Policial

PM foi preso e levado para o 1º Batalhão da Polícia Militar da Paraíba, em João Pessoa — Foto: Divulgação/PMPB/Arquivo

G1

Duas pessoas ficaram feridas após um policial militar de Pernambuco atirar durante uma confusão em um festival que acontece na praia de Intermares, em Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa, na madrugada deste domingo (19). De acordo com a Polícia Civil, o PM é da cidade de Serra Talhada e teria atirado depois que um homem soltou uma cantada para a namorada do policial.

Segundo a Polícia Civil, após o PM atirar uma vez, seguranças do festival foram até o local e durante a abordagem ao suspeito, ele atirou novamente, atingindo um segurança. Após o crime, o PM foi levado para o 1º Batalhão da Polícia Militar de João Pessoa, onde aguarda audiência de custódia.

A assessoria de comunicação do Fest Verão Paraíba 2020, evento onde aconteceu o crime, informou, às 14h30, que uma das vítimas foi atingida na perna e está internada em estado regular em um hospital particular de João Pessoa. A outra vítima foi atingida de raspão e não há informações sobre se ela deu entrada em nenhuma unidade hospitalar.

Ainda de acordo com a assessoria do festival. Ao entrar na arena onde acontece o evento, as pessoas são revistadas e todos que têm porte de arma e que são integrantes de força de segurança pública têm o nome e as informações da arma registradas. Ainda é sugerido para estas pessoas que guarde a arma em um cofre do evento, mas essa opção não é obrigatória e não foi seguida pelo suspeito.

A Polícia Militar de Pernambuco informou que vai emitir uma nota sobre o caso ainda neste domingo (19).

Funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) dizem que o governo criou um grande factoide ao anunciar a contratação de 7 mil militares para colocar os processos em dia e reduzir as filas de pedidos de benefícios. Eles não darão conta do trabalho, não na velocidade prometida pelo presidente Jair Bolsonaro. 

Segundo integrantes do INSS, a ideia de contratação de militares surgiu do nada, porque não se tinha nada de concreto a ser feito. O instituto está sucateado, apesar de o governo propagar a história do INSS digital, que mais de 90 serviços podem ser realizados por meio da internet. 

“O INSS tem, sim, que passar por uma grande reestruturação, mas nada foi feito pelo atual governo nem pelos anteriores para modernizar de verdade o sistema de gestão”, afirma um gerente de um dos mais movimentados postos de atendimento do Distrito Federal. 

Ele ressalta que sai governo, entra governo, tudo continua na mesma. “Por isso, impera o descaso no atendimento, sobretudo aos mais pobres, pois aqueles que têm amigos no poder furam as filas de atendimento, têm tratamento vip”, ressalta o mesmo gerente. 

Tempestade perfeita  

Para técnico, os militares contratados terão que passar por um amplo processo de treinamento. “Não será da noite para o dia que vão resolver tudo. Estamos falando de um trabalho complexo, que demanda tempo para aprendizado”, frisa. “Pelo que fomos informados, nem se sabe quem são esses militares. Ou seja, anunciam coisas sem combinar o jogo.” 

Os funcionários do INSS dizem que o atual governo sabia de todos os impactos da aprovação da reforma da Previdência nos sistemas de concessão de benefícios, mas não fez nada de efetivo para preparar o órgão para as mudanças. E mais: boa parte dos processos encalhados deu entrada no INSS antes da reforma. Portanto, os processos já poderiam ter sido solucionados. 

O que se fez, em vez de agilizar o atendimento do INSS, foi criar uma série de burocracias para a concessão de benefícios. O governo se preocupou em reter os processos para não aumentar a fatura com aposentadorias. Deu no que deu. “Estamos assistindo no INSS a tempestade perfeita: falta de pessoal, governo despreparado e mudança de regras”, completa outro funcionário do INSS.

Chico Peixoto/LeiaJáImagens/Arquivo

Processos na Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social (SDS) de Pernambuco resultaram em 62 desligamentos na Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil em 2019. Entre os excluídos ou demitidos estão pessoas acusadas de tráfico, homicídio e facilitação de fuga de preso.

De acordo com a SDS, foram 38 exclusões, 12 demissões e 12 licenciamentos a bem da disciplina (modalidade de exclusão para praças) no ano anterior. Considerando apenas a Polícia Militar, foram 35 exclusões, 12 licenciamentos a bem da disciplina e duas demissões. No Corpo de Bombeiros, houve três exclusões. Já na Polícia Civil, ocorreram 10 demissões.

As causas mais frequentes de exclusão ou demissão de servidores e militares das operativas da SDS foram: peculato (11 casos), roubo (10), tráfico (10), homicídio (8), associação criminosa (3), facilitar fuga de preso (3) e valer-se do cargo para obter vantagem (3).

Entre as exclusões do último ano está a de um cabo da Polícia Militar acusado de matar um lojista após discussão em partida de dominó em um bar de Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife. Também foi excluído um soldado acusado de roubos e estupros e que foi preso portando uma arma de sua propriedade e com uma moto sem placa.

Ainda em 2019, a Corregedoria decidiu pela exclusão de um soldado acusado de furtar R$ 500 em espécie de uma casa que ele vistoriou. Um cabo foi desligado da corporação após ter sido alvo de operação da Polícia Civil, que encontrou 16 armas de fogo em sua casa. Continue reading

A Polícia Civil de Pernambuco reconheceu por meio de nota ao Ronda JC, que apenas 12% das delegacias funcionam em regime de plantão. Segundo a assessoria do órgão, há 368 unidades policiais em todo o Estado, mas só 45 funcionam 24 horas por dia, com prisões em flagrante e boletins de ocorrência.

A reportagem do blog denunciou que delegacias de bairros como Ipsep, Ibura, Jordão, Joana Bezerra, entre outros, só funcionam das 8h às 18h de segunda a sexta-feira. Nos outros horários, as portas estão fechadas.

A nota da Polícia Civil, no entanto, afirma que as unidades que não estão em regime de plantão “atendem à população no registro dos boletins de ocorrência”.

O problema é que, na prática, não é bem assim. São constantes as denúncias de pessoas que procuram essas delegacias à noite, mas não conseguem sequer uma orientação. Fica a sugestão à cúpula da Polícia Civil e à Corregedoria da Secretaria de Defesa Social para que equipes façam uma visita surpresa a essas unidades.

A seguir, a nota oficial da Polícia Civil:

“A Polícia Civil de Pernambuco informa que trabalha diuturnamente para garantir o atendimento à população que necessita dos seus serviços. São 368 delegacias em todo o Estado (incluindo as localizadas dentro dos Complexos Policiais e as 26 delegacias seccionais) e as 45 delegacias que possuem regime de plantão, compreendendo ainda as delegacias especializadas para o atendimento à Criança e ao Adolescente e também à Mulher. Ainda, nas unidades da Corporação, fora dos horários de expediente, feriados e finais de semana, as delegacias que não são sede de plantão, atendem à população no registro dos boletins de ocorrência. Vale lembrar que existe a possibilidade de, no conforto do seu lar, o cidadão registrar através da Delegacia pela Internet os crimes previstos para registro online (http://servicos.sds.pe.gov.br/delegacia). A atual gestão vem realizando investimentos aportados em recursos humanos e infraestrutura, visando também bem atender à população. Ano passado, 511 concursados foram convocados para o curso de Agentes de Polícia, o que robustecerá ainda mais à atuação da Corporação. Em 2018, já haviam sido convocados 850 classificados do mesmo concurso (aberto em 2016), dos quais 620 eram agentes. Agora, serão 1.131 novos agentes, mais que o dobro do previsto no lançamento do concurso público. O empenho dos policiais civis tem feito com que a Corporação tenha superado, em 2019, todos os indicadores históricos, fazendo com que a PCPE se destaque no cenário nacional, com uma taxa de resolução de homicídios que ultrapassa os 60%, enquanto a média nacional gira em torno de 10%.”

Divulgação/ PRFPE

Cerca de 95 mil latas de cerveja sem nota fiscal foram apreendidas em um caminhão que transitava na BR-423, em Garanhuns, no Agreste pernambucano. A mercadoria estava dividida em 7.920 caixas e seguiria para o Paraná.

Na quarta-feira (1º), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) verificou o caminhão no quilômetro 93 da rodovia. Sem documentação da carga, o motorista informou que comprou as bebidas em um mercado de Natal, no Rio Grande do Norte e as entregaria em Curitiba, no Paraná.

O veículo foi conduzido ao pátio da PRF e a ocorrência seguiu para a Secretaria da Fazenda de Pernambuco (SEFAZ), onde as medidas cabíveis fossem adotadas. 

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O prefeito João Gregório Neto (PSD), da cidade de Granjeiro, no estado do Ceará, foi morto a tiros enquanto caminhava próximo à parede do Açude Junco, na manhã de terça-feira (24). A vítima foi atingida pelas costas.

Segundo moradores da cidade, um carro com suspeitos foi visto se aproximando do gestor municipal. Logo depois, foram ouvidos pelo menos três disparos. Moradores tentaram socorrer o prefeito, mas quando chegaram próximo ao local ele já estava morto. A autoria e a motivação da morte ainda não foram confirmadas pela polícia.

Alvo de operação da Polícia Federal

João Gregório foi alvo de uma ação da Polícia Federal há pouco mais de um ano. Ele era suspeito de movimentar cerca de R$ 26 milhões na conta de um parente beneficiário de aposentadoria rural, num período de dois anos, segundo investigações da Operação Bricolagem, relativas a fraudes em licitações para construção de escolas. O valor dos contratos fraudados somava cerca de R$ 5 milhões. Um dos mandados foi cumprido em sua casa, onde foram encontrados R$ 213 mil em espécie, guardados em caixas de sapato.

O valor movimentado na conta do parente foi quase R$ 10 milhões a mais que o orçamento de todo o município de Granjeiro, cidade com 4,5 mil habitantes. Em 2017, o orçamento municipal anual foi de R$ 17 milhões, conforme a Prefeitura Municipal de Granjeiro.

Na época, o advogado do prefeito, Igor Rodrigues Lucena, informou que o “prefeito garantiu que não teria como ter mexido irregularmente em R$ 26 milhões do Município, pois a arrecadação anual é de R$ 13 milhões e ele assumiu a Prefeitura em 2017”. Continue reading

O ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB) deixou a prisão na noite deste sábado (21). Ele estava detido na Penitenciária de Segurança Média da Mangabeira, em João Pessoa, desde a tarde de sexta-feira (20).

Coutinho saiu num carro acompanhado do filho Rico Coutinho e da companheira Amanda Rodrigues.

Mais cedo, o ministro Napoleão Nunes Maia Filho, do Superior Tribunal de Justiça, concedeu habeas corpus, durante o Plantão Judiciário, e determinou a soltura imediata do ex-governador.

O político foi preso na noite da quinta-feira (19), no âmbito da sétima fase da Operação Calvário, que apura desvios de R$ 134,2 milhões em verbas da saúde e da educação no Estado.

Outro alvo da Calvário/Juízo Final, a prefeita de Conde, Márcia Lucena, também foi solta. Ela foi recebida por militantes, aos gritos de “deixa a professora trabalhar”, e fogos de artifícios.

A prefeita parou e fez um pequeno discurso. Disse que o momento é de voltar a lutar pelo povo de Conde, e colaborar com a Justiça. Ressaltou que está tranquila e serena.

A Procuradoria-Geral da República enviou manifestação ao Superior Tribunal de Justiça neste sábado defendendo a manutenção da prisão preventiva do ex-governador da Paraíba.

Coutinho governou a Paraíba entre 2011 e 2018, período em que, segundo as investigações, teria comandado organização criminosa que se instalou no Palácio da Redenção para propinas e desvios milionários na área da saúde e em outros setores de sua administração.

No dia da operação, o ex-governador declarou em sua página no Instagram que “foi surpreendido” com a decisão judicial que decretou sua prisão preventiva.

Um novo golpe está sendo aplicado em Pernambuco usando o nome da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. As vítimas recebem uma ligação de um suposto tenente “Silva” pedindo dinheiro para uma rifa de R$ 150, valor que seria destinado para reformar o Clube de Oficiais da PM e dos Bombeiros. Porém, trata-se de um golpe, já que no interior do Estado, onde foram registradas ligações, sequer há clube de oficiais.

Um golpe semelhante foi aplicado em dezembro do ano passado, época em que as pessoas estão com mais dinheiro por causa do 13º salário. Um comerciante que recebeu a ligação percebeu que se tratava de uma mentira, já que o pai dele é militar e nunca havia comentado nada sobre o assunto. “Eu disse a ele que não tinha interesse em nenhuma cartela, que não poderia ajudar, aí ele disse: ‘mas todos os comerciantes estão ajudando, você não vai ajudar com nada?'”, contou.

Alguns policiais militares foram procurados por pessoas conhecidas para questionar se a campanha realmente estava acontecendo. “A primeira prova de que se trata de uma fraude é que nós não temos clube da Polícia Militar no interior do Estado. Os dois clubes que nós temos são na capital e não existe campanha nesse sentido. As pessoas precisam ficar bastante atentas porque o estelionatário é muito inteligente”, alertou o subcomandante do 4º Batalhão da PM, major Josivaldo.

Um policial chegou a receber a ligação e acionou o serviço de inteligência da corporação para tentar identificar o(s) suspeito(s). “O Corpo de Bombeiros jamais pede dinheiro diretamente para qualquer pessoa. A população tem que desconfiar sempre dessas pessoas que ligam pedindo dinheiro. Se tiver dúvida, ligue diretamente para a instituição e pergunte”, orienta o capitão do CB, Adriano Marçal. As informações são da TV Jornal.

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A Polícia apresentou na manhã desta quarta-feira (18),  detalhes sobre a tentativa de homicídio contra o secretário-executivo da Ammpla, José Carlos Alves, registrada na manhã do último dia 11 no bairro Cidade Universitária em Petrolina, no Sertão de Pernambuco.

O delegado que conduz a investigação, Gregório Ribeiro, afirmou que foi possível chegar até a  identidade do executor identificado como Wellington Pereira dos Santos, por meio dos vestígios deixados pelo acusado. Ribeiro salientou que desde o atentado o autor do crime se encontra foragido.

A polícia disse também que após o crime ele percorreu cerca de 3 km a pé e despistou as buscas policiais por não se misturar no meio da população.

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurou, nessa terça-feira (17), um inquérito civil para investigar supostas irregularidades envolvendo profissionais da Polícia Civil que atuam na Delegacia de Floresta, no Sertão do Estado. De acordo com o promotor de Justiça Cícero Barbosa Monteiro Júnior, os problemas foram apontados no ano de 2018 pelo juiz que atuava na comarca do município.

Entre as irregularidades, houve ausência de resposta a um requerimento do Ministério Público pela autoridade policial (delegado) e também a ausência de peças (provas) que deveriam constar nos inquéritos policiais.

Em nota, o MPPE informou que as autoridades policial foram notificadas para prestarem esclarecimentos sobre o trabalho na Delegacia de Floresta. Também foi solicitado à Polícia Civil o envio de cópia do procedimento administrativo que está tramitando na Corregedoria-Geral da Secretaria de Defesa Social para apurar a conduta dos profissionais.

PF apura fraudes de R$ 457 milhões em licitações e desvios no DNIT de Minas

O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) deflagraram na manhã desta terça-feira (17) a terceira fase da operação Assucena, que apura desvios de aproximadamente R$ 6 milhões em concessões fraudulentas de créditos rurais da Caixa Econômica Federal. O objetivo é cumprir nove mandados de prisões temporárias e 17 de busca e apreensão, nos estados do Ceará, Paraná e Roraima.

Entre as medidas expedidas pela 4ª Vara da Justiça Federal em Roraima, após representação policial e manifestação do MPF em Roraima, ainda foram concedidos a quebra do sigilo bancário e fiscal e o bloqueio de bens e valores de alguns envolvidos. Mais de 60 Policiais Federais participam da operação.

As primeiras fases da investigação identificaram um esquema fraudulento na concessão de créditos rurais junto à Caixa Econômica Federal. A fraude consistia em uma articulação prévia entre um gerente da Caixa Econômica, um projetista (engenheiro agrônomo, representante de empresa de projetos agrícolas credenciada pela Caixa) e particulares beneficiários do crédito rural, os laranjas, que após obter o empréstimo ficavam inadimplentes.

O esquema só foi possível com o apoio de pessoas do banco estatal, as quais indicavam aos suspeitos o projetista, que consolidava os projetos utilizando os dados dos laranjas e das empresas de fachada, bem como criava as garantias inexistentes. As concessões dos créditos aconteciam sem a fiscalização das terras e sem a verificação de cadastro dos interessados, o que permitia que um beneficiário do Bolsa Família recebesse cerca de R$ 200 mil em empréstimos. Continue reading

Ronda JC

Com estardalhaço, o Governo de Pernambuco anuncia nesta terça-feira (17) a redução da violência no Estado. No total, uma sequência de 24 meses com queda dos homicídios.  Ainda há uma longa guerra a ser vencida, já que os números permanecem altíssimos, mas o Pacto pela Vida parece, finalmente, ganhar um novo fôlego. Só que, em paralelo à redução dos números da violência, o Governo do Estado tem outro desafio: solucionar milhares de investigações pendentes – cobrança feita inclusive pelo Ministério Público de Pernambuco.

Levantamento do Ronda JC, obtido por meio da Lei de Acesso à Informação, aponta que mais de 6 mil homicídios, registrados entre janeiro de 2017 e outubro de 2019, ainda não tiveram as investigações concluídas. São famílias, enlutadas, que ainda estão à espera de justiça.

Em 2017, ano que registrou o recorde de homicídios da história de Pernambuco, 5.428 pessoas foram assassinadas. Desse total, 3.336 casos ainda não foram solucionados, ou seja, 61,5%.

No ano passado, com 4.173 homicídios contabilizados, 1.766 ainda estão em fase de investigação. De janeiro a outubro deste ano, 2.779 pessoas foram mortas, segundo a Secretaria de Defesa Social (SDS). Mas, 1.243 inquéritos ainda não foram concluídos para punir os culpados.

Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri), no Recife, é responsável por investigar os CVPs — Foto: Mônica Silveira/TV Globo

O mês de novembro teve 5.584 crimes violentos contra o patrimônio (CVPs) registrados em Pernambuco, o que representa uma média de 186 assaltos por dia. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) nesta sexta-feira (13). Com isso, em 2019, as queixas de vítimas de roubo totalizaram 73.285 ocorrências.

Os CVPs incluem desde roubos de veículos, cargas e celulares até assaltos a ônibus. O total de crimes desse tipo em novembro é 27,2% menor que o mesmo mês de 2018 e, segundo o governo, o menor desde 2014, ficando atrás apenas dos registros de dezembro daquele ano, quando foram registrados 5.449 crimes contra o patrimônio.

Ao se comparar os registros dos 11 meses de 2019 com o ano anterior, houve redução de quase 15 mil CVPs. Até novembro, foram 88.263 notificações em 2018.

Novembro de 2019 foi o terceiro mês seguido sem nenhuma investida criminosa consumada contra bancos, caixas eletrônicos e carros-fortes, segundo o governo. Entretanto,  assaltantes roubaram um revólver calibre 38, dinheiro e pertences de funcionários na entrada do posto de atendimento do Bradesco, localizado no Hospital Oswaldo Cruz, no bairro de Santo Amaro, no Recife.

A secretaria registrou 70 assaltos a ônibus durante os 30 dias de novembro. No mesmo período do ano anterior, foram 96. Nos onze meses do ano, foram 770 queixas do tipo registradas. No mês, também foram registrados incêndios a coletivos durante ações de criminosos. Continue reading

Plantios de maconha são erradicados no Sertão

A Polícia Federal e a Polícia Militar começaram a erradicar dois plantios de maconha dentro da operação “Facheiro V” nessa quinta-feira (12) em ilhotas próximo a zona rural de Cabrobó, no Sertão pernambucano.

Foram erradicados 1.412 pés de maconha, dividido em 353 covas. Segundo informações da polícia, todos os pés foram erradicados e incinerados no local. Uma amostra foi entregue na Delegacia de Polícia Federal de Salgueiro.

A abordagem aconteceu durante uma fiscalização no quilômetro 185 da BR-428 / Foto: Divulgação

JC Online

Nesta quinta-feira (12), dois homens, um de 41 anos e o outro de 19, foram detidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), na BR-428, em Petrolina. Eles carregavam 200 mil maços de cigarros contrabandeados. A carga era transportada em um caminhão do tipo baú e está avaliada em cerca de R$ 1 milhão. Seus nomes não foram divulgados.

Abordagem

A abordagem aconteceu durante uma fiscalização no quilômetro 185 da rodovia. O motorista do caminhão, com placas da Paraíba, informou que estava transportando engradados vazios para carregar frutas, mas, depois de uma vistoria detalhada no interior do veículo, foram encontradas centenas de caixas com os cigarros de origem coreana.

Os dois homens foram detidos e encaminhados à Delegacia de Polícia Federal em Juazeiro, na Bahia. Eles deverão responder por contrabando, que prevê uma pena de dois a cinco anos de reclusão.