Saúde

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Nesta segunda-feira (09), cerca de 1.400 novos intercambistas brasileiros formados no exterior, especialmente na Bolívia, no Paraguai e na Argentina, começaram a trabalhar no programa “Mais Médicos” lançado no governo da presidente Dilma Rousseff.

Trinta deles irão trabalhar em Pernambuco, precisamente na atenção básica de 24 municípios e num Distrito Sanitário Especial Indígena.

Ao todo, já são 8.316 brasileiros trabalhando no programa, o que representa 45,6% do total. Só no Estado de Pernambuco, há 938 profissionais incorporados ao “Mais Médicos”, segundo o ministro da Saúde Ricardo Barros.

Esta foi a segunda fase do edital. A primeira foi direcionada exclusivamente para os médicos brasileiros formados no país. Os que se formaram no exterior começaram a trabalhar nesta segunda-feira (09) em Unidades Básicas de Saúde de cerca de 800 municípios de 25 estados e do Distrito Federal.

Antes, eles passaram por treinamento sobre a legislação do SUS (Sistema Único de Saúde, a língua portuguesa e Código de Ética Médica). Já os intercambistas submeteram-se a um prova de conhecimentos.

O programa conta hoje com 18.240 vagas em mais de quatro mil municípios brasileiros. Do total de médicos participantes, 47,1% são profissionais da cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), 45,6% brasileiros formados no Brasil ou no exterior e 4,16% intercambistas estrangeiros.

Os municípios pernambucanos que receberam profissionais do “Mais Médicos” nesta segunda-feira foram os seguintes:

Município – Vagas

Águas Belas 1
Arcoverde 2
Barreiros 1
Betânia 1
Bom Conselho 1
Buíque 2
Cabo De Santo Agostinho 1
Caruaru 1
Casinhas 1
Dsei Pernambuco 1
Gameleira 1
Jaqueira 1
Lajedo 1
Orobó 1
Paudalho 1
Pedra 1
Petrolina 1
Poção 1
Sanharó 1
São Caetano 1
Serra Talhada 1
Sertânia 2
Surubim 3
Tacaratu 1
Tupanatinga 1

Há três anos, a fisioterapeuta e empresária Deolinda Rocha Rodrigues viu a vida da filha Jéssica, de 26 anos, mudar. Com a rara síndrome de desordem da migração neuronal, a jovem sofria convulsões diárias desde os 5 anos. Eram pelo menos cinco crises por dia, chegando a 30 quedas durante os banhos de chuveiro. Hoje, as convulsões de difícil controle cessaram. Jéssica está entre os mais de três mil pacientes brasileiros que fazem uso medicinal do canabidiol (CBD), substância extraída da Cannabis sativa.

A legislação que permite o acesso ao medicamento no país vem avançando rapidamente desde 2014, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação da substância pela primeira vez, e a expectativa da indústria é que remédios à base de cânhamo, planta da família da maconha, já estejam disponíveis em farmácias brasileiras com preços mais acessíveis em 2018. O plantio da Cannabis sativa para pesquisa e produção de soluções medicinais também deve ser regulamentado ainda no primeiro semestre do próximo ano, segundo a Anvisa.

— Na primeira vez, precisei trazer o CBD clandestinamente dos Estados Unidos, escondido dentro de um estojo de canetinhas hidrocores, conta Deolinda. — A melhora cognitiva da Jéssica, mesmo com doses bem pequenas, foi imediata, e a frequência das crises convulsivas começou a cair. Mas eu tinha medo que ela passasse mal e tivesse o atendimento recusado quando o médico soubesse que ela era usuária de canabidiol.

Com autorização da Anvisa e laudo do Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer, onde Jéssica passou a ser acompanhada, Deolinda conseguiu garantir a regularidade no tratamento da filha. Ela chegou a ganhar na Justiça o direito de receber o óleo de cânhamo pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas a entrega gratuita foi interrompida depois de três meses. Enquanto aguarda decisão judicial para que o Estado banque a terapia alternativa, Deolinda gasta cerca de R$ 2,4 mil por mês com a importação da substância.

EXPECTATIVAS E AVANÇOS

Pai de Anny Fischer, de 9 anos, primeira paciente brasileira a conseguir o direito de importar legalmente o CBD, Norberto Fischer afirma que negociações com a Receita Federal e com a Anvisa já conseguiram reduzir os custos do canabidiol, ao eliminar a necessidade de contratar despachantes para retirar o remédio no aeroporto e aumentar o teto para importação sem impostos de medicamentos órfãos (sem similares no país) de U$ 10 mil (R$ 32 mil) para U$ 1 mil (R$ 3,2 mil).

— Hoje a gente recebe o produto em casa, sem pagar ICMS e imposto de importação, que chegava a 60% do valor na nota fiscal, e a própria importadora faz o desembaraço aduaneiro, explica.

Norberto acrescenta que, no Distrito Federal, onde mora, o remédio foi inserido na lista de fornecimento da rede pública de saúde e cinco famílias já conseguiram autorização para produção doméstica, uma solução eficiente para alguns casos. Ele lembra também que a Justiça Federal da Paraíba deu parecer favorável à Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace) para a manutenção do plantio coletivo da Cannabis sativa para fins medicinais em benefício de 151 pacientes registrados pela instituição.

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Ascom 

O parto normal oferece muitos benefícios para a mãe e o bebê, como a recuperação mais rápida da mulher, menos riscos de infecção e a estimulação do sistema respiratório da criança. Ainda assim, segundo o Ministério da Saúde, mais da metade das brasileiras optaram pela cesárea em 2016. Dentre os nascimentos no Sistema Único de Saúde (SUS), 50% das mães optaram pelo procedimento. Na rede privada, o percentual chega a 90%. São dados muito distantes do ideal para o Brasil, que seria uma taxa de cesariana em torno de 15% em pacientes de risco habitual.

É com o objetivo de sensibilizar o público sobre o respeito à mulher e à sua fisiologia que o Hospital Guararapes (HG) realiza, no dia 07 de outubro, o II Simparto – O Renascer do Parto Natural. O simpósio vai acontecer no Recife Praia Hotel, no bairro de Boa Viagem, com uma programação composta por oito conferências apresentadas por profissionais que apoiam a luta pelas garantias da assistência centrada na mulher no momento do parto.

Entre os temas abordados nas conferências, estão: “Humanização do parto: impactos e percepções em âmbito hospitalar”, “O períneo e o parto”, “Empoderamento para o parto: maternidade e feminismo”, “Parto natural: como fazer campanha?”, “Hora dourada: recepção do recém-nascido” e “Desafios e perspectivas na implantação do parto domiciliar no Brasil”.

A programação começa às 08h e vai até às 18h, com intervalo para almoço ao meio-dia. Para Lidiane Pontes, coordenadora de obstetrícia do Hospital Guararapes, é importante que haja espaço para debate sobre o parto natural, pois dessa maneira é possível ter uma assistência centrada na mulher, respeitando a fisiologia do parto com  profissionais que apoiam a escolha com segurança. “Podemos unir o científico e o fisiológico, e não mais mecanizar o parto como vem sendo feito há décadas.”

Serviço:

II Simparto – O Renascer do Parto Natural

Data: 07 de outubro

Local: Recife Praia Hotel. Av. Boa Viagem, nº 9

Horário: 08h às 18h

Inscrições: https://goo.gl/d6vBMc

Investimento: R$ 65,00

João Veiga também admitiu que, neste momento, o Hospital Mestre Vitalino está superlotado

Dr. João Veiga, diretor do Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru, no Agreste, criticou a formação de médicos e enfermeiros em Pernambuco e outros estados da região Nordeste. O cirurgião disse à Rádio Jornal na manhã desta terça-feira (12), não adiantar abrir hospitais qualificados se a demanda de profissionais de medicina é precária. 

"Estamos formando muitos médicos em faculdades precárias. Esses médicos não passam na prova da residência. No meu entendimento, médico que não tem residência não é médico é formado em medicina", disse o diretor do Mestre Vitalino.

Ainda segundo o diretor, muitos profissionais que fazem o teste de residência não conseguem reproduzir procedimentos considerados básicos. "Médico formado em faculdades privadas do PB, CE e PE, tem demais, mas desqualificados. Fizemos um teste para entubar o paciente e 90% não sabiam, não sabiam cateterizar uma veia. É uma prova que eles não conseguem passar na prova de residência", comentou João Veiga. 

A formação em enfermagem também foi criticada pelo diretor. "Vem o problema da qualificação médica e o mais grave é a qualificação da enfermagem. As pessoas se formam em enfermagem em escolas precárias. As provas de enfermagem que fazemos deixam a preocupação muito grande pelo baixo nível. Não adianta ter hospital com tecnologia. A maioria das faculdades privadas não tem hospital, como você vai ser médico se não tem um hospital para treinar", concluiu. 

Falta de investimento na saúde pública

Dr. João Veiga admitiu que, neste momento, o Hospital Mestre Vitalino está superlotado e atribuiu à precariedade no atendimento a falta de investimento na estrutura de outras unidades de saúde da região. 

"Ampliamos os leitos e hoje o Mestre Vitalino atende neurologia, clínica médica, pediatria e cardiologia. Mas estamos superlotados. A central de leitos encaminha pacientes para cá e isso prova uma falência total da atenção básica de saúde que é responsabilidade do ministério da Saúde e dos municípios. É o ministério da Saúde tem um orçamento de mais de R$ 100 bi e só gastou 30% do orçamento e isso repercute nisso", comentou. 

O diretor garantiu que nenhum paciente foi colocado nos corredores, mas esta pode ser uma realidade próxima. "O Mestre Vitalino ainda é privilegiado, capacitado, os outros não. O hospital de Arcoverde não. Recebemos pacientes de toda a região e a emergência continua cheia. Não adianta o estado individualmente tentar resolver um problema que só se resolve pelo três entes. Quando dois não estão atuando, não dá. Não sabemos o ponto que vamos aguentar esse tipo de demanda sem botar paciente no corredor".

Coren critica formação de enfermeiros

A fiscal do Conselho Regional de Enfermagem (COREN), Ana Célia, concordou com as críticas do Dr. João Veiga ao ensino e preparação do profissional de enfermagem. Para ela, a falha na graduação é a que mais chama a atenção. "O Conselho Regional de Enfermagem (COREN) concorda, em parte, com o que foi colocado pelo Dr. João Veiga. Existe uma falha na formação, principalmente na graduação. Não são todas as instituições que tem organização em relação à formação".

Público alvo são crianças e adolescentes menores de 15 anos / Sumaia Villela/Agência Brasil

Começa na segunda-feira (10) e vai até o dia 22 a Campanha Nacional de Multivacinação para atualização da caderneta de vacina de crianças e adolescentes menores de 15 anos. O dia D será no sábado (16), quando os postos da Secretaria de Saúde do Recife abrirão das 8h às 17h.

O ideal é que pais ou responsáveis levem o cartão de vacina, para que os profissionais de saúde avaliem a necessidade ou não administrar alguma dose. “Quem não tem, deve se dirigir ao local onde recebeu as doses, para solicitar a segunda via, ou então fazer o esquema específico para a idade da pessoa”, explica a coordenadora de Imunização do Recife, Elizabeth Azoubel.

Durante o período, serão oferecidas as vacinas de hepatite A (rotina pediátrica), poliomielite inativa, meningocócica conjugada C, HPV, pneumocócica conjugada 10-Valente, dTpa adulto, febre amarela, hepatite B, varicela, dupla adulto, VOP, Pentavalente e DTP.

Confira as Vacinas Disponíveis

Para crianças menores de sete anos de idade:

Hepatite B
Administrar uma dose ao nascer, podendo ser administrada até um mês de idade em crianças não vacinadas.
Para a criança maior de um mês de idade não vacinada, agendar a vacina penta para os dois meses de idade.

Penta
Criança de dois meses a menor de sete anos de idade (6 anos, 11 meses e 29 dias) deverá iniciar e concluir o esquema básico com esta vacina. 
Ø 1ª dose aos dois meses
Ø 2ª dose aos quatro meses
Ø 3ª dose aos seis meses

VIP
Criança a partir de dois meses de idade a menor de cinco anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias) deve receber três doses desta vacina com intervalo de dois meses entre elas.
Ø 1ª dose aos dois meses
Ø 2ª dose aos quatro meses
Ø 3ª dose aos seis meses

VOPb
Criança a partir dos 15 meses a menor de cinco anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias) deve receber:
Ø 1º reforço aos 15 meses
Ø 2º reforço aos quatro anos

Pneumocócica 10 valente
Criança a partir dos dois meses de idade deve receber duas doses desta vacina com intervalo de 60 dias entre elas, e uma dose de reforço, preferencialmente aos 12 meses de idade, podendo ser administrada até os quatro anos de idade (quatro anos 11 meses e 29 dias).
Criança que iniciou o esquema básico após seis meses de idade, considerar o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses e completar o esquema até os 12 meses de idade. O reforço deve ser administrado após 12 meses de idade, preferencialmente, com intervalo mínimo de 60 dias após a última dose. Nesta situação, administrar a dose de reforço até os quatro anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias). 
Criança entre um e quatro anos de idade com esquema completo de duas ou três doses, mas sem a dose de reforço, administrar o reforço. 
Criança entre um e quatro anos de idade, sem comprovação vacinal, administrar uma única dose.

Meningocócica C conjugada
Criança a partir dos três meses de idade deve receber duas doses desta vacina com intervalo de 60 dias entre elas, e uma dose de reforço, preferencialmente aos 12 meses de idade, podendo ser administrada até os quatro anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias). Intervalo entre as doses é de 60 dias, mínimo de 30 dias.
Criança que iniciou o esquema após cinco meses de idade deve completá-lo até 12 meses, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses; administrar o reforço com intervalo mínimo de 60 dias após a última dose.
Criança entre um ano a quatro anos de idade com esquema completo de duas doses, mas sem a dose de reforço, administrar o reforço. 
Criança entre um e quatro anos de idade, sem comprovação vacinal, administrar uma única dose.

DTP
Criança a partir dos 15 meses de idade a menor de sete anos de idade (6 anos, 11 meses e 29 dias) deve receber dois reforços.

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Ministério da Saúde faz campanha sobre os perigos das hepatites B e C (Foto: Reprodução)

O Ministério da Saúde promove uma campanha contra os perigos das hepatites B e C. Uma das ações foi camuflar um homem vestido com as mesmas cores de um painel colocado numa estação de metrô no Rio de Janeiro.

O intuito é alertar para os riscos de doenças silenciosas e traiçoeiras. Muitas vezes essas hepatites não apresentam sintomas, mas podem estar presentes no organismo das pessoas. A campanha foi bolada pela equipe da agência nova/sb.

Diante da constatação de que o pernilongo comum, popularmente conhecido como muriçoca, pode transmitir o vírus da zika, os pesquisadores da Fiocruz Pernambuco responsáveis pelo trabalho pretendem ampliar os estudos e entender a capacidade vetorial dos mosquitos, ou seja, acompanhar como a mutação do vírus ocorre dentro do organismo dos insetos.

A pesquisa em campo, feita inicialmente em áreas de circulação de pessoas com a doença, também será ampliada para detectar a incidência de pernilongos transmissores de zika em cada uma dessas regiões.

“Fizemos a pesquisa inicialmente nas residências das pessoas que tiveram zika e em áreas de grande circulação de pessoas, como as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Agora pensamos em ampliar os estudos de campo, coletando os mosquitos em regiões de morro, de planície e em áreas verticalizadas no Recife”, relata Constância Ayres, coordenadora da pesquisa.

Descrito em um artigo, o estudo, inédito no mundo e feito por uma equipe integralmente brasileira, foi publicado nesta quarta-feira (09) na revista científica Emerging microbes & infections, do grupo Nature.

“O que a gente não sabe ainda é a importância epidemiológica disso na natureza. Comparado ao Aedes aegypti, o pernilongo é um vetor primário ou secundário do vírus? Precisamos analisar outros aspectos da biologia do mosquito que vão nos responder essa questão”, explica Constância.

Entre os meses de fevereiro e maio de 2016, os pesquisadores coletaram mosquitos dos tipos Culex e Aedes aegypti em áreas da Região Metropolitana do Recife (RMR) em que houve circulação de pessoas com zika, como residências e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Após análises laboratoriais, os estudiosos detectaram que o vírus da zika conseguia se replicar nos organismos dos pernilongos de três de 270 grupos do Culex. No caso dos mosquitos da espécie Aedes aegypti, o vírus estava presente em dois de 117 grupos coletados.

Coordenador da equipe de sequenciamento do genoma dos vírus encontrados nos pernilongos, o pesquisador Gabriel Wallau detalha que o material genético encontrado nos mosquitos Culex que circulavam no ‘campo’ é semelhante ao RNA encontrado nos mosquitos infectados em laboratório. “A partir desse sequenciamento, já podemos ter algumas ideias, mas precisamos ter mais dados para saber se o vírus se adaptou ao Culex”, relata.

Apesar de ressaltar que não são todos os pernilongos que podem transmitir o vírus da zika, Constância Ayres alerta para a necessidade de continuar os estudos para, por exemplo, desenvolver vacinas. “O zika veio para mostrar que a gente não sabe de muita coisa. Essa é uma oportunidade de investigar essa doença a fundo”, conta. 

O secretário estadual das Cidades, Francisco Papaléo, é a nova vítima da violência em Pernambuco. Ele teve o carro, modelo Hilux, roubado na Rua Moacir de Albuquerque, no bairro da Imbiribeira, na Zona Sul do Recife. De acordo com informações de testemunhas, o motorista de Papaléo estava no veículo quando houve a abordagem. Pelo menos três criminosos teriam participado da ação. O carro é locado pela Secretaria das Cidades.

A Polícia Civil já deu início às investigações. O caso está com o delegado Mauro Cabral, da Delegacia de Repressão ao Roubo e Furto de Veículos. Oficialmente, a polícia afirma que o secretário não estava no veículo no momento do assalto. A assessoria da Secretaria das Cidades também.

INSEGURANÇA

No último dia 26, o promotor de Execuções Penais, Marcellus Ugiette, foi assaltado nas proximidades do Palácio da Justiça e do Palácio do Campo das Princesas, na área central do Recife. Ele havia sacado dinheiro em uma agência da Caixa Econômica Federal e, pouco tempo depois, sofreu a abordagem. Armado com uma pistola .40, o assaltante fez ameaças ao promotor, que entregou o dinheiro. Na quinta-feira passada, o suspeito foi preso no momento em que se preparava para praticar outra abordagem do tipo saidinha de banco. As informações são do RondaJC.

O presidente da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), Oswaldo Castilho, anunciou na manhã desta segunda-feira (07) que estão sendo avaliadas do ponto de vista “econômico-financeiro” duas propostas de operação que podem alterar a atual dinâmica da produção de hemoderivados brasileira e que o resultado dessa avaliação será apresentado ao Conselho da empresa no próximo dia 23.

Empresa controlada pelo governo federal, por meio do Ministério da Saúde, a Hemobrás corre o risco de esvaziamento de sua planta fabril, em Goiana (Mata Norte), caso o projeto patrocinado pelo atual ministro da Pasta, Ricardo Barros, prospere. Nesse caso, a produção de recombinantes – produto que torna verdadeiramente sustentável um empreendimento no setor – seria realizada numa nova unidade público-privada em Maringá (PR).

O anúncio de que as propostas estão sendo avaliadas ocorreu durante audiência pública promovida pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), por solicitação da deputada estadual Priscila Krause (DEM). “São duas propostas que estão sendo avaliadas do ponto de vista de viabilidade econômica, mas juridicamente não sabemos como seria viável termos num só empreendimento a iniciativa pública federal, a pública estadual (Tecpar) e a iniciativa privada”, ressalvou Castilho.

Na audiência o deputado Silvio Costa Filho (PRB), líder da Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), questionou a falta de inciativa do governador Paulo Câmara em relação à proposta do ministro da Saúde, Ricardo Barros, de transferir a produção do fator VIII recombinante da Empresa Brasileira de Hemoderivados (Hemobrás), em Goiana, para o Paraná.

“Pela importância da planta da Hemobrás para o Estado e para o desenvolvimento da Zona da Mata Norte, o governador deveria estar liderando uma ampla mobilização para manter a produção do fator VIII em Goiana. Mas nós não vemos uma palavra, um posicionamento ou uma única cobrança do governador Paulo Câmara, o que demonstra sua falta de liderança e de articulação política”, criticou.

Já o senador Armando Monteiro (PTB-PE) defendeu a consolidação do polo Farmacoquímico de Goiana, na Mata Norte. Armando destacou que é preciso encontrar uma solução equilibrada, que assegure condições de igualdade e isonomia, de modo a evitar o esvaziamento da fábrica no município pernambucano.

“Não permitiremos o esvaziamento do polo Farmacoquímico de Goiana”, garantiu. A defesa ocorre frente aos rumores de que o Ministério da Saúde estuda transferir a planta de hemoderivados de Pernambuco para o Paraná, estado do ministro Ricardo Barros.

Também o senador Humberto Costa protestou afirmando que “Estamos diante de uma afronta ao nosso Estado. Uma afronta que o ministro faz com uma desfaçatez que poucas vezes vi na minha vida”, disse. E completou: “Eu não quero fazer comparações rasteiras, não, de deputado que se vendeu, que ganhou bilhões, mas tem dinheiro para tantas coisas no orçamento da União, imagina para uma coisa tão importante como essa. Por isso, não consigo entender, a não ser por um pensamento mesquinho, uma razão política esse esvaziamento da Hemobras”.

Humberto também cobrou uma ação dos ministros pernambucanos e do governo do Estado sobre o tema. ”O Governo do Estado é coproprietário da Hemobras e não pode permitir o esvaziamento da instituição e agir como se não tivesse nada com isso”, defendeu.

O senador também reforçou a necessidade de uma unidade “suprapartidária” em favor da fábrica no Estado. “Pernambuco sempre se caracterizou por não ter medo de enfrentamento”, concluiu.  A audiência pública foi proposta pela vereadora Priscila Krause (DEM) e reuniu lideranças políticas, representantes do ministério da Saúde e funcionários da empresa.

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LeiaJá

O remédio Buscopan Composto gotas (butilbrometo de escopolamina e dipirona sódica monoidratada) será descontinuado em todos os países da América Latina onde é comercializado. O anúncio foi feito pelo fabricante Boehringer Ingelheim do Brasil à Anvisa. Diante da informação, o produto já começou a ser retirado de circulação e não será mais fabricado temporariamente. 

Usado para aliviar os sintomas de cólicas menstruais, estomacais, intestinais e urinárias, o Buscopan será descontinuado, segundo informações da fabricante a Veja, pelo motivo: “resultado fora de especificação identificado durante estudos de estabilidade, que fazem parte do monitoramento dos produtos farmacêuticos no mercado”. 

Nas prateleiras ainda é possível encontrar o produto, apesar da notícia, a farmacêutica afirma que o remédio pode ser consumido normalmente. A informação é de que a suspensão da fabricação seja temporária, embora não haja data para o retorno da produção. Enquanto isso, a Boehringer Ingelheim do Brasil apontou outras alternativas como o Buscopan Composto em comprimidos e Buscopan gotas.

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Do JC

O cardápio simples e tradicional escolhido por um casal do Recife para o almoço se transformou em pesadelo para toda a família. Há quase três semanas, após preparar e comer em casa um peixe da espécie arabaiana, um policial civil de 49 anos e a esposa dele, uma professora também de 49, sentiram fortes dores musculares e foram internados em um hospital particular da cidade. Além das dores, a urina dos dois mudou de cor, ganhando uma tonalidade bastante escura, levando a crer que podem ser dois casos da Doença de Haff, ou "Doença da Urina Preta", e que acometeu dezenas de pessoas na Bahia e no Ceará entre o final de 2016 e o início de 2017. Diante de todos os sintomas e exames feitos no casal, a Secretaria Estadual de Saúde, em nota emitida na manhã desta terça-feira (1º), informou que os casos foram notificados pelo hospital particular e estão sob investigação.

A mulher piorou e foi transferida para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), onde fez hemodiálise e permanece internada. Exames também apontaram a elevação da enzima CPK em amostras de sangue dos dois pacientes.

A ingestão do peixe possivelmente contaminado pelo casal ocorreu no último dia 13. "Eu tinha saído do trabalho, comprei o peixe perto do Hospital Getúlio Vargas e levei para casa. Temperei apenas com limão, sal, fritei e comemos no mesmo dia com arroz e verdura. Eu comi duas postas e ela outras duas”, detalha o policial que, de acordo com os médicos, reagiu bem ao tratamento e recebeu alta sete dias após a internação. Segundo ele, a mulher foi a primeira a apresentar os sintomas da doença. “Não era a primeira vez, sempre comíamos peixe. O problema é que à tarde, minha esposa começou a reclamar de dor no pescoço”, lembra. O martírio da professora se estendeu até a noite, quando o esposo decidiu levá-la ao hospital. “As dores foram aumentando e ela não conseguia respirar direito. Ficava puxando o ar com dificuldade. Fomos ao hospital, mas o médico achou que poderia ser torcicolo, colocou um colete, voltamos para casa, mas a dor não passou”.

Ao acordar no dia seguinte, a mulher permanecia reclamando e o marido também começou a sentir dor. “Parecia que tinha jogado a noite todinha, pelo jeito que estava com as pernas cansadas”, compara. “Decidi voltar para o hospital com ela, mas o braço travou e não consegui nem dirigir o carro”, lembra o policial que, após chegar ao Real Hospital Português (RHP) de táxi, foi internado ao lado da esposa. Com muita dificuldade para respirar, ela foi transferida para a UTI em seguida, onde ficou por quase uma semana. A equipe médica informou que manterá a mulher internada por mais alguns dias, com previsão de alta para esta semana. “Era uma dor horrível”, afirma o policial que não consegue tirar da memória os momentos de angústia devido às incertezas de não saber o que estava acontecendo. “Ninguém sabia o que era. Pensei que minha esposa fosse morrer”, lembra.

Em nota, a SES informou que orientou o hospital a coletar o material diagnóstico para encaminhar ao Laboratório Central de Pernambuco (Lacen-PE) para que sejam feitas as análises. A Secretaria ainda disse que está em contato com o Ministério da Saúde para discutir do caso.

Confira a nota na íntegra

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informa que foi comunicada, na manhã desta terça-feira (1º.08), da ocorrência de dois casos de mialgia aguda a esclarecer. A notificação foi feita pelo Real Hospital Português, no Recife. Após a notificação, a SES orientou o serviço sobre a coleta de material diagnóstico para encaminhar ao Laboratório Central de Pernambuco (Lacen-PE) para que sejam feitas as análises. Além disso, com apoio do Estado, a secretaria de Saúde do Recife irá fazer a coleta de dados com os pacientes e a revisão dos prontuários. A SES também está em contato com o Ministério da Saúde para discussão do caso.

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Estudo indica que muitos hospitais públicos não têm estrutura para atender pacientes com Acidente Vascular Cerebral / Agência Brasil

Uma pesquisa do Conselho Federal de Medicina (CFM) com médicos neurologistas e neurocirurgiões de todo o Brasil indica que 76% dos hospitais públicos onde eles trabalham não apresentam condições adequadas para atender casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Apenas 3% dos serviços avaliados pelos médicos têm estrutura classificada como muito adequada e 21% como adequada, de acordo com estudo divulgado nesta segunda-feira (31).

O CFM ouviu 501 médicos que trabalham em serviços de urgência e emergência de unidades de saúde pública de todo o país. Eles responderam a um questionário sobre a situação do atendimento a pacientes com AVC, considerando critérios como o acesso exames de imagem em até 15 minutos, disponibilidade de leitos e medicamentos específicos, triagem dos pacientes identificados com AVC de forma imediata, capacidade numérica e técnica da equipe médica especializada e qualidade das instalações disponíveis, entre outros pontos baseados em parâmetros internacionais e nacionais de atendimento ao AVC.

A percepção da maior parte dos médicos entrevistados aponta que as unidades públicas de saúde nem sempre estão preparadas para receber de forma adequada um paciente com sintomas do AVC, apesar de ser uma doença grave que está entre as principais causas de morte em todo o mundo.

“Nós fomos atrás dessa percepção em virtude do Acidente Vascular Cerebral ser a segunda principal causa de morte no Brasil, um dado epidemiológico. E é a principal causa de incapacidade no mundo e no Brasil, gerando inúmeras internações”, disse Hideraldo Cabeça, neurologista responsável pela pesquisa e coordenador da Câmara Técnica de Neurologia e Neurocirurgia do CFM.

Infraestrutura de atendimento é inadequada

Segundo a pesquisa, a infraestrutura de atendimento a AVC é inadequada em 37% dos serviços e pouco adequada em 39%, totalizando 76% de serviços que não se enquadram totalmente nos protocolos de atenção ao AVC estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Entre os itens essenciais que não estão disponíveis em mais da metade das unidades de saúde figura a tomografia em até 15 minutos e o acesso ao medicamento trombolítico, usado para dissolver o sangue coagulado nas veias do cérebro.

“Você não ter o uso do trombolítico em 100% dos serviços é um problema sério. Se o mesmo indivíduo chegar em locais diferentes, em um ponto ele vai ter atendimento próximo daquele que é recomendado e em outro local, não. E se tem o trombolítico, tem local pra fazer? Ele vai fazer na maca ou de forma respeitosa em um leito apropriado?”, questionou o neurologista.

A pesquisa aponta ainda que em 66,4% das unidades não havia apoio adequado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). E em 87,9% dos hospitais não havia número suficiente de leitos para a demanda de AVC.

“Nosso objetivo é atender rápido e trazer menos prejuízos. Quanto menor o tempo de atendimento, maior a chance de menor sequela. Se você atende em um curto tempo, você aumenta a chance de benefício e recuperação desse indivíduo e seu retorno à sociedade” afirmou Hideraldo.

A rapidez no atendimento fez a diferença para a recuperação do treinador de futebol Ricardo Gomes. O então técnico do Vasco da Gama sofreu um AVC hemorrágico em 2011 na beira do campo, em um jogo contra o Flamengo. Ele foi prontamente atendido.

Seis anos após o acidente, Gomes ainda faz reabilitação para amenizar as sequelas, mas retomou sua rotina de trabalho. O caso do técnico é lembrado em campanhas de conscientização promovidas pela Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares e outras associações médicas.

Mortes e sequelas

Conhecido popularmente como derrame ou trombose, o AVC ocupa o segundo lugar no ranking de enfermidades que mais causam óbitos no Brasil, atrás apenas das doenças cardiovasculares. Segundo o Ministério da Saúde, em 2014, último ano em que há dados disponíveis, morreram no país mais de 99 mil pessoas.

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Uma pesquisa aponta que 70% dos pacientes de chikungunya só procuram o serviço de saúde quando a doença já está em fase crônica. Ou seja, a busca por tratamento especializado ocorre, pelo menos, três meses após apresentarem os primeiros sintomas. O problema da automedicação está entre os motivos para a demora ao recorrerem ao atendimento médico.

O estudo inclui pacientes do Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), um dos seis hospitais universitários, localizados em quatro estados do Nordeste, que os pesquisadores coletaram dados. A pesquisa foi feita de abril a dezembro de 2016.

“A gente tem pego aqui pacientes que vinham usando medicamentos por conta própria que já chegam diabéticos, hipertensos, obesos. Alguns já com problemas de glaucoma porque são efeitos colaterais do remédio que é mais usado pela população para o tratamento da chikungunya”, pontuou a médica e pesquisadora Cláudia Marques.

A auxiliar de cozinha Lúcia Maria dos Santos até procurou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não seguiu o tratamento adequado para a doença. Durante um ano e três meses ela tomou injeções para dor. Sem o devido acompanhamento, os sintomas logo voltaram. “Você acha que pode ficar boa sem procurar atendimento, por isso que eu não procurei”, alega.

Quando a aposentada Maria Tereza de Araújo, finalmente, percebeu que precisava ir a um especialista, surgiu outro problema: a dificuldade para conseguir marcar uma consulta com o médico. O ponto também foi um dos problemas constatados na pesquisa. “Eu tive que dormir no hospital para conseguir”, conta a aposentada.

A quantidade de casos notificados de chikungunya diminuiu de 2016 para 2017. Mesmo assim, Pernambuco já contabiliza 2.800 neste ano. A doença costuma alterar a rotina do paciente por conta das dores nas articulações.

Ao fim do estudo, médicos de vários estados se reuniram para elaborar uma recomendação para ajudar os especialistas a partir de tudo que se sabe até o momento sobre a doença. “É uma forma de auxiliar os médicos, lá a gente tem como dar o diagnóstico na fase aguda, na fase crônica e como tratar. Então, que medicamentos eu devo usar para qual tipo de paciente eu devo usar o medicamento, por quanto tempo”, concluiu Cláudia Marques. 

Uma atualização do terceiro Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), divulgada pela Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES), revela que 99 dos 184 municípios pernambucanos estão em situação de risco para as arboviroses. Ao todo, 88% das cidades têm risco elevado para a transmissão de dengue, zika e chikungunya. Nessas áreas, foi detectado grande número de residências com a presença do mosquito. E isso, conforme o governo, pode levar ao surgimento de doentes.

O estudo mostra, ainda, que 64 municípios estão em alerta e 19 encontram-se em situação favorável. Outros dois ainda não informaram o levantamento. Em comparação com os primeiros números do levantamento, divulgado em maio pela SES, 12 novas cidades entraram na lista de municípios em situação de risco. Ao todo, 52 municípios estavam em alerta e 19 encontravam-se em situação favorável. Outros 26 ainda não haviam informado o levantamento.

No segundo levantamento deste ano, feito no início de março, eram 81 cidades em risco de surto, 72 em alerta e 30 em condição satisfatória. No ano passado, o terceiro LIRAa mostrou que 69 municípios tinham risco de surto. Noventa estavam em alerta e 24 apresentavam situação satisfatória.

De acordo com a SES, o número de pessoas doentes, em 2017, teve queda entre 91% a 96%, quando comparado com os dados de 2016. Apesar disso, segundo a secretaria, os casos não estão sofrendo redução como seria esperado para este período do ano.

Estatísticas

Até sábado (20), Pernambuco notificou 9.597 casos de dengue, com 1.772 confirmações. Isso representa uma redução de 91,1% em relação a 2016.

Foram feitos 2.791 registros de chikungunya, com 706 confirmações. A redução é de 95,2%. O estado também notificou 420 casos de zika. A diminuição em relação ao mesmo período de 2016 chega a 96,1%.

Este ano, foram notificados 58 óbitos, com cinco casos descartados e um com resultado positivo para dengue. Os demais estão em fase de análise. 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) determinou, nesta segunda-feira (10), a suspensão da distribuição, comercialização e uso do lote nº 486773A do medicamento genérico Omeprazol 40 mg do tipo pó liofilizado com data de fabricação em janeiro de 2017 e vencimento em dezembro do mesmo ano.

A empresa Eurofarma, responsável pela fabricação, já havia anunciado o recolhimento voluntário do produto no último dia 14 de junho, devido a divergência na rotulagem da embalagem. Algumas unidades foram identificadas com o rótulo do Sulfato de Polimixina B.

Em comunicado no site, a empresa se coloca à disposição dos clientes por meio da Central de Atendimento Eurofarma no 0800-704-3876, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.