Saúde

REPASSES - Parlamentar ressaltou que, entre 2010 e 2014, as transferências da gestão estadual subiram de R$ 144,3 milhões para R$ 709,2 milhões. Foto: Roberto Soares

O deputado Álvaro Porto (PSD/foto) questionou, em discurso na Reunião Plenária desta quarta-feira (22), os gastos e contratos do Governo do Estado com as Organizações Sociais de Saúde (OSS), que administram unidades de atendimento em Pernambuco. O parlamentar apresentou dados para sustentar que esse modelo de gestão é mais caro do que a administração direta e pediu mais transparência nas informações sobre os repasses públicos para essas empresas.

Ele frisou que entre 2010 e 2014, segundo auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE), as transferências para as OSS saltaram de R$ 144,3 milhões para R$ 709,2 milhões. “Paralelamente, o que temos visto na grande maioria dos hospitais administrados por OSS é precariedade no atendimento e gestões que convivem com déficits e atraso no pagamento a fornecedores”, acrescentou.

Porto lembrou, ainda, a visita ao Hospital Dom Malan, em Petrolina, no final de setembro, em que constatou que a unidade funciona com uma demanda 150% superior à sua capacidade e teve problemas como desabamento de teto e afundamento no piso. O centro hospitalar é gerido pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), principal OSS em atividade em Pernambuco, responsável por mais de 15 unidades.

O deputado do PSD citou levantamento do presidente do Sindicato dos Farmacêuticos de Pernambuco e membro do Conselho Estadual de Saúde, Hermias Veloso da Silveira. Segundo ele, o Estado gastou, em 2016, R$ 409,6 milhões na gestão de 23 hospitais, enquanto as OSs consumiram R$ 470,9 milhões para gerir nove. “A Secretaria de Saúde empregou menos recursos para administrar um número bem maior de unidades hospitalares”, apontou.

O parlamentar destacou também recomendação do Ministério Público Federal em Pernambuco para que as OSS implementassem e regularizassem os seus portais da transparência, permitindo à sociedade fiscalizar seus gastos. Porto lamentou, ainda, a rejeição, pela Comissão de Justiça da Alepe, de propostas da deputada Socorro Pimentel (PSL) que aumentariam a fiscalização das OSS pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e pelo Conselho Estadual de Saúde.

“Esta atitude só estimula o surgimento de suspeitas sobre o que já se chama de caixa-preta das OSS de Pernambuco. É preciso explicar contratos com empresas denunciadas, interrupções de repasse de recursos do Estado e precariedade dos serviços”, disse o deputado. Ele alertou que, só em 2015, Pernambuco gastou mais de R$ 1 bilhão com as OSS, “sem a devida clareza exigida pela Lei de Acesso à Informação”.

Em aparte ao pronunciamento de Álvaro Porto, Priscila Krause (DEM) assinalou que a forma como são aplicados os recursos pelo Estado não se traduz em qualidade para o usuário do sistema de saúde. Já Júlio Cavalcanti (PTB) chamou atenção para a ausência de medicamentos para doenças crônicas no Interior. Edilson Silva (PSOL), por sua vez, reforçou o apelo por maior transparência na utilização de recursos públicos na área da saúde. Líder da Oposição, Sílvio Costa Filho (PRB) avaliou que as dívidas do Estado com as OSS prejudicam a população.

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O Governo Federal vai suspender por cinco anos a criação de cursos de Medicina no País. A medida foi sugerida pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, ao presidente Michel Temer e deverá ser formalizada em dezembro, com a publicação de um decreto. A estratégia é adotada após forte pressão de entidades de classe, contrárias ao expressivo aumento das vagas em graduações da área nos últimos anos, sobretudo depois da Lei do Mais Médicos.

Nos últimos meses, pelo menos quatro encontros foram realizados entre MEC e associações de classe para discutir o assunto. “A expansão de vagas de forma desordenada pode colocar em risco a qualidade de ensino”, disse Mendonça Filho. A suspensão sugerida pelo ministro, no entanto, deverá preservar dois editais que estão em andamento. A estimativa é de que pelo menos 35 escolas deverão ser formadas. De um total de 2.305 vagas previstas em todo o País, 710 em 11 cursos foram liberadas para início das atividades em agosto, em 11 cidades de Paraná, Rio Grande do Sul, Rio e São Paulo.

Rafael Bandeira/LeiaJáImagens

Poucas gotas pingam dentro do nariz e pronto. O tão esperado alívio é imediato e a sensação de não conseguir respirar tem fim. Essa é a realidade de quem utiliza constantemente os descongestionantes nasais. Seja dentro das bolsas, ao lado da cama ou em qualquer lugar de fácil acesso, os pequenos frasquinhos de em média 30 ml estão sempre por perto de quem sofre com obstrução nasal diariamente.

O “remédio para nariz entupido”, como é conhecido pela maioria dos usuários, são descongestionantes nasais tópicos e ao contrário do que muitos pensam, não devem ser utilizados constantemente sem a avaliação de um profissional da saúde.

Hoje com 27 anos, o jornalista Felipe Cabral convive com o vício em descongestionantes nasais desde o cinco anos de idade, quando descobriu que tinha rinite alérgica. Ele atribui a problemática a sua primeira moradia, onde as paredes eram cheias de infiltrações e a estrutura das telhas tinha muita umidade e mofo. “Por causa da poeira, meu nariz entupia muito e desde criança já passei por várias marcas de descongestionantes”, conta. No inverno, ele chega a utilizar o produto cerca de dez vezes ao dia. “Em épocas quentes diminuo o uso consideravelmente para três vezes”, explica.

Ainda de acordo com Felipe, todo dia ele coloca ao menos uma gotinha de seu Neosoro, marca que utiliza atualmente. “O psicológico contribui muito pra isso. Se eu saio de casa e esqueço o remédio, bate o desespero do nariz entupir e eu estar sem. Aí, quase automaticamente ele entope. É psicossomático”, diz.

Em 2015, o Neosoro foi o medicamento mais vendido nas farmácias brasileiras, em unidades, de acordo com uma pesquisa feita pela IMS Health. A liderança do descongestionante nasal vem se repetindo nos últimos anos. Em 2014, o remédio chegou perto de 40 milhões de unidades vendidas no Brasil. O produto é mais comercializado do que remédios para o tratamento de hipertensão, problemas cardíacos ou analgésicos. O preço varia entre R$ 2,99 e R$ 8,99, dependendo da farmácia e da localidade onde é vendido.

A assistente de saúde bucal, Mariluce Barbosa, 50 anos, já utilizou diferentes marcas de descongestionantes e se diz viciada no produto desde os 25 anos de idade. Começou com o Sorine, passou pelo multisoro e agora também é usuário assídua do Neosoro. “Eu sempre usei porque sou alérgica a poeira, tenho desvio de septo e quando o nariz entope não consigo dormir sem colocar as gotinhas de cada lado do nariz”, conta. Ela diz que já não consegue ter uma rotina sem utilizar o remédio todos os dias porque a sensação de não respirar é sufocante. “Já durmo com ele na mão e me considero viciada. Algumas pessoas já me disseram dos riscos, mas não procurei saber mais detalhes. Desentupiu tá bom demais”, pontua.

As histórias de quem se tornou adepto aos descongestionantes nasais são semelhantes. Geralmente por causa de uma crise alérgica ou um resfriado, a sensação do nariz entupido por causa da obstrução tira o sono de muitas pessoas. O efeito do remédio quase imediato torna o produto um ciclo vicioso e o paciente já não consegue viver sem ele. As “gotinhas milagrosas” parecem ser a solução mais fácil e acessível, mas o uso de forma abusiva pode causar problemas mais sérios do que a própria obstrução nasal.

De acordo com o otorrinolaringologista Marcelo Longman Mendonça, a indicação dos descongestionantes são em casos de obstruções nasais crônicas, por no máximo quatro dias, dependendo do caso do paciente. “Uma gripe mais forte ou uma situação específica de pós-operatório com acompanhamento médico. São produtos com soluções fortes. Se forem mal utilizados podem murchar o tecido do nariz de forma intensa e medida que a ação milagrosa vai se perdendo, o caso volta pior do que já era e se cria um vício”, explica.

Longman complementa que o hábito de muitas pessoas “viciadas” no produto é equivocado e perigoso. “Tem de ser revisto porque pode trazer problemas de saúde mais graves. A maioria usa para tratar rinite alérgica ou uma obstrução nasal, mas o uso de maneira contínua acaba criando o crescimento de tecido esponjoso do nariz e em casos mais graves só é solucionado com cirurgia”, conta. Para ele, existe, no primeiro momento, uma melhora, mas o organismo se acostuma com o remédio a partir de um determinado tempo, o usuário fica dependente.

Os “viciados” das gotinhas também se reúnem em páginas no Facebook, como “Viciados em neosoro por uma noite mais tranquila” ou “Meu Neosoro”, em que lamentam quando o frasco chega ao fim e relatam histórias nas quais o produto é o protagonista principal. Em uma das postagens, uma internauta comenta sobre o vício. "Vicia sim, porque não vivo sem Neosoro. Uso 5 por semana e se não tiver, eu só falto morrer", publicou.

Uma empresa ucraniana, que já recebeu R$ 196 milhões de dinheiro público pela importação de insulina distribuída pelo SUS a portadores de diabetes e para compartilhar a tecnologia de fabricação da substância no Brasil, foi reprovada em inspeção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Após visitar as instalações da Indar em Kiev, a agência rejeitou o pedido de renovação do chamado certificado de boas práticas de fabricação de medicamentos. Por conta da decisão da Anvisa, a compra do produto da Indar acabou suspensa pelo governo. A suspensão ocorre em meio a concretização de um acordo entre o laboratório europeu e o governo da Bahia. A gestão do petista Rui Costa planeja instalar uma unidade de produção de insulina no estado, com orçamento estimado entre R$ 250 milhões e R$ 300 milhões.

As primeiras tratativas entre o laboratório e o governo brasileiro para atuar no país ocorreram em 2003, primeiro ano das gestões do PT. Em julho de 2006, Indar e Fiocruz assinaram um acordo técnico-científico para transferência de tecnologia destinada à produção de insulina humana recombinante. Porém, este acordo ainda não resultou na produção de um único frasco de insulina no Brasil.

Agora, uma nova parceria foi assinada, entre a indústria farmacêutica ucraniana e a Bahiafarma, o laboratório público do governo da Bahia. O governador e seu secretário de Desenvolvimento Econômico, o ex-ministro Jaques Wagner, foram a Kiev no fim de agosto assinar acordo para instalação de fábrica de insulina na região metropolitana de Salvador.

DISPUTA DE MERCADO

A compra da substância envolve uma disputa milionária de interesse do mercado farmacêutico. Os grandes laboratórios pressionam contra o avanço de parcerias que permitam a produção própria de insulina no Brasil. A produção é dominada mundialmente por três grandes indústrias farmacêuticas: a dinamarquesa Novo Nordisk, a norte-americana Eli Lilly e a francesa Sanofi. Somente a Novo Nordisk recebeu do Ministério da Saúde R$ 183,5 milhões, em 2016, e R$ 59,6 milhões, neste ano, para fornecer a insulina disponibilizada no SUS. A Eli Lilly recebeu R$ 4,4 milhões do ministério no ano passado, boa parte pelo fornecimento de insulina.

O pedido de inspeção na Indar na Ucrânia partiu da Fiocruz e da própria Bahiafarma. Os técnicos da Anvisa estiveram na indústria uma semana antes da chegada da comitiva do governador. O indeferimento da renovação da certificação ao laboratório ucraniano — a primeira desde 2010, quando a Indar obteve o primeiro certificado — foi publicado no Diário Oficial da União no dia 16 do mês passado. A Anvisa detectou o que os fiscais chamam de “não conformidade” considerada crítica e outras oito consideradas “maiores” — o indeferimento ocorre quando existem pelo menos seis infrações tidas como “maiores”.

Uma das “não conformidades maiores” apontadas pela Anvisa foi a inexistência de conferência em 100% da rotulagem dos frascos, no que diz respeito a lote e validade. Os técnicos da Anvisa também detectaram uma ausência de determinação de vida útil de resinas que fazem a retirada de impurezas da insulina. Sobre higiene, faltaram procedimentos para troca de vestuário e detergentes com atividade germicida comprovada, conforme a Anvisa.

Essa certificação não é obrigatória para a fabricação de medicamentos. Mas técnicos da Anvisa e do mercado farmacêutico entendem ser temerário uma produção de insulina ou qualquer outro medicamento sem o certificado. Este é o entendimento dentro da Bahiafarma, que decidiu suspender qualquer iniciativa de importação até que o problema seja resolvido.

Os R$ 196 milhões gastos com a Indar até agora dizem respeito à importação de insulina e à transferência de tecnologia para fabricar o produto, segundo a Fiocruz. Registros fornecidos pelo Ministério da Saúde, no entanto, apontam que os contratos estipulam gastos de R$ 330,9 milhões com 28,6 milhões de frascos do produto importados entre 2007 e 2016. Cada frasco custou R$ 11,57. A Indar alegou existirem “condições de confidencialidade” no acordo e não forneceu os valores.

7% DE TODA A INSULINA DO SUS

Pelo contrato, o governo comprava todo ano 2,65 milhões de frascos de insulina da Indar. Isso representa 7% da insulina ofertada via SUS aos pacientes de diabetes. O Brasil tem 14 milhões de diabéticos — 2 milhões fazem uso do medicamento fornecido pelo SUS. Estimativas apontam que 8% da população tem diabetes e, dentre os diabéticos, 14% são insulino-dependentes.

A Fiocruz afirmou terem ocorrido “diversos infortúnios com a empresa transferidora (mudança de direção, privatização e reestatização), o que tornou difícil um processo contínuo e dentro do prazo acordado”. Depois do acordo técnico-científico, uma parceria para o desenvolvimento produtivo chegou a ser assinada em 2013. O acordo técnico segue vigente. A Fiocruz diz que “é possível atestar a qualidade e a segurança do produto distribuído no SUS”.

Blog de Joãozinho Teles

O radialista André Sundek, que faz parte dos elencos das emissoras Cultura FM, de Tabira e Afogados FM, de Afogados da Ingazeira, está internado há quase dois meses no Hospital Regional do Agreste, em Caruaru.

O comunicador sofreu na noite de 15 de setembro, um acidente de trânsito na PE-320 entre Afogados da Ingazeira e Tabira, quando guiava sua moto Honda CG 150, que acabou colidindo na traseira de um reboque que estava engatado em outra moto Honda CG 125, sem nenhum tipo de sinalização, o que acabou surpreendendo o radialista que não teve tempo de frear sua moto a tempo.

Segundo informações, ele está bem, esperando apenas uma intervenção cirúrgica no joelho. Mas segundo pacientes do Hospital Regional do Agreste (HRA), afirmam que as cirurgias estão suspensas por falta de materiais cirúrgicos, devido a um débito do Governo do Estado com os fornecedores.

“Estou em Caruaru ainda no Hospital Regional do Agreste há 50 dias, e estou com muita saudade do meu trabalho”, disse André Sundek.

O câncer de próstata deve se manifestar em um a cada sete homens no Brasil, nos próximos anos. A afirmação é do doutor Álvaro Dias Bosco, médico urologista do Instituto Brasileiro de Controle de Câncer. Segundo o especialista, 25% dos casos de câncer entre os homens são desse tipo. Apenas um em cada quatro homens realizam os exames anuais necessários para detectar a doença.

De acordo com o médico, um dado importante para prevenção da doença é o acompanhamento do histórico familiar. Homens cujo pai ou irmão já tiveram câncer de próstata têm duas vezes mais chances de desenvolver a doença. No caso de três parentes, mesmo que não sejam de primeiro grau, a possibilidade é cinco vezes maior. “Esse monitoramento começa aos 50 anos, mas em caso de histórico familiar deve-se procurar orientação já aos 45 anos”, declara Dias Bosco.

O dia 17 de novembro é a data em que se celebra o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata. O Novembro Azul foi criado por um grupo de amigos em um pub australiano, no ano de 1999, justamente para lembrar a data. Em vários locais do mundo os homens deixam de se barbear durante todo o mês para mostrar adesão ao movimento, que também recebe o nome de “No Shave November” (novembro sem se barbear, em tradução livre).

A caricatura acima foi enviada ao PE Notícias pelo prefeito José Patriota, que como homem, estimula os compatriotas a se cuidarem contra o câncer de próstata, o qual agradecemos.

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Blog do Governo de Pernambuco

O Hospital Regional Emília Câmara, localizado em Afogados da Ingazeira, realiza nos próximos dias mutirão para realização de cirurgias. Nesta sexta-feira (03) e sábado (04), a unidade irá realizar procedimentos de vesícula, hérnia, fimose, hidrocele, prepúcio e cisto pilonidal. Já na segunda-feira (06) e quinta-feira (09) serão feitas intervenções de histerectomia. Ao todo, serão atendidos 31 pacientes, que já são acompanhados pela unidade, todos residentes dos municípios que compõem a X Gerência Regional de Saúde (Geres) e que foram selecionados após análise do histórico clínico e avaliação ambulatorial.

Para realização do mutirão, estão envolvidos cirurgiões, anestesiologistas, instrumentadores cirúrgicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. “A realização do mutirão de cirurgias eletivas é mais um passo que nós damos para melhoria da assistência aos usuários”, afirmou a diretora da unidade, Patrícia Queiroz. 

O Hospital Regional atende em sua emergência nas especialidades de clínica médica, pediatria, obstetrícia, traumato-ortopedia e cirurgia geral, recebendo uma média de 4.000 pacientes por mês. Já nos ambulatórios de cardiologia, clinica médica e obstetrícia são 450 atendimentos/mês.

Além de atender moradores de Afogados da Ingazeira, a unidade é referência para outros onze: Brejinho, Carnaíba, Iguaraci, Ingazeira, Itapetim, Quixaba, Santa Terezinha, São José do Egito, Solidão, Tabira e Tuparetama. Em 2016, foram realizados 4,8 mil atendimentos por mês nas emergências da unidade, nas áreas de pediatria, obstetrícia, trauma e geral adulto.

Modelo de Gestão

Desde o mês de setembro, a unidade de saúde passou a ser gerida pelo Hospital do Tricentenário após processo seletivo para a escolha da Organização Social. O contrato será avaliado e acompanhado sistematicamente por uma equipe da Secretaria de Saúde, que irá realizar visitas periódicas à unidade e fazer o acompanhamento mensal da produção dos indicadores assistenciais.

A Clínica SiM expande sua atuação para Pernambuco com investimento inicial de aproximadamente R$ 500 mil na primeira unidade. Com o slogan "Inteligente e acessível", a empresa oferece atendimento de saúde com valor simbólico, em média, R$ 90, por consulta, e tecnologia de ponta. A marca, já consolidada no mercado cearense com sete unidades distribuídas no estado, chega à capital pernambucana para aquecer o mercado local de clínicas populares com geração inicial de 500 novos empregos diretos e um total de R$ 5 milhões de investimento até o término da expansão em Pernambuco.  

A primeira unidade da Clínica SiM foi inaugurada no mês de outubro, na avenida Conde da Boa Vista. Ao todo são 650 m² de área com ambiente aconchegante, onde o público encontrará sete especialidades médica: Clínico Geral, Dermatologia, Nefrologia, Urologista, Gastrenterologia, Otorrino e Ortopedia. Além dos médicos disponíveis, a unidade pernambucana oferece atendimento odontológico, exames de imagem e laboratorial.

De acordo com o CEO da SiM, Denis Cruz, em média, 75% dos brasileiros não tem plano de saúde. Mas como em vários outros setores, no Brasil a desigualdade é gritante: no Sul e Sudeste este percentual gira em torno de 60%, no Nordeste chega a 85%, ou seja, 85% dos nordestinos não tem plano de saúde. "O projeto de expansão da Clínica SiM começou por Pernambuco por ser um polo médico de referência em todo país, por questões de tecnologia, infraestrutura e instrumental avançado, mas carente de atendimentos voltados para a população de baixa renda", explica.

O agendamento pode ser através do seu site www.clinicasim.com, WhatsApp, redes sociais e telefone. O horário de atendimento é de segunda a sexta, das 6h às 17h e nos sábados, das 6h às 12h.

SERVIÇO:

Clínica SiM

Endereço: Avenida Conde da Boa Vista

Telefone: (81) 4042 9660 e (85) 98165 8886 (WhatsApp)

Facebook: clinicapopular.sim

Instagram: clinica.sim

Média de valor da consulta: R$ 90,00

O mês de novembro é internacionalmente dedicado às ações relacionadas ao câncer de próstata e à saúde do homem. Graças à campanha Novembro Azul, o período tem se tornado um importante objeto de conscientização. A mobilização surgiu na Austrália utilizando as comemorações do Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, celebrado no dia 17, como mote. O objetivo é chamar a atenção da sociedade para os problemas e doenças que podem atingir a saúde masculina, além de quebrar o preconceito masculino de ir ao médico e realizar o tão famigerado exame de toque.

O câncer de próstata é uma das doenças que mais atingem os homens a partir dos 50 anos. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), ele já é a segunda maior causa de morte por câncer na população masculina, superado apenas pelo de pulmão. Ainda segundo o órgão, a estimativa de novos casos da doença em 2016 e 2017 é de 61.200, totalizando 28,6% do total de cânceres previstos para os homens. O urologista Guilherme Maia, do IMIP e Hospital Santa Joana Recife, ressalta que o perigo é que ele não apresenta sintomas até que alcance um nível avançado. Quando isso acontece, os sinais mais comuns são dores lombares, dor na bacia ou joelhos, problemas de ereção e sangramento pela uretra. O diagnóstico é realizado através do exame de toque retal, dosagem do antígeno prostático específico, chamado PSA, e exames de imagem. “Entre os exames de imagem estariam à ultrassonografia, por via transabdominal ou transretal, e a Ressonância Magnética. Geralmente iniciam-se os exames rotineiramente a partir dos 50 anos, sendo uma avaliação anual”, afirma o médico radiologista da Lucilo Maranhão Diagnósticos, Dr. Lucilo Maranhão Neto.

Quando identificado, o câncer pode ser tratado através da Prostatectomia radical (remoção completa da próstata), Radioterapia externa e Braquiterapia (técnica de radioterapia através de pequenas “sementes” que liberam os raios no interior da próstata). “No quesito cirurgia, a mais indicada é a robótica, realizada com o robô Da Vinci SI. Os braços mecânicos dele reproduzem os movimentos das mãos humanas com corte mais preciso, sem tremor e visão tridimensional bastante ampliada”, explica o urologista Guilherme Maia. Além disso, graças às pequenas incisões no corpo, o tempo de recuperação no pós-operatório é muito menor e o paciente fica menos tempo no hospital. Ele recebe alta em até 48h e já pode voltar às atividades normais por volta do décimo dia após a cirurgia. Sem falar que sangra menos, a recuperação da função erétil é muito superior e a continência urinária retorna mais rapidamente em quase todos os pacientes, quando comparado com as técnicas convencionais.

Prevenção

O melhor modo de prevenir o aparecimento do câncer de próstata é realizar o exame de toque retal e PSA periodicamente de acordo com a orientação do médico. Além disso, manter uma alimentação saudável, não fumar e praticar atividades físicas contribui para a melhoria da saúde como um todo.

A partir desta segunda (23) até a sexta-feira (27), o Brasil estará vivenciando a Semana de Mobilização Contra o Aedes Aegypti. Em Pernambuco, A Secretaria Estadual de Saúde está convocando todos os municípios, nesse período, a realizarem ações para eliminar possíveis focos do mosquito causador da dengue, chikungunya e zika, além de atividades voltadas para a população – que também precisa estar engajada nessa luta.

Uma reunião promovida pelo Comitê de Mobilização Social de Controle e Prevenção às Arboviroses, na manhã de hoje (23) no Bairro Bongi, Recife, teve o intuito de apresentar os dados atuais e chamar a atenção para que toda a sociedade intensifique as ações com vistas a eliminar criadouros do mosquito vetor, durante esta semana de mobilização nacional.

 Em 2017, Pernambuco tem registrado uma queda nas notificações das arboviroses, quando é feita a comparação com os dados do mesmo período de 2016. Isso significa uma diminuição de 87,6% nas notificações de dengue; 93,2% de chikungunya; e 94,1% de zika. Apesar disso, de acordo com o 5º Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), que monitora a quantidade de imóveis com a presença de larvas do mosquito, 156 cidades (84,7% dos municípios pernambucanos) estão em situação de risco para transmissão elevada das doenças.

A presença de larvas aumenta a possibilidade do surgimento de mosquitos e, consequentemente, da transmissão das enfermidades, o que reforça a importância de ações para eliminar os criadouros.

Cuidados

Alguns cuidados básicos ajudam a população a se manter livre do Aedes. São eles:

– Manter bem tampados caixas d’água, jarras, cisternas, poços ou qualquer outro reservatório de água.

– Manter as lixeiras tampadas e secas. Nunca jogar lixo em terrenos baldios.

– Colocar no lixo todo objeto que possa acumular água. O lixo deve ser colocado em sacos plásticos bem fechados.

– Lavar os bebedouros de animais com uma bucha pelo menos uma vez por semana e trocar a água todos os dias.

– Cobrir e guardar os pneus em locais secos, protegidos das chuvas.

– Guardar as garrafas secas de cabeça para baixo e não deixar no quintal objetos que acumulem água.

– Encher os pratinhos de plantas com areia.

– Retirar a água acumulada sobre a laje.

– Manter as calhas d’água limpas.

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Agência Brasil

A Aposentadoria Especial da Enfermeira e do Enfermeiro, bem como dos técnicos e auxiliares de enfermagem e o pessoal de apoio da área da saúde que tem contato habitual com os pacientes de hospitais, é com 25 anos de serviço. Com qualquer idade e sem a redução que as outras aposentadorias sofrem com o fator previdenciário.

Esse benefício existe porque a exposição aos agentes biológicos presentes na área hospitalar e clínica são altamente nocivos à saúde. Mesmo com toda a proteção proporcionada com roupas especiais, os enfermeiros estão em contato diário e permanente com os mais diversos tipos de pessoas doentes, desde uma gripe até uma hepatite viral, por exemplo. Tendo contato também com ferimentos, resíduos, produtos químicos, medicamentos diversos e material hospitalar.

As vantagens da aposentadoria especial são três: 1- Na aposentadoria especial não é aplicado o temido fator previdenciário, fórmula matemática criada em 1999 que envolve a idade, expectativa de vida e tempo de contribuição. Como normalmente o tempo de contribuição de 25 anos é atingido pelo profissional da saúde em idade baixa (47 a 52 anos em média) o fator previdenciário abaixaria o valor mensal em até 50%. 2- O tempo de trabalho será de 25 anos, ou seja, ocorre a diminuição no tempo de serviço para obtenção da aposentadoria. 3- Não existe idade mínima.

Portanto, os profissionais da saúde, na condição de segurado do INSS, aquele que contribui com a Previdência Social, ou na condição de funcionário público federal, distrital, estadual e municipal, que tem regime previdenciário próprio, poderá requerer a sua aposentadoria especial aos 25 anos de atividade.

Caso não tenha trabalhado todo período de forma especial poderá ser beneficiado pelo reconhecimento de um acréscimo sobre o tempo de serviço exercido nas condições sujeitas a agente nocivo, o que é chamado de “conversão de tempo especial em comum”, e pode inclusive ser objeto de revisão da aposentadoria atual. Com tal revisão poderá aumentar o tempo de serviço e com isso o valor mensal recebido.

HAV vacina

Dados da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo apontam que, entre janeiro e setembro deste ano, foram contabilizados 559 casos de hepatite A na cidade – índice 773% maior do que os registros de 2016, quando 64 casos foram notificados. Até agora, duas pessoas morreram e outras quatro evoluíram para uma forma mais grave da doença, que precisaram de transplante de fígado.

Casos

“Tivemos um pico no mês de julho e esse número veio declinando em agosto e setembro. A maior probabilidade é de que tenha relação com surtos que têm sido descritos na Europa, porque teve aumento em mais de 20 países em março”, disse Geraldine Madalosso, epidemiologista da Divisão de Vigilância Epidemiológica da Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa).

Segundo a pasta, 45% dos casos estão relacionados à transmissão por sexo desprotegido, principalmente por via oral e anal — a maioria envolve homens homossexuais. “Outros 10% estão relacionados à água e alimentos contaminados, casos de pessoas que viajaram para locais com precárias condições de saúde e 45% são de causas a serem investigadas”, disse Geraldine.

Hepatite A

A doença é transmitida por meio de água e alimentos contaminados pelo vírus. O vírus também pode estar presente nas fezes das pessoas infectadas, contaminando outras por meio do contato sexual. Os principais sintomas são pele e olhos amarelados, dor abdominal, urina escura e fezes esbranquiçadas, que podem surgir até 15 depois do contágio. No entanto, existem casos assintomáticos, que não apresentam nenhum sinal.

Surtos mais graves

Embora a doença não evolua para uma forma crônica, como a B e a C, a hepatite A costuma ser bastante preocupante em adultos, mais do que em crianças. “Antigamente, o contato acontecia na infância, quando ela surge de forma leve e assintomática. Esses surtos em adultos mostram que ela é mais intensa na fase adulta. Muitos pacientes são hospitalizados por fraqueza, desidratação e isso está dentro da história natural da doença”, explicou a infectologista Umbeliana Barbosa, do Ambulatório de Hepatites do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

De acordo com Geraldine, medidas têm sido feitas para evitar que a doença continue se espalhando. “Desde abril, temos feito a divulgação para os serviços de saúde e boletins para os profissionais de saúde e a população. A principal forma de prevenção é a vacina, que está disponível para crianças menores de 5 anos na rede pública e é gratuita. As demais pessoas podem se beneficiar da vacina na rede particular.”

“O ideal é se vacinar, tomar as medidas de higiene e usar preservativo. O problema é que está se falando sobre HIV há 30 anos, mas as pessoas pensam que a situação está controlada e se esquecem que há sífilis, gonorreia e outras doenças transmitidas pelo sexo, incluindo a hepatite A”, concluiu Celso Granato, professor de infectologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Vacinas em falta

A vacina foi incorporada em 2014 ao Programa Nacional de Imunizações para crianças de até 2 anos e, em março deste ano, passou a ser destinada para crianças de até 5 anos. A partir desta idade, só é possível buscar imunização em clínicas particulares.

No entanto, a vacinação para adultos está em falta. Segundo a Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas (ABCVAC), as doses do imunizante para crianças acabaram no mês passado e a versão para adultos, que são dadas em duas doses e um reforço custa de 160 a 180 reais, está em falta há cerca de seis meses.

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Nesta segunda-feira (09), cerca de 1.400 novos intercambistas brasileiros formados no exterior, especialmente na Bolívia, no Paraguai e na Argentina, começaram a trabalhar no programa “Mais Médicos” lançado no governo da presidente Dilma Rousseff.

Trinta deles irão trabalhar em Pernambuco, precisamente na atenção básica de 24 municípios e num Distrito Sanitário Especial Indígena.

Ao todo, já são 8.316 brasileiros trabalhando no programa, o que representa 45,6% do total. Só no Estado de Pernambuco, há 938 profissionais incorporados ao “Mais Médicos”, segundo o ministro da Saúde Ricardo Barros.

Esta foi a segunda fase do edital. A primeira foi direcionada exclusivamente para os médicos brasileiros formados no país. Os que se formaram no exterior começaram a trabalhar nesta segunda-feira (09) em Unidades Básicas de Saúde de cerca de 800 municípios de 25 estados e do Distrito Federal.

Antes, eles passaram por treinamento sobre a legislação do SUS (Sistema Único de Saúde, a língua portuguesa e Código de Ética Médica). Já os intercambistas submeteram-se a um prova de conhecimentos.

O programa conta hoje com 18.240 vagas em mais de quatro mil municípios brasileiros. Do total de médicos participantes, 47,1% são profissionais da cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), 45,6% brasileiros formados no Brasil ou no exterior e 4,16% intercambistas estrangeiros.

Os municípios pernambucanos que receberam profissionais do “Mais Médicos” nesta segunda-feira foram os seguintes:

Município – Vagas

Águas Belas 1
Arcoverde 2
Barreiros 1
Betânia 1
Bom Conselho 1
Buíque 2
Cabo De Santo Agostinho 1
Caruaru 1
Casinhas 1
Dsei Pernambuco 1
Gameleira 1
Jaqueira 1
Lajedo 1
Orobó 1
Paudalho 1
Pedra 1
Petrolina 1
Poção 1
Sanharó 1
São Caetano 1
Serra Talhada 1
Sertânia 2
Surubim 3
Tacaratu 1
Tupanatinga 1

Há três anos, a fisioterapeuta e empresária Deolinda Rocha Rodrigues viu a vida da filha Jéssica, de 26 anos, mudar. Com a rara síndrome de desordem da migração neuronal, a jovem sofria convulsões diárias desde os 5 anos. Eram pelo menos cinco crises por dia, chegando a 30 quedas durante os banhos de chuveiro. Hoje, as convulsões de difícil controle cessaram. Jéssica está entre os mais de três mil pacientes brasileiros que fazem uso medicinal do canabidiol (CBD), substância extraída da Cannabis sativa.

A legislação que permite o acesso ao medicamento no país vem avançando rapidamente desde 2014, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação da substância pela primeira vez, e a expectativa da indústria é que remédios à base de cânhamo, planta da família da maconha, já estejam disponíveis em farmácias brasileiras com preços mais acessíveis em 2018. O plantio da Cannabis sativa para pesquisa e produção de soluções medicinais também deve ser regulamentado ainda no primeiro semestre do próximo ano, segundo a Anvisa.

— Na primeira vez, precisei trazer o CBD clandestinamente dos Estados Unidos, escondido dentro de um estojo de canetinhas hidrocores, conta Deolinda. — A melhora cognitiva da Jéssica, mesmo com doses bem pequenas, foi imediata, e a frequência das crises convulsivas começou a cair. Mas eu tinha medo que ela passasse mal e tivesse o atendimento recusado quando o médico soubesse que ela era usuária de canabidiol.

Com autorização da Anvisa e laudo do Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer, onde Jéssica passou a ser acompanhada, Deolinda conseguiu garantir a regularidade no tratamento da filha. Ela chegou a ganhar na Justiça o direito de receber o óleo de cânhamo pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas a entrega gratuita foi interrompida depois de três meses. Enquanto aguarda decisão judicial para que o Estado banque a terapia alternativa, Deolinda gasta cerca de R$ 2,4 mil por mês com a importação da substância.

EXPECTATIVAS E AVANÇOS

Pai de Anny Fischer, de 9 anos, primeira paciente brasileira a conseguir o direito de importar legalmente o CBD, Norberto Fischer afirma que negociações com a Receita Federal e com a Anvisa já conseguiram reduzir os custos do canabidiol, ao eliminar a necessidade de contratar despachantes para retirar o remédio no aeroporto e aumentar o teto para importação sem impostos de medicamentos órfãos (sem similares no país) de U$ 10 mil (R$ 32 mil) para U$ 1 mil (R$ 3,2 mil).

— Hoje a gente recebe o produto em casa, sem pagar ICMS e imposto de importação, que chegava a 60% do valor na nota fiscal, e a própria importadora faz o desembaraço aduaneiro, explica.

Norberto acrescenta que, no Distrito Federal, onde mora, o remédio foi inserido na lista de fornecimento da rede pública de saúde e cinco famílias já conseguiram autorização para produção doméstica, uma solução eficiente para alguns casos. Ele lembra também que a Justiça Federal da Paraíba deu parecer favorável à Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace) para a manutenção do plantio coletivo da Cannabis sativa para fins medicinais em benefício de 151 pacientes registrados pela instituição.

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Ascom 

O parto normal oferece muitos benefícios para a mãe e o bebê, como a recuperação mais rápida da mulher, menos riscos de infecção e a estimulação do sistema respiratório da criança. Ainda assim, segundo o Ministério da Saúde, mais da metade das brasileiras optaram pela cesárea em 2016. Dentre os nascimentos no Sistema Único de Saúde (SUS), 50% das mães optaram pelo procedimento. Na rede privada, o percentual chega a 90%. São dados muito distantes do ideal para o Brasil, que seria uma taxa de cesariana em torno de 15% em pacientes de risco habitual.

É com o objetivo de sensibilizar o público sobre o respeito à mulher e à sua fisiologia que o Hospital Guararapes (HG) realiza, no dia 07 de outubro, o II Simparto – O Renascer do Parto Natural. O simpósio vai acontecer no Recife Praia Hotel, no bairro de Boa Viagem, com uma programação composta por oito conferências apresentadas por profissionais que apoiam a luta pelas garantias da assistência centrada na mulher no momento do parto.

Entre os temas abordados nas conferências, estão: “Humanização do parto: impactos e percepções em âmbito hospitalar”, “O períneo e o parto”, “Empoderamento para o parto: maternidade e feminismo”, “Parto natural: como fazer campanha?”, “Hora dourada: recepção do recém-nascido” e “Desafios e perspectivas na implantação do parto domiciliar no Brasil”.

A programação começa às 08h e vai até às 18h, com intervalo para almoço ao meio-dia. Para Lidiane Pontes, coordenadora de obstetrícia do Hospital Guararapes, é importante que haja espaço para debate sobre o parto natural, pois dessa maneira é possível ter uma assistência centrada na mulher, respeitando a fisiologia do parto com  profissionais que apoiam a escolha com segurança. “Podemos unir o científico e o fisiológico, e não mais mecanizar o parto como vem sendo feito há décadas.”

Serviço:

II Simparto – O Renascer do Parto Natural

Data: 07 de outubro

Local: Recife Praia Hotel. Av. Boa Viagem, nº 9

Horário: 08h às 18h

Inscrições: https://goo.gl/d6vBMc

Investimento: R$ 65,00