Economia

Bancos reabrem linha de crédito para antecipar restituição do IR

Os grandes bancos reabriram a linha de crédito para antecipação da restituição do Imposto de Renda. Para acessar o empréstimo, é preciso entregar a declaração ao fisco e informar a conta-corrente do banco no qual irá receber a restituição. É apenas nessa instituição que será possível antecipar o dinheiro.

A contratação pode ser solicitada em todos os canais de atendimento, como aplicativo, site e central de atendimento. A exceção é a Caixa Econômica Federal, que exige a ida do cliente a uma agência. Os bancos costumam financiar 100% do valor, mas há um teto de até R$ 50 mil (caso do Bradesco).

O empréstimo é liquidado no momento em que a restituição cai na conta ou em data fixada em contrato, caso dos clientes que tiverem a declaração retida em malha fina. O vencimento costuma ocorrer entre dezembro e janeiro.

Como tem garantia, já que no pagamento da restituição o dinheiro fica com o banco, as taxas costumam ser mais baixas que as do crédito pessoal. A exceção é o Santander, que tem juros parecidos com o dos empréstimos tradicionais.

Planejadores financeiros costumam recomendar a antecipação do IR para quem tem dívidas mais caras, como no cartão de crédito ou no cheque especial. Quem está com as contas em dia pode aproveitar que a restituição é devolvida pela receita corrigida pela taxa Selic, atualmente em 6,5% ao ano.

Mesmo que esteja na mínima histórica, a taxa ainda é maior que a paga na maioria dos investimentos de renda fixa tradicionais, porque não há cobrança de impostos. A Receita recebe as declarações do Imposto de Renda até o dia 30 de abril.

São obrigados a fazer a declaração os contribuintes que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 no ano passado, quem obteve, na atividade rural, receita bruta superior a R$ 142.798,50 ou quem recebeu rendimento isento, não tributável ou tributável exclusivamente na fonte superior a R$ 40 mil.

Também é obrigado a apresentar a declaração de IR quem teve ganho de capital com venda de bens, sujeito à incidência do imposto, realizou operação em Bolsa de Valores e teve, em 31 de dezembro, posse de bens ou direitos de valor superior a R$ 300 mil.

O programa para a declaração pode ser baixado no site da Receita Federal. Já os aplicativos estão disponíveis nas lojas Google Play (para celulares Android) e App Store (para iPhones e iPads). O primeiro lote de restituição será pago no dia 17 de junho, com prioridade para idosos e pessoas com deficiência. Com informações da Folhapress.

Transposição do São Francisco

O governador reeleito, Paulo Câmara tem uma série de desafios para acelerar a retomada do crescimento de Pernambuco, melhorar o nível de emprego e qualidade de vida da população, e concluir obras estruturadoras que dependem, em grande parte, do governo federal. São desafios importantes que, na opinião dos economistas da Ceplan Consultoria Econômica e Planejamento, precisam ser enfrentados a partir do aumento de investimentos e do restabelecimento das condições fiscais para novas operações de crédito.

“Um dos problemas principais é o da infraestrutura econômica. Nossa estrutura está muito comprometida e investimentos estratégicos para o Estado não foram realizados”, afirma Jorge Jatobá, economista e sócio-diretor da Ceplan, citando o Arco Metropolitano, uma obra projetada para melhorar a logística entre os polos industriais do Litoral Norte e do Porto de Suape. Investimento federal, o Arco pode ser feito pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) ou por Parceria Público Privada (PPP). “Ele irá desafogar o transporte de passageiros e sobretudo de cargas do conjunto de empresas recém instaladas no Litoral Norte como a Vivix, a Hemobrás e sobretudo a Jeep”, completa Jatobá.

A Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe) também defende o Arco Metropolitano, assim como toda e qualquer obra de infraestrutura, que considera mais importante do que incentivos fiscais para a atração e manutenção de empreendimentos. Sem projeto definido ainda por falta de licença ambiental do Estado, o Arco ainda não saiu do papel, atrasando outros investimentos. Para a Fiepe, a legislação ambiental é boa, mas precisa ser aplicada sem o viés ideológico do ambientalismo. Sem as licenças ambientais, nem verbas federais nem PPPs podem ser executadas.

Outras obras significativas que também dependem do governo federal ou de uma nova engenharia financeira, segundo Jorge Jatobá, são a ferrovia Transnordestina – que chega ao Ceará e só deve chegar a Pernambuco daqui a nove anos, e as obras complementares da Transposição do Rio São Francisco para levar água à população e à atividade produtiva do Agreste e, principalmente, do Sertão do Estado. “O modelo de financiamento dos investimentos vai mudar. A crise fiscal não vai mais permitir ao Estado, no curto prazo, ser o grande financiador de obras como foi no século 20. Novos modelos de investimentos fazem parte de uma agenda importante para Pernambuco, para o Nordeste e, principalmente, para a infraestrutura que precisamos”, observa a também economista e sócia-diretora da Ceplan, Tania Bacelar.

Em janeiro, o governador Paulo Câmara levou ao ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, projetos que precisam ser concluídos para Pernambuco não ficar parado. “Arco Metropolitano, Transnordestina, Porto de Suape, Porto do Recife, rodovias… montamos um mapa de tudo que era necessário acontecer e apresentamos ao ministro. A mesma pauta mostramos aos senadores e deputados. Para nós é muito importante desarmar os palanques, deixar campanha política de lado. Estamos unidos para articular os projetos e dialogar com o governo federal a fim de implementá-los seja pela via governamental ou por PPPs. O importante é viabilizar os projetos para Pernambuco”, revela o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Bruno Schwambach.

A retomada do crescimento econômico tanto para o Brasil quanto para Pernambuco, segundo Jorge Jatobá, está sendo lenta e, se a política não atrapalhar, 2019 vai continuar tendo desempenho aquém do necessário e desejado. “Mas espera-se que, até o final dos atuais mandatos do presidente Jair Bolsonaro e do governador Paulo Câmara, a economia volte a uma trajetória de crescimento bem mais alta, onde o Estado pode repetir o desempenho que teve até 2014, como fez em 2017 e 2018, crescendo pouco, mas ainda assim duas vezes mais que a média nacional”, analisa Jatobá.

Emprego e educação

Para Tania Bacelar, Pernambuco precisa decidir o que fazer depois do boom que conquistou antes da crise econômica e dos seus desdobramentos, e definir uma agenda sintonizada com o século 21, vendo as mudanças que estão acontecendo, as sementes que já existem e oferecendo estímulos às atividades que vão sinalizar o novo contexto econômico deste século. “Passando pelas duas agendas, a questão do emprego, associada à da educação, precisa ser discutida. O mercado de trabalho mudou, não é só a crise que está prejudicando a empregabilidade. Mudanças tecnológicas e novas formas de produzir vieram para ficar. Pernambuco precisa ter uma agenda de inovação para uma estratégia de futuro consistente”, afirma.

Jorge Jatobá destaca ainda, no desafio educacional, a necessidade de se formar mão de obra qualificada para atender ao mercado de trabalho que está com dificuldades para apresentar um bom desempenho. “Os empregos gerados ou que serão gerados exigem perfis profissionais e bem mais qualificados. É um desafio para o sistema universitário de ensino, para o Sistema S (Senai, Sesc, Senat), entre outras instituições, e para escolas técnicas. Ele deve ser enfrentado com muito vigor, a fim de formar pessoal com qualidade desde a educação básica. Isso dará continuidade ao trabalho bem sucedido do ensino médio, intensificando o trabalho no ensino fundamental”, acredita.

O economista ainda chama a atenção para dois fatores que vêm diluindo a geração de empregos no cenário estadual: na recessão, as empresas enxugam seus quadros, realizam mudanças tecnológicas, modernizam processos, aumentam a produtividade e saem da crise mais enxutas, mais eficientes. O outro é o movimento estrutural que está em curso, o da indústria 4.0, que agrega muito valor mas não gera muito emprego. “Pernambuco se destaca na área de Tecnologia da Informação e Comunicação com o Cesar, o Porto Digital, o centro de inovação da Accenture na América Latina e outras empresas de alto impacto. Então vai continuar avançando mas vai demorar a retomar o nível de crescimento do emprego”, observa.

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Tem técnico do setor de aviação acreditando que os preços mínimos fixados para o leilão de 12 aeroportos, ontem, tem sua razão de ser: causar impacto político. “Desconfio que foram subestimados, gerando grandes ágios”, atesta fonte da coluna Direto da Fonte, do Estadão.

O menor deles, pago pelo bloco Sudeste, foi de nada menos que 830%. E o maior, do bloco Centro-Oeste, registrou… 4.739,38%.

Não que a fixação de preços tenha feito diferença nos valores ofertados pelas concessões. Afinal, concorrência tem vida própria quando é feita de forma transparente.

A equipe técnica, ao optar por ser conservadora, criou disputa e os vencedores, pelo que se apurou, trabalharam com números do tráfego aéreo mais otimistas que os oficiais.

Vale registrar, entretanto, que a soma obtida pelos três blocos, R$ 2,37 bilhões, é muito inferior aos R$ 19 bilhões pagos pela Odebrecht quando da concessão do Galeão.

Mas na época o ágio não foi além de 300%. Já a média de ontem foi de… 986%.

Por Ademar Rafael Ferreira (Papa) *

Ade maleu lapa-el – Uma vez sanadas dúvidas sobre montagem de carteira ideal, preciso mais informações sobre os Fundos de Renda Fixa. Quais são suas principais características, riscos e composição?

Papa – Fundos de Renda Fixa são investimentos que possuem remuneração definida no momento da aplicação, referida taxa de retorno pode variar uma vez que são admitida fixação em taxas prefixadas ou pós-fixadas.

Os fundos desta classe são apresentados com os seguintes sufixos: Renda Fixa Curto Prazo; Renda Fixa Referenciados; Renda Fixa Simples e Renda Fixa Dívida Externa.

Nestes ativos normalmente estão presentes uma boa gestão, uma carteira diversificada e boa liquidez. Em virtude do rendimento baixo é importante avaliar a Taxa de Administração, sendo o ideal algo próximo de 0,5% ao ano.

Os investidores que buscam segurança, comodidade e baixos riscos esta opção é válida. O acompanhamento da rentabilidade e o comportamento perante outros ativos são praticas que o poupador deve incluir em seu cotidiano.

Os grandes bancos apresentam vasto estoque de fundos com estas características. A leitura prévia de lâminas dos últimos meses deve anteceder a decisão de investimento, neste caso o cuidado é com a rentabilidade uma vez que os riscos são baixos.

Por mais ética que exista na relação o Gerente é sempre induzido a indicar fundos que promovam maiores ganhos para instituição que representa. Nesta queda de braço o investidor tem maior grau de exposição.

Encerrando, poderíamos afirmar que Poupança, Certificado de Depósito Bancário – CDB e Renda Fixa são os primeiros degraus que o investidor iniciante deve subir.

(*) – Textos adaptados livremente de registros nos sites da SUNORESEARCH, CVM, INFOMONEY, INVESTIDOR e ANBIMA pelo autor.

Cobrança de tarifas ainda é surpresa para muitos clientes. Foto: Arquivo

No Dia Mundial do Consumidor, vale se fazer algumas perguntas sobre serviços bancários. Quanto você paga para manter a sua conta bancária? Qual é o valor de uma transferência? E de um extrato? Cobranças de tarifas, taxas e valores não previstos estão no topo da lista de reclamações do setor bancário feitas, em 2018, ao Consumidor.gov.br, portal de intermediação de conflito, da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

São casos como o do servidor Leonardo Israel, que, depois de um longo tempo sem movimentar uma conta conjunta, ao fazer um depósito teve um desconto de R$ 600 a título de tarifas em atraso.

— O banco disse que tenho de pagar esse valor pelos serviços incluídos no pacote. Mas nem tinha conhecimento dessas tarifas, argumenta Israel.

Em 2008, o Banco Central (BC) padronizou tarifas e determinou o que pode ser cobrado. Também criou três tipos de pacotes, com serviços mínimos, para que o consumidor possa comparar valores entre os bancos. Um deles, com serviços essenciais e sem custo, está disponível a qualquer cliente, independentemente de renda.

O problema, apontam especialistas, é que os bancos ainda pecam na transparência:

—Houve avanços, mas a bancarização das classes C e D exige informações mais qualificadas. Por outro lado, a quem tem maior renda o pacote sem custo sequer é ofertado, pontua Patrícia Cardoso, da Defensoria Pública do Rio.

Reembolso

Segundo Vitor Hugo Ferreira, diretor do Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor (Brasilcon), ao identificar cobrança de taxa que não seja permitida pelo BC ou de valor maior do que lhe foi informado, deve-se reclamar com o banco, que precisa reembolsá-lo em dobro, por ser a cobrança indevida:

— O cliente não é obrigado a pagar o que desconhece.

Um ótimo recurso para avaliar mudar de pacote e até de banco é o extrato anual de gastos com tarifas que deve ser fornecido até 28 de fevereiro de cada ano. A questão, dizem os especialistas, é que, muitas vezes, a informação não chega ao consumidor.

A Febraban criou uma ferramenta on-line para comparação de tarifas e afirma que o grau de transparência “é satisfatório e contribui para a livre escolha dos clientes”. Já o BC afirma que as tarifas devem estar previstas no contrato ou os serviços devem ser previamente autorizados ou solicitados pelo cliente.

Saiba mais:

Onde consultar

Ferramenta disponível em www.febraban-star.org.br permite consultar o valor das tarifas de cada banco e conhecer os pacotes padronizados de serviços instituídos pelo Banco Central.

Direitos

Cobranças indevidas devem ser reembolsadas em dobro.

Com quem reclamar

Ao divergir de cobrança, deve-se reclamar com o banco. Se não resolver, recorra ao BC e Procons.

Cesta básica no recife teve a maior alta de preços de todo o Brasil, em fevereiro, segundo o Dieese — Foto: Divulgação/Prefeitura de Campos

Em fevereiro de 2019, o Recife registrou a maior alta do preço da cesta básica em todo o Brasil, de acordo com a pesquisa mensal feita pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A instituição apontou que na capital pernambucana houve elevação de 7,88% no custo do conjunto de alimentos essenciais.

Entre os maiores aumentos também estão Natal (RN), com 6,75%, e Aracaju (SE), com 6,46%. Realizado em 18 capitais, o trabalho demonstrou, ainda, que houve alta de preços em quase todas as cidades pesquisadas. Apenas Belém (PA) teve queda na cesta básica, com 0,27%.

Ainda segundo o Dieese, o Recife também apareceu entre as maiores altas da cesta básica, entre 13 cidades, quando a pesquisa se referiu ao período acumulado nos dois primeiros meses de 2019. A capital pernambucana ficou em segundo lugar no ranking nacional, com aumento de 10,50%, perdendo para Vitória (ES), com 11,33%.

Nesse mesmo parâmetro, cinco capitais apontaram queda no valor dos itens de maior consumo entre as famílias. Segundo o Dieese, os destaques foram Florianópolis (SC), com redução de 3,48%, e Porto Alegre (RS), com 3,18%.

O departamento informou que, em fevereiro de 2019, a cesta básica mais cara do Brasil foi encontrada em São Paulo (SP), onde os produtos saíram por R$ 482,40, seguida pelo Rio de Janeiro (RJ) (R$ 464,47) e Porto Alegre (R$ 449,95). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 362,93) e São Luís (R$ 368,82).

Entre fevereiro de 2018 e o mesmo mês de 2019, todas as cidades pesquisadas acumularam alta. Nesse período, o Dieese destacou Campo Grande (17,66%), Goiânia (14,39%) e Belo Horizonte (11,29%).

O departamento levou em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e Previdência. Assim, a instituição estimou mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

Em fevereiro deste ano, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 4.052,65. Isso equivale a 4,06 vezes o mínimo em vigor, que é de R$ 998.

Em janeiro de 2019, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.928,73, ou 3,94 vezes o mínimo vigente. Em fevereiro de 2018, o valor necessário foi de R$ 3.682,67, ou 3,86 vezes o salário mínimo, que era de R$ 954.

A pesquisa mostrou também que, em fevereiro de 2019, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 91 horas e 16 minutos. No mês anterior, a jornada necessária foi calculada em 88 horas e 05 minutos.

Em fevereiro de 2018, quando o salário mínimo era de R$ 954, o tempo médio equivalia a 88 horas e 38 minutos. Na comparação entre o custo da cesta e o salário mínimo líquido, após o desconto da Previdência Social, verificou-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em fevereiro, 45,09% da remuneração.

Esse percentual foi superior ao de janeiro, que foi de 43,52%. Em fevereiro de 2018, quando o salário mínimo valia R$ 954,00, a compra demandou 43,79% do montante líquido recebido.

Produtos

Entre janeiro e fevereiro de 2019, o Dieese apontou que o aumento da cesta básica teve relação com a alta no preço do feijão e da batata, coletada no Centro-Sul. As cotações do café em pó e da farinha de mandioca, no Norte e Nordeste, tiveram redução média de valor na maior parte das cidades.

O preço do feijão aumentou em todas as capitais, em fevereiro de 2019. O grão do tipo carioquinha, pesquisado no Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e São Paulo, teve alta em todas as cidades.

Nesse item, o Recife teve a quarta maior alta do país, com 67,16%. Os primeiros lugares ficaram com Aracaju (SE) (91,65%), Campo Grande (MS) (90,91%) e Salvador (71,06%).

O litro da gasolina A sem tributo nas refinarias vai para R$ 1,7966 / Foto: Diego Nigro/Acervo JC Imagem

A Petrobras anunciou alta de 1,5% no preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias, válido para esta quinta-feira (14), para R$ 1,7966. Além disso, a estatal manteve sem alteração o preço do diesel, em R$ 2,1871, conforme tabela disponível no site da empresa.

Em dezembro, a Petrobras anunciou um mecanismo de proteção complementar em que ela pode alterar a frequência dos reajustes diários do preço do diesel no mercado interno em momento de elevada volatilidade, podendo mantê-lo estável por curtos períodos de tempo de até sete dias, “conciliando seus interesses empresariais com as demandas de seus clientes e agentes de mercado em geral”.

Hedge

Já o hedge da gasolina, que passou a ser adotado em setembro, permite à empresa manter os valores estáveis nas refinarias por até 15 dias.

Último lote do abono salarial 2017 será liberado nesta quinta

O nono e último lote do abono salarial ano-base 2017 será liberado na próxima quinta-feira (14). O pagamento do benefício será feito para trabalhadores da iniciativa privada nascidos em maio e junho, assim como a servidores públicos com número do Pasep terminado em 8 e 9.

Os beneficiários que são correntistas da Caixa Econômica Federal, responsável pelo pagamento do PIS (iniciativa privada), já tiveram os valores depositados em suas contas nesta terça-feira (12).

A consulta pode ser feita pessoalmente, pela internet ou pelo telefone 0800-726 02 07. Para servidores públicos, a instituição pagadora é o Banco do Brasil, que também fornece informações pessoalmente, pela internet ou pelo telefone 0800-729 00 01.

Com o novo lote, o Ministério da Economia estima que R$ 3,1 bilhões serão pagos a 3,9 milhões de pessoas. O prazo final para o saque do abono é 28 de junho, inclusive dos lotes já liberados anteriormente. Depois dessa data, o recurso volta para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Quem tem direito

Tem direito aos recursos o cidadão inscrito nos programas há pelo menos cinco anos e que tenha trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2017, com remuneração mensal média de até dois salários-mínimos. Também é necessário que os dados tenham sido corretamente informados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), ano-base 2017.

O valor a que cada trabalhador tem direito é proporcional ao tempo trabalhado formalmente no ano-base. Quem esteve empregado por todo o ano recebe o equivalente a um salário-mínimo (R$ 998). Aquele que esteve empregado por apenas 30 dias pode sacar o valor –, que é de R$ 84 – o equivalente a 1/12 do salário-mínimo – e assim sucessivamente.

Os pagamentos ocorrem conforme o mês de nascimento do trabalhador e começaram em julho de 2018. Ao fim de todo o ano-calendário 2018/2019 terão sido disponibilizados R$ 16,3 bilhões para 22,3 milhões de beneficiários.

Como fazer o saque

Quem tem o Cartão do Cidadão e senha cadastrada pode se dirigir a uma casa lotérica, a um ponto de atendimento Caixa Aqui ou aos terminais de autoatendimento do banco.

Os beneficiários que não possuam o Cartão do Cidadão e não receberam o valor em conta podem fazer o saque em qualquer agência da Caixa, com um documento de identificação. O trabalhador com vínculo em empresa pública está inscrito no Pasep e recebe o pagamento pelo Banco do Brasil.

Previdência: só quatro estados conseguiram ficar no azul. Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

Apenas quatro estados brasileiros não têm rombo na Previdência. Roraima, Rondônia, Amapá e Tocantins têm as contas no azul, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado Federal. Todos os demais acumulam um déficit que chegou a R$ 89 bilhões no ano passado. O estado com o maior rombo é São Paulo, seguido por Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Juntos, apenas esses quatro estados apresentaram um déficit de R$ 59 bilhões no ano passado.

Apesar de estar em quarto lugar no ranking de maior déficit, o Rio Grande do Sul é o estado que apresenta a situação mais dramática. Os gastos com as aposentadorias dos servidores correspondem a mais de três vezes o que o estado arrecada para arcar com essa despesa. No ano passado, o governo gaúcho levantou R$ 4,7 bilhões com os seus funcionários. No entanto, gastou mais que o triplo disso para pagar os aposentados. O rombo final foi de R$ 10,2 bilhões.

São Paulo, o estado mais rico, tem o maior rombo de todos: R$ 19,2 bilhões no ano passado. Por outro lado, é o que mais arrecada: R$ 12,4 bilhões. Mesmo assim, os gastos são 2,5 vezes e meia maiores que o montante recolhido pelo governo paulista.

Em termos de desequilíbrio, proporcionalmente ao que arrecada, o Rio de Janeiro aparece em terceiro lugar. As despesas são 2,2 vezes maiores que as receitas. E o rombo das contas previdenciárias do estado chega a R$ 13 bilhões.

Por causa dessa situação, o governo quer o apoio dos governadores para aprovar a proposta de reforma da Previdência enviada pelo presidente Jair Bolsonaro ao Congresso Nacional.  

Fábrica do Grupo Moura em Belo Jardim

O primeiro ônibus elétrico inteiramente produzido no Brasil vai contar com uma “mãozinha” pernambucana. É que o veículo será desenvolvido nos próximos meses através de uma parceria entre a Eletra, a Xalt Energy e o Grupo Moura. E, nesta parceria, o grupo pernambucano será o responsável por fornecer as baterias de lítio que permitirão que os ônibus rodem com eletricidade.

“As baterias de lítio desenvolvidas pela Moura e Xalt Energy são as responsáveis por tracionar os modelos, ou seja, colocá-los em movimento”, contou o diretor geral das divisões de lítio, logística e suprimentos do Grupo Moura, Fernando Castelão. Ele explicou que esse equipamento é produzido pela Xalt nos Estados Unidos, mas será adaptado ao mercado brasileiro no complexo fabril das Baterias Moura de Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco. Logo depois, as baterias serão acopladas aos ônibus de tração elétrica fabricados pela Eletra em São Bernardo do Campo, São Paulo.

“Vamos avaliar o desempenho das baterias de acordo com nossas condições climáticas e a demanda por energia segundo o perfil de mobilidade das grandes cidades brasileiras”, informou Castelão, que não descarta a possibilidade de, no futuro, fazer toda a produção dessas baterias em Pernambuco. Afinal, a tendência é que o mercado automotivo nacional busque cada vez mais soluções elétricas nos próximos anos e o acordo firmado entre a Moura e a Xalt já prevê, além da importação inicial, a transferência de tecnologia das baterias. “Todo o investimento para uma futura produção será definido no momento oportuno. Mas é seguro analisar que a demanda de mercado sinaliza para a viabilidade de produção em período de até três anos”, afirmou o diretor do Grupo Moura.

A expectativa é que este plano realmente se concretize, pois a parceria entre a Moura, a Eletra e a Xalt promete entregar uma proposta tecnológica eficiente para o transporte dos grandes e médios centros urbanos brasileiros. Serão dois modelos de veículo coletivo: um ônibus elétrico e outro híbrido. E até o híbrido será tracionado apenas pelo motor elétrico, o que, segundo as empresas, vai permitir que o veículo consuma 28% menos combustível que os híbridos já existentes no mercado. O modelo ainda poderá operar no modo elétrico puro, com o motor-gerador desligado, por até 30 quilômetros.

Já o ônibus 100% elétrico poderá rodar até 200 quilômetros com uma única carga. A autonomia se justifica pelo sistema de frenagem regenerativa do veículo, que faz com que a energia que seria desperdiçada nas frenagens seja reaproveitada nas baterias, reduzindo em até 38% o consumo de energia do motor. Além disso, a estimativa é que os ônibus, assim como as baterias, tenham um tempo de vida útil de até 15 anos.

Mais detalhes como potência, capacidade, preço e até o design ainda não foram divulgados, mas devem ser liberados em breve. Afinal, a parceria, firmada há menos de um mês para viabilizar a produção nacional dos veículos, promete apresentar os novos ônibus elétrico e híbrido já em meados deste ano.

 Torres de transmissao de energia em Brasilia Foto: Daniel Marenco / Agência O Globo

O ano começou com um alerta para o setor de energia elétrica. O baixo volume de chuvas nos meses de janeiro e fevereiro vai pesar no bolso do consumidor e pode até afetar os índices de inflação. De acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que regula os contratos de compra e venda de energia no país, o atual cenário hidrológico vai gerar um déficit da ordem de R$ 22 bilhões para as usinas hidrelétricas, que, sem água em seus reservatórios, terão de comprar energia mais cara no mercado para honrar seus contratos. Daquele valor, 72% serão pagos pelos consumidores do mercado cativo (no qual não se escolhe o fornecedor da energia), como clientes residenciais e comerciais.

Assim, de acordo com cálculos feitos pela PSR Consultoria, o menor volume de chuvas e a maior geração de energia por usinas termelétricas vão resultar num aumento médio nas tarifas residenciais de 5% este ano. Rui Altieri, presidente do Conselho de Administração da CCEE, disse que o déficit previsto para 2019 reflete a perspectiva de um ano hidrológico ruim. Ele lembrou que, no ano passado, o déficit foi de R$ 15 bilhões.

— Em novembro do ano passado, a avaliação era que 2019 seria favorável. Mas, no início deste ano, as chuvas não vieram. O cenário fez a CCEE projetar esse impacto para as hidrelétricas, que precisarão comprar energia para honrar seus contratos. Esse é o cenário hoje. Essa exposição afeta as tarifas de energia do mercado cativo, afirmou Altieri.

Segundo Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel), do Instituto de Economia da UFRJ, o volume de chuvas neste início de ano é equivalente a 65% da média histórica nos locais onde estão os principais reservatórios. Com isso, as usinas hidrelétricas não vão conseguir gerar o volume contratado, sendo forçadas a comprar energia no mercado livre (de curto prazo), no qual a maioria é de usinas termelétricas, que têm um custo mais elevado.

— Esse impacto estimado de R$ 22 bilhões é um problema conjuntural importante, na medida em que pode levar a aumento das tarifas e da inflação. E isso pode se tornar uma preocupação para o Ministério da Economia. Isso já está na agenda do Ministério de Minas e Energia. E essa será uma das prioridades do governo, pois vai afetar o bolso do contribuinte, explicou Castro.

Segundo Luiz Eduardo Barata, diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), desde 2014 as chuvas não têm sido suficientes para recuperar os níveis dos reservatórios das hidrelétricas, obrigando o sistema a acionar cada vez mais termelétricas. E, se for necessário, o governo já está preparado para importar cerca de mil megawatts (MW) médios de energia, dos quais cerca de 600 MW da Argentina — se houver disponibilidade —, e outros 420 MW do Uruguai.

— Não tem risco de desabastecimento. Mas passamos a ter uma energia mais cara, disse Luiz Barata.

Recordes de consumo

Isso ocorre em um momento de alta no consumo de energia. Com o forte calor em janeiro, o consumo totalizou no país 73.090 megawatts (MW), o que representou aumento de 6,6% em relação a igual mês do ano passado. Em janeiro, foram registrados vários recordes de pico de consumo de energia, devido às altas temperaturas. O último foi no dia 30 de janeiro, quando, no início da tarde, chegou-se a registrar demanda de 90.525 MW.

Assim, o nível dos reservatórios nas regiões Sudeste/Centro-Oeste caiu de 34% para 26% do início de 2018 para janeiro de 2019. No Norte, o nível caiu de 53% para 36%, assim como no Sul, que passou de 82% para 36%. Somente o Nordeste teve alta: subiu de 20% para 42%. Continue reading

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Sabe o que não pode faltar no prato de milhões de brasileiros? Pois é, ele mesmo, o feijão. No entanto, o feijão preto, carioca, fradinho e até mesmo macassa, andam escassos na lista de compras.

Com a queda da produção, o quilo do alimento chega a custar R$ 10 em alguns supermercados. Salgado, entre janeiro e fevereiro deste ano, o aumento bateu a casa dos 30%.

De acordo com o economista Rafael Ramos, da Fecomércio, a previsão é de uma redução de quase 1,5% na safra deste ano. Com isso, vale a lei da oferta e da procura. Com menos produto no mercado, o valor aumenta. A dica é pesquisar.

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A equipe econômica prepara uma remodelação do Sistema Nacional de Emprego (SINE) que vai permitir que pessoas ou empresas invistam na operação dessas agências para intermediação de emprego. A meta de longo prazo é construir um sistema misto, com unidades operadas por Estados e prefeituras (hoje os únicos conveniados) e empresas privadas, que poderão ganhar dinheiro com os serviços prestados – cobrando apenas dos empregadores.

A adoção do modelo é o passo seguinte ao compartilhamento da base de currículos do Sine com empresas, na tentativa de melhorar os índices de sucesso na alocação dos trabalhadores nas vagas disponíveis, medida elencada nas prioridades dos cem primeiros dias do governo.

Apesar de uma rede com bastante capilaridade – são 1,4 mil em todo o País –, as agências do Sine responderam em média por apenas 3% das admissões formais registradas no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) em 2018. Há lugares com índice melhor, como o Ceará (12%), mas também há quem registre desempenho muito pior, como o Estado do Rio de Janeiro (0,6%).

“O Sine hoje é todo público, e a gente quer passar para um sistema misto, você poder abrir uma agência do Sine com o seu dinheiro e ganhar dinheiro com isso”, diz o secretário de Políticas Públicas de Emprego do Ministério da Economia, Fernando de Holanda Barbosa Filho.

Desempenho

No modelo atual, os governos estaduais e municipais firmam convênios com o governo federal para operar as agências do Sine. Para isso, recebem transferências em valores “bem modestos”, reconhece o secretário. A questão é que o dinheiro entra independentemente do desempenho das agências. “Temos dificuldades em captar a vaga (oferecida pelo empregador), nosso conveniado não tem nenhum estímulo, ele recebe o dinheiro arrumando ou não”, explica Barbosa Filho.

No modelo misto, os governos estaduais e municipais poderiam continuar operando, mas haveria um contrato de gestão para remunerar conforme o desempenho, ou seja, pela quantidade de pessoas que conseguiram emprego com a ajuda das agências. Esse contrato também seria firmado com os entes privados que quiserem operar dentro do Sine.

Os operadores das agências, públicos e privados, também poderiam cobrar pelos seus serviços – mas sempre do empregador. A mudança no modelo dependerá do envio, no futuro, de um projeto de lei. Por enquanto, os esforços da equipe estão concentrados em medidas que podem ser adotadas de imediato, sem depender do Congresso Nacional. Uma delas é a abertura da base de dados do Sine para as empresas de recrutamento.

O secretário assegura que as empresas recrutadoras não terão acesso a informações sensíveis, como nome, telefone, endereço, gênero ou raça. Só poderão operar com base em dados como escolaridade e experiência.

Por Ademar Rafael Ferreira (Papa) *

Ade maleu lapa-el – Ao sabermos que a diversificação é dos antídotos para reduzir riscos e garantir rentabilidade compatível com nossas expectativas. Como montar uma carteira de investimentos? Como fazer a distribuição dos recursos?

Papa – De início é importante destacar que a carteira deve ser compatível com o perfil do investidor: Conservador, moderado ou agressivo. Para os conservadores a maior parte deve ser alocada em ativos como Poupança, CDB e Renda Fixa e menor montante em Renda Variável; numa carteira de investidor moderado deve haver equilíbrio na distribuição e para os agressivos é recomendável distribuir os recursos em maior escala em Renda Variável e menor em Renda Fixa, este público raramente faz opção por Poupança e CDB. Os percentuais em cada grupo devem ser avaliados com o Gerente, observadas, entre outras, variáveis presentes nos cenários internos e externos.

Como já vimos anteriormente a Comissão de Valores Mobiliários – CVM é quem fiscaliza, normatiza, disciplina e desenvolve o Mercado, dela vem à classificação dos ativos. A Instrução CVM 555, em seu Artigo 108 nos ensina: “Quanto à composição de sua carteira, os fundos de investimento e os fundos de investimento em cotas, classificam-se em: Fundo de Renda Fixa; Fundo de Ações; Fundo Multimercado; e Fundo Cambial.”

Os Fundos de Renda Fixa transitam em todas as carteiras e os demais são indicados para os investidores moderados ou agressivos em dosagens compatíveis com cada perfil.

Por fim, alertamos que durante as negociações é salutar descobrir os percentuais das taxas de administração e de performance – se houver -, no caso de opção por Fundos de Investimento. Existem situações que tais taxas comprometem a rentabilidade

(*) – Transcrições extraídas de sites da CVM, INFOMONEY, INVESTIDOR e ANBIMA, textos complementares adaptados livremente pelo autor.

Petrobras eleva em 2,5% preço médio da gasolina nas refinarias

A Petrobras anunciou alta de 2,5% no preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias, válido para esta sexta-feira (08), para R$ 1,7287. Além disso, a estatal anunciou alta de 1,91% no preço do diesel, para R$ 2,1871, conforme tabela disponível no site da empresa.

Em dezembro, a Petrobras anunciou um mecanismo de proteção complementar em que ela pode alterar a frequência dos reajustes diários do preço do diesel no mercado interno em momento de elevada volatilidade, podendo mantê-lo estável por curtos períodos de tempo de até sete dias, ‘conciliando seus interesses empresariais com as demandas de seus clientes e agentes de mercado em geral’.

Já o hedge da gasolina, que passou a ser adotado em setembro, permite à empresa manter os valores estáveis nas refinarias por até 15 dias. Com informações do Estadão Conteúdo.