Saúde

A Clínica SiM expande sua atuação para Pernambuco com investimento inicial de aproximadamente R$ 500 mil na primeira unidade. Com o slogan "Inteligente e acessível", a empresa oferece atendimento de saúde com valor simbólico, em média, R$ 90, por consulta, e tecnologia de ponta. A marca, já consolidada no mercado cearense com sete unidades distribuídas no estado, chega à capital pernambucana para aquecer o mercado local de clínicas populares com geração inicial de 500 novos empregos diretos e um total de R$ 5 milhões de investimento até o término da expansão em Pernambuco.  

A primeira unidade da Clínica SiM foi inaugurada no mês de outubro, na avenida Conde da Boa Vista. Ao todo são 650 m² de área com ambiente aconchegante, onde o público encontrará sete especialidades médica: Clínico Geral, Dermatologia, Nefrologia, Urologista, Gastrenterologia, Otorrino e Ortopedia. Além dos médicos disponíveis, a unidade pernambucana oferece atendimento odontológico, exames de imagem e laboratorial.

De acordo com o CEO da SiM, Denis Cruz, em média, 75% dos brasileiros não tem plano de saúde. Mas como em vários outros setores, no Brasil a desigualdade é gritante: no Sul e Sudeste este percentual gira em torno de 60%, no Nordeste chega a 85%, ou seja, 85% dos nordestinos não tem plano de saúde. "O projeto de expansão da Clínica SiM começou por Pernambuco por ser um polo médico de referência em todo país, por questões de tecnologia, infraestrutura e instrumental avançado, mas carente de atendimentos voltados para a população de baixa renda", explica.

O agendamento pode ser através do seu site www.clinicasim.com, WhatsApp, redes sociais e telefone. O horário de atendimento é de segunda a sexta, das 6h às 17h e nos sábados, das 6h às 12h.

SERVIÇO:

Clínica SiM

Endereço: Avenida Conde da Boa Vista

Telefone: (81) 4042 9660 e (85) 98165 8886 (WhatsApp)

Facebook: clinicapopular.sim

Instagram: clinica.sim

Média de valor da consulta: R$ 90,00

O mês de novembro é internacionalmente dedicado às ações relacionadas ao câncer de próstata e à saúde do homem. Graças à campanha Novembro Azul, o período tem se tornado um importante objeto de conscientização. A mobilização surgiu na Austrália utilizando as comemorações do Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, celebrado no dia 17, como mote. O objetivo é chamar a atenção da sociedade para os problemas e doenças que podem atingir a saúde masculina, além de quebrar o preconceito masculino de ir ao médico e realizar o tão famigerado exame de toque.

O câncer de próstata é uma das doenças que mais atingem os homens a partir dos 50 anos. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), ele já é a segunda maior causa de morte por câncer na população masculina, superado apenas pelo de pulmão. Ainda segundo o órgão, a estimativa de novos casos da doença em 2016 e 2017 é de 61.200, totalizando 28,6% do total de cânceres previstos para os homens. O urologista Guilherme Maia, do IMIP e Hospital Santa Joana Recife, ressalta que o perigo é que ele não apresenta sintomas até que alcance um nível avançado. Quando isso acontece, os sinais mais comuns são dores lombares, dor na bacia ou joelhos, problemas de ereção e sangramento pela uretra. O diagnóstico é realizado através do exame de toque retal, dosagem do antígeno prostático específico, chamado PSA, e exames de imagem. “Entre os exames de imagem estariam à ultrassonografia, por via transabdominal ou transretal, e a Ressonância Magnética. Geralmente iniciam-se os exames rotineiramente a partir dos 50 anos, sendo uma avaliação anual”, afirma o médico radiologista da Lucilo Maranhão Diagnósticos, Dr. Lucilo Maranhão Neto.

Quando identificado, o câncer pode ser tratado através da Prostatectomia radical (remoção completa da próstata), Radioterapia externa e Braquiterapia (técnica de radioterapia através de pequenas “sementes” que liberam os raios no interior da próstata). “No quesito cirurgia, a mais indicada é a robótica, realizada com o robô Da Vinci SI. Os braços mecânicos dele reproduzem os movimentos das mãos humanas com corte mais preciso, sem tremor e visão tridimensional bastante ampliada”, explica o urologista Guilherme Maia. Além disso, graças às pequenas incisões no corpo, o tempo de recuperação no pós-operatório é muito menor e o paciente fica menos tempo no hospital. Ele recebe alta em até 48h e já pode voltar às atividades normais por volta do décimo dia após a cirurgia. Sem falar que sangra menos, a recuperação da função erétil é muito superior e a continência urinária retorna mais rapidamente em quase todos os pacientes, quando comparado com as técnicas convencionais.

Prevenção

O melhor modo de prevenir o aparecimento do câncer de próstata é realizar o exame de toque retal e PSA periodicamente de acordo com a orientação do médico. Além disso, manter uma alimentação saudável, não fumar e praticar atividades físicas contribui para a melhoria da saúde como um todo.

A partir desta segunda (23) até a sexta-feira (27), o Brasil estará vivenciando a Semana de Mobilização Contra o Aedes Aegypti. Em Pernambuco, A Secretaria Estadual de Saúde está convocando todos os municípios, nesse período, a realizarem ações para eliminar possíveis focos do mosquito causador da dengue, chikungunya e zika, além de atividades voltadas para a população – que também precisa estar engajada nessa luta.

Uma reunião promovida pelo Comitê de Mobilização Social de Controle e Prevenção às Arboviroses, na manhã de hoje (23) no Bairro Bongi, Recife, teve o intuito de apresentar os dados atuais e chamar a atenção para que toda a sociedade intensifique as ações com vistas a eliminar criadouros do mosquito vetor, durante esta semana de mobilização nacional.

 Em 2017, Pernambuco tem registrado uma queda nas notificações das arboviroses, quando é feita a comparação com os dados do mesmo período de 2016. Isso significa uma diminuição de 87,6% nas notificações de dengue; 93,2% de chikungunya; e 94,1% de zika. Apesar disso, de acordo com o 5º Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), que monitora a quantidade de imóveis com a presença de larvas do mosquito, 156 cidades (84,7% dos municípios pernambucanos) estão em situação de risco para transmissão elevada das doenças.

A presença de larvas aumenta a possibilidade do surgimento de mosquitos e, consequentemente, da transmissão das enfermidades, o que reforça a importância de ações para eliminar os criadouros.

Cuidados

Alguns cuidados básicos ajudam a população a se manter livre do Aedes. São eles:

– Manter bem tampados caixas d’água, jarras, cisternas, poços ou qualquer outro reservatório de água.

– Manter as lixeiras tampadas e secas. Nunca jogar lixo em terrenos baldios.

– Colocar no lixo todo objeto que possa acumular água. O lixo deve ser colocado em sacos plásticos bem fechados.

– Lavar os bebedouros de animais com uma bucha pelo menos uma vez por semana e trocar a água todos os dias.

– Cobrir e guardar os pneus em locais secos, protegidos das chuvas.

– Guardar as garrafas secas de cabeça para baixo e não deixar no quintal objetos que acumulem água.

– Encher os pratinhos de plantas com areia.

– Retirar a água acumulada sobre a laje.

– Manter as calhas d’água limpas.

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Agência Brasil

A Aposentadoria Especial da Enfermeira e do Enfermeiro, bem como dos técnicos e auxiliares de enfermagem e o pessoal de apoio da área da saúde que tem contato habitual com os pacientes de hospitais, é com 25 anos de serviço. Com qualquer idade e sem a redução que as outras aposentadorias sofrem com o fator previdenciário.

Esse benefício existe porque a exposição aos agentes biológicos presentes na área hospitalar e clínica são altamente nocivos à saúde. Mesmo com toda a proteção proporcionada com roupas especiais, os enfermeiros estão em contato diário e permanente com os mais diversos tipos de pessoas doentes, desde uma gripe até uma hepatite viral, por exemplo. Tendo contato também com ferimentos, resíduos, produtos químicos, medicamentos diversos e material hospitalar.

As vantagens da aposentadoria especial são três: 1- Na aposentadoria especial não é aplicado o temido fator previdenciário, fórmula matemática criada em 1999 que envolve a idade, expectativa de vida e tempo de contribuição. Como normalmente o tempo de contribuição de 25 anos é atingido pelo profissional da saúde em idade baixa (47 a 52 anos em média) o fator previdenciário abaixaria o valor mensal em até 50%. 2- O tempo de trabalho será de 25 anos, ou seja, ocorre a diminuição no tempo de serviço para obtenção da aposentadoria. 3- Não existe idade mínima.

Portanto, os profissionais da saúde, na condição de segurado do INSS, aquele que contribui com a Previdência Social, ou na condição de funcionário público federal, distrital, estadual e municipal, que tem regime previdenciário próprio, poderá requerer a sua aposentadoria especial aos 25 anos de atividade.

Caso não tenha trabalhado todo período de forma especial poderá ser beneficiado pelo reconhecimento de um acréscimo sobre o tempo de serviço exercido nas condições sujeitas a agente nocivo, o que é chamado de “conversão de tempo especial em comum”, e pode inclusive ser objeto de revisão da aposentadoria atual. Com tal revisão poderá aumentar o tempo de serviço e com isso o valor mensal recebido.

HAV vacina

Dados da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo apontam que, entre janeiro e setembro deste ano, foram contabilizados 559 casos de hepatite A na cidade – índice 773% maior do que os registros de 2016, quando 64 casos foram notificados. Até agora, duas pessoas morreram e outras quatro evoluíram para uma forma mais grave da doença, que precisaram de transplante de fígado.

Casos

“Tivemos um pico no mês de julho e esse número veio declinando em agosto e setembro. A maior probabilidade é de que tenha relação com surtos que têm sido descritos na Europa, porque teve aumento em mais de 20 países em março”, disse Geraldine Madalosso, epidemiologista da Divisão de Vigilância Epidemiológica da Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa).

Segundo a pasta, 45% dos casos estão relacionados à transmissão por sexo desprotegido, principalmente por via oral e anal — a maioria envolve homens homossexuais. “Outros 10% estão relacionados à água e alimentos contaminados, casos de pessoas que viajaram para locais com precárias condições de saúde e 45% são de causas a serem investigadas”, disse Geraldine.

Hepatite A

A doença é transmitida por meio de água e alimentos contaminados pelo vírus. O vírus também pode estar presente nas fezes das pessoas infectadas, contaminando outras por meio do contato sexual. Os principais sintomas são pele e olhos amarelados, dor abdominal, urina escura e fezes esbranquiçadas, que podem surgir até 15 depois do contágio. No entanto, existem casos assintomáticos, que não apresentam nenhum sinal.

Surtos mais graves

Embora a doença não evolua para uma forma crônica, como a B e a C, a hepatite A costuma ser bastante preocupante em adultos, mais do que em crianças. “Antigamente, o contato acontecia na infância, quando ela surge de forma leve e assintomática. Esses surtos em adultos mostram que ela é mais intensa na fase adulta. Muitos pacientes são hospitalizados por fraqueza, desidratação e isso está dentro da história natural da doença”, explicou a infectologista Umbeliana Barbosa, do Ambulatório de Hepatites do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

De acordo com Geraldine, medidas têm sido feitas para evitar que a doença continue se espalhando. “Desde abril, temos feito a divulgação para os serviços de saúde e boletins para os profissionais de saúde e a população. A principal forma de prevenção é a vacina, que está disponível para crianças menores de 5 anos na rede pública e é gratuita. As demais pessoas podem se beneficiar da vacina na rede particular.”

“O ideal é se vacinar, tomar as medidas de higiene e usar preservativo. O problema é que está se falando sobre HIV há 30 anos, mas as pessoas pensam que a situação está controlada e se esquecem que há sífilis, gonorreia e outras doenças transmitidas pelo sexo, incluindo a hepatite A”, concluiu Celso Granato, professor de infectologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Vacinas em falta

A vacina foi incorporada em 2014 ao Programa Nacional de Imunizações para crianças de até 2 anos e, em março deste ano, passou a ser destinada para crianças de até 5 anos. A partir desta idade, só é possível buscar imunização em clínicas particulares.

No entanto, a vacinação para adultos está em falta. Segundo a Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas (ABCVAC), as doses do imunizante para crianças acabaram no mês passado e a versão para adultos, que são dadas em duas doses e um reforço custa de 160 a 180 reais, está em falta há cerca de seis meses.

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Nesta segunda-feira (09), cerca de 1.400 novos intercambistas brasileiros formados no exterior, especialmente na Bolívia, no Paraguai e na Argentina, começaram a trabalhar no programa “Mais Médicos” lançado no governo da presidente Dilma Rousseff.

Trinta deles irão trabalhar em Pernambuco, precisamente na atenção básica de 24 municípios e num Distrito Sanitário Especial Indígena.

Ao todo, já são 8.316 brasileiros trabalhando no programa, o que representa 45,6% do total. Só no Estado de Pernambuco, há 938 profissionais incorporados ao “Mais Médicos”, segundo o ministro da Saúde Ricardo Barros.

Esta foi a segunda fase do edital. A primeira foi direcionada exclusivamente para os médicos brasileiros formados no país. Os que se formaram no exterior começaram a trabalhar nesta segunda-feira (09) em Unidades Básicas de Saúde de cerca de 800 municípios de 25 estados e do Distrito Federal.

Antes, eles passaram por treinamento sobre a legislação do SUS (Sistema Único de Saúde, a língua portuguesa e Código de Ética Médica). Já os intercambistas submeteram-se a um prova de conhecimentos.

O programa conta hoje com 18.240 vagas em mais de quatro mil municípios brasileiros. Do total de médicos participantes, 47,1% são profissionais da cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), 45,6% brasileiros formados no Brasil ou no exterior e 4,16% intercambistas estrangeiros.

Os municípios pernambucanos que receberam profissionais do “Mais Médicos” nesta segunda-feira foram os seguintes:

Município – Vagas

Águas Belas 1
Arcoverde 2
Barreiros 1
Betânia 1
Bom Conselho 1
Buíque 2
Cabo De Santo Agostinho 1
Caruaru 1
Casinhas 1
Dsei Pernambuco 1
Gameleira 1
Jaqueira 1
Lajedo 1
Orobó 1
Paudalho 1
Pedra 1
Petrolina 1
Poção 1
Sanharó 1
São Caetano 1
Serra Talhada 1
Sertânia 2
Surubim 3
Tacaratu 1
Tupanatinga 1

Há três anos, a fisioterapeuta e empresária Deolinda Rocha Rodrigues viu a vida da filha Jéssica, de 26 anos, mudar. Com a rara síndrome de desordem da migração neuronal, a jovem sofria convulsões diárias desde os 5 anos. Eram pelo menos cinco crises por dia, chegando a 30 quedas durante os banhos de chuveiro. Hoje, as convulsões de difícil controle cessaram. Jéssica está entre os mais de três mil pacientes brasileiros que fazem uso medicinal do canabidiol (CBD), substância extraída da Cannabis sativa.

A legislação que permite o acesso ao medicamento no país vem avançando rapidamente desde 2014, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação da substância pela primeira vez, e a expectativa da indústria é que remédios à base de cânhamo, planta da família da maconha, já estejam disponíveis em farmácias brasileiras com preços mais acessíveis em 2018. O plantio da Cannabis sativa para pesquisa e produção de soluções medicinais também deve ser regulamentado ainda no primeiro semestre do próximo ano, segundo a Anvisa.

— Na primeira vez, precisei trazer o CBD clandestinamente dos Estados Unidos, escondido dentro de um estojo de canetinhas hidrocores, conta Deolinda. — A melhora cognitiva da Jéssica, mesmo com doses bem pequenas, foi imediata, e a frequência das crises convulsivas começou a cair. Mas eu tinha medo que ela passasse mal e tivesse o atendimento recusado quando o médico soubesse que ela era usuária de canabidiol.

Com autorização da Anvisa e laudo do Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer, onde Jéssica passou a ser acompanhada, Deolinda conseguiu garantir a regularidade no tratamento da filha. Ela chegou a ganhar na Justiça o direito de receber o óleo de cânhamo pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas a entrega gratuita foi interrompida depois de três meses. Enquanto aguarda decisão judicial para que o Estado banque a terapia alternativa, Deolinda gasta cerca de R$ 2,4 mil por mês com a importação da substância.

EXPECTATIVAS E AVANÇOS

Pai de Anny Fischer, de 9 anos, primeira paciente brasileira a conseguir o direito de importar legalmente o CBD, Norberto Fischer afirma que negociações com a Receita Federal e com a Anvisa já conseguiram reduzir os custos do canabidiol, ao eliminar a necessidade de contratar despachantes para retirar o remédio no aeroporto e aumentar o teto para importação sem impostos de medicamentos órfãos (sem similares no país) de U$ 10 mil (R$ 32 mil) para U$ 1 mil (R$ 3,2 mil).

— Hoje a gente recebe o produto em casa, sem pagar ICMS e imposto de importação, que chegava a 60% do valor na nota fiscal, e a própria importadora faz o desembaraço aduaneiro, explica.

Norberto acrescenta que, no Distrito Federal, onde mora, o remédio foi inserido na lista de fornecimento da rede pública de saúde e cinco famílias já conseguiram autorização para produção doméstica, uma solução eficiente para alguns casos. Ele lembra também que a Justiça Federal da Paraíba deu parecer favorável à Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace) para a manutenção do plantio coletivo da Cannabis sativa para fins medicinais em benefício de 151 pacientes registrados pela instituição.

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Ascom 

O parto normal oferece muitos benefícios para a mãe e o bebê, como a recuperação mais rápida da mulher, menos riscos de infecção e a estimulação do sistema respiratório da criança. Ainda assim, segundo o Ministério da Saúde, mais da metade das brasileiras optaram pela cesárea em 2016. Dentre os nascimentos no Sistema Único de Saúde (SUS), 50% das mães optaram pelo procedimento. Na rede privada, o percentual chega a 90%. São dados muito distantes do ideal para o Brasil, que seria uma taxa de cesariana em torno de 15% em pacientes de risco habitual.

É com o objetivo de sensibilizar o público sobre o respeito à mulher e à sua fisiologia que o Hospital Guararapes (HG) realiza, no dia 07 de outubro, o II Simparto – O Renascer do Parto Natural. O simpósio vai acontecer no Recife Praia Hotel, no bairro de Boa Viagem, com uma programação composta por oito conferências apresentadas por profissionais que apoiam a luta pelas garantias da assistência centrada na mulher no momento do parto.

Entre os temas abordados nas conferências, estão: “Humanização do parto: impactos e percepções em âmbito hospitalar”, “O períneo e o parto”, “Empoderamento para o parto: maternidade e feminismo”, “Parto natural: como fazer campanha?”, “Hora dourada: recepção do recém-nascido” e “Desafios e perspectivas na implantação do parto domiciliar no Brasil”.

A programação começa às 08h e vai até às 18h, com intervalo para almoço ao meio-dia. Para Lidiane Pontes, coordenadora de obstetrícia do Hospital Guararapes, é importante que haja espaço para debate sobre o parto natural, pois dessa maneira é possível ter uma assistência centrada na mulher, respeitando a fisiologia do parto com  profissionais que apoiam a escolha com segurança. “Podemos unir o científico e o fisiológico, e não mais mecanizar o parto como vem sendo feito há décadas.”

Serviço:

II Simparto – O Renascer do Parto Natural

Data: 07 de outubro

Local: Recife Praia Hotel. Av. Boa Viagem, nº 9

Horário: 08h às 18h

Inscrições: https://goo.gl/d6vBMc

Investimento: R$ 65,00

João Veiga também admitiu que, neste momento, o Hospital Mestre Vitalino está superlotado

Dr. João Veiga, diretor do Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru, no Agreste, criticou a formação de médicos e enfermeiros em Pernambuco e outros estados da região Nordeste. O cirurgião disse à Rádio Jornal na manhã desta terça-feira (12), não adiantar abrir hospitais qualificados se a demanda de profissionais de medicina é precária. 

"Estamos formando muitos médicos em faculdades precárias. Esses médicos não passam na prova da residência. No meu entendimento, médico que não tem residência não é médico é formado em medicina", disse o diretor do Mestre Vitalino.

Ainda segundo o diretor, muitos profissionais que fazem o teste de residência não conseguem reproduzir procedimentos considerados básicos. "Médico formado em faculdades privadas do PB, CE e PE, tem demais, mas desqualificados. Fizemos um teste para entubar o paciente e 90% não sabiam, não sabiam cateterizar uma veia. É uma prova que eles não conseguem passar na prova de residência", comentou João Veiga. 

A formação em enfermagem também foi criticada pelo diretor. "Vem o problema da qualificação médica e o mais grave é a qualificação da enfermagem. As pessoas se formam em enfermagem em escolas precárias. As provas de enfermagem que fazemos deixam a preocupação muito grande pelo baixo nível. Não adianta ter hospital com tecnologia. A maioria das faculdades privadas não tem hospital, como você vai ser médico se não tem um hospital para treinar", concluiu. 

Falta de investimento na saúde pública

Dr. João Veiga admitiu que, neste momento, o Hospital Mestre Vitalino está superlotado e atribuiu à precariedade no atendimento a falta de investimento na estrutura de outras unidades de saúde da região. 

"Ampliamos os leitos e hoje o Mestre Vitalino atende neurologia, clínica médica, pediatria e cardiologia. Mas estamos superlotados. A central de leitos encaminha pacientes para cá e isso prova uma falência total da atenção básica de saúde que é responsabilidade do ministério da Saúde e dos municípios. É o ministério da Saúde tem um orçamento de mais de R$ 100 bi e só gastou 30% do orçamento e isso repercute nisso", comentou. 

O diretor garantiu que nenhum paciente foi colocado nos corredores, mas esta pode ser uma realidade próxima. "O Mestre Vitalino ainda é privilegiado, capacitado, os outros não. O hospital de Arcoverde não. Recebemos pacientes de toda a região e a emergência continua cheia. Não adianta o estado individualmente tentar resolver um problema que só se resolve pelo três entes. Quando dois não estão atuando, não dá. Não sabemos o ponto que vamos aguentar esse tipo de demanda sem botar paciente no corredor".

Coren critica formação de enfermeiros

A fiscal do Conselho Regional de Enfermagem (COREN), Ana Célia, concordou com as críticas do Dr. João Veiga ao ensino e preparação do profissional de enfermagem. Para ela, a falha na graduação é a que mais chama a atenção. "O Conselho Regional de Enfermagem (COREN) concorda, em parte, com o que foi colocado pelo Dr. João Veiga. Existe uma falha na formação, principalmente na graduação. Não são todas as instituições que tem organização em relação à formação".

Público alvo são crianças e adolescentes menores de 15 anos / Sumaia Villela/Agência Brasil

Começa na segunda-feira (10) e vai até o dia 22 a Campanha Nacional de Multivacinação para atualização da caderneta de vacina de crianças e adolescentes menores de 15 anos. O dia D será no sábado (16), quando os postos da Secretaria de Saúde do Recife abrirão das 8h às 17h.

O ideal é que pais ou responsáveis levem o cartão de vacina, para que os profissionais de saúde avaliem a necessidade ou não administrar alguma dose. “Quem não tem, deve se dirigir ao local onde recebeu as doses, para solicitar a segunda via, ou então fazer o esquema específico para a idade da pessoa”, explica a coordenadora de Imunização do Recife, Elizabeth Azoubel.

Durante o período, serão oferecidas as vacinas de hepatite A (rotina pediátrica), poliomielite inativa, meningocócica conjugada C, HPV, pneumocócica conjugada 10-Valente, dTpa adulto, febre amarela, hepatite B, varicela, dupla adulto, VOP, Pentavalente e DTP.

Confira as Vacinas Disponíveis

Para crianças menores de sete anos de idade:

Hepatite B
Administrar uma dose ao nascer, podendo ser administrada até um mês de idade em crianças não vacinadas.
Para a criança maior de um mês de idade não vacinada, agendar a vacina penta para os dois meses de idade.

Penta
Criança de dois meses a menor de sete anos de idade (6 anos, 11 meses e 29 dias) deverá iniciar e concluir o esquema básico com esta vacina. 
Ø 1ª dose aos dois meses
Ø 2ª dose aos quatro meses
Ø 3ª dose aos seis meses

VIP
Criança a partir de dois meses de idade a menor de cinco anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias) deve receber três doses desta vacina com intervalo de dois meses entre elas.
Ø 1ª dose aos dois meses
Ø 2ª dose aos quatro meses
Ø 3ª dose aos seis meses

VOPb
Criança a partir dos 15 meses a menor de cinco anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias) deve receber:
Ø 1º reforço aos 15 meses
Ø 2º reforço aos quatro anos

Pneumocócica 10 valente
Criança a partir dos dois meses de idade deve receber duas doses desta vacina com intervalo de 60 dias entre elas, e uma dose de reforço, preferencialmente aos 12 meses de idade, podendo ser administrada até os quatro anos de idade (quatro anos 11 meses e 29 dias).
Criança que iniciou o esquema básico após seis meses de idade, considerar o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses e completar o esquema até os 12 meses de idade. O reforço deve ser administrado após 12 meses de idade, preferencialmente, com intervalo mínimo de 60 dias após a última dose. Nesta situação, administrar a dose de reforço até os quatro anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias). 
Criança entre um e quatro anos de idade com esquema completo de duas ou três doses, mas sem a dose de reforço, administrar o reforço. 
Criança entre um e quatro anos de idade, sem comprovação vacinal, administrar uma única dose.

Meningocócica C conjugada
Criança a partir dos três meses de idade deve receber duas doses desta vacina com intervalo de 60 dias entre elas, e uma dose de reforço, preferencialmente aos 12 meses de idade, podendo ser administrada até os quatro anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias). Intervalo entre as doses é de 60 dias, mínimo de 30 dias.
Criança que iniciou o esquema após cinco meses de idade deve completá-lo até 12 meses, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses; administrar o reforço com intervalo mínimo de 60 dias após a última dose.
Criança entre um ano a quatro anos de idade com esquema completo de duas doses, mas sem a dose de reforço, administrar o reforço. 
Criança entre um e quatro anos de idade, sem comprovação vacinal, administrar uma única dose.

DTP
Criança a partir dos 15 meses de idade a menor de sete anos de idade (6 anos, 11 meses e 29 dias) deve receber dois reforços.

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Ministério da Saúde faz campanha sobre os perigos das hepatites B e C (Foto: Reprodução)

O Ministério da Saúde promove uma campanha contra os perigos das hepatites B e C. Uma das ações foi camuflar um homem vestido com as mesmas cores de um painel colocado numa estação de metrô no Rio de Janeiro.

O intuito é alertar para os riscos de doenças silenciosas e traiçoeiras. Muitas vezes essas hepatites não apresentam sintomas, mas podem estar presentes no organismo das pessoas. A campanha foi bolada pela equipe da agência nova/sb.

Diante da constatação de que o pernilongo comum, popularmente conhecido como muriçoca, pode transmitir o vírus da zika, os pesquisadores da Fiocruz Pernambuco responsáveis pelo trabalho pretendem ampliar os estudos e entender a capacidade vetorial dos mosquitos, ou seja, acompanhar como a mutação do vírus ocorre dentro do organismo dos insetos.

A pesquisa em campo, feita inicialmente em áreas de circulação de pessoas com a doença, também será ampliada para detectar a incidência de pernilongos transmissores de zika em cada uma dessas regiões.

“Fizemos a pesquisa inicialmente nas residências das pessoas que tiveram zika e em áreas de grande circulação de pessoas, como as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Agora pensamos em ampliar os estudos de campo, coletando os mosquitos em regiões de morro, de planície e em áreas verticalizadas no Recife”, relata Constância Ayres, coordenadora da pesquisa.

Descrito em um artigo, o estudo, inédito no mundo e feito por uma equipe integralmente brasileira, foi publicado nesta quarta-feira (09) na revista científica Emerging microbes & infections, do grupo Nature.

“O que a gente não sabe ainda é a importância epidemiológica disso na natureza. Comparado ao Aedes aegypti, o pernilongo é um vetor primário ou secundário do vírus? Precisamos analisar outros aspectos da biologia do mosquito que vão nos responder essa questão”, explica Constância.

Entre os meses de fevereiro e maio de 2016, os pesquisadores coletaram mosquitos dos tipos Culex e Aedes aegypti em áreas da Região Metropolitana do Recife (RMR) em que houve circulação de pessoas com zika, como residências e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Após análises laboratoriais, os estudiosos detectaram que o vírus da zika conseguia se replicar nos organismos dos pernilongos de três de 270 grupos do Culex. No caso dos mosquitos da espécie Aedes aegypti, o vírus estava presente em dois de 117 grupos coletados.

Coordenador da equipe de sequenciamento do genoma dos vírus encontrados nos pernilongos, o pesquisador Gabriel Wallau detalha que o material genético encontrado nos mosquitos Culex que circulavam no ‘campo’ é semelhante ao RNA encontrado nos mosquitos infectados em laboratório. “A partir desse sequenciamento, já podemos ter algumas ideias, mas precisamos ter mais dados para saber se o vírus se adaptou ao Culex”, relata.

Apesar de ressaltar que não são todos os pernilongos que podem transmitir o vírus da zika, Constância Ayres alerta para a necessidade de continuar os estudos para, por exemplo, desenvolver vacinas. “O zika veio para mostrar que a gente não sabe de muita coisa. Essa é uma oportunidade de investigar essa doença a fundo”, conta. 

O secretário estadual das Cidades, Francisco Papaléo, é a nova vítima da violência em Pernambuco. Ele teve o carro, modelo Hilux, roubado na Rua Moacir de Albuquerque, no bairro da Imbiribeira, na Zona Sul do Recife. De acordo com informações de testemunhas, o motorista de Papaléo estava no veículo quando houve a abordagem. Pelo menos três criminosos teriam participado da ação. O carro é locado pela Secretaria das Cidades.

A Polícia Civil já deu início às investigações. O caso está com o delegado Mauro Cabral, da Delegacia de Repressão ao Roubo e Furto de Veículos. Oficialmente, a polícia afirma que o secretário não estava no veículo no momento do assalto. A assessoria da Secretaria das Cidades também.

INSEGURANÇA

No último dia 26, o promotor de Execuções Penais, Marcellus Ugiette, foi assaltado nas proximidades do Palácio da Justiça e do Palácio do Campo das Princesas, na área central do Recife. Ele havia sacado dinheiro em uma agência da Caixa Econômica Federal e, pouco tempo depois, sofreu a abordagem. Armado com uma pistola .40, o assaltante fez ameaças ao promotor, que entregou o dinheiro. Na quinta-feira passada, o suspeito foi preso no momento em que se preparava para praticar outra abordagem do tipo saidinha de banco. As informações são do RondaJC.

O presidente da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), Oswaldo Castilho, anunciou na manhã desta segunda-feira (07) que estão sendo avaliadas do ponto de vista “econômico-financeiro” duas propostas de operação que podem alterar a atual dinâmica da produção de hemoderivados brasileira e que o resultado dessa avaliação será apresentado ao Conselho da empresa no próximo dia 23.

Empresa controlada pelo governo federal, por meio do Ministério da Saúde, a Hemobrás corre o risco de esvaziamento de sua planta fabril, em Goiana (Mata Norte), caso o projeto patrocinado pelo atual ministro da Pasta, Ricardo Barros, prospere. Nesse caso, a produção de recombinantes – produto que torna verdadeiramente sustentável um empreendimento no setor – seria realizada numa nova unidade público-privada em Maringá (PR).

O anúncio de que as propostas estão sendo avaliadas ocorreu durante audiência pública promovida pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), por solicitação da deputada estadual Priscila Krause (DEM). “São duas propostas que estão sendo avaliadas do ponto de vista de viabilidade econômica, mas juridicamente não sabemos como seria viável termos num só empreendimento a iniciativa pública federal, a pública estadual (Tecpar) e a iniciativa privada”, ressalvou Castilho.

Na audiência o deputado Silvio Costa Filho (PRB), líder da Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), questionou a falta de inciativa do governador Paulo Câmara em relação à proposta do ministro da Saúde, Ricardo Barros, de transferir a produção do fator VIII recombinante da Empresa Brasileira de Hemoderivados (Hemobrás), em Goiana, para o Paraná.

“Pela importância da planta da Hemobrás para o Estado e para o desenvolvimento da Zona da Mata Norte, o governador deveria estar liderando uma ampla mobilização para manter a produção do fator VIII em Goiana. Mas nós não vemos uma palavra, um posicionamento ou uma única cobrança do governador Paulo Câmara, o que demonstra sua falta de liderança e de articulação política”, criticou.

Já o senador Armando Monteiro (PTB-PE) defendeu a consolidação do polo Farmacoquímico de Goiana, na Mata Norte. Armando destacou que é preciso encontrar uma solução equilibrada, que assegure condições de igualdade e isonomia, de modo a evitar o esvaziamento da fábrica no município pernambucano.

“Não permitiremos o esvaziamento do polo Farmacoquímico de Goiana”, garantiu. A defesa ocorre frente aos rumores de que o Ministério da Saúde estuda transferir a planta de hemoderivados de Pernambuco para o Paraná, estado do ministro Ricardo Barros.

Também o senador Humberto Costa protestou afirmando que “Estamos diante de uma afronta ao nosso Estado. Uma afronta que o ministro faz com uma desfaçatez que poucas vezes vi na minha vida”, disse. E completou: “Eu não quero fazer comparações rasteiras, não, de deputado que se vendeu, que ganhou bilhões, mas tem dinheiro para tantas coisas no orçamento da União, imagina para uma coisa tão importante como essa. Por isso, não consigo entender, a não ser por um pensamento mesquinho, uma razão política esse esvaziamento da Hemobras”.

Humberto também cobrou uma ação dos ministros pernambucanos e do governo do Estado sobre o tema. ”O Governo do Estado é coproprietário da Hemobras e não pode permitir o esvaziamento da instituição e agir como se não tivesse nada com isso”, defendeu.

O senador também reforçou a necessidade de uma unidade “suprapartidária” em favor da fábrica no Estado. “Pernambuco sempre se caracterizou por não ter medo de enfrentamento”, concluiu.  A audiência pública foi proposta pela vereadora Priscila Krause (DEM) e reuniu lideranças políticas, representantes do ministério da Saúde e funcionários da empresa.

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O remédio Buscopan Composto gotas (butilbrometo de escopolamina e dipirona sódica monoidratada) será descontinuado em todos os países da América Latina onde é comercializado. O anúncio foi feito pelo fabricante Boehringer Ingelheim do Brasil à Anvisa. Diante da informação, o produto já começou a ser retirado de circulação e não será mais fabricado temporariamente. 

Usado para aliviar os sintomas de cólicas menstruais, estomacais, intestinais e urinárias, o Buscopan será descontinuado, segundo informações da fabricante a Veja, pelo motivo: “resultado fora de especificação identificado durante estudos de estabilidade, que fazem parte do monitoramento dos produtos farmacêuticos no mercado”. 

Nas prateleiras ainda é possível encontrar o produto, apesar da notícia, a farmacêutica afirma que o remédio pode ser consumido normalmente. A informação é de que a suspensão da fabricação seja temporária, embora não haja data para o retorno da produção. Enquanto isso, a Boehringer Ingelheim do Brasil apontou outras alternativas como o Buscopan Composto em comprimidos e Buscopan gotas.