Esporte

Clássico entre Santa Cruz e Sport é o que mais tem ocorrências registradas / Alexandre Gondim/JC Imagem

Durante seis anos (entre 2009 e 2015), a lei estadual 13.748 proibiu os clubes de Pernambuco de venderem bebidas alcoólicas em seus estádios, como uma forma de tentar reduzir a violência em dias de jogos. Mas, passados quase três anos do fim da proibição (foi derrubada em janeiro de 2016), os números do Juizado Especial do Torcedor comprovam que não houve qualquer redução. Pior: o número de ocorrências no período aumentaram com relação aos anos em que as bebidas foram liberadas.

Os dados vieram à tona em uma pesquisa desenvolvida pelo Grupo de Pesquisa em Sistemas de Informação e Decisão (GPSID), do programa de pós-graduação em Engenharia de Produção, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e desenvolvida por quatro pessoas: Jadielson Moura, Thyago Nepomuceno, Lúcio Câmara e Ana Paula Cabral. O material foi publicado no fim do ano passado na revista científica inglesa International Journal of Law, Crime and Justice.

Foram 619 ocorrências registradas pelo Juizado do Torcedor no período entre 2005 até abril de 2009 (ver arte ao lado), quando era permitida a entrada de bebidas alcoólicas nos estádios de Pernambuco. Média de 2,99 casos por partida (207 jogos no total). No tempo em que ficou proibida a comercialização (entre 2009 e 2015), as ocorrências chegaram a 744, resultando numa média de 4,42 a cada confronto (168 duelos ao todo). O GPSID recolheu apenas os números das partidas envolvendo Náutico, Santa Cruz e Sport, válidas pelo Campeonato Brasileiro, Pernambucano e Copa do Nordeste, por exemplo.

Vale lembrar que esses dados são das torcidas em geral e não apenas das torcidas organizadas, apontadas várias vezes como principais culpadas pelas ocorrências. Mesmo sendo em períodos diferentes, as amostras, segundo os pesquisadores, são praticamente semelhantes uma da outra.

O sociólogo carioca Maurício Murad é autor do livro “A Violência no Futebol” e defensor da proibição de bebidas alcoólicas nos estádios. Para ele, não houve redução porque, provavelmente, a venda continuou nos arredores dos estádios.

“Às vezes não tinha cerveja dentro do estádio, mas tinha fora. Os caras bebem muito fora do estádio e depois entram embriagados. Isso é um fenômeno muito comum aqui no Brasil. É hipocrisia liberar bebida fora e proibir dentro, porque o ambiente do jogo fica envolvido com a embriaguez”, analisa.

Outro ponto apontado como prejudicial aos efeitos da proibição por Maurício, é o fato de sempre haver bares em regiões próximas às praças esportivas. Além disso, a maioria das bebidas são lícitas, o que facilita a sua comercialização.

“Quando você pega uma área muito grande para além do estádio, a bebida nunca está proibida. É preciso ter um protocolo europeu, que é de proibição em torno de 5 a 6 km de raio em torno da praça. Quando você analisa esse raio, pode considerar se tem ou não bebida alcoólica no jogo”, completa.

MAIS NÚMEROS

A pesquisa do GPSID também traz outros dados da violência nos estádios pernambucanos. A proibição da entrada das principais torcidas organizadas dos três clubes da capital também entrou em pauta. E, assim como aconteceu com relação às bebidas, não houve redução nos crimes.

A primeira proibição às organizadas foi entre fevereiro e junho de 2013. A segunda durou 1 ano e foi entre março de 2014 até março de 2015. O número médio de ocorrências nos jogos foi de 6,26 neste período (34 partidas ao todo). Resultado 50% maior de quando os grupos tiveram livre acesso aos estádios (4,14 ocorrências por jogo). O total de duelos, entretanto, foi maior: 113.

“A maioria dos conflitos acontecem fora dos estádios. Então proibir a entrada da torcida não resolve o problema. Você ainda dificulta a identificação dos possíveis vândalos. Eles ficam dispersos na multidão”, analisa o sociólogo Maurício Murad.

Outro ponto levantado é a relação entre o grau de importância dos jogos na quantidade de ocorrência geradas. Por exemplo: Uma partida decisiva tende a ter mais ocorrências do que uma de fase preliminar. “Percebemos que o horário das partidas também influenciam na tensão do jogo. Quanto mais tarde, maior o número de ocorrências”, completa Jadielson Moura, um dos autores da pesquisa.

O clássico entre Santa Cruz e Sport, disputado no Arruda, foi o que mais teve ocorrências nesse período. São 240 casos em dez partidas.

A recém-adquirida aparelhagem para o centro de excelência da Granja Comary não é a única diferença atual no centro de treinamento da seleção brasileira em relação à preparação para a Copa do Mundo de 2014. Uma alteração mais sensível pode ser vista na base da CBF em Teresópolis: assim como aconteceu na sede da Barra da Tijuca, não se encontra mais à vista referência ao ex-presidente José Maria Marin.

Em março de 2014, Marin descerrou uma placa para marcar o evento, que ainda teve a presença de dirigentes, políticos e personalidades do futebol. Na ocasião, a CBF concluiu a reforma das instalações, após 10 meses de trabalho e R$ 15 milhões de investimento. A placa atual não está mais lá.

A retirada do memorial da inauguração feita por Marin se soma à extinção de referências ao cartola em prédios da entidade. O ex-presidente da CBF atualmente está preso nos Estados Unidos por causa do envolvimento no esquema de recebimento de propina pela comercialização de direitos comerciais de competições sul-americanas.

No domingo passado, a CBF apagou o José Maria Marin como nome de batismo da sede da entidade. Ele foi substituído por “A Casa do Futebol Brasileiro”. Para isso, a cúpula da entidade consultou as 27 federações individualmente e não houve oposição. Uma assembleia futura entre os dirigentes estaduais está planejada para referendar a decisão. Assim como na Granja, havia uma placa em referência a Marin no hall de entrada da sede na Barra da Tijuca.

O sumiço de Marin dos prédios da CBF se dá mês depois da eleição de Rogério Caboclo para presidir a entidade a partir se 2019 e também do banimento de Marco Polo Del Nero do futebol, graças a uma decisão da Fifa. Del Nero, inclusive, estava ao lado de Marin no descerramento da extinta placa, quatro anos atrás.

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A Diretoria de Competições da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), através do diretor Murilo Falcão, divulgou nesta quinta-feira (17), a tabela do Campeonato Pernambucano Sub-20/2018. A competição terá início no dia 02 de junho e terá a participação de 14 equipes.

Confira os clubes participantes:

1 – Afogados da Ingazeira

2 – Salgueiro

3 – Pesqueira

4 – Belo Jardim

5 – Ferroviário do Cabo

6 – Sport

7 – Náutico

8 – Santa Cruz

9 – Vitória

10 – Porto

11 – Vera Cruz

12 – Central

13 – Timbaúba

14 – América

Confira a tabela completa clicando aqui.

Preço das loterias será reajustado

A Caixa Econômica Federal lançará um novo jogo lotérico, o Dia de Sorte. O novo produto foi instituído em portaria publicada nesta segunda-feira (14) pela Secretaria de Acompanhamento Fiscal, Energia e Loteria, do Ministério da Fazenda, no Diário Oficial da União.

O jogador poderá escolher de 7 a 15 números que representarão os dias do mês, podendo ser de 1 a 31; e um número de 1 a 12, que corresponderá aos meses do ano, o chamado mês de sorte.

A aposta mínima, ou seja, com sete números e um mês de sorte, custará R$ 2. O preço aumenta conforte aumentam os números. Uma aposta com 15 números e um mês de sorte custará R$ 12.870. 

Serão sorteados sete números e um mês (o mês da sorte). São consideradas vencedoras as apostas que tiverem de quatro a sete acertos, independentemente da ordem de sorteio dos números, ou, ainda, o mês sorteado. O mês conta como um acerto.  

Caso o apostador tenha feito apostas de oito a 15 números, a premiação será proporcional à quantidade equivalente de apostas simples, ou mínimas, vencedoras.

O sorteio ocorrerá três vezes por semana, às terças-feiras, quintas-feiras e sábados. A data do primeiro sorteio ainda será definida pela Caixa.

O Globo

O mistério acabou. Na tarde desta segunda-feira, o técnico Tite divulgou a lista dos 23 jogadores convocados para a Copa do Mundo da Rússia. E não é possível dizer que há surpresas entre os escolhidos para tentar o hexacampeonato. Sem Daniel Alves, o treinador optou por levar Danilo (Manchester City) e Fágner (Corinthians). Outro Corinthiano, Cássio, ficou com a última vaga para goleiros. Na zaga, Pedro Geromel foi recompensado pelo bom momento no Grêmio. Já Taison foi escolhido para o ataque.

Para montar o time ideal para a Rússia-2018, a comissão técnica da seleção viajou muito nos últimos dois anos. Desde o início da era Tite, em junho de 2016, o técnico e sua equipe assistiram — in loco — a 251 partidas. No ano retrasado, foram 72 partidas in loco (17 no exterior e 55 no Brasil). Em 2017, foram 138 (73 no exterior e 65 no Brasil). Em 2018, mesmo com apenas dois jogos disputados, foram 41 observados (22 fora e 19 no Brasil).

OS 23 CONVOCADOS:

Goleiros: Alisson (Roma), Cássio (Corinthians) e Ederson (Manchester City).

Zagueiros: Marquinhos (PSG), Miranda (Inter de Milão), Pedro Geromel (Grêmio) e Thiago Silva (PSG).

Laterais: Danilo (Manchester City), Fagner (Corinthians), Filipe Luis (Atlético de Madrid) e Marcelo (Real Madrid).

Meio-campistas: Casemiro (Real Madrid), Fernandinho (Manchester City), Fred (Shakhtar Donetsk), Paulinho (Barcelona), Philippe Coutinho (Barcelona), Renato Augusto (Beijing Guoan) e Willian (Chelsea).

Atacantes: Douglas Costa (Juventus), Gabriel Jesus (Manchester City), Neymar (PSG), Roberto Firmino (Liverpool) e Taison (Shakhtar Donetsk).

CALENDÁRIO DA SELEÇÃO BRASILEIRA:

21 de maio – Início da apresentação dos jogadores na Granja Comary, em Teresópolis-RJ

27 de maio – Viagem para período de treinos em Londres, na Inglaterra

3 de junho – Amistoso: Croácia x Brasil, em Liverpool, na Inglaterra

10 de junho – Amistoso: Áustria x Brasil, em Viena, na Áustria

11 de junho – Início da preparação para a Copa em Sochi, na Rússia

17 de junho – Estreia da seleção na Copa: Brasil x Suíça, em Rostov-on-Don

22 de junho – Segundo jogo da fase de grupos: Brasil x Costa Rica, em São Petersburgo

27 de junho – Terceiro jogo da fase de grupos: Sérvia x Brasil, em Moscou.

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Por Franklin Portugal*

Sou paraibano, nordestino, e com vergonha vejo nos últimos dias o escândalo do futebol da minha terra. Depois de longa investigação, com escutas telefônicas autorizadas pela justiça, o Brasil se depara com o fato que vem à tona: a manipulação de resultados por parte de vários integrantes dos clubes. Estes, por sua vez, pagavam propina para os árbitros, para que os resultados acabassem favorecendo os clubes interessados. Situação mais evidente envolve dirigentes do Botafogo-PB, o “campeão” de 2018.

Não me admira isso ocorrer. De verdade. Em um Estado que vê vários clubes de Estados vizinhos crescerem, terem dinamismo ano a ano, seja pra cair e depois ter acesso de novo às divisões superiores, casos de clubes como ABC e América-RN – se são rebaixados, rapidamente há uma recuperação para nova subida, até pra disputa em Série B. Recentemente temos testemunhado Alagoas, depois de um tempo mais apagada, tem CSA e CRB em disputa numa segunda divisão de Brasileiro. Já a Paraíba, não, se algum clube é rebaixado, ali se enterra, sem sucesso.

O que ocasiona tudo isso? Sim, gestões amadoras, que não tem o senso de localizar jogadores compatíveis e capazes, mesmo a custo baixo. Onde talvez tenha mais valia a tramoia por debaixo dos panos pra “puxar” dinheiro do caixa do clube, e não com foco no sucesso do time. Por isso, tenho 37 anos, e a não ser que se tenha renovação nos quadros de gestão dos clubes ou na própria Federação Paraibana de Futebol, que há muito merece uma intervenção, não creio chegar aos 70 e vê algum clube pelo menos figurar numa Série B, pelo menos isso.

O que ocorre no futebol paraibano e que foi escancarado aos olhos do Brasil estes dias serve de reflexão também para os clubes de Pernambuco. Se o nível de atenção cair quanto a uma gestão eficiente, a “coisa” pode descambar facilmente. Náutico e Santa estão na Série C, e o Sport precisa acordar pra não ser fiasco na A. E os nossos do interior? Também, precisam aprender ano a ano e conseguir se impor em suas casas, seus domínios, seja no Estadual ou nas competições nacionais que venham a ter chance de entrar.

*Franklin Portugal (foto), é repórter da TV Asa Branca – Afiliada Globo em Caruaru – e colabora com o Blog PE Notícias.

Juninho Pernambucano

Por Anselmo Gois/O Globo

Juninho Pernambucano, o comentarista e ex-jogador, pediu a rescisão de seu contrato de trabalho com o Grupo Globo. Ele informou que vai se afastar das funções como comentarista da TV Globo e do SporTV para tratar de assuntos pessoais.

A TV Globo aceitou o pedido e agradeceu a Juninho pelo período como comentarista.

Com a decisão do ex-meia de Vasco e Lyon, o também ex-jogador Roger Flores substituirá Juninho na equipe de Esporte da Globo que cobrirá a Copa do Mundo da Rússia.

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O programa Seleção Sportv desta segunda-feira (30) teve uma polêmica ao vivo. O ex-meia e atual comentarista Juninho Pernambucano criticou os jornalistas que cobrem diariamente os clubes, conhecidos por setoristas, ao dizer que eles têm inveja dos jogadores e são maus profissionais. Em resposta, o apresentador do programa, André Rizek, leu no ar uma nota enviada pela direção da emissora para contestar a opinião do ex-jogador.

Os participantes do programa debatiam o incidente da última semana, quando alguns torcedores do Flamengo tentaram agredir o meia Diego no aeroporto. Ao comentar o assunto, Juninho Pernambucano citou reportagens publicadas na imprensa que, segundo ele, eram equivocadas e disse que os jornalistas ajudam a fomentar a violência da torcida.

"Os setoristas são muito piores hoje em dia. Eu sei que eles ganham mal, mas cada um tem o caráter que tem. Se eu sou setorista, o que eu ia fazer, tentar fazer um ótimo trabalho para tentar ir para outra etapa, subir", afirmou Juninho. Durante a fala, ele comentou que se fosse repórter, gostaria de se esforçar para se tornar narrador de televisão como os outros dois presentes à mesa, Cléber Machado e Luiz Roberto.

Juninho afirmou que atualmente os repórteres têm um vínculo muito próximo com dirigentes de clube. "Hoje, para quem cobre futebol, a prostituição está muito grande. Isso é muito perigoso, como na política", afirmou. "Parte da imprensa também tem culpa na violência, porque há um excesso de pilha", afirmou.

O ex-meia do Vasco, Lyon, Sport e seleção brasileira disse que parte da conduta dos jornalistas com os jogadores é permeada por inveja. "Já vi isso também de olhar para você, um jogador que é profissional, não tem formação e ganha R$ 100 mil. Tem um cara que está ali, estudou quatro anos, fez de tudo para se formar jornalistas, para ser setorista e ganha mal. Talvez ele leve isso em consideração", explicou.

"É difícil você ganhar R$ 3 mil ou R$ 4 mil em uma sociedade e se você não for um cara fera, tem que entrevistar um cara que ganha mais e que você considera ele um ninguém", afirmou Juninho Pernambucano, que durante a explicação, citou uma reportagem publicada sobre ele em 2012, quando estava no Vasco, e que ele considerou equivocada.

Minutos depois o apresentador do programa, André Rizek, disse ter recebido um comunicado da direção de jornalismo do Grupo Globo sobre os comentários do ex-jogador. "Há bons e maus profissionais em todas as categorias. Temos mais de 30 setoristas trabalhando hoje no Grupo Globo e eles recebem aqui nossa confiança e nossa solidariedade. Muitas vezes são eles que mais sofre com o desequilíbrio e a eventual violência dos torcedores", narrou.

Rizek ainda concluiu a leitura do comunicado da emissora: "Isso não quer dizer que o Juninho não tenha o direito à sua opinião, que é e continua sendo livre. Mas é importante fazer esse registro".

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Depois de escapar do rebaixamento no apagar das luzes do Campeonato Pernambuco, o Flamengo de Arcoverde começa a descobrir um novo mundo no dia do Descobrimento do Brasil, 22 de abril, domingo, quando estreia no Campeonato Brasileiro da Série D.

O adversário será o time alagoano do Murici Futebol Clube. O rubro-negro arcoverdense estreia em casa, no Estádio Municipal Áureo Bradley, às 16 horas. Os ingressos já estão sendo vendidos na Pharmapele ao preço de R$ 10.

Histórico do Murici

Originário de Murici, em Alagoas, a equipe conseguiu seu primeiro e único título em 2010 quando se sagrou campeão alagoano. Nesse mesmo ano toda a cidade de Murici foi devastada pelas cheias que houve no Rio Mundaú, o que impediu o time de participar da Série D do Campeonato Brasileiro de 2010.

No Campeonato Brasileiro de Futebol de 2017 – Série D – o Murici estreou com derrota para o América de Natal por 3 a 0 na Arena das Dunas. Na segunda rodada o clube consegue sua primeira vitória, jogando no Estádio José Gomes da Costa o Murici conseguiu bater o Jacobina por 3×2. Na terceira rodada o clube goleou o Sergipe por 3×0. O clube acabou perdendo as três últimas partidas da primeira fase, amargando a frustrante eliminação como último colocado do grupo com apenas seis pontos.

São 26 anos desde o dia em que Rivaldo deixou Pernambuco, onde nasceu, para ganhar o mundo pelo futebol. Saiu dos gramados do Arruda para passar por cinco países – Espanha, Itália, Grécia, Uzbequistão e Angola -, chegando até a seleção brasileira e conquistando, entre outros títulos, a Copa do Mundo de 2002. Dois anos após sua última passagem no Estado, volta para entrar em campo no duelo entre Barça Legends e a Seleção Pernambucana, que acontece neste sábado, às 19h, na Arena de Pernambuco. Um retorno que representa, para o jogador, duas palavras: saudade e, mesmo aos 45 anos de idade, estreia.

Esta será a primeira vez em que Rivaldo jogará no estádio de São Lourenço da Mata.

– Passei por perto, mas nunca entrei. Espero que seja algo bom para todos. Para mim, que estou voltando a jogar, (é bom) conhecer a Arena, muitos jogadores pernambucanos. Alguns eu joguei (contra). O Sandro (zagueiro), Zé do Carmo (volante)… Eu estava começando, era molequinho e Zé do Carmo era um grande jogador (no Santa Cruz). Foi para o Vasco, chegou até a seleção. Então vai ser legal. Espero que a torcida compareça, porque isso é bom para Pernambuco – disse o meia, em entrevista ao GloboEsporte.com.

Natural de Paulista, município no litoral norte do estado, Rivaldo saiu de casa ainda em 1992, com destino a São Paulo, quando passaria a defender o Mogi Mirim, mesmo clube pelo qual viria a se aposentar 23 anos depois, em 2015.

O retorno para Pernambuco é breve, vai durar menos de uma semana, já que o pentacampeão precisa voltar para Orlando e, em seguida, embarcar numa nova viagem para a China. Longe de casa, Rivaldo revela o que representa estar de volta.

"Saudade da casa, da família. Minha mãe eu vi umas duas vezes nesses dois anos, porque ela foi a São Paulo. Eu fico sempre na correria, até mais do que na época de jogador. Saí daqui com 19 anos e aí minha vida foi São Paulo e depois o mundo. A gente sente esse carinho pelo povo, pelo futebol pernambucano. Não esqueço a minha infância, as dificuldades que passei. Isso, para mim, nunca vai sair."

Rivaldo conquistou o primeiro título da sua carreira ainda em casa, defendendo o Santa Cruz na conquista do Pernambucano de 1990. Nove anos depois, como ídolo no Barcelona, foi eleito o melhor do mundo, em 1999. Três anos depois, seria decisivo na campanha do penta da seleção brasileira em 2002, na Coreia do Sul e Japão, marcando em cinco dos sete jogos da campanha do Brasil naquela edição.

– Eu vi no Globo Esporte, as crianças no aeroporto querendo Rivaldo, e Rivaldo chegou hoje. Claro que não será o Rivaldo de antigamente, porque já estou com 46 anos. Então, aquele Rivaldo do Barcelona e do Palmeiras foi passado, eles têm que olhar pelo Youtube. Mas vai ver o Rivaldo, e eu vou fazer de tudo para que eles saiam felizes.

Por Franklin Portugal*

A hora se aproxima; os ponteiros do relógio já dão o tom de contagem regressiva para a conclusão de mais um Campeonato Pernambucano da Série A. Será na Arena Pernambuco, justamente numa Arena, uma alusão aos gladiadores deste estadual que lutaram bravamente e desbancaram oponentes para estarem numa decisão.

Se voltarmos alguns meses e refletirmos um pouco, quem imaginaria uma final interior x capital? Até poderia ser quando pensamos no Salgueiro, time que costuma já figurar nos momentos importantes do Campeonato, criou o hábito de ser enjoado pra cima dos grandes. Mas sinceramente, não o Central.

Fazendo uma análise do turbilhão de erros de gestão na Patativa de Caruaru nos últimos anos, não dava pra inserir o alvinegro numa empreitada desta. Mas 2018 reservou um momento em que o Central mais teve acertos que erros, e isso fez uma diferença consistente para está onde está.

Se o Náutico tem mais peso de camisa? Claro, mas na prática quem acompanhou esse Pernambucano, tem visto confrontos entre Timbu e Patativa muito iguais, muito nivelados, com partidas estudadas, e isso torna ainda mais emocionante o encontro da Arena Pernambuco marcado para o domingo às 16h. Central, 99 anos, podendo ter o primeiro título estadual de toda sua história. Já faz história a estar pela primeira vez na final.

É aguardar, preparar o espírito e ver quais cores prevalecem: se alvirrubros, se alvinegros… 

*Franklin Portugal (foto), é repórter da TV Asa Branca – Afiliada Globo – em Caruaru e colabora com o Blog PE Notícias.

Por Franklin Portugal*

Depois de tantas rodadas, de projeções, estimativas, cálculos, fé, esperança, torcida… um turbilhão de coisas alocadas na tabela do Pernambucano, temos finalmente definida e desenhada a final do Estadual 2018.  Pondo de fora a paixão, e dando todo espaço para razão, se verá justiça nessa final entre Central e Náutico. A decisão do Pernambucano cabe justamente as duas melhores equipes da primeira fase, que terminaram com mesma pontuação, 19 pontos, a diferença que pôs Náutico em primeiro, e Central em segundo foi o de mais gols marcados.

Fazendo um balanço numérico dos dois times, desde o início do campeonato até aqui o Náutico obteve 7 vitórias, 4 empates e uma derrota. A Patativa ficou rigorosamente igual nessa campanha, com o mesmo número de triunfos, placar em igualdade e das vezes que saiu de campo  com o amargo de uma derrota.

Em minha opinião, o Central manteve mais regularidade no campeonato, já o Náutico começou oscilando muito, ganhando mais consistência nas últimas rodadas, e manteve assim o ajuste sempre com reflexo de melhora nas mãos do técnico Roberto Fernandes.

O primeiro jogo da final se aproxima, será no Lacerdão, em Caruaru, neste próximo domingo. Estão reservadas muitas emoções, e o mais importante, que o espetáculo não seja manchado pela violência.

Que reinem futebol e paz juntamente.

*Franklin Portugal (foto) é repórter da TV Asa Branca – Afiliada Globo – em Caruaru e colabora com o Blog PE Notícias.