Saúde

As primeiras notificações de sarampo do ano de 2020 foram registradas pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). Até o dia 4 de janeiro foram registrados 14 casos, que estão em investigação. De acordo com a SES, até esse período, os casos de sarampo em Pernambuco chegaram a 1.252 desde o início do ano passado. Ao todo, foram 276 confirmações e 622 descartes.

A SES reforça que as investigação dos casos e vacinação de bloqueio, além da assistência ao paciente, são iniciadas logo após a notificação do caso, ou seja, independente do resultado laboratorial. A medida busca evitar o agravamento do caso e a propagação da doença. As medidas são realizadas pelos municípios com o apoio das Geres e do Estado. Por fim, a Secretaria informa que tem recebido normalmente a vacina tríplice viral do Ministério da Saúde e feito a distribuição aos municípios.

Dados preliminares divulgados pela Secretaria informam que foram aplicadas 786.506 doses da vacina tríplice viral em Pernambuco, um quantitativo 50% maior do que o mesmo período de 2018, com 524.332 doses. Além do sarampo, o imunizante protege conta à rubéola e caxumba.

Casos confirmados:

I Geres: Abreu e Lima (1); Cabo de Santo Agostinho (4); Camaragibe (3); Glória do Goitá (2); Ipojuca (1); Jaboatão dos Guararapes (11); Olinda (6); Paulista (10) e Recife (31);

II Geres: Carpina (2); Lagoa do Carro (7) e Limoeiro (1);

III Geres: Palmares (1);

IV Geres: Bezerros (2); Bonito (1); Brejo da Madre de Deus (12); Caruaru (23); Cupira (2); Frei Miguelinho (1); Gravatá (3); Jataúba (2); Riacho das Almas (1); Santa Cruz do Capibaribe (60); Santa Maria do Cambucá (1); Tacaimbó (1); Taquaritinga do Norte (37); Toritama (24) e Vertentes (18);

V Geres: Itaíba (1);

VI Geres: Arcoverde (1); Custódia (3) e Sertânia (2);

XII Geres: Timbaúba (1).

Depois de se alastrar por cidades da Zona da Mata e Agreste, o sarampo chegou aos municípios do Sertão pernambucano. O mais recente boletim da Secretaria Estadual de Saúde sobre a enfermidade, datado de dezembro de 2019, contabiliza um caso confirmado de sarampo em Arcoverde, três em Custódia e dois em Sertânia.

Até o dia 28 de dezembro de 2019 foram registrados 1.226 casos suspeitos da doença no Estado. Ao longo de todo o ano uma morte foi confirmada, de um bebê de sete meses em Taquaritinga do Norte, no Agreste. Em seguida, o município recebeu ações preventivas contra a doença.

O Governo do Estado informou que inicia ações de vigilância epidemiológica logo após a notificação de qualquer caso suspeito. Isso busca evitar o agravamento e propagação da enfermidade contagiosa.

Protesto de funcionários de Hospital Municipal Albert Schweitzer, no Rio, em dezembro: caos na saúde não fica restrito à cidade e se espalha pelo país Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

As cenas de caos na saúde do Rio chamaram a atenção em 2019, mas as dificuldades numa área que sempre aparece entre as prioridades do brasileiro ocorreram, em menor ou maior intensidade, em outras regiões do país. Capitais como Manaus e Natal estão entre as que apresentam quadro caótico no setor. Além disso, no ano passado, 11 redes estaduais tiveram redução de sua estrutura na área, com diminuição no número de estabelecimentos de saúde estaduais entre janeiro e novembro, segundo levantamento com base em dados do Ministério da Saúde.

Uma das principais dificuldades apontadas por gestores para fazer frente aos problemas é a falta de recursos. O desafio de financiar uma rede ampla de saúde é agravado num momento em que vários estados passam por crise fiscal — a própria legislação limita investimentos quando a arrecadação é menor. Outra causa é a alta rotatividade dos secretários de saúde nos cargos de gestão, o que impede a adoção de políticas de longo prazo. A cada mês, em média 250 cidades (4,5% dos municípios brasileiros) trocam o responsável pela área de saúde.

Entre os estados com redução de estabelecimentos de saúde em 2019, o saldo é de 17 hospitais e 30 unidades básicas de saúde a menos em relação a janeiro. Além desses equipamentos maiores, houve redução na oferta de unidades móveis, consultórios especializados e laboratórios, entre outros serviços.

— Vivemos crise sobre crise e isso ocorre em um momento no qual a população aumenta e os problemas de saúde se tornam mais complexos. Fatores como o não pagamento de pessoal e fornecedores, bem como o desmonte das secretarias de saúde, agravam a situação, resume a médica e professora da UFRJ, Ligia Bahia. Continue reading

A vacinação é a principal forma de proteção contra sarampo  / Leo Motta/JC Imagem

O Estado de Pernambuco terminou o ano de 2019 com 1.226 casos suspeitos de sarampo, dos quais 268 (21,9%) foram confirmados, 620 (50,6%) descartados e 338 (27,5%) ainda permanecem em investigação. Os dados estão no último boletim do ano da Secretaria Estadual de Saúde (SES).

Os 31 municípios pernambucanos com casos confirmados são Abreu e Lima (1), Cabo de Santo Agostinho (4), Camaragibe (3), Glória do Goitá (2); Ipojuca (1), Jaboatão dos Guararapes (9), Olinda (5), Paulista (7), Recife (31), Carpina (2), Lagoa do Carro (7), Limoeiro (1), Bezerros (2), Bonito (1), Brejo da Madre de Deus (12), Caruaru (23), Cupira (2), Frei Miguelinho (1), Gravatá (3), Jataúba (2), Riacho das Almas (1), Santa Cruz do Capibaribe (60), Santa Maria do Cambucá (1), Tacaimbó (1), Taquaritinga do Norte (37), Toritama (24), Vertentes (18), Itaíba (1), Arcoverde (1) Custódia (3) e Sertânia (2).

A faixa etária com maior percentual de casos de sarampo, em 2019, foi 20 a 29 anos (22,8%), seguida de 15 a 19 (18,3%). Quanto à incidência, a faixa etária de 6 meses a menores de 1 ano possui a maior taxa, com 57,3 casos a cada 100 mil habitantes.

Vacinação

A cobertura vacinal da tríplice viral (protege contra sarampo, caxumba e rubéola), no Estado de Pernambuco está em 102,7% na primeira dose, mas permanece baixa na segunda dose: 82%. Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), o ideal é que ambas as doses tenham, no mínimo, 95% de cobertura para garantir a proteção adequada contra as três doenças.

https://portalpratigi.com/wp-content/uploads/2020/01/vigitel-2020.jpg

A pesquisa Vigitel 2020 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), realizada todos os anos pelo Ministério da Saúde, pretende ouvir cerca de 27 mil pessoas somente no primeiro semestre. A participação é muito importante para que seja possível conhecer o retrato da saúde das pessoas no país e para o planejamento e monitoramento das ações e políticas públicas de cuidado à saúde dos brasileiros.

Portanto, Você que tem 18 anos ou mais e mora em uma das 26 capitais do país, além de Brasília, poderá receber uma ligação do pesquisador do ministério convidando-o para participar da principal pesquisa no país que mede os fatores de risco e de proteção para doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, cânceres, obesidade, doenças respiratórias e relacionadas ao coração – principais causas de mortes no país.

Segundo o ministério, o tempo médio para responder ao questionário é de cerca de 12 minutos. As ligações serão feitas das 9h às 21h (horário de Brasília) nos dias da semana, e das 10 às 16h aos sábados, domingos e feriados. A participação na pesquisa é voluntária.

“Conhecer a situação de saúde da população é o primeiro passo para planejar ações e programas que reduzam a ocorrência e a gravidade destas doenças, melhorando, assim, a saúde da população”, destacou o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira.

O ministério alerta que durante a pesquisa não será perguntada qualquer informação relacionada a documentos pessoais, como CPF, RG ou mesmo dados bancários. As únicas informações pessoais obtidas por meio da pesquisa dizem respeito à idade, sexo, escolaridade, estado civil e raça/cor, uma vez que permitem que os resultados reflitam a distribuição sociodemográfica da população total.

Desde 2006, a pesquisa Vigitel monitora a frequência e a distribuição de fatores de risco para o surgimento destas doenças através de um questionário, respondido por telefone, sobre itens como hábitos alimentares (consumo de frutas e hortaliças) e estilo de vida (prática de atividade física, tabagismo e consumo de bebidas alcóolicas). São também investigadas a frequência e o diagnóstico médico de hipertensão arterial e diabetes, bem como a realização de exames de mamografia e de Papanicolau. Com informações do Ministério da Saúde.

A vacina contra a febre amarela vai ser oferecida nos postos de saúde de Pernambuco, para toda a população, sem necessidade de comprovação de viagem a áreas de risco, a partir de março. A inclusão do estado como área de recomendação foi anunciada pela Secretaria Estadual de Saúde em meio ao alerta provocado pela descoberta de 14 saguis mortos num condomínio em Aldeia, Camaragibe. Os moradores do residencial e de seu entorno já serão vacinados, de forma antecipada, a partir do sábado. A decisão foi tomada pelas autoridades de saúde do estado e do município.  

A morte dos saguis está sendo investigada pela SES e pela Vigilância Ambiental do município. Seis animais foram encaminhados ao Departamento de Veterinária da UFRPE para passarem por necrópsia. Outros oito estavam em estado avançado de decomposição. As amostras foram enviadas ao Instituto Evandro Chagas, no Pará. O órgão averiguará o que pode ter provocado os óbitos. Entre as suspeitas estão o contágio de herpes, dengue ou febre amarela, além de envenenamento. O resultado sai em até 20 dias.

Os macacos não podem transmitir a doença a humanos – assim como nós, eles são contaminados por mosquitos – e matar os primatas é crime previsto em lei. Na manhã de ontem, representantes das coordenações estaduais e municipal de saúde se reuniram para orientar funcionários do condomínio. O diretor de vigilância em saúde de Camaragibe, Geraldo Vieira, informou que a última morte de macacos aconteceu em 2 de janeiro. “A transmissão da febre amarela é feita por mosquitos silvestres, aqueles encontrados em matas”.

 Durante a reunião também foi definido que as equipes de vigilância ambiental distribuirão informativos sobre como proceder com os animais encontrados, as principais doenças que os afetam, como é feita a coleta dos animais doentes e/ou mortos e o que é feito com os que são recolhidos, além de explicar as formas de prevenção de doenças em humanos e realizar o controle de doenças transmitidas por animais.  Continue reading

Fora, 73.745 casos suspeitos em 2019, contra 28.257 em 2018 / Foto: Arquivo/JC Imagem

Pernambuco registrou, entre 30 de dezembro de 2018 e 28 de dezembro de 2019, 73.745 casos suspeitos de arboviroses. Isso equivale a um aumento de 161% nas notificações de doenças como dengue, zika e chikungunya. Em 2018, foram 28.257 casos suspeitos registrados. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (06) pela Secretaria Estadual de Saúde.

Entre os casos notificados, a maioria foi de dengue, totalizando 61.451 (163% de aumento). Outros 8.467 (145% de aumento) foram de casos suspeitos de chikungunya e 3.827 de zika (153% de aumento).

O número de pessoas que morreram pelas arboviroses chegou a 13 confirmados – dos 127 notificados, 65 foram descartados. Foram 12 por dengue e um por chikungunya. Em 2018 foram notificados 80 óbitos suspeitos.

A Secretaria de Saúde ressalta que o diagnóstico positivo de óbito por arboviroses não necessariamente confirma a arbovirose como causa da morte. Para descarte ou confirmação é necessário uma investigação domiciliar e hospitalar minuciosa, além de da discussão de cada caso no Comitê Estadual de Discussão de Óbitos por Dengue outras Arboviroses.

Dengue

O casos suspeitos de Dengue tiveram um aumento de 163,7% durante o ano e 2019 quando comparados ao ano de 2018 – foram 23.298 casos.

Dos 61.451 casos notificados por 184 municípios mais a Ilha de Fernando de Noronha, 20.448 foram confirmados e 23.307 descartados.

Zika

Pernambuco teve notificações de casos de Zika em 133 municípios. Foram 3.827 casos notificados, 2.657 descartados e 108 confirmados.

Um aumento de 153,6% nas notificações durante 2019 em comparação a 2018.

Chikungunya

Os números de casos de Chikungunya também aumentaram, ainda que em menor quantidade se comparados aos de Dengue e Zika.

Em relação ao ano de 2018, o aumento foi de 145,4% – 8.467 casos notificados, 990 confirmados e 5.432 descartados por 150 municípios. Continue reading

Atendimento gratuito foi realizado em 123 serviços de saúde do país.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) divulgou, nesta quinta-feira, que 4.197 casos de câncer da pele foram diagnosticados durante ação realizada em 7 de dezembro do ano passado. Foram observados 2.744 casos de carcinoma basocelular (CBC),  835 de carcinoma espinocelular (CEC) e 420 de melanoma, além de 198 outros tumores malignos. 

A iniciativa, parte da 21ª Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele, abriu a programação da campanha Dezembro Laranja, reuniu médicos e voluntários para atender gratuitamente 22.749 pessoas em 123 serviços de saúde do país. Antes de passarem pela avaliação de um especialista, a população participava de uma breve palestra na qual eram apresentadas informações sobre diagnóstico precoce, prevenção do câncer de pele e identificação de sintomas como sinais e pintas suspeitas.

— É preciso conscientizar as pessoas sobre o câncer de pele a partir da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado com o dermatologista. A exemplo das edições anteriores, a SBD mobilizou o país inteiro em prol desse movimento de educação em saúde. O câncer de pele é uma das doenças que mais acometem a população mundial, afirma Sérgio Palma, presidente da SBD.

Apesar de ser menos grave, o câncer de pele não melanoma, o mais frequente no Brasil, pode causar deformações.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pele não melanoma é o mais incidente em homens nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Entre as mulheres, é o mais comum em todas as regiões do país.

Quanto ao melanoma, sua letalidade é elevada, entretanto a ocorrência é baixa, considerando todos os órgãos afetados pelo câncer (2.920 casos novos em homens e 3.340 casos novos em mulheres por ano). As maiores taxas estimadas em homens e mulheres são verificadas na região Sul. 

— A exposição excessiva ao sol é a principal causa da doença. Já o melanoma é a forma mais grave. Ocorre mais raramente e pode levar à morte. Ambos têm cura se forem descobertos logo no início, explica Elimar Gomes, Coordenador Nacional da campanha Dezembro Laranja.

O presidente Jair Bolsonaro visitou a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, no hospital DF Star, em Brasília, nesta quinta-feira (02). Michelle passou por procedimentos cirúrgicos estéticos e, segundo afirmou Bolsonaro, passa bem e está bem-humorada.

Em fala registrada pelo jornal Folha de S.Paulo, o cirurgião Régis Ramos explicou que a primeira-dama trocou as próteses de silicone e corrigiu um afastamento no músculo do abdômen.

“A cápsula, quando começa a engrossar um pouquinho, causa um pouco de dor na mama. Então a gente retira e coloca um implante novo. O implante dela já tinha mais ou menos uns dez, doze anos. Então é necessário a retirada do implante e colocar um novo”, disse Ramos. Segundo o médico, a cirurgia demorou por volta de quatro horas e meia.

Por causa do procedimento, Michelle não acompanhou o presidente na viagem a uma base naval na Bahia no fim de ano. Bolsonaro, que ficaria no local até 5 de janeiro, antecipou o retorno e passou o Réveillon ao lado da mulher, em Brasília.

Na saída do hospital, o próprio presidente informou que ele deve passar por novos exames em fevereiro para avaliar o surgimento de uma hérnia lateral. Bolsonaro já foi submetido a quatro operações desde a facada que levou durante a campanha eleitoral de 2018.

http://agendacapital.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Ministerio-da-Saude-credencia-mais-de-mil-gerentes-de-unidades-de-saude-2019.png

O Ministério da Saúde deu início ao credenciamento dos municípios que receberão ajuda financeira para ampliar os serviços de atenção primária – aquela que cuida do atendimento, prevenção de agravamento de doenças, reabilitação e redução de danos à saúde – na rede pública. Ao todo, nesse primeiro momento, 1.084 gerentes de saúde serão distribuídos por 319 municípios, em 23 estados.

Em nota, o ministério informa que os gerentes de atenção primária estarão exclusivamente dedicados à administração e organização de processos de trabalho nas Unidades de Saúde da Família (USF), “o que deve melhorar o fluxo de atendimento desses postos”. Os gerentes serão responsáveis, ainda, pela interlocução com outras unidades da rede de saúde, como Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e hospitais da rede pública.

A iniciativa visa retirar as funções administrativas que são cumpridas por enfermeiros – que estarão à disposição para atendimento da população durante toda a jornada de trabalho – e deixá-las a cargo dos novos gerentes, que não farão atendimentos de saúde.

O custo inicial do programa é de R$ 1,5 milhão em 2019, mas o repasse para 2020 será de R$ 18,5 milhões.

O Ministério da Saúde exige que os gerentes de atenção primária sejam profissionais com formação de nível superior, preferencialmente com experiência na área. A remuneração varia de R$ 713 a R$ 1.426.

Um exemplar do 'Aedes aegypti' visto em microscópio; número de cidades em risco de infestação pelo mosquito caiu de 507 para 428 Foto: Mauro Pimentel / AFP

O Brasil entrará no ano de 2020 em uma situação de infestação de Aedes aegypti — o mosquito transmissor dos vírus da dengue, zika e chikungunya — menos grave do que aquela registrada no final do ano passado.

Segundo o Ministério da Saúde, de 2018 para 2019 o número de cidades consideradas em situação de “risco” caiu de 9% para 6% (507 para 428 cidades), e o número com nível “satisfatório” subiu de 48% para 55% (2.628 para 3.035 municípios).

Os dados foram captados pelo programa LIRAa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti) em novembro e constam do último
boletim epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS).

O único estado em que a média dos municípios se encontra em risco é o Acre, apesar de muitas cidades no Nordeste estarem individualmente numa situação ruim. A SVS não divulgou ainda os dados discriminados por município, apenas um resumo geral.

O LIRAa considera “satisfatório” um município em que menos de 1% dos imóveis visitados apresenta infestação, “em alerta” aqueles entre 1% e 4% de infestação, e “em risco” todos aqueles com mais de 4%.

Minas lidera em dengue; Rio, em chikungunya

Apesar de o Sudeste apresentar de modo geral uma situação boa no que tange a infestação neste fim de ano, a região registrou muitos casos de arboviroses ao longo de 2019. Minas Gerais foi o campeão de casos de dengue, e Rio de Janeiro de chikungunya. Continue reading

Remédio

A Anvisa acaba de autorizar a venda de um novo remédio contra câncer de próstata, o Nubeka (darolutamida).

O Brasil é o segundo país do mundo a conceder o registro ao medicamento, que tende a oferecer menos riscos ao sistema nervoso central do paciente. O primeiro foi os Estados Unidos.

Hoje, o câncer do próstata é o segundo mais comum entre os brasileiros e afeta da população masculina mundial.

Mulher faz exame de mamografia na Bahia Foto: Carla Garcia / Agência O Globo

Num momento em que a inflação está fora da lista de dores de cabeça do brasileiro, planos de saúde, empresas e usuários enfrentaram mais um ano de escalada nos custos de exames, consultas, internações e insumos. Um estudo da consultoria global Aon estima que o Brasil deve fechar este ano com a chamada inflação médica — que apura a variação dos preços no setor de saúde — em 17%. A taxa é cinco vezes o IPCA, que mede a inflação em toda a economia e deve ficar em 3,4% em 2019. O estudo faz projeções para outros cem países, e os dados mostram que o Brasil é o quarto país no mundo com a maior distorção na inflação da saúde. Só fica atrás de Costa do Marfim, Uganda e Malásia.

— O descolamento da inflação médica da geral no Brasil é o maior entre as grandes economias, diz Rafaella Matioli, diretora da Aon no Brasil.

Essa distorção tem se repetido há anos e deve continuar em 2020. A previsão da consultoria é de inflação médica de 15% no país no ano que vem para um índice geral de 4,1% previsto pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

As empresas de saúde privada atribuem a persistência de uma inflação médica de dois dígitos a dois fatores principais: o envelhecimento da população, que demanda mais procedimentos, e a incorporação de novas tecnologias. As operadoras têm repetido esse diagnóstico para defender mudanças nas regras do setor, incluindo menos obrigações e mais liberdade para repassar a alta dos custos para as mensalidades. Especialistas concordam que as causas listadas pelas empresas, enfrentados em todo o mundo, estão por trás da escalada da inflação médica no Brasil, mas apontam falhas na operação dos planos que também aumentam os custos. Continue reading

O Ministério da Saúde e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) assinaram um acordo para o levantamento de informações sobre a saúde da população e a capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na Atenção Primária à Saúde (APS).

Segundo o Ministério, o termo de cooperação técnica de pesquisa em saúde de base domiciliar nacional deve contar com R$ 30,1 milhões da pasta para a realização de três pesquisas: a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS) e a Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária (AMS).

Com a cooperação, o Ministério da Saúde pretende aproveitar os levantamentos já realizados pelo IBGE para incluir assuntos relevantes para a avaliação do momento atual do SUS.

Os municípios brasileiros já podem receber os recursos do Programa de Apoio à Informatização e Qualificação dos Dados da Atenção Primária à Saúde, o Informatiza APS, do governo federal. O objetivo é concentrar em uma única plataforma todos os dados que chegam ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Os valores, destinados à informatização dos dados levantados pelas equipes de saúde da família, variam entre R$ 1,7 e R$ 2,3 mil, por mês, de acordo com a tipologia dos municípios, ou seja, se é urbano, intermediário ou rural, como estabelece o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para solicitar os recursos mensais, os gestores municipais precisam enviar o pedido pelo site e-gestorab.saude.gov.br. O repasse financeiro pela União deve começar a partir do primeiro envio dos dados à plataforma.

O Informatiza APS vai integrar as informações de saúde do cidadão, e de acordo com o governo federal, isso vai permitir que os profissionais de saúde e gestores tenham mais eficiência no atendimento e continuidade ao cuidado com os pacientes.