Cultura

Estima-se que mais de 2 bilhões de xícaras sejam bebidas por dia em todo mundo / Foto: Pixabay

Neste domingo (14), comemora-se o Dia Mundial do líquido que, depois da água, é o mais consumido do mundo, o café. Estima-se que mais de 2 bilhões de xícaras sejam bebidas por dia. No Brasil. assim como o futebol e a telenovela, o café caiu no gosto popular e se tornou uma paixão nacional. Para se ter dimensão disso, dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) apontam que a bebida é consumida por 9 entre 10 brasileiros com mais de 15 anos. Ainda segundo a Abic, o país é o maior produtor e exportador de café do mundo e o segundo maior país consumidor – atrás apenas dos Estados Unidos – estando presente em 98,5% dos lares do Brasil.

Mas antes de chegar nas casas pelo país afora e aquecer nosso dia com seu aroma fascinante e incrível sabor, o café precisa passar por uma série de etapas que vão desde o plantio, passando pela torra e moagem, até o preparo antes de ir para nossa xícara. Acompanhar esse processo é o papel do barista, o profissional que trabalha criando novas bebidas, tendo como ingrediente principal o café, utilizando-se de licores, cremes, bebidas alcoólicas, leite, entre outros. De acordo com a barista Renata Helena, muitas vezes é esse profissional que define o cardápio de cafeterias. “Além de ser responsável pelo preparo de cafés, o barista estabelece receitas e administra toda a operação de uma cafeteria, como criar o cardápio do local”, disse Renata, a primeira profissional do ramo que, sendo registrada, faz cafés clássicos e especiais em Pernambuco.

Renata explica ainda que fazer café não é uma coisa difícil, mas também não é tão simples como se parece. Para se ter uma boa bebida é preciso prestar atenção em alguns fatores que, muitas vezes, passam despercebidos, como a cor do produto e a receita seguida. “É preciso identificar o aspecto visual dos grãos, a uniformidade da torra, cor e o tamanho. É aí que entra o lado profissional do barista”, explica Renata, que lembra que “os componentes fundamentais para uma boa xícara são, claro, um bom café, a precisão e a receita.”

Dicas para fazer um bom café

Para ajudar quem gosta de um cafezinho, a barista Renata Helena dá algumas dicas  para deixar a bebida ainda mais saborosa. A barista explica que para preparar um bom café é sempre preferível comprar em grão e moer em casa. “Mas se não tiver moedor, é melhor comprar na cafeteria e pedir para o barista moer”, aconselha.

Segundo Renata, antes de começar o processo de fazer a bebida, é preciso lavar o filtro para coar. “Lave o filtro de papel com água quente por 30 segundos, até que todo o líquido seja absorvido. Depois disso, despeje toda a água de forma contínua. Dessa forma, o filtro não irá transferir gosto de celulose para a bebida, nem absorver os óleos do café”, explica ela. Esse processo é conhecido como pré-infusão e é feito automaticamente na máquina de expresso e cafeteiras elétricas.

Sobre o ponto ideal da água para o preparo, é recomendado não tenha sido fervida, mas aquecida. “Quando começar a formar pequenas bolhinhas, pode desligar o fogo e colocar na cafeteira”, fala Renata. Ela ainda alerta para a necessidade de que a água seja mineral e não que venha diretamente da torneira, por conta da grande quantidade de cloro.

Seguidos esses passos, o café está pronto para ser coado, misturado à água e servido.

Benefícios do café para a saúde

Além de gostoso, o café também tem efeitos sobre a saúde de quem o consome. No mundo inteiro, a bebida é conhecida por ajudar a deixar as pessoas acordadas, mais atentas e dispostas. Isso porque quando o tomamos, o café age nos receptores de adenosina, uma substância essencial para que o sono chegue ao cérebro.  A cafeína também é responsável por liberar adrenalina no nosso corpo, por isso é comum que as pessoas fiquem mais atentas, mas também tendem a se irritar, ter ansiedade com mais facilidade. Esse, por exemplo, é um dos motivo de muitas pessoas preferirem não tomar café à noite.

A bebida também pode ajudar na prevenção doenças cardíacas. É o que mostra uma pesquisa feita pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, no Estados Unidos. De acordo com o estudo, quatro doses diárias do café reduzem em até 11% o risco de insuficiência cardíaca, quando o coração não consegue mais bombear o sangue de forma adequada. Outra pesquisa da mesma universidade provou que doses moderadas de cafeína alteram positivamente o humor e diminuem em até 15% o risco de depressão.

Para quem costuma esquecer as coisas facilmente, a cafeína pode ajudar no armazenamento de alguns tipos de memórias por até 24 horas após seu consumo, segundo um estudo publicado na revista científica Nature Neuroscience, uma das mais importantes da área. A pesquisa foi realizada com 160 pessoas e coordenada por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, também nos Estados Unidos e ficou comprovado que o cérebro apresenta um nível mais profundo de retenção de memória em pessoas que consumiram uma quantidade maior de cafeína.

Apesar dos benefícios, doses excessivas da bebida podem trazer complicações para quem a consome. Segundo o médico endocrinologista Fábio Moura, a quantidade ideal seria entre três e quatro xícaras diariamente, sendo quatro miligramas para cada quilo que a pessoa tenha. Ou seja, uma pessoa com 80 kg pode consumir até 320 ml por dia. “Se alguém extrapola esse limite de segurança, a chance dessa pessoa ter arritmia ou convulsão é aumentada”, explica.

Jornalismo e café

Seja nos filmes, caricaturas ou histórias sobre o jornalismo, o café sempre esteve no imaginário popular quando se fala da profissão. Além de nos manter atentos e concentrados, faz parte da cultura das redações de jornais pelo mundo. “Profissões que exigem concentração – como o jornalismo – reconhecem que as ideias fluem melhor sob efeito da cafeína.” É o que conta o jornalista, colunista político e apresentador do quadro Café & Conversa, na Rádio Jornal, Romoaldo de Souza.

Acostumado a tomar café desde criança, Romoaldo lembra que na casa da sua avó, em Carnaíba, no Sertão de Pernambuco, uma boa xícara unia a família. “Era sinal de encontro agregador.” Apesar da proximidade com a bebida desde a infância, foi apenas em 1994 que o jornalista fortaleceu sua relação com o café após complicações com o álcool. “Fui obrigado a parar de tomar bebida alcoólica, então, encontrei no café o motivo para largar o álcool”, diz ele.

A paixão de Romoaldo pelo café só aumentou após morar fora do Brasil. Esse sentimento foi responsável por levar o jornalista a fazer diversos cursos para conhecer ainda mais a bebida. “Como tinha morado no exterior, viajado muito pelo mundo, descobri que o café brasileiro era conceituado lá fora, mas aqui ficava só no refugo”, conta. “Então, passei a fazer todo tipo de curso para entender (a bebida) da origem à xícara e descobrir esse mundo fantástico”, completa o jornalista.

A Paixão de Cristo 2019 mostrou toda sua grandiosidade na pré-estreia da temporada, que aconteceu na noite desta sexta-feira (12). A encenação obteve, da composição formada entre cenário, figurinos, efeitos especiais e atores, um resultado que agradou a todos os presentes. O elenco principal, formado pelos globais José Carré (Jesus), Bruno Gomes (João), Gabriel Braga Nunes (Pilatos), Ricardo Tozzi (Herodes) e Priscila Fantin (Maria, além das pernambucanas Rafaela Carvalho (Herodíase) e Ninive Dantas (Madalena) que, com muita sutileza e atenção aos detalhes, conseguiram arrancar aplausos do público ao final de todas as cenas.

Para assistir à 52ª apresentação no maior teatro ao ar livre do mundo, o governador Paulo Câmara e a primeira dama do estado, Ana Luiza, levaram suas duas filhas. A comitiva liderada por ele, que contava Rodrigo Novaes, secretário de Turismo, Gilberto Freyre Neto, Renildo Calheiros, e outros nomes da política, também prestigiou o espetáculo. Durante o trajeto dos palcos, Paulo Câmara assistiu ao espetáculo ao lado do coordenador geral da peça, Robinson Pacheco, filho de Plínio Pacheco, idealizador e construtor da cidade teatro de Nova Jerusalém.

Sob o comando dos diretores Carlos Reis e Lucio Lombardi, a estreia de Juliano Cazarré nos palcos da Paixão de Cristo como intérprete de Jesus não poderia ter sido mais emocionante. O ator construiu um personagem reflexivo e humano.  Entregando-se completamente ao papel, estava sincronizado com todas as falas pré-gravadas durante a encenação. As facetas de Gabriel Braga Nunes deram face a um Pilatos que mostrava que crucificar Jesus não era um escolha pessoal. Ricardo Tozzi e Rafaela Carvalho foram a personificação perfeita do Rei e da Rainha da Galileia na cena do Bacanal de Herodes. Priscila Fantin e Ninive Caldas deram vida e emoção às personagens que sentem e vivenciam toda a dor de ver Jesus Cristo sendo crucificado.

Entre as novidades de 2019, estão um figurino completamente novo e a inserção de uma nova tecnologia à apresentação. Ficou a cargo de Marina Pacheco, figurinista e diretora de arte, alterar a cartela de cores das vestes para um tom mais claro e com um tingimento natural, utilizando raízes, cascas de arvores, frutas e sementes, para dar uma sensação de envelhecimento e desgaste as roupas. Os diretores do espetáculo decidiram ir mais afundo na tecnologia e utilizaram um drone com uma luz azul ao final da apresentação, para representar a subida de Jesus ao céu, após sua ressurreição.

Coletiva

Após a pré-estreia, o elenco falou sobre a experiência de contracenar no maior teatro a céu aberto do mundo. Todos concordaram que a Paixão de Cristo é a quarta linguagem do ator, e que a experiência é incomparável a tudo que já viveram. Gabriel Braga Nunes contou que, apesar de sempre ter tido vontade de participar do espetáculo, por conta da sua agenda fazendo novelas, nunca teve tempo e também o que vai levar da peça “Vou levar o prazer de uma grande comunhão teatral. O objetivo é você conseguir um encontro, uma comunhão, com as pessoas que vieram até aqui”, revelou o intérprete de Pilatos.

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Começa neste sábado (13) a 52ª temporada da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém no município do Brejo da Madre de Deus. Realizada desde 1968, o espetáculo tem projetado o nome de Pernambuco para muito além das suas fronteiras. Ao longo da sua história, a encenação já atraiu mais de 3,5 milhões de espectadores, muitos deles turistas de outros estados e do exterior que vieram conhecer de perto o maior teatro ao ar livre de mundo e se emocionar com a magnífica encenação do drama da Paixão.

Conhecido em todo o Brasil, o espetáculo ocupa, na Semana Santa, um espaço de destaque nos mais diversos veículos de comunicação do País e do mundo, inspirando o surgimento de apresentações similares pelo País a fora, tanto em capitais, como nos mais distantes rincões do interior. 

A projeção alcançada pelo espetáculo de Nova Jerusalém gera significativos frutos para o segmento do turismo de Pernambuco na época da Semana Santa. Nesse período, a rede hoteleira do Recife e de polos turísticos como Porto de Galinhas, Gravatá e Caruaru recebem grande fluxo de visitantes que chegam para assistir ao espetáculo e também para aproveitar as atrações culturais e as belezas naturais de Estado.

No Brejo da Madre de Deus, onde está localizada a cidade-teatro, circulam cerca de 250 mil pessoas durante a temporada. Desse total, cerca de 50 mil vão assistir ao espetáculo. A outra parte é atraída pelos shows realizados no entorno da cidade-teatro e a feira de artesanato e pavilhão de alimentação que funciona próximo ao evento. No geral, são gerados muitos negócios em função da realização do espetáculo, incluindo investimentos em mídia, produção, movimento no comércio formal, feira de artesanato, hotéis, pousada e transportes turísticos no estado de Pernambuco. 

Como acontece todos os anos, a encenação contará com a participação de artistas conhecidos da teledramaturgia nacional como Juliano Cazarré (Jesus), Priscila Fantin (Maria), Ricardo Tozzi (Herodes), Gabriel Braga Nunes (Pilatos) e Bruno Lopes (Apóstolo João). Além dos artistas convidados, o elenco é formado também por mais de 50 atores e atrizes pernambucanos, entre os quais se destacam Ricardo Mourão (Caifás), Nínive Caldas (Madalena), José Barbosa (Judas), Júlio Rocha (Pedro) e Rafaella Carvalho (Herodíades). 

O ator Juliano Cazarré afirma que interpretar Jesus na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém é muito mais que um trabalho. Ele considera um presente divino, que irá lhe proporcionar uma jornada espiritual. “É um momento de estudo, de recolhimento, de concentração, de tentar entender e aprender um pouco mais sobre a figura de Jesus e os seus”, afirmou. 

Para a atriz Priscila Fantin, viver o papel de Maria será uma grande responsabilidade. “Eu estou muito honrada de estar interpretando uma personagem tão famosa. Sei que o público aqui chega a milhares de pessoas e eu nunca pensei em me apresentar para um público tão grande. Estou bem ansiosa”.

As entradas para o espetáculo, que já estão à venda pelo site oficial (www.novajerusalem.com.br) custam de R$ 100,00 a R$ 120,00, dependendo do dia, com meia-entrada para estudantes, professores de Pernambuco e público de até 14 anos. Nas compras feitas pelo site, o valor do ingresso poderá ser parcelado em até 12 vezes nos cartões de créditos. Com informações da Assessoria de Imprensa do Evento.

Por Naldinho Rodrigues*

Hoje vamos recordar de Milton Taciano Fantucci Filho, ou simplesmente Milton Carlos. Que nasceu em 13 de novembro de 1954 e faleceu em 2l de outubro de 1976, em decorrência de um acidente fatal de carro, antes de completar 22 anos.

A década de 70 foi uma das mais ricas para a música brasileira, e um dos grandes destaques daqueles tempos foi Milton Carlos, que apesar de falecer precocemente foi um dos nomes mais representativos dessa década. Milton Carlos, assim como a sua irmã Isolda, começaram as suas respectivas carreiras ainda na adolescência, e embora muito jovens na época, eles já vinham sendo gravados por intérpretes como Antonio Marcos, Maria Creuza e a Banda Os Incríveis já no inicio dos anos 70.

Mas sem dúvida foi a partir de 1973, depois da voz de Roberto Carlos, que as canções dos irmãos Isolda e Milton Carlos ganharam projeção nacional. Milton Carlos vivia em um tempo, mas se identificando com outro, como expressou em composições como ‘Largo do Boticário, Samba Quadrado e Memórias do Café Nice’.

A primeira música dele e Isolda, gravada por Roberto Carlos, foi Amigos, Amigos em 1973. O intermediário para entregar a música Amigos, Amigos foi o Cantor Eduardo Araújo, então amigo do Rei Roberto. O engraçado é que Roberto Carlos ligou para Eduardo Araújo e disse: “Dudu, eu gostei daquela música com uma mulher cantando. É bicho, aquela que fala de um cara apaixonado por uma amiga”. Eduardo Araújo respondeu: “Roberto, não é uma mulher, é Milton Carlos, um rapaz de voz fina”.

O acidente que tirou a vida de Milton Carlos aconteceu na noite de 21 de outubro de 1976, quando vinha de Jundiaí para São Paulo. A bordo do seu Passat, viajava em companhia de sua noiva, a também Cantora Mariney Lima e do empresário artístico Genildo de Oliveira. O acidente ocorreu em um trecho da via Anhanguera quando o Passat do cantor tentou ultrapassar uma carreta Scania  e bateu em um caminhão Chevrolet. Com o choque, o carro do cantor desgovernou-se e foi colhido pela carreta. Milton Carlos e sua noiva morreram na hora. O empresário Genildo Oliveira que viajava no banco de trás teve apenas ferimentos leves. O ajudante do motorista do caminhão, o jovem Mario Alves de Araújo, que desceu para socorrer as vítimas, foi atropelado na pista e morreu no local.

Mesmo sem o irmão e parceiro, Isolda continuou compondo suas canções para os cantores gravarem e no ano seguinte, entregou a Roberto Carlos uma música que se constituiria um dos maiores sucessos do Brasil em todos os tempos: “Outra Vez”.

Se a Música Popular Brasileira é de musas, a história dessa composição revela a existência de um raro “Muso”. Isolda compôs ‘Outra Vez’ após a morte de seu irmão Milton Carlos, em 1977.

Isolda faleceu ano passado, em 16 de dezembro e foi considerada pelo próprio Roberto Carlos de a compositora preferida do Rei.

Vamos recordar juntos esse fenômeno da música Romântica Brasileira que nos deixou tão cedo… MEMÓRIAS DO CAFÉ NICE.

*Naldinho Rodrigues é locutor de rádio. Apresenta pela Rádio Afogados FM o programa Tocando o Passado, sempre aos domingos das 5 às 7h.

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O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), lança o edital do 12º Festival de Cinema de Triunfo, que acontece entre os dias 29 de julho e 10 de agosto, no município de Triunfo, no Sertão do Pajeú. O documento está disponível no endereço http://www.cultura.pe.gov.br/editais/. Cineastas de todo o Brasil podem inscrever curtas e longas-metragens até o dia 6 de maio para concorrer à Mostra Competitiva do evento, que acontece no Cineteatro Guarany, às margens do lago João Batista e um dos cartões postais de Pernambuco.

Este ano, pela primeira vez, as inscrições serão completamente on-line, por meio da plataforma do Mapa Cultural de Pernambuco. Os realizadores deverão acessar o link www.mapacultural.pe.gov.br/projeto/191 para se cadastrarem como agentes culturais e preencher o formulário eletrônico disponível no endereço citado. Em anexo, deverão ser enviadas três fotos de divulgação do filme. No formulário de inscrição, também deverá ser informado o link para acesso ao filme e a sua senha de exibição, quando for necessário.

Vale destacar que serão aceitas inscrições de filmes brasileiros de quaisquer formatos, desde que tenham sido finalizados entre janeiro de 2017 e os meses vigentes de 2019 e que possuam cópia de exibição em formato digital FullHD (resolução 1.920 x 1.080).

Desde a sua primeira edição, em 2008, o Festival já exibiu mais de 650 filmes, contribuindo para a formação de público e de profissionais da área no Sertão do Pajeú. “A consolidação do Festival de Cinema de Triunfo no calendário nacional é notável quando vemos que a cada ano recebemos cada vez mais inscrições para a mostra competitiva e contamos com uma plateia maior. Além de apresentar para a região o cinema que vem sendo feito em todo País, o evento também funciona como uma grande vitrine para a produção pernambucana, que tem espaço garantido na programação”, observa o secretário de Cultura do Estado, Gilberto Freyre Neto.

O presidente da Fundarpe, Marcelo Canuto, destaca a importância das atividades de formação promovidas pelo evento. “Através do Festival de Cinema de Triunfo, também buscamos incentivar a população da região a fazer seu próprio cinema. Através das oficinas e outras atividades formativas, queremos capacitar aqueles que estiverem interessados no setor para que a gente possa ouvir cada vez mais nosso sotaque retratado na tela grande, valorizando nossa cultura”, comenta.  

A lista dos 36 filmes selecionados será divulgada no portal Cultura.PE até o dia 21 de junho de 2019. Os títulos serão avaliados por uma Comissão de Mérito, composta por, no mínimo, três pessoas, representantes da Gerência de Política Cultural da Secult-PE e por profissionais da área, de reconhecido saber e competência no campo Audiovisual, indicados pelo Conselho Consultivo do Audiovisual e designadas pela Secretaria Estadual de Cultura. Com um orçamento total de R$ 200 mil, o festival distribui prêmios em dinheiro para os melhores filmes eleitos pelo Júri Oficial e pelo Júri Popular, além do Troféu Caretas.

Esclarecimentos e mais informações podem ser obtidas pelo e-mail audiovisualpe@gmail.com ou pelo telefone (81) 3184-3076.  

Por Naldinho Rodrigues*

O nosso toque de saudade segue para o cantor Jessé Florentino Santos, conhecido apenas como Jessé. Nascido em 25 de abril de 1952, em Niterói, Rio de Janeiro, tendo falecido no dia 29 de abril de 1993  em Ourinhos, São Paulo, aos 41 Anos.

Casado com Rosana Kozzer, deixou 2 Filhos, Rebeca Breder e Marcelo.

Jessé foi criado em Brasília, mudou-se para São Paulo já adulto, e atuou como Crooner em boates, integrou os grupos  Corrente de Força e Placa Luminosa, animando bailes por todo o Brasil. Jessé foi revelado ao grande público em 1980 no Festival MPB Shell com a música Porto Solidão, seu maior sucesso, chegando a ganhar o prêmio de melhor intérprete.

Em 1983 ganhou o XII Festival da Canção Organização, realizado em Washington, com os prêmios de Melhor Intérprete, Melhor Canção e Melhor Arranjo para a música Estrelas de Papel. Jessé se destacou tanto que terminou recebendo um telegrama  coberto de elogios e parabéns do então presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan.

De voz muito  potente, o cantor Jessé gravou músicas marcantes que estouraram na boca do povo, como: Porto Solidão, Voa Liberdade, Estrela Reticente, Cantar e Era Um Dia.

Jessé sofreu um acidente automobilístico quando dirigia um Escort Conversível a 190 KM/h em Paraguaçu Paulista, seguia para fazer um show no Paraná. Sua esposa seguia com ele, e estava grávida. Ambos foram levados para Ourinhos e Jessé acabou morrendo poucos dias depois e sua esposa escapou, mas acabou perdendo o filho. Jessé  sofreu traumatismo craniano.

O seu maior sucesso, Porto Solidão, foi oferecido para vários cantores populares, entre eles: Gilliard e Fábio Júnior, que rejeitaram. A música vendeu  mais de 1 milhão de cópias. Jessé, em 1978 se apresentava em uma casa noturna em São Paulo, e interpretava a música Concerto Para Uma Só Voz, e de repente foi surpreendido ao ser aplaudido por Toquinho e Vinicius de Morais. , Certa vez, uma fã  postou a seguinte frase: Jessé não canta, ele humilha.

Jessé gravou 11 discos em sua brilhante carreira. Gravou em Inglês com o nome artístico de Tony Stevens e Christie Burg. Ele também gravou dois discos contendo músicas evangélicas com o pseudônimo de Reginaldo Veloso.

Há 26 anos morria o cantor e compositor Jessé, a música perdia uma das vozes mais românticas dos anos 80 e 90…Jessé Florentino Santos, ou simplesmente JESSÉ.

Pra matar as saudades desse mito da música romântica brasileira, escolhemos o seu maior sucesso:

PORTO SOLIDÃO…

*Naldinho Rodrigues é locutor de rádio. Apresentador do Programa Tocando o Passado, na Rádio Afogados FM, sempre aos domingos das 5 às 7 horas.

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O Governo de Pernambuco, por meio das Secretarias de Cultura/Fundarpe e de Turismo/Empetur, lança a convocatória para artistas, grupos e agremiações ligados ao ciclo junino. O edital – que tem como finalidade a contratação para a montagem da grade artística dos municípios polo que irão realizar a festa durante o São João – é voltado para atrações como Quadrilha Junina, Reisado, Repente, Banda de Pífanos, Bumba-Meu-Boi, Cavalo-Marinho, Ciranda, Coco, Embolada, Grupo de Bacamarteiros, Mamulengo, Mazurca, São Gonçalo, Viola, Xaxado, Forró Pé-de-Serra, MPB e outros gêneros musicais. As inscrições devem ser feitas de 8 a 22 de abril deste ano. Para ver o edital, acesse o portal Cultura.PE no endereço www.cultura.pe.gov.br/editais.

Para o secretário estadual de Cultura, Gilberto Freyre Neto, a convocatória para a formação da grade de programação artística do ciclo junino é uma importante ferramenta para a classe cultural. “O São João é um momento importante que temos para difundir nossa cultura e valorizar artistas locais. Queremos promover uma festa integrada e contamos com a adesão dos artistas ao edital para fazer um São João rico e tradicionalmente pernambucano”, comenta.

Presidente da Fundarpe, Marcelo Canuto reforça a importância do formato de edital público. “A convocatória é a reafirmação de uma conquista importante dos fazedores de cultura. Todo o foco do investimento do Estado para os ciclos pretende atender uma demanda da classe artística, em conjunto com o que foi construído pela política cultural. No nosso São João não seria diferente”.

Com o objetivo de garantir uma predominância de artistas e grupos ligados ao ciclo junino nas contratações, a grade artística nos municípios polo reservará 40% da programação para a categoria Música e Dança da Tradição Junina; 30% para a participação de artistas e grupos da categoria Cultura Popular; 15% para artistas da música popular brasileira; 10% para os grupos de forró pé-de-serra; e 5% para a categoria Outros Gêneros Musicais.

Por Naldinho Rodrigues*

Hoje falaremos de Abelim Maria da Cunha, conhecem? Mas Ângela Maria? Ai o mundo conhece. Nascida em Macaé, estado do Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1929 foi cantora e atriz  brasileira, expoente da Era do Rádio, considerada dona de uma das vozes mais belas da MPB e eleita a Rainha do Rádio em 1954.

Foi à cantora brasileira que mais vendeu discos, cerca de 60 milhões de discos. Ângela Maria era conhecida pelos grandes cantores como a maior voz do Brasil.

Intérprete de canções como Babalu, Gente Humilde, Cinderela, Canto Paraguaio e Orgulho, serviu como fonte de inspiração para artistas como Elis Regina, Djavan, Milton Nascimento, Ney Matogrosso, Cesária Évora e Gal Costa, além de ter sido, comprovadamente pelo Ibope, por um longo período, a cantora mais popular do Brasil e conquistado a admiração de personalidades como Édith Piaf, Amália Rodrigues, Louis Armstrong e dos ex-presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.

De família muito humilde, sua mãe era dona-de-casa e seu pai pastor de igreja evangélica. Por conta disso, desde criança cantava no coral de uma Igreja Batista próxima a sua casa e com isso foi aprendendo a amar a música e o universo das melodias. Durante sua infância e adolescência, devido a dificuldades financeiras, morou com a família nas cidades de Niterói, São Gonçalo e São João de Meriti, em busca de uma vida melhor em cidades com mais recursos. Durante sua juventude trabalhou em uma fábrica de lâmpadas e foi operária tecelã em uma indústria de tecidos, mas sempre quis ser cantora. Sonhava com a vida nas rádios e com o sucesso, mas seu pai era contra por ser muito religioso, querendo que a filha se convertesse na igreja evangélica e casasse cedo. Ângela não tinha o desejo de viver assim, e foi atrás do seu grande sonho, que era cantar.

Ângela sempre contou em entrevistas ter sofrido na vida pessoal. Nunca pode ter filhos, por problemas em seu útero, que ela descobriu ter ainda na adolescência. Foi constantemente alvo da mídia, que sempre tocava no assunto ou inventava boatos a deixando magoada, pois ela sempre quis ser mãe. Apesar de ter feito inúmeros tratamentos, nunca conseguiu engravidar. A cantora foi casada seis vezes e teve muitos namorados, e revelou que sempre sofreu na mão de todos eles com humilhações e até agressões físicas. A cantora revelou também que certa vez já tentou o suicídio. Contou que quase perdeu tudo, já que seu patrimônio era administrado por seus assessores, que não pagavam suas contas e a roubavam constantemente. Em 1967, desesperada com sua vida, foi para São Paulo, porém continuava a topar com empresários golpistas e namorados ladrões. Apesar de ter ficado muito tempo vivendo em grande pobreza, cantando em boates e tendo que complementar a renda fazendo faxina para sobreviver, deu a volta por cima anos depois. Ângela Maria revelou que seu melhor amigo sempre foi Cauby Peixoto e que tinha uma grande admiração por Dalva de Oliveira.

Em 1979, com 50 anos, conheceu um homem que mudaria sua vida: Um rapaz de dezoito anos que mexeu com seu coração. Ele era noivo. Porém o garoto, chamado Daniel D’Angelo, gostou de Ângela, abandonou a noiva e os dois passaram a ter um envolvimento amoroso intenso. Daniel a ajudou quando sofreu um novo golpe, lhe arranjando trabalhos. Eles foram morar juntos com poucos meses de namoro, até que em 13 de maio de 2012, no dia do seu aniversário de 83 anos (e ele com 51) casaram-se oficialmente, no civil e na igreja. A cantora dividia o mesmo teto com Daniel desde 1979 e adotaram quatro filhos: Ângela Cristina, Lis Ângela, Rosângela e Alexandre.

Ângela Maria morreu em São Paulo no dia 29 de setembro de 2018, aos 89 anos, em decorrência de uma infecção generalizada e uma parada cardíaca. Estava internada havia 34 dias em um hospital da zona sul da capital paulista. A TV Globo preparava uma minissérie contando a trajetória de Ângela, cuja estreia “está prevista” ainda para 2019.

Para lembrar os momentos gloriosos de Ângela Maria, vamos ouvir uma de suas melhores canções: CANTO PARAGUAIO

*Naldinho Rodrigues (foto), é locutor de Rádio. Hoje comanda o Programa Tocando o Passado, na Rádio Afogados FM – sempre aos domingos das 5 às 7 da manhã.

Nos dias 21 e 28 de março, o público triunfense poderá assistir a curtas e longas-metragens, gratuitamente, no Theatro Cinema Guarany. As exibições fazem parte da programação do projeto Cine Sesc Fábrica, realizado pelo Sesc em Triunfo. As sessões acontecem as 14 e às 19h. 

Nesta quarta-feira (21), às 14h, acontecerá uma sessão apenas com curtas-metragens, para o público de todas as idades. Serão exibidos os filmes “Òrun Àiyê – A Criação do Mundo”, dirigido por Jamile Coelho e Cintia Maria (BA); “No Caminho da Escola”, com direção de Beatriz Lindenberg e alunos da Rede Municipal de Vitória (ES); “Metamorfose”, dirigido por Jane Carmem Oliveira da Silva (MG); e “Meu Tio que me disse”, de Vanusa Angelita Ferlin (SC).  

Às 19h, será exibido o filme “Campo Grande”, segundo longa-metragem de ficção da diretora carioca Sandra Kogut. O filme conta a história de duas crianças que são largadas na porta de um prédio com a referência do endereço e nome de uma das moradoras do local. Regina, que não vive uma fase boa, depara-se com um novo problema: acolher Ygor e Rayane na tentativa de que eles reencontrem a mãe. 

A programação do Cine Sesc Fábrica segue no dia 28 de março, com mais duas sessões. Às 14h, será exibida a animação “O Serviço de Entregas da Kiki”, um dos mais queridos filmes do mestre da animação japonesa, Hayao Miyazaki. O filme conta a história de Kiki, que ao completar 13 anos, seguindo a tradição de todas as bruxas, deve se mudar para uma cidade na qual não haja nenhuma bruxa e passar lá um ano morando sozinha em uma espécie de “estágio”. 

No mesmo dia, às 19h, será exibida a comédia dramática cubana “Numa Escola de Havana”, dirigida por Ernesto Daranas. No filme, Chala, um garoto de onze anos, vive com sua mãe viciada em drogas, Sonia. Para sustentar a casa, ele treina cães de briga, indiretamente ajudado por um homem que pode ser seu pai biológico.

Marco Zero do Recife é palco da abertura do carnaval — Foto: Reprodução/TV Globo

Não houve chuva que conseguisse minguar os ânimos de quem esteve presente no Marco Zero, no Bairro do Recife, na área central da cidade, na sexta-feira (1°). Em uma noite embalada por frevo e samba, a abertura oficial do carnaval na capital pernambucana também fez unir, no mesmo palco, a embolada de Caju e Castanha, o funk de MC Bruninho, o brega de Michelle Melo e o maracatu do grupo Voz Nagô.

Destacando a importância do respeito e da inclusão, o espetáculo “O Carnaval de Todo Mundo” deu início à festa de Momo no Recife, animando os foliões com a união de diversos ritmos musicais. Homenageados do carnaval recifense em 2019, os sambistas Gerlane Lops e Belo Xis se apresentaram juntamente com mais 18 convidados.

A música “Frevo Mulher”, cantada por Gerlane ao lado de Gustavo Travassos, levou o público ao delírio. O mesmo aconteceu quando Nena Queiroga subiu ao palco, trazendo clássicos da folia, como “Ai que calor” e “Banho de cheiro”, e dando vez ao passinho.

Ela encerrou sua apresentação valorizando a força e empoderamento feminino na sociedade cantando “Maria, Maria”, de Milton Nascimento.

Entre os foliões, teve gente que largou a festa “na porta de casa” para vir curtir o carnaval recifense. É o caso do carioca Luciano Melo, de 41 anos, que abre mão do carnaval do Rio de Janeiro para vivenciar o frevo pernambucano há nove anos.

“O carnaval do Rio de Janeiro é conhecido, mas não dá para comparar com o daqui. A sensação é muito diferente”, afirma.

José Luís, de 32 anos, veio de mais longe. Natural de Málaga, na Espanha, teve a oportunidade de conhecer o Recife pela primeira vez.

“Lá não tem uma festa parecida com essa, então, durante esse período, eu só ficava em casa. Resolvi dar uma chance e estou gostando bastante”, conta.

A chuva também não perdeu a festa e, ao menos em três oportunidades, fez dezenas de foliões correrem para o local coberto mais próximo. Mas Iracilda Conceição, 65 anos, nem cogitou tomar a mesma atitude.

“Para quê correr de chuva? É festa, é carnaval. Tem que se molhar mesmo, curtir. Vou ficar dançando meu frevo e chuva nenhuma vai me tirar daqui”, diz, divertindo-se ao som dos vários artistas que passaram pelo palco, como Maestro Forró, Péricles e Almir Rouche. Com informações do G1/PE.

Festival no Carnaval do Recife tem música pop, jazz e brega-funk

Por João Valadares/Folhapress

Na beira do rio Capibaribe, a menos de um quilômetro do principal foco da folia no Recife, o festival de música independente Rec-Beat traz para o Carnaval uma sonoridade diferente do frevo.

Em sua 24º edição, o evento tem Pabllo Vittar como principal atração. A cantora encerra a noite de domingo (03).

A programação durante os quatro dias do Carnaval tem início sempre às 19h30, no Cais da Alfândega, com apresentação de um DJ convidado.

Entre os destaques da grade do festival, estão o pianista pernambucano Amaro Freitas, que desponta no cenário internacional do jazz, e o rapper Edgar, da cidade de Guarulhos. O paulista apresenta ao Recife o disco Ultrassom, bastante elogiado pela crítica especializada.

A noite do sábado (02) será fechada por Shevchenko e Elloco, representantes do brega-funk recifense. Antes, quem sobe ao palco é duo Radiola Serra Alta, do sertão de Pernambuco.

“Fomos o primeiro festival a abrir este canal. O brega-funk tem muita força aqui no Recife”, explica Antonio Gutierrez, idealizador do Rec-Beat.

Na noite de segunda (04), o destaque é a banda olindense Eddie, que celebra os 30 anos de carreira com um show cheio de hits.

“Temos um palco plural, sempre com um olhar atento a novidades, no entanto, sem esquecer a tradição da origem no manguebeat”, diz Gutierrez.

O Rec-Beat conta ainda com artistas da Argentina, Marrocos, Canadá, EUA e Inglaterra.

Na última noite, após o show da canadense AfrotoniX, o evento abre espaço para a festa pernambucana Terça do Vinil, comandada pelo DJ 440, com um set recheado de músicas latinas.

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Um time de gigantes se reuniu na tarde desta quarta-feira (27), no Cais do Sertão, Recife Antigo, para recepcionar o primeiro boneco carnavalesco do Brasil, no seu centésimo aniversário. Zé Pereira chegou acompanhado da esposa Vitalina, de catamarã, no ancoradouro do museu. Os dois viajaram cerca de 500 quilômetros de Belém do São Francisco, no Sertão do Estado, até o Recife, para conhecer o Carnaval da capital pernambucana e a tradição dos bonecos da cidade irmã, Olinda. 

“Existe uma expressão muito forte do Carnaval em Pernambuco que é a figura do boneco gigante. O primeiro deles surgiu em um município pequeno. No ano do seu centenário, entendemos como importante exaltar a nossa cultura trazendo-o para cá. Assim, Zé Pereira vai brincar o Carnaval do Recife e ser homenageado por seus descendentes, os bonecos de Olinda. Estamos fazendo a ligação entre as tradições do Carnaval do nosso Sertão e a beleza da festa na Região Metropolitana”, destacou o secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco, Rodrigo Novaes.

Natural de Belém do São Francisco, a aposentada Ivana Caribé, 54 anos, estava no Recife e não perdeu a oportunidade de ver novamente os bonecos da sua terra. “Todos os anos acompanhamos a saída de Zé Pereira. Na nossa cidade, ele é presença confirmada com sua banda em todos os eventos do município. É uma emoção e um reconhecimento muito grande ter o nosso boneco, o primeiro do Brasil, aqui no Carnaval do Recife. Então, viemos prestigiar”, comemorou. A funcionária pública Andreia Campos, 39, levou a filha Luisa, 6, para ver os bonecos. “É nossa cultura que está sendo mostrada aqui. Ela gosta muito”.

Além dos 25 gigantes, o casal foi recebido por caiporas, caretas, papangus, caboclos de lança e passistas de frevo. Após o encontro, Zé Pereira e Vitelina se juntaram aos demais bonecos em um cortejo pelas ruas do Bairro do Recife, que terminou na Praça do Arsenal.

Por Naldinho Rodrigues*

Hoje vamos lembrar de Altemar Dutra de Oliveira, o Trovado Altemar Dutra, que nasceu em 6 de outubro de 1940 na cidade de Aymoré, estado das Minas Gerais e faleceu em 1983, aos 43 anos quando apresentava um show para a comunidade latino-americana, no clube noturno El Continente, em Nova Iorque, de derrame cerebral.

Foi casado com a cantora Marta Mendonça de 1965 a 1983, tendo dois filhos, Deusa Dutra e Altemar Dutra Jr. este também seguiu carreira de cantor, como o pai.

Altemar Dutra gravou seu primeiro disco (Saudade que vem e Somente uma vez), compacto simples de vinil, e em 1963 foi levado por Jair Amorim para o programa ‘Boleros da Noite’, na Rádio Nacional, e no mesmo ano foi contratado pela gravadora Odeon. Logo atingiu os primeiros lugares nas paradas de sucesso com a música: Tudo de Mim.

Em 1964 gravou num só disco, os grandes sucessos: ‘Que queres tu de mim, Sentimental demais, O trovador e Somos iguais’. Destacou-se também na América Latina, fazendo apresentações em vários países. Gravando um disco (LP) com o título ‘El bolero se canta así’, com suas versões em espanhol, chegou a vender mais de 500 mil cópias, tornou-se um dos mais populares cantores estrangeiros nos Estados Unidos.

Boa parte de suas canções que atingiram o sucesso, são de autorias de Jair Amorim e Evaldo Gouveia.

Altemar Dutra, O Trovador das Américas, o Rei do Bolero, lançou mais de 20 de discos e tocou o coração de muitos românticos.

Altemar ficou imortalizado na música popular. Esteve por várias vezes aqui em Afogados da Ingazeira, fazendo shows e visitando o seu eterno parceiro de farras, José Eurico Sazone, conhecido por Zé Preguiça, primeiro proprietário da Pousada Brotas.

Altemar Dutra antes de morrer, falou a seguinte frase: a música que eu gostaria de ser lembrado daqui a 40,50,60 anos? ‘B r i g a s’.

*Naldinho Rodrigues (foto), é locutor de Rádio. Hoje comanda o Programa Tocando o Passado, na Rádio Afogados FM – sempre aos domingos das 5 às 7 da manhã.

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O Globo

Tem papangu, caboclo de lança e calunga, visse? Quem decide conhecer o carnaval de Pernambuco volta para casa com o vocabulário ampliado. Mas não somente de palavras que definem personagens e fantasias da festa. A diversidade cultural do estado vai muito além dos figurinos de reis e rainhas do maracatu rural. Está na música ouvida a cada esquina, com orquestras exaltando o frevo e outros ritmos. Na engenhosidade de artesãos que criam figuras como os bonecos de Olinda. Na animação de um povo que sabe fazer festa.

A folia que se tornou símbolo do Brasil encontra nas ruelas históricas do Recife Antigo e de Olinda uma de suas mais originais formas de expressão. Mas não se limita a estes dois pontos obrigatórios dos turistas. Do sincretismo religioso e da cultura diversa dos africanos escravos nasceu o maracatu, que tem sua maior expressão na cidade de Nazaré da Mata, que é considerada um berço do gênero.

Da influência rural, nasceram as máscaras dos papangus, os homens que saem disfarçados durante o carnaval para, diz a lenda, “comer angu” pelo agreste pernambucano. A tradição acontece principalmente no município de Bezerros.

Para quem não é folião de carteirinha, conhecer o estado na época festiva pode ser um programa difícil. Além de encarar preços nas alturas, terá que conviver com ruas lotadas de foliões. Muitos atrativos turísticos e comerciais também podem estar fechados.

A boa notícia é que o clima festivo e as manifestações culturais de Pernambuco são atemporais. Carnaval à parte, é possível conhecer sua riqueza de ritmos e tradições durante todo o ano. O visitante ainda pode esticar a visita e conhecer outros paraísos, como Porto de Galinhas, com suas piscinas naturais, que fica a apenas uma hora da capital. Outro bom mergulho perto de Recife é no encontro do mar com o Rio Maracaípe, no município de Ipojuca, a cerca de uma hora e 15 minutos de carro. Na capital, os museus Paço do Frevo e Cais do Sertão ficam pertinho do Marco Zero, que é parte do centro histórico. Olinda, logo ao lado, é destino certo. Por lá, a parada na esquina Quatro Cantos, onde terminam as principais ruas, é ponto ideal para apreciar a cidade, que faz jus ao nome. Que linda.

Qual o maior bloco de carnaval do Brasil, o Cordão da Bola Preta, do Rio, ou o Galo da Madrugada, de Recife? O “Guinness” não tem dúvidas e dá a vitória à atração recifense. Para os mais de dois milhões de foliões que costumam seguir o cortejo pernambucano, o importante mesmo é ter fôlego e seguir a famosa orquestra pelas ruas e pontes da capital no sábado de carnaval.

Para quem prefere programas (um pouco) menos disputados, há muita diversão pelo Recife Antigo nesta época do ano, como sair no Bloco da Saudade ou assistir aos muitos shows programados para os dias de folia. A programação é intensa.

Fora da festança, dá para conhecer a cultura carnavalesca sem grandes sobressaltos em locais como o espaço cultural Paço do Frevo, que fica na simpática Praça do Arsenal, no centro histórico. O objetivo do museu é promover a dança e a música típicas para além do carnaval. São três andares com exposições interativas, que contam a história dessa manifestação, que surge da fusão de marcha, maxixe, dobrado e polca. Também há espaço para mostrar a influência da capoeira nos passos de dança do frevo.

Visitar a parte histórica da cidade, aliás, é obrigatório em qualquer época. Vale começar pelo Marco Zero, de onde é possível observar o Parque das Esculturas, com 90 obras de Francisco Brennand (pode-se conhecer o local mais de perto, em passeios de catamarã que saem diariamente do Cais de Santa Rita). No Marco Zero fica também o belo Cais do Sertão, museu que conta, através de exposições interativas, a vida no sertão pernambucano. No acervo, há um vasto material sobre a cultura sertaneja e ícones nacionais como Luiz Gonzaga e Ariano Suassuna.

Saindo do Marco Zero, a caminhada pelas ruas históricas do centro leva à primeira sinagoga do Brasil e a casas coloniais que abrigam pontos turísticos importantes, como o Centro de Artesanato e o Museu Afro Brasil. Direta ou indiretamente, todos esses lugares remetem à diversidade de uma cidade que valoriza sua tradição, seus festejos, sua gente.  

Se o Galo da Madrugada é o símbolo de Recife, o Homem da Meia-Noite é o seu equivalente na vizinha Olinda. O bloco liderado pelo boneco de mesmo nome tem 88 anos de tradição e abre oficialmente o carnaval de Olinda, à meia-noite de sábado para domingo. A devoção dos foliões pela figura é impressionante, e as ruas são tomadas por milhares de pessoas, que se emocionam com a saída do boneco de olhos azuis e dente de ouro. Até romeiros passam pela sede do bloco para reverenciá-lo. Visitar o local, onde estão expostos roupas, adereços e imagens antigas, e conhecer a história do tradicional bloco é dever do turista que passa pela cidade. Continue reading

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Nesta segunda-feira, quem circular por alguns dos principais cartões-postais do Recife, suas pontes, deverá encontrá-las, literalmente, vestidas para a folia. A Buarque de Macedo foi a primeira a receber a decoração de carnaval, desde a última sexta-feira (15), quando também foi montada a estrutura para a Ponte Giratória. Todas elas ganharam pórticos e cada uma representará uma sonoridade característica dos ritmos do Carnaval. Todas as principais ruas do bairro do Recife terão cordões e fitas, além de banners com personagens da festa.

Pela primeira vez, a assinatura da decoração é da própria equipe da Prefeitura do Recife. Durante mais de uma década, este encargo coube ao arquiteto Carlos Augusto Lira, que abriu mão da incumbência, neste ano, cedendo espaço a novos profissionais do design local. A missão foi assumida pela Gerência Geral de Arquitetura e Engenharia da Fundação de Cultura Cidade do Recife e pela Diretoria Executiva de Comunicação Institucional. O projeto cenográfico é assinado pelas arquitetas Fabiana Ramalho e Cynthia Lebsa, da Gerência Geral de Arquitetura e Engenharia da Fundação de Cultura Cidade do Recife.

Dentre as novidades, além da menção às sonoridades nas pontes, cada uma delas ganha pórticos com volumetria. Na Giratória, a inspiração é o Manguebeat; na Maurício de Nassau, o Frevo. Já Ponte do Limoeiro será dedicada às manifestações de cunho afrorreligioso como Afoxés e Maracatus enquanto a Buarque de Macedo, ao Samba. O ritmo entra pela primeira vez como elemento da decoração do Carnaval e é o protagonista dos festejos de 2019.

IDENTIDADES FESTIVAS

A equipe criou uma cartela de mais de 40 personas, identidades festivas inspiradas em foliões reais: Bruna Empoderada, Luziano Unicórnio de Luz, Edmundo Havaiano, Tata Palhaça e Dinho Presença. Tudo a partir de pesquisas em registros fotográficos de carnavais passados. A decoração também representa grávidas, homens travestidos de mulher, sambistas, bailarinas de afoxé, La Ursa.

O enfoque será também na decoração aérea. As árvores recebem iluminação paisagística com a paleta de cores da sombrinha de frevo. Assim, a Rio Branco virá com amarelo; a Marquês de Olinda ganha o tom vermelho, a Rua da Moeda e o Cais da Alfândega virão com o verde e a Rua do Bom Jesus e a Praça do Arsenal receberão tons azuis. Haverá, ainda, nove totens de sinalização com as informações acerca da localização e dos polos da festa para orientação dos foliões. Ao lado de cada um, canhões de luz. Outra novidade da decoração é o reforço na campanha de enfrentamento ao assédio contra as mulheres.