Cultura

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Hoje é dia de celebrar o aniversário de nascimento do filho de Isabel e Zacarias, na mais brasileira das festas. Capriche na mesa de bolos de milho e massa de mandioca, arraste o pé no salão, decore a casa com bandeirolas, solte fogos e não se esqueça de acender a fogueira. Só tome cuidado para não se queimar. São João Batista merece uma festa bonita.

A noite de São João será celebrada no Recife, Região Metropolitana e interior de Pernambuco com apresentações de quadrilhas juninas e de artistas locais. Primo de Jesus, João veio ao mundo em 24 de junho e seu nascimento foi anunciado com uma grande fogueira, de acordo com as tradições da Igreja Católica. É o único santo festejado no dia do aniversário de nascimento.

"A história da fogueira é um mito que virou cultura", observa o historiador Severino Vicente da Silva, professor do Departamento de História da Universidade Federal de Pernambuco. "É um santo importante, o nascimento de João anuncia a chegada de Cristo", diz ele, acrescentando que os portugueses trouxeram para o Brasil a festa de São João.

Brincadeira popular no Nordeste brasileiro, a noite de São João tem origem nas festas medievais em torno de fogueiras, realizadas nas florestas, afirma Severino Vicente. Com o passar do tempo, os padres católicos convenceram a população a acender as fogueiras nas vilas e cidades, na frente das casas, transformando o ritual pagão num ritual católico.

"Acender uma fogueira, hoje algo incorreto para os que perderam o gosto de festejar, é repetir um gesto que vem dos primeiros momentos da vida social, estar em volta de uma fogueira é celebrar o primeiro domínio sobre o fogo", escreve Severino Vicente num texto publicado em seu blog.

Mas hoje quem vai pegar fogo mesmo é o Sítio Trindade, em Casa Amarela, bairro da Zona Norte do Recife, com apresentações de Caju e Castanha, Climério de Oliveira, Maciel Salu, Azulão e Silvério Pessoa, a partir das 18h. Os cantores Alceu Valença, André Lins, Ed Carlos e Nando Manzany fazem a festa em Jaboatão dos Guararapes, a partir das 20h, na Praça Nossa Senhora do Rosário.

Em Caruaru, no Agreste do Estado, a festa em homenagem a São João começa às 10h, no Polo Mestre Vitalino (Alto do Moura), com o Trio Santa Rosa. E em Sairé, na mesma região, a diversão fica por conta da 8ª edição do Circuito do Jegue, que acontece no Sítio Cruzeiro do Oeste a partir das 11h de amanhã. O evento terá corrida de jumentos com premiações em dinheiro para os três primeiros colocados e forró ao som do cantor local Marcos Montez. 

Artistas se apresentam em São Paulo

A Avenida Paulista receberá um gostinho do Nordeste no dia 25 de junho, um domingo. Cinquenta artistas de  Caruaru, Capital do Forró, fará parte de uma tarde junina no coração da cidade de São Paulo. Entre eles estão bacamarteiros, trios de forró pé de serra, quadrilha junina e atores. No local, haverá uma procissão em homenagem a São João.

A concentração será na frente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), às 12h, e o evento contará com barracas com comidas típicas juninas e de artesanato. Lá, será possível comprar pamonha, canjica, milho cozido e artesanato de barro, palha, couro, tecidos e bordados.

Entre os artistas que estarão presentes constam integrantes do Batalhão do Bacamateiro, os trios pé de serra Fole de Ouro e Capital do Forró, membros da Quadrilha Junina Molecodrilha e um grupo de atores caruaruenses que encenarão a procissão com direito a apresentações de cartomante, rezadeira, fofoqueiras e um padre.

Por Magno Martins

O poeta, compositor e cantor Maciel Melo, de quem sou fã e conterrâneo das margens do inspirador e poético Rio Pajeú, o Pajeú das flores, que nos dá razão de cantar, saiu em defesa, ontem, num artigo neste blog, do autêntico e verdadeiro forró pé-de-serra, que vem perdendo, a cada ano, nos palanques juninos, seu histórico e garantido espaço para os chamados hits sertanejos.

O alerta de Maciel não é o primeiro nem tampouco soa solitário, nem chega a ser pregado no deserto. Tem eco e substância. Antes dele, Elba Ramalho e Alcymar Monteiro, cada um ao seu modo, já tinham protestado nas redes sociais contra esta grande e perniciosa invasão no São João de uma derivada musical de duvidoso gosto. Podem me chamar de cafona, como diz uma canção de Maciel, mas como ele e todo bom matuto de ouvido viciado em Gonzagão, também adoro forró.

Até porque, como disse Rogaciano Leite na poesia “Os críticos”, sou do Pajeú das flores/Sou da terra onde as almas/São todas de cantadores”. Lá, aprendi também que o canto da roça e da choupana vale mais que mil prantos das sofrência que apareceram por aí. Que me desculpem os que batem palmas para Marília Mendonça e coisas tais, mas trata-se de um modismo sem apelo cultural, sem poesia, sem alma e sem encanto.

Eu gosto de quem canta o Sertão, que é meu. Gosto de verso que tem cheiro de marmeleiro, aroma de bode e flor de mandacaru, como os de Maciel, Petrúcio Amorim, Flávio Leandro, Maria Dapaz, Jorge de Altinho, Flávio José, Santana, Alcymar Monteiro, Nena Queiroga, Josildo Sá e meu amigo Ivan Ferraz. Gosto de quem canta o som que brota mansinho de uma grota quando a chuva cai por lá.

Gosto do amanhecer catingueiro, no bico do Sabiá. Gosto da casca do umbu-cajá, gosto de verso e aboio matutos. Gosto de rapadura, o nosso manjar. Gosto do mel da for de catingueira, mais doce que o mel que os reis da sofrência curam a sua rouquidão nos palanques em que antes apreciávamos Luiz Gonzaga agarrado à sua sanfona tocando e cantando xote, baião e xaxado.

A rigor, os festejos juninos têm raiz nos brejos do Sertão. Caruaru e Campina Grande, que hoje rivalizam, pegaram carona na tradição sertaneja e mutilaram o pé-de-serra. Vivi quando adolescente um São João em que se dançava na beira da fogueira vendo o milho ser assado, tirando o gosto do seu sal com o doce da pamonha.

Por isso, assino embaixo em tudo que Maciel trovejou na sua dura pena em defesa do forró. E louvo aos que concordam com ele e comigo revivendo Euclides da Cunha: “Não desejo Europa, o Boulevard, os brilhos de uma posição. Desejo o Sertão, a picada malgradada e a vida afanosa e triste do sertanejo”.

Aos que possam me jogar pedras por esta defesa tão enfática que faço em favor do nosso forró pé-de-serra ainda recorro a Luiz Gonzaga com esta frase fantástica, cheia de amor pelo Sertão: “Quero ser lembrado como o sanfoneiro que amou e cantou muito seu povo, o Sertão, que cantou as aves, os animais, os padres, os cangaceiros, os retirantes, os valentes, os covardes, o amor”.

A 24ª edição da Caminhada do Forró com o Maior Cuscuz do Mundo será realizada neste domingo (11) em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. A concentração será na Vila do Aeroporto, a partir das 13h.

A festa segue até o Alto do Moura, onde acontece a degustação do cuscuz, com shows em trios elétricos. A animação fica por conta da cantora Lia de Carvalho e da banda Asas da América. A expectativa da organização é que cerca de 100 mil pessoas participem da caminhada.

Para a edição desse ano, foram utilizados 800 kg de flocos de milho, 300 kg de carne de charque, 200 kg de margarina, 200 kg de salsicha e 10 kg de sal. Os ingredientes serão misturados na cuscuzeira gigante, que mede cerca de 4,2 metros de altura e será instalada no ponto de chegada da caminhada, na Avenida Mestre Vitalino. 

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Recife inaugurou, ontem (08) à noite, os festejos juninos oficiais tendo os reis do forró como abre-alas. Sanfoneiros, zabumbeiros e tocadores de triângulo saíram pelas ruas do Recife Antigo, bairro histórico da cidade, na tradicional Caminhada do Forró, que ocorre há 13 anos. Os músicos lideraram a multidão durante o percurso que começou na Rua da Moeda e acabou na Praça do Arsenal, onde artistas pernambucanos se apresentaram em um palco.

De acordo com a diretora de eventos Natália Reis, que organizou a caminhada, a ideia sempre foi buscar a valorização da cultura junina tradicional, que tem no trio de forrozeiros a principal expressão musical do período junino – e, também, do resto do ano, no Nordeste rural. Nesta edição, eles procuraram destacar essa vertente. “A gente está reforçando mais, falando mais sobre isso, por causa da descaracterização do forró e do São João”, explicou.

O forró não é só fonte de tradição popular, mas também de renda de muitos dos que caminharam hoje na capital pernambucana. Como Cocó dos Oito Baixos, cujo nome de registro é Eronildo Teodoro, do município de Jaboatão dos Guararapes, região metropolitana do Recife. O sanfoneiro de 64 anos começou a tocar com 13. “Eu dava de comer aos meus filhos tocando isso aqui”, disse, enquanto mostrava alguns acordes improvisados.

No São João, Cocó dos Oito Baixos e outros artistas do gênero aproveitam para fazer uma renda maior, porque no resto do ano os convites para tocar diminuem. Para ele, é preciso que seja diminuída a diferença de cachês entre artistas famosos nacionalmente e os locais. “Ao invés de pagar R$ 10 mil a ele [artista famoso nacionalmente], paga R$ 5 mil e o resto dividia para pagar a gente”, defendeu. O músico acrescenta que quando o contrato é com o Poder Público, é comum aguardar meses até receber o dinheiro.

Programação oficial

A Prefeitura do Recife anunciou a programação completa do São João deste ano. Serão 35 polos festivos na cidade. O principal deles, o Sítio Trindade, em Casa Amarela, começa a funcionar no domingo (11), com o Pavilhão das Quadrilhas, a Sala de Reboco e o Palco Principal.

Todos os artistas contratados são pernambucanos ou tem título de cidadão de Pernambuco, de acordo com o presidente da Fundação de Cultura da Cidade do Recife, Diego Rocha. Os últimos dias do festejo são 30 de junho, quando ocorre a Festa do Fogo, no Pátio de São Pedro, em homenagem a Xangô; e 1º de julho com três arraiais do concurso Eu Amo Minha Rua, organizado pelo poder municipal.

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O Cordel, no Nordeste, é considerado a cartilha do sertanejo. Quando a televisão não existia e somente algumas rádios podiam ser sintonizadas, o cordel já circulava. Logo que se noticiava uma morte, como a de Getúlio Vargas, no dia seguinte a história já estava no Cordel. A tradição continua e se espalhar Brasil afora. O cordelista Chico Pedrosa foi uma das atrações da XXI Feira Pan-Amazônica do Livro de 2017, que ocorreu no Hangar, em Belém, de 26 de maio a 4 de junho.

O cordel é um livreto rimado em que se relatam muitos "causos", histórias que representam fatos verídicos ou não, contados de forma engraçada, com objetivo lúdico. A poesia de cordel esteve presente na Feira no estande dos Escritores Paraenses e no estande de Cordel do Brasil, que expôs o trabalho de mais de 80 cordelistas. O paraibano Chico Pedrosa veio como palestrante da oficina “A literatura de cordel”. O convite veio de um escritor paraense amigo.

Na oficina, Chico Pedrosa explicou a ligação do povo do Nordeste com a literatura de cordel, a partir da herança de Portugal. Citou também as características de um bom cordel como, a escolha do tema, as rimas bem elaboradas, comparando cordéis do século passado com outros atuais. E ainda recitou muitos cordéis de sua autoria.

A plateia da oficina, formada principalmente por estudantes da rede de ensino público, participou com perguntas e gargalhadas diante dos gracejos que os cordéis apresentados pelo poeta continham. “Essa oficina vai ajudar os alunos a saírem do espaço da imaginação da biblioteca e verem de perto um poeta contar sua poesia”, disse a professora Michelle Machado. “Eu já conhecia a fundo a obra do seu Chico Pedrosa, sou fã e grande admiradora do seu trabalho. Ele escreve com simplicidade e devoção aos costumes do povo nordestino e isso me encanta. Vim participar da oficina hoje e me sinto muito honrada com sua presença, com seus ensinamentos, com sua bagagem literária”, revelou Zenaira Martins, escritora castanhalense e presidente da Academia Castanhalense de Letras.

Aos 81 anos, Francisco Pedrosa Galvão já escreveu quase dois mil cordéis. Ele começou a escrever folhetos de cordel aos 17 anos, por influência de seu pai, um cantador de coco e agricultor que também era cordelista. O Chico Pedrosa já foi camelô e representante de vendas. Um de seus netos, Pedro Henrique, de cinco anos, já mostra interesse e habilidade para a arte do avô.

Chico Pedrosa já viajou pelo mundo divulgando seus trabalhos. O cordelista tem três livros publicados e vários cordéis escritos. Tem também poemas e músicas gravados por cantores e cantadores como Téo Azevedo, Moacir Laurentino, Sebastião da Silva, Geraldo do Norte, Lirinha dentre outros. Pedrosa já lançou três CDs, registrando assim sua poesia oral. “Quando acontece um fato de relevância, os cordéis registram suas histórias. Dependendo do fato, alguns com mais humor, outros com mais dramaticidades. Os cordéis são um meio de vida, o retrato do verdadeiro nordestino”, contou Chico Pedrosa. “Briga na Procissão” é seu cordel mais famoso. Virou uma peça teatral em Portugal e na Espanha, tendo alcançado muito sucesso.

O poeta terminou sua oficina declamando esse cordel:

Quando Palmeira das Antas

pertencia ao Capitão

Justino Bento da Cruz

nunca faltou diversão:

vaquejada, cantoria,

procissão e romaria

sexta-feira da paixão.

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Estão abertas as inscrições às oficinas da 3ª Mostra Pajeú de Cinema. Os interessados podem se inscrever nas quatro modalidades oferecidas, que serão realizadas uma semana antes da mostra dos filmes, em Afogados da Ingazeira, no Sertão do Estado, entre os dias 8 e 13 de maio.

As fichas de inscrição estão disponíveis no site da mostra: www.mostrapajeudecinema.com.br. As oficinas são de Crítica de Cinema (André Dib), Captação de Som (Nicolau Domingues), Edição de Som (André Hora) e Produção (Kika Latache).

A 3ª edição da Mostra Pajeú de Cinema acontece de 14 a 20 de maio. A organização é da Pajeú Filmes, com incentivo do Funcultura/Fundarpe, Secretaria de Cultura do Governo do Estado de Pernambuco, com apoio da Prefeitura de Afogados da Ingazeira, Vilarejo Filmes, Rádio Pajeú AM e Movimento #CineRuaPE. A lista dos filmes selecionados para a 3ª Mostra Pajeú de Cinema será divulgada hoje (25).

A Semana Santa é tempo de multiplicação das Paixões de Cristo por todo o estado de Pernambuco. Na Região Metropolitana, Zona da Mata, Agreste e Sertão, comunidades inteiras se mobilizam para reencenar a história mais importante do cristianismo, que emociona multidões de forma infalível mesmo se os recursos forem escassos. Artistas amadores e profissionais convergem para este momento, que aquece o mercado teatral até mesmo em cidades sem equipamentos culturais.

Treze destes espetáculos foram selecionados pelo edital Pernambuco das Paixões, promovido pelo Governo do Estado, por meio da Fundarpe, em um total de R$ 340 mil. O restante deles será bancado pelos próprios participantes, por patrocinadores ou pelos moradores das cidades onde são encenados.

PAIXÕES DE CRISTO EM PERNAMBUCO

Auto da Via Dolorosa – Recife
Hoje, às 19h – Santuário de Nossa Senhora da Conceição – Morro da Conceição

Paixão de Cristo do São Francisco – Santa Maria da Boa Vista
Hoje, às 19h30 – Orla da Masanzeira – Centro

Paixão de Cristo de Lagoa do Carro
Hoje, às 19h45 – Obra de Maria

Via Sacra do Bom Jesus – Serra Talhada
Hoje, às 20h – Itinerante (Início na Travessa Seis e final na antiga linha da Rede Ferroviária)

Paixão do Sertão – Sertânia
Hoje, às 20h – Escola de Referência em Ensino Médio Olavo Bilac (Eremob)

Paixão de Cristo de Triunfo
Hoje, às 20h – Via Verde – próximo ao Convento São Boaventura – Centro

A Força da Paixão – Cabo de Santo Agostinho
Hoje, às 20h – Praia de Gaibu – próximo ao Calçadão da Orla

Jesus Alegria dos Homens – Garanhuns
Hoje e amanhã (15), às 19h30 – Alto do Cristo do Magano

Paixão de Cristo de Bom Jardim – há 25 anos fazendo história em Pernambuco
Hoje e amanhã (15), às 20h – Itinerante (Início na Rua Manoel Augusto e final na Capela de Nossa Senhora do Carmo) – Centro

Caminhos da Paixão de Cristo – Jardim Jordão – Jaboatão dos GuararapesHoje e amanhã (15), às 20h – Rua Silvestre Agostinho Sales, Jardim Jordão

A nossa paixão – Gravatá
Hoje e amanhã (15), às 20h30 – Pátio de Eventos Chucre Mussa Zarzar – Centro

A Paixão de Cristo de Salgueiro
Hoje e amanhã (15), às 21h – Pátio da Antiga Estação Ferroviária – Centro
Paixão de Cristo de Camaragibe – A Paixão dos Camarás De hoje a domingo (16), às 20h – Praça de eventos da Vila da Fábrica em Camaragibe

Paixão de Cristo de São Lourenço da Mata 2017
Hoje e amanhã (15), às 20h – Rua Nova Esperança – Bairro Nova Esperança (Pixete)
Domingo (16), às 19h – Praça da Matriz – Bairro Matriz da Luz – Zona Rural
22 de abril, às 19h – Praça da Capela de São José – Distrito de Lajes – Zona Rural

Jesus de Nazaré, uma história de amor – Petrolina/Santa Cruz
Amanhã (15), às 20h – Praça da Igreja Matriz – Centro – Santa Cruz
Domingo (16), às 19h30 – Avenida Principal – Povoado do Capim (Distrito de Petrolina)

Paixão de Cristo de Redenção – Vitória de Santo Antão
Domingo (16), às 20h – Campo de Redenção

Paixão de Cristo dos Curados
Hoje a domingo (16), às 20h – Campo do Curado II, ao lado da Vila TIP