Cultura

Com o tema “A música dos povos originários do Brasil”, chega a Triunfo, Sertão de Pernambuco, nesta sexta-feira (17) a 22ª edição do projeto nacional Sonora Brasil, realizado pelo Sesc.  Até o dia 20, a mostra gratuita contará com a participação de grupos indígenas, que vão se apresentar no Theatro Cinema Guarany, sempre às 19h. O projeto também vai oferecer oficinas que serão realizadas na Casa dos Caretas. 

A mostra será aberta hoje, às 13h, no Centro Educacional de Triunfo, com uma Roda de diálogos que reunirá representantes dos Paiter Surui / Karitanas (RO) e Grupo de Búzios Pankararu (PE). À noite, a partir das 19h, no Theatro Cinema Guarany, acontecerá o ritual de abertura, o Toré com o grupo de Búzios Pankararu (PE). Em seguida se apresentarão o grupo Wagôh Pakob do povo Paiter Surui (RO) e o Grupo Byjyyty Osop Aky, do povo Karitiana (RO). Constituído por uma população de aproximadamente 1.500 pessoas, o povo Paiter Surui vive em Rondônia, na terra indígena Sete de Setembro, dividindo-se em 27 aldeias. Os Paiter Surui são conhecidos como um povo cantor que também gosta muito de contar histórias. Já a música tradicional do povo Karitiana é fortemente relacionada ao sagrado. Os anciãos são enfáticos nas orientações sobre a execução dos cânticos de proteção e de aplicação de remédios pelo pajé.  

No sábado (18), novamente a programação será aberta com a Roda de diálogos, às 16h, desta vez na Fábrica de Criação Popular, com os Wiyaé (AM/ SP) e o Grupo de Búzios Pankararu (PE). A partir das 20h, no Theatro Cinema Guarany,  será a vez do grupo Wiyae encantar o público triunfense. Wiyae, que significa canto na língua Tikuna, foi criado especialmente para o projeto Sonora Brasil. São formados por Djuena Tikuna, Magda Pucci, Diego Janatã e Gabriel Levy. No repertório, além de músicas do povo Tikuna, estão composições próprias e músicas de outros povos indígenas. 

No domingo (19), se apresentarão às 20h,  no Theatro Cinema Guarany, dois grupos do Rio Grande do Sul: Teko Guarani, do povo Mbyá-Guarani e Nóg gã, do povo Kaingang. O grupo Teko Guarani está localizado na Aldeia Tekoa Anhetenguá na Lomba do Pinheiro em Porto Alegre, onde vivem 16 famílias Mbyá-Guarani. É um coral infanto-juvenil que tem por característica a força e o brilho vocal. Já o grupo Nóg gã é composto por indígenas de diversas aldeias Kaingang da região de São Leopoldo. Durante a apresentação, eles utilizarão as lanças de guerra como instrumento percussivo. Em contato ao chão, realizam simbolicamente uma demarcação e embasam ritmicamente as marcas coreográficas. 

A programação será encerrada na segunda-feira (20). Às 14h, o Erem Alfredo de Carvalho receberá para a Roda de diálogos os Kariri-Xocó (AL) / Fulni-Ô (PE). Às 20h, no Theatro, a apresentação ficará por conta dos grupos Memória Fulni-ô, do povo Fulni-ô (PE), e Dzubucuá, do povo Kariri-Xocó (AL). As músicas tradicionais do povo Fulni-ô, de Águas Belas, são o Toré e a Cafurna. Os Kariri-Xocó vivem na região do baixo São Francisco, em Alagoas, e também têm como tradição o canto do Toré, ritual indígena mágico-espiritual que envolve performance corporal e música. No repertório, além dos torés, estão os rojões, que são um reflexo do trabalho nas fazendas e da dinâmica de trocas culturais ocorridas na região.

Oficinas  

No sábado (18), serão oferecidas duas oficinas na Casa dos Caretas. Das 9h às 11h, o público poderá participar da oficina “Cantos da Floresta – Uma aproximação com o universo” e das 11h às 12h, será realizada a ação formativa “Os cantos que encantam os encantados e os instrumentos sagrados”. Os interessados devem ter, no mínimo, 15 anos e se inscrever na Fábrica de Criação Popular. A inscrição custa R$20. Trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e seus dependentes têm desconto e pagam R$10.

Por Naldinho Rodrigues*

A nossa lembrança de hoje vai para Paulo Sergio de Macedo, mais conhecido como Paulo Sergio. Nasceu no dia 10 de março de 1944, e faleceu no dia 29 de julho de 1980. Paulo Sergio que foi um cantor, compositor e ator brasileiro.

Iniciou sua carreira em 1967, no Rio de Janeiro, lançando um compacto com as músicas Benzinho e a Lagartinha. Mas foi em 1968 que Paulo Sergio arrebentou as paradas de sucesso em todo o Brasil com a música Ultima Canção. Esse Capixaba arretado que surgiu naquela época como imitador do Rei Roberto Carlos, conseguiu superar os boatos com muito sucesso nas paradas, como: Gosto Muito de Você, Pelo amor de Deus, Distancia Ingrata, O Amanhã Espera Por Nós Dois, Não Creio em Mais Nada, Agora Quem Parte Sou Eu, Máquinas Humanas, Amor Tem Que Ser Amor, Eu Te Amo, Eu Te Venero e tantos outros.

Paulo Sergio vendeu mais de 10 milhões de discos. Deixou três filhos, Rodrigo Telles Eugênio Macedo, Paula Mara de Macedo e Jaqueline Lira de Macedo. Participou de quatro filmes, Na Onda do Iê, Iê, Iê; Amor em quatro tempos; Em ritmo jovem e Um Caipira em Bariloche.

No dia 27 de Julho de 1980, Paulo Sergio fez sua ultima apresentação na TV. Esta ocorreu no Programa do Bolinha, onde cantou duas músicas do seu ultimo trabalho fonográfico: O que mais você quer de mim e Coroação. Logo após apresentar-se no Bolinha, Paulo Sergio envolveu-se num incidente que talvez tenha provocado a sua morte. Ele saiu do auditório para pegar seu carro, estacionado próximo à Avenida Brigadeiro Luiz Antonio e várias fãs o cercaram, queriam beijos, autógrafos, carinhos, fotografias. Uma delas, agressivamente, começou a comentar fatos relacionados à vida íntima do cantor e sua mulher Raquel Telles Eugênio de Macedo. Paulo Sergio  não teria gostado e partiu para agredir a determinada fã, mas foi contido por alguns amigos.

Ele ainda teria de cumprir três apresentações, antes que o domingo terminasse. Na primeira apresentação, Paulo Sergio sentiu uma forte dor de cabeça, foi socorrido até o Hospital, e quando chegou já estava em coma. Paulo Sergio tivera um derrame cerebral.

Lá se foi o grande Paulo Sergio com apenas 36 anos de idade. Não fosse sua morte prematura, Paulo Sergio certamente seria lembrado como um dos maiores nomes da música romântica nacional.

Paulo Sergio e Roberto Carlos tiveram um encontro oficial na Páscoa de 1973, mais precisamente no dia 23 de abril. Na ocasião, foram a um evento beneficente em prol das crianças com câncer, num hospital de São Paulo. O encontro foi coberto por toda a imprensa e os dois cantores conversaram por mais de duas horas, além de terem esbanjado intimidades, fato que deixou a mídia curiosa por conta da suposta rivalidade existente entre os dois cantores.

No dia 26 de novembro de 2016, seu filho Rodrigo Telles Eugênio Macedo morreu em São Paulo, aos 42 anos, em decorrência de complicações de Esclerose Múltipla. A doença foi descoberta quando Rodrigo tinha apenas 6 anos, ainda em 1980, quatro meses após o falecimento de Paulo Sergio.

Pra você curtir e matar as saudades desse grande cantor romântico da nossa Música Popular Brasileira receba a: ÚLTIMA CANÇÃO, o seu maior sucesso…

*Naldinho Rodrigues é locutor de rádio, apresenta o programa Tocando o Passado, na Rádio Afogados FM, sempre aos domingos das 5 às 7 horas.

Por Naldinho Rodrigues*

Nesta quinta-feira vamos trazer para o conhecimento dos nossos leitores um pouco de Evaldo Braga, o cantor que partiu cedo. Nasceu em Campos dos Goytacazes em 26 de maio de 1946 e faleceu no dia 31 de janeiro de 1973. Foi um cantor brasileiro de música brega, chamado de o Ídolo Negro.

Mesmo depois de sua morte, há 46 anos, existem boatos que Evaldo Braga ainda bebê, teria sido jogado numa lata de lixo pela sua mãe biológica, uma suposta prostituta, e viveu parte de sua infância nas ruas chegando a ser internado no SAM (Serviço de Amparo ao Menor) atual Fundação Casa, onde ficou durante alguns anos, juntamente com o ex-jogador de futebol Dario, o Dadá Jacaré.

O cantor Evaldo Braga morreu em decorrência de um acidente automobilístico ocupando um Volkswagen TL, após tentativa de ultrapassagem forçada. No acidente, morreram o cantor, o empresário Paulo Cesar Santoro e o motorista recém-contratado Harley Lins.

Evaldo Braga trabalhou muito tempo como engraxate nas portas de rádios e gravadoras. Com esta ocupação, conheceu diversos artistas, entre os quais Nilton Cesar, que lhe ofereceu a primeira chance de emprego no meio artístico, como seu divulgador. Com isso, conheceu Edson Wander e apareceu pela primeira vez no ramo musical, compondo  AREIA NO MEU CAMINHO.

A música foi gravada pelo cantor Edson Wander em seu primeiro disco em 1968 e estourou nas paradas brasileiras, chegando a superar artistas do porte de Roberto Carlos. Depois, conheceu o produtor e compositor Osmar Navarro, que o convidou para gravar um disco na gravadora Polydor.

Na sua trajetória, teve músicas gravadas por Paulo Sergio, um dos artistas que muito o ajudou no mercado musical. Evaldo Braga celebrizou-se em 1969 no estilo dor de cotovelo, e apresentava-se frequentemente no programa do Chacrinha.

Seus maiores sucessos foram: Só Quero (vendeu 150 mil cópias), Eu Não Sou Lixo, Sorria Sorria, A Cruz Que Carrego, Mentira, entre outros. Evaldo Braga foi um cantor estilo popular, criado num orfanato, se tornou boêmio e depois veio o alcoólatra.

Evaldo Braga é o maior enigma da história da música brasileira, quando faleceu, há 46 anos, estava no auge do sucesso, não deixando herdeiros, não se conhece seque um parente seu, não se sabe quem embolsa o dinheiro dos seus direitos autorais.

Sua trajetória artística foi curta, de 1969 até 31 de janeiro de 1973. Depois de sua morte, já apareceu muita gente se apresentando como mãe, irmão, filho, namorada, mas ninguém conseguiu provar o parentesco.

Seu túmulo é um dos mais visitados nos feriados de finados no Cemitério do Caju, Rio de Janeiro.

Evaldo Braga queria ser conhecido para que a mãe o procurasse e o descobrisse. Gravou 38 músicas, das quais nada mais nada menos do que 15 se tornaram sucessos nacionais. Dadá Maravilha, ex-jogador de futebol, chamava Evaldo Braga de Pato Rôco e era chamado de Perna de Pau. 

Evaldo Braga, um ídolo que praticamente não aproveitou a fama, quando começou a desfrutar, partiu pra nunca mais voltar…

Que tal relembrar e matar as saudade desse eterno ídolo Negro?

SÓ QUERO 

*Naldinho Rodrigues é locutor. Apresenta o programa Tocando o Passado, na Rádio Afogados FM, sempre aos domingos das 5 às 7 da manhã.

http://comunicacaovip.com.br/wp-content/uploads/2017/05/forro-caju-marcio-dantas1.jpg

O período junino que se aproxima coloca o forró no centro das atenções das festas. Mas, paralelo a isso, está em curso uma mobilização em prol de uma valorização do ritmo que dure o ano inteiro. Músicos, produtores e entusiastas do gênero de todo o País se movimentam pelo reconhecimento das matrizes do forró como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. A empreitada ganha um novo capítulo com a realização do Seminário Forró e Patrimônio Cultural, desta quarta-feira (08) até sexta-feira (10) de maio, no Recife. O objetivo do evento é levar ao debate público questões importantes para a continuidade da iniciativa.

A movimentação foi iniciada em 2011, junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Tudo começou com um pedido encaminhado pela Associação Cultural Balaio do Nordeste, da Paraíba. Desde então, o órgão vem incentivando encontros em várias cidades para discutir o processo de registro. Em setembro de 2015, um evento nacional sediado em João Pessoa apontou as diretrizes do estudo que investigará as matrizes tradicionais do forró.

O pleito junto ao Iphan vem sendo acompanhado por diferentes instituições e pelo Fórum Nacional Forró de Raiz, que reúne pessoas engajadas na causa. Em Pernambuco, a coordenação do fórum é de Tereza Accioly, presidente da Sociedade dos Forrozeiros de Pé de Serra e Ai.

A Associação Respeita Januário, ligada à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), foi selecionada através de um edital para efetuar a instrução técnica do registro. O trabalho nada mais é do que uma pesquisa profunda sobre o bem cultural proposto, apontando a importância do seu reconhecimento. O seminário marca o início dessas atividades, que devem envolver uma equipe com cerca de 30 profissionais, entre musicólogos, historiadores, antropólogos e comunicadores.

O estudo vai abranger todos os estados do Nordeste, com ênfase maior em Pernambuco, Ceará e Paraíba, além de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. “O projeto conta com uma parte de análise documental, mas o mais importante é ir a campo, colhendo entrevistas. Quando se fala em patrimônio imaterial, que é o que trata das tradições vivas, ouvir as pessoas que vivenciam essa manifestação é fundamental”, explica o etnomusicólogo Carlos Sandroni, coordenador-geral da Respeita Januário.

“A pesquisa ainda não foi iniciada, porque depende de um trâmite administrativo que ainda não foi completado. É um compromisso de dois anos que a gente assume com o Iphan. Então, tudo precisa ser tecnicamente bem estabelecido, para definir os deveres de cada uma das partes. Falta assinar alguns documentos ainda, mas deve ser em tempo de alcançarmos esse São João”, conta Sandroni.

Segundo o pesquisador, o alvo da investigação não é o forró com maior alcance midiático, mas sim sua vertente mais tradicional, exposta por meio de manifestações como baião, xaxado e xote. “O forró pode ser muita coisa hoje em dia: dança, festa, paquera. Algo que é muito discutido é esse desentendimento entre o pessoal do chamado forró pé-de-serra e o dito estilizado. Mas não é esse o recorte que será feito. Levamos em conta os setores que estão mais sintonizados com a ideia de identidade cultural”, ressalta.

A importância do reconhecimento

O trabalho da Respeita Januário vai dar origem a uma dossiê sobre as matrizes do forró, que passará por uma série de etapas dentro do Iphan. Primeiro, ele será analisado pelo Departamento de Patrimônio Imaterial, que fará um parecer técnico. Em seguida, o material segue para a apreciação do Conselho Consultivo, que dará a palavra final sobre a aceitação do registro. A expectativa é que o processo seja concluído até 2021.

Para o cantor e compositor Maciel Melo, o registro vai oficializar aquilo que o ritmo já é na prática. “O forró já é um patrimônio cultural do nosso povo há muito tempo. Mas acho válido esse título, para que venha uma maior valorização por parte do poder público. O que não pode é deixar que essa tradição vire folclore, restrito a apenas um mês do ano”, aponta.

Pernambuco é um dos estados com mais bens registrados pelo Iphan. Já receberam essa nomeação a Feira de Caruaru, frevo, roda de capoeira, os mestres de capoeira, maracatu nação, maracatu de baque solto, cavalo-marinho, teatro de bonecos popular do nordeste, caboclinho e literatura de cordel.

O diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan, Hermano Queiroz, ressalta que o reconhecimento não deve ser entendido apenas como um ato declaratório. “É um compromisso que o poder público firma com a comunidade, através de vários órgãos, de atuar na salvaguarda daquele patrimônio. A partir de um plano de salvaguarda, com ações de curto, médio e longo prazo, vamos atuar conjuntamente para o fortalecimento desse bem cultural”, detalha.

Seminário

Gratuito e aberto ao público, o Seminário Forró e Patrimônio Cultural vai reunir forrozeiros, artistas, músicos, artesãos, e dançarinos, além de gestores públicos e culturais, produtores e pesquisadores. As atividades vão ocupar o Cais do Sertão, Paço do Frevo, Praça do Arsenal e Teatro Mamulengo, todos no Bairro do Recife. A programação reúne mesas com diferentes temáticas, aulas de mestres forrozeiros e apresentações artísticas. As inscrições estão disponíveis através da plataforma Sympla.

Serviço:

Seminário Forró e Patrimônio Cultural
Desta quarta-feira (8) até sexta-feira (10), da 9h às 18h
No Museu Cais do Sertão, Paço do Frevo, Praça do Arsenal e Teatro Mamulengo (Bairro do Recife)

Por Naldinho Rodrigues*

A Música Popular Brasileira está de luto. Perdemos na última terça-feira, 30 de abril, Elizabeth Santos Leal de Carvalho, mais conhecida como Beth Carvalho.

Beth foi uma cantora e compositora brasileira que desde que começou a fazer sucesso na década de 1970 se tornou uma das maiores intérpretes do gênero, ajudando a revelar nomes como Luiz Carlos da Vila, Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, Almir Guineto, o Grupo Fundo de Quintal, Arlindo Cruz e Bezerra da Silva.

A carreira de Beth Carvalho se originou na Bossa Nova. No inicio de 1968 participou do movimento Música Nossa que foi fundado pelo Jornalista Armando Henrique, e pelo hoje, Hugo Belardi.

Foi em 1968 que ela gravou a música “Andança” e ficou conhecida em todo o País. Além de se tornar o seu primeiro grande sucesso, Andança é o título do seu primeiro LP gravado no ano seguinte. A partir de 1973 passou a lançar um disco por ano e se tornou sucesso de vendas, emplacando várias composições como 1.800 colinas, Saco de Feijão, Olho por Olho, Coisinha do Pai, Firme e Forte, Vou Festejar e Acreditar.

Com mais de 50 anos de carreira, ela ganhou vários prêmios: Grammy Latino, Prêmio da Música Brasileira, Premio Contigo MPB FM.

Beth Carvalho era admiradora de Leonel Brizola, Fidel Castro e Hugo Chaves, era torcedora do Botafogo, filiada ao PDT e tinha a Mangueira como a sua Escola de Samba de Coração. Beth Carvalho apoiou Luiz Inácio Lula da Silva em todas as suas campanhas presidenciais. Integrou o coro que entoou o jingle LULA LÁ à Presidência em 1989, em 2010 apoiou a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência e apoiava também o MST.

Desde 2010 Beth Carvalho vinha enfrentando um drama pessoal: Ela sofreu uma fissura no Sacro, um osso localizado na coluna vertebral, e devido a esse problema, se apresentava em shows deitada em uma cama sem poder sentar ou andar. O problema foi agravado por uma neopatia causada por ela ter ficado muito tempo na mesma posição durante a cirurgia na coluna.

Beth Carvalho estava internada desde o dia 08 de janeiro no Hospital Pró-Cardíaco Rio. A causa da sua morte foi uma infecção generalizada.

Beth Carvalho partiu aos 72 anos de idade. Foi casada desde 1979 com o ex-jogador de futebol Edson Cegonha, deixando apenas uma filha chamada Luana. A Madrinha do Samba como foi batizada, nasceu no dia 05 de maio de 1946 e faleceu no dia 30 de abril de 2019.

Beth Carvalho, um símbolo da música popular brasileira que deixa o samba desfalcado a partir de agora…Matando as saudades de Beth Carvalho, curta o seu maior sucesso:

A N D A N Ç A

*Naldinho Rodrigues é locutor de rádio. Apresentador do programa Tocando o Passado, sempre aos domingos das 5 às 7 da matina pela Rádio Afogados FM.

http://imagens2.ne10.uol.com.br/ne10/imagem/noticia/2012/05/12/thumb/b5f9e16244f9206099bc02327a8131dc.jpg

O Festival Nacional da Seresta foi criado em 1995 para reforçar o plano de revitalização do Recife Antigo, visando melhorias estruturais e promoção de eventos que pudessem atrair a atenção do turista e do público local.

A ideia deu tão certo que este ano chega-se à 25ª edição da Seresta como evento consagrado na grade de Programação Festiva e Cultural  de Pernambuco.

Pelo Festival da Seresta já passaram nomes importantes da Música Popular Brasileira como Nelson Gonçalves, Sílvio Caldas, Mário Lago, Jamelão, Miltinho, Alcione, Fagner, Benito de Paula, Fafá, Joanna, Jair Rodrigues, Moacyr Franco, Núbia Lafayette, Ângela Maria, Cauby Peixoto, a turma da Jovem Guarda, enfim, quase toda a classe artística romântica do Brasil.

O evento já é conhecido no país inteiro, pois de todos os lugares recebem-se propostas de cantores e bandas para participarem da Seresta.

O objetivo continua sendo o de movimentar o bairro do Recife durante quatro dias, fomentando o turismo, o lazer, a cultura, o comércio, a geração de renda.

O Festival Nacional da Seresta tem o apoio da Prefeitura do Recife/FCCR e Governo do Estado/Empetur.

Recife já vem sendo chamada lá fora de Capital Nacional da Seresta, e este ano traz a seguinte programação:

Acompanhe a programação do 25º Festival Nacional da Seresta

Local: Praça do Arsenal – Recife Antigo

Quarta-feira – 8 de maio

20h00 – Roberto Barradas

21h00 – Edilza Aires

22h00 – Gilliard

23h00 – Adilson Ramos

Quinta-feira – 9 de maio

20h00 – Orquestra das Pás

21h00 – Cello Gomes

22h00 – Agnaldo Timóteo

23h00 – Altemar Dutra Jr

Sexta-feira – 10 de maio

19h00 – Zuza Miranda

20h00 – Cristina Amaral canta Nelson

21h00 – Coral Edgar Moraes

22h00 – Rosana

23h00 – Ovelha

Sábado – 11 de maio

19h00 – Bia Marinho

20h00 – Leonardo Sullivan

21h00 – Orquestra Virtual

22h00 – Fernando Mendes

23h00 – Renato e seus Blue Caps.

A matéria foi enviada ao Blog PE Notícias pelo entusiasta do Festival da Seresta, cantor Daniel Bueno, que é natural da vizinha cidade de Carnaíba.

Comemorando 35 anos de carreira em 2019 e realizando uma turnê pelo Nordeste em homenagem a Nelson Gonçalves, a cantora pernambucana Cristina Amaral dá uma prévia de como será o São João 2019 celebrando o melhor do forró no palco do Festival Viva Dominguinhos neste sábado (27), em Garanhuns. Além de clássicos de sua carreira como “Cidade Grande” e “Eu Sou o Forró” Cristina ainda achou espaço para homenagear Jackson do Pandeiro – em 2019 será o centenário de nascimento do compositor e instrumentista que marcou a história da música brasileira com suas canções divertidas e muita embolada; “Jackson foi considerado o rei do ritmo com seu sincopado, um artista que é referência até hoje”, afirma.

Luiz Gonzaga completa a “santíssima trindade” de referências que estarão presentes em sua apresentação no sábado: “Jackson será celebrado em um bloco do show porque ele foi muito inovador, divertido, merece ser celebrado em seu centenário; enquanto Dominguinhos é poesia pura. Ambos são inesquecíveis e devem ser celebrados sempre. Já o Gonzagão é nosso Rei, canto ele onde quer que eu vá”, destaca. 

CARREIRA A MIL

Depois de visitar a Europa em janeiro, onde cantou no festival Psiu Forró Berlim, Cristina celebrou o centenário de Nelson Gonçalves num show inesquecível no emblemático Teatro de Santa Isabel, no Recife. O show foi registrado em vídeo e, em breve, será lançado em DVD. Enquanto acumula shows pelo Nordeste, o show já tem apresentações agendadas em João Pessoa (PB) dia 10 de maio, Fortaleza (CE) dia 10 de agosto e Campina Grande (PB), (com data a definir), a artista ensaia um novo repertório que deve guiar o show de São João em 2019: “adoro misturar MPB com aqueles clássicos das antigas tipo Mastruz com Leite dos anos 90 e, claro, lançar música nova”, destaca.

Por Naldinho Rodrigues*

Primeiro morre a pessoa, depois seu nome, e este mês completam-se 36 anos da morte de Clara Francisca Gonçalves Pinheiro, mais conhecida como Clara Nunes. Nascida em Paraopeba, nas Minas Gerais, em 12 de agosto de 1942, vindo a falecer em 02 de abril de 1983 aos 40 anos.

Clara Nunes foi uma cantora e compositora brasileira, considerada uma das maiores e melhores intérpretes do País. A morte de Clara Nunes nunca foi explicada ou esclarecida de forma convincente. A cantora morreu em função de um choque anafilático durante uma cirurgia de varizes. Ela teve uma reação alérgica em um dos componentes do anestésico e isso evoluiu para uma parada cardiorrespiratória.

Ainda persistem os boatos de que o anestesista teria abandonado a sala, que houvera uma suposta falha nos equipamentos da sala de cirurgia, aborto, tentativa de suicídio, surra do marido, uma enorme quantidade de whisky que a cantora teria ingerido na noite anterior à cirurgia e que ela seria usuária de drogas. Com tantos boatos sua morte, ainda hoje, é cercada de algum mistério.

Nem Elis Regina, nem Maria Betânia, nem Gal Costa, foi Clara Nunes a primeira cantora a bater a marca dos 100 mil discos vendidos. O feito se deu em 1974 com o LP Alvorecer. Num só golpe, ela não apenas ultrapassou 100 mil cópias como triplicou o recorde, somando 312 mil cópias vendidas em um ano.

Clara Nunes também se tornou a primeira cantora de sua época a vender mais de 4 milhões e 400 mil de discos, e é detentora de 18 discos de Ouro. O seu DVD lançado no ano de 2009 com clips e participação no Fantástico, vendeu 30 mil cópias nas primeiras semanas do lançamento.

A mineira de Paraopeba, apelidada de Sabiá gravou inúmeros sucessos que ainda são lembrados pelo povão, a exemplo de: O Mar Serenou, Deusas dos Orixás, Morena de Angola, Feira de Mangaio, O Canto das Três Raças, Lama, Portela na Avenida (sua escola de samba de coração), e o seu maior sucesso: Conto de Areia.

Clara Nunes despontou em 1968 com a música ‘Você Passa e Eu Acho Graça’, composição de Ataulfo Alves e Carlos Imperial.

Clara Nunes veio de família humilde, órfã desde pequena, aos 16 anos foi para Belo Horizonte, onde conseguiu empregar-se como operária numa fábrica de tecidos e por essa época cantava no Coral de uma Igreja, e em 1960 foi à vencedora da final do concurso A Voz de Ouro ABC, com a música Serenata do Adeus, de Vinicius de Moraes.

Em 1975, Clara Nunes se casou com Paulo Cesar Pinheiro, um dos mais importantes letristas da Música Popular Brasileira, o que contribuiu para aproximá-la de canções com maior densidade literária, embora jamais tenha abdicado dos sambas de roda e de morro, nem dos clássicos do cancioneiro de Caymmi e Gordurinha que ela entoava desde o início da carreira. Certa vez, respondendo a uma pergunta de um determinado repórter, Clara respondeu: Acho que a cantora precisa de duas coisas: ter uma bonita voz e uma ótima aparência.

Quanto ao caso de ter pernas bonitas, isso é secundário, mas pesa também na balança, é claro. Com relação a sua morte, seu esposo Paulo Cesar Pinheiro, falou o seguinte: “Eu fui olhando para o rosto de cada um deles e percebi algo estranho no anestesista, que estava pálido, com os lábios secos, eu pensei: foi esse cara quem fez a merda!”, ele era o único que estava transtornado.

Segundo a junta médica, caso a cantora sobrevivesse teria sequelas gravíssimas, devido à falta de oxigenação no cérebro. Ainda hoje o túmulo da artista em dias de finados é segundo mais visitados no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, perdendo em visitação apenas para o de Cazuza.

Vamos reviver e diminuir a saudade dessa eterna musa da música Brasileira, CLARA NUNES, com o seu maior sucesso Conto de Areia…

*Naldinho Rodrigues é radialista, e apresentador do Programa Tocando o Passado, pela Rádio Afogados FM, sempre aos domingos, das 5 às 7h.

https://robertajungmann.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3-16.jpg

O Museu Cais do Sertão foi o grande vencedor do Prêmio Obra do Ano 2019, organizado pelo site ArchDaily.  A premiação é concedida para a melhor construção arquitetônica dos países de língua portuguesa e três obras brasileiras receberam mais votos, que além de mostrar diversidade arquitetônica, são exemplos do impacto público que a arquitetura deve oferecer. E o nosso patrimônio, localizado no Recife Antigo, estava entre elas.

 O resultado saiu nesta quarta-feira (24) e o ranking foi escolhido pelos leitores do site ArchDaily.  

Assinado por Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz, da Brasil Arquitetura, o projeto do Cais apresenta o universo do sertão e Luiz Gonzaga em suas múltiplas vertentes formadoras de um modo de ser brasileiro. Os dois módulos do museu ocupam uma área de 7.5 mil m², com destaque para o concreto armado e protendido e mais de dois mil cobogós. Em 2015, o Cais do Sertão foi eleito um dos 20 melhores museus da América do Sul pelos usuários do TripAdvisor.

Você pode conferir a lista completa clicando aqui

https://robertajungmann.com.br/wp-content/uploads/2019/04/6-8-990x556.jpg

Os atores Priscila Fantin e Bruno Lopes aproveitaram um momento de folga para levar amor e sorrisos à Casa de Acolhimento, que cuida de 11 crianças que sofreram algum tipo de negligência familiar, no município de Brejo da Madre de Deus. Eles, que interpretam Maria e o apóstolo João, na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, subiram ao palco do espetáculo pela última vez na noite deste sábado (20).

Durante à tarde do sábado, os atores brincaram e lancharam com as crianças, além de visitar todos os ambientes e conversar com as assistentes sociais para conhecer melhor o trabalho desenvolvido, como tem o hábito de fazer sempre que viajam com o próprio espetáculo.

A peça dos dois, “Precisamos falar de amor sem dizer eu te amo”, é itinerante e tem preocupação social, procurando sempre ajudar instituições filantrópicas locais. “Por todas as cidades que passamos, espalhamos amor. Seja fazendo sessão gratuita, arrecadando alimentos ou visitando, escutando e conversando. Convidamos nosso público a estender a mão junto com a gente”. disse Bruno.

“O título da nossa peça traz a reflexão de que amar não está nas palavras, mas na atenção ao outro. Olhar no olho, perceber que todos têm suas dificuldades e respeita-las. Estar aqui hoje e conhecer cada uma dessas crianças é importante.” acrescentou Priscila.

Um dos sonhos do casal, que abriu um escritório para gerir suas carreiras, é explorar o Brasil levando cultura às pessoas que não tem acesso. “Queríamos ter uma carreta-palco para chegar em qualquer lugar e fazer teatro”, concluíram. Priscila e Bruno se despedem de Pernambuco neste domingo (21) e seguem para turnê na Bahia com o espetáculo “Precisamos falar de amor sem dizer eu te amo”.

'Mateus', documentário de Déa Ferraz

Pelo menos 61 curtas e sete longas-metragens foram selecionados para exibição na 5ª Mostra Pajeú de Cinema (MPC) entre os próximos dias 3 e 18 de maio em municípios do Sertão pernambucano. O anúncio dos filmes foi feito nesta quinta-feira (18) e contempla, entre as obras que circularão pelos municípios de Carnaíba, Ingazeira, Iguaracy e Afogados da Ingazeira, “Estou me guardando para quando o Carnaval chegar”, de Marcelo Gomes; “Mateus”, documentário de Déa Ferraz e a animação pernambucana Guaxuma, de Nara Normande.

A Mostra Pajeú de Cinema – viabilizada pelo Funcultura / Governo do Estado e organizado pela Pajeú Filmes – tem nesta edição uma nova identidade visual criada pela artista Ianah Maia. De acordo com Bruna Tavares, curadora do evento ao lado de André Dib e William Tenório, a ideia é expressar por meio da arte o desconforto pelas questões que assolam o país, tendo o cinema como um meio de combate e de registro para propor reflexões.

Além dos longas pernambucanos, que inclui também “Azougue Nazaré”, de Tiago Melo, completam o programa dois longas paulistas e um carioca, com extensa carreira em festivais: a ficção A Sombra do Pai, de Gabriela Amaral Almeida (com Júlio Machado, Nina Medeiros, Luciana Paes); o documentário Fabiana, em que a diretora Brunna Laboissière acompanha a última viagem de uma mulher trans, caminhoneira, depois de 30 anos percorrendo as estradas do Brasil; e o documentário Pastor Cláudio – que será o filme de abertura da mostra em Afogados da Ingazeira no domingo (12), em sessão seguida de debate com a diretora Beth.

Curtas

A seleção de curtas leva para o Sertão filmes de quatro regiões do país, com destaque para Noir Blue, de Ana Pi, coreógrafa mineira radicada na França, e O órfão, de Carolina Markowicz. Entre as produções pernambucanas serão apresentados os novos trabalhos de Tila Chitunda (Nome de Batismo – Frances, que acaba de estrear no festival “É Tudo Verdade”); Lia Letícia (Thinya); Rita Carelli (A Era de Laryokoto); e a animação pernambucana Guaxuma, de Nara Normande (selecionado pelo Festival de Annecy, na França, e eleito melhor curta no Festival de Gramado).

A Paraíba também entra no circuito com os filmes “A ética das hienas e Caetana” (Mostra de Tiradentes) e “Crua” (Festival de Rotterdam).

Oficinas

Nesta edição a MPC contará com a “Oficina de Crítica Cinematográfica” ministrada pela jornalista e professora sergipana Suyene Santos, na sexta (10) e sábado (11) em Afogados da Ingazeira. As inscrições para a oficina estão abertas e seguem até 26 de abril no site www.mostrapajeudecinema.com.br.

Já a “Oficina Rápida de Cinema Ligeiro” será ministrada em Carnaíba, Ingazeira e Iguaracy pela realizadora pernambucana Eva Jofilsan, que contemplará as possibilidades estéticas das vinhetas audiovisuais.

Veja os filmes selecionados para a 5ª Mostra Pajeú de Cinema:

Afogados da Ingazeira

Longas

A sombra do pai (SP, 2018), de Gabriela Amaral Almeida
Azougue Nazaré (PE, 2018), de Tiago Melo
Bloqueio (RJ, 2018), de Victoria Alvares e Quentin Delaroche
Estou me guardando para quando o Carnaval chegar (PE, 2019), de Marcelo Gomes
Fabiana (SP, 2018), de Brunna Laboissière
Mateus (PE, 2018), de Déa Ferraz
Pastor Cláudio (RJ, 2018), de Beth Formaggini

Curtas

A era de Laryokoto (PE, 2019), de Rita Carelli
A ética das hienas (PB, 2019), de Rodolpho de Barros
As aulas que matei (DF, 2018), de Amanda Devulsky e Pedro B. Garcia
BR3 (RJ, 2018), de Bruno Ribeiro
Caetana (PB, 2018), de Caio Bernardo
Conte isso àqueles que dizem que fomos derrotados (PE, 2018), de Aiano Bemfica, Camila Bastos, Cris Araújo, Pedro Maia De Brito
Crua (PB, 2019) de Diego Lima
Estamos todos aqui (SP, 2017), de Chico Santos & Rafael Mellim
Fartura (RJ, 2019), de Yasmin Thayná
Guaxuma (PE, 2018), de Nara Normande
Maré (BA, 2018), de Amaranta César
Mesmo com tanta agonia (SP, 2018), de Alice Andrade Drummond
Nome de batismo – Frances (PE, 2019), de Tila Chitunda
Noir Blue – deslocamentos de uma dança (MG/França, 2018), de Ana Pi
O órfão (SP, 2018), de Carolina Markowicz
Quando decidi ficar (PB, 2018), de Maycon Carvalho
Sua invariável gentileza toca o meu complicado coração (BA, 2018), de Marcus Curvello
Thinya (PE, 2019), de Lia Letícia
Verde Limão (PE, 2018), Henrique Arruda

Matinê

A luta (MG, 2017), de Bruno Bennec
Bia Desenha: Burrinho no espaço (PE, 2018), de Kalor Pacheco e Neco Tabosa
Bia Desenha: O nascimento de Zalika + Tarefinhas (PE, 2018), de Kalor Pacheco e Neco Tabosa
Bia Desenha: Anjo de jambo (PE, 2018), de Kalor Pacheco e Neco Tabosa
Cadarço (SP, 2017), de Eduardo Mattos
Dando asas à imaginação (RJ, 2017), de Arthur Felipe Fiel e Joao Marcos Nascimento
Fazenda Rosa (PE, 2018), de Chia Beloto
Mini Miss (PE, 2018), de Rachel Daisy Ellis
O Malabarista (GO, 2018), de Iuri Moreno
O Violeiro Fantasma (GO, 2018), de Wesley Rodrigues
Uma história das cores (RJ, 2018), de Vitor Hugo Fiuza
Viagem na chuva (GO, 2014), de Wesley Rodrigues

Sessão acessível

Cadarço (SP, 2017), de Eduardo Mattos
Coleção (PE, 2019), de André Pinto e Henrique Spencer
Cor de Pele (PE, 2018), de Lívia Perini
Majur (MT, 2018), de Rafael Irineu
Nova Iorque (PE, 2018), de Leo Tabosa
O malabarista (GO, 2018), de Iuri Moreno
Victor vai ao Cinema (PE, 2017), de Albert Tenório

Carnaíba

A viagem de Ícaro (GO, 2018), de Kaco Olimpio e Larissa Fernandes
ARARA: um filme sobre um filme sobrevivente (MG, 2017), de Lipe Canêdo
Da curva pra cá (ES, 2018), de João Oliveira
Eu vejo flores (PR, 2018), de Bruna Steudel
Invasão Drag (RJ, 2018), de Rafael Ribeiro
O malabarista (GO, 2018), de Iuri Moreno
Quilombo Mata Cavalo (ES, 2018), de Victor Hugo Fiuza
Um corpo feminino (RS, 2018), de Thais Fernandes
Uma história das cores (RJ, 2018), de Victor Hugo Fiuza
Xavier (SP, 2017), de Ricky Mastro

Iguaracy

A fabula da corrupção (RS, 2011), de Lisandro Santos
Ainda ontem (PR, 2018), de Jessica Candal
Cadarço (SP, 2017), de Eduardo Mattos
Médico de Monstro (SP, 2017), de Gustavo Teixeira
Megg: a margem que migra para o centro (PR, 2018), de Larissa Nepomuceno e Eduardo Sanches
Mesmo com tanta agonia (SP, 2018), de Alice Andrade Drummond
O muro era muito alto (RJ, 2018), de Marcelo Marão
Tempo Circular (PE, 2018), Graci Guarani
Uma família ilustre (RJ, 2015), de Beth Formaggini

Ingazeira

#JURI (MT, 2018), de Samantha Col Debella
Animais (SP, 2015), de Guilherme Alvernaz
Azul Vazante (SP, 2018), de Julia Alquéres
Codinome Breno (RN, 2018), de Manoel Batista
Impermeável pavio curto (MG, 2018), de Higor Gomes
Lençol de inverno (PE, 2018), de Bruno Rubim
Nova Iorque (PE, 2018), de Leo Tabosa
O esquema (PE, 2018), de Caio Dornelas
Quando a chuva vem? (PE, 2019), de Jefferson Batista de Menezes Silva.

Por Naldinho Rodrigues*

O Toque de Saudade de hoje é relacionada a Nelson Ned D’Ávila Pinto, ou mesmo Nelson Ned, conhecido mundialmente como ‘O Pequeno Gigante da Canção’, que chegou a vender 45 milhões de cópias de discos em todo o mundo.

O Pequeno Gigante nasceu no dia 2 de março de 1947 em Ubá, Minas Gerais. Como quando criança não se desenvolvia, foi diagnosticado com displasia espôndilo-epifisária, que o levou a ter apenas 1,12 metros de altura na fase adulta. Seus seis irmãos nasceram sem esse distúrbio, mas os três filhos de Nelson herdaram o nanismo.

No dia 24 de dezembro de 2013, passou a viver em uma clínica de repouso na Granja Viana, em Cotia, próxima a São Paulo. Poucos dias depois, em 4 de janeiro, ele deu entrada no Hospital Regional de Cotia, com infecção respiratória aguda, pneumonia e problemas na bexiga, vindo a falecer em 5 de janeiro de 2014, no Hospital Regional de Cotia, em São Paulo, aos 66 anos.

Nos anos 60, começou a se apresentar e gravar discos, inclusive noutros países da América Latina, na Europa, e na África, onde era extremamente popular. Com repertório voltado para a música romântica, seus shows atraíam multidões em estádios e teatros.

Nelson Ned foi o primeiro cantor latino a vender 1 milhão  de discos nos Estados Unidos, chegando a se apresentar ao lado de grandes nomes da música romântica, como Júlio Iglesias e Tony Benett.

Nelson Ned foi casado duas vezes e teve 3 filhos, Nelson Ned Júnior, Monalisa e Verônica. Chegou a ser acusado de acertar um tiro na primeira esposa.

Como cantor, compositor e escritor, gravou músicas que despontaram como grandes sucessos, a exemplo de: Será, Será; Se As Flores Pudessem Falar; Deus Abençoe as Crianças; Tudo Passará; Caprichoso; Ninguém Irá Te Amar Mais do Que Eu; e a mais badalada foi Domingo a Tarde.

Nelson Ned também se destacou compondo músicas que realmente balançaram o público em geral, como: Se eu Pudesse Conversar com Deus, Não Tenho Culpa de Ser Triste, gravada na voz do saudoso Antonio Marcos, e Eu Vou Sair Para Buscar Você, sucesso na voz de Agnaldo Timóteo.

O próprio cantor confessou que passou por momentos difíceis antes de se converter à religião evangélica nos anos 90. Teve uma vida de vícios e excessos: muita cocaína, muita mulherada, e com isso se encheu de dívidas, vindo a perdeu toda a fortuna que conquistou ao longo de muitos anos da carreira de sucessos.

O cantor que chegou a beber até um litro de whisky por dia, vindo a sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) em 2003, o que o levou a perder a visão do olho direito. Desde então, morava em uma residência adaptada para suas necessidades em São Paulo. O cantor ainda sofria de diabetes, hipertensão e de mal de Alzheimer. Como consequência não pôde mais andar e passou a se locomover em cadeira de rodas.  

Um final melancólico e triste para uma carreira tão brilhante desse inesquecível ídolo da música romântica NELSON NED.

Vamos relembrar o seu maior sucesso: Domingo à Tarde…

*Naldinho Rodrigues é radialista, apresentador do programa Tocando o Passado pela Rádio Afogados FM sempre aos domingos das 5 às 7h.  

Maria Cristina da Silva é moradora do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, e há cinco anos faz do artesanato uma profissão

Encerram-se nesta segunda-feira (15) as inscrições para grupos de mulheres artesãs participarem do Edital da Secretaria da Mulher de Pernambuco (SecMulher-PE) para a 20ª Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), que acontece de 3 a 14 de julho de 2019.

Serão selecionados 20 grupos de artesãs para expor suas mercadorias no Estande Institucional da Secretaria, além de quatro grupos que participarão do desfile da Passarela Fenearte.

Podem concorrer associações, cooperativas, redes de produção e comercialização e grupos produtivos de artesanatos formais ou informais, que residam em Pernambuco.

O edital com todas as informações e instruções, bem como o formulário de inscrição e passo a passo, está disponibilizado no site da SecMulher-PE. As interessadas que tiverem dificuldade de acesso à internet ou de compreensão de qualquer item, podem realizar a inscrição também de forma presencial, na Coordenadoria de Trabalho e Renda, na sede da Secretaria da Mulher de Pernambuco, localizada na Rua Cais do Apolo, 222, 4º andar – Recife Antigo.

INTERIOR

O Blog entrou em contato com a secretária de Administração de Afogados da Ingazeira, Flaviana Rosa, que por ser responsável também pela Sala do Empreendedor, nos informasse se algum órgão competente do município estaria com a incumbência de promover a divulgação através da imprensa local e consequentemente juntar as artesãs de Afogados da Ingazeira e levar para 20ª Feira de Negócios Nacional do Artesanato de Pernambuco – Fenearte.

Por sua vez Flaviana Rosa informou que “A Fenearte tem várias modalidades de inscrições: via prefeituras, estados, países, institucional ou individualmente. O processo é amplamente divulgado no site e redes sociais do Governo do Estado, todos que tiverem interesse, se inscrevem pelo próprio site. Essas inscrições abriram ano passado, e para participar, os artesãos precisam ter a carteira do artesão, que é solicitada no Centro de Artesanato de Pernambuco, em Recife”, disse Flaviana, acrescentando: “Você solicita e passa por uma curadoria que comprova que de fato o artesão é o autor dos produtos na hora da inscrição. De Afogados da Ingazeira somente duas artesãs da rede de mulheres Produtoras do Pajeú tem essa carteira atualizada. Em 2016 ou 2017 em parceria com o Sebrae, a Prefeitura trouxe esse serviço para Afogados da Ingazeira que selecionaram artesãos da região indo até o município de Tacaratu. Mas cada artesão deve fazer a seleção todos os anos, com essa carteira pode se inscrever diretamente nos sites do governo ou da Fenearte”, concluiu a secretária em sua resposta enviada ao blog.

Todas as informações importantes para preencher o formulário estão disponíveis no Edital. É fundamental a leitura dele para obter sucesso no processo seletivo e conhecer a dinâmica do estande e de toda logística durante os 12 dias de feira. Após o término das inscrições será realizada, nos dias 22 e 23 de abril, a seleção dos produtos através da equipe de curadoria. A divulgação dos grupos selecionados acontecerá em 25 de abril do corrente ano através do site e demais mídias da SecMulher-PE.

Estima-se que mais de 2 bilhões de xícaras sejam bebidas por dia em todo mundo / Foto: Pixabay

Neste domingo (14), comemora-se o Dia Mundial do líquido que, depois da água, é o mais consumido do mundo, o café. Estima-se que mais de 2 bilhões de xícaras sejam bebidas por dia. No Brasil. assim como o futebol e a telenovela, o café caiu no gosto popular e se tornou uma paixão nacional. Para se ter dimensão disso, dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) apontam que a bebida é consumida por 9 entre 10 brasileiros com mais de 15 anos. Ainda segundo a Abic, o país é o maior produtor e exportador de café do mundo e o segundo maior país consumidor – atrás apenas dos Estados Unidos – estando presente em 98,5% dos lares do Brasil.

Mas antes de chegar nas casas pelo país afora e aquecer nosso dia com seu aroma fascinante e incrível sabor, o café precisa passar por uma série de etapas que vão desde o plantio, passando pela torra e moagem, até o preparo antes de ir para nossa xícara. Acompanhar esse processo é o papel do barista, o profissional que trabalha criando novas bebidas, tendo como ingrediente principal o café, utilizando-se de licores, cremes, bebidas alcoólicas, leite, entre outros. De acordo com a barista Renata Helena, muitas vezes é esse profissional que define o cardápio de cafeterias. “Além de ser responsável pelo preparo de cafés, o barista estabelece receitas e administra toda a operação de uma cafeteria, como criar o cardápio do local”, disse Renata, a primeira profissional do ramo que, sendo registrada, faz cafés clássicos e especiais em Pernambuco.

Renata explica ainda que fazer café não é uma coisa difícil, mas também não é tão simples como se parece. Para se ter uma boa bebida é preciso prestar atenção em alguns fatores que, muitas vezes, passam despercebidos, como a cor do produto e a receita seguida. “É preciso identificar o aspecto visual dos grãos, a uniformidade da torra, cor e o tamanho. É aí que entra o lado profissional do barista”, explica Renata, que lembra que “os componentes fundamentais para uma boa xícara são, claro, um bom café, a precisão e a receita.”

Dicas para fazer um bom café

Para ajudar quem gosta de um cafezinho, a barista Renata Helena dá algumas dicas  para deixar a bebida ainda mais saborosa. A barista explica que para preparar um bom café é sempre preferível comprar em grão e moer em casa. “Mas se não tiver moedor, é melhor comprar na cafeteria e pedir para o barista moer”, aconselha.

Segundo Renata, antes de começar o processo de fazer a bebida, é preciso lavar o filtro para coar. “Lave o filtro de papel com água quente por 30 segundos, até que todo o líquido seja absorvido. Depois disso, despeje toda a água de forma contínua. Dessa forma, o filtro não irá transferir gosto de celulose para a bebida, nem absorver os óleos do café”, explica ela. Esse processo é conhecido como pré-infusão e é feito automaticamente na máquina de expresso e cafeteiras elétricas.

Sobre o ponto ideal da água para o preparo, é recomendado não tenha sido fervida, mas aquecida. “Quando começar a formar pequenas bolhinhas, pode desligar o fogo e colocar na cafeteira”, fala Renata. Ela ainda alerta para a necessidade de que a água seja mineral e não que venha diretamente da torneira, por conta da grande quantidade de cloro.

Seguidos esses passos, o café está pronto para ser coado, misturado à água e servido.

Benefícios do café para a saúde

Além de gostoso, o café também tem efeitos sobre a saúde de quem o consome. No mundo inteiro, a bebida é conhecida por ajudar a deixar as pessoas acordadas, mais atentas e dispostas. Isso porque quando o tomamos, o café age nos receptores de adenosina, uma substância essencial para que o sono chegue ao cérebro.  A cafeína também é responsável por liberar adrenalina no nosso corpo, por isso é comum que as pessoas fiquem mais atentas, mas também tendem a se irritar, ter ansiedade com mais facilidade. Esse, por exemplo, é um dos motivo de muitas pessoas preferirem não tomar café à noite.

A bebida também pode ajudar na prevenção doenças cardíacas. É o que mostra uma pesquisa feita pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, no Estados Unidos. De acordo com o estudo, quatro doses diárias do café reduzem em até 11% o risco de insuficiência cardíaca, quando o coração não consegue mais bombear o sangue de forma adequada. Outra pesquisa da mesma universidade provou que doses moderadas de cafeína alteram positivamente o humor e diminuem em até 15% o risco de depressão.

Para quem costuma esquecer as coisas facilmente, a cafeína pode ajudar no armazenamento de alguns tipos de memórias por até 24 horas após seu consumo, segundo um estudo publicado na revista científica Nature Neuroscience, uma das mais importantes da área. A pesquisa foi realizada com 160 pessoas e coordenada por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, também nos Estados Unidos e ficou comprovado que o cérebro apresenta um nível mais profundo de retenção de memória em pessoas que consumiram uma quantidade maior de cafeína.

Apesar dos benefícios, doses excessivas da bebida podem trazer complicações para quem a consome. Segundo o médico endocrinologista Fábio Moura, a quantidade ideal seria entre três e quatro xícaras diariamente, sendo quatro miligramas para cada quilo que a pessoa tenha. Ou seja, uma pessoa com 80 kg pode consumir até 320 ml por dia. “Se alguém extrapola esse limite de segurança, a chance dessa pessoa ter arritmia ou convulsão é aumentada”, explica.

Jornalismo e café

Seja nos filmes, caricaturas ou histórias sobre o jornalismo, o café sempre esteve no imaginário popular quando se fala da profissão. Além de nos manter atentos e concentrados, faz parte da cultura das redações de jornais pelo mundo. “Profissões que exigem concentração – como o jornalismo – reconhecem que as ideias fluem melhor sob efeito da cafeína.” É o que conta o jornalista, colunista político e apresentador do quadro Café & Conversa, na Rádio Jornal, Romoaldo de Souza.

Acostumado a tomar café desde criança, Romoaldo lembra que na casa da sua avó, em Carnaíba, no Sertão de Pernambuco, uma boa xícara unia a família. “Era sinal de encontro agregador.” Apesar da proximidade com a bebida desde a infância, foi apenas em 1994 que o jornalista fortaleceu sua relação com o café após complicações com o álcool. “Fui obrigado a parar de tomar bebida alcoólica, então, encontrei no café o motivo para largar o álcool”, diz ele.

A paixão de Romoaldo pelo café só aumentou após morar fora do Brasil. Esse sentimento foi responsável por levar o jornalista a fazer diversos cursos para conhecer ainda mais a bebida. “Como tinha morado no exterior, viajado muito pelo mundo, descobri que o café brasileiro era conceituado lá fora, mas aqui ficava só no refugo”, conta. “Então, passei a fazer todo tipo de curso para entender (a bebida) da origem à xícara e descobrir esse mundo fantástico”, completa o jornalista.

A Paixão de Cristo 2019 mostrou toda sua grandiosidade na pré-estreia da temporada, que aconteceu na noite desta sexta-feira (12). A encenação obteve, da composição formada entre cenário, figurinos, efeitos especiais e atores, um resultado que agradou a todos os presentes. O elenco principal, formado pelos globais José Carré (Jesus), Bruno Gomes (João), Gabriel Braga Nunes (Pilatos), Ricardo Tozzi (Herodes) e Priscila Fantin (Maria, além das pernambucanas Rafaela Carvalho (Herodíase) e Ninive Dantas (Madalena) que, com muita sutileza e atenção aos detalhes, conseguiram arrancar aplausos do público ao final de todas as cenas.

Para assistir à 52ª apresentação no maior teatro ao ar livre do mundo, o governador Paulo Câmara e a primeira dama do estado, Ana Luiza, levaram suas duas filhas. A comitiva liderada por ele, que contava Rodrigo Novaes, secretário de Turismo, Gilberto Freyre Neto, Renildo Calheiros, e outros nomes da política, também prestigiou o espetáculo. Durante o trajeto dos palcos, Paulo Câmara assistiu ao espetáculo ao lado do coordenador geral da peça, Robinson Pacheco, filho de Plínio Pacheco, idealizador e construtor da cidade teatro de Nova Jerusalém.

Sob o comando dos diretores Carlos Reis e Lucio Lombardi, a estreia de Juliano Cazarré nos palcos da Paixão de Cristo como intérprete de Jesus não poderia ter sido mais emocionante. O ator construiu um personagem reflexivo e humano.  Entregando-se completamente ao papel, estava sincronizado com todas as falas pré-gravadas durante a encenação. As facetas de Gabriel Braga Nunes deram face a um Pilatos que mostrava que crucificar Jesus não era um escolha pessoal. Ricardo Tozzi e Rafaela Carvalho foram a personificação perfeita do Rei e da Rainha da Galileia na cena do Bacanal de Herodes. Priscila Fantin e Ninive Caldas deram vida e emoção às personagens que sentem e vivenciam toda a dor de ver Jesus Cristo sendo crucificado.

Entre as novidades de 2019, estão um figurino completamente novo e a inserção de uma nova tecnologia à apresentação. Ficou a cargo de Marina Pacheco, figurinista e diretora de arte, alterar a cartela de cores das vestes para um tom mais claro e com um tingimento natural, utilizando raízes, cascas de arvores, frutas e sementes, para dar uma sensação de envelhecimento e desgaste as roupas. Os diretores do espetáculo decidiram ir mais afundo na tecnologia e utilizaram um drone com uma luz azul ao final da apresentação, para representar a subida de Jesus ao céu, após sua ressurreição.

Coletiva

Após a pré-estreia, o elenco falou sobre a experiência de contracenar no maior teatro a céu aberto do mundo. Todos concordaram que a Paixão de Cristo é a quarta linguagem do ator, e que a experiência é incomparável a tudo que já viveram. Gabriel Braga Nunes contou que, apesar de sempre ter tido vontade de participar do espetáculo, por conta da sua agenda fazendo novelas, nunca teve tempo e também o que vai levar da peça “Vou levar o prazer de uma grande comunhão teatral. O objetivo é você conseguir um encontro, uma comunhão, com as pessoas que vieram até aqui”, revelou o intérprete de Pilatos.