Cultura

Marco Zero do Recife é palco da abertura do carnaval — Foto: Reprodução/TV Globo

Não houve chuva que conseguisse minguar os ânimos de quem esteve presente no Marco Zero, no Bairro do Recife, na área central da cidade, na sexta-feira (1°). Em uma noite embalada por frevo e samba, a abertura oficial do carnaval na capital pernambucana também fez unir, no mesmo palco, a embolada de Caju e Castanha, o funk de MC Bruninho, o brega de Michelle Melo e o maracatu do grupo Voz Nagô.

Destacando a importância do respeito e da inclusão, o espetáculo “O Carnaval de Todo Mundo” deu início à festa de Momo no Recife, animando os foliões com a união de diversos ritmos musicais. Homenageados do carnaval recifense em 2019, os sambistas Gerlane Lops e Belo Xis se apresentaram juntamente com mais 18 convidados.

A música “Frevo Mulher”, cantada por Gerlane ao lado de Gustavo Travassos, levou o público ao delírio. O mesmo aconteceu quando Nena Queiroga subiu ao palco, trazendo clássicos da folia, como “Ai que calor” e “Banho de cheiro”, e dando vez ao passinho.

Ela encerrou sua apresentação valorizando a força e empoderamento feminino na sociedade cantando “Maria, Maria”, de Milton Nascimento.

Entre os foliões, teve gente que largou a festa “na porta de casa” para vir curtir o carnaval recifense. É o caso do carioca Luciano Melo, de 41 anos, que abre mão do carnaval do Rio de Janeiro para vivenciar o frevo pernambucano há nove anos.

“O carnaval do Rio de Janeiro é conhecido, mas não dá para comparar com o daqui. A sensação é muito diferente”, afirma.

José Luís, de 32 anos, veio de mais longe. Natural de Málaga, na Espanha, teve a oportunidade de conhecer o Recife pela primeira vez.

“Lá não tem uma festa parecida com essa, então, durante esse período, eu só ficava em casa. Resolvi dar uma chance e estou gostando bastante”, conta.

A chuva também não perdeu a festa e, ao menos em três oportunidades, fez dezenas de foliões correrem para o local coberto mais próximo. Mas Iracilda Conceição, 65 anos, nem cogitou tomar a mesma atitude.

“Para quê correr de chuva? É festa, é carnaval. Tem que se molhar mesmo, curtir. Vou ficar dançando meu frevo e chuva nenhuma vai me tirar daqui”, diz, divertindo-se ao som dos vários artistas que passaram pelo palco, como Maestro Forró, Péricles e Almir Rouche. Com informações do G1/PE.

Festival no Carnaval do Recife tem música pop, jazz e brega-funk

Por João Valadares/Folhapress

Na beira do rio Capibaribe, a menos de um quilômetro do principal foco da folia no Recife, o festival de música independente Rec-Beat traz para o Carnaval uma sonoridade diferente do frevo.

Em sua 24º edição, o evento tem Pabllo Vittar como principal atração. A cantora encerra a noite de domingo (03).

A programação durante os quatro dias do Carnaval tem início sempre às 19h30, no Cais da Alfândega, com apresentação de um DJ convidado.

Entre os destaques da grade do festival, estão o pianista pernambucano Amaro Freitas, que desponta no cenário internacional do jazz, e o rapper Edgar, da cidade de Guarulhos. O paulista apresenta ao Recife o disco Ultrassom, bastante elogiado pela crítica especializada.

A noite do sábado (02) será fechada por Shevchenko e Elloco, representantes do brega-funk recifense. Antes, quem sobe ao palco é duo Radiola Serra Alta, do sertão de Pernambuco.

“Fomos o primeiro festival a abrir este canal. O brega-funk tem muita força aqui no Recife”, explica Antonio Gutierrez, idealizador do Rec-Beat.

Na noite de segunda (04), o destaque é a banda olindense Eddie, que celebra os 30 anos de carreira com um show cheio de hits.

“Temos um palco plural, sempre com um olhar atento a novidades, no entanto, sem esquecer a tradição da origem no manguebeat”, diz Gutierrez.

O Rec-Beat conta ainda com artistas da Argentina, Marrocos, Canadá, EUA e Inglaterra.

Na última noite, após o show da canadense AfrotoniX, o evento abre espaço para a festa pernambucana Terça do Vinil, comandada pelo DJ 440, com um set recheado de músicas latinas.

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Um time de gigantes se reuniu na tarde desta quarta-feira (27), no Cais do Sertão, Recife Antigo, para recepcionar o primeiro boneco carnavalesco do Brasil, no seu centésimo aniversário. Zé Pereira chegou acompanhado da esposa Vitalina, de catamarã, no ancoradouro do museu. Os dois viajaram cerca de 500 quilômetros de Belém do São Francisco, no Sertão do Estado, até o Recife, para conhecer o Carnaval da capital pernambucana e a tradição dos bonecos da cidade irmã, Olinda. 

“Existe uma expressão muito forte do Carnaval em Pernambuco que é a figura do boneco gigante. O primeiro deles surgiu em um município pequeno. No ano do seu centenário, entendemos como importante exaltar a nossa cultura trazendo-o para cá. Assim, Zé Pereira vai brincar o Carnaval do Recife e ser homenageado por seus descendentes, os bonecos de Olinda. Estamos fazendo a ligação entre as tradições do Carnaval do nosso Sertão e a beleza da festa na Região Metropolitana”, destacou o secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco, Rodrigo Novaes.

Natural de Belém do São Francisco, a aposentada Ivana Caribé, 54 anos, estava no Recife e não perdeu a oportunidade de ver novamente os bonecos da sua terra. “Todos os anos acompanhamos a saída de Zé Pereira. Na nossa cidade, ele é presença confirmada com sua banda em todos os eventos do município. É uma emoção e um reconhecimento muito grande ter o nosso boneco, o primeiro do Brasil, aqui no Carnaval do Recife. Então, viemos prestigiar”, comemorou. A funcionária pública Andreia Campos, 39, levou a filha Luisa, 6, para ver os bonecos. “É nossa cultura que está sendo mostrada aqui. Ela gosta muito”.

Além dos 25 gigantes, o casal foi recebido por caiporas, caretas, papangus, caboclos de lança e passistas de frevo. Após o encontro, Zé Pereira e Vitelina se juntaram aos demais bonecos em um cortejo pelas ruas do Bairro do Recife, que terminou na Praça do Arsenal.

Por Naldinho Rodrigues*

Hoje vamos lembrar de Altemar Dutra de Oliveira, o Trovado Altemar Dutra, que nasceu em 6 de outubro de 1940 na cidade de Aymoré, estado das Minas Gerais e faleceu em 1983, aos 43 anos quando apresentava um show para a comunidade latino-americana, no clube noturno El Continente, em Nova Iorque, de derrame cerebral.

Foi casado com a cantora Marta Mendonça de 1965 a 1983, tendo dois filhos, Deusa Dutra e Altemar Dutra Jr. este também seguiu carreira de cantor, como o pai.

Altemar Dutra gravou seu primeiro disco (Saudade que vem e Somente uma vez), compacto simples de vinil, e em 1963 foi levado por Jair Amorim para o programa ‘Boleros da Noite’, na Rádio Nacional, e no mesmo ano foi contratado pela gravadora Odeon. Logo atingiu os primeiros lugares nas paradas de sucesso com a música: Tudo de Mim.

Em 1964 gravou num só disco, os grandes sucessos: ‘Que queres tu de mim, Sentimental demais, O trovador e Somos iguais’. Destacou-se também na América Latina, fazendo apresentações em vários países. Gravando um disco (LP) com o título ‘El bolero se canta así’, com suas versões em espanhol, chegou a vender mais de 500 mil cópias, tornou-se um dos mais populares cantores estrangeiros nos Estados Unidos.

Boa parte de suas canções que atingiram o sucesso, são de autorias de Jair Amorim e Evaldo Gouveia.

Altemar Dutra, O Trovador das Américas, o Rei do Bolero, lançou mais de 20 de discos e tocou o coração de muitos românticos.

Altemar ficou imortalizado na música popular. Esteve por várias vezes aqui em Afogados da Ingazeira, fazendo shows e visitando o seu eterno parceiro de farras, José Eurico Sazone, conhecido por Zé Preguiça, primeiro proprietário da Pousada Brotas.

Altemar Dutra antes de morrer, falou a seguinte frase: a música que eu gostaria de ser lembrado daqui a 40,50,60 anos? ‘B r i g a s’.

*Naldinho Rodrigues (foto), é locutor de Rádio. Hoje comanda o Programa Tocando o Passado, na Rádio Afogados FM – sempre aos domingos das 5 às 7 da manhã.

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O Globo

Tem papangu, caboclo de lança e calunga, visse? Quem decide conhecer o carnaval de Pernambuco volta para casa com o vocabulário ampliado. Mas não somente de palavras que definem personagens e fantasias da festa. A diversidade cultural do estado vai muito além dos figurinos de reis e rainhas do maracatu rural. Está na música ouvida a cada esquina, com orquestras exaltando o frevo e outros ritmos. Na engenhosidade de artesãos que criam figuras como os bonecos de Olinda. Na animação de um povo que sabe fazer festa.

A folia que se tornou símbolo do Brasil encontra nas ruelas históricas do Recife Antigo e de Olinda uma de suas mais originais formas de expressão. Mas não se limita a estes dois pontos obrigatórios dos turistas. Do sincretismo religioso e da cultura diversa dos africanos escravos nasceu o maracatu, que tem sua maior expressão na cidade de Nazaré da Mata, que é considerada um berço do gênero.

Da influência rural, nasceram as máscaras dos papangus, os homens que saem disfarçados durante o carnaval para, diz a lenda, “comer angu” pelo agreste pernambucano. A tradição acontece principalmente no município de Bezerros.

Para quem não é folião de carteirinha, conhecer o estado na época festiva pode ser um programa difícil. Além de encarar preços nas alturas, terá que conviver com ruas lotadas de foliões. Muitos atrativos turísticos e comerciais também podem estar fechados.

A boa notícia é que o clima festivo e as manifestações culturais de Pernambuco são atemporais. Carnaval à parte, é possível conhecer sua riqueza de ritmos e tradições durante todo o ano. O visitante ainda pode esticar a visita e conhecer outros paraísos, como Porto de Galinhas, com suas piscinas naturais, que fica a apenas uma hora da capital. Outro bom mergulho perto de Recife é no encontro do mar com o Rio Maracaípe, no município de Ipojuca, a cerca de uma hora e 15 minutos de carro. Na capital, os museus Paço do Frevo e Cais do Sertão ficam pertinho do Marco Zero, que é parte do centro histórico. Olinda, logo ao lado, é destino certo. Por lá, a parada na esquina Quatro Cantos, onde terminam as principais ruas, é ponto ideal para apreciar a cidade, que faz jus ao nome. Que linda.

Qual o maior bloco de carnaval do Brasil, o Cordão da Bola Preta, do Rio, ou o Galo da Madrugada, de Recife? O “Guinness” não tem dúvidas e dá a vitória à atração recifense. Para os mais de dois milhões de foliões que costumam seguir o cortejo pernambucano, o importante mesmo é ter fôlego e seguir a famosa orquestra pelas ruas e pontes da capital no sábado de carnaval.

Para quem prefere programas (um pouco) menos disputados, há muita diversão pelo Recife Antigo nesta época do ano, como sair no Bloco da Saudade ou assistir aos muitos shows programados para os dias de folia. A programação é intensa.

Fora da festança, dá para conhecer a cultura carnavalesca sem grandes sobressaltos em locais como o espaço cultural Paço do Frevo, que fica na simpática Praça do Arsenal, no centro histórico. O objetivo do museu é promover a dança e a música típicas para além do carnaval. São três andares com exposições interativas, que contam a história dessa manifestação, que surge da fusão de marcha, maxixe, dobrado e polca. Também há espaço para mostrar a influência da capoeira nos passos de dança do frevo.

Visitar a parte histórica da cidade, aliás, é obrigatório em qualquer época. Vale começar pelo Marco Zero, de onde é possível observar o Parque das Esculturas, com 90 obras de Francisco Brennand (pode-se conhecer o local mais de perto, em passeios de catamarã que saem diariamente do Cais de Santa Rita). No Marco Zero fica também o belo Cais do Sertão, museu que conta, através de exposições interativas, a vida no sertão pernambucano. No acervo, há um vasto material sobre a cultura sertaneja e ícones nacionais como Luiz Gonzaga e Ariano Suassuna.

Saindo do Marco Zero, a caminhada pelas ruas históricas do centro leva à primeira sinagoga do Brasil e a casas coloniais que abrigam pontos turísticos importantes, como o Centro de Artesanato e o Museu Afro Brasil. Direta ou indiretamente, todos esses lugares remetem à diversidade de uma cidade que valoriza sua tradição, seus festejos, sua gente.  

Se o Galo da Madrugada é o símbolo de Recife, o Homem da Meia-Noite é o seu equivalente na vizinha Olinda. O bloco liderado pelo boneco de mesmo nome tem 88 anos de tradição e abre oficialmente o carnaval de Olinda, à meia-noite de sábado para domingo. A devoção dos foliões pela figura é impressionante, e as ruas são tomadas por milhares de pessoas, que se emocionam com a saída do boneco de olhos azuis e dente de ouro. Até romeiros passam pela sede do bloco para reverenciá-lo. Visitar o local, onde estão expostos roupas, adereços e imagens antigas, e conhecer a história do tradicional bloco é dever do turista que passa pela cidade. Continue reading

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Nesta segunda-feira, quem circular por alguns dos principais cartões-postais do Recife, suas pontes, deverá encontrá-las, literalmente, vestidas para a folia. A Buarque de Macedo foi a primeira a receber a decoração de carnaval, desde a última sexta-feira (15), quando também foi montada a estrutura para a Ponte Giratória. Todas elas ganharam pórticos e cada uma representará uma sonoridade característica dos ritmos do Carnaval. Todas as principais ruas do bairro do Recife terão cordões e fitas, além de banners com personagens da festa.

Pela primeira vez, a assinatura da decoração é da própria equipe da Prefeitura do Recife. Durante mais de uma década, este encargo coube ao arquiteto Carlos Augusto Lira, que abriu mão da incumbência, neste ano, cedendo espaço a novos profissionais do design local. A missão foi assumida pela Gerência Geral de Arquitetura e Engenharia da Fundação de Cultura Cidade do Recife e pela Diretoria Executiva de Comunicação Institucional. O projeto cenográfico é assinado pelas arquitetas Fabiana Ramalho e Cynthia Lebsa, da Gerência Geral de Arquitetura e Engenharia da Fundação de Cultura Cidade do Recife.

Dentre as novidades, além da menção às sonoridades nas pontes, cada uma delas ganha pórticos com volumetria. Na Giratória, a inspiração é o Manguebeat; na Maurício de Nassau, o Frevo. Já Ponte do Limoeiro será dedicada às manifestações de cunho afrorreligioso como Afoxés e Maracatus enquanto a Buarque de Macedo, ao Samba. O ritmo entra pela primeira vez como elemento da decoração do Carnaval e é o protagonista dos festejos de 2019.

IDENTIDADES FESTIVAS

A equipe criou uma cartela de mais de 40 personas, identidades festivas inspiradas em foliões reais: Bruna Empoderada, Luziano Unicórnio de Luz, Edmundo Havaiano, Tata Palhaça e Dinho Presença. Tudo a partir de pesquisas em registros fotográficos de carnavais passados. A decoração também representa grávidas, homens travestidos de mulher, sambistas, bailarinas de afoxé, La Ursa.

O enfoque será também na decoração aérea. As árvores recebem iluminação paisagística com a paleta de cores da sombrinha de frevo. Assim, a Rio Branco virá com amarelo; a Marquês de Olinda ganha o tom vermelho, a Rua da Moeda e o Cais da Alfândega virão com o verde e a Rua do Bom Jesus e a Praça do Arsenal receberão tons azuis. Haverá, ainda, nove totens de sinalização com as informações acerca da localização e dos polos da festa para orientação dos foliões. Ao lado de cada um, canhões de luz. Outra novidade da decoração é o reforço na campanha de enfrentamento ao assédio contra as mulheres.

Do site Roberta Jungmann

O 41º Baile dos Artistas não cumpriu o prometido. A prévia, das mais tradicionais do Recife, fez uma edição capenga, marcada por cancelamentos e várias confusões entre produção, desta vez sob a batuta do maestro Gil Amâncio, e contratados. A noite da sexta-feira (15) começou bem, com o movimento fraco, é verdade, mas natural. A chegada da jornalista Fátima Bernardes, que estava linda num modelo do estilista pernambucano Márcio Costa, e do namorado, o deputado federal Túlio Gadêlha, causou o maior alvoroço na festa. O casal recebeu todos na salinha onde também estavam os outros homenageados. A dupla queridinha da internet chegou às 23h30, posou para fotos com fãs e seguiu para o palco.

Não se pode negar: Fátima e Túlio brilharam – ela Rainha do baile; ele Embaixador. Dançaram ao som do frevo misturado com o bandolim de Bia Villa Chan, a talismã do agito.  Desfilaram pelo palco e, como todos os agraciados, fizeram também discurso. “Me senti extremamente honrada de estar representando tantos artistas”, disse Fátima. Já Túlio bateu na tecla da resistência e pediu mais amor. Mas nem o brilho do casal conseguiu salvar o baile, que já vinha definhando. No ano passado, vale lembrar, a edição no Baile Perfumado já anunciava uma trajetória difícil para a festa.

A tradição de reverenciar a produção local foi mantida e, desta vez, a presidente do Sindicato de Artistas de Pernambuco, Ivonete Melo, foi agraciada. Entre os que receberam menção honrosa, o cantor Nido Pedrosa; o presidente do bloco lírico Flor da Lira de Olinda, Seronildo Guerra; a presidente da Amotrans-PE, Chopelly Santos; o médico Cláudio Lacerda; e o fundador do Maracatu Nação Pernambuco, Bernardo Contramestre. O cantor Silvério Pessoa, que seria o Príncipe, foi substituído, e a atriz Nínive Caldas, que viverá Madalena na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém 2019, recebeu a coroa de Princesa. Ainda na programação da noite, o desfile das fantasias e de Garoto e Garota do Baile. Foi a drag queen Ruby Nox quem levou a melhor na disputa das produções carnavalescas, com o seu “Pavão Misterioso”.

O primeiro cancelamento a ser anunciado foi o do Maestro Forró, que, aliás, é irmão do produtor do evento e também maestro, Gil Amâncio, e seria coroado Rei desta edição. Forró alegou “descumprimento contratual”, “falta de profissionalismo por parte da produção” e lamentou a falta, que, segundo ele, “foi à única alternativa”. Em relação ao fato, Gil afirmou em conversa com o site Roberta Jungmann: “Em função do profissionalismo, antecipamos 20 minutos para não correr o risco de nenhum atraso. Chamamos Maestro Forró em vários momentos e ele não compareceu ao palco. Ele se recusou porque começamos a cerimônia antes do previsto, porque ocorreu muito assédio em torno de Fátima Bernardes”. Informação, aliás, que já foi desmentida pela produtora de Forró, Marília Fraga, que esclarece: “A falta de respeito que tiveram com o artista no momento da coroação foi apenas uma gota d’água num oceano de atropelos, faltas e amadorismos”. Resultado: Fátima foi Rainha sozinha, sem Rei, porém não menos brilho.

Até 1h30 deste sábado (16), nenhuma atração de peso da programação havia subido ao palco. A situação complicou quando até o responsável pelo som resolveu desligar o equipamento. Alegou que não recebeu sequer um centavo da produção. Só se voltou a ouvir música depois de meia hora, e só porque ele ficou com medo de que o público, insatisfeito com a festa, pudesse depredar a mesa de som.

Por Naldinho Rodrigues*

A partir desta quinta-feira, vamos procurar trazer aos leitores do Blog PE Notícias um resgate dos nossos artistas do passado, os vivos e também os que já se foram. Procurando com isso trazer para aqueles que não tiveram a oportunidade de assistir, ouvir e admirar o que de mais belo tem na cultura popular da nossa música brasileira, esperamos contar com a sua audiência. Hoje começamos a falar de um astro da música brasileira:

Antônio Nelson Gonçalves, conhecido nacionalmente, e até fora do Brasil por Nelson Gonçalves, que nasceu no dia 21 de junho de 1919, em Santana do Livramento, Rio Grande do Sul, tendo falecido aos 78 anos, no dia 10 de abril de 1998.

Nelson foi casado com Lourdinha Bittencourt pelo período de 1952 a 1959 e deixou cinco filhos: Ricardo da Silva Ramos Gonçalves, Nelson Antônio Gonçalves, Lilian Gonçalves, Maria das Graças da Silva Ramos e Marlene Gonçalves.

Nelson Gonçalves vendeu 81 milhões de discos, perdendo em vendagens apenas para Roberto Carlos, que vendeu mais de 120 milhões de cópias. Muitos sucessos gravados, a exemplo de Meu Vício é Você, Revolta, Deusa do Asfalto, Juca Mulato, Fica Comigo esta Noite, Um beijo de Mulher, e o maior de todos os sucessos, A Volta do Boêmio.

Era chamado de Rei do Rádio por causa do sucesso alcançado e, quando falava era gago, mas quando cantava não demonstrava ser. Nelson tinha um temperamento muito forte, era valente, daqueles que não levava desaforo pra casa, chegando até a usar drogas, bebidas alcoólicas, etc. Numa declaração feita por ele mesmo, quando admitiu o uso de drogas.

Uma curiosidade sobre Nelson Gonçalves, seus pais portugueses, mudaram do Rio Grande do Sul para São Paulo, e foram morar no famoso bairro do Brás, foi quando seu pai, fingindo ser cego, o levava para as feiras, o pai tocava violino, enquanto Nelson, ainda menino, cantava e dali saiu para fama.

*Naldinho Rodrigues, é locutor de rádio. Comanda o Programa ‘Tocando o Passado’ aos domingos, das 05 às 07 horas, na Rádio Afogados FM.

Obs. A foto do autor da coluna está um pouco escura. Na próxima semana a foto será outra mais visível.

Você está convidado para mais uma ‘Sexta da Cultura’ em Brejinho, no Sertão de Pernambuco, que irá se realizar nesta sexta-feira, 18 de janeiro, a partir das 20h30 no Barracão de Janeiro,  no centro da cidade.

O evento, e o mês da tradicional festa, será aproveitado para unir parceiros e amigos da poesia, músicas, vida e arte em mais um espetáculo  de glosas, recital e cultura, em Praça Pública e será para todos os públicos.

Na ocasião estará sendo lançando o livro de poesias intitulado  “Fazendo Arte”, de Gislândio Araújo. “Um projeto abraçado por incontáveis amigos, familiares e realizado com o empenho de todos”, diz Gislândio.

Com cerca de 135 páginas o livro aborda temas sobre:  Amor, Filosofia, Sertão, Religiosidade, Mesa de Glosas, dentre outros.

“Na empreitada de fazer arte comigo temos como parceiros financeiros no livro, o Diácono Eduardo Oliveira, de Santa Terezinha (PE); Anchieta Jerônimo, de Brasília (DF); a Família Celante, de Petrolina (PE); a Farmácia Boa Saúde, a Sertão Online e Marta Cristina, os três últimos de Brejinho (PE). Estes também são patrocinadores do evento”, aborda o poeta.

O livro estará à venda ao valor de R$ 25

‘Vamos fazer arte? Esperamos por vocês’, finaliza Gislândio Araújo.

O Viva Dominguinhos, festival em reverência a um dos maiores mestres da nossa cultura popular, vai rolar de 25 a 27 de abril. O agito, aliás, abre a temporada de festividades juninas com uma programação repleta de artistas nacionais e locais que apresentam o autêntico forró nordestino. 

O agito ocorre em Garanhuns e o prefeito Izaías Régis comemora: “O Viva Dominguinhos já se consagrou como um dos maiores eventos culturais do Brasil, sendo hoje conhecido nacionalmente como o evento que abre o São João do Nordeste. Nós queremos ressaltar o forró tradicional, além de incentivar projetos e oficinas que fazem Garanhuns respirar cultura durante os três dias de evento. O Viva Dominguinhos cresce a cada ano, e em 2019 com certeza teremos um público ainda maior que nos anos anteriores, aumentando nossa movimentação econômica”.

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O Velho Mundo receberá o melhor de uma das manifestações culturais mais marcantes do Novo Mundo: o forró! O festival Psil Berlim 2019 ocorre na capital alemã de 24 a 27 de janeiro, com shows de forró e oficinas de danças que vão do forró a suas variações, como o coco e xaxado.

A ideia dos organizadores é conscientizar as pessoas sobre outras danças brasileiras menos abordadas mundo a fora. Já os shows servem pra exaltar o talento do forró, além de Geraldinho Lins ser o padrinho do evento, a cada ano diferentes artistas participam e ajudam o festival a mostrar a diversidade da música regional brasileira.

Em 2019 será a primeira vez da cantora Cristina Amaral, também a primeira vez que uma mulher será atração principal.

“Fico muito feliz em voltar para a Europa e participar dessa revolução que o forró vem fazendo. Há festivais no sul do país, cada vez mais espaço em estados como São Paulo e Minas Gerais, além de festivais na Europa e EUA, então é legal esse movimento de valorização”, destaca Cristina.

O evento será realizado no Centro Internacional de Cultura da ufaFabrik, e além dos shows ainda terá diversas oficinas para o público local se familiarizar com os ritmos. 

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A cantora e compositora sertaniense Cristina Amaral se prepara para mais um novo desafio. Em 2019, ela subirá aos palcos para homenagear um dos maiores artistas brasileiros de todos os tempos: Nelson Gonçalves. O projeto, intitulado “Uma saudade chamada Nelson Gonçalves”, celebra o centenário do cantor e compositor, um dos ícones da Música Popular Brasileira, a ser completado no próximo ano.

Assinado pelo produtor Saulo Aleixo, o projeto tem o aval de Margareth Gonçalves, uma das filhas de Nelson e do neto, Pedro Gonçalves. A estreia está prevista para 18 de abril, no Teatro Santa Isabel, em Recife e pretende resgatar a memória e o legado de um dos maiores artistas do Brasil.

“O Boêmio”, como era chamado, foi considerado um dos principais cantores e vendedores de discos do país. Ele era dono de uma voz com timbre inconfundível que transformou dezenas de canções em clássicos que marcaram gerações. Vai ser um imenso desafio e um enorme prazer homenagear esse ícone. Garanto que o público vai se emocionar e relembrar boas histórias através das canções dele”, garantiu Cristina Amaral.

As gravações dos filmes de divulgação da temporada 2019 da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, em Pernambuco, terminaram na madrugada deste domingo (09). As últimas gravações foram feitas com os atores Ricardo Tozzi (Herodes) e Juliano Cazarré (Jesus).

Além deles, estiveram nos palcos da cidade-teatro os artistas do elenco principal Priscila Fantin (Maria), Gabriel Braga Nunes (Pilatos), Bruno Lopes (Apóstolo João) e as atrizes pernambucanas Nínive Caldas (Madalena) e Rafaella Carvalho (Herodíades). O espetáculo será realizado de 13 a 20 de abril.

Ao longo da semana, as cenas foram produzidas nos diversos palcos da Nova Jerusalém e foram marcadas por muita emoção. Os artistas, que ficaram hospedados na Pousada da Paixão, dentro da cidade-teatro, se mostraram muito felizes com o convite para fazer parte da encenação que já foi assistida por mais de 3 milhões de pessoas. 

Para Juliano Cazarré, a participação na Paixão de Cristo será um marco em sua carreira. “É o maior papel que eu vou interpretar na minha vida. A figura de Jesus me inspira muito. Fazer esse papel era um sonho mesmo e está se tornando realidade”, afirmou Juliano Cazarré, que fica em Nova Jerusalém até este domingo, dia 9.

Fazendo o papel principal, Cazarré entrou em cena todos os dias sempre consciente do desafio que tem pela frente. “Estou estudando o texto da peça, a Bíblia e outros livros relacionados a Jesus.  Espero receber essa missão, de trazer algo que é maior do que eu. Eu só quero dizer: ‘Jesus, vem, e faz o que o Senhor quiser. Eu quero ser teu instrumento'”, disse.

Priscila Fantin também expressou sua satisfação pela oportunidade de fazer Maria. “Eu estou muito honrada de estar interpretando uma personagem tão famosa. Sei que o público aqui chega a milhares de pessoas e eu nunca pensei em me apresentar para um público tão grande. Estou bem ansiosa”, destacou a atriz.

“Recebi o convite com imensa alegria. Desde que comecei a carreira, há 25 anos, ouvia falar da encenação e tive as melhores referências. Algumas vezes conversamos sobre essa possibilidade, mas estava sempre fazendo novela e nunca tinha agenda. Era um desejo que eu tinha há muito tempo”, revelou Gabriel Braga Nunes.

Outro que falou da emoção de participar da encenação foi Ricardo Tozzi. “Eu acho que esse é um espetáculo no qual a gente coloca todo o amor porque estamos falando de Deus, da nossa história. Eu sou muito espiritualizado. É uma honra, um sonho. Estou muito ansioso”, disse o ator.

Bruno Lopes, por sua vez, confessa que foi impactado logo ao chegar à Nova Jerusalém. “Desde quando entramos na Pousada, sentimos um vuco-vuco aqui dentro e ficamos sentindo a atmosfera. É uma sensação única de estar aqui”, afirma.

A pernambucana Nínive Caldas, que já viveu vários personagens na Paixão de Cristo, retorna agora para fazer o seu papel de maior destaque na encenação. “Essa personagem tem um elo muito forte. E ela representa a força feminina, o sagrado feminino. Estou muito feliz, foi um grande presente. Quero entregar um lindo trabalho para os pernambucanos”, disse.

Além dos artistas convidados, o elenco é formado também por mais de 50 atores e atrizes pernambucanos, entre os quais se destacam Ricardo Mourão (Caifás), Júlio Rocha (Pedro) e José Barbosa (Judas) e muitos outros. A encenação conta com a direção artística dos pernambucanos Carlos Reis e Lúcio Lombardi, que desde 1997 conduzem a montagem do espetáculo. A produção executiva e a coordenação geral estão a cargo de Robinson Pacheco, filho de Plínio Pacheco, idealizador e construtor da cidade teatro de Nova Jerusalém.

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Nesta terça-feira (13), acontece, no Centro de Convenções em Olinda, o 2º Encontro de Municípios das Regiões Turísticas do Estado, promovido Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco. O evento será realizado na Sala Coração do Nordeste, das 8h às 17h.

O encontro tem como objetivo reunir gestores do turismo e prefeitos dos 103 municípios pernambucanos atualmente inseridos no Mapa do Turismo Brasileiro, para discutir assuntos relacionados às novas exigências para a permanência na atualização do mapa em 2019.

Na pauta, estão programadas duas palestras: uma da coordenadora geral de Mapeamento e Gestão Territorial do Ministério do Turismo, Ana Carla Fernandes Moura, que trará informações técnicas sobre o programa, as novas exigências para 2019 e o Prodetur + Turismo; e outra da diretora de Planejamento das Políticas do Turismo da Secretaria de Turismo de Minas Gerais, Flávia Ribeiro, que apresentará exemplos e cases de sucesso das regiões turísticas daquele estado.

“O encontro vem para fortalecer o contato com gestores e prefeitos pernambucanos sobre o turismo local, além de ser um dia voltado para o conhecimento com palestras de suma importância para o desenvolvimento de uma região turística”, comenta a secretária executiva do Prodetur, Manuela Marinho.

PLATAFORMA EAD

Durante o evento serão lançados os cursos na modalidade educação à distância (EAD), resultado de uma parceria da Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco, por meio da Empetur, com a Secretaria de Educação do Estado. Os cursos disponíveis on-line são: Recreação e Lazer em Meios de Hospedagem; Inglês para Meios de Hospedagem; e Enologia.

Os cursos são gratuitos e têm duração média de 60 horas/aula, sendo voltados para profissionais que buscam qualificação na área do turismo. O link para as inscrições estará disponível a partir do dia 19 de novembro no Facebook da Secretaria de Turismo (facebook.com/secretariadeturismodepernambuco). Os cursos começam a partir do dia 10 de dezembro, com 70 vagas por turma. Os interessados devem preencher o formulário e aguardar a confirmação por e-mail.

De 9 a 11 de novembro, Arcoverde e Belém de São Francisco vão receber o Cine Sesi, um projeto que leva cinema de qualidade, pipoca e filmes premiados de graça para cidades, aonde a sétima arte não chegou ou tenham cinemas desativados. As apresentações iniciam às 18h30. Em Arcoverde será no Largo da Cecora, e em Belém de São Francisco vai ser em frente à Igreja do Menino Deus.

Nas duas cidades será montada uma grande estrutura com cadeiras, tapete vermelho, exibição de filmes nacionais com grande sistema de sonorização e projeto Full HD. 

“A nossa proposta é que a população se encontre em nome da cultura. E, com isso, desperte um olhar mais crítico tanto para a religião, política e outros assuntos que rondam seu cotidiano. Esse é o papel da cultura. O cinema tem esse poder de ajudar a mente a ficar mais perspicaz e criativa independente de classe social ou profissão. Isso afeta diretamente na qualidade de vida do cidadão” avalia Lina Rosa curadora do projeto. 

O Cine Sesi além de proporcionar cultura para o trabalhador da indústria acaba por beneficiar toda a população dos municípios contemplados no projeto, já que as exibições acontecem sempre em praça pública e em locais de grande fluxo de pessoas. “É uma oportunidade de levar cinema de qualidade a todos”, ressalta o Superintendente do Sesi-PE, Nilo Simões. “Além de estimular o aprendizado da sétima arte por meio das oficinas de stop motion que são oferecidas”, complementa.  

Na ocasião serão lançados dois curtas da oficina de animação que aconteceram no dia 21.09, na cidade de Arcoverde, com participação de 335 pessoas. Será exibido “Sociedade Secreta dos Bonecos da Estação” e “A Estação da Cultura”. 

Este ano, estão em cartaz os seguintes filmes: curtas “Plantae”, uma animação de Guilherme Gehr; “Próxima”, de Luiza Campos; e “Médico de Monstros”, de Gustavo Teixeira. Já os longas, são: “Pequeno Segredo”, de David Schumann; “O Filho Eterno”, de Paulo Machline; e a animação “O Touro Ferdinando”, de Carlos Saldanha. 

Vão ser apresentados os curtas metragens “Plantae”, uma animação de Guilherme Gehr; “Próxima”, de Luiza Campos; e “Médico de Monstros”, de Gustavo Teixeira. Já os longas metragens, são: “Pequeno Segredo”, de David Schumann; “O Filho Eterno”, de Paulo Machline; e a animação “O Touro Ferdinando”, de Carlos Saldanha. 

O “Pequeno Segredo” relata a relação da Família Schumann com a menina Kat, uma criança frágil, mas de muita personalidade; enquanto “O Filho Eterno” retrata a história de um casal que espera a chegada do primeiro bebê. Mas a alegria do pai vira incerteza com a descoberta de que o filho tem síndrome de down. 

Outro destaque é o “Touro Ferdinando”. Grande e forte, mas de temperamento doce, Ferdinando é escolhido por engano para as touradas. Sua verdadeira luta é provar que não se deve julgar ninguém pela aparência. Direção do brasileiro Carlos Saldanha.

São 17 anos de projeto, 5,2 milhões de pessoas impactadas, apresentações em cerca de 700 cidades de 12 estados brasileiros. Nesta edição a iniciativa já passou por 16 municípios e já foi visto por mais de 65 mil pessoas. 

Até o final de fevereiro do ano que vem, o projeto passará por Venturosa, Itaquitinga, Itambé, Macaparana, Machados, Escada, Pombos, Buenos Aires, Cumaru, Limoeiro, Cortês, Moreno, Tabira, Floresta, São Bento do Uma, Belo Jardim, São José da Coroa Grande, Rio Formoso, Lajedo, Sairé, Alagoinha, Brejo da Madre de Deus, Condado, Lagoa do Ouro, Maraial e Jaqueira. Dessas 13 vão receber o Cine Sesi pela primeira vez.

Serviço:

Cine Sesi Arcoverde
De 9 a 11 de novembro
A partir das 18h30
No Largo da Cecora
Site: www.cinesesi.com.br

Cine Belém de São Francisco
De 9 a 11 de novembro
A partir das 18h30
Em frente à Igreja do Menino Deus
Site: www.cinesesi.com.br