Saúde

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A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe começa na próxima quarta-feira (10) em todo o país. De acordo com o Ministério da Saúde, a imunização, este ano, foi antecipada em cerca de 15 dias em relação aos anos anteriores, quando a campanha teve início na segunda quinzena de abril.

Nesta primeira fase, serão priorizadas crianças com idade entre 1 ano e 6 anos, grávidas em qualquer período gestacional e puérperas (mulheres até 45 dias após o parto). A escolha, segundo o ministério, foi feita por causa da maior vulnerabilidade do grupo.

A partir de 22 de abril, todo o público-alvo da campanha poderá receber a dose, incluindo trabalhadores da saúde, povos indígenas, idosos, professores de escolas públicas e privadas, pessoas com comorbidades e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, funcionários do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade.

A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A definição, de acordo com o ministério, também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente o vírus da gripe. A meta é imunizar pelo menos 90% dos grupos elegíveis para vacinação.

A doença

A influenza é uma doença sazonal, mais comum no inverno, que causa epidemias anuais, sendo que há anos com maior ou menor intensidade de circulação desse tipo de vírus e, consequentemente, maior ou menor número de casos e mortes.

No Brasil, devido a diferenças climáticas e geográficas, podem ocorrer diferentes intensidades de sazonalidade da influenza e em diferentes períodos nas unidades federadas. No caso específico do Amazonas, a circulação, de acordo com o ministério, segue o período sazonal da doença potencializado pelas chuvas e enchentes e consequente aglomeração de pessoas.

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Cinquenta e seis médicos brasileiros (12,8%) que atuavam no Programa Mais Médicos, do governo federal, pediram demissão, nos últimos quatro meses, em 38 cidades pernambucanas, segundo o Ministério da Saúde. No País, no mesmo período, foram 1.052 médicos, 15% do total de contratados nacionalmente. Esses profissionais ingressaram entre dezembro e janeiro para substituir cubanos que saíram do programa após o fim do convênio com a Organização Pan-americana de Saúde (Opas). Enquanto a União não anuncia como nem quando preencherá as vagas, prefeituras adotam rodízios para que a população não fique totalmente desassistida.

Na capital pernambucana, quatro médicos desistiram. Uma das quatro equipes da Unidade de Saúde da Família 27 de Novembro/Josué de Castro, na UR-3, no Ibura, Zona Sul do Recife, está sem médico. O profissional trabalhou até 14 de março. Deixou a função porque passou numa residência médica em Brasília – um dos principais motivos para desligamento dos brasileiros do programa, conforme o ministério. A unidade é referência de atenção básica para cerca de 14 mil moradores.

“Os pacientes que eram atendidos por esse médico estão sendo acolhidos e absorvidos pelas outras equipes. De imediato foi a solução que encontramos, mas não sabemos até quando”, afirmou a gerente administrativa do posto de saúde, Zenaide Dantas. “Infelizmente há uma sobrecarga de trabalho. Atendo, por dia, 10 pacientes meus com consultas marcadas. Quando dá, encaixamos outros do colega que saiu”, contou a médica Ana Maria Galvão, há 11 anos atuando no local.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Recife, outras seis vagas do Mais Médicos estão em aberto porque os contratos de trabalho acabaram e não houve substituição por parte do governo federal. Há 31 médicos do programa na ativa, em um universo de 277 equipes da Estratégia de Saúde da Família (ESF).

“Adotamos políticas para fixação dos médicos nessas equipes, como concurso público, remuneração e formação. O prejuízo pela desistência de quatro médicos do Programa Mais Médicos é pequeno, mas não podemos prescindir desses profissionais. Para cidades menores o impacto deve estar sendo maior”, observou o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia. “Esperamos que seja algo temporário e os desligados sejam substituídos o mais rápido possível”, complementou.

SELEÇÃO

Em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, há seis cargos vagos. O município tinha 14 cubanos no programa. Após a saída deles, o Ministério da Saúde contratou 15 brasileiros. Os seis que saíram foram fazer residência. “Realizamos uma seleção simplificada e chamamos, no dia 29 de março, 59 profissionais de saúde, sendo 21 médicos. Vão suprir essas lacunas. Acreditamos que até o início de maio eles já estejam trabalhando”, explicou a secretária-executiva de Saúde de Jaboatão, Ana Maria Albuquerque.

Na Unidade de Saúde da Família Curado I, no bairro de mesmo nome, pacientes reclamam da dificuldade em marcar consulta. “Tem que chegar de madrugada para conseguir uma ficha. Mas quando garante a vaga não demora muito pra ser atendido”, afirmou a dona de casa Miriam Santos. Entre a marcação e a consulta ela esperou 10 dias.

Em Palmares, na Zona da Mata Sul, quatro médicos pediram demissão. “Estamos aproveitando médicos da nossa rede para atender, uma ou duas vezes por semana, nos quatro postos que ficaram sem profissionais”, relatou a coordenadora de Atenção Básica da Secretaria Municipal de Saúde, Marta Cavalcanti. A mesma medida está sendo adotada em Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste, onde há três cargos vagos. “Esperamos que um novo edital do programa seja aberto logo”, comentou o assessor da Secretaria Municipal de Saúde, Renato Gonçalves Júnior.

Em nota, o Ministério da Saúde informou apenas que “as vagas (ociosas) poderão ser ofertadas em novas fases do provimento de profissionais ainda em análise pelo ministério”.

Secretaria de Saúde de Pernambuco fica no Bongi, na Zona Oeste do Recife — Foto: Reprodução/Google Street View

O número de casos confirmados de coqueluche em Pernambuco subiu 85,7% na comparação das seis primeiras semanas epidemiológicas de 2019 com as de 2018, segundo a Secretaria de Saúde do estado. O boletim, divulgado nesta quarta-feira (3), aponta que foram 26 casos confirmados de coqueluche até 9 de fevereiro. No ano passado, no mesmo período, o estado teve 14 confirmações.

Entre os casos confirmados em 2019, 30,8% foram registrados em crianças de até 5 meses e 26,9% foram para as de 1 a 4 anos, enquanto outros 23,1% foram confirmados em bebês de 6 meses a 1 ano.

Os dados apontam também para o aumento do número de notificações de coqueluche, na comparação entre as seis primeiras semanas epidemiológicas de 2019 e 2018. Este ano, foram notificados 90 casos, contra 27, no ano passado. Isso representa um aumento de 233,3%.

Doença infecciosa aguda e causada por uma bactéria, a coqueluche atinge o aparelho respiratório, com prometendo traqueia e brônquios. Em bebês com menos de seis meses de vida, ela pode se apresentar de forma mais grave e provocar até a morte, segundo a Secretaria de Saúde. A vacinação é a principal forma de evitar a doença.

Ao logo de todo o ano de 2018, o estado teve 828 notificações de coqueluche, com 228 deles sendo confirmados através de exames, sendo 47,6% das confirmações em crianças de até 5 meses.

Vacinação

Segundo a Secretaria de Saúde do estado, a cobertura vacinal em 2018 foi menor do que a meta estabelecida pelas autoridades de saúde. Entre as crianças menores de 1 ano de idade, a cobertura da vacina pentavalente, que previne coqueluche e outras doenças, ficou em 92,25%, enquanto a meta era atingir 95% desse público alvo.

Para as gestantes, que são imunizadas com a dTpa, a cobertura vacinal chegou a 60,68%, em 2018. A meta para esse público alvo é também de 95%.

Sintomas e evolução

De acordo com os médicos, a coqueluche evolui em três etapas sucessivas. A fase catarral começa com manifestações respiratórias e sintomas leves, que podem ser confundidos com uma gripe: febre, coriza, mal-estar e tosse seca.

Depois, aparecem os acessos de tosse seca contínua. Na fase aguda, os acessos de tosse são finalizados por inspiração forçada e prolongada, vômitos que provocam dificuldade de beber, comer e respirar.

Na convalescença, os acessos de tosse desaparecem e dão lugar à tosse comum. Em bebês podem ocorrer desidratação, pneumonia, convulsões, além de lesão cerebral.

Transmissão

A doença pode ser transmitida pelo contato direto da pessoa doente com uma pessoa não vacinada, por meio de gotículas de saliva expelidas por tosse, espirro ou ao falar.

A transmissão também pode ocorrer por meio do contato com objetos contaminados com secreções do doente. A coqueluche é especialmente transmissível na fase catarral e em locais com aglomeração de pessoas.

O resultado final do concurso público para a Secretaria Estadual de Saúde (SES) com 1 mil vagas para diversas categorias foi homologado nesta quarta-feira (03). O documento foi publicado no Diário Oficial do Estado. Com a homologação do resultado, a Secretaria poderá realizar as primeiras convocações do concurso. O prazo de validade do certame é de dois anos e há possibilidade de prorrogação por igual período.

Ao todo, das 1 mil vagas, 970 são do grupo ocupacional saúde pública – 260 para o cargo de médico, 250 para analista em saúde (diversas profissões de nível superior) e 460 assistente em saúde (diversas profissões de nível médio).

As outras 30 vagas são do grupo ocupacional de fiscalização sanitária da saúde, todas para fiscal de vigilância sanitária. Os profissionais serão lotadas em serviços da rede estadual espalhados por todo o Estado.

O concurso público, realizado pelo Instituto AOCP, foi dividido em duas etapas para os profissionais de nível superior (médicos, analistas em saúde e fiscais de vigilância sanitária), sendo uma prova objetiva e avaliação de título. Já para os assistentes em saúde (nível médio), o certame foi em uma fase (prova objetiva).

O exame da primeira fase foi realizado de acordo com conhecimentos da língua portuguesa, conhecimentos gerais do Sistema Único de Saúde (SUS) e conhecimentos específicos relacionados diretamente à natureza de cada cargo/especialidade.

Recusa da doação de órgãos em Pernambuco tem média maior que a nacional — Foto: Rede Globo

Mais de mil pessoas estão na fila de espera para transplante de órgãos em Pernambuco, segundo dados da Secretaria de Saúde divulgados nesta quarta-feira (03). O número, segundo o governo estadual, poderia ser menor se mais famílias aceitassem doar os órgãos de entes falecidos. Nos dois primeiros meses do ano, o índice de recusa foi de 36%.

Segundo a Central de Transplantes de Pernambuco (CT-PE), um percentual aceitável de negativas deveria ficar em torno de 30%. Entre janeiro e fevereiro de 2019, Pernambuco realizou 93 transplantes de órgãos sólidos, entre coração (8), rim (56) e fígado (27) – um a mais que o mesmo período em 2018.

No Brasil, a doação só pode ser efetuada com a autorização de um parente de até segundo grau. Entre janeiro e fevereiro deste ano, foram 47 entrevistas e 17 recusas. De acordo com a pasta, a dificuldade em diminuir o número de pacientes na fila de espera por transplantes está diretamente ligada à falta de informações e preconceito.

A Central de Transplantes aponta que, ao longo dos anos, constatou a falta de entendimento da população sobre o que é a morte encefálica e que não à volta, apesar do suporte tecnológico.

Além disso, há mitos relacionados à como o corpo do doador será entregue à família. A Central lembra que, de acordo com o G1/PE, após a retirada dos órgãos ou tecidos, a equipe médica faz todo o procedimento para que o corpo seja entregue íntegro para que as cerimônias de despedida possam ser realizadas normalmente.

Fila de espera

De acordo com a Secretaria de Saúde, a maior espera no estado é por rim (898), seguida de córnea (117), fígado (110), medula óssea (16), coração (13) e rim/pâncreas (10). Quanto à espera de córnea, todos os pacientes do estado conseguem a doação em até 30 dias.

Em relação à medula óssea, o SES frisa que é possível fazer a doação em vida ao se cadastrar no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Para doar, é preciso ter entre 18 e 55 anos. Uma vez no banco de dados, o possível doador pode ajudar alguém em qualquer lugar do Brasil e também do mundo.

A primeira vítima de leptospirose foi um homem de 41 anos, residente de Jaboatão dos Guararapes  / Foto: Pixabay

Pernambuco registrou o primeiro caso confirmado de morte em decorrência da leptospirose em 2019. A vítima foi um homem de 41 anos, que residia no município de Jaboatão dos Guararapes, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES). O óbito ocorreu no dia 18 de janeiro, mas a confirmação só foi divulgada agora.

Até o dia 30 de março deste ano, 112 casos da doença haviam sido notificados, sendo 15 destes confirmados, 32 descartados e outros 65 permanecem em investigação. Em 2018, houve 176 notificações de leptospirose, sendo 42 confirmadas. Em todo o ano passado foram notificados 839 casos, sendo 207 confirmados e 11 mortes registradas.

Em comparação com o mesmo período do ano anterior, o primeiro trimestre de 2019 registra uma queda de aproximadamente 36,3% nas notificações e redução de 64,3% no número de casos confirmados.

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O sistema de vigilância dos municípios pernambucanos e toda a população devem redobrar os cuidados contra o Aedes aegypti, que transmite dengue, chikungunya e zika. Num cenário em que a temperatura elevada é um fator capaz de acelerar o processo de transformação do ovo no mosquito, o mapa das arboviroses (como é chamado o LIRAa, sigla para Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti) traz um dado que preocupa: 80% das 184 cidades no Estado estão em situação de risco para transmissão elevada das três doenças provocadas pelo mosquito. O mapeamento é capaz de identificar locais com focos de reprodução do Aedes e o tipo de depósito onde as larvas são encontradas.

“Este mês e no próximo, é um período em que historicamente verificamos aumento no número de casos de arboviroses. No Estado, essa elevação permanece acima do padrão na sétima Regional (sede em Salgueiro, no Sertão, que congrega mais outros seis municípios: Belém do São Francisco, Cedro, Mirandiba, Serrita, Terra Nova e Verdejante)”, destaca o diretor-geral de Controle de Doenças Transmissíveis da Secretaria Estadual de Saúde (SES), George Dimech. Na região, o volume dos casos notificados de arboviroses é expressivo. Até o momento, as sete cidades registraram 1.019 casos – um percentual de variação de 6.268%, em comparação com o mesmo período do ano passado, quando a Regional notificou apenas 16 casos.

Outro detalhe que tem chamado a atenção dos especialistas e das autoridades de saúde é a expansão da incidência, que considera a proporção de casos em relação ao número de habitantes, na faixa etária infantil. Segundo boletim epidemiológico da SES, a maior incidência de dengue está entre 5 e 9 anos; em relação à chikungunya e zika, do nascimento aos 4 anos. “Houve um desvio da faixa etária, pois as crianças que não foram infectadas anteriormente estão mais susceptíveis a infecções e começam agora a adoecer. É por isso que atualmente, nessa população, os cuidados não devem ser menosprezados”, frisa George Dimech. 

VULNERÁVEIS

O fato de o Estado só ter identificado, até o momento, a circulação do DEN1 (um dos quatro tipos de vírus da dengue) também pode explicar por que o adoecimento tem se tornado mais frequente entre crianças. “É uma faixa etária caracterizada por uma população que, na sua maioria, não teve contato anterior com o DEN1. E as crianças, que adoecem agora por dengue e já foram infectadas anteriormente por algum dos outros três tipos de vírus, têm risco de evoluir para uma forma mais grave da doença”, diz o clínico-geral Carlos Brito, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). 

Apesar de o cenário, em Pernambuco, não representar epidemia, os especialistas reforçam ser preciso intensificar as ações de combate ao Aedes aegypti para que os registros de dengue, zika e chikungunya não continuem avançando no Estado. Até o último dia 16, foram notificados 4.051 casos suspeitos de dengue em 143 municípios pernambucanos, representando aumento de 6% em relação ao mesmo período de 2018, que apontou 3.829 casos. Para zika, até o momento, foram registrados 298 casos suspeitos em 53 municípios, o que corresponde a um aumento de 93,5%, comparando com o mesmo período de 201 8, quando houve 154 notificações.

O balanço da SES também revela que este ano 50 mulheres grávidas foram notificadas com suspeita de arboviroses por apresentarem manchas vermelhas na pele. Além disso, o Estado contabiliza 13 mortes suspeitas por dengue, chikungunya e zika, como no mesmo período de 2018.

“A Regional de Salgueiro continua a apresentar mais casos. Estamos trabalhando para evitar que outras áreas apresentem esse cenário fora do padrão”, diz George Dimech, da SES

“Desde a semana que passou, observamos uma frequência maior de pessoas que procuram atendimento por terem sintomas de dengue”, informa o médico Carlos Brito.

Infecções que estavam esquecidas no tempo voltam a assolar e, com ela, a polêmica da eficácia e a relação entre riscos e benefícios da vacinação. Há quem defenda que o fato de algumas patologias estarem erradicadas se torna desnecessário a vacinação, além de expor crianças saudáveis a um vírus atenuado ou vírus morto.  Além disso, se o vírus foi erradicado, estimular o sistema imunológico para se defender de uma doença que, teoricamente, não reaparecerá é perda de tempo e a um custo que não é pequeno. Essa é uma defesa da comunidade científica que voltou a ser debatido entre os estudiosos, principalmente com o movimento antivacina, que vem ganhando adeptos no Brasil.

Mesmo com opiniões contrárias à vacinação, sua eficácia tem sido comprovada na erradicação de muitas doenças. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (OMS), a febre amarela mata um em cada três afetados, sendo considerado um número altíssimo, porém, apenas um em cada 500 mil pessoas morre por efeitos adversos da vacinação. De acordo com o ortopedista, Rui Eduardo, só esses dados deveriam ser o suficiente para calar o grupo antivacina, mas não é o que acontece.

“A vacina foi um dos maiores achados na busca da saúde e aumento da longevidade da humanidade. Juntamente com a água tratada e os avanços na conservação de alimentos e desenvolvimento da agroindústria, a vacinação é um dos pilares que tornou possível o aumento da altura da população, da longevidade, e de seus parâmetros intelectuais e de saúde”, relata.

A Europa, exemplo de medicina preventiva, vive um surto de Sarampo com 35 mortes, mais de 21 mil afetados pela doença, um número 400% maior que o ano passado, em 15 dos 53 países do continente. Ainda de acordo com o Dr. Rui, o efeito rebanho é o possível causador de eventuais surtos. Cerca de 3% das crianças não comparecem ou não recebem a vacinação durante a campanha, porém 97% não adquirem e, portanto, não prolifera a doença, os 3% são protegidos.

“O problema é que outros três por cento surgirão na próxima campanha e assim sucessivamente até que haja uma grande percentagem de não vacinados”, conclui. Outra maneira de contágio são os fluxos migratórios que no Brasil ocorreram com a entrada indiscriminada de venezuelanos por Roraima.

Aplicativo Mobcare monitora pacientes com microcefalia em Pernambuco — Foto: Izabele Brito/Divulgação

Pesquisadores desenvolveram um aplicativo para celulares para ajudar no tratamento de crianças com a síndrome congênita do vírus da zika. Chamada de Mobcare, a ferramenta pode ser utilizada por pais de crianças com microcefalia, profissionais e gestores da saúde pública em Pernambuco.

O Mobcare foi idealizado pela Fundação Altino Ventura (FAV), em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e o Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene).

De acordo com a presidente da fundação, Liana Ventura, o aplicativo pode ser utilizado como uma espécie de diário da criança, mas também contém valiosas informações para os pais lidarem com os sintomas apresentados no dia a dia.

“Ele armazena um banco de dados com vídeos, fotos, informações escritas e orientações para pais e familiares, para profissionais e para gestores. A ideia é empoderar os pais de materiais educativos sobre como estimular suas crianças, do ponto de vista das deficiências visual e global e sobre como os pais podem ajudar os filhos diante dos desafios”, afirma.

O Mobcare teve seu projeto iniciado em 2016 e, desde então, passou por três fases. A primeira foi a análise de requisitos, interfaces gráficas e realização de sondagens com cuidadores e profissionais sobre o que deveria estar no aplicativo. A segunda fase foi de testes com dez famílias e seis terapeutas. A terceira etapa envolveu cuidadores e terapeutas, que utilizaram o aplicativo na prática.

A terceira fase contou com a participação de 27 cuidadores de 16 terapeutas que, por sua vez, disponibilizavam vídeos de estimulação visual para que as atividades não mais se restringissem às consultas. Os profissionais também podiam registrar os atendimentos realizados e lembretes das próximas consultas agendadas.

Ainda segundo Liana, uma das funções mais importantes do aplicativo é a de funcionar com uma espécie de prontuário móvel de cada paciente, alimentado pelos próprios responsáveis pelas crianças.

“Os pais alimentam informações sobre como estão às crianças. Se têm convulsão, quantas crises tiveram, como é a resposta das crianças, tanto no sentido da visão quanto no globo. Do ponto de vista da gestão do cuidado, podemos ver se os pacientes estão faltando às consultas, se a criança se internou, se teve intercorrências. São três atividades monitoradas”, explica.

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O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que o programa que vai alterar as regras do Mais Médicos vai priorizar a contratação de profissionais para municípios do Norte e do Nordeste. Para definir os locais, o governo vai usar critérios como IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), dificuldade de alocação de profissionais e tempo de permanência. 

“A prioridade do governo federal será garantir a presença nos chamados vazios sanitários. Nesses locais é onde vamos ter nosso olhar mais atento”, disse o ministro, após dar uma palestra em almoço do Lide na capital paulista. O governo prometeu para o primeiro semestre deste ano o envio de um projeto ao Congresso alterando o programa. Mandetta afirmou que, após o projeto, outra discussão que a Pasta deve fazer envolverá os critérios de contratação de médicos formados no exterior sem e revalidação do diploma.

Preparando um novo programa que altera o Mais Médicos, o ministro declarou que o próximo formato irá atender as cidades necessitadas e distantes dos grandes centros. A pasta pretende encaminhar no primeiro semestre deste ano um projeto ao Congresso com novas regras para contratação temporária de médicos. 

“O programa vai voltar para atender o Brasil profundo que precisa, é lá que temos que atender. É reconhecer a dificuldade da cidadezinha do interior do Agreste de Pernambuco, do interior do Acre, é lá que temos que atuar e é lá que vamos atuar”, disse Mandetta. O ministro criticou o modelo do programa criado pelo governo do PT e disse que o Mais Médicos começou a servir politicamente para colocar médicos em cidades que não têm indicadores frágeis na saúde. 

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Com a diminuição dos riscos de transmissão de algumas doenças (algumas até já erradicadas no Brasil, como a poliomielite), a população passa a se preocupar mais com mensagens equivocadas sobre a imunização do que com a importância de se proteger. Esse é um dos fatores que levam à criação dos movimentos antivacina, que lamentavelmente crescem em todo o mundo e trazem prejuízos irreversíveis à saúde pública. O fenômeno não tem base científica e compartilha reflexões capazes de aniquilar os ganhos que o Brasil alcançou com a vacinação. 

“Nunca devemos baixar a guarda. Os patógenos (organismos, como vírus e bactérias, capazes de levar a enfermidades) estão ao nosso redor. Se a cobertura não for boa, corremos o risco de ver casos de doenças que já foram responsáveis por milhares de complicações e mortes”, frisa a infectopediatra Ângela Rocha, chefe do Setor de Infectologia Pediátrica do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), em Santo Amaro, área central do Recife. “Estou no serviço desde 1973 e já acompanhei doenças que eram muitos comuns, como difteria. Houve uma época em que o setor atendia anualmente mais de 200 casos da doença, hoje controlada graças à imunização”, diz a médica. 

Em Pernambuco, o último caso de difteria aconteceu no ano passado: um jovem de 18 anos, residente em Salgueiro, no Sertão, teve a infecção. Em 2017, não houve casos e, em 2016, uma bebê menor de 1 ano, moradora de São Lourenço da Mata, no Grande Recife, teve a doença. Como o Brasil apresentou redução na incidência da enfermidade por causa da ampliação das coberturas vacinais, a difteria se tornou rara. 

A taxa atual para difteria, no entanto, requer cautela em Pernambuco. Em 2018, a cobertura vacinal, que deveria ser de 95%, ficou em 89,5% entre os menores de 1 ano. Um detalhe é que a vacina também protege contra coqueluche e tétano. Assim, quem não está imunizado fica susceptível às três doenças.

“As vacinas são mesmo vítimas do seu próprio sucesso. Com as aplicações rotineiras nos anos 1990 e 2000, tivemos praticamente controle das doenças que eram vistas com muita frequência, como sarampo e pólio. A imunização também diminuiu bastante a incidência das doenças meningocócicas. Não temos mais epidemias dessa enfermidade como há anos. Então, isso passa uma falsa segurança para as famílias, que deixam de se proteger porque não veem mais casos”, salienta o pediatra Eduardo Jorge da Fonseca Lima, que não se cansa de lutar contra o antivacinismo.

“Não duvido da segurança e da eficácia das vacinas. Minha filha Luana fez 5 meses e já trouxe ao posto para tomar a segunda dose da meningocócica C”, conta a psicóloga Sylvia Luna, 28 anos

“Tenho a caderneta da infância, que registra todas as vacinas que já tomei. Vim ao posto tomar tríplice viral e hepatite B”, diz a estudante do curso técnico de enfermagem Olga Barros, 21 anos.

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Parte do sertão pernambucano está em surto epidêmico de dengue. Apesar de os casos da doença e da chikungunya terem diminuído em relação ao ano passado, em todo o estado, quando consideradas as estatísticas da área mais seca, a situação é diferente. Somente na região da sétima gerência regional de Saúde (Geres), que engloba sete municípios, dentre eles Salgueiro, foram notificados 480 casos suspeitos de dengue em 2019. O número significa um aumento de 53 vezes ou 5,200% em relação ao mesmo período de 2018. Em relação à chikungunya, o aumento foi de 800% de um ano para o outro.

A cidade de Salgueiro está em surto epidêmico, enquanto outras três – Angelim, Custódia e Verdejante – estão em situação de alerta para as arboviroses. De acordo com o Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), o salto nas notificações pode ter relação com o padrão das epidemias em anos anteriores, que não chegaram com força ao Sertão. Por isso, nessa região há mais pessoas suscetíveis à infecção. “O Sertão, tanto no período de 2012 quanto no de 2015 e 2016, as epidemias anteriores, foi uma localidade que registrou um menor número de casos. No Agreste e na Região Metropolitana do Recife (RMR), teoricamente há mais pessoas imunizadas”, explica a gerente do Programa de Controle das Arboviroses da SES, Claudenice Pontes.

Na região de Salgueiro, para se ter uma ideia, a quantidade de casos de dengue registrados em 2018 foi nove até a semana epidemiológica sete, ou seja, até o dia 16 de fevereiro. “A situação epidêmica ocorre quando os números estão acima do limite máximo que se esperava para aquela localidade. A de alerta, como está a cidade de Custódia, é quando a quantidade de casos está na média, mas próximos desse limite. Desde a semana epidemiológica, final de janeiro, que identificamos esse aumento de casos e essa fuga do padrão”, acrescentou Claudenice Pontes. Também chama atenção o aumento nas notificações de dengue na 10ª Geres, com sede em Afogados da Ingazeira e que compreende mais 11 municípios (foram 10 notificações de dengue em 2018 e 36 em 2019, um aumento de 260%).

Segundo a gerente, foram realizadas buscas ativas na região para potencializar a identificação de casos suspeitos. Além disso, foi ativado o Comitê de Mobilização Social para toda a região do Sertão, realizadas reuniões para intensificar o controle vetorial, enviados pulverizadores para bloqueio e o carro fumacê para as áreas de maior risco. Também foi disponibilizado transporte para que as coletas sejam enviadas com maior velocidade para análise laboratorial e confirmação dos quadros no Recife.

A ação mais recente aconteceu ontem, com a capacitação de 300 profissionais para identificação de sinais de alarme das arboviroses e manejo clínico dos pacientes suspeitos. A atual situação epidemiológica do Estado foi apresentada aos profissionais de todas as regionais de saúde, via web conferência. A ideia é que os capacitados se transformem em multiplicadores das informações nos respectivos serviços. Os dados da situação do Sertão foram apresentados aos profissionais, sobretudo para que seja feita a identificação rápida dos casos, evitando assim o agravamento e um possível óbito.

“Fizemos um alerta para a questão da faixa etária e formas de identificar os sinais em uma criança. Os últimos surtos epidêmicos ocorreram em faixa etária adulta, essa é uma faixa que teoricamente está imunizada. As crianças, sobretudo aquelas que nasceram pós-período epidêmico de 2012, são faixas mais suscetíveis a infecções por arboviroses”, lembrou Claudenice Pontes. “Os pais ou responsáveis precisam ficar atentos para mudança no comportamento das crianças, que podem ficar molinhas, apresentar quadro febril, vômito, diarreia. Nessas situações, é preciso relembrar de manter a hidratação, indispensável para evitar o agravamento, e seguir imediatamente para um serviço de saúde”, avisa a infectologista pediátrica do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC) Regina Coeli.

O último surto epidêmico em Pernambuco ocorreu entre 2015 e 2016, quando houve a entrada em circulação local de novos dois vírus, zika e chikungunya, e o boom de casos que culminou com a síndrome congênita do zika. De acordo com Claudenice Pontes, o Estado estuda a realização de uma nova capacitação com os profissionais direcionada para a macrorregional do Sertão.

As suspeitas não descartam nenhuma das arboviroses, zika, chikungunya e dengue / Foto ilustrativa: Pixabay

Do JC Online

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) está investigando seis mortes por suspeita de arboviroses em 2019. Os casos foram notificados em Ipojuca, Custódia, Camaragibe, Jaboatão dos Guararapes, Arcoverde e São Benedito do Sul.

Os casos são investigados para serem confirmados ou descartados pelo Comitê Estadual de Discussão de Óbitos por Dengue e outras Arboviroses de Pernambuco. Conforme protocolo, é feita investigação domiciliar e hospitalar da morte e das informações complementares do quadro clínico do paciente.

Segundo o boletim da pasta, divulgado nesta quarta-feira (20), os casos envolvem duas crianças, um adolescente e três adultos. Por enquanto, as suspeitas não descartam nenhuma das arboviroses, zika, chikungunya e dengue.

Em janeiro, a SES confirmou a suspeita da primeira morte por arbovirose do ano. A morte aconteceu em Ipojuca, no Grande Recife, e a vítima foi um homem de 46 anos. O óbito foi registrado no dia 8 de janeiro.

Na segunda-feira (18), a segunda morte por suspeita de arboviroses deste ano foi confirmada pela Secretaria. O caso foi registrado em Custódia, município do Sertão de Pernambuco.

Dados

Somando as três doenças transmitidas pelo Aedes, em 2018, Pernambuco registrou mais de seis mil casos confirmados. Este ano, até o dia 19 de janeiro, foram notificados 388 casos suspeitos para as três arboviroses, segundo dados da SES.

Dengue:

Casos notificados: 331

Casos confirmados: 5

Zika:

Casos notificados: 12

Casos confirmados: 1

Chikungunya:

Casos notificados: 45

Casos confirmados: –

Plano de combate às arboviroses

No final de janeiro, o Governo de Pernambuco lançou, em Serra Talhada, no Sertão do Estado, o Plano Estadual de Enfrentamento às Arboviroses 2019. Segundo o Governo, serão investidos R$ 7,9 milhões na compra de equipamentos, infraestrutura e educação para o combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Este ano, uma das estratégias adotadas pela SES será direcionada ao público infanto-juvenil, com a distribuição de 300 mil gibis da Turma da Mônica em escolas da Rede Estadual de Ensino.

O intuito é que os quadrinhos, produzidos pela editora Maurício de Souza, sejam utilizados como material didático, ensinando de forma lúdica a combater o mosquito e identificar sintomas das arboviroses transmitidas por ele. “Essa é uma campanha de prevenção, feita principalmente nas escolas a partir desse material, que vai ser distribuído e será uma fonte de informação muito importante para a conscientização da população”, pontuou o governador Paulo Câmara, no evento de lançamento. Os gibis devem ser entregues no início do ano letivo.

A prevenção  de doenças passa pela alimentação saudável

O Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo, comemorado hoje, 18 de fevereiro, é uma data que chama atenção para um dos principais problemas de saúde pública no Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No País, estima-se que 15% da população tem problemas diretos com o álcool, então considerado um agressor direto do fígado, a partir das condições de embriaguez constante reforçadas por outros hábitos nada saudáveis.

Na prática, o fígado metaboliza cer­ca de uma dose de bebida alcoólica por hora, seja cerveja, vinho ou qualquer destilado. Assim, quem passa dos limites em tão pouco tempo sobrecarrega o órgão que, em longo prazo, sofrerá com lesões nas células hepáticas. Para piorar, raramente elas vão se recuperar, já que a tendência de um alcoólatra é ingerir por dias seguidos uma quantidade extrema de bebida. E se nada vai bem com este órgão, uma simples caipirinha, por exemplo, passa a ser absorvido pelo sistema gastrointestinal, irritando uma série de outras células.

“O fígado é responsável pelo metabolismo, principalmente o digestivo. Então, em geral, é ele quem elimina todas as substâncias tóxicas do corpo, a exemplo do álcool. Por isso que, em geral, a pessoa com ressaca sente náusea e vontade de vomitar, um sinal que o órgão responsável pela limpeza foi comprometido com carga alcoólica alta”, resume a nutricionista Helen Lima. Também não pense que escolher uma “bebida mais leve” fará diferença, ainda segundo especialistas. Algumas cervejas têm 6% de álcool, enquanto o vinho tem 12% e a cachaça 30%, em média. O que vai contar é a quantidade. Afinal, na prática, quanto “mais leve”, maior é a ingestão deste mesmo líquido, não?

Intoxicação

Por ser um purificador, o fígado está sujeito a todo tipo de intoxicação possível. Não apenas através da bebida alcoólica. O consumo de comidas gordurosas, pouca hidratação e sedentarismo formam o combo perfeito para distúrbios como a esteatose hepática, que é o acúmulo indevido de gordura, numa quantidade superior a 5%.

Se essa quantidade evoluir, entram em cena doenças graves como hepatite, cirrose e até câncer – exigindo, em muitos casos, o transplante de órgão. Mas tudo isso pode ser evitado, com mudanças que começam no próprio prato. “Importante consumir vitamina C, através de frutas cítricas, e legumes que desintoxicam, como brócolis, couve e repolho. Neste caso, seria interessante um suco verde. Não para ser consumido diariamente, mas três vezes por semana. Já os legumes, melhor cozidos a vapor, além de aumentar o consumo de água, sucos de fruta e água de coco”, sugere a nutricionista Iane Lira.

O certificado de erradicação é retirado quando se registra a transmissão da doença durante um ano / Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Brasil corre o risco de perder o certificado de erradicação do sarampo, obtido há três anos. Sem conseguir controlar a transmissão da doença e com baixa cobertura vacinal, o País tem no momento três Estados com surto: Amazonas, Roraima e, mais recentemente, o Pará. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, admitiu nesta quinta-feira (14) haver ainda risco de casos na Bahia, por causa do fluxo de transporte nesse período do ano.

Apesar do número expressivo de registros no País, é ainda baixo o porcentual da população imunizada. Dados preliminares do ministério indicam que metade das cidades não atingiu a meta de cobertura vacinal – igual ou superior a 95%.

No Pará, por exemplo, 83,3% dos municípios não atingiram a meta. Em Roraima, foram 73,3%; no Amazonas, 50%. “Estamos no precipício”, disse o ministro, ao se referir à cobertura de vacinas em geral no País. Numa reunião com secretários estaduais e municipais de saúde, observou que a situação é reflexo de uma sucessão de fatores.

O certificado de erradicação é retirado quando se registra a transmissão da doença durante um ano. A data-limite é a próxima segunda-feira, dia 18. A definição do status brasileiro, contudo, será conhecida só dias depois, com a confirmação da doença. Isso geralmente ocorre em um intervalo de até dez dias. Dentro do ministério, porém, o desfecho é dado como certo.

Primeiro caso

O primeiro caso de sarampo entre brasileiros ocorreu no dia 19 de fevereiro de 2018. Antes dessa data, o País já identificava alguns pacientes doentes – eram imigrantes da Venezuela. Mandetta observou que, se a cobertura vacinal fosse adequada, os casos seriam isolados. Houve, no entanto, surto da doença.

Ele ressaltou que a baixa cobertura vacinal não se resume ao sarampo – e lembrou de difteria e pólio. O ministério planeja uma grande campanha nacional pela vacinação. A ideia é aproveitar a mobilização contra a gripe e atualizar cadernetas. A ideia é de que esse anúncio seja feito para marcar cem dias do governo Jair Bolsonaro.