Saúde

O terceiro Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), divulgado pelas Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES), nesta quinta-feira (25), revela que 87 dos 184 municípios pernambucanos estão em situação de risco para as arboviroses. Nessas cidades, foi detectado grande número de residências com a presença do mosquito. E isso, conforme o governo, pode levar ao surgimento de doentes.

O estudo mostra, ainda, que 52 municípios estão em alerta e 19 encontram-se em situação favorável. Outros 26 ainda não informaram o levantamento.

No segundo levantamento deste ano, feito no início de março, eram 81 cidades em risco de surto, 72 em alerta e 30 em condição satisfatória. No ano passado, o terceiro LIRAa mostrou que 69 municípios tinham risco de surto. Noventa estavam em alerta e 24 apresentavam situação satisfatória.

A gerente do Programa de Controle das Arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Claudenice Pontes, informou que este ano, em relação ao mesmo período de 2016, houve queda de 94% a 97% no número de notificações de dengue, chikungunya e zika. Ela ressalta, no entanto, que o ano passado foi caracterizado por uma epidemia.

Para ela, é preciso redobrar os cuidados para evitar o surgimento de novos focos de mosquito. A gestora justifica a preocupação ao afirmar que o período de alternância de chuva e sol é propícia para o desenvolvimento dos mosquitos.

Estatísticas

Até sábado (20), Pernambuco notificou 5.459 casos de dengue, com 1.101 confirmações. Isso representa uma redução de 94,8% em relação a 2016.

Foram feitos 1.709 registros de chikungunya, com 412 confirmações. A redução é de 96,8%. O estado também notificou 259 casos de zika. A diminuição em relação ao mesmo período de 2016 chega a 97,5%.

Este ano, foram notificados 31 óbitos, com dois casos descartados e um com resultado positivo para dengue. Os demais estão em fase de análise. 

Atualmente, 1.179 pessoas estão à espera de um órgão ou tecido em Pernambuco / Foto: Reprodução/Internet

Desde o ano passado, a Força Aérea Brasileira (FAB) tem intensificado o transporte de órgãos para auxiliar as ações da Central de Transplantes de Pernambuco (CT-PE). Entre junho de 2016 e abril deste ano, 71 órgãos foram transportados pelos aviões da FAB. A maior parte dos deslocamentos (51, totalizando 73%) saiu de Petrolina (Sertão), além de Caruaru (Agreste) e dos Estados da Bahia, Piauí, Rio Grande do Norte, Maranhão, Sergipe e Alagoas.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (23), quando a CT-PE dá início à Semana Estadual de Incentivo à Doação de Órgãos. "As Centrais de Transplantes de todo o Brasil já contam com o apoio das companhias aéreas, que fazem o transporte dos órgãos e tecidos em voos comerciais, sem custo algum. Assim, a FAB tem tido papel fundamental, principalmente, no transporte de órgãos que tem menor durabilidade após a retirada do corpo do doador, como o coração”, afirma a coordenadora da CT-PE, Noemy Gomes.

Entre junho de 2016 e abril de 2017, a FAB transportou para Pernambuco 30 rins, 21 corações, 19 fígados e 1 pâncreas. Dos 21 corações, 9 foram transportados este ano. Isso representa 45% dos 20 corações transplantados no Estado esse ano. "Um paciente à espera por um rim tem a hemodiálise para fazer as funções vitais do órgão. No caso do coração, o paciente precisa encontrar logo um doador, pois não há nada que substitua esse órgão. Essa é mais uma das provas da importância dessa parceria", reforça Noemy.

A CT-PE já realizou, na última semana, curso sobre transplantes com médicos e enfermeiros de Petrolina. Na próxima quinta-feira (25), haverá um curso de atualização em doação de órgãos e tecidos para os profissionais da própria central.

Negativa familiar

Em Pernambuco, cerca de 40% das potenciais doações não são realizadas por causa da recusa dos familiares. “Estamos reforçando as capacitações com os profissionais de saúde para que eles possam entender todo o processo da doação, do diagnóstico da morte encefálica até a cirurgia de retirada dos órgãos e tecidos para o transplante. Além disso, precisamos conscientizar a população da importância desse ato. No Brasil, a doação só pode ser efetivada com a autorização de um familiar de até segundo grau. Por isso, a importância de expressar nosso desejo ainda em vida e conversar sobre o assunto com nossos familiares”, esclarece Noemy Gomes.

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Fotos Públicas/Karina Zambrana

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, informou que Cuba voltará a oferecer profissionais para o Mais Médicos. A negociação teria sido concluída e, nesta terça-feira (23), em Genebra, o governo cubano deve confirmar que a colaboração continua. Os representantes dos dois países estão na Suíça para reuniões da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O encontro contará com a Organização Pan-americana de Saúde, que chancelaria o novo entendimento. No mês passado, o governo cubano havia anunciado a interrupção da parceria.

Cresce grupos de pais que são contrários à vacinação dos filhos

Embora o Brasil tenha um dos mais reconhecidos programas público de vacinação do mundo, com os principais imunizantes disponíveis a todos gratuitamente, vêm ganhando força no País grupos que se recusam a vacinar os filhos ou a si próprios. Esses movimentos estão sendo apontados como um dos principais fatores responsáveis por um recente surto de sarampo na Europa, onde mais de 7 mil pessoas já foram contaminadas. No Brasil, os grupos são impulsionados por meio de páginas temáticas no Facebook que divulgam, sem base científica, supostos efeitos colaterais das vacinas.

O avanço desses movimentos já preocupa o Ministério da Saúde, que observa queda no índice de cobertura de alguns imunizantes oferecidos no Sistema Único de Saúde (SUS). No ano passado, por exemplo, a cobertura da segunda dose da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, teve adesão de apenas 76,7% do público-alvo.

“Isso preocupa e causa um alerta para nós porque são doenças imunopreveníveis, que podem voltar a circular se a cobertura vacinal cair, principalmente em um contexto em que temos muitos deslocamentos entre diferentes países”, diz João Paulo Toledo, diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, que ressalta que todas as vacinas oferecidas no País são seguras.  

A disseminação de informações contra as vacinas ocorre principalmente em grupos de pais nas redes sociais. Foram encontrados no Facebook cinco deles, reunindo mais de 13,2 mil pessoas. Nesses espaços, os pais compartilham notícias publicadas em blogs, a maioria de outros países e em inglês, sobre as supostas reações às vacinas – por exemplo, relacionando-as ao autismo.

Os pais também trocam informações para não serem denunciados, como não informar aos pediatras sobre a decisão de não vacinar os filhos, e estratégias que eles acreditam que garantiram imunização das crianças de forma alternativa, com óleos, homeopatia e alimentos. 

Exemplos

A doula Gerusa Werner Monzo, de 33 anos, participa de um desses grupos. Ela afirma que há anos começou a ler sobre as vacinas e, por isso, sempre foi contrária a imunizar os filhos, hoje com 6 e 9 anos. “Tomaram as que são dadas nos primeiros meses de vida porque fui obrigada, mas não foram todas. O caçula, por exemplo, não tomou reforços da tríplice viral e a da poliomielite”, disse. Gerusa diz ser contra vacinar seus filhos por achar a imunização desnecessária em crianças saudáveis e por medo de possíveis reações.

“Meus meninos nunca tomaram vacinas como a da gripe ou febre amarela, mas são mais saudáveis que muitas crianças porque têm boa alimentação, fazem tratamento com homeopatia. As vacinas atrapalham essa imunização natural que desenvolveram”.

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Campanha de vacinação contra a gripe começa na segunda-feira

A campanha nacional de vacinação contra a gripe do Ministério da Saúde se encerra no próximo dia 26, mas a adesão é considerada baixa em todo o País. Do total de 54,2 milhões de pessoas esperadas, somente 28,7 milhões foram vacinadas, o que representa 53% do público-alvo. No estado do Rio de Janeiro, por exemplo, não foi alcançado nem 50% do público estimado.

A virologista Marilda Siqueira, chefe do Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), avalia que o pouco destaque que o vírus Influenza teve na mídia este ano e o recente surto de febre amarela contribuíram para desviar o foco da atenção das pessoas da campanha contra a gripe. Isso porque, em estados com registros de morte pela doença, como o RJ, a população se preocupou mais em correr aos postos para receber a imunização contra a febre amarela. A vacina contra a gripe está disponível nos postos de vacinação desde 17 de abril.

“Mas isso não tira de maneira nenhuma a importância de tomar a vacina contra a gripe”, adverte Marilda. A virologista explica que é importante tomar a dose anualmente uma vez que a vacina contra o vírus Influenza, causador da gripe, não oferece uma imunidade duradoura. Outro fator importante é que o vírus pode apresentar mutações de um ano para outro em seu genoma e as vacinas são "atualizadas" para garantir uma proteção mais ampla à população. “Então, tem que tomar este ano, de novo”, diz.

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro reafirmou que a baixa procura pelos postos de saúde é motivo de preocupação entre especialistas, uma vez que, até o início desta semana, seis em cada dez pessoas que fazem parte dos grupos prioritários ainda não se vacinaram.

“Vivemos um momento em que as medidas preventivas são fundamentais. A baixa adesão à campanha ainda nos preocupa e precisamos alertar a população. Sabemos que a gripe é uma doença aparentemente simples, mas que pode evoluir gravemente, principalmente entre os grupos mais vulneráveis. A vacina é segura e está disponível em todas as redes municipais de saúde. É preciso entender que a prevenção é a melhor forma de evitar a doença”, alertou o secretário de estado de Saúde, Luiz Antonio Teixeira Jr.

Inverno

A proximidade do início do inverno, em 21 de junho, reforça a necessidade de ampliar a imunização. “O vírus Influenza já está circulando em várias regiões e as pessoas têm que ficar atentas para se protegerem”, insiste a virologista. Ela lembra que, no ano passado, mais de 2 mil pessoas morreram por Influenza no Brasil. Grande parte dos óbitos foi de pessoas elegíveis para tomar a vacina, ou seja, maiores de 60 anos de idade, crianças menores de 4 anos e pessoas com problemas de imunodeficiência, respiratórios ou cardíacos crônicos, além de diabéticos.

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Os acidentes de moto são o principal problema de saúde de Pernambuco. A afirmação foi feita pelo secretário de Saúde do Estado, Iran Costa, durante a apresentação do Relatório de Gestão do setor referente ao último quadrimestre de 2016, em audiência pública da Comissão de Saúde, nesta quinta-feira (18). Segundo o gestor, os custos totais com esse tipo de acidente representam quase o dobro de todo o orçamento da Universidade de Pernambuco (UPE).

“Em 2015, essa despesa chegou a R$ 917 milhões. Desse valor, cerca de R$ 500 milhões vêm do orçamento da Secretaria de Saúde. Para se fazer uma comparação, o Governo gasta R$ 380 milhões por ano com a UPE”, ressaltou Costa. Segundo ele, são mais de 700 mortes e mais de três mil pessoas mutiladas a cada ano. “São números alarmantes, mas a atuação que a Secretaria de Saúde pode ter é apenas a de atender os acidentados. Para mudar isso, é preciso uma reação forte da sociedade, além de alterações na legislação de trânsito”, declarou.

Para o secretário, a fiscalização de medidas simples de segurança pode provocar uma  mudança nesse quadro. “Apenas o uso de sapatos, roupas e equipamentos adequados pode fazer muita diferença”, considerou. “Uma proposta mais ousada seria determinar que cada moto circulasse apenas com uma pessoa. Foi algo que deu certo na Colômbia”, sugeriu. O deputado Eduíno Brito (PP), presente na reunião, sugeriu a criação de um gabinete de crise para os acidentes de trânsito. “Precisamos integrar toda a cadeia do Governo do Estado em um monitoramento diário das ocorrências”, apontou.

Investimento

Outro tema tratado na reunião foi o balanço dos gastos com saúde em 2016. Com a consolidação dos dados dos últimos quatro meses do ano passado, as despesas liquidadas chegaram a R$ 2,7 bilhões, havendo aumento de 1% em relação ao valor investido em 2015. Mas, com relação ao percentual do orçamento aplicado, houve uma diminuição de 16,2%, em 2015, para 15%, em 2016.

“É o oitavo ano consecutivo em que investimos mais de 15% em saúde, quando o mínimo constitucional é de 12%. Somos o Estado que mais aplica, proporcionalmente, no Nordeste e, todo ano, sempre estamos, pelo menos, entre os cinco que mais investem no Brasil”, pontuou o secretário. “O que mais fizemos em 2015 e 2016 foi racionalizar gastos. Isso em um cenário em que a União investe cada vez menos, como tem ocorrido nos últimos 20 anos”, avaliou.

A presidente da Comissão de Saúde da Alepe, deputada Roberta Arraes (PSB), elogiou a postura de Iran Costa. “Cuidar da saúde não é fácil, mas o secretário, com sua equipe preparada e sem tantos recursos, tem feito a sua parte”, frisou a parlamentar.

Com aspecto de sucata, três ambulâncias do Serviço de Móvel de Urgência (Samu) estão abandonadas em uma área nas proximidades do Parque Científico e Cultural do Jiquiá, na Zona Oeste do Recife. Sem os faróis e com muitas avarias, os veículos encontram-se em um matagal.

Por telefone, a Secretaria de Saúde do Recife informou que as ambulâncias têm um tempo de vida útil muito curto e que esses veículos já não estão mais aptos para atender a população. Ainda segundo a pasta, as três unidades foram colocadas no local enquanto o poder público decide o que fazer com elas.

Como não poderiam mais ser usadas no atendimento, à posse dos veículos deixou de ser da Secretaria de Saúde e passou para a Secretaria de Segurança Urbana da capital. Ao todo, o Recife conta com 50 ambulâncias, sendo 22 na ativa e 28 na reserva.

A Secretaria de Segurança Urbana do Recife garantiu que o comandante da guarda patrimonial iria visitar, ainda nesta quinta-feira (18), o local para verificar o estado de conservação dos veículos. Uma das possibilidades de futuro uso é que as ambulâncias façam o transporte de animais resgatados. 

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Após uma semana de mistério em torno das razões que o afastaram do comando do Cidade alerta, Marcelo Rezende revelou ter sido diagnosticado com câncer de pâncreas que irradiou para o fígado. A entrevista, exibida no Domingo Espetacular, da Record, neste domingo (14), foi gravada três horas antes do internamento dele, ocorrido na última segunda-feira.

"Eu não posso mentir, fazer cara de sofrimento. Vocês não vão me ver chorando, triste, desesperado. Saio daqui para fazer quimioterapia. Estou com cara de desesperado? Não. Por uma razão: desde que eu sou criança, eu tenho uma absoluta confiança e conhecimento de Deus", revelou ele, que tem 65 anos e cinco filhos.  

"Eu não tenho medo da morte", garantiu, em meio a declarações sobre fé, obediência e gratidão a Deus. ""Eu tenho cinco filhos de cinco de ex-esposas. Quem vence cinco ex-esposas com cinco ex-sogras vence qualquer coisa", brincou. O amigo Geraldo Luís, apresentador do Domingo show, interrompe a entrevista com uma ligação e depois aparece na casa dele para levá-lo ao hospital.

Rezende definiu o momento pelo qual passa como "difícil, mas não definitivo" e demonstrou muita confiança na recuperação. "Meus filhos ficaram alucinados, perturbados. e eu sento com eles e digo 'calma'", contou o apresentador. Aos fãs, o jornalista pediu, assim como já havia feito nas redes sociais, orações. 

O apresentador conhecido pelos bordões "corta para mim" e "comandante Hamilton" descobriu a doença há cerca de um mês. O primeiro sintoma, contou, foi acordar muito cansado em um dia que chegou a abrir um vinho, mas perdeu a vontade de tomar. "O segundo sintoma: quando acordei, ia à padaria comer um pão com queijo, na sexta-feira. Mas, quando acordei, não quis ir", relembrou. A falta de apetite e a aversão ao vinho, uma espécie de ritual dele, acenderam o sinal de alerta. Na semana seguinte, ele foi submetido a exames que identificaram o câncer. 

Mistério

O carioca Marcelo Rezende foi internado no Hospital Albert Einstein, na capital paulista, na segunda-feira passada. A informação foi confirmada ao Viver pela instituição médica e pela Record, mas detalhes sobre a condição de saúde dele e exames aos quais foi submetido não foram divulgados.

Desde então, ele tem feito publicações nas redes sociais sobre obediência, fé e Deus, mas não fez referência à doença ou ao tratamento. "Que a Glória de DEUS recaia sobre este filho", pediu ele na sexta-feira, dia em que começaram a ser veiculadas as chamadas do programa Domingo Espetacular sobre a doença dele. "Um depoimento emocionante sobre o desafio que ele enfrenta agora, o maior de sua vida", anunciava Paulo Henrique Amorim, no pequeno vídeo sobre a edição do programa.

Mosquito da dengue, Aedes aegypti

De nome esquisito e capacidade de, literalmente, derrubar uma pessoa, a febre chikungunya tem feito dezenas de doentes no Ceará a cada semana. A doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue e do vírus Zika, e chega a ser mais debilitante que a duas enfermidades. O avanço da doença acionou o alerta no estado.

“Começou com uma febre muito alta, de repente, e com as dores nas juntas: pontas dos dedos, ombros, joelhos, pés. É uma dor insuportável, a ponto de eu não conseguir me levantar e me mover nos primeiros dias. Eu não sentia fome nem sede e fiquei muito inchada. Havia alguns casos no meu bairro e eu já sabia como a doença evoluía”, conta a jornalista Talita Sales, 31, que teve a doença há um mês.

No último boletim epidemiológico das arboviroses (dengue, Zika e chikungunya), a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) contabilizou 13,3 mil casos de chikungunya confirmados até a 19ª semana de 2017 e uma taxa de incidência de 465 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Em 2016, a Sesa classificou o cenário da doença como epidêmico: 31,4 mil casos foram confirmados em 139 dos 184 municípios cearenses.

Características

Embora guarde semelhanças com a dengue e a zika, a chikungunya tem características que podem explicar a rápida disseminação do vírus, segundo a coordenadora de Promoção e Proteção à Saúde da Sesa, Daniele Queiroz. Quando a pessoa é picada pelo Aedes aegypti, os sintomas começam de forma mais precoce (sobretudo febre alta e dores nas articulações) e o vírus permanece no doente por cerca de 10 dias. Se ela for picada várias vezes nesse período, os mosquitos disseminam a doença com mais rapidez.

O vírus da chikungunya se multiplica no mosquito em apenas 2 dias (o vírus da dengue leva de 8 a 12 dias para passar por esse processo; só após esse período é que o mosquito começa a transmiti-lo). Estima-se ainda que, de cada 10 pessoas picadas pelo Aedes aegypti, pelo menos 7 desenvolvam a chikungunya. “Isso dá a característica de epidemia explosiva”, explica a coordenadora.

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A Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou ontem a primeira morte por gripe deste ano em Pernambuco. A vítima foi infectada pelo H3N2 (vírus que tem predominado no Brasil), tinha 61 anos, morava no bairro de Afogados, Zona Oeste do Recife, e tinha doenças crônicas: obesidade, diabetes e doença cardiovascular. Apesar de fazer parte dos grupos prioritários para a vacinação, a idosa não tinha se imunizado contra influenza (comumente conhecida como gripe) nos últimos 12 meses, segundo a Secretaria de Saúde do Recife. A vacinação é importante para o público-alvo (como idosos) porque fornece proteção contra complicações da gripe que podem ser responsáveis por internações e morte.

A idosa começou a apresentar os sintomas de doença respiratória no dia 10 de abril e, dois dias depois, foi atendida e internada em policlínica da cidade, onde também fez uso do fosfato de oseltamivir (disponível só nas unidades de saúde), medicamento que deve ser indicado para pacientes que têm possibilidade de evoluir com complicações da gripe. Passados sete dias do início dos sintomas, a idosa sofreu um agravamento do quadro gripal (condição conhecida como SRAG – sigla para síndrome respiratória aguda grave) e foi encaminhada para um hospital em Paulista (Grande Recife), onde ficou em unidade de terapia intensiva (UTI) e foi a óbito no dia 19 de abril. O caso, contudo, só foi confirmado em boletim divulgado ontem pela SES.

A SRAG é caracterizada pela internação de pacientes com febre, tosse ou dor de garganta associado à dispneia ou desconforto respiratório. Em Pernambuco, há outra morte pela síndrome confirmada, mas decorrente da tuberculose. A SES investiga outros quatro óbitos, que podem ter sido provocadas por vírus respiratórios, como os da gripe, e por bactérias, além de outros agentes como fungos. O boletim também destaca outras cinco mortes por SRAG cujas causas não foram especificadas.

O balanço da SES ainda alerta para o aumento de 22% no número de casos de adoecimento por SRAG, em comparação com o mesmo período de 2016. Até o dia 22 de abril, foram 537 casos da síndrome, em 2016, 439 ocorrências. "Este ano houve aumento de casos de influenza antes do esperado. Com as chuvas, precisamos ficar mais atentos às ocorrências. Quem faz parte do grupo de maior risco para o agravamento da gripe precisa ser vacinadas", avisa a gerente de Prevenção de Doenças Imunopreveníveis da SES, Ana Antunes. Amanhã será o Dia D da Campanha de Vacinação. Até o momento, em Pernambuco, só 22% do público-alvo, formado por 1,8 milhão de pessoas, foram imunizados. A vacina está disponível, nos postos de saúde, até o dia 26.

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) tiveram um aumento de 22%, nos primeiros meses de 2107, quando comparados com os do ano passado. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, até o dia 22 de abril, foram 537 registros da doença. Em 2016, houve 439 ocorrências. Faltando dois dias para o Dia D da campanha de vacinação, até o momento, 511.496 pessoas foram imunizadas, de um total de mais de 2,3 milhões de pernambucanos. Ou seja, 21,9% do público alvo.

Com uma morte confirmada em abril, a maioria dos resultados positivos está associada ao vírus A (H3N2). Em 2016, a maior parte dos casos era da A (H1N1). Naquele ano, houve 15 óbitos. Assim como a influenza B, esses tipos estão presentes na composição da vacina, que está disponível para os grupos prioritários nos postos de saúde do estado.

Dos 537 casos registrados neste ano, 42 foram confirmados para influenza A(H3N2) e quatro para influenza B. Em 2016, foram 439 casos de SRAG, com 56 resultados positivos para influenza A(H1N1) e dois para influenza B. Houve, ainda, uma morte por influenza A não subtipada no ano passado.

A vacinação contra a influenza é feita em uma dose. A exceção se aplica aos menores de 9 anos, que devem tomar a segunda 30 dias após a primeira. A campanha segue até o dia 26 deste mês. A vacina é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática em doses anteriores, como também a qualquer componente da vacina ou alergia a ovo de galinha e seus derivados.

Podem se vacinar contra a influenza: idosos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, criança com 45 dias de nascimento, indígenas, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional e professores dos ensinos básico e superior de escolas públicas e privadas, além de profissionais de saúde.

Influenza

É uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório. A transmissão ocorre por meio de secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir, espirrar ou pelas mãos, que após contato com superfícies recém-condicionadas por secreções respiratórias pode levar o agente infeccioso direto a boca, olhos e nariz.

Veja algumas medidas para evitar a doença

Lavar as mãos com água e sabão frequentemente (principalmente antes de consumir algum alimento, tocar os olhos, nariz ou boca e após tossir, espirrar e/ou usar o banheiro).

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A menos de 20 dias do fim da 19ª Campanha Nacional de Vacinação Contra Gripe, só 332.386 pessoas procuraram os postos de saúde em Pernambuco, segundo balanço divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde, com dados atualizados na manhã de ontem (08). O número representa apenas 14,26% do público-alvo, formado por quase 1,9 milhão de pessoas consideradas mais vulneráveis para complicações da gripe no Estado, onde a cobertura vacinal (percentual da população que está vacinada) está abaixo do índice nacional, de 27,5% até o momento. Ou seja, cerca de 13,6 milhões de pessoas foram vacinadas no Brasil, de um total de 54,2 milhões do público-alvo.

A meta, este ano, é vacinar 90% desse público até o dia 26, quando termina a campanha. O Dia D de mobilização nacional para vacinação ocorre sábado. A coordenadora Nacional do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, alerta para a importância do público-alvo se imunizar dentro do prazo, a fim de evitar gripe e possíveis agravamentos. "É de fundamental importância que a população-alvo busque, o quanto antes, os postos de vacinação para garantir a proteção contra a influenza, principalmente neste período, que antecede o inverno", destaca.

Os Estados do Sul, Paraná (53,1%), Rio Grande do Sul (47,2%) e Santa Catarina (43,3%) estão com a maior cobertura vacinal do País até o momento. Entre os públicos-alvo, os profissionais de saúde registraram a maior cobertura vacinal no Brasil, com 1,5 milhão de doses aplicadas, o que representa 37,3% desse grupo, seguido pelos idosos (34,5%) e puérperas (30,7%), que são as mulheres que estão no período de até 45 dias após o parto. Ainda no País, os grupos que menos se vacinaram são indígenas (13,9%), crianças (15,9%), professores (16,6%) e gestantes (22,9%).

Desde o dia 17 de abril, a vacina contra a gripe está disponível nos postos de vacinação para crianças de 6 meses a menores de 5 anos, pessoas com 60 anos ou mais, trabalhadores de saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais, além dos professores.

A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). São prioridade os mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

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Estão internadas no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Zona Oeste do Recife, três pessoas de uma mesma família com uma doença infecciosa nunca antes notificada em Pernambuco: a coccidioidomicose. Os pacientes, que recebem um tratamento com antifúngicos, são um pai e seus dois filhos, moradores do município de Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, distante 415 km da capital pernambucana.

A coccidioidomicose é uma doença que pode ser confundida com pneumonia comunitária ou tuberculose pulmonar e ocasionam complicações como meningite, úlceras na pele e lesões nos ossos. Causada pelo fungo Coccidioides immitis, ela foi relatada inicialmente no sul e no oeste dos Estados Unidos (Califórnia, Texas, Utah, Novo México, Arizona e Nevada) e no México. Os primeiros casos no Brasil foram diagnosticados na década de 1990, principalmente nos estados vizinhos do Ceará e do Piauí.

A maneira mais usual de contágio é por meio da inalação do fungo em suspensão no solo seco. Além de praticarem a caça de tatus, os pacientes internados são agricultores e lidam com o manejo da terra. Segundo o Hospital das Clínicas, geralmente a doença é leve e limitada, exceto em pessoas com comprometimento da imunidade.

Pai e filhos foram encaminhados do serviço de saúde de Serra Talhada para o Hospital das Clínicas, onde a doença foi detectada através de exame laboratorial do escarro realizado pelo Departamento de Micologia da UFPE. O quadro clínico dos três pacientes é estável. Depois de receberem alta, eles deverão ser acompanhados durante vários meses pelo Ambulatório de Infectologia da unidade de saúde.

Encontro contará com a presença de profissionais de diversas áreas especializadas nos cuidados aos pacientes diagnosticados com Alzheimer (Foto ilustrativa: Pixabay)

A Associação Brasileira de Alzheimer – Regional Pernambuco (Abraz-PE) realizará nos dias 4 e 5 de maio, em Pesqueira, no Agreste do Estado, mais uma edição do Programa Abraz Itinerante. o encontro acontecerá no Centro Comercial Rosa, antiga Fábrica Rosa, na área central do município.

O objetivo do evento é debater diversos aspectos sobre o Alzheimer, doença progressiva que destrói a memória e outras funções mentais importantes. O encontro contará com a presença de profissionais de diversas áreas especializadas nos cuidados aos pacientes diagnosticados: gerontologia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, odontogeriatria, nutrição e geriatria.

Abraz Itinerante – encontro sobre doença de Alzheimer

Data: 4 e 5 de maio
Horário: 19h às 21h (4 de maio) | 8h às 12h (5 de maio)
Local: Centro Rosa (antiga Fábrica Rosa) | Praça comendador José Didier, Pesqueira – PE
Informações: (81) 98685.2572 | (81) 98808.0263.

O Globo

No Brasil, há 2.653 casos confirmados de microcefalia e outros distúrbios neurológicos associados ao zika em crianças, segundo dados do Ministério da Saúde coletados entre 8 de novembro de 2015 e 8 de abril de 2017. No sertão e nas periferias, a falta de atendimento precoce diminui as chances de reabilitação de bebês.

José Pedro chegou ao mundo em silêncio. Nasceu sem chorar. Cassiana, a mãe, soube só depois de dar a luz que seu menino tinha microcefalia, hidrocefalia, deformidades em braços, pernas, bacia e coluna. Nunca foi de choro, cansa ao puxar o ar. Ele vive na quietude, resigna-se Cassiana, de 27 anos. José Pedro pesa hoje 5,6 quilos — o esperado para um bebê de 2 meses. Mas acaba de completar 1 ano e 4 meses. Problemas na absorção de nutrientes prejudicaram o crescimento. José Pedro é pequenino. Mas há até pouco tempo era invisível. Ele é uma das crianças com síndrome da zika congênita que a médica Adriana Melo, de Campina Grande, na Paraíba, se desespera ao saber desamparadas Brasil afora. Como Cassiana, a maioria das mães afetadas pela primeira epidemia do zika não consegue para os filhos acesso ao tratamento precoce e intensivo que estes deveriam ter:

— Vivem invisíveis. Seja porque não estão nas estatísticas ou porque não receberam atendimento. Mas, sobretudo, porque pesam na consciência da sociedade. São vítimas de uma doença social, causada por um mosquito que prolifera em condições insalubres. Então, a sociedade não quer enxergá-las. Porque incomoda. Mas o Brasil tem uma dívida com elas.

Há 2.653 casos confirmados de microcefalia e outros distúrbios neurológicos em crianças associados ao zika no Brasil de 8 de novembro de 2015 a 8 de abril de 2017, segundo o Ministério da Saúde. Destes, 1.369 (52,2%) recebem cuidados de puericultura, 1.110 (41,8%) estão em estimulação precoce e 1.524 (57,4%) no serviço de atenção especializada. O número de crianças com acesso aos três tipos de atenção não é informado para o período. Mas dos 214 casos confirmados de 2017, só 32 recebem os três. Outros 3.215 casos permaneciam em investigação e 98 são considerados prováveis.

— Cada número é uma criança doente. E que só nasceu doente porque a mãe foi picada por um mosquito. Uma criança que precisa desesperadamente de cuidados completos desde o nascimento. Cada dia que espera por assistência, é um dia perdido de reabilitação. Essas crianças não podem esperar, destaca a médica.

E Adriana teme que sejam esquecidas:

— O zika este ano não circulou tanto, mas não deixou de existir. Enquanto houver mosquito, ele voltará. A tragédia está aí. Temos crianças, mães, famílias que sofrem sós, isoladas, esquecidas.

Adriana Melo é uma das pioneiras na identificação da síndrome da zika congênita. Foi o grupo dela que identificou o vírus no líquido amniótico de duas gestantes da Paraíba e alertou que ele causava não só microcefalia mas uma série de outros distúrbios. A médica há três meses soube de José Pedro e seu abandono. Incluiu o menino no programa de assistência a crianças com zika congênita que criou no Instituto de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto (Ipesq), em Campina Grande. Mas destaca que ainda é pouco.

— Crianças como o Zé Pedro têm imensas necessidades e nós, pouquíssimos recursos. Ele poderia estar melhor se tivesse recebido cuidados como fisioterapia logo após nascer, diz Adriana.

TRATAMENTO NEGADO

José Pedro precisa de um leite especial para viver. Desde que começou a recebê-lo, engordou um pouco. Há dois meses, pesava 3,4 quilos, o peso de um recém-nascido. A fragilidade impede que possa operar pés, mãos, joelhos, bacia e fêmur e corrigir parte das deformidades ligadas à zika congênita. Para isso, precisaria ter dez quilos.

O programa do Ipesq começou com crianças de Campina Grande e municípios do semiárido paraibano, castigados pela zika e por uma das secas mais severas da História do Brasil. A família de José Pedro é da capital, João Pessoa. Mas isso não assegurou melhores condições.

— Nosso filho nasceu doente, mas só soubemos que a causa poderia ser zika, quando tinha 3 meses. A gente vivia em Bayeux, na periferia de João Pessoa, onde não há atendimento especializado. Mandaram-nos para a capital, mas lá se recusaram a nos atender porque na época não morávamos na cidade. Ficamos meses assim, indo e vindo, implorando tratamento — conta o pai, José Nazareno Ferreira Júnior, de 30 anos, que perdeu o emprego porque faltava para cuidar da família.

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