km do Recife, cerca de 1h15 de carro, a cidade está com diversas atrações durante o mês de junho. Além dos tradicionais shows que acontecem no Pátio de Eventos Chucre Mussa Zarzar, entre os dias 15 e 28 deste mês, com passagem de artistas como Zezé di Camargo e Luciano, Leonardo, Michel Teló, Marcia Fellipe, Petrúcio Amorim, e Bell Marques, o local contará com quadrilhas juninas, comidas típicas e forró pé de serra. Suas ruas estão repletas de bandeiras e balões, sinalizando o caminho para os polos atrativos do Mercado Cultural, Cidade Cenográfica e da Sanfona, os dois últimos montados na Avenida Joaquim Didier. Outra novidade deste ano é o camarote da acessibilidade, local reservado exclusivamente para pessoas portadoras de deficiências. As inscrições podem ser feitas antecipadamente através da Secretaria de Assistência Social. Confira a programação completa aqui

São João de Petrolina

Também conhecido como o São João do Vale, a festa reúne diversos ritmos como o axé, arrocha, sertanejo universitário e o forró. Localizada a 706km do Recife, cerca de 9h de carro, Petrolina é uma das opções para quem quiser curtir uma programação mais eclética, entre os dias 15 e 23 de junho. Nomes como Gusttavo Lima, Henrique e Juliano, Wesley Safadão, Luan Santana, Marília Mendonça, Simone e Simaria, Aviões, Maiara e Maraísa e Dorgival Dantas estão de passagem marcada para subirem ao palco do Pátio de Eventos Ana das Carrancas. Além das atrações nacionais, a cidade contará com o São João dos Bairros, realizado nos finais de semana, em diversos bairros da região, apresentando bandas locais. Confira todas as atrações aqui.

São João de Campina Grande

Considerado um dos maiores festejos juninos do país, o São João de Campina Grande, localizado a 199km do Recife, cerca de três horas de carro, promete uma edição repleta de atrações e novidades. A festa realizada na Praça do Povo promete reunir cerca de 2 milhões de pessoas, oferecendo 124 barracas, 50 quiosques e 15 restaurantes. Entre os artistas escalados para animar o público estão Wesley Safadão, Santanna, Elba Ramalho, Padre Fábio de Melo e Xand Avião. Ao todo, serão 31 noites de música, mas caso a seleção brasileira ganhe a Copa do Mundo, a prefeitura da cidade prometeu dar mais um dia de evento para comemorar. Confira a programação completa aqui.

São João de Vitória de Santo Antão

Localizado a 45km do Recife, cerca de 45 minutos de carro, o São João de Vitória de Santo Antão é uma das opções mais próximas da capital pernambucana para aqueles que quiserem curtir o clima junino. Neste ano, a cidade oferecerá quatro dias de festa, realizadas nos finais de semana de 23 e 24 e 28 e 29 de junho. No palco, situado no Pátio de Eventos Otoni Rodrigues, passarão nomes como Matheus e Kauan, Xand Aviões, Geraldinho Lins, Jonas Esticado e mais. Além das atrações nacionais, o evento contará com outros polos festivos, incluindo artistas locais. Confira a programação completa aqui.

São João de Arcoverde

Conhecida como a Capital do São João, a cidade de Arcoverde está localizada há 248km do Recife, cerca de 3h25 de carro. Suas festas juninas são marcadas pela animação, atrações e comidas típicas que reúnem milhares de pessoas. Este ano, o evento terá inicio no dia 22 de junho, apresentando a Quadrilha Junina Portal do Sertão. Nomes como Marília Mendonça, Flávio Leandro, Maciel Melo, Jorge de Altinho, Mano Walter, Alceu Valença e Avine Vinny Polo Multicultural, estão convocados para se apresentar no Polo Multicultural, na Praça da Bandeira. Confira a programação completa aqui.

São João de Serra Negra

Realizado em Bezerros, a 101km do Recife, cerca de 1h18 de carro, o São João de Serra Negra está entre os locais mais procurados para curtir o período junino. Durante os dias de festa, a cidade fica repleta de bandeirinhas e fogueiras para celebrar os festejos em grande estilo. Este ano, o evento será iniciado no dia 16, estendendo até 1º de julho. Os visitantes poderão aproveitar shows de Geraldinho Lins, Almir Rouche, Capim com Mel, Asa Branca, entre outros, relembrando as origens nordestinas em meio ao forró pé de serra. Confira a programação completa aqui.

São João de Patos

No interior da Paraíba, há cerca de 5h42 de carro do Recife, o São João de Patos é uma das festas mais comentadas e aguardadas pelo público. Sua programação é famosa por apresentar grandes nomes da música nacional, além dos polos culturais que demonstram a originalidade do São João do Nordeste. Este ano, o público que for conferir os festejos de 19 a 24 de junho poderá curtir shows de Wesley Safadão, Xand Avião, Jorge e Mateus, Gabriel Diniz, Xand Avião, Dorgival Dantas, Gusttavo Lima, entre outros. Confira a programação completa aqui.

São João de Carpina  

A 45 km do Recife, cerca de 45 minutos de carro, a cidade de Carpina também está com uma programação especial para os dias de São João. A prefeitura local contratou Wesley Safadão, Matheus e Kauan, Dorgival Dantas, entre outros, para comandar o palco das festas que acontecerão entre os dias 20 e 27 de junho. Confira a programação completa aqui.

http://www.clubedolivrogratis.com.br/assets/images/tema/logo.png

De 11 a 16 de junho, o músico, escritor e contador de histórias Vinicius Viramundos estará em escolas de Triunfo e de Santa Cruz da Baixa Verde, para conversar com estudantes. A atividade integra a programação do Clube do Livro, projeto realizado pelo Sesc que tem como objetivo estimular a leitura e ampliar o acesso ao universo literário, aproximando leitores e escritores por meio de conversas e trocas de experiências. 

A programação terá início nesta segunda-feira (11), às 10h, no Centro Educacional Eduardo Campos. Na terça-feira (12), também no mesmo horário, é a vez da Escola Mínima Belizário receber o escritor.  Na quarta-feira (13), às 8h, os estudantes da Escola Francisca Flor, em Santa Cruz da Baixa Verde, terão a oportunidade de conversar com Viramundos. Quinta-feira (14), o projeto retorna a Triunfo, dessa vez na Escola Crescer, às 8h, e Nova Geração, às 10h. A Escola João Luiz de Carvalho receberá o projeto na sexta-feira (15). No sábado, acontecerá contação de histórias na Biblioteca Pública Professora Marli Ferreira Diniz.

Vinicius Viramundos é músico, violeiro, contador de histórias, cofundador da Biblioteca Multicultural Nascedouro, integrante do CIA Palavras Andarilhas e autor dos livros “Quando o Rato Roeu a Roupa do Rei de Roma” (2013), “O Trem Ascenso” (2016), “Pedro Pereira Pinto” (2016), “Toca o Ramungango” (2017), “A Lenda do Rio Abaixo, Rio Acima” (2017), todos publicados pela Editora Prazer de Ler, além de uma edição própria com “Zé e a Caveira” (2016).

Sesc

O Serviço Social do Comércio (Sesc) foi criado em 1946. Em Pernambuco, iniciou suas atividades em 1947. Oferece para os funcionários do comércio de bens, serviços e turismo, bem como para o público geral, a preços módicos ou gratuitamente, atividades nas áreas de educação, saúde, cultura, recreação, esporte, turismo e assistência social. Atualmente, existem 19 unidades do Sesc do Litoral ao Sertão do estado, incluindo dois hotéis, em Garanhuns e Triunfo. Essas unidades dispõem de escolas, equipamentos culturais (como teatros e galerias de arte), restaurantes, academias, quadras poliesportivas, campos de futebol, entre outros espaços e projetos. Para conhecer cada unidade, os projetos ou acessar a programação do mês do Sesc em Pernambuco, basta acessar www.sescpe.org.br.

Serviço: Clube do Livro

De 11 a 16 de junho

Local: Triunfo e Santa Cruz da Baixa Verde

Acesso gratuito

Informações: (87) 3846-1341

Mais de 400 atrações fazem parte do São João 2018 / Foto: divulgação/Arnaldo Félix/Prefeitura de Caruaru

A prefeita de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, Raquel Lyra, decidiu nessa quarta-feira (30) manter a abertura oficial do São João 2018 para o próximo sábado (2). A festa começa a partir das 19h na Estação Ferroviária e a partir das 20h começam os shows no Pátio de Eventos Luiz Gonzaga, com apresentações da Orquestra de Pífanos do Maestro Mozart Vieira, Elba Ramalho, Fulô de Mandacaru e Jonas Esticado.

A decisão veio após reuniões do comitê de gestão de crise, montado por causa da greve dos caminhoneiros, que chegou ao fim com a normalização dos serviços na cidade. Cidade que compete com Caruaru no título de Maior São João do Mundo, Campina Grande (PB) adiou o início dos festejos juninos para a próxima semana, dia 8 de junho. “A gente gera economia, gera emprego, gera renda, gira a economia e eu tenho certeza de que esse São João com tudo isso que aconteceu vai ser ainda mais bonito porque a gente está dando a oportunidade de a cidade respirar novamente”, afirma a prefeita Raquel Lyra.

Na sexta-feira (1º) já acontece uma prévia da festa com apresentações nos polos da Estação e no Sítio Pau Santo, na zona rural, que recebe o São João na Roça. Os artistas Wesley Safadão, Alok, Gabriel Diniz, Flávio José, Michel Teló, Azulão e Azulinho e Cordel do Fogo Encantado estão entre as mais de 400 atrações do festejo junino, que, este ano, deve atrair um público de 2,5 milhões de pessoas. O São João vai até o dia 30 de junho.