Saúde

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Uma mulher que estava em Fernando de Noronha apresentou sintomas da malária, que em seguida foi confirmado pelo Hospital Oswaldo Cruz, onde foi tratada. Segundo apurado pela imprensa local, a vítima da doença é missionária e moradora da cidade de São Paulo. Ela estava em missão e havia chegado em Pernambuco vinda de Angola, continente Africano. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que assim que fizeram todos os procedimentos adequados, a mulher deixou o Estado.   

Em nota, a SES informa que "Pernambuco não é área de circulação da malária. Todos os casos confirmados são de pacientes oriundos de áreas de ocorrência da doença, como a região Amazônica e países da África", afirma. Neste mês de janeiro a Secretaria recebeu a notificação de dois suspeitos da enfermidade, sendo um já descartado e o outro caso (dessa missionária).

Malária

Segundo informações do Médicos Sem Fronteiras, é uma doença evitável, detectável e tratável, que se apresenta mais comumente em áreas pobres e desfavorecidas.

Uma vez transferida para o corpo humano, a infecção viaja até o fígado, onde se multiplica e entra nas células vermelhas do sangue. Dentro dessas células, os parasitas se multiplicam rapidamente até elas se romperem, liberando ainda mais parasitas na corrente sanguínea e manifestando, nesse processo, os sintomas típicos da doença.

A malária começa como a gripe, com os primeiros sintomas surgindo entre nove e 14 dias após a infecção. Os sintomas incluem febre (podem ocorrer ciclos típicos de febre, calafrios e suor em grande quantidade), dor nas articulações, dores de cabeça, vômitos frequentes, convulsões e coma.  

O Estado da Bahia apresenta um crescimento de casos confirmados de malária, segundo informações da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), obtidos pela Rede Bahia de Televisão. Até à tarde desta terça-feira (23) 22 casos estão confirmados.

Todos foram registrados em Wenceslau Guimarães, cidade no baixo sul da Bahia, que enfrenta um surto (localizado) da doença. Uma moradora do município morreu e um outro óbito está ainda sob investigação.

Dados inéditos do Ministério da Saúde obtidos via Lei de Acesso à Informação revelam que, enquanto houve uma queda expressiva de desperdício de órgãos por falta de transporte, aumentaram as recusas em razão de outros fatores, como condições dos doadores, falta de exames ou indisponibilidade de equipes. A mudança no perfil das recusas de órgãos ocorreu após a edição de um decreto presidencial que assegurou a disponibilidade de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para esse propósito. Assim, o país ainda perde, em média, mais de três órgãos destinados a doação por dia.

Em 2015, 173 órgãos foram ofertados pelos estados à Central Nacional de Transplantes (CNT) — para distribuição a outras unidades da federação — e acabaram recusados por falta de transporte. No ano passado, até outubro, foram apenas 42. Já as recusas por outros fatores que não o logístico aumentaram de 750 para 959 no mesmo período, um acréscimo de 27,8%.

O sistema de transplantes no Brasil passou por um ajuste, há um ano e meio, que permitiu o aumento de doadores efetivos e de cirurgias para enxerto de um novo coração, pulmão ou fígado em pacientes acostumados a uma fila de espera. Em 6 de junho de 2016, começava a vigorar o decreto presidencial que obriga a oferta de pelo menos uma aeronave da FAB para o transporte de órgãos no país.

O amadurecimento do sistema, com avanço significativo de logística, acabou por revelar problemas que, antes, ficavam escondidos simplesmente porque o transporte inexistia para boa parte de órgãos.

— Se não havia logística, nem chegávamos aos outros problemas. Agora temos o transporte, e outra questões afloram. O que ocorre é um amadurecimento do sistema do ponto de vista da gestão — afirma a coordenadora-geral do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), vinculado ao Ministério da Saúde, Rosana Reis Nothen.

Em 2016 houve recusas da FAB em transportar órgãos — em especial corações, com um tempo de resistência fora do peito de apenas quatro horas — vinham impedindo transplantes em pacientes cuja sobrevivência estava integralmente atrelada à substituição do órgão doente pelo sadio. Em três anos, foram 153 recusas. Nos mesmos dias, a Aeronáutica atendeu a 716 requisições de transporte de autoridades dos três poderes.

A expectativa em lançar o evento é que as doações voluntárias aumentem em 15% / Foto: Reprodução/Governo do Estado

Para atrair mais doações para o período de carnaval, a Fundação Hemope lança a campanha "Compartilhe Cultura e Solidariedade, faça a diferença, doe sangue no Hemope" onde doadores poderão participar da ação e fazer a doação. A partir da terça-feira (23) às 8h30, a Fundação abrirá o evento, que receberá durante a semana, os homenageados do carnaval do Recife, Nena Queiroga e Jota Michiles, além da participação do cantor e compositor Getúlio Cavalcanti e do bloco lírico carnavalesco “O Bonde”.

Com uma recepção animada, quem for doar sangue a partir da terça-feira (23) será recebido ao som do frevo e da alegria do carnaval. Na semana do evento, uma agenda especial com várias atrações foi preparada para atrair doadores.

Além da participação dos homenageados do carnaval, no dia 30 de janeiro super-heróis estarão no Hemope; já no dia 6 de fevereiro, haverá a visita tradicional do Rei e da Rainha do carnaval do Recife, dançando o frevo e visitando os doadores e pacientes. 

 “Contamos com a solidariedade do povo pernambucano para repor o estoque de sangue e assim podermos ajudar a salvar muitas vidas”, pontuou a presidente do Hemope, Yêda Maia. A expectativa em lançar o evento é que as doações aumentem em 15%.

Como ser um doador

Para doar, é preciso ter entre 16 e 69 anos e ter mais de 50kg. Para os menores de 18 anos, é necessário autorização e acompanhamento de um responsável durante a doação. No caso de maiores de 60 anos que queiram realizar a doação pela primeira vez, a iniciativa deve ser aprovada por um médico. O hemocentro Recife estará funcionando todos os dias, exceto aos domingos, das 7h15 às 18h30, inclusive, nos feriados do período de carnaval.

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Pernambuco investiga o primeiro caso suspeito de febre amarela no Estado. Trata-se de uma pernambucana que havia viajado ao município de Mairiporã, em São Paulo, considerado área de risco, e apresentou um quadro de febre.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), a paciente foi atendida em unidade hospitalar privada em Pernambuco no dia 9 de janeiro. Apesar de não ter sintomatologia grave sugestiva para a doença, foi notificada por ter tido febre e ter circulado por área de risco. A mulher recebeu alta médica e as análises laboratoriais estão em andamento.

Diante da confirmação do Ministério da Saúde de 35 casos da febre amarela no Brasil, com 20 pessoas mortas, a maioria delas concentradas em São Paulo, a SES afirma que "Pernambuco não é área de transmissão da doença" e lembra que o "Estado não registra casos de febre amarela há cerca de 90 anos".

O aumento de suspeitas e confirmações de casos de febre amarela no País tem provocado uma procura pela vacina até mesmo em Pernambuco. No entanto, conforme assegura a Secretaria, "por não haver risco de transmissão da doença no Estado, o Ministério da Saúde considera Pernambuco como Área sem recomendação de Vacina (ASRV). Sendo assim, não há necessidade de vacinação para seus residentes", informa o órgão.

A Secretaria Estadual de Saúde ressaltou que "está abastecida da vacina contra febre amarela para o público que tem indicativo para uso" (aqueles que viajarão, por motivo de férias ou trabalho, para as Áreas Com Recomendação de Vacina).

Confira na íntegra o que a Secretaria Estadual de Saúde informou sobre o caso:

“Neste mês de janeiro, houve registro de um único paciente em investigação para febre amarela no Estado de Pernambuco. Trate-se de uma pernambucana com quadro de febre, sintomatologia que iniciou no dia 7.01.18, em São Paulo, durante visita ao município de Mairiporã, considerado área de risco. Ela foi atendida em unidade hospitalar privada em Pernambuco no dia 9.01. Apesar de não ter sintomatologia grave sugestiva para a doença, foi notificada por ter tido febre e ter circulado por área de risco. A paciente já recebeu alta médica e as análises laboratoriais estão em andamento. Desde fevereiro de 2017, a SES reforçou a vigilância para investigar, de imediato, qualquer suspeita de casos ou da circulação viral da doença. Caso haja alguma suspeita ou confirmação, o Estado está preparado para realizar todas as medidas de assistência ao paciente e também de bloqueio para prevenir outros casos”.

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O café é uma das paixões dos brasileiros. Afinal, quem resiste àquele cafezinho pela manhã, pós-refeição ou no lanche da tarde? Agora, além do delicioso sabor, nós temos mais um motivo importante para consumir a bebida diariamente. É que um estudo realizado pelo Instituto Neurológico Mediterrâneo de Pozzilli (Irccs Neuromed) em colaboração com o Instituto Superior de Saúde e com o Institute Dermopatico dell’Immacolata de Roma (IDI), na Itália, concluiu que tomar três xícaras de café por dia pode reduzir em mais de 50% o risco do câncer de próstata.

Durante a pesquisa, os especialistas italianos estudaram o consumo de café em 7 mil homens que participam do projeto epidemiológico Moli-sani e analisando os hábitos deles, pôde-se evidenciar uma diminuição do risco de 53% nas pessoas que bebiam mais de três xícaras por dia. Na segunda parte do estudo, os pesquisadores testaram as ações dos extratos de café nas células de tumores em proveta. Os primeiros mostraram a capacidade de reduzir significantemente o crescimento das células cancerígenas e a capacidade de se formar uma metástase.

Segundo o urologista Guilherme Maia, do Hospital Santa Joana Recife, os efeitos foram menos evidentes com o descafeinado, o que sugere que o benefício apresentado está ligado à própria cafeína. “Tudo indica que esse resultado é devido às propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias do café”, comenta Maia.  

O câncer de próstata é a forma mais comum da doença diagnosticada entre os homens. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa de novos casos da doença em 2016 e 2017 foi de 61.200, totalizando 28,6% do total de cânceres previstos para a população masculina. Cerca de 1 em 7 homens será diagnosticado com câncer de próstata durante a vida. “Os principais fatores de risco estão associados à obesidade, tabagismo, raça, além da hereditariedade”, afirma Guilherme Maia.

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Ascom 

O Hospital Santa Joana Recife dará início, no dia 14 de janeiro, a 13ª edição do Verão com Saúde, projeto educativo que tem o objetivo de promover o bem-estar e os cuidados preventivos com a saúde, por meio de exames básicos, como aferição da pressão arterial e testes de anemia e de glicemia. Os atendimentos, gratuitos, serão realizados em estande na Praia de Boa Viagem e em unidade móvel em Toquinho, litoral sul de Pernambuco, e no Parque da Jaqueira.

Este ano, o evento também abordará a importância dos cuidados com o idoso e fornecerá dicas de primeiros socorros. A expectativa dos organizadores é que cerca de 5 mil pessoas sejam atendidas até o encerramento da ação, no dia 4/2.

“Durante o Verão com Saúde, temos a oportunidade de contribuir para a promoção da saúde e da qualidade de vida de nossa comunidade, compartilhando a experiência nos cuidados com nossos pacientes”, ressalta Marcelo Vieira, diretor do Hospital Santa Joana Recife.

Programação:

Boa Viagem:

De 16 a 19 – das 6h30 às 9h30 e das 17h às 21h;

De 23 a 26 – das 6h30 às 9h30 e das 17h às 21h;

De 30/1 a 2/2 – das 6h30 às 9h30 e das 17h às 21h;

Domingos: 14/1, 21/1, 28/1 e 4/2 – das 10h às 17h.

Funcionamento do Espaço Saúde no Segundo Jardim de Boa Viagem, com serviços básicos de saúde preventiva, como aferição de pressão arterial e testes de glicemia e anemia.

Toquinho:

Dias 20/1 e 27/1 – a unidade móvel do Verão com Saúde ficará disponível para a realização dos exames das 9h30 às 12h30.

Parque da Jaqueira:

Dias 20/1 e 27/1 – a unidade móvel do Verão com Saúde ficará disponível para a realização dos exames das 15h às 19h.

Farmácias e drogarias de todo o País poderão oferecer vacinação

Farmácias e drogarias de todo o País agora podem oferecer vacinação para os clientes. O serviço já era regulamentado em São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Minas, Amazonas, Pará e Brasília. Por decisão colegiada tomada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que será publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias, a regra de imunização será estendida às demais unidades da federação.  

Haverá obrigatoriedade de registro das informações nos cartões de vacinação e possibilidade de emitir Certificados Internacionais de Vacinação.

 Nos locais de aplicação, deverá haver um responsável técnico e profissionais habilitados, com capacitação periódica. Esses espaços deverão ter ainda ambiente refrigerado para armazenar as vacinas e garantir cuidados no transporte e na estocagem.

Os estabelecimentos interessados devem estar inscritos no Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (CNES). A medida é defendida pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), desde a aprovação da Lei 13.021/14, que rege as ações e serviços de assistência farmacêutica.

O médico de família Rodrigo Lima.Ele decidiu não receber propagandistas depois de ver estudos sobre a influência na prescrição (Foto:  Adriano Machado/ÉPOCA)

Havia pouco mais de um ano que o recifense Rodrigo Lima (foto), terminara o curso de medicina. Atendia em Gravatá, a 80 quilômetros do Recife, e adotara a prática de distribuir receitas de um medicamento. Era uma droga contra tosse – um incômodo, mas que pode denunciar um problema a ser tratado ou ajudar a expelir secreções de que o corpo precisa se livrar. Em muitos casos, o ideal é deixá-la seguir seu curso. Mas vários pacientes de Lima não contavam com essa opção. Ele ganhara amostras do medicamento de um representante de vendas de uma empresa que acabara de lançar a droga. Como eram gratuitas, achou por bem distribuí-las. Depois que as amostras acabaram, passou a receitar. “Os pacientes gostaram e, meio no modo automático, passei a receitar para gente que, talvez, nem precisasse”, diz. Lima era médico de uma unidade pública de saúde. Os pacientes, muitos deles pobres, tinham de comprar a droga, mais cara que outras semelhantes. Ela não fazia parte das medicações disponíveis na rede pública.

Em 2003, Lima era recém-formado. Tinha pouco tempo na carreira, mas suficiente para que propagandistas da indústria farmacêutica, como aquele que o apresentou ao medicamento contra a tosse, fossem seus velhos conhecidos. Desde os tempos da faculdade, no Recife, ele os encontrava dentro dos hospitais onde fazia estágio. Em uma das instituições, filantrópica, cada ambulatório tinha um armário carregado de amostras grátis. Os médicos se sentiam bem de poder dar aos pacientes com menos recursos alguns medicamentos. As amostras não ficavam só nos hospitais. Os profissionais, em treinamento ou já formados, também ganhavam. O então estudante Lima levava para casa sacolas carregadas. “Os parentes me ligavam para pedir remédio, e eu, ainda na faculdade, me sentia importante.” Estudantes de medicina não podem prescrever medicações, mas as informações dadas pelos representantes ajudavam Lima a saber como indicar. “É com essas informações que os médicos jovens formam seu arsenal terapêutico e se habituam com as marcas que passarão a usar”, diz. Havia também os eventos, promovidos por empresas farmacêuticas em churrascarias badaladas do Recife. “Como estudante, ia feliz da vida com a boca-livre.” Havia primeiro uma apresentação das novidades: lançamentos, estudos para reforçar ou ampliar a indicação de drogas. Depois, o jantar. Farto.

Hoje, Lima, de 39 anos, atende como médico de família em uma unidade pública de saúde nos arredores de Brasília. Ainda observa a relação estreita entre médicos e representantes da indústria farmacêutica. Mas sabe que, ao menos, no Distrito Federal esse relacionamento anda complicado. Uma lei que entrou em vigor em junho proíbe a presença de propagandistas em unidades públicas de saúde no horário de atendimento ao público. “A lei nos marginalizou”, afirma o propagandista Caio Santos, de 48 anos.

Há 22 anos, Santos visita hospitais da rede pública da região para convencer os profissionais de saúde de que os medicamentos da empresa que representa são melhores que os da concorrência. Um trabalho que exige conhecimento técnico e boa dose de habilidade social. Há seis meses, os crachás que autorizavam sua entrada em 16 hospitais públicos do Distrito Federal perderam a validade. Agora, Santos só consegue entrar em cinco deles, autorizado pela administração da instituição, mas precisa ser anunciado. Reclama de ter perdido o acesso direto aos médicos – assim como outros 450 propagandistas da indústria farmacêutica na região. “A mudança torna inviável levarmos as discussões científicas para os médicos”, diz. “O jeitinho brasileiro é chamar o médico para sair do hospital, marcar reunião no consultório particular.”

O autor da lei, o deputado distrital Juarezão (PSB), afirma que quis garantir o atendimento aos pacientes: “A própria comunidade pediu. O representante entra na sala e os pacientes ficam do lado de fora esperando. Atrapalha muito”. Juarezão pode ter mirado em agradar a sua base eleitoral. Ele já trabalhou na área de saúde em Brazlândia, uma região administrativa do Distrito Federal, cumprindo atividades de gestão em uma unidade pública de saúde. Mas, com a medida de apelo popular, entrou num debate nebuloso: como os médicos escolhem receitar um medicamento em vez de outro. Parece uma questão técnica, mas sofre influências variadas – até do grau de simpatia do médico pelo representante.

Os propagandistas ocupam papel central na estratégia de marketing da indústria farmacêutica. Conectam o setor aos médicos. Levam informações sobre os produtos da empresa a profissionais de saúde até as cidades mais afastadas de grandes centros, em uma conversa olho no olho, permeada pelas melhores táticas de venda e pela distribuição de amostras grátis, como as que Lima encontrava nos hospitais e distribuía para a família. Mas a relação se encontra sob forte escrutínio, principalmente de grupos acadêmicos. “A interação dos médicos com a indústria gera conflito de interesse”, diz Mário Scheffer, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. “O objetivo principal, que é o melhor tratamento para o paciente, é alterado por um secundário, da indústria: ganhar dinheiro”.

De acordo com o irmão da vítima, Alexandre aguarda a confecção de uma prótese craniana que vai acelerar o processo de melhora / Foto: Reprodução

Teve alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por volta das 20h desta quarta-feira (06) o jornalista Alexandre Farias, de 39 anos, vítima de bala perdida durante um tiroteio em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, de acordo com informações do irmão José Santos Júnior. O apresentador da TV Asa Branca, afiliada da Rede Globo, foi transferido da UTI para um apartamento individual do Hospital Esperança no Recife. Alexandre estava internado na unidade de terapia desde o dia 16 de setembro deste ano, após ser atingido na cabeça por uma bala perdida.

Uma mensagem divulgada pelo irmão da vítima nas redes sociais informou sobre a melhora no quadro clínico do jornalista. "Ele está muito feliz. No ambiente da UTI, a gente tinha que respeitar os horários de visita. Aqui a gente fica com ele em tempo integral. Vai ser muito bom pra recuperação dele", comemorou o irmão, que também contou que Alexandre já começou a receber visitas dos familiares e amigos. 

O próximo passo da recuperação, de acordo com José Santos, será uma cirurgia para a colocação de uma prótese craniana, que será implantada no lado direito da cabeça. "A gente está aguardando agora a prótese. Foi retirada uma boa parte da massa óssea da cabeça dele e essa prótese vai substituir o que ele perdeu. Depois disso, a melhora vai progredir mais rápido", contou. Ele diz que a prótese é feita de titânio e o plano de saúde já autorizou a confecção do material, mas ainda não deu o prazo de quando ficará pronta. "A gente espera que ela fique pronta em duas semanas, mas depende de muitos fatores, como liberação da Anvisa", completou. 

Sobre a evolução no quadro de saúde, o irmão contou que Alexandre está bem e se comunica através de gestos e expressões labiais, já que está impossibilitado de falar por causa de uma cirurgia feita na traqueia – intervenção que consiste na abertura de um orifício na traqueia para a passagem de ar. "Depois que tirar o equipamento, ele vai ser acompanhado por uma fonoaudióloga, que vai cuidar da voz dele", ressaltou o irmão.

Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas

O Governo de Pernambuco confirmou a primeira morte por chikungunya em 2017, nesta quarta-feira (22). O óbito aconteceu no mês de junho, no município de Belo Jardim, Agreste de Pernambuco.

Neste ano, já foram três mortes por doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Os outros dois óbitos foram causados pela dengue. O governo computou 113 notificações de óbitos, com 45 descartes e os demais casos em investigação.  

O levantamento da Secretaria de Saúde do Estado também aponta que 132 municípios estão em situação de risco para transmissão elevada das arboviroses, sendo 44 em situação de risco de surto e 88 em situação de alerta. Outros 50 apresentaram índices satisfatórios, o melhor resultado deste ano.

REPASSES - Parlamentar ressaltou que, entre 2010 e 2014, as transferências da gestão estadual subiram de R$ 144,3 milhões para R$ 709,2 milhões. Foto: Roberto Soares

O deputado Álvaro Porto (PSD/foto) questionou, em discurso na Reunião Plenária desta quarta-feira (22), os gastos e contratos do Governo do Estado com as Organizações Sociais de Saúde (OSS), que administram unidades de atendimento em Pernambuco. O parlamentar apresentou dados para sustentar que esse modelo de gestão é mais caro do que a administração direta e pediu mais transparência nas informações sobre os repasses públicos para essas empresas.

Ele frisou que entre 2010 e 2014, segundo auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE), as transferências para as OSS saltaram de R$ 144,3 milhões para R$ 709,2 milhões. “Paralelamente, o que temos visto na grande maioria dos hospitais administrados por OSS é precariedade no atendimento e gestões que convivem com déficits e atraso no pagamento a fornecedores”, acrescentou.

Porto lembrou, ainda, a visita ao Hospital Dom Malan, em Petrolina, no final de setembro, em que constatou que a unidade funciona com uma demanda 150% superior à sua capacidade e teve problemas como desabamento de teto e afundamento no piso. O centro hospitalar é gerido pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), principal OSS em atividade em Pernambuco, responsável por mais de 15 unidades.

O deputado do PSD citou levantamento do presidente do Sindicato dos Farmacêuticos de Pernambuco e membro do Conselho Estadual de Saúde, Hermias Veloso da Silveira. Segundo ele, o Estado gastou, em 2016, R$ 409,6 milhões na gestão de 23 hospitais, enquanto as OSs consumiram R$ 470,9 milhões para gerir nove. “A Secretaria de Saúde empregou menos recursos para administrar um número bem maior de unidades hospitalares”, apontou.

O parlamentar destacou também recomendação do Ministério Público Federal em Pernambuco para que as OSS implementassem e regularizassem os seus portais da transparência, permitindo à sociedade fiscalizar seus gastos. Porto lamentou, ainda, a rejeição, pela Comissão de Justiça da Alepe, de propostas da deputada Socorro Pimentel (PSL) que aumentariam a fiscalização das OSS pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e pelo Conselho Estadual de Saúde.

“Esta atitude só estimula o surgimento de suspeitas sobre o que já se chama de caixa-preta das OSS de Pernambuco. É preciso explicar contratos com empresas denunciadas, interrupções de repasse de recursos do Estado e precariedade dos serviços”, disse o deputado. Ele alertou que, só em 2015, Pernambuco gastou mais de R$ 1 bilhão com as OSS, “sem a devida clareza exigida pela Lei de Acesso à Informação”.

Em aparte ao pronunciamento de Álvaro Porto, Priscila Krause (DEM) assinalou que a forma como são aplicados os recursos pelo Estado não se traduz em qualidade para o usuário do sistema de saúde. Já Júlio Cavalcanti (PTB) chamou atenção para a ausência de medicamentos para doenças crônicas no Interior. Edilson Silva (PSOL), por sua vez, reforçou o apelo por maior transparência na utilização de recursos públicos na área da saúde. Líder da Oposição, Sílvio Costa Filho (PRB) avaliou que as dívidas do Estado com as OSS prejudicam a população.

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O Governo Federal vai suspender por cinco anos a criação de cursos de Medicina no País. A medida foi sugerida pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, ao presidente Michel Temer e deverá ser formalizada em dezembro, com a publicação de um decreto. A estratégia é adotada após forte pressão de entidades de classe, contrárias ao expressivo aumento das vagas em graduações da área nos últimos anos, sobretudo depois da Lei do Mais Médicos.

Nos últimos meses, pelo menos quatro encontros foram realizados entre MEC e associações de classe para discutir o assunto. “A expansão de vagas de forma desordenada pode colocar em risco a qualidade de ensino”, disse Mendonça Filho. A suspensão sugerida pelo ministro, no entanto, deverá preservar dois editais que estão em andamento. A estimativa é de que pelo menos 35 escolas deverão ser formadas. De um total de 2.305 vagas previstas em todo o País, 710 em 11 cursos foram liberadas para início das atividades em agosto, em 11 cidades de Paraná, Rio Grande do Sul, Rio e São Paulo.

Rafael Bandeira/LeiaJáImagens

Poucas gotas pingam dentro do nariz e pronto. O tão esperado alívio é imediato e a sensação de não conseguir respirar tem fim. Essa é a realidade de quem utiliza constantemente os descongestionantes nasais. Seja dentro das bolsas, ao lado da cama ou em qualquer lugar de fácil acesso, os pequenos frasquinhos de em média 30 ml estão sempre por perto de quem sofre com obstrução nasal diariamente.

O “remédio para nariz entupido”, como é conhecido pela maioria dos usuários, são descongestionantes nasais tópicos e ao contrário do que muitos pensam, não devem ser utilizados constantemente sem a avaliação de um profissional da saúde.

Hoje com 27 anos, o jornalista Felipe Cabral convive com o vício em descongestionantes nasais desde o cinco anos de idade, quando descobriu que tinha rinite alérgica. Ele atribui a problemática a sua primeira moradia, onde as paredes eram cheias de infiltrações e a estrutura das telhas tinha muita umidade e mofo. “Por causa da poeira, meu nariz entupia muito e desde criança já passei por várias marcas de descongestionantes”, conta. No inverno, ele chega a utilizar o produto cerca de dez vezes ao dia. “Em épocas quentes diminuo o uso consideravelmente para três vezes”, explica.

Ainda de acordo com Felipe, todo dia ele coloca ao menos uma gotinha de seu Neosoro, marca que utiliza atualmente. “O psicológico contribui muito pra isso. Se eu saio de casa e esqueço o remédio, bate o desespero do nariz entupir e eu estar sem. Aí, quase automaticamente ele entope. É psicossomático”, diz.

Em 2015, o Neosoro foi o medicamento mais vendido nas farmácias brasileiras, em unidades, de acordo com uma pesquisa feita pela IMS Health. A liderança do descongestionante nasal vem se repetindo nos últimos anos. Em 2014, o remédio chegou perto de 40 milhões de unidades vendidas no Brasil. O produto é mais comercializado do que remédios para o tratamento de hipertensão, problemas cardíacos ou analgésicos. O preço varia entre R$ 2,99 e R$ 8,99, dependendo da farmácia e da localidade onde é vendido.

A assistente de saúde bucal, Mariluce Barbosa, 50 anos, já utilizou diferentes marcas de descongestionantes e se diz viciada no produto desde os 25 anos de idade. Começou com o Sorine, passou pelo multisoro e agora também é usuário assídua do Neosoro. “Eu sempre usei porque sou alérgica a poeira, tenho desvio de septo e quando o nariz entope não consigo dormir sem colocar as gotinhas de cada lado do nariz”, conta. Ela diz que já não consegue ter uma rotina sem utilizar o remédio todos os dias porque a sensação de não respirar é sufocante. “Já durmo com ele na mão e me considero viciada. Algumas pessoas já me disseram dos riscos, mas não procurei saber mais detalhes. Desentupiu tá bom demais”, pontua.

As histórias de quem se tornou adepto aos descongestionantes nasais são semelhantes. Geralmente por causa de uma crise alérgica ou um resfriado, a sensação do nariz entupido por causa da obstrução tira o sono de muitas pessoas. O efeito do remédio quase imediato torna o produto um ciclo vicioso e o paciente já não consegue viver sem ele. As “gotinhas milagrosas” parecem ser a solução mais fácil e acessível, mas o uso de forma abusiva pode causar problemas mais sérios do que a própria obstrução nasal.

De acordo com o otorrinolaringologista Marcelo Longman Mendonça, a indicação dos descongestionantes são em casos de obstruções nasais crônicas, por no máximo quatro dias, dependendo do caso do paciente. “Uma gripe mais forte ou uma situação específica de pós-operatório com acompanhamento médico. São produtos com soluções fortes. Se forem mal utilizados podem murchar o tecido do nariz de forma intensa e medida que a ação milagrosa vai se perdendo, o caso volta pior do que já era e se cria um vício”, explica.

Longman complementa que o hábito de muitas pessoas “viciadas” no produto é equivocado e perigoso. “Tem de ser revisto porque pode trazer problemas de saúde mais graves. A maioria usa para tratar rinite alérgica ou uma obstrução nasal, mas o uso de maneira contínua acaba criando o crescimento de tecido esponjoso do nariz e em casos mais graves só é solucionado com cirurgia”, conta. Para ele, existe, no primeiro momento, uma melhora, mas o organismo se acostuma com o remédio a partir de um determinado tempo, o usuário fica dependente.

Os “viciados” das gotinhas também se reúnem em páginas no Facebook, como “Viciados em neosoro por uma noite mais tranquila” ou “Meu Neosoro”, em que lamentam quando o frasco chega ao fim e relatam histórias nas quais o produto é o protagonista principal. Em uma das postagens, uma internauta comenta sobre o vício. "Vicia sim, porque não vivo sem Neosoro. Uso 5 por semana e se não tiver, eu só falto morrer", publicou.

Uma empresa ucraniana, que já recebeu R$ 196 milhões de dinheiro público pela importação de insulina distribuída pelo SUS a portadores de diabetes e para compartilhar a tecnologia de fabricação da substância no Brasil, foi reprovada em inspeção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Após visitar as instalações da Indar em Kiev, a agência rejeitou o pedido de renovação do chamado certificado de boas práticas de fabricação de medicamentos. Por conta da decisão da Anvisa, a compra do produto da Indar acabou suspensa pelo governo. A suspensão ocorre em meio a concretização de um acordo entre o laboratório europeu e o governo da Bahia. A gestão do petista Rui Costa planeja instalar uma unidade de produção de insulina no estado, com orçamento estimado entre R$ 250 milhões e R$ 300 milhões.

As primeiras tratativas entre o laboratório e o governo brasileiro para atuar no país ocorreram em 2003, primeiro ano das gestões do PT. Em julho de 2006, Indar e Fiocruz assinaram um acordo técnico-científico para transferência de tecnologia destinada à produção de insulina humana recombinante. Porém, este acordo ainda não resultou na produção de um único frasco de insulina no Brasil.

Agora, uma nova parceria foi assinada, entre a indústria farmacêutica ucraniana e a Bahiafarma, o laboratório público do governo da Bahia. O governador e seu secretário de Desenvolvimento Econômico, o ex-ministro Jaques Wagner, foram a Kiev no fim de agosto assinar acordo para instalação de fábrica de insulina na região metropolitana de Salvador.

DISPUTA DE MERCADO

A compra da substância envolve uma disputa milionária de interesse do mercado farmacêutico. Os grandes laboratórios pressionam contra o avanço de parcerias que permitam a produção própria de insulina no Brasil. A produção é dominada mundialmente por três grandes indústrias farmacêuticas: a dinamarquesa Novo Nordisk, a norte-americana Eli Lilly e a francesa Sanofi. Somente a Novo Nordisk recebeu do Ministério da Saúde R$ 183,5 milhões, em 2016, e R$ 59,6 milhões, neste ano, para fornecer a insulina disponibilizada no SUS. A Eli Lilly recebeu R$ 4,4 milhões do ministério no ano passado, boa parte pelo fornecimento de insulina.

O pedido de inspeção na Indar na Ucrânia partiu da Fiocruz e da própria Bahiafarma. Os técnicos da Anvisa estiveram na indústria uma semana antes da chegada da comitiva do governador. O indeferimento da renovação da certificação ao laboratório ucraniano — a primeira desde 2010, quando a Indar obteve o primeiro certificado — foi publicado no Diário Oficial da União no dia 16 do mês passado. A Anvisa detectou o que os fiscais chamam de “não conformidade” considerada crítica e outras oito consideradas “maiores” — o indeferimento ocorre quando existem pelo menos seis infrações tidas como “maiores”.

Uma das “não conformidades maiores” apontadas pela Anvisa foi a inexistência de conferência em 100% da rotulagem dos frascos, no que diz respeito a lote e validade. Os técnicos da Anvisa também detectaram uma ausência de determinação de vida útil de resinas que fazem a retirada de impurezas da insulina. Sobre higiene, faltaram procedimentos para troca de vestuário e detergentes com atividade germicida comprovada, conforme a Anvisa.

Essa certificação não é obrigatória para a fabricação de medicamentos. Mas técnicos da Anvisa e do mercado farmacêutico entendem ser temerário uma produção de insulina ou qualquer outro medicamento sem o certificado. Este é o entendimento dentro da Bahiafarma, que decidiu suspender qualquer iniciativa de importação até que o problema seja resolvido.

Os R$ 196 milhões gastos com a Indar até agora dizem respeito à importação de insulina e à transferência de tecnologia para fabricar o produto, segundo a Fiocruz. Registros fornecidos pelo Ministério da Saúde, no entanto, apontam que os contratos estipulam gastos de R$ 330,9 milhões com 28,6 milhões de frascos do produto importados entre 2007 e 2016. Cada frasco custou R$ 11,57. A Indar alegou existirem “condições de confidencialidade” no acordo e não forneceu os valores.

7% DE TODA A INSULINA DO SUS

Pelo contrato, o governo comprava todo ano 2,65 milhões de frascos de insulina da Indar. Isso representa 7% da insulina ofertada via SUS aos pacientes de diabetes. O Brasil tem 14 milhões de diabéticos — 2 milhões fazem uso do medicamento fornecido pelo SUS. Estimativas apontam que 8% da população tem diabetes e, dentre os diabéticos, 14% são insulino-dependentes.

A Fiocruz afirmou terem ocorrido “diversos infortúnios com a empresa transferidora (mudança de direção, privatização e reestatização), o que tornou difícil um processo contínuo e dentro do prazo acordado”. Depois do acordo técnico-científico, uma parceria para o desenvolvimento produtivo chegou a ser assinada em 2013. O acordo técnico segue vigente. A Fiocruz diz que “é possível atestar a qualidade e a segurança do produto distribuído no SUS”.

Blog de Joãozinho Teles

O radialista André Sundek, que faz parte dos elencos das emissoras Cultura FM, de Tabira e Afogados FM, de Afogados da Ingazeira, está internado há quase dois meses no Hospital Regional do Agreste, em Caruaru.

O comunicador sofreu na noite de 15 de setembro, um acidente de trânsito na PE-320 entre Afogados da Ingazeira e Tabira, quando guiava sua moto Honda CG 150, que acabou colidindo na traseira de um reboque que estava engatado em outra moto Honda CG 125, sem nenhum tipo de sinalização, o que acabou surpreendendo o radialista que não teve tempo de frear sua moto a tempo.

Segundo informações, ele está bem, esperando apenas uma intervenção cirúrgica no joelho. Mas segundo pacientes do Hospital Regional do Agreste (HRA), afirmam que as cirurgias estão suspensas por falta de materiais cirúrgicos, devido a um débito do Governo do Estado com os fornecedores.

“Estou em Caruaru ainda no Hospital Regional do Agreste há 50 dias, e estou com muita saudade do meu trabalho”, disse André Sundek.