Saúde

A diarreia aguda pode ser acompanhada de náusea, vômito, febre e dor abdominal (Foto: Free Images)

Com 149.640 casos registrados de doenças diarreicas agudas este ano (até o último dia 10), Pernambuco se mantém em alerta em relação à ocorrência do problema, causado por diferentes agentes, como bactérias e vírus. “No Grande Recife, observamos casos mais associados aos enterovírus. Já no Agreste e no Sertão, há mais registros relacionados à ingestão de água ou alimento contaminados”, diz o epidemiologista George Dimech, diretor-geral de Controle de Doenças e Agravos da Secretaria Estadual de Saúde, George Dimech.

O número de doentes deste ano já ultrapassa o do mesmo período de 2016, que teve 144.293 casos. Em comparação com o 1º semestre de 2015, o salto também é grande: hoje já são mais de 46 mil casos em relação aos primeiros seis meses daquele ano.

Atualmente, já há notificados 47 surtos (ocorrência de vários casos com o mesmo sintoma numa determinada localidade) – três a mais do que no mesmo período de 2016. Para todos os casos, vale investir em melhoria da qualidade da água, higiene pessoal e alimentar, como manutenção de condições sanitárias adequadas. Podem parecer medidas de fácil controle, mas infelizmente ainda são um desafio para muitos municípios.

A diarreia aguda é uma doença de evolução autolimitada, ou seja, tem a tendência de ser resolvida pelo próprio organismo, com duração inferior ou igual a 14 dias. A manifestação predominante é o aumento do número de evacuações, com fezes aquosas ou de pouca consistência. Em alguns casos, há presença de muco e sangue. A doença pode ser acompanhada de náusea, vômito, febre e dor abdominal.

Além disso, a diarreia aguda corresponde a 16% dos atendimentos nas emergências pediátricas, e a 9% das internações em menores de 5 anos. A causa mais comum de diarreia aguda são as infecções, sendo que 74% delas são causadas por vírus, 20% por bactérias e 6% por parasitas.

O tratamento tem como objetivo principal avaliar o grau de desidratação e repor ou corrigir as perdas de líquidos. O soro de reidratação oral é o tratamento preferido para crianças com doença diarreica aguda.

Uma vacina para imunizar as pessoas contra níveis elevados de colesterol e o estreitamento das artérias causadas pela acumulação de material gordo (aterosclerose) pode ser possível após resultados bem sucedidos em camundongos. Agora, um teste de fase I em pacientes começou a ver se sua aplicação é viável em seres humanos.

Esta é a primeira demonstração de que é possível imunizar camundongos geneticamente modificados com uma molécula que leva o corpo a produzir anticorpos contra uma enzima chamada PCSK9, relacionada à liberação no sangue de lipoproteínas de baixa densidade (colesterol "ruim", ou LDL).

As pessoas com níveis elevados de colesterol LDL — devido à sua herança genética ou a uma dieta e estilos de vida pobres —, têm mais riscos de desenvolver doenças cardiovasculares prematuramente. Essas doenças do coração e dos vasos sanguíneos, causadas pela aterosclerose, superaram as infecções como a principal causa de doença e morte em todo o mundo.

Atualmente, medicamentos como estatinas podem ser usados para baixar o colesterol LDL, mas eles devem ser tomados diariamente e, embora geralmente sejam bem tolerados, podem causar efeitos colaterais adversos em algumas pessoas. Os compostos de redução de colesterol aprovados mais recentemente têm curta duração, resultando em reaplicação frequente e altos custos.

A pesquisa, publicada esta terça-feira no "European Heart Journal", mostra que a vacina AT04A, quando injetada sob a pele em ratos que foram alimentados com alimentos gordurosos, para induzir colesterol alto e o desenvolvimento de aterosclerose, reduziu a quantidade total de colesterol em 53%. Os danos aos vasos sanguíneos caiu 64%, e a inflamação dos vasos sanguíneos, entre 21 e 28%, em comparação aos ratos não vacinados.

— A vacina induziu anticorpos que visavam especificamente a enzima PCSK9 — comemora Günther Staffler, coautor do estudo. — Assim, os níveis de colesterol foram reduzidos de forma consistente e duradoura, diminuindo os depósitos de gordura nas artérias e inflamações da parede arterial.

Segundo Staffler, se a pesquisa também for bem sucedida em seres humanos, na medida em que os anticorpos persistem por meses após a vacinação, "podemos desenvolver uma terapia de longa duração (…). Isso resultaria em um tratamento eficaz e mais conveniente para os pacientes".

No total, 1,8 milhão de pessoas que não faziam parte do público-alvo se vacinaram, o que representa 4% do total de doses aplicadas na campanha / Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

A Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe atingiu 80% do público-alvo, segundo balanço do Ministério da Saúde. Ao todo, 46 milhões de brasileiros foram vacinados, considerando os grupos com indicação para a vacina – incluindo população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e pessoas com comorbidades – e a população em geral. A meta da campanha era vacinar 90% das pessoas dos grupos prioritários  e só foi atingida não foi atingida em três estados do Brasil: Amapá, Pernambuco e Paraná.

No total, 1,8 milhão de pessoas que não faziam parte do público-alvo se vacinaram, o que representa 4% do total de doses aplicadas na campanha. A meta de vacinar 90% das pessoas dos grupos prioritários não foi atingida, segundo o ministério.

A 19ª Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza terminou na última sexta-feira (09), após ser prorrogada por duas semanas. A vacina contra a gripe estava disponível na rede pública de saúde desde o dia 17 de abril. Os estados que ainda têm doses em estoque podem continuar vacinando a população.

De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a ampliação do público na última semana da campanha ocorreu para evitar desperdício, já que havia um estoque disponível de 10 milhões de doses. “Neste ano, tivemos poucos casos por influenza devido à baixa circulação do vírus. Em consequência disso, o público-alvo procurou menos os postos de saúde e havia ainda 10 milhões de doses disponíveis de um montante de 60 milhões adquiridas.”

Apenas três estados do país atingiram a meta da campanha deste ano de vacinar 90% do público-alvo: o Amapá, que chegou a 98,1% de imunização; Pernambuco, a 91,8% e o Paraná, a 90%.

A transmissão dos vírus influenza ocorre por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz).

O Ministério da Saúde ressalta que mesmo pessoas vacinadas, ao apresentarem os sintomas da gripe, especialmente as que são integrantes de grupos mais vulneráveis às complicações, devem procurar, imediatamente, um médico. Os sintomas da gripe são: febre, tosse ou dor na garganta, além de outros, como dor de cabeça, dor muscular e nas articulações.

Dia nacional, hoje, alerta para importância do exame

Uma punção no calcanhar que pode oportunizar tratamentos e salvar a vida do bebê. Este é o objetivo do Teste do Pezinho, que é celebrado nacionalmente nesta terça-feira (06). O exame, via de regra, deve ser realizado entre o 3º e o 5º dia após o nascimento, momento chave para o diagnóstico precoce de doenças metabólicas, genéticas, enzimáticas e endocrinológicas. Apesar dos avanços na triagem de recém-nascidos, Pernambuco ainda não alcançou a meta do Ministério da Saúde (MS).

No Estado, 28% dos bebês ficam sem o exame, quando é preconizada uma cobertura acima de 90%. A data é de alerta para os pais e responsáveis sobre a importância de levar os filhos para um dos 220 serviços de coleta em Pernambuco.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), apenas 20% das crianças chegam aos serviços no período ideal. A coordenadora da triagem neonatal da SES, Telma Costa, deu como exemplo as doenças fenilcetonúria e a fibrose cística. “Como cada patologia tem sua especificidade, temos que correr contra o tempo”, comentou.

Em 2016, 218 crianças precisaram fazer uma contraprova do Teste do Pezinho porque houve alguma alteração indicativa de fibrose cística. Dessas, 15 ainda passaram pelo Teste do Suor, que fechou o diagnóstico em sete pacientes.

A fenilcetonúria e a fibrose cística são duas das quatro doenças que podem ser descobertas com o exame. Pernambuco vai incluir mais duas: hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase. Ainda não há prazo.

G1

Com o término da campanha de vacinação contra a gripe para os grupos prioritários (idosos, crianças, gestantes, trabalhadores da área da saúde, entre outros), pelo menos 13 estados mais o Distrito Federal devem liberar para o restante da população a partir desta segunda-feira (05).

Os estados que já confirmaram a liberação foram Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Maranhão, além do Distrito Federal.

Já os estados de Alagoas, Amapá, Ceará, Pernambuco e São Paulo não irão liberar a vacina pelo Sistema Único de Saúde.

Em outros 6 estados, não há definição sobre a liberação:

Amazonas: A chefe de Imunização da Semsa, Isabel Hernandes Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de Manaus disse que ainda aguardam comunicado oficial do Ministério da Saúde. “Vamos aguardar o direcionamento do Programa Nacional de Imunização”.

Piauí: A secretaria estadual de saúde afirmou que a liberação não começa na segunda-feira, pois nessa data será feita uma reunião para definir os detalhes. Já a Fundação Municipal de Saúde de Teresina confirmou o início da vacinação para segunda.

Paraná: Segundo a Secretaria de Saúde, "a ampliação da oferta da vacina da gripe para outros grupos dependerá de análise técnica da comissão de infectologia" do órgão, "em consenso com os municípios".

Rio Grande do Norte: A Secretaria Estadual de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) disse que vai haver uma reunião na próxima segunda para decidir que medidas serão adotadas.

Tocantins: A Secretaria de Estado da Saúde disse que ainda não recebeu a norma técnica sobre a liberação e só vai definir se poderá aderir a determinação na segunda-feira.

Minas Gerais: a Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que, até o momento, não tem um posicionamento sobre a ampliação da vacinação no estado. O órgão disse ainda que deve haver uma definição nesta segunda.

Paraíba: Segundo a Secretaria de Saúde do Estado,  a ampliação depende de uma análise técnica que vai ser realizada em parceria com os municípios.  

Sobra de estoques

Na sexta-feira (02), o Ministério da Saúde anunciou a liberação para todas as faixas etárias nesta segunda, enquanto durarem os estoques. Segundo o órgão, a medida só é válida neste ano.

“Neste ano, tivemos poucos casos por influenza devido à baixa circulação do vírus. Em consequência disso, o público-alvo procurou menos os postos de saúde. No entanto, ainda há 10 milhões de doses de um montante de 60 milhões adquiridas. Para que não haja desperdício, já que estas vacinas só valem por um ano, decidimos estender a todas as faixas etárias, enquanto durarem os estoques”, disse em nota o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

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O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (02), que decidiu disponibilizar a vacina contra a gripe a toda a população. Antes restrita ao público-alvo formada principalmente por crianças e idosos, a dose de imunização agora será ofertada para toda as faixas etárias enquanto durar o estoque. A pasta informou que a medida só é válida neste ano e foi adotada em razão da disponibilidade de um estoque de 10 milhões de doses.

Na primeira etapa da campanha, haviam sido vacinadas até esta sexta 41,3 milhões de pessoas. De acordo com o ministério, o Amapá foi o único Estado que atingiu a meta, com 95,6% do público-alvo vacinado. A campanha agora seguirá até o dia 9 de junho, com a meta nacional de atingir 90% desse público.

“Neste ano, tivemos poucos casos por influenza devido à baixa circulação do vírus. Em consequência disso, o público-alvo procurou menos os postos de saúde. No entanto, ainda há 10 milhões de doses de um montante de 60 milhões adquiridas. Para que não haja desperdício, já que estas vacinas só valem por um ano, decidimos estender a todas as faixas etárias, enquanto durarem os estoques.”, destacou, em nota, o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Até esta sexta, foram vacinados 41,3 milhões de brasileiros. A população prioritária desta campanha é de 54,2 milhões de pessoas. Desse total, 76,7% foram vacinados.

“É importante que a população da campanha se vacine neste período para ficar protegida quando o inverno chegar. A vacina demora 15 dias para fazer efeito no organismo, por isso o Ministério da Saúde planeja a campanha antes do inverno, período de maior circulação dos vírus da influenza”, destacou Carla Domingues, coordenadora nacional do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde.

Cobertura

Os Estados com a maior cobertura de vacinação no país, até o momento, são: Amapá (95,6%), Paraná (84,9%), Santa Catarina (84 8%), Goiás (82,4%), Rio Grande do Sul (82%) e Pernambuco (81 3%). Já os Estados com menor cobertura são: Roraima (60,8%), Pará (65,3%), Mato Grosso do Sul (67,8%), Mato Grosso (68,3%), Acre (68,9%), Bahia (70,9%) e Sergipe (71,5%). Entre as regiões do país, o Sul apresenta maior cobertura vacinal, com 83,7%, seguida pelas regiões Sudeste (76,6%), Centro-Oeste (75,5%); Nordeste (74,8%) e Norte (72,9%).

Características

A vacina ofertada protege contra os três subtipos do vírus da gripe determinados pela Organização Mundial da Saúde para este ano (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B).” A vacina contra influenza é segura e também é considerada uma das medidas mais eficazes na prevenção de complicações e casos graves de gripe”, informou o ministério. Estudos demonstram, segundo a pasta, que a vacinação pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.

Fotos Públicas/Karina Zambrana

Cerca de 950 profissionais cubanos desembarcam no Brasil até o fim de junho para trabalhar no Mais Médicos. O grupo deve vir acompanhado de outros 300 médicos que já atuavam no programa e que haviam retornado temporariamente a Cuba – para passar férias ou para renovar documentos. O desembarque sela o entendimento entre governo brasileiro e cubano depois de um impasse que durou cerca de um mês.

Em abril, Cuba havia suspendido o envio de profissionais ao programa, numa reação ao aumento expressivo de médicos que, chamados de volta pelo país, entraram na Justiça e obtiveram o direito de continuar no Mais Médicos. Foram ao menos 100 profissionais que conseguiram liminares.

Numa reunião realizada há duas semanas, Cuba e Brasil entraram em um acordo. O Brasil informou que passaria a punir prefeituras que incentivassem cubanos a ingressar com ações na Justiça para permanecer no País. Além disso, abriu a possibilidade de Cuba negociar diretamente com prefeituras para enviar novos profissionais desde que elas arcassem com o pagamento dos salários, numa espécie de programa paralelo do Mais Médicos. Algo atrativo para o governo cubano, pois significa possibilidade de expansão dos convênios e, consequentemente, de receitas.

A estimativa é de que 4 mil cubanos deixem o Brasil até julho. Nesta primeira etapa, virão 950 profissionais para fazer a reposição. O objetivo, porém, é de que todas as vagas sejam repostas. Por causa do impasse dos meses anteriores, há o risco de o cronograma ser mais lento do que o inicialmente previsto. Isso fará com que a assistência à saúde em algumas cidades atendidas pelo programa seja prejudicada com a falta temporária de médicos.

Desde que assumiu a pasta, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, mostrou a intenção de reduzir a participação de cubanos no Mais Médicos. O ministro deixou claro que a atuação de estrangeiros ficaria restrita a áreas consideradas pouco atrativas para brasileiros, como distritos de saúde indígena.

Dentro da pasta, no entanto, é certo que a velocidade para substituição de cubanos por médicos brasileiros tem de ser controlada para evitar vazios assistenciais. Embora a resistência de profissionais brasileiros ao Mais Médicos tenha caído de forma expressiva, quando comparada com os primeiros meses do programa, há ainda um problema considerado grave: os altos índices de desistência. Um problema que não ocorre com cubanos que geralmente permanecem os 3 anos na cidade para a qual foram escalados.

A campanha nacional de vacinação contra a gripe foi prorrogada até o dia 9 de junho, de acordo com o Ministério da Saúde. A meta é alcançar 90% das 54,2 milhões de pessoas incluídas no público-alvo, mas, até esta quinta-feira, apenas 63,6% haviam recebido a sua dose.

Dos grupos que podem tomar a vacina pelo SUS, os idosos têm, até o momento, a maior cobertura: 72,4% desse público já se vacinaram. Entre as puérperas, mulheres que tiveram bebê recentemente, o alcance foi de 71,2% e, entre os indígenas, de 68,6%.

Os grupos que menos se vacinaram foram às crianças, com 49,9% de cobertura, gestantes, com 53,4% e os trabalhadores de saúde, com 64,2%. Este ano, a novidade da campanha foi à inclusão dos professores da rede pública e privada no público alvo. Até o momento, 60,2% deles se vacinaram.

Veja quem recebe a vacina pelo SUS

Crianças de 6 meses a menores que 5 anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias)

Gestantes

Puérperas (mulheres que estão no período de até 45 dias após o parto)

Idosos (a partir de 60 anos)

Profissionais da saúde

Povos indígenas

Pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional

Portadores de doenças crônicas e outras doenças que comprometam a imunidade

Professores de escolas públicas ou privadas

Os estados com maior cobertura vacinal são Amapá, com 85,7%, Paraná, com 78,1%, e Santa Catarina, com 77,7%. Já os que estão mais longe da meta são Roraima, com 47,9%, Rio de Janeiro, com 48%, e Pará, com 52,1%.

As doses da vacina estão disponíveis para o público-alvo nos postos de saúde em todo o país. A imunização protege contra os três sorotipos do vírus da gripe determinados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para este ano: H1N1, H3N2 e Influenza B.

Número de casos foi alto em 2016

Em 2016, houve 12.174 casos confirmados de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por influenza no país. A SRAG é uma complicação da gripe. Houve ainda 2.220 mortes, número alto em comparação a anos anteriores. Do total de óbitos, a maioria (1.982) foi por influenza A/H1N1. Este foi o maior número de mortes por H1N1 desde a pandemia de 2009, quando 2.060 pessoas morreram em decorrência do vírus no Brasil. 

O terceiro Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), divulgado pelas Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES), nesta quinta-feira (25), revela que 87 dos 184 municípios pernambucanos estão em situação de risco para as arboviroses. Nessas cidades, foi detectado grande número de residências com a presença do mosquito. E isso, conforme o governo, pode levar ao surgimento de doentes.

O estudo mostra, ainda, que 52 municípios estão em alerta e 19 encontram-se em situação favorável. Outros 26 ainda não informaram o levantamento.

No segundo levantamento deste ano, feito no início de março, eram 81 cidades em risco de surto, 72 em alerta e 30 em condição satisfatória. No ano passado, o terceiro LIRAa mostrou que 69 municípios tinham risco de surto. Noventa estavam em alerta e 24 apresentavam situação satisfatória.

A gerente do Programa de Controle das Arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Claudenice Pontes, informou que este ano, em relação ao mesmo período de 2016, houve queda de 94% a 97% no número de notificações de dengue, chikungunya e zika. Ela ressalta, no entanto, que o ano passado foi caracterizado por uma epidemia.

Para ela, é preciso redobrar os cuidados para evitar o surgimento de novos focos de mosquito. A gestora justifica a preocupação ao afirmar que o período de alternância de chuva e sol é propícia para o desenvolvimento dos mosquitos.

Estatísticas

Até sábado (20), Pernambuco notificou 5.459 casos de dengue, com 1.101 confirmações. Isso representa uma redução de 94,8% em relação a 2016.

Foram feitos 1.709 registros de chikungunya, com 412 confirmações. A redução é de 96,8%. O estado também notificou 259 casos de zika. A diminuição em relação ao mesmo período de 2016 chega a 97,5%.

Este ano, foram notificados 31 óbitos, com dois casos descartados e um com resultado positivo para dengue. Os demais estão em fase de análise. 

Atualmente, 1.179 pessoas estão à espera de um órgão ou tecido em Pernambuco / Foto: Reprodução/Internet

Desde o ano passado, a Força Aérea Brasileira (FAB) tem intensificado o transporte de órgãos para auxiliar as ações da Central de Transplantes de Pernambuco (CT-PE). Entre junho de 2016 e abril deste ano, 71 órgãos foram transportados pelos aviões da FAB. A maior parte dos deslocamentos (51, totalizando 73%) saiu de Petrolina (Sertão), além de Caruaru (Agreste) e dos Estados da Bahia, Piauí, Rio Grande do Norte, Maranhão, Sergipe e Alagoas.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (23), quando a CT-PE dá início à Semana Estadual de Incentivo à Doação de Órgãos. "As Centrais de Transplantes de todo o Brasil já contam com o apoio das companhias aéreas, que fazem o transporte dos órgãos e tecidos em voos comerciais, sem custo algum. Assim, a FAB tem tido papel fundamental, principalmente, no transporte de órgãos que tem menor durabilidade após a retirada do corpo do doador, como o coração”, afirma a coordenadora da CT-PE, Noemy Gomes.

Entre junho de 2016 e abril de 2017, a FAB transportou para Pernambuco 30 rins, 21 corações, 19 fígados e 1 pâncreas. Dos 21 corações, 9 foram transportados este ano. Isso representa 45% dos 20 corações transplantados no Estado esse ano. "Um paciente à espera por um rim tem a hemodiálise para fazer as funções vitais do órgão. No caso do coração, o paciente precisa encontrar logo um doador, pois não há nada que substitua esse órgão. Essa é mais uma das provas da importância dessa parceria", reforça Noemy.

A CT-PE já realizou, na última semana, curso sobre transplantes com médicos e enfermeiros de Petrolina. Na próxima quinta-feira (25), haverá um curso de atualização em doação de órgãos e tecidos para os profissionais da própria central.

Negativa familiar

Em Pernambuco, cerca de 40% das potenciais doações não são realizadas por causa da recusa dos familiares. “Estamos reforçando as capacitações com os profissionais de saúde para que eles possam entender todo o processo da doação, do diagnóstico da morte encefálica até a cirurgia de retirada dos órgãos e tecidos para o transplante. Além disso, precisamos conscientizar a população da importância desse ato. No Brasil, a doação só pode ser efetivada com a autorização de um familiar de até segundo grau. Por isso, a importância de expressar nosso desejo ainda em vida e conversar sobre o assunto com nossos familiares”, esclarece Noemy Gomes.

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Fotos Públicas/Karina Zambrana

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, informou que Cuba voltará a oferecer profissionais para o Mais Médicos. A negociação teria sido concluída e, nesta terça-feira (23), em Genebra, o governo cubano deve confirmar que a colaboração continua. Os representantes dos dois países estão na Suíça para reuniões da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O encontro contará com a Organização Pan-americana de Saúde, que chancelaria o novo entendimento. No mês passado, o governo cubano havia anunciado a interrupção da parceria.

Cresce grupos de pais que são contrários à vacinação dos filhos

Embora o Brasil tenha um dos mais reconhecidos programas público de vacinação do mundo, com os principais imunizantes disponíveis a todos gratuitamente, vêm ganhando força no País grupos que se recusam a vacinar os filhos ou a si próprios. Esses movimentos estão sendo apontados como um dos principais fatores responsáveis por um recente surto de sarampo na Europa, onde mais de 7 mil pessoas já foram contaminadas. No Brasil, os grupos são impulsionados por meio de páginas temáticas no Facebook que divulgam, sem base científica, supostos efeitos colaterais das vacinas.

O avanço desses movimentos já preocupa o Ministério da Saúde, que observa queda no índice de cobertura de alguns imunizantes oferecidos no Sistema Único de Saúde (SUS). No ano passado, por exemplo, a cobertura da segunda dose da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, teve adesão de apenas 76,7% do público-alvo.

“Isso preocupa e causa um alerta para nós porque são doenças imunopreveníveis, que podem voltar a circular se a cobertura vacinal cair, principalmente em um contexto em que temos muitos deslocamentos entre diferentes países”, diz João Paulo Toledo, diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, que ressalta que todas as vacinas oferecidas no País são seguras.  

A disseminação de informações contra as vacinas ocorre principalmente em grupos de pais nas redes sociais. Foram encontrados no Facebook cinco deles, reunindo mais de 13,2 mil pessoas. Nesses espaços, os pais compartilham notícias publicadas em blogs, a maioria de outros países e em inglês, sobre as supostas reações às vacinas – por exemplo, relacionando-as ao autismo.

Os pais também trocam informações para não serem denunciados, como não informar aos pediatras sobre a decisão de não vacinar os filhos, e estratégias que eles acreditam que garantiram imunização das crianças de forma alternativa, com óleos, homeopatia e alimentos. 

Exemplos

A doula Gerusa Werner Monzo, de 33 anos, participa de um desses grupos. Ela afirma que há anos começou a ler sobre as vacinas e, por isso, sempre foi contrária a imunizar os filhos, hoje com 6 e 9 anos. “Tomaram as que são dadas nos primeiros meses de vida porque fui obrigada, mas não foram todas. O caçula, por exemplo, não tomou reforços da tríplice viral e a da poliomielite”, disse. Gerusa diz ser contra vacinar seus filhos por achar a imunização desnecessária em crianças saudáveis e por medo de possíveis reações.

“Meus meninos nunca tomaram vacinas como a da gripe ou febre amarela, mas são mais saudáveis que muitas crianças porque têm boa alimentação, fazem tratamento com homeopatia. As vacinas atrapalham essa imunização natural que desenvolveram”.

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Campanha de vacinação contra a gripe começa na segunda-feira

A campanha nacional de vacinação contra a gripe do Ministério da Saúde se encerra no próximo dia 26, mas a adesão é considerada baixa em todo o País. Do total de 54,2 milhões de pessoas esperadas, somente 28,7 milhões foram vacinadas, o que representa 53% do público-alvo. No estado do Rio de Janeiro, por exemplo, não foi alcançado nem 50% do público estimado.

A virologista Marilda Siqueira, chefe do Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), avalia que o pouco destaque que o vírus Influenza teve na mídia este ano e o recente surto de febre amarela contribuíram para desviar o foco da atenção das pessoas da campanha contra a gripe. Isso porque, em estados com registros de morte pela doença, como o RJ, a população se preocupou mais em correr aos postos para receber a imunização contra a febre amarela. A vacina contra a gripe está disponível nos postos de vacinação desde 17 de abril.

“Mas isso não tira de maneira nenhuma a importância de tomar a vacina contra a gripe”, adverte Marilda. A virologista explica que é importante tomar a dose anualmente uma vez que a vacina contra o vírus Influenza, causador da gripe, não oferece uma imunidade duradoura. Outro fator importante é que o vírus pode apresentar mutações de um ano para outro em seu genoma e as vacinas são "atualizadas" para garantir uma proteção mais ampla à população. “Então, tem que tomar este ano, de novo”, diz.

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro reafirmou que a baixa procura pelos postos de saúde é motivo de preocupação entre especialistas, uma vez que, até o início desta semana, seis em cada dez pessoas que fazem parte dos grupos prioritários ainda não se vacinaram.

“Vivemos um momento em que as medidas preventivas são fundamentais. A baixa adesão à campanha ainda nos preocupa e precisamos alertar a população. Sabemos que a gripe é uma doença aparentemente simples, mas que pode evoluir gravemente, principalmente entre os grupos mais vulneráveis. A vacina é segura e está disponível em todas as redes municipais de saúde. É preciso entender que a prevenção é a melhor forma de evitar a doença”, alertou o secretário de estado de Saúde, Luiz Antonio Teixeira Jr.

Inverno

A proximidade do início do inverno, em 21 de junho, reforça a necessidade de ampliar a imunização. “O vírus Influenza já está circulando em várias regiões e as pessoas têm que ficar atentas para se protegerem”, insiste a virologista. Ela lembra que, no ano passado, mais de 2 mil pessoas morreram por Influenza no Brasil. Grande parte dos óbitos foi de pessoas elegíveis para tomar a vacina, ou seja, maiores de 60 anos de idade, crianças menores de 4 anos e pessoas com problemas de imunodeficiência, respiratórios ou cardíacos crônicos, além de diabéticos.

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Os acidentes de moto são o principal problema de saúde de Pernambuco. A afirmação foi feita pelo secretário de Saúde do Estado, Iran Costa, durante a apresentação do Relatório de Gestão do setor referente ao último quadrimestre de 2016, em audiência pública da Comissão de Saúde, nesta quinta-feira (18). Segundo o gestor, os custos totais com esse tipo de acidente representam quase o dobro de todo o orçamento da Universidade de Pernambuco (UPE).

“Em 2015, essa despesa chegou a R$ 917 milhões. Desse valor, cerca de R$ 500 milhões vêm do orçamento da Secretaria de Saúde. Para se fazer uma comparação, o Governo gasta R$ 380 milhões por ano com a UPE”, ressaltou Costa. Segundo ele, são mais de 700 mortes e mais de três mil pessoas mutiladas a cada ano. “São números alarmantes, mas a atuação que a Secretaria de Saúde pode ter é apenas a de atender os acidentados. Para mudar isso, é preciso uma reação forte da sociedade, além de alterações na legislação de trânsito”, declarou.

Para o secretário, a fiscalização de medidas simples de segurança pode provocar uma  mudança nesse quadro. “Apenas o uso de sapatos, roupas e equipamentos adequados pode fazer muita diferença”, considerou. “Uma proposta mais ousada seria determinar que cada moto circulasse apenas com uma pessoa. Foi algo que deu certo na Colômbia”, sugeriu. O deputado Eduíno Brito (PP), presente na reunião, sugeriu a criação de um gabinete de crise para os acidentes de trânsito. “Precisamos integrar toda a cadeia do Governo do Estado em um monitoramento diário das ocorrências”, apontou.

Investimento

Outro tema tratado na reunião foi o balanço dos gastos com saúde em 2016. Com a consolidação dos dados dos últimos quatro meses do ano passado, as despesas liquidadas chegaram a R$ 2,7 bilhões, havendo aumento de 1% em relação ao valor investido em 2015. Mas, com relação ao percentual do orçamento aplicado, houve uma diminuição de 16,2%, em 2015, para 15%, em 2016.

“É o oitavo ano consecutivo em que investimos mais de 15% em saúde, quando o mínimo constitucional é de 12%. Somos o Estado que mais aplica, proporcionalmente, no Nordeste e, todo ano, sempre estamos, pelo menos, entre os cinco que mais investem no Brasil”, pontuou o secretário. “O que mais fizemos em 2015 e 2016 foi racionalizar gastos. Isso em um cenário em que a União investe cada vez menos, como tem ocorrido nos últimos 20 anos”, avaliou.

A presidente da Comissão de Saúde da Alepe, deputada Roberta Arraes (PSB), elogiou a postura de Iran Costa. “Cuidar da saúde não é fácil, mas o secretário, com sua equipe preparada e sem tantos recursos, tem feito a sua parte”, frisou a parlamentar.

Com aspecto de sucata, três ambulâncias do Serviço de Móvel de Urgência (Samu) estão abandonadas em uma área nas proximidades do Parque Científico e Cultural do Jiquiá, na Zona Oeste do Recife. Sem os faróis e com muitas avarias, os veículos encontram-se em um matagal.

Por telefone, a Secretaria de Saúde do Recife informou que as ambulâncias têm um tempo de vida útil muito curto e que esses veículos já não estão mais aptos para atender a população. Ainda segundo a pasta, as três unidades foram colocadas no local enquanto o poder público decide o que fazer com elas.

Como não poderiam mais ser usadas no atendimento, à posse dos veículos deixou de ser da Secretaria de Saúde e passou para a Secretaria de Segurança Urbana da capital. Ao todo, o Recife conta com 50 ambulâncias, sendo 22 na ativa e 28 na reserva.

A Secretaria de Segurança Urbana do Recife garantiu que o comandante da guarda patrimonial iria visitar, ainda nesta quinta-feira (18), o local para verificar o estado de conservação dos veículos. Uma das possibilidades de futuro uso é que as ambulâncias façam o transporte de animais resgatados.