Policial

Aves silvestres foram apreendidas com um homem de 43 anos na feira de pássaros de Afogados da Ingazeira — Foto: Polícia Militar/Divulgação

A 1ª Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente (Cipoma) apreendeu 73 aves silvestres durante uma operação neste sábado (16) em Afogados da Ingazeira, no Sertão de Pernambuco.

De acordo com o Cipoma, as apreensões ocorreram na feira de pássaros do município. Ao chegar no local, os policiais apreenderam aves silvestres, como galo de campina, azulão, salta caminho, canário da terra e patativa golinha.

Um homem de 43 anos foi levado para a Delegacia de Polícia Civil de Afogados da Ingazeira. Contra ele, foi registrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por crime ambiental. Os pássaros ficaram sob os cuidados do Cipoma. Com informações do G1/Caruaru e Região.

Por volta das 3h da madrugada desta sexta-feira (15), um homem foi preso em flagrante acusado de traficar drogas no município de Cabrobó, no Sertão de Pernambuco. A prisão aconteceu na BR-428. De acordo com a Polícia Militar, o efetivo notou o condutor de um Fiat Uno Mille “em atitude suspeita” e ao fazer a abordagem encontrou uma quantidade de maconha.

A equipe localizou três sacos plásticos contendo 28 embalagens da droga pronta para o consumo. Segundo a corporação, havia 27,510 quilos do entorpecente, que o suspeito afirmou ter comprado no Ibó e que iria realizar uma entrega a uma pessoa na cidade de Juazeiro da Bahia. Ele foi conduzido para a Delegacia de Polícia Civil de Cabrobó, onde foi autuado em flagrante delito por tráfico de drogas.

Em janeiro, a gestora havia sido ameaçada de morte, mas a polícia não informou se o ataque tem relação com as ameaças  / Foto: Cortesia/Divulgação

A fazenda da prefeita de Glória do Goitá, Adriana Dornelas Câmara Paes (PR), foi alvo de ataque na noite da segunda-feira (11). De acordo com a assessoria de comunicação do município, por volta das 19h os seguranças e a gestora ouviram um barulho suspeito, que parecia ser de arma de fogo, e ficaram em alerta.

Cerca de duas horas depois, um segundo barulho foi ouvido, dessa vez com mais clareza e mais intensidade. As polícias Civil e Militar foram acionadas e as equipes realizaram rondas na região para encontrar o autor ou os autores dos disparos.

A assessoria informou também que ainda não sabe se a chefe do Executivo municipal irá se pronunciar sobre o caso e nem se o ataque tem relação com as ameaças de morte contra a prefeita. 

Por meio de nota, a Polícia Civil informou que o delegado Sylvio Romero está à frente do caso, que ficará sob sigilo.

Ameaças

No dia 25 de fevereiro deste ano, foram publicados prints em uma página no Facebook de supostas conversas realizadas no dia 28 de janeiro em que a prefeita Adriana Paes é ameaçada de morte. Em uma das publicações, um dos suspeitos envolvidos informa que o crime deveria ser consumado ainda no começo de 2019.

Ainda segundo a suposta conversa, um policial militar, envolvido no combate ao tráfico de drogas da cidade, também foi ameaçado de morte.

Estatísticas da Secretaria de Defesa Social (SDS) traduzem o sentimento de impunidade da população em relação aos crimes contra a vida. Mais da metade dos homicídios registrados em Pernambuco nos últimos dois anos ainda não foram esclarecidos pela polícia. Em números: são pelo menos 5.308 assassinatos sem punição.

No total, 4.170 pessoas foram mortas em 2018. Uma delas foi Gilda Maria da Silva, de 40 anos. Segundo a polícia, dois homens chegaram à residência procurando pelo filho dela. Como não o encontraram, Gilda foi assassinada com cinco tiros. O crime aconteceu em 27 de março, no bairro da Muribara, em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife. Quase um ano depois, a polícia não concluiu a investigação e ninguém foi punido.

O caso de Gilda Maria da Silva se soma a outros 1.899 que ainda não foram elucidados pela Polícia Civil de Pernambuco. Isso significa que do total de homicídios registrados no ano passado, 46% estão sem nenhuma resposta. Enquanto isso, familiares das vítimas, de luto, clamam por punição aos assassinos.

A taxa de resolução dos crimes contra a vida é ainda pior quando se analisam os números de 2017. Naquele ano, considerado o mais violento da história do Pacto pela Vida, 5.427 pessoas foram assassinadas. Desse total, a polícia conseguiu concluir até hoje apenas 2.019 investigações. Resultado: 62,8% dos inquéritos não foram concluídos pela Polícia Civil.

Se analisados juntos os homicídios registrados entre 2017 e 2018, a taxa de resolução dos crimes é de 45%, ou seja, menos da metade dos inquéritos foram concluídos e remetidos à Justiça. Uma vitória da impunidade.

Os números foram obtidos pelo Ronda JC por meio da Lei de Acesso à Informação, porque a assessoria de imprensa da Polícia Civil de Pernambuco se nega a fornecer os dados públicos.

“Sou deputado, sou rico, aí vai morrer gente, a gente mata gente”, disse Fábio Macedo (PDT-MA), da Assembleia Legislativa do Maranhão, a um policial, enquanto era detido nesta sexta-feira (08), por suposto desacato e lesão corporal. Ele foi conduzido à Central de Flagrantes de Teresina após jogar um copo de vidro no rosto de um músico e de agredir um sargento da PM, segundo afirma a Polícia. Após a ocorrência, foi liberado. Ele deve ser ouvido novamente pelo Ministério Público Estadual do Piauí e a ameaça será investigada.

O deputado foi a uma casa de shows em Teresina, e teria tentado tomar o microfone de um dos integrantes da banda Léo Cachorrão, que resistiu. Mais tarde, ele teria atirado o copo contra o músico. Ele foi gravado em áudio e vídeo enquanto era conduzido pela Polícia Militar. “Prenda! Prenda!”, gritava para os policiais. “Eu sou um homem do povo, só sirvo o povo, sou um deputado reeleito. Se vocês acham que eu fiz alguma coisa, então prenda”, ordena o deputado, flagrado em vídeo.

Em um áudio, o deputado diz a um policial. “Sou deputado, sou rico, aí vai morrer gente, a gente mata gente. Vocês são polícia, né? A gente mata gente”.

Policial: “Eu não entendi o que está querendo dizer. Vocês mandam matar gente, é?
Deputado: “Sabe quem é Léo Macedo? Só de fama?”
Policial: “Qual é o nome do senhor?”
Deputado: “Fábio Macedo. “Eu sou estadual. Reeleito! Eu não fiz nada”.

Em seguida, ele ameaça o próprio músico que se lesionou.

Testemunha: “Rapaz, eu tô aqui lesionado, cara. Eu sou testemunha que você lesionou
Deputado: “Seja sincero”.
Testemunha: “Eu estou sendo sincero, eu te convidei para ir para a central”.
Deputado: “Você grita agora, você tá com um policial, mas eu também te pego”
Testemunha: “Mas tu não é autoridade”
Deputado: “Mas eu sou, eu sou marqueteiro, sou deputado, e sou rico e vou mandar te matar, vagabundo, vou te pegar. Eu te mato, eu sou deputado Macedo. Eu te mato”.

O secretário de Segurança Pública de Piauí, coronel Rubens Pereira, afirma ter recebido uma ligação do presidente da Assembleia do Maranhão, Othelino Neto (PC do B), que pediu desculpas em nome da Casa. “Adotamos os procedimentos que a lei nos permite como a qualquer outro cidadão, sem distinção ou privilégio ou retaliação em função do cargo que ele ocupa”.

“De nossa parte e dos policiais do Piauí, nenhum ressentimento ou mau juízo dos que honrosamente integram o Parlamento maranhense”, diz o secretário.

Após levar o deputado, a polícia lavrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência, que é feito em casos de crimes cujas penas máximas não ultrapassem dois anos. O deputado ainda pode ser alvo de inquérito relacionado à ameaça. Com informações do Jornal O Estado de S.Paulo.

Polícia Civil apreendeu dinheiro e itens de luxo em casa de ex-diretor de hospital — Foto: Edésio Lemos/Polícia Civil/Divulgação

Policiais civis apreenderam cristais, relógios, bolsas, perfumes e outros itens de luxo na residência do ex-diretor administrativo-financeiro do Hospital Metropolitano Norte Miguel Arraes de Alencar (HMA), Rodrigo Cabral de Oliveira, denunciado por desviar R$ 2,237 milhões da unidade. Com a apreensão, a Polícia investiga se houve crime de lavagem do dinheiro desviado.

A apreensão ocorreu na quinta-feira (28), no bairro das Graças, na Zona Norte do Recife, e foi divulgada nesta sexta-feira (1º). Além dos bens, foram apreendidos R$ 12 mil em dinheiro, uma bolsa avaliada em R$ 14 mil e um carro avaliado em mais de R$ 100 mil.

“São produtos de luxo, grande parte adquirido após os desvios de dinheiro do hospital. Isso configura, até o momento, lavagem de dinheiro”, diz o delegado Diego Pinheiro, do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

Com a apreensão dos bens, a polícia vai dar continuidade às investigações. “Estamos verificando se outras pessoas também participaram do esquema”, diz Pinheiro, em referência ao desvio verba do HMA por pelo menos 137 vezes. Ao todo, R$ 2,2 milhões foram subtraídos do orçamento do hospital.

Carro apreendido foi avaliado em R$ 100 mil — Foto: Edésio Lemos/Polícia Civil/Divulgação

Segundo o delegado, o ex-diretor do HMA falsificava recibos de prestadores de serviço e utilizava contas de pessoas de seu convívio para depositar o dinheiro e, em seguida, os valores voltavam para sua conta.

Ainda de acordo com a polícia, a esposa de Rodrigo, Viviane Baptista, também é investigada. “Todas as pessoas que tiveram suas contas utilizadas eram funcionárias dela, da residência do casal”, afirma.

O casal está respondendo em liberdade ao primeiro inquérito, em que foram indiciados pelo crime de peculato. “Vamos concluir as investigações desse novo caso, para saber se houve lavagem de dinheiro e se havia outras pessoas”, diz Pinheiro.

Procurada, a defesa de Rodrigo Cabral e Viviane Geli afirmou ter recebido “com surpresa a adoção dessa medida de busca e apreensão” e que a medida cautelar “representa pura perseguição ao casal, que não cometeu crime e provará a inocência no curso da ação penal, sem sensacionalismo e parcialidade”.

Denúncia do MPPE

As condutas criminosas teriam ocorrido durante dois anos e sete meses, entre janeiro de 2016 e julho de 2018, segundo Ministério Público de Pernambuco (MPPE). As investigações apontam que ele agia junto com a esposa, a gerente comercial Viviane Gelli Baptista, de 39 anos, que também está foragida. Os dois foram denunciados à Justiça por peculato.

O hospital é ligado à Fundação Professor Martiniano Fernandes (Imip Hospitalar), organização social de saúde que tem convênio com a Secretaria Estadual de Saúde. Os desvios foram descobertos após uma fiscalização feita pelo Ministério do Trabalho no Hospital Miguel Arraes.

No mesmo período em que a ação fraudulenta era praticada, o relatório do Hospital Miguel Arraes apontava que a unidade de saúde funcionava com lotação superior à capacidade e ausência de uma política de reposição de bens, registrando perda de equipamentos e mobiliário em geral. O documento reforçava a necessidade da aquisição de equipamentos de suporte à vida e da ampliação de leitos.

O secretário de Defesa Social (SDS), Antônio de Pádua, falou pela primeira vez sobre a polêmica envolvendo o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Joselito Kehrle Amaral, que foi filmado usando um carro oficial em um momento de lazer na praia de Boa Viagem. Abordado pela equipe da TV Jornal, após uma coletiva de imprensa sobre o esquema de segurança no Carnaval, Pádua afirmou que provas estão sendo colhidas para comprovar a denúncia que repercutiu nas redes sociais nos últimos dias.

“Essa situação já está sendo conduzida pela Corregedoria da SDS, que está avaliando, ouvindo pessoas, colhendo provas para que seja, ao final, colocado aí o que aconteceu de fato. Em momento oportuno, a SDS vai se pronunciar sobre o caso”, declarou o secretário.

Na coletiva de imprensa sobre a segurança no Carnaval chamou atenção à ausência de Joselito Kehrle. No lugar dele estava o atual subchefe da Polícia Civil, Nehemias Falcão. Todo o restante da cúpula da SDS estava presente no encontro com jornalistas.

 Nas imagens gravadas no dia 27 de janeiro deste ano, Joselito aparece entrando no carro oficial logo depois de sair da orla de Boa Viagem. Logo em seguida, aparecem nas imagens a esposa (que é policial civil e jornalista) e a filha do delegado. Todos estão em trajes de banho. Eles entram na viatura descaracterizada. O veículo é locado para a Polícia Civil.

Em nota enviada na última terça-feira (19), a Corregedoria da SDS informou que já foi aberta uma investigação preliminar sobre o uso do veículo oficial pelo chefe de Polícia Civil. “Desde a sexta-feira passada, o próprio servidor contatou a Corregedoria, tendo ontem pela manhã comparecido ao órgão para prestar esclarecimentos”. Do Ronda JC.

Do Ronda JC

Apesar de, mês a mês, a Secretaria de Defesa Social (SDS) anunciar que os registros de roubos e furtos em Pernambuco estão em queda, uma antiga modalidade de crime continua em crescimento e desafia a polícia. Estatísticas revelam que o número de sequestros relâmpago aumentaram 41,3%. Foram 171 ocorrências no ano passado contra 122 em 2017.

O levantamento foi obtido por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). Os números mostram que houve aumento dos casos em municípios da Região Metropolitana do Recife e também no Sertão.

A capital pernambucana, por exemplo, teve o mesmo aumento registrado em nível estadual: 41%. Foram 17 ocorrências em 2018. No ano anterior, a polícia contabilizou 12.

Um dos casos de sequestro relâmpago ocorreu em novembro do ano passado, no Centro do Recife. Uma tabeliã e o motorista dela foram surpreendidos por criminosos após saírem de um cartório.  Os assaltantes exigiram R$ 50 mil para liberar as vítimas. Como a quantia não foi entregue, a tabeliã e o motorista tiveram os pertences roubados e permaneceram sob ameaças por quase uma hora.

Em Jaboatão dos Guararapes, o número de casos dobrou de um ano para o outro. Saltou de quatro para oito ocorrências. Em Igarassu, quatro pessoas foram vítimas da violência em 2018. No ano anterior foi registrado apenas um caso.

Já no Sertão de Pernambuco, pelo menos dois municípios chamam a atenção. Em Petrolina, 13 sequestros relâmpagos foram contabilizados pela polícia no ano passado. Já em 2017 foram quatro ocorrências. Um aumento de 225%. No município de Afrânio, três vítimas em 2018. Nenhum caso foi registrado em 2017.

Em Caruaru, no Agreste do Estado, houve queda nos números, mas o resultado ainda é preocupante. Quinze ocorrências em 2018 contra 16 no ano anterior.

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Mais de 1,2 mil botijões de gás recuperados e 12 pessoas presas. Esse foi o saldo de uma operação realizada pela Polícia Militar na tarde do sábado (16) em Gravatá, no Agreste de Pernambuco. Por volta das 13h30 de ontem, um caminhão carregado de botijões foi roubado na BR-232, próximo ao Trevo da entrada de Gravatá, no sentido Recife – Caruaru.

Os policiais militares ficaram sabendo da ocorrência enquanto estavam em uma ação de combate aos CVPs (Crimes Violentos contra o Patrimônio), na cidade de Limoeiro, também no Agreste. Ao chegarem ao endereço indicado, os botijões estavam sendo descarregados por moradores da localidade.

Ao serem questionados sobre a origem do material, eles alegaram que um homem havia oferecido R$ 100 para que eles fizessem o serviço. Os agentes prenderam 12 suspeitos e recuperaram a carga roubada. Os envolvidos no roubo foram conduzidos à Delegacia de Limoeiro para as providências legais cabíveis. (Imagem Ilustrativa)

Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), investiga casos de homicídio — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press

Em janeiro de 2019, Pernambuco contabilizou 305 homicídios. O número é 32,5% menor do que os 452 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) registrados no mesmo mês do ano anterior. Os dados foram divulgados nesta sexta (15) pela Secretaria de Defesa Social (SDS).

Segundo o órgão, o primeiro mês de 2019 teve o menor número de homicídios em quatro anos, ficando atrás somente de janeiro de 2014, que teve 256 homicídios. Ainda em 2019, a SDS contabilizou as prisões de 201 suspeitos de homicídios, sendo 88 em flagrante e outros 113 em cumprimento de mandados.

Na Região Metropolitana do Recife, a SDS registrou 85 mortes violentas, 46% a menos do que os 160 homicídios contabilizados em janeiro de 2018. No Agreste, foram 75 homicídios em janeiro de 2019, enquanto que, no mesmo período de 2018, foram 105, ou seja, 28,5%.

A Zona da Mata teve uma queda de 27% entre os meses de janeiro de 2018 e 2019, que tiveram, respectivamente, 85 e 62 casos registrados de homicídios. No Sertão, houve 34 homicídios em janeiro de 2019, 22% a menos do que os 44 casos contabilizados no mesmo mês do ano anterior.

Em todo o estado, a SDS aponta o tráfico de drogas, acerto de contas e outras atividades criminais como as motivações de 218 dos 305 crimes. Ainda dentro do total de homicídios de janeiro de 2019, foram 50 crimes motivados por conflitos na comunidade. Houve, ainda, sete feminicídios registrados no mês em questão.

Estupros

Em janeiro de 2019, a SDS recebeu 149 denúncias de estupro. No mesmo período de 2018, houve 220 notificações do tipo, o que representa uma diminuição de 32% nas ocorrências do tipo.

Roubos

Em relação aos roubos no estado, a SDS registrou 6.717 ocorrências em janeiro de 2019, contra 8.655 ocorrências, no mesmo período de 2018. Os dados foram divulgados pela SDS na quinta-feira (14).

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Após contagem nominal dos presos, a Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres) informou no final da tarde desta quinta-feira (14), que sete detentos fugiram da ala de segurança máxima da Penitenciária Professor Barreto Campelo, em Itamaracá, Litoral Norte de Pernambuco. Segundo a pasta, policiais realizam diligências na tentativa de recapturar os presos. Em paralelo também há uma investigação sobre a ocorrência.

Na noite da quarta-feira (13) um grupo de cerca de 20 homens realizou uma operação para resgatar presos de alto poder de influência. Entre eles, José Maria Pedro Rosendo Barbosa (foto), que cumpria pena de 50 anos e quatro meses por ser mandante da execução do promotor do Ministério Público de Pernambuco Thiago Faria Soares, então titular da comarca de Itaíba, e pela tentativa de homicídio contra a advogada Mysheva Martins, noiva da vítima, e Adautivo Martins, tio dela.

Durante o resgate dos presos, um sargento da Polícia Militar que fazia a segurança do local foi morto. Rinaldo Azevedo Campelo, 49 anos, estava em uma das guaritas quando foi atingido por um tiro na cabeça quando reagiu à ação.

Em coletiva, o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, disse acreditar na recaptura dos fugitivos. “No ano passado houve mais de 73 fugas dos presídios e mais de 50 foram localizados”, acrescentou. Ele também questionou as críticas feitas pelo Sindicato dos Agentes Penitenciários de Pernambuco (Sindasp) de que faltam estruturara e agentes penitenciários no local. Segundo a entidade, as guaritas estavam desativadas.

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Um grupo de detentos fugiu, na noite de quarta-feira (13), da Penitenciária Professor Barreto Campelo, na Ilha de Itamaracá, no Grande Recife. Durante a fuga da unidade, que é de segurança máxima, os presos trocaram tiros com um policial militar, que foi atingido na cabeça e morreu, segundo a Polícia Civil.

A fuga desta quinta foi planejada para “resgatar presos de alto poder aquisitivo”, segundo o Secretário de Justiça de Pernambuco, Pedro Eurico. Entre os fugitivos, está José Maria Rosendo, condenado em 2016 como mandante do assassinato do promotor de Itaíba Thiago Farias. O crime aconteceu em 2013.

“Foi uma operação de presos que têm poder. Não apenas de José Maria Rosendo. Mas não tem nada a ver com facção, com organização criminosa”, afirma Pedro Eurico. O secretário caracterizou a ação como “muito bem planejada”.

Até o início da tarde desta quinta-feira (14), o governo não tinha informado o número do total de fugitivos nem quais detentos seriam o alvo do resgate. A Secretaria de Ressocialização realizou a contagem nominal durante a manhã para identificar quem escapou. Ainda não houve recapturas.

O delegado João Brito, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que esteve na Barreto Campelo, afirmou que o sargento da reserva remunerada da PM Rinaldo Azevedo Campelo, de 49 anos, fazia a guarda externa da prisão quando percebeu o plano de fuga, reagiu e foi baleado. Ele chegou a ser socorrido por um agente penitenciário, mas morreu ao dar entrada no hospital local.

Em nota, a Polícia Militar de Pernambuco lamentou a morte do sargento da reserva e informou que o sepultamento foi marcado para as 16h desta quinta, no Cemitério de Santo Amaro, no Recife.

Suspeitos se encontravam subtraindo água de tubulação sem autorização / Foto: NE10

Dois homens de 20 e 50 anos foram flagrados pela Polícia Militar furtando água da tubulação da empresa que faz a transposição das águas do Rio São Francisco, às margens da BR-232, na cidade de Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco, nessa quarta-feira (13).

De acordo com a Polícia Militar, em dois pontos os suspeitos se encontravam subtraindo água de tubulação sem autorização, com um caminhão pipa e uma carroça. Todos os envolvidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia na cidade de Belo Jardim, conforme informou a polícia.

Na operação, estão sendo cumpridos sete mandados de prisão e seis de busca e apreensão domiciliar / Foto: Divulgação/PCPE

Na manhã desta terça-feira (29), a Polícia Civil deflagrou a 7ª Operação de Repressão Qualificada de 2019. Denominada ‘Currus’, a ação policial, ligada à Diretoria Integrada Especializada (Diresp), conta com 50 policiais, entre delegados, agentes e escrivães.

Segundo a Polícia Civil, as investigações que deram origem à operação iniciaram há um ano, em janeiro de 2018. A ‘Currus’ visa prender integrantes de organizações criminosas, responsáveis por roubos, tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Na operação, estão sendo cumpridos sete mandados de prisão e seis de busca e apreensão domiciliar. Os mandados foram expedidos pela Vara Criminal da Comarca de Recife.

Detalhes

Ainda de acordo com a polícia, os detalhes da operação serão divulgados na manhã desta terça, na sede do Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri), em Afogados, Zona Oeste do Recife.

A chamada lista da morte que circula em Chã Grande, a 82 quilômetros do Recife, desde 2016, voltou a aterrorizar a população de cerca de 22 mil habitantes. É que no último final de semana foi morta mais uma pessoa marcada para ser assassinada. A vítima foi o adolescente José Moisés Avelino, 17 anos. Até agora, dez pessoas que tiveram os nomes divulgados em duas listas já foram executadas. Há quinze dias, um outro jovem listado, com 18 anos, sofreu um atentado a tiros, mas sobreviveu.

A primeira lista foi divulgada na parede do cemitério da cidade. Na mesma havia nomes e apelidos das pessoas visadas para morrer. Desta primeira divulgação, sete pessoas das 19 já morreram. Em março do ano passado, uma nova lista foi divulgada, desta vez em uma escola abandonada no centro de Chã Grande. Três pessoas da divulgação mais recente foram assassinadas.

Um áudio que circula até hoje pelo WhatsApp entre a população traz uma gravação com a voz de um homem relatando as ameaças contra as pessoas da lista. “Quero pegar aquela raça safada que está fazendo mal ao povo”, diz a voz anônima. Segundo a polícia, alguns dos mortos têm envolvimento com o tráfico de drogas. Com informações do Diário de Pernambuco.