Saúde

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Dados do Ministério da Saúde revelam que 1.153 municípios brasileiros, o que corresponde a 22% do total, têm alto índice de infestação e risco de surto para dengue, zika e chikungunya, o que indica a necessidade de intensificar as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças, mesmo durante o outono e o inverno. Nessas estações, a tendência seria de cair a incidência de doenças associadas ao mosquito.

O mapeamento foi feito com base no Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), que compila informações enviadas por gestores municipais. Neste caso, os dados foram coletados entre janeiro e meados de março. O LIRAa mostra que, além dos municípios que estão em situação mais vulnerável, 2.069 estão em alerta e 1.711 apresentam índices satisfatórios. A lista com a situação de cada cidade está disponível no portal do Ministério da Saúde

“O resultado do levantamento indica que é necessário dar mais atenção às ações de combate ao mosquito. A prevenção não pode ser interrompida, mesmo no período mais frio do ano”, alertou o secretário de Vigilância em Saúde, Osnei Okumoto. De acordo com o secretário, as ações devem reverter em maior proteção durante o verão, época de maior proliferação do Aedes aegypti. “Assim será possível manter a redução do número de casos”, adiantou.

Entre as capitais, apenas São Paulo, João Pessoa e Aracaju apresentam índices satisfatórios e não devem enfrentar problemas desse tipo.

De acordo com o ministério, Rio de Janeiro, Fortaleza, Porto Velho, Palmas, Maceió, Salvador Teresina, Recife, Brasília, Vitória, São Luís, Belém, Macapá, Manaus e Goiânia estão no estágio de alerta. Natal e Porto Alegre realizaram levantamento por armadilha, utilizada quando a infestação do mosquito é muito baixa ou inexistente. Boa Vista, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Campo Grande não enviaram informações.

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Virologia e professor da Universidade Feevale, localizada no município de Novo Hamburgo (RS), Fernando Rosado Spilki, considerou “impressionante” o índice de infestação no Brasil. Spilki disse que os riscos de ocorrência de novos surtos são elevados, pois, no caso da chikungunya, por exemplo, a população imune, inclusive por já ter contraído a doença, é relativamente baixa.

Para Spilki, a manutenção desse patamar de incidência, poucos anos após surtos de doenças terem chamado a atenção do país, reflete a falta de políticas que integram ações preventivas eficazes e de conscientização da população. O professor acrescentou que a situação deriva também de outros problemas, como a urbanização precária das cidades brasileiras e a descontinuidade no fornecimento de água, o que faz com que parte da população tenha de  armazená-la, o que pode gerar criadouros de mosquitos.

As características do Aedes aegypti também dificultam o combate, o que amplia o desafio de superar o problema. “Hoje, a praga número 1 a ser combatido é exatamente o Aedes aegypti, que tem entrado em muitos municípios, inclusive expulsando outras espécies, como o Aedes albopictus. E o aegypti tem a característica de não só ficar ao redor da casa, mas de entrar na casa, o que dificulta o combate”, detalhou Spilki.

O professor ressaltou que o Brasil não é o único país que sofre com o problema. “Há uma recrudescência dessa situação em toda a América do Sul. Há relatos de aumento de casos de doenças transmitidas no Peru e no Equador, acompanhando a situação brasileira. Não é, portanto, uma coisa exclusiva nossa, mas, como país, precisamos tomar uma ação de prevenção e vigilância, porque nossa população é muito grande.”

O Ministério da Saúde informa que as ações de prevenção e combate ao Aedes aegypti são permanentes e tratadas como prioridade. Entre as medidas tomadas para combater o mosquito está a criação da Sala Nacional de Coordenação e Controle, que orienta e articula ações contínuas ao longo do ano com governos estaduais e municipais para combate ao vetor e monitora a situação epidemiológica e as atividades para enfrentamento do mosquito. Além disso, os recursos para as ações de vigilância em saúde cresceram nos últimos anos, passando de R$ 924,1 milhões, em 2010, para R$ 1,94 bilhão em 2017.

Para este ano, a previsão é que o orçamento de vigilância em saúde para os estados chegue a R$ 1,9 bilhão.

Medicamentos comprados pelo governo para tratamento de doentes renais estão perto de vencer (Foto: Reprodução)

A demora da Justiça em decidir a respeito da regularidade de uma licitação do Ministério da Saúde poderá resultar no descarte (lixo), a partir de julho, de 1 milhão de frascos do remédio alfapoetina, utilizado por pacientes renais crônicos. Cada frasco custa R$ 12.
A contratação do laboratório que venceu a licitação, Chron Epigen, foi suspensa depois que a Fiocruz reclamou não ter sido convidada para participar da disputa. O caso foi parar na Justiça no final do ano passado.

Ainda sem decisão da Justiça a respeito do imbróglio e diante da iminência da validade dos remédios expirar, há três meses o Chron Epigen recorreu à Justiça, em caráter emergencial, para que o Ministério pudesse adquirir seus medicamentos. Só que também não houve manifestação da Justiça a respeito desse pedido até o momento.  

Faltando pouco mais que duas semanas para o fim da imunização, apenas 58% do grupo de crianças de seis meses a menores de cinco anos foi vacinado / Foto: Ricardo B. Labastier/ Arquivo JC Imagem

Para que a meta de vacinação contra o vírus da Influenza seja atingida no Estado, ainda é preciso que outras 710.970 pessoas sejam imunizadas. O alerta foi feito pela Secretaria de Saúde de Pernambuco. A Campanha Nacional de Vacinação contra gripe foi ampliado e se estenderá até o dia 15 de junho. Até agora, 1.688.391 pessoas já foram vacinadas.

Segundo o Ministério de Saúde, a meta é que 2.399.361 dos grupos prioritários sejam imunizadas contra os vírus da Influenza. Apenas as mulheres que tiveram bebê recentemente e a população indígena atingiram a meta estipulada, que corresponde a pelo menos 90% de cada grupo.

Faltando pouco mais que duas semanas para o fim da imunização, apenas 58% do grupo de crianças de seis meses a menores de cinco anos foram vacinados. 

A campanha de vacinação contra a influenza é voltada para idosos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas (mulheres até 45 dias após o parto), trabalhador de saúde, professores, povos indígenas, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional. Também contempla pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais: doença respiratória crônica, cardíaca crônica, renal crônica, hepática crônica, neurológica crônica, diabetes, imunossupressão, obesidade, pessoas que passaram por transplante e com trissomias.

Casos

Em Pernambuco, até o dia 19 de maio, foram registrados 783 casos de síndrome respiratória aguda grave (Srag), que pode ser causada por vírus ou bactéria. Desse total, 26 dos casos confirmaram a presença da Influenza A (H1N1), 13 para a Influenza A (H3N2) e um para o vírus sincicial respiratório (VSR).

Em 2017, foram registrados 885 casos da síndrome.

O quadro dos pacientes infectados é caracterizado por febre, tosse, desconforto respiratório e dores de garganta.

Taciana Carvalho/LeiaJáImagens

O secretário de Saúde de Pernambuco, Iran Costa, se mostrou bastante preocupado com o aumento de 23% do número de queimados no Estado de Pernambuco. De acordo com ele, esse crescimento tem acontecido porque a população tem usado lenha por conta da falta de gás, que tem sido vendido por valores abusivos. Há relatos de botijões sendo vendidos a R$ 200. 

“O sistema de epidemiologia  do Estado detectou que, após o aumento consecutivo do preço do combustível, a  população mais carente passou a usar mais lenha e passou a usar álcool para cozinhar em casa e isso aumentou em torno de 23% o numero de queimados em Pernambuco ao longo desses primeiros meses de 2018”, expôs durante coletiva de imprensa concedida pelo Governo de Pernambuco.

O secretário falou que isso tem como consequência não apenas um cuidado a mais, como também um gasto a mais para a saúde de Pernambuco. “Isso, de alguma forma, é um cuidado a mais, um gasto a mais para a saúde de Pernambuco e de qualquer forma isso limita essa nossa capacidade de respostas em outras áreas”, ressaltou. 

Desde segunda-feira (28), o Procon-PE fiscaliza revendedores de gás no Grande Recife. A fiscalização acontece após o órgão receber denúncias de que, por conta da greve dos caminhoneiros, os estabelecimentos estavam cobrando mais de 50% do valor do produto em dias anteriores a paralisação.

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A campanha de vacinação contra a gripe será encerrada na próxima sexta-feira (1º) em todo o país. Dados do Ministério da Saúde mostram que 21 milhões de pessoas que fazem parte do público-alvo ainda precisam ser imunizadas. A expectativa da pasta é vacinar 54,4 milhões de pessoas até o final da campanha.

Devem receber a dose crianças de 6 meses a menores de 5 anos, idosos a partir de 60 anos, trabalhadores da saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional.

Pessoas com doenças crônicas e outras condições clínicas especiais também devem ser imunizadas. Neste caso, é preciso apresentar uma prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle de doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) devem procurar os postos em que estão registrados para receber a dose.

Cobertura

Até 24 de maio, foram vacinadas 33,3 milhões de pessoas contra a gripe. O público com maior cobertura é o de puérperas, com 74,2%, seguido por idosos (71%), trabalhadores da saúde (67,8%) e professores (67,7%). Entre os indígenas, a cobertura ficou em 53,5% e, entre as gestantes, em 51,8%. O grupo com menor índice de vacinação foram as crianças, com 46%.

A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e, segundo o ministério, é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias. São priorizados os grupos considerados mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

Casos

O último boletim do ministério aponta que, até 19 de maio, foram registrados 1.678 casos de influenza em todo o país, com 280 óbitos. Do total, 1.022 casos e 178 óbitos foram pelo vírus H1N1, além de 329 casos e 52 óbitos de H3N2. Há ainda o registro de 184 casos de influenza B, com 22 óbitos, e 143 casos de influenza A não subtipado, com 28 óbitos.

A vacina

A pasta informou que a vacina é segura e reduz complicações que podem provocar casos graves da doença, internações e óbitos. A dose utilizada na rede pública de saúde protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no Hemisfério Sul ao longo do último ano, incluindo o H1N1 e o H3N2.

Reações adversas

Ainda de acordo com o ministério, após a aplicação da dose, podem ocorrer, de forma rara, dor, vermelhidão e endurecimento no local da injeção. As manifestações são consideradas benignas e os efeitos costumam passar em 48 horas.

A vacina da gripe é contraindicada para pessoas com histórico de reação anafilática prévia em doses anteriores ou para pessoas que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados. É importante procurar o médico para mais orientações.

Jornalista recebeu alta no fim da tarde desta quinta-feira (24). (Foto: Mavian Barbosa/G1)

G1/Caruaru

O jornalista Alexandre Farias, de 40 anos, recebeu alta no fim da tarde desta quinta-feira (24). O apresentador estava internado havia oito meses, após ser atingido por uma bala perdida em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. Ele estava no Hospital Esperança, no Recife, desde o dia 28 de setembro de 2017.

Ao G1, o irmão dele, José Santos da Silveira Júnior, informou que Alexandre vai continuar o tratamento na capital pernambucana, ele ficará no apartamento do pai. Em março o jornalista foi submetido a uma cirurgia para a colocação de uma prótese craniana. O procedimento ocorreu como esperado pelos médicos.

Na sexta-feira (25) o hospital irá se pronunciar em uma coletiva de imprensa às 15h para passar mais detalhes sobre o caso de Alexandre.

Veja a mensagem de Alexandre Farias agradecendo todo apoio e orações.  

Entenda o caso

Alexandre Farias foi vítima de uma bala perdida na noite de 16 setembro, no bairro Alto do Moura, em Caruaru. Ele ia para casa quando foi atingido por um disparo na cabeça. De acordo com informações da Polícia Militar, assaltantes estavam em um carro roubado quando houve perseguição e troca de tiros.

Na fuga, os bandidos ainda atropelaram socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que estavam em uma ocorrência no local. Uma das auxiliares de enfermagem foi atingida. Alexandre Farias foi socorrido em estado grave para o Hospital Regional do Agreste (HRA) e em seguida transferido para Hospital Unimed, também em Caruaru.

Um dos suspeitos de participar do tiroteio que atingiu Alexandre “era integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) do Rio Grande do Norte”, conforme informou o chefe da Polícia Civil em Pernambuco, Joselito Amaral. O criminoso tinha 34 anos e foi morto durante um confronto com a polícia. No total, quatro suspeitos foram presos.

 

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Op9

O Sindicato do Médicos de Pernambuco (Simepe) divulgou nas redes sociais da entidade um vídeo em que denuncia a situação de caos e de superlotação do Hospital Agamenon Magalhães (HAM), no bairro de Casa Amarela, Zona Norte do Recife. A unidade é uma das maiores da rede pública de saúde no estado. As imagens foram captadas durante a realização de uma blitz no setor de emergência feita por representantes do Simepe e do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe).

De acordo com os responsáveis pela vistoria, a unidade vive um cenário de guerra, com superlotação, pacientes acomodados nos corredores, deitados no chão, expostos ao sol e a goteiras e até ocupando áreas de banheiro. Durante a blitz, também foi constatada a falta de materiais básicos para o atendimento correto dos doentes e a escala inadequada de profissionais de saúde diante da demanda excessiva da unidade.

Prédio anexo construído para ampliar unidade está sem uso

“É um cenário de horror. Uma superlotação que já é sabida e extrapola a dignidade humana. O local propicia até a propagação de doenças”, relata o médico Tadeu Calheiros, que acompanhou a visita. Ele chama a atenção para o fato de um prédio anexo ao hospital, construído justamente para aumentar a capacidade de atendimentos e de leitos da unidade e para ampliar a emergência, estar ocioso há anos. Outro ponto criticado pelas entidades é com relação à própria estrutura do sistema, que não oferece leitos de retaguarda, que poderiam desafogar as grandes emergências, nem centrais de controle de tratamento, cuja função seria a de acompanhar e encaminhar pacientes sem a real necessidade de internamento para tratamentos ambulatoriais.

No começo da semana, o Simepe já havia feito uma denúncia sobre as condições de trabalho dos médicos no Agamenon Magalhães. Na oportunidade, um médico relatou que precisou fazer um atendimento de urgência em um paciente no chão da área vermelha da unidade.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Walber Stefano, tanto a emergência do hospital quanto a ala cardiológica estavam operando com uma lotação muito acima da capacidade da unidade. Enquanto a primeira tem 25 leitos e estava com 95 pessoas em atendimento, a segunda, que dispõe de 31 vagas, abrigava 86 pacientes.

Secretaria de Saúde rebate críticas

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES) afirmou que não tem medido esforços para garantir o atendimento a todos os usuários do SUS e a manutenção da rede estadual e ressaltou que o Hospital Agamenon Magalhães segue prestando assistência com prioridade para os casos mais graves.

Sobre a denúncia de atendimento no chão que vem circulando nas redes sociais, a direção do HAM diz que o paciente chegou à emergência em estado grave, sem maca. E alega que, diante da gravidade da situação clínica, a equipe do hospital optou por acomodá-lo em uma cadeira de rodas e o encaminhou à sala vermelha da emergência enquanto uma maca era disponibilizada.

Ainda de acordo com a direção, o médico resolveu realizar as manobras de reanimação cardiorrespiratória no chão da unidade, antes mesmo de a maca chegar, com o objetivo de salvar o paciente.

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Em uma semana, seis pessoas que tiveram a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) faleceram em Pernambuco. Entre as vítimas, um bebê de um mês, que morava no município de Carpina, na Mata Norte. Até o último dia 5, a Secretaria Estadual de Saúde havia registrado 594 casos de SRAG, quadro que pode ser provocado por diversos agentes (vírus, bactérias) e é caracterizado pela necessidade de internação de pacientes com febre, tosse ou dor de garganta associado à dispneia ou desconforto respiratório. Do total de casos, 22 tiveram resultado laboratorial positivo para influenza A (H1N1), 11 para influenza A (H3N2) e 1 para vírus sincicial respiratório (VSR).

Nas últimas semanas, a SES observou uma média semanal de 75 casos de Srag, enquanto anteriormente estavam sendo 50, ou seja, houve um incremento de 50%. Diante disso, a Secretaria ressalta a importância dos grupos prioritários para a vacina contra a influenza procurarem os postos de saúde para serem imunizados, medida que evita o agravamento da doença e óbitos. A SES também está encaminhando, nesta quarta-feira (16.05), uma nota de alerta para os municípios com as informações epidemiológicas e as orientações. 

“Analisando os dados, verificamos um maior incremento de casos de Srag nas semanas epidemiológicas entre os dias 15 de abril e 5 de maio deste ano, além de um aumento da gravidade nos casos confirmados de influenza. Precisamos chamar a atenção do público alvo para a vacinação, bem como da importância da adoção das demais medidas de prevenção e do manejo adequado dos casos pelos serviços de saúde”, afirma a gerente de Controle de Doenças Imunopreveníveis da SES, Ana Antunes. A gerente ressalta, ainda, que, em 2018, não foi registrado nenhum vírus novo em circulação no Estado. 

Para os serviços de saúde, Ana Antunes lembra a importância da notificação imediata dos casos de Srag, que é obrigatória, e do tratamento com oseltamivir. Pessoas que possuem fatores de risco para o agravamento que apresentarem sintomas de síndrome gripal também devem utilizar essa medicação. 

A população em geral também pode adotar medidas simples para evitar a propagação da doença, a exemplo de: sempre lavar as mãos com água e sabão ou higienizá-las com álcool em gel; cobrir o nariz e a boca com o antebraço ou lenço ao tossir ou espirrar e descartar o lenço no lixo após uso; evitar tocar olhos, nariz ou boca; evitar contato próximo com pessoas doentes. 

Em 2018, também foram registrados seis óbitos de Srag com resultados laboratoriais confirmados para influenza – cinco de influenza A (H1N1) e um de influenza A(H3N2) – , enquanto que em 2017, no mesmo período, foram cinco óbitos, todos com identificação da influenza A(H3N2). 

SRAG EM 2017

No ano passado, no mesmo período deste ano, foram registrados 741 casos de Srag, sendo 62 de influenza A (H3N2), 8 de influenza B, 3 de VSR e 1 de parainfluenza1. 

SÍNDROME GRIPAL

No caso da síndrome gripal (SG), que engloba os casos leves, o Estado faz o acompanhamento em quatro unidades sentinelas, localizadas no Recife (3) e em Jaboatão dos Guararapes (1). Nessas unidades são realizadas semanalmente algumas coletas de amostras dos pacientes para identificar os vírus em circulação no Estado. Até o dia 5 de maio, já foram confirmados 23 casos de influenza A (H1N1), 12 de influenza A (H3N2), 1 de influenza B e 1 de vírus sincicial respiratório (VSR). 

VACINAÇÃO

Após 24 dias da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, 1.185.794 pessoas foram imunizadas com a vacina que protege contra a influenza A (H1N1), A (H3N2) e B. O quantitativo representa 49,4% do total do público alvo em Pernambuco (2.399.361). A meta é imunizar, no mínimo, 90% desse contingente. 

“Entre os grupos prioritários, até o momento, as crianças estão com o menor percentual de imunização (39,5%). Por isso, é importante que os pais ou responsáveis as levem aos postos de saúde para que seja feita a vacinação. Esse é um direito da população inclusa nos grupos prioritários e uma ação essencial de saúde para evitar o agravamento e os óbitos pelos vírus da influenza”, destaca a coordenadora do Programa Estadual de Imunização da SES, Ana Catarina de Melo.  

As puérperas e os trabalhadores de saúde são os grupos prioritários com as maiores coberturas vacinais (68,1% e 60,9%, respectivamente). “Temos mais 16 dias de campanha para vacinar mais de 1,2 milhão de pernambucanos. Os postos estão abastecidos e recebendo normalmente a demanda até o dia 1º de junho”, pontua Ana Catarina. 

Secretaria de Saúde reforça que o grupo prioritário deve buscar os postos de saúde o quanto antes

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) emitiu um alerta para todos os municípios sobre o aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), provocadas pela gripe, nas três últimas semanas. A média semanal de notificações desses quadros saltou de 50 para 75, ou seja, um incremento de 50% – dados que recomendam às cidades reforço nas ações preventivas contra a influenza. Apesar de em números absolutos os casos de SRAG ainda serem menores que 2017, a pasta destacou que o momento é de atenção redobrada para as gripes fortes, visto que a partir de agora o cenário fica ainda mais favorável para a explosão dos vírus respiratórios.

O Estado já contabiliza 27 mortes pela síndrome, sendo seis já confirmadas – um incremento de 100% dos óbitos confirmados em relação ao último boletim do dia 28 de abril da gripe. Dessas, cinco mortes foram relacionadas ao H1N1 e uma ao vírus H3N2 (a primeira do ano). Entre as vítimas estão duas crianças, sendo uma de 1 mês e uma de 9 anos. Os demais pacientes tinham 17, 41, 45 e 75 anos.

A gerente de Controle de Doenças Imunopreveníveis da SES, Ana Antunes, comentou que o governo, após a análise de dados entre os dias 15 de abril e 5 de maio deste ano, verificou não só o incremento de casos de gripe como uma maior gravidade dos pacientes. Foi diante deste cenário, que a SES achou prudente enviar para as cidades o alerta. “Estamos lançando para o Estado todo até porque as doenças respiratórias têm uma facilidade grande de disseminação. Reforço que os vírus circulando agora são sazonais, ou seja, já circularam em outros momentos. Quando a gente fala em alerta contra a gripe não é para gerar pânico. Mas é uma situação de maior cuidado para influenza, como reforço nas medidas preventivas, especialmente a vacina”, disse a gerente.

Ela comentou ainda que os municípios que já vem verificando ocorrência de SRAG devem permanecer atentos e aqueles onde a doença parece silenciada devem apurar se pode estar havendo subnotificação. É obrigatória a comunicação de SRAG as autoridades de saúde, assim como o tratamento com a medicação oseltamivir. Segundo a SES, uma remessa extra da medicação já chegou e os estoques da droga estão completos. Pessoas que possuem fatores de risco para o agravamento que apresentarem sintomas de síndrome gripal também devem utilizar essa medicação.

Além da confirmação de aumento de síndrome respiratória aguda grave nas últimas três semanas, o balanço das influenzas também aponta que houve alta na comparação entre os períodos janeiro até 28 de abril e janeiro até 5 de maio. Neste recorte, em sete dias houve incremento de 31,4% nos casos gerais de SRAG, 57,1% de SRAG por H1N1 e 10% de SRAG por H3N2. Sobre as síndromes gripais (quadros leves e sem necessidade de internamento), até o momento as quatro unidades sentinela atenderam 12.245 pacientes, sendo, desse total, 23 confirmados de H1N1, 12 de influenza H3N2, 1 de influenza B e 1 de vírus sincicial respiratório (VSR).

Como a imunização contra a gripe é uma das principais armas contra os quadros graves nos grupos vulneráveis, a SES reforça que a população-alvo busque os postos de saúde. Até agora, 49,4% do total do público em Pernambuco tomou a dose. A meta é imunizar, no mínimo, 90% desse contingente. De acordo com a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) Ana Catarina de Melo, as crianças até 5 anos estão com o menor percentual de vacinação, apenas 39,5%. As puérperas (mulheres em pós-parto) e os trabalhadores de saúde são os grupos prioritários com as maiores coberturas vacinais, 68,1% e 60,9%, respectivamente. A campanha vacinal segue até 1ª de junho.

Ministério da Saúde espera vacinar 54,4 milhões de pessoas até 1º de junho em todo o país / Foto: Agência Brasil

Sessenta e cinco mil postos de saúde em todo o país abrem as portas hoje (12) para a vacinação contra a gripe. No chamado Dia D de mobilização nacional, 37 mil postos de saúde de rotina e 28 mil unidades volantes estarão funcionando. A expectativa do Ministério da Saúde é vacinar 54,4 milhões de pessoas até 1º de junho.

Devem receber a dose crianças de 6 meses a menores de 5 anos, idosos a partir de 60 anos, trabalhadores da saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional.

Pessoas com doenças crônicas e outras condições clínicas especiais também devem ser imunizadas. Neste caso, é preciso apresentar uma prescrição médica no ato da vacinação.

Pacientes cadastrados em programas de controle de doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) devem procurar os postos em que estão registrados para receber a dose, sem necessidade de prescrição médica.

A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A definição, segundo o governo federal, também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento de infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

A vacina

O Ministério da Saúde informou que a vacina contra a gripe é segura e reduz complicações que podem provocar casos graves da doença, internações e óbitos.

Estudos demonstram que a imunização pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias, de 39% a 75% a mortalidade global e em aproximadamente 50% das doenças relacionadas à gripe Influenza.

A dose utilizada na rede pública de saúde protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no Hemisfério Sul ao longo do último ano, conforme determinação da OMS, incluindo o H1N1 e o H3N2.

Reações adversas

Ainda de acordo com o ministério, após a aplicação da dose, podem ocorrer, de forma rara, dor, vermelhidão e endurecimento no local da injeção. As manifestações são consideradas benignas e os efeitos costumam passar em 48 horas.

A vacina da gripe é contraindicada para pessoas com histórico de reação anafilática prévia em doses anteriores ou para pessoas que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados. É importante procurar o médico para mais orientações.

Proteção contra a gripe

O Ministério da Saúde alerta que a imunização antecipada é importante para garantir proteção contra a gripe antes que as temperaturas comecem a cair – período de maior circulação do vírus.

Ele recomenda ainda que a população adote cuidados simples, como lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar; evitar tocar o rosto; não compartilhar objetos de uso pessoal; e evitar locais com aglomeração de pessoas.

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JC

Pelo menos cinco municípios pernambucanos apresentam cobertura vacinal zerada após quase 20 dias do início da campanha de vacinação contra gripe. Os dados revelam que Abreu e Lima (Grande Recife), Belém de Maria (Agreste), Glória do Goitá (Zona da Mata) e Calumbi e Santa Filomena (Sertão) não têm computado informações sobre aplicação da vacina, que protege contra três vírus: o H1N1, o H3N2 e o influenza B. Até o início da tarde de ontem, Camaragibe, Quipapá e São Benedito do Sul revelavam inexistência de público imunizado no sistema de monitoramento, mas os números saíram da estaca zera no início da noite. O percentual zerado inquieta: ora pelo fato de levar a inferir falta de pessoas vacinadas, ora por presumir a inércia na atualização dos dados.

Ambas as situações preocupam. E não podem ser explicadas por falta de vacina, segundo a coordenadora do Programa Estadual de Imunização, Ana Catarina de Melo. “Já foram distribuídos, aos municípios, 64% do total de doses (2,6 milhões, com base em dado do Ministério da Saúde) destinados a Pernambuco este ano.” O volume de vacinas, entregues em etapas pelo governo federal, é maior que o universo do grupo prioritário para a imunização, de 2,3 milhões de pernambucanos. 

“Mas não adianta imunizar o público-alvo e não digitar os dados (quantidade de doses aplicadas) no sistema. Se não houver registro, compreende-se que nada foi feito. Podemos pensar que o município não aderiu à campanha e, na realidade, pode ter alcançado boa cobertura. O inverso também acontece: não se atualiza o sistema porque não se vacina. Estamos intervindo para melhorar esse cenário”, esclarece Ana Catarina. Ela acrescenta que cada município deve cumprir, duas vezes por semana, a tarefa de alimentar o sistema de monitoramento da vacinação. 

A meta que deve ser alcançada até o fim deste sábado, quando acontece o Dia D da mobilização contra gripe, demanda muito trabalho para um Estado que, até a tarde de ontem, só havia imunizado 544.837 pessoas – ou 22,7% do grupo prioritário. “Nosso objetivo é, no fim do sábado, já ter vacinado 50% dos pernambucanos aptos a participar da campanha. Estamos trabalhando com foco nesse objetivo.”

Amanhã, cerca de 5 mil pontos de vacinação (entre postos de saúde e unidades volantes), em todo o território pernambucano, funcionam para imunizar contra gripe. No Recife, todas as Unidades de Saúde da Família, Upinhas, Unidades Básicas Tradicionais e policlínicas estarão abertas, das 8h às 17h. “Orientamos que o público-alvo participe da mobilização. Quanto mais baixa a cobertura (o ideal é chegar ao fim da campanha, dia 1º de junho, com 90% dos grupos prioritários vacinados), mais pessoas estarão susceptíveis (ao adoecimento por gripe)”, reforça Ana Catarina. 

A dona de casa Sônia Maria Tenório, 46 anos, optou por não esperar o Dia D. “Tenho hipertensão e asma. Por isso, preciso da vacina”, conta Sônia, que recebeu a aplicação da dose ontem. No Recife, a cobertura vacinal está em 34%. Em Olinda e em Jaboatão dos Guararapes, 14% e 12%, respectivamente.

Vacinação

No próximo sábado (12), o Ministério da Saúde irá promover o ‘Dia D’ da vacinação contra a gripe. 65 mil postos de vacinação em todo o País estarão abertos para vacinar a população-alvo da campanha.

Podem se vacinar pessoas acima de 60 anos, crianças com idade entre seis meses e cinco anos, trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS)  pessoas privadas de liberdade – entre eles, adolescentes de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas – e funcionários do sistema prisional.

Portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais também podem usufruir da vacina mediante apresentação de uma prescrição médica no ato da vacinação.  A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e são considerados pelo Ministério da Saúde mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórios.

Até o dia 9 de maio, 13,6 milhões de pessoas foram vacinadas no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. A meta do governo federal é imunizar 54 milhões pessoas.

Reações adversas

Após a aplicação da vacina, podem ocorrer, de forma rara, dor, vermelhidão e endurecimento no local da injeção. Os efeitos costumam passar em 48 horas.

A vacina é contraindicada para pessoas com histórico de reação anafilática prévia em doses anteriores ou para pessoas que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados. É recomendado que pessoas com esse perfil busquem orientação médica antes de tomar a vacina.  

Em busca de tratamento médico, pacientes de vários municípios de Pernambuco chegam a enfrentar centenas de quilômetros até o Recife por causa da falta de atendimento especializado em cidades do interior. Em 2017, o Ministério da Saúde gastou R$ 13,8 milhões para o transporte dos pacientes no estado, dinheiro entregue aos municípios para Tratamento Fora do Domicílio (TFD).

Durante duas madrugadas, a TV Globo acompanhou a chegada de quem sai do interior para se tratar na capital pernambucana. Os primeiros ônibus chegam ao Recife logo depois das 4h. O Hospital das Clínicas, na Zona Oeste da cidade, por exemplo, é a quarta parada do ônibus que sai de Água Preta, na Zona da Mata Sul, às 2h40.

O motorista Cristiano Gomes é quem leva os pacientes do município para a capital. “Num dia calmo, é comum pararmos em oito hospitais. O normal, mesmo, é de 12 a 17 hospitais”, diz o condutor.

Todos os dias, um grupo sai de São Vicente Férrer, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, sob a coordenação de Maria José Maranhão, responsável pelo TFD no município. Ela cuida de 45 passageiros diariamente.

“O ônibus vai ao Recife todos os dias, de segunda-feira a sexta-feira. O município não oferece os exames que os passageiros precisam. Por isso, a gente traz”, explica Maria José.

Para a médica oncologista Carolina Branco, as viagens dos pacientes à capital causam mais problemas que o transtorno logístico, pois afetam também a saúde e a eficácia do tratamento ao qual se submetem. Para ela, a solução seria descentralizar o atendimento médico.

Os recursos do TFD são destinados a pacientes que não conseguem o tratamento de que precisam na cidade onde moram. A verba repassada pelo Ministério da Saúde é dividida em transportes terrestre e aéreo, aluguel de casa de apoio, alimentação, folha de pagamento, ajudas de custo e ambulâncias.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que, dos R$ 13,8 milhões destinados ao TFD em Pernambuco em 2017, R$ 2,8 milhões foram destinados ao município de Petrolina, no Sertão do estado, que recebeu a maior quantia referente à verba. Em seguida, vêm às cidades de Tabira e Dormentes, no Sertão, que receberam R$ 693,6 mil e R$ 526,7 mil, respectivamente. Em quarto lugar, está o Recife, com R$ 481,4 mil.

A síndrome respiratória aguda grave é uma das complicações mais delicadas da gripe. É caracterizada por febre, tosse ou dor de garganta, sintomas associados à dispneia ou desconforto respiratório. Há necessidade de os pacientes serem internados (Foto: Diego Nigro/JC Imagem)

O Estado de Pernambuco confirma, na tarde desta terça-feira (08), a terceira morte do ano de paciente com síndrome respiratória aguda grave (SRAG) que apresentou resultado laboratorial positivo para o vírus H1N1. A informação está no boletim que contempla dados até o dia 28 de abril. Além disso, subiu para 60 o número de pessoas que adoeceram por gripe, considerando casos leves e graves de H1N1, H3N2 e influenza B.

O balanço ainda registra 452 casos de SRAG, com 14 resultados positivos para H1N1 e 10 para H3N2. Somados a esses casos, há os quadros de síndrome gripal, que congrega 23 confirmações para H1N1, 12 de H3N2 e 1 de influenza B.

O número de casos de SRAG, neste ano, representa uma diminuição de 30,4% em relação a 2017, quando foram registrados 650 adoecimentos, sendo 62 para H3N2, 8 de influenza B, 3 de vírus sincicial respiratório (VSR) e 1 de para influenza.

Mobilização

No próximo sábado (12), o Brasil estará empenhado no Dia D da Campanha de Vacinação contra a Influenza. Nessa data, apenas em Pernambuco, cerca de 5 mil pontos de vacinação, entre postos de saúde e unidades volantes, estarão recebendo a população inclusa nos grupos prioritários para se imunizar contra a doença. No Estado, 2.399.361 pessoas estão aptas a participar da campanha. Até o momento, 414.875 pernambucanos (17,2%) foram imunizados.

A campanha de vacinação contra a influenza é voltada para idosos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas (mulheres até 45 dias após o parto), trabalhador de saúde, professores, povos indígenas, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional. Também contempla pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais: doença respiratória crônica, cardíaca crônica, renal crônica, hepática crônica, neurológica crônica, diabetes, imunossupressão, obesidade, pessoas que passaram por transplante e com trissomias.

Em doenças agudas febris moderadas ou graves, recomenda-se adiar a vacinação até a resolução do quadro. As pessoas com história de alergia a ovo, que apresentem apenas urticária após a exposição, podem receber a vacina da influenza mediante adoção de medidas de segurança. A vacina é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores bem como a qualquer componente da vacina ou alergia comprovada grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados.

A vacina contra a gripe protege contra os três tipos de vírus de influenza que atualmente circulam no Brasil: o H1N1, o H3N2 e o B / Foto: ABr/Fotos Públicas

Uma idosa de 74 anos, com doença crônica, faleceu no dia 17 de abril e teve resultado positivo para o vírus H1N1. Inicialmente, o boletim da Secretaria Estadual de Saúde (SES), divulgado na tarde desta quarta-feira (02), associou o óbito ao vírus H3N2. Mas depois o órgão corrigiu a informação e confirmou a morte como relacionada ao H1N1.

A mulher era residente de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. É a segunda morte associada à gripe este ano em Pernambuco. A SES acrescenta que, até o momento, “foram dois resultados laboratoriais positivos para influenza de pacientes com síndrome respiratória aguda grave (SRAG) que evoluíram para óbito”.

Outra vítima em Pernambuco

O primeiro caso, anunciado na última semana, estava relacionado ao H1N1. Era um paciente de 45 anos, do Recife, que faleceu em 24 de abril. O homem, segundo a SES, tinha doenças crônicas. “Já uma paciente de 74 anos, também com comorbidade (coexistência de doenças), faleceu no dia 17 de abril e teve resultado positivo para influenza A (H1N1).”

De acordo com o boletim da semana 16, que compreende o período até o dia 21 de abril, Pernambuco registrou 372 casos de SRAG, com sete resultados positivos para H1N1 e oito para H3N2. O número de casos de SRAG este ano representa uma diminuição de 36,5% em relação a 2017, quando foram registrados 586 adoecimentos, sendo 59 para H3N2, oito para influenza B, dois de vírus sincicial respiratório (VSR) e um de para influenza.