Saúde

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Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) tiveram um aumento de 22%, nos primeiros meses de 2107, quando comparados com os do ano passado. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, até o dia 22 de abril, foram 537 registros da doença. Em 2016, houve 439 ocorrências. Faltando dois dias para o Dia D da campanha de vacinação, até o momento, 511.496 pessoas foram imunizadas, de um total de mais de 2,3 milhões de pernambucanos. Ou seja, 21,9% do público alvo.

Com uma morte confirmada em abril, a maioria dos resultados positivos está associada ao vírus A (H3N2). Em 2016, a maior parte dos casos era da A (H1N1). Naquele ano, houve 15 óbitos. Assim como a influenza B, esses tipos estão presentes na composição da vacina, que está disponível para os grupos prioritários nos postos de saúde do estado.

Dos 537 casos registrados neste ano, 42 foram confirmados para influenza A(H3N2) e quatro para influenza B. Em 2016, foram 439 casos de SRAG, com 56 resultados positivos para influenza A(H1N1) e dois para influenza B. Houve, ainda, uma morte por influenza A não subtipada no ano passado.

A vacinação contra a influenza é feita em uma dose. A exceção se aplica aos menores de 9 anos, que devem tomar a segunda 30 dias após a primeira. A campanha segue até o dia 26 deste mês. A vacina é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática em doses anteriores, como também a qualquer componente da vacina ou alergia a ovo de galinha e seus derivados.

Podem se vacinar contra a influenza: idosos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, criança com 45 dias de nascimento, indígenas, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional e professores dos ensinos básico e superior de escolas públicas e privadas, além de profissionais de saúde.

Influenza

É uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório. A transmissão ocorre por meio de secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir, espirrar ou pelas mãos, que após contato com superfícies recém-condicionadas por secreções respiratórias pode levar o agente infeccioso direto a boca, olhos e nariz.

Veja algumas medidas para evitar a doença

Lavar as mãos com água e sabão frequentemente (principalmente antes de consumir algum alimento, tocar os olhos, nariz ou boca e após tossir, espirrar e/ou usar o banheiro).

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http://www.radiotoritama.com.br/portal/wp-content/uploads/2014/04/vacina-gripe.jpg

A menos de 20 dias do fim da 19ª Campanha Nacional de Vacinação Contra Gripe, só 332.386 pessoas procuraram os postos de saúde em Pernambuco, segundo balanço divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde, com dados atualizados na manhã de ontem (08). O número representa apenas 14,26% do público-alvo, formado por quase 1,9 milhão de pessoas consideradas mais vulneráveis para complicações da gripe no Estado, onde a cobertura vacinal (percentual da população que está vacinada) está abaixo do índice nacional, de 27,5% até o momento. Ou seja, cerca de 13,6 milhões de pessoas foram vacinadas no Brasil, de um total de 54,2 milhões do público-alvo.

A meta, este ano, é vacinar 90% desse público até o dia 26, quando termina a campanha. O Dia D de mobilização nacional para vacinação ocorre sábado. A coordenadora Nacional do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, alerta para a importância do público-alvo se imunizar dentro do prazo, a fim de evitar gripe e possíveis agravamentos. "É de fundamental importância que a população-alvo busque, o quanto antes, os postos de vacinação para garantir a proteção contra a influenza, principalmente neste período, que antecede o inverno", destaca.

Os Estados do Sul, Paraná (53,1%), Rio Grande do Sul (47,2%) e Santa Catarina (43,3%) estão com a maior cobertura vacinal do País até o momento. Entre os públicos-alvo, os profissionais de saúde registraram a maior cobertura vacinal no Brasil, com 1,5 milhão de doses aplicadas, o que representa 37,3% desse grupo, seguido pelos idosos (34,5%) e puérperas (30,7%), que são as mulheres que estão no período de até 45 dias após o parto. Ainda no País, os grupos que menos se vacinaram são indígenas (13,9%), crianças (15,9%), professores (16,6%) e gestantes (22,9%).

Desde o dia 17 de abril, a vacina contra a gripe está disponível nos postos de vacinação para crianças de 6 meses a menores de 5 anos, pessoas com 60 anos ou mais, trabalhadores de saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais, além dos professores.

A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). São prioridade os mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

https://blog.euvoupassar.com.br/wp-content/uploads/2014/02/Hospital-das-Cl%C3%ADnicas-da-UFPE.jpg

Estão internadas no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Zona Oeste do Recife, três pessoas de uma mesma família com uma doença infecciosa nunca antes notificada em Pernambuco: a coccidioidomicose. Os pacientes, que recebem um tratamento com antifúngicos, são um pai e seus dois filhos, moradores do município de Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, distante 415 km da capital pernambucana.

A coccidioidomicose é uma doença que pode ser confundida com pneumonia comunitária ou tuberculose pulmonar e ocasionam complicações como meningite, úlceras na pele e lesões nos ossos. Causada pelo fungo Coccidioides immitis, ela foi relatada inicialmente no sul e no oeste dos Estados Unidos (Califórnia, Texas, Utah, Novo México, Arizona e Nevada) e no México. Os primeiros casos no Brasil foram diagnosticados na década de 1990, principalmente nos estados vizinhos do Ceará e do Piauí.

A maneira mais usual de contágio é por meio da inalação do fungo em suspensão no solo seco. Além de praticarem a caça de tatus, os pacientes internados são agricultores e lidam com o manejo da terra. Segundo o Hospital das Clínicas, geralmente a doença é leve e limitada, exceto em pessoas com comprometimento da imunidade.

Pai e filhos foram encaminhados do serviço de saúde de Serra Talhada para o Hospital das Clínicas, onde a doença foi detectada através de exame laboratorial do escarro realizado pelo Departamento de Micologia da UFPE. O quadro clínico dos três pacientes é estável. Depois de receberem alta, eles deverão ser acompanhados durante vários meses pelo Ambulatório de Infectologia da unidade de saúde.

Encontro contará com a presença de profissionais de diversas áreas especializadas nos cuidados aos pacientes diagnosticados com Alzheimer (Foto ilustrativa: Pixabay)

A Associação Brasileira de Alzheimer – Regional Pernambuco (Abraz-PE) realizará nos dias 4 e 5 de maio, em Pesqueira, no Agreste do Estado, mais uma edição do Programa Abraz Itinerante. o encontro acontecerá no Centro Comercial Rosa, antiga Fábrica Rosa, na área central do município.

O objetivo do evento é debater diversos aspectos sobre o Alzheimer, doença progressiva que destrói a memória e outras funções mentais importantes. O encontro contará com a presença de profissionais de diversas áreas especializadas nos cuidados aos pacientes diagnosticados: gerontologia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, odontogeriatria, nutrição e geriatria.

Abraz Itinerante – encontro sobre doença de Alzheimer

Data: 4 e 5 de maio
Horário: 19h às 21h (4 de maio) | 8h às 12h (5 de maio)
Local: Centro Rosa (antiga Fábrica Rosa) | Praça comendador José Didier, Pesqueira – PE
Informações: (81) 98685.2572 | (81) 98808.0263.

O Globo

No Brasil, há 2.653 casos confirmados de microcefalia e outros distúrbios neurológicos associados ao zika em crianças, segundo dados do Ministério da Saúde coletados entre 8 de novembro de 2015 e 8 de abril de 2017. No sertão e nas periferias, a falta de atendimento precoce diminui as chances de reabilitação de bebês.

José Pedro chegou ao mundo em silêncio. Nasceu sem chorar. Cassiana, a mãe, soube só depois de dar a luz que seu menino tinha microcefalia, hidrocefalia, deformidades em braços, pernas, bacia e coluna. Nunca foi de choro, cansa ao puxar o ar. Ele vive na quietude, resigna-se Cassiana, de 27 anos. José Pedro pesa hoje 5,6 quilos — o esperado para um bebê de 2 meses. Mas acaba de completar 1 ano e 4 meses. Problemas na absorção de nutrientes prejudicaram o crescimento. José Pedro é pequenino. Mas há até pouco tempo era invisível. Ele é uma das crianças com síndrome da zika congênita que a médica Adriana Melo, de Campina Grande, na Paraíba, se desespera ao saber desamparadas Brasil afora. Como Cassiana, a maioria das mães afetadas pela primeira epidemia do zika não consegue para os filhos acesso ao tratamento precoce e intensivo que estes deveriam ter:

— Vivem invisíveis. Seja porque não estão nas estatísticas ou porque não receberam atendimento. Mas, sobretudo, porque pesam na consciência da sociedade. São vítimas de uma doença social, causada por um mosquito que prolifera em condições insalubres. Então, a sociedade não quer enxergá-las. Porque incomoda. Mas o Brasil tem uma dívida com elas.

Há 2.653 casos confirmados de microcefalia e outros distúrbios neurológicos em crianças associados ao zika no Brasil de 8 de novembro de 2015 a 8 de abril de 2017, segundo o Ministério da Saúde. Destes, 1.369 (52,2%) recebem cuidados de puericultura, 1.110 (41,8%) estão em estimulação precoce e 1.524 (57,4%) no serviço de atenção especializada. O número de crianças com acesso aos três tipos de atenção não é informado para o período. Mas dos 214 casos confirmados de 2017, só 32 recebem os três. Outros 3.215 casos permaneciam em investigação e 98 são considerados prováveis.

— Cada número é uma criança doente. E que só nasceu doente porque a mãe foi picada por um mosquito. Uma criança que precisa desesperadamente de cuidados completos desde o nascimento. Cada dia que espera por assistência, é um dia perdido de reabilitação. Essas crianças não podem esperar, destaca a médica.

E Adriana teme que sejam esquecidas:

— O zika este ano não circulou tanto, mas não deixou de existir. Enquanto houver mosquito, ele voltará. A tragédia está aí. Temos crianças, mães, famílias que sofrem sós, isoladas, esquecidas.

Adriana Melo é uma das pioneiras na identificação da síndrome da zika congênita. Foi o grupo dela que identificou o vírus no líquido amniótico de duas gestantes da Paraíba e alertou que ele causava não só microcefalia mas uma série de outros distúrbios. A médica há três meses soube de José Pedro e seu abandono. Incluiu o menino no programa de assistência a crianças com zika congênita que criou no Instituto de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto (Ipesq), em Campina Grande. Mas destaca que ainda é pouco.

— Crianças como o Zé Pedro têm imensas necessidades e nós, pouquíssimos recursos. Ele poderia estar melhor se tivesse recebido cuidados como fisioterapia logo após nascer, diz Adriana.

TRATAMENTO NEGADO

José Pedro precisa de um leite especial para viver. Desde que começou a recebê-lo, engordou um pouco. Há dois meses, pesava 3,4 quilos, o peso de um recém-nascido. A fragilidade impede que possa operar pés, mãos, joelhos, bacia e fêmur e corrigir parte das deformidades ligadas à zika congênita. Para isso, precisaria ter dez quilos.

O programa do Ipesq começou com crianças de Campina Grande e municípios do semiárido paraibano, castigados pela zika e por uma das secas mais severas da História do Brasil. A família de José Pedro é da capital, João Pessoa. Mas isso não assegurou melhores condições.

— Nosso filho nasceu doente, mas só soubemos que a causa poderia ser zika, quando tinha 3 meses. A gente vivia em Bayeux, na periferia de João Pessoa, onde não há atendimento especializado. Mandaram-nos para a capital, mas lá se recusaram a nos atender porque na época não morávamos na cidade. Ficamos meses assim, indo e vindo, implorando tratamento — conta o pai, José Nazareno Ferreira Júnior, de 30 anos, que perdeu o emprego porque faltava para cuidar da família.

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O Hospital Santa Lúcia, de Brasília, divulgou na noite desta quinta-feira um boletim sobre a saúde do presidente do Senado, Eunício Oliveira. O paciente deu entrada na UTI da instituição de madrugada. Passou o dia sob observação médica. Mas não há no texto nada parecido com um diagnóstico.

Eis o teor do boletim, redigido às 21h: “O Hospital Santa Lúcia informa que o paciente Eunício Lopes de Oliveira permanece internado em observação na unidade de tratamento intensivo (UTI). Apresenta-se em bom estado geral e com melhora gradativa do quadro clínico. Já caminha sozinho e encontra-se consciente e orientado. Há perspectiva de alta da UTI amanhã (hoje) pela manhã”.

Assinam a peça os doutores Cláudio Carneiro, neurologista; André Sales, diretor clínico; e Raul Sturari, diretor médico. Eunício foi hospitalizado depois de passar mal e desmaiar em casa. Ao longo do dia os médicos descartaram duas suspeitas: acidente vascular cerebral e encefalite viral. No boletim noturno, abstiveram-se de mencionar outras cogitações.

A síndrome respiratória aguda grave, conhecida pela sigla SRAG, é uma das complicações mais sérias dos vírus da gripe. Os pacientes precisam ser internados e têm febre, tosse ou dor de garganta associado à dispneia ou desconforto respiratório (Foto: Diego Nigro/JC Imagem)

Em 2017, até o último dia 8 de abril, Pernambuco registrou 382 pacientes com síndrome respiratória aguda grave (SRAG), considerada uma das complicações mais sérias dos vírus da gripe e de outros vírus respiratórios. Até 25 de março, Pernambuco já havia notificado 280 casos de SRAG. O atual número total de casos da síndrome (382) é maior do que o registrado no mesmo período de 2016, quando pelo menos 340 pessoas apresentaram essa condição. Os casos de SRAG exigem necessidade de internação de pacientes, que geralmente apresentam febre, tosse ou dor de garganta associado à dispneia ou desconforto respiratório.

Dos 382 pacientes com SRAG neste ano, 38 positivaram para influenza A (H3N2) sazonal e 3 para influenza B. Não há óbitos para essa enfermidade. Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde (SES), que reforça a importância da notificação e vigilância dos casos de influenza, especialmente nesta época de estação das chuvas, o que torna favorável a circulação de vírus respiratórios, incluindo os que causam gripe.

Entre as medidas de prevenção para os casos de influenza e suas complicações, como a SRAG, está a vacinação dos grupos prioritários. Neste ano, a vacina está disponível até 26 de maio para idosos, crianças na faixa etária de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), povos indígenas, pacientes com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional. E foram incluídos para a vacinação, neste ano, os professores das escolas públicas e privadas.

No Recife, a vacina está disponível em todas as unidades de saúde da família (incluindo as Upinhas), unidades básicas tradicionais e policlínicas da Prefeitura. A meta é vacinar, pelo menos, 90% de cada grupo prioritário. Os professores precisam apresentar documento de identificação profissional para ser imunizados. As pessoas com doenças crônicas também devem apresentar prescrição médica especificando o motivo da indicação da vacina. O Dia de Mobilização Nacional está marcado para 13 de maio.

Comparados com os anos anteriores, os números de casos de arboviroses apresentaram uma queda significativa no estado pernambucano. No boletim divulgado nesta terça-feira (25) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), que corresponde ao período de 1º de janeiro a 24 de abril deste ano, foi registrado, por exemplo, a redução de 96,3% dos casos suspeitos de dengue.

Neste ano, até o dia 24 de abril, foram notificados 3.690 casos suspeitos de dengue. Desses, 808 foram confirmados e 981 descartados. No mesmo período de 2016, foram 100.130 casos suspeitos.

Já chikungunya teve 1.233 notificações com 277 casos confirmados e 417 descartados. No ano passado, foram 48.900 notificações. Ou seja, uma diminuição de 97,4% casos suspeitos.

Enquanto isso, o vírus da zika foi o que mais apresentou queda de 2016 para 2017. Neste ano foram 202 casos notificados, nenhum confirmado e 34 descartados. Em 2016, foram 9.861 notificações no mesmo período, o que representa uma redução de 98%.

Em relação aos óbitos por arboviroses, foram 15 notificações, nenhuma confirmação e um descartado neste ano. No ano passado, foram 292 óbitos suspeitos.

LIRAa

Já o índice de Infestação Predial do 2º ciclo do Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) aponta que 81 dos 184 municípios pernambucanos estão em situação de risco de surto. A análise ainda diz que 72 deles estão em alerta e 30 em situação satisfatória. Apenas a cidade de Tracunhaém não informou o LIRAa. 

A vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias, de 39% a 75% a mortalidade global e em, aproximadamente, 50% nas doenças relacionadas à influenza, segundo o Ministério da Saúde (Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem)

Começa, na segunda-feira (24), em Pernambuco, a próxima fase da campanha de vacinação contra gripe, quando devem ir aos postos de saúde pessoas que fazem parte do grupo prioritário (veja lista completa abaixo). Na última segunda (17), a vacina começou a ser disponibilizada para os profissionais de saúde no Estado. O objetivo do Ministério da Saúde este ano é vacinar, no Brasil, 90% do público-alvo – considerado de risco para complicações por gripe. A meta de vacinação deste ano aumentou devido aos índices alcançados nos últimos anos, que ultrapassaram 80%. Em 2016, inclusive, foi o primeiro ano que este índice ultrapassou 90%, atingindo 93,5% de cobertura vacinal.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, Carla Domingues, fez um alerta à população para que não se vacine em cima da hora. “Muitas vezes, as pessoas só buscam a vacina quando há registro de um número elevado de casos. Por isso, é importante que todos os grupos definidos busquem esta proteção dentro do prazo preconizado pelo Ministério da Saúde. É preciso que todos estejam devidamente protegidos antes do inverno chegar, já que a vacina precisa de 15 dias para garantir o efeito”, observou Carla Domingues.

Veja quem deve se vacinar: 

Integram o público-alvo da campanha, pessoas a partir de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias), trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade – o que inclui adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas – e os funcionários do sistema prisional.

Quem tem doenças crônicas não transmissíveis, que inclui pessoas com deficiências específicas, também devem se vacinar. Para esse grupo, não há meta específica de vacinação. Esse público deve apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receberem a vacina, sem a necessidade de prescrição médica.

A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, alertou sobre a importância das pessoas, que integram o grupo prioritário, tomarem a vacina dentro do prazo de vacinação, para evitar a gripe e seus possíveis agravamentos. “Faço um apelo às pessoas do público-alvo que busquem o quanto antes os postos de vacinação para garantir a proteção contra a gripe”, aconselhou o ministro.

A 19ª Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza deste ano começou na segunda-feira (17) com a imunização de professores das redes pública e privada, que passaram a fazer parte do público-alvo. Cerca de 2,3 milhões de profissionais da educação poderão se vacinar contra a gripe. A campanha segue, em todo o País, até 26 de maio. O dia 13 será de mobilização nacional.

Dia D da vacinação será em 13 de maio / Foto: JC Imagem

Na próxima segunda-feira (24) tem início à vacinação contra a influenza para os grupos prioritários, entre eles idosos e crianças de seis meses a cinco anos. Ao todo, serão mais de 2,3 milhões de pessoas contempladas com a imunização em Pernambuco. A meta da Secretaria Estadual de Saúde (SES) é vacinar, no mínimo, 90% da população. O Dia D da imunização acontecerá em 13 de maio.

Podem receber a vacina contra a influenza: idosos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), indígenas, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional, professores dos ensinos básico e superior de escolas públicas e privadas e profissionais de saúde que já começaram a ser vacinados na segunda-feira (17). 

A vacina contra a influenza tem validade de um ano. Por isso, é importante que todas as pessoas que fazem parte dos grupos prioritários, e se vacinaram no ano passado, procurem os postos de saúde para serem imunizados.

A vacinação é feita em uma dose, exceto para menores de 9 anos, que devem tomar uma segunda 30 dias após a primeira. “A vacina contra a influenza tem validade de um ano. Por isso, é importante que todas as pessoas que fazem parte dos grupos prioritários, e se vacinaram no ano passado, procurem os postos de saúde para serem imunizados. A vacinação é importante para reduzir o número de casos de gripe e síndrome respiratória aguda grave, internações hospitalares e óbitos”, afirma a coordenadora do Programa Estadual de Imunização da SES, Ana Catarina de Melo.

Até o dia 25 de março deste ano, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou 280 casos com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Desses, 29 positivaram para influenza A (H3N2) Sazonal, vírus que faz parte da composição da vacina contra a influenza, que segue sendo aplicada até o dia 26 de maio.

Segundo a SES, em doenças agudas febris moderadas ou graves, recomenda-se adiar a vacinação até a resolução do quadro. As pessoas com história de alergia a ovo, que apresentem apenas urticária após a exposição, podem receber a vacina da influenza mediante adoção de medidas de segurança. A imunização é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores e/ou a qualquer componente da vacina, além de alergia comprovada grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados.

SAIBA MAIS

– A gripe caracteriza-se pelo aparecimento súbito de febre, dor de cabeça, dores musculares (mialgia), tosse, dor de garganta e fadiga. Nos casos mais graves, geralmente, existe dificuldade respiratória e há necessidade de hospitalização.

– De acordo com a Organização Mundial da Saúde, estima-se que a influenza acomete 5% a 10% dos adultos e 20% a 30% das crianças, causando 3 a 5 milhões de casos graves e 250.000 a 500.000 mortes todos os anos, no mundo.

– De acordo com o Ministério da Saúde, estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias, de 39% a 75% a mortalidade global e em, aproximadamente, 50% nas doenças relacionadas à influenza.

– Estima-se que uma pessoa infectada seja capaz de transmitir o vírus para até dois contatos não imunes. As crianças com idade entre um e cinco anos são as principais fontes de transmissão dos vírus na família e na comunidade, sendo que podem eliminar os vírus por até três semanas. Indivíduos imunocomprometidos podem excretar os vírus influenza por períodos mais prolongados, até meses. Recentemente, comprovou-se que os vírus sobrevivem em diversas superfícies (madeira, aço e tecidos) por 8 a 48 horas.

PREVENÇÃO

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Marcelo Camargo/Arquivo Agência Brasil

Começa nesta segunda-feira (17) a mobilização nacional de vacinação contra a gripe. A campanha deste ano inclui, pela primeira vez, os profissionais de educação no grupo prioritário. Cerca de 2,3 milhões de professores de escolas das redes pública e privada devem ser imunizados nos postos de saúde de todo o país.

Nos dias 2 e 3 de maio, os docentes serão vacinados nas escolas. Idosos, trabalhadores do setor de saúde, crianças de 6 meses até 5 anos, gestantes, mulheres no pós-parto, indígenas, população privada de liberdade, inclusive os adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa, e pessoas com doenças crônicas continuam como público-alvo da vacinação.

A vacina permite a proteção contra os vírus A(H1N1), H3N2 e influenza B. Como os vírus são mutantes, a composição da vacina é feita somente depois da indicação da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre as cepas (variações dos vírus) que circularam com mais frequência nos últimos meses na região. Segundo a OMS, em 2016 a cepa do vírus A(H1N1) foi alterada, o que levou à produção de uma nova composição para a campanha deste ano.

Cerca de 60 milhões de doses serão distribuídas aos postos da rede pública de saúde. O Ministério da Saúde espera que pelo menos 54 milhões de pessoas sejam imunizadas até o dia 26 de maio, prazo final da campanha. O dia D da mobilização será em 13 de maio.

O principal objetivo da campanha é reduzir as hospitalizações e a ocorrência de mortes relacionadas à influenza. Segundo o Ministério da Saúde, estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% e 45% o número de internações por pneumonia e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da gripe. Em 2016, o país registrou a maior incidência dos casos de gripe desde a pandemia iniciada em 2009. Mais de 2.200 pessoas morreram no ano passado por problemas relacionados à gripe. De janeiro a abril deste ano ocorreram 48 mortes.

Apesar de a incidência de casos estar num ritmo bem menor do que o registrado no ano passado, o Ministério da Saúde alerta para a necessidade de se vacinar o quanto antes e garantir que a proteção seja efetiva no período de maior vulnerabilidade, o inverno. Além de buscar a imunização, o Ministério recomenda que a população lave as mãos várias vezes ao dia, cubra o nariz e a boca ao tossir e espirrar, evite tocar o rosto, não compartilhe objetos de uso pessoal, mantenha os ambientes bem ventilados e evite a permanência em locais com aglomeração.

88 cubanos entraram na Justiça para ficar no Brasil. Crédito: Sergio Castro/Estadão

Estado de S.Paulo

O governo cubano suspendeu o envio ao Brasil de 710 profissionais treinados para trabalhar no Programa Mais Médicos que deveriam desembarcar no País neste mês. A decisão de Cuba, comunicada anteontem ao Ministério da Saúde, é reflexo do descontentamento com a recusa de médicos em voltar para Cuba após os três anos de contrato. Até hoje, 88 profissionais já recorreram à Justiça para permanecer no Brasil e garantir o direito de continuar no programa do governo federal.

Cuba argumenta que a permanência dos profissionais no Brasil não estaria em conformidade com o acordo de cooperação firmado. Diante desse impasse, o Brasil deve enviar uma comitiva ao país para discutir o assunto nas próximas semanas. O maior receio do governo cubano é de que um novo grupo de médicos resista em voltar para o país quando chamado de volta e que isso acabe afetando também o comportamento de profissionais que já estão atuando em outros países. 

Além do Brasil, Cuba tem outros acordos baseados no envio de profissionais de saúde. Esse tipo de cooperação é também uma forma de renda para ilha. No trato firmado entre Brasil e Cuba, parte dos salários dos médicos é paga diretamente para o governo cubano. A vinda de médicos cubanos para trabalhar no Brasil ocorre graças a um acordo firmado entre os governos brasileiro e cubano e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Questionada sobre a suspensão do envio de profissionais, a entidade informou haver interesse de manter o acordo com o Brasil. Para o organismo, a reunião a ser realizada nas próximas semanas será fundamental para dirimir os problemas identificados até o momento, sobretudo relacionados às ações judiciais.

O Ministério da Saúde já havia anunciado a intenção de limitar o número de cubanos integrantes do Mais Médicos. A redução da participação de profissionais estrangeiros, no entanto, deveria ser feita de forma gradual, em editais trimestrais, para não provocar vazios assistenciais, sobretudo em regiões onde há grande dificuldade de se garantir a permanência de médicos brasileiros. Por isso, o governo se apressou em organizar uma comitiva para discutir o assunto em Cuba e evitar que a participação de médicos daquele país caia numa velocidade maior do que a considerada ideal. 

A intenção de reduzir o número de cubanos foi anunciada em 2016 pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros. Atualmente, estão no programa 10,4 mil cubanos – mil a menos do que no ano passado. Embora em número menor, eles continuam representando a grande força do Mais Médicos, programa criado em 2013 em resposta às manifestações populares que reivindicavam melhoria de acesso à saúde.

O Mais Médicos previa inicialmente que profissionais recrutados para trabalhar no programa ficassem por até três anos no País. Na renovação do acordo, em setembro de 2016, ficou determinado que a maior parte dos 4 mil recrutados no primeiro ciclo do convênio deveria regressar ao país de origem para dar lugar a novos profissionais. A estratégia tem como objetivo evitar que cubanos estreitem os laços com o Brasil e, com isso, resistam a regressar para Cuba ao fim do contrato. Pelo acordo, a permissão de prorrogar o prazo desses profissionais por mais três anos seria dada apenas para aqueles que tivessem estabelecido família no Brasil ou criado vínculos.

Ministério da Saúde deve voltar a enviar as doses ainda esta semana / Foto: EBC

Pernambucanos que irão viajar para áreas de risco de febre amarela devem ficar atentos. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou não ter recebido as doses referentes ao mês de abril da vacina, repassadas pelo Governo Federal. No Recife, quem procura a imunização acaba frustrado: as doses não chegam à capital pernambucana desde a semana passada.

A rede pública do Recife recebe, por mês, 2 mil doses da vacina. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, em março, o Estado repassou 7 mil doses. O aumento não deu conta da procura, que se intensificou após o surto da doença no País. No início de abril, as vacinas chegaram aos poucos: 400 a cada dois dias. O fornecimento, no entanto, foi interrompido no fim da semana passada.

“Março não é um mês de muita procura. A demanda maior fica entre janeiro e fevereiro. Este ano, porém, a demanda está muito grande”, destacou a coordenadora do Programa Nacional de Imunização do Recife, Elizabeth Azoubel.

Pernambuco recebe, mensalmente, cerca de 10 mil doses do imunizante. No último dia 23, o Estado teria solicitado uma nova leva da vacina, sem resposta do Ministério da Saúde. Em nota, o órgão federal afirmou ter enviado, entre janeiro e março, 24,2 mil doses da vacina para febre amarela para Pernambuco. Ainda nesta semana, serão enviadas outras 12 mil doses. Cabe ressaltar que Pernambuco não faz parte da Área com Recomendação de Vacina. As doses enviadas para a rotina das áreas sem recomendação são para atender pessoas que se deslocam para regiões onde a vacinação é recomendada.

O Ministério da Saúde enviou, entre janeiro e março, 24,2 mil doses da vacina para febre amarela ao estado de Pernambuco. Nesta semana, serão enviadas outras 12 mil doses da vacina. Cabe ressaltar que Pernambuco não faz parte da Área com Recomendação de Vacina. As doses enviadas para a rotina das áreas sem recomendação são para atender pessoas que se deslocam para regiões onde a vacinação é recomendada.

 A vacinação de rotina para febre amarela é ofertada em 19 estados (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) com recomendação para imunização. Vale destacar que na Bahia, Piauí, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a vacinação não ocorre em todos os municípios. Além das áreas com recomendação, neste momento, também está sendo vacinada, de forma escalonada, a população do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Todas as pessoas que vivem nesses locais devem tomar uma dose da vacina ao longo da vida.

Desde o início deste ano, o Ministério da Saúde tem enviado doses extras da vacina contra a febre amarela aos estados que estão registrando casos suspeitos da doença, além de outros localizados na divisa com áreas que tenham notificado casos. No total, 21,6 milhões de doses extras foram enviadas para cinco estados: Minas Gerais (7,5 milhões), São Paulo (4,78 milhões), Rio de Janeiro (3,9 milhões), Espírito Santo (3,65 milhões) e Bahia (1,9 milhão). Além disso, foram distribuídas, desde janeiro deste ano, 4,4 milhões doses da vacina de rotina para todas as unidades da federação.

Inovação em Igaci (AL)

Folha de S.Paulo

Igaci é uma pacata cidade no interior alagoano, a 150 km de Maceió, onde as deficiências do sistema público não são novidade. Melhor, não eram. Desde que Aerton Lessa assumiu a Secretaria da Saúde do município, há pouco mais de um ano, ele tem voltado os esforços para a inovação tecnológica.

Michael Kapps, cofundador da Tá.Na.Hora e finalista do Prêmio Empreendedor Social de Futuro 2016, foi pela primeira vez ao município e viu de perto o trabalho de implantação das tecnologias, inclusive do serviço de SMS oferecido por sua startup, que monitora pacientes da saúde básica.

 "Aerton é diferente dos outros secretários que conheci, já que ele não é médico. Veio da área de Tecnologia da Informação", conta. Além da melhora já conquistada, os planos são ambiciosos. "A ideia é criar a primeira "Sala de Situação" do Nordeste –imagine a sala de controle do Star Trek, mas para saúde pública", afirma o empreendedor.

Leia o depoimento Michael Kapps à Folha de S.Paulo.

Visitei Alagoas pela primeira vez mês passado. Em vez de aproveitar as famosas praias brancas e piscinas naturais do litoral, fui diretamente para o interior conhecer uma pequena cidade do sertão nordestino: Igaci. A cidade tem cerca de 25 mil habitantes e está a 150 km da capital, Maceió. É um lugar calmo, com ruas de terra, onde carroças se veem a todo momento, assim como pequenas fazendas repletas de cactos.

Mas o que eu, um russo-canadense, do Vale do Silício, empreendedor de tecnologia, tinha para fazer por lá? Considerada a terceira cidade mais "pobre" de Alagoas, Igaci não tem muitos recursos, mas, ainda assim, consegue inovar na gestão de saúde, já sendo referência para o Brasil inteiro. Queria saber o que eles estavam fazendo.

Logo que cheguei, encontrei Aerton Lessa, secretário de Saúde do município. Reservado e amigável, Aerton é diferente dos outros secretários que conheci, já que ele não é médico. Veio da área de Tecnologia da Informação. Adora tecnologia e busca a gestão eficiente que ela proporciona. Ele me contou que, ao ser nomeado, a primeira deficiência identificada foi a falta de informação sobre a saúde de sua população.

Como a maioria das prefeituras, Igaci coletava os dados de saúde usando agentes comunitários que passavam nas casas dos cidadãos e anotavam as informações de cada visita em papéis –coletar dados é obrigatório pelo Ministério da Saúde. Não é difícil enxergar os problemas acarretados por esse método com formulários físicos. Além de ser pouco eficiente, demandava muitas horas de digitação, altos custos de impressão e com papel – incluindo aí a questão ambiental.

Além disso, pela demora de todo o processo, o secretário continuava encontrando dificuldades para entender melhor a saúde da população. Sua primeira atitude foi contratar uma empresa para fornecer tablets simples e baratos para os 74 agentes comunitários da Prefeitura. Usando um aplicativo, os agentes conseguiam digitar os dados sobre as famílias mesmo sem internet. Eles também tiravam fotos e identificavam o local usando GPS. Quando voltavam para o posto de saúde, o tablet sincronizava os dados automaticamente.

Horas de trabalho foram eliminadas assim como gastos com papel. Atualmente, o secretário e a sua equipe conseguem ver todas as informações sobre a saúde de sua população com atualizações diárias e em um só lugar: pelo computador. Onde estão gestantes e hipertensos, quais lugares têm focos do mosquito Aedes e como os agentes estão atuando, tudo isso é visível em um mapa virtual.

SEGUNDO DESAFIO

Com os dados em mãos, Aerton teve outro problema: não existiam recursos físicos suficientes para tratar a saúde de todo mundo. A solução foi trabalhar na prevenção em saúde básica, tentando eliminar os problemas antes que eles acontecessem. Mas com poucos agentes e enfermeiras – e ainda menos médicos–, o que poderia ser feito? Bom, o secretário decidiu contratar um robô.

Ele entrou em contato com a minha empresa, a Tá.Na.Hora, e nós criamos um "amigo virtual" que envia mensagens de texto sobre saúde e bem-estar. As pessoas cadastradas em nosso sistema conseguem responder as mensagens e relatar seus problemas. Quando uma interação acontece, nosso robozinho responde automaticamente e alerta enfermeiras e agentes comunitários para a ocorrência, antes mesmo de o cidadão ir ao pronto-socorro.

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Portaria do Ministério da Saúde publicada hoje (10) no Diário Oficial da União amplia a cobertura de fraldas geriátricas, no âmbito do Programa Farmácia Popular, a pessoas com deficiência.

Até então, a distribuição do produto pelo programa para incontinência urinária só era permitida a pessoas com idade igual ou superior a 60 anos.

Para fazer a retirada, o paciente deve apresentar prescrição e laudo ou atestado médico que indique a necessidade do uso da fralda. No caso de pessoas com deficiência, é preciso constar, no documento, a respectiva Classificação Internacional de Doenças (CID). A portaria entra em vigor hoje.

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