Cultura

O filme “Bacurau”, dos pernambucanos Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, terá uma pré-estreia especial no Recife, neste sábado (24), às 19h30. Vencedor do prêmio do júri no Festival de Cannes e do prêmio de melhor filme na principal mostra do Festival de Cinema de Munique, a sessão do longa será no Cinema São Luiz. Aliás, o momento será prestigiado pelos diretores e grande parte do elenco.

Sonia Braga, Bárbara Colen, Thomaz Aquino, Rubens Santos, Valmir do Coco, Clebia Sousa, Jr Black, Marcio Fecher, Val Junior, Zoraide Coleto, Edilson Silva, Charles Hodges, Fabiola Liper, Suzy Lopes, Jamila Facury, Buda Lira, Danny Barbosa, Eduarda Samara e Luciana Souza estarão presentes no grande dia. 

‘Bacurau’ tem sua estreia oficial em todo o Brasil no dia 29 de agosto. O filme, aliás, já foi convidado para mais de 100 festivais e mostras ao redor do mundo. Foi selecionado para o Festival de Toronto (TIFF 2019) onde será exibido na prestigiosa Mostra ‘Contemporary World Cinema’, e para o New York Film Festival, na principal Mostra ‘Main Slate’. Também foi escolhido para representar o Brasil nos prêmios Goya, o equivalente ao Oscar na Espanha, e concorre a uma vaga na disputa pelo prêmio de melhor filme ibero-americano.

Por Naldinho Rodrigues*

O nosso homenageado de hoje é José Maurício da Costa, ou simplesmente Maurício Reis, que nasceu em 1942, no município de Santa Rita, na Paraíba  e faleceu no dia 22 de julho de 2000, no município de Bonito, no Agreste pernambucano.

Mauricio Reis foi um cantor representante do estilo conhecido como brega. Seu LP ‘Fim de Noivado’ lançado em 1973, curiosamente, contém a música “Verônica”, o seu maior e mais conhecido sucesso, foi produzido por Luiz Paulo e Hyldon de Souza, autor da música ‘Na Rua, na Chuva, na Fazenda’, sucesso dos anos 70 e regravado nos anos 2000 pela Banda Kid Abelha,  e ‘As Dores do Mundo’. Em 29 anos de carreira, Mauricio Reis gravou 27 álbuns, entre LPs e CDs.

Mauricio Reis morreu de um acidente automobilístico, causado pelas fortes chuvas que caíram na região, inundando a pista da PE-109 e provocando a derrapagem que jogou seu carro na Barragem do Prata.  

Uma curiosidade é que a canção “Lenço Manchado de Sangue” que consta no LP ‘Fim de Noivado’, conta a tragédia de um acidente de carro. O cantor viajava no banco de passageiros e sofreu um grande impacto quando o Fiat Tempra afundou na rodovia e muito nervoso, teve dificuldade para sair do veículo. Ainda respirando foi carregado pelos demais ocupantes do automóvel. Eles conseguiram ajuda de  moradores da região, que jogaram uma corda para facilitar o resgate. Minutos depois, uma ambulância chegou para transportar o músico para um hospital de Bonito. Por conta dos buracos, o carro de socorro teve o pneu furado. Mauricio Reis mudou de condução, sendo levado na caçamba de uma Toyota. Houve demora em socorrer o cantor que não resistiu e faleceu de edema pulmonar agudo.

A família do cantor processou o Departamento de Estradas e Rodagens (DER-PE), pela falta de sinalização na estrada, o que teria sido a causa do desastre.

Mauricio Reis, um cantor de família humilde e durante a sua trajetória, o que não lhe faltou foi justamente humildade. Realizava shows nos mais diversos locais de maior simplicidade e valorizava a classe mais humilde, também fazia questão de ser atencioso com o seu público.

Mauricio Reis deixou uma marca de simplicidade por onde esteve, chegando até a realizar apresentações de circos, comícios e lugares frequentados pela grande massa. Você que admirou o grande Mauricio Reis, o poeta do cravo branco, O poeta das rosas. Curta o seu maior sucesso que ainda hoje é tocado por esse Brasil bom de brega…V E R Ô N I C A!

*Naldinho Rodrigues é locutor de rádio. Apresenta o Programa Tocando o Passado pela Rádio Afogados FM, sempre aos domingos das 5 às 7 horas da manhã.

Por Naldinho Rodrigues*

O caro leitor já ouviu falar em Antonio Vicente Felipe Celestino? Pois bem; Vicente Celestino foi um mais famosos intérpretes do Brasil. Pertenceu a chamada época de ouro da música brasileira, ao lado de outros grandes cantores, como Mário Reis e Francisco Alves.

Vicente Celestino nasceu em Santa Teresa, na Rua Paraíso, no dia 12 e setembro de 1894. Teve 11 irmãos. Cinco dedicaram-se a o canto e um ao teatro. Os pais, italianos, vieram da Calábria ainda muito jovens. Por ser mais velho, Vicente Celestino teve que arcar com o sustento dos irmãos quando o pai que era guarda-livros, faleceu.

A iniciação musical se deu em 1913, como amador, cantando em um chope-berrante, à noite. Ganhava apenas um valor simbólico. Se o público gostasse, podia alcançar mais um degrau ruma à fama. Às vezes, cantava em Italiano, idioma dos pais. Certo dia, em 1914, ao sair com os amigos, já adulto, cantou em um bar e foi convidado por um empresário, a se apresentar profissionalmente primeiro, no Teatro São José em São Paulo, depois, começou a gravar.

Chorar a traição da mulher, sofrer por amor, beber até cair…todo esse dramalhão que fez tanto sucesso que acabou cansando o público que mudava de gosto nos anos 50. Vicente Celestino passou a se sentir discriminado. A voz era ótima, mas o cantor era rejeitado no Teatro Municipal. O cantor Orlando Silva chamou-o de bebê chorão do rádio.

Antes, nos anos 20, as excursões pelo Brasil renderam-lhe muito dinheiro e só fizeram aumentar sua popularidade. Vicente Celestino reinava absoluto como ídolo da canção. Ele teve uma das ais longas carreiras entre os cantores brasileiros. Quando morreu, às vésperas dos 74 anos , no Hotel Normandie, em São Paulo, estava de saída para um show com Caetano Veloso  e Gilberto Gil, na famosa gafieira “Pérola Negra”, que seria gravado para um programa de televisão. Na fase mecânica de gravação, fez cerca de 28 discos com 52 canções. Com a gravação elétrica, em 1927, sentiu uma certa dificuldade quanto ao rendimento técnico, logo superada.

Aí recomeçaria os sucessos cantados em todo o Brasil. Em 1935 a  RCA Victor contratou-o, sendo praticamente sua única gravadora até morrer. No total, gravou em 78 rpm cerca de 137 discos com 265 canções, mas 10 compactos e 31 LPs, nestes também incluídas reedições dos 78 rpm. Vicente Celestino, que tocava violão e piano, foi o cantor inspirado de muitas das suas canções. Duas delas dariam o tema, mais tarde, para dois filmes de enorme público: O Ébrio (1946), que foi transformada em filme para sua esposa, e Coração Materno (1951).

Neles, Vicente foi dirigido por sua mulher Gilda Abreu (falecida em 1979), cantora, escritora, atriz e cineasta. Vicente Celestino passou por todas as fases e modismos, mesmo quando, no final dos anos 50, fiel ao seu estilo, gravou “Conceição, Creio em Ti e Se Todos Fossem Iguais a Você” seu eterno arrebatamento. 

Paixão e inigualável voz de tenor, fizeram com que o povo o elegesse como a voz Orgulho do Brasil. Em 1965, recebeu o título de Cidadão Paulistano. No dia 23 de agosto de 1968, quando se preparava para gravar um programa de televisão, em que seria homenageado pelo movimento tropicalismo, passou mal no quarto do hotel, em São Paulo, falecendo de coração minutos depois.

Seu corpo foi transferido para o Rio de Janeiro, onde foi velado por uma multidão na Câmara de Vereadores e sepultado sob palmas do público no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.

Vicente Celestino nunca saiu do Brasil e manteve sua voz de tenor que era marca registrada independente do estilo musical que estava executando. Teve suas canções gravadas por grandes nomes, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Marisa Monte, Lindomar Castilho, Gilliard e tantos outros. Em 1999 foi inaugurado em conservatória o Museu Vicente Celestino, com acervo em sua maior parte doado pela família do artista, incluindo fotografias, recortes de jornais, instrumentos musicais, roupas e objetos pessoais do cantor, inclusive o figurino  utilizado no filme o ébrio. Os visitantes do museu também podem assistir a vídeos e ouvir gravações do artista. O Ébrio. Porta Aberta, Ouvindo-te, Patativa, e principalmente, Minha Gioconda, foram seus grandes sucessos…

*Naldinho Rodrigues é locutor de rádio, e apresenta o Programa ‘Tocando o Passado’, pela Rádio Afogados FM, sempre aos domingos das 5 às 7hs.

A exposição “Caravana Museu do Homem do Nordeste”, do artista Jonathas de Andrade, será inaugurada em no dia 19 de agosto, no Sesc Petrolina. A mostra ainda conta com uma visita guiada por ele. A circulação das instalações fotográficas e vídeos criados por Jonathas também chega a duas outras cidades do Estado: Garanhuns (em novembro) e Goiana (em março de 2020).

As obras escolhidas para a exposição tratam de questões urgentes para a região. Educação, trabalho, a disputa rural-urbana e uma reflexão sobre a imagem do homem nordestino na atualidade. Pela primeira vez, Jonathas amplia o conceito da obra ao criar um cartaz interativo. O público poderá mexer em moldes de letras e fazer selfies delas mesmas no processo, postando em redes sociais e brincando de montar seu próprio museu.

Segundo ele, existe um interesse pedagógico na exposição, de atuar em parceria com o projeto educativo, e encontrar um público que vá além daquele acostumado a consumir a arte contemporânea e frequentar as galerias.

Além de ocupar o Sesc Petrolina, situado no Centro da cidade banhada pelo Rio São Francisco, a “Caravana” se espalha pela cidade com imagens em grandes dimensões dos projetos. Elas podem ser encontradas em espaços como o paredão da orla petrolinense, o mercado turístico e o parque Josepha Coelho.

Por Naldinho Rodrigues*

Que tal falarmos hoje do cantor e compositor brasileiro Sebastião Rodrigues Maia, mais conhecido como Tim Maia?

Nascido em 28 de setembro de 1942, na cidade de Rio de Janeiro, o décimo oitavo filho em uma vasta família de 19 irmãos. Tim Maia cresceu no bairro da Tijuca, na Rua Afonso Pena. Tendo iniciando sua atividade artística ainda na infância, quando compunha então suas primeiras canções.

Sua significativa importância na Musica Popular Brasileira foi principalmente ter inserido nesta vertente musical a interpretação em estilo Soul. Sua voz grave e intensa  contribuiu para a fusão destes dois elementos, convertendo-o, a partir dos anos 70, em um dos principais intérpretes e compositores brasileiros, um campeão de vendas e hits veiculados pela mídia. Precoce, Tim Maia já tinha seu próprio grupo musical aos 14 anos, os Tijucanos do Ritmo, de curta duração, no qual ele exercitava seus dotes de percussionista. Em 1957, já dominando o violão, ele dava aulas para Roberto e Erasmo Carlos, e com o primeiro integrava a banda Os Sputniks.

Dois anos depois, após o falecimento do pai, ele foi para os Estados Unidos estudar inglês, principiando aí sua trajetória como vocalista. Em 1963 ele foi detido por porte de maconha e, após seis meses na prisão e mais dois esperando o retorno para seu País, foi finalmente deportado. Somente em 1968 ele lançou seu primeiro Compacto Solo pela gravadora CBS.

Com a gravação de um novo trabalho, em 1969, sua caminhada musical começou a se firmar, um ano depois ele lançou o primeiro vinil em formato de LP, Tim Maia, pela gravadora Polygram. Indicado pelo conjunto Os Mutantes, o qual alcançou durante 24 semanas o topo das paradas no Rio de Janeiro. Nos três anos posteriores ele gravou Tim Maia volume II, Tim Maia volume III e Tim Maia volume IV. Alcançando cada vez mais a fama e o sucesso, especialmente com as melodias dançantes, sem falar nas vendas de discos. Nos anos 70 ele conheceu a ideologia conhecida como cultura racional, comandada por Manuel Jacinto Coelho, ligado a questão da Ufologia.

Segundo esta vertente, Tim lançou em 1975 os trabalhos Tim Maia Racional volumes I e II por um selo próprio intitulado SEROMA, que se refere ao termo  amores e contém também o nome completo do cantor, abreviado. Neste período o artista conseguiu ficar distante de seus vícios, o que influenciou positivamente o timbre de sua voz. Assim, estes  foram seus trabalhos mais bem aceitos pela crítica, posteriormente, porém, frustrado com seus gurus, se afastou deste ideário e tirou os discos do circuito, o que os converteu em preciosas raridades.

Na década de 80 ele gravou os álbuns o Descobridor dos Sete Mares, de 1983, Um Dia de Domingo, de 1985, e Tim Maia de 1986, seus mais significativos trabalhos. No ano de 1988 ele conquistou o Prêmio Sharp como melhor cantor. Em 1992 ele agradeceu a gravação de seus hits por ícones da música brasileira gravando “Como Uma Onda” de Lulu Santos e Nelson Mota. Nesta década ele trabalhou ativamente, lançando mais de um CD por ano.

Ao longo de sua carreira ele enfrentou sérias dificuldades com o álcool, ingeria pelo menos três garrafas de uísque todo dia, com maconha e cocaína. Tinha um gênio difícil, cultivava inimizades, processos de trabalho, conflitos com críticos, rejeição de antigos amigos e ausência nos próprios shows.

Tim Maia morreu no dia 15 de março de 1998, na cidade de Niterói, de infecção generalizada. Com a saúde frágil, mesmo assim tentou realizar um show, não suportando as exigências impostas ao seu organismo. Hoje, a memória de Tim Maia continua viva, principalmente através do seu sobrinho Ed Mota, herdeiro de seu talento musical. Tim Maia levantou o público com sua voz marcante cantando sucessos como “Azul da Cor do Mar; Primavera; Não Quero Dinheiro; Só Quero Amar; Gostava Tanto de Você; Leva” e tantos outros…

Alguém pode discordar, mas o seu maior e marcante sucesso foi “VOCÊ” que inclusive, certa vez o próprio Tim Maia declarou que compôs essa música para  Roberto Carlos, mas, em virtude de um pequeno desentendimento com o Rei desistiu da ideia. Segundo comentários, Roberto Carlos não aceitava o caminho que seu amigo Tim Maia escolheu: o caminho das drogas.

Vamos curtir juntos, o saudoso e talentoso Tim Maia, com o seu maior sucesso: VOCÊ.

*Naldinho Rodrigues é locutor de rádio. Apresenta o Programa Tocando o Passado, pela Rádio Afogados FM, sempre aos domingos, das 5 às 7 horas.

Segundo o Blog de Itamar, o ex-prefeito de Afogados da Ingazeira, Totonho Valadares vem num ritmo acelerado com vista às eleições de 2020. Cumprindo agenda na zona urbana e rural do município. Atendendo a um convite do líder comunitário Viva da Vaca Morta, na manhã deste domingo (04), Valadares esteve naquela comunidade, prestigiando um jogo festivo de futebol, juntamente com desportistas e incentivadores do esporte, a exemplo dos empresários Anchieta Mascena, Gastão Filho, o desportista Charles Cristian, dentre vários “peladeiros” que se enfrentaram em um jogo festa entre a equipe do blogueiro Junior Finfa e o Corinthians da Vaca Morta, ainda estiveram presentes os vereadores Augusto Martins, Daniel Valadares e Reinaldo Lima.

À noite Totonho Valadares, a convite da professora e ex-secretária municipal de Assistência Social de Afogados da Ingazeira Evângela Vieira, participou de um jantar em sua residência, na ocasião estiveram reunidos membros da família Vieira e integrantes da família Queiroz, representada pelos empresários Alecsandro Queiroz,  Fabiano Queiroz e Douglas Queiroz. Ainda participaram do rega-bofe, o comerciante Evandro Vieira, a médica Dra. Rosa e o produtor musical Erickácio.

Depois de ter anunciado a sua pré-candidatura a Prefeitura de Afogados da Ingazeira, os últimos dias, principalmente os finais de semana, Totonho Valadares tem tido uma agenda bastante movimentada, devido aos inúmeros convites para reuniões, eventos diversos, que vão de café da manhã a jantar em família.

Neste domingo (04), o pajeuzeiro Maciel Melo recebe a pernambucana Edilza Ayres no palco do programa “Isso Vale um Abraço”. O programa vai ao ar a partir das 10h30, na tela da TV Clube/Record TV.

A artista possui um repertório bastante eclético, valorizando nomes da cultura brasileira como Lenine, Cartola, Gilberto Gil, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro entre outros.

Edilza desenvolve a carreira na música sempre buscando estabelecer uma ligação entre os diversos gêneros nordestinos a exemplo do baião, coco, embolada e outros com o Jazz e o Blues.

Dirigido por Fabian Miranda, o programa da TV Clube/Record TV traz em suas pautas temas como música, gastronomia e turismo destacando a história e os valores da região Nordeste.

Sanfoneiros homenageiam Luiz Gonzaga em Petrolina — Foto: Emerson Rocha / G1 Petrolina

Os 30 anos da morte do cantor Luiz Gonzaga foram lembrados de maneira especial em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Nesta sexta-feira (02), músicos de várias cidades da região se uniram para homenagear o Rei do Baião. Carregando o instrumento que ajudou a eternizar o artista pernambucano, os súditos do Velho Lua participaram da primeira ‘sanfoneata’, uma passeata embalada pelo som do forró, que percorreu as ruas do centro da cidade.

A homenagem reuniu mulheres, homens e crianças, todos unidos pelo amor à sanfona e à obra de Luiz Gonzaga, que morreu no dia 2 de agosto de 1989, em um hospital de Recife, aos 76 anos. José Ednaldo Bahia, 64 anos, conta com orgulho que conheceu o Rei Baião quando era criança, em Exu, terra natal do cantor. Para ele, a homenagem ao artista, eleito o pernambucano do século 20, é mais do que merecida.

“Luiz Gonzaga era um cara muito bom. Era muito carinhoso com o cara. É uma homenagem merecida. Por Luiz Gonzaga o cara vai até o fim da vida”, afirma Bahia.

O pequeno Lázaro Vitor mostra o amor pela sanfona — Foto: Emerson Rocha / G1 Petrolina

As 11 anos de idade e pesando 32 kg, o pequeno Lázaro Vitor não se incomodou com os cerca de 6,5 kg da sanfona que carregava. Assim como os mais velho, o menino tem Luiz Gonzaga como principal inspiração. “Vim acompanhar essa homenagem. A sanfona é um instrumento muito bonito”, diz o garoto.

Da mesma forma que Luiz Gonzaga herdou a paixão pela sanfona do pai, Januário, a estudante Karoline Coelho, de 17 anos, se encantou pelo instrumento através de uma influência caseira. “Veio do meu pai, Pebinha do Forró, e do meu irmão. Desde pequena vejo eles tocar. Meu irmão começou com 6 anos e eu estou com 17, entrando na carreira com muita amor e essa paixão pela sanfona que é um belo instrumento. Venho participar dessa homenagem com muito prazer e muito amor”.

Pesquisador da vida e da obra de Luiz Gonzaga, o jornalista Ney Vital destaca que a participação de sanfoneiros de diversas idades e origens mostra que a obra do Rei do Baião é eterna. “Nesse momento que Petrolina e o Vale do São Francisco conseguem reunir mais de 150 sanfoneiros de diversas partes do Brasil, isso prova que Luiz Gonzaga continua vivo e sendo a maior representatividade da música brasileira”, diz.

A homenagem foi encerrada às margens do rio São Francisco. Para o idealizador do evento, Luiz Rosa, o encontro de sanfoneiros reforça a importância do Rei do Baião para a cultura brasileira e o povo sertanejo. “Luiz Gonzaga é uma inspiração para todos nós. Ele continua vivo”, afirma.

Cine PE ocorre no Cinema São Luiz, no Centro do Recife — Foto: Felipe Souto Maior/Divulgação

Depois de ser adiado para julho e agosto, começa na segunda-feira (29) a 23ª edição do Cine PE – Festival do Audiovisual. As sessões são gratuitas e ocorrem no Cinema São Luiz, no Centro do Recife, até o dia 4 de agosto. Este ano, a atriz Drica Moraes é a homenageada do evento.

Esta é a primeira edição em que o festival não conta com a apresentação da jornalista Graça Araújo, que morreu em setembro de 2018, aos 62 anos. Por isso, a família dela recebe o troféu Calunga de Ouro. Quem passa a apresentar o evento é a atriz pernambucana Nínive Caldas.

Os ingressos para o festival podem ser retirados na bilheteria do cinema, diariamente, das 16h às 20h. Durante o festival, o público poderá votar em seus filmes favoritos para serem premiados pelo Júri Popular, por meio de um aplicativo disponível para celulares Android e iOS.

A ferramenta também reúne a programação do evento e informações sobre as obras apresentadas. O público pode escolher seu filme favorito nas Mostras Competitivas de Longas-Metragens, Curtas-Metragens Pernambucanos e Curtas-Metragens Nacionais.

Durante a programação do Cine PE, serão realizados a oficina “Formas Alternativas de Monetização de Curtas”, ministrada pelo consultor de roteiro e escritor Bill Labonia, e o workshop “Produção de Curta para o Audiovisual”.

Além disso, no Hotel Nóbile Executive, em Boa Viagem, na Zona Sul, são realizados encontros para compartilhamento de informação e aprendizagem.

As atividades começam na segunda-feira (29), às 14h30, com o seminário “As Demandas Iminentes por Infraestrutura Audiovisual”, ministrado por Alex Braga e Selmo Kaufman, respectivamente diretor e técnico da Agência Nacional do Cinema (Ancine).

Na terça-feira (30), também às 14h30, ocorre o seminário “Aspectos Técnicos e Políticos do Reconhecimento do Viés Econômico da Cultura”, com o deputado federal Marcelo Calero (Cidadania) e o economista e ex-secretário do Audiovisual Alfredo Bertini.

Na quarta-feira (31), o secretário do Audiovisual Pedro Henrique Peixoto e o professor Eduardo Cavalcanti falam sobre “A Importância do Ensino Técnico para o Norte, Nordeste e Centro-Oeste”.

O encerramento da programação de seminários fica por conta consultor de roteiro e escritor Bill Labonia, com o workshop “Formas Alternativas de Monetização de Curtas”, na quinta-feira (1º).

Por Naldinho Rodrigues*

Nesta quinta-feira, vamos relembrar a arte de Cauby Peixoto Barros, ou simplesmente Cauby Peixoto. Cantor da Música Popular Brasileira, conhecido pela sua voz grave e aveludada e também pelo estilo excêntrico das suas roupas e de seu cabelo. Ele chegou a ser considerado pelas revistas “Time e Life” como o Elvis Presley brasileiro.

Cauby Peixoto nasceu no dia 10 de fevereiro de 1931 no Rio de Janeiro e faleceu no dia 15 de maio de 2016 em São Paulo, aos 85 anos.

Cauby foi considerado um dos maiores e mais versáteis intérpretes da música brasileira. Iniciou sua carreira artística no final da década de 1940. Estudou em um colégio de padres Salesianos em Niterói, Estado do Rio de Janeiro, aonde chegou a cantar no coro da escola e também no coro da igreja que frequentava.

Gravou desde 1951, em torno de 60 discos e mais de 20 CDs. Em 2002, foi lançada uma biografia autorizada “O Astro da Canção”. Também em 1951 lançou o seu primeiro disco, com o samba “Saia Branca, e a marcha Ai, Que Carestia”. Em 1952, mudou-se para São Paulo, onde cantou em boates e também se apresentou na Rádio Excelsior.

Como tinha grande facilidade para interpretar canções em inglês, conseguiu fazer  sucesso no mercado norte-americano. Convidado para uma excursão aos Estados Unidos, gravou como o nome artístico de “Ron Coby” Um LP com a orquestra de Paul Weston.

Em 1957, Cauby foi o primeiro cantor brasileiro a gravar uma canção de rock em português, “Rock And Roll em Copacabana”.  Ele ainda gravaria “Enrolando o Rock”, mas sua passagem pelo gênero encerraria ali.

Em 1980, quando completou 25 anos de carreira, lançou o disco “Cauby, Cauby”, com composições escritas especialmente para ele por Caetano Veloso, Chico Buarque, Tom Jobim, Benito Di Paula, Roberto Carlos e Erasmo Carlos.

Em 1982, lançou o LP “Ângela e Cauby”, o primeiro encontro dos dois cantores em disco. Seis anos depois, participou do LP duplo “Há Sempre um Nome de Mulher”, para a companhia do aleitamento materno. Em 1993, foi o grande homenageado ao lado de Ângela Maria no Prêmio Sharp.

Em 1998, foi lançado o CD “20 Super Sucessos” – “O Professor da MPB – Cauby Peixoto”, em 2010, gravou o seu primeiro trabalho em Blu-ray, com o show “Cauby Canta Sinatra”, onde interpretou músicas imortalizadas na voz do cantor  norte-americano.

Esse foi o Cauby Peixoto, detentor de frases, como: “Prefiro cantar do que amar. Casei com a carreira, sou auto-suficiente e me basto” e “se tivesse perdido a voz, teria me suicidado”.

Cauby Peixoto, considerado um dos cantores mais populares do Brasil, canta pra você leitor, o seu maior sucesso… CONCEIÇÃO.

*Naldinho Rodrigues e locutor de rádio. Apresenta sempre aos domingos pela Rádio Afogados FM, o Programa Tocando o Passado, das 5 às 7hs.

Por Naldinho Rodrigues*

Vamos relembrar um pouco de José Adauto Michiles, ou simplesmente Orlando Dias. Esse talento pernambucano que nasceu  em 01 de agosto de 1923 e faleceu no dia 11 de agosto de 2001, no Rio de Janeiro, aos 78 anos.

Orlando Dias foi um cantor e compositor. Seu avô, poeta e violinista, ensinou-lhe os primeiros rudimentos musicais. Em 1938 tentou um programa de calouros, mas foi congado, repetiu a experiência, desta vez com sucesso, na Rádio Clube de Pernambuco.

Até  o final dos anos 50 havia em nossa música popular cantores ecléticos, que gravavam para todos os gostos, dos mais refinados aos menos exigentes. Foi nessa ocasião que começaram a surgir os primeiros especialistas num tipo de música popularesca, de sentimentalismo exagerado que, tempos depois, passou a ser rotulada de Brega-Romântico.

Entre eles surgiu à figura do pernambucano Orlando Dias, que se tornou um dos mais populares cantores bregas de sua geração. Com voz, físico e postura cênica ideal para o gênio. Cantor emocionado, mímica espalhafatosa, roupas em desalinho, Orlando Dias apresentava-se em  toda parte, vendendo aos milhares de discos em que interpretava composições como “Tenho Ciúme de Tudo” Sinfonia da Mata, Uma Esmola, Mentiste-me… E tantas outras…

Sua marca registrada eram suas interpretações cheias de estilo, exageradas, que se constituíam em verdadeiro delírio do público popular. Em meados da década de 40, casou-se e pouco depois ficou viúvo. Deixou o Recife definitivamente em 1950 indo morar até o último suspiro na cidade maravilhosa.

Orlando Dias tornou-se um dos maiores precursores  do que hoje chama estilo  “Brega-Romântico”.

Relembre com muita saudade esse grande sucesso (inesquecível) na voz do talentoso pernambucano Orlando Dias…

O CALENDÁRIO

*Naldinho Rodrigues é locutor de rádio. Apresenta o programa Tocando o Passado pela Rádio Afogados FM, sempre aos domingos das 5 às 7hs.

O projeto Tengo Lengo Tengo está em cartaz no Museu Cais do Sertão, no Recife Antigo. A ideia do programa é explorar toda a riqueza cultural do Sertão pernambucano, trazendo atrações musicais e culturais que representem bem as raízes da região. Neste domingo (14), o xaxado e o forró marcam presença a partir das 15h com entrada gratuita para o público.

A programação se inicia com o forró de Rafael do Acordeon ao lado do seu trio musical. Em seguida será realizada uma apresentação de xaxado com o tradicional grupo Cabras de Lampião, que vem diretamente de Serra Talhada para o Cais do Sertão com um repertório baseado no cangaço. Vestidos a caráter, com figurino da época, mostram por um outro ângulo a saga de Lampião. 

O espetáculo apresentado pelo grupo conduz o público em um mergulho no mundo mágico e místico do Sertão. Cabras de Lampião é um grupo musical e de dança, um dos maiores divulgadores do xaxado no Brasil, mantendo a originalidade da dança criada pelos bandoleiros do Sertão ao reproduzir no palco a forma como os cangaceiros se divertiam nas caatingas, nos intervalos dos combates.

Tengo Lengo Tengo

O projeto Tengo Lengo Tengo homenageia os 30 anos da morte de Luiz Gonzaga e do Padre João Câncio, os criadores da Missa do Vaqueiro de Serrita, que acontece há 49 anos, sendo uma das mais importantes dos sertões. O projeto engloba uma exposição, lançamento de uma biografia sobre o pároco, a celebração da Missa do Vaqueiro na capital pernambucana e uma série de oficinas, mesas redondas, leituras e apresentações culturais que serão realizadas até o dia 27 de agosto.

http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2015/07/16/20150716170810.jpg

Maria, a mãe de Jesus, é conhecida por mais de mil títulos. Mas até a próxima terça-feira, no Recife, ela responde pelo nome de Nossa Senhora do Carmo, padroeira da cidade. É ela quem escuta os pedidos silenciosos de Luzia Ramos da Silva, as súplicas de Luzia Maria Sérgio, os agradecimentos de Mário Cavalcanti de Albuquerque e as preces dos mais de 300 mil devotos que deverão participar da 323ª Festa do Carmo na basílica dedicada à santa, no Centro da capital pernambucana.

Voluntária num abrigo para idosos, Luzia Maria Sérgio, 59 anos, recorreu à Virgem do Carmo quando teve um problema nos joelhos, oito anos atrás. “Passei dois anos sem andar, minha mãe do Carmo me ouviu e hoje estou firme e forte para pagar minha promessa de acompanhar a procissão descalça até o dia que Deus quiser”, declara Luzia, moradora de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Ela disse que também alcançou outra graça depois de perder os movimentos dos dedos por causa de uma doença.

“Minhas mãos ficaram fechadas, pedi que me curasse porque eu ainda tinha uma missão na Terra, queria voltar a ser voluntária no abrigo, orei com fé e fui atendida”, afirma Luzia Maria, sem reservas para compartilhar as conversas com Nossa Senhora do Carmo. Enquanto isso, Luzia Ramos da Silva, 70, prefere guardar no coração os pedidos que faz à santa, elevada a padroeira do Recife em 1909 pelo papa Pio X. Ela divide o título com o franciscano Santo Antônio, padroeiro da cidade e festejado em 13 de junho.

Luzia Ramos mora em Nova Descoberta, bairro da Zona Norte do Recife, e tem devoção a Nossa Senhora do Carmo e Nossa Senhora da Conceição. “As duas são uma só, a mãe de Cristo, peço tanta coisa que nem lembro. Tudo a gente alcança, mas na hora delas e não na hora que a gente quer”, pondera. “Tenho um motivo especial para ser devota das santas, mas não posso contar, foi uma promessa que fiz para um filho”, diz Luzia, enquanto assistia à missa.

A veneração à Virgem do Carmo vem desde a Idade Média com as peregrinações ao Monte Carmelo (Israel) e se espalha pela Europa, informa o historiador e professor da Universidade Federal de Pernambuco Severino Vicente da Silva. “No Brasil, essa devoção está ligada às autoridades governamentais e começa quando os primeiros carmelitas chegam a Olinda (1580) e recebem um terreno para se estabelecerem. Nossa Senhora do Carmo era a santa de devoção do governador, ele passa a devoção para a família e também influencia a comunidade, no período colonial as pessoas seguem o caminho dos seus senhores”, avalia o professor.

“Nossa Senhora é uma só mulher com várias representações, cada nome traduz as diversas expressões da maternidade da mãe de Cristo, a mãe que de tudo cuida. A predileção por uma ou por outra depende do gosto de cada um e de como essa história é apresentada à população”, acrescenta Severino Vicente da Silva.

Para o reitor da Basílica do Carmo do Recife, frei Rosenildo Alexandre, a devoção está vinculada às necessidades dos fiéis. “As pessoas se identificam com aquilo que a imagem traz e representa”, destaca. No começo do século 20, diz ele, Nossa Senhora do Carmo tinha tantos admiradores que partiu do povo a proposta de transformá-la em padroeira do Recife. Essa história está contada na exposição Rainha de Pernambuco – Uma memória da Coroação Canônica de Nossa Senhora do Carmo, em cartaz na basílica até setembro.

Até amanhã, a mostra pode ser visitada em três horários: 9h às 11h30, 13h às 16h30 e 18h às 20h. Depois, só ficará aberta pela manhã e à tarde. A 323ª edição da Festa do Carmo é dedicada ao centenário da coroação canônica da imagem da santa, destaca frei Rosenildo. A distinção foi concedida pelo papa Bento XV e a coroação aconteceu no dia 21 de setembro de 1919 na frente da Faculdade de Direito do Recife, na Boa Vista, Centro da cidade.

Os carmelitas aproveitam a Festa do Carmo, de 6 a 16 de julho (dia da santa, dia da procissão e feriado no Recife) e pedem aos fiéis ajuda para comprar os novos sinos da igreja. “Precisamos de R$ 138 mil para a aquisição de quatro sinos e conseguimos apenas 20% desse valor, até agora. Já recebemos dois e faltam chegar mais dois, a inauguração será em 21 de setembro”, diz o frade. Ele também está empenhado na obra de pintura da fachada da basílica e do convento, no Pátio do Carmo, bairro de Santo Antônio. “A prefeitura e o governo do Estado estão se mobilizando para nos auxiliar na pintura do prédio”, comenta. Hoje, serão rezadas missas às 7h, 8h, 10h, 12h e 15h.

Recifense radicado em Cuiabá (MT), o geólogo aposentado Mário Cavalcanti de Albuquerque, 66, veio à cidade para o aniversário de um neto e se juntou aos devotos para assistir a uma missa na basílica. “Casei nesta igreja em 1980, continuo casado e a felicidade é grande. Vim agradecer, Deus tem sido muito bom comigo. Também comprei duas pulseiras iguais, uma para mim e outra para minha esposa, com uma cruz com a imagem da santa, pedi para benzer e não tiro mais do braço”, declara Mário Cavalcanti.

“A vida católica é tudo para mim e Nossa Senhora do Carmo é uma mãe. De primeiro eu ia às procissões, mas agora só venho às missas, minhas pernas não aguentam mais fazer a caminhada”, relata a devota Luzia Ramos da Silva, 70 anos

“Não faço pedidos, sou mais de agradecer. Pedidos só devem ser feitos quando realmente a pessoa está precisando. Se não está, deixa quieto”, afirma o geólogo aposentado Mário Cavalcanti de Albuquerque, 66 anos

“Tenho um filho que está passando por problemas, estou rezando por ele e pedindo ajuda a Nossa Senhora do Carmo. Com a fé que eu tenho nela, vou alcançar essa graça”, declara a voluntária Luzia Maria Sérgio, 59 anos

Por Naldinho Rodrigues*

A nossa eterna saudade, hoje, é para Luiz Carlos Magno, pernambucano, nascido no Recife em 05 de dezembro de 1938 e deixando a nossa terrinha aos 77 anos, no dia 25 de janeiro de 2017. Luiz Carlos Magno foi um cantor e compositor brasileiro, que fez sucesso nos anos 60 e 70.

Iniciou sua carreira cantando frevos. Apresentou um programa chamado “Dimensão Jovem”, musical e destinado ao público jovem da época, com o sucesso local em Recife, foi levado para o Rio de Janeiro, onde passou a produzir discos pela CBS (atual Sony Music).

Sua música “Ave Maria Pro Nosso Amor” foi o primeiro grande sucesso. Logo  seguida veio composições como “Terminei Com Ela”, “Ângela La La”,” Meu Castigo”, “Rock das Quebradas”, “Vale Tudo” e muitas outras.

Teve parcerias com cantores do estilo brega, como Reginaldo Rossi e passou a viver definitivamente na capital carioca. Ali administrou a carreira, sobretudo  com o lançamento de antigos sucessos e participações em coletâneas como o CD “Jovem Guarda Milênio”.

Luiz Carlos Magno foi um cantor romântico, estilo jovem guarda. Gravou seu primeiro álbum “Amor de Estudante”, estourando com a composição “Deixe ele Sozinho” de autoria (imaginem?) de Raul Seixas. Depois gravou o LP “Eu Digo Adeus”, fazendo sucesso com a música “Jurei Mil Vezes” de Rossini Pinto, que chegou a ser lançado na França e dai começou a ser conhecido a nível internacional.

Foi no seu terceiro disco que arrebentou nas paradas de todo o Brasil, e fez com que esse trabalho chegasse a cinco países da América Latina, entre eles Argentina e Colômbia.

Em sua carreira de 23 discos, conquistou 3 discos de ouro. Mesmo diante de tanto sucesso, a família afirma que ele foi esquecido pela mídia e viveu seus últimos  dias de um salário mínimo pago pelo governo.

Luiz Carlos Magno faleceu em Duque de Caxias (RJ), depois de dois meses internado vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Já tendo sido vítima de outros cinco AVCs no período de oito anos. Nos últimos anos de vida estava com o lado direito paralisado e já não andava e nem falava. 

Um triste fim para um símbolo pernambucano que levantou multidões cantando e pedindo somente uma coisa que ele mais soube fazer… ‘Ave Maria Pro Nosso Amor’, o seu maior sucesso.

*Naldinho Rodrigues é locutor de Rádio. Apresenta o programa Tocando o Passado pela Rádio Afogados FM, sempre aos domingos das 5 às 7hs.

O poeta Dedé Monteiro, um dos homenageados pela programação / Foto: Jan Ribeiro/Secult-PE/Divulgação

Quem conhece um pouco sobre a poesia popular nordestina sabe da fama da região do Pajeú como berço de poetas. Para dar visibilidade a essa tradição, a Cepe Editora anunciou na terça-feira (09), em coletiva de imprensa, a criação a Feira da Poesia Popular do Pajeú, que vai acontecer no centro de São José do Egito entre os dias 18 e 20 de julho. Na programação, a ideia é trazer lançamentos, debates, mesas de glosa e atrações musicais.

O evento vai acontecer no mesmo período da Festa Universitária de São José do Egito. A primeira edição da feira literária vai homenagear dois nomes fundamentais da região: os poetas Manoel Filó (1959-2015) e Dedé Monteiro, Patrimônio Vivo de Pernambuco. Todas as atividades são gratuitas.

Segundo Ricardo Leitão, presidente da Cepe Editora, a empresa vem trabalhando com a produção de feiras segmentadas, de olho em diversos público. A primeira delas, lançada no ano passado, foi a Feira da Literatura Infantil (Flitin). “A poesia popular e o cordel são expressões muito fortes no Nordeste, e o Sertão do Pajeú é um centro disso”, comenta o gestor. O orçamento da feira é de R$ 150 mil.

O evento prevê debates sobre a tradição da poesia do Pajeú, pensando a história da poesia popular na região, a relação com a educação e a participação feminina, entre outros assuntos. Todos os dias da feira são marcados também por mesas de glosas, desafios em que vários convidados improvisam a partir de motes. Além do lançamento do livro Concurso de Poesia Popular de São José do Egito – Poesia Premiadas, a programação traz contação de histórias, estandes e recitais.

Um dos destaques é oficina de xilogravura, uma forma de incentivar o ofício, que tem se tornado mais raro mesmo em uma região de forte tradição cordelista. “Com a diminuição de publicações, os xilogravuristas foram sumindo por lá. Hoje só tem um”, explica Leitão. Outro projeto é o de publicar o resultado das mesas de glosa em livro. A Cepe também está incentivando a criação de um conselho editorial da região que vai poder escolher anualmente três livros a serem lançados, sempre dentro da Festa de Louro, que acontece em janeiro em homenagem a Lourival Batista, o Louro do Pajeú.

Para o secretário de Cultura de São José do Egito, Henrique Marinho, o momento é importante para tentar eternizar as tradições da região. “A poesia popular de Pajeú é estudada fora daqui, na França. Essa feira vai ser o pontapé para que a gente consiga mostrar a produção da região em todas as suas formas, com glosa, cordel, aboio e mais”, comenta.

PROGRAMAÇÃO

Quinta-feira (18)

14h – Oficina de xilogravura sustentável e oficina de estêncil

16h – Abertura da exposição Pelos Sertões, do artista Marcos Pê

17h – Diálogo Os caminhos da poesia na região do Pajeú, com Antônio José de Lima e Antônio Marinho 

18h – Mesa Literatura e Educação: propostas, concepções e experiências, com Alessandra Ramalho, Aparecida Izídio e Eduarda Simone

19h – Recital infantil da Ingazeira, com Ingrid Laís, Islany Maria e Jayne Marília

19h15 – Recital Infância Rimada

19h45 – Aboio com Paulo Barba e Jairinho Aboiador

20h – Mesa de Glosas com Alexandre Morais (Afogados da Ingazeira), Gislândio Araújo (Brejinho), Lima Jr. (Tuparetama), Lucas Rafael (São José do Egito), Milene Augusto (Solidão), Zé Carlos do Pajeú (Tabira)

21h30 – Forró Rimado

Sexta-feira (19)

8h – Oficina de xilogravura e oficina de estêncil 

16h – Contação de histórias sobre o livro Dianimal (Cepe Editora) com Alexandre Revoredo

17h – Roda de diálogos com o conselho editorial da Cepe

18h – Mesa da Revista Continente (Cepe) sobre Mulheres poetas do Pajeú 

19h – Apresentação da dupla de violeiros Adelmo Aguiar e Denilson Nunes

20h – Mesa de Glosas com Anderson Brito (Tabira), Francisca Araújo (Iguaracy), Genildo Santana (Tabira), Lenelson Piocó (Itapetim), Wellington Rocha (Afogados da Ingazeira)

 Sábado (20)

8h – Oficina de estêncil

16h – Contação de histórias do livro Uma festa na floresta (Cepe Editora), com Suzana Moraes 

17h – Palestra Xucuru: a raiz-forte da poesia do Vale do Pajeú, com Lindoaldo Campos

18h – Mesa Manoel Filó: o poeta de todos os lugares, com Ciro Filó, Ricardo Moura e Jorge Filó

19h – Lançamento do livro Concurso de Poesia Popular de São José do Egito – Poesias Premiadas – Volume 1 

20h – Mesa de Glosas com Aldo Neves (Tuparetama), Elenilda Amaral (Afogados da Ingazeira), Erivoneide Amaral (Afogados da Ingazeira), Henrique Brandão (Serra Talhada), Zé Adalberto (Itapetim), Zezé Neto (São José do Egito).