Dia 22 de março é celebrado o Dia Mundial da Água. A data foi criada pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas com o objetivo de alertar a população sobre assuntos relacionados a problemas de abastecimento de água potável, aumentar a consciência pública sobre a importância da conservação, preservação e proteção da água, entre outros. Mas é preciso ter atenção, pois a água precisa de cuidados em determinadas situações.    

Você sabia que o ideal é que bebamos água alcalina? E no hospital, uma água para hemodiálise, por exemplo, precisa passar por processos físico-químicos e bacteriológicos para garantir sua pureza? Esses e outros tópicos foram esclarecidos pelo supervisor de qualidade da Wasser, Divaldo Lopes. A empresa, de fornecimento e gestão inteligente da água, oferece diversos serviços que auxiliam nos cuidados primordiais para a utilização correta e até ajuda o cliente a economizar água. Divaldo explica as curiosidades. 

Como economizar água

“No dia a dia, tem aquelas dicas básicas, que todos sabemos: desligar a água do chuveiro enquanto passa o sabonete, desligar a torneira enquanto escova os dentes, atenção quando lavar o carro, etc. Porém, a maior preocupação é no banheiro. Cerca de 60% do consumo de uma residência está neste ambiente da casa. Temos produtos no mercado que ajudam nessa redução, como a Wasser Sustentável, que são válvulas redutoras trazidas da Europa. O produto serve para diminuir o consumo de chuveiros e torneiras em até 70% (por ponto instalado), sem reduzir o conforto no uso de água e gerando economia”. 

Água que bebemos

“Beber água alcalina é essencial para um bom equilíbrio da acidez do sangue. É recomendado o consumo com um pH superior a 7,0, pois desta forma irá neutralizar os efeitos do consumo de alimentos ácidos, contribuindo assim para a redução dos sintomas de refluxo gastresofágico”. 

Água para hemodiálise

“Se a água não for bem tratada, pode causar diversos efeitos adversos, com contaminantes tóxicos, químicos e bacteriológicos. É preciso um rígido processo de tratamento e controle de nossas análises em nossas fontes, fazemos isto com uma frequência superior à exigida por lei. Temos como finalidade para o nosso produto a segurança da garantia da manutenção do padrão de qualidade exigido pelo cliente".

Como eliminar agrotóxicos dos alimentos

“A água alcalina de pH 12 é apropriada para retirar pesticidas de frutas, verduras e legumes. A água alcalina consegue quebrar a cadeia dos pesticidas devido ao seu pH e ORH elevados, pois essas substâncias são feitas propositalmente com uma base oleosa para não saírem dos alimentos quando chove”. 

Água para indústrias

“No segmento industrial, nos adequamos aos mais altos padrões de qualidade requisitados pela indústria e garantimos a manutenção do padrão sem a interrupção no fornecimento. Para além desses fatores, aplicamos ainda tecnologia na gestão da água, seja para controle de consumo, controle do nível dos reservatórios e manutenção de qualquer padrão físico-químico. Tudo isso de um serviço remoto e online, acessível pelo smarthphone – por aplicativo –, tablet ou computador”.

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O final de semana será dedicado à literatura em Triunfo, Sertão do Pajeú, com atividades gratuitas realizadas pelo Sesc. Neste sábado (17), às 19h, acontece o projeto Referências Literárias, na Fábrica de Criação Popular. No domingo (18), a programação leva para a estação do teleférico, a partir das 16h, o projeto Base da Poesia.  

O projeto Referências Literárias é um encontro onde convidados ligados à literatura, falam sobre suas fontes de inspiração, memórias afetivas e referências literárias. Nesta edição participam as educadoras Elaine Cândido e Erenice Barbosa. Durante o encontro elas irão conversar com o público presente, destacando a importância da leitura e compartilhando o interesse que têm em comum: a literatura infanto-juvenil. 

No domingo, será realizada uma pausa para a leitura a partir da obra poética Flores do Pajeú, na base do teleférico. O livro conta com a participação de diversas poetisas do Alto Sertão do Pajeú. No local serão disponibilizados livros para leitura.

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O movimento RenovaBR, que se define como, um instituto para formação de novas lideranças políticas, informou por nota que aprovou novos nomes para integrar a sua segunda turma de capacitação.

Segundo o movimento, são 15 novos membros selecionados, por meio de processo seletivo, nos seguintes estados brasileiros, Amazonas, Amapá, Distrito Federal, Espírito Santo, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Tocantins e São Paulo. Dos selecionados, são quatro mulheres.

A diretora executiva do RenovaBR, Izabella Mattar afirma que o movimento busca pessoas em todo o país. “Além de seguirem nossos princípios de ética, democracia e vontade de servir à sociedade, os novos integrantes do projeto cumpriram três requisitos: geografia, potencial e preparo”.

Muitos dos novos integrantes do RenovaBR participam do segundo módulo de aulas presenciais em São Paulo, que começaram na quarta-feira e terminam na sexta-feira (16).

Neste segundo ciclo de atividades, as lideranças têm contato com grandes especialistas em diversas áreas de atuação. Entre os experts, está o economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central do Brasil, a jornalista Olga Curado, especialista em comunicação que já trabalhou com alguns dos nomes mais conhecidos da política brasileira.

Além disso, os integrantes da primeira e segunda turma têm debates sobre segurança pública com a diretora-executiva do Instituto Igarapé, Ilona Szabó, e o diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima. Outro tema abordado será ética na política com o escritor e professor do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), Eduardo Giannetti da Fonseca.

Confira a lista dos novos talentos do RenovaBr

Claudomiro Carvalho Filho (Dodó) (Amazonas); Dra. Fabiana Mendes (Distrito Federal); Heni Ozi Cukier (São Paulo); João Suassuna (Pernambuco); Joelma Santos (Amapá); José Artur Bolinha (Paraíba); Júlio Pompeu (Espírito Santo); Kayo Amado (São Paulo); Lázaro Cruz (Tocantins); Major Diego Gomes Melo (Piauí); Marcos Junior Brambilla (Paraná); Paula Titan (Pará); Professor Pacco (Distrito Federal); Tenente Marcelo Moraes (Amapá); Valdemar Bernardo Jorge (Paraná); Marina Helou, Paulo Mathias e Rafael Louza completam a lista. Eles devem começar as aulas em abril.

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Agência Câmara

Estão abertas as inscrições para o Eleitor Mirim, iniciativa promovida pelo Plenarinho – site da Câmara dos Deputados destinado ao público infanto-juvenil. O projeto, que está na quinta edição, acontece sempre em ano eleitoral e é dirigido a alunos do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, de escolas públicas e privadas.

Como funciona?

Até o dia 27 de abril, os professores interessados na participação de seus alunos podem se inscrever no Eleitor Mirim, mandando para o Plenarinho uma redação com o tema “Por que eu quero que minha turma participe do programa Eleitor Mirim 2018?”. As redações devem ser enviadas para plenarinho@camara.leg.br.

As cinco melhores redações serão conhecidas no dia 4 de maio. Os professores selecionados deverão criar, com suas turmas, candidatos fictícios a cargos do Poder Legislativo, partidos e plataformas políticas. Os candidatos comporão uma urna virtual, igualzinha à de verdade e estudantes de todo o país podem votar.

Os professores escolhidos devem trabalhar com os alunos os temas como democracia, voto e representatividade; e as crianças e os adolescentes devem criar um personagem-candidato e a plataforma política que vão defender. A campanha vai ao ar em outubro, durante o tempo que durarem as eleições gerais no Brasil (de 7 a 28 de outubro).

Confira o regulamento do Eleitor Mirim.  

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Do Dpnet

O Náutico recebe o Afogados FC, neste domingo, às 16h, em uma Arena de Pernambuco que receberá o maior público do clube no ano. A torcida que não cogita a possibilidade de ver uma ruptura da lua de mel com o time, com uma eliminação precoce frente um clube intermediário. Afinal, além de ter se classificado em primeiro lugar na primeira fase do Estadual, o Náutico vem se mostrando competitivo sempre que foi testado sob pressão até aqui.

Além disso, se o Campeonato Pernambucano não traz uma boa cota de premiação, pagando R$ 1 milhão ao Náutico sem bônus extra em caso de título (ao contrário da Copa do Brasil, por exemplo, onde o time já acumula R$ 4,3 milhões de cota), por outro lado tem para os alvirrubros o peso do jejum. Afinal, voltar a conquistar um título após 14 anos é um dos passos da reconstrução a que o clube se propõe em 2018. E o Estadual é o caminho mais curto para isso.

Porém, até lá, é preciso superar ainda mais algumas decisões, com o Afogados sendo a primeira delas. Para isso, mesmo como time desgastado pela partida contra o Cuiabá – e a viagem até o Mato Grosso -, o técnico Roberto Fernandes nem pensa em poupar algum atleta, mandado a campo os melhores jogadores à disposição.
Sendo assim, a única dúvida é com relação à presença do zagueiro Breno Calixto, que deixou o jogo da última quarta-feira com um incômodo muscular, sendo dúvida para o confronto. Caso não reúna condições, Camacho está de sobreaviso.

FORMAÇÃO TÁTICA

Outra interrogação para a partida é com relação à formação da equipe. Isso porque, ao contrário dos dois últimos jogos, Roberto Fernandes deve abrir mão do esquema com três volantes. Com isso, o mais provável é pela saída de Josa para a entrada do meia Júnior Timbó ou mesmo de mais um atacante de velocidade.

Pela primeira fase do Campeonato Pernambucano, o Náutico venceu o Afogados por 2 a 1, também na Arena de Pernambuco. A partida marcou a estreia do atacante Ortigoza, que entrou no decorrer do segundo tempo, marcou um gol e deu assistência para outro. Na ocasião, Roberto Fernandes mandou a campo uma formação alternativa.

FICHA DO JOGO

NÁUTICO

Bruno; Thiago Ennes, Breno Calixto (Camacho), Camutanga e Kevyn; Negretti, Wendel, Júnior Timbó (Medina) e Wallace Pernambucano; Robinho e Ortigoza. Técnico: Roberto Fernandes.

AFOGADOS

Evandrízio; Walter, Algodão, Oséas e Thalison; Madson, Douglas Bomba e Tarcísio; Rosivaldo, Roger e Etinho. Técnico: Pedro Manta.

Estádio: Arena de Pernambuco. Horário: 16h. Árbitro: Gilberto Castro Junior. Assistentes: Ricardo Chianca e Gilberto Freire. Ingressos: Setor Leste Superior: R$ 10; Setor Leste inferior: R$ 40, R$ 20 (estudantes e idosos) e R$ 15 (sócios); Setor Oeste: R$ 50, R$ 25 (estudantes e idosos) e R$ 20 (sócios).

Segundo as regras gerais do Fies, o valor mínimo a ser financiado é de R$ 50 por mês / Foto: ABr

O Ministério da Educação (MEC) adiou para a próxima sexta-feira (23) o prazo para divulgação da lista de pré-selecionados na modalidade P-Fies, do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Inicialmente, a divulgação ocorreria nesta sexta-feira (16).

Serão oferecidas 75 mil vagas, nos primeiros seis meses de 2018, aos candidatos com renda mensal de até cinco salários mínimos por pessoa da família. Nesta versão, o agente financeiro do empréstimo será um banco privado.

O P-Fies Se destinada à concessão de financiamento a estudantes em cursos superiores não gratuitos, com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo MEC. As condições para concessão do financiamento ao estudante serão definidas entre o agente financeiro operador do crédito (banco), a instituição de ensino superior e o estudante.

Valor mínimo a ser financiado

Segundo as regras gerais do Fies, o valor mínimo a ser financiado é de R$ 50 por mês. O percentual de financiamento dos encargos educacionais será definido de acordo com o comprometimento da renda familiar mensal bruta per capita e do valor da mensalidade.

Amarelas/VEJA

Maria Thereza Pereira de Lyra reúne todos os atributos de uma pessoa nascida em berço de ouro. O pai, João Lyra, é usineiro e político. A mãe, Solange Ramiro da Costa, também era ligada ao agronegócio e de família influente – era sobrinha de Epitácio Pessoa, presidente da República entre 1919 e 1922. Dinheiro e prestígio andavam de mãos dadas na família desde sempre, mas nada que não pudesse melhorar. O sorriso largo e a beleza da morena encantou o empresário Pedro Collor de Mello, herdeiro de um conglomerado que incluía emissoras de TV, rádios e jornal no Nordeste. Casaram-se, tiveram dois filhos, Fernando e Victor. Anos mais tarde, seu marido delatou a VEJA o esquema de corrupção do irmão, Fernando Collor, então presidente da República, cujo desfecho foi o primeiro impeachment da América Latina, em 1992. Thereza virou musa nacional, apareceu em capas de revistas e estrelou campanhas publicitárias. Pedro morreu em dezembro de 1994. Com seu segundo casamento, com o construtor Gustavo Halbreich, que já dura quinze anos, Thereza deixou os holofotes e criou uma coleção fenomenal de arte étnica. Agora ela quer mais. Aos 55 anos, vai disputar pela primeira vez uma eleição para deputada federal. Sentada no chão de seu apartamento-museu, em São Paulo, ela deu a seguinte entrevista a VEJA:

Por que a senhora quer ser política?

Sou filiada ao PSDB e fui secretária de Turismo de Alagoas entre 1996 e 1997. Nunca disputei uma eleição. Agora, com o país mergulhado em uma crise ética e moral, quero deixar o meu legado. O Congresso precisa dar forças para o judiciário investigar os políticos corruptos.

Mas logo o Congresso?

Sei que o Congresso está podre, no entanto é necessário ter uma renovação de políticos, agora ilibados, para eles comandarem as comissões, entre elas a de Justiça. Hoje, o que se vê, é um monte de deputado querendo atrapalhar o trabalho dos juízes. Com o feminismo sendo a pauta da vez, nós temos a chance de fazer a diferença. Veja que o meu partido tem apenas cinco deputadas federais. As mulheres serão o melhor remédio contra essa onda de intolerância.

O Brasil teve uma mulher na presidência e a intolerância não diminuiu. 

A Dilma Rousseff não tinha o que esperamos de uma mulher: moderação e sensibilidade. Ela trabalhou de uma forma masculina, bateu de frente e não foi sutil.

A senhora chegou a receber convites de outros partidos?

Sim. Conversei algumas vezes com o Eduardo Jorge, do PV, mas não sei até que ponto eu teria espaço dentro do partido. O PSDB tem seus problemas, com políticos sendo investigados, mas acredito ainda nos ideais da turma das antigas, como Mario Covas e Franco Montoro. O Geraldo Alckmin ainda não sabe que irei disputar a eleição.

Não?

Eu precisava definir a minha vida. Cheguei a ter conversas com o Eduardo Jorge, do PV, mas desisti. O Pedro Tobias, presidente paulista do PSDB, fez a maior festa porque fiquei.

Há semelhanças entre o impeachment de seu ex-cunhado, Fernando Collor, e de Dilma Rousseff?

Sim. Eles foram causados pela corrupção e pela insatisfação popular, e só aconteceram porque as pessoas foram se manifestar nas ruas. Nenhum deles teve habilidade para fazer as costuras com o Congresso. Também há semelhanças dos personagens que cercam ambos. Eu fui avisada sobre o impeachment do Fernando Collor por Renan Calheiros. Ele me ligou, feliz, quando eu estava em Miami com o Pedro tentando colocar a nossa vida em ordem. O mesmo Renan participou da queda da Dilma. Ele talvez seja a pessoa mais habilidosa no país. Está sempre no poder.

Como avalia o anúncio da pré-candidatura à presidência de Collor?

A idade nos coloca em uma altura de onde podemos vislumbrar um horizonte mais largo. Veja que ele chegou a ser investigado pela Lava-Jato, alguns de seus carros foram recolhidos da garagem, e dessa vez não era um Fiat Elba, mas Ferrari e Porsche. Ele não aproveitou a sabedoria que a idade traz. Mas não quero um embate, cada um tem sua história. Há quatro anos, o Teotônio Vilela Filho me convidou para disputar uma vaga do Senado por Alagoas. Eu iria concorrer diretamente com o Fernando. Não topei. As questões do estado ficariam em segundo plano.

A senhora brigou com o seu filho Fernando porque ele declarou apoio à candidatura presidencial do tio?

Olha, o Nando é um homem e tem as suas escolhas. Eu respeito porque sou democrática, não me meto. O meu filho sabe a minha linha.

A senhora mantém relação com a família Collor?

Sou amiga e quero bem o Arnon Affonso e o Joaquim Pedro, filhos de Fernando Collor com a Lilibeth Monteiro de Carvalho. Com o Fernando, não tenho contato embora haja civilidade. Há seis meses o encontrei em um restaurante de Alagoas. Nos cumprimentamos, sem dar as mãos.

Em 2014, Rosane Malta, ex-mulher de Collor, escreveu em uma autobiografia dizendo que senhora teria paquerado o Collor. Essa informação procede?

A Rosane perdeu a oportunidade de ter sido uma grande primeira-dama. Nunca tive nada com ele. O Fernando era um homem carismático e naturalmente sedutor. Nunca teve nada pessoal. Quando ele se separou da Lilibeth em 1981, mudou de comportamento. Passou a sair mais e ganhou o apelido de prefeito-mosca de Alagoas, por nunca aparecer no gabinete pelas manhãs. Aos poucos, foi se afastando mais da família. Quando presidente, tentou criar um jornal para concorrer com a Gazeta de Alagoas, que era da família. O Pedro ficou possesso. O Fernando se sentia o Rei Sol, o Luís XIV do Brasil. A própria mãe, dona Leda, não conseguia falar com o filho por telefone. Ela precisava ir encontrá-lo em Brasília, com hora agendada, às 7 da manhã. Isso não é horário que se marque com uma senhora.

Dona Leda faleceu em fevereiro de 1995, dois meses após a morte de Pedro. Mãe e filho estavam brigados?

Ela foi obrigada pelo Fernando a dizer que o Pedro era louco e a tirá-lo da presidência das Organizações Arnon de Mello (eram donas de uma emissora de TV, quatro rádios e um jornal). Nós não tínhamos um carro em nosso nome, estavam registrados em nome da empresa. Então eu me vi sem automóvel para me locomover. Também suspenderam a assinatura do jornal da família. A dona Leda ficou muito brava com o Pedro porque ele fez as denúncias, ela prezava pela dignidade da família. Ela chegou a se lamentar no hospital: “No fim da vida, tenho um filho ladrão e outro delator.” Eu fui ao enterro dela. O Fernando não apareceu. Eu sinto muitas saudades da dona Leda.

Sua ex-sogra chegou a mudar o testamento em detrimento de Pedro depois da denúncia?

O Pedro cuidava dos negócios da família, tem o mérito de ter feito as empresas crescerem. A mãe reconhecia todo esse trabalho. No final, houve essa mudança obscura na documentação. Ela ficou perdida com as denúncias e, com a influência do Fernando, refez o testamento. Até hoje, meus filhos ainda não receberam a parte deles nas Organizações Arnon de Mello, pois o Fernando cria entraves na Justiça. Teoricamente, também temos um apartamento no Parque Guinle, no Rio, que até hoje não passou para o nome dos meninos. Além disso, o Dr. Arnon, marido da Leda, tinha dado um apartamento pequeno ao Pedro, ainda em vida, no Leblon, mas teve esse pepino…

Qual pepino?

Um mês depois de ficar viúva, um oficial de Justiça veio bater em minha porta com um pedido para exumar o corpo do Pedro. Eu nem sabia o que era isso. Apareceu um rapaz de Brasília, de 30 anos, dizendo ser filho dele. Mas não havia nenhuma prova: foto, carta, bilhete… Nada. Procurei meu pai, que não quis me ajudar, então recorri a um advogado. Sem nenhum indício da acusação ser verdade e alegando direito à privacidade, não permiti exumação nem que recolhessem o DNA dos meus filhos. Nós perdemos a causa e o apartamento do Leblon ficou com esse rapaz.

A senhora começou a trabalhar após a morte do Pedro?

Sim. Eu tinha dois filhos pequenos e tive de me virar. Fui secretária de Turismo de Alagoas e fiz alguns trabalhos publicitários. As pessoas me paravam na rua para pedir fotos e autógrafos. O SBT me convidou para ter um programa, não aceitei. Alguns cachês eu pedia em doação para obras sociais do Nordeste. Eu me recusei a fazer uma campanha para a Brastemp. O slogan da campanha era “roupa suja se lava em casa”.

A senhora ficou surpresa ao virar a musa do impeachment?

Meu filho, na política, ambiente masculino e com pessoas sem muita beleza… Daí aparece uma moça nova, que tratava todo mundo bem. As pessoas me acolheram. Em contrapartida, cada passo que eu dava era publicado e a minha vida amorosa virou assunto nacional. E a quantidade de namorado que me arranjavam? Não podia sair de casa.

A senhora chegou a namorar o Paulo Henrique Cardoso, em 1998, filho do então presidente FHC?

Sim, mas foi passageiro. Fiz uma campanha para a Havaianas no estúdio do Raul Doria, irmão do João Doria. O Paulo estava lá. Cheguei a conhecer o Fernando Henrique e dona Ruth. O FHC hoje é um grande amigo. Somos vizinhos de rua e nos encontramos com frequência. Ele ficou preocupado de me ver nesse jogo político, porém me incentivou. Mas veja as voltas que a vida dá. Anos atrás fui ao casamento do Sergio, filho da Lilibeth de outro relacionamento. Eu e meu marido nos sentamos à mesa com o Paulo Henrique.

O seu marido, Gustavo Halbreich, é muito discreto e a senhora se afastou da ribalta desde que se casaram, em 2001. O que fez nesse período?

Muita coisa. Eu estudo muito e sou a favor do multicultural. Enquanto minhas amigas iam à Disney, eu visitei Irã, Turquia, Egito e Grécia aos 14 anos idade. Eu costumo viajar duas vezes por ano para países como Indonésia, Turcomenistão, Índia, Papua Nova-Guiné e Mongólia. Para Síria e Iêmen, devido aos conflitos, não poderei voltar mais. Levo do Brasil minha comida separada em plásticos, com porções diárias de queijo, presunto cru, café e damasco. Na China, na fronteira com o Vietnã, escutei que se come rato. Vou preparada para não passar fome. Durmo em barracas e, em alguns casos, fico sem tomar banho. Não sou vaidosa. Jamais apliquei Botox no rosto, não frequento academia e faço a unha de vez em quando.

A sua casa parece uma galeria de arte com objetos do Oriente. Pretende criar um museu?

Sim, talvez em Alagoas. Tenho milhares de peças garimpadas em anos de pesquisa. Há colares de prata, brincos de dente de urso e adereços de marfim. Muitas vezes, compro direto das pessoas das tribos. Já esperei mais de seis horas para negociar um colar com um líder da Índia, que havia entrado na floresta para caçar.

Como a senhora vê a luta global pelo fim da comercialização do marfim?

Jamais compro itens novos, eles são de décadas atrás. Quando volto ao Brasil veio diretamente do Oriente, que permite a venda desses produtos. Na Europa, as peças seriam apreendidas.

A senhora tem tremores nas mãos. É alguma doença?

Há dez anos, fui diagnosticada com uma doença neurológica chamada tremor essencial. Ela causa espasmos involuntários nas mãos e nos braços. O chato é que algumas pessoas podem pensar que estou tensa. Não tem nada disso. Estar nervosa não aumenta os espasmos. Já o cansaço, sim. O lado bom é que nada em minha vida foi alterado, não deixo de fazer nada e me sinto sempre disposta. Em minhas viagens, eu mesmo fotografo pessoas e paisagens com uma câmera profissional.

Geraldo Alckmin (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Tucanos nordestinos aconselham o pré-candidato ao Planalto, o governador Geraldo Alckmin, a atacar, durante a campanha presidencial, as gestões do PT, mas poupar o ex-presidente Lula em seus discursos.

Isso porque Lula é bem avaliado no Nordeste e alvejá-lo poderia representar, para Alckmin, um tiro no pé. Os aliados de Alckmin tentam lembrá-lo da dificuldade enfrentada pelos tucanos para conseguir votos do eleitor nordestino.

Silveirinha, condenado pelo desvio de milhões de dólares para a Suíça no escândalo do propinoduto, vive recluso entre um condomínio à beira-mar e a rotina de taxista em um ponto na Barra da Tijuca (Foto: Daniel Marenco/Agência O Globo)

ÉPOCA

A empregada doméstica Lourdinha encontrou a casa vazia quando chegou ao serviço no início de uma manhã de fevereiro. Seu patrão, Rodrigo Silveirinha Correa, protagonista do “escândalo do propinoduto”, já havia saído para trabalhar. “Ele sai bem cedo e só volta à noite”, informou a empregada pelo interfone. Silveirinha mora no Condomínio Maramar, no Recreio, Zona Oeste do Rio de Janeiro, aos pés de uma montanha de pedra que separa a Praia da Macumba de Grumari. Vive com a mulher, Silvana Dionizio Silveirinha Correa, e os três filhos, que estão na casa dos 20 anos. Apesar dos 600 metros quadrados e da piscina cristalina que ocupa parte de um amplo jardim, os muros estão gastos e o portão carcomido, contrastando com as bem cuidadas mansões vizinhas. Dezesseis anos depois de ter sido pilhado com US$ 8,7 milhões em um banco na Suíça, amealhados com propinas, Silveirinha passou a dividir com Silvana mais do que o lar ou as acusações de corrupção. Atualmente, ambos compartilham a vida de taxista.

O carro número 42 da cooperativa Tele Táxi Barra pertence ao permissionário Hilário Correa Filho, pai de Silveirinha, mas é usado por Silvana. O carro número 4 fica com Silveirinha. Marido e mulher estão registrados na prefeitura como motoristas auxiliares. Silveirinha tem licença ativa para dirigir táxi desde 2012. O casal costuma parar pouco no ponto vinculado à cooperativa, na frente de um supermercado na altura do número 4.700 da Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca. Prefere apanhar clientes próprios ou de aplicativos. “Ele é autônomo, às vezes aparece, hoje cedo mesmo estava aqui”, contou um colega de ponto no último dia 6. “Às vezes sai para pegar passageiro e nem volta”.

Silveirinha foi condenado a 15 anos de prisão, além de uma multa de R$ 180 mil, por lavagem de dinheiro, ocultação de bens, evasão de divisas e outros crimes contra a ordem tributária (Foto: Marco Antônio Rezende/Folhapress)

Nos últimos meses, o casal conquistou a inimizade dos colegas de ponto, ao recusar corridas curtas e monopolizar clientes que antes eram de todos. Um taxista reclamou que Silvana recusou-se a levar um passageiro cadeirante porque a corrida era curta. Em janeiro, 27 motoristas do ponto se reuniram e decidiram expulsar Silvana da Associação dos Motoristas Tele Táxi Barra, que existe há mais de 20 anos. Uma carta assinada pelo advogado Gustavo Sá da Silva, contratado por Silveirinha, chegou ao ponto cobrando a reintegração de Silvana à associação, sob ameaça de processo.

Apontada pelo Ministério Público como cúmplice de Silveirinha no processo que investigou o caso do propinoduto na esfera federal, ela foi excluída da lista de réus. A Justiça não aceitou a denúncia. Quando o escândalo foi descoberto, Silvana trabalhava como consultora parlamentar no gabinete da Presidência da Assembleia, então comandada por Sérgio Cabral. Ganhava R$ 4 mil. Foi exonerada do cargo assim que o caso veio a público. “Foi uma coincidência”, esquivou-se Cabral à época. “Saiu errado.”

Psicóloga de formação, vive ao lado da família uma rotina de classe média. Um dos carros da família é um Chevrolet Spin 2014, amarelinho, movido a gás. O outro, um Gol preto 2017, no nome da mãe de Silveirinha, está com a traseira amassada. O condomínio impressiona por conta dos ilustres moradores, entre eles as atrizes Paloma Duarte e Nicette Bruno, o pastor Silas Malafaia e o cantor Belo. O preço da taxa mensal de condomínio está em pouco mais de R$ 1.000.

Vestindo camiseta larga e bermuda de lycra, sem maquiagem nem joias, Silvana aproveitou uma manhã de março para quitar contas na lotérica próxima, levar e buscar um dos filhos ao terminal de ônibus e fazer compras no Terreirão, onde mais de 800 lojas populares recebem até madames em busca de pechinchas. Silvana cuida da rotina da família. À Lourdinha, costuma deixar recados escritos com caneta esferográfica azul em guardanapos de papel: “Limpar sala, cozinha, passar roupa do Rodrigo”, dizia um deles. “Espaguete berinjela com abobrinha para o Ricardo”, pedia em outro. A última conta de Silvana no cartão de crédito, que vence todo dia 25, ficou em R$ 1.364,13. Seus filhos, graduados, complementam a renda levando turistas a shows em vans fretadas. Um deles, Rodrigo, quase ficou sem poder trabalhar porque perdeu a carteira de motorista no bloco Bicho Solto, no Humaitá, durante o Carnaval, mas depois a localizou com ajuda do Twitter. Para apoiar os filhos, em junho do ano passado Silvana abriu uma microempresa para operar serviços de fretamento turístico com capital social de R$ 500. As parcelas do carnê de impostos estão em dia.

Depois de protagonizar o propinoduto, a família tem pouco sossego. Em 2003, diante da repercussão do escândalo, os filhos entraram na Justiça para eliminar o patronímico “Silveirinha” de seus documentos de identidade. A Justiça negou o pedido.

Nos últimos meses, o casal conquistou a inimizade dos colegas de ponto, ao recusar corridas curtas e monopolizar clientes que antes eram de todos. Um taxista reclamou que Silvana recusou-se a levar um passageiro cadeirante porque a corrida era curta. Em janeiro, 27 motoristas do ponto se reuniram e decidiram expulsar Silvana da Associação dos Motoristas Tele Táxi Barra, que existe há mais de 20 anos. Uma carta assinada pelo advogado Gustavo Sá da Silva, contratado por Silveirinha, chegou ao ponto cobrando a reintegração de Silvana à associação, sob ameaça de processo.

Apontada pelo Ministério Público como cúmplice de Silveirinha no processo que investigou o caso do propinoduto na esfera federal, ela foi excluída da lista de réus. A Justiça não aceitou a denúncia. Quando o escândalo foi descoberto, Silvana trabalhava como consultora parlamentar no gabinete da Presidência da Assembleia, então comandada por Sérgio Cabral. Ganhava R$ 4 mil. Foi exonerada do cargo assim que o caso veio a público. “Foi uma coincidência”, esquivou-se Cabral à época. “Saiu errado.”

Psicóloga de formação, vive ao lado da família uma rotina de classe média. Um dos carros da família é um Chevrolet Spin 2014, amarelinho, movido a gás. O outro, um Gol preto 2017, no nome da mãe de Silveirinha, está com a traseira amassada. O condomínio impressiona por conta dos ilustres moradores, entre eles as atrizes Paloma Duarte e Nicette Bruno, o pastor Silas Malafaia e o cantor Belo. O preço da taxa mensal de condomínio está em pouco mais de R$ 1.000.

Vestindo camiseta larga e bermuda de lycra, sem maquiagem nem joias, Silvana aproveitou uma manhã de março para quitar contas na lotérica próxima, levar e buscar um dos filhos ao terminal de ônibus e fazer compras no Terreirão, onde mais de 800 lojas populares recebem até madames em busca de pechinchas. Silvana cuida da rotina da família. À Lourdinha, costuma deixar recados escritos com caneta esferográfica azul em guardanapos de papel: “Limpar sala, cozinha, passar roupa do Rodrigo”, dizia um deles. “Espaguete berinjela com abobrinha para o Ricardo”, pedia em outro. A última conta de Silvana no cartão de crédito, que vence todo dia 25, ficou em R$ 1.364,13. Seus filhos, graduados, complementam a renda levando turistas a shows em vans fretadas. Um deles, Rodrigo, quase ficou sem poder trabalhar porque perdeu a carteira de motorista no bloco Bicho Solto, no Humaitá, durante o Carnaval, mas depois a localizou com ajuda do Twitter. Para apoiar os filhos, em junho do ano passado Silvana abriu uma microempresa para operar serviços de fretamento turístico com capital social de R$ 500. As parcelas do carnê de impostos estão em dia.

Depois de protagonizar o propinoduto, a família tem pouco sossego. Em 2003, diante da repercussão do escândalo, os filhos entraram na Justiça para eliminar o patronímico “Silveirinha” de seus documentos de identidade. A Justiça negou o pedido.

O esquema de Silveirinha começou a ruir em outubro de 2002. Ex-subsecretário de Administração Tributária do governo Anthony Garotinho, fiscal de renda concursado e cotado para assumir a Fazenda na gestão da governadora eleita Rosinha Matheus, a carreira política de Silveirinha estava em ascensão. Naquele mês, seu nome apareceu pela última vez no jornal sem ser associado ao escândalo do propinoduto. Rosinha definia seu secretariado, e Silveirinha foi escolhido para comandar a Companhia de Desenvolvimento Industrial do estado (Codin). Paralelamente, na Europa, o Union Bancaire Privée (UBP), banco suíço baseado em Genebra, fazia os últimos acertos para adquirir o Discount Bank & Trust Company (DBTC), de Zurique. Entre as tratativas, um time de auditores foi contratado para passar um pente-fino nas operações do DBTC. Foi o início do fim para Silveirinha.

Os auditores descobriram US$ 33,4 milhões – o equivalente hoje a R$ 120 milhões – de origem mal comprovada em nome de quatro fiscais da Secretaria Estadual da Fazenda do Rio de Janeiro e cinco auditores da Receita Federal. O governo suíço posteriormente os chamou de “altos funcionários brasileiros”. As informações foram repassadas para o procurador-geral da Suíça, Brent Holtkamp, que em outubro daquele ano veio ao Brasil trazê-las ao então procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro. O dinheiro foi bloqueado. A Polícia Federal abriu inquérito. A Justiça Federal acatou a denúncia contra 24 pessoas.

Ex-assessor na campanha de Rosinha, o funcionário público Silveirinha, filho da literata Rosita Silveirinha Paneiro Correa e do servidor público Hilário Correa Filho, permaneceu na subsecretaria de 1999 a 2002, por todo o governo Garotinho. Em pouco mais de três anos, aproveitou a ingerência sobre a Inspetoria de Grandes Contribuintes da Secretaria da Fazenda para trocar propinas por isenções fiscais, créditos tributários indevidos e vista grossa para incongruências tributárias. A conta 182.269 em Zurique foi pouco a pouco sendo recheada por 59 depósitos que totalizaram quase US$ 9 milhões – R$ 40 milhões em valores atualizados -, um terço do total bloqueado pelas autoridades suíças. Na lista de beneficiários estavam seus três filhos: Rodrigo, Rafael e Ricardo. O mais velho tinha então 6 anos de idade.

A procuradoria-geral da Suíça confirmou que o dinheiro continua confiscado no país. De acordo com o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça, o acordo com a Suíça para repatriar o montante está “em curso”. A pasta informou que a Justiça de lá aguarda o trânsito em julgado do processo do propinoduto para repatriar o dinheiro, cuja destinação será decidida pelo juízo da Terceira Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro.

Silveirinha foi preso em abril de 2003 com outros seis envolvidos no esquema. Os peritos constataram que, entre 1999 e 2001, o ex-subsecretário teve um rendimento de R$ 650 mil como fiscal de renda, mas movimentou 30 vezes mais na Suíça.

Os procuradores aproveitaram o depoimento da ex-mulher do ex-fiscal Carlos Eduardo Pereira Ramos, Valéria Gonçalves dos Santos, testemunha que depôs protegida por uma cortina. Valéria contou que o ex-marido costumava guardar dólares em gavetas, usava dois doleiros para mandar o dinheiro à Europa e testemunhou a visita de Ramos a um banco suíço.

Em outubro de 2003, o juiz federal Lafredo Lisboa Vieira Lopes, da Terceira Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, condenou Silveirinha a 15 anos de prisão, além de uma multa de R$ 180 mil, por lavagem de dinheiro, ocultação de bens, evasão de divisas e outros crimes contra a ordem tributária. Outros 21 réus foram condenados a mais de 248 anos de prisão e multas que chegavam a R$ 2,9 milhões.

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Em Pernambuco, a alta demanda, tem feito interessados na emissão da Carteira de Trabalho enfrentar um tempo maior pelo documento. A administradora Adriana de Jesus iniciou a jornada presencial nos postos de atendimento e, sem sucesso, resolveu apostar no agendamento on-line disponível no site do MTE. No entanto, ela viu que a demora está ultrapassando o prazo médio de sete dias.

A situação foi agravada depois que o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) decidiu suspender temporariamente a produção de novas carteiras de trabalho. O órgão adotou a medidas após descobrir que lan house estavam vendendo o agendamento de todas as vagas disponíveis no sistema.

A espécie de cadastro irregular levantou suspeitas a partir do mês de fevereiro, quando muitos interessados relataram ter pago pelo agendamento. Rita Gabriela, desempregada, desembolsou R$ 8 para conseguir o documento na sede, localizada no bairro do Espinheiro.

Vicente Paiva, chefe do serviço de atendimento do MTE, explica que uma suposta má fé dos estabelecimentos será notificada à Polícia Federal e que algumas medidas para resolver a alta procura pelo documento estão em andamento.

MTE orienta interessados

O Ministério do Trabalho e Emprego orienta que nenhum trabalhador deve pagar pela Carteira de Trabalho, já que a oferta é gratuita. Durante este período de suspensão no site, o agendamento poderá ser feito normalmente no prédio sede do MTE e nas unidades do Expresso Cidadão do Shopping Rio Mar, Cordeiro, Rua da Aurora e no Centro da Moda, em Peixinhos, em Olinda.

Além do registro profissional, a Carteira de Trabalho também é exigida para dar entrada na aposentadoria, seguro desemprego, saque do FGTS e Fies.

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Os boletos para pagamentos de valores superiores a 800 reais poderão ser quitados em qualquer banco a partir do dia 24. Até então, elas só podiam ser pagos no banco emissor do documento após a data de vencimento.

Isso só será possível pois os boletos desses valores vão começar a ser emitidos com a Nova Plataforma de Boletos de Pagamento e Cobrança Registrada desenvolvida pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Todo boleto, segundo determinação do Banco Central, deve constar o CPF ou CNPJ do beneficiário e do pagador.

Antes, o devedor precisava ir até o banco emissor e quitar a sua dívida. Agora, o cálculo dos juros do atraso é feito automaticamente e o boleto pode ser pago na agência, no caixa eletrônico ou pela internet, sem a necessidade da emissão de segunda via.

A mudança começou em 2017 para boletos com valores iguais ou superiores a 50.000 reais. Gradualmente, os valores foram baixando para aumentar a quantidade de pessoas beneficiadas, além da adaptação feita pelo credor, que precisa substituir o modelo de cobrança.

A partir de maio, o sistema vai incluir boletos com valores a partir de 400 reais e, em julho, para um centavo ou mais. O processo só será concluído em setembro, quando boletos de cartão de crédito e de doações poderão fazer parte da plataforma.

Pensando no jogo decisivo contra o Náutico, neste domingo, válido pelas quartas de final do Campeonato Pernambucano, a direção do Afogados FC já preparou a logística para o confronto.

O time do técnico Pedro Manta, treinou na tarde desta sexta-feira no estádio Vianão. A viagem para Recife, está programada para a manhã deste sábado. Já na capital pernambucana, o elenco fará um treinamento de apronto no CT do Sport, no período da tarde. 

A delegação tricolor, concentra em um hotel de Recife. O duelo contra o Náutico será às 16h, na Arena Pernambuco.

O Globo

A prefeitura do Rio publicou na quinta-feira em Diário Oficial a autorização para a demolição de parte da casa do senador Romário (Podemos-RJ) em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, Zona Oeste. Um laudo da Secretaria Municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação aponta que um pedaço do imóvel foi construído em área pública e que a construção ultrapassa o limite de área edificada permitido. Um despacho da coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização Urbanística da Barra foi publicado aprovando o relatório favorável à derrubada da estrutura irregular.

Em fevereiro, o Jornal O Globo mostrou que Romário, segundo a Justiça, ocultou patrimônio com o objetivo de burlar o pagamento de dívidas. Dois imóveis que pertenciam a ele, mas estavam em nome de uma construtora, já foram leiloados. O senador nega ser o dono desta casa no condomínio fechado, avaliada em R$ 6,4 milhões.

O imóvel ainda está registrado em nome da advogada Adriana Sorrentino, que foi casada com o ex-jogador Edmundo. Em fevereiro, ela afirmou, por telefone, que havia vendido a casa para o senador. A transferência de nome ainda não havia acontecido, segundo ela, porque a compra não fora quitada. Procurada novamente ontem, ela disse que não queria “mais falar nesse assunto”. Um vizinho da propriedade também confirmou que Romário havia adquirido a casa e, em seguida, iniciado a reforma.

A obra estava formalmente embargada desde dezembro de 2016, quando uma fiscalização constatou que não havia licenciamento, mas as intervenções continuaram. Oito multas foram aplicadas em função do descumprimento, o que não foi suficiente para interromper os trabalhos.

Na semana passada, uma equipe da prefeitura esteve na casa e colou na entrada o laudo com os argumentos para a demolição, parte do trâmite burocrático necessário em casos como esse.

“Parte da edificação destinada à edícula não é legalizável, tendo em vista que está sendo executada fora do limite do lote em questão, em área pública destinada a recuo, caso em que é previsto o desmonte ou demolição (…), por usurpação ou invasão de bem público”, diz o relatório, do dia 7 deste mês, obtido pelo O Globo. “Deverão ser demolidas as obras ilegalizáveis”.

Romário comprou a casa no segundo semestre de 2016 e, segundo o laudo, demoliu cerca de 60% do que havia sido erguido e acrescentou “mais de 600 metros quadrados de área construída”. A área total do terreno é de 1.575 metros quadrados. Antes de pertencer ao senador, o imóvel do local tinha 896 metros quadrados. Há ainda um campo de futebol.

“A construção também excede o limite máximo de área total edificada permitido para o local”, diz o laudo, assinado por três técnicos da prefeitura.

Documentos do processo administrativo que resultou na autorização para a demolição mostram também que cotas do IPTU de 2017 foram pagas por Zoraidi de Souza Faria, irmã do senador. A conta usada para a transferência é de uma agência do Banco do Brasil localizada no Congresso, em Brasília — Zoraidi vive no Rio. O senador tem uma procuração que permite a ele movimentar a conta.

Sobre o fato de parcelas do IPTU terem sido pagas por Zoraidi, Romário respondeu, em fevereiro, que a irmã, e não ele, deveria esclarecer a questão. Ela foi procurada por telefone, mas desligou a chamada quando o repórter se identificou. O senador foi procurado, mas não se manifestou.

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A entrega de sementes de milho e sorgo que foi realizada nesta quinta-feira (15) pelo IPA de Araripina, no Sertão de Pernambuco, e contou com participação de vereadores e até deputados, pois os senhores políticos sempre procuram fazer sua política, muitas vezes com a miséria alheia e com isso deixaram alguns agricultores revoltados com o Governo do Estado.

Segundo o agricultor Manoel Gomes, a entrega das sementes foi realizada, mas com quantidades que são insuficientes para atender todos agricultores inscritos pelas associações.

Pelas redes sociais Manoel Gomes resolveu fazer suas críticas tendo em vista as reclamações de 68 presidentes de associações por não terem como atender aos seus associados.

“Hoje os presidentes de várias associações de Araripina, que foram receber as sementes de milho e sorgo no IPA, algumas associações receberam 60 kg de milho para distribuir para 68 associados, outras receberam 80 kg para distribuir para 240 associados, e no meu caso, recebi 100 kg para distribuir para 119 associados. Isso é uma vergonha para a Secretaria de Agricultura de Pernambuco , e é porque estamos no ano de eleições. Cadê o governador Paulo Câmara? Menos de 1 kg de milho para cada agricultor, e sem justificativas. Quando o governador era Eduardo Campos, mesmo atrasado, vinha sementes suficiente para os agricultores, isso é uma falta de compromisso que o atual governador não tem com nossas associações. Dizer que o secretário de Agricultura do Estado vai vir em breve a Araripina, ai perguntamos, fazer o quer? fica a pergunta. Pra que enganar os agricultores com 1 kg ou menos de sementes de milho?”, desabafou o agricultor Manoel Gomes.

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Indicadores apontaram que o fornecimento de energia elétrica no Brasil no ano passado foi melhor comparado a 2016. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) registraram que os consumidores brasileiros ficaram 14,35 horas em média sem energia, representando uma redução de 9,23%, já que em 2016 o número marcado foi de 15,81 horas médias. Apesar desse resultado nacional, a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) apresentou um valor de interrupção de energia acima do limite estabelecido pela Aneel, com uma queda de seis posições no ranking geral das distribuidoras, comparando 2016 com 2017.

De acordo com a Aneel, o chamado índice DEC, que mede a quantidade de tempo em que o consumidor ficou sem o fornecimento de energia, foi acima do valor limite, no caso da Celpe. “No período, a companhia caiu no indicador, ficando com DEC de 1,22, o que significa que passou 22% do limite de fornecimento de energia”, explicou o especialista em regulação da Aneel, Renato Eduardo, complementando que os consumidores abastecidos pela Celpe ficaram 16,98 horas sem energia no ano passado. Por isso, a empresa caiu da 17ª posição em 2016 para a 23ª posição em 2017.

Segundo a companhia, esse resultado foi influenciado por dois fatores. “No ano passado, sobretudo entre maio e julho, tivemos em Pernambuco uma média de ventos atípicos, muito fortes na região. Além disso, houve eventos que não tiveram origem no sistema da Celpe, mas influenciaram na nossa distribuição”, explicou o gerente de operações da Celpe, André Santos, ao informar que a companhia vem em evolução positiva nos últimos anos. “De 2014 para 2017 houve uma redução de 31% na duração média das interrupções de energia. A tendência é melhorar esse resultado neste ano”, disse Santos.

Para o especialista da Aneel, nos últimos anos a Celpe melhorou os resultados através de um acompanhamento feito pela agência. “Houve essa pequena queda, mas vamos seguir acompanhando a empresa para a melhora do serviço ao consumidor”, registrou Renato Eduardo.

Nacionalmente, o bom resultado foi influenciado pelas ações desempenhadas pelas distribuidoras. “Com o reforço de equipe, do sistema de informática e logística, as distribuidoras conseguiram reduzir o tempo de interrupção de energia, além de realizarem ações preventivas de manutenção das redes, o que melhorou a média nacional”, afirmou Renato Eduardo.