Cultura

Comemorando 35 anos de carreira em 2019 e realizando uma turnê pelo Nordeste em homenagem a Nelson Gonçalves, a cantora pernambucana Cristina Amaral dá uma prévia de como será o São João 2019 celebrando o melhor do forró no palco do Festival Viva Dominguinhos neste sábado (27), em Garanhuns. Além de clássicos de sua carreira como “Cidade Grande” e “Eu Sou o Forró” Cristina ainda achou espaço para homenagear Jackson do Pandeiro – em 2019 será o centenário de nascimento do compositor e instrumentista que marcou a história da música brasileira com suas canções divertidas e muita embolada; “Jackson foi considerado o rei do ritmo com seu sincopado, um artista que é referência até hoje”, afirma.

Luiz Gonzaga completa a “santíssima trindade” de referências que estarão presentes em sua apresentação no sábado: “Jackson será celebrado em um bloco do show porque ele foi muito inovador, divertido, merece ser celebrado em seu centenário; enquanto Dominguinhos é poesia pura. Ambos são inesquecíveis e devem ser celebrados sempre. Já o Gonzagão é nosso Rei, canto ele onde quer que eu vá”, destaca. 

CARREIRA A MIL

Depois de visitar a Europa em janeiro, onde cantou no festival Psiu Forró Berlim, Cristina celebrou o centenário de Nelson Gonçalves num show inesquecível no emblemático Teatro de Santa Isabel, no Recife. O show foi registrado em vídeo e, em breve, será lançado em DVD. Enquanto acumula shows pelo Nordeste, o show já tem apresentações agendadas em João Pessoa (PB) dia 10 de maio, Fortaleza (CE) dia 10 de agosto e Campina Grande (PB), (com data a definir), a artista ensaia um novo repertório que deve guiar o show de São João em 2019: “adoro misturar MPB com aqueles clássicos das antigas tipo Mastruz com Leite dos anos 90 e, claro, lançar música nova”, destaca.

Por Naldinho Rodrigues*

Primeiro morre a pessoa, depois seu nome, e este mês completam-se 36 anos da morte de Clara Francisca Gonçalves Pinheiro, mais conhecida como Clara Nunes. Nascida em Paraopeba, nas Minas Gerais, em 12 de agosto de 1942, vindo a falecer em 02 de abril de 1983 aos 40 anos.

Clara Nunes foi uma cantora e compositora brasileira, considerada uma das maiores e melhores intérpretes do País. A morte de Clara Nunes nunca foi explicada ou esclarecida de forma convincente. A cantora morreu em função de um choque anafilático durante uma cirurgia de varizes. Ela teve uma reação alérgica em um dos componentes do anestésico e isso evoluiu para uma parada cardiorrespiratória.

Ainda persistem os boatos de que o anestesista teria abandonado a sala, que houvera uma suposta falha nos equipamentos da sala de cirurgia, aborto, tentativa de suicídio, surra do marido, uma enorme quantidade de whisky que a cantora teria ingerido na noite anterior à cirurgia e que ela seria usuária de drogas. Com tantos boatos sua morte, ainda hoje, é cercada de algum mistério.

Nem Elis Regina, nem Maria Betânia, nem Gal Costa, foi Clara Nunes a primeira cantora a bater a marca dos 100 mil discos vendidos. O feito se deu em 1974 com o LP Alvorecer. Num só golpe, ela não apenas ultrapassou 100 mil cópias como triplicou o recorde, somando 312 mil cópias vendidas em um ano.

Clara Nunes também se tornou a primeira cantora de sua época a vender mais de 4 milhões e 400 mil de discos, e é detentora de 18 discos de Ouro. O seu DVD lançado no ano de 2009 com clips e participação no Fantástico, vendeu 30 mil cópias nas primeiras semanas do lançamento.

A mineira de Paraopeba, apelidada de Sabiá gravou inúmeros sucessos que ainda são lembrados pelo povão, a exemplo de: O Mar Serenou, Deusas dos Orixás, Morena de Angola, Feira de Mangaio, O Canto das Três Raças, Lama, Portela na Avenida (sua escola de samba de coração), e o seu maior sucesso: Conto de Areia.

Clara Nunes despontou em 1968 com a música ‘Você Passa e Eu Acho Graça’, composição de Ataulfo Alves e Carlos Imperial.

Clara Nunes veio de família humilde, órfã desde pequena, aos 16 anos foi para Belo Horizonte, onde conseguiu empregar-se como operária numa fábrica de tecidos e por essa época cantava no Coral de uma Igreja, e em 1960 foi à vencedora da final do concurso A Voz de Ouro ABC, com a música Serenata do Adeus, de Vinicius de Moraes.

Em 1975, Clara Nunes se casou com Paulo Cesar Pinheiro, um dos mais importantes letristas da Música Popular Brasileira, o que contribuiu para aproximá-la de canções com maior densidade literária, embora jamais tenha abdicado dos sambas de roda e de morro, nem dos clássicos do cancioneiro de Caymmi e Gordurinha que ela entoava desde o início da carreira. Certa vez, respondendo a uma pergunta de um determinado repórter, Clara respondeu: Acho que a cantora precisa de duas coisas: ter uma bonita voz e uma ótima aparência.

Quanto ao caso de ter pernas bonitas, isso é secundário, mas pesa também na balança, é claro. Com relação a sua morte, seu esposo Paulo Cesar Pinheiro, falou o seguinte: “Eu fui olhando para o rosto de cada um deles e percebi algo estranho no anestesista, que estava pálido, com os lábios secos, eu pensei: foi esse cara quem fez a merda!”, ele era o único que estava transtornado.

Segundo a junta médica, caso a cantora sobrevivesse teria sequelas gravíssimas, devido à falta de oxigenação no cérebro. Ainda hoje o túmulo da artista em dias de finados é segundo mais visitados no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, perdendo em visitação apenas para o de Cazuza.

Vamos reviver e diminuir a saudade dessa eterna musa da música Brasileira, CLARA NUNES, com o seu maior sucesso Conto de Areia…

*Naldinho Rodrigues é radialista, e apresentador do Programa Tocando o Passado, pela Rádio Afogados FM, sempre aos domingos, das 5 às 7h.

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O Museu Cais do Sertão foi o grande vencedor do Prêmio Obra do Ano 2019, organizado pelo site ArchDaily.  A premiação é concedida para a melhor construção arquitetônica dos países de língua portuguesa e três obras brasileiras receberam mais votos, que além de mostrar diversidade arquitetônica, são exemplos do impacto público que a arquitetura deve oferecer. E o nosso patrimônio, localizado no Recife Antigo, estava entre elas.

 O resultado saiu nesta quarta-feira (24) e o ranking foi escolhido pelos leitores do site ArchDaily.  

Assinado por Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz, da Brasil Arquitetura, o projeto do Cais apresenta o universo do sertão e Luiz Gonzaga em suas múltiplas vertentes formadoras de um modo de ser brasileiro. Os dois módulos do museu ocupam uma área de 7.5 mil m², com destaque para o concreto armado e protendido e mais de dois mil cobogós. Em 2015, o Cais do Sertão foi eleito um dos 20 melhores museus da América do Sul pelos usuários do TripAdvisor.

Você pode conferir a lista completa clicando aqui

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Os atores Priscila Fantin e Bruno Lopes aproveitaram um momento de folga para levar amor e sorrisos à Casa de Acolhimento, que cuida de 11 crianças que sofreram algum tipo de negligência familiar, no município de Brejo da Madre de Deus. Eles, que interpretam Maria e o apóstolo João, na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, subiram ao palco do espetáculo pela última vez na noite deste sábado (20).

Durante à tarde do sábado, os atores brincaram e lancharam com as crianças, além de visitar todos os ambientes e conversar com as assistentes sociais para conhecer melhor o trabalho desenvolvido, como tem o hábito de fazer sempre que viajam com o próprio espetáculo.

A peça dos dois, “Precisamos falar de amor sem dizer eu te amo”, é itinerante e tem preocupação social, procurando sempre ajudar instituições filantrópicas locais. “Por todas as cidades que passamos, espalhamos amor. Seja fazendo sessão gratuita, arrecadando alimentos ou visitando, escutando e conversando. Convidamos nosso público a estender a mão junto com a gente”. disse Bruno.

“O título da nossa peça traz a reflexão de que amar não está nas palavras, mas na atenção ao outro. Olhar no olho, perceber que todos têm suas dificuldades e respeita-las. Estar aqui hoje e conhecer cada uma dessas crianças é importante.” acrescentou Priscila.

Um dos sonhos do casal, que abriu um escritório para gerir suas carreiras, é explorar o Brasil levando cultura às pessoas que não tem acesso. “Queríamos ter uma carreta-palco para chegar em qualquer lugar e fazer teatro”, concluíram. Priscila e Bruno se despedem de Pernambuco neste domingo (21) e seguem para turnê na Bahia com o espetáculo “Precisamos falar de amor sem dizer eu te amo”.

'Mateus', documentário de Déa Ferraz

Pelo menos 61 curtas e sete longas-metragens foram selecionados para exibição na 5ª Mostra Pajeú de Cinema (MPC) entre os próximos dias 3 e 18 de maio em municípios do Sertão pernambucano. O anúncio dos filmes foi feito nesta quinta-feira (18) e contempla, entre as obras que circularão pelos municípios de Carnaíba, Ingazeira, Iguaracy e Afogados da Ingazeira, “Estou me guardando para quando o Carnaval chegar”, de Marcelo Gomes; “Mateus”, documentário de Déa Ferraz e a animação pernambucana Guaxuma, de Nara Normande.

A Mostra Pajeú de Cinema – viabilizada pelo Funcultura / Governo do Estado e organizado pela Pajeú Filmes – tem nesta edição uma nova identidade visual criada pela artista Ianah Maia. De acordo com Bruna Tavares, curadora do evento ao lado de André Dib e William Tenório, a ideia é expressar por meio da arte o desconforto pelas questões que assolam o país, tendo o cinema como um meio de combate e de registro para propor reflexões.

Além dos longas pernambucanos, que inclui também “Azougue Nazaré”, de Tiago Melo, completam o programa dois longas paulistas e um carioca, com extensa carreira em festivais: a ficção A Sombra do Pai, de Gabriela Amaral Almeida (com Júlio Machado, Nina Medeiros, Luciana Paes); o documentário Fabiana, em que a diretora Brunna Laboissière acompanha a última viagem de uma mulher trans, caminhoneira, depois de 30 anos percorrendo as estradas do Brasil; e o documentário Pastor Cláudio – que será o filme de abertura da mostra em Afogados da Ingazeira no domingo (12), em sessão seguida de debate com a diretora Beth.

Curtas

A seleção de curtas leva para o Sertão filmes de quatro regiões do país, com destaque para Noir Blue, de Ana Pi, coreógrafa mineira radicada na França, e O órfão, de Carolina Markowicz. Entre as produções pernambucanas serão apresentados os novos trabalhos de Tila Chitunda (Nome de Batismo – Frances, que acaba de estrear no festival “É Tudo Verdade”); Lia Letícia (Thinya); Rita Carelli (A Era de Laryokoto); e a animação pernambucana Guaxuma, de Nara Normande (selecionado pelo Festival de Annecy, na França, e eleito melhor curta no Festival de Gramado).

A Paraíba também entra no circuito com os filmes “A ética das hienas e Caetana” (Mostra de Tiradentes) e “Crua” (Festival de Rotterdam).

Oficinas

Nesta edição a MPC contará com a “Oficina de Crítica Cinematográfica” ministrada pela jornalista e professora sergipana Suyene Santos, na sexta (10) e sábado (11) em Afogados da Ingazeira. As inscrições para a oficina estão abertas e seguem até 26 de abril no site www.mostrapajeudecinema.com.br.

Já a “Oficina Rápida de Cinema Ligeiro” será ministrada em Carnaíba, Ingazeira e Iguaracy pela realizadora pernambucana Eva Jofilsan, que contemplará as possibilidades estéticas das vinhetas audiovisuais.

Veja os filmes selecionados para a 5ª Mostra Pajeú de Cinema:

Afogados da Ingazeira

Longas

A sombra do pai (SP, 2018), de Gabriela Amaral Almeida
Azougue Nazaré (PE, 2018), de Tiago Melo
Bloqueio (RJ, 2018), de Victoria Alvares e Quentin Delaroche
Estou me guardando para quando o Carnaval chegar (PE, 2019), de Marcelo Gomes
Fabiana (SP, 2018), de Brunna Laboissière
Mateus (PE, 2018), de Déa Ferraz
Pastor Cláudio (RJ, 2018), de Beth Formaggini

Curtas

A era de Laryokoto (PE, 2019), de Rita Carelli
A ética das hienas (PB, 2019), de Rodolpho de Barros
As aulas que matei (DF, 2018), de Amanda Devulsky e Pedro B. Garcia
BR3 (RJ, 2018), de Bruno Ribeiro
Caetana (PB, 2018), de Caio Bernardo
Conte isso àqueles que dizem que fomos derrotados (PE, 2018), de Aiano Bemfica, Camila Bastos, Cris Araújo, Pedro Maia De Brito
Crua (PB, 2019) de Diego Lima
Estamos todos aqui (SP, 2017), de Chico Santos & Rafael Mellim
Fartura (RJ, 2019), de Yasmin Thayná
Guaxuma (PE, 2018), de Nara Normande
Maré (BA, 2018), de Amaranta César
Mesmo com tanta agonia (SP, 2018), de Alice Andrade Drummond
Nome de batismo – Frances (PE, 2019), de Tila Chitunda
Noir Blue – deslocamentos de uma dança (MG/França, 2018), de Ana Pi
O órfão (SP, 2018), de Carolina Markowicz
Quando decidi ficar (PB, 2018), de Maycon Carvalho
Sua invariável gentileza toca o meu complicado coração (BA, 2018), de Marcus Curvello
Thinya (PE, 2019), de Lia Letícia
Verde Limão (PE, 2018), Henrique Arruda

Matinê

A luta (MG, 2017), de Bruno Bennec
Bia Desenha: Burrinho no espaço (PE, 2018), de Kalor Pacheco e Neco Tabosa
Bia Desenha: O nascimento de Zalika + Tarefinhas (PE, 2018), de Kalor Pacheco e Neco Tabosa
Bia Desenha: Anjo de jambo (PE, 2018), de Kalor Pacheco e Neco Tabosa
Cadarço (SP, 2017), de Eduardo Mattos
Dando asas à imaginação (RJ, 2017), de Arthur Felipe Fiel e Joao Marcos Nascimento
Fazenda Rosa (PE, 2018), de Chia Beloto
Mini Miss (PE, 2018), de Rachel Daisy Ellis
O Malabarista (GO, 2018), de Iuri Moreno
O Violeiro Fantasma (GO, 2018), de Wesley Rodrigues
Uma história das cores (RJ, 2018), de Vitor Hugo Fiuza
Viagem na chuva (GO, 2014), de Wesley Rodrigues

Sessão acessível

Cadarço (SP, 2017), de Eduardo Mattos
Coleção (PE, 2019), de André Pinto e Henrique Spencer
Cor de Pele (PE, 2018), de Lívia Perini
Majur (MT, 2018), de Rafael Irineu
Nova Iorque (PE, 2018), de Leo Tabosa
O malabarista (GO, 2018), de Iuri Moreno
Victor vai ao Cinema (PE, 2017), de Albert Tenório

Carnaíba

A viagem de Ícaro (GO, 2018), de Kaco Olimpio e Larissa Fernandes
ARARA: um filme sobre um filme sobrevivente (MG, 2017), de Lipe Canêdo
Da curva pra cá (ES, 2018), de João Oliveira
Eu vejo flores (PR, 2018), de Bruna Steudel
Invasão Drag (RJ, 2018), de Rafael Ribeiro
O malabarista (GO, 2018), de Iuri Moreno
Quilombo Mata Cavalo (ES, 2018), de Victor Hugo Fiuza
Um corpo feminino (RS, 2018), de Thais Fernandes
Uma história das cores (RJ, 2018), de Victor Hugo Fiuza
Xavier (SP, 2017), de Ricky Mastro

Iguaracy

A fabula da corrupção (RS, 2011), de Lisandro Santos
Ainda ontem (PR, 2018), de Jessica Candal
Cadarço (SP, 2017), de Eduardo Mattos
Médico de Monstro (SP, 2017), de Gustavo Teixeira
Megg: a margem que migra para o centro (PR, 2018), de Larissa Nepomuceno e Eduardo Sanches
Mesmo com tanta agonia (SP, 2018), de Alice Andrade Drummond
O muro era muito alto (RJ, 2018), de Marcelo Marão
Tempo Circular (PE, 2018), Graci Guarani
Uma família ilustre (RJ, 2015), de Beth Formaggini

Ingazeira

#JURI (MT, 2018), de Samantha Col Debella
Animais (SP, 2015), de Guilherme Alvernaz
Azul Vazante (SP, 2018), de Julia Alquéres
Codinome Breno (RN, 2018), de Manoel Batista
Impermeável pavio curto (MG, 2018), de Higor Gomes
Lençol de inverno (PE, 2018), de Bruno Rubim
Nova Iorque (PE, 2018), de Leo Tabosa
O esquema (PE, 2018), de Caio Dornelas
Quando a chuva vem? (PE, 2019), de Jefferson Batista de Menezes Silva.

Por Naldinho Rodrigues*

O Toque de Saudade de hoje é relacionada a Nelson Ned D’Ávila Pinto, ou mesmo Nelson Ned, conhecido mundialmente como ‘O Pequeno Gigante da Canção’, que chegou a vender 45 milhões de cópias de discos em todo o mundo.

O Pequeno Gigante nasceu no dia 2 de março de 1947 em Ubá, Minas Gerais. Como quando criança não se desenvolvia, foi diagnosticado com displasia espôndilo-epifisária, que o levou a ter apenas 1,12 metros de altura na fase adulta. Seus seis irmãos nasceram sem esse distúrbio, mas os três filhos de Nelson herdaram o nanismo.

No dia 24 de dezembro de 2013, passou a viver em uma clínica de repouso na Granja Viana, em Cotia, próxima a São Paulo. Poucos dias depois, em 4 de janeiro, ele deu entrada no Hospital Regional de Cotia, com infecção respiratória aguda, pneumonia e problemas na bexiga, vindo a falecer em 5 de janeiro de 2014, no Hospital Regional de Cotia, em São Paulo, aos 66 anos.

Nos anos 60, começou a se apresentar e gravar discos, inclusive noutros países da América Latina, na Europa, e na África, onde era extremamente popular. Com repertório voltado para a música romântica, seus shows atraíam multidões em estádios e teatros.

Nelson Ned foi o primeiro cantor latino a vender 1 milhão  de discos nos Estados Unidos, chegando a se apresentar ao lado de grandes nomes da música romântica, como Júlio Iglesias e Tony Benett.

Nelson Ned foi casado duas vezes e teve 3 filhos, Nelson Ned Júnior, Monalisa e Verônica. Chegou a ser acusado de acertar um tiro na primeira esposa.

Como cantor, compositor e escritor, gravou músicas que despontaram como grandes sucessos, a exemplo de: Será, Será; Se As Flores Pudessem Falar; Deus Abençoe as Crianças; Tudo Passará; Caprichoso; Ninguém Irá Te Amar Mais do Que Eu; e a mais badalada foi Domingo a Tarde.

Nelson Ned também se destacou compondo músicas que realmente balançaram o público em geral, como: Se eu Pudesse Conversar com Deus, Não Tenho Culpa de Ser Triste, gravada na voz do saudoso Antonio Marcos, e Eu Vou Sair Para Buscar Você, sucesso na voz de Agnaldo Timóteo.

O próprio cantor confessou que passou por momentos difíceis antes de se converter à religião evangélica nos anos 90. Teve uma vida de vícios e excessos: muita cocaína, muita mulherada, e com isso se encheu de dívidas, vindo a perdeu toda a fortuna que conquistou ao longo de muitos anos da carreira de sucessos.

O cantor que chegou a beber até um litro de whisky por dia, vindo a sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) em 2003, o que o levou a perder a visão do olho direito. Desde então, morava em uma residência adaptada para suas necessidades em São Paulo. O cantor ainda sofria de diabetes, hipertensão e de mal de Alzheimer. Como consequência não pôde mais andar e passou a se locomover em cadeira de rodas.  

Um final melancólico e triste para uma carreira tão brilhante desse inesquecível ídolo da música romântica NELSON NED.

Vamos relembrar o seu maior sucesso: Domingo à Tarde…

*Naldinho Rodrigues é radialista, apresentador do programa Tocando o Passado pela Rádio Afogados FM sempre aos domingos das 5 às 7h.  

Maria Cristina da Silva é moradora do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, e há cinco anos faz do artesanato uma profissão

Encerram-se nesta segunda-feira (15) as inscrições para grupos de mulheres artesãs participarem do Edital da Secretaria da Mulher de Pernambuco (SecMulher-PE) para a 20ª Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), que acontece de 3 a 14 de julho de 2019.

Serão selecionados 20 grupos de artesãs para expor suas mercadorias no Estande Institucional da Secretaria, além de quatro grupos que participarão do desfile da Passarela Fenearte.

Podem concorrer associações, cooperativas, redes de produção e comercialização e grupos produtivos de artesanatos formais ou informais, que residam em Pernambuco.

O edital com todas as informações e instruções, bem como o formulário de inscrição e passo a passo, está disponibilizado no site da SecMulher-PE. As interessadas que tiverem dificuldade de acesso à internet ou de compreensão de qualquer item, podem realizar a inscrição também de forma presencial, na Coordenadoria de Trabalho e Renda, na sede da Secretaria da Mulher de Pernambuco, localizada na Rua Cais do Apolo, 222, 4º andar – Recife Antigo.

INTERIOR

O Blog entrou em contato com a secretária de Administração de Afogados da Ingazeira, Flaviana Rosa, que por ser responsável também pela Sala do Empreendedor, nos informasse se algum órgão competente do município estaria com a incumbência de promover a divulgação através da imprensa local e consequentemente juntar as artesãs de Afogados da Ingazeira e levar para 20ª Feira de Negócios Nacional do Artesanato de Pernambuco – Fenearte.

Por sua vez Flaviana Rosa informou que “A Fenearte tem várias modalidades de inscrições: via prefeituras, estados, países, institucional ou individualmente. O processo é amplamente divulgado no site e redes sociais do Governo do Estado, todos que tiverem interesse, se inscrevem pelo próprio site. Essas inscrições abriram ano passado, e para participar, os artesãos precisam ter a carteira do artesão, que é solicitada no Centro de Artesanato de Pernambuco, em Recife”, disse Flaviana, acrescentando: “Você solicita e passa por uma curadoria que comprova que de fato o artesão é o autor dos produtos na hora da inscrição. De Afogados da Ingazeira somente duas artesãs da rede de mulheres Produtoras do Pajeú tem essa carteira atualizada. Em 2016 ou 2017 em parceria com o Sebrae, a Prefeitura trouxe esse serviço para Afogados da Ingazeira que selecionaram artesãos da região indo até o município de Tacaratu. Mas cada artesão deve fazer a seleção todos os anos, com essa carteira pode se inscrever diretamente nos sites do governo ou da Fenearte”, concluiu a secretária em sua resposta enviada ao blog.

Todas as informações importantes para preencher o formulário estão disponíveis no Edital. É fundamental a leitura dele para obter sucesso no processo seletivo e conhecer a dinâmica do estande e de toda logística durante os 12 dias de feira. Após o término das inscrições será realizada, nos dias 22 e 23 de abril, a seleção dos produtos através da equipe de curadoria. A divulgação dos grupos selecionados acontecerá em 25 de abril do corrente ano através do site e demais mídias da SecMulher-PE.

Estima-se que mais de 2 bilhões de xícaras sejam bebidas por dia em todo mundo / Foto: Pixabay

Neste domingo (14), comemora-se o Dia Mundial do líquido que, depois da água, é o mais consumido do mundo, o café. Estima-se que mais de 2 bilhões de xícaras sejam bebidas por dia. No Brasil. assim como o futebol e a telenovela, o café caiu no gosto popular e se tornou uma paixão nacional. Para se ter dimensão disso, dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) apontam que a bebida é consumida por 9 entre 10 brasileiros com mais de 15 anos. Ainda segundo a Abic, o país é o maior produtor e exportador de café do mundo e o segundo maior país consumidor – atrás apenas dos Estados Unidos – estando presente em 98,5% dos lares do Brasil.

Mas antes de chegar nas casas pelo país afora e aquecer nosso dia com seu aroma fascinante e incrível sabor, o café precisa passar por uma série de etapas que vão desde o plantio, passando pela torra e moagem, até o preparo antes de ir para nossa xícara. Acompanhar esse processo é o papel do barista, o profissional que trabalha criando novas bebidas, tendo como ingrediente principal o café, utilizando-se de licores, cremes, bebidas alcoólicas, leite, entre outros. De acordo com a barista Renata Helena, muitas vezes é esse profissional que define o cardápio de cafeterias. “Além de ser responsável pelo preparo de cafés, o barista estabelece receitas e administra toda a operação de uma cafeteria, como criar o cardápio do local”, disse Renata, a primeira profissional do ramo que, sendo registrada, faz cafés clássicos e especiais em Pernambuco.

Renata explica ainda que fazer café não é uma coisa difícil, mas também não é tão simples como se parece. Para se ter uma boa bebida é preciso prestar atenção em alguns fatores que, muitas vezes, passam despercebidos, como a cor do produto e a receita seguida. “É preciso identificar o aspecto visual dos grãos, a uniformidade da torra, cor e o tamanho. É aí que entra o lado profissional do barista”, explica Renata, que lembra que “os componentes fundamentais para uma boa xícara são, claro, um bom café, a precisão e a receita.”

Dicas para fazer um bom café

Para ajudar quem gosta de um cafezinho, a barista Renata Helena dá algumas dicas  para deixar a bebida ainda mais saborosa. A barista explica que para preparar um bom café é sempre preferível comprar em grão e moer em casa. “Mas se não tiver moedor, é melhor comprar na cafeteria e pedir para o barista moer”, aconselha.

Segundo Renata, antes de começar o processo de fazer a bebida, é preciso lavar o filtro para coar. “Lave o filtro de papel com água quente por 30 segundos, até que todo o líquido seja absorvido. Depois disso, despeje toda a água de forma contínua. Dessa forma, o filtro não irá transferir gosto de celulose para a bebida, nem absorver os óleos do café”, explica ela. Esse processo é conhecido como pré-infusão e é feito automaticamente na máquina de expresso e cafeteiras elétricas.

Sobre o ponto ideal da água para o preparo, é recomendado não tenha sido fervida, mas aquecida. “Quando começar a formar pequenas bolhinhas, pode desligar o fogo e colocar na cafeteira”, fala Renata. Ela ainda alerta para a necessidade de que a água seja mineral e não que venha diretamente da torneira, por conta da grande quantidade de cloro.

Seguidos esses passos, o café está pronto para ser coado, misturado à água e servido.

Benefícios do café para a saúde

Além de gostoso, o café também tem efeitos sobre a saúde de quem o consome. No mundo inteiro, a bebida é conhecida por ajudar a deixar as pessoas acordadas, mais atentas e dispostas. Isso porque quando o tomamos, o café age nos receptores de adenosina, uma substância essencial para que o sono chegue ao cérebro.  A cafeína também é responsável por liberar adrenalina no nosso corpo, por isso é comum que as pessoas fiquem mais atentas, mas também tendem a se irritar, ter ansiedade com mais facilidade. Esse, por exemplo, é um dos motivo de muitas pessoas preferirem não tomar café à noite.

A bebida também pode ajudar na prevenção doenças cardíacas. É o que mostra uma pesquisa feita pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, no Estados Unidos. De acordo com o estudo, quatro doses diárias do café reduzem em até 11% o risco de insuficiência cardíaca, quando o coração não consegue mais bombear o sangue de forma adequada. Outra pesquisa da mesma universidade provou que doses moderadas de cafeína alteram positivamente o humor e diminuem em até 15% o risco de depressão.

Para quem costuma esquecer as coisas facilmente, a cafeína pode ajudar no armazenamento de alguns tipos de memórias por até 24 horas após seu consumo, segundo um estudo publicado na revista científica Nature Neuroscience, uma das mais importantes da área. A pesquisa foi realizada com 160 pessoas e coordenada por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, também nos Estados Unidos e ficou comprovado que o cérebro apresenta um nível mais profundo de retenção de memória em pessoas que consumiram uma quantidade maior de cafeína.

Apesar dos benefícios, doses excessivas da bebida podem trazer complicações para quem a consome. Segundo o médico endocrinologista Fábio Moura, a quantidade ideal seria entre três e quatro xícaras diariamente, sendo quatro miligramas para cada quilo que a pessoa tenha. Ou seja, uma pessoa com 80 kg pode consumir até 320 ml por dia. “Se alguém extrapola esse limite de segurança, a chance dessa pessoa ter arritmia ou convulsão é aumentada”, explica.

Jornalismo e café

Seja nos filmes, caricaturas ou histórias sobre o jornalismo, o café sempre esteve no imaginário popular quando se fala da profissão. Além de nos manter atentos e concentrados, faz parte da cultura das redações de jornais pelo mundo. “Profissões que exigem concentração – como o jornalismo – reconhecem que as ideias fluem melhor sob efeito da cafeína.” É o que conta o jornalista, colunista político e apresentador do quadro Café & Conversa, na Rádio Jornal, Romoaldo de Souza.

Acostumado a tomar café desde criança, Romoaldo lembra que na casa da sua avó, em Carnaíba, no Sertão de Pernambuco, uma boa xícara unia a família. “Era sinal de encontro agregador.” Apesar da proximidade com a bebida desde a infância, foi apenas em 1994 que o jornalista fortaleceu sua relação com o café após complicações com o álcool. “Fui obrigado a parar de tomar bebida alcoólica, então, encontrei no café o motivo para largar o álcool”, diz ele.

A paixão de Romoaldo pelo café só aumentou após morar fora do Brasil. Esse sentimento foi responsável por levar o jornalista a fazer diversos cursos para conhecer ainda mais a bebida. “Como tinha morado no exterior, viajado muito pelo mundo, descobri que o café brasileiro era conceituado lá fora, mas aqui ficava só no refugo”, conta. “Então, passei a fazer todo tipo de curso para entender (a bebida) da origem à xícara e descobrir esse mundo fantástico”, completa o jornalista.

A Paixão de Cristo 2019 mostrou toda sua grandiosidade na pré-estreia da temporada, que aconteceu na noite desta sexta-feira (12). A encenação obteve, da composição formada entre cenário, figurinos, efeitos especiais e atores, um resultado que agradou a todos os presentes. O elenco principal, formado pelos globais José Carré (Jesus), Bruno Gomes (João), Gabriel Braga Nunes (Pilatos), Ricardo Tozzi (Herodes) e Priscila Fantin (Maria, além das pernambucanas Rafaela Carvalho (Herodíase) e Ninive Dantas (Madalena) que, com muita sutileza e atenção aos detalhes, conseguiram arrancar aplausos do público ao final de todas as cenas.

Para assistir à 52ª apresentação no maior teatro ao ar livre do mundo, o governador Paulo Câmara e a primeira dama do estado, Ana Luiza, levaram suas duas filhas. A comitiva liderada por ele, que contava Rodrigo Novaes, secretário de Turismo, Gilberto Freyre Neto, Renildo Calheiros, e outros nomes da política, também prestigiou o espetáculo. Durante o trajeto dos palcos, Paulo Câmara assistiu ao espetáculo ao lado do coordenador geral da peça, Robinson Pacheco, filho de Plínio Pacheco, idealizador e construtor da cidade teatro de Nova Jerusalém.

Sob o comando dos diretores Carlos Reis e Lucio Lombardi, a estreia de Juliano Cazarré nos palcos da Paixão de Cristo como intérprete de Jesus não poderia ter sido mais emocionante. O ator construiu um personagem reflexivo e humano.  Entregando-se completamente ao papel, estava sincronizado com todas as falas pré-gravadas durante a encenação. As facetas de Gabriel Braga Nunes deram face a um Pilatos que mostrava que crucificar Jesus não era um escolha pessoal. Ricardo Tozzi e Rafaela Carvalho foram a personificação perfeita do Rei e da Rainha da Galileia na cena do Bacanal de Herodes. Priscila Fantin e Ninive Caldas deram vida e emoção às personagens que sentem e vivenciam toda a dor de ver Jesus Cristo sendo crucificado.

Entre as novidades de 2019, estão um figurino completamente novo e a inserção de uma nova tecnologia à apresentação. Ficou a cargo de Marina Pacheco, figurinista e diretora de arte, alterar a cartela de cores das vestes para um tom mais claro e com um tingimento natural, utilizando raízes, cascas de arvores, frutas e sementes, para dar uma sensação de envelhecimento e desgaste as roupas. Os diretores do espetáculo decidiram ir mais afundo na tecnologia e utilizaram um drone com uma luz azul ao final da apresentação, para representar a subida de Jesus ao céu, após sua ressurreição.

Coletiva

Após a pré-estreia, o elenco falou sobre a experiência de contracenar no maior teatro a céu aberto do mundo. Todos concordaram que a Paixão de Cristo é a quarta linguagem do ator, e que a experiência é incomparável a tudo que já viveram. Gabriel Braga Nunes contou que, apesar de sempre ter tido vontade de participar do espetáculo, por conta da sua agenda fazendo novelas, nunca teve tempo e também o que vai levar da peça “Vou levar o prazer de uma grande comunhão teatral. O objetivo é você conseguir um encontro, uma comunhão, com as pessoas que vieram até aqui”, revelou o intérprete de Pilatos.

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Começa neste sábado (13) a 52ª temporada da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém no município do Brejo da Madre de Deus. Realizada desde 1968, o espetáculo tem projetado o nome de Pernambuco para muito além das suas fronteiras. Ao longo da sua história, a encenação já atraiu mais de 3,5 milhões de espectadores, muitos deles turistas de outros estados e do exterior que vieram conhecer de perto o maior teatro ao ar livre de mundo e se emocionar com a magnífica encenação do drama da Paixão.

Conhecido em todo o Brasil, o espetáculo ocupa, na Semana Santa, um espaço de destaque nos mais diversos veículos de comunicação do País e do mundo, inspirando o surgimento de apresentações similares pelo País a fora, tanto em capitais, como nos mais distantes rincões do interior. 

A projeção alcançada pelo espetáculo de Nova Jerusalém gera significativos frutos para o segmento do turismo de Pernambuco na época da Semana Santa. Nesse período, a rede hoteleira do Recife e de polos turísticos como Porto de Galinhas, Gravatá e Caruaru recebem grande fluxo de visitantes que chegam para assistir ao espetáculo e também para aproveitar as atrações culturais e as belezas naturais de Estado.

No Brejo da Madre de Deus, onde está localizada a cidade-teatro, circulam cerca de 250 mil pessoas durante a temporada. Desse total, cerca de 50 mil vão assistir ao espetáculo. A outra parte é atraída pelos shows realizados no entorno da cidade-teatro e a feira de artesanato e pavilhão de alimentação que funciona próximo ao evento. No geral, são gerados muitos negócios em função da realização do espetáculo, incluindo investimentos em mídia, produção, movimento no comércio formal, feira de artesanato, hotéis, pousada e transportes turísticos no estado de Pernambuco. 

Como acontece todos os anos, a encenação contará com a participação de artistas conhecidos da teledramaturgia nacional como Juliano Cazarré (Jesus), Priscila Fantin (Maria), Ricardo Tozzi (Herodes), Gabriel Braga Nunes (Pilatos) e Bruno Lopes (Apóstolo João). Além dos artistas convidados, o elenco é formado também por mais de 50 atores e atrizes pernambucanos, entre os quais se destacam Ricardo Mourão (Caifás), Nínive Caldas (Madalena), José Barbosa (Judas), Júlio Rocha (Pedro) e Rafaella Carvalho (Herodíades). 

O ator Juliano Cazarré afirma que interpretar Jesus na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém é muito mais que um trabalho. Ele considera um presente divino, que irá lhe proporcionar uma jornada espiritual. “É um momento de estudo, de recolhimento, de concentração, de tentar entender e aprender um pouco mais sobre a figura de Jesus e os seus”, afirmou. 

Para a atriz Priscila Fantin, viver o papel de Maria será uma grande responsabilidade. “Eu estou muito honrada de estar interpretando uma personagem tão famosa. Sei que o público aqui chega a milhares de pessoas e eu nunca pensei em me apresentar para um público tão grande. Estou bem ansiosa”.

As entradas para o espetáculo, que já estão à venda pelo site oficial (www.novajerusalem.com.br) custam de R$ 100,00 a R$ 120,00, dependendo do dia, com meia-entrada para estudantes, professores de Pernambuco e público de até 14 anos. Nas compras feitas pelo site, o valor do ingresso poderá ser parcelado em até 12 vezes nos cartões de créditos. Com informações da Assessoria de Imprensa do Evento.

Por Naldinho Rodrigues*

Hoje vamos recordar de Milton Taciano Fantucci Filho, ou simplesmente Milton Carlos. Que nasceu em 13 de novembro de 1954 e faleceu em 2l de outubro de 1976, em decorrência de um acidente fatal de carro, antes de completar 22 anos.

A década de 70 foi uma das mais ricas para a música brasileira, e um dos grandes destaques daqueles tempos foi Milton Carlos, que apesar de falecer precocemente foi um dos nomes mais representativos dessa década. Milton Carlos, assim como a sua irmã Isolda, começaram as suas respectivas carreiras ainda na adolescência, e embora muito jovens na época, eles já vinham sendo gravados por intérpretes como Antonio Marcos, Maria Creuza e a Banda Os Incríveis já no inicio dos anos 70.

Mas sem dúvida foi a partir de 1973, depois da voz de Roberto Carlos, que as canções dos irmãos Isolda e Milton Carlos ganharam projeção nacional. Milton Carlos vivia em um tempo, mas se identificando com outro, como expressou em composições como ‘Largo do Boticário, Samba Quadrado e Memórias do Café Nice’.

A primeira música dele e Isolda, gravada por Roberto Carlos, foi Amigos, Amigos em 1973. O intermediário para entregar a música Amigos, Amigos foi o Cantor Eduardo Araújo, então amigo do Rei Roberto. O engraçado é que Roberto Carlos ligou para Eduardo Araújo e disse: “Dudu, eu gostei daquela música com uma mulher cantando. É bicho, aquela que fala de um cara apaixonado por uma amiga”. Eduardo Araújo respondeu: “Roberto, não é uma mulher, é Milton Carlos, um rapaz de voz fina”.

O acidente que tirou a vida de Milton Carlos aconteceu na noite de 21 de outubro de 1976, quando vinha de Jundiaí para São Paulo. A bordo do seu Passat, viajava em companhia de sua noiva, a também Cantora Mariney Lima e do empresário artístico Genildo de Oliveira. O acidente ocorreu em um trecho da via Anhanguera quando o Passat do cantor tentou ultrapassar uma carreta Scania  e bateu em um caminhão Chevrolet. Com o choque, o carro do cantor desgovernou-se e foi colhido pela carreta. Milton Carlos e sua noiva morreram na hora. O empresário Genildo Oliveira que viajava no banco de trás teve apenas ferimentos leves. O ajudante do motorista do caminhão, o jovem Mario Alves de Araújo, que desceu para socorrer as vítimas, foi atropelado na pista e morreu no local.

Mesmo sem o irmão e parceiro, Isolda continuou compondo suas canções para os cantores gravarem e no ano seguinte, entregou a Roberto Carlos uma música que se constituiria um dos maiores sucessos do Brasil em todos os tempos: “Outra Vez”.

Se a Música Popular Brasileira é de musas, a história dessa composição revela a existência de um raro “Muso”. Isolda compôs ‘Outra Vez’ após a morte de seu irmão Milton Carlos, em 1977.

Isolda faleceu ano passado, em 16 de dezembro e foi considerada pelo próprio Roberto Carlos de a compositora preferida do Rei.

Vamos recordar juntos esse fenômeno da música Romântica Brasileira que nos deixou tão cedo… MEMÓRIAS DO CAFÉ NICE.

*Naldinho Rodrigues é locutor de rádio. Apresenta pela Rádio Afogados FM o programa Tocando o Passado, sempre aos domingos das 5 às 7h.

triunfo

O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), lança o edital do 12º Festival de Cinema de Triunfo, que acontece entre os dias 29 de julho e 10 de agosto, no município de Triunfo, no Sertão do Pajeú. O documento está disponível no endereço http://www.cultura.pe.gov.br/editais/. Cineastas de todo o Brasil podem inscrever curtas e longas-metragens até o dia 6 de maio para concorrer à Mostra Competitiva do evento, que acontece no Cineteatro Guarany, às margens do lago João Batista e um dos cartões postais de Pernambuco.

Este ano, pela primeira vez, as inscrições serão completamente on-line, por meio da plataforma do Mapa Cultural de Pernambuco. Os realizadores deverão acessar o link www.mapacultural.pe.gov.br/projeto/191 para se cadastrarem como agentes culturais e preencher o formulário eletrônico disponível no endereço citado. Em anexo, deverão ser enviadas três fotos de divulgação do filme. No formulário de inscrição, também deverá ser informado o link para acesso ao filme e a sua senha de exibição, quando for necessário.

Vale destacar que serão aceitas inscrições de filmes brasileiros de quaisquer formatos, desde que tenham sido finalizados entre janeiro de 2017 e os meses vigentes de 2019 e que possuam cópia de exibição em formato digital FullHD (resolução 1.920 x 1.080).

Desde a sua primeira edição, em 2008, o Festival já exibiu mais de 650 filmes, contribuindo para a formação de público e de profissionais da área no Sertão do Pajeú. “A consolidação do Festival de Cinema de Triunfo no calendário nacional é notável quando vemos que a cada ano recebemos cada vez mais inscrições para a mostra competitiva e contamos com uma plateia maior. Além de apresentar para a região o cinema que vem sendo feito em todo País, o evento também funciona como uma grande vitrine para a produção pernambucana, que tem espaço garantido na programação”, observa o secretário de Cultura do Estado, Gilberto Freyre Neto.

O presidente da Fundarpe, Marcelo Canuto, destaca a importância das atividades de formação promovidas pelo evento. “Através do Festival de Cinema de Triunfo, também buscamos incentivar a população da região a fazer seu próprio cinema. Através das oficinas e outras atividades formativas, queremos capacitar aqueles que estiverem interessados no setor para que a gente possa ouvir cada vez mais nosso sotaque retratado na tela grande, valorizando nossa cultura”, comenta.  

A lista dos 36 filmes selecionados será divulgada no portal Cultura.PE até o dia 21 de junho de 2019. Os títulos serão avaliados por uma Comissão de Mérito, composta por, no mínimo, três pessoas, representantes da Gerência de Política Cultural da Secult-PE e por profissionais da área, de reconhecido saber e competência no campo Audiovisual, indicados pelo Conselho Consultivo do Audiovisual e designadas pela Secretaria Estadual de Cultura. Com um orçamento total de R$ 200 mil, o festival distribui prêmios em dinheiro para os melhores filmes eleitos pelo Júri Oficial e pelo Júri Popular, além do Troféu Caretas.

Esclarecimentos e mais informações podem ser obtidas pelo e-mail audiovisualpe@gmail.com ou pelo telefone (81) 3184-3076.  

Por Naldinho Rodrigues*

O nosso toque de saudade segue para o cantor Jessé Florentino Santos, conhecido apenas como Jessé. Nascido em 25 de abril de 1952, em Niterói, Rio de Janeiro, tendo falecido no dia 29 de abril de 1993  em Ourinhos, São Paulo, aos 41 Anos.

Casado com Rosana Kozzer, deixou 2 Filhos, Rebeca Breder e Marcelo.

Jessé foi criado em Brasília, mudou-se para São Paulo já adulto, e atuou como Crooner em boates, integrou os grupos  Corrente de Força e Placa Luminosa, animando bailes por todo o Brasil. Jessé foi revelado ao grande público em 1980 no Festival MPB Shell com a música Porto Solidão, seu maior sucesso, chegando a ganhar o prêmio de melhor intérprete.

Em 1983 ganhou o XII Festival da Canção Organização, realizado em Washington, com os prêmios de Melhor Intérprete, Melhor Canção e Melhor Arranjo para a música Estrelas de Papel. Jessé se destacou tanto que terminou recebendo um telegrama  coberto de elogios e parabéns do então presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan.

De voz muito  potente, o cantor Jessé gravou músicas marcantes que estouraram na boca do povo, como: Porto Solidão, Voa Liberdade, Estrela Reticente, Cantar e Era Um Dia.

Jessé sofreu um acidente automobilístico quando dirigia um Escort Conversível a 190 KM/h em Paraguaçu Paulista, seguia para fazer um show no Paraná. Sua esposa seguia com ele, e estava grávida. Ambos foram levados para Ourinhos e Jessé acabou morrendo poucos dias depois e sua esposa escapou, mas acabou perdendo o filho. Jessé  sofreu traumatismo craniano.

O seu maior sucesso, Porto Solidão, foi oferecido para vários cantores populares, entre eles: Gilliard e Fábio Júnior, que rejeitaram. A música vendeu  mais de 1 milhão de cópias. Jessé, em 1978 se apresentava em uma casa noturna em São Paulo, e interpretava a música Concerto Para Uma Só Voz, e de repente foi surpreendido ao ser aplaudido por Toquinho e Vinicius de Morais. , Certa vez, uma fã  postou a seguinte frase: Jessé não canta, ele humilha.

Jessé gravou 11 discos em sua brilhante carreira. Gravou em Inglês com o nome artístico de Tony Stevens e Christie Burg. Ele também gravou dois discos contendo músicas evangélicas com o pseudônimo de Reginaldo Veloso.

Há 26 anos morria o cantor e compositor Jessé, a música perdia uma das vozes mais românticas dos anos 80 e 90…Jessé Florentino Santos, ou simplesmente JESSÉ.

Pra matar as saudades desse mito da música romântica brasileira, escolhemos o seu maior sucesso:

PORTO SOLIDÃO…

*Naldinho Rodrigues é locutor de rádio. Apresentador do Programa Tocando o Passado, na Rádio Afogados FM, sempre aos domingos das 5 às 7 horas.

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O Governo de Pernambuco, por meio das Secretarias de Cultura/Fundarpe e de Turismo/Empetur, lança a convocatória para artistas, grupos e agremiações ligados ao ciclo junino. O edital – que tem como finalidade a contratação para a montagem da grade artística dos municípios polo que irão realizar a festa durante o São João – é voltado para atrações como Quadrilha Junina, Reisado, Repente, Banda de Pífanos, Bumba-Meu-Boi, Cavalo-Marinho, Ciranda, Coco, Embolada, Grupo de Bacamarteiros, Mamulengo, Mazurca, São Gonçalo, Viola, Xaxado, Forró Pé-de-Serra, MPB e outros gêneros musicais. As inscrições devem ser feitas de 8 a 22 de abril deste ano. Para ver o edital, acesse o portal Cultura.PE no endereço www.cultura.pe.gov.br/editais.

Para o secretário estadual de Cultura, Gilberto Freyre Neto, a convocatória para a formação da grade de programação artística do ciclo junino é uma importante ferramenta para a classe cultural. “O São João é um momento importante que temos para difundir nossa cultura e valorizar artistas locais. Queremos promover uma festa integrada e contamos com a adesão dos artistas ao edital para fazer um São João rico e tradicionalmente pernambucano”, comenta.

Presidente da Fundarpe, Marcelo Canuto reforça a importância do formato de edital público. “A convocatória é a reafirmação de uma conquista importante dos fazedores de cultura. Todo o foco do investimento do Estado para os ciclos pretende atender uma demanda da classe artística, em conjunto com o que foi construído pela política cultural. No nosso São João não seria diferente”.

Com o objetivo de garantir uma predominância de artistas e grupos ligados ao ciclo junino nas contratações, a grade artística nos municípios polo reservará 40% da programação para a categoria Música e Dança da Tradição Junina; 30% para a participação de artistas e grupos da categoria Cultura Popular; 15% para artistas da música popular brasileira; 10% para os grupos de forró pé-de-serra; e 5% para a categoria Outros Gêneros Musicais.

Por Naldinho Rodrigues*

Hoje falaremos de Abelim Maria da Cunha, conhecem? Mas Ângela Maria? Ai o mundo conhece. Nascida em Macaé, estado do Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1929 foi cantora e atriz  brasileira, expoente da Era do Rádio, considerada dona de uma das vozes mais belas da MPB e eleita a Rainha do Rádio em 1954.

Foi à cantora brasileira que mais vendeu discos, cerca de 60 milhões de discos. Ângela Maria era conhecida pelos grandes cantores como a maior voz do Brasil.

Intérprete de canções como Babalu, Gente Humilde, Cinderela, Canto Paraguaio e Orgulho, serviu como fonte de inspiração para artistas como Elis Regina, Djavan, Milton Nascimento, Ney Matogrosso, Cesária Évora e Gal Costa, além de ter sido, comprovadamente pelo Ibope, por um longo período, a cantora mais popular do Brasil e conquistado a admiração de personalidades como Édith Piaf, Amália Rodrigues, Louis Armstrong e dos ex-presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.

De família muito humilde, sua mãe era dona-de-casa e seu pai pastor de igreja evangélica. Por conta disso, desde criança cantava no coral de uma Igreja Batista próxima a sua casa e com isso foi aprendendo a amar a música e o universo das melodias. Durante sua infância e adolescência, devido a dificuldades financeiras, morou com a família nas cidades de Niterói, São Gonçalo e São João de Meriti, em busca de uma vida melhor em cidades com mais recursos. Durante sua juventude trabalhou em uma fábrica de lâmpadas e foi operária tecelã em uma indústria de tecidos, mas sempre quis ser cantora. Sonhava com a vida nas rádios e com o sucesso, mas seu pai era contra por ser muito religioso, querendo que a filha se convertesse na igreja evangélica e casasse cedo. Ângela não tinha o desejo de viver assim, e foi atrás do seu grande sonho, que era cantar.

Ângela sempre contou em entrevistas ter sofrido na vida pessoal. Nunca pode ter filhos, por problemas em seu útero, que ela descobriu ter ainda na adolescência. Foi constantemente alvo da mídia, que sempre tocava no assunto ou inventava boatos a deixando magoada, pois ela sempre quis ser mãe. Apesar de ter feito inúmeros tratamentos, nunca conseguiu engravidar. A cantora foi casada seis vezes e teve muitos namorados, e revelou que sempre sofreu na mão de todos eles com humilhações e até agressões físicas. A cantora revelou também que certa vez já tentou o suicídio. Contou que quase perdeu tudo, já que seu patrimônio era administrado por seus assessores, que não pagavam suas contas e a roubavam constantemente. Em 1967, desesperada com sua vida, foi para São Paulo, porém continuava a topar com empresários golpistas e namorados ladrões. Apesar de ter ficado muito tempo vivendo em grande pobreza, cantando em boates e tendo que complementar a renda fazendo faxina para sobreviver, deu a volta por cima anos depois. Ângela Maria revelou que seu melhor amigo sempre foi Cauby Peixoto e que tinha uma grande admiração por Dalva de Oliveira.

Em 1979, com 50 anos, conheceu um homem que mudaria sua vida: Um rapaz de dezoito anos que mexeu com seu coração. Ele era noivo. Porém o garoto, chamado Daniel D’Angelo, gostou de Ângela, abandonou a noiva e os dois passaram a ter um envolvimento amoroso intenso. Daniel a ajudou quando sofreu um novo golpe, lhe arranjando trabalhos. Eles foram morar juntos com poucos meses de namoro, até que em 13 de maio de 2012, no dia do seu aniversário de 83 anos (e ele com 51) casaram-se oficialmente, no civil e na igreja. A cantora dividia o mesmo teto com Daniel desde 1979 e adotaram quatro filhos: Ângela Cristina, Lis Ângela, Rosângela e Alexandre.

Ângela Maria morreu em São Paulo no dia 29 de setembro de 2018, aos 89 anos, em decorrência de uma infecção generalizada e uma parada cardíaca. Estava internada havia 34 dias em um hospital da zona sul da capital paulista. A TV Globo preparava uma minissérie contando a trajetória de Ângela, cuja estreia “está prevista” ainda para 2019.

Para lembrar os momentos gloriosos de Ângela Maria, vamos ouvir uma de suas melhores canções: CANTO PARAGUAIO

*Naldinho Rodrigues (foto), é locutor de Rádio. Hoje comanda o Programa Tocando o Passado, na Rádio Afogados FM – sempre aos domingos das 5 às 7 da manhã.