Economia

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O Banco do Brasil já fechou todas as 402 agências que estavam previstas no plano de reestruturação anunciado em novembro. De março de 2016 até março deste ano, 551 pontos de atendimento baixaram as portas. No mesmo período, o número de funcionários do banco foi reduzido em quase 10 mil, passando de 109.864 para 99.964.

Segundo Paulo Caffarelli, presidente do BB, o banco está em uma "busca incessante pela redução de despesas", mas não há nenhuma orientação para novos cortes de postos de trabalho.

"Agora, o seguinte: revisão de agências, revisão de processos, revisão de contratos e revisão de quadro, é sempre uma constante dentro da empresa", ponderou em entrevista a jornalistas nesta quinta-feira (11), em São Paulo.

As despesas administrativas do Banco do Brasil caíram 0,4% no primeiro trimestre de 2017 ante o mesmo intervalo do ano passado, de R$ 7,80 bilhões para R$ 7,77 bilhões. O plano de reorganização, mais focado no atendimento digital, pode gerar uma economia anual de R$ 3,798 bilhões, estima à companhia.

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As tarifas dos Correios vão subir em 7,48%. Com isso, nas modalidades de Carta não Comercial, Cartão Postal e Franqueamento Autorizado de Cartas Nacional, objetos com peso superior a 500g terão o mesmo preço de Sedex.

Hoje, a modalidade de Sedex é mais cara que carta, PAC e encomenda, mas demora menos para chegar ao destino. O retorno financeiro da estatal tem diminuído desde 2014. Houve um prejuízo de R$ 2,1 bilhões em 2015 e R$ 2 bilhões no ano passado. Em março, o ministro Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia e Comunicações) ameaçou vender a estatal caso ela não recuperasse sua situação financeira.

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A Agência Reguladora de Pernambuco (Arpe) autorizou um aumento médio de 5,99% para o preço do gás natural retroativo a 1º de maio. O Gás Natural Veicular (GNV) terá um reajuste de 6,08% com o metro cúbico saindo de R$ 1,0504 para R$ 1,1143. Esse é o preço que a Companhia Pernambucana de Gás (Copergás) revende o produto sem incluir os tributos e o custo da operação dos postos de gasolina.

Os clientes residenciais na faixa mais baixa – um consumo de 30 metros cúbicos por segundo – ficarão com um reajuste de 5,03%. Os outros percentuais aplicados para esse tipo de consumidor são: 5,28%, 5,39%,5,44% e 5,48%.

O reajuste varia dependendo do tipo de cliente. São 44 classificações diferentes na autorização divulgada no Diário Oficial do último sábado. A Arpe não disponibilizou o percentual para cada faixa de consumidor, publicando o novo valor do metro cúbico de cada um.

Os clientes comerciais, industriais e de serviços que consomem até 30 metros cúbicos por segundo terão 4,92% de reajuste. Procurada pela reportagem, a Copergás não se pronunciou.

"A Copergás justificou o reajuste por causa do aumento dado pela Petrobras na aquisição do produto e a recomposição da inflação", resume o diretor de Regulação da Arpe, Ricardo Fiorenzano. O atual reajuste refletiu uma alta de 6,55% no preço do gás vendido pela Petrobras e uma variação de 4,41% do IGP-DI da Fundação Getúlio Vargas (FGV), um dos índices que medem a inflação do País. "A Petrobras muda o preço do gás a cada três meses, mas isso não significa que vá ter um novo aumento", cita Ricardo. Isso só ocorrerá se o preço cobrado pela petrolífera impactar o lucro da Copergás.

O Globo

Cerca de 57,9 milhões de brasileiros, ou 28% da população, recebem algum tipo de pagamento diretamente do Estado. Fazem parte desse universo os 10 milhões de servidores ativos e inativos que têm governos municipais, estaduais e a União como pagadores no contracheque, além dos 33,8 milhões que recebem aposentadorias e benefícios do INSS. Somam-se a isso os 13,4 milhões de inscritos no Bolsa Família, além de alguns milhares de destinatários de repasses mais pontuais, como seguro-defeso e bolsas de estudo.

O volume de pagamentos chegou a R$ 941 bilhões em 2016, cerca de 15% do PIB daquele ano (de R$ 6,3 trilhões). No caso da remuneração de servidores de estados e municípios, a base considerada foi de 2015, a mais atual disponível. A maior folha de pagamento é a do INSS (R$ 507,8 bilhões anuais), seguida pela União (R$ 273,6 bilhões), estados (R$ 106,3 bilhões) e municípios (R$ 24,7 bilhões). Dos programas assistenciais, o Bolsa Família tem o maior orçamento (R$ 27,4 bilhões em repasses).

Na avaliação de especialistas, os números estratosféricos apontam que o Estado, que provê diretamente ou complementa a principal renda de praticamente um terço da população, é grande, mas nem sempre inchado. Eles chamam a atenção para a distribuição extremamente desigual dos recursos e como esse aspecto deve ser levado em consideração na análise do impacto dos pagamentos nas contas públicas.

Na avaliação de Raul Velloso, consultor econômico e ex-secretário do Ministério do Planejamento, a “grande folha de pagamento” da União hoje não tem paralelo no mundo ocidental. Os números apontam, segundo o especialista, uma dependência enorme das pessoas em relação ao Estado, com consequências nefastas nas escolhas políticas em virtude da posição do governo como patrão ou provedor principal.

— Duvido que haja um país desenvolvido na Europa que gaste tanto com pessoas em relação ao orçamento central como nós gastamos. Significa que as pessoas dependem muito do Estado, o que leva a uma captura mútua, afirma Velloso. — Os beneficiários capturam o político pelos seus anseios e o político captura o beneficiário-eleitor com medidas nem sempre adequadas naquele momento, aumentando salário, por exemplo.

Velloso ressalta, porém, que apesar de um grande número de destinatários dos pagamentos do governo, os valores repassados à maioria fazem parte do “bolo do salário-mínimo”. Ou seja, há uma massa de pessoas que recebem um valor extremamente baixo.

Impacto de servidores inativos

Entre os aposentados da iniciativa privada, mais de 70% ganham um salário-mínimo. E o teto não passa de R$ 5,5 mil. No caso dos cerca de 1 milhão de inativos da União, o pagamento médio girou em torno de R$ 10 mil por mês em 2016.

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O diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, disse nesta quinta-feira (04) em São Paulo, que o cenário mais provável é manter a bandeira vermelha em seu primeiro patamar (nível 1) pelo menos até o próximo período úmido, ou seja, até por volta de novembro.

A bandeira vermelha já foi estabelecida para os meses de abril e maio. Com isso, são adicionados R$ 3,00 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos. A bandeira vermelha possui dois patamares de cobrança.

Quando o custo das termoelétricas ligadas supera R$ 422,56 por megawatt-hora (MWh), a Aneel utiliza o primeiro patamar da bandeira vermelha, que adiciona R$ 3,00 a cada 100 kWh consumidos. Se o custo dessas usinas for superior a R$ 610,00 por MWh, o sistema atinge o segundo patamar da bandeira vermelha, cujo acréscimo é de R$ 3,50 a cada 100 kWh.

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O preço médio do litro de gasolina no país caiu pela quarta semana consecutiva e encerrou abril em R$ 3,626. Os dados são de levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP) com base em pesquisas feitas em 5.676 postos de combustível em todo o país.

A queda de preços ocorreu uma semana após a Petrobras anunciar o aumento do preço da gasolina nas refinarias. Antes disso, a empresa tinha reduzido em fevereiro o valor cobrado pelo combustível nas refinarias.

O preço médio da gasolina passou de R$ 3,629 para R$ 3,626 na semana encerrada no dia 29 de abril. O valor médio por litro praticado em abril nos postos de combustível brasileiros foi de R$ 3,635, abaixo dos valores registrados em fevereiro (R$ 3,755) e março (R$ 3,687), segundo informações da ANP.

Diesel e etanol

O preço do etanol caiu pela 15ª semana seguida e atingiu R$ 2,615 no fim de abril.

O diesel seguiu a mesma tendência. O preço caiu de R$ 3,015 para R$ 3,012. Nas últimas 14 semanas, o valor do diesel caiu em 13 e ficou estável em uma delas, segundo o levantamento da ANP.

Para calcular o preço médio do diesel e do etanol a ANP consultou valores praticados em, respectivamente, 3.500 e 5.055 postos de combustível na semana encerrada no dia 29.

Nova política da Petrobras

A Petrobras pratica desde outubro uma nova política de definição de preços dos combustíveis, com reuniões mensais para definir os valores da gasolina e do diesel nas refinarias.

Do PE Notícias

Sai pesquisa, entra pesquisa, os preços dos combustíveis sobem e eles dizem que desce e assim os consumidores de Afogados da Ingazeira fica sem saber se acredita ou deixa de acreditar nas pesquisas divulgadas. Uma coisa é certa, os pesquisadores enquanto estiverem fazendo suas pesquisas nas capitais e nas grandes cidades, o interior sempre pagará a conta, a maior prova está na pesquisa de preços dos combustíveis anunciada nesta segunda-feira. Para deixar claro, a gasolina em Afogados da Ingazeira ultrapassa, por baixo, os R4 3,90.

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A conta de energia será mais salgada para o pernambucano a partir deste sábado (29), com reajuste de 8,85% para o cliente residencial. Para a indústria, os percentuais de aumento vão variar com os seguintes percentuais: 4,04% (empreendimentos menores), 8,22% (empresas de porte médio) e 5,18% para as fábricas eletrointensivas (que consomem muita energia).

Os índices mais usados para medir o custo de vida do País, como o IPCA, do IBGE, e o IGP-M, da Fundação Getúlio Vargas, alcançaram, 4,57% e 4,86% no acumulado dos últimos 12 meses. Ou seja, os pernambucanos terão reajustes maiores do que a inflação. Também foi homologado um reajuste de 8,91% na taxa de iluminação pública, que recolhida na conta de luz e tem os seus recursos repassados às prefeituras. Numa conta de energia de R$ 100, a taxa de iluminação chega a R$ 18, caso o cidadão more no Recife. A cobrança dessa taxa varia de acordo com o município.

Os percentuais do aumento surpreenderam porque a própria Aneel realizou uma audiência pública e divulgou como percentuais preliminares: 2,35% para os clientes residenciais e uma queda, em média, de 1,28% para os grandes clientes, como a indústria. O relator do processo da Celpe e diretor da Aneel, André Pipetone da Nóbrega, explicou que os principais responsáveis pela diferença dos percentuais apresentados durante a audiência e os homologados foram os componentes financeiros.

Segundo a Aneel, não havia previsão na época da audiência pública, do risco hidrológico, que é a má situação dos reservatórios das principais hidrelétricas do País. A Aneel incluiu no atual aumento uma previsão de R$ 144,5 milhões para bancar o custo da energia que pode ficar mais cara com o acionamento das térmicas. Isso entrou em um item chamado componentes financeiros, que registrou uma variação de 5,12% e uma participação de 2,11% no cálculo do aumento.

A falta de chuvas no Sudeste vem preocupando o setor elétrico pelo menos desde 2013. No entanto, a assessoria de imprensa da Aneel informou, via e-mail, que “na época da audiência pública da Celpe, a agência ainda não tinha definido a metodologia para cobrança do risco hidrológico”. A audiência foi realizada no dia 8 de março último.

Outro fator que pesou no reajuste da Celpe foi à indenização com a transmissão de energia que começou a ser paga este ano para compensar a prorrogação das concessões. Ambas as iniciativas estavam previstas na antiga MP 579 lançada pela presidente Dilma Rousseff (PT) com a finalidade de reduzir em 20% a conta de luz de todos os brasileiros, o que não ocorreu. A indenização da transmissão e o risco hidrológico trouxe impactos, respectivamente, de 3,62% e 3,13% no aumento. Os dois juntos representaram 89% no reajuste final das tarifas, segundo informações da Celpe. A distribuidora tem 3,5 milhões de consumidores nos 184 municípios do Estado, atuando também em Fernando de Noronha.

É o segundo mês consecutivo em que vigora a bandeira vermelha / Foto: Celpe

As contas de luz vão continuar com a bandeira vermelha no mês de maio. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (28) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com a bandeira vermelha em seu primeiro patamar, serão adicionados R$ 3,00 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos. O sistema de bandeiras é atualizado mensalmente pelo órgão regulador, que avalia a situação dos reservatórios em todo o País para tomar uma decisão

"Como o sinal para o consumo é vermelho, os consumidores devem fazer uso eficiente de energia elétrica e combater os desperdícios", informou a Aneel.

É o segundo mês consecutivo em que vigora a bandeira vermelha. O recurso ficou acionado durante todo o ano de 2015 e nos meses de janeiro e fevereiro de 2016. De lá para cá, as contas mensais oscilaram entre bandeiras verde e amarela.

A bandeira vermelha possui dois patamares de cobrança. Quando o custo das termelétricas ligadas supera R$ 422,56 por megawatt-hora (MWh), a Aneel utiliza o primeiro patamar da bandeira vermelha, que adiciona entre R$ 3,00 a cada 100 kWh consumidos. Se o custo dessas usinas for superior a R$ 610,00 por MWh, o sistema atinge o segundo patamar da bandeira vermelha, cujo acréscimo é de R$ 3,50 a cada 100 kWh.

Em março, vigorou a bandeira amarela, que adiciona R$ 2,00 para cada 100 kWh consumidos. De dezembro a fevereiro, havia vigorado a bandeira verde, sem nenhuma cobrança adicional na conta de luz.

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (25), um reajuste de 7,62% nas tarifas da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe). Para consumidores conectados à alta tensão, o aumento será de 4,85%, e para a baixa tensão, de 8,87%.

O reajuste diz respeito ao quarto ciclo de revisão tarifária da companhia, processo feito de quatro em quatro anos com o objetivo de manter o equilíbrio econômico-financeiro da empresa.

As novas tarifas vigoram a partir de sábado, 29 de abril. A Celpe atende a 3,5 milhões de unidades consumidoras em 184 municípios de Pernambuco. A empresa pertence ao grupo Neoenergia.

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A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) se reúne hoje, a partir das 9h, e vai definir os percentuais de aumento da tarifa da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe). De forma preliminar, a instituição defende um reajuste de 2,35% para os clientes residenciais da distribuidora e uma queda de 1,28% para os grandes consumidores, como, por exemplo, a indústria. Os percentuais aprovados entrarão em vigor no próximo sábado.

Na reunião da diretoria da Aneel, o processo da Celpe será o sexto a ser julgado de uma lista de 39. Os índices citados acima foram divulgados antes da Aneel fazer uma audiência pública para explicar à sociedade como foram feitos os cálculos da agência. A audiência pública ocorreu no último dia 08 de março e depois disso foi dado um prazo para os interessados enviarem contribuições.

A Aneel analisou todas as contribuições enviadas para definir os percentuais a serem aprovados hoje. O aumento não é linear e cada tipo de consumidor tem um percentual diferente de reajuste.

IMPACTO

Os consumidores pernambucanos terão uma conta atípica em abril. Durante este mês, será aplicada uma redução de 15,31% da conta de luz por causa da retirada de uma cobrança indevida da energia produzida pela Usina Nuclear de Angra 3. Essa redução ocorrerá apenas na energia consumida nos 30 dias de abril.

Ainda este mês, a bandeira vermelha no patamar 1 voltou a ser cobrada. Isso significou um acréscimo de R$ 3 para cada 100 kWh consumidos. A tendência é a bandeira continuar vermelha pelo menos até novembro próximo porque a situação dos reservatórios das principais hidrelétricas do País continua crítica com a quantidade de água abaixo do esperado para a época.

O sistema de bandeiras foi instituído para repassar ao consumidor, já no mês seguinte, um pagamento extra, quando aumentam os custos de produção da energia. Com pouca água nos reservatórios, diretores da Aneel já afirmaram que a tendência é ocorrer a cobrança da bandeira vermelha até o fim deste ano. É torcer para chover. Caso contrário, a bandeira vermelha pode atingir o patamar 2 e a conta de luz ficar ainda mais alta para todos os brasileiros. 

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Diversos fatores podem influenciar a conta de luz e o consumidor deve estar atento às informações do setor para se programar e tentar economizar quando as condições estiverem menos favoráveis, como na vigência da bandeira vermelha, por exemplo, que encarece o preço da energia.

A fatura de eletricidade é composta por diversos itens, como o custo da geração de energia, da transmissão, além de impostos e encargos. Todos os anos, ela passa pelo processo de reajuste, que tem como objetivo corrigir os preços cobrados pelas distribuidoras. A cada quatro anos, em média, ocorrem à revisão tarifária, quando são revistas as regras de cálculo das tarifas e a transferência dos ganhos de produtividade das distribuidoras. No ano em que há a revisão tarifária, não é aplicado o reajuste anual.

Tanto os reajustes quanto as revisões tarifárias são definidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Recentemente, a agência tem estabelecido alguns percentuais negativos de reajustes, ou seja, o preço da energia para os clientes de algumas distribuidoras têm caído em vez de aumentar. Isso acontece quando a Aneel faz um ajuste dos valores que foram estimados no processo tarifário anterior.

Bandeiras

Além dos reajustes nas tarifas, desde 2015 a conta de luz sofre o impacto das bandeiras tarifárias, que refletem o custo de geração da energia. Quando chove menos, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar termelétricas para garantir o suprimento de energia no país. Nesse caso, a bandeira fica amarela ou vermelha, de acordo com o custo de operação das termelétricas acionadas. Em abril, a bandeira tarifária em vigor é a vermelha patamar 1, que significa um adicional de R$ 3 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

O presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales, explica que a bandeira tarifária não é um pagamento adicional, porque os consumidores já pagavam pelo uso das termelétricas, mas isso entrava no cálculo dos reajustes anuais. “Não é um pagamento adicional, é apenas mais alinhado no tempo com a realidade. Se você está acionando mais termelétricas hoje, está fazendo o pagamento tempestivamente, com a bandeira amarela ou vermelha.”

Indenizações

Outro fator que deverá aumentar a conta de energia nos próximos anos é o pagamento de indenizações às transmissoras de energia. O total, de R$ 62,2 bilhões, será pago pelos consumidores em oito anos. Em 2017, o impacto será de 7,17%, segundo a Aneel.

Essa indenização será necessária para remunerar os ativos das transmissoras de energia elétrica. A remuneração é uma gratificação paga pelos investimentos feitos pelas empresas que renovaram suas concessões antecipadamente em 2012, mas só recentemente a Aneel definiu como será feito o ressarcimento.

“Do ponto de vista do consumidor, isso é um incômodo absolutamente indesejável, mas é vital para a sobrevivência das empresas”, avalia Sales, lembrando que a indenização é uma consequência da Medida Provisória 579, que em 2012 determinou a renovação antecipada das concessões do setor elétrico.

Desconto

Por outro lado, os consumidores terão um alívio nas contas de luz de abril por causa da devolução de valores cobrados a mais no ano passado. Os percentuais de redução na tarifa que será aplicada em abril variam de 0,95% a 19,47% para 90 distribuidoras.

A devolução vai ocorrer porque o custo da energia proveniente da termelétrica de Angra 3 foi incluído nas tarifas do ano passado, mas a energia não chegou a ser usada porque a usina não entrou em operação. O valor total a ser devolvido será de R$ 900 milhões.

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As recentes mudanças que abrandaram as regras propostas na reforma da Previdência foram insuficientes para agradar aos parlamentares, que seguem pedindo uma ação mais incisiva do governo em ações para incrementar a arrecadação do INSS. Um dos alvos é a lista bilionária de devedores da Previdência Social. De acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), o estoque da dívida ativa previdenciária chegou a R$ 427,73 bilhões no fim do ano passado.

Três das cinco maiores devedoras estão falidas, de acordo com o acompanhamento da PGFN: Varig (R$ 3,7 bilhões), Vasp (R$ 1,7 bilhão) e Bancesa, banco cearense quebrado em 2004 (R$ 1,4 bilhão). Mas as outras duas estão em operação.

Uma delas é a JBS, segunda maior empresa de alimentos do mundo, com dívida de R$ 1,84 bilhão. Também está no “pódio” a Associação Educacional Luterana do Brasil (Aelbra), mantenedora da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), que recentemente enfrentou problemas financeiros e de gestão.

A elevada dívida previdenciária é tida como privilégio pelos parlamentares, que acusam o governo de não atacar o problema. Na lista de inadimplentes estão empresas ligadas ao poder público, como a Caixa Econômica Federal, com débito de R$ 549,5 milhões; os Correios, com dívida de R$ 378 milhões; e o Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (Ipergs), que cuida das aposentadorias dos servidores gaúchos. A dívida do Ipergs com o INSS é de R$ 395,5 milhões.

Expostos à pressão de diversas categorias contrárias à reforma, os parlamentares cobram uma reação do governo. O relator, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), inseriu em seu relatório um dispositivo que pode facilitar a cobrança de parte da dívida. Segundo a regra, os acionistas controladores, administradores, gerentes, diretores e prefeitos respondem solidariamente, “com seu patrimônio pessoal”, caso os pagamentos das contribuições sejam atrasados de forma intencional ou por culpa desse agente.

Além disso, o Congresso quer intensificar a fiscalização sobre os números da Previdência. O deputado Roberto de Lucena (PV-SP) vai protocolar, no início da próxima semana, uma Proposta de Fiscalização e Controle (PFC) na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público. A iniciativa prevê o apoio do Tribunal de Contas da União (TCU) para realizar auditoria que vai mirar as contas da Previdência e as dívidas.

“Estamos pagando a conta da má gestão dos recursos e jogando novamente para cima do trabalhador”, diz Lucena, cujo partido integra a base do governo do presidente Michel Temer. “A sociedade vai entender que a reforma é justa se ela também enfrentar privilégios”, afirma.

No Senado já há uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência que aguarda para ser instalada. A iniciativa partiu do senador Paulo Paim (PT-RS), mas foi endossada por aliados do governo, incluindo o líder no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Segundo Jucá, a CPI é importante para desmistificar de vez as diversas versões de a Previdência no Brasil “dá lucro e não está quebrada”.

‘Injustiça’

O argumento dos parlamentares é que, mesmo que parte desse valor não seja recuperável, é injusto endurecer as exigências de aposentadoria dos trabalhadores antes de ampliar o esforço para cobrar essa dívida. Os débitos dos 500 maiores devedores ultrapassam sozinhos os R$ 80 bilhões, segundo relatório da PGFN enviado à comissão especial da reforma da Previdência.

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Preço da a gasolina deve subir 1,2% ou R$ 0,04 por litro, em média / Foto: André Nery/JC Imagem

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (20) um aumento do preço do diesel nas refinarias em 4,3%, em média, e da gasolina em 2,2% em média. Os novos valores começam a ser aplicados a partir desta sexta-feira, 21.

Segundo a estatal, a decisão, do Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP), segue a política de preços anunciada em outubro de 2016. A Petrobras reafirma sua política de revisão de preços pelos menos uma vez a cada 30 dias.

"A decisão é explicada principalmente pela elevação dos preços dos derivados nos mercados internacionais desde a última decisão de preço, que mais que compensou a valorização do real frente ao dólar, e por ajustes na competitividade da Petrobras no mercado interno", informa a empresa.

A estatal destaca também que o comportamento dos preços de derivados foi marcado por volatilidade nos mercados internacionais em resposta a evento geopolítico, como o ocorrido na Síria.

"Os novos preços continuam com uma margem positiva em relação à paridade internacional, conforme princípio da política anunciada, e estão alinhados com os objetivos do plano de negócios 2017/2021", destaca a companhia.

A Petrobras lembra que a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados e que as revisões feitas pela empresa nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Isso dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis, especialmente distribuidoras e postos revendedores.

"Se o ajuste feito hoje for integralmente repassado e não houver alterações nas demais parcelas que compõem o preço ao consumidor final, o diesel pode subir 2,9% ou cerca de R$ 0,09 por litro, em média, e a gasolina, 1,2% ou R$ 0,04 por litro, em média", informa.

https://www.proteste.org.br/institucional/-/media/lobbyandpressproteste/images/imprensa/press-release/2015/mais%20uma%20conta%20para%20o%20consumidor%20e%20a%20energia%20vai%20subir%20mais/lat_reajuste-energia.png?h=330&w=500&la=pt-BR&hash=D6DC74C0BC600139DFAD76AB312C5A89433ED3F2

O consumidor pode ir preparando o bolso. A conta de luz ficará mais cara para os pernambucanos a partir do dia 29 de abril, quando entra em vigor o reajuste da Celpe. Mas não vai parar por aí. A seca do Sudeste vai deixar a energia com o preço mais alto durante todo o segundo semestre de 2017 por causa de um número maior de térmicas que deve entrar em operação, como sinalizou ontem o ministro de Minas e Energia, Fernando Filho. O governo federal já está analisando lançar uma campanha nacional para o uso consciente da energia com a finalidade de diminuir o consumo.

"O segundo semestre de 2017 deve ser bastante difícil do ponto de vista do fornecimento hídrico, mas não energético, pois nós temos energia para poder atender à população. Por ser um fornecimento que deverá depender de maior parcela de geração térmica, deverá ter um custo adicional", disse ontem o ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, no evento Concessões e Investimentos no Brasil: Novos Rumos, que ocorreu no Rio de Janeiro. Ele considera que o impacto da seca no custo de energia "deve ser perene" a partir de agora.

Em abril, todos os consumidores voltarão a pagar pela bandeira vermelha no patamar 1, implicando numa cobrança extra de R$ 3,00 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

O sistema de bandeiras estabelece uma cobrança extra na conta de energia já no mês seguinte, quando o custo da produção de energia fica mais alto, como quando ocorre quando as térmicas têm que produzir mais energia, substituindo as hidrelétricas que estão com os seus reservatórios em baixa. O motivo da alta é simples: as hidrelétricas produzem energia a partir da água, enquanto as térmicas utilizam o diesel ou o gás natural, que são mais caros, como matéria-prima.

A tendência é de que ocorra a cobrança da bandeira vermelha até novembro, segundo pelo menos dois diretores da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). No auge da crise hídrica de 2015, a bandeira vermelha chegou a ser cobrada no valor de R$ 5,50 no primeiro semestre daquele ano, quando entraram em operação as térmicas mais caras do sistema elétrico.

Segundo especialistas do setor, não há risco de racionamento de energia, porque as térmicas mais outros parques que foram instalados nos últimos anos, como os eólicos, dão conta do abastecimento.

AUMENTO

Além da bandeira vermelha de abril, os pernambucanos também terão o reajuste da Celpe que pode ficar em 2,35% para o cliente residencial da distribuidora, segundo números preliminares da Aneel. Os percentuais deverão ser definidos pela diretoria da agência numa reunião que vai ocorrer no próximo dia 25.

O consumidor também precisa prestar atenção na conta referente ao período de 1º a 30 de abril que deverá ter uma redução de 15,31% no preço porque será retirada, de uma única vez, uma cobrança indevida ligada à Usina Nuclear de Angra 3 que estava sendo embutida na tarifa.

Segundo uma simulação da Celpe, o valor com a tarifa reduzida de abril e mais a bandeira vermelha patamar 1 para um consumo de 100 kWh deve ficar numa cobrança de R$ 55,55 sem a taxa de iluminação pública para um consumidor residencial e com os impostos. Caso não houvesse a redução tarifária em função de Angra 3, esse valor seria de R$ 64,84.

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Programa garante mais produtividade a empresas  (Foto: EBC)

As mais de 3.500 empresas que se inscreveram, até 2016, no programa Brasil Mais Produtivo – coordenado pelo Ministério da Indústria e executado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) – não podem se queixar.

Elas tiveram, em média, 52,7% de aumento de produtividade, 56,5% de aumento da qualidade dos produtos, média de quatro meses para retorno do valor investido e elevação de lucro líquido de, em média, dez vezes o valor investido, de acordo com levantamento realizado.

Empresas dos setores de vestuário, calçados e alimentos foram as que mais se engajaram no programa. Elas realizam um investimento de R$ 3 mil e recebem um subsídio de R$ 15 mil para implantar o programa. A expectativa é que até o fim do ano outras 3 mil empresas embarquem no programa.