Educação

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A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) caiu entre cinco e nove posições no ranking das melhores universidades da América Latina divulgado pela revista britânica Times Higher Education (THE). No ano passado, a universidade estava localizada entre a 26ª e a 30ª posição, mas desceu para o 35ª posto em 2018. A UFPE, que ocupava a melhor posição entre as instituições de ensino superior do Nordeste, foi ultrapassada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), que agora está em 30º lugar. Procurada, a UFPE não respondeu até o fechamento da matéria.

Apesar da queda da UFPE, o Brasil continuou na liderança do ranking de universidades latino-americanas. Pelo segundo ano consecutivo, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) se manteve na ponta. O ranking de reputação acadêmica reforça as universidades brasileiras como as melhores da região – há cinco no top 10. Mais nova e com metade do orçamento, a Unicamp fica à frente da Universidade de São Paulo (USP) especialmente pelas parcerias com a indústria para produzir conhecimento. A avaliação usa 13 métricas, em quatro áreas: ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e perspectiva internacional.

A USP ainda tem desempenho melhor, mas bem próximo ao da Unicamp, em ensino e internacionalização. “A Unicamp sempre teve essa vocação e proximidade com a indústria. Precisamos buscar mais essa alternativa de recurso, especialmente em um momento de crise financeira”, diz o reitor da instituição, Marcelo Knobel.

Mesmo com perda de posições, UFPE destaca melhora na pontuação

Embora a UFPE tenha perdido posições no ranking, a universidade aumentou sua pontuação, passando de 53,1-54,9 (intervalo) para 60,5. Por área, o desempenhou ficou assim: Ensino (ambiente de aprendizagem) subiu de 66,1 para 73,4; Pesquisa (volume, renda e reputação) foi de 52,4 para 66,4 e Citações (influência da pesquisa), de 41,6 para 48,7.

Na perspectiva internacional, no entanto, houve diminuição na nota. No quesito pessoal, estudantes e pesquisa caiu de 24,6 para 23,5. Na renda da indústria (transferência de conhecimento) reduziu de 70,1 para 45,8. A UFPE não comentou a queda nos números.

Crise econômica traz riscos para instituições

Apesar de o País ter 43 entre 129 universidades selecionadas, a THE alerta que, “apesar do domínio regional”, a situação econômica traz riscos. “A profunda pressão financeira sobre suas universidades está prejudicando desempenho e atratividade no cenário global e colocando em risco seu imenso potencial”, diz Phil Baty, diretor de Global Rankings.

Dentre as instituições que perderam posição estão as federais do Rio (UFRJ), do ABC (UFABC), de Pernambuco (UFPE), do Ceará (UFC), de Goiás (UFG) e do Rio Grande do Norte (UFRN). “Estamos a quatro anos acumulando redução no recurso para investimento e congelamento na verba para manutenção. O impacto não é imediato, mas já começa a ser sentido”, diz Emmanuel Tourinho, presidente da associação de reitores (Andifes).

Em nota, o Ministério da Educação (MEC) afirma que não comenta por desconhecer a metodologia. Mas diz não haver “cortes” este ano nem faltar verba para as federais. O ranking completo pode ser conferido neste link.

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O Campus Afogados da Ingazeira, do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), foi destaque no resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2017. Das escolas públicas da Região do Pajeú, que engloba os municípios de Afogados da Ingazeira, Serra Talhada, Triunfo, Carnaíba, Itapetim, Tabira, Quixaba, Tuparetama, Santa Terezinha, Brejinho, Flores, Santa Cruz da Baixa Verde e Ingazeira, o IFPE – campus Afogados da Ingazeira ficou em primeiro lugar no resultado global por escola do Enem 2017.

Já englobando as escolas públicas e privadas da Região do Pajeú, o campus Afogados da Ingazeira ocupa a terceira posição na lista, ficando atrás apenas do Colégio de Aplicação da Fac Form Professores e do Colégio da Imaculada Conceição, ambos de Serra Talhada, e que ocuparam a primeira e segunda posição, respectivamente. Quanto à Rede Federal de Educação Profissional em Pernambuco, que inclui os campi do IFPE e do IF Sertão-PE, o campus Afogados da Ingazeira está em quarto lugar. o IFPE-Recife, o IFPE-Garanhuns e o IF Sertão-Petrolina ocuparam as primeiras posições, respectivamente.

De acordo com Williams Costa, diretor de Ensino do campus Afogados da Ingazeira, esse resultado no Enem 2017 é uma grande conquista para o IFPE – campus Afogados, considerando que foi a primeira vez que os alunos do campus participaram da edição desse exame, e já conseguiram nessa oportunidade de estreia obter um resultado tão satisfatório. “Isso mostra que uma instituição de formação integral, além da pesquisa, extensão e monitoria e de um todo um conjunto de habilidades que o estudante adquire ao longo dos quatro anos, consegue ter bons desempenhos no Enem. Nós preparamos os alunos para a vida, para uma formação cidadã. Isso é reflexo de um comprometimento do corpo administrativo e docente, da maturidade e determinação dos estudantes e também de muita dedicação e trabalho dos nossos professores que fazem jus ao propósito formador da instituição”, ressalta Williams.

Acesse aqui o ranking completo

Estudantes do Ensino Médio regular e profissionalizante de escolas públicas e privadas de todo Pernambuco já podem se inscrever para as edições 2018 das olimpíadas pernambucanas de Física, Foguetes e Astronomia do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE). As inscrições devem ser feitas nas escolas participantes até o dia 10 de setembro.

Escolas interessadas em participar preencher formulário específico, informando os dados do professor-representante para cada uma das três competições. O docente fica responsável por inscrever os alunos, aplicar e corrigir as provas. O formulário deve ser enviado por e-mail para endereço informado em cada um dos regulamentos.

Os estudantes receberão certificados de participação e serão classificados conforme a pontuação, podendo receber medalhas de ouro, prata ou bronze. As competições funcionam como etapa preparatória para as olimpíadas nacionais e internacionais nas três áreas. O cadastro das escolas e alunos é gratuito.

A Olimpíada Pernambucana de Astronomia e Astronáutica (OPA) e a Olimpíada Pernambucana de Foguetes (OpeFog) estão programadas para o dia 21 de setembro. Já a Olimpíada Pernambucana de Física (OpeF) ocorre no dia 28 do mesmo mês. Mais informações no site do instituto.

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Alunos do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental que gostam de matemática têm a oportunidade de participar, de 25 de julho a 30 de setembro, da II Olimpíada BRICSMath, uma competição internacional online da disciplina. Na primeira edição da BRICSMath, em novembro de 2017, foram mais de 670 mil estudantes inscritos.
Com o objetivo de promover habilidades de pensamento, interesse crescente no estudo das ciências exatas e união de diferentes nações, a olimpíada é aberta a estudantes dos países que compõem o conglomerado econômico dos emergentes, definido pela sigla BRICS: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

O lançamento solene da BRICSMath será no próximo dia 25, em Johannesburgo, na África do Sul. Líderes dos cinco países participarão da solenidade. Depois de desejar boa sorte aos participantes, os convidados de honra apertarão o botão “Iniciar” e a olimpíada automaticamente começará nas escolas.

Os exercícios são interativos, na forma de jogos, de maneira compreensível para as crianças, o que visa desenvolver um raciocínio criativo, ao mesmo tempo em que não exige um profundo conhecimento do currículo escolar. Para participar da olimpíada, basta ter um computador ou tablet com acesso à internet. Cabe ao professor da turma cadastrar no site os alunos que manifestarem interesse.

O formato online da BRICSMath é gratuito e dá a cada criança oportunidade de testar seus conhecimentos, independentemente da localização geográfica e dos níveis de aprendizagem e social. As tarefas estarão disponíveis em cinco idiomas.

Etapas

A competição acontece em duas etapas: navegação de teste, de 25 de julho a 10 de setembro; e navegação oficial, de 11 a 30 de setembro. Os resultados da primeira etapa, que é uma oportunidade de motivação aos alunos, não influenciam na navegação oficial – esta oferece ao candidato 60 minutos para resolução dos exercícios, durante o período de participação.

Terminada a Olimpíada BRICSMath, todos os estudantes vão receber um diploma, que estará disponível na conta pessoal, para serem impressos e distribuídos pelos professores.

Os professores devem registrar seus alunos no site da olimpíada, escolher o país, idioma e ano escolar e, depois do cadastro, imprimir e distribuir aos estudantes os logins e senhas. Os alunos precisam utilizar esses dados para entrar no site e resolver os exercícios.

Clique aqui para entrar no site da BRICSMath e fazer sua inscrição.

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Cada passo dado em direção à sala de aula é um ato de resistência para quem optou pela carreira de professor. A baixa remuneração, a falta de reconhecimento e de boas condições de trabalho põem em cheque a valorização da profissão no País. O reflexo disto é a queda no número de jovens que visam o magistério como futuro. De acordo com o relatório Políticas Eficientes para Professores, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apenas 2,4% dos estudantes secundaristas, na faixa dos 15 anos, pretendem ser professores. O número é ainda menor que o registrado há dez anos, quando 7,5% queriam seguir a profissão.

A pesquisa fez o levantamento de outros países. No geral, apenas 4,2% dos adolescentes dessa faixa etária querem seguir no magistério. Uma queda de 1,8% em relação ao levantamento anterior. “Essa desvalorização do professor não nasceu de uma hora para outra. No geral, em todos os países pesquisados há um contexto histórico da perda de valor da profissão”, enfatiza a gerente de projetos da ONG Todos Pela Educação, Caroline Tavares, em entrevista ao Jornal do Commercio.

No ano passado, a instituição fez a pesquisa “Repensar o ensino médio”, em avaliação da educação básica no País. Nela, mais de 33% das pessoas desistiram das salas de aula por causa da queda do valor da carreira. “No levantamento podemos perceber que há uma desvalorização da sociedade, do governo e dos próprios alunos em relação aos professores no País”, afirma a gerente.

De acordo com Caroline Tavares, não há uma solução imediata para deixar a categoria mais atrativa. Ela propõe um conjunto de políticas que podem, a longo prazo, sanar algumas deficiências da área. “Não é apenas salário. São soluções que podem ser revistas para a área. As políticas de atratividade são os primeiros caminhos. Atrair os melhores para a área da docência é o primeiro passo. Depois tem que rever as próprias matrizes curriculares. As universidades precisam de uma melhoria no preparo dos futuros docentes para o mercado. O terceiro ponto seria essa formação complementar dentro da carreira, que o Estado poderia oferecer”, frisa Tavares.

PERNAMBUCO

Se o cenário da categoria no Brasil é ruim, a situação em Pernambuco é ainda pior. Com salários abaixo de outras categorias, os professores pernambucanos lutam pelo reconhecimento da classe, como afirma o tesoureiro do Sindicato dos Professores do Estado de Pernambuco (Sinpro), Paulo César Lopes. “Geralmente, os estados do Nordeste pagam ainda menos que os outros estados do Brasil. A gente tem a exceção do Maranhão, que conseguiu ajustar um piso salarial muito acima do nacional”, afirmou. 

Segundo Paulo César, o desafio é ainda maior para os docentes das redes particulares, principalmente as escolas menores. “Muitas vezes, há uma disparidade muito grande entre os salários de professores da rede públicos e os da rede particular. Nosso desafio é de que as escolas menores, as de bairro, cumpram as horas/aulas estabelecidas no piso. O que o normal seria de R$ 15 h/a, essas escolas oferecem R$10”, enfatiza o membro do Sinpro.

Além da disparidade salarial, outro percalço encontrado é desigualdade de oportunidade entre as licenciaturas em Pernambuco. O Espanhol, que foi estabelecido como disciplina obrigatória na matriz curricular em 2005, foi retirada do currículo obrigatório da rede estadual no ano passado. O reflexo: menos oportunidades para os profissionais que escolheram a área como formação.

Apesar da negativa nas estatísticas, o estudante de licenciatura em Português e Espanhol, Carlos Eduardo, de 24 anos, segue confiante no ofício que escolheu. “As experiências que passei no ensino fundamental – I e II foram de extrema importância para a escolha. Foi nesse processo que optei fazer licenciatura, pois minhas professoras me possibilitaram a inserção no mundo da leitura, assim como das palavras. Nesse sentido, pude perceber o quanto um professor pode contribuir na vida de um aluno através de suas práticas pedagógicas”, conta. 

A estudante de Química, Danylla Teles, frisa a vantagem de ser uma área com mais demanda no mercado. “O mercado apresenta uma facilidade para profissionais formados, apesar de competir com outros profissionais, por exemplo, engenheiros. Apesar disso, consegui bolsa na área de pesquisa ainda no 2° período do curso, no 4° período fui selecionada para a vaga de professora em um pré-vestibular”, relata.

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As crianças mineiras estão pagando a conta da crise fiscal do Estado. Há aquelas que estão sem aulas desde março e outras que, uma vez por mês, sempre que o salário de seus professores atrasa, também precisam ficar em casa por causa da greve dos docentes.

O caso mais grave é na região do Vale do Mucuri, no nordeste de Minas Gerais. Lá, o transporte escolar, pago pelo Estado e operado pelos municípios, foi cancelado. Na cidade de Ladainha, onde a zona rural corresponde a 75% do município, o combustível para os ônibus escolares acabou em março e as crianças não conseguem chegar até as escolas, que atendem cerca de 3 mil alunos.

A agricultora Rosa Alves, de 42 anos, não sabe se os quatro filhos vão conseguir voltar às aulas até dezembro. “A gente sempre trabalhou na roça e sabe que a vida é muito difícil para quem não tem instrução. Queria que as minhas crianças tivessem uma vida mais fácil do que a minha, mas isso parece cada dia mais difícil. Todo dia, me perguntam quando vão voltar para a escola”.

“Este ano letivo já está praticamente perdido para as crianças”, diz o prefeito, Walid Nedir (PSDB). “Recebemos a verba do ano passado atrasada em fevereiro e conseguimos comprar combustível até março. Depois disso, ficamos sem condições. Como a maioria mora longe da escola, não vale a pena manter as aulas.”

O presidente da Associação Mineira de Municípios, Julvan Lacerda, prefeito de Moema pelo PMDB, afirma que R$ 6,7 bilhões em repasse às cidades do Estado estão atrasados. “Cerca de 70% dos municípios têm menos de 12 mil habitantes e dependem da verba repassada pelo governo estadual”.

Paralisação

Desde o último dia 6, os professores do Estado estão em greve. Em junho, eles também já haviam parado por 15 dias. “Já houve seis paralisações neste ano”, conta a professora Maria Luiza Mota (foto), de 59 anos. Na última sexta-feira, ela recebeu R$ 1,5 mil, pouco menos da metade de seu salário. Até junho, o governo fazia, no início do mês, um pagamento de R$ 3 mil a todos os servidores – aqueles com salários maiores recebiam outras parcelas depois. Neste mês, a situação se agravou e o valor foi reduzido pela metade. “A gente paga nossas contas com juros, não tem outra solução”, diz Maria Luiza.

A professora tem ainda um consignado cujas parcelas são de R$ 235. Apesar de o governo estar descontando o valor do salário de Maria Luiza, tem atrasado o repasse para o banco. “Todo dia, recebo ligação de cobrança.”

A situação dos professores aposentados é ainda mais delicada. No começo de junho, quando deveriam ter recebido a primeira parcela do benefício, caíram só R$ 500 em suas contas bancárias. Segundo o governo, a greve dos caminhoneiros fez com que a arrecadação nos dez primeiros dias daquele mês diminuísse em R$ 340 milhões, prejudicando os pagamentos dos servidores inativos.

“Chorei quando vi só R$ 500 depositados. A dignidade vai lá embaixo. Enquanto isso, nos outros poderes, todo mundo ganha aumento”, diz a aposentada Rita de Cássia Gieseke, de 68 anos.

O programa que deveria ser a porta de entrada para um curso superior tem gerado incertezas e ociosidade. O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) enfrenta uma crise, em grande parte, causada pela desconfiança dos estudantes. Após experimentar um grande crescimento até 2014, com o maior montante de contratos firmados, a iniciativa do governo federal não atrai mais candidatos como antes. Há oferta de vagas sem interessados, e a inadimplência está em alta.

Segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), ligado ao Ministério da Educação (MEC), dos 613.962 contratos em amortização neste ano (que vem sendo pagos pelos já formados), 59% estão inadimplentes, ou seja, há 364.063 contratos com, pelo menos, um dia de atraso no pagamento.

O percentual é bem maior do que o registrado no auge do programa, em 2014. Naquele ano, havia 732.674 contratos em amortização, e o percentual de inadimplência era de 38%, já considerado alto pelos especialistas. Mas, em 2017, do total de 521.590 contratos, 53% eram pagos com atraso.

Além da inadimplência, o programa enfrenta o desinteresse pelo financiamento. Pelas projeções da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), apenas 30 mil das 80 mil vagas oferecidas para o primeiro período letivo foram preenchidas — ociosidade que chega ao patamar de 62,5%.

Para o vice-presidente da Abmes, Celso Niskier, o problema atual do Fies não se explica somente pelo desinteresse dos estudantes, mas pelos erros na formulação das regras.

— A redução no número de ingressantes verificada nos últimos anos é, na verdade, resultado das alterações promovidas no programa pelo governo federal que iniciaram em 2015 e foram concluídas no final de 2017. Foram mudanças que retiraram o caráter social do programa, conferindo a ele o caráter eminentemente fiscal e financeiro, tornando-o inacessível para uma parcela significativa dos estudantes que necessitam do suporte do poder público para conseguir acessar a educação superior, afirmou.

Quatro socioeducandos do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, deram um importante passou para a reinserção social. Os jovens concluíram o curso de Eletricidade Veicular do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFPE), campus Caruaru. Ao todo, os adolescentes tiveram 44 horas/aula, através de uma parceria entre o IFPE e a Fundação de Atendimento Socioeducativos.

Pelo bom comportamento e comprometimento com o curso, os socioeducandos conseguiram com a Justiça a progressão das medidas. Um deles conquistou a liberdade antes do final da formação. Os outros três que ainda cumpriam o regime de internação no Case tiveram a liberdade assistida através da prestação de serviços comunitários.

As aulas aconteciam duas vezes por semana, nas segundas e nas quartas-feiras, de 8h às 12h, no Campus do IFPE em Caruaru, durante pouco mais de um mês. Por conta da oportunidade, os jovens esperam agora conquistar um espaço na sociedade. “Agradeço esse apoio que vocês me deram. Saindo do Case, a gente vai fazer diferente. O que fizemos de errado é passado. Agora é vida nova e mundo novo”, declarou o socioeducando W.S.

As formações dos quatro adolescentes foram as primeiras da parceria entre a Funase e o IFPE. Por conta do desempenho obtido durante o curso, a medida tem grandes chances de continuar. “Essa certificação dá bastante alegria para esta casa de educação. Este é um projeto que foi pensado com muito respeito e sensibilidade. É uma parceria que queremos continuar”, destacou Elaine Rocha, diretora do IFPE Caruaru.

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O campus do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), em Afogados da Ingazeira, divulgou nesta quinta-feira (05), o novo calendário acadêmico dos cursos técnicos subsequentes e integrados do 1º semestre de 2018.

Também foi divulgado um calendário de reposição para 2018.

Acesse aqui o Calendário de Reposição 2018

Acesse aqui o Calendário Acadêmico 2018.1 

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O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE) divulgou o gabarito preliminar do Vestibular 2018.2. As provas para os cursos nos 16 campi da instituição foram realizadas na manhã deste domingo (1º). De acordo com o IFPE, mais de 7 mil candidatos se submeteram ao processo seletivo, disputando as 2.585 vagas para os cursos técnicos e superiores. O gabarito definitivo será divulgado na próxima quinta-feira (05). Dos 8.972 inscritos, 1.688 não compareceram aos locais de prova, o que equivale a 18,8%.

O gabarito preliminar pode ser conferido no site da Comissão de Vestibulares e Concursos. Nesta segunda-feira (02), os candidatos poderão interpor recursos. O listão será divulgado no dia 11 de julho. Para os candidatos que concorrem a uma vaga em um curso superior da instituição, o tema da redação foi: “Como garantir o cumprimento dos Direitos Humanos no Brasil?”. Este ano, mais de oito mil pessoas se inscreveram. Os candidatos às vagas dos cursos técnicos realizaram uma prova de 30 questões, com três horas de duração. Já os que concorrem a uma vaga em um curso superior fizeram uma prova com 50 questões, mais uma redação, com quatro horas de duração.

Curso mais concorrido

Neste semestre, o mais concorrido é o de Técnico de Enfermagem, com 11,93 candidatos por vaga. O curso, da modalidade subsequente (que exige o Ensino Médico completo) é ofertado pelo Campus Abreu e Lima. O segundo mais concorrido é o Técnico em Eletrotécnica, do Campus Recife, com uma concorrência de 8,05 por vaga. Em terceiro lugar está o Técnico em Segurança do Trabalho, também do Campus Recife, com um total de 7,92 candidatos por vaga.

Dos cursos superiores, o mais concorrido é o de Tecnologia em Gestão da Qualidade, do Campus Igarassu, que está sendo oferecido pela primeira vez na unidade. Em caso de dúvidas, os candidatos podem entrar em contato com a Comissão pelo e-mail cvest2018@reitoria.ifpe.edu.br ou pelo telefone (81) 2125.1724.

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O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE) realiza, amanhã, as provas do vestibular 2018.2. Ao todo, 8.972 candidatos concorrerão a 2.585 vagas, distribuídas em 42 cursos técnicos e superiores, ofertados em 16 cidades.

As provas terão início às 9h, mas a recomendação da Comissão de Vestibulares (Cvest) é que os candidatos cheguem ao local de prova com uma hora de antecedência. 

Os candidatos devem levar o cartão de inscrição (disponível para impressão no site cvest.ifpe.edu.br), um documento de identificação com foto (RG, carteira de trabalho, carteira de reservista, por exemplo), e caneta esferográfica azul ou preta. Os candidatos de cursos técnicos serão submetidos a uma prova de 30 questões e com três horas de duração. Já os candidatos às vagas dos cursos superiores terão quatro horas para finalizarem a prova de 50 questões, mais uma redação. Os inscritos para o Curso Técnico Subsequente em Instrumento Musical, em Barreiros, serão submetidos a uma Avaliação Específica em Música (AEM), de caráter classificatório. Essa avaliação será realizada no campus Barreiros, também amanhã, das 14h às 17h.

O gabarito preliminar será divulgado ainda no domingo, e o dia 2 de julho será reservado à interposição de recursos. O gabarito definitivo será publicado dia 5 de julho e o listão dos aprovados, no dia 11.

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Os estudantes do 3º ano do ensino médio serão avaliados no ano que vem em língua portuguesa e matemática. Os estudantes do ensino médio eram avaliados de forma amostral. A partir de 2017, a prova passou a ser censitária, aplicada em todas as escolas públicas. A avaliação seguirá com esse formato. 

Com a aprovação da BNCC para o ensino médio, atualmente em discussão no Conselho Nacional de Educação (CNE), a intenção é que esses estudantes passem, no futuro, a ser avaliados também em ciências humanas e da natureza. 

As avaliações não serão obrigatórias para as escolas particulares, mas aquelas que quiserem poderão aderir ao sistema. “Nós estamos discutindo avançar a necessidade da avaliação em todas as escolas privadas. É uma agenda que o MEC vai discutir com a sociedade nos próximos dias para que a gente coloque sempre um olhar de qualidade para a educação pública e também para as escolas privadas”, disse o ministro da Educação, Rossieli Soares. 

A partir do ano que vem, os questionários aplicados a professores, dirigentes e diretores escolares, com exceção dos aplicados aos estudantes, serão eletrônicos.

O Inep testará de forma piloto a aplicação eletrônica da própria avaliação aos estudantes. A versão digital será testada em algumas escolas.

Os estudantes farão a prova regular e, além disso, a versão eletrônica, apenas para teste. 

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Foi divulgada, nesta quinta-feira (28), a concorrência do Vestibular 2018.2 do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE).  Nesta edição, 8.972 inscritos concorrerão a 2.585 vagas, distribuídas em 42 cursos técnicos e superiores, em 16 cidades (Abreu e Lima, Afogados da Ingazeira, Barreiros, Belo Jardim, Cabo de Santo Agostinho, Caruaru, Garanhuns, Igarassu, Ipojuca, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Palmares, Paulista, Pesqueira, Recife e Vitória de Santo Antão).

O curso mais concorrido entre todos os ofertados no Vestibular 2018.2  é o de Técnico em Enfermagem, oferecido na modalidade Subsequente (que exige o Ensino Médio completo), pelo Campus Abreu e Lima. Foram registrados  11,93 candidatos por vaga. Ainda entre os subsequentes, a segunda posição ficou com Técnico em Eletrotécnica, do Campus Recife, com uma concorrência de 8,05 por vaga, e a terceira foi do curso Técnico em Segurança do Trabalho, oferecido no mesmo campus, com um total de 7,92 candidatos disputando cada uma das vagas ofertadas.

Na modalidade Integrado ao Ensino Médio, os três cursos mais procurados são ofertados no Campus Recife. Em primeiro lugar, ficou o Técnico em Química, que registrou 10,82 candidatos por vaga. Na sequência, estão os cursos técnicos em Segurança do Trabalho (7,38 candidatos/vaga) e Edificações (7,08 candidatos/vaga).  

O Vestibular IFPE 2018.2 também trouxe oportunidades em dois cursos superiores. O mais concorrido é o de Tecnologia em Gestão da Qualidade, do Campus Igarassu, que está sendo oferecido pela primeira vez na unidade, com 5,61 candidatos por vaga ofertada.

PROVAS

A prova está marcada para este domingo (1º).  Ao chegar ao local de prova, é imprescindível apresentar o cartão de inscrição junto com um documento oficial com foto.  A Comissão de Vestibulares e Concursos (Cvest) também recomenda que os candidatos visitem seus locais de prova com antecedência, a fim de evitar eventuais intercorrências.

CVEST 

No site da Comissão do Vestibular (cvest.ifpe.edu.br), os interessados podem conferir as listas de todos os cursos e suas concorrências, além da relação candidato/vaga para os que irão disputar o certame na condição de cotista. Na página da CVEST também é possível acessar e imprimir o cartão de inscrição, além de conferir o local de prova.

Em caso de dúvidas, os candidatos devem entrar em contato com a Cvest pelo e-mail: cvest2018@reitoria.ifpe.edu.br ou pelo telefone (81) 2125.1724. 

Consulte a concorrência do Vestibular 2018.2 

Concorrência por curso 

Concorrência por cotas

CRONOGRAMA
Provas: 01/07
Listão: 11/07

QUANTITATIVO DE VAGAS
Técnicos Subsequentes – 2.074 vagas
Técnicos Integrados – 400 vagas
Técnico Integrado Proeja – 40 vagas
Cursos Superiores – 71 vagas

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Os candidatos as 2.585 vagas ofertadas pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE) através do Vestibular 2018.2 já podem acessar o Cartão de inscrição pelo site da Comissão de Vestibulares e Concursos (Cvest). Liberado nesta segunda-feira (25), o cartão deve ser impresso pelo candidato e apresentado no dia da prova.

Os feras devem conferir atentamente todos os dados cadastrais, como nome completo, data de nascimento, CPF, RG, filiação, endereço, telefone, situação de cotista ou não cotista. Caso os candidatos identifiquem alguma divergência, deverão retificar o cartão de inscrição no site da Cvest até esta terça-feira (26).

A prova do Vestibular 2018.2 será realizada no dia 1º de julho e é imprescindível a apresentação do cartão impresso, junto com um documento oficial com foto. A concorrência dos cursos será divulgada nos próximos dias.

Em caso de dúvidas, os candidatos devem entrar em contato com a Cvest pelo e-mail cvest2018@reitoria.ifpe.edu.br ou pelo telefone (81) 2125.1724.

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Estudantes do Curso Integrado de Técnico em Informática do campus Afogados da Ingazeira foram destaque na primeira fase da 20ª Olimpíada Brasileira de Informática (OBI). Os alunos Daniel Eufrásio Pereira, Geovana Maria dos Santos, João André Ferreira Leite, Kaline Nunes de Lima, Raniel Anselmo Bonfim, José Anderson Amorim Estevão e Maria Alice Pereira dos Santos obtiveram um excelente resultado na modalidade Programação nas suas respectivas categorias.

Na categoria “Programação Nível 1” (referente aos alunos do primeiro ano), dos 7 competidores classificados no estado de Pernambuco, 4 são estudantes do IFPE/Afogados da Ingazeira: Daniel, João André, Raniel e Maria Alice, sendo esta, a que teve a maior nota do estado na primeira etapa em sua categoria. Todos os sete já realizaram também a 2ª etapa, e agora esperam o resultado para se prepararem para a terceira e última fase, prevista para agosto deste ano.

Kaline Nunes, do 3º período, revela que nunca tinha participado de uma olimpíada, e aprovou: “Foi algo novo para mim, achei interessante porque mostra novos ares, novas oportunidades de crescer no que você está fazendo”. Maria Alice, do 1º período, ficou surpresa com a prova: “Não achei a prova muito fácil, e me surpreendi com o resultado. Nunca imaginei que eu fosse atingir essa nota. Isso abre muitas possibilidades para mim, que no futuro pretendo ser uma programadora”.

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José Anderson, do 5º período, que já participou do evento no ano passado, inclusive chegando até a fase nacional, repetiu novamente a experiência: “Eu gosto muito dessa olimpíada porque faz você pensar, usar sua criatividade no código que é ensinado aqui no campus. Tenho esperanças de chegar novamente na fase nacional, e quem sabe internacionalmente, e poder também incentivar outros colegas a participarem”.

Victor Cavalcanti, um dos professores de Informática do campus do IFPE em Afogados da Ingazeira, diz que o engajamento dos alunos em uma competição como a OBI com certeza pode trazer muitos benefícios para a carreira deles, sendo uma grande oportunidade para colocarem os seus conhecimentos em prática e consolidarem o seu aprendizado. “É muito gratificante observar a evolução dos estudantes e os resultados obtidos. A estudante Maria Alice, por exemplo, foi para a 2ª fase com a maior nota do estado na sua categoria, e uma das maiores do país! Isso com apenas alguns meses de imersão no mundo da programação. Resultados como esse engrandecem não somente a ela ou curso, mas sim a comunidade como um todo”, ressalta Victor.