Cultura

Neste domingo, 21 de outubro, o Templo da Boa Vontade (TBV), localizado em Brasília (DF), completará o 29º aniversário. Para celebrar a data, o monumento mais visitado da capital federal — segundo dados da Secretaria de Estado do Esporte, Turismo e Lazer do Distrito Federal realizará, durante todo esse mês, o tradicional “Outubro no TBV”, com uma série de eventos especialmente programados para toda a família. O destaque fica por conta da sessão solene, que ocorrerá neste sábado, dia 20, com a palavra fraterna e ecumênica do diretor-presidente da Legião da Boa Vontade e fundador do TBV, o jornalista e escritor José de Paiva Netto.

As festividades deste ano, que enfocarão o tema “Céu e Terra num só coração”, visam reunir diferentes etnias, crenças e culturas em um só lugar em prol do Ecumenismo Irrestrito, propagado pelo monumento desde sua inauguração. Além da tão aguardada sessão solene, a programação inclui apresentações culturais, cerimônias ecumênicas, palestras educativas e exposições artísticas. Entre esses eventos estão os tradicionais Espetáculo de Música Legionária e o Musical Infantil Jesus, respectivamente nos dias 19 e 20, com a participação de centenas de músicos voluntários e de todas as idades.

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A Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), localizada no bairro das Graças, na Zona Norte do Recife, abre as portas para receber a segunda edição do show “Para Ser tão Sertânia”. A apresentação será realizada no próximo sábado (20), às 21h, e tem como principal atração à cantora Cristina Amaral. O objetivo do evento é angariar doações para o Projeto Sertânia sem Fome, que atualmente beneficia mais de 200 famílias em situação de vulnerabilidade do Sertão de Pernambuco. Os ingressos custam R$ 200, dão direito a uma mesa para quatro pessoas e podem ser adquiridos na AABB.

O show também irá ajudar o Lar Fraterno Vovó Cavendish, organização com três anos de fundação e que acolhe 40 crianças de Sertânia, oferecendo estudo, alimentação, cuidados médicos e apoio psicológico. E para ajudar tanta gente, vários artistas foram convocados. São eles: Nena Queiroga, Erica Natuza, Damião Mota, Ed Carlos, Luizinho de Serra, Joyce França, Almir Rouche, Maestro Spock, Hugo Araújo e Edy Carlos. Todos eles abriram mão do cachê para ajudar a causa.

Serviço

Para ser tão Sertânia
Quando: sábado (20/10), às 21h

Local: AABB- Avenida Doutor Malaquias, 204 – Graças/ Recife
Ingressos: R$ 200 (mesa para quatro pessoas), à venda no local ou pelos telefones (81) 99102-6058/ 99714-0213 (WhatsApp).

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A importância do Nordeste para o Brasil tem sido destacada na contagem dos votos, nas últimas eleições presidenciais. O peso eleitoral da região, contudo, não é a tradução do valor político, e muito menos, da representatividade econômica, que exibe 14% do PIB nacional, apesar de somar 28% da população brasileira. Com sérias deficiências em infraestrutura, e contingentes populacionais abaixo da linha da pobreza, além da grande quantidade de pessoas vivendo com baixa renda, o Nordeste ainda carece de investimentos e de políticas públicas de estímulo ao desenvolvimento. Embora haja setores em franco crescimento, como o de energia renovável, e novos polos produtivos, como o automotor em Goiana, os nordestinos ainda esperam a visão integrada e as ações efetivas de um plano consistente para a economia regional.

O desafio é notório ao se examinar a miséria e as dificuldades de geração de emprego em todos os estados. Jair Bolsonaro ou Fernando Haddad, eleito presidente da República no próximo dia 28, precisará voltar os olhos para cá. Como o JC mostrou na edição da ultima quinta, todos os estados nordestinos estão acima da média brasileira em relação à fatia da população em extrema pobreza. Ao se deparar com a legião de pobres, de um lado, e as restrições orçamentárias advindas de uma dívida pública estratosférica, acumulada pelos antecessores do próximo ocupante do Planalto, o futuro governo terá que fazer escolhas. Governar o Brasil a partir de 2019, mais que nunca, será exercer a arte de escolher, equilibrando a saúde fiscal com o angustiante déficit social.

Esse exercício de bom senso passa pelo aproveitamento do potencial do Nordeste. Algo que não foi pensado, ao menos não na dimensão que deveria ter sido, pelos dois finalistas do pleito presidencial. No programa de governo do PT, o termo que designa a região aparece apenas na referência à violência que grassa na região. No do candidato do PSL, há menção a uma nova matriz de energia limpa utilizando a força do vento e da luz solar, e só. É preciso retomar a estratégia regional para o desenvolvimento, através de políticas específicas que minimizem os desequilíbrios regionais. Sem que isso ocorra, a renda per capita média do cidadão nordestino continuará sendo até um terço menor do que em São Paulo, por exemplo. As chamadas redes de proteção social devem seguir a função de amparo temporário, mas sem políticas eficientes de redução estrutural da pobreza, o problema não se resolve.

A diminuição da pobreza no Nordeste e a ampliação das oportunidades de trabalho e negócios na região, significam um salto qualitativo para a economia brasileira. Neste aspecto, a abordagem regional é imprescindível para tirar o País da crise, e ao mesmo tempo, levar a condições de crescimento econômico sustentável com benefícios compartilhados por todos os brasileiros. Os primeiros esboços de planejamento do presidente a ser eleito não devem esquecer o Nordeste, nem os nordestinos. Do JC.

O Dia das Crianças será mais que especial para os meninos e meninas que forem ao 2º Festival do Livro do Litoral Sul nesta sexta-feira (12). A feira literária, que acontece no Clube Municipal do Ipojuca e segue até a segunda-feira (15), Dia do Professor, conta com programação dedicada aos pequenos. A manhã se inicia com a contação de histórias. No palco, principal, a partir das 10h, será apresentada uma adaptação do clássico conto infantil “Os Três Porquinhos”.

A meninada poderá acompanhar também o espetáculo Cantos e Contos, com Susana Morais e o Tio Diego, às 10h30, no Palco Carreta, da editora Imeph. A dupla mescla contação de histórias, literatura em cordel e música, criando um mundo mágico de aprendizado para as crianças. O repertório reúne músicas autorais e releituras de clássicos do universo infantil, como as cantigas de roda. A apresentação se repete no mesmo dia, às 16h. O Festival do Livro é realizado pela Andelivros, com apoio da Prefeitura do Ipojuca.

A dupla Mateus e Katilinda, inspirada no folguedo popular do bumba meu boi, faz show com a Banda Kids, no palco principal da feira, a partir das 15h. A banda faz parte do bloco infantil Pinto da Madrugada, do Galo da Madrugada, e atrai a atenção das crianças com sua irreverência, divertindo com o que há de melhor na tradição dos folguedos populares. Durante a apresentação, com muito improviso, Mateus e Katilinda fazem teatro de rua, cantam e dançam, criam brincadeiras de última hora e arrancam muitas risadas do público.

A atração da noite é o forrozeiro Maciel Melo, que sobe ao palco às 19h30. O público adulto poderá dançar e cantar as principais composições do cantor, a exemplo de Caboclo Sonhador e Dama de Ouro. Maciel também é escritor e aproveitará para autografar seus dois livros: A Poeira e A Estrada e o recente O Refúgio das Interrogações e Outras Crônicas, ambos lançados pela Editora Imeph.

O primeiro título é a autobiografia do cantor, em 190 páginas, reunindo histórias da vida do nordestino no Sertão pernambucano e personagens marcantes na vida e carreira musical dele. Tomado pelo gosto da escrita, o compositor lançou seu segundo livro este ano. O Refúgio das Interrogações é um apanhado de 100 textos que eram postados em sua conta pessoal de uma rede social. As crônicas contam sobre suas viagens e também sobre questões sociais, como a pobreza e a miséria.

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Por Ademar Rafael (foto)

Nos anos 80, fiz estas estrofes, sempre que nos encontrávamos Antônio agradecia.

Não falo de antecessoras
Pois não é a minha ética
E minha linha poética
Não critica sucessores,
Porém falo dos favores
Que Antônio fez demais
Ajudou moça e rapaz
Sem cobrar pelo seu feito
IGUAL ANTÔNIO PREFEITO
AFOGADOS NÃO TEM MAIS.

Não falo de adversários
Nem de seus perseguidores.
Porém falo dos valores,
Feitos extraordinários.
Falo dos educandários
Que ele fez, fará e faz.
Por isso é que seu cartaz
Está grande desse jeito
IGUAL ANTÔNIO PREFEITO
AFOGADOS NÃO TEM MAIS.

Assumiu a Prefeitura
Que só tinha um rural
Época que nosso hospital
Não possuía estrutura
Lá colocou cobertura
E um diretor capaz.
Raio X, fogão a gás,
Enfermeiras, piso e leito.
IGUAL ANTÔNIO PREFEITO
AFOGADOS NÃO TEM MAIS.

Ajudou a Portuguesa,
Corinthians da Vaca Morta
Deu dinheiro até pra porta
De casa de camponesa.
E o pão de sua mesa
Repartiu com os demais
Amparou filhos pais
Por isso tem meu respeito
IGUAL ANTÔNIO PREFEITO
AFOGADOS NÃO TEM MAIS.

Se alguém se eleger
E provar que é astuto
Der casa para o matuto
Ao faminto der comer,
Ao sedento der beber,
Ao do escuro der gás,
Dos pobres cessar os ais
Eu ainda estufo o peito,
E grito: “um ANTOI PREFEITO
AFOGADOS NÃO TEM MAIS.

Com a rodoviária encerra
As obras do seu reinado
Hoje está iluminado
Todo bairro dessa terra
Quem fez assim jamais erra.
Vida, esporte, amor e paz
O CSU nos traz.
Oh! Que governo perfeito
IGUAL ANTÔNIO PREFEITO
AFOGADOS NÃO TEM MAIS.

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De quinta-feira (20) a sábado (22), a comunidade judaica estará reunida em Recife para comemorar os 100 anos de fundação do Colégio Israelita Moysés Chvarts, a mais antiga instituição educacional judaica do país em funcionamento. A programação conta com festa de reencontro, cerimônia especial de Kabalat Shabat (que é uma cerimônia tradicional do recebimento do sábado), e tarde de homenagens a todos que construíram, lutaram e lutam pela instituição. A iniciativa é promovida pela Federação Israelita de Pernambuco (Fipe) e pelo Colégio Israelita.

Fundado em 1918, a instituição educacional visava ensinar o currículo nacional agregado dos valores judaicos, o idioma, a história, a cultura e as tradições. Assim como fazia-se necessário construir um cemitério, que abrigasse o descanso eterno dos que partiam, uma sinagoga, para manter viva a fé e um clube social para congregar, foi preciso fundar o Colégio, onde gerações seriam formadas cidadãos conscientes do compromisso com a pátria que os acolheu e com os valores milenares do seu povo. Isso não teria ocorrido sem a visão dos pioneiros que o conceberam, sem a abnegação de líderes ao longo desses cem anos e sem o apoio da comunidade judaica de Pernambuco.

Por essa escola passaram alunos eminentes. Para citar apenas uma, tivemos a grande escritora Clarice Lispector. Ao longo do tempo, o Colégio Israelita formou gerações de alunos que não só permitiram a perpetuação da cultura judaica, bem como contribuíram nas mais diversas áreas para o desenvolvimento econômico e cultural do nosso Estado e do Brasil. Ao longo de todo esse tempo, o mundo se transformou. O Brasil, bem como o judaísmo, vivem os seus dilemas. A forma de encarar as novas realidades, os novos desafios da educação.

Hoje o Colégio Israelita Moysés Chvarts é uma escola moderna, inclusiva, aberta à sociedade mais ampla com o propósito de cumprir com seu papel educativo. Ao longo da história o povo judeu foi capaz de reinventar-se, recriar-se, assumir compromissos. Em cada momento dessa trajetória este povo teve parceiros, que a ele se irmanaram e o ajudaram a construir belos capítulos na história da humanidade.

Para Sônia Sette, presidente da Fipe, a instituição revela um valor fundamental para o povo judeu, pois, permite ao longo de toda a sua história, preservar a identidade judaica. Ela conta que para os migrantes judeus, mesmo em condições econômicas adversas, a educação dos filhos tinha uma importância ímpar para o legado de cada um e por isso, tem um valor relevante que remonta desde as origens do povo judeu. “Ao longo da história, devido às perseguições e instabilidade, cristalizou-se na mentalidade judaica a priorização do estudo. Bens materiais poderiam ser perdidos a qualquer instante, mas aquilo que se aprendia era o que permitia seguir com a vida”, enfatiza, lembrando que foi dessa forma que cem anos atrás foi construído o Colégio Israelita em Pernambuco.

SERVIÇO:

Programação das comemorações de 100 anos do Colégio Israelita

Dia 20.09: Festa do Reencontro

Horário: 20h30

Onde: Arcádia Boa Viagem, av. Boa Viagem – 802 

Dia 21.09: Kabalat Shabat

Horário: 19h30

Onde: Centro Israelita de Pernambuco, Rua Pio IX – 792 

Dia 22.09: Tarde de Homenagens

Horário: 16h

Onde: Academia Pernambucana de Letras, Av. Rui Barbosa – 1596

Flagrante de uma exibição do Cine Sesi em Palmeiras dos Índios, em Alagoas / Chico Barros/Divulgação

A equipe do Cine Sesi, encabeçada pela múltipla Lina Rosa Vieira, curadora e idealizadora do projeto, começa nesta sexta-feira (31) uma nova temporada da ação que leva cinema para onde o povo está. Nesta 12ª temporada em terras pernambucanas, a 17ª da história do Cine Sesi, a caravana passa por 44 municípios. São quase seis meses na estrada – tirando apenas os dias de recesso, por causa das eleições e das festas de final de ano –, em duas rotas que cortam o Estado do Litoral ao Sertão, da Zona da Mata ao Agreste, levando na bagagem curtas e longas-metragens para uma população que há muito tempo – ou nunca mesmo – teve a experiência de ver um filme numa tela grande.

“No começo eu ia para todas as cidades, mas o projeto cresceu muito e hoje temos uma equipe muito preparada, com produtores culturais que acompanham cada sessão. Eu me sinto responsável porque muitas dessas sessões podem ser a única para aquelas pessoas. Meu sonho é que essas cidades possam ter salas permanentes. Afinal, são de 1, 5 a 3 mil pessoas que vão assistir aos filmes em praça pública. A iniciativa privada e o Estado precisam dialogar para ter as salas de cinema de volta, para que esse projeto não exista mais”, assevera Lina Rosa.

Nessa dúzia de anos, o Cine Sesi já passou por 117 cidades e atingiu um público estimado em 1 milhão de pessoas. Ao todo, o projeto já teve cerca de 5,2 milhões de espectadores em suas exibições ambulantes por 700 municípios de 12 Estados brasileiros. Esses números estratosféricos estão sempre aumentado a cada ano, tendo praças e pátios transformadas em cinema ao livre, com milhares de pessoas de olhos grudados na tela, rindo, se emocionando e comendo pipoca, sem pagarem nada, apenas tendo o esforço de sair de casa e se deixarem levar pelas escolhas de Lina Rosa, com títulos que levantam questões e abrem discussões positivas.

“Geralmente, escolho filmes brasileiros, mas este ano não encontrei uma animação nacional que se adequasse à curadoria. Pelo menos, foi dirigido por brasileiro. Mas os outros dois longas – Pequeno Segredo e O Filho Eterno – trazem questões que podem ser discutidas após a sessão e também em escolas. Em outra cidade, este filme motivou que um casal adotasse uma criança Down”, relembra a curadora, afirmando, ainda, que as sessões, ao ocupar espaços públicos, permitem a apropriação deles para reuniões e encontros. “Muitos desses espaços estão esquecidos e só são ocupados por manifestações religiosas e políticas. Levar cultura para esses lugares, por meio de filmes, propicia que essa população pense melhor sobre a política e a própria religião”, assegura.

NOVOS MUNICÍPIOS

As sessões começam por Ouricuri e Santa Terezinha, no Sertão, com a apresentação de três longas-metragens e três curtas, de hoje até domingo. Dos 44 municípios pernambucanos que vão receber a trupe do Cine Sesi, com sua tela de 70m², 15 deles são estreantes no projeto. São eles: Cedro, Cortês, Cumaru, Iguaraci, Itamaracá, Itambé, Itaquitinga, Jaqueira, Lagoa do Ouro, Macaparana, Machados, Maraial, Moreno, Sairé e São José da Coroa Grande.

“Em cada uma delas, um carro de som percorre as ruas convidando as pessoas. A experiência que o cinema traz para elas é de uma dimensão que não se compara nem de longe ao se assistir à TV. Dependendo do lugar e das circunstâncias, as sessões são inesquecíveis. Em Palmeiras do Índios, por exemplo, a estrutura foi montada em cima dos trilhos por onde passava o trem que levou o escritor Graciliano Ramos para o Rio”, recorda a idealizadora do Cine Sesi.

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Com o tema “A cultura e a literatura indígenas à luz do pensamento contemporâneo”, o Festival Internacional de Literatura Infantil de Garanhuns promove, nesta terça-feira (14), o seu primeiro Seminário Filig de Leituras deste ano. Serão disponibilizados, gratuitamente, 150 ingressos, que poderão ser retirados até o dia do evento. As inscrições podem ser realizadas pelo site da Sympla: https://bit.ly/2ve3BAX

“Entendemos que nosso papel vai além da criação de uma agenda literária. Nós buscamos é a formação continuada de público e, para isso, passamos pelas capacitações dos agentes que atuam nesse campo”, afirma John Alencar, gerente geral da Ferreira Costa, que realiza o projeto com a Proa Cultural. O tema do Seminário acompanha o escolhido para o trabalho desta edição do Festival, a cultura indígena em toda a sua diversidade de práticas e crenças, respeito à natureza, rituais religiosos e sua importância cultural, social e histórica. “Mais que falar sobre esse povo, vamos trazer integrantes de tribos para fazerem parte”, defende. 

A partir das 8h, o encontro vai reunir, no Salão Jaime Pincho, no Sesc da cidade, professores, mediadores de leitura e mestres da comunidade indígena para uma roda de conversa com a participação da escritora e pesquisadora catarinense Sueli Cagneti. Com um trabalho voltado para os estudos sobre a literatura infanto-juvenil, a professora e pesquisadora catarinense fez doutorado na Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutorado na Itália. Têm, ao todo, sete livros publicados, entre eles “Trilhas literárias indígenas”.  

O seminário será realizado em dois turnos: das 8h às 12h e das 14h às 16h. De manhã, haverá a palestra da escritora convidada, Sueli Cagneti, que vai discutir o tema do encontro, com mediação da professora Silvania Nubia Chagas. À tarde, será realizada a mesa “Cultura indígena – Um povo em forma de história na escola e na literatura”, com os professores Elisa Pankararu, da cidade de Tacaratu, no Sertão, e Expedito Fulni-ô, de Águas Belas, no Agreste, e mediação de Sueli. 

“Nas edições anteriores, conseguimos formar uma rede ampla de diálogo e formação, que envolvia profissionais de escolas municipais e doação de acervos para ampliar o acesso à leitura. Vamos dar sequência neste ano”, avalia a produtora executiva da Proa Cultural, Maria Chaves. O segundo Seminário Filig de Leituras está previsto para setembro, também no Sesc. 

Filig

A quarta edição do Festival Internacional de Literatura Infantil de Garanhuns terá seminários de formação para professores, bibliotecários e mediadores de leitura todos os meses, tendo culminância entre os dias 18 e 20 de outubro. Durante o período, o festival vai promover séries de atividades literárias gratuitas para família. O Filig é uma realização do Ministério da Cultura (MinC), por meio da Lei de Incentivo à Cultura, idealizado pela Proa Cultural e Ferreira Costa, com apoio da Prefeitura de Garanhuns, por meio da Secretaria de Educação Municipal, e do Serviço Social do Comércio (Sesc) Garanhuns. 

Serviço:

Seminário Filig de Leituras

Local: Salão Jaime Pincho, Sesc Garanhuns, Rua Manoel Clemente, 136, Centro

Data: 14 de julho

Horário: das 8h às 16h

Inscrição gratuita e online: https://bit.ly/2ve3BAX

O 11º Festival de Cinema de Triunfo, que inicia nesta segunda-feira (06) e vai até o dia 11 de agosto, trará profissionais e amantes do cinema a Triunfo, e neste ano de 2018, os homenageados desta edição são Ilva Niño e João Miguel. Ilva Niño, com uma carreira de quase 60 anos no Teatro, no cinema e na televisão

A atriz e professora Ilva Niño (foto acima) nasceu na cidade de Floresta, no Sertão pernambucano, no ano de 1934. Aos 22 anos, interpretou seu primeiro papel, como a esposa do padeiro, na primeira montagem do Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna. Na década de 1960, se envolveu com o Movimento de Cultura Popular (MCP), criado pelo então prefeito do Recife, Miguel Arraes. Após o golpe de 1964, se mudou para o Rio de Janeiro fugindo da repressão do novo regime imposto. Estreou na televisão e no cinema no ano de 1971, atuando na novela “Bandeira 2”, de Dias Gomes e participou dos filmes “André, a cara e a coragem” e “Como ganhar na loteria sem perder a esportiva”.

No ano de 1985, interpretou Dóris, no longa-metragem “A Ópera do Malandro”, adaptação da peça musical homônima de Chico Buarque de Hollanda. Ao longo da carreira, a atriz participou de quase 50 novelas e 20 filmes, além de diversas peças teatrais. Em novembro, a atriz irá comemorar 84 anos e mantendo sua carreira na ativa. Recentemente, ela participou da novela “O Outro Lado do Paraíso” e do Filme “Minha mãe é uma peça 2”.

Ilva Niño também é professora de Teatro na EPSJV-FIOCRUZ e em 2003 fundou a casa “Niño das Artes Luís Mendonça” em homenagem ao seu falecido marido.

João Miguel (foto), nascido em Salvador, em 1970, deu início à sua carreira de ator aos 9 anos, no programa de televisão “Bombom Show”, de Nonato Freire. Em 1985, aos 15 anos, estreou como ator principal na peça “A viagem de um Barquinho”, com direção de Petinha Barreto.

Entre 1990 e 1996 João Miguel foi integrante do Grupo Piolim (João Pessoa), onde atuou como produtor do espetáculo “Vau da Sarapalha”, e onde iniciou as apresentações como Palhaço Magal. Ainda como Magal, apresentou-se também com o Circo Picolino em hospitais públicos, favelas e ruas de Salvador e do interior da Bahia. Com mais de trinta anos de carreira, já participou de inúmeros filmes, espetáculos teatrais, minisséries e novelas.

João Miguel já recebeu mais de vinte prêmios ao longo de sua carreira, sendo que seis destes foram como melhor ator, interpretando Ranulpho no filme “Cinema, Aspirinas e Urubus”, dirigido por Marcelo Gomes. Atualmente, interpreta Ezequiel, protagonista da série 3% da Netflix.

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Uma programação especial foi montada pelo projeto Cine Sesc para o mês de agosto. Dois filmes de diretores japoneses ganham a telinha do Theatro Cinema Guarany, em Triunfo, no Sertão pernambucano. A primeira apresentação acontece nesta quinta-feira (02) e as seguintes nos dias 16, 23 e 30 deste mês. O público poderá se divertir gratuitamente com “O Castelo no Céu”, sempre às 15h, e “Nossa Irmã mais nova”, às 19h30. 

A animação japonesa “O Castelo no Céu”, dirigida por Hayao Miyazaki, traz a história de Pazu, um aprendiz de engenheiro, que conhece Sheeta, uma jovem garota dona de um colar de brilhante. Ambos estão à procura do legendário castelo flutuante.  E é assim que começa a aventura com piratas, agentes secretos e obstáculos que tentem a esconder o resgate desse colar. A classificação indicativa é 12 anos.  

Já o drama “Nossa Irmã mais nova” é do diretor Hirokazu Kore-eda, que tem predileção especial por questões familiares. O enredo apresenta as irmãs Sachi Yoshino e Chika. Elas vivem juntas em uma casa que pertence à família há tempos. Apesar de não verem o pai há 15 anos, resolvem ir ao enterro dele.  Lá conhecem a meia-irmã Suzu Asano. A classificação indicativa é para maiores de 10 anos.

Até a sexta-feira desta semana, o Centro Cultural dos Correios, que fica na Av. Marquês de Olinda, 262, Bairro do Recife, recebe o 1º Encontro Nordestino de Violonistas, organizado pelo Quarteto de Violões Tapioca de Shark. A partir das 19h, são apresentados recitais que passam por diversos estilos, passando pela música erudita, popular e de câmara.

O evento homenageia o músico Antônio Madureira, um dos principais nomes do Movimento Armorial, integrando o Quinteto Armorial. Entre as atrações estão: Djalma Marques, Lucas Oliveira, Mirael Lima, Aristide Rosa,  Guilherme Calvazara, Quinteto de Bandolins do Recife, Duo Soma, além do próprio Quarteto de Violão Tapioca de Shark.

Cada recital terá uma hora de duração e a entrada é gratuita. O evento ainda conta com mesas-redondas e masterclasses durante a tarde. 

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Depois de uma temporada de exibição em cinemas do Recife, São Paulo, Rio e outras capitais brasileiras – além de várias cidades do Sertão Pernambucano –, em março passado, o documentário O Silêncio da Noite é que Tem Sido Testemunha das Minhas Amarguras, de Petrônio Lorena, está de volta ao Cinema São Luiz a partir de hoje.

Quem perdeu na época não pode deixar esta oportunidade de vê-lo na tela grande e ouvi-lo em alto e bom som. Afinal, a palavra nunca foi tão bem tratada quanto neste respeitoso e bem humorado retrato dos poetas e da poesia oral do Sertão do Pajeú.

Muito se tem falado, mas sem se chegar a um consenso, como é que a essa região – especialmente as cidades de São José do Egito, em Pernambuco, e Ouro Velho, na Paraíba – foi tão agraciada com esse pendor para a poesia falada e cantada. Pode ser homem e mulher, não importa: como comprova o longo poema que dado título ao documentário, da lavra da poetisa Severina Branca, um ex-prostituta que ainda hoje venerada por todos que escrevem poesia em São José do Egito (ou seja, todo mundo). 

O filme reverencia principalmente o poeta Lourival Batista (Louro do Pajeú), que aparece em imagens de arquivo. Além dele e de Severina Branca, poetas de ontem de hoje da região participam do documentário, como Jorge Filó, João Badalo, Antônio Marinho, Ésio Rafael, Zé Rocha, Greg Marinho, Nõe de Job, Expedito Vaqueiro, Lamartine Passos, Job Patriota e Didi Patriota, entre outros, como também Zé de Cazuza, que é uma espécie de memória viva da poesia de São José do Egito.

A edição de julho do Projeto Quinta Cultural promove, nesta quinta-feira (26), o espetáculo teatral “Espavento”, encenado pelo Grupo Teatro de Retalhos. O grupo é da cidade de Arcoverde e se dedica à pesquisa, montagem e circulação de espetáculos de forma independente.

O espetáculo que a companhia traz a Afogados da Ingazeira é resultado do desenvolvimento de pesquisas sobre a linguagem da arte de ser palhaço. Na peça, os palhaços vão assistir a um espetáculo de teatro, mas chegando lá, descobrem que a atração principal não apareceu. Agora eles terão a grande chance de estrear no circo. “Espavento” é construído a partir de jogos de improviso e traz números que fazem referência à tradição circense: corda bamba, mágica, malabares e acrobacias.

A Quinta Cultural acontece na próxima quinta-feira (26), a partir das 20h, na Praça Monsenhor Alfredo de Arruda Câmara, em frente à Catedral Senhor Bom Jesus dos Remédios.

Cristina Amaral aprendeu a cantar tendo Gal Costa como inspiração. / Foto: Guga Matos/JC Imagem

Que Cristina Amaral é o próprio forró todo mundo sabe. A música composta por Petrúcio Amorim virou a identidade desta cantora de 56 anos, natural de Sertânia, no Sertão de Pernambuco. Comemorando 35 anos de uma carreira de sucesso, Antônia Cristina Amaral Silva já rompeu fronteiras do Brasil e do mundo levando a força desse gênero nordestino nos palcos afora. Mas na noite desta segunda-feira (23), no Festival de Inverno de Garanhuns, a artista mostrará sua veia mais romântica no show Para Núbia, com Amor, às 21h, entoando os sucessos da saudosa Núbia Lafayette, além de lançar simbolicamente o disco deste concerto em plena Noite da Seresta no Palco Mestre Dominguinhos.

O gosto pelo romantismo, porém, não é uma novidade para Cristina Amaral. “Sou muito fã de Gal Costa desde adolescente. Apaixonada mesmo. Ela não sabe, mas aprendi a cantar com ela”, confessa. A facilidade que ela tem de passear por vários ritmos veio ainda no início da carreira, quando cantava nos bailes da vida com a Orquestra Marajoara, de Sertânia, e tempos depois, na banda Os Tropicais, com o cantor Flávio José. “Não tem escola melhor do que o baile. Eu cantei tudo: Elis Regina, Zizi Possi, Elba Ramalho, Alcione, Gal, cantava samba, frevo, cantava tudo”, relembra.

Um pouco dessa versatilidade pode ser visto no mais recente CD e DVD independente Minha Voz, Minha Vida (2018), gravado ao vivo no Parque Dona Lindu e lançado em maio. Na obra, ela repassa essa história ao lado de vários convidados especiais.

Além disso, Cristina acabou de regressar de uma turnê pela Europa com data para voltar. Em janeiro, ela se apresenta no Psil Festival, na Alemanha. Até lá, ela segue tocando seus projetos musicais e sociais, como a campanha Sertânia Sem Fome, em que realiza shows beneficentes para crianças carentes de sua cidade natal.

CELEBRAÇÃO

Diante de tanto trabalho em 35 anos, nos palcos e fora dele, ver Cristina Amaral amanhã à noite no FIG é uma celebração ao seu talento. E é assim que ela deseja ser lembrada na posteridade. “Acho que eu deixo um legado, uma história na música, na cultura pernambucana e nordestina. Eu quero continuar na vida das pessoas como referência, pois tudo que fiz foi com muita dedicação e amor”, conclui emocionada.

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Uma multidão de fiéis vai hoje às ruas do Centro do Recife para celebrar o dia de Nossa Senhora do Carmo, padroeira da capital pernambucana. A procissão que homenageia a santa acontece a partir das 17h e encerra a 322ª Festa do Carmo, iniciada no dia 6 de julho. Ontem, durante o último domingo de festa, a Basílica de Nossa Senhora do Carmo, localizada no bairro de Santo Antônio, área Central da cidade, ficou lotada de fiéis. As missas da véspera aconteceram de hora em hora, das 7h às 16h. 

Hoje o andor com a imagem de Nossa Senhora do Carmo deixa a Igreja da Ordem Terceira, localizada ao lado da basílica que homenageia a santa, logo após a tradicional missa campal, que está marcada para as 16h e será celebrada pelo arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido. A procissão percorrerá as avenidas Nossa Senhora do Carmo e Martins de Barros, passando pela Praça da República, Rua do Sol, Avenida Guararapes e Avenida Dantas Barreto, e retornando à igreja.

Para os fiéis, a programação começa cedo. Isso porque no dia dedicado à santa, a igreja abre as portas às 4h30. A primeira celebração acontece às 5h, na basílica. As missas no claustro do convento começam às 5h30. Às 10h, dom Limacêdo Antônio da Silva, bispo auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife, celebrará sua primeira missa na Basílica do Carmo. Ele assumiu a posição no último dia 30 de julho. Ao todo, cerca de 400 mil pessoas são esperadas durante os 11 dias da Festa do Carmo.

BÊNÇÃO

Aos 66 anos, Maria Izabel da Silva, é devota da santa há mais de meio século. Nunca perde um dia sequer de festa. Tanto amor por Nossa Senhora do Carmo tem explicação: a aposentada já alcançou inúmeras graças se apegando à santa em oração. “Há oito anos, me operei do coração. Os médicos me desenganaram, mas tudo deu certo e passei só quatro dias internada no hospital. Isso porque rezei e pedi muito a ela”, conta. 

A professora Adelma Cristina do Nascimento, 45, é devota de Nossa Senhora Aparecida, mas tem um carinho especial por Nossa Senhora do Carmo. “A maior graça que alcancei pedindo a ela foi a vida do meu filho. Tenho mioma há muitos anos e ele nasceu completamente saudável”, conta.

HISTÓRIA

A Ordem do Carmo chegou ao Brasil em 1580. No Recife, os carmelitas se estabeleceram mais de cem anos depois, quando, em 1665, o Convento a Igreja do Carmo do Recife começaram a ser construídos. Em 1687, o Palácio da Boa Vista, erguido por Maurício de Nassau, foi doado à Ordem e integrado ao complexo da Basílica e do Convento. As obras só foram concluídas em 1767. Nossa Senhora do Carmo foi declarada padroeira secundária do Recife em 1909 e a igreja que leva o seu nome acabou elevada pelo Papa Bento XV à condição de basílica oito anos depois, em 1917.

A imagem da santa levada durante a procissão passa o resto do ano na sacristia. Reitor da basílica, o frei Rosenildo Alexandre informou que se estuda a possibilidade de exibi-la na igreja pelo menos uma vez por mês.