Interior

Do Tribuna do Moxotó

Mais uma vez o caos se instala na Região pernambucana, do palco da vez e o trecho da Transposição do Rio São Francisco – Ramal do Agreste, onde no inicio da tarde desta terça-feira (15), em frente ao Canteiro da Ferreira Guedes, em Sertânia, uma grande concentração de pessoas reivindicam pelos seus pagamentos.

A Empresa Ferreira Guedes, há quatro meses não tem recursos para pagar os terceirizados que prestam serviços àquela empresa. São terceirizados de todos os setores, que no decorrer da referida obra fortaleceram o comercio local e agora se encontram apavorados com a situação econômica em que se encontra a obra, sem perspectiva de receber seus pagamentos, e com razão estão desesperados com a incerteza.

“Será que está para acontecer nesta região o mesmo que já aconteceu no Eixo Norte, na cidade de Salgueiro, com as empresas que por ali passaram? como: S/A Paulista, Mendes Junior, EMSA, que em vez da conclusão da obra, trouxe um rastro de desempregos e causando a falências de vários pequenos comerciantes?”, diz um terceirizado; mostrando as contas acumuladas e as diversas cobranças dos credores. “Já não sei o que dizer. É muito tempo sem receber e todos têm seus compromissos. Isso não pode acontecer”, concluiu.

O que se esperar mais desta obra? Até quando sofreremos as consequências de um projeto, que ao invés de levar o crescimento econômico, está levando consigo a degradação e o orgulho da população local? Até quando nossos governantes irão fechar os olhos para tudo isso?

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Na época de seca braba, o agricultor Milton Luiz da Silva, de 52 anos, tinha que caminhar cerca de  dois quilômetros e meio para conseguir água. “Era um sacrifício”, relembra, queixando-se de  problemas na coluna, que compromete  sua mobilidade. Agora, a realidade do agricultor, residente no Sítio Cabelo, é outra. No leito do Rio Pajeú, que corta o município de Carnaíba em torno de 18  quilômetros, a Secretaria de Obras está construindo barragens de nível – pequenas elevações feitas de pedras que respeitam o nível do rio, armazenando água. Três estão funcionando e mais três estão em fase de projeto. Com as chuvas recentes na região, uma delas, inaugurada nesta sexta-feira (15),  já  está sangrando. “Esta barragem representa a transformação de uma comunidade. A água traz mais facilidade na produção de ração para os animais, na produção de fruticultura e horticultura e  melhoria alimentar da população através da piscicultura”, destaca o secretário de Obras, Edval  Morato, o Fafinha.

Só no  Sítio Cabelo, a barragem favorece 21 famílias. “Esta  água representa muito para a gente. Ela trouxe de volta a vida para a comunidade”, diz o agricultor Milton Luiz. Também foram beneficiadas 329 famílias do Sítio Leitão, onde a barragem que está sangrando foi construída. “Pedi a Deus para mandar chuva para não faltar água na barragem”, emenda Milton Luiz. A barragem cheia tem feito a alegria  dos pescadores “improvisados”, que pescam tilápia, traíra e curimatã. “A gente tem o pirão garantido. Essa água é a nossa grande riqueza”, comenta o agricultor José Laranjeira da Silva, 61, conhecido como José de Miúdo. “Soltei até fogo na inauguração da barragem”, diz ele. Nos finais de semana, o entorno da barragem tem servido como uma espécie de balneário para o sertanejo, que aproveita e transforma o reservatório numa verdadeira piscina. Os leitos dos riachos nos sítios Matinha e Mata Grande também vão ganhar pequenas intervenções para o armazenamento de água. Com informações do Diário de Pernambuco.

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As chuvas dos últimos meses têm contribuído para uma melhor vivência do homem do campo com o  semiárido, mas sem elas o sertanejo ainda continua sofrendo com a estiagem. Para enfrentar as  dificuldades durante o longo período de falta de chuva, o camponês tem procurado se beneficiar de  tecnologias e procedimentos apropriados ao contexto ambiental e climático, construindo processos de vivência na diversidade. Neste sentido, em Carnaíba, a 394 quilômetros do Recife, as comunidades  rurais têm buscado qualidade de vida e permanência na terra, desenvolvendo e se favorecendo de  políticas de convivência com o semiárido.

Na Associação dos Trabalhadores Rurais do Sítio Antonico, no distrito de Ibitiranga, a 31  quilômetros da sede, os associados vivem do plantio de milho, feijão, macaxeira e fava. O presidente da associação, José Cordeiro Ramos, 48 anos, consegue escoar a produção para a vizinha  Afogados da Ingazeira, além de comercializá-la no mercado local. No ano passado, ele colheu 17  sacos de milho e nove de feijão. A expectativa de colheita este ano é maior devido às recentes  chuvas. “Vamos colher mais”, diz a agricultora Maria do Socorro Silva Ramos, 44, mulher do  presidente da associação. Juntos, se beneficiam também do plantio de palma e cana de açúcar, e da  criação de galinhas e porcos. “O que não pode é a gente ficar em casa sem fazer nada. Na roça, a  gente vê resultado”, pontua Maria do Socorro.

MODELO DE GESTÃO

A Associação José Saturnino da Silva, que abrange os sítios Brejo, Barreiros, Brejinho, Quinta,  Alegre e Cauíra, é uma referência na região em termos de organização e desenvolvimento de projetos  de convivência com o semiárido. Um deles é uma pequena indústria de beneficiamento de polpa e de fabricação de doces de frutas típicas, como o umbu. Calcada na agricultura familiar, a produção chega ao mercado local e é direcionada também para a merenda escolar de Carnaíba. A associação  mantém um grupo de mulheres, que além de tocarem a fábrica de polpa e doces, produz a biojoia,  artesanato confeccionado a partir de materiais vindos da natureza. Em parceria com organizações  não-governamentais como Diaconia e Sabiá, que atuam na região, a associação consegue fazer com que o artesanato produzido esteja  presente em feiras e eventos realizados no estado.

A associação José Saturnino da Silva, que tem sua base no Sítio Barreiros, a 37 quilômetros do  centro de Carnaíba, é ainda um exemplo de empreendedorismo, através da implantação de biodigestor,  tecnologia usada no tratamento de fezes do gado, que gera o biogás, usado como combustível no cozimento de alimentos, e do bioágua, reuso da água de pias e banhos para irrigação de plantas nativas e frutíferas da região. A associação desenvolve também projeto de barramento do solo e reflorestamento da caatinga. É ainda referência na produção e manuseio de cisternas. A entidade existe desde 2002 e é presidida pelo agricultor Reginaldo Batista da Silva, 56. Constantemente recebe grupos de camponeses de várias regiões do país e de técnicos que querem conhecer o modelo de gestão da organização.

Já os agricultores integrantes da Associação do Riacho do Peixe 2 estão mais voltados ao plantio de hortaliças, como é o caso de Adiezio Nicolau da Silva, que tem destaque na plantação de coentro, abastecendo o mercado local.

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Em defesa do bem-estar e da saúde física e psicológica de crianças e adolescentes, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou a todos os comerciantes e proprietários de restaurantes, lanchonetes, bares e similares de Ingazeira, que se abstenham de vender, fornecer, servir, ministrar ou entregar a crianças e adolescentes, bebida alcoólica ou, sem justa causa, outros produtos que causem dependência física ou psíquica, mesmo que estejam acompanhados de seus pais ou responsáveis.

Segundo o promotor de Justiça Promotoria de Justiça Aurinilton Carlos Sobrinho, o MPPE tem recebido informações de que a venda de bebidas alcoólicas no município ocorre sem que haja a preocupação com a idade dos compradores e consumidores. “Há a necessidade de se prevenir e coibir esta prática delitiva, que compromete a formação social, moral e psicológica, bem como o desenvolvimento digno e sadio da criança e do adolescente”, salientou ele.

O promotor de Justiça citou que o Estatuto da Criança e do Adolescente tipifica como crime essa venda despreocupada, cominando as penas de detenção de dois a quatro anos, e multa, se o fato não constitui crime mais grave.

A recomendação estendeu-se ao 23º Batalhão da Polícia Militar do Estado de Pernambuco, sediado em Afogados da Ingazeira, para que proceda à realização de diligências em Ingazeira, com o objetivo de coibir a venda de bebidas alcoólicas e outras substâncias que possa causar dependência física e psíquica a crianças e adolescentes.

A Polícia Civil de Ingazeira também precisa adotar providências cabíveis à apuração das infrações penais e, conforme o caso, inclusive com a lavratura de auto de prisão em flagrante delito. Com informações do Núcleo de Comunicação do MPPE.

Mais uma decisão dos tribunais bate em cheio no coração do governo da prefeita de Arcoverde, Madalena Britto (PSB). Por força de decisão do juiz da 1ª Vara Cível de Arcoverde, Dr. Cláudio Márcio Pereira, a justiça tornou rés em ação civil pública as secretárias de Saúde, Andreia Karla Santos de Britto; e de Assistência Social, Patrícia Cursino Padilha, da Prefeitura de Arcoverde, por ato de improbidade administrativa. Elas entraram com recurso junto ao TJ, mas perderam.

O Ministério Público de Pernambuco propôs a presente Ação Civil Pública de Improbidade Administrativa ((Processo nº: 0004370-37.2016.8.17.0220) contra as secretárias com base na auditoria das contas de gestão de 2013 da Prefeitura de Arcoverde, que acabaram por ser rejeitadas pelo TCE. Foi identificado que as duas praticaram atos de improbidade administrativa ao realizarem o recolhimento parcial das contribuições previdenciárias devidas ao regime próprio de Previdência Social Municipal (RPPS), que totalizam mais de R$ 96 mil.

A secretária Andreia Britto, filha da prefeita, apresentou defesa prévia justificando a inépcia da ação e pedindo o seu não recebimento. A secretária Patrícia Padilha, que não é filha da prefeita, não apresentou defesa prévia e nem o município se manifestou nos autos sua defesa.

Da decisão tomada em novembro de 2017 pelo Dr. Cláudio Márcio, as secretárias entraram com recurso no Tribunal de Justiça de Pernambuco, tentando suspender o processo contra a decisão do juiz que as tornou rés por ato de improbidade administrativa. Não conseguiram.  Os desembargadores da turma Regional do Tribunal de Justiça de Caruaru mantiveram a decisão agora em fevereiro de 2019, confirmando o acerto da decisão que recebeu a ação de improbidade.

Na sua decisão, a Justiça em Arcoverde, segundo o Blog Folha das Cidades, afirma que “tais condutas vão de encontro aos princípios da legalidade e da moralidade administrativa, o que também justifica a propositura da presente Ação civil de Improbidade” que foi impetrada pelo Ministério Público de Pernambuco.

As secretárias alegavam que não houve dolo, pois de acordo com a documentação apresentada pela defesa, houve o parcelamento dos débitos previdenciários onde constaram os recolhimentos apontados no relatório, assim não houve renúncia ou apropriação indevida de receita, mas sim mero erro formal.

A justiça contesta e diz que “analisando as provas constantes dos autos, verifico que há fortes indícios da ausência total e/ou parcial dos recolhimentos previdenciários descritos na exordial… Doutra banda, não restou comprovada a quitação do débito, nem tão pouco o parcelamento, ambos ventilados na peça de defesa”. 

Na decisão do desembargador Honório Gomes do Rego Filho, ao negar provimento ao recurso das secretárias, afirma que “é certo que o ato de improbidade administrativa não se configura com a mera falha no exercício da função pública, devendo estar caracterizado o dolo ou a culpa grave”. No referido caso, a petição acusa as secretárias Andreia Britto (Saúde) e Patrícia Padilha (Assistência Social) de terem deixado de cumprir seus deveres legais, resultando em dano ao erário municipal.

Caso sejam condenadas pelo ato de improbidade administrativa, as secretárias poderão ser penalizadas com a devolução dos valores atualizados ao erário; multa em valor de até três vezes a quantia sonegada; suspensão dos direitos políticos por até oito anos; perda dos cargos ou funções públicas; proibição de contratar com o poder público por até oito anos e lançamento dos nomes no cadastro nacional de condenados por improbidade administrativa.

Ação Penal

Para complicar ainda mais a situação das duas secretárias, além da ação de improbidade administrativa o Ministério Público do Estado de Pernambuco, apresentou também Ação Penal (0004434-47.2016.8.17.0220) que tramita atualmente na vara criminal de Arcoverde, aguardando julgamento pela acusação de apropriação indébita previdenciária.

Apropriação indébita previdenciária  está prevista no artigo 168-A, do Código Penal, o qual consiste em deixar de repassar à previdência social as contribuições recolhidas dos contribuintes, no prazo e na forma legal ou convencional. Tem como pena, a reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. Trata-se de crime omissivo próprio, em que o tipo objetivo é realizado pela simples conduta de não repassar aos cofres previdenciários as contribuições descontadas dos salários dos seus servidores.

As chuvas que provocaram estragos em várias localidades de Arcoverde nesta quarta-feira (13) não foi das maiores. A precipitação pluviométrica na Capital do Sertão, medida pelo Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), foi de 17 milímetros. Em toda a regional de Arcoverde, composta por 12 municípios, as chuvas totalizaram 317.4 milímetros somente ontem (13).

Em Arcoverde, apesar da chuva não ter sido volumosa, de acordo com o Folha das Cidades, os fortes ventos contribuíram para o surgimento de problemas, com a queda de árvores, carros atingidos por galhos de Algaroba e falta de energia por várias horas devido a danos causados à rede elétrica.

O município que registrou o maior índice de precipitação foi Manari, com 98 mm, seguido da Pedra com 58 milímetros e Tupanatinga com 33.9 mm. Na sequência vem Inajá (31 mm), Pesqueira (27 mm), Poção (20.5 mm) e depois Arcoverde.

O único município que não registrou nenhuma precipitação foi Alagoinha. O que menos chuva teve nesta quarta-feira foi Sertânia com 5.5 milímetros. Choveu ainda em Buíque (10.5 mm), Venturosa (10 mm) e Ibimirim (06 mm).

A previsão meteorológica na região para esta quinta-feira (14) é de tempo parcialmente nublado com pancadas de chuva de forma isolada no período da tarde e noite com intensidade fraca a moderada. A temperatura mínima de 18º e a máxima de 35º.

Um laudo de balística concluído pela Perícia Forense indica que partiram das armas da Polícia Militar os tiros que mataram uma família de Serra Talhada em dezembro de 2018 no município de Milagres, no interior do Ceará,, durante uma tentativa de assalto a dois bancos.

Na ocasião morreram 14 pessoas, incluindo o empresário serra-talhadense João Batista, 49 anos; o filho dele, Vinicius de Souza Magalhães, 14 anos; e os amigos Cícero Tenório dos Santos, 60; Claudineide Campos de Souza, 41; e Gustavo Tenório dos Santos, 13 anos.

Os militares envolvidos na operação tentaram apagar vestígios da ação desastrosa, como vídeos de câmeras de segurança, mas testemunhas já haviam dito que os tiros partiram da PM. O laudo apontou que os disparos saíram de fuzis, porém, nas armas apreendidas com os bandidos não consta esse tipo de armamento.

A Secretaria de Segurança do Ceará informou que a Polícia Civil de Milagres continua investigando o caso e “maiores informações serão repassadas em momento oportuno”. Com informações do blog de Alvinho Patriota.

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Salgueiro, no Sertão de Pernambuco, está implantando o projeto “Presente, professor”. A ação é fruto do Procedimento Administrativo n.º 001/2019, estabelecido por meio da Portaria n.º 001/2019, fazendo com que o cumprimento das transações penais seja revertido em melhorias para a Rede Pública de Ensino da cidade de Salgueiro. O projeto está sendo conhecido como “Presente, professor!”.

Pelo referido Projeto, as escolas públicas em Salgueiro serão classificadas de acordo com o índice de evasão escolar. Em seguida, as unidades de ensino, para manterem suas posições na classificação, deverão destacar os alunos que apresentarem os melhores rendimentos nas disciplinas e promover competições esportivas com a participação prioritária de estudantes sem falta injustificada nas aulas.

No fim, as três escolas que apresentarem os menores índices de evasão escolar em cada período analisado e que tenham cumprido os requisitos mencionados, encaminharão expedientes para a 3ª Promotoria de Justiça de Salgueiro, apontando materiais esportivos e serviços a serem prestados que sejam necessários para as referidas unidades de ensino, itens que serão objeto de análise na Promotoria de Justiça para fim de inclusão em transações penais propostas pelo Ministério Público.

“Com esses critérios, o MPPE irá estimular o combate à evasão escolar, incentivando melhores rendimentos dos estudantes nas disciplinas e promovendo o vínculo entre frequência escolar e a prática de competições esportivas. Dessa forma, atuaremos como agente de transformação social na cidade de Salgueiro”, disse o promotor de Justiça Márcio Fernando Magalhães Franca.

As secretarias de Educação e também de Cultura e Esportes da cidade são parceiras do MPPE na ação e apresentarão as informações referentes à evasão escolar em todas as unidades de ensino de Salgueiro, com os índices de março de 2018 e de março de 2019 para análise do impacto do Projeto. O mesmo compromisso foi assumido em relação aos demais meses correspondentes dos anos de 2018 e de 2019.

Das várias crateras abertas na rodovia PE-320, entre as cidades de Afogados da Ingazeira e Serra Talhada, que já é conhecida por não ter acostamento, mas parecendo estrada vicinal, e agora os buracos é que vem causando maior transtorno aos condutores de veículos que trafegam pelo local. Localizada nas proximidades da estrada vicinal da comunidade do Curral Velho dos Pedros, ainda no município de Afogados, uma das crateras vem causando prejuízos e pondo em risco as vidas das pessoas.

Somando-se a outras, como nas proximidades do trevo de acesso ao povoado da Itã, já no município de Carnaíba, e mais duas nas proximidades da entrada da comunidade de Roça de Dentro, inclusive, estes últimos já provocaram acidentes com vitima fatal por tentar desviar dos buracos.

Passando desses municípios, são incontáveis os buracos até o entroncamento da PE-320 com a BR-232 o que deixa os motoristas revoltados com os impostos que são pagos e nada é revertido para beneficiá-los, entra e saem governos inoperantes, os que chegam, prometem e os sertanejos acreditam levam os votos e depois dão as costas ao Sertão.

Já na PE-265 que liga a cidade de Sertânia ao distrito de Cruzeiro do Nordeste, essa rodovia antigamente era uma BR, a que cruzava o município fazendo ligação com a Paraíba, era a BR-110. Mas segundo informações, para fazer uma homenagem a um político local, absorveram a BR e passou a ser PE-265, sendo até batizada. A esperança de ver essa rodovia recapeada, com uma nova camada de asfalto foi por água abaixo, uma vez que através do Governo Federal podia-se, quem sabe, trafegar em uma nova estrada.

Agora passando para as hostes do Estado de Pernambuco, nunca mais, nunca mais, não é palavras duplicadas não, é na desesperança mesmo, verão serviços de qualidade nessa rodovia. E pensar que todos os dias os motoristas trafegarão nesse mar de buracos preocupados em perder pneus, peças e automóveis danificados. O preço por ter renovado o mandato de um governo das promessas, da maquiagem nas contas públicas e da enganação. Muitos ainda o defendem, mas saibam que se arrependimento viesse antes, viveríamos no mundo das maravilhas, se fosse assim, ninguém errava duas vezes.

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A chuva está de volta aos municípios do Pajeú. Cerca de oito dias depois, a chuva voltou para molhar a terra e alegrar os sertanejos nesta terça-feira (12).

Em Afogados da Ingazeira foram 5,5mm. Ontem choveu também em Tabira, Iguaracy, Ingazeira e Juru (PB), nesse município a água alagou o Hospital e residências.

Na zona rural de Afogados da Ingazeira, de acordo com ouvintes do Programa Rádio Vivo, da Rádio Pajeú FM, que informaram ocorrência de chuva na comunidades de Caiçara, Carnaubinha, Carnaúba dos Vaqueiros, Curral Velho, Pau Ferro, Ibitiranga, Santiago, Corisco, Cacimbinha, Dalmópolis, Matinha, Jardim, Jorge, Caldeirão, Mocororé, Pitombeira com 25 mm, Minador 44 mm, Nazaré 30 mm, Monte Alegre 12 mm, Riacho Fundo, e Cachoeira do Cancão.

Hoje pode voltar a chover. A probabilidade é de 80%. Com informações do comunicador Anchieta Santos, das rádios Pajeú FM 104,9 e Cidade FM, de Tabira, para o Blog PE Notícias.

Na manhã desta terça-feira (12), açougueiros fizeram uma manifestação frente à Prefeitura de Araripina, no Sertão do Araripe pernambucano, onde reivindicaram a construção do Matadouro Público, para que pudessem reabrir os seus açougues e tarimbas para comercializar carne.

Pois já estão há dias sem trabalhar e garantir o pão de cada dia de suas famílias, os trabalhadores cobram providências do prefeito Raimundo Pimentel, e alegam que desde o inicio de fevereiro estão com os açougues fechados.

Vale ressaltar que o ex-prefeito Alexandre Arraes, deixou o matadouro 85% concluído, porém o atual gestor, já no seu terceiro ano de mandato, não deu a devida importância e continuidade, abandonando as obras do local e destruindo o que estava realizado.

O que preocupa no momento é que não há perspectivas para o matadouro público voltar a funcionar, o que impede a abertura das tarimbas e açougues, deixando a população revoltada com o descaso do atual prefeito.

Os professores da rede municipal de ensino de Carnaíba, no Vale do Pajeú, continuam desde 2016 sem receber o repasse financeiro do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF), bloqueados pelo Juiz José de Aragão Neto, a pedido do prefeito José de Anchieta Gomes Patriota antes mesmo de tomar posse para seu terceiro mandato à frente do município.

O caso está um silêncio total, e com medo de represálias, professores silenciam diante da situação, que argumentam apenas estar na Justiça aguardando liberação de 60% do valor do repasse para a classe educadora e 40% para a Prefeitura.

Em dezembro de 2016, o então prefeito Zé Mário Cassiano assinou os cheques para fazer o pagamento aos professores, porém o prefeito eleito naquele ano e que tomaria posse em 1° de Janeiro de 2017, entrou com uma ação na Justiça pedindo o bloqueio do valor total.

Posteriormente o Desembargador Demócrito Reinaldo Filho indeferiu o efeito suspensivo ao agravo de instrumento pedido pelos professores de Carnaíba através da Associação dos Servidores Municipais no caso dos Precatórios, cujo recurso os educadores queriam que fosse aplicado imediatamente para pagamento de vencimentos, no valor de 2 milhões e meio.

A Associação alegou ter firmado acordo com ex-prefeito Zé Mário Cassiano visando a liberação, até 31 de dezembro de 2016, de verba proveniente de precatório a ser recebido pela municipalidade relativo a diferenças de repasse de recursos do extinto Fundef. Alegou a Associação que era cabível a homologação do acordo firmado e devida a liberação dos recursos para aplicação em favor dos professores municipais.

Foi quando, o prefeito Anchieta Patriota, mesmo sem tomar posse, ingressou com ação questionando o acordo, bem como ressaltando haver provimento judicial exarado pelo STF suspendendo a aplicação da verba proveniente do extinto Fundef, em razão de ainda não haver definição da possível aplicação do recurso, o que foi acatado pelo Juiz José Aragão Neto, que hoje atua em Jaboatão dos Guararapes.

Assim, a Associação dos Servidores Municipais de Carnaíba interpôs agravo de instrumento, para que a homologação do acordo fosse celebrada, sendo devido o repasse das verbas em favor dos professores municipais. O valor continua bloqueado em uma conta do Fundeb, na Caixa Econômica Federal, do qual 60% do valor já deveria ter sido repassado aos educadores carnaibanos.

Serra Talhada

Já em Serra Talhada, a secretária de Educação, Marta Cristina, participou na segunda-feira (11) da assembleia do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Serra Talhada (SINTEST), onde, além de outras pautas, comunicou o repasse do rateio do Fundeb 60% referente ao ano de 2018 no valor R$ 1.408.000,00 (Um milhão, quatrocentos e oito mil reais) divididos entre os docentes do quadro efetivo. O dinheiro já está depositado e a disposição de quem lhe é de direito…os professores. Com informações de Cauê Rodrigues.

Após dois anos de mandato à frente da presidência da Câmara de Vereadores, a presidente da Casa James Pacheco, vereadora Célia Almeida Galindo (PSB) concedeu um reajuste salarial da ordem de 10% para todos os servidores efetivos da casa legislativa. Os chamados assessores e cargos comissionados ficam de fora do reajuste.

Segundo a Mesa Diretora, o reajuste, anunciado pela presidente na última sessão e aprovado por unanimidade, recompõe as perdas salariais dos dois últimos anos e beneficia unicamente os servidores de carreira, sem comprometer, segundo o Folha das Cidades, ainda mais o Fundo de Previdência, que hoje já é deficitário, já que os descontos dos salários desses servidores vão diretamente para o fundo.

Diferente da última gestão da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores, comandada pelo ex-vereador Miguel Leite de Siqueira (PSB), quando em quatro anos foram concedidos mais de 50% de aumento salarial, de forma automática, a Câmara desta vez resolveu apenas recompor as perdas de 2017 e 2018 segundo informações de servidores da casa. 

Atualmente a Casa James Pacheco tem um déficit mensal de mais de R$ 40 mil  junto ao Fundo de Previdência, como é relembrado em quase todas as sessões da casa, devido em muitos casos ao número pequeno de servidores efetivos e a incorporação de vantagens salariais criadas ao longo de décadas, de forma aleatória, para os funcionários da Casa James Pacheco.

A secretária de Educação, Marta Cristina, participou nesta segunda-feira (11) da Assembleia do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Serra Talhada (SINTEST), onde, além de outras pautas, comunicou o repasse do rateio do Fundeb 60% referente ao ano de 2018.

O valor de R$ 1.408.000,00 (Um milhão, quatrocentos e oito mil reais) foram divididos entre os docentes do quadro efetivo que já está depositado e disponível para a categoria.

Uma pergunta do Blog: os outros municípios estão seguindo o que manda a lei?

A cidade de Sanharó, distante 140 quilômetros do Recife, passou a receber, em fase de testes, água da Transposição do Rio São Francisco, desde sábado (09). Agora, já são quatro municípios atendidos por esse sistema que consiste na integração das Adutoras do Agreste/Moxotó: Arcoverde, Pesqueira, Belo Jardim e Sanharó. O município estava enfrentando um rodízio severo, com água apenas uma vez por mês. O local dependia do Sistema Bitury, cuja barragem entrou em colapso há quatro meses.

Segundo o presidente da Compesa, Roberto Tavares, a água do São Francisco está chegando em Sanharó de forma gradativa e a expectativa é que o primeiro ciclo de abastecimento, atendendo todos os bairros da cidade, seja concluído em dez dias. Os primeiros bairros beneficiados são Centro, Salgado, parte do Zacarias Ramalho, parte do Dr. Tonico e Santa Clara. Está sendo aproveitada a  parte já implantada da tubulação da Adutora do Agreste, mesmo sem a construção do Ramal do Agreste, obra do governo federal ainda não finalizada.

Para viabilizar o atendimento desses municípios, a Compesa projetou a Adutora do Moxotó, obra que teve investimento de R$ 85 milhões. Ela capta água do Rio São Francisco na Barragem do Moxotó, no Eixo Leste da Transposição, e se interliga na Estação de Tratamento de Água (ETA) de Arcoverde à Adutora do Agreste. Deste ponto, a água do Rio São Francisco percorre 80 quilômetros pela Adutora do Agreste até chegar à Estação de Tratamento de Água do Bitury, em Belo Jardim, onde é tratada e segue até às torneiras dos moradores de Sanharó. De acordo com a Compesa, a fase de testes deve durar 30 dias. “Nesta etapa, fazemos as correções necessárias, a exemplo de vazamentos. Estamos trabalhando também para abastecer o município de São Bento do Una nos próximos dias”, afirma o presidente da Compesa, Roberto Tavares.