Política

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NOTA PÚBLICA CONJUNTA

Através da presente, após formalização do pedido de renúncia à Comissão Executiva Estadual da REDE/PE e de desfiliação do partido, os agora ex-coordenador de Formação Política Estadual, Victor Lima, e o ex-coordenador Executivo Estadual, Atailton Tavares, vêm a público esclarecer os fatos que seguem: 

Considerando que recentemente o candidato ao Governo de Pernambuco pela REDE SUSTENTABILIDADE, Júlio Lóssio, firmou aliança política com os representantes do presidenciável Jair Bolsonaro em Pernambuco, Coronel Meira e Gilson Machado;

Considerando que a Comissão Executiva Estadual da REDE/PE recusou qualquer punição contra o candidato ao Governo de Pernambuco Júlio Lóssio, aceitando tacitamente a referida aliança, uma vez que a publicação de uma mera nota não resulta qualquer efeito prático, sendo, portanto inócua; 

Não restou alternativa aos agora ex-coordenadores da Comissão Executiva Estadual da REDE/PE, que não fosse apresentar suas renúncias aos cargos ocupados na instância partidária citada e a solicitação de desfiliação do Partido Rede Sustentabilidade. 

A decisão de renúncia e desfiliação tem origem no compromisso de ambos em defesa da democracia e dos direitos humanos, rechaçando qualquer aliança que possa favorecer, fortalecer ou dar condições políticas para aqueles que representam o campo da ultradireita em nosso País, visto que este espectro ideológico guarda total menosprezo aos direitos humanos e aos valores democráticos tão duramente conquistados pela humanidade. 

Os valores democráticos, os princípios republicanos e a defesa dos direitos humanos devem estar acima de qualquer cálculo eleitoral. 

A história registrará que ambos se opuseram a qualquer movimento implícito ou explícito que possa favorecer ou dar condições políticas ao candidato Jair Bolsonaro.  

Recife, 17 de Setembro de 2018.  

VICTOR LIMA

Ex-coordenador de Formação Política Estadual 

ATAILTON TAVARES

Ex-coordenador Executivo Estadual

O deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) participou, neste domingo (16), em Petrolina, de um culto na Primeira Igreja Batista (PIB) da cidade. Na ocasião, foi realizado um culto cívico em homenagem à Pátria e ao aniversário de Petrolina, comemorado no dia 21 de setembro.   O convite foi feito pelo candidato a deputado estadual Osinaldo Souza e o culto foi presidido pelo pastor Gileade Florêncio.

A PIB foi à primeira igreja evangélica instalada em Petrolina, tem uma atuação social não apenas localmente, mas em vários municípios do sertão pernambucano, alcançando famílias em cidades como Santa Maria da Boa Vista, Ouricuri, Afrânio, Dormentes, Araripina, Lagoa Grande, Vermelhos, Exu, Ibó, Afrânio, Dormentes, Verdejante, entre outros.

Bolsonaro perde apenas para Ciro Gomes no 2º turno, mas ambos empatam tecnicamente / Foto: Agência Brasil

Na pesquisa divulgada nesta segunda (17) pela Confederação Nacional de Transportes (CNT), o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) ganha para quase todos os possíveis adversários no segundo turno, exceto para Ciro Gomes (PDT). Nesse cenário, o ex-governador do Ceará, aparece um pouco à frente, com 37,8%, ante 36,1% de Bolsonaro, mas os números configuram empate técnico entre os dois, considerando a margem de erro de 2,2% para mais ou para menos. O pedetista ganha com boa vantagem todos os demais cenários testados pela pesquisa.

Contra Fernando Haddad (PT), que entra na disputa como substituto de Lula na chapa, Bolsonaro ganha no percentual de intenções de voto, mas com um resultado apertado: 39% para o candidato do PSL contra 35,7% do petista. A simulação também se configura como empate técnico. Já contra os demais (Geraldo Alckmin, Marina Silva e Henrique Meirelles), o capitão reformado vence com folga. 

Para o estudo, foram realizadas 2.002 entrevistas em 137 municípios de 25 estados, entre os dias 12 a 15 de setembro de 2018. A pesquisa está registrada no TSE no número BR-04362/2018.

Pesquisas anteriores

De acordo com os números da pesquisa CNT/MDA anterior, ainda sem o nome de Haddad, Lula vencia todos os adversários em um eventual segundo turno como candidato pelo PT. Nos outros cenários simulados, Jair Bolsonaro empatava com Geraldo Alckmin e vencia todos os demais, porém com margens apertadas.

Foto: Divulgação

O candidato a presidente pelo PDT, Ciro Gomes, visitou, na última semana, o Açude Epitácio Pessoa, popularmente conhecido como Boqueirão, localizado no município de Boqueirão, no Cariri paraibano.

Em abril de 2017, o açude recebeu as águas vindas do São Francisco, 35 dias após ter chegado à cidade de Monteiro, na Paraíba, através do Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco.

Com a chegada das águas, o Boqueirão saiu da margem de volume morto, onde media 2,9%, e hoje chega a atingir 30% de sua capacidade total, salvando Campina Grande e outras 29 cidades do colapso da falta de água.

A campanha do pedetista cita que, como ministro da Integração Nacional do Governo Lula, Ciro Gomes começou a obra da Transposição do Rio São Francisco, maior projeto de infraestrutura hídrica do país, que pretende levar água para regiões secas do Nordeste.

“A obra sempre foi urgente. Na época, em 2006, para não perder mais tempo, contratei os serviços de engenharia do Exército Brasileiro para dar início. Hoje, faltam apenas 3% para concluir a Transposição. Vou trabalhar com todas as minhas forças para concluir a obra e acabar com o sofrimento de cerca de 10 milhões de nordestinos que convivem com os efeitos da seca e da falta de água”, afirmou Ciro Gomes.

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O candidato à Presidência pelo PT, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta segunda-feira (17) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é seu “interlocutor permanente” e que será ouvido em um eventual governo. O presidenciável ponderou, no entanto, que quem assina leis e decretos é o presidente da República, ao ser perguntado se quem mandará em um eventual governo será Lula ou ele, escolhido como candidato após o ex-presidente ser barrado pela Justiça Eleitoral.

“Isso é a lei quem manda, o presidente da República é que assina a lei. Jamais dispensaria a experiência do presidente Lula”, disse Haddad, em sabatina promovida por Folha de S.Paulo, UOL e SBT na capital paulista.

Perguntado se daria indulto ao ex-presidente Lula, Haddad afirmou que o petista, condenado e preso em Curitiba, não troca sua “dignidade” por “liberdade”. O candidato declarou esperar que Lula seja absolvido e que o Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas deverá julgar o mérito de seu processo no primeiro semestre do ano que vem.

Aceno a Ciro

Na sabatina, Fernando Haddad acenou para o presidenciável Ciro Gomes (PDT), afirmando que o pedetista poderá se aliar aos petistas em um eventual segundo turno e até participar de um futuro governo. Além disso, Haddad admite negociar com o PSDB em um eventual segundo turno contra um “mal maior”, que seria enfrentar Jair Bolsonaro (PSL) na segunda etapa da disputa.

Haddad revelou ter sido convidado para ser vice de Ciro e acrescentou que o pedetista também poderia ter sido vice do PT na eleição. “Continuarei lutando para estarmos juntos. Será possível no segundo turno e mais ainda no governo”, disse o candidato do PT.

“Não saberia dizer em que condições o PSDB está disposto a apoiar um candidato do PT contra o Bolsonaro”, afirmou o ex-prefeito de São Paulo, pontuando que há dois tipos de apoios: “para evitar um mal maior ou para pensar em uma agenda nacional”.

Bolsonaro lidera com 28,2% / Foto: Agência Brasil

Nesta segunda-feira (17), foi divulgada uma nova pesquisa encomendada pela Confederação Nacional de Transportes (CNT) com candidatos à Presidência da República. Nela, Jair Bolsonaro (PSL) tem o maior percentual de intenção de votos, com 28,2%. Logo atrás vem Fernando Haddad (PT) com 17,6%. Essa é a primeira pesquisa que inclui o nome do ex-prefeito de São Paulo como substituto de Lula na chapa petista.

Atrás de Haddad vem Ciro Gomes (PDT), com 10,8%, seguido por Geraldo Alckmin (PSDB) com 6,1% e Marina Silva, com 4,1%. João Amôedo (Novo) aparece com 2,8% das intenções, na frente de Álvaro Dias (Podemos), que tem 1,9%, e Henrique Meirelles (MDB) que tem 1,7%.

Pesquisa anterior

Na última pesquisa da CNT/MDA, divulgada no dia 20 de agosto, Bolsonaro aparecia com 15,1% das intenções de voto na pesquisa espontânea, e 18,8% na estimulada. Atrás, vinha Marina Silva com 5,6%, em terceiro lugar, e Alckmin com 4,9%, em quarto. Ciro Gomes vinha pouco atrás com 4,9%, seguido por Alvaro dias com 2,7%. Os demais candidatos não haviam chegado a 1%.

Já o nome de Fernando Haddad ainda não constava na pesquisa como candidato do PT no lugar de Lula. Na ocasião, o ex-presidente ainda liderava na intenção de votos na estimulada 37,3%. Questionados em quem votariam caso o ex-presidente Lula fosse impedido de concorrer, dos 37,3% que afirmam votar nele, 17,3% iriam para Fernando Haddad, 11,9% para Marina Silva, 9,6% para Ciro Gomes, 6,2% para Jair Bolsonaro, 3,7% para Geraldo Alckmin, 31,3% para branco/nulo e 16,6% se declararam indecisos.

Os pedidos de registro de candidatos - inclusive impugnados - e seus recursos devem ser julgados pelo TRE e as respectivas decisões serão publicadas.

Hoje (17) é a data limite para que todos os pedidos de registro de candidatura sejam julgados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE).

Entre os pedidos que devem ser analisados, incluem-se os impugnados e os seus respectivos recursos. Até o fim do prazo serão deferidos ou indeferidos os pedidos de registro de candidatos a governador, vice-governador, senador, suplentes e deputados federais e estaduais. Serão deferidos aqueles que cumprirem as exigências estabelecidas na legislação eleitoral.

A publicação das decisões deve ser feita até o final do dia no site do TRE, como estabelece a Lei nº 9.504/1997, art. 16, § 1º.

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A Justiça Eleitoral determinou que o candidato a senador, Jarbas Vasconcelos (MDB), retire da propaganda eleitoral um comercial com montagem e trucagem para distorcer os fatos e, ainda, promover injúrias em cima de afirmações inverídicas contra o candidato a senador, Mendonça Filho (DEM). Irritado com o questionamento feito por Mendonça sobre a aliança que fez com o PT, Jarbas veiculou um vídeo com ataques infundados contra Mendonça, mas foi punido pelo TRE e a peça não pode ser mais exibida.

A propaganda de Jarbas Vasconcelos veiculou um vídeo com trucagem com críticas ao trabalho de Mendonça Filho no comando do Ministério da Educação. O vídeo mostra ainda manchete de jornal com o título “Governo suspende novas vagas para Pronatec e Fies”, publicada no jornal O Estado de São Paulo, no dia 23.05.2016, para novamente induzir o telespectador a acreditar que Mendonça cortou vagas nesses programas. A verdade é que Mendonça manteve os programas e aumentou a oferta de vagas no Fies e no Pronatec.

O jurídico da coligação Pernambuco Vai Mudar comprovou que o então ministro da Educação, Mendonça Filho, garantiu a retomada de R$ 4 bilhões dos mais de R$ 6 bilhões cortados pelo Governo Dilma para a Educação, garantindo a manutenção e ampliação dos programas sociais.

A outra punição foi a retirada do ar de comercial de Jarbas que divulga pesquisa de opinião sem obedecer ao que manda a Lei Eleitoral. A desembargadora Karina Albuquerque Aragão de Amorim determinou que Jarbas Vasconcelos e a coligação retirem a propaganda eleitoral sob pena de multa de R$ 10 mil em caso de nova publicação.

“A decisão da Justiça Eleitoral reconheceu a utilização de montagem com a finalidade de alterar a realidade dos fatos. Além da utilização irregular do recurso de montagem, ficou demonstrado na representação que foi promovida no programa eleitoral do candidato Jarbas Vasconcelos a divulgação de fatos sabidamente inverídicos quanto ao corte de recursos da educação, os quais, na verdade, ocorreram ainda no governo da ex-presidente Dilma em 2015”, destacou o advogado Paulo Fernandes Pinto, que, juntamente com o advogado Eduardo Porto, coordena o jurídico dos candidatos ao Senado Bruno Araújo (PSDB) e Mendonça Filho (DEM).

“Quanto à decisão que proibiu a divulgação de resultados de pesquisas sem as informações exigidas na legislação, é importante destacar que o candidato Jarbas Vasconcelos já é reincidente, posto que já havia sido censurado anteriormente pela Justiça Eleitoral pela exibição de pesquisas de forma irregular em seu programa eleitoral”, comentou o advogado Renato Beviláqua, que integra o jurídico dos candidatos ao Senado Bruno Araújo (PSDB) e Mendonça Filho (DEM).

Vale lembrar que Jarbas Vasconcelos não conseguiu censurar comerciais da coligação Pernambuco Vai Mudar, onde questionam a união do emedebista com o PT do candidato a senador Humberto Costa e que a coligação da Frente Popular conta com o apoio do MDB, do presidente Michel Temer e do próprio Jarbas Vasconcelos. Recordando que Jarbas fez diversas críticas contra o PT e o próprio Humberto Costa, fazendo campanha pela prisão de Luiz Inácio Lula da Silva e, recentemente, fez o gesto do “L” pela libertação do petista, preso na Polícia Federal em Curitiba.

Chico Peixoto/LeiaJáImagens/Arquivo

A semana que começa nesta segunda-feira (17) marca também, segundo o candidato a governador de Pernambuco Maurício Rands (Pros), um novo ritmo no diálogo de dele com sociedade. O candidato da coligação ‘O Pernambuco que você quer’ terá encontros com os profissionais da segurança pública, líderes da área cultural, participará de debate com outros candidatos, de sabatina no Programa Roda Vida entre outros compromissos. Além disso, passa a intensificar seu contato direto com o povo, em atividades de rua.

“A campanha está em aberto: muitos não escolheram o seu candidato ou podem mudar o voto”, avalia Rands.

Na manhã desta segunda-feira, ele participa de um encontro na Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco (Adeppe). “Queremos mostrar nossos planos e também estamos sensíveis a ouvir propostas”, resume Rands. No início da noite da quarta-feira, outro encontro, desta vez, com os oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, também tratará da segurança.

A terça-feira terá panfletagem, debate presencial com os outros candidatos em Caruaru e uma sabatina na bancada do Programa Roda Vida. “Queremos mostrar que somos a opção, porque não temos relação com o presente estagnado, nem com o passado conservador. Somos a inovação, o futuro”, promete o candidato. “Queremos resgatar a boa política, onde os valores eram mais importantes”, completou Rands.

Raquel Elblaus/Assessoria de Imprensa

Candidato ao Governo de Pernambuco, Julio Lossio (Rede) prometeu, nesse domingo (16), que incluirá o gás de cozinha na cesta básica estadual. A inclusão foi ressaltada após uma carreata que ele fez na cidade de São Caetano, no Agreste pernambucano. Durante discurso, ele reforçou suas promessas de campanha. 

“O gás de cozinha, que hoje representa até 10% do salário mínimo, será parte da cesta básica; o mototaxista não precisará pagar IPVA durante cinco anos, nem ICMS ao comprar seu veículo, pois nós queremos garantir renda e qualidade de vida para cada homem e cada mulher do nosso Pernambuco”, destacou.

Antes de ir ao interior, Julio Lossio participou de caminhada no bairro de Totó, no Recife. Ao lado de Narciso Bastos, candidato a deputado estadual pela Rede, Lossio identificou a falta de creche e saneamento no local. Ele também reafirmou a proposta de criar uma rede de creches Nova Semente Pernambucana e de realizar um programa de saneamento básico.

Nesta segunda-feira (17), Lossio grava imagens para o guia eleitoral, às 9h; participa de uma reunião para avaliação da plataforma de governo ao meio-dia e, à noite, a partir das 19h, de uma Roda de Diálogo na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). 

Cada vez mais próximo do dia da eleição, o candidato a governador pela chapa Pernambuco Vai Mudar, Armando Monteiro Neto (PTB), vai intensificar suas agendas na Região Metropolitana do Recife (RMR). A área reúne a maior concentração de eleitores do Estado, são 2.804.803, segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE).

“Estamos priorizando a Metropolitana, tem um peso expressivo. Já percorremos todas as regiões de Pernambuco e agora vamos nos concentrar aqui. Mas ainda faremos incursões pelo interior”, disse o petebista, ontem (16), durante ato em Olinda.

Acompanhado de seus candidatos ao Senado, Bruno Araújo (PSDB) e Mendonça Filho (DEM), Armando Monteiro fez promessas conhecidas do povo olindense, como a conclusão do Canal do Fragoso e a requalificação da Avenida Presidente Kennedy. “Vamos assumir como uma obra que precisa terminar. Faremos um balanço para verificar quanto de recurso foi aplicado. E fazer uma articulação para garantir, até com recursos federais, para concluir a obra. Vamos atrás disso”, disse o senador.

A construção, que se arrasta há seis anos, é alvo de auditoria do Tribunal de Contas do Estado. Os repasses de verba foram suspensos, mês passado, após indícios de sobrepreço e de superfaturamento. A Companhia Estadual de Habitação (Cehab) prevê conclusão da obra em 2019.

Já a Avenida Presidente Kennedy passa por obras que foram iniciadas na última quinta-feira (13). A promessa é de que a situação melhore para a população que precisa trafegar na área, diminuindo a quantidade de buracos da via e evitando alagamentos.

“ESSE RAPAZ”

Durante o ato, Armando Monteiro voltou a fazer críticas ao adversário Paulo Câmara (PSB), que tenta se reeleger governador do Estado. O petebista percorre Pernambuco afirmando que a vitória de Paulo, em 2014, foi uma homenagem a Eduardo Campos, que faleceu naquele ano em acidente aéreo. “O que se assistiu foi a uma grande decepção, esse rapaz que foi colocado no Palácio do Campo das Princesas não estava à altura do legado de Eduardo, e Pernambuco viveu um grave retrocesso. Piorou na segurança, na saúde, e a infraestrutura se deteriora. O pernambucano deve escolher se quer continuar nesse caminho ou se vamos apostar num novo. Tenho pedido uma oportunidade. Paulo a teve e desperdiçou”, disse Monteiro.

Ao pedir votos para Mendonça e Bruno, Armando ainda alfinetou a chapa adversária. “Lá, querem juntar cobra-d’água e jacaré. Senado não é prêmio de aposentadoria, é um espaço para a gente trabalhar todo o tempo para Pernambuco”, afirmou o candidato, sem citar nomes.

Armando voltou a afirmar que o martelo ainda não foi batido sobre quem vai apoiar para a Presidência. Sem Lula (PT) candidato, circula rumor de que Armando poderia declarar apoio a Ciro Gomes (PDT), mas ele destacou que nada está decidido. “Estou terminando o processo de consulta, são treze partidos, e quatro tem palanques nacionais: Alckmin (PSDB), Alvaro Dias (Podemos), Marina (Rede) e Bolsonaro (PSL). No início, todos sabiam que meu candidato era Lula. Como ele saiu, é outro cenário. Termino (de analisar) nessa semana”, pontuou.

RANDS

O candidato do PROS, Maurício Rands, terá encontros com os profissionais da segurança pública, líderes da área cultural, participará de debate com outros candidatos, além de sabatina no Programa Roda Vida até o 1º turno, em 7 de outubro.

Além disso, pretende intensificar seu contato direto com o povo em atividades de rua.

Hoje, por exemplo, o candidato participa de encontro na Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco (Adeppe).

À noite, ele volta a se reunir com outros agentes da segurança pública.

A Região Metropolitana do Recife (RMR) foi o alvo, ontem (16), da campanha eleitoral do governador e candidato à reeleição Paulo Câmara (PSB). Depois de percorrer seis cidades do Sertão pernambucano no sábado, o socialista foi do sul ao norte do Grande Recife em menos de seis horas.

O dia começou cedo com uma caminhada em Bonança, no município de Moreno, na qual esteve acompanhado do candidato ao Senado Humberto Costa (PT). O ato da Frente Popular se concentrou nos arredores da feira pública e atraiu muitos apoiadores.

Após o contato corpo a corpo, Paulo fez um discurso reafirmando a polarização nessas eleições. “Somos o lado de Miguel Arraes, de Eduardo, de Lula e de Fernando Haddad. O outro lado é o da Turma do Temer, que aumentou a conta de luz, o gás de cozinha, a gasolina e ainda queria acabar com aposentadoria dos brasileiros”, disse Paulo Câmara, referindo-se, sem citar nomes, à coligação Pernambuco Vai Mudar, encabeçada por Armando Monteiro (PTB) e os deputados federais, candidatos ao Senado, Bruno Araújo (PSDB) e Mendonça Filho (DEM).

Em seguida, o governador participou de mais um ato, desta vez, no bairro de Ponte dos Carvalhos, no Cabo de Santo Agostinho.

Segundo a assessoria do candidato, milhares de pessoas estiveram nas ruas para apoiar a reeleição do socialista.

No Cabo, Paulo contou com o presença do prefeito Lula Cabral (PP) e do deputado federal Eduardo da Fonte (PP), também buscando ser reencaminhado ao cargo.

Durante o discurso em Ponte dos Carvalhos, Paulo voltou a falar dos bons números da educação em Pernambuco.

Ele chegou a cumprimentar a mãe do estudante Wallace Felipe, que está em intercâmbio nos Estados Unidos por intermédio do Programa Ganhe o Mundo. “Governamos para dar oportunidade a jovens pernambucanos de realizar seus sonhos através do seus esforços”, disse Paulo Câmara.

No mesmo evento, o prefeito Lula Cabral reforçou o voto casado da Frente Popular. “Paulo e Fernando Haddad (do PT, candidato à Presidência) vão trabalhar muito por Pernambuco e pelo Brasil”, falou o gestor municipal.

O dia de atividades terminou no início da tarde com participação na carreata promovida pelo candidato a deputado estadual Junior Uchôa (PSC), filho de Guilherme Uchôa, ex-presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, que morreu 3 de julho.

A carreata saiu de Itamaracá passando por Itapissuma, Igarassu e Abreu e Lima.

As agendas de Paulo, ontem, não foram acompanhadas pelo deputado federal Jarbas Vasconcelos (MDB), candidato ao Senado na mesma chapa majoritária. O emedebista fez campanha sozinho em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata.

Para hoje (17), Paulo Câmara concede entrevista à Rádio Olinda, às 9h, e participa de almoço com Grupo de Líderes Empresariais de Pernambuco (Lide), às 12h30.

JULIO LOSSIO

Ontem também, o candidato ao governo pela Rede, Julio Lossio participou de uma caminhada no bairro do Totó, no Recife, pela manhã. Reforçou a propostas de criar uma rede de creches. Acompanhado de seu candidato a vice, Luciano Bezerra (Rede), Lossio ainda marcou presença numa carreata no loteamento Boa Vista, em São Caetano, no Agreste do Estado.

DANI PORTELA

Já a chapa PSOL/PCB esteve presente na 17ª parada da diversidade, realizada ontem, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife. A candidata ao governo, Dani Portela, e as postulantes ao Senado, Albanise Pires e Eugênia Lima, todas psolistas, aproveitaram o evento para conversar com eleitores e reafirmaram os compromissos do plano de governo para a população.

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Pesquisa de intenção de votos divulgada na madrugada desta segunda-feira (17), pelo banco BTG Pactual em parceria com o Instituto FSB Pesquisa mostra o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, consolidando sua liderança na corrida ao Palácio do Planalto. Ele aparece com 33% das intenções de voto, subindo três pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, divulgado uma semana antes. A intenção medida é a estimulada, quando o nome dos candidatos é citado.

No segundo lugar aparece o candidato petista, Fernando Haddad, que deu o maior salto no levantamento BTG/FSB: de 8% para 16%. Haddad dobra sua participação após ter sido formalizado como candidato a presidente pelo PT, acabando com a indefinição sobre a participação do ex-presidente Lula na disputa.

Em terceiro lugar aparece Ciro Gomes (PDT), com 14%, subindo em relação aos 12% de uma semana antes. Em quarto está Geraldo Alckmin (PSDB), com 6%. Ele caiu dois pontos percentuais desde o levantamento da semana anterior. Marina Silva (Rede), recuou de 8% de intenções de votos para 5%.

João Amoêdo (Novo) tem 4%, Alvaro Dias (Podemos) tem 2%, assim como Henrique Meirelles (MDB). Os outros candidatos têm 1% ou menos.

Nesse levantamento, 9% disseram não votar em ninguém. Outros 2% apontaram nulo ou em branco e 4% não sabem. Apenas 1% não respondeu à pesquisa.

Segundo turno

No segundo turno, a pesquisa aponta que Bolsonaro e Ciro empatariam em 42%. Bolsonaro venceria Haddad por 46% a 38% nesse hipotético segundo turno. Bolsonaro também venceria Alckmin, por 43% a 36%. O candidato do PSL também venceria Marina Silva, por 48% a 33%.

Rejeição

A pesquisa BTG/FSB aponta que Marina tem a maior rejeição do eleitorado: 58%. Em segundo no quesito rejeição está Alckmin (53%). Meirelles e Haddad estão com 48%. Ciro apresenta 46% de rejeição e Bolsonaro, 45%.

Metodologia

O Instituto FSB Pesquisa entrevistou, por telefone, 2 mil eleitores com idade a partir de 16 anos, nas 27 Unidades da Federação. A margem de erro no total da amostra é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. As entrevistas telefônicas aconteceram entre 15 e 16 de setembro.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-06478/2018. Com informações do Valor Econômico.

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A três semanas de uma das eleições mais curtas e disputadas da história do Brasil, há um contingente populacional capaz de definir o nome dos dois presidenciáveis que seguirão para o provável segundo turno. Trata-se de pelo menos 68 milhões de votos, quase metade do total registrado no cadastro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgado em agosto. É tanta gente que, para dimensionar a grandeza, seria preciso somar todos os moradores de São Paulo e Minas Gerais, os dois estados mais populosos do país.

Para chegar ao número, a reportagem cruzou dados das pesquisas mais recentes na tentativa de identificar eleitores capazes de serem capturados por um candidato. Eles estão entre aqueles que preferiram não escolher um nome ou estão indecisos, somados com quem apontou para um político, mas não tem tanta certeza – neste último grupo, o percentual chega a 45%. Antes de buscar o resultado, foi retirado do cálculo o último índice de abstenção nacional na votação de 2014 (19,12%).

A conta precisaria ainda incorporar uma série de variáveis impossíveis de serem testadas a curto prazo. Como livre exercício sobre o comportamento ao longo da campanha, entretanto, é possível apresentar as estratégias dos candidatos para amarrar o eleitorado. “A eleição não está definida. Ainda há uma parcela razoável de gente que vai entrar na campanha”, diz Jairo Nicolau, professor de ciência política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). E aqui é que se estabelecem e se abandonam as estratégias. O primeiro candidato a perceber a importância dos votos consolidados foi Ciro Gomes (PDT).

Há três semanas, o pedetista partiu para cima do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) e dos eleitores do capitão reformado do Exército. O plano era ganhar pontos com os apoiadores do ex-presidente Lula (PT), na época ainda na disputa eleitoral. Afinal, na cabeça dos estrategistas de Ciro, era mais fácil crescer sobre o eleitorado petista do que tirar votos de Bolsonaro. A ação precisou ser revista pouco tempo depois com o atentado à faca em Juiz de Fora (MG) e a certeza cada vez maior de que o deputado garantiu uma das vagas no segundo turno. Não que as críticas a Bolsonaro diminuíram, mas passaram a ser divididas entre os adversários com potencial de segundo turno, como Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT), o favorito para buscar votos de Lula.

A MAIS CONFUSA

Em artigo publicado na Associação dos Docentes da UFRJ, Nicolau disse que esta é a eleição mais confusa desde 1945. “Uma eleição de ilusões apagadas”, escreveu o professor. O curioso é que a estratégia de Alckmin, Haddad e Marina também passa pela pancada em Bolsonaro. O que muda é a distribuição de ataques entres os três, revelando a candidata da Rede mais econômica nas críticas ao tucano e ao petista. “Tem muito voto voando”, afirma Antonio Augusto de Queiroz, diretor de documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Apontar sem muita convicção para um candidato pode descambar no voto útil às vésperas da eleição. No caso da atual campanha, é possível dividir os candidatos por grupos a partir dos desempenhos nas pesquisas de intenção de votos.

No primeiro grupo, quase garantido no segundo turno, estaria Bolsonaro. Um segundo bloco pode ser representado por Ciro, Marina, Alckmin e Haddad. A terceira turma enquadraria Alvaro Dias (Podemos), João Amôedo (Novo) e Henrique Meirelles (MDB). “À medida que as eleições se aproximam, o eleitor começa a tornar o voto mais racional. Isso pode significar a aposta em um candidato melhor posicionado, que tiraria votos de um com pior performance”, diz Queiroz. A pesquisa Datafolha do início da última semana mediu a certeza de votos para Bolsonaro (74%), Haddad (67%), Ciro (42%), Alckmin (40%) e Marina (29%). Não à toa, a candidata da Rede é a que mais tem perdido votos nos últimos levantamentos.

ENTRADAS

A partir da análise da última pesquisa presidencial do Ibope, o professor Jairo Nicolau identificou que o grupo formado por eleitores de baixa renda e escolaridade é o mais suscetível a mudanças de votos. “É como se eles ainda não tivessem entrado na eleição, pois está fragmentado e sem um candidato dominante.” Segundo ele, o político que conseguir buscar esse bloco, “provavelmente”, estará no segundo turno. Tal perfil do eleitorado, historicamente, acompanhava mais o PT de Lula, mas é difícil que Haddad consiga puxar esses votos para ele. “Caso contrário, vamos viver uma experiência inédita: uma eleição em que os apoios dos mais pobres e menos escolarizados não vão em massa para um dos concorrentes.”

Voto útil em nível recorde

Esta eleição presidencial pode ser a do eleitor do contra. O pleito tende a ter participação recorde do voto útil, que ocorre quando se escolhe não o candidato de preferência no primeiro turno, mas o postulante que se julga ter maior capacidade para vencer quem ele não gosta. A razão para isso é a alta taxa de rejeição de dois candidatos: Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Para complicar as coisas, existe ainda um terceiro tipo de eleitor: o que tem ojeriza a ambos. Embora saiba quem tem sua preferência, esse cidadão topa qualquer candidato no lugar desses dois nomes.

Bolsonaro tem vaga praticamente garantida no segundo turno – ainda que as dificuldades em torno da campanha enquanto ele permanece internado dividam analistas e até aliados do candidato. Quanto a Haddad, apontam as pesquisas, tende a crescer nas intenções de voto com o apoio de Lula, apesar de o ex-presidente estar preso em Curitiba.

Os adversários mais próximos de Haddad, porém, também vão ganhar muitos votos de quem não quer vê-lo no segundo turno. Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Geraldo Alckmin (PSDB) estão atentos e já modularam suas campanhas com vistas a isso. Eles podem ficar com o eleitor anti-PT, herdando votos que hoje são de outros candidatos, mas também tirando eleitores uns dos outros. Isso faz com que as pesquisas tendam a apresentar grande oscilação nas próximas semanas. “A marca desta eleição é a incerteza”, destaca Paulo Calmon, diretor do Instituto de Ciência Política na Universidade de Brasília (Ipol/UnB).

Calmon afirma que o voto útil, ou voto estratégico, como se prefere chamar na academia, existe em todas as eleições, mas isso se acentua com a alta taxa de rejeição de alguns candidatos e o fato de que há vários postulantes em patamar semelhante de intenção de votos, entre o segundo e o quinto lugar. “Muitos eleitores deixam para fazer a escolha nos últimos dias. Mas, a esta altura, já têm certeza sobre quem não querem votar”, explica Calmon.

O cientista político Carlos Melo, professor do Insper, destaca que o eleitor leva muito a sério a escolha em uma eleição presidencial. “Ele se esforça, faz cálculos para que a escolha possa ter peso no resultado. É um voto de opinião. Nesse caso, não entra voto de cabresto – a influência do prefeito, por exemplo -, algo que pode ter peso na escolha do deputado, ou, no máximo, para governador”.

Para o cientista político Marcio Ianoni, professor da Universidade Federal Fluminense, Marina está perdendo votos para Ciro de eleitores que não querem que o PT nem Bolsonaro saiam vitoriosos. “Ciro tenta abocanhar o eleitor de esquerda e o de direita”, avalia. Mas Melo acha que Marina tem potencial de ganho pelo mesmo motivo. “Para o eleitor de centro, que quer política econômica ortodoxa, André Lara Resende (assessor econômico dela) pode ser tão convincente quanto Persio Arida (assessor de Alckmin).”

No pelotão seguinte das pesquisas estão Alvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB) e João Amoêdo (Novo). A tendência é de que os votos desses três candidatos, que somam 10% do total, sejam transferidos para Alckmin, Ciro ou Marina. Antonio Augusto de Queiroz, diretor de documentação do Diap, acha que Haddad pode ganhar força pelo apoio de Lula, mas também pelo voto útil. “A polarização entre os petistas e os antipetistas continua sendo algo muito forte”, diz. (Paulo Silva Pinto, do Correio) 

São dois turnos para evitar distorções 

O voto útil era comum no país antes da criação do segundo turno eleitoral pela Constituição de 1988. O objetivo do mecanismo é evitar que alguém ganhe o pleito com um percentual pequeno de votos – era comum vencer com apenas 30% do total, em campanhas muito disputadas. E também permitir que o eleitor escolha quem prefere de fato, e deixe o voto de segurança para o segundo turno. Mesmo assim, muita gente tenta ficar com uma opção que considera não a melhor, mas a menos ruim, para que tenha mais chances de vencer, no segundo turno, o candidato que não quer que vença de jeito nenhum.

O cientista político Paulo Calmon, diretor do Instituto de Ciência Política da UnB, destaca o fato de que as pessoas têm grandes expectativas em relação ao resultado de uma eleição presidencial. “O que está em jogo para as pessoas não é tanto uma questão de esquerda e direita, mas, de um lado, políticas distributivas e, de outro, ênfase em medidas que possam trazer maior crescimento econômico. Outro fator é a vontade de que se substitua tudo o que está aí. Há também a preocupação solidária com minorias. O eleitor busca quem pode promover essas coisas, mas também quer tirar quem se opõe a isso”, disse.

Na eleição passada, o voto útil transferiu apoio de Marina Silva (PSB) para Aécio Neves (PSDB) em um movimento às vésperas do primeiro turno. Já era um sinal da clivagem que se acentuou no país. “Desde 2013, o país está dividido entre o petismo e o antipetismo”, nota o cientista Carlos Melo, professor do Insper. O agravamento dessa situação resultou no quadro atual. “Nos países emergentes há hoje um risco econômico muito alto. Mas o risco político no Brasil consegue ser ainda mais elevado pela indefinição do quadro eleitoral”, avalia Calmon. 

Curiosidades nos bens dos candidatos: declarações feitas ao TSE têm de jegue a coleção de armas nas eleições de 2018 — Foto: Betta Jaworski / G1

Enquanto 38% dos candidatos nas eleições deste ano declararam não ter nenhum bem, outros não pouparam detalhes na hora de enviar seus dados de patrimônio para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Como a lei eleitoral não define o que deve ser informado, a lista está cheia de itens curiosos, inusitados ou mesmo inúteis. A relação tem de jegues a bitcoins, passando por jatinhos e 321 bens que valem menos de R$ 1.

Em linhas telefônicas fixas – que podem dar direito a ações das companhias telefônicas – 252 candidatos declaram ter R$ 671 mil.

Postulante a deputado estadual pelo PSDB de Minas Gerais, Mourão registrou R$ 40,4 mil nessa categoria. Logo depois aparece o candidato a deputado federal Adalberto Cavalcanti (Avante-PE), com R$ 20 mil, seguido pela também pleiteante à Câmara dos Deputados Ângela Amin (PP-SC) e pelo candidato ao Senado Esperidião Amin (PP-SC), com R$ 16,8 mil cada um.

Mais de acordo com a realidade atual, 11 candidatos declaram seus aparelhos de smartphone ao TSE. Ao todo, foram declarados três iPhone: um modelo 8 Plus (R$ 5,3 mil), um 8 (R$ 3,4 mil) e outro 7 (R$ 2 mil). Outra marca citada foi a Samsung, com cinco aparições: dois aparelhos modelo J7 (R$ 1,2 mil e R$ 999), um A7 (R$ 1,3 mil), um J5 (R$ 799) e um S5 (R$ 600).

Mais de 50 candidatos informam ter animais em seu patrimônio. Vários outros dizem ser donos de fazendas, mas não detalham o rebanho. O maior da lista, avaliado em R$ 5 milhões, é de Cacildo (PP), que disputa uma vaga na Assembleia de Tocantins. São 5 mil cabeças de gado “entre bezerros(as), vacas, novilhas, touros, bois e animais de serviços”.

Entre as dezenas de milhares de cabeças de gado declaradas, destacam-se também outras espécies. Como os 50 cavalos da raça Manga Larga, no valor de R$ 150 mil, do deputado federal Arthur Maia (DEM-BA), candidato à reeleição. E as 60 cabeças de búfalos de Gentil Paske, candidato à Assembleia do Paraná pelo PV, avaliadas em R$ 100 mil.

Na lista, aparecem também as cabeças de asininos, equinos e muares de Vilmar de Oliveiras, candidato a deputado estadual no Tocantins pelo Solidariedade. São 58 jegues, cavalos e mulas avaliados em R$ 29 mil. Oliveiras é dono ainda de 2.592 bovinos e bufalinos (R$ 3,8 milhões), 163 caprinos e ovinos (R$ 16,3 mil) e 33 suínos (R$ 3,3 mil).

Candidato a deputado estadual pelo PHS no Pará, Dr. Allan Rendeiro declara ter 38 armas de fogo, avaliadas em R$ 101 mil, incluindo fuzis, carabinas, pistolas e revólveres. O arsenal tem peças para tiro esportivo e para colecionadores. Entre os itens estão os antigos fuzis Mauser alemães, as SKS chinesas e as carabinas Winchester norte-americanas.

Apenas cinco candidatos declaram ter armas. Além de Dr. Allan, os concorrentes a vagas de deputado federal Coronel Nilson Bezerra (PTC-PR) e Rodrigo Sousa Costa (Novo-RS) declaram ter uma pistola Taurus .40 e uma Glock 380, respectivamente. O candidato a deputado estadual Professor Reinaldo (PSC-PR) diz ter uma pistola calibre 380. Já o senador Roberto Requião (MDB-PR), que tenta a reeleição, declara ter uma “coleção de armas” no valor de R$ 10 mil.

Aviões, barcos e um drone

Ao todo, 71 candidatos declaram ter aeronaves, no valor de R$ 56,7 milhões. O maior valor é registrado pelo candidato a senador pelo PSDB de Tocantins Ataíde Oliveira: R$ 6,2 milhões. Ele não especifica, no entanto, os detalhes do avião. Em seguida, estão os candidatos a deputado federal Magda Mofatto (PR-GO) e João Gualberto (PSDB-BA).

Dos 190 candidatos que declaram ter embarcações, 51 têm mais de uma. Os concorrentes a vagas de deputado federal Marinaldo Rosendo (PP-PE) e deputado estadual Antonio Rocha (MDB-PA) têm cinco cada um. Rosendo tem motos aquáticas e lanchas avaliadas em R$ 355 mil. Já Rocha tem lancha, catamarã e barcos estimados em R$ 340 mil. Mas as frotas não chegam ao valor do barco mais luxuoso.

O candidato ao Senado pelo Paraná Professor Oriovisto Guimarães (Podemos) é o dono de um Intermarine 60, avaliado em R$ 4,9 milhões. Com comprimento de 60 pés (18,4 m) e capacidade para 21 pessoas, a embarcação tem três suítes e alcança velocidade máxima de 33 nós (61 km/h). O empresário paranaense é um dos fundadores do Grupo Positivo, que comandou por 40 anos.

Ele é seguido pelo advogado e político Sergio Zveiter (DEM), candidato à primeira suplência do Senado pelo RJ, que declara R$ 4,8 milhões em “embarcações”, mas não especifica quais. Em terceiro, está o presidenciável João Amoêdo, que declara R$ 4,1 milhões na categoria.

Oriovisto Guimarães é dono também do carro mais caro entre os citados nas declarações, um BMW X5 2014/2015, avaliado em R$ 559 mil.

O senador Fernando Collor (PTC) aparece em segundo lugar, com um Range Rover 2012, avaliado em R$ 497 mil. Os carros de luxo estimados em até R$ 3,9 milhões que foram apreendidos e depois devolvidos ao senador em 2016 não constam da declaração. Ele era candidato ao governo de Alagoas, mas desistiu nesta sexta-feira (14).

Entre os veículos há caminhões, carretas, tratores, motos e também um drone. Ícaro Francio Severo, candidato a deputado estadual pelo PSDB em Mato Grosso, declara um “Drone Mavic Pro Fly More Combo”, de R$ 5,6 mil.

Pelo menos sete candidatos declararam ter bitcoins. Desses, seis são do partido Novo e um do PSDB. O maior patrimônio em criptomoedas é do tucano Luiz Hauly Filho, candidato a deputado estadual no Paraná, com R$ 35 mil. Em seguida estão os candidatos a deputado estadual pelo Novo por Minas Gerais Luciana Lopes (R$ 23 mil) e por Sergipe Aurélio Barreto (R$ 12,2 mil).

As criptomoedas superam um investimento bem mais tradicional, o ouro. Apenas três candidatos declaram ter investido no metal, somando, ao todo 370 gramas, declaradas por R$ 20,4 mil. Os candidatos a deputado federal Diego Maia (Novo-DF), com 90 gramas (R$ 12,7 mil), e Professor Dionísio (PDT-PR), com 30 gramas (R$ 4,4 mil), encabeçam a lista. O candidato à primeira suplência do Senado pelo Ceará, Gaudencio Lucena (MDB), declara ter 250 gramas em ouro, mas ao valor de apenas R$ 3,2 mil.

Já Professora Adriana, que disputa um cargo de deputada estadual pelo Pros no Paraná, declara uma coleção de moedas “em andamento”, no valor de R$ 5 mil.

Livros, cartas e aparelhos de som em geral têm valores baixos para serem declarados. Mas há exceções. O DJ Naldo, que concorre a uma vaga pelo PSB na Assembleia do Amapá, registra uma aparelhagem de som no valor de R$ 90 mil.

Já o candidato a deputado estadual pelo PPL no Maranhão Sanches informa ter 25 mil livros e outros itens bibliográficos no valor de R$ 250 mil. André Brito, que concorre à Assembleia do RJ pelo MDB, registra uma coleção de cartas de jogo por R$ 20 mil.

Na outra ponta, os candidatos declararam 3,8 mil itens que valem menos de R$ 100 – ao todo, foram registrados este ano 92,5 mil itens. Na lista, há ainda 321 bens que valem menos de R$ 1, incluindo poupanças e contas correntes com saldo de centavos, participações em empresas e ações.

Entre eles, está a “participação com 30.000 cotas de CR$ 1,00 (um cruzeiro), no capital social da Radio Cabugi do Seridó LTDA”, do candidato a senador pelo MDB no Rio Grande do Norte Garibaldi Filho. Convertidas para real, as cotas são avaliadas pelo político em R$ 0,01.  Com informações do G1.