Policial

O delegado Carlos Gilberto Freire de Oliveira Júnior, de 41 anos, foi condenado criminalmente por desobedecer à ordem de fechar as portas e retirar o carro do meio da rua. De acordo com a denúncia, policiais militares realizavam rondas para verificar uma suspeita de tráfico de drogas no Morro da Conceição, na Zona Norte do Recife, quando encontraram um carro do modelo HB20 obstruindo a via pública. Os PMs solicitaram que o réu retirasse o veículo, mas o mesmo não atendeu ao pedido. Teria dito ainda, em tom intimidatório, que era delegado de polícia.

O fato aconteceu em julho de 2015. A Justiça julgou procedente denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE). ”Durante a instrução processual, restou satisfatoriamente comprovado ter o acusado se negado a atender ordem legal de retirar seu veículo da via pública para a passagem das viaturas, além de ter agredido a moral e prestígio da atividade pública e frustrado importante operação policial no combate à criminalidade da localidade”, afirmou, na decisão, a juíza Gisele Resende.

O delegado foi condenado pelo crime de desobedecer à ordem legal de funcionário público, previsto no artigo 330 do Código Penal Brasileiro. A magistrada decidiu que ele irá cumprir pena de três meses de detenção, em regime aberto, além do pagamento de 150 dias-multa. A detenção foi convertida em prestação de serviços à comunidade. O réu ainda pode recorrer da decisão em segunda instância.

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Poucas horas após o corpo do vereador Luiz Cavalcante dos Passos (PTN) ter sido encontrado e os suspeitos terem confessado a execução, a polícia segue em busca do mandante do crime. O político de Igarassu foi sequestrado, na manhã desta quarta-feira, na Vila Saramandaia, onde morava. O corpo foi encontrado em um canavial às margens da BR-101, próximo ao posto da Polícia Rodoviária Federal. O carro em que o legislador foi levado já foi localizado e está sendo periciado. Dois homens e uma mulher foram presos e confessaram o homicídio. Os suspeitos disseram à polícia militar que não sabiam quem era a vítima e que receberiam R$ 15 mil por sua morte.

Luiz Cavalcante tinha 71 anos. O velório do seu corpo começou às 21h, na Câmara Municipal de Igarassu. O enterro será nesta quinta-feira (17), às 11h, no Cemitério de Igarassu. Em 2016, foi eleito vereador do município pela sexta vez. Na manhã desta quarta-feira (16), o vereador saiu da residência e seguiu por cerca de 500 metros, sempre acompanhado do motorista particular, e parou numa rua próxima para cumprimentar uma pessoa conhecida. Os suspeitos se aproximaram em um carro branco e obrigaram a vítima a entrar no automóvel. O motorista testemunhou tudo. Por volta das 12h, o corpo do vereador foi encontrado com dois tiros na cabeça.

Os três suspeitos da execução foram detidos em Goiana e confessaram. Segundo informações preliminares, há três anos, o filho da vítima sofreu um atentado e foi atingido por disparos de arma de fogo, mas sobreviveu. De acordo com o Grupo de Operações Especiais, o crime foi premeditado.

De acordo com Guilherme Uchoa (PSC), deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), que também é amigo pessoal de Luiz Passos, o vereador foi abordado a poucos metros das residências dos dois, que moram perto. “Me acordei com essa notícia horrível e só tive tempo de trocar de roupa e vir para cá. Ainda entrei em contato com o governador, mas já era tarde. Agora estou à disposição para ajudar a elucidar o crime”, declarou.

O metrô acabou atingindo em cheio todo o efetivo policial / Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Do Jornal do Commercio

O que era para ser uma ocorrência para evitar mais crime no Recife acabou se transformando em tragédia para a Polícia Militar de Pernambuco na noite desta terça-feira (15). Durante incursão do 16º Batalhão nos trilhos do metrô próximo à Estação Joana Bezerra, na altura da Comunidade do Papelão, na área central da Cidade, quatro policiais que participavam da operação foram atingidos por um dos trens que passava no local. Desses, dois vieram a óbito, um está em estado gravíssimo no Hospital da Restauração, enquanto o último deles estaria consciente.

De acordo com informações do Posto Policial do HR, o Sargento Enéas morreu no local do acidente e o Cabo Adeilton deu entrada morto no hospital. De acordo com informações passadas pelo posto policial às 23h, o PM Cléssio está entubado em estado grave. Já o estado de saúde do PM Luciano é estável.  

Troca de tiros

De acordo com Alberisson Carlos, presidente da Associação de Cabos e Soldados (ACS), o efetivo do Gati do 16º BPM foi solicitado após a denúncia de que cinco suspeitos estavam prestes a executar um rapaz da quadrilha rival próximo à linha do trem. Segundo o 16º BPM, durante a incursão, houve troca de tiros entre bandidos e policiais. Porém, os disparos não teriam sido a causa da morte de policial algum. Após o tiroteio, os agentes teriam sido surpreendidos por um dos trens que passava no local e que acabou atingindo em cheio todo o efetivo.

“Isso demonstra o que nós, policiais militares, enfrentamos no dia a dia para defender a sociedade. Como diz nosso juramento: “até com o risco da própria vida”. Ninguém podia imaginar que uma fatalidade dessa forma poderia acontecer”, afirmou Alberisson.

Ainda de acordo com o presidente, informações iniciais davam conta de que um dos trens estava com a luz apagada. Outras informações também davam conta de que os policias poderiam ter recebido uma descarga elétrica dos trilhos, o que teria levado eles a caírem na linha do metrô e serem atropelados.

Procurada pela reportagem do Jornal do Commercio, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) afirmou que a informações sobre as luzes apagadas informação não constava na ocorrência, mas que estava aguardando as informações do inquérito policial. Ainda segundo a CBTU toda a faixa de trilho do metrô é eletrificada e, por isso, de acesso restrito. 

Muitas viaturas da policias estiveram no HR. O clima era de comoção. Agentes do 16º BPM também afirmaram estar sem condições de comentar sobre o caso.

Nota da CBTU à imprensa 

A CBTU Recife informa que às 20h51 desta terça-feira, 15, na via férrea de circulação restrita no Bairro de São José, nas proximidades da estação de Joana Bezerra, policiais militares foram atingidos por uma composição do metrô e dois deles foram a óbito. A empresa lamenta o ocorrido e acionou de imediato os órgãos competentes. A CBTU está à disposição para prestar os esclarecimentos às autoridades responsáveis pela apuração do fato.

CASO MARIELLE: VEREADOR DIZ QUE DENÚNCIA CONTRA ELE É "FACTOIDE"

A reprodução simulada (reconstituição) do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes confirmou que a arma utilizada no crime foi uma submetralhadora HK MP5. Com isso, a Polícia Civil pretende periciar todas as armas desse tipo que pertencem às forças de segurança do estado do Rio de Janeiro.

A informação é do jornal O Globo, citando fontes ligadas à investigação. O laudo oficial da reconstituição, realizada na madrugada de sexta-feira (11), deverá ficar pronto somente no próximo mês. A  reprodução simulada contou com a presença de quatro testemunhas que estavam no local na noite do crime. Durante a reconstituição, os policiais efetuaram tiros com balas de verdade e com diferentes tipos de armas, a fim de que as testemunhas pudessem identificar se o som dos disparos era semelhante ao ouvido quando Marielle e Anderson foram assassinados.

Há um número reduzido de submetralhadoras como a MP5 no estado do Rio. Elas são utilizadas por forças especiais das polícias Civil, Militar e Federal.

Acordo

Autoridades de segurança responsáveis pela investigação dos assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes tentam negociar um acordo de colaboração premiada com o ex-PM Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando de Curicica. Suspeito de chefiar uma milícia, ele é acusado de ser um dos mandantes dos crimes, ocorridos em 14 de março, e está preso por causa de outro homicídio.

Na noite de quinta-feira, 10, o delegado Giniton Lages, da Delegacia de Homicídios, esteve em Bangu 1, segundo a Polícia, para conversar com Araújo. O promotor Homero das Neves confirmou que também pretende conversar com Araújo na semana que vem.

Apontado por uma testemunha como um dos articuladores das  mortes de Marielle e Anderson, Araújo acusou o delegado de ameaçá-lo para que confessasse a participação na execução da parlamentar. A informação é do advogado Renato Darlan, que esteve com Araújo na manhã da sexta-feira, 11. Segundo o advogado, não se trata da negociação de um acordo, até porque Araújo já negou participação no crime, mas, sim, de coação.

 “Ontem à noite (quinta-feira), o Araújo recebeu a visita do delegado da Divisão de Homicídios, em Bangu, que claramente o ameaçou”, contou Darlan. “Giniton disse que ele deveria assumir esse homicídio (de Marielle) e que, desta forma, poderiam prender o vereador (Marcello Siciliano) e dar a ele (Araújo) o perdão judicial. Caso contrário, mais dois homicídios seriam colocados na conta dele, e ele ainda seria transferido para (o presídio federal de) Mossoró”.

A Secretaria de Segurança confirmou que o delegado esteve na unidade “para ouvir o preso sobre o homicídio da vereadora”. Em nota, a secretaria informou ainda que “mesmo após ter pedido a presença do delegado, o detento disse que não prestaria depoimento formal. O delegado explicou ao preso quais são os seus direitos e propôs que conversasse com o advogado antes de tomar uma decisão”.

Uma testemunha do caso ouvida pelo jornal O Globo disse que o assassinato da vereadora foi tramado pelo vereador Marcello Siciliano (PHS) juntamente com Araújo. Siciliano negou envolvimento e classificou as acusações de “factoides”. Araújo, por sua vez, divulgou uma carta negando participação no caso e qualquer envolvimento com a milícia da zona oeste.

O ex-PM estava preso preventivamente em Bangu 9, acusado de um assassinato com características de execução semelhantes às do crime de Marielle e Anderson e também por posse ilegal de arma. Segundo investigações do Ministério Público, Araújo é miliciano conhecido e atua na área de Curicica, na zona oeste. Sua defesa sustenta, no entanto, que ele é apenas um líder comunitário.

Na noite de quarta-feira, logo depois da divulgação das acusações, Araújo foi transferido de Bangu 9 para Bangu 1, que é um presídio de segurança máxima. O advogado Renato Darlan afirmou que seu cliente está sem comer desde a noite da transferência porque, tendo sido ameaçado de morte no presídio, só se alimentava com refeições vindas de fora. Teme ser envenenado. Em Bangu 1, no entanto, só é permitido aos presos comer a comida da prisão. Agora, diz Darlan, ele está sendo ameaçado. A defesa de Araújo informou que pretende pedir a sua transferência para a carceragem da Divisão Anti-Sequestro por motivo de segurança.

“Não foi uma proposta, foi uma ameaça: ou você fala ou você fala, ou você assume ou você assume”, afirmou Darlan, referindo-se à conversa entre Araújo e Giniton. “O Orlando (Araújo) não tem nada a ver com esse caso, não tem condenação; então ele não tem o que negociar. E quando tentam imputar um crime que o sujeito não cometeu em troca de um benefício, não vejo troca alguma”.

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G1

O delegado da Polícia Federal Davi Farias de Aragão (foto), de 36 anos, foi assassinado na noite deste sábado (05) por três bandidos que invadiram sua residência para realizar um assalto, segundo a Polícia Civil. O crime foi em uma casa localizada na Avenida Principal, na Praia do Meio, no bairro Araçagi, localizado no município de São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís. A ação foi no fim da festa de aniversário de cinco anos da filha do delegado.

Davi Farias de Aragão atualmente comandava a Delegacia de Repressão aos Crimes Fazendários no Maranhão. Os três assaltantes invadiram a residência por volta das 23h, a partir de uma casa vizinha que estava desocupada no momento. Eles pularam o muro e entraram na casa da vítima, sendo dois pelo quintal e outro pela lateral. Os bandidos chegaram a pé até o endereço e perceberam que havia movimento na casa quando um entregador deixou uma pizza pedida pelas pessoas na reunião familiar.

A vítima foi atingida por três disparos de arma de fogo no abdômen, além de facadas e teve algumas mordidas pelo corpo.

A polícia identificou o trio responsável pela morte do delegado como Davi Costa Martins, Wanderson de Morais Baldez e um terceiro identificado apenas como Leandro. Após o crime, Wanderson de Morais Baldez foi preso na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Vila Luizão, na capital, quando procurou por atendimento médico. Segundo informações levantadas pela Polícia Civil no momento do crime houve luta corporal entre os três bandidos e o delegado.

De acordo com o delegado Jefrey Furtado, plantonista na Superitendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), a polícia deve caracterizar o crime como latrocínio (roubo seguido de morte), onde serão levados em consideração os elementos materiais já colhidos pela polícia e as testemunhas do crime.  

A polícia Wanderson de Morais afirmou que o trio estava circulando pela região atrás de possíveis vítimas e após perceberem um movimento na residência onde estava o delegado, resolveram invadir. Ainda segundo as primeiras investigações, Davi Farias de Aragão teria sido alvejado após tentar ter o domínio de uma arma de fogo.

"Então os três indivíduos entraram na residência com uma arma tipo pistola, que depois viemos a saber que se tratava de um simulacro (arma de brinquedo). Eles anunciaram o assalto e começaram a subtrair objetos como relógios, celulares e bolsas na varanda. Em dado momento, eles resolveram entrar na residência, onde estavam as crianças, e neste momento os ânimos começaram a se exaltar. Em seguida os indivíduos entraram em luta corporal com o delegado Davi. A briga foi até o campo de futebol, quando o delegado foi atingido mortalmente por mais um disparo. A luta seria para ter o domínio de uma arma de fogo e nós não sabemos ainda se uma arma que estaria com os bandidos ou se a arma do delegado, uma pistola, que está desaparecida", disse o delegado Jefrey Furtado.

Assaltante deveria estar sendo monitorado

A Polícia Civil informou ainda que Wanderson de Morais Baldez deveria estar sendo monitorado por meio de uma tornozeleira eletrônica já que responde por outro crime que não foi informado. Ao ser capturado pelos policiais, o assaltante não estava usando o equipamento.

Homenagens

O sepultamento do delegado está previsto para as 16h, no Parque da Saudade, no bairro Vinhais, em São Luís.

Por meio de nota, a Superintendência da Polícia Federal no Maranhão lamentou a morte do delegado que trabalhou por mais de 12 anos na corporação. A PF afirmou que continuará acompanhando o caso para o esclarecimento do crime e decretou luto de três dias.

Também em nota, a Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) também lamentou a morte do delegado Davi Farias Aragão e afirmou que ele é mais uma vítima da violência que aflige a sociedade brasileira em que os profissionais de segurança vem se tornando alvos preferenciais.

leia abaixo as notas na íntegra:

NOTA DA POLÍCIA FEDERAL

"Com profundo pesar, a Superintendência da Polícia Federal no Maranhão lamenta o trágico falecimento nesta data, 06 de maio, do Delegado de Polícia Federal DAVID FARIAS DE ARAGÃO, ocorrido durante assalto em sua residência localizada em São Luís/MA.

O estimado colega era natural desta capital, tinha 36 anos, era casado e tinha duas filhas. Ingressou na Polícia Federal há mais de doze anos, com atuação exemplar e comportamento louvável, coordenou várias operações policiais e contribuiu intensamente em ações de combate ao crime. Atualmente chefiava a Delegacia de Repressão aos Crimes Fazendários.

Logo após o crime, a Polícia Federal, em um esforço de todo seu efetivo, iniciou os trabalhos que já culminaram com a prisão de um dos três envolvidos no crime. O inquérito policial que apurará o latrocínio já foi instaurado e será conduzido pela Polícia Civil do Estado do Maranhão.

A Polícia Federal continuará envidando todos os esforços possíveis para colaborar na elucidação dos fatos e prisão dos criminosos, solidarizando-se com familiares, amigos e colegas de trabalho, lamentando profundamente o triste episódio que retirou, de forma precoce, a vida do policial que deixará imensa saudade no nosso convívio.

Fica estipulado luto na instituição pelo prazo de 3 dias".

CASSANDRA FERREIRA ALVES PARAZI
Delegada de Polícia Federal
Superintendente Regional da SR/PF/MA

NOTA DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS DELEGADOS DE POLÍCIA FEDERAL

"A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) lamenta, com extremo pesar, a morte do Delegado de Polícia Federal David Farias Aragão, assassinado nesta madrugada, durante assalto em sua residência no Maranhão. Ele tentava proteger sua família da ação dos marginais quando foi atingido covardemente.

O Delegado Federal David Aragão é mais uma vítima da violência que aflige toda a sociedade brasileira, em que os profissionais de segurança vem se tornando alvos preferenciais.

A ADPF está acompanhando o caso com atenção para que os criminosos sejam capturados, julgados e punidos com todo o rigor da lei.

O Delegado David Aragão deixa esposa e duas filhas. Ele tinha 36 anos de idade e há doze vinha desempenhando suas funções de Delegado Federal com extrema eficiência e empenho. Trata-se de uma grande perda para a Polícia Federal e para o Brasil".

Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal – ADPF  

Explosivos foram encontrados na zona rural de Salgueiro / Foto: divulgação/Polícia Militar

JC Online

Mais de sete quilos de explosivos foram apreendidos nessa quinta-feira (03) na zona rural de Salgueiro, no Sertão de Pernambuco.

De acordo com a Polícia Militar, moradores do Sítio Canoa denunciaram que em um terreno baldio havia pessoas agindo de maneira suspeita. Chegando ao local, o policiamento encontrou sete quilos de explosivos escondidos.

Ainda segundo a PM, próximo ao terreno havia uma casa que seria de um dos suspeitos. Dentro da residência, foram encontrados mais 300 gramas de explosivos. A suspeita é de que o material poderia ser utilizado em explosão a caixas eletrônicos.

O material apreendido foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil da cidade. Ninguém foi preso.

A Polícia Federal autuou em flagrante na noite deste domingo (22), uma mulher de 27 anos, solteira, suspeita de fraudar concurso público do Conselho Regional de Farmácia para vários cargos, entre eles o de Analista de Gestão de Pessoas. Na ocasião, a mulher que é natural de Triunfo, Sertão de Pernambuco, mas reside em Ouro Preto, Olinda, foi descoberta com um relógio de pulso com acesso à internet, que estava escondido por baixo da manga da blusa, condição terminantemente proibida pelo edital do certame.

Ao ser descoberta, a candidata que ia constantemente ao banheiro, foi comunicada da eliminação do concurso, mas continuava insistindo em ir ao banheiro.

Policiais Militares do 19º BPM, localizado no Pina, Zona Sul do Recife, foram acionados para registrar a ocorrência.

A suspeita informou aos fiscais e aos militares que outro candidato que estaria realizando a prova, seria o beneficiário dos dados dos gabaritos repassados através do relógio.

De acordo com a polícia, o homem que supostamente estaria em uma das salas, já havia deixado o local, por isso, não foi possível realizar sua prisão.

Prisão

A mulher que é graduada em administração de empresas, recebeu voz de prisão em flagrante e encaminhada para a Delegacia de Polícia, em Boa Viagem, mas em função do crime ser de competência federal, o caso foi devidamente encaminhado à Polícia Federal, onde foi realizada a autuação pela prática do crime contido no artigo 311-A c/c artigo 14 inciso II, do Código Penal Brasileiro (fraudes em certames de interesse público), e, caso seja condenada poderá pegar penas que variam de 1 a 4 anos de reclusão.

Liberada

A mulher pagou fiança e foi submetida a exame de corpo de delito no IML e vai responder o crime em liberdade.

Ela informou que receberia a importância de R$ 35 mil reais, que seria paga apenas em caso de aprovação em acordo com o candidato.

De acordo com a acusada, as respostas seriam enviadas do relógio eletrônico, para outro dispositivo que estaria em posse do candidato, mas que não chegou a enviar os dados por ter vários tipos de provas.

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G1

Dois policiais civis e um PM foram presos em flagrante no Recife por apreender de forma ilegal 130 mil maços de cigarros contrabandeados do Paraguai. Segundo a Polícia Civil, em vez de levar a carga para a delegacia para abertura de inquérito e realizar a investigação, o comissário, o agente e o militar revenderiam o material retido no mercado clandestino da Região Metropolitana e interior.

O flagrante ocorreu na quarta-feira (04), nas proximidades do Centro de Abastecimento e Logística de Pernambuco (Ceasa), na Zona Oeste da capital. Na ação, o dono da mercadoria foi detido e autuado por contrabando.

Nesta quinta-feira (05), a Polícia Civil informou que os três policiais estavam sendo investigados desde dezembro do ano passado. As denúncias davam conta de que um grupo estaria envolvido nesse tipo de atividade ilegal.

Essas pessoas se apresentavam como policiais e informavam que levariam a carga para a delegacia. A polícia esclareceu que os produtos recolhidos pelos policiais em ações legítimas nunca foram entregues aos distritos policiais e jamais se transformaram em provas de crimes.

O flagrante foi feito no momento em que eles carregavam um caminhão, depois de ter colocado as caixas em outro veículo. Esses cigarros entravam no Brasil sem autorização e, por isso, ficou configurado o crime de contrabando.

Os três policiais foram autuados por associação criminosa e peculato. O segundo crime é praticado por funcionário público responsável por desvio de dinheiro público ou objeto para uso próprio, abusando da confiança conquistada com o cargo.

Segundo a polícia, os envolvidos são o comissário Wilson de Melo Amorim, o agente Leonardo de Melo Goullart Leicht e o policial militar Mário Gomes Leal Teixeira. O dono da carga não terá nome revelado para não atrapalhar futuras investigações, segundo a polícia.

Um dos policiais civis encontra-se afastado de suas funções para investigação da corregedoria. O Militar estaria fora de atividade em decorrência de licença médica. Segundo a corporação, ele alega problema psicológico.

Durante entrevista coletiva realizada na sede da Polícia Civil, no Centro do Recife, o chefe da corporação, delegado Joselito do Amaral informou que esse tipo de ação deve servir de exemplo. "Agentes públicos não podem participar desse tipo de atividade ilegal. Que essa ação seja pedagógica" declarou.

Além da prisão e da autuação na esfera penal, os três serão alvo de inquérito administrativo. Nesta quinta-feira (05), eles seguirão para audiência de custódia, que deve ou não confirmar a prisão.

"Esperamos que as autoridades tenham sensibilidade para tirar esses policiais das ruas. Eles deveriam proteger a população, mas estavam praticando crimes", afirmou Amaral.

A PF já estava ciente dos locais de plantio e do tempo da colheita, o que evitou que 75 toneladas da droga fossem produzidas / Foto: Divulgação/ Polícia Federal

Mais de 220 mil pés de maconha foram erradicados durante uma operação realizada pelas Polícias Federal (PF) e Civil e o Corpo de Bombeiros no Sertão do Estado. De acordo com a PF, 43 kg da droga pronta foram apreendidos. No total, 10 cidades foram vistoriadas.

A Operação Macambira I foi realizada entre os dias 19 e 28 de março em cidades do Sertão pernambucano. Ao final dos trabalhos, foram contabilizados 226 mil pés de maconha, 68 plantios e 105 mil mudas erradicadas. Apesar de não ter havido prisões, também foram apreendidos 43 kg da droga.

Cerca de 70 policiais participaram da operação. Foram realizadas incursões terrestres, aéreas e fluviais. A PF já estava ciente dos locais de plantio e do tempo da colheita, o que evitou que 75 toneladas da droga prensada fossem produzidas. A maconha foi encontrada em 68 plantios nos municípios de Cabrobó, Orocó, Belém de São Francisco, Santa Maria da Boa vista, Parnamirim, Mirandiba, Salgueiro, Betânia, Carnaubeira da Penha e Floresta, todos no Sertão do Estado.

Com a erradicação, a PF acredita que o índice de violência gerado pelo tráfico de drogas diminua no Estado.

Apreensões 2017

No balanço parcial do ano de 2017, nas quatro operações realizadas pela Polícia Federal foram erradicados 1,8 milhões de pés de maconha no Estado de Pernambuco. Sendo 577 plantios destruídos e 4.115 kg da droga pronta para o consumo apreendidos.

No Sertão de Pernambuco, foi deflagrada nesta terça-feira (13) a ‘Operação Fulnio-ô’, que cumpriu 30 mandados de prisão. Esta é uma iniciativa da Secretaria de Defesa Social, através da Polícia Civil de Pernambuco, que tem como objetivo prender integrantes de organizações criminosas envolvidos com crimes de roubos a bancos e carros-fortes no Sertão, além de envolvidos em homicídios, tráfico de entorpecentes e roubo a veículos.

A operação teve como objetivo cumprir 43 mandados de prisão preventiva, abrangendo os municípios pernambucanos de Petrolina, Cabrobó, Salgueiro, Trindade, Floresta, Serra Talhada, Garanhuns e Bom Conselho. Do total, 15 mandados são referentes a presidiários e 28 são por busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Judiciário. Ao final, desta manhã, foram cumpridos 30 mandados de prisão, mas as buscas dos outros 13 restantes ainda continua.

A operação é coordenada pela Diretoria Integrada do Interior (Dinter 2) e o delegado Bruno Vital, supervisionada pela Chefia de Polícia. “Os presos estão sendo conduzidos a delegacia de Polícia Civil de Floresta, para serem interrogados e fotografados. Eles vão ser encaminhados para o presídio de Salgueiro. Essas pessoas ocupavam diversas funções nas quadrilhas de roubo a banco e carro-forte na região”, esclareceu o delegado.

As investigações começaram há pouco mais de um ano e foram efetuadas pela Força Tarefa de Bancos do Sertão e pelo Centro Integrado de Inteligência de Defesa Social (CIIDS). Participam da operação 112 policiais civis entre delegados, agentes e escrivães, com apoio de policiais militares do BEPI.

A Polícia Civil do Ceará (PCCE) prendeu, na madrugada deste domingo (11), um suspeito de envolvimento nos ataques que mataram sete pessoas e deixaram outras oito feridas no bairro de Benfica, em Fortaleza. Os homicídios ocorreram em três pontos diferentes: na Praça da Gentilândia, na Vila Demétrio e na Rua Joaquim Magalhães. Após investigações, o suspeito foi encontrado em um apartamento no bairro Meireles, na capital cearense. Ele tentou fugir, mas foi preso pelos policiais.

Segundo a secretaria de Segurança do Ceará, após investigações, as equipes da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD) e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) chegou à localização do veículo Fiat Punto, que havia sido captado em imagens de câmeras localizadas próxima à sede da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF). O carro estava na garagem de um prédio no bairro Meireles.

Os policiais realizaram uma busca no apartamento ao qual a garagem é vinculada e encontraram dois revólveres calibre 38, uma pistola .40, munições e carregadores. Segundo a polícia, o suspeito que estava no imóvel tentou fugir, mas foi contido pelos policiais.

Ele já responde pelos crimes de roubo e receptação. O suspeito foi conduzido à DHPP, onde foi autuado por homicídio, posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, resistência, receptação e na Lei das Organizações Criminosas. Dentro do automóvel, foram encontrados cartuchos de bala. O material recolhido foi encaminhado para a Perícia Forense do Ceará (Pefoce), onde será comparado com o que já havia sido coletado nos locais dos crimes. A DHPP segue com as investigações.

Por volta das 23h30m de sexta, homens passaram de carro atirando na Praça da Gentilândia e deixaram três mortos (José Gilmar, Antônio Igor e Joaquim Vieira). Duas vítimas (Gilmar e Igor), segundo o secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, André Costa, vendiam drogas no local.

Minutos depois, a cerca de dez quarteirões do local do primeiro ataque, um outro bando atirou contra um grupo que estava próximo à sede da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF), deixando três mortos (Carlos Victor, Emilson Bandeira e Adenilton da Silva). Na fuga, os criminosos atiraram contra dois homens que estavam de moto e usavam camisas da TUF — um deles morreu (Pedro Braga) e o outro está no hospital.

POLÍCIA INVESTIGA TORCIDA ORGANIZADA

A polícia investiga se o ataque nas proximidades da sede da torcida organizada tem relação com uma briga entre torcedores do Fortaleza e do Ceará que aconteceu no último domingo. Duas pessoas ficaram feridas na ocasião.

A Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF) negou que o ataque tenha sido causado por rivalidade entre as torcidas de times cearenses. Em nota, a TUF também lamentou as mortes dos torcedores do Fortaleza.

Do RondaJC

Um caso (ou descaso) absurdo foi registrado durante a madrugada desta quinta-feira (1º). A Polícia Militar prendeu em flagrante um homem suspeito de atear fogo na casa da ex-namorada em Olinda. O episódio aconteceu por volta das 2h, segundo a vítima. Desde então, os policiais, o suspeito e a mulher peregrinam por delegacias na tentativa de registrar o flagrante. Até às 8 horas da manhã, o caso ainda estava sem solução.

Primeiro a viatura policial seguiu para a Delegacia do Varadouro. Sem sucesso. Depois, seguiu para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no Cordeiro, Zona Oeste do Recife, e também não foi possível registrar o flagrante. Lá, a informação é de que a equipe deveria esperar até 8h da manhã, quando abre a Delegacia de Homicídios em Olinda, para que o caso fosse registrado.

Por que isso ocorreu? Falta de efetivo na Polícia Civil para dar andamento à ocorrência?

São mais de seis horas. Fora o tempo que a equipe da Polícia Militar – que deveria estar nas ruas fazendo ronda – vai perder ao longo da manhã até que a Polícia Civil assuma a ocorrência. Descaso múltiplo quando também se observa a situação da vítima: com lesões pelo corpo, além do choque por quase ter morrido queimada, ainda precisa passar horas à espera de ser ouvida pela polícia.

Até quando a situação da segurança pública vai permanecer desse jeito? E olha que o governo do estado fez um grande alarde quando contratou uma penca de policiais este ano. Pra que mesmo?

Polícia apreendeu armas e munição em poder de 'Nego de Lídio'

Um dos criminosos mais procurados de Pernambuco, Jerry Adriani Gomes da Silva, mais conhecido como "Nego de Lídio", foi preso nesta quarta-feira (28), na fazenda Água Viva, na zona rural da cidade de Redenção do Gurguéia, no Piauí. Ele estava foragido da Penitenciária Barreto Campelo desde 18 de dezembro de 2014.

Entre outros crimes, “Nego de Lídio” é considerado responsável pela morte do líder comunitário Fulgêncio da Silva, do antigo Projeto Caraíbas, na década de 1990 (que passou a ser chamado de "Projeto Fulgêncio" em homenagem ao líder morto).

Em 2001, ele também foi responsabilizado por pelo menos dois assaltos a carros fortes no Alto do Engenheiro, em Ouricuri, juntamente com a quadrilha de Jardiel Ribeiro Dantas. Ele foi o autor do primeiro registro da modalidade chamada "novo Cangaço" no país, em 2003, na cidade Ribeira do Pombal, na Bahia, e é apontado como autor de aproximadamente 25 homicídios na região de Santa Maria da Boa Vista, no Sertão pernambucano. Antes de escapar, ele cumpria pena de 47 anos e ainda aguardava três júris populares.

Segundo a assessoria da PMPE, "Nego de Lídio" foi preso através de uma operação realizada pelo Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI), com apoio da Força Tarefa Bancos, da Secretaria de Defesa Social. Outro apoio importante veio do serviço de Inteligência do Piauí, que possibilitou sua captura.

Com ele, foram encontradas duas pistolas calibre .380 com 73 munições, além de uma espingarda calibre 12 com sete munições. "Nego de Lídio" foi encaminhado para a Força Tarefa Bancos de Pernambuco, para adoção das medidas decorrentes.

Warley Santos é ex-jogador da seleção brasileira e tem passagens pelos times do São Paulo, Grêmio e Palmeiras. (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)

Warley Santos, ex-jogador da seleção brasileira de futebol, com passagens por São Paulo, Grêmio, Palmeiras e atual gerente de futebol do Botafogo-PB, foi vítima de uma tentativa de latrocínio, de acordo com inquérito concluído pelo Delegado de Crimes Contra o Patrimônio, Diego Garcia, nesta terça-feira (27). O ex-jogador foi esfaqueado no dia 25 de janeiro, no bairro de Manaíra, em João Pessoa.

Segundo o delegado Diego Garcia, a versão do suspeito Victor Coelho da Silva, que assume o nome social de Victória, também é verdadeira. Em um primeiro momento, ele teria roubado o celular de Warley porque o jogador não pagou o programa sexual contratado anteriormente. No entanto, em um segundo momento, quando Warley já havia reavido o aparelho, o suspeito efetuou vários golpes de faca e roubou novamente o celular.

O suspeito de agredir a facadas o ex-jogador foi detido pela Polícia Civil no dia 30 de janeiro, em João Pessoa. Imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que Warley Santos caminha pelo bairro de Manaíra e é seguido; depois, a pessoa suspeita aparece correndo.

Victor afirmou à TV Cabo Branco que trabalha à noite como travesti e faz programas. Ele disse que tinha combinado um "serviço" com Warley por R$ 80 e confirmou que houve uma briga, mas negou ter esfaqueado Warley e negou que tenha o assaltado. Victor Coelho será indiciado pela prática de tentativa de latrocínio.

Após as facadas, o ex-jogador foi até a casa de um amigo, Cláudio Santos, no mesmo bairro e pediu socorro. Um vídeo mostra Warley chegar de carro ao prédio onde mora o amigo, às 3h46, e descer lentamente até a portaria. Dez minutos depois, ele sai do prédio em outro carro, sendo levado para o hospital.

Warley Santos foi encaminhado pelo amigo para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, mas depois foi transferido para um hospital privado de João Pessoa. No dia 5 de fevereiro ele voltou aos trabalhos como gerente de futebol do Botafogo-PB.

RondaJC

Em menos de dois meses, quase 800 homicídios já foram registrados em Pernambuco. E os números não param de crescer. No último fim de semana, foram pelo menos 42 crimes contra a vida. As estatísticas foram contabilizadas pela editoria de polícia da Rádio Jornal.

Da madrugada do domingo (25) até a madrugada desta segunda-feira (26), a polícia somou pelo menos 24 assassinatos – sendo 13 no Interior. O resultado está bem acima da média diária que o Estado vem registrando nas últimas semanas.

Somente em janeiro, 448 mortes foram contabilizadas pela Secretaria de Defesa Social (SDS). Já em fevereiro, segundo dados preliminares da Rádio Jornal, foram pelo menos mais 333.

Para reduzir a violência, a Secretaria de Defesa Social anunciou, no último dia 15, que 20 novos delegados foram designados para investigar os homicídios registrados na Região Metropolitana do Recife. O objetivo é diminuir o déficit de profissionais e aumentar a produtividade.

O Governo do Estado também pretende adquirir armamento estrangeiro para combater as organizações criminosas.

INQUÉRITOS ATRASADOS

De acordo com a Polícia Civil, somente três em cada dez inquéritos de homicídios abertos em 2017 foram concluídos.  Ao todo, 5.093 inquéritos de homicídio foram abertos no ano passado para investigar mortes violentas registradas no Estado. Destes, 1.660 foram remetidos à Justiça. Um total de 32,6% de taxa de resolução. O Ronda JC teve acesso ao levantamento por meio da lei de acesso à informação.

A assessoria da PCPE informou que “a meta é esclarecer todos os Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLI) e retirar de circulação os homicidas envolvidos. A taxa de resolução de inquéritos, com autoria definida, chega a ser quatro vezes maior que a média nacional”.

Nos três primeiros anos da gestão do governador Paulo Câmara (2015 a 2017), Pernambuco registrou 13.795 assassinatos. Se comparado com o mesmo período do segundo mandato do ex-governador Eduardo Campos (2011 a 2013), quando 9.928 mortes foram contabilizadas, houve aumento de 39%. O ano de 2017 fechou como o mais violento da história.