Saúde

https://www.brasil247.com/images/cache/770x515/crop/images%7Ccms-image-000471280.jpg

A vacina contra a dengue, chamada de Dengvaxia, aumenta o risco de hospitalização ou de dengue grave das pessoas que nunca tiveram contato com o vírus, quando infectados pela primeira vez. Por outro lado, sua eficiência é maior quando aplicada em pessoas que já apresentaram algum subtipo da doença.

Essas constatações, obtidas após cinco anos de monitoramento, levaram a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a anunciar a alteração na bula da vacina.

Foram feitas três alterações na bula da vacina Dengvaxia. A primeira, no sentido de restringir o uso para “indivíduos soropositivos”, referindo-se àqueles que já tiveram dengue e moram em áreas endêmicas.

A segunda alteração inclui, no texto, uma definição mais clara para o que é considerado “área endêmica”: aquelas onde pelo menos 70% das pessoas ou mais já tiveram contato com o vírus.

Por fim, inclui a contraindicação de uso da vacina para indivíduos que nunca tiveram dengue (soronegativos).

“Para a aprovação destas alterações, a Anvisa considerou que a vacina é comprovadamente eficaz na prevenção de um novo episódio de dengue para pessoas que já tiveram alguma forma da doença. Outro fator decisivo é o fato da Dengvaxia ser a única vacina para dengue aprovada no Brasil, que sazonalmente sofre com epidemias da doença”, informou a Anvisa por meio de nota, ao afirmar que essas alterações estão de acordo com recomendações feitas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Entenda por que vacinar crianças contra sarampo e poliomielite

Cerca de 4,1 milhões de crianças a partir de 1 ano e menores de 5 anos ainda não foram vacinadas contra sarampo e poliomielite. A campanha do governo federal termina na próxima sexta-feira (31) e tem o objetivo de alcançar pelo menos 95% das 11,2 milhões de crianças brasileiras dessa faixa etária.

Sem a devida cobertura, o Brasil pode voltar a ter casos tanto de sarampo quanto de poliomielite, a paralisia infantil. Mesmo as crianças que já foram vacinadas em outro momento da vida devem receber doses de reforço nos postos de saúde.

Contra a poliomielite, a administração é oral, em gotinhas; para o sarampo, a prevenção vem na forma da tríplice viral injetável, independentemente de a criança já ter sido vacinada ou não.

Por que vacinar?

Há quase 30 anos o Brasil não tem casos de poliomielite. Quanto ao sarampo, o País enfrenta atualmente uma epidemia na qual já foram confirmados mais de 1 mil casos. Apesar de o País ter conseguido erradicar as doenças, os agentes infecciosos continuam em circulação em algumas partes do mundo. Com a constante circulação também das pessoas entre os países e continentes, a infecção pode ocorrer com qualquer pessoa desprotegida.

O vírus causador do sarampo no Brasil, por exemplo, é o mesmo que circula na Venezuela. A poliomielite desapareceu nos anos 1990, mas o País inteiro está com baixa cobertura vacinal. Ou seja: as pessoas estão novamente em risco. Então, não tem outro jeito: a vacina é a única forma de controlar e eliminar as doenças e não permitir que elas voltem a colocar em risco a saúde das crianças.

Maior e menor cobertura

O destaque na adesão à campanha vai para a população do Amapá, onde 90,33% do público já foi vacinado contra pólio e 90,14% contra sarampo. Em segundo lugar, aparece Rondônia (89,86% contra pólio e 88,44% contra sarampo). Por outro lado, a cobertura está baixa no Rio de Janeiro (40,15% contra pólio e 41,45% contra sarampo) e em Roraima (44,61% contra pólio e 41,09% contra sarampo). Com informações do Portal Brasil. 

https://s2.glbimg.com/NwvXL3vWh104W7KiiGiMkD9xbRY=/0x0:1280x720/1000x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2017/d/6/fpydRBTXaHWBpAaZ2Dlg/img-20170518-wa0039.jpg

O número de casos de leishmaniose confirmados em Pernambuco aumentou de 58 no primeiro semestre de 2016 para 100 no mesmo período deste ano. Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde (SES) e apontam um crescimento de 72% no número de casos em apenas dois anos.

No município de Toritama, no Agreste do estado, um homem de 59 anos morreu com suspeita de leishmaniose visceral. A causa da morte ainda não foi confirmada.

De acordo com o coordenador de zoonoses da SES, Francisco Duarte, o aumento dos casos é, na verdade, um reflexo do combate à subnotificação da doença, através do teste rápido para leishmaniose disponível nas unidades estaduais de saúde.

“Estamos detectando mais casos da doença e mais precocemente porque implementamos na rede de saúde o teste rápido da doença no ano passado. Antes o exame era mais demorado e mais complexo, o que fazia com que nem sempre fosse identificado”, afirma.

Para Duarte, o número de cães de rua também é um fator que aumenta o risco da proliferação doença nos centros urbanos. “Diferente de antigamente, quando os casos aconteciam mais no interior, hoje a doença está muito urbanizada. Houve uma adaptação. Então, com mais cães nas ruas, o risco aumenta muito”, explica o coordenador.

Duarte explica que o combate e prevenção à doença é feito pelas secretariais municipais, que identificam os cães contaminados através de dois tipos de exames. “Ainda não existe vacinas de leishmaniose para os cães no Brasil, mas há algumas em teste. Então é feito apenas o controle”, diz.

Já o combate ao mosquito flebótomo ainda é um empecilho na erradicação da leishmaniose, pois os criadouros do mosquito não são facilmente identificáveis, segundo o coordenador de zoonoses da SES. “Não encontramos larva ou ovos desse tipo de mosquito, não se sabe onde ele reproduz, diferente de outros como o Aedes aegypti. É uma grande interrogação”, afirma Fernando Duarte.

Caruaru, Goiana, Santa Cruz do Capibaribe, Tamandaré, Ouricuri, Petrolina e Carnaubeira da Penha são alguns municípios do estado considerados prioritários no combate da doença pela Secretaria Estadual de Saúde. “Essa prioridade nós avaliamos pelo alto número de casos registrados no passado e pela prevalência canina nesses municípios”, explica.

A leishmaniose é uma doença infecciosa não contagiosa causada por um protozoário. Ela é transmitida pelo mosquito flebótomo infectado, conhecido popularmente como “mosquito-palha”.

O ciclo da doença tem início quando uma fêmea que está infectada pica um animal, sendo o mais comum deles o cachorro. O cão, no entanto, não transmite a doença para outros cães ou para humanos, mas funciona como reservatório da doença. Assim, quando um mosquito macho pica um cão infectado e, em seguida, pica um humano, ele transmite a doença.

Nos humanos, a leishmaniose se apresenta de três maneiras: a cutânea, a muco-cutâncea e a visceral, sendo a última a mais letal.

Na forma cutânea, a mais comum das três, os sintomas são úlceras que aparecem na pele, geralmente em regiões expostas, como braço, rosto e pernas. Já a muco-cutânea, além da pele, atinge também a mucosa do nariz, boca e garganta.

Também conhecida como “calazar”, o tipo visceral da doença se apresenta com sintomas de febre alta constante, dores de cabeça, anemia, perda de peso e aumento do estômago (causado pelo aumento do baço e do fígado).

O diagnóstico da leishmaniose é feito através de exames clínicos e o tratamento da doença, através de medicamentos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a leishmaniose visceral é fatal em 95% dos casos que não são tratados.

Em Pernambuco, a Secretaria Estadual de Saúde informa que casos de leishmaniose podem ser tratados em qualquer unidade de saúde. Já para casos graves, a principal referência é o Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc).

Nos cães, a doença se manifesta através de sintomas como o emagrecimento, fraqueza, anemia, crescimento exagerado das unhas e lesões na pele ao redor do nariz, dos olhos e nas orelhas.

Para os casos confirmados de leishmaniose canina em animais de rua, o protocolo das secretarias de saúde indica que o cão seja eutanasiado. No entanto, para os cães que possuem dono, existe um tratamento possível de ser realizado, à base de medicamentos.

“O tratamento infelizmente é caro, longo e poucas pessoas podem custear. Por isso, na maioria das vezes o animal infectado é sacrificado”, explica Francisco Duarte. As informações são do G1/PE

Vacina é a melhor forma de prevenir a gripe / Divulgação SES

Apesar de ter vacinado 100% de seu público-alvo contra gripe, Pernambuco tem enfrentado um crescimento significativo dos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), condição que pode ser provocada por diversos vírus e bactérias. Até o dia 28 de julho, 1.547 casos de SRAG foram registrados e 154 confirmados para vírus da gripe. No mesmo período do ano passado, foram 1.288 casos (20,1% a menos), com 110 confirmações (40% a menos). Já o número de óbitos com a presença de vírus da gripe confirmado é 360% maior este, passando de cinco, em 2017, para 23.

A SRAG é caracterizada pela necessidade de internação de pacientes com febre, tosse ou dor de garganta, associados à dispneia ou desconforto respiratório. Entre os óbitos deste ano, 34,8% (oito casos) foram de pessoas acima dos 60 anos. Outros 17,4% (quatro) foram de crianças menores de 2 anos, mesmo percentual para pessoas de 40 a 49 anos. Os exames laboratoriais confirmaram 15 óbitos com resultado positivo de influenza A(H1N1), sete de influenza A(H3N2) e um de influenza B.

O crescimento da SRAG mesmo com a cobertura vacinal adequada intriga especialistas. Com um público total de 2.399.361 pessoas prioritárias, o Estado vacinou 2.445.151 (101,9%) este ano. A cobertura de crianças foi de 89,79% , a de indígenas de 98,46% e as demais passaram dos 100%. Ainda assim, além das 23 mortes confirmadas por influenza este ano, há outros 19 óbitos por SRAG em investigação.

SEM EXPLICAÇÃO

“A gente não tem um argumento que justifique porque os casos (de adoecimento) e as mortes têm aumentado. Estamos tentando entender o que está acontecendo com a influenza, pois observamos algo que muda de padrão, que é a manutenção da curva epidêmica. Infelizmente ainda não temos explicação para isso”, declara a sanitarista Ana Antunes, gerente de Prevenção de Doenças Imunopreveníveis da Secretaria Estadual de Saúde (SES).

A gestora explica que o órgão investiga os demais casos de SRAG para verificar se há outros agentes envolvidos. “Um detalhe é que este ano os três vírus (H1N1, H3N2 e influenza B) circulam ao mesmo tempo, mas não podemos dizer que somente isso justifica a situação atual”. O boletim técnico do órgão reforça cuidados de prevenção e controle, uma vez que o Estado vem se mantendo entre as zonas de alerta e epidêmica (mais casos de gripe, com frequência mais longa do que o esperado para o período).

FATORES

O infectologista Paulo Sérgio Ramos considera outros fatores. “A população alvo é composta por idosos, imunodeprimidos, gestantes, portadores de doenças crônicas. Esses indivíduos podem apresentar uma resposta à vacina inferior à população em geral”, pontua. “Outro fato relevante é que o vírus em circulação esse ano em maior proporção é o A(H1N1) que costuma ocasionar quadros mais graves na população suscetível (que não foi vacinada). No ano passado, o maior cenário foi o A(H3N2)”.

https://blog.euvoupassar.com.br/wp-content/uploads/2014/02/Hospital-das-Cl%C3%ADnicas-da-UFPE.jpg

A Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) e a Regional Pernambuco (SBACV-PE) realizam no próximo dia 31 de agosto, das 7 às 17 horas, o Circulando Saúde no Hospital das Clínicas da UFPE, em Recife (PE). A ação, que tem o apoio da FQM Farma e do Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital das Clínicas de Pernambuco, faz parte de um projeto nacional da Sociedade que busca diminuir a fila de espera de pacientes com problemas vasculares por consultas e exames. Em Pernambuco, há casos de pessoas que aguardam atendimento há mais de três anos. A estimativa é reduzir esse tempo em mais da metade.

O público-alvo da ação são aqueles que estão na fila de espera para atendimento vascular no hospital e que tenham problemas de má circulação nas pernas e pés como varizes, dores, desconforto e inchaço.

Será feita uma pré-seleção de 400 pacientes da fila de espera, que aguardam atendimento há mais de três anos. Aproximadamente, 20 médicos especialistas em Cirurgia Vascular, residentes de cirurgia vascular e estudantes realizarão os atendimentos. Os profissionais orientarão o público quanto aos sinais e sintomas das principais doenças vasculares, chamando atenção para os perigos de alguns comportamentos de risco, as devidas medidas de precaução a serem adotadas e a importância de realizar o tratamento correto, sempre com um médico vascular. O atendimento inclui a realização de exame Doppler nos pacientes que apresentarem alguma alteração após a avaliação clínica.   

O Circulando Saúde também possui cunho educativo. Por isso, enquanto aguardam o atendimento, nos períodos da manhã e da tarde, pacientes e seus familiares poderão participar de três palestras, com os temas: Conhecendo a doença venosa, suas complicações e como evitá-las; As principais doenças que afetam a circulação (HAS, DM, dislipidemia, obesidade, IRC): como diminuir os danos causados?; e Tratando a doença venosa – uma abordagem multidisciplinar: do profissional (médico, fisioterapeuta, enfermeiro) ao paciente e familiares.

“O objetivo do Circulando Saúde é aproximar a nossa especialidade da população, possibilitar que os cidadãos conheçam os fatores que mais contribuem para o desenvolvimento de doenças vasculares e oferecer atendimento com angiologistas e cirurgiões vasculares a uma parcela da população que tem difícil acesso ao especialista. Nesta segunda edição do projeto vamos ajudar a diminuir a fila de pacientes que aguardam há bastante tempo. É nosso papel enquanto instituição promover a saúde. Folhetos informativos sobre as doenças vasculares e seus cuidados também estarão disponíveis ao público”, afirma o presidente da SBACV, Dr. Roberto Sacilotto. A primeira edição do Circulando Saúde ocorreu em São Luís (MA), em maio.

A FQM Farma é parceira da Sociedade no projeto, apoia o mutirão de atendimento e fornece medicamentos e produtos, como Fletop, Flebon e Fledoid, dando assim o suporte necessário para a realização do evento.

Dicas simples para evitar problemas vasculares

Atualmente, aproximadamente 30% da população mundial apresenta varizes, alteração funcional da circulação venosa do organismo. Dores, sensação de peso e inchaço nas pernas são alguns dos sinais que podem indicar essa e outras doenças venosas.

Algumas mudanças simples no dia a dia podem evitar esses problemas, como ingerir bastante líquido durante o dia (de preferência água), não passar muito tempo na mesma posição (sentado ou em pé), vestir roupas e sapatos confortáveis e, dependendo do caso, usar meias de compressão para ajudar a circulação.

Mutirão do Hospital das Clínicas da UFPE

Data: 31 de agosto
Horário: das 7 às 17 horas
Local: Hospital das Clínicas da UFPE
Endereço: Av. Prof. Moraes Rego, 1.235 – Cidade Universitária, Recife (PE).

https://images1.minhavida.com.br/imagensconteudo/16776/%C3%B3leo%20de%20coco%20foto%20destaque.jpg

A epidemiologista Karin Michel, da Universidade Harvard, fez um vídeo em alemão alcançar mais de 970 mil visualizações no YouTube após comparar óleo de coco, um dos queridinhos dos nutricionistas nos últimos anos, a “puro veneno”. 

Em palestra intitulada “Óleo de Coco e outros Erros Nutricionais”, na Universidade de Freiburg, onde ela dirige o Instituto para Prevenção e Epidemiologia de Tumores, Karin diz que o produto “é uma das piores coisas que alguém pode comer”. 

Segundo ela, o óleo de coco é mais perigoso que banha por conter quase exclusivamente ácidos graxos saturados, que aumentam os níveis de colesterol (o ruim e o bom) e poderiam entupir as artérias coronárias. 

Ela ecoa as diretrizes da Associação Americana do Coração (AHA, na sigla em inglês), atualizadas no ano passado, que também recomendam que as pessoas evitem gordura saturada, como a encontrada no óleo de coco. 

A apresentação em alemão foi traduzida para o inglês pelo site Business Insider e foi citada pelo The New York Times. O jornal americano lembrou, porém, que, apesar de muitos especialistas serem céticos a respeito da alta popularidade do óleo de coco, propagandeado como comida saudável ou superalimento, eles não chegam a ser tão dramáticos quanto à pesquisadora. 

Diante do sucesso do vídeo da pesquisadora alemã, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem) e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) também divulgaram um posicionamento sobre o assunto:

“Considerando que não há qualquer evidência nem mecanismo fisiológico de que o óleo de coco leve à perda de peso. Considerando que o uso do óleo de coco pode ser deletério para os pacientes devido à sua elevada concentração de ácidos graxos saturados, a Sbem e a Abeso posicionam-se frontalmente contra a utilização terapêutica do óleo de coco com a finalidade de emagrecimento, considerando tal conduta não ter evidências científicas de eficácia e apresentar potenciais riscos para a saúde.” As entidades dizem que também não recomendam o uso regular de óleo de coco como óleo de cozinha, devido ao seu alto teor de gorduras saturadas e próinflamatórias. “O uso de óleos vegetais com maior teor de gorduras insaturadas (como soja, oliva, canola e linhaça) com moderação, é preferível para redução de risco cardiovascular”.

A poucos meses do início do verão, especialistas alertam que o Brasil pode voltar a sofrer com epidemias de Zika e Chikungunya. Apesar da redução da incidência de casos este ano, as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti podem voltar a ter força a partir de dezembro ou janeiro de 2019, quando já terá passado o período da primeira onda de surto em alguns estados.

O pesquisador colaborador da Fundação Oswaldo Cruz em Pernambuco Carlos Brito, disse que o país se dedicou mais nos últimos dois anos no estudo dos impactos do Zika, devido ao surto e a perplexidade causada pelos casos de microcefalia nos bebês. Ressaltou, no entanto, que mesmo assim o país continua despreparado para atender novos casos das arboviroses, principalmente de Chikungunya.

“Na verdade, deixou-se um pouco de lado a Chikungunya que, para mim, é a mais grave das arboviroses. E as pessoas geralmente nem têm ciência da gravidade, nem estão preparadas para conduzir a Chikungunya. É uma doença que na fase aguda não só leva a casos graves, inclusive fatais, mas deixa um contingente de pacientes crônicos, que estão padecendo há quase dois anos com dores, afastamento das atividades habituais de trabalho, lazer, vida social”, explicou Brito.

O pesquisador disse que a incidência das doenças vai variar de região para região. Aqueles estados onde muitas pessoas já foram infectadas no início do surto em 2016, como no Nordeste, poderão ficar imunes por mais um tempo. No entanto, muitos municípios ainda têm a probabilidade de enfrentar novos surtos, como o Rio de Janeiro, que recentemente registrou vários casos.

“No Brasil tudo toma uma dimensão muito grande, porque é um país de dimensão continental. Então, não estamos preparados, nem os profissionais de saúde foram treinados, nem estamos tendo a dimensão da intensidade da doença, nem as instituições estão atentas para uma epidemia de grandes proporções em um estado como São Paulo, com 40 milhões de habitantes, ou no Rio de Janeiro, com 20 milhões de habitantes”, alertou Brito.

Redução

Segundo o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado na última sexta-feira (17), de janeiro até 28 de julho deste ano foram registrados 63.395 casos prováveis de febre Chikungunya. O resultado é menos da metade do número de casos reportados no mesmo período do ano passado, de 173.450. Em 2016, foram 278 mil casos.

Mais da metade, 61% dos casos reportados neste ano, estão concentrados na Região Sudeste. Em seguida, aparece o Centro-Oeste (21%), o Nordeste (13%), Norte (7%) e Sul (0,35%).

Nos primeiros sete meses de 2018, foram confirmadas 16 mortes por Chikungunya. No mesmo período do ano passado, 183 pessoas morreram pela arbovirose. A redução no número de óbitos foi de 91,2%. Já para o Zika, em todo o país foram registrados 6.371 casos prováveis e duas mortes até o fim de julho. No ano passado, o vírus tinha infectado mais de 15 mil pessoas no mesmo período. A maior incidência de Zika este ano também está no Sudeste (39%), seguida da Região Nordeste (26%).

Ameaça

Apesar da redução da incidência, o pesquisador Luiz Tadeu Moraes Figueiredo, professor do Centro de Pesquisa em Virologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), de Ribeirão Preto, também alerta que, depois do período de seca em que há baixa circulação dos vírus, essas arboviroses podem voltar a qualquer momento, assim como já ocorreu com a dengue e com a febre amarela.

“Não estamos tendo uma epidemia. Estamos tendo casos esporádicos. Mas ainda é um problema que pode voltar, sim. As arboviroses são assim mesmo, dengue, Zika. Todas elas têm momentos em que desaparecem, depois voltam. O vírus está aí, está no Brasil, e ainda é uma ameaça. Ele pode voltar agora, inclusive, neste verão. O risco está aí”, disse.

Figueiredo disse que permanece o desafio de diagnosticar com precisão o Zika em tempo de prevenir suas consequências. Apesar dos avanços nas pesquisas nos últimos anos, ainda não foi desenvolvida uma forma de detecção rápida do vírus Zika que possa ser disponibilizada em todo o país, disse o pesquisador.

“A dificuldade continua. A gente descobriu algumas coisas que podem ajudar o diagnóstico, mas o problema não está resolvido ainda. O mais eficaz é você encontrar o vírus, isolar é mais complicado. Ou você encontrar o genoma do vírus ou alguma proteína do vírus na fase aguda seria muito útil, aí você pode detectar na mulher, se estiver grávida inclusive”, explicou.

Os pesquisadores apontam que o ideal para prevenir o impacto de novos surtos seria desenvolver uma vacina. Contudo, eles lamentam que essa solução ainda está longe de ser concretizada. Enquanto isso, o foco ainda está no controle do mosquito transmissor dos vírus. “As pessoas devem ficar atentas e controlar o vetor nas suas casas e, assim, evitar a transmissão. É a única [solução] que nós temos nesse momento”, disse Figueiredo.

O pesquisador Carlos Brito defende que o Estado deve investir em melhorias de qualidade de vida da população e em infraestrutura de saneamento para controlar as epidemias causadas pelas arboviroses.

Controle permanente

Por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que a destinação de recursos para controle do mosquito vetor e outras ações de vigilância são permanentes e passaram de R$ 924,1 milhões, em 2010, para R$ 1,93 bilhão em 2017. Para este ano, o orçamento previsto é de R$ 1,9 bilhão.

Além da mobilização nacional para combater o mosquito, a pasta ressaltou que, desde novembro de 2015, quando foi declarado o estado de emergência por causa do Zika, foram destinados cerca de R$ 465 milhões para pesquisas e desenvolvimento de vacinas e novas tecnologias.  

Campanha segue até o próximo dia 31, com meta de vacinar 544,1 mil crianças / Foto: Ashlley Melo/Acervo JC Imagem

Pernambuco superou a meta de imunização esperada para o Dia do Dia D da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Sarampo, que aconteceu neste sábado (18). Pouco depois das 17h (horário de encerramento do atendimento nos postos), o sistema online da Secretaria da Saúde do Estado já mostrava que 51% do público-alvo já havia se vacinado. Na próxima segunda-feira pela manhã será divulgado o balanço do Dia D. No Recife, a taxa de vacinação chegou a 67%. Até o dia 31, quando se encerra a campanha, a expectativa é que 95% dos 544.180 meninos e meninas com idades entre 1 e 5 anos tenham sido imunizados.

“Ficamos surpresos com o resultado do Dia D. Desde os anos 1990 e 2000 não víamos um movimento como esse nos postos. A contagem está sendo concluída, mas acreditamos que vamos chegar a 60% de crianças imunizadas. Podemos dizer que a campanha aqui no Estado foi um sucesso, porque até a última sexta-feira (17) o taxa de vacinados era de 21%. A mobilização nos municípios ajudou muito. Em várias cidades os secretários de saúde foram aos postos para reforçar a importância da campanha e acompanhar o movimento”, comemora a coordenadora do Programa Estadual de Imunização, Ana Catarina de Melo.

BRASIL

Pernambuco notificou 102 casos suspeitos de sarampo (30 deles no Recife) este ano. Desse total, além de dois confirmados na capital, 48 foram descartados. Os demais (52) estão em investigação. “Felizmente esses 52 não são casos de forte suspeita, mas precisamos aguardar o resultado da investigação”, diz Ana Catarina. Desde 2014 o Estado não tinha casos confirmados de sarampo, mas hoje aparece ao lado de Amazonas (910), Roraima (296), Rio de Janeiro (14), Rio Grande do Sul (13), Pará (2), São Paulo (1) e Rondônia (1).

Em solo pernambucano, um homem de 27 anos com histórico de viagem no início de julho para Manaus (onde o surto ganhou força) foi o primeiro caso confirmado. Na cidade do Norte do País, ele teve contato com uma pessoa que adoeceu com sintomas de sarampo. O segundo caso confirmado, em território pernambucano, é de uma menina de 2 anos, sobrinha do homem e que mora com ele no Recife. Os dois não comprovaram vacinação para tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba.

Tio e sobrinha não estavam vacinados para a tríplice viral / Foto: Ricardo B. Labastier/ Arquivo JC Imagem

Dois casos de Sarampo em Pernambuco foram confirmados pela Secretária Estadual de Saúde (SES). As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (17), após o resultado dos exames realizados pela Fundação Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro (Fiocruz-RJ). 

Segundo as informações, o homem, de 27 anos, teria contraído a doença em uma viagem para Manaus, no estado do Amazonas, onde já foram confirmados mais de 500 casos da doença e uma morte. Durante a viagem, ele se relacionou com uma pessoa que tinha suspeita de sarampo. A sobrinha do homem, uma menina de 2 anos, ficou doente por morar na mesma residência.  

Os dois não possuem vacinação para a tríplice viral. Os resultados dos exames não foram conclusivos no exame laboratorial preliminar do Laboratório Central de Pernambuco (Lacen-PE) e amostras de sangues foram encaminhadas para a Fiocruz-RJ, onde a doença foi confirmada. Outros três casos relacionados a esses pacientes estão em análise. 

Dia D de mobilização contra o Sarampo e a Poliomielite 

A partir desse sábado (18), postos de vacinação serão abertos em todo o país para o chamado Dia D de mobilização contra o Sarampo e a Poliomielite.  

Crianças com idade entre um até menores de cinco anos deverão receber a dose, independente da sua situação vacinal. A campanha segue até o dia 31 de agosto. 

O governo tem como meta imunizar 11,2 milhões de criança para atingir o marco de 95% de cobertura vacinal infantil recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Porém, até a última terça-feira (14), 84% de crianças da faixa etária recomendada ainda não haviam recebido as doses.  

Mesmo as crianças que já estão com esquema vacinal completo deverão ser levadas para os postos de saúde para receber mais um reforço.  

No caso da pólio, as crianças que não receberam nenhuma dose, ao longo da vida, vão receber a vacina injetável e as que já tomaram uma ou mais doses devem receber a oral. Para o sarampo, as crianças com um até menores de cinco anos vão receber uma dose da Tríplice Viral, desde que não tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias.  

Em decisão inédita no STJ, a Corte permitiu a importação direta de canabidiol para ser usado no tratamento de uma criança com paralisia cerebral / Foto: Reprodução

Em decisão inédita no Superior Tribunal de Justiça (STJ), a Segunda Turma da Corte permitiu a importação direta de canabidiol (medicamento extraído da Cannabis sativa) para ser usado no tratamento de uma criança com paralisia cerebral em Pernambuco. O processo tramita sob sigilo no STJ. O caso foi julgado num recurso apresentado pela União, que buscava derrubar uma decisão da Justiça Federal que, além de permitir a importação direta, também proibiu a União de destruir, devolver ou impedir que o canabidiol importado chegue ao seu destino.

No recurso ao STJ, o governo afirmou que não seria a parte apropriada para participar como parte no processo, porque, segundo a União, somente a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) poderia autorizar a importação do medicamento. O argumento foi negado pelos ministros.

Ao votar contra o recurso e manter a decisão da Justiça Federal, o ministro relator do caso, Francisco Falcão, destacou que a União pode ser o ‘polo passivo’ da ação, porque a controvérsia no processo não estava relacionada ao fornecimento de medicamento pelo poder público, mas de autorização de importação para garantir acesso ao produto.

“Não se mostra razoável a conclusão de que a garantia de acesso aos medicamentos, inclusive pelo meio de importação direta, deva ficar restrita ao ente público responsável pelo registro. Tal qual ocorre no caso em análise, por vezes, o acesso aos fármacos e insumos não é obstado por questões financeiras, mas sim por entraves burocráticos e administrativos que prejudicam a efetividade do direito fundamental à saúde”, explicou o ministro.

Caso

O processo chegou ao STJ depois de passar pela primeira e segunda instância da Justiça. No caso, um casal de Pernambuco buscava a autorização para importação do medicamento para uma filha com paralisia cerebral. A criança sofre de epilepsia intratável, tendo em média 240 crises epilépticas por mês. Como os tratamentos tradicionais não funcionavam, os médicos indicaram o canabidiol como terapia alternativa.

Como o produto não está disponível na rede pública ou privada, os pais tiveram de buscar a autorização por meio da Justiça. Eles entraram com uma ação contra a União e a Anvisa para conseguir a medicação por meio da importação direta.

http://tvgaspar.com.br/arquivos/sarampo.jpg

A Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco alertou sobre o risco de reintrodução do sarampo no estado através de uma nota divulgada nesta semana. O documento informa que, apenas em 2018, foram notificados 63 casos de suspeita da doença no território pernambucano, dos quais 45 foram descartados e os demais seguem em investigação.

Desses casos de suspeita, dois já apresentam um quadro sugestivo. O primeiro é de uma criança de 2 anos (não vacinada), residente do Recife, que tem sentido febre, exantema, coriza, dor retro ocular e artralgia. O outro caso é de um homem de 27 anos, tio da menina, que havia viajado para Manaus (AM), capital do estado que conta com o maior número de suspeitas. 

A doença de elevada transmissibilidade já havia sido erradicada do país, de acordo com um levantamento da Organização Mundial de Saúde (OMS), mas o perigo de reintrodução tem sido comprovado em outras unidades federativas do Brasil. De acordo com o informe da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, foram notificados 5404 casos no Amazonas (742 confirmados) e 443 casos em Roraima (com 280 confirmados). 

A região Norte é o principal foco pela recente imigração de venezuelanos, que fogem da crise humanitária no país vizinho. Uma epidemia de sarampo ocorre na Venezuela desde julho de 2017.

Estratégias

Diante do quadro de reintrodução, a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco, através do informe, recomenda às Gerências uma série de estratégias que envolvem vigilância, investigação laboratorial e imunização.

Tangerina: 5 (bons) motivos para abusar desta fruta da estação

Aproveitar os frutos de época é uma das melhores formas de variar as refeições diárias e continuar com hábitos alimentares saudáveis. Os meses entre junho e setembro, por exemplo, corresponde à temporada da tangerina, portanto ela pode ser facilmente encontrada em mercados, hortifrútis e feiras livres por preços baixos.

De acordo com Cyntia Maureen, nutricionista e consultora da Superbom, além de ser saborosa, aromática e de consumo prático, a tangerina traz muitos benefícios para o bom funcionamento do organismo. Confira abaixo os principais:

  1. Sistema imunológico: a fruta é rica em vitamina C, importante nutriente para aumentar a imunidade, combatendo doenças infecciosas como resfriados e gripes. “Esta vitamina ainda ajuda a elevar a absorção do ferro no processo digestivo, o que auxilia na prevenção de anemia”, afirma.
  2. Ação antioxidante: as propriedades antioxidantes do fruto podem controlar o aumento do colesterol, malefício conhecido por causar doenças cardiovasculares como o AVC. Além de prevenir câncer e o envelhecimento das células, ou seja, ajuda a diminuir o aparecimento de rugas e a manter um aspecto saudável da pele.
  3. Fonte de energia: a tangerina pode ser ainda uma excelente fonte de energia devido a presença de carboidratos e as suas propriedades cítricas. “Assim como a maioria dos alimentos com essas características, a fruta dá mais ânimo ao organismo, e, por consequência, disposição ao corpo para exercer as atividades diárias”, pontua a nutricionista.
  4. Digestão: a presença das fibras, substâncias antioxidantes e da vitamina A contribuem também para acelerar o metabolismo, melhorando o processo digestivo e intestinal. Com isso, a tangerina também atua como agente de desintoxicação do organismo e queima de gorduras localizadas. “É por esse motivo que a fruta é combinada com outros alimentos nos populares sucos detox, potencializando a limpeza do organismo aliada aos demais benefícios para a saúde”, explica.
  5. Ossos e músculos: a tangerina ainda é composta por sais minerais como cálcio, fósforo e potássio, responsáveis por fortalecerem os ossos e músculos. “Para as pessoas que praticam musculação, a tangerina pode ser uma ótima opção a ser inclusa no cardápio durante esta época exatamente para ajudar no fortalecimento muscular”, finaliza.

A três dias do início da campanha de vacinação contra o sarampo, a população deve ficar em alerta no combate à doença e cuidados / Foto: Reprodução/Acervo JC Imagem

Após quatro anos sem registro de sarampo em Pernambuco, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) divulgou, nesta sexta-feira (03), que investiga dois possíveis casos da doença na capital. Os pacientes em acompanhamento são um homem, de 27 anos, e a sobrinha dele, de apenas 2 anos de idade. Ainda há outros três casos suspeitos, que pertencem à mesma família do rapaz e da criança.

De acordo com a SES, o caso foi notificado em 30 de julho, com o “quadro clínico compatível para sarampo”. A contaminação com a doença se deu durante uma viagem do homem à Manaus, área onde está circulando o vírus. “Segundo o relato do paciente, ele teve contato com um caso suspeito para a enfermidade durante a estada na capital do Amazonas”, relata a secretaria.

No Recife, o vírus foi passado para a sobrinha, que ainda não estava vacinada com a tríplice viral. Os dois apresentaram fortes sintomas da doença e estão sendo investigados pelo município do Recife com o apoio do Estado.

A coleta de sangue dos pacientes foi realizada nessa quarta (1º) e quinta-feira (02), e encaminhadas para o Laboratório Central de Pernambuco (Lacen-PE). A SES divulgou que “os resultados, preliminares e não conclusivos, foram sugestivos para a doença”.

A confirmação dos casos só será possível após o envio das amostras para a Fundação Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro (Fiocruz-RJ), onde serão feitas novas análises no laboratório. O envio será realizado na próxima segunda-feira (6).

Controlando o vírus

Por ter a suspeita do sarampo, a SES iniciou uma ação de investigação, vigilância e bloqueio para evitar novos casos. O alvo deste procedimento são as residências dos pacientes, localizadas no Recife, inclusive o local de trabalho do homem, que fica em Jaboatão dos Guararapes. Neste trabalho já foram identificados três casos suspeitos, sendo um adolescente de 13 anos, uma jovem de 19 e uma mulher de 42 anos. Os três pertencem à família dos pacientes e estão sendo acompanhados.

Todas as pessoas que tiveram contato com o rapaz e a criança estão sendo monitoradas pelas secretarias municipais do Recife e de Jaboatão. Os que não têm histórico vacinal ou que não estão adequadamente vacinados, estão recebendo a imunização. Também está sendo verificado a possibilidade de existência de novos casos.

Campanha de Vacinação

Começa na próxima segunda-feira (06) a campanha estadual de vacinação contra a poliomielite e sarampo. A ação, de iniciativa de Secretaria de Saúde de Pernambuco, espera imunizar mais de 544 mil crianças, entre 1 e 5 anos, que são os alvos da campanha. Cerca de 170 postos de saúde no Recife estarão ofertando as doses das vacinas.

O período de vacinação se estende até dia 31 de agosto, com o Dia D em 18 de agosto. A caderneta de vacinação da criança deve ser apresentada ao profissional de saúde, para que seja registrada a nova dose.

Durante a campanha, poderão ser aplicadas a vacina inativada da poliomielite (VIP – injetável) ou a vacina oral da poliomielite (VOP). A injetável deve ser feita em crianças que nunca tomaram a vacina antes. Para as que têm uma ou mais doses de qualquer tipo de vacina contra poliomielite, deve ser feita a dose oral.

Já no caso do sarampo, o imunizante é a vacina tríplice viral, que também protege contra a caxumba e rubéola. “A tríplice deve ser aplicada em todas as crianças com ou sem histórico vacinal, exceto se a última dose tenha sido há menos de 30 dias”, pontua Ana Catarina, coordenadora do Programa Estadual de Imunização.

Se a criança tomou a tríplice viral recentemente, a dose da campanha só deve ser feita 30 dias após esta aplicação. No momento da campanha, de acordo com as informações contidas nas cadernetas de vacinação, o profissional do serviço de saúde informará aos pais ou responsáveis da necessidade de reforço dessa vacina.

Dados

Em Pernambuco, os últimos casos de sarampo ocorreram entre 2013 (199 casos) e 2014 (27 casos), além de 1 caso importado em 2012. Anteriormente, o último registro tinha sido em 1999, com 240 casos. Em 2018, não há, até o momento, nenhuma confirmação.

Hospitais de Pernambuco precisam de doação de leite materno (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

A Semana Mundial da Amamentação teve início nesta quarta-feira (1º). Aproveitando a data, a secretaria de Saúde de Pernambuco alerta para o baixo estoque de leite materno nos bancos localizados em hospitais do Recife e do interior.  

O Hospital Barão de Lucena (HBL), na Zona Oeste da capital, conta atualmente 40 litros, mas necessita de uma média de 60 litros por mês. O HBL utiliza cerca de 1,5 litro por dia para atender os bebês.

De acordo com a diretora do Barão de Lucena, Ângela Santos, o consumo do leite humano varia de acordo com o tempo de internamento do bebê, prescrição médica, peso e faixa etária. Por isso, segundo ela, é importante manter o estoque.

O Hospital Jesus Nazareno, em Caruaru, no Agreste, necessita de cerca de 30 litros por mês para atender os bebês. Atualmente, o estoque conta com 10 litros.

No Hospital Dom Malan, em Petrolina, no Sertão, o estoque tem 10 litros. A unidade precisa de 60 litros por mês.

Pernambuco possui, atualmente, dez bancos de leite humano, sendo quatro ligados à rede estadual de saúde, além de cinco postos de coleta. Qualquer mãe saudável pode doar o seu excedente a esses locais.

Como doar

Para retirar o leite da mama, a indicação é que a mãe use um lenço para proteger a boca e a cabeça, além de higienizar as mãos. O produto deve ser armazenado em potes de vidro com tampa de plástico, como os de maionese ou café.

O papel que vem na parte interna da tampa precisa ser retirado antes de todo o processo. Para higienizá-los, deve-se lavá-los em água corrente e com sabão neutro.

Em seguida, é preciso colocar os vidros em uma panela com água e levá-los ao forno. Após a água começar a ferver, deixa por mais 15 minutos no fogo.

As mães interessadas podem entrar em contato com os bancos de leite ou de coleta para ir até a unidade fazer a retirada do alimento. Também é possível solicitar que um representante do hospital vá até a casa da doadora buscar o leite.

Estatísticas

De acordo com a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLHBr), em 2016, Pernambuco captou 8,8 mil litros de leite materno de mais de 6,5 mil doadoras. Foi possível usar 7,9 mil litros de leite, beneficiando mais de 11 mil crianças.

Em 2017, os bancos de leite coletaram 9,5 mil litros de leite humano, beneficiando mais de 10 mil crianças. Ao todo, 6,1 mil mães realizaram as doações.

Evento

Para reforçar a importância do leite materno, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) promove, nesta quarta, um seminário em comemoração à Semana Mundial de Aleitamento Materno, que ocorre entre os dias 1º e 7 de agosto.

O evento acontece no auditório da SES, no bairro do Bongi, das 8h30 às 12h30. Ele abre oficialmente as ações da semana mundial, que este ano traz como tema central “Aleitamento é a base da vida”.

O objetivo é abordar com pediatras, fonoaudiólogos, odontólogos, nutricionistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem os benefícios assegurados pelo leite materno para a saúde da criança, além de estimular ações educativas.

Confira bancos de leite e telefones

Hospital Agamenon Magalhães (3184.1690)

Hospital Barão de Lucena (3184.6552)

Hospital das Clínicas (2126.3831)

Centro Integrado de Saúde Amauri de Medeiros (Cisam – 3182.7720)

Maternidade Bandeira Filho (3355. 2235)

Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip – 2122.4719)

Hospital De Ávila (3117. 5544)

Hospital Jesus Nazareno (Caruaru – 3719.9338)

Hospital Dom Malan (Petrolina – 87 3202.7000)

Hospital Português (3416.1069).

Postos de coleta de leite

Maternidade Arnaldo Marques (3355.1815)

Maternidade Barros Lima (3355.2169)

Uniame (3302.6261)

Hospital Memorial Guararapes (3461. 5300)

Clínica de Aleitamento Materno/Boa Vista (3423.0202)

http://midias.folhavitoria.com.br/files/2017/04/vacina-4.jpg

Pernambuco recebeu, este mês, só 36% da cota mensal da vacina meningocócica C do Ministério da Saúde. O número de casos da doença aumentou se comparados os balanços deste ano com o do mesmo período do ano passado. Foram 24 notificados e 16 confirmados de janeiro até o último dia 21, segundo boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES). No mesmo período de 2017 houve 15 notificações e nove casos confirmados. Apesar de ter menos vacina e mais casos, a SES assegura que não há relatos, por parte das prefeituras, de falta de doses. Nem motivo para preocupação por causa das ocorrências a mais.

“A quantidade está dentro do esperado. Há uma vigilância diária dos casos de meningite. É prioritário. Acompanhamos todas as notificações e mantemos contato permanente com as Secretarias Municipais de Saúde”, afirma a gerente de Prevenção e Controle das Doenças Imunopreviníveis da Secretaria Estadual de Saúde, Ana Antunes. Três pessoas morreram este ano, até agora, por causa da doença. Nos 12 meses de 2017 foram dois óbitos.

O Estado necessita de uma média mensal de 67.284 doses da vacina meningocócica C. “Este mês, a Secretaria de Saúde recebeu 36% da cota mensal e já distribuiu as doses. Importante ressaltar que nenhum município pernambucano relatou falta da vacina”, enfatiza a SES. De janeiro até este mês, o Ministério da Saúde enviou 193.610 doses (27,6 mil/mês). Durante todo o ano de 2017, foram 486.138 doses (média de 40,5 mil doses/mês). 

A doença ocorre a partir da inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro. Pode ser causada por bactérias, vírus, fungos ou agentes não infecciosos. A vacina disponibilizada na rede pública de saúde previne o tipo C. Na infância, a vacina deve ser aplicada aos 3 e aos 5 meses de vida. Ao completar um ano, a criança recebe um reforço, completando, assim, o ciclo de três doses. Aquelas que não tomaram o reforço aos 12 meses poderão ser vacinados até os 4 anos. Ao chegar na adolescência, entre 11 e 14 anos, deve ser feito outro reforço ou dose única para quem não tomou antes. 

A estudante Beatriz Alves, 12 anos, esteve ontem na Policlínica Lessa de Andrade, na Madalena, Zona Oeste do Recife, para se vacinar contra hepatite e meningite. “A pediatra dela recomendou que a carteira de vacinação fosse atualizada. E amanhã Beatriz vai participar de um evento no Centro de Convenções com muita gente. Achei melhor prevenir logo”, comenta a mãe da adolescente, Mônica Alves.

REPOSIÇÃO

Em nota, o Ministério da Saúde informa que “a distribuição da vacina meningocócica C será normalizada a partir de agosto, em todo o País. No momento, a vacina está sendo distribuída aos Estados, porém de forma reduzida devido a atrasos na entrega pelo laboratório produtor, a Fundação Ezequiel Dias (Funed)”. E complementa: “para municípios que estão com estoque reduzido, o Ministério orienta a realização do agendamento da vacinação, de acordo com a disponibilidade das doses”.