Geral

Com a data de vencimento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) se aproximando, começa a corrida pelos boletos de pagamento do tributo. Neste ano, contudo, a guia física não é mais necessária para quitar o imposto. É que o Detran-PE fez uma parceria com o Banco do Brasil (BB) para facilitar o pagamento de débitos tributários como o IPVA e isso resultou na criação de um mecanismo que permite realizar o pagamento de forma simplificada através do aplicativo ou dos correspondentes bancários do BB.

“O contribuinte que é cliente do BB não precisa mais entrar no site do Detran para ter acesso ao boleto de pagamento de taxas como IPVA, seguro obrigatório (DPVAT) e multas de trânsito. Todas as informações para pagamento estão disponíveis nos canais do Banco do Brasil. Por isso, o contribuinte pode quitar seu débito através dos terminais de autoatendimento, do aplicativo ou do site do banco”, informa a superintendente do Banco do Brasil em Pernambuco, Shirlei Parise.

A funcionalidade só não está disponível nos caixas bancários, pois o foco é o pagamento digital. Mas Shirlei garante que o processo na internet é simples: quando entrar no sistema bancário, o consumidor só precisa acessar o canal de pagamentos sem código de barras e o campo de taxas do Detran. “Informando a placa do carro e o CPF ou o CNPJ do proprietário do veículo, é possível ter acesso ao histórico e às pendências que o automóvel tem com o Detran e efetuar o pagamento dessas taxas”, detalha Shirlei, dizendo que, se algum débito estiver em atraso, o sistema ainda calcula automaticamente a multa que precisa ser paga.

A facilidade ainda está disponível para quem não é correntista do banco, só que em outro canal de relacionamento: os correspondentes bancários do BB. “Isto é, nos estabelecimentos comerciais credenciados pelo banco, como farmácias, mercados e lojas que têm a placa Mais BB”, conta Shirlei, dizendo que o banco vai tentar aperfeiçoar o sistema para permitir que esse público também pague seus débitos tributários nos terminais de autoatendimento do BB.

O sistema de modernização da arrecadação de tributos e taxas, por sinal, está sendo testado e aperfeiçoado em parceria com o Detran-PE para depois ser levado para outros estados do Brasil. “O modelo atual é mais simples e completo, porque pede a placa do carro, um dado que, ao contrário do Renavam, está na cabeça dos contribuintes, e informa todos os débitos do veículo, até as multas”, revela Shirlei.

Ainda segundo a superintendente, o Estado foi escolhido para testar o modelo por conta disposição do Detran-PE em trabalhar junto com o BB em soluções inovadoras de pagamento. “Além de buscar inovação no meio financeiro, o Detran-PE permitiu uma troca de informações com o banco: nós recebemos a base de dados dos carros e proprietários do Detran e damos um retorno sobre os pagamentos tributários. É uma troca tão importante que o pagamento realizado pelos canais do BB entra na hora no sistema do Detran”, explica Shirlei, garantindo que essa troca é segura e protege os dados dos contribuintes.

O contribuinte ainda pode optar por pagar a parcela única com o desconto de 7% que é oferecido pela Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz-PE) no sistema do BB caso o pagamento seja efetuado dentro dos prazos estabelecidos pelo governo. Com informações da Folha de Pernambuco.

Do Ronda JC

Balanço divulgado na semana passada pela Secretaria de Defesa Social (SDS) aponta que 239 mulheres foram assassinadas em Pernambuco em 2018. Mas o número pode ser até 20% maior que o oficial. O Ronda JC apurou que outros 45 óbitos foram classificados como “mortes a esclarecer”, ou seja, ainda não foram identificados como crimes e, por isso, não entraram para as estatísticas.

Nos números oficiais, por exemplo, a SDS afirma que foram registrados 75 feminicídios no ano passado – um a menos que em 2017. Mas, de acordo com dados coletados no Instituto de Medicina Legal (IML), acredita-se que pelo menos outros dois casos que estão classificados como morte a esclarecer podem ser alterados para feminicídios. Se confirmado, a estatística sobe para 77 crimes desse tipo.

Se todos os óbitos que estão como “mortes a esclarecer” forem reclassificados como homicídios, ao final da investigação da polícia, o número pode saltar de 239 para 284 assassinatos de mulheres em 2018. Mas algumas dessas mortes misteriosas podem também se tratar de suicídio ou provocadas por mal súbito, por exemplo.

No ano passado, o Ronda JC publicou reportagem exclusiva mostrando um aumento considerável no número de óbitos que estavam sendo classificados como “mortes a esclarecer”, ao mesmo tempo em que a SDS anunciava queda nos homicídios. Especialistas questionaram os dados e até falaram na necessidade de um controle externo dessas estatísticas.

Confira, a seguir, um quadro com as motivações das mortes de mulheres em 2018. Observe que os casos de feminicídio e de envolvimento com as drogas lideram o ranking.

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A Arquidiocese da Paraíba promete questionar a Justiça do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho (MPT) daquele Estado sobre a divulgação de uma sentença em que foi condenada, em primeira instância, a pagar R$ 12 milhões devido a abusos sexuais praticados por padres. O conteúdo foi divulgado pelo programa Fantástico, da TV Globo, no último domingo, e dava conta de que sacerdotes – incluindo o ex-arcebispo da Paraíba Aldo Pagotto, hoje vivendo em Fortaleza (CE) – assediavam flanelinhas e coroinhas, e que teriam relações sexuais com eles em troca de dinheiro e favores.

Em nota divulgada na noite de ontem, a arquidiocese afirma que o procurador do trabalho Eduardo Varandas, que denunciou o caso dos abusos, “violou explicitamente o sigilo (judicial) ao conceder indevidamente entrevista, inclusive, atribuindo à juíza do trabalho, que prolatou a decisão, a responsabilidade pela divulgação ilegal de informações protegidas”. Também na nota, a instituição diz que “adotará as providências cabíveis perante os órgãos competentes para apurar responsabilidades pelo flagrante desrespeito à lei e à ordem jurídica”.

Na acusação mais dura, a nota da Igreja diz que “nitidamente, o protagonista da reportagem, Eduardo Varandas, pinçou trechos de depoimentos prestados sem o crivo do contraditório, omitindo deliberadamente as inúmeras contradições dos depoimentos apresentados perante o Ministério Público do Trabalho e perante a Justiça do Trabalho, para conferir à matéria o enredo que mais interessava e tentar condenar previamente a Igreja Católica, sem a devida análise pela Justiça até a última instância”.

Por telefone, o procurador Eduardo Varandas explicou que em momento algum o Ministério Público do Trabalho da Paraíba violou segredo de justiça. “Nada do que foi produzido na instrução processual foi revelado. Os comentários foram em cima do que toda a imprensa já tinha noticiado”, diz, lembrando que a juíza Rosivânia Gomes da Cunha enviou cópias da sentença para órgãos como Unicef, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e para o Legislativo Federal. 

Para Varandas, a decisão da magistrada é “extremamente sábia e embasada em fatos e provas contundentes apresentadas pelo MPT”. “A arquidiocese tem todo direito de recorrer, mas a decisão do Judiciário é de que houve a exploração sexual de jovens”, completa.

Segundo a matéria veiculada pelo Fantástico, pelo menos quatro sacerdotes teriam participação comprovada no abuso a jovens, entre coroinhas, seminaristas e flanelinhas. Há suspeitas de que outros padres teriam envolvimento em casos de pedofilia e de praticar sexo inclusive dentro das dependências da Basílica de Nossa Senhora das Neves, no Centro de João Pessoa. Sobre o caso, a arquidiocese diz que vai “combater qualquer prática que atente contra a dignidade humana”. Com informações do Jornal do Commercio.

Avião que transportava jogador argentino está desaparecido, diz agência

Uma aeronave privada que transportava jogador argentino Emiliano Sala desapareceu enquanto sobrevoava o Canal da Mancha na noite de segunda-feira (21), informaram fontes policiais francesas à France Presse.

Equipes de resgate aéreo já foram ativadas, depois do aparelho ter desaparecido da zona de radares na noite desta segunda-feira (21).

Segundo o The Standard, o avião fazia o trajeto entre Nantes e Cardiff, no País de Gales.

Se hoje (21) você acordou cabisbaixo, se sentindo em clima de “fossa”, não se preocupe; um estudo recente está aí para explicar: segundo a pesquisa, a terceira segunda-feira do ano é a segunda-feira mais triste e está “tudo bem não estar bem”. Trata-se do blue monday (segunda-feira azul), uma data estabelecida desde 2005 e já levada a sério por muitas pessoas do Reino Unido para explicar o “baixo astral” coletivo.

O estudo foi feito pelo psicólogo Cliff Arnall, do País de Gales. Ele criou uma equação que garante que esse é o dia mais triste. O motivo? É nesse período que as pessoas costumam sentir culpa pelos gastos excessivos nas festas de fim de ano, além de forte melancolia pelo fim das férias e irritação com o clima meteorológico. Este último se aplica mais aos países do Hemisfério Norte, que estão vivendo um inverno rigoroso.

Tristeza coletiva

Apesar de muita gente relatar os mesmos sintomas de tristeza, a ciência afirma que não há como confiar no estudo, visto que ele foi baseado em muitas variáveis subjetivas. De toda forma, nas redes sociais, os usuários compartilharam mensagens de apoio, além de muitas empresas aproveitarem a oportunidade para vender os seus produtos.

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O Antagonista obteve a decisão do juiz Julio Roberto Reis, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, que condenou a TV Globo a pagar indenização de R$ 170 mil a um grupo de psicólogos citados em matérias do Jornal Nacional e do Fantástico sobre “cura gay”, sendo R$ 30 mil para Rozangela Alves Justino e R$ 10 mil a cada um dos outros 14 autores da ação.

A emissora associou os psicólogos à “Terapia de Reversão Sexual” ao tratar de uma ação judicial vencida por eles contra o Conselho Federal de Psicologia. Os autores argumentaram que não se tratava de intervenção judicial para curar homossexuais, e sim para tratar os egodistônicos, que são pessoas cuja atração sexual por pessoas do mesmo sexo não encontra sintonia interna, e que desejam tal tratamento.

Eis um trecho da decisão de primeira instância, sobre a qual ainda cabe recurso: 

“Nesse passo, perlustrando-se a prova documental coligida aos autos eletrônicos, forma-se o convencimento que a parte ré [Globo] expôs ilações e críticas aos autores sem a devida comprovação e ainda formulou juízo de valor ao imputar expressamente aos autores a pecha de ‘charlatães’. 

As matérias não economizaram no tom ofensivo e sub-reptício em relação capacidade técnica dos postulantes, a colocar de forma subjacente que não respeitam à liberdade sexual dos homossexuais, o que não corresponde ao conteúdo da ação popular. A empresa demandada formulou juízo de valor e apontou fato criminoso aos demandantes ao dizer em tom de acusação que se trata de charlatanismo. Ao assim agir mal feriu a integridade psíquica deles, abusando do direito de crítica. 

Nesse tópico, vale anotar que mesmo não havendo indicação na reportagem aos nomes dos demais autores da ação popular, a divulgação distorcida e ofensiva causou curiosidade e os psicólogos sofreram constrangimentos, de modo que é necessária a devida reparação. 

Registre-se que não se quer tolher a liberdade de imprensa, criatividade de jornalistas ou apresentadores ou a forma de exercício da cidadania e fiscalização dos atos de especialistas, mas a afirmação textual de que os autores são charlatães e a forma distorcida e tendenciosa que a empresa demandada retratou a propositura da ação popular, inexoravelmente, foi ofensiva à integridade psíquica dos demandantes.

A Globo Comunicações e Participações S/A ao distorcer fatos e acusar os autores de conduta inverídica ou não comprovada atraiu para si responder pelo seu excesso, porquanto não noticiou fatos como constitucionalmente se assegura, mas exerceu juízo pejorativo e ofensivo de valor e de reprovação sem a efetiva demonstração que os psicólogos propuseram ação judicial sem respaldo algum ou com potencial para menosprezar, ofender ou incutir na sociedade qualquer forma de intolerância ou preconceito em relação aos homossexuais”.

Após o recente escândalo envolvendo a Igreja Católica na Paraíba, condenada a indenização milionária por suposta pedofilia dos sacerdotes, vem a público um fato menor envolvendo a Igreja Católica em Pernambuco.

Segundo despacho oficial do Ministério Público do Estado (MPPE), o órgão recebeu informações do Judiciário Federal de que, supostamente, uma mulher chamada Ana Lúcia de Oliveira prestava serviços domésticos na Igreja de Água Preta e na casa do padre, entre 2005 e 2008, mas recebia seu salário pela Prefeitura de Água Preta.

O MPPE abriu um inquérito, em 8 de janeiro, para investigar o assunto.

A condução ficará a cargo da Promotoria de Patrimônio Público de Água Preta.

Segundo o inquérito, já houve depoimentos na Justiça Federal, órgão que indicou em ofício um possível “dano ao erário”.

A Prefeitura de Água Preta foi notificada para apresentar os comprovantes de pagamento da prestadora de serviços.

A Igreja Católica de Água Preta, segundo os autos do inquérito, ainda será intimada.

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As sessões da Primeira e Segunda Câmara, bem como do Pleno do TCE, que estavam suspensas em função do período de recesso, serão retomadas a partir desta semana.

As Câmaras, acontecem nesta terça-feira (22) e quinta-feira (24) e têm previstas na pauta vários processos de Auditoria Especial, Medida Cautelar, Gestão Fiscal e Prestação de Contas. Um processo de denúncia na Primeira Câmara julgará possíveis irregularidades na contratação de empresa para a realização de serviços de esterilização nos hospitais Barão de Lucena e da Restauração, em especial, as relacionadas aos atestados de capacidade técnica e a execução do objeto contratado.

Outros seis processos de Medida Cautelar vão decidir sobre questões administrativas no Departamento de Estradas e Rodagem do Estado, na Secretaria de Planejamento, Administração e Gestão de Pessoas do Recife, na Câmara Municipal de Vicência e nas Prefeituras de Flores, Brejo da Madre de Deus e Tracunhaém. Este último será julgado na Segunda Câmara.

As sessões do Pleno recomeçam na quarta-feira (23) sob a presidência do conselheiro Marcos Loreto. Estão previstos para esta data os julgamentos de 20 processos de recursos de vários municípios e órgãos públicos.

Sete policiais militares que montavam falsas blitzes de fiscalização da Lei Seca foram presos na noite do último sábado (19). De acordo com as informações, os agentes atuavam no Litoral Sul do estado, parando cerca de 10 a 15 carros por noite. Eles cobravam entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil para liberar os motoristas que haviam sido flagrados em situação irregular.

Os agentes, que não tiveram os nomes divulgados, foram acusados de concussão (extorsão praticada por servidores públicos). Eles estão no 18º Batalhão da PM, sediado no Cabo de Santo Agostinho. No momento da operação, a falsa blitz da Lei Seca estava montada em Porto de Galinhas.

“No fim do ano passado, recebemos uma denúncia e, a partir de então, instauramos um Procedimento Administrativo. As investigações prosseguem e, a partir da divulgação, possivelmente apareçam mais vítimas. Esse é um trabalho constante que fazemos e aqueles que não agem como servidor público, como um agente da lei e em proteção da sociedade, fatalmente serão alcançados e poderão ser excluídos das corporações, além de responderem criminalmente”, disse o secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua.

Os policiais foram autuados por crime militar na Delegacia de Polícia Judiciária Militar da PMPE (DPJM), no Comando Geral da PM, no Quartel do Derby, e estão detidos no Batalhão de Choque. Nesta segunda-feira (21), serão apresentados à Justiça. Foram enquadrados no 305 do Código Penal Militar e responderão não apenas na Justiça Penal, como também em Procedimento Administrativo Disciplinar, sendo garantido o direito à ampla defesa e ao contraditório.

“A Polícia Militar jamais vai tolerar comportamentos inadequados de seus integrantes. A resposta a qualquer desvio de conduta será sempre embasada pelo rigor da Lei, em respeito à sociedade pernambucana e à imensa maioria de seus militares, pessoas honradas que vestem com orgulho sua farda, entregando todos os dias a própria vida em defesa de cada um dos pernambucanos”, ressaltou o comandante geral da PM, Coronel Vanildo Maranhão.

Participaram da ação a Corregedoria, Batalhão de Operações Especiais da PM (Bope) e Grupo de Operações Especiais (GOE), vinculado ao Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado. O GOE teve sua missão redefinida no final de 2018 e, entre suas mais importantes atribuições, está a investigação de casos de corrupção com a participação de policiais. Com informações do Diário de Pernambuco.

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A Arquidiocese da Paraíba foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar uma indenização de R$ 12 milhões por casos de exploração sexual contra flanelinhas e coroinhas menores de idade. O crime foi praticado por padres e até o arcebispo emérito do Estado dom Aldo Pagotto está envolvido no escândalo. Ele é suspeito de acobertar os crimes dos sacerdotes e também de ter mantido relações sexuais com jovens. A denúncia foi feita ontem à noite pelo Fantástico, da TV Globo.

Em entrevista um rapaz de 17 anos que foi assistente de missa e seminarista confessou ter sido vítima de assédio sexual por muitos padres. “Através de palavras, de atos, pegava nas minhas partes sexuais. A gente espera uma coisa e de repente se depara com outra.”

Ele diz que cedeu às investidas pela vontade de se tornar padre. “Porque até então a palavra de ordem seria ‘passando por esse processo você vai conseguir chegar a ser padre’. Meio que uma troca de, não sei se a palavra certa é troca de favores. Às vezes uma conversa, um abraço e no pé do ouvido eles diziam: ‘Você tá muito cheiroso, você tá muito lindo, muito gostoso’”, disse.

A vítima afirmou que havia relações sexuais e que se envolveu com três padres. Os nomes dos três sacerdotes aparecem em vários depoimentos: Jaelson Alves de Andrade, Ednaldo Araújo dos Santos e Severino Melo. Os padres estariam afastados de suas funções. O denunciante não quis ser identificado porque tem medo. “Eles diziam que eu tivesse cuidado por onde andava, porque eu não sabia quem estava atrás de mim, nem na minha frente, nem ao meu lado”, contou.

“O ato é gravíssimo. São adolescentes que acreditaram naquela instituição a representação de Deus”, afirmou o procurador do Trabalho, Eduardo Varandas. “Na verdade, o que foi apurado pelo Ministério Público do Trabalho foi de que havia inserido dentro da sistemática católica um grupo de sacerdotes de forma habitual que pagavam por sexo a flanelinhas, a coroinhas e também a seminaristas”, explicou o procurador Varandas.

O crime foi definido como exploração sexual. Como o processo está em segredo de justiça, o procurador está impedido de revelar detalhes. Segundo Varadas, a característica da exploração sexual é a ausência da vontade livre para praticar o ato. Nesse caso, o pagamento às vítimas podia ser feito em dinheiro ou até em comida. Sobre os R$ 12 milhões que a arquidiocese terá de pagar serão revertidos para o fundo da infância, da adolescência e instituições congêneres que trabalham com crianças sexualmente exploradas, explicou Varandas.

Outras duas testemunhas denunciaram o caso à Justiça. Uma delas um dono de restaurante que frequentava a igreja. “Antes dele (do padre Jaelson), a gente tinha meninas e meninos como coroinhas, mas depois que ele assumiu passou a só admitir coroinhas homens. Um dia dois deles me procuraram. O primeiro falou comigo chorando, contou que tinha decidido sair da igreja porque um dia estava na casa paroquial e o padre Jaelson pediu que passasse óleo nele durante o banho. O garoto tinha entre 14 e 15 anos. O outro coroinha que veio falar comigo disse que teve um relacionamento com o padre dos 14 até os 21 anos”, disse em depoimento.

Outra testemunha é um funcionário da Catedral, que trabalhou lá por mais de 30 anos. “Passaram três bispos e cinco padres no tempo que eu estive lá. Um desses padres, padre Jaelson, levava coroinhas e outros meninos, todos menores de idade, para dormir com ele nos quartos que ficam atrás da igreja. Os meninos iam embora de manhã cedo. Ele pagava lanches para os meninos e também dava roupas para eles como um agrado. Eu já cheguei a pegar padre Jaelson tendo relação sexual com menor de idade dentro da igreja. Também trabalhei com o padre Ednaldo. Ele costumava sair com os meninos que olhavam os carros na porta da Catedral. Eram todos menores de idade e o padre dava dinheiro pra eles”, afirmou em depoimento.

Foi decisivo o depoimento de um desses jovens, que quando era menor de idade trabalhava como flanelinha no entorno da Catedral, e disse que, na época, teve relações com o padre Ednaldo. Ele contou tudo, mas não pôde ver a conclusão do processo porque foi assassinado em dezembro de 2016. A polícia chegou a investigar a possibilidade de queima de arquivo, mas nada ficou comprovado.

Caso foi arquivado na Justiça Comum, mas MP recorreu à Justiça do Trabalho. Valor da condenação vai para fundo da infância

“Isso precisa ser passado a limpo. A Igreja deve essa explicação ao mundo. A preocupação do Ministério Público é evitar que danos como esse sejam rotina na vida de crianças e adolescentes”, afirmou o procurador do Trabalho Eduardo Varandas.

“Não participo desse tipo de reportagem. Esclareço que aos 8.11.2017 os padres suspeitos em envolvimento com menores foram inocentados por unanimidade”, disse arcebispo dom Aldo Pagotto, em nota ao Fantástico. Com informações do Jornal do Commercio.

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Em 2013, 11.901 novas igrejas foram abertas no Brasil. O número bateu um recorde histórico, representando mais de uma instituição nova por hora. Desde então, porém, o ritmo de expansão das denominações religiosas cristãs foi estancado pela crise econômica. Em 2018, até novembro, foram apenas 6.104 aberturas de templos, número mais baixo dos últimos dez anos. Com dados da receita Federal.

Líderes religiosos contam que houve uma queda generalizada de arrecadação durante a crise. Os dados do fisco mostram que esse problema afetou principalmente as maiores denominações evangélicas do Brasil, como a Igreja Maranata, Batista e Universal do Reino de Deus, assim como os diferentes braços da Assembleia de Deus.

— Vivemos de contribuição. Se tem 13 milhões de desempregados no Brasil, tem evangélico desempregado também, diz o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. — Eu não faço uma igreja por menos do que R$ 1 milhão, porque boto um bom ar-condicionado, cadeira individual, som de qualidade.

Pedro Santos, pastor da Igreja Batista em Recife, de Pernambuco, diz ter visto colegas amargarem redução de salários. Na sua igreja, uma queda de cerca de 30% das receitas teve efeito na caridade promovida pela instituição. Aos sábados e domingos, é fácil contar com voluntários, mas, durante a semana, a mão de obra tem que ser paga, explica.

— Cortamos metade das vagas na escolinha de futebol que temos para a periferia. Ficamos com cerca de 120 crianças e só agora estamos conseguindo ampliar de novo. Não conseguimos pintar paredes, afirmou Santos. — Eu sou contra a igreja pedir muito dinheiro, especialmente quando é para vender milagres, em igrejas de esquina que surgem e somem de repente. Mas, no nosso caso, fazemos um trabalho social sério.

Durante a crise, em 2015, Malafaia disse que chegou a demitir cem funcionários. Como a renda familiar média caiu no período, menos pessoas puderam contribuir com o dízimo.

Segundo o pastor Robson Rodovalho, líder da Sara Nossa Terra e presidente da Confederação dos Conselhos de Pastores do Brasil (Concepab), o crescimento das igrejas para o biênio de 2016 a 2018 foi 10% menor que o previsto.

Um levantamento da Concepab com 20 mil pastores mostra que a queda de receita durante a crise foi de 30% no Nordeste, 20% no Rio de Janeiro e 15% em São Paulo, Minas Gerais e Região Norte.

— Houve uma retração tanto na abertura das igrejas quanto na presença em mídias pagas (na TV e na internet), disse Rodovalho. — Fizemos uma mudança na nossa estratégia de arrecadação para compensar a queda do dízimo. Investimos em eventos, conferências, cursos orientando as pessoas a como sobreviver e criar novas fontes de renda durante a crise.

Retomada em 2019

Apesar de a recessão brasileira ter terminado em 2017, só agora, no fim de 2018, os pastores ouvidos pela reportagem estão sentindo uma recuperação na arrecadação do dízimo, que depende da renda das famílias. Por isso, a quantidade de igrejas abertas por ano só caiu de 2014 para cá, mas a previsão é de que a situação melhore em 2019.

O pastor Jonatas Rafael, de São Bernardo, no Maranhão, relata que o desemprego restringiu todas as atividades de sua igreja, Aliança com Deus, nos últimos seis anos. Segundo ele, muitos fiéis perderam seus empregos na prefeitura e não conseguiram levantar dinheiro trabalhando na roça, o que levou a uma queda nas receitas de 30%.

— Fizemos um orçamento para comprar um ônibus e ampliar a igreja, mas, com a crise, não conseguimos executar. A igreja passou quase dez anos com as mesmas portas e janelas, ficou muito degradada, diz Rafael. — Conseguimos colocar portas de vidro só porque um amigo nosso, que vive no exterior, deu uma contribuição. Deixamos de atender locais carentes no Maranhão por conta disso.

A igreja que mais se expande no Brasil, é a Assembleia de Deus (AD). Em 2013, foram 2.480 novas instituições da denominação, número que caiu para 1.308 em 2018 até novembro. Os braços mais conhecidos são a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Madureira e Ministério de Belém. 

A maioria das novas ADs, porém, é independente. Na Vitória em Cristo, de Malafaia, foram abertas 42 novas filiais nos últimos dois anos, número que poderia ter sido maior se não fosse a crise, segundo os membros da igreja. Com informações de O Globo.

Tromba d

Uma pessoa morreu e pelo menos uma outra está desaparecida após uma tromba d’água em Itatiaia, no sul do Estado do Rio de Janeiro, no último domingo (20). O incidente ocorreu na cachoeira Paraíso Perdido.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, ao chegarem ao local os agentes se depararam com uma vítima presa no rio em meio à correnteza. O corpo de um homem adulto foi resgatado pela corporação já sem vida. Ainda não há informações sobre a sua identidade.

Segundo os Bombeiros, ainda há pelo menos outra vítima, uma mulher adulta, que segue desaparecida.  As buscas foram encerradas no domingo de madrugada e foram retomadas às 6h desta segunda-feira (21).

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Pinga-Fogo

Implicado nas investigações da Operação Castelo de Farinha, da Polícia Civil de Pernambuco, e proibido pela Justiça de participar de licitações públicas, o que teria gerado a perda de contratos em valores superiores a R$ 90 milhões, o empresário e acionista da Casa de Farinha (que mudou de nome para Plural), Romero Pontual Filho, resolveu atacar os municípios que deixaram de contratar seus serviços. 

Sobre Ipojuca, ele diz que vai pedir investigações sobre a ata de um processo de Jaboatão que serviu para contratar a concorrente MCP Refeições, num processo, que segundo ele, vai gerar um sobrepreço de R$ 3 milhões na compra de merendas. Sobre o Recife ele diz que foi desclassificado para uma nova licitação e que a nova contratada vai entregar um serviço mais caro. “Consigo preços 40% mais baratos, tenho escala”, afirma. 

O secretário de Educação de Ipojuca, Francisco Amorim, diz que o novo processo no município foi orientado pelo TCE e que não há mais espaço para contratos híbridos, como era o caso com a Casa de Farinha, quando a empresa entregava uma parte da merenda pronta e outra e gêneros alimentícios para serem preparados nas escolas. “Agora é um tipo só de entrega e vamos economizar pelo menos R$ 2 milhões com mão de obra que era necessária para preparar os alimentos”, diz. A Prefeitura do Recife diz que a licitação para merendas de 2019 está ainda em análise pelo TCE e que ainda não há previsão para a realização do certame.

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O governo federal iniciou uma articulação política que vai resultar na cobrança da água bruta que passa pelos canais da transposição do São Francisco com o destino aos Estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. “Nas próximas semanas”, o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, vai visitar cada um dos quatro governadores com o objetivo de iniciar conversas que resultem na assinatura de contratos entre a União e esses Estados, selando o compromisso de pagamento.

Com uma parte do projeto em operação desde março de 2017, a União gasta atualmente cerca de R$ 600 milhões por ano para fazer a operação, que tem como maior despesa a energia, usada no bombeamento da água. Em Pernambuco, a cobrança pode implicar em 2% a mais no futuro reajuste da conta de água de todos os pernambucanos, segundo estimativa feita por técnicos do setor.

O Rio São Francisco é a única fonte capaz de fornecer água em grandes volume a uma parte do Agreste pernambucano durante as estiagens. “Essa reunião com os governadores é muito importante. No nosso entendimento, deve haver a cobrança da água bruta porque a transposição é um grande ativo e uma obra pro resto da vida. Então, é importante ter recursos para operar e manter esse sistema”, diz o presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Roberto Tavares.

No governo do presidente Michel Temer (MDB), um dos fatores que fez o governo de Pernambuco não se entender com a União foi o valor a ser cobrado pela água bruta da transposição. Quando a transposição foi projetada, a previsão inicial era de que Pernambuco recebesse 6 mil litros por segundo desse sistema. O volume ainda não foi alcançado porque duas das obras complementares à transposição se arrastam: a Adutora do Agreste – sem data para ser concluída e em obras desde 2013 – e o Ramal do Agreste, previsto para ser finalizado em abril do ano que vem.

A Compesa trabalha com a previsão de que em 2019 Pernambuco chegue a receber, no máximo, 700 litros por segundo. Ou seja, menos que 12% do volume projetado. “A nossa intenção é buscar um entendimento com o governo federal para pagarmos proporcionalmente ao que estamos recebendo”, diz Tavares.

A argumentação dele é de que o Estado não tem responsabilidade pela não conclusão da Adutora do Agreste e do Ramal do Agreste. A primeira não foi concluída devido à falta de repasse de recursos da União – que banca 90% do empreendimento. Está faltando o aporte de R$ 374 milhões para acabar a primeira etapa da adutora, que vai beneficiar 23 cidades. Já o Ramal do Agreste tem um orçamento de R$ 1,2 bilhão e está sendo feito pela União. 

Também deve fazer parte das conversas entre o ministro e os quatro governadores um dos maiores desafios desse sistema: a futura gestão do projeto.

O próprio Ministério do Desenvolvimento Regional informou que “o aproveitamento de energia renovável e fotovoltaica é uma das principais ideias para parcerias de concessão da transposição”, mas não revelou detalhes.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) contratou um estudo, que ficará pronto em março próximo, no qual será realizado um diagnóstico do projeto e um futuro modelo de concessão.

E aí é bom os representantes dos quatro Estados ficarem atentos, porque uma concessão mal planejada poderá fazer com que outro bem essencial, a água, fique muito mais cara nos quatro Estados do Nordeste beneficiados pela transposição.

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O Coaf sabe muito mais do que já foi revelado sobre o caso Fabrício Queiroz, o ex-motorista de Flávio Bolsonaro. Nos arquivos do órgão federal de controle de atividades financeiras consta que Queiroz transacionou um volume de dinheiro substancialmente maior do que o que veio a público em dezembro. 

Além dos famigerados R$ 1,2 milhão, movimentados atipicamente entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, passaram por sua conta corrente mais R$ 5,8 milhões nos dois exercícios imediatamente anteriores. Ou seja, no total Queiroz movimentou R$ 7 milhões em três anos.

Segundo o próprio Jair Bolsonaro disse em entrevista, Queiroz “fazia rolo”. Haja rolo.

Flávio chegou a dizer, no início de dezembro, que ouviu de Queiroz “uma história bastante plausível” sobre o R$ 1,2 milhão. E enfatizou: “a gente não tem nada a esconder”, numa frase em que atrelou o seu destino ao de Queiroz.

O que dirá agora sobre essa montanha de dinheiro? Pela relação dos dois, imagina-se que o senador eleito saiba desses R$ 7 milhões.

Quando o MP do Rio voltar a se debruçar sobre o caso — as investigações estão suspensas desde quinta-feira passada por uma decisão de Luiz Fux, mas a tendência é que sejam retomadas — as explicações de Queiroz sobre suas atividades paralelas terão que ser mais convincentes do que as dadas até agora em declarações ao SBT.

Entre os vários mistérios desse rolo, um permanece intacto: como alguém que movimentou tantos milhões de reais em três anos mora numa casa modestíssima de uma viela da Taquara, na Zona Oeste do Rio de Janeiro? As informações são da Coluna de Lauro Jardim, de O Globo.