Cultura

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A beleza da arte rupestre é a marca de “Simbologia da Gruta da Memória” do multiartista Carlos Vasconcelos (foto), a ser lançada nesta quarta-feira (07) em seu Centro Cultural de Criação, localizado na Boa Vista. A investida, que encerra a agenda de exposições do este ano, traz interpretações únicas das artes rupestres da pedra do Ingá, no estado da Paraíba. Com esses registros da arte rupestre promete mais uma experiência histórica cultural com um olhar único sobre as diversas formas e possibilidades de expressão artísticas na humanidade. “Recentemente encontrei em meus arquivos imagens de um estudo cuidadoso, que realizei da Pedra do Ingá, no estado da Paraíba, que está entre as artes rupestres mais estudadas e celebradas, que chegaram a nosso tempo. E isso foi decisivo para interpretar; copiar nunca! E trazer a tona toda simbologia na gruta da minha memória”, destaca Vasconcelos.

“Simbologia da Gruta da Memória” congrega assim uma série de 14 esculturas inspiradas nas inscrições na Pedra do Ingá, um monumento arqueológico, que fica em uma área tombada como Monumento Nacional pelo IPHAN, desde 1944. Esse pequeno distrito de Pedra Lavrada, no agreste paraibano, à margem do riacho Bacamarte, conta com misteriosas imagens rupestres em uma formação rochosa de aproximadamente 250 m² de área. Considerado um dos mais famosos do Brasil, o sítio arqueológico está localizado a 46 km de Campina Grande e a 109 km de João Pessoa e atrai um grande número de visitantes todos os anos. Com 24m de comprimento e 3,8m de altura, a área traz símbolos, sulcados e esculpidos com apurada técnica na enorme pedra, que lembram figuras humanas e animais, linhas onduladas que remetem o movimento das águas, e ainda contornos curvilíneos, círculos pendulares e formatos cônicos. E, pela sua beleza e importância, a Pedra do Ingá é a motivação para esse novo projeto do multiartista pernambucano que reforça mais uma vez a versatilidade da arte esculturas em madeira no tom bege luminoso, o marrom e preto, criadas para uma construção de semelhança e harmonia com o real.

Esse novo trabalho focado nas inscrições das paredes e rocha da Pedra do Ingá resgatam também uma paixão antiga do experiente desenhista, fotógrafo, diretor de arte e de criação, que atua há décadas em diversos campos da arte. “Inscrições ou arte rupestre sempre me fascinaram, desde minha infância quando me foi dado meu primeiro patrimônio cultural: a enciclopédia Larousse, afinal, na minha infância não tinha buscador do Google. E dentre aqueles doze livros, grandes, grossos e pesados; O de artes, arquitetura, biologia, pré-história, história e geografia eram meus bons companheiros”, lembra Carlos. Decidiu assim transformar seu acervo pessoal sobre o sítio histórico em um novo projeto artístico, pelo fato dessas artes rupestres serem algumas das mais estudadas e celebradas que chegaram a nosso tempo, de acordo com ele.

A mostra “Simbologia da Gruta da Memória” fica em cartaz no Centro Cultural de Criação até o dia 30 de Novembro, com visitas agendadas por e-mail (carlosvasconcelosfoto@gmail.com) ou pelo WhatsApp (81) 9.9925-1314. O espaço fica na Rua dos Médicis, 30 AP-406, na Boa Vista, Recife e os interessados também podem conhecer mais do trabalho do multiartista, que atua há mais de três décadas em várias frente, pelo site   https://carlosvasconceloscriacoes.com.

“Como realizamos diversas atividades distintas no Centro, que também abriga workshops e oficinas, receberemos o público em visitas agendadas, para manter a dinâmica do espaço, que é voltado a eventos culturais disponibilizados aos amantes da arte”, completa Carlos Vasconcelos.

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Vencedor do Prêmio de melhor Direção de Documentário no Rio Festival 2016, o longa-metragem Super Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos se revela uma surpresa experimental a partir do próprio nome. Parceiros em várias produções – como os elogiados longas “Açúcar” (2017) e “Amor, Plástico e Barulho” (2013) e o premiado curta-metragem “Praça Walt Disney” (2011) -, os pernambucanos  Sergio Oliveira e Renata Pinheiro retomam a parceria, juntamente com o roteirista Leo Pyrata,  neste novo documentário, onde apresentam um Sertão globalizado, esteticamente modificado,  tendo como premissa o registro, em tom fabular, da sexagenária  orquestra de baile Super Oara, de Arcoverde, no Agreste de Pernambuco. 

 O filme chega às telas de cinemas do país a partir de quinta-feira, 15 de novembro, e paralelamente, realiza um circuito alternativo pelo interior de Pernambuco, de 22 a 29 de novembro nas cidades de Caruaru, Buíque, Belo Jardim, Serra Talhada, Triunfo e Arcoverde, locação do longa. 

Em contraste absoluto com a paisagem, os ruídos e os habitantes, ouve-se de fundo hits clássicos da música norte-americana. Coabitando simultaneamente, estão jumentos, crianças, feirantes, adolescentes em vestidos de debutante. Em Arcoverde, cidade a 250 km do Recife, o cruzamento de eletrônicos com barulhos de máquinas anunciam um novo Sertão, impulsionado pela promessa do progresso e da modernidade. No entanto, a globalização sertaneja já era uma realidade cultural há pelo menos meio século. 

O filme toma como ponto de partida a história e nome da Orquestra Super Oara, fundada em 1958 pelo músico Egerton Verçosa, mais conhecido como o maestro Beto – uma orquestra de baile de repertório internacional, americanizado e de canções românticas. 

O que me encantou foi saber o significado por extenso do nome. Conhecia, claro, a Super Oara, de clubes, festas e tal. Mas uma banda de baile chamada Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos?! O nome já passava uma ideia de mistura cultural, já tinha uma potência, ‘Super’, e de quebra num sertão já cosmopolita, ou o que é que isso possa significar. Isso tudo misturado a uma cultura popular onipresente e diversa, explica o diretor Sérgio Oliveira. 

Ao longo das filmagens, contudo, o argumento inicial foi tomando outro corpo. O que inicialmente, retrataria a história da orquestra, acabou revelando um contexto mais amplo e peculiar: o de um sertão desmitificado, de um recorte contemporâneo sobre o Sertão nordestino, enfatizando a transformação da paisagem e suas contradições, sendo o contraste social o protagonista. Enquanto a orquestra anima festas de debutantes, a cidade é tomada por jumentos e motos.  Assim, o road-movie vai sendo embalado por standards americanos diversos e até por “A Morte do Cisne”, de Tchaikovsky, tudo mesclado a manifestações populares como o bumba-meu-boi e o Reisado. 

O sertão é um universo mítico do imaginário brasileiro. A literatura, a poesia e o cinema brasileiro demarcaram a geografia dessa região. Por muito tempo se perpetuou um ideário do sertão como puro, um esquecido rincão, do que era ‘genuinamente’ brasileiro. Entretanto, o Nordeste historicamente foi (e é) território de imigração de vários povos, sua cultura sempre foi mutante e aberta a influências. Os próprios ritmos da região, como o baião tem muito de valsa; o xote, de polka; a quadrilha junina, de danças palacianas etc. Então, entramos abertos naquela região, abertos à sua contemporaneidade, às contradições e aos acontecimentos, conta Oliveira. 

Produzido pela empresa pernambucana Aroma Filmes e distribuído pela Inquieta Cine, o longa conta com os patrocínios do Programa Petrobras Cultural, do BRDE/Fundo Setorial do Audiovisual (FSA)/ANCINE e incentivo do Funcultura/Governo de Pernambuco. 

SINOPSE

Uma tradicional orquestra de baile sertaneja, a Super Oara, anima festas de debutantes de vestidos vaporosos e cores vibrantes. Enquanto isso, esse mesmo Sertão, território mítico do imaginário brasileiro, é transformado em sua paisagem por grandes obras, ao ritmo de máquinas e operários. Super Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos é um documentário em tom fabular que faz um recorte de um sertão contemporâneo onde alguns privilegiados celebram e outros menos afortunados, animais incluídos, dançam, cantam, mas não são convidados para a festa. Strangers in the night… 

NAS REDES

TRAILER:  https://vimeo.com/296015652  

No último dia da 4ª Mostra de Cinema Poesia na Tela são prestadas homenagens à cineasta Katia Mesel. Pela manhã, na Câmara dos Vereadores de Tabira, foi realizada uma master class com tema “Documentário – um certo olhar sobre o real”. Estudantes de escolas públicas tiveram uma aula especial com a cineasta que comemora 50 anos de carreira e tem uma produção de cerca de 300 filmes. Só um dos trabalhos dela, “Recife de Dentro pra Fora” (1997), conquistou 26 prêmios em festivais nacionais e internacionais. À noite, ela acompanhará a exibição de dois curtas: “Recife de fora pra dentro” (1997) e “A gira” (2012), na Praça Gonçalo Gomes.

A Câmara de Vereadores do município ainda abriu as portas para uma Roda de Diálogo sobre “O Cinema e a Poesia Como Representação da Memória dos Territórios”, realizada na tarde desta sexta. Para debater sobre o tema, foram convidados Isabelly Moreira, Graciela Guarani, Genildo Santana e Kennel Rógis, todos sob a mediação de Priscila Urpia.

Outra atração da última noite da Mostra de Cinema Poesia na Tela é a Sessão Videoclipe com a exibição de três trabalhos: “Morrer em Pernambuco”, de Juliano Holanda; “Coco Muleque”, do Em Canto e Poesia; e “Eu Declaro Meu Inimigo”, dos Devotos. Todos os videoclipes são de artistas pernambucanos.

Ao longo do dia, foi possível prestigiar um pouco de cada atração desta edição da Mostra de Cinema Poesia na Tela. Teve realização de oficinas e exibição de filmes em escolas, mostra de filmes infantis, de filmes de autores pernambucanos, e trabalhos que falam um pouco da nossa história.

Na noite de encerramento, a partir das 19h, a programação da Praça Gonçalo Gomes tem exibição de oito filmes, três videoclipes e a apresentação musical do Recital Feminino da Associação de Poetas e Prosadores de Tabira (APPTA) e de Ágda Moura, de Santa Cruz do Capibaribe.

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A programação da 2ª mostra itinerante do Festival Internacional de Cinema “Nueva Mirada”, realizada pelo Sesc em Triunfo, será encerrada nesta quinta-feira (25).  As exibições são gratuitas com programação aberta ao público, às 19h, no Theatro Cinema Guarany, e às 9h, sessão exclusiva para estudantes da Escola Maurício Cândido.

O Theatro Cinema Guarany recebe o filme da República Tcheca, “Fimfarum: A Terceira é a Melhor”, que contém três contos de fadas de Jan Werich, cada um dirigido por um artista. A primeira história se estende às montanhas de Sumava, no sul da Boêmia, para descobrir se ogros já viveram lá. Outro conto é O Chapéu e o Pequeno Jay Feather, que diz respeito a um rei que envia seus três filhos para trazer de volta um chapéu que ele deixou em uma taverna quando era jovem. O terceiro e mais longo conto de fadas, Reason and Luck, é sobre as duas virtudes do título (Razão e Sorte) que tenta mostrar sua importância, mudando a vida de um pastor de porcos chamado Louis. 

Pela manhã, serão exibidas na Escola Maurício Cândido os curtas: “O Caçador de Frangos”; “Rising Hope”; “Lágrimas de um Palhaço”; “Sinalizador”; “Tarde ou Cedo”. A Mostra Itinerante é resultado de uma parceria entre o Departamento Nacional do Sesc e da associação civil sem fins lucrativos Nueva Mirada. A programação conta com curtas e longas metragens que estão fora dos circuitos comerciais de TV e cinema, e que priorizam a diversidade cultural e o desenvolvimento sociocultural de crianças e adolescentes.  

Nueva Mirada

É uma associação civil sem fins lucrativos, especializada em cultura, indústria cultural e comunicação, declarada de interesse cultural e educativo nacional pelo governo da Argentina. É membro da Aliança Global para a Diversidade Cultural e da Unesco e do Centro Internacional de Cinema para a Infância e a Juventude (Cifej). O objetivo da Nueva Mirada é contribuir para o desenvolvimento cultural e educativo de crianças, adolescentes e jovens, mediante a capacitação audiovisual em matéria de novas tecnologias de informação e comunicação, de formação de valores, promoção de direitos, conhecimento e compreensão da diversidade cultural.

Salas de aula de escolas públicas da zona rural de Tabira estão sendo transformadas em salas de exibição de filmes sobre o universo escolar durante a 4ª Mostra de Cinema Poesia na Tela que acontece até a próxima sexta-feira (26).  As crianças estão recebendo a mostra itinerante com exibição de filmes e depois assistem a um debate sobre o trabalho de produção. 

As produtoras Amanda Ramos e Taís Ferreira exibem os filmes e depois da sessão conversam com as crianças. Explicam como é feito o filme, se é documentário, falam sobre o trabalho de pesquisa, se for animação explicam as diferentes técnicas, que pode ser colagem ou stop motion. “É um bate-papo sobre a mensagem que o filme deixa e as técnicas do filme” explicou Devyd Santos, coordenador da Mostra. 

Nesta terça-feira (23), a sessão foi na Escola Municipal Cícero Correia, no povoado de Brejinho. Na segunda (22), foi Escola Municipal Cônego Luis Munis, no Povoado de Borborema. As expressões das crianças já dizem tudo. E Nesta quarta-feira (24), além da mostra itinerante, começam as exibições de filmes em praça pública. É neste dia que será apresentado o único longa do evento, o documentário “Onildo Almeida: Groove Man”, de Hélder Lopes e Cláudio Bezerra.

Com ovinos da raça Dorper, o Rebanho Quinto, que está localizado no Sítio Monte Alegre, em Afogados da Ingazeira, no Sertão pernambucano, onde o proprietário Joanh Quinto, detém animais PO (Puro de Origem) das melhores linhagens brasileiras e também tem animais sem documentos, que são aqueles que também participam de competições, são bonitos e bons com esse diferencial.

O Brasil possui um rebanho caprino da ordem de  14.556.484 cabeças, sendo que 93% está concentrada na região Nordeste. De acordo com dados do IBGE, a maior concentração está em Pernambuco, Bahia e Piauí. Apesar da maior criação estar nessas regiões, a criação de caprinos de corte está em franca expansão em todo país, com a distribuição de 2,8% na região Norte; 3,4% na região Sudeste; 31,7% na região Sul e 5,5% na região Centro-Oeste.

Excelentes reprodutores e fáceis de manejar, os ovinos da raça Dorper ganharam extensas áreas territoriais no Brasil. Hoje estão entre os mais criados do País, com plantel que beira os 150 mil animais registrados, segundo dados da ABC Dorper, a Associação Brasileira de Criadores. A raça Dorper é sinônimo de lucratividade no setor. Como esse ovino é criado apenas no pasto, traz lucros e baixo investimento por parte do criador. É a dobradinha para ninguém botar defeito: animais que comem pouco e produzem muito! E nesse contexto o Rebanho Quinto está despontando no Sertão do Pajeú para os interessados em obter seu próprio rebanho. Agende sua visita.

Neste domingo, 21 de outubro, o Templo da Boa Vontade (TBV), localizado em Brasília (DF), completará o 29º aniversário. Para celebrar a data, o monumento mais visitado da capital federal — segundo dados da Secretaria de Estado do Esporte, Turismo e Lazer do Distrito Federal realizará, durante todo esse mês, o tradicional “Outubro no TBV”, com uma série de eventos especialmente programados para toda a família. O destaque fica por conta da sessão solene, que ocorrerá neste sábado, dia 20, com a palavra fraterna e ecumênica do diretor-presidente da Legião da Boa Vontade e fundador do TBV, o jornalista e escritor José de Paiva Netto.

As festividades deste ano, que enfocarão o tema “Céu e Terra num só coração”, visam reunir diferentes etnias, crenças e culturas em um só lugar em prol do Ecumenismo Irrestrito, propagado pelo monumento desde sua inauguração. Além da tão aguardada sessão solene, a programação inclui apresentações culturais, cerimônias ecumênicas, palestras educativas e exposições artísticas. Entre esses eventos estão os tradicionais Espetáculo de Música Legionária e o Musical Infantil Jesus, respectivamente nos dias 19 e 20, com a participação de centenas de músicos voluntários e de todas as idades.

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A Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), localizada no bairro das Graças, na Zona Norte do Recife, abre as portas para receber a segunda edição do show “Para Ser tão Sertânia”. A apresentação será realizada no próximo sábado (20), às 21h, e tem como principal atração à cantora Cristina Amaral. O objetivo do evento é angariar doações para o Projeto Sertânia sem Fome, que atualmente beneficia mais de 200 famílias em situação de vulnerabilidade do Sertão de Pernambuco. Os ingressos custam R$ 200, dão direito a uma mesa para quatro pessoas e podem ser adquiridos na AABB.

O show também irá ajudar o Lar Fraterno Vovó Cavendish, organização com três anos de fundação e que acolhe 40 crianças de Sertânia, oferecendo estudo, alimentação, cuidados médicos e apoio psicológico. E para ajudar tanta gente, vários artistas foram convocados. São eles: Nena Queiroga, Erica Natuza, Damião Mota, Ed Carlos, Luizinho de Serra, Joyce França, Almir Rouche, Maestro Spock, Hugo Araújo e Edy Carlos. Todos eles abriram mão do cachê para ajudar a causa.

Serviço

Para ser tão Sertânia
Quando: sábado (20/10), às 21h

Local: AABB- Avenida Doutor Malaquias, 204 – Graças/ Recife
Ingressos: R$ 200 (mesa para quatro pessoas), à venda no local ou pelos telefones (81) 99102-6058/ 99714-0213 (WhatsApp).

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A importância do Nordeste para o Brasil tem sido destacada na contagem dos votos, nas últimas eleições presidenciais. O peso eleitoral da região, contudo, não é a tradução do valor político, e muito menos, da representatividade econômica, que exibe 14% do PIB nacional, apesar de somar 28% da população brasileira. Com sérias deficiências em infraestrutura, e contingentes populacionais abaixo da linha da pobreza, além da grande quantidade de pessoas vivendo com baixa renda, o Nordeste ainda carece de investimentos e de políticas públicas de estímulo ao desenvolvimento. Embora haja setores em franco crescimento, como o de energia renovável, e novos polos produtivos, como o automotor em Goiana, os nordestinos ainda esperam a visão integrada e as ações efetivas de um plano consistente para a economia regional.

O desafio é notório ao se examinar a miséria e as dificuldades de geração de emprego em todos os estados. Jair Bolsonaro ou Fernando Haddad, eleito presidente da República no próximo dia 28, precisará voltar os olhos para cá. Como o JC mostrou na edição da ultima quinta, todos os estados nordestinos estão acima da média brasileira em relação à fatia da população em extrema pobreza. Ao se deparar com a legião de pobres, de um lado, e as restrições orçamentárias advindas de uma dívida pública estratosférica, acumulada pelos antecessores do próximo ocupante do Planalto, o futuro governo terá que fazer escolhas. Governar o Brasil a partir de 2019, mais que nunca, será exercer a arte de escolher, equilibrando a saúde fiscal com o angustiante déficit social.

Esse exercício de bom senso passa pelo aproveitamento do potencial do Nordeste. Algo que não foi pensado, ao menos não na dimensão que deveria ter sido, pelos dois finalistas do pleito presidencial. No programa de governo do PT, o termo que designa a região aparece apenas na referência à violência que grassa na região. No do candidato do PSL, há menção a uma nova matriz de energia limpa utilizando a força do vento e da luz solar, e só. É preciso retomar a estratégia regional para o desenvolvimento, através de políticas específicas que minimizem os desequilíbrios regionais. Sem que isso ocorra, a renda per capita média do cidadão nordestino continuará sendo até um terço menor do que em São Paulo, por exemplo. As chamadas redes de proteção social devem seguir a função de amparo temporário, mas sem políticas eficientes de redução estrutural da pobreza, o problema não se resolve.

A diminuição da pobreza no Nordeste e a ampliação das oportunidades de trabalho e negócios na região, significam um salto qualitativo para a economia brasileira. Neste aspecto, a abordagem regional é imprescindível para tirar o País da crise, e ao mesmo tempo, levar a condições de crescimento econômico sustentável com benefícios compartilhados por todos os brasileiros. Os primeiros esboços de planejamento do presidente a ser eleito não devem esquecer o Nordeste, nem os nordestinos. Do JC.

O Dia das Crianças será mais que especial para os meninos e meninas que forem ao 2º Festival do Livro do Litoral Sul nesta sexta-feira (12). A feira literária, que acontece no Clube Municipal do Ipojuca e segue até a segunda-feira (15), Dia do Professor, conta com programação dedicada aos pequenos. A manhã se inicia com a contação de histórias. No palco, principal, a partir das 10h, será apresentada uma adaptação do clássico conto infantil “Os Três Porquinhos”.

A meninada poderá acompanhar também o espetáculo Cantos e Contos, com Susana Morais e o Tio Diego, às 10h30, no Palco Carreta, da editora Imeph. A dupla mescla contação de histórias, literatura em cordel e música, criando um mundo mágico de aprendizado para as crianças. O repertório reúne músicas autorais e releituras de clássicos do universo infantil, como as cantigas de roda. A apresentação se repete no mesmo dia, às 16h. O Festival do Livro é realizado pela Andelivros, com apoio da Prefeitura do Ipojuca.

A dupla Mateus e Katilinda, inspirada no folguedo popular do bumba meu boi, faz show com a Banda Kids, no palco principal da feira, a partir das 15h. A banda faz parte do bloco infantil Pinto da Madrugada, do Galo da Madrugada, e atrai a atenção das crianças com sua irreverência, divertindo com o que há de melhor na tradição dos folguedos populares. Durante a apresentação, com muito improviso, Mateus e Katilinda fazem teatro de rua, cantam e dançam, criam brincadeiras de última hora e arrancam muitas risadas do público.

A atração da noite é o forrozeiro Maciel Melo, que sobe ao palco às 19h30. O público adulto poderá dançar e cantar as principais composições do cantor, a exemplo de Caboclo Sonhador e Dama de Ouro. Maciel também é escritor e aproveitará para autografar seus dois livros: A Poeira e A Estrada e o recente O Refúgio das Interrogações e Outras Crônicas, ambos lançados pela Editora Imeph.

O primeiro título é a autobiografia do cantor, em 190 páginas, reunindo histórias da vida do nordestino no Sertão pernambucano e personagens marcantes na vida e carreira musical dele. Tomado pelo gosto da escrita, o compositor lançou seu segundo livro este ano. O Refúgio das Interrogações é um apanhado de 100 textos que eram postados em sua conta pessoal de uma rede social. As crônicas contam sobre suas viagens e também sobre questões sociais, como a pobreza e a miséria.

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Por Ademar Rafael (foto)

Nos anos 80, fiz estas estrofes, sempre que nos encontrávamos Antônio agradecia.

Não falo de antecessoras
Pois não é a minha ética
E minha linha poética
Não critica sucessores,
Porém falo dos favores
Que Antônio fez demais
Ajudou moça e rapaz
Sem cobrar pelo seu feito
IGUAL ANTÔNIO PREFEITO
AFOGADOS NÃO TEM MAIS.

Não falo de adversários
Nem de seus perseguidores.
Porém falo dos valores,
Feitos extraordinários.
Falo dos educandários
Que ele fez, fará e faz.
Por isso é que seu cartaz
Está grande desse jeito
IGUAL ANTÔNIO PREFEITO
AFOGADOS NÃO TEM MAIS.

Assumiu a Prefeitura
Que só tinha um rural
Época que nosso hospital
Não possuía estrutura
Lá colocou cobertura
E um diretor capaz.
Raio X, fogão a gás,
Enfermeiras, piso e leito.
IGUAL ANTÔNIO PREFEITO
AFOGADOS NÃO TEM MAIS.

Ajudou a Portuguesa,
Corinthians da Vaca Morta
Deu dinheiro até pra porta
De casa de camponesa.
E o pão de sua mesa
Repartiu com os demais
Amparou filhos pais
Por isso tem meu respeito
IGUAL ANTÔNIO PREFEITO
AFOGADOS NÃO TEM MAIS.

Se alguém se eleger
E provar que é astuto
Der casa para o matuto
Ao faminto der comer,
Ao sedento der beber,
Ao do escuro der gás,
Dos pobres cessar os ais
Eu ainda estufo o peito,
E grito: “um ANTOI PREFEITO
AFOGADOS NÃO TEM MAIS.

Com a rodoviária encerra
As obras do seu reinado
Hoje está iluminado
Todo bairro dessa terra
Quem fez assim jamais erra.
Vida, esporte, amor e paz
O CSU nos traz.
Oh! Que governo perfeito
IGUAL ANTÔNIO PREFEITO
AFOGADOS NÃO TEM MAIS.

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De quinta-feira (20) a sábado (22), a comunidade judaica estará reunida em Recife para comemorar os 100 anos de fundação do Colégio Israelita Moysés Chvarts, a mais antiga instituição educacional judaica do país em funcionamento. A programação conta com festa de reencontro, cerimônia especial de Kabalat Shabat (que é uma cerimônia tradicional do recebimento do sábado), e tarde de homenagens a todos que construíram, lutaram e lutam pela instituição. A iniciativa é promovida pela Federação Israelita de Pernambuco (Fipe) e pelo Colégio Israelita.

Fundado em 1918, a instituição educacional visava ensinar o currículo nacional agregado dos valores judaicos, o idioma, a história, a cultura e as tradições. Assim como fazia-se necessário construir um cemitério, que abrigasse o descanso eterno dos que partiam, uma sinagoga, para manter viva a fé e um clube social para congregar, foi preciso fundar o Colégio, onde gerações seriam formadas cidadãos conscientes do compromisso com a pátria que os acolheu e com os valores milenares do seu povo. Isso não teria ocorrido sem a visão dos pioneiros que o conceberam, sem a abnegação de líderes ao longo desses cem anos e sem o apoio da comunidade judaica de Pernambuco.

Por essa escola passaram alunos eminentes. Para citar apenas uma, tivemos a grande escritora Clarice Lispector. Ao longo do tempo, o Colégio Israelita formou gerações de alunos que não só permitiram a perpetuação da cultura judaica, bem como contribuíram nas mais diversas áreas para o desenvolvimento econômico e cultural do nosso Estado e do Brasil. Ao longo de todo esse tempo, o mundo se transformou. O Brasil, bem como o judaísmo, vivem os seus dilemas. A forma de encarar as novas realidades, os novos desafios da educação.

Hoje o Colégio Israelita Moysés Chvarts é uma escola moderna, inclusiva, aberta à sociedade mais ampla com o propósito de cumprir com seu papel educativo. Ao longo da história o povo judeu foi capaz de reinventar-se, recriar-se, assumir compromissos. Em cada momento dessa trajetória este povo teve parceiros, que a ele se irmanaram e o ajudaram a construir belos capítulos na história da humanidade.

Para Sônia Sette, presidente da Fipe, a instituição revela um valor fundamental para o povo judeu, pois, permite ao longo de toda a sua história, preservar a identidade judaica. Ela conta que para os migrantes judeus, mesmo em condições econômicas adversas, a educação dos filhos tinha uma importância ímpar para o legado de cada um e por isso, tem um valor relevante que remonta desde as origens do povo judeu. “Ao longo da história, devido às perseguições e instabilidade, cristalizou-se na mentalidade judaica a priorização do estudo. Bens materiais poderiam ser perdidos a qualquer instante, mas aquilo que se aprendia era o que permitia seguir com a vida”, enfatiza, lembrando que foi dessa forma que cem anos atrás foi construído o Colégio Israelita em Pernambuco.

SERVIÇO:

Programação das comemorações de 100 anos do Colégio Israelita

Dia 20.09: Festa do Reencontro

Horário: 20h30

Onde: Arcádia Boa Viagem, av. Boa Viagem – 802 

Dia 21.09: Kabalat Shabat

Horário: 19h30

Onde: Centro Israelita de Pernambuco, Rua Pio IX – 792 

Dia 22.09: Tarde de Homenagens

Horário: 16h

Onde: Academia Pernambucana de Letras, Av. Rui Barbosa – 1596

Flagrante de uma exibição do Cine Sesi em Palmeiras dos Índios, em Alagoas / Chico Barros/Divulgação

A equipe do Cine Sesi, encabeçada pela múltipla Lina Rosa Vieira, curadora e idealizadora do projeto, começa nesta sexta-feira (31) uma nova temporada da ação que leva cinema para onde o povo está. Nesta 12ª temporada em terras pernambucanas, a 17ª da história do Cine Sesi, a caravana passa por 44 municípios. São quase seis meses na estrada – tirando apenas os dias de recesso, por causa das eleições e das festas de final de ano –, em duas rotas que cortam o Estado do Litoral ao Sertão, da Zona da Mata ao Agreste, levando na bagagem curtas e longas-metragens para uma população que há muito tempo – ou nunca mesmo – teve a experiência de ver um filme numa tela grande.

“No começo eu ia para todas as cidades, mas o projeto cresceu muito e hoje temos uma equipe muito preparada, com produtores culturais que acompanham cada sessão. Eu me sinto responsável porque muitas dessas sessões podem ser a única para aquelas pessoas. Meu sonho é que essas cidades possam ter salas permanentes. Afinal, são de 1, 5 a 3 mil pessoas que vão assistir aos filmes em praça pública. A iniciativa privada e o Estado precisam dialogar para ter as salas de cinema de volta, para que esse projeto não exista mais”, assevera Lina Rosa.

Nessa dúzia de anos, o Cine Sesi já passou por 117 cidades e atingiu um público estimado em 1 milhão de pessoas. Ao todo, o projeto já teve cerca de 5,2 milhões de espectadores em suas exibições ambulantes por 700 municípios de 12 Estados brasileiros. Esses números estratosféricos estão sempre aumentado a cada ano, tendo praças e pátios transformadas em cinema ao livre, com milhares de pessoas de olhos grudados na tela, rindo, se emocionando e comendo pipoca, sem pagarem nada, apenas tendo o esforço de sair de casa e se deixarem levar pelas escolhas de Lina Rosa, com títulos que levantam questões e abrem discussões positivas.

“Geralmente, escolho filmes brasileiros, mas este ano não encontrei uma animação nacional que se adequasse à curadoria. Pelo menos, foi dirigido por brasileiro. Mas os outros dois longas – Pequeno Segredo e O Filho Eterno – trazem questões que podem ser discutidas após a sessão e também em escolas. Em outra cidade, este filme motivou que um casal adotasse uma criança Down”, relembra a curadora, afirmando, ainda, que as sessões, ao ocupar espaços públicos, permitem a apropriação deles para reuniões e encontros. “Muitos desses espaços estão esquecidos e só são ocupados por manifestações religiosas e políticas. Levar cultura para esses lugares, por meio de filmes, propicia que essa população pense melhor sobre a política e a própria religião”, assegura.

NOVOS MUNICÍPIOS

As sessões começam por Ouricuri e Santa Terezinha, no Sertão, com a apresentação de três longas-metragens e três curtas, de hoje até domingo. Dos 44 municípios pernambucanos que vão receber a trupe do Cine Sesi, com sua tela de 70m², 15 deles são estreantes no projeto. São eles: Cedro, Cortês, Cumaru, Iguaraci, Itamaracá, Itambé, Itaquitinga, Jaqueira, Lagoa do Ouro, Macaparana, Machados, Maraial, Moreno, Sairé e São José da Coroa Grande.

“Em cada uma delas, um carro de som percorre as ruas convidando as pessoas. A experiência que o cinema traz para elas é de uma dimensão que não se compara nem de longe ao se assistir à TV. Dependendo do lugar e das circunstâncias, as sessões são inesquecíveis. Em Palmeiras do Índios, por exemplo, a estrutura foi montada em cima dos trilhos por onde passava o trem que levou o escritor Graciliano Ramos para o Rio”, recorda a idealizadora do Cine Sesi.

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Com o tema “A cultura e a literatura indígenas à luz do pensamento contemporâneo”, o Festival Internacional de Literatura Infantil de Garanhuns promove, nesta terça-feira (14), o seu primeiro Seminário Filig de Leituras deste ano. Serão disponibilizados, gratuitamente, 150 ingressos, que poderão ser retirados até o dia do evento. As inscrições podem ser realizadas pelo site da Sympla: https://bit.ly/2ve3BAX

“Entendemos que nosso papel vai além da criação de uma agenda literária. Nós buscamos é a formação continuada de público e, para isso, passamos pelas capacitações dos agentes que atuam nesse campo”, afirma John Alencar, gerente geral da Ferreira Costa, que realiza o projeto com a Proa Cultural. O tema do Seminário acompanha o escolhido para o trabalho desta edição do Festival, a cultura indígena em toda a sua diversidade de práticas e crenças, respeito à natureza, rituais religiosos e sua importância cultural, social e histórica. “Mais que falar sobre esse povo, vamos trazer integrantes de tribos para fazerem parte”, defende. 

A partir das 8h, o encontro vai reunir, no Salão Jaime Pincho, no Sesc da cidade, professores, mediadores de leitura e mestres da comunidade indígena para uma roda de conversa com a participação da escritora e pesquisadora catarinense Sueli Cagneti. Com um trabalho voltado para os estudos sobre a literatura infanto-juvenil, a professora e pesquisadora catarinense fez doutorado na Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutorado na Itália. Têm, ao todo, sete livros publicados, entre eles “Trilhas literárias indígenas”.  

O seminário será realizado em dois turnos: das 8h às 12h e das 14h às 16h. De manhã, haverá a palestra da escritora convidada, Sueli Cagneti, que vai discutir o tema do encontro, com mediação da professora Silvania Nubia Chagas. À tarde, será realizada a mesa “Cultura indígena – Um povo em forma de história na escola e na literatura”, com os professores Elisa Pankararu, da cidade de Tacaratu, no Sertão, e Expedito Fulni-ô, de Águas Belas, no Agreste, e mediação de Sueli. 

“Nas edições anteriores, conseguimos formar uma rede ampla de diálogo e formação, que envolvia profissionais de escolas municipais e doação de acervos para ampliar o acesso à leitura. Vamos dar sequência neste ano”, avalia a produtora executiva da Proa Cultural, Maria Chaves. O segundo Seminário Filig de Leituras está previsto para setembro, também no Sesc. 

Filig

A quarta edição do Festival Internacional de Literatura Infantil de Garanhuns terá seminários de formação para professores, bibliotecários e mediadores de leitura todos os meses, tendo culminância entre os dias 18 e 20 de outubro. Durante o período, o festival vai promover séries de atividades literárias gratuitas para família. O Filig é uma realização do Ministério da Cultura (MinC), por meio da Lei de Incentivo à Cultura, idealizado pela Proa Cultural e Ferreira Costa, com apoio da Prefeitura de Garanhuns, por meio da Secretaria de Educação Municipal, e do Serviço Social do Comércio (Sesc) Garanhuns. 

Serviço:

Seminário Filig de Leituras

Local: Salão Jaime Pincho, Sesc Garanhuns, Rua Manoel Clemente, 136, Centro

Data: 14 de julho

Horário: das 8h às 16h

Inscrição gratuita e online: https://bit.ly/2ve3BAX

O 11º Festival de Cinema de Triunfo, que inicia nesta segunda-feira (06) e vai até o dia 11 de agosto, trará profissionais e amantes do cinema a Triunfo, e neste ano de 2018, os homenageados desta edição são Ilva Niño e João Miguel. Ilva Niño, com uma carreira de quase 60 anos no Teatro, no cinema e na televisão

A atriz e professora Ilva Niño (foto acima) nasceu na cidade de Floresta, no Sertão pernambucano, no ano de 1934. Aos 22 anos, interpretou seu primeiro papel, como a esposa do padeiro, na primeira montagem do Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna. Na década de 1960, se envolveu com o Movimento de Cultura Popular (MCP), criado pelo então prefeito do Recife, Miguel Arraes. Após o golpe de 1964, se mudou para o Rio de Janeiro fugindo da repressão do novo regime imposto. Estreou na televisão e no cinema no ano de 1971, atuando na novela “Bandeira 2”, de Dias Gomes e participou dos filmes “André, a cara e a coragem” e “Como ganhar na loteria sem perder a esportiva”.

No ano de 1985, interpretou Dóris, no longa-metragem “A Ópera do Malandro”, adaptação da peça musical homônima de Chico Buarque de Hollanda. Ao longo da carreira, a atriz participou de quase 50 novelas e 20 filmes, além de diversas peças teatrais. Em novembro, a atriz irá comemorar 84 anos e mantendo sua carreira na ativa. Recentemente, ela participou da novela “O Outro Lado do Paraíso” e do Filme “Minha mãe é uma peça 2”.

Ilva Niño também é professora de Teatro na EPSJV-FIOCRUZ e em 2003 fundou a casa “Niño das Artes Luís Mendonça” em homenagem ao seu falecido marido.

João Miguel (foto), nascido em Salvador, em 1970, deu início à sua carreira de ator aos 9 anos, no programa de televisão “Bombom Show”, de Nonato Freire. Em 1985, aos 15 anos, estreou como ator principal na peça “A viagem de um Barquinho”, com direção de Petinha Barreto.

Entre 1990 e 1996 João Miguel foi integrante do Grupo Piolim (João Pessoa), onde atuou como produtor do espetáculo “Vau da Sarapalha”, e onde iniciou as apresentações como Palhaço Magal. Ainda como Magal, apresentou-se também com o Circo Picolino em hospitais públicos, favelas e ruas de Salvador e do interior da Bahia. Com mais de trinta anos de carreira, já participou de inúmeros filmes, espetáculos teatrais, minisséries e novelas.

João Miguel já recebeu mais de vinte prêmios ao longo de sua carreira, sendo que seis destes foram como melhor ator, interpretando Ranulpho no filme “Cinema, Aspirinas e Urubus”, dirigido por Marcelo Gomes. Atualmente, interpreta Ezequiel, protagonista da série 3% da Netflix.