Saúde

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Já é cotidiano acordar e pegar o celular ou até mesmo passar horas em frente a um computador ou tablet. Esses hábitos se tornaram rotina na vida das pessoas, porém tais práticas podem causar problemas à saúde ocular dos usuários. A sociedade oftalmológica tem se preocupado com a incidência de problemas decorrentes de excessiva exposição à luz dos eletrônicos e alerta sobre os cuidados que devem ser tomados. 

A luz violeta emitida pelos eletrônicos são verdadeiros vilões, pois a falta de capacidade da córnea em filtrar esse tipo de eletromagnética faz com que os olhos fiquem em superexposição. Dessa forma, a iluminação pode danificar a retina e causar dificuldades na visão que provocam incômodos no dia-dia. 

“O uso excessivo de smartphones, computadores e outros eletrônicos é uma forma de esforçar a musculatura do olho. Todos os objetos luminosos podem favorecer o ressecamento do olho ou causar o lacrimejamento. No trabalho focado em frente ao computador, involuntariamente as pessoas piscam bem menos, o que acarreta no ressecamento do olho. O uso excessivo também pode causar a chamada Síndrome do Computador que tem como sintomas dor de cabeça, olho seco, vermelho e irritado”, explica o médico oftalmologista e vice-diretor da Sociedade de Oftalmologia de Pernambuco (SOPE), Bernardo Cavalcanti. 

Para controlar a irritação nos olhos, muito fazem uso do colírio. Sobre essa substância, o vice-diretor da SOPE diz que eles são apenas paliativos que ajudam na irritação, desconforto e reduz o vermelhão. “O colírio não está tratando da causa do paciente, mas está dando a ele uma forma de interagir melhor. O que ajuda mesmo é o uso controlado dos equipamentos”, explica o médico.  

A fim de diminuir os problemas acarretados pela luminosidade de eletrônicos nos olhos, o especialista dá dicas. “Usar os aparelhos em baixa luminosidade, trabalhar sempre com o celular na posição mais baixa que os olhos são algumas dicas. Além disso, ao usar o aparelho por muito tempo, é sempre bom fazer alguns intervalos de 15 a 20 minutos, ou olhar para algo mais distante, pois geralmente os aparelhos estão muito próximos dos olhos. Outra dica muito importante é lembrar-se de piscar os olhos continuamente”, completou o médico Bernardo Cavalcanti. Para a saúde ocular, os especialistas também recomendam ir ao oftalmologista regularmente e fazer uso de óculos com lentes originais.

O novo edital do Mais Médicos, aberto após a decisão de Cuba de se retirar do programa, já efetivou 224 profissionais. De acordo com o Ministério da Saúde, 200 já se apresentaram às Unidades Básicas de Saúde e estão trabalhando. No total, foram abertas 8.517 vagas.

A lista com a localização e a quantidade de médicos por cidade foi divulgada na segunda-feira (26) pelo Ministério da Saúde.

Não há a informação se todos eles são brasileiros. O que se sabe é que os profissionais tem registro no Conselho Regional de Medicina ou foram aprovados no Revalida.

Eis a lista com o número de médicos contratados para os poucos municípios de Pernambuco até o presente momento e onde atendem:

Agrestina (1), Bodocó (1), Carpina (2), Moreno (1), Recife (3), e São Vicente Ferrer (1).

Na noite desta segunda-feira, uma semana após o edital ser lançado, o ministério informou que 97,2% das vagas ofertadas já haviam sido. Segundo o órgão 8.278 das 8.517 vagas já estavam alocadas para atuarem de forma imediata. As inscrições ficarão abertas até 7 de dezembro.

Para que todos os Estados e municípios brasileiros tenham suas necessidades asseguradas, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, disse que estuda realocar médicos que já integram o programa Mais Médicos para locais que não tiverem a adesão de novos profissionais.

O relatório destaca a necessidade de controlar o mosquito Aedes aegypti de forma integrada e multissetorial, considerando que o  mesmo espalha várias doenças

Todos os municípios do país promovem, a partir deste domingo (25), diversas ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, como visitas domiciliares, mutirões de limpeza e distribuição de materiais informativos. A Semana Nacional de Combate ao Aedes será realizada até a próxima sexta-feira (30), sendo a sexta o dia D de combate ao mosquito.

No total, 210 mil unidades públicas e privadas estão sendo mobilizadas, sendo 146 mil escolas da rede básica, 11 mil centros de Assistência Social e 53 mil unidades básicas de Saúde (UBS), informou o Ministério da Saúde.

Estados e municípios já foram orientados pela Sala Nacional de Coordenação e Controle do ministério para que promovam nas comunidades atividades instrutivas sobre a importância do combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Entre as atividades planejadas para a semana estão visitas domiciliares, distribuição de materiais informativos e educativos, murais, rodas de conversa com a comunidade, oficinas, teatros e gincanas.

“A mobilização pretende mostrar que a união de todos, governo e população, é a melhor forma de derrotar o mosquito, principalmente de novembro a maio, considerado o período epidêmico para as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Nesse período, o calor e as chuvas são condições ideais para a sua proliferação”, acrescenta o ministério.

“O verão é o período que requer maior atenção e intensificação dos esforços para não deixar o mosquito nascer. No caso da população, além dos cuidados, como não deixar água parada nos vasos de plantas, é possível verificar melhor as residências, apoiando o trabalho dos agentes de endemias. Esses profissionais utilizam técnicas simples e diferenciadas para vistoriar as casas, apartamentos e espaços abertos”, explica o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Divino Martins.

Os dados nacionais mostram redução de casos nas três doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, entre janeiro e novembro de 2018, em comparação com o mesmo período de 2017. Porém, alguns estados apresentam aumento expressivo de casos de dengue, zika ou chikungunya. Por isso, é necessário intensificar agora as ações de eliminação do foco do mosquito, para evitar surtos e epidemias das três doenças no verão.

As ações de prevenção e combate ao Aedes aegypti são permanentes e tratadas como prioridade pela pasta da Saúde. Desde a identificação do vírus zika no Brasil e sua associação com os casos de malformações neurológicas, o governo federal mobilizou todos os órgãos para atuar conjuntamente. Além disso, os governos estaduais e municipais participam da mobilização.

Dengue, chikungunya e zika

Segundo o Ministério da Saúde, até 3 de novembro foram notificados 223.914 casos de dengue em todo o país, uma pequena redução em relação ao mesmo período de 2017 (224.773). A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 107,4 casos por100 mil habitantes. Em comparação ao número de óbitos, a queda é de 23,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de 172 mortes em 2017 para 132 neste ano. No total, 12 estados apresentam aumento de casos em relação ao mesmo período do ano passado.

Também foram registrados 81.597 casos de febre chikungunya, o que representa taxa de incidência de 39,1 casos por 100 mil habitantes. A redução é de 55,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 182.920 casos. A taxa de incidência no mesmo período de 2017 foi de 87,7 casos por 100 mil habitantes. Neste ano, foram confirmadas em laboratório 35 mortes. No mesmo período do ano passado, foram 189. No total, sete estados apresentam aumento de casos em relação ao mesmo período de 2017.

Foram registrados ainda 7.544 casos prováveis de zika em todo o país, uma redução de 54,6% em relação a 2017 (16.616). A taxa de incidência passou de 8,0 em 2017 para 3,6 neste ano. No total, sete estados apresentam aumento de casos em relação ao mesmo período de 2017. Entre eles, destaca-se o Rio Grande do Norte, com 14,9 casos por 100 mil habitantes.

A investigação desse tipo de doença exantemática (manchas vermelhas na pele) leva em consideração a hipótese de que possa ser uma forma atípica de zika, transmitida pelo Aedes aegypti / Foto: Pixabay

Após dezenas de relatos de médicos das emergências de hospitais públicos e particulares de Pernambuco, especialmente do Recife, sobre casos de pacientes com doença exantemática ou rash (manchas vermelhas em uma região específica do corpo ou por toda a pele), a Secretaria Estadual de Saúde (SES) realizou reunião com um grupo de profissionais para iniciar a investigação do quadro, que não apresenta causa definida e tem acometido as crianças com maior frequência. O plano de ação inclui o monitoramento dos registros desses casos de rash, que pode ter relação com diversos agentes. “Entre as hipóteses, há aquelas que mais prevalecem e outras nem tanto. As suspeitas que predominam são o zika, os parvovírus e os enterovírus, mas outras possibilidades de diagnóstico também são consideradas, em mesma intensidade, na investigação”, avisa o diretor-geral de Controle de Doenças Transmissíveis da SES, George Dimech.

A discussão entre os especialistas organizada pela secretaria ocorreu na quarta-feira (07). Ontem foi divulgada, pela SES, uma nota técnica (documento que estabelece diretrizes, alerta e orienta os serviços assistenciais de saúde sobre ocorrência de eventos específicos) que propõe a realização de uma investigação epidemiológica padronizada. “A nota é importante porque norteará o que é possível ser feito para investigar os casos e esclarecerá sobre a realização de exames que darão o diagnóstico. Tudo indica que é um quadro viral, mas ainda é inespecífico”, frisa a infectopediatra Regina Coeli Ramos, do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), que tem acompanhado pacientes.

Doença autolimitada

Os casos, segundo os médicos, são autolimitados (melhoram espontaneamente após alguns dias). “Os sintomas nos levam a pensar se pode ser considerada uma forma atípica de zika, o que pode ocorrer em um possível novo surto seguinte ao primeiro (de 2015)”, diz o clínico-geral Carlos Brito, integrante do Comitê Técnico de Arboviroses do Ministério da Saúde. Para o médico, o fato desse tipo de rash ser mais evidente nas crianças é explicado (levando em consideração a hipótese de ser um caso atípico de zika) por um fenômeno que ocorre no Brasil: as epidemias iniciais de arboviroses acometem mais os adultos do que a população infantil. Ou seja, num cenário de novo surto, as crianças são as que estão mais susceptíveis porque não adoeceram anteriormente – ou seja, não têm imunidade. “Isso aconteceu com dengue: primeiramente adoeceram com mais frequência os adultos e, em anos seguintes, o grupo pediátrico, abaixo dos 12 anos. Não tem uma explicação muito lógica, mas é o que tem ocorrido quando analisamos epidemiologicamente o histórico das epidemias de dengue”, acrescenta Brito.

A investigação conduzida pela SES já estruturou uma vigilância em algumas unidades de saúde. “Todos os pacientes sintomáticos (com rash que se assemelha ao quadro em investigação) desses serviços deverão ser notificados. Eles também passarão por coleta de amostra (de sangue) para realização de exames laboratoriais”, destaca George Dimech. O perfil do paciente, a duração, a intensidade dos sintomas também serão considerados. “Vamos fazer um resgate dos casos que já foram percebidos pelos clínicos, estruturar uma vigilância para as notificações serem feitas (de forma sistematizada) e para as amostras de exames serem enviadas ao laboratório.” A SES reforça que não sabe quanto tempo deve durar a análise dos casos. “Ainda é cedo para prever a conclusão da investigação”, conclui George.

Leitores hospitares

O Brasil perdeu, nos últimos dez anos, seis leitos hospitalares por dia. São 23.088 vagas a menos, conforme estudo preparado pela Confederação Nacional dos Municípios e obtido pelo Jornal Estado de S.Paulo. E mostra o descompasso entre público e privado.

No Sistema Único de Saúde (SUS), foram fechadas 41.388 vagas, 12% do número apresentado em 2008. Já a rede particular apresentou tendência inversa e ampliou a capacidade em 18.300 leitos. 

A tendência de redução geral das vagas é explicada por especialistas, em parte, pela mudança no atendimento psiquiátrico. No passado, ele era centrado no ambiente hospitalar e, graças ao movimento antimanicomial, passou a ser feito prioritariamente nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). “Dos 41 mil leitos fechados na década, 21 mil eram psiquiátricos”, afirma a consultora da CMN Carla Albert. 

Ela observa, no entanto, que em grande parte das demais especialidades, a redução do atendimento hospitalar está longe de ser um bom sinal. “Muitas vezes, representa falta de recursos e, sobretudo, dificuldade de acesso da população a um atendimento indispensável.”

Na pediatria e obstetrícia, por exemplo, a oferta de leitos minguou de forma expressiva. No caso de vagas para atendimentos de crianças, a redução de leitos SUS no período entre 2008 e 2018 foi de 26%. Na obstetrícia, a redução na capacidade de atendimento hospitalar foi de 16,87%. “Em um momento em que o número de nascimento de bebês prematuros aumenta, é difícil explicar a redução de leitos”, afirma Clóvis Constantino, da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Carla lembra que, embora as vagas em Hospital Dia tenham aumentado, elas ainda são pouco expressivas. Em 2018, havia 5.347, ante 4.213 registradas em 2008. “O receio é de que a desativação de leitos tenha ocorrido sem a devida organização da rede ambulatorial. Basta ver as filas que ainda existem para alguns procedimentos.”

Para a consultora da Confederação Nacional dos Municípios, parte da desativação dos leitos ocorre não por razões técnicas, mas econômicas. “E isso desorganiza o sistema. Basta ver as ações judiciais para garantir o atendimento.”

Além da Psiquiatria, Carla cita que a redução de vagas é justificada no caso da dermatologia e da endocrinologia. “Basta ver o atendimento para pessoas com hanseníase. Hoje, é feito exclusivamente em ambiente ambulatorial.” Carla questiona, porém, a estagnação das vagas em Cardiologia. Em dez anos, apenas 23 foram abertas.

Justificativas

O Ministério da Saúde informou que a tendência mundial é de desospitalização. “É importante ressaltar que a redução no número de leitos gerais não afetou a oferta assistencial e a produção aprovada nos sistemas de informação do SUS. A quantidade de internações aprovadas no sistema em 2008 foi de 11,1 milhões e em 2017, de 11,6 milhões.”

Queda

16.359 leitos foram fechados na Pediatria clínica, uma das especialidades mais afetadas.

Gabriel de Paiva

Um estudo inédito das universidades americanas Harvard e Yale, em parceria com o Centro de Direitos Reprodutivos de Nova York, revela que a busca por abortos no Nordeste subiu de 36% para 106%, desde o alerta da Zika como emergência de saúde pública, entre novembro de 2015 e março de 2016.

O estudo, que será publicado nesta quarta-feira (17), pela FGV, também mostra a dificuldade das mulheres em conseguir fazer o aborto legalizado. Em muitos dos casos, os médicos se recusaram a realizar a prática por convicção religiosa e também houve relatos de ameaças às mulheres que buscaram atendimento clandestino.

Os pesquisadores também consideram que é alta a possibilidade de haver outra epidemia de Zika no próximo verão, por causa do El Niño, que terá as mesmas características do da época que causou o alerta em 2016.

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O mais recente “mapa das arboviroses” em Pernambuco revela uma ascensão na incidência de dengue, chikungunya e zika nos nove primeiros anos de vida. Com quase 22 mil notificações das arboviroses ao longo de dez meses este ano, o Estado tem taxa de 196 registros (considerando a soma dos casos prováveis das três doenças) por 100 mil habitantes entre 0 e 4 anos. Na faixa etária seguinte, de 5 a 9 anos, esse índice chega a ser maior: 204,7. Os dados estão no boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES), que considera os dados até o último dia 6. Em meses anteriores, a curva de adoecimento já dava indícios de aumento na população infantil: no fim de maio, a incidência atingiu a taxa de 107,3 (0 a 4 anos) e 113 (5 a 9 anos). O índice subiu ainda mais em agosto, alcançando 177 para cada uma desses dois grupos. 

“Mais importante do que considerar o número total de casos de arboviroses é observar onde e em que faixa etária os registros têm sido mais expressivos. Atualmente chama a nossa atenção a incidência aumentada nas crianças até os nove anos”, destaca a gerente do Programa de Vigilância das Arboviroses da SES, Claudenice Pontes. Em números absolutos, o retrato atual (dados até o último dia 6) do adoecimento provocado possivelmente pelo Aedes aegypti é mais significativo em idade produtiva (dos 20 aos 39 anos), cuja incidência é menor do que na população infantil. Entre os adultos desse grupo etário, são 112 novos casos a cada 100 mil habitantes.

“A maior circulação dos vírus entre as crianças pode levar a um risco aumentado de casos graves nessa faixa etária. Como a dengue, por exemplo, já circula há muito tempo, existem várias pessoas imunes (aos sorotipos da doença). Mas há mais pessoas compondo a população (aquelas nascidas após as epidemias, por exemplo), que nunca foram expostas ao vírus e permanecem suscetíveis ao adoecimento”, esclarece a médica pediatra Cynthia Braga, pesquisadora e professora do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública do Instituto Aggeu Magalhães, unidade da Fiocruz em Pernambuco. Ela é coordenadora do Inquérito de Arboviroses do Recife, pesquisa em andamento cujo objetivo é traçar um panorama inédito dos casos novos e antigos, em diferentes níveis socioeconômicos e faixas etárias, das três doenças transmitidas pelo Aedes.

Para Cynthia, apesar de os números oficiais mostrarem que existem uma cocirculação dos vírus das arboviroses no Recife, os pesquisadores ainda não sabem com precisão como está o status imunológico (especialmente em relação à zika) da população que vive na capital. Neste ano, até o dia 22 de setembro, o município notificou 2.308 casos de arboviroses (1.815 de dengue, 426 de chikungunya e 67 de zika). Entre esses casos suspeitos, foram confirmados 736 casos de dengue, 231 de chikungunya e 6 de zika. Os bairros que despontam com maior incidência (por 100 mil habitantes) são: Ilha do Leite (187), Bairro do Recife (159), Morro da Conceição (101) e Mangabeira (98).

PREVENÇÃO

A incidência geral das três arboviroses, na população pernambucana, é de 116 – menor do que a taxa usada como parâmetro pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para sinalizar uma situação de epidemia (ao menos 300 casos a cada 100 mil habitantes). “Não estamos num surto (das três doenças), mas precisamos cuidar antes dos casos atingirem essa proporção, especialmente pelo fato de assistirmos agora a um cenário de aumento dos casos fora do padrão esperado para este período, considerado mais tranquilo, se levarmos em consideração a série histórica (da dengue) dos últimos dez anos”, alerta Claudenice. 

Ela ressalta que a ascensão tem sido observada especialmente nos municípios do Sertão, onde foi detectado alto índice de infestação do Aedes. “Os municípios das Regionais de Saúde 7 e 10 (cujas sedes ficam, respectivamente, em Salgueiro e em Afogados da Ingazeira) são os que mais têm registrado aumento no número de casos, em comparação com o mesmo período do ano passado .” Até o último dia 6, por exemplo, a Regional 7 (Belém do São Francisco, Cedro, Mirandiba, Salgueiro, Serrita, Terra Nova, Verdejante) teve 321 notificações de dengue e 136 de chikungunya. No mesmo período de 2017, considerando, respectivamente, as mesmas doenças, o número de casos foi de 99 e 41. Ou seja, houve aumento de 224% (dengue) e de 231% (chikungunya) nessa regional.

Nesta quarta-feira, 10 de outubro, é celebrado o Dia Internacional da Saúde Mental / Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Nesta quarta-feira, 10 de outubro, é celebrado o Dia Internacional da Saúde Mental e o alto número de relatos envolvendo transtornos preocupa. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a quantidade de casos de depressão cresceu 18% em dez anos. Até 2020, esta será a doença mais incapacitante do planeta, na previsão da Organização Mundial da Saúde.

“Globalmente, apenas metade daqueles que precisam de tratamento psiquiátrico recebem ajuda”, afirma Nadège Herdy, psiquiatra da Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo. Quadros depressivos são as principais causas de suicídio no mundo.

O Brasil é campeão de casos de depressão na América Latina. Quase 6% da população, um total de 11,5 milhões de pessoas, sofrem com a doença, segundo dados da OMS. Mas Nadège Herdy alerta para o aumento do número de registros de Transtornos de Ansiedade. “Os mais comuns são os transtornos de ansiedade generalizada e síndrome do pânico. Em 2015, 18,6 milhões de pessoas sofriam com transtorno de ansiedade no Brasil”.

Se perguntarmos por aí se as pessoas são ansiosas, a maioria dirá que sim. Porém, para ter o diagnóstico de alguns transtornos de ansiedade não é tão simples. O DSM-V – Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – aponta 12 tipos de patologias relacionadas à ansiedade.

No geral, alguns sintomas merecem atenção: sentir medo ou receio, em excesso, de situações que ainda não aconteceram, alterações do sono, tensão muscular, medo de falar em público, medo de lugares fechados ou com grandes aglomerações, inquietações constantes, pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos.

O ideal, em casos assim, é buscar ajuda de um psicoterapeuta. O psicólogo irá fazer uma série de perguntas sobre seu estado físico e emocional. Na terapia, você terá a oportunidade de falar mais sobre as situações que lhe causam ansiedade, sem julgamentos. Em alguns casos, o psicólogo pode recomendar que você procure um psiquiatra, que irá receitar uma medicação específica para baixar a ansiedade.

Preconceito

Nadège Herdy relata que há um aumento na procura por profissionais de saúde mental, mas o preconceito ainda é evidente. “O estigma social ainda é um dos mais importantes e difíceis obstáculos para recuperação e reabilitação das pessoas que sofrem de doença mental. Esses indivíduos, além de precisar lutar contra seus sintomas que muitas vezes interferem na autonomia, independência, qualidade de vida, precisam lutar contra o estigma”, avalia.

A resistência em procurar ajuda em saúde mental pode ser explicada, em parte, pelo preconceito contra as pessoas que têm transtornos. A psicofobia carrega uma herança de séculos de discriminação contra os doentes mentais ao longo da história. Acreditava-se que eles eram “bruxos” ou “possuídos por demônios”

Atualmente, Psicologia e Psiquiatria trabalham juntas para desmistificar todas essas questões. “O preconceito, que gera estigma, pode ser combatido com conhecimento. Melhorar o conhecimento gera desmistificação de falsas crenças e estereótipos, fornecendo dados reais acerca da doença e de quem sofre dela. Afinal, as doenças mentais são tratáveis e muitos pacientes se recuperam”, finaliza Nadège Herdy.

Uma comissão formada pelo Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) esteve nesta terça-feira (25) no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) José Carlos Souto, no bairro do Torreão, na Zona Norte do Recife, para denunciar a precariedade na qual a unidade está operando. A ação faz parte da greve da categoria pelo não cumprimento de pedidos básicos por parte da Prefeitura do Recife. De acordo com o Simepe, o local não reúne condições mínimas para o atendimento dos pacientes. Foram encontradas paredes mofadas e rachadas e também não havia água para beber.

Além disso, a comissão também denuncia que alguns pacientes estão deitados no chão por falta de camas no Caps. A comissão do Simepe também chama atenção para a falta de pintura do espaço, a insegurança na estrutura para os pacientes e falta de alguns medicamentos. O mesmo grupo chegou a fazer uma denúncia em janeiro deste ano. Porém, a situação não foi solucionada.

A piscina (foto) do Centro de Atenção Psicossocial do Torreão foi um dos pontos destacados pela comissão. O equipamento estaria sem manutenção, com a água suja, na coloração verde. No entorno, a vegetação não estaria sendo cuidada, fazendo com que algumas plantas crescessem entre as cerâmicas.

A fiscalização feita pelo Simepe também se estendeu por outras casas de saúde. Na unidade do Programa de Saúde da Família (PSF) do Sítio dos Céus foi constatado pela equipe que a sala de espera dos pacientes seria do lado externo do local. Os funcionários teriam que colocar cadeiras do lado de fora para os pacientes. Na sala de medicação, o nebulizador estaria em local inapropriado. De acordo com os médicos, na área de curativo, o espaço é reduzido e quente, dificultando o trabalho dos profissionais.

Já no PSF Santa Terezinha, o problema é a falta de conforto. No entanto, em comparação com as outras unidades, a situação é melhor. Há banheiro para os pacientes, ventilador funcionando.

A Prefeitura do Recife divulgou a seguinte nota:

“A Coordenação de Saúde Mental informa que está sendo feito projeto de readequação do outro imóvel onde irá funcionar o Centro de Atenção Psicossocial José Carlos Souto. A piscina da unidade não representa risco de proliferação de mosquitos porque o funcionário responsável utiliza cloro, e que o local também recebe visita regular de agentes de saúde ambiental. Em relação à denúncia de que pacientes são colocados no chão, a Gerência explicou que o perfil do Caps não é de internamento, e os usuários apenas repousam no local, após o almoço. O medicamento Risperidona, conforme mencionado, é fornecido pela Farmácia da Secretaria Estadual de Saúde, não sendo padronizado pelo município”.

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Casos de endemia ou epidemia foram relatados em 34,7% dos 5.570 cidades brasileiras em 2017. As doenças são em decorrência da situação deficitária dos saneamentos básicos, segundo informações da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) 2017, publicados hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A doença mais mencionada foi a dengue com 26,9%, seguida da diarreia com 23,1%. Outras doenças como verminoses e a chikungunya foram registradas em 17,2% dos municípios, e a zika, indicada em 14,6%.

As regiões que mais citaram a dengue, chikungunya e zika foram Norte e Nordeste. No Norte, foram registrados 38,9% dos casos de dengue, 19,8% de zika e 20,2% de chikungunya. Já no Nordeste, os números foram de 43,2% de dengue, 29,6% de zika e 37,3% de chikungunya. Enquanto isto, no Sul do país, as taxas registradas são de 6% dengue, 1,7% zika e 1,8% chikungunya.

Casos de febre amarela tiveram maior registro na região Sudeste com 5,1% dos municípios. Em todo o país, a doença atingiu 2,9% dos municípios em 2017.

“Dengue e diarreia foram as duas doenças mais mencionadas pelos municípios. Isso é falta de saneamento? Não necessariamente. Talvez seja falta de aprimorar um pouco mais os cuidados municipais, mas falta de saneamento não dá para dizer que é. Pode ser falta dos serviços que englobam o saneamento de uma maneira geral. Mas a gente tem que prestar atenção também que não é só a gestão pública municipal que tem que fazer o serviço, existe uma parte do cidadão também nessa história toda”, disse a A gerente da Munic, Vânia Pacheco.

No último dia da campanha, Ministério pretende vacinar 118 mil crianças

Termina nesta sexta-feira (14) a campanha de vacinação contra o sarampo e a poliomielite em todo o Brasil. A campanha, que teve início em 6 de agosto, aplicou 22,4 milhões de doses de vacina — 11,2 milhões contra cada uma das doenças alvo. Da meta de vacinar 95% das crianças entre 1 e menos de 5 anos, 94% do público-alvo foi vacinado até esta quinta-feira (13). A intenção é de, até o fim do dia, vacinar mais 118 mil crianças.

Entre os Estados que precisam de mais atenção estão o Rio de Janeiro, que vacinou 78,67% das crianças contra o sarampo e 79,94% contra a pólio, Roraima, Acre, Piauí e Distrito Federal. Os Estados do Amazonas, Pará, Tocantins, Rio Grande do Norte, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso também não atingiram a meta.

Já os Estados que superaram essa meta são Rondônia, Amapá, Pernambuco e Santa Catarina. Os demais Estados conseguiram atingir o objetivo de vacinação.

A vacina contra o sarampo engloba duas doses. A primeira é a da tríplice viral, que protege também contra caxumba e rubéola e deve ser dada logo após a criança completar 1 ano. A segunda dose é a tetraviral, que inclui a proteção à varicela (a catapora), aos 15 meses (1 ano e três meses de vida).

Já a imunização contra a poliomielite é composta por cinco doses de vacina. As duas primeiras doses, aos 2 e 4 meses de idade, são injetáveis. As outras três, aos 6 meses, 15 meses e 4 anos, são por via oral, as famosas gotinhas. Com informações do R7.com.

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A saúde é a área mais prioritária que deve ser acompanhada pelo próximo governador de Pernambuco na opinião de pelo menos 47% dos pernambucanos, como mostra a pesquisa Ibope encomendada pelo Jornal do Commercio e TV Globo. As outras áreas citadas são educação (12%), segurança pública (11%) e a geração de empregos (7%). “A crise na saúde é mais séria no Brasil e no Estado. As pessoas estão elegendo como prioridade coisas mais vitais ligadas à sobrevivência, como saúde, alimentação e segurança. Por causa da recessão, a população ficou mais pobre”, resume o professor aposentado da UFPE, Aécio Gomes de Matos.

A saúde passou a ser uma preocupação grande, porque milhares de pessoas ficaram sem condições de pagar pelos planos de saúde, voltando a ser usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) por causa da recessão, que provocou a perda do emprego. Somente para o leitor ter ideia, deixaram de ter plano de saúde no Brasil 465.476 pessoas, incluindo 34.525 pernambucanos no período de outubro de 2016 a outubro de 2017. 

A cientista política Priscila Lapa explica que várias das preocupações citadas pelo eleitor na pesquisa estão relacionadas às perdas do poder de compra incluindo serviços como educação e saúde. Além dos planos de saúde, muitas pessoas tiraram os seus filhos de colégios particulares e colocaram na rede pública de ensino. “O SUS continua com os problemas que sempre teve, mas as pessoas voltaram a usá-lo e aí passaram a se preocupar mais com isso”, argumenta.

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Com quatro casos de sarampo já confirmados este ano – em quatro pessoas de uma mesma família do Recife – a Secretaria de Saúde do Estado (SES) investiga agora notificações em 23 cidades, em todas as regiões. Os registros aumentaram de 50 para 65 nos últimos 15 dias. De acordo com a SES, o crescimento do número de casos em investigação no Estado é esperado e demonstra que a vigilância está sendo realizada de maneira eficiente. Na noite de ontem, a assessoria não conseguiu colocar a reportagem em contato com um representante da pasta. 

A investigação acontece em oito dos 15 municípios da Região Metropolitana: Abreu e Lima, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Igarassu, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Paulista e Recife. Em Vitória de Santo Antão e Timbaúba, na Zona da Mata; Sirinhaém, no Litoral Sul; Orobó, Bezerros, Caruaru, Cupira, Sanharó e Pedra, no Agreste. Também há registros em análise no Sertão: Custódia, Solidão, Venturosa, Salgueiro, Petrolina e Bodocó.

Na manhã de ontem, no Recife, houve ação de prevenção, promovida pela Secretaria de Saúde do município. Alunos e professores do Colégio Militar do Recife (CMR), na Zona Oeste da capital, foram vacinados contra o sarampo. A medida foi tomada depois que um professor da instituição apresentou sintomas da doença. O bloqueio seletivo, que analisa a situação vacinal, foi realizado pela equipe de epidemiologia. 

O professor, de 33 anos, ainda não retomou as atividades no CMR. Segundo o coronel João Alberto Nunes, que comanda a instituição, o controle sanitário é forte e a vacinação é um hábito no ambiente militar. “Para entrar no Colégio Militar, os jovens passam por uma série de exames e acompanhamentos médicos. Como aqui 85% dos alunos são filhos de militar, há uma cultura muito forte de vacinação, já que viajamos por todo o País”, comenta. 

Ainda segundo ele, foi analisada a situação vacinal de alunos do 2º e 3º ano do ensino médio e professores, além da família do docente. “Ele foi atendido em um hospital da rede privada e a unidade notificou a Secretaria de Saúde, que foi até a casa dele e fez a imunização da família. Por último, veio ao colégio para a ação preventiva.” 

De acordo com a secretaria, só foi imunizado quem não estava com o cartão de vacinas ou quem não tinha como comprovar o esquema completo de vacinação. O bloqueio faz parte das medidas para reduzir os riscos de epidemia da doença. Desde o início do ano, 41 casos suspeitos foram notificados no Recife. Desses, 24 foram descartados, 4 confirmados e 13 seguem em investigação. 

Até a última terça-feira, foram confirmados 1.579 casos de sarampo no Brasil. Outros 7.513 continuam sendo investigados. O País registrou surtos nos Estados do Amazonas e Roraima, com 1.232 e 301 casos confirmados.

O Ministério da Saúde prorrogou até 14 de setembro a Campanha Nacional de Vacinação contra Pólio e Sarampo. Pelos dados preliminares, a média de vacinação está em 88%. Em apenas sete estados a meta de vacinar pelo menos 95% do público-alvo foi atingida.

Estados e municípios que não atingiram a meta devem manter a campanha por mais 15 dias. Devem ser vacinadas contra a poliomielite o sarampo crianças de 1 ano a 4 anos e 11 meses.

Até o momento, mais de 1,3 milhão de crianças não recebeu o reforço dessas vacinas. A recomendação é que estados e municípios façam busca ativa para garantir que o público-alvo da campanha seja vacinado.

Dados

Os estados que atingiram a meta de vacinação são Amapá, Santa Catarina, Pernambuco, Rondônia, Espírito Santo, Sergipe e Maranhão.

O Rio de Janeiro continua com o menor índice de vacinação, seguido por Roraima, Pará, Piauí, Distrito Federal, Acre, Bahia, Rio Grande do Sul, São Paulo, Alagoas, Rio Grande do Norte e Amazonas.

Em todo o país, foram aplicadas mais de 19,7 milhões de doses das vacinas (cerca de 9,8 milhões de cada).

Vacinação contra sarampo e pólio tem dia extra neste sábado

A poucas horas do fim da campanha nacional de vacinação contra sarampo e poliomielite, nesta sexta-feira (31), balanço do Ministério da Saúde apontava que cerca de 2,2 milhões de crianças entre um e cinco anos de idade ainda não foram vacinadas.

O índice equivale a 20% do público-alvo da campanha, formado por 11,2 milhões de crianças nessa faixa etária. A vacina é indicada independentemente da situação vacinal anterior.

O objetivo é reforçar a imunização e conter o avanço do sarampo no país, doença que já leva a surtos na região Norte.

Em meio a essa dificuldade, o Ministério da Saúde passou a orientar estados e municípios que ainda não atingiram a meta de vacinar 95% das crianças para que mantenham postos de saúde abertos por horário estendido neste sábado (1º).

Na prática, a medida deve funcionar como um segundo “dia D” da campanha de vacinação. O primeiro ocorreu em 18 de agosto.

A mobilização, porém, dependerá da adesão das secretarias de saúde. A recomendação é que pais verifiquem com a secretaria de seu município quais postos estarão abertos.

Em São Paulo, a secretaria estadual da Saúde confirmou a realização de um novo “dia D” neste sábado. As estratégias poderão variar em cada município. Na capital paulista, cerca de 90 postos de saúde estarão de plantão.

No estado, há 2,2 milhões de crianças na faixa etária de 1 a 5 anos, e mais de 1,7 milhão delas já havia sido vacinadas contra as duas doenças durante a campanha.

Até a manhã desta sexta-feira (31), apenas três estados já tinham alcançado a meta de vacinar até 95% das crianças dessa faixa etária: Amapá, Rondônia e Pernambuco.

Em outros dez, o desafio é maior por estarem abaixo da atual média nacional de 80% das crianças vacinadas. Destes, o estado com o menor índice de vacinação é o Rio de Janeiro, seguido de Roraima e Distrito Federal.

Apesar dos baixos índices, ainda não há decisão sobre uma possível prorrogação da campanha de vacinação a nível nacional. A situação dependerá da adesão ao segundo dia D.

Estados, porém, terão autonomia para esticar os prazos. No último fim de semana, por exemplo, novos dias de mobilização já haviam sido realizados em São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Espírito Santo e Amapá.

REFORÇO

Neste ano, a campanha de vacinação é “indiscriminada”, o que significa que mesmo crianças que estão com a carteirinha de vacinação em dia devem receber novas doses de reforço contra as duas doenças. O objetivo é elevar a cobertura vacinal no país e reforçar a proteção de já vacinados. Desde fevereiro, o país já registra 1.553 casos de sarampo, com sete mortes. Outros 6.975 casos permanecem em investigação.

Já a poliomielite preocupa diante da queda nas coberturas vacinais, o que aumenta o risco de retorno da doença caso haja nova reintrodução do vírus no país e contato com não vacinados. Durante a mobilização, a aplicação das doses tem esquemas diferentes dependendo da situação vacinal de cada criança.

Crianças que nunca tomaram nenhuma dose de vacina contra a pólio, por exemplo, devem receber uma dose da VIP (vacina injetável).

Já aquelas que já tiverem tomado uma ou mais doses recebem a VOP (vacina oral), conhecida como gotinha. A ideia é reforçar a imunização contra a doença.

Contra o sarampo, a campanha prevê que todas as crianças recebam uma dose da vacina tríplice viral. A exceção são aquelas que já foram vacinadas nos últimos 30 dias.

Segundo as secretarias de saúde, a vacina é contraindicada apenas para crianças imunodeprimidas, como aquelas submetidas a tratamento de leucemia e pacientes de câncer.

Já crianças alérgicas à proteína lactoalbumina, presente no leite de vaca, devem informar o quadro às equipes de saúde. Neste caso, elas recebem outra vacina contra sarampo, produzida pelo instituto BioManguinhos. Com informações da Folhapress.