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A falta de estrutura, segurança, climatização e até limpeza está mobilizando os estudantes da Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde, particularmente os alunos da ESSA (Escola Superior de Saúde) para um protesto que ocorrerá nesta segunda-feira (12). a concentração do protesto está marcado para começar às 07h40 na entrada da AESA.

Segundo nota divulgada nas redes sociais, o movimento é “pacífico em prol da melhora da Autarquia, sendo frisada a estrutura da mesma, organização, segurança, limpeza, comprometimento e outros problemas que a Autarquia vem apresentando”.

Segundo a denúncia dos alunos, muitos estudantes precisam se retirar da instituição para poder assistir algumas aulas que estão na grade curricular do curso, já que a Autarquia não tem estrutura adequada para a realização das aulas.

Entre os exemplos citados na convocação do protesto, eles citam o curso de farmácia que não tem laboratórios para as aulas práticas. “Os alunos precisam realizar suas práticas, o curso necessita desses laboratórios, mas eles não saem do papel e acabamos ficando sem ter as aulas que são importantes para nossa formação”, desabafou um dos alunos do curso.

Eles também reclamam que os alunos da escola de saúde que assistem aulas no horário da manhã ainda sofrem com a falta de climatização já que os velhos ventiladores tornam impossível o professor dá aulas já que ligados os mesmos fazem muito barulho.

Outra reclamação vem do curso de Psicologia que já está bastante avançado com turma no 6° período. Os alunos protestam que necessita de uma clínica para a realização dos estágios e ainda não foi iniciada a obra.

“Diante de tantos descasos com os cursos e com os estudantes por parte da autarquia que tem a Prefeitura de Arcoverde como mantenedora, vamos para as ruas denunciar a situação precária dos cursos e cobrar providências dos poderes públicos. Não podemos pagar a conta do descaso, pois já pagamos a conta das mensalidades que não são baratas”, disse um dos participantes do movimento.

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Onde antes se via tranquilidade, hoje se enxerga medo. O interior de Pernambuco nunca esteve tão violento. De acordo com os dados da Secretaria de Defesa Social (SDS) de Pernambuco, a região registrou 3.062 homicídios, mais da metade (66%) dos notificados em todo o Estado no ano passado. Nos últimos cinco anos, o índice de assassinatos no interior vem aumentando, mas em 2017 ele explodiu. Em algumas cidades, aumentou 400% em relação a 2016. Outras apresentam uma taxa de assassinatos superior a de países em guerra.

Desde 2012, o número no interior dos chamados Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), que incluem homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte, vem aumentando e em proporção bem maior que a de outras regiões. Naquele ano houve 1.666 mortes. No ano passado, foi quase o dobro e pela primeira vez na história o índice ultrapassou a casa dos três mil: 3.062 mortes. Um significativo aumento de 470 em relação a 2016.

Isso fez com que o Estado como um todo terminasse o ano passado com 5.427 homicídios, 21% a mais que em 2016 (4.479), o maior número já registrado e que ultrapassou pela primeira vez em uma década a marca de 2007 (4.591), quando o então governador Eduardo Campos (PSB), morto em 2014 em um acidente aéreo, deu início ao programa Pacto Pela Vida. O desafio era reduzir em 12% ao ano os homicídios. Mas, em vez disso, o índice cresceu. Está 18% maior em relação à época em que o projeto foi implantado.

A interiorização da violência não é novidade nem exclusividade de Pernambuco. O Brasil inteiro sofre com o fenômeno que pode ser explicado a partir de proporções, ou melhor de desproporções: a criminalidade tem se tornando exponencialmente grande onde a presença do Estado ainda é pequena. Ou seja os bandidos vêm agindo mais em regiões em que o efetivo policial e a estrutura de segurança são insuficientes.

Este aumento da violência no interior pernambucano, como os números demonstram, é uma constante nos últimos cinco anos. Todavia, em 2017 houve uma explosão de violência na região. Em alguns municípios como Tacaratu e Cedro, ambos no Sertão, o aumento do número de homicídios atingiu 400% no ano passado em relação a 2016. Outro município que apresentou grande crescimento em termos percentuais foi Cachoeirinha (340%), no Agreste, que deu um assustador pulo de 5 homicídios em 2016 para 22 em 2017.

O designer Reginaldo Apolinário diz que o clima na cidade é de medo constantemente. “Não tem um horário em que você ande na cidade tranquilo. É crime de dia e de noite. A gente tenta evitar sair de casa ao máximo. No mês passado, os ladrões levaram o carro de um amigo meu. Aqui a bandidagem está grande, principalmente por conta do tráfico de drogas”, denunciou.

Outros municípios do interior também apresentam dados negativos. Cupira, no Agreste, por exemplo, registrou a alarmante taxa de 171,5 homicídios por 100 mil habitantes (só perdendo para os 198,5 de São José da Coroa Grande, no Litoral Sul). Durante um ano foram 41 assassinatos, em uma cidade de quase 24 mil pessoas. A taxa de mortos por 100 mil habitantes em Pernambuco é de 57,09 e a do Rio de Janeiro, que devido à violência está sob intervenção federal – a primeira desde a Constituição 1988 – é de 40. A Organização das Nações Unidas (ONU) considera “aceitável” uma taxa de até 10 homicídios por 100 mil pessoas.

Entre os 41 assassinatos registrados em Cupira está o do irmão de uma estudante que preferiu não se identificar. O crime foi no começo do ano passado, quando ele estava chegando de carro à casa da mãe. “Ele ligou antes pra avisar que estava chegando e minha mãe foi esperar na calçada. Quando ele ia parando o carro na frente da casa veio um cara de moto e deu seis tiros, um pegou na cabeça e foi fatal. Minha mãe assistiu a tudo”, contou. Perplexidade que infelizmente é vista em quase todo o interior de Pernambuco.

CARTÃO-POSTAL MANCHADO 

Quem diria que a cidade de São José da Coroa Grande, antes pacata e cobiçada pelos turistas entraria para a lista das mais violentas. Com pouco mais de 20 mil habitantes, a cidade do Litoral Sul pernambucano contabilizou 41 assassinatos em 2017, um aumento de 128% em relação ao ano anterior (18). Isso fez com que ela tivesse a assustadora taxa de 198,5 homicídios por 100 mil pessoas, disparada a maior de Pernambuco e superior à de cidades em guerra.

Para se ter uma ideia, a Organização das Nações Unidas (ONU) considera que 30 assassinatos a cada 100 mil pessoas já é índice de locais em conflito. No ano passado, a organização não governamental mexicana Conselho Cidadão pela Seguridade Social Pública e Justiça Penal, que faz a lista das cidades mais violentas do mundo, considerou Caracas, capital da Venezuela, a mais perigosa do mundo pelo pelos 119 assassinatos por 100 mil habitantes. O levantamento foi feito considerando dados de 2015.

Até o fim do mês passado houve em São José da Coroa Grande 11 assassinatos, entre eles um triplo homicídio e uma chacina envolvendo cinco pessoas. As mortes aconteceram em um espaço de apenas três dias, entre 15 e 17 de fevereiro. A maioria dos crimes, segundo a polícia, tem relação com o tráfico de drogas. A polícia diz ainda que bandos rivais disputam entre si o controle pela comercialização de entorpecentes na região.

O que era um cartão-postal na região virou quase cidade fantasma com a fuga dos turistas. Não à toa, mesmo em dias de sol tem sido difícil achar alguém nas areias da praia. Muito menos gente disposta a dar entrevista. A técnica de enfermagem, Valdenira Soares, do Recife, foi uma das poucas que se dispuseram a falar com a reportagem. “Trabalhamos demais e precisamos nos divertir. É pedir a Deus que ocorra tudo bem porque nós viemos em paz e com fé pretendemos voltar assim”, disse.

Entre os comerciantes a maioria também se negou a falar com a imprensa. Um deles, inclusive, que não quis se identificar relatou ter dado entrevista sobre a onda de homicídios no local e logo depois sofreu ameaças. “Chegou um cara aqui e perguntou se eu não tinha medo de morrer por ter falado aquilo na TV”, contou. Um barraqueiro, que também preferiu omitir a identidade, relatou a queda nos lucros. “O movimento caiu pela metade, um prejuízo grande pra gente que depende disso. A violência tá muito grande, espanta todo mundo”, afirmou.

Outro famoso destino do Litoral Sul que saiu do roteiro dos visitantes e entrou no noticiário policial foi Enseada dos Corais, no Cabo de Santo Agostinho. A até então tranquila localidade foi palco de cinco assassinatos em menos de 48 horas dos dias 21 a 22 de fevereiro, entre eles houve um triplo homicídio. O Cabo de Santo Agostinho contabilizou 92 assassinatos no ano passado, 28% a mais que em 2016 (72).

O barraqueiro e presidente da associação de microempreendedores da orla de Enseada, Crélio José da Silva, está desolado em meio às cadeiras vazias na praia. “Quem não tem medo? Nós mesmos só estamos aqui porque temos que ganhar o pão de cada dia. Agora, me diga, como a pessoa vai sair de casa pra vir para um lazer e ficar sossegada sabendo que pode assistir a um crime ao seu lado”, questionou Crélio Silva.

 CARUARU VIROU A CAPITAL DO MEDO

Quinze para as seis da noite. Mal começa a escurecer no Salgado, bairro mais populoso e violento de Caruaru, no Agreste, e o comerciante José Saturnino já se apressa para fechar seu depósito de bebidas. Pede para a equipe de reportagem esperar um minuto enquanto termina de trancar o estabelecimento. “Tem que ficar de olho, não pode se descuidar. Na hora de abrir ou fechar a loja é sempre assim. É atenção o tempo todo”, disse, rapidamente, depois de verificar os cadeados no portão.

Em frente ao depósito, enquanto conversa, desvia o olhar seguidas vezes para a rua quando passam motos ou carros diminuem a velocidade. “Morei minha vida inteira aqui no Salgado, hoje não mais, mas sei bem como é aqui. É um bairro com muita gente, muito movimentado e tem que ter cuidado. Infelizmente o clima aqui e na cidade inteira é de insegurança”, afirmou.

Maior e mais populosa cidade do interior pernambucano, Caruaru é também a que apresenta maiores números absolutos de criminalidade na região. A Capital do Forró se transformou, segundo os moradores, na capital da violência. Ano passado, foram registrados 262 homicídios, o terceiro maior índice do Estado, só perdendo para o Recife (791) e Jaboatão dos Guararapes (398), à frente, portanto, das outras cidades da RMR. Em relação a 2016, foram 37 a mais, o sexto município que mais cresceu em números absolutos. Caruaru tem hoje uma taxa de 74,5 homicídios por 100 mil pessoas.

Uma prova da sensação de insegurança em Caruaru foi à noite do dia 26 de maio do ano passado, quando nada menos que sete assassinatos foram registrados. Entre eles, houve uma chacina de quatro jovens entre 16 e 21 anos no bairro do Salgado. Os outros crimes aconteceram no bairro José Liberato, na Vila do Aeroporto e no Maria Auxiliadora. Na mesma noite, uma senhora, que não teve a identidade revelada, ao descobrir que seu filho havia sido assassinado na chacina do Salgado sofreu um infarto e morreu.

No ano passado, o jornalista Alexandre Farias, que tantas vezes relatou a criminalidade no noticiário local, foi vítima da violência. Foi atingido na cabeça por uma bala perdida, no dia 16 de setembro, quando voltava à noite para casa, no Alto do Moura, e acabou em meio a um tiroteio entre policiais e bandidos. Até hoje está internado em um hospital do Recife.

O crime aconteceu em frente à oficina do artesão Cícero José da Silva, no Alto do Moura. “Foi um dia terrível que mostrou o quanto estamos desprotegidos aqui. Um carro cheio de bandidos atirando pra todo lado. Aquela bala perdida podia ter atingido qualquer um de nós. Estamos torcendo muito por Alexandre”, contou.

Em seu discurso, a vereadora não poupou críticas ao PSB / Foto: Sérgio Bernardo/ JC Imagem

Atendendo a orientação do ex-presidente Lula, a vereadora do Recife e pré-candidata ao Governo de Pernambuco Marília Arraes (PT), iniciou ontem as andanças pelo Estado. A parlamentar esteve em Garanhuns nesse sábado (10), às 19h, para participar de um encontro com lideranças do partido de toda região. Marília faz parte de um grupo dentro do PT que rejeita a aliança com o PSB. "Por isso, nós fomos até o presidente Lula. E o que ele disse foi: Para ganhar a estrada, continuar andando no Estado inteiro, fazendo a candidatura crescer, fazendo a defesa do nosso projeto, para ganhar eleição", disse no discurso.

"Nós temos a necessidade e a responsabilidade de representar toda essa luta e de fazer a defesa do ex-presidente Lula. Esse tem de ser o nosso maior objetivo nessa eleição de 2018", acrescentou. "Todos que estavam lá com o presidente Lula, assumimos esse compromisso com ele. Porque sabemos muito bem que essa defesa não vai ser feita pelo PSB", opina.

Marília não poupou críticas ao PSB, mesmo com a aproximação dos dois partidos. "O que o PSB quer é simplesmente tirar nossa candidatura, porque sabe que é uma candidatura pra ganhar, quer se aproveitar da popularidade do presidente Lula e tentar salvar um governo que não está dando certo", disparou.

Eleitores

Marília destaca que a sua candidatura vai conferir ânimo ao eleitorado. "Vai ser a candidatura que cada um e cada uma vai se sentir dono(a), responsável e vai pra rua com gás. Vai pra rua com emoção, sabendo por que e para que estão fazendo aquilo ali", concluiu.

A garantia de financiamento de campanha preside as negociações da “janela” que permite a deputados federais trocar de partido sem o risco de perda de mandato. Os deputados estão sendo aliciados por outros partidos com a garantia de financiamento integral de sua campanha de reeleição. O valor é o limite máximo de R$2,5 milhões para campanha de deputado federal, definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Além do fundo partidário de R$1 bilhão, os partidos retirarão ao menos R$1,7 bilhão dos cofres públicos para financiar a campanha deste ano.

Pelo critério definido no Congresso e avalizado pelo TSE, o povo é que vai pagar campanhas de tipos que frequentam as páginas policiais.

As direções de partidos medianos como PP, PR e PTB, decidiram priorizar a eleição do maior número possível de deputados, este ano.

Trata-se de uma questão financeira: o número de deputados federais é um dos principais critérios para definir a fatia no fundo partidário.

Congresso Nacional, em Brasília (Foto: Marcelo Brandt/G1)

G1

Desde o início do atual mandato, em 2015, um quarto dos deputados federais já trocou de partido, aponta levantamento elaborado a partir de dados da Câmara. No total, 135 dos 513 parlamentares mudaram de sigla 189 vezes.

Somente no primeiro dia da janela partidária, na última quinta-feira (08), pelo menos 15 deputados trocaram de partido. A janela partidária é período previsto na legislação eleitoral em que políticos podem trocar de partido sem sofrer punições por infidelidade partidária.

A tendência, porém, é que a maior parte dos deputados aguarde até os últimos momentos para tomar uma decisão. O prazo para mudança se encerra na primeira semana de abril.

No meio do troca-troca, 34 deputados fizeram a migração mais de uma vez. O campeão é o deputado Adalberto Cavalcanti (PE), que fez quatro mudanças em menos de dois anos.

Cavalcanti foi do PTB para o PMB, mudou para o PTdoB, retornou ao PTB e depois foi novamente para o PTdoB, hoje chamado de Avante. Veja mais abaixo a lista dos deputados que mudaram de partido mais de uma vez neste mandato.

Regras

A legislação eleitoral estabelece que os parlamentares só podem mudar de legenda nas seguintes situações:

– Incorporação ou fusão do partido;

– Criação de novo partido;

– Desvio no programa partidário;

– Grave discriminação pessoal.

Mudanças de partido sem essas justificativas podem levar à perda do mandato.

Mas, desde 2015, está em vigor a possibilidade de janela partidária, que acontece nos 30 dias que antecedem o último dia de prazo para a filiação partidária (seis meses antes da eleição).

Fora da janela

A última abertura da janela partidária foi em 2016, quando cerca de 90 deputados decidiram mudar de legenda.

Desse modo, apesar do risco da perda de mandato por infidelidade partidária, muitos deputados migram de partido fora do período da janela. Desde 2015, foram ao menos 40 trocas desse tipo.

Para evitar as punições, os parlamentares normalmente fazem acordos com seus partidos de origem. Uma prática comum é a elaboração de uma carta, na qual fique claro que a saída do deputado se enquadra em uma das exceções da lei, o que autoriza a troca.

Veja quais deputados trocaram de partido mais de uma vez:

Quatro trocas:

Adalberto Cavalcanti (PE): PTB > PMB > PTdoB > PTB > PTdoB

Três trocas:

Cícero Almeida: PRTB > PSD > PMDB > Pode

Franklin: PTdoB > PMB > PTdoB > PP

Macedo: PSL > PMB > PSL > PP

Valtenir Pereira: Pros > PMB > PMDB > PSB

Duas trocas:

Abel Mesquita Jr.: PDT > PMB > DEM

Alessandro Molon: PT > Rede > PSB

Alexandre Valle: PRP > PMB > PR

Aliel Machado: PCdoB > Rede > PSB

Assis do Couto: PT > PMB > PDT

Aluisio Mendes: PSDC > PMB > PTN

Brunny: PTC > PMB > PR

Carlos Henrique Gaguim: PMDB > PMB > PTN

Dâmina Pereira: PMN > PMB > PSL

Danilo Forte: PMDB > PSB > DEM

Domingos Neto: Pros > PMB > PSD

Dr. Sinval Malheiros: PV > PMB > PTN

Eliziane Gama: PPS > Rede > PPS

Ezequiel Teixeira: SD > PMB > PTN

Fábio Ramalho: PV > PMB PMDB

George Hilton: PRB > Pros > PSB

Hiran Gonçalves: PMN > PMB > PP

Juscelino Filho: PRP > PMB > DEM

Luiz Carlos Ramos: PSDC > PMB > PTN

Marcelo Álvaro Antônio: PRP > PMB > PR

Major Olímpio: PDT > PMB > SD

Odorico Monteiro: PT > Pros > PSB

Pastor Luciano Braga: DEM > PMB > PRB

Ricardo Teobaldo: PTB > PMB > PTN

Sergio Zveiter: PSD > PMDB > Pode

Toninho Wandscheer: PT > PMB > Pros

Vaidon Oliveira: PSDC > DEM > Pros

Victor Mendes: PV > PMB > PSD

Weliton Prado: PT > PMB > Pros

O senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), em discurso no Senado em 2015 (Foto:  Moreira Mariz/Agência Senado)

Coluna Expressa/Época

 O delegado federal Antônio José Silva Carvalho, encarregado de inquérito que apura o pagamento de propina ao senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), afirma que há indícios de que concessionárias de veículos foram "utilizadas para camuflar o dinheiro espúrio recebido" pelo parlamentar. Segundo a PF, as empresas pertencem a um servidor da Assembleia Legislativa de Pernambuco ligado ao parlamentar.

A manifestação do delegado foi enviada ao ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), com pedido de prorrogação do inquérito aberto para investigar as suspeitas de que Bezerra Coelho tenha recebido da Odebrecht dinheiro desviado de obras do Canal do Sertão, em Alagoas. O senador foi ministro da Integração Nacional do governo Dilma Rousseff. Mello concedeu mais 60 dias para a polícia.

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A cadeira de presidente da Câmara dos Deputados é o maior ativo de Rodrigo Maia (DEM-RJ) no seu projeto como pré-candidato ao Palácio do Planalto. O poder dela vai além de comandar as pautas importantes para o País. Para conseguir ocupá-la em 2019, líderes partidários topam apoiar o deputado fluminense à Presidência e, assim, garantir que seu atual posto esteja vago para ser disputado por partidos como MDB, PP ou até do Centrão. As alianças, se consolidadas, podem dar vultoso tempo de televisão a Maia na campanha, o que aumentaria sua projeção.

O PP almeja eleger mais de 50 deputados este ano, o que desobrigaria o partido a ter que formar blocos com outras siglas e garantiria poder de barganha nas negociações para ocupar espaços na Câmara. O partido avalia que ficará atrás apenas do MDB.

Hoje, o PP forma um bloco com Pode, PSC, Avante e PEN, que reúne 80 deputados. O Progressista tem 45 deputados.

É na cadeira de presidente da Câmara que Rodrigo Maia pretende ficar durante toda a campanha eleitoral. Ele avisou que não vai se licenciar em momento algum para disputar o Planalto.

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Sem responder a perguntas de jornalistas, o presidente Michel Temer deixou na tarde deste domingo (11) o Congresso Nacional do Chile, em Valparaíso, e afirmou que teve duas conversas com colegas sul-americanos após a posse de Sebastian Piñera. Temer não quis responder se desistiu de divulgar os extratos bancários por conta da quebra de sigilo determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso.

Segundo Temer, ele e o presidente Argentino, Mauricio Macri, falaram dos acordos para que o Mercosul consiga concluir uma aliança com a União Europeia.

 “Aproveitamos para fazer uma reunião eu e Macri sobre questão da aliança Mercosul-União Europeia, que vai bastante avançada", disse. "Temos alguns pequenos pontos para ainda resolver, mas os chanceleres da União Europeia e do Mercosul vão se reunir muito proximamente e eu acho que depois de 19 anos nós talvez fechemos em definitivo o acordo Mercosul-União Europeia", completou, sem responder quando deve acontecer a reunião dos chanceleres.

Negociado desde 1999, o entendimento esteve perto de uma conclusão em 2004. Mas o Mercosul considerou na época que a oferta dos europeus era insuficiente. O processo ficou congelado por anos e, em 2016, voltou a ser negociado. O objetivo do governo de Michel Temer era anunciar o tratado em dezembro do ano passado. Mas, com uma oferta de abertura dos europeus uma vez mais insuficiente, o processo foi bloqueado.

Temer disse ainda que conversou com o presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, para que façam em breve uma aliança do Mercosul com o Pacífico.

Saindo do Congresso, Temer foi até Cerro Castillo onde está sendo oferecido um almoço para as autoridades apenas para mais um cumprimento. Ele já deixou o local e retorna para Brasília.

Chile

Temer também comentou o fato de vir prestigiar a posse de Piñera e destacou que ambos têm "a mesma visão de mundo". "Vim cumprimentar o presidente eleito Sebastian Piñera, tendo em vista o fato de que nós temos uma relação comercial fortíssima, são mais de US$ 8 bilhões na nossa relação comercial, que aumentou, alias, em 2015, 2016 e 2017", disse. "E em segundo lugar temos mais ou menos a mesma visão de mundo", completou.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o Brasil é o principal destino dos investimentos chilenos no mundo, com estoque de US$ 31 bilhões, e seu primeiro parceiro comercial na América do Sul. O Chile, por sua vez, é o segundo parceiro comercial do Brasil na região, com intercâmbio comercial da ordem de US$ 8,5 bilhões, em 2017. Os dois países assinaram, em 2015, Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos e, atualmente, negociam acordos de compras governamentais e de serviços financeiros.

A Polícia Civil do Ceará (PCCE) prendeu, na madrugada deste domingo (11), um suspeito de envolvimento nos ataques que mataram sete pessoas e deixaram outras oito feridas no bairro de Benfica, em Fortaleza. Os homicídios ocorreram em três pontos diferentes: na Praça da Gentilândia, na Vila Demétrio e na Rua Joaquim Magalhães. Após investigações, o suspeito foi encontrado em um apartamento no bairro Meireles, na capital cearense. Ele tentou fugir, mas foi preso pelos policiais.

Segundo a secretaria de Segurança do Ceará, após investigações, as equipes da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD) e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) chegou à localização do veículo Fiat Punto, que havia sido captado em imagens de câmeras localizadas próxima à sede da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF). O carro estava na garagem de um prédio no bairro Meireles.

Os policiais realizaram uma busca no apartamento ao qual a garagem é vinculada e encontraram dois revólveres calibre 38, uma pistola .40, munições e carregadores. Segundo a polícia, o suspeito que estava no imóvel tentou fugir, mas foi contido pelos policiais.

Ele já responde pelos crimes de roubo e receptação. O suspeito foi conduzido à DHPP, onde foi autuado por homicídio, posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, resistência, receptação e na Lei das Organizações Criminosas. Dentro do automóvel, foram encontrados cartuchos de bala. O material recolhido foi encaminhado para a Perícia Forense do Ceará (Pefoce), onde será comparado com o que já havia sido coletado nos locais dos crimes. A DHPP segue com as investigações.

Por volta das 23h30m de sexta, homens passaram de carro atirando na Praça da Gentilândia e deixaram três mortos (José Gilmar, Antônio Igor e Joaquim Vieira). Duas vítimas (Gilmar e Igor), segundo o secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, André Costa, vendiam drogas no local.

Minutos depois, a cerca de dez quarteirões do local do primeiro ataque, um outro bando atirou contra um grupo que estava próximo à sede da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF), deixando três mortos (Carlos Victor, Emilson Bandeira e Adenilton da Silva). Na fuga, os criminosos atiraram contra dois homens que estavam de moto e usavam camisas da TUF — um deles morreu (Pedro Braga) e o outro está no hospital.

POLÍCIA INVESTIGA TORCIDA ORGANIZADA

A polícia investiga se o ataque nas proximidades da sede da torcida organizada tem relação com uma briga entre torcedores do Fortaleza e do Ceará que aconteceu no último domingo. Duas pessoas ficaram feridas na ocasião.

A Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF) negou que o ataque tenha sido causado por rivalidade entre as torcidas de times cearenses. Em nota, a TUF também lamentou as mortes dos torcedores do Fortaleza.

Funcionários dos Correios entrarão em greve por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira. Segundo a Fentect, federação que reúne a maioria dos sindicatos da categoria, todas as entidades aderiram à paralisação. Entre outras reivindicações, os trabalhadores protestam contra mudanças no plano de saúde da empresa que preveem o pagamento de mensalidades e a exclusão de dependentes. O início da greve foi marcado para coincidir com o julgamento do Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre o assunto, marcado para esta segunda.

Ainda não há informações sobre eventuais exigências de percentual mínimo de operação a ser mantido. Na última paralisação do tipo, no ano passado, a Justiça determinou que a estatal mantivesse 80% do seu pessoal efetivo trabalhando. Os Correios têm cerca de 106 mil funcionários em todo o país.

Além das alterações no plano de saúde, a categoria reivindica melhores condições de trabalho. De acordo com a Fentect, os servidores da estatal recebem, em média, R$ 1.600 por mês, que seria o menor salário entre as empresas públicas e estatais. A federação também critica a extinção do cargo de Operador de Triagem e Transbordo (OTT), que considera importante para o fluxo postal interno. Segundo a entidade, a medida foi tomada para facilitar a terceirização na empresa. “Para piorar a situação, a empresa também anunciou o fechamento de mais de 2500 agências próprias, por todo o Brasil”, destaca a nota da Fentect.

CORREIOS: MOVIMENTO VAI AGRAVAR SITUAÇÃO DA EMPRESA

Em nota, os Correios afirmaram que a paralisação é um direito dos trabalhadores, mas disse que o movimento vai agravar a situação da empresa. A estatal afirmou ainda que as mudanças no plano de saúde, principal pauta das reivindicações, foram discutidas com os representantes dos empregados.

Leia a íntegra da nota da empresa:

 “A greve é um direito do trabalhador. No entanto, um movimento dessa natureza, neste momento, serve apenas para agravar ainda mais a situação delicada pela qual passam os Correios e afeta não apenas a empresa, mas também os próprios empregados.

Esclarecemos à sociedade que o plano de saúde, principal pauta da paralisação anunciada para a próxima segunda-feira (12) pelos trabalhadores, foi discutido exaustivamente com as representações dos trabalhadores, tanto no âmbito administrativo quanto em mediação pelo Tribunal Superior do Trabalho.

Após diversas tentativas de acordo sem sucesso, a forma de custeio do plano de saúde dos Correios segue, agora, para julgamento pelo TST. A empresa aguarda uma decisão conclusiva por parte daquele tribunal para tomar as medidas necessárias, mas ressalta que já não consegue sustentar as condições do plano, concedidas no auge do monopólio, quando os Correios tinham capacidade financeira para arcar com esses custos”.

Com o objetivo de ouvir a sociedade e prestar conta dos serviços ofertados e dos recursos públicos aplicados, a Prefeitura de Afogados da Ingazeira realizou nesta quinta-feira (08), mais uma Audiência Pública, na Câmara de Vereadores.

A Audiência contou com as presenças do presidente da Câmara, vereador Igor Mariano, dos vereadores Raimundo Lima, Luiz Besourão, Cícero Miguel, Daniel Valadares e Reinaldo Lima, além de profissionais e gestores da saúde, secretários e gestores de diversas secretarias municipais, além do público em geral. 

O secretário de Saúde, Artur Amorim, destacou a ampliação da rede de atenção básica no município, que conta agora com 12 unidades básicas de saúde, sendo cinco delas na zona rural, e mais 22 pontos de apoio na zona rural, o que garante a Afogados da Ingazeira a marca de 100% de cobertura da atenção básica. Na prática isso quer dizer que todo cidadão ou cidadã Afogadense tem uma unidade de referência, porta de entrada no Sistema Único de Saúde (SUS). 

CAP’s 24 horas, redução na mortalidade infantil, implantação de uma nova e moderna farmácia básica, ampliação no número de exames e consultadas ofertados e a informatização de todas as unidades de saúde, foram alguns dos inúmeros pontos apresentados durante a audiência. O secretário também apresentou, de forma transparente, todos as receitas e despesas da Secretaria de Saúde no último quadrimestre.  

“É sempre muito gratificante prestar contas do que estamos fazendo, poder ouvir a população, os profissionais de saúde, os vereadores, pois eles nos ajudam a corrigir os rumos e acertar mais na hora de executar a política pública”, destacou o secretário de Saúde, Artur Amorim. 

Presente na audiência, o vice-prefeito Alessandro Palmeira destacou que realizar esse processo permanente de diálogo com a sociedade e as instituições tem sido uma das diretrizes da gestão do prefeito José Patriota. “É importante poder vir aqui hoje, mostrar os avanços que conquistamos e reconhecer que, se ainda há coisas por fazer, não podemos deixar de destacar os inúmeros acertos de nossa gestão na área da saúde,” destacou Alessandro.

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Segundo o site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) uma das funções atribuídas ao cargo de vereador é a apresentação e votação de projetos que contribuam para a vida em comunidade. O princípio, contudo, parece não ter sido observado pelo vereador Birino de São João (PSDB). Pertencendo à Câmara Municipal de Toritama, o parlamentar apresentou um requerimento pedindo à Prefeitura da cidade que compre 41 mil raquetes elétricas. A justificativa? Controlar o excesso de mosquitos na região e o descaso, por parte do prefeito Edilson Tavares (MDB), com os focos do inseto. “Ele (o prefeito) fez uma aquisição de um carro fumacê, mas só está desfilando na rua. Até agora ele não foi matar a muriçoca no foco”, afirmou Birino.

Os dados do último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado em 2010, contabilizam uma população de 35.554 habitantes no município do Agreste. 

Com os cálculos da compra das raquetes, levando em consideração um custo médio de R$ 13 por unidade. O desembolso da Prefeitura municipal seria de R$ 553 mil.

Questionado a eficaz da medida, Birino amenizou o tom e reconheceu a impossibilidade do requerimento. O vereador disse, então, que o documento apresentado formalmente na Câmara de Toritama foi um “ato de protesto” contra a prefeitura. “Estou com medo do que aconteceu no passado, de uma nova onda de dengue e chicungunha. Por isso, resolvi fazer essa indicação. Condições o município não tem, mas fiz em forma de protesto”, disse.

A Prefeitura de Toritama afirmou em nota, ter sido surpreendida com a divulgação da notícia e que, até o presente momento, não recebeu o requerimento do vereador. 

“A municipalidade resiste em acreditar que expediente impróprio, inoportuno e nada condizente com a seriedade que impõe o exercício das prerrogativas da vereança, teria sido expedido pelo edil Severino Antônio da Silva. Repudiamos práticas avessas à seriedade que a Política impõe nesse momento de desafios para a reconstrução de Toritama”, diz a nota da Prefeitura. 

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Recife será a primeira capital do Brasil a completar 500 anos. Para que a cidade chegue ao marco de forma mais estruturada, está sendo elaborado o Plano Recife 500 Anos. O objetivo é conduzir o desenvolvimento da cidade até o ano de 2037.

“Não havia um planejamento a longo prazo para a cidade, o último foi em 1943, quando o urbanista Ulhôa Cintra propôs um sistema baseado em perimetrais e radiais”, destacou Francisco Cunha, membro do Conselho Consultivo. Composto por 60 representantes da sociedade, a missão do conselho é acompanhar, fiscalizar e propor melhorias nos produtos gerados pela equipe técnica da Agência Recife para Inovação e Estratégia (Aries), à frente da elaboração do plano de futuro.

Em conjunto, os trabalhos técnicos e os resultados dos debates deram suporte à Aries para construir a primeira versão da estratégia: Reunir, Reviver e Reinventar o Recife. “É uma convergência das formas de querer dos recifenses. A população quer ser ouvida, mas o debate precisa vir seguido de ações”, destaca o coordenador do projeto, Guilherme Cavalcanti.

Para o secretário de Planejamento Urbano do município, Antônio Alexandre, o plano traz duas vertentes principais: a transformação da cidade e a capacidade de planejamento da gestão pública. “Para construir um horizonte estruturador não pode haver a prática da descontinuidade. Essa ferramenta estabelece diretrizes estratégicas e nos dá a oportunidade de repensar a cidade”, disse.

A versão preliminar dessa estratégia será lançada no dia do aniversário da cidade, na segunda-feira (12). Além do caderno, será lançado o site www.recife500anos.org.br. O evento será no Porto Digital, na Rua do Apolo, 235, Bairro do Recife, às 8h30 e é aberto ao público. Os próximos passos serão novos ciclos de participação e reflexão do conteúdo produzido e a consolidação do plano.

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Blog da Folha

Em um clima de insegurança jurídica, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) proferiu nova decisão, nesta quinta-feira (08), retirando a suspensão do segundo pedido de dissolução do MDB-PE. A liminar – expedida pelo juiz Otoniel Ferreira dos Santos, 26ª Vara Cível da Capital – suspendia o processo desde a última segunda-feira (5), mas hoje o juiz Ailton Alfredo de Souza, da 27ª Vara Cível (substituindo automaticamente a 26ª), entendeu que esse pedido era uma questão interna corporis, indicando à instância competente, a Executiva nacional, que prossiga com a questão.

Na última decisão, do magistrado Otoniel Ferreira, havia um entendimento de que os dois pedidos de dissolução, contestados judicialmente, tinham conexão, porque versavam sobre o desempenho eleitoral do MDB-PE. Entretanto, na sua reconsideração, o juiz Ailton Alfredo alega que a questão da competência para dissolver já foi superada e a acusação de “desempenho eleitoral insatisfatório” dá ao MDB-PE possibilidade de defesa na instância partidária apropriada, logo não há porque paralisar o processo.

De pronto, a assessoria do vice-governador e presidente do MDB-PE, Raul Henry, a quem a decisão é desfavorável, comunicou que haverá recurso. O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), que leva vantagem nesse novo capítulo na novela pelo controle partidário, também não se pronunciou. Nos bastidores, todavia, há uma expectativa de que, com o recurso de Raul, haja mais uma decisão liminar que prestigie o MDB-PE em detrimento de Fernando.

Hospital Mestre Vitalino

Psicólogos aprovados em concurso da Secretaria Estadual de Saúde denunciam a demora na convocação e alertam para o fato de que a assistência vem sendo prestada por número insuficiente de profissionais em diversos hospitais de Pernambuco.

“No que se refere à gerência para a qual obtivemos aprovação e que atende à população de 32 municípios, ou seja, um montante de aproximadamente 1,3 milhão de pessoas, foram ofertadas apenas quatro vagas, mas a Secretaria vem se omitindo de convocar até mesmo os quatro primeiros colocados”, diz a psicóloga Renata Braga, que é uma das aprovadas e representa o grupo de psicólogos da IV Gerência Regional de Saúde (GERES), que congrega Caruaru e outros municípios do Agreste. O concurso foi homologado em 30 de dezembro de 2014 e em 2016 teve sua validade prorrogada até dezembro de 2018.

Segundo Renata, para a categoria de analista em Saúde (Psicólogo Plantonista) o governo havia anunciado 53 vagas, distribuídas em 12 GERES em todo o estado de Pernambuco. Porém, até o momento apenas 19 candidatos foram convocados. “Na região para a qual fui aprovada, há diversas unidades de saúde. São três unidades hospitalares, que são o Hospital Jesus Nazareno, o Hospital Mestre Vitalino e o Hospital Regional do Agreste Dr. Waldemiro Ferreira; uma Unidade de Pronto Atendimento, que é a UPA Doutor Horácio Florêncio (Caruaru); duas Unidades Pernambucanas de Atenção Especializada, que são a UPAE Ministro Fernando Lyra e a UPAE Padre Assis Neves; e um hemocentro regional do Hemope, em Caruaru. O governo precisa seguir a legislação referente ao cargo, e o psicólogo deve trabalhar em sistema de plantão com regime de 12 horas de trabalho por 60 horas de descanso. Ou seja, em resumo, para prestar adequadamente o serviço em apenas um destes hospitais ao longo da semana, seriam necessários pelo menos seis psicólogos. Há vagas e há absoluta necessidade de pessoas habilitadas para o exercício dessa função”, critica.

A representante da categoria denuncia que, apesar dos aprovados terem pedido um posicionamento da Secretaria de Saúde por diversas vezes e através de meios variados (presencialmente, por telefone e via e-mail), não houve nenhum pronunciamento oficial sobre o assunto. “Eles não fornecem sequer informações sobre o número de exonerações ocorridas nesse período, bem como da expectativa de aposentadorias ou de profissionais compondo o quadro com vínculo precário”, diz Renata, que teme que o governo adie as convocações até muito próximo do final de prazo de validade do concurso ou, pior, após isso acontecer.

“Não é razoável não ter sido realizada qualquer convocação para o cargo de psicólogo durante mais de três anos, mantendo-se a defasagem de pessoal”, denuncia. Ela afirma ainda que outras categorias, como Serviço Social, Enfermagem e Fisioterapia, que já realizaram convocações que ultrapassam as vagas previstas no edital do concurso. “Estão favorecendo algumas categorias em detrimento de outras, sem explicar o motivo dessa omissão”.

Questionada a respeito, a Secretaria de Saúde respondeu, por meio de nota, que o governo de Pernambuco “tem se empenhado para reforçar as escalas da unidades da rede estadual com profissionais concursados”. “Desde 2015, já foram chamados 5,9 mil aprovados. no maior chamamento da saúde pública pernambucana. Do total dos concursados, 843 foram de médicos, 1.587 de outros profissionais de nível superior e 3.473 de técnicos de enfermagem e outras carreiras de nível médio. Em relação aos psicólogos, foram convocados para o Estado 27, de um total de 53 vagas. É importante ressaltar que o concurso tem vigência até o final de 2018 e que todos os aprovados serão chamados para os seus respectivos cargos”, diz a nota, ressaltando ainda que “possui psicólogos em todas as suas unidades de saúde da IV Geres”.