Educação

Pernambuco é o sexto Estado do País com mais candidatos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcado para os dias 4 e 11 de novembro. Quem lidera em participação é São Paulo, seguido de Minas Gerais.

A avaliação teve 5.513.662 inscritos. Desses, 307.317 farão os testes em 79 cidades pernambucanas e no arquipélago de Fernando de Noronha.

São Paulo registrou 937.329 candidatos e Minas Gerais, 583.025. Em quarta e quinta colocações estão Bahia (398.490) e Rio de Janeiro (383.241). Depois aparece o Ceará, com 328.561 estudantes.

Em Pernambuco, a maior concentração de vestibulandos no Enem é Recife, como era de se esperar, por ser a capital do Estado. São 71.442 inscritos, que representam 23% do total de feras.

Em seguida aparecem Petrolina, no Sertão, com 17.466; Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, com 15.207; Caruaru, no Agreste, com 13.865, e Olinda, na Região Metropolitana, com 12.900 estudantes.

Parnamirim, no Sertão, é a cidade com menor participação do Estado no Enem, com 489 candidatos.  Na ilha de Fernando de Noronha, as provas serão aplicadas para 50 pessoas.

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Alunos da Escola Técnica Estadual Francisco Jonas Feitosa da Costa, de Arcoverde, no Sertão do Moxotó, participaram de Aula de Cidadania na Alepe nesta quarta-feira (12). A convite do deputado Diogo Moraes (PSB), os jovens conheceram o Museu Palácio Joaquim Nabuco e o Edifício Governador Miguel Arraes de Alencar.

A ação, que faz parte do Projeto Conhecendo a Assembleia de Perto, recebeu elogios do parlamentar. “Trazer estudantes do Interior para entender a nossa realidade, conhecer a Casa de Joaquim Nabuco, saber o que a gente faz e como a gente trabalha aqui é importante. Esse é um grande papel que a Assembleia Legislativa assume na construção da cidadania”, acredita Moraes.

Professor de Geografia César Galindo Vaz também destacou a relevância da atividade. “Estamos em ano de eleição, no qual serão escolhidos nossos novos representantes, tanto a nível estadual quanto federal”, lembrou o docente. “Especificamente no que diz respeito à Assembleia Legislativa, é um ótimo momento para que os jovens tenham consciência de qual é o papel do legislador.”

A aluna do 3º ano do Ensino Médio Gabrieli Maria defendeu o respeito ao coletivo como uma das bases da cidadania. “Acredito que ser cidadã é se preocupar com as pessoas, saber reconhecer quais os seus direitos e deveres, cobrar isso e respeitar o espaço do outro, tanto na sociedade quanto em relação aos indivíduos”, observou.

Durante a visita, representantes da escola convidada receberam um exemplar da Constituição de Pernambuco e os livros Luiz Gonzaga: O matuto que conquistou o mundo e Amor e revolução – 1817.

Brasil forma menos em Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática

O Brasil está entre os países com menor porcentual de graduados nas áreas de STEM (Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática, na sigla em inglês), segundo o relatório Education at a Glance publicado nesta terça-feira (11). Para especialistas, atrair bons e mais estudantes para essa área é um dos caminhos para reforçar a economia de um país. 

 O relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) analisou os 35 países-membros, que são os mais ricos do mundo, e outros 11 considerados parceiros, em que se inclui o Brasil. Entre os graduados brasileiros, apenas 17% são dos cursos da área de STEM – apenas Argentina e Costa Rica têm porcentuais menores, ambos com 14%. A média dos países ricos é de 24%. Os dados são referentes a 2015.

“Nos últimos anos, muitos países da OCDE deram bastante ênfase em atrair mais estudantes para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, o que reflete a importância dessas disciplinas na sociedade moderna”, diz o relatório.

No Brasil, o campo mais popular para os graduados é o de Administração e Direito, com 36% do total – enquanto a média da OCDE é de 24%. Seguido pela área da Educação, com 20% dos formados – o dobro da média, de 10%. 

“O que enriquece um país é a boa engenharia, a boa ciência. Só assim se consegue ter produtos competitivos, pensar em soluções inovadoras, que vão fortalecer a economia de um país. Ainda não temos essa cultura no Brasil e outros países já entenderam isso a muito tempo”, diz Leandro Tessler, especialista em ensino superior pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). 

Ele ressalta que, além dessas áreas estarem pouco fortalecidas e não terem incentivo, há ainda o entrave da má qualidade da educação básica, que afasta os estudantes dessas graduações. “Não é por milagre que se formam bons engenheiros, mas é preciso uma educação básica em que os alunos aprendam adequadamente”, diz. 

Avaliação

Na última edição do Pisa, prova realizada pela OCDE, o desempenho dos alunos brasileiros se mostrou bastante preocupante nas três áreas avaliadas – Leitura, Matemática e Ciência, mas especialmente nas últimas duas.

Enquanto a média dos países-membros, em Matemática, é de 490, a do Brasil é 377. Em Ciências, as pontuações são 493 e 401, respectivamente. 

“Os resultados do Pisa e os próprios dados nacionais mostram que um baixo desempenho em Matemática é decorrência que haja depois uma baixa procura pela graduação nessa área. Isso não é algo que nós estamos de acordo. Todas as áreas merecem atenção, mas essa especificamente é fundamental para o desenvolvimento científico, tecnológico e econômico do País”, diz Kátia Smole, secretária de Educação Básica do Ministério da Educação. Para ela, ações como a reforma do ensino médio e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) vão mudar a forma de ensinar essas disciplinas.

A edição de 2018 do Células Empreendedoras, programa de empreendedorismo desenvolvido durante 1 ano em seis Institutos Federais, premiou, cinco projetos inovadores de estudantes voltados a soluções de problemas sociais. Em segundo lugar ficou o ‘Projeto Sanlucionar’, elaborado por Cícero Damasceno, Gabriel Nogueira, Paloma Nunes e Giovana Silvino, todos os alunos do campus Afogados da Ingazeira, além dos estudantes Ricardo Pinheiro, do campus Olinda, Jéssica Thays, do campus Barreiros, e Rebeca Maria, do campus Cabo de Santo Agostinho.

Segundo Cícero, o projeto trata de multiplataforma que oferece serviços, consultorias e informações sobre práticas e métodos alternativos de saneamento, como aproveitamento de água de chuva e tratamento domiciliar simplificado de esgoto. “Nessa multiplataforma, o usuário encontrará informações sobre saneamento, podendo assim haver uma conscientização da população sobre o assunto; ele também terá acesso a alternativas sustentáveis, baratas e simplificadas de saneamento e os materiais necessários para implantação, juntamente com o manual de como fazer. Um exemplo é a utilização da planta moringa, típica no Nordeste brasileiro com alta resistência a solos secos e arenosos. O extrato de sementes de moringa pode ser utilizada como um agente floculante natural para o tratamento de esgoto”, explica o estudante. Cícero cita ainda que o projeto conta com um sistema de simulação onde o usuário pode simular o sistema que ele quer implantar e o preço que vai custar, para que ele tenha noções de economia e saúde que a adequação proporcionará juntamente com nossa consultoria.

Juntamente com os outros quatro projetos selecionados no IFPE, o ‘Sanlucionar’ será submetido a uma fase de pré-aceleração, nos meses de setembro e outubro, para que possa se transformar em start ups de alto impacto. Desta etapa, sairão os finalistas que serão avaliados diretamente por um grupo de investidores que poderão viabilizar os projetos.

PROGRAMA

O programa Células Empreendedoras é uma metodologia voltada à criação e ao desenvolvimento de ecossistemas de educação empreendedora em instituições de ensino, empresas e escolas. Por iniciativa do Ministério da Educação, o programa foi aplicado em Institutos Federais do país como forma de estimular a cultura do empreendedorismo entre estudantes e servidores. O Células se tornou referência na área ao conquistar diversos prêmios, como o de “Educação Transformadora”, concedido pela Rede Global de Empreendedorismo, e o de Educação Empreendedora, da Endeavor. Projetos desenvolvidos a partir do Células também já foram premiados pelo Santander Universidades, ImagineCUP, Brasil Criativo, Revistas Forbes, Desafio Brasil e BlackBerry Jam.

Bárbara Lopes

Governadores do Nordeste enviaram uma carta ao ministro da Educação reclamando da mudança de metodologia para o cálculo do Ideb, índice que atesta a qualidade da educação entre os estados.

Entre as mudanças está a exclusão de estudantes de cursos técnicos integrados.

O novo critério, segundo eles, prejudica Pernambuco e Ceará, que, apesar disso, ficaram em terceiro e quarto lugar, respectivamente.

E evita uma queda ainda maior de São Paulo, que também ficou em quarto lugar.

Goiás obteve a melhor pontuação.

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As redes paulista e de mais sete Estados pioraram na qualidade do ensino médio entre 2015 e o ano passado. Apenas Goiás e Pernambuco atingiram as metas estabelecidas pelo governo federal para essa etapa, segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), principal instrumento de avaliação da área, divulgado nesta segunda-feira (03), pelo Ministério da Educação (MEC).

Goiás teve a melhor nota: 4,3, em uma escala de zero a dez, sendo que o objetivo para o Estado era 4,2. A média das redes estaduais do País foi de 3,5 – bem atrás do parâmetro previsto pelo MEC para o ensino médio público (alunos de 15 a 17 anos) no ano passado, de 4,4.

O sistema público paulista ocupa o 4.º lugar no ranking do Ideb, ao lado de Ceará e Rondônia. O cenário é pior em relação à edição anterior do Ideb, de 2015, quando São Paulo parecia no topo, juntamente com Pernambuco. 

A lista de classificação do Ideb é diferente do ranking por notas de aprendizagem, cujos dados foram divulgados na semana passada – em que São Paulo aparece em 7.º em Português e em 11.º na Matemática. Isso acontece porque o Ideb considera, além dos resultados nas duas disciplinas, as taxas de aprovação e de abandono escolar. Como São Paulo tem índices baixos de reprovados e de evasão, o Estado vai melhor no Ideb. 

O MEC criou esse índice em 2007. Naquela época, já fixou metas de desempenho para cada rede de ensino e cada escola a serem cumpridas até 2021. Neste ano, foi a primeira vez que os dados do Ideb e do Saeb foram divulgados separadamente. Ao apresentar as notas de Português e Matemática na semana passada, o ministro da Educação, Rossieli Soares, disse que o ensino médio está “no fundo do poço” e defendeu a reforma da etapa, estabelecida pelo governo federal em 2017.  “Temos uma série de dificuldades que precisam ser superadas, desde a estrutura das escolas à formação para professores.”

Sobre a queda de aprendizagem em São Paulo percebida na semana passada, especialistas apontaram o corte de verbas do poder público, com a crise econômica e a rede restrita de ensino integral (menos de 600 unidades, entre cerca de 5 mil colégios) como explicações. A insatisfação dos jovens após a tentativa de reorganizar a rede, proposta e abandonada pelo governo em 2015, também é vista como outro possível motivo para a redução nas notas. Candidato à Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB) esteve à frente do Executivo paulista entre 2011 e abril deste ano. 

Na última semana, a Secretaria da Educação do Estado afirmou que os dados do Saeb “evidenciam a necessidade de melhora” no fundamental e no médio. A pasta também disse valorizar a carreira docente, com encaminhamento de projeto de lei para contratar mais professores e a concessão de reajuste à categoria. Segundo o governo, outra ação para o próximo ano é a oferta de cursos técnicos a distância para alunos da 2ª e 3ª séries do ensino médio da rede. 

Fundamental

A rede pública goiana também lidera nas séries finais do ensino fundamental (alunos de 11 a 14 anos). São Paulo ficou em 3.º lugar no ranking nacional da rede pública (ao lado do Ceará), mas não atingiu a meta. A nota paulista foi de 4,9 (e a expectativa era de 5,3). Dez Estados não atingiram a meta nessa etapa. 

Já nas séries iniciais do fundamental (alunos de 6 a 10 anos), a rede pública paulista é a melhor do País, com desempenho 6,5 (o objetivo para a etapa era 6,1). Nessa fase escolar, em que o País tem acumulado os melhores resultados nos últimos anos, apenas quatro Estados não atingiram a meta. As prefeituras são responsáveis por 70% das matrículas nessa etapa. As informações são do Jornal Estado de S.Paulo.

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Entre os dias 26 e 28 de setembro, a Pró-reitoria de Extensão do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) promove no Campus Pesqueira a 5ª edição do Seminário de Inclusão e o I Encontro de Povos Indígenas e Quilombolas. O tema é “Nenhum direito a menos”.

Segundo a coordenadora de Políticas Inclusivas do IFPE, Alaíde Cavalcanti, os dois eventos acontecem de forma integrada com objetivo de fortalecer a discussão sobre direitos humanos e tornar a instituição cada vez mais inclusiva. “Para isso queremos envolver a comunidade de toda Pesqueira e região”, destaca.

Os encontros têm entrada gratuita e são abertos ao público em geral. A participação pode ser como ouvinte ou para apresentação de relatos de experiências exitosas em inclusão, nas áreas temáticas de Gênero e Diversidade, Indígenas e Quilombolas, Pessoa com Deficiência, Pessoa Idosa e Tecnologia Assistiva.

Inscrições para o público em geral podem ser feitas de 1° a 28 de setembro. Já as submissões de trabalhos ocorrem no período de 3 a 10 do mesmo mês. Os dois procedimentos podem ser realizados no site do seminário ou presencialmente no campus.

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A divulgação dos resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2017 ontem pelo Ministério da Educação (MEC) mostra duas faces da educação em Pernambuco. Enquanto o ensino médio se destaca com notas acima da média nacional, o ensino fundamental míngua índices muito abaixo do esperado. Nesta segunda-feira, o MEC vai divulgar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), considerado o principal parâmetro da educação brasileira e calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar e do Saeb.

Quando avaliadas as competências de língua portuguesa dos alunos do quinto ano do ensino fundamental, os estudantes pernambucanos atingiram a pontuação média 200. A proficiência média nacional nesse quesito foi 215, considerada nível 4, numa escala que vai de 0 a 9. Em matemática, foi registrada a proficiência 209, também inferior à nacional, que foi 224. 

No nono ano (última série do ensino fundamental), Pernambuco atingiu pontuação 250 em língua portuguesa (a média nacional foi 258) e 249 em matemática (258 no Brasil). Na avaliação do Ministério da Educação e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao MEC que realiza o Saeb, os resultados de aprendizagem dos estudantes brasileiros são “absolutamente preocupantes”. 

 Já no ensino médio, Pernambuco teve desempenho acima da média nacional. Em língua portuguesa, o estado teve taxa de proficiência 269 (pouco acima dos 268 pontos médios do país). Apesar disso, o estado aparece entre as 12 unidades da federação que apresentaram resultados inferiores a 2015, junto a Amazonas, Amapá, Bahia, Distrito Federal, Rio de Janeiro e outros. Em matemática, o estado teve 271 de proficiência média, enquanto o país ficou com 270. 

Do ponto de vista das diferenças de aprendizagem entre estudantes de nível socioeconômico mais baixo e mais alto, Pernambuco foi o estado brasileiro que apresenta a menor diferença, enquanto o Distrito Federal apresentou a maior diferença de aprendizagem. O dado é obtido cruzando os desempenhos dos alunos das escolas com índices mais altos no Indicador de Nível Socioeconômico das Escolas de Educação Básica (Inse) versus os mais baixos. Na prática, significa dizer que o estado é o que tem a menor desigualdade educacional.

Sobre os resultados, o secretário estadual de Educação, Frederico Amâncio, afirmou que é preciso considerar o contexto do estado ao comparar os resultados do ensino fundamental com os do ensino médio. Todos os anos iniciais (do segundo ao quinto ano) e 60% das matrículas dos anos finais (sexto ao nono ano) são de responsabilidade dos governos municipais. Os 40% restantes das matrículas dos anos finais e todo o ensino médio ficam a cargo do governo estadual. “O estado de Pernambuco deu um passo grande ao fazer grandes investimentos no ensino médio para que ele avançasse. Saímos da 21ª para a primeira posição no ranking nacional (do Ideb) em dez anos (entre 2007 e 2017). Hoje, o país inteiro reconhece o nosso trabalho”, afirmou. O secretário disse ainda que o governo estadual tem ajudado os municípios por meio do programa Educação Integrada, lançado no ano passado, com objetivo de contribuir para o combate ao analfabetismo e exclusão escolar de Pernambuco.

ENTENDA

O Sistema de Avaliação da Educação Básica é um processo de avaliação em larga escala realizado periodicamente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Ele oferece subsídios para a elaboração, o monitoramento e o aprimoramento de políticas com base em evidências, permitindo que os diversos níveis governamentais avaliem a qualidade da educação praticada no país. Por meio de testes e questionários, o sistema reflete os níveis de aprendizagem demonstrados pelo conjunto de estudantes avaliados.

Na edição de 2017, o Saeb avaliou com provas de língua portuguesa e matemática mais de 5,4 milhões de estudantes brasileiro do quinto e nono ano do ensino fundamental e da terceira série do ensino médio em mais de 70 mil escolas. Pela primeira vez, o sistema de avaliação testou os conhecimentos dos concluintes do ensino médio da rede pública de forma censitária. Isto é, a prova foi oferecida a todos os estudantes das escolas públicas e não apenas a um grupo de escolas, como era feito até então.

Também foi inédita a participação voluntária das escolas privadas com oferta da terceira série do médio por meio de adesão. Foram aplicados questionários direcionados a diretores, professores e estudantes. Nas escolas particulares, os resultados não foram divulgados.

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O IFPE – Campus Afogados da Ingazeira lançou, na última sexta-feira (24), dois editais do programa de monitoria. As inscrições vão desta segunda-feira (27) até o dia 31 de agosto e devem ser realizadas pessoalmente na biblioteca do campus por meio da ficha de inscrição e apresentação da documentação exigida, das 08h às 22h.

No primeiro edital, estão disponíveis vagas para os estudantes dos cursos técnicos nas modalidades Subsequente e Integrado, e contará com dois tipos: monitoria remunerada por bolsa e monitoria voluntária. Já o segundo edital diz respeito ao programa de Monitoria Assistiva, destinado aos alunos dos cursos técnicos na modalidade Subsequente que darão suporte a alunos portadores de necessidades especiais. Os interessados podem se inscrever para essa categoria, que possui apenas a monitoria remunerada por bolsa.

Os dois programas de monitoria terão bolsa no valor mensal de R$ 200 (duzentos reais) para os candidatos classificados dentro do número de vagas. Esses programas visam o incentivo à formação acadêmica, ampliação dos espaços de aprendizagem, melhoria da qualidade do ensino e desenvolvimento da autonomia, além da formação integral dos estudantes.

Os estudantes podem acessar mais informações como quantidade de vagas para cada curso, documentação exigida para inscrição, condições de participação e resultado, entre outros, por meio dos editais abaixo.

Confira aqui os editais:

Edital nº 16/2018 – Monitoria Assistida | Anexos

Edital nº 15/2018 – Monitoria | Anexos 

Estudante de colégio militar custa três vezes mais

Cada aluno de colégio militar custa ao País três vezes mais do que quem estuda em escola pública regular. São R$ 19 mil por estudante, por ano, gastos pelo Exército nas 13 escolas existentes – que têm piscinas, laboratórios de robótica e professores com salários que passam dos R$ 10 mil. O plano de governo do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) fala que, em dois anos, haveria “um colégio militar em todas as capitais de Estado”. A ampliação desse modelo é a ideia mais repetida pelo presidenciável na área de educação.

O setor público investe, em média, R$ 6 mil por estudante do ensino básico anualmente. Se todos os alunos de 11 a 17 anos estivessem matriculados em instituições militares, seriam necessários R$ 320 bilhões por ano, o triplo do orçamento do Ministério da Educação (MEC).

Bolsonaro, que é capitão da reserva, tem elogiado os colégios pelo ensino de alto nível, com disciplina rígida. Ao jornal O Estado de S. Paulo, afirmou que eles seriam interessantes em áreas violentas. “Existe eficiência porque existe disciplina. Hoje, qual o professor que vai tomar um celular de um aluno em aula?”

O desempenho dos alunos das escolas do Exército em avaliações nacionais é, de fato, superior ao restante das escolas. No Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a média é maior até do que a dos alunos de escolas particulares. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), principal indicador de qualidade no País, dos colégios militares é 6,5 (do 6.º ao 9.º ano do fundamental). O das escolas estaduais, 4,1.

No entanto, a renda desses estudantes é classificada como “muita alta” pelo MEC, um grupo em que se inserem apenas alunos de 3% das escolas brasileiras. A classe socioeconômica é considerada por educadores como um dos fatores mais importantes para a aprendizagem, pelas influências que o aluno recebe e pelas condições de vida.

A maioria dos estudantes dos colégios mantidos pelo Exército é filho de militar. O restante precisa fazer provas em que a concorrência chega a 270 por vaga. Na Fuvest, o curso mais disputado, Medicina, teve 135 candidatos por vaga em 2017. Em alguns lugares, como Brasília, há cursinhos preparatórios para o exame do colégio militar.

A diretora executiva do movimento Todos Pela Educação, Priscila Cruz, afirmou que o modelo tem custo alto e é para poucos, principalmente porque faz seleção de alunos. Atualmente, todas as instituições do Exército juntas atendem 13.280 alunos do 6.º ano do ensino fundamental ao 3.º ano do médio. O Brasil tem 17 milhões de estudantes nessa faixa etária. “Não se pode perpetuar a ideia na educação de que alguns têm privilégios. O que precisa é uma solução para todos e, principalmente, para os mais pobres.”

Apesar de haver problemas de aprendizagem em todo o País, as crianças de classe baixa são as que têm resultados piores. Só 21% dos alunos mais pobres estão em níveis adequados de Português aos 11 anos. O índice sobe para 56,4% entre os mais ricos.

Autonomia pedagógica

As escolas militares não têm a função de formar quadros para o Exército – só uma minoria segue a carreira e quase todos vão para boas universidades. As instituições – mantidas com verba do Ministério da Defesa – têm autonomia para montar o currículo e a estrutura pedagógica.

“A maioria dos nossos professores tem pós-graduação. Temos psicólogos, infraestrutura. Nossa meta é preparar o aluno para a universidade e para a vida”, afirmou o diretor de educação preparatória e assistencial do Sistema Colégio Militar do Brasil, general Flávio Marcus Lancia. Ele não quis comentar a ideia de Bolsonaro de expandir o modelo.

Para David Saad, presidente do Instituto Natura, que apoia iniciativas na área de educação, o colégio militar é uma escola de referência e “não foi feito para que todas sejam iguais a ele”. “Para virar política pública é preciso funcionar para qualquer aluno e usar professores da própria rede, por exemplo.”

O custo aproximado para se ter um colégio militar para cada capital – ou seja, mais 16 escolas pelo País, com cerca de mil alunos cada – seria de R$ 300 milhões. Isso sem contar o valor que seria gasto para construção das estruturas. Bolsonaro tem dito que pretende fazer “o maior colégio militar do Brasil no Campo de Marte, em São Paulo”. A cidade é uma das capitais que não têm uma escola do Exército e há anos se estuda essa possibilidade na instituição.

O montante para a ampliação da rede militar representa mais do que foi usado pelo MEC em 2017 para formação de professores no País (R$ 200 milhões). “É preciso ver o que é prioritário para esse volume grande de recursos. Não se pode apostar com dinheiro público e, sim, olhar para aquilo que já deu resultado”, disse Priscila.

Como exemplo, educadores defendem que o Brasil adote o modelo de tempo integral para o ensino médio, em que os adolescentes ficam até às 21 horas na escola. O Estado de Pernambuco, que já tem 50% das escolas integrais, conseguiu atingir o Ideb mais alto do País. O custo por aluno/ano é de cerca de R$ 8 mil. “Todas as pesquisas mostram melhoria relevante de aprendizagem, até em grupos vulneráveis, diminuição da evasão e uma conexão maior do jovem com a escola”, disse Saad.

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Foi divulgado, nesta quarta-feira (22), o resultado final do processo seletivo simplificado para preenchimento de vagas remanescentes do Vestibular 2018.2 do IFPE – Afogados da Ingazeira.

Os classificados após o resultado final terão os dias 23 e 24/08 para comparecerem ao Campus Afogados da Ingazeira e apresentarem a documentação necessária à efetivação da matrícula.

Confira o resultado AQUI.

Mais informações sobre essas etapas do processo e a documentação, acesse o edital:

Edital Vagas Remanescentes 2018.2 

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A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) abriu concurso público para selecionar 127 novos professores, que atuarão nos campi do Recife, Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata, e em Caruaru, no Agreste pernambucano. As inscrições estão abertas desde a última quarta-feira (15), com prazo de finalização até o dia 28 de setembro. 

Dentro da seleção, o processo vai contar com provas e análise de titulação. O concurso está selecionando doutores e mestres, que devem atuar como professores adjuntos e assistentes, respectivamente.

Para os primeiros, a remuneração é de R$ 9.600,92 para dedicação exclusiva e de R$ 3.449,83 para o regime de 20 horas de trabalho semanais. Já para os mestres, a remuneração é de R$ 6.668,20 para dedicação exclusiva e de R$ 2.786,27 para o regime de 20 horas.

No certame, estão reservadas cotas para negros e para deficientes. As reservas são de 20% e de 5%, respectivamente.

Nos últimos anos, o Brasil aumentou três vezes o valor investido por aluno no ensino básico e deu importância a políticas como avaliações, base curricular e financiamento de estudantes em faculdades. No entanto, pouco olhou para a sala de aula. E os resultados da aprendizagem das crianças mostram que se caminha a passos lentos para chegar perto dos países que mudaram o rumo da sua educação. Ao olhar para as melhores experiências no mundo, especialistas garantem que só haverá evolução se o próximo governo investir fortemente no professor. 

As mudanças em várias nações vêm da constatação de que a qualidade do docente é fator determinante para o ganho de aprendizagem do aluno. Um estudo recente, que tem entre os autores o economista da Universidade de Stanford Raj Chetty, analisou 2,5 milhões de crianças durante 20 anos nos Estados Unidos. Os dados revelaram que estudantes de um bom professor têm maior probabilidade de iniciar o ensino superior, entrar em faculdades de melhor qualidade, receber maiores salários e poupar mais para aposentadoria. 

Outras pesquisas anteriores já indicavam que crianças que tiveram aulas com bons profissionais obtiveram um ganho médio de um ano de escolaridade. Melhores professores são particularmente importantes para crianças com perfil socioeconômico baixo. A atuação deles por anos seguidos pode mudar o destino de um aluno pobre e eliminar a distância de aprendizagem entre ele e um estudante de classe alta. Segundo pesquisas, um professor de qualidade tem o domínio do conteúdo que ensina e uma boa gestão de sala de aula, com estratégias que mantêm alunos envolvidos e técnicas de ensino eficazes. 

“Não adianta nada discutir Base Curricular se a gente não conseguir resolver o problema do magistério”, diz a consultora e ex-secretária de Educação do Rio Grande do Sul Mariza Abreu. “Só podemos ter alguma esperança de que a educação vai melhorar quando a agenda do professor se tornar prioritária. É preciso uma mudança estrutural”, aponta o diretor de políticas educacionais do Movimento Todos pela Educação, Olavo Nogueira Filho. 

Os professores apareceram na pauta do governo Michel Temer no começo deste ano, com um investimento de R$ 1 bilhão em 190 mil vagas para bolsas de estágios, residência pedagógica e formação. Mas o Brasil tem hoje 1,5 milhão de alunos em cursos de Educação e 2,1 milhões de docentes nas escolas. Outra comparação é o valor investido em outras políticas, como o Financiamento Estudantil (Fies), que beneficia alunos de universidades privadas. Em 2017, foram R$ 19 bilhões, 18 vezes mais que no programa para docentes – que ainda está com as bolsas ameaçadas por causa de cortes no orçamento. 

O MEC, nos últimos anos, colocou esforços também para aprovar a Base Nacional Comum Curricular, que indica objetivos de aprendizagem para cada nível de ensino. As ideias tanto da Base quanto da reforma do ensino médio, que virou lei em 2017, preveem uma educação moderna e interdisciplinar. Algo muito distante da formação atual do professor. 

Exemplos de países que deram saltos recentes, como Finlândia, Cingapura e Estônia, mostram que focar as políticas no professor significa agir em várias frentes. É preciso selecionar os melhores alunos do ensino médio para estudar Pedagogia, formar o professor com qualidade, ensinar práticas de ensino. Eles também fecharam cursos ruins e passaram a avaliar e orientar os que já estão trabalhando nas escolas – além de aumentar salários. 

Uma experiência bem sucedidas são os programas de observação de sala de aula, que analisam práticas didáticas, atenção do aluno, materiais. Um projeto da Fundação Lemann em escolas do Ceará ensinou coordenadores a fazerem um trabalho de coaching dos professores. Depois disso, aumentou o tempo usado pelos docentes para conteúdos e atividades – eles perdiam horas com chamadas e indisciplina. Entre as técnicas aprendidas estavam a de ajudar o estudante a chegar sozinho à resposta certa, demonstrar altas expectativas para todos e avaliar constantemente. 

Salários

Paga-se ainda pouco ao profissional no Brasil – metade dos Estados sequer respeita o piso salarial estipulado por lei, de R$ 2.455,35. A média entre os países desenvolvidos é de US$ 100 mil (cerca de R$ 391 mil) por ano, ou U$ 8 mil (R$ 31,2 mil) por mês. Mas nações que só pagam mais – e não promovem outras políticas de valorização – não têm melhores resultados. E, apesar do professor não ganhar bem, se gasta muito com salário: 70% do dinheiro da educação no País. 

O especialista em financiamento Binho Marques diz que o problema é a carreira do professor. “Há carreiras muito caras e longas, outras cheias de penduricalhos. Fora gente que recebe pela educação porque é amigo do vereador.” No País, docentes passam a ganhar mais quando fazem cursos de especialização – independentemente da qualidade – ou por tempo de serviço. Não há diferença de salário entre os melhores e os piores profissionais. 

Mesmo assim, especialistas defendem o aumento de salário para tornar mais atrativa a profissão. Hoje, professores com ensino superior ganham 50% menos que outros profissionais. “Se o Brasil quer dar um salto nos próximos anos, não pode continuar pegando os piores alunos do ensino médio para ensinar as novas gerações” diz o diretor executivo da Fundação Lemann, Denis Mizne. No Enem, 70% dos estudantes que entram em Pedagogia têm nota abaixo da média.

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Em 2017, 61% dos secretários de Educação do país tinham até dois anos de experiência em gestão municipal, o que demonstra que eles assumiram o cargo junto com o prefeito nas eleições de 2016.

O estudo realizado pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) foi apresentado durante o 7º Fórum Nacional Extraordinário de Educação realizado em Olinda (PE).

“Houve uma mudança de 80% dos secretários de educação. Desse total, 61% nunca havia atuado em gestão municipal. Esse foi o principal fator que a gente argumentou junto ao MEC [Ministério da Educação] sobre a necessidade de uma formação para esses gestores”, explica Alessio Costa, presidente da Undime.

Durante a abertura do fórum, na última terça-feira (14), o ministro da Educação, Rossieli Soares (foto), anunciou o lançamento de um programa voltado aos gestores municipais. Composto de três etapas, o programa Gestão para a Educação Municipal (GEM) oferece aperfeiçoamento, especialização lato sensu em gestão da educação pública e mestrado profissional em gestão da educação municipal.

“É uma ideia de preparação continuada. Os melhores colocados ao final do curso podem chegar ao mestrado bancado pelo Ministério da Educação”, afirmou o ministro.

Formação

Apesar da pouca experiência com gestão municipal, a maior parte dos secretários (91%) têm formação como professor – 50% em pedagogia e 41% fizeram licenciatura.

O presidente da Undime ressalta que esse dado representa uma evolução no perfil dos dirigentes municipais de educação. “Se eu resgatar uma série histórica, os dirigentes de educação eram pessoas com perfil político como vereadores e, em alguns casos, primeiras-damas que não tinham formação na área de educação. Então esse é um dado muito importante historicamente, representa um grande avanço”, afirma Costa.

Remuneração

A maior parte dos secretários municipais de educação (52%) tem uma média salarial de até 6 salários mínimos e 32% estão na faixa entre um e três salários mínimos.

“Essa é a realidade do Brasil porque estamos trabalhando aqui com média. A maioria dos municípios brasileiros tem menos de 50 mil habitantes, talvez 80%. Nesses municípios, como os salários são vinculados à média salarial dos vereadores, são salários realmente menores de R$ 2,5 mil e R$ 3 mil”, afirma Costa. Com informações da Agência Brasil.

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O Instituto Federal de Pernambuco -IFPE – lançou nesta sexta-feira (10), o edital do Processo Seletivo Simplificado para preenchimento de vagas remanescentes do Vestibular 2018.2 para o campus Afogados da Ingazeira. O período de inscrição vai de 13 a 17 de agosto, e estão sendo ofertadas 79 vagas para o IFPE – Afogados, que dispõe dos cursos técnicos de Saneamento, Informática, Eletroeletrônica e Agroindústria, os quais estão distribuídos nas modalidades Subsequente, voltada para quem já concluiu o Ensino Médio; e Integrado, para quem deseja aliar a formação profissional ao Ensino Médio regular.

As vagas serão preenchidas considerando-se exclusivamente o coeficiente de rendimento do(a) candidato(a) nos componentes curriculares constantes na Ficha Modelo 18 (Histórico Escolar de Conclusão do Ensino Fundamental) para os cursos Técnicos de nível Médio Integrado e na Ficha Modelo 19 (Histórico Escolar de Conclusão do Ensino Médio) para os cursos Técnicos Subsequentes, obtida em estabelecimento de ensino reconhecido por Secretaria Estadual de Educação ou pelo MEC. Para efetuar a inscrição, os candidatos devem entregar a documentação adequada no próprio campus dentro prazo estabelecido. Não haverá cobrança de taxa de inscrição. Em conformidade com a lei, partes das vagas serão reservadas ao Sistema de Cotas.

O resultado preliminar da seleção está previsto para o dia 20 de agosto, e as aulas para os novos alunos devem iniciar no dia 27. Mais informações sobre o processo seletivo, como documentação exigida e anexos, podem ser acessadas por meio do edital.

Acesse AQUI o edital.