Saúde

Estudo indica que muitos hospitais públicos não têm estrutura para atender pacientes com Acidente Vascular Cerebral / Agência Brasil

Uma pesquisa do Conselho Federal de Medicina (CFM) com médicos neurologistas e neurocirurgiões de todo o Brasil indica que 76% dos hospitais públicos onde eles trabalham não apresentam condições adequadas para atender casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Apenas 3% dos serviços avaliados pelos médicos têm estrutura classificada como muito adequada e 21% como adequada, de acordo com estudo divulgado nesta segunda-feira (31).

O CFM ouviu 501 médicos que trabalham em serviços de urgência e emergência de unidades de saúde pública de todo o país. Eles responderam a um questionário sobre a situação do atendimento a pacientes com AVC, considerando critérios como o acesso exames de imagem em até 15 minutos, disponibilidade de leitos e medicamentos específicos, triagem dos pacientes identificados com AVC de forma imediata, capacidade numérica e técnica da equipe médica especializada e qualidade das instalações disponíveis, entre outros pontos baseados em parâmetros internacionais e nacionais de atendimento ao AVC.

A percepção da maior parte dos médicos entrevistados aponta que as unidades públicas de saúde nem sempre estão preparadas para receber de forma adequada um paciente com sintomas do AVC, apesar de ser uma doença grave que está entre as principais causas de morte em todo o mundo.

“Nós fomos atrás dessa percepção em virtude do Acidente Vascular Cerebral ser a segunda principal causa de morte no Brasil, um dado epidemiológico. E é a principal causa de incapacidade no mundo e no Brasil, gerando inúmeras internações”, disse Hideraldo Cabeça, neurologista responsável pela pesquisa e coordenador da Câmara Técnica de Neurologia e Neurocirurgia do CFM.

Infraestrutura de atendimento é inadequada

Segundo a pesquisa, a infraestrutura de atendimento a AVC é inadequada em 37% dos serviços e pouco adequada em 39%, totalizando 76% de serviços que não se enquadram totalmente nos protocolos de atenção ao AVC estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Entre os itens essenciais que não estão disponíveis em mais da metade das unidades de saúde figura a tomografia em até 15 minutos e o acesso ao medicamento trombolítico, usado para dissolver o sangue coagulado nas veias do cérebro.

“Você não ter o uso do trombolítico em 100% dos serviços é um problema sério. Se o mesmo indivíduo chegar em locais diferentes, em um ponto ele vai ter atendimento próximo daquele que é recomendado e em outro local, não. E se tem o trombolítico, tem local pra fazer? Ele vai fazer na maca ou de forma respeitosa em um leito apropriado?”, questionou o neurologista.

A pesquisa aponta ainda que em 66,4% das unidades não havia apoio adequado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). E em 87,9% dos hospitais não havia número suficiente de leitos para a demanda de AVC.

“Nosso objetivo é atender rápido e trazer menos prejuízos. Quanto menor o tempo de atendimento, maior a chance de menor sequela. Se você atende em um curto tempo, você aumenta a chance de benefício e recuperação desse indivíduo e seu retorno à sociedade” afirmou Hideraldo.

A rapidez no atendimento fez a diferença para a recuperação do treinador de futebol Ricardo Gomes. O então técnico do Vasco da Gama sofreu um AVC hemorrágico em 2011 na beira do campo, em um jogo contra o Flamengo. Ele foi prontamente atendido.

Seis anos após o acidente, Gomes ainda faz reabilitação para amenizar as sequelas, mas retomou sua rotina de trabalho. O caso do técnico é lembrado em campanhas de conscientização promovidas pela Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares e outras associações médicas.

Mortes e sequelas

Conhecido popularmente como derrame ou trombose, o AVC ocupa o segundo lugar no ranking de enfermidades que mais causam óbitos no Brasil, atrás apenas das doenças cardiovasculares. Segundo o Ministério da Saúde, em 2014, último ano em que há dados disponíveis, morreram no país mais de 99 mil pessoas.

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Uma pesquisa aponta que 70% dos pacientes de chikungunya só procuram o serviço de saúde quando a doença já está em fase crônica. Ou seja, a busca por tratamento especializado ocorre, pelo menos, três meses após apresentarem os primeiros sintomas. O problema da automedicação está entre os motivos para a demora ao recorrerem ao atendimento médico.

O estudo inclui pacientes do Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), um dos seis hospitais universitários, localizados em quatro estados do Nordeste, que os pesquisadores coletaram dados. A pesquisa foi feita de abril a dezembro de 2016.

“A gente tem pego aqui pacientes que vinham usando medicamentos por conta própria que já chegam diabéticos, hipertensos, obesos. Alguns já com problemas de glaucoma porque são efeitos colaterais do remédio que é mais usado pela população para o tratamento da chikungunya”, pontuou a médica e pesquisadora Cláudia Marques.

A auxiliar de cozinha Lúcia Maria dos Santos até procurou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não seguiu o tratamento adequado para a doença. Durante um ano e três meses ela tomou injeções para dor. Sem o devido acompanhamento, os sintomas logo voltaram. “Você acha que pode ficar boa sem procurar atendimento, por isso que eu não procurei”, alega.

Quando a aposentada Maria Tereza de Araújo, finalmente, percebeu que precisava ir a um especialista, surgiu outro problema: a dificuldade para conseguir marcar uma consulta com o médico. O ponto também foi um dos problemas constatados na pesquisa. “Eu tive que dormir no hospital para conseguir”, conta a aposentada.

A quantidade de casos notificados de chikungunya diminuiu de 2016 para 2017. Mesmo assim, Pernambuco já contabiliza 2.800 neste ano. A doença costuma alterar a rotina do paciente por conta das dores nas articulações.

Ao fim do estudo, médicos de vários estados se reuniram para elaborar uma recomendação para ajudar os especialistas a partir de tudo que se sabe até o momento sobre a doença. “É uma forma de auxiliar os médicos, lá a gente tem como dar o diagnóstico na fase aguda, na fase crônica e como tratar. Então, que medicamentos eu devo usar para qual tipo de paciente eu devo usar o medicamento, por quanto tempo”, concluiu Cláudia Marques. 

Uma atualização do terceiro Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), divulgada pela Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES), revela que 99 dos 184 municípios pernambucanos estão em situação de risco para as arboviroses. Ao todo, 88% das cidades têm risco elevado para a transmissão de dengue, zika e chikungunya. Nessas áreas, foi detectado grande número de residências com a presença do mosquito. E isso, conforme o governo, pode levar ao surgimento de doentes.

O estudo mostra, ainda, que 64 municípios estão em alerta e 19 encontram-se em situação favorável. Outros dois ainda não informaram o levantamento. Em comparação com os primeiros números do levantamento, divulgado em maio pela SES, 12 novas cidades entraram na lista de municípios em situação de risco. Ao todo, 52 municípios estavam em alerta e 19 encontravam-se em situação favorável. Outros 26 ainda não haviam informado o levantamento.

No segundo levantamento deste ano, feito no início de março, eram 81 cidades em risco de surto, 72 em alerta e 30 em condição satisfatória. No ano passado, o terceiro LIRAa mostrou que 69 municípios tinham risco de surto. Noventa estavam em alerta e 24 apresentavam situação satisfatória.

De acordo com a SES, o número de pessoas doentes, em 2017, teve queda entre 91% a 96%, quando comparado com os dados de 2016. Apesar disso, segundo a secretaria, os casos não estão sofrendo redução como seria esperado para este período do ano.

Estatísticas

Até sábado (20), Pernambuco notificou 9.597 casos de dengue, com 1.772 confirmações. Isso representa uma redução de 91,1% em relação a 2016.

Foram feitos 2.791 registros de chikungunya, com 706 confirmações. A redução é de 95,2%. O estado também notificou 420 casos de zika. A diminuição em relação ao mesmo período de 2016 chega a 96,1%.

Este ano, foram notificados 58 óbitos, com cinco casos descartados e um com resultado positivo para dengue. Os demais estão em fase de análise. 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) determinou, nesta segunda-feira (10), a suspensão da distribuição, comercialização e uso do lote nº 486773A do medicamento genérico Omeprazol 40 mg do tipo pó liofilizado com data de fabricação em janeiro de 2017 e vencimento em dezembro do mesmo ano.

A empresa Eurofarma, responsável pela fabricação, já havia anunciado o recolhimento voluntário do produto no último dia 14 de junho, devido a divergência na rotulagem da embalagem. Algumas unidades foram identificadas com o rótulo do Sulfato de Polimixina B.

Em comunicado no site, a empresa se coloca à disposição dos clientes por meio da Central de Atendimento Eurofarma no 0800-704-3876, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Desconformidades na fabricação da medicação Captopril, do Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco Governador Miguel Arraes S/A (Lafepe), fizeram com que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinasse a suspensão da distribuição, comércio e uso da droga, prescrita para o controle da pressão alta.

A alteração foi no teor de bissulfeto de captopril, que compõe a fórmula. O problema foi identificado durante estudo de estabilidade dos lotes 15090230, 15090231 e 15090232.

Além desses, outros oito lotes também estão sendo retirados de circulação. Todos têm a apresentação de 25 mg. O anti-hipertensivo foi produzido entre 2015 e 2016 e adquirido por 119 clientes em 74 municípios.

A Anvisa alertou aos pacientes que estejam utilizando algum dos lotes suspensos para fazer a troca do medicamento. A medida é preventiva, para garantir que as pessoas não tenham problemas em seus tratamentos, utilizando um produto que gera menos efeito.

Os pacientes podem ligar no serviço de atendimento da empresa para saber como fazer a troca do produto ou, se preferir, consultar o seu médico para avaliar a alteração do tratamento.

O Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC), nos canais 0800.081.1121 (segunda à sexta-feira, das 8h às 14h). Os outros lotes do produto produzido pelo Lafepe continuam liberados. A agência nacional ainda indicou que no mercado também existem diferentes marcas do mesmo medicamento disponíveis.

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Cientistas do mundo todo estão trabalhando em diversas frentes para "aposentar" a insulina e as medições de glicemia com picadas, o que daria mais bem-estar a 18 milhões de pessoas só no Brasil que sofrem com diabete – que cresceu 62% só na última década. Um trabalho pioneiro do País, que entra em nova fase, já deixa pacientes sem a medicação há mais de dez anos.

Cerca de 90% dos casos são de diabete do tipo 2, que ocorre por resistência à ação da insulina e tem a obesidade entre as principais causas. Os casos restantes são de diabetes tipo 1, uma doença autoimune que leva o sistema imunológico a atacar o pâncreas do paciente, destruindo as células beta, que produzem insulina. Agora novas pesquisas envolvem terapia com células-tronco, implante de células pancreáticas artificiais, bombas eletrônicas de insulina, aplicação por via oral ou nasal e monitoramento da glicemia por escaneamento.

Hoje é o Dia Nacional do Diabete. E uma das iniciativas de maior impacto no tratamento de diabete tipo 1 vem sendo desenvolvida por cientistas brasileiros desde 2003 na Unidade de Terapia Celular do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP). O método foi idealizado por Júlio Voltarelli e, após sua morte, em 2012, passou a ser defendido pelo endocrinologista Carlos Eduardo Couri.

"Conseguimos algo que ninguém imaginava ser possível: suspender a insulina de pessoas com diabete tipo 1", diz ele.

Segundo Couri, o tratamento começa com a coleta de células-tronco da medula óssea do paciente. Em seguida, uma agressiva quimioterapia é usada para destruir o sistema imunológico. As células-tronco são então reintroduzidas no paciente, "reiniciando" o sistema imunológico, que para então de atacar o pâncreas, eliminando a necessidade de injeções de insulina. "Na primeira fase do estudo, entre 2003 e 2011, tratamos 25 pacientes e 21 pararam de usar insulina, um resultado inédito no mundo. A longo prazo, porém, apenas dois permanecem sem precisar das injeções", explica.

Esse resultado, no entanto, não significa que as pesquisas deram errado e vão agora entrar em nova fase. "A maior parte ficou 10 anos sem insulina. E os que voltaram a usar precisam de apenas uma injeção diária, em vez das três ou quatro", afirma o endocrinologista.

SCANNER

Para dispensar os diabéticos da desagradável picada no dedo a cada vez que é preciso monitorar a glicemia, um novo dispositivo permite que o paciente faça a medição com um scanner. Um pequeno sensor do tamanho de uma moeda de R$ 1 é aplicado no braço e mede continuamente a glicose no sangue do paciente, armazenando os dados durante o dia e a noite. Para verificar o índice glicêmico, o paciente aproxima do sensor um monitor, que escaneia a informação armazenada e a apresenta no visor. Desenvolvido pela Abbott, o FreeStyle Libre, foi liberado nos EUA em setembro de 2016 e já está no mercado brasileiro. Mas o preço é salgado: o kit custa cerca de R$ 600 e a cada 15 dias é preciso trocar o sensor, que custa cerca de R$ 240. 

A diarreia aguda pode ser acompanhada de náusea, vômito, febre e dor abdominal (Foto: Free Images)

Com 149.640 casos registrados de doenças diarreicas agudas este ano (até o último dia 10), Pernambuco se mantém em alerta em relação à ocorrência do problema, causado por diferentes agentes, como bactérias e vírus. “No Grande Recife, observamos casos mais associados aos enterovírus. Já no Agreste e no Sertão, há mais registros relacionados à ingestão de água ou alimento contaminados”, diz o epidemiologista George Dimech, diretor-geral de Controle de Doenças e Agravos da Secretaria Estadual de Saúde, George Dimech.

O número de doentes deste ano já ultrapassa o do mesmo período de 2016, que teve 144.293 casos. Em comparação com o 1º semestre de 2015, o salto também é grande: hoje já são mais de 46 mil casos em relação aos primeiros seis meses daquele ano.

Atualmente, já há notificados 47 surtos (ocorrência de vários casos com o mesmo sintoma numa determinada localidade) – três a mais do que no mesmo período de 2016. Para todos os casos, vale investir em melhoria da qualidade da água, higiene pessoal e alimentar, como manutenção de condições sanitárias adequadas. Podem parecer medidas de fácil controle, mas infelizmente ainda são um desafio para muitos municípios.

A diarreia aguda é uma doença de evolução autolimitada, ou seja, tem a tendência de ser resolvida pelo próprio organismo, com duração inferior ou igual a 14 dias. A manifestação predominante é o aumento do número de evacuações, com fezes aquosas ou de pouca consistência. Em alguns casos, há presença de muco e sangue. A doença pode ser acompanhada de náusea, vômito, febre e dor abdominal.

Além disso, a diarreia aguda corresponde a 16% dos atendimentos nas emergências pediátricas, e a 9% das internações em menores de 5 anos. A causa mais comum de diarreia aguda são as infecções, sendo que 74% delas são causadas por vírus, 20% por bactérias e 6% por parasitas.

O tratamento tem como objetivo principal avaliar o grau de desidratação e repor ou corrigir as perdas de líquidos. O soro de reidratação oral é o tratamento preferido para crianças com doença diarreica aguda.

Uma vacina para imunizar as pessoas contra níveis elevados de colesterol e o estreitamento das artérias causadas pela acumulação de material gordo (aterosclerose) pode ser possível após resultados bem sucedidos em camundongos. Agora, um teste de fase I em pacientes começou a ver se sua aplicação é viável em seres humanos.

Esta é a primeira demonstração de que é possível imunizar camundongos geneticamente modificados com uma molécula que leva o corpo a produzir anticorpos contra uma enzima chamada PCSK9, relacionada à liberação no sangue de lipoproteínas de baixa densidade (colesterol "ruim", ou LDL).

As pessoas com níveis elevados de colesterol LDL — devido à sua herança genética ou a uma dieta e estilos de vida pobres —, têm mais riscos de desenvolver doenças cardiovasculares prematuramente. Essas doenças do coração e dos vasos sanguíneos, causadas pela aterosclerose, superaram as infecções como a principal causa de doença e morte em todo o mundo.

Atualmente, medicamentos como estatinas podem ser usados para baixar o colesterol LDL, mas eles devem ser tomados diariamente e, embora geralmente sejam bem tolerados, podem causar efeitos colaterais adversos em algumas pessoas. Os compostos de redução de colesterol aprovados mais recentemente têm curta duração, resultando em reaplicação frequente e altos custos.

A pesquisa, publicada esta terça-feira no "European Heart Journal", mostra que a vacina AT04A, quando injetada sob a pele em ratos que foram alimentados com alimentos gordurosos, para induzir colesterol alto e o desenvolvimento de aterosclerose, reduziu a quantidade total de colesterol em 53%. Os danos aos vasos sanguíneos caiu 64%, e a inflamação dos vasos sanguíneos, entre 21 e 28%, em comparação aos ratos não vacinados.

— A vacina induziu anticorpos que visavam especificamente a enzima PCSK9 — comemora Günther Staffler, coautor do estudo. — Assim, os níveis de colesterol foram reduzidos de forma consistente e duradoura, diminuindo os depósitos de gordura nas artérias e inflamações da parede arterial.

Segundo Staffler, se a pesquisa também for bem sucedida em seres humanos, na medida em que os anticorpos persistem por meses após a vacinação, "podemos desenvolver uma terapia de longa duração (…). Isso resultaria em um tratamento eficaz e mais conveniente para os pacientes".

No total, 1,8 milhão de pessoas que não faziam parte do público-alvo se vacinaram, o que representa 4% do total de doses aplicadas na campanha / Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

A Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe atingiu 80% do público-alvo, segundo balanço do Ministério da Saúde. Ao todo, 46 milhões de brasileiros foram vacinados, considerando os grupos com indicação para a vacina – incluindo população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e pessoas com comorbidades – e a população em geral. A meta da campanha era vacinar 90% das pessoas dos grupos prioritários  e só foi atingida não foi atingida em três estados do Brasil: Amapá, Pernambuco e Paraná.

No total, 1,8 milhão de pessoas que não faziam parte do público-alvo se vacinaram, o que representa 4% do total de doses aplicadas na campanha. A meta de vacinar 90% das pessoas dos grupos prioritários não foi atingida, segundo o ministério.

A 19ª Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza terminou na última sexta-feira (09), após ser prorrogada por duas semanas. A vacina contra a gripe estava disponível na rede pública de saúde desde o dia 17 de abril. Os estados que ainda têm doses em estoque podem continuar vacinando a população.

De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a ampliação do público na última semana da campanha ocorreu para evitar desperdício, já que havia um estoque disponível de 10 milhões de doses. “Neste ano, tivemos poucos casos por influenza devido à baixa circulação do vírus. Em consequência disso, o público-alvo procurou menos os postos de saúde e havia ainda 10 milhões de doses disponíveis de um montante de 60 milhões adquiridas.”

Apenas três estados do país atingiram a meta da campanha deste ano de vacinar 90% do público-alvo: o Amapá, que chegou a 98,1% de imunização; Pernambuco, a 91,8% e o Paraná, a 90%.

A transmissão dos vírus influenza ocorre por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz).

O Ministério da Saúde ressalta que mesmo pessoas vacinadas, ao apresentarem os sintomas da gripe, especialmente as que são integrantes de grupos mais vulneráveis às complicações, devem procurar, imediatamente, um médico. Os sintomas da gripe são: febre, tosse ou dor na garganta, além de outros, como dor de cabeça, dor muscular e nas articulações.

Dia nacional, hoje, alerta para importância do exame

Uma punção no calcanhar que pode oportunizar tratamentos e salvar a vida do bebê. Este é o objetivo do Teste do Pezinho, que é celebrado nacionalmente nesta terça-feira (06). O exame, via de regra, deve ser realizado entre o 3º e o 5º dia após o nascimento, momento chave para o diagnóstico precoce de doenças metabólicas, genéticas, enzimáticas e endocrinológicas. Apesar dos avanços na triagem de recém-nascidos, Pernambuco ainda não alcançou a meta do Ministério da Saúde (MS).

No Estado, 28% dos bebês ficam sem o exame, quando é preconizada uma cobertura acima de 90%. A data é de alerta para os pais e responsáveis sobre a importância de levar os filhos para um dos 220 serviços de coleta em Pernambuco.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), apenas 20% das crianças chegam aos serviços no período ideal. A coordenadora da triagem neonatal da SES, Telma Costa, deu como exemplo as doenças fenilcetonúria e a fibrose cística. “Como cada patologia tem sua especificidade, temos que correr contra o tempo”, comentou.

Em 2016, 218 crianças precisaram fazer uma contraprova do Teste do Pezinho porque houve alguma alteração indicativa de fibrose cística. Dessas, 15 ainda passaram pelo Teste do Suor, que fechou o diagnóstico em sete pacientes.

A fenilcetonúria e a fibrose cística são duas das quatro doenças que podem ser descobertas com o exame. Pernambuco vai incluir mais duas: hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase. Ainda não há prazo.

G1

Com o término da campanha de vacinação contra a gripe para os grupos prioritários (idosos, crianças, gestantes, trabalhadores da área da saúde, entre outros), pelo menos 13 estados mais o Distrito Federal devem liberar para o restante da população a partir desta segunda-feira (05).

Os estados que já confirmaram a liberação foram Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Maranhão, além do Distrito Federal.

Já os estados de Alagoas, Amapá, Ceará, Pernambuco e São Paulo não irão liberar a vacina pelo Sistema Único de Saúde.

Em outros 6 estados, não há definição sobre a liberação:

Amazonas: A chefe de Imunização da Semsa, Isabel Hernandes Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de Manaus disse que ainda aguardam comunicado oficial do Ministério da Saúde. “Vamos aguardar o direcionamento do Programa Nacional de Imunização”.

Piauí: A secretaria estadual de saúde afirmou que a liberação não começa na segunda-feira, pois nessa data será feita uma reunião para definir os detalhes. Já a Fundação Municipal de Saúde de Teresina confirmou o início da vacinação para segunda.

Paraná: Segundo a Secretaria de Saúde, "a ampliação da oferta da vacina da gripe para outros grupos dependerá de análise técnica da comissão de infectologia" do órgão, "em consenso com os municípios".

Rio Grande do Norte: A Secretaria Estadual de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) disse que vai haver uma reunião na próxima segunda para decidir que medidas serão adotadas.

Tocantins: A Secretaria de Estado da Saúde disse que ainda não recebeu a norma técnica sobre a liberação e só vai definir se poderá aderir a determinação na segunda-feira.

Minas Gerais: a Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que, até o momento, não tem um posicionamento sobre a ampliação da vacinação no estado. O órgão disse ainda que deve haver uma definição nesta segunda.

Paraíba: Segundo a Secretaria de Saúde do Estado,  a ampliação depende de uma análise técnica que vai ser realizada em parceria com os municípios.  

Sobra de estoques

Na sexta-feira (02), o Ministério da Saúde anunciou a liberação para todas as faixas etárias nesta segunda, enquanto durarem os estoques. Segundo o órgão, a medida só é válida neste ano.

“Neste ano, tivemos poucos casos por influenza devido à baixa circulação do vírus. Em consequência disso, o público-alvo procurou menos os postos de saúde. No entanto, ainda há 10 milhões de doses de um montante de 60 milhões adquiridas. Para que não haja desperdício, já que estas vacinas só valem por um ano, decidimos estender a todas as faixas etárias, enquanto durarem os estoques”, disse em nota o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

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O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (02), que decidiu disponibilizar a vacina contra a gripe a toda a população. Antes restrita ao público-alvo formada principalmente por crianças e idosos, a dose de imunização agora será ofertada para toda as faixas etárias enquanto durar o estoque. A pasta informou que a medida só é válida neste ano e foi adotada em razão da disponibilidade de um estoque de 10 milhões de doses.

Na primeira etapa da campanha, haviam sido vacinadas até esta sexta 41,3 milhões de pessoas. De acordo com o ministério, o Amapá foi o único Estado que atingiu a meta, com 95,6% do público-alvo vacinado. A campanha agora seguirá até o dia 9 de junho, com a meta nacional de atingir 90% desse público.

“Neste ano, tivemos poucos casos por influenza devido à baixa circulação do vírus. Em consequência disso, o público-alvo procurou menos os postos de saúde. No entanto, ainda há 10 milhões de doses de um montante de 60 milhões adquiridas. Para que não haja desperdício, já que estas vacinas só valem por um ano, decidimos estender a todas as faixas etárias, enquanto durarem os estoques.”, destacou, em nota, o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Até esta sexta, foram vacinados 41,3 milhões de brasileiros. A população prioritária desta campanha é de 54,2 milhões de pessoas. Desse total, 76,7% foram vacinados.

“É importante que a população da campanha se vacine neste período para ficar protegida quando o inverno chegar. A vacina demora 15 dias para fazer efeito no organismo, por isso o Ministério da Saúde planeja a campanha antes do inverno, período de maior circulação dos vírus da influenza”, destacou Carla Domingues, coordenadora nacional do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde.

Cobertura

Os Estados com a maior cobertura de vacinação no país, até o momento, são: Amapá (95,6%), Paraná (84,9%), Santa Catarina (84 8%), Goiás (82,4%), Rio Grande do Sul (82%) e Pernambuco (81 3%). Já os Estados com menor cobertura são: Roraima (60,8%), Pará (65,3%), Mato Grosso do Sul (67,8%), Mato Grosso (68,3%), Acre (68,9%), Bahia (70,9%) e Sergipe (71,5%). Entre as regiões do país, o Sul apresenta maior cobertura vacinal, com 83,7%, seguida pelas regiões Sudeste (76,6%), Centro-Oeste (75,5%); Nordeste (74,8%) e Norte (72,9%).

Características

A vacina ofertada protege contra os três subtipos do vírus da gripe determinados pela Organização Mundial da Saúde para este ano (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B).” A vacina contra influenza é segura e também é considerada uma das medidas mais eficazes na prevenção de complicações e casos graves de gripe”, informou o ministério. Estudos demonstram, segundo a pasta, que a vacinação pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.

Fotos Públicas/Karina Zambrana

Cerca de 950 profissionais cubanos desembarcam no Brasil até o fim de junho para trabalhar no Mais Médicos. O grupo deve vir acompanhado de outros 300 médicos que já atuavam no programa e que haviam retornado temporariamente a Cuba – para passar férias ou para renovar documentos. O desembarque sela o entendimento entre governo brasileiro e cubano depois de um impasse que durou cerca de um mês.

Em abril, Cuba havia suspendido o envio de profissionais ao programa, numa reação ao aumento expressivo de médicos que, chamados de volta pelo país, entraram na Justiça e obtiveram o direito de continuar no Mais Médicos. Foram ao menos 100 profissionais que conseguiram liminares.

Numa reunião realizada há duas semanas, Cuba e Brasil entraram em um acordo. O Brasil informou que passaria a punir prefeituras que incentivassem cubanos a ingressar com ações na Justiça para permanecer no País. Além disso, abriu a possibilidade de Cuba negociar diretamente com prefeituras para enviar novos profissionais desde que elas arcassem com o pagamento dos salários, numa espécie de programa paralelo do Mais Médicos. Algo atrativo para o governo cubano, pois significa possibilidade de expansão dos convênios e, consequentemente, de receitas.

A estimativa é de que 4 mil cubanos deixem o Brasil até julho. Nesta primeira etapa, virão 950 profissionais para fazer a reposição. O objetivo, porém, é de que todas as vagas sejam repostas. Por causa do impasse dos meses anteriores, há o risco de o cronograma ser mais lento do que o inicialmente previsto. Isso fará com que a assistência à saúde em algumas cidades atendidas pelo programa seja prejudicada com a falta temporária de médicos.

Desde que assumiu a pasta, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, mostrou a intenção de reduzir a participação de cubanos no Mais Médicos. O ministro deixou claro que a atuação de estrangeiros ficaria restrita a áreas consideradas pouco atrativas para brasileiros, como distritos de saúde indígena.

Dentro da pasta, no entanto, é certo que a velocidade para substituição de cubanos por médicos brasileiros tem de ser controlada para evitar vazios assistenciais. Embora a resistência de profissionais brasileiros ao Mais Médicos tenha caído de forma expressiva, quando comparada com os primeiros meses do programa, há ainda um problema considerado grave: os altos índices de desistência. Um problema que não ocorre com cubanos que geralmente permanecem os 3 anos na cidade para a qual foram escalados.

A campanha nacional de vacinação contra a gripe foi prorrogada até o dia 9 de junho, de acordo com o Ministério da Saúde. A meta é alcançar 90% das 54,2 milhões de pessoas incluídas no público-alvo, mas, até esta quinta-feira, apenas 63,6% haviam recebido a sua dose.

Dos grupos que podem tomar a vacina pelo SUS, os idosos têm, até o momento, a maior cobertura: 72,4% desse público já se vacinaram. Entre as puérperas, mulheres que tiveram bebê recentemente, o alcance foi de 71,2% e, entre os indígenas, de 68,6%.

Os grupos que menos se vacinaram foram às crianças, com 49,9% de cobertura, gestantes, com 53,4% e os trabalhadores de saúde, com 64,2%. Este ano, a novidade da campanha foi à inclusão dos professores da rede pública e privada no público alvo. Até o momento, 60,2% deles se vacinaram.

Veja quem recebe a vacina pelo SUS

Crianças de 6 meses a menores que 5 anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias)

Gestantes

Puérperas (mulheres que estão no período de até 45 dias após o parto)

Idosos (a partir de 60 anos)

Profissionais da saúde

Povos indígenas

Pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional

Portadores de doenças crônicas e outras doenças que comprometam a imunidade

Professores de escolas públicas ou privadas

Os estados com maior cobertura vacinal são Amapá, com 85,7%, Paraná, com 78,1%, e Santa Catarina, com 77,7%. Já os que estão mais longe da meta são Roraima, com 47,9%, Rio de Janeiro, com 48%, e Pará, com 52,1%.

As doses da vacina estão disponíveis para o público-alvo nos postos de saúde em todo o país. A imunização protege contra os três sorotipos do vírus da gripe determinados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para este ano: H1N1, H3N2 e Influenza B.

Número de casos foi alto em 2016

Em 2016, houve 12.174 casos confirmados de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por influenza no país. A SRAG é uma complicação da gripe. Houve ainda 2.220 mortes, número alto em comparação a anos anteriores. Do total de óbitos, a maioria (1.982) foi por influenza A/H1N1. Este foi o maior número de mortes por H1N1 desde a pandemia de 2009, quando 2.060 pessoas morreram em decorrência do vírus no Brasil. 

O terceiro Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), divulgado pelas Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES), nesta quinta-feira (25), revela que 87 dos 184 municípios pernambucanos estão em situação de risco para as arboviroses. Nessas cidades, foi detectado grande número de residências com a presença do mosquito. E isso, conforme o governo, pode levar ao surgimento de doentes.

O estudo mostra, ainda, que 52 municípios estão em alerta e 19 encontram-se em situação favorável. Outros 26 ainda não informaram o levantamento.

No segundo levantamento deste ano, feito no início de março, eram 81 cidades em risco de surto, 72 em alerta e 30 em condição satisfatória. No ano passado, o terceiro LIRAa mostrou que 69 municípios tinham risco de surto. Noventa estavam em alerta e 24 apresentavam situação satisfatória.

A gerente do Programa de Controle das Arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Claudenice Pontes, informou que este ano, em relação ao mesmo período de 2016, houve queda de 94% a 97% no número de notificações de dengue, chikungunya e zika. Ela ressalta, no entanto, que o ano passado foi caracterizado por uma epidemia.

Para ela, é preciso redobrar os cuidados para evitar o surgimento de novos focos de mosquito. A gestora justifica a preocupação ao afirmar que o período de alternância de chuva e sol é propícia para o desenvolvimento dos mosquitos.

Estatísticas

Até sábado (20), Pernambuco notificou 5.459 casos de dengue, com 1.101 confirmações. Isso representa uma redução de 94,8% em relação a 2016.

Foram feitos 1.709 registros de chikungunya, com 412 confirmações. A redução é de 96,8%. O estado também notificou 259 casos de zika. A diminuição em relação ao mesmo período de 2016 chega a 97,5%.

Este ano, foram notificados 31 óbitos, com dois casos descartados e um com resultado positivo para dengue. Os demais estão em fase de análise.