Saúde

 Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe — Foto: Honório Moreira/Divulgação

Pessoas idosas, profissionais de saúde e professores de escolas públicas e privadas devem tomar a vacina contra gripe a partir desta segunda-feira (22), início da 2ª fase da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza. No Recife, a vacina é oferecida em 170 unidades de saúde da família, unidades básicas tradicionais e policlínicas da rede municipal, até o dia 31 de maio.

Na primeira etapa, o Ministério da Saúde (MS) recomendou que a vacinação começasse pelas grávidas e crianças de 6 meses a menores de 6 anos, que também podem ser imunizados na segunda fase.

Segundo a Secretaria de Saúde do Recife, a meta do Ministério da Saúde é vacinar pelo menos 90% do público-alvo.

Nesse grupo estão mulheres que tiveram bebê (até 45 dias após o parto), povos indígenas, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos, em cumprimento de medidas socioeducativas; detentos e funcionários do sistema prisional; pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, como diabéticos.

A partir deste ano, a faixa etária das crianças que devem se vacinar foi ampliada para os menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias). O período de campanha também serve para atualizar a caderneta de vacinação da população, reforçando as vacinas contra coqueluche nas grávidas e crianças, por exemplo.

Documentos

Além de levar a carteira de vacinação e um documento de identificação, parte do público-alvo precisa apresentar documentos que provem a necessidade da imunização. Profissionais das redes públicas e privadas de educação e de saúde devem levar comprovantes laborais, como crachás ou carteira de trabalho, por exemplo.

Mulheres que tiveram bebê necessitam de comprovação de que deram à luz nos últimos 45 dias. Pessoas com comorbidade (duas ou mais doenças simultâneas) têm de apresentar encaminhamentos médicos justificando a aplicação da vacina.

De acordo com o ministério, 41,8 mil postos de vacinação estão à disposição da população / Foto: Sérgio Bernardo/Arquivo JC Imagem

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe entra em uma nova etapa na próxima segunda-feira (22) em todo o país. A primeira fase, que teve início em 10 de abril, vacinou crianças, gestantes e puérperas. A partir da próxima segunda, o Ministério da Saúde abrirá ao restante do público-alvo.

Dessa forma, poderão receber a vacina trabalhadores da saúde, indígenas, idosos, professores de escolas públicas e privadas, pessoas com comorbidades e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, funcionários do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade.

De acordo com o ministério, 41,8 mil postos de vacinação estão à disposição da população. Além disso, 196,5 mil profissionais estão envolvidos, bem como a utilização de 21,5 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais.

Recife

Aproximadamente 350 mil recifenses podem procurar uma das 170 unidades de saúde da família (incluindo as Upinhas), unidades básicas tradicionais e policlínicas da Prefeitura do Recife para se imunizar até o dia 31 de maio.

A coordenadora do Programa de Imunização do Recife, Elizabeth Azoubel, considerou baixa a procura das gestantes e crianças nesse primeiros dias de campanha. “As equipes dos distritos foram aplicar as vacinas nas creches e em algumas casas. Precisamos que os grupos prioritários procurem os postos de saúde o quanto antes, ao invés de deixarem para se vacinar de última hora”, convoca a coordenadora do PNI Recife.

Além de levar a carteira de vacinação e um documento de identificação, parte do público-alvo precisa apresentar documentos que provem a necessidade da vacinação. Profissionais das redes públicas e privadas de educação e de saúde devem levar comprovantes laborais, como crachás ou carteira de trabalho, por exemplo. Mulheres puérperas necessitam de comprovação de que passaram por parto nos últimos 45 dias. Já as pessoas com comorbidade têm de apresentar encaminhamentos médicos justificando a aplicação da vacina.

A doença

A influenza é uma doença sazonal, mais comum no inverno, que causa epidemias anuais, sendo que há anos com maior ou menor intensidade de circulação desse tipo de vírus e, consequentemente, maior ou menor número de casos e mortes.

No Brasil, devido a diferenças climáticas e geográficas, podem ocorrer diferentes intensidades de sazonalidade da influenza e em diferentes períodos nas unidades federadas. No caso específico do Amazonas, a circulação, de acordo com o ministério, segue o período sazonal da doença potencializado pelas chuvas e enchentes e consequente aglomeração de pessoas.

Até o final de março, antes do lançamento da campanha, foram registrados 255 casos de influenza em todo o país, com 55 óbitos. Até o momento, o subtipo predominante no país é influenza A H1N1, com 162 casos e 41 óbitos. O Amazonas foi o estado com mais casos registrados, com 118 casos e 33 mortes. Por isso, a campanha foi antecipada no estado.

Mais Médicos

A cidade de Rio dos Bois, no Tocantins, revive uma situação que parecia ter superado há cinco anos: a falta de um médico fixo e o atendimento diário. Localizada a 123 quilômetros da capital Palmas, o município ganhou seu primeiro médico na atenção primária ao aderir ao Mais Médicos e, com o programa federal, passou a ofertar atendimento nos cinco dias úteis da semana para seus 2.800 habitantes no único posto de saúde da cidade. Foi uma conquista, embora o município seguisse distante de atingir o parâmetro de atenção considerado ideal pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de um profissional para cada mil habitantes.

Quando Cuba decidiu encerrar a cooperação com o Brasil, em novembro passado, a cidade perdeu o médico cubano que atendia no posto, mas chegou a ter a vaga substituída por uma profissional brasileira. Três meses depois de começar a trabalhar, a médica renunciou ao programa, segundo funcionários da saúde do município, porque passou em um concurso em Goiânia — abriu-se, assim, uma das 1.052 vagas ociosas por desistências no Brasil que foram anunciadas pelo Ministério da Saúde. A vaga ainda não foi reposta, e já faz dois meses que Rio dos Bois oferece atendimento médico apenas dois dias na semana. Isso porque o município, que já financiava um plantonista para atender no único dia útil em que o profissional “titular” era liberado para atividades de formação previstas no programa, dobrou a carga horária dele.

“Como tem dia que não tem médico aqui, quando a gente tem uma dor mais forte vai mais é pra Miracema [a cidade vizinha, que fica a 47 quilômetros de Rio dos Bois]. Lá é mais certo ter médico, e eles passam um remédio pra passar a dor”, diz o morador Milton Medeiros de Morais, 27 anos, que trabalha na limpeza de um posto de gasolina do município. Ele conta que os profissionais do posto de saúde atendem bem aos pacientes, mas lamenta que só tenha médico nas quartas e quintas. “O atendimento um pouco apertado depois que a médica saiu, mas pelo menos o município de referência fica perto”, afirma uma funcionária da saúde municipal, que não quis ser identificada, ao explicar que Rio dos Bois disponibiliza ambulâncias e carros pequenos para levar até Miracema os pacientes cujos casos não podem ser resolvidos ali. “Graças a Deus pelo menos ambulância a gente tem e basta ligar que a gente consegue ir [para Miracema]. Por que médico aqui não é todo dia”, declara Milton.

Ainda assim, ele conta que só se submete a esta viagem — que dura em média 45 minutos — em casos mais graves e que se acostumou a usar plantas medicinais e chás para cuidar da própria saúde.  “Eu tomo mais é remédio do mato. Todo dia eu faço uma garrafadinha [com mel e plantas] e tomo um pouquinho. Tem uns pezinhos de planta na minha casa, pense como é bom”, diz. O morador tem uma doença nos rins, mas diz que reduz as idas ao médico porque pode comprar os remédios que toma regularmente na farmácia com o salário que ganha na limpeza do posto de gasolina. Algo que nem todos da cidade podem fazer, já que quase metade da população (46%) vive com menos de meio salário mínimo — 499 reais — por mês, segundo dados do IBGE.

Os indicadores de saúde de Rio dos Bois também não são animadores. A taxa de mortalidade infantil média na cidade — de 22,73 óbitos para 1.000 nascidos vivos — é bem maior que a média nacional — de 14. Além disso, as condições urbanas não ajudam: apenas 2,5% dos domicílios têm esgotamento sanitário adequado, uma estrutura importante para evitar doenças como diarreia, hepatite A e verminoses, que são enfermidades geralmente tratadas e prevenidas justamente com a ajuda dos profissionais da atenção básica.

O jornal El País entrou em contato com a Secretaria de Saúde de Rio dos Bois para saber os impactos da ausência de médico fixo na cidade, mas a secretária Maria Vitalina não quis dar entrevista, afirmando que havia outros municípios na mesma situação. Ela se limitou a explicar que seria mais adequado conseguir as informações com a coordenação do Mais Médicos no Tocantins. Esta, por sua vez, afirmou que havia previsão de a vaga de médico ser ocupada na próxima semana por um profissional remanejado de outra cidade, mas não especificou qual era. O Ministério da Saúde também não confirmou essa reposição.

Pelo menos outras 18 cidades, localizadas em nove Estados diferentes, estão sem médicos na atenção básica por conta da desistência dos brasileiros que substituíram os cubanos no programa federal. Os dados são de um levantamento feito pelo EL PAÍS ao cruzar a lista de municípios com desistência disponibilizada pelo Ministério da Saúde com a lista de cidades que dependem exclusivamente do programa feita pelo Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems). A estimativa do Conselho considera municípios que têm apenas uma Equipe de Saúde da Família (ESF) participante do programa cujo médico responsável por ela até novembro era cubano.

O presidente do Conasems, Mauro Junqueira, diz que o provimento das vagas está garantido por lei e que o ministro Luiz Henrique Mandetta teria prometido a reposição nas cidades vulneráveis ainda no mês de abril. “A ideia é que seja já dentro do [novo programa] Mais Saúde, mas ainda não conhecemos a proposta como um todo”, afirma. Mandetta anunciou que enviaria ao Congresso uma nova proposta para substituir o Mais Médicos ainda neste mês.

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que lançará o Mais Saúde “em algumas semanas”, mas ressaltou ter publicado uma portaria estendendo para seis meses o prazo de pagamento da verba para custeio de outros profissionais das unidades básicas de saúde para que os municípios não perdessem verba após dois meses sem médico, como determinava a portaria anterior. O Ministério paga 11.800 reais de salário dos médicos pelo programa e repassa 4.000 para ajudar no custeio das equipes que contam com esses profissionais. “Essas localidades que perderam profissionais do Mais Médicos poderão utilizar os recursos também para contratar seus próprios médicos”, sugere a pasta.

Uma conta difícil de fechar

Mas a desistência dos brasileiros não é o único buraco no programa. Antes de o Governo cubano retirar os médicos do país, descontente com as condições impostas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), já havia vagas ociosas. Além disso, a finalização de contratos anteriores também abriu novas vagas, já que o Governo federal renovou os contratos apenas dos profissionais das cidades mais vulneráveis — uma política que pretende seguir na reposição daqui em diante. Os cerca de 1.400 brasileiros formados no exterior que escolheram as vagas do último edital deveriam ser homologados a última sexta.

O Conasems estima que, considerando apenas os cenários das desistências dos brasileiros e das vagas que já estavam ociosas antes da saída dos médicos cubanos, há mais de 2.000 vagas desassistidas em todo o país. “É natural isso de o profissional assumir o compromisso e mudar de ideia. Faz parte, mas o Ministério está discutindo um novo formato de chamamento público, em que seja possível ter tipo um cadastro reserva, para chamar outro profissional mais rápido, sem a necessidade de um novo edital. Isso vai nos dar mais tranquilidade”, explica Junqueira.

Há um impasse no debate entre os municípios e o ministro sobre a reposição: Mandetta já afirmou que só vai chamar médicos para as cidades que se enquadrarem nos níveis de maior vulnerabilidade porque entende que capitais e cidades da região metropolitana não necessitariam do programa. Os dirigentes municipais não concordam. “O direcionamento do Mandetta está correto dentro dos parâmetros desenvolvidos por lei, de repor em áreas mais vulneráveis. Mas as capitais têm sim áreas de muita vulnerabilidade. Estamos tentando convencê-lo de que devem ser observadas os bolsões de pobreza desses locais”, afirma Junqueira. Com informações do jornal El País.

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De acordo com o estudo Síntese de Indicadores Sociais (SIS): uma análise das condições de vida da população brasileira 2016, do IBGE, entre 2005 e 2015, no Recife, o quantitativo de pessoas a partir dos 60 anos de idade aumentou de 9,8% para 14,3%. De forma que a Veneza Brasileira é a terceira capital com maior taxa de idosos do país, ficando apenas atrás de Rio de Janeiro e Porto Alegre. De acordo com o censo de 2010, um total de 252.620 representantes. É para esta população que haverá, em breve, um amplo empreendimento na área de saúde: o Hospital do Idoso, promessa de campanha do prefeito Geraldo Júlio para o seu segundo mandato. O processo de licitação para contratação da obra foi aberto em fevereiro deste ano e está em fase final. Não havendo nenhum pedido de recurso por parte das empresas participantes, a obra deverá ser iniciada no final de junho e concluída no primeiro semestre de 2020.

A ser construído no bairro de Areias, o Hospital do Idoso terá  foco no tratamento e controle de doenças como a hipertensão, diabetes, Acidente Vascular Cerebral (AVC), dentre outras. A estrutura será de 15 enfermarias, com 60 leitos cada; 10 leitos Unidades de Terapia Intensiva (UTI), sendo um de isolamento; além de seis salas de recuperação pós-cirúrgica; 10 consultórios; 18 salas de exames; recepção e área administrativa. O valor da obra está orçado em cerca de R$ 27 milhões, sendo o Gabinete de Projetos Especiais responsável pelo acompanhamento da mesma.

Em setembro de 2016, o então prefeito do Recife e candidato à reeleição, Geraldo Julio, apresentou, em seu programa eleitoral da TV, a construção do hospital como uma das suas principais propostas no setor, caso eleito. Na época, destacou que a unidade atenderia uma demanda de serviços que existe em relação ao idoso assim como aconteceu com os serviços destinados à população feminina, a partir da entrega do Hospital da Mulher, neste mesmo ano.  Ele salientou ainda o crescimento da população idosa no Brasil o que, conforme observou, já preocupava o Sistema Único de Saúde (SUS). “A gente tem cerca de 200 mil idosos na nossa cidade precisando de atendimento. Por isso temos a proposta de construir o este equipamento. Teremos vários profissionais de saúde para atender a demanda que existe para os idosos da cidade”, comentou a época.

Com a chegada da Semana Santa, aumenta a procura por peixe nas feiras livres das cidades para a ceia da Sexta-feira da Paixão (19). As prefeituras do interior de Pernambuco, através das suas agências de Vigilância Sanitária, tem o dever de intensificar a fiscalização em estabelecimentos que comercializam esses pescados, com o objetivo de proporcionar à população produtos adequados ao consumo.  

Além de fiscalizar, a Vigilância Sanitária deve avaliar a qualidade dos alimentos, as condições de armazenamentos dos produtos, além de orientar o consumidor a identificar a qualidade do que está sendo vendido, como ficar atento às condições de higiene e organização dos funcionários e do local onde a compra é realizada; a aparência dos peixes, no caso do fresco, deve estar congelado, sem acúmulo de água ou pedras de gelo na embalagem; já o salgado deve estar embalado corretamente, sem manchas pretas ou rosadas.

E preciso que a população esteja sempre em alerta para a qualidade do produto que se leva para casa, por se tratar de algo que estraga com facilidade, peixes com olhos fundos e sem brilho, guelras pálidas, esverdeadas ou escuras, ou ainda o peixe sem guelras ou com cheiro desagradável são impróprios para o consumo. Denuncie se você entrar em um estabelecimento e encontrar qualquer irregularidade.

Secretaria de Saúde reforça que o grupo prioritário deve buscar os postos

O Estado de Pernambuco já notificou 671 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) este ano. O dado é o acumulado até o dia 16 de março e já representa um aumento de 264% nas notificações de Srag em relação ao mesmo período de 2018, segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde (SES). Do total de registros de 2019, sete tiveram resultado laboratorial positivo para a influenza B.

Em 2018, dos doentes incluídos como casos suspeito em 2018, cinco positivaram laboratorialmente para influenza A (H1N1) e nove para influenza A (H3N2). Os quadros de Srag podem acontecer por diversos agentes (vírus, bactérias) e é caracterizado pela necessidade de internação de pacientes com febre, tosse ou dor de garganta associado à dispneia (desconforto respiratório).

Uma das formas de prevenção da Srag é a vacina contra a influenza para grupos prioritário, que terá o calendário anual aberto nesta quarta-feira (10). A campanha terá este ano aumento da faixa etária de crianças. Em 2019, passam a ser imunizadas no SUS as crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias) – antes era até menores de 5 –, totalizando mais de 752 mil meninos e meninas. Isso significa um incremento de quase 143 mil pernambucanos. Essa população e as gestantes são as prioritárias para imunização até o dia 19 de abril.

Já de 22 de abril a 31 de maio, os postos receberão todos os públicos inclusos no esquema de vacinação, que, em Pernambuco, totalizam 2.598.158 pessoas. A meta é imunizar, no mínimo, 90%. Poderão se vacinar, além de crianças e gestantes, os grupos prioritários de idosos (60 anos ou mais), puérperas (até 45 dias após o parto), os trabalhadores da saúde, os professores das escolas públicas e privadas e os povos indígenas.

Portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medida socioeducativa, população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional também estão na lista alvo.

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A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe começa na próxima quarta-feira (10) em todo o país. De acordo com o Ministério da Saúde, a imunização, este ano, foi antecipada em cerca de 15 dias em relação aos anos anteriores, quando a campanha teve início na segunda quinzena de abril.

Nesta primeira fase, serão priorizadas crianças com idade entre 1 ano e 6 anos, grávidas em qualquer período gestacional e puérperas (mulheres até 45 dias após o parto). A escolha, segundo o ministério, foi feita por causa da maior vulnerabilidade do grupo.

A partir de 22 de abril, todo o público-alvo da campanha poderá receber a dose, incluindo trabalhadores da saúde, povos indígenas, idosos, professores de escolas públicas e privadas, pessoas com comorbidades e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, funcionários do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade.

A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A definição, de acordo com o ministério, também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente o vírus da gripe. A meta é imunizar pelo menos 90% dos grupos elegíveis para vacinação.

A doença

A influenza é uma doença sazonal, mais comum no inverno, que causa epidemias anuais, sendo que há anos com maior ou menor intensidade de circulação desse tipo de vírus e, consequentemente, maior ou menor número de casos e mortes.

No Brasil, devido a diferenças climáticas e geográficas, podem ocorrer diferentes intensidades de sazonalidade da influenza e em diferentes períodos nas unidades federadas. No caso específico do Amazonas, a circulação, de acordo com o ministério, segue o período sazonal da doença potencializado pelas chuvas e enchentes e consequente aglomeração de pessoas.

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Cinquenta e seis médicos brasileiros (12,8%) que atuavam no Programa Mais Médicos, do governo federal, pediram demissão, nos últimos quatro meses, em 38 cidades pernambucanas, segundo o Ministério da Saúde. No País, no mesmo período, foram 1.052 médicos, 15% do total de contratados nacionalmente. Esses profissionais ingressaram entre dezembro e janeiro para substituir cubanos que saíram do programa após o fim do convênio com a Organização Pan-americana de Saúde (Opas). Enquanto a União não anuncia como nem quando preencherá as vagas, prefeituras adotam rodízios para que a população não fique totalmente desassistida.

Na capital pernambucana, quatro médicos desistiram. Uma das quatro equipes da Unidade de Saúde da Família 27 de Novembro/Josué de Castro, na UR-3, no Ibura, Zona Sul do Recife, está sem médico. O profissional trabalhou até 14 de março. Deixou a função porque passou numa residência médica em Brasília – um dos principais motivos para desligamento dos brasileiros do programa, conforme o ministério. A unidade é referência de atenção básica para cerca de 14 mil moradores.

“Os pacientes que eram atendidos por esse médico estão sendo acolhidos e absorvidos pelas outras equipes. De imediato foi a solução que encontramos, mas não sabemos até quando”, afirmou a gerente administrativa do posto de saúde, Zenaide Dantas. “Infelizmente há uma sobrecarga de trabalho. Atendo, por dia, 10 pacientes meus com consultas marcadas. Quando dá, encaixamos outros do colega que saiu”, contou a médica Ana Maria Galvão, há 11 anos atuando no local.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Recife, outras seis vagas do Mais Médicos estão em aberto porque os contratos de trabalho acabaram e não houve substituição por parte do governo federal. Há 31 médicos do programa na ativa, em um universo de 277 equipes da Estratégia de Saúde da Família (ESF).

“Adotamos políticas para fixação dos médicos nessas equipes, como concurso público, remuneração e formação. O prejuízo pela desistência de quatro médicos do Programa Mais Médicos é pequeno, mas não podemos prescindir desses profissionais. Para cidades menores o impacto deve estar sendo maior”, observou o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia. “Esperamos que seja algo temporário e os desligados sejam substituídos o mais rápido possível”, complementou.

SELEÇÃO

Em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, há seis cargos vagos. O município tinha 14 cubanos no programa. Após a saída deles, o Ministério da Saúde contratou 15 brasileiros. Os seis que saíram foram fazer residência. “Realizamos uma seleção simplificada e chamamos, no dia 29 de março, 59 profissionais de saúde, sendo 21 médicos. Vão suprir essas lacunas. Acreditamos que até o início de maio eles já estejam trabalhando”, explicou a secretária-executiva de Saúde de Jaboatão, Ana Maria Albuquerque.

Na Unidade de Saúde da Família Curado I, no bairro de mesmo nome, pacientes reclamam da dificuldade em marcar consulta. “Tem que chegar de madrugada para conseguir uma ficha. Mas quando garante a vaga não demora muito pra ser atendido”, afirmou a dona de casa Miriam Santos. Entre a marcação e a consulta ela esperou 10 dias.

Em Palmares, na Zona da Mata Sul, quatro médicos pediram demissão. “Estamos aproveitando médicos da nossa rede para atender, uma ou duas vezes por semana, nos quatro postos que ficaram sem profissionais”, relatou a coordenadora de Atenção Básica da Secretaria Municipal de Saúde, Marta Cavalcanti. A mesma medida está sendo adotada em Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste, onde há três cargos vagos. “Esperamos que um novo edital do programa seja aberto logo”, comentou o assessor da Secretaria Municipal de Saúde, Renato Gonçalves Júnior.

Em nota, o Ministério da Saúde informou apenas que “as vagas (ociosas) poderão ser ofertadas em novas fases do provimento de profissionais ainda em análise pelo ministério”.

Secretaria de Saúde de Pernambuco fica no Bongi, na Zona Oeste do Recife — Foto: Reprodução/Google Street View

O número de casos confirmados de coqueluche em Pernambuco subiu 85,7% na comparação das seis primeiras semanas epidemiológicas de 2019 com as de 2018, segundo a Secretaria de Saúde do estado. O boletim, divulgado nesta quarta-feira (3), aponta que foram 26 casos confirmados de coqueluche até 9 de fevereiro. No ano passado, no mesmo período, o estado teve 14 confirmações.

Entre os casos confirmados em 2019, 30,8% foram registrados em crianças de até 5 meses e 26,9% foram para as de 1 a 4 anos, enquanto outros 23,1% foram confirmados em bebês de 6 meses a 1 ano.

Os dados apontam também para o aumento do número de notificações de coqueluche, na comparação entre as seis primeiras semanas epidemiológicas de 2019 e 2018. Este ano, foram notificados 90 casos, contra 27, no ano passado. Isso representa um aumento de 233,3%.

Doença infecciosa aguda e causada por uma bactéria, a coqueluche atinge o aparelho respiratório, com prometendo traqueia e brônquios. Em bebês com menos de seis meses de vida, ela pode se apresentar de forma mais grave e provocar até a morte, segundo a Secretaria de Saúde. A vacinação é a principal forma de evitar a doença.

Ao logo de todo o ano de 2018, o estado teve 828 notificações de coqueluche, com 228 deles sendo confirmados através de exames, sendo 47,6% das confirmações em crianças de até 5 meses.

Vacinação

Segundo a Secretaria de Saúde do estado, a cobertura vacinal em 2018 foi menor do que a meta estabelecida pelas autoridades de saúde. Entre as crianças menores de 1 ano de idade, a cobertura da vacina pentavalente, que previne coqueluche e outras doenças, ficou em 92,25%, enquanto a meta era atingir 95% desse público alvo.

Para as gestantes, que são imunizadas com a dTpa, a cobertura vacinal chegou a 60,68%, em 2018. A meta para esse público alvo é também de 95%.

Sintomas e evolução

De acordo com os médicos, a coqueluche evolui em três etapas sucessivas. A fase catarral começa com manifestações respiratórias e sintomas leves, que podem ser confundidos com uma gripe: febre, coriza, mal-estar e tosse seca.

Depois, aparecem os acessos de tosse seca contínua. Na fase aguda, os acessos de tosse são finalizados por inspiração forçada e prolongada, vômitos que provocam dificuldade de beber, comer e respirar.

Na convalescença, os acessos de tosse desaparecem e dão lugar à tosse comum. Em bebês podem ocorrer desidratação, pneumonia, convulsões, além de lesão cerebral.

Transmissão

A doença pode ser transmitida pelo contato direto da pessoa doente com uma pessoa não vacinada, por meio de gotículas de saliva expelidas por tosse, espirro ou ao falar.

A transmissão também pode ocorrer por meio do contato com objetos contaminados com secreções do doente. A coqueluche é especialmente transmissível na fase catarral e em locais com aglomeração de pessoas.

O resultado final do concurso público para a Secretaria Estadual de Saúde (SES) com 1 mil vagas para diversas categorias foi homologado nesta quarta-feira (03). O documento foi publicado no Diário Oficial do Estado. Com a homologação do resultado, a Secretaria poderá realizar as primeiras convocações do concurso. O prazo de validade do certame é de dois anos e há possibilidade de prorrogação por igual período.

Ao todo, das 1 mil vagas, 970 são do grupo ocupacional saúde pública – 260 para o cargo de médico, 250 para analista em saúde (diversas profissões de nível superior) e 460 assistente em saúde (diversas profissões de nível médio).

As outras 30 vagas são do grupo ocupacional de fiscalização sanitária da saúde, todas para fiscal de vigilância sanitária. Os profissionais serão lotadas em serviços da rede estadual espalhados por todo o Estado.

O concurso público, realizado pelo Instituto AOCP, foi dividido em duas etapas para os profissionais de nível superior (médicos, analistas em saúde e fiscais de vigilância sanitária), sendo uma prova objetiva e avaliação de título. Já para os assistentes em saúde (nível médio), o certame foi em uma fase (prova objetiva).

O exame da primeira fase foi realizado de acordo com conhecimentos da língua portuguesa, conhecimentos gerais do Sistema Único de Saúde (SUS) e conhecimentos específicos relacionados diretamente à natureza de cada cargo/especialidade.

Recusa da doação de órgãos em Pernambuco tem média maior que a nacional — Foto: Rede Globo

Mais de mil pessoas estão na fila de espera para transplante de órgãos em Pernambuco, segundo dados da Secretaria de Saúde divulgados nesta quarta-feira (03). O número, segundo o governo estadual, poderia ser menor se mais famílias aceitassem doar os órgãos de entes falecidos. Nos dois primeiros meses do ano, o índice de recusa foi de 36%.

Segundo a Central de Transplantes de Pernambuco (CT-PE), um percentual aceitável de negativas deveria ficar em torno de 30%. Entre janeiro e fevereiro de 2019, Pernambuco realizou 93 transplantes de órgãos sólidos, entre coração (8), rim (56) e fígado (27) – um a mais que o mesmo período em 2018.

No Brasil, a doação só pode ser efetuada com a autorização de um parente de até segundo grau. Entre janeiro e fevereiro deste ano, foram 47 entrevistas e 17 recusas. De acordo com a pasta, a dificuldade em diminuir o número de pacientes na fila de espera por transplantes está diretamente ligada à falta de informações e preconceito.

A Central de Transplantes aponta que, ao longo dos anos, constatou a falta de entendimento da população sobre o que é a morte encefálica e que não à volta, apesar do suporte tecnológico.

Além disso, há mitos relacionados à como o corpo do doador será entregue à família. A Central lembra que, de acordo com o G1/PE, após a retirada dos órgãos ou tecidos, a equipe médica faz todo o procedimento para que o corpo seja entregue íntegro para que as cerimônias de despedida possam ser realizadas normalmente.

Fila de espera

De acordo com a Secretaria de Saúde, a maior espera no estado é por rim (898), seguida de córnea (117), fígado (110), medula óssea (16), coração (13) e rim/pâncreas (10). Quanto à espera de córnea, todos os pacientes do estado conseguem a doação em até 30 dias.

Em relação à medula óssea, o SES frisa que é possível fazer a doação em vida ao se cadastrar no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Para doar, é preciso ter entre 18 e 55 anos. Uma vez no banco de dados, o possível doador pode ajudar alguém em qualquer lugar do Brasil e também do mundo.

A primeira vítima de leptospirose foi um homem de 41 anos, residente de Jaboatão dos Guararapes  / Foto: Pixabay

Pernambuco registrou o primeiro caso confirmado de morte em decorrência da leptospirose em 2019. A vítima foi um homem de 41 anos, que residia no município de Jaboatão dos Guararapes, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES). O óbito ocorreu no dia 18 de janeiro, mas a confirmação só foi divulgada agora.

Até o dia 30 de março deste ano, 112 casos da doença haviam sido notificados, sendo 15 destes confirmados, 32 descartados e outros 65 permanecem em investigação. Em 2018, houve 176 notificações de leptospirose, sendo 42 confirmadas. Em todo o ano passado foram notificados 839 casos, sendo 207 confirmados e 11 mortes registradas.

Em comparação com o mesmo período do ano anterior, o primeiro trimestre de 2019 registra uma queda de aproximadamente 36,3% nas notificações e redução de 64,3% no número de casos confirmados.

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O sistema de vigilância dos municípios pernambucanos e toda a população devem redobrar os cuidados contra o Aedes aegypti, que transmite dengue, chikungunya e zika. Num cenário em que a temperatura elevada é um fator capaz de acelerar o processo de transformação do ovo no mosquito, o mapa das arboviroses (como é chamado o LIRAa, sigla para Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti) traz um dado que preocupa: 80% das 184 cidades no Estado estão em situação de risco para transmissão elevada das três doenças provocadas pelo mosquito. O mapeamento é capaz de identificar locais com focos de reprodução do Aedes e o tipo de depósito onde as larvas são encontradas.

“Este mês e no próximo, é um período em que historicamente verificamos aumento no número de casos de arboviroses. No Estado, essa elevação permanece acima do padrão na sétima Regional (sede em Salgueiro, no Sertão, que congrega mais outros seis municípios: Belém do São Francisco, Cedro, Mirandiba, Serrita, Terra Nova e Verdejante)”, destaca o diretor-geral de Controle de Doenças Transmissíveis da Secretaria Estadual de Saúde (SES), George Dimech. Na região, o volume dos casos notificados de arboviroses é expressivo. Até o momento, as sete cidades registraram 1.019 casos – um percentual de variação de 6.268%, em comparação com o mesmo período do ano passado, quando a Regional notificou apenas 16 casos.

Outro detalhe que tem chamado a atenção dos especialistas e das autoridades de saúde é a expansão da incidência, que considera a proporção de casos em relação ao número de habitantes, na faixa etária infantil. Segundo boletim epidemiológico da SES, a maior incidência de dengue está entre 5 e 9 anos; em relação à chikungunya e zika, do nascimento aos 4 anos. “Houve um desvio da faixa etária, pois as crianças que não foram infectadas anteriormente estão mais susceptíveis a infecções e começam agora a adoecer. É por isso que atualmente, nessa população, os cuidados não devem ser menosprezados”, frisa George Dimech. 

VULNERÁVEIS

O fato de o Estado só ter identificado, até o momento, a circulação do DEN1 (um dos quatro tipos de vírus da dengue) também pode explicar por que o adoecimento tem se tornado mais frequente entre crianças. “É uma faixa etária caracterizada por uma população que, na sua maioria, não teve contato anterior com o DEN1. E as crianças, que adoecem agora por dengue e já foram infectadas anteriormente por algum dos outros três tipos de vírus, têm risco de evoluir para uma forma mais grave da doença”, diz o clínico-geral Carlos Brito, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). 

Apesar de o cenário, em Pernambuco, não representar epidemia, os especialistas reforçam ser preciso intensificar as ações de combate ao Aedes aegypti para que os registros de dengue, zika e chikungunya não continuem avançando no Estado. Até o último dia 16, foram notificados 4.051 casos suspeitos de dengue em 143 municípios pernambucanos, representando aumento de 6% em relação ao mesmo período de 2018, que apontou 3.829 casos. Para zika, até o momento, foram registrados 298 casos suspeitos em 53 municípios, o que corresponde a um aumento de 93,5%, comparando com o mesmo período de 201 8, quando houve 154 notificações.

O balanço da SES também revela que este ano 50 mulheres grávidas foram notificadas com suspeita de arboviroses por apresentarem manchas vermelhas na pele. Além disso, o Estado contabiliza 13 mortes suspeitas por dengue, chikungunya e zika, como no mesmo período de 2018.

“A Regional de Salgueiro continua a apresentar mais casos. Estamos trabalhando para evitar que outras áreas apresentem esse cenário fora do padrão”, diz George Dimech, da SES

“Desde a semana que passou, observamos uma frequência maior de pessoas que procuram atendimento por terem sintomas de dengue”, informa o médico Carlos Brito.

Infecções que estavam esquecidas no tempo voltam a assolar e, com ela, a polêmica da eficácia e a relação entre riscos e benefícios da vacinação. Há quem defenda que o fato de algumas patologias estarem erradicadas se torna desnecessário a vacinação, além de expor crianças saudáveis a um vírus atenuado ou vírus morto.  Além disso, se o vírus foi erradicado, estimular o sistema imunológico para se defender de uma doença que, teoricamente, não reaparecerá é perda de tempo e a um custo que não é pequeno. Essa é uma defesa da comunidade científica que voltou a ser debatido entre os estudiosos, principalmente com o movimento antivacina, que vem ganhando adeptos no Brasil.

Mesmo com opiniões contrárias à vacinação, sua eficácia tem sido comprovada na erradicação de muitas doenças. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (OMS), a febre amarela mata um em cada três afetados, sendo considerado um número altíssimo, porém, apenas um em cada 500 mil pessoas morre por efeitos adversos da vacinação. De acordo com o ortopedista, Rui Eduardo, só esses dados deveriam ser o suficiente para calar o grupo antivacina, mas não é o que acontece.

“A vacina foi um dos maiores achados na busca da saúde e aumento da longevidade da humanidade. Juntamente com a água tratada e os avanços na conservação de alimentos e desenvolvimento da agroindústria, a vacinação é um dos pilares que tornou possível o aumento da altura da população, da longevidade, e de seus parâmetros intelectuais e de saúde”, relata.

A Europa, exemplo de medicina preventiva, vive um surto de Sarampo com 35 mortes, mais de 21 mil afetados pela doença, um número 400% maior que o ano passado, em 15 dos 53 países do continente. Ainda de acordo com o Dr. Rui, o efeito rebanho é o possível causador de eventuais surtos. Cerca de 3% das crianças não comparecem ou não recebem a vacinação durante a campanha, porém 97% não adquirem e, portanto, não prolifera a doença, os 3% são protegidos.

“O problema é que outros três por cento surgirão na próxima campanha e assim sucessivamente até que haja uma grande percentagem de não vacinados”, conclui. Outra maneira de contágio são os fluxos migratórios que no Brasil ocorreram com a entrada indiscriminada de venezuelanos por Roraima.

Aplicativo Mobcare monitora pacientes com microcefalia em Pernambuco — Foto: Izabele Brito/Divulgação

Pesquisadores desenvolveram um aplicativo para celulares para ajudar no tratamento de crianças com a síndrome congênita do vírus da zika. Chamada de Mobcare, a ferramenta pode ser utilizada por pais de crianças com microcefalia, profissionais e gestores da saúde pública em Pernambuco.

O Mobcare foi idealizado pela Fundação Altino Ventura (FAV), em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e o Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene).

De acordo com a presidente da fundação, Liana Ventura, o aplicativo pode ser utilizado como uma espécie de diário da criança, mas também contém valiosas informações para os pais lidarem com os sintomas apresentados no dia a dia.

“Ele armazena um banco de dados com vídeos, fotos, informações escritas e orientações para pais e familiares, para profissionais e para gestores. A ideia é empoderar os pais de materiais educativos sobre como estimular suas crianças, do ponto de vista das deficiências visual e global e sobre como os pais podem ajudar os filhos diante dos desafios”, afirma.

O Mobcare teve seu projeto iniciado em 2016 e, desde então, passou por três fases. A primeira foi a análise de requisitos, interfaces gráficas e realização de sondagens com cuidadores e profissionais sobre o que deveria estar no aplicativo. A segunda fase foi de testes com dez famílias e seis terapeutas. A terceira etapa envolveu cuidadores e terapeutas, que utilizaram o aplicativo na prática.

A terceira fase contou com a participação de 27 cuidadores de 16 terapeutas que, por sua vez, disponibilizavam vídeos de estimulação visual para que as atividades não mais se restringissem às consultas. Os profissionais também podiam registrar os atendimentos realizados e lembretes das próximas consultas agendadas.

Ainda segundo Liana, uma das funções mais importantes do aplicativo é a de funcionar com uma espécie de prontuário móvel de cada paciente, alimentado pelos próprios responsáveis pelas crianças.

“Os pais alimentam informações sobre como estão às crianças. Se têm convulsão, quantas crises tiveram, como é a resposta das crianças, tanto no sentido da visão quanto no globo. Do ponto de vista da gestão do cuidado, podemos ver se os pacientes estão faltando às consultas, se a criança se internou, se teve intercorrências. São três atividades monitoradas”, explica.