Saúde

Coronavírus já infectou mais de meio milhão de pessoas em todo o mundo

Com o aumento do número de casos confirmados do novo coronavírus (covid-19) em Pernambuco para 136, subiu também a quantidade de cidades com casos. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (03) através do boletim da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE).

Há casos em Recife (92), Jaboatão dos Guararapes (8), Olinda (6), Camaragibe (4), Cabo de Santo Agostinho (2), Paulista (3), São Lourenço da Mata (3), Palmares (1), Belo Jardim (1), Caruaru (1), Petrolina (2), Ipubi (1), Aliança (1), Goiana (1). Também há registros no Arquipélago Fernando de Noronha (5) e casos de pacientes de outros estados (2) e países (3) atendidos em Pernambuco.

Da quinta para a sexta, foram 30 casos a mais, incluindo um bebê de um mês. O aumento mais significativo do que os dias anteriores se deu por causa da ampliação do número de testes: foram 120% a mais nas últimas 24 horas.

Do total de 136, 45 estão internados, sendo 19 em UTI/UCI e 26 em leitos de isolamento. Outros 64 estão isolados em casa e 17 já se recuperaram da doença.

A população brasileira receberá ligações automáticas através do número 136, o “Disk-Saúde”, para fazer avaliação à distância de sintomas, acompanhar evolução da doença e mapear áreas de risco de contágio da Covid-19. O Ministério da Saúde vai fazer ligações para cerca de 125 milhões de brasileiros. Ao atender a ligação, a pessoa ouvirá uma voz de uma atendente virtual como se fosse uma consulta, por meio de uma voz artificial, que vai fazer uma triagem fazendo as seguintes perguntas:

Caso a pessoa informe que está apresentando os sintomas (ou a piora), será orientada por um profissional de saúde a procurar um posto de saúde ou hospital de referência, sem que ela precise sair de casa.

Mas como saber se não é trote ou algum golpe?

  1. Preste atenção no identificador de chamadas, o número oficial que deve aparecer é 136, do Disque Saúde, qualquer outro número não deve ser levado em consideração quando se tratar deste tipo de abordagem.
  2. Desconfie e não responda perguntas que não sejam: Aqui é do Ministério da Saúde você pode falar agora? Você tem apresentado febre e tosse ou febre e dor de garganta?
  3. Jamais forneça ou repasse informações sobre senha de banco, conta bancária, dados financeiros e do benefício do INSS dentre outros.
  4. Não marque nenhum agendamento para que pessoas compareçam em sua residência sob o pretexto de fazer uma consulta presencial. Caso a pessoa informe que está apresentando piora dos sintomas, será orientada na ligação por um profissional de saúde a procurar um posto de saúde ou hospital de referência, Bandidos podem se aproveitar dessa situação para se passar agentes de saúde e realizar assaltos.

Ministro da Saúde respondeu ao Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, que entrou...

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, negou, nesta quinta-feira (02), que o governo federal tenha feito uma convocação para obrigar profissionais de saúde a atuarem na linha de frente da pandemia causada pelo novo coronavírus. Ele alertou, contudo, que existe essa possibilidade no futuro, caso seja necessário. “Se tiver necessidade, nós iremos convocar sim, mas por enquanto não há, não”, disse, em coletiva de imprensa.

Nesta terça-feira (31), o Ministério da Saúde publicou um portaria que regula o programa “O Brasil Conta Comigo – Profissionais da Saúde”. Trata-se de um cadastro nacional que poderá ser usado por gestores dos estados e municípios, caso seja preciso um deslocamento dentro do País durante o estado de emergência de saúde pública decorrente da covid-19. Segundo a pasta, 5 milhões de pessoas serão cadastradas.

Segundo a portaria, cabe aos conselhos profissionais enviar ao governo federal os dados dos trabalhadores, que precisarão preencher formulários eletrônicos. A norma inclui 14 áreas: serviço social, biologia, biomedicina, educação física, enfermagem farmácia, fisioterapia e terapia ocupacional, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, psicologia e técnicos em radiologia.

De acordo com o documento, o profissional da área de saúde que preencher o formulário fará um curso de capacitação à distância sobre os protocolos oficiais de enfrentamento à pandemia. Segundo Mandetta, o conteúdo inclui, por exemplo, como usar os EPIs (equipamentos de proteção individual), como máscaras e luvas.

YACY RIBEIRO/JC IMAGEM

A Prefeitura do Recife retoma a vacinação contra a gripe nesta quinta-feira (02), após ter recebido 35 mil doses de vacina enviadas pelo Ministério da Saúde (MS). Com esse quantitativo, a Secretaria de Saúde (Sesau) do Recife poderá abrir três pontos para imunização dos idosos em esquema de drive thru e dará continuidade à vacinação dos profissionais de saúde em cerca de 150 unidades de saúde.

Desde o início da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, no último dia 20, aproximadamente 175 mil idosos e profissionais de saúde foram imunizados, o que representa 70% do público-alvo total dessa primeira etapa, que vai até o dia 15 de abril.

Os três postos em esquema de drive thru, em que a população com mais de 60 anos não precisa descer do veículo para receber a dose, ficam localizados no RioMar Shopping, no Pina (em frente ao Diagmax), Zona Sul do Recife; Shopping Recife, em Boa Viagem (entrada pela Rua Padre Carapuceiro) também na Zona Sul; e Avenida Abdias de Carvalho, n° 1.932, na San Martin (na altura da entrada da Chesf), Zona Oeste. A vacinação será das 8h às 17h. Os antigos pontos de drive thru localizados no Parque da Macaxeira, na Zona Norte, e no Big Bompreço da Avenida Recife, na Zona Oeste, foram desativados.

Não haverá outros postos volantes, como escolas, clubes e associações de moradores, até o Ministério da Saúde enviar doses suficientes. Nos próximos dias, deverão ser enviadas mais doses para garantir a vacinação do restante do público-alvo dessa primeira etapa. Já os profissionais de saúde continuarão sendo vacinados apenas nas unidades de saúde do Recife, na tentativa de separá-los do público com mais de 60 anos.

A Secretaria de Saúde do Recife acredita que a procura dos idosos pela imunização excedeu as expectativas, tanto no Recife como em diversas cidades do País, por causa da pandemia causada pelo novo coronavírus. No entanto, a Sesau reforça que a vacina contra gripe não previne covid-19, mas sim os três tipos de vírus influenza: A (H1N1), A (H3N2) e B.

Unidades da UPAE no Interior do Estado

Em entrevista coletiva no fim da tarde desta quarta-feira (1º), o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, foi categórico ao reafirmar a necessidade de isolamento social neste período de enfrentamento à pandemia da Covid-19.

No momento, ainda são vistas muitas pessoas nas ruas, sobretudo em bairros populares da Região Metropolitana do Recife e em municípios do Interior, contrariando as recomendações sanitárias e os apelos dos gestores públicos para que as pessoas saiam de casa apenas em caso de extrema necessidade.

Segundo Longo, a curva de aceleração dos casos de infecção pelo novo coronavírus no Estado ainda caminha em uma demanda possível de ser absorvida pelo sistema de saúde local. Mas, os próximos dias serão determinantes para desenhar o cenário do mês de abril, para o qual é estimada uma sobrecarga no serviço.

“Ainda estamos em um período crítico para conter a escalada da epidemia. É importante que as pessoas se conscientizem. Há relatos de que no Interior as pessoas estão mais relaxadas. A doença vai chegar também ao Interior. É questão de tempo. Ela já está em algumas cidades. Esses dias de agora serão determinantes para o decorrer do mês de abril. É muito importante manter o esforço, reforçar as medidas de isolamento social, de higiene e etiqueta respiratória, a proteção com os idosos e doentes crônicos”, alertou o gestor estadual.

Segundo Longo, o governo trabalha para ampliar a capacidade de leitos de média e alta complexidade nas principais cidades das macrorregiões do Estado. “Assumimos o compromisso de instalar mil novos leitos, entre Capital e Interior. Todas as estruturas do governo estão voltadas para isso. O Recife está adotando a estratégia de estruturas anexas (a hospitais e policlínicas) na Capital e queremos usar isso também nas sedes das três macrorregiões, Caruaru, Serra Talhada e Petrolina”. Continue reading

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), por meio do Departamento de Ciências Farmacêuticas, realizou na segunda-feira (30) a doação de 100 litros de álcool 70% para a Polícia Científica de Pernambuco, que envolve os Institutos de Criminalística, Médico Legal e de Genética Forense, da Secretaria de Defesa Social do Estado. O produto vai ser utilizado na limpeza das mãos dos profissionais e do local de trabalho deles, bem como na área destinada ao atendimento ao público. “A polícia não pode parar. Por isso, é importante demais essa proteção”, disse a perita criminal Silene Schuler, que recebeu as doações.

“É o mínimo que a gente pode fazer”, afirmou a química e professora Beate Saegesser Santos, do Departamento de Ciências Farmacêuticas da UFPE. “A gente tem que apoiar uns aos outros. Esse é um papel que temos enquanto sociedade” completou. Ainda na segunda-feira, mas pela manhã, o Departamento de Farmácia realizou a doação de 500 litros de álcool 70% para a Secretaria de Saúde de Caruaru, que irá distribuir o produto junto à rede hospitalar do município.

A produção de álcool 70% em média escala é uma iniciativa da UFPE no combate ao novo coronavírus (Covid-19). O item é produzido a partir do uso de álcool anidro doado por usinas e empresas, e tem como destino principal o Hospital das Clínicas (HC) da Universidade. A manipulação do produto é realizada pela Farmácia Escola Carlos Drummond de Andrade, laboratórios do Departamento de Energia Nuclear (DEN) e o Laboratório de Combustíveis (LAC), localizado no Laboratório Integrado de Tecnologia em Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Litpeg), com o apoio de professores e técnicos de diversas áreas.

Doações 

As empresas e demais interessados em contribuir com a UFPE no combate ao novo coronavírus podem realizar a doação de água destilada e mineral, etanol e vasilhames de polipropileno ou outro plástico para o envase do álcool 70%; além do polímero carbopol 940, usado para o preparo do álcool gel, e ajudar no processo de rotulagem das embalagens. Também é possível contribuir com a doação de EPIs (máscaras, luvas, óculos, protetor facial, avental cirúrgico) e recursos financeiros, por meio das chamadas públicas do Nutes, do Lika e do Nupit. 

Primeiro dia da Campanha de Vacinação contra a Gripe aconteceu na segunda-feira (23) — Foto: Andrea Rego Barros/Prefeitura do Recife

A Campanha de Vacinação contra a gripe foi temporariamente suspensa no Recife a partir desta terça-feira (31). Segundo a Prefeitura do município, faltaram doses da vacina. Esta é a segunda suspensão do serviço desde o início da campanha.

A primeira fase da ação é destinada aos idosos e profissionais de saúde, indo até o dia 15 de abril. Por meio de nota, a prefeitura informou que 70% deste público foram imunizados nos primeiros dias de campanha.

A administração informou, ainda, que o serviço foi temporariamente interrompido “por causa de uma alta procura em pouco tempo”. Na noite da quarta (25), o município suspendeu a vacinação pelo mesmo motivo, retomando o serviço de imunização na sexta (27).

A Secretaria de Saúde do Recife, nesta terça-feira (31), aguardava a reposição das doses, que é feita pelo Ministério de Saúde. “A expectativa é receber novas doses até o final de semana para retomar a campanha”, informou em nota.

Além da imunização de idosos e profissionais de saúde, que constitui a primeira fase, a campanha de vacinação tem outras duas etapas. A partir do dia 16 de abril, a imunização fica voltada para professores de escolas públicas e privadas, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e profissionais das forças de segurança e salvamento.

A terceira e última fase ocorre entre os dias 9 e 23 de maio. Nesse período, devem ser vacinadas crianças de 6 meses aos 5 anos, gestantes, puérperas, adolescentes e jovens dos 12 aos 21 anos em cumprimento de medida socioeducativa, funcionários do sistema prisional, população privada de liberdade, pessoas com deficiência e adultos dos 55 aos 59 anos.

Hospital Mestre Vitalino

O Governo de Pernambuco está tentando ampliar a capacidade do Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru, para fazer dele a referência no atendimento aos casos de Covid-19 na segunda macrorregião do Estado. Até esta segunda-feira (30), tinham sido abertos 20 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 22 de internação para serem usados no combate ao novo coronavírus.

“Não estão todos ocupados no momento, pois não temos esse contingente de casos ainda na região”, disse o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, sinalizando que a intenção é abrir na unidade mais 10 leitos de UTI e outros 30 de enfermaria.

“O hospital vai deslocar áreas que hoje estão ociosas devido à suspensão de algumas atividades e cirurgias eletivas. Com essas medidas diminuímos a entrada de gente nos hospitais e aumentamos o esforço”, explicou ele, adiantando que há condição de o hospital ter pelo menos 80 leitos destinados à Covid-19, além de uma estrutura anexa que está sendo encaminhada e poderá ter mais 150 leitos de enfermaria.

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, o gestor estadual aproveitou para pedir o apoio das prefeituras municipais no processo de abertura de novos leitos em unidades hospitalares. Continue reading

RI Rio de Janeiro 30/03/2020 Reunião de treinamento para como proceder com pacientes do covid 19 devido à pandemia do novo coronavírus no Hospital Federal de Bonsucesso, na Zona Norte do Rio. Foto Fabiano Rocha / Agência O Globo Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

O número de pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus no Brasil subiu para 4.579 e o total de mortes chega a 159. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde no final da tarde desta segunda-feira. No último balanço do governo, no domingo, o total de infectados chegava a 4.256, com 136 mortes confirmadas.

Em relação ao balanço divulgado no domingo, a letalidade da Covid-19 aumentou. No domingo, a taxa de letalidade (proporção entre casos confirmados e mortes) era de 3,2%. Nesta segunda-feira, a taxa de letalidade subiu para 3,5%.

São Paulo continua como o estado com o maior número de casos confirmados da doença: 1.451. O segundo colocado é o Rio de Janeiro, que registrou 600 casos da Covid-19. Em terceiro lugar está o Ceará, com 372 casos, seguido do Distrito Federal, com 312.

A plataforma de divulgação dos dados sobre a Covid-19 do Ministério da Saúde não permite checar a quantidade de mortes por estado. Os dados detalhados deverão ser divulgados nas próximas horas.

Confira o número de casos por estado:

Norte

Acre – 42

Amapá – 8

Amazonas – 151

Pará – 18

Rondônia – 6

Roraima – 16

Tocantins -9

Nordeste

Alagoas – 17

Bahia – 176

Ceará – 372

Maranhão – 23

Paraíba – 14

Pernambuco -73

Piauí -14

Rio Grande do Norte -68

Sergipe – 16

Centro-Oeste

Distrito Federal – 312

Goiás – 58

Mato Grosso – 16

Mato Grosso do Sul – 36

Sudeste

Espírito Santo – 72

Minas Gerais – 231

Rio de Janeiro – 600

São Paulo – 1451

Sul

Paraná – 148

Rio Grande do Sul – 226

Santa Catarina -194

sus

“Nós estamos no começo da pandemia, e já estamos tendo contaminação de funcionários e toda essa dificuldade com UTI. E isso com a orientação das pessoas de ficarem em casa. Imagina se não tivesse essa orientação, como seria”, pergunta Waldir *, enfermeiro que trabalha em duas unidades do SUS em São Paulo. “A palavra é descaso”, diz, referindo-se ao presidente Jair Bolsonaro, depois de ouvir o discurso em rede nacional em que o presidente minimizou a gravidade da pandemia e reclamou das quarentenas decretadas pelos governadores.

Como a maioria dos 20 profissionais de saúde pública de cinco estados (Pernambuco, Alagoas, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul) que falaram com a Agência Pública nesta semana, W. pediu anonimato — o medo de processos administrativos e outras retaliações é geral, apesar da diversidade das unidades do SUS. Enfermeiro há 15 anos, ele trabalha em uma Unidade de Pronto Atendimento na zona noroeste, periferia da capital paulista. Na quarta-feira, quando falou à reportagem por telefone, estava a uma semana afastado do trabalho por apresentar sintomas de infecção por coronavírus, como tosse seca e falta de ar. Outras quatro colegas da enfermaria foram afastadas do trabalho. Nenhum dos profissionais conseguiu fazer o teste para coronavírus.

tem certeza que ficou doente por causa das condições de trabalho na UPA, com capacidade de atender mais de 60 mil pacientes. “O pior é a falta de proteção”, diz. Segundo ele, o único acessório que não falta são as luvas. “As máscaras estão totalmente racionadas, quando tem. E, de acordo com a orientação do fabricante, o uso deve ser feito por duas horas porque ela perde a eficácia depois desse tempo. Eles querem que a gente use por seis horas. São quatro horas desprotegidos”, aponta. “Essa falta de EPIs está gerando uma exposição desnecessária da nossa saúde e dos nossos familiares”. Continue reading

“Testes, testes, testes.” Assim, com a repetição de três pequenas palavras, como um refrão, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus, resumiu a postura mais adequada para combater a pandemia de Covid-19 — de mãos dadas com o distanciamento social, impositivo e inegociável. Os testes são vitais para quebrar as cadeias de transmissão, ao separar saudáveis de enfermos, e para organizar o fluxo nos hospitais. Não por acaso, em gesto louvável, a mineradora Vale fechou a compra de 5 milhões de kits chineses, que apontam positivo ou negativo a partir da detecção de anticorpos, para doá-los ao governo brasileiro.

Uma startup de Curitiba, a Hi Technologies, desenvolveu um equipamento que oferece respostas em até quinze minutos — que em breve começará a chegar às farmácias e aos serviços de saúde. Testar, testar e testar é, enfim, o primeiro passo do mais extraordinário movimento científico e médico de toda uma geração, na luta contra uma doença respiratória que, até a quinta-feira 26, tinha acometido mais de 520 000 pessoas no mundo inteiro, com mais de 20 000 mortes, das quais 77 no Brasil.

A corrida global, para além do compulsório diagnóstico dos doentes, tem duas frentes: a busca por uma vacina e, enquanto ela não surge, o aperfeiçoamento de tratamentos já existentes e a criação de outros remédios. É uma engrenagem emocionante e bilionária (apenas na primeira semana de março, os fundos globais para pesquisa e desenvolvimento de crises arrecadaram 3,5 bilhões de euros, o equivalente a 19 bilhões de reais). A OMS formou um grupo de trabalho global, adequadamente batizado de “Solidariedade”, e não haveria outro nome a lhe dar, de modo a estimular pesquisas cada vez mais aceleradas que abranjam milhares de pacientes, de mais de uma centena de países. Disse o pneumologista Clayton Cowl, diretor de medicina preventiva da Mayo Clinic em Rochester, um dos mais respeitados hospitais dos Estados Unidos, referência incontornável: “O mundo está unido no combate à pandemia de Covid-19. Resolveremos o mistério e impediremos que algo semelhante aconteça nos próximos anos”. É uma promessa, por ora, mas quase uma certeza quando se acompanha a máquina rodando. Continue reading

De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, o governo federal deve usar aviões da FAB para entregar equipamentos de proteção individual, como máscaras, às secretarias de saúde dos estados do norte e nordeste.

“Cerca de 30% das máscaras que já conseguimos foram encaminhada aos estados. Todos receberam menos o Norte e Nordeste, pela dificuldade em encontrar voos — muitos foram cancelados ou já estavam cheios. Para não perder mais tempo, a primeira leva foi de caminhão. Em função do atraso, a segunda remessa vai de avião e já solicitamos apoio da FAB”, afirma Gabbardo.

Segundo ele, a ideia é abastecer os estados semanalmente. O Ministério da Saúde pretende adquirir, por licitação, ainda 240 milhões de máscaras. As informações foram repassadas em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (25) em Brasília.

Vacinação contra a gripe no posto de saúde de Copacabana Foto: Márcia Foletto / O Globo

Começa nesta segunda-feira (23), a Campanha Nacional da Vacinação contra a Gripe, que pretende imunizar 67,6 milhões de pessoas em todo o país. A proteção não é eficaz contra o coronavírus. No entanto, a vacina pode auxiliar os profissionais de saúde a excluir o diagnóstico para o novo patógeno, já que os sintomas são parecidos.

A campanha, batizada “Movimento Vacina Brasil contra a Gripe 2020”, custou R$ 1 bilhão ao Ministério da Saúde, que enviou 15 milhões de doses ao estado até semana passada — até o final do mês, mais 4 milhões serão distribuídas. Ao todo, serão fabricadas 75 milhões de doses. O programa será encerrado no dia 22 de maio.

A iniciativa atende ao público mais vulnerável à gripe. A partir de hoje, a imunização está disponível para idosos com mais de 60 anos, que correspondem a 20,8 milhões de pessoas no país — e profissionais de saúde. Mesmo quem se vacinou no ano passado deve voltar aos postos para uma nova dose.

Drive thru

Para evitar aglomerações, a prefeitura do Rio investirá em um novo tipo de atendimento: a vacinação em sistema de drive thru, em cinco postos do Detran, das 10h às 16h, durante quatro dias por semana, em diferentes regiões da cidade. Idosos receberão a vacina sem sair do carro.

— O atendimento no posto do Detran será rápido. Na entrada, o idoso preencherá uma ficha e o carro seguirá para uma baia de vacinação, explica Patrícia Guttmann, coordenadora de Vigilância em Saúde da Secretaria municipal de Saúde.

Quem não puder comparecer ao Detran deve procurar as unidades de atenção primária — há 233 em toda a cidade.

mandetta coronavírus

O Ministério da Saúde publicou portaria nessa sexta-feira (20) decretando o estado de transmissão comunitária do novo coronavírus em todo o Brasil. Com isso, as orientações estaduais contra a disseminação da Covid-19 passa a valer para todo o território nacional.

A transmissão comunitária é uma modalidade de circulação na qual as autoridades de saúde não conseguem mais rastrear o primeiro paciente que originou as cadeias de infecção ou quando esta já envolve mais de cinco gerações de pessoas.

Ela é diferente dos casos importados (quando uma pessoa adquire o vírus em viagens ao exterior) e da transmissão local (quando alguém é contaminado por contato com alguém infectado em outro país). As situações de transmissão comunitária significam que o vírus está mais disseminado e circula livremente, o que demanda cuidados mais efetivos.

Até ontem, essa classificação era atribuída pelo Ministério da Saúde aos estados de  São Paulo e Rio de Janeiro, às cidades de Pernambuco, Porto Alegre e Belo Horizonte e à região Sul de Santa Catarina.

Quando há transmissão comunitária, a orientação é de isolamento por duas semanas de pessoas com sintomas e pessoas que coabitam o mesmo espaço de quem apresentou sinais da infecção. Isso implica ficar definitivamente em casa e evitar a todo custo não apenas aglomerações, mas também a circulação fora de casa.

De acordo com o Ministério da Saúde, o País registra até agora 11 mortes pelo coronavírus, sendo nove em São Paulo e duas no Rio de Janeiro. Os casos confirmados são 904.

Sintomas do novo coronavírus

De acordo com a portaria, são considerados sintomas do novo coronavírus “tosse seca, dor de garanta ou dificuldade respiratória, acompanhada ou não de febre, desde que seja confirmado por atestado médico”. Além dos sintomas, o isolamento também depende de prescrição médica, razão pela qual pessoas com sintomas devem procurar um médico para verificar o estado de saúde e confirmar a orientação.

As autoridades de saúde da China anunciaram nesta sexta-feira (20), (noite de quinta, no Brasil), que, pelo segundo dia consecutivo, não registraram novos casos de transmissão local do novo coronavírus, mas o progresso no combate à doença foi freado pelo aumento das infecções importadas.

A queda no número de casos no país oferece uma luz de esperança para o resto do mundo, à medida que uma grande parte das nações se fecha em um esforço para conter a propagação da pandemia.

O número de mortes na China também caiu drasticamente, e a Comissão Nacional de Saúde registrou outras três vítimas fatais nesta sexta, o menor balanço diário desde que começou a divulgar os dados sobre a pandemia em janeiro.

Em um sinal sombrio que mostra como a crise mudou da Ásia para a Europa, o número de óbitos na China, 3.248, foi superado pela Itália na quinta-feira, onde mais de 3.400 pessoas morreram. Foram quase 81.000 infecções na China, mas menos de 7.000 pessoas continuam doentes com a Covid-19.

Acredita-se que o vírus tenha surgido em um mercado que comercializa carnes de animais exóticos na cidade chinesa de Wuhan em dezembro.

Em janeiro, cerca de 56 milhões de pessoas da província de Hubei, cuja capital é Wuham, foram submetidas a uma quarentena gigantesca, embora as autoridades já tenham começado a reduzir gradualmente as restrições de viagens e circulação.

No entanto, a China agora está preocupada com uma segunda onda de infecções do exterior, levando várias regiões, incluindo Pequim, a forçar quem chega de outros países a ficar em quarentena por 14 dias.

A Comissão Nacional de Saúde registrou 39 novos casos importados na sexta-feira, elevando o total para 228.

 
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