RODRIGO MAIA

O DEM trabalha para lançar o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ), como candidato à Presidência da República em 2018. A legenda investe no discurso de que ele é o único candidato com capacidade de "reunificar" a política nacional, por ser hoje um dos poucos políticos com trânsito no governo e nos principais partidos da oposição (PT, PC do B e PDT), que o ajudaram a se eleger para o comando da Casa, além de manter boa relação com o Judiciário.

O lançamento da pré-candidatura já tem data para acontecer: 6 de fevereiro, quando está marcada a convenção nacional do DEM. Ao lançar Maia, a estratégia do partido é testar o nome do presidente da Câmara nas pesquisas eleitorais. O parlamentar fluminense tem dito a aliados que só aceita disputar o Palácio do Planalto se atingir pelo menos 10% das intenções de voto. Nos últimos levantamentos, ele ainda patina, com menos de 5%.

"O Rodrigo tem os principais atributos que o legitimam a exercer essa função de candidato do centro: capacidade de diálogo, equilíbrio e serenidade para tomar decisões. Hoje é um presidente respeitado pelo governo e pela oposição, mostrando vocação para romper esse clima de intolerância política que agita o País", diz o líder do DEM na Câmara, Efraim Filho (PB), um dos principais entusiastas da candidatura de Maia.

Em busca de apoio para se viabilizar como candidato, Maia atua em pelo menos duas frentes. Em uma delas, tenta se firmar como líder do Centrão, grupo do qual fazem parte partidos grandes e médios, entre eles PP, PR, PSD, PRB e PTB, e que está sem liderança desde a prisão do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Na outra, investe numa aproximação com o PMDB do presidente Michel Temer, o qual trabalha por uma candidatura única da base aliada que defenda o legado de seu governo.

Com os movimentos, Maia busca afastar essas legendas do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), um dos nomes que tenta se viabilizar como o candidato de centro-direita apoiado pelos partidos da atual base aliada. Além do tucano, outro que se movimenta para ser esse candidato único da base é o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), que se aproximou do presidente da Câmara nos últimos meses.

Com apoio oficial desses partidos, Maia teria o maior tempo de televisão, o que o ajudaria a se tornar mais conhecido perante a população. Atualmente exercendo seu quinto mandato de deputado consecutivo, ele teve desempenho eleitoral pequeno no último pleito, em 2014. Naquele ano, o parlamentar fluminense se elegeu deputado com 53.167 votos, três vezes menos do que seu melhor desempenho nas urnas, que aconteceu em 2006 (198.770 votos).

"O Rodrigo, pela condição de presidente da Câmara e características de atuação política dele, converge muito com partidos de todas as matizes. Ele está construindo, num processo extremamente delicado, uma candidatura que pode vir a unir partidos do centro e juntar, mesmo que não coligados, mas com apoio, esquerda direita e centro", afirma o deputado Pauderney Avelino (AM), secretário-geral do DEM.

Planejamento

Segundo Efraim, a candidatura de Maia vem sendo planejada estrategicamente. O primeiro passo, diz, foi fortalecer a bancada da sigla na Câmara, que elegeu 21 deputados em 2014 e deve dobrar de tamanho até março, segundo estimativa da legenda. "Isso dá capilaridade nos Estados", diz o líder. A segunda etapa será lançamento de 12 pré-candidaturas a governador em 2018 (BA, GO, AP, PE, RJ, SP, RS, DF, PA, MT, MS e RO), ante apenas duas em 2014.

"Estamos tentando ocupar espaço de centro, lacuna deixada pelo próprio PSDB, nos conflitos externos, brigas e disputas internas", afirma Efraim. De acordo com o líder, a pré-candidatura de Maia terá três "pilares": a agenda econômica, com foco no emprego e empreendedorismo; a social, tendo como "vitrine" a reforma do ensino médio feita pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, que é do DEM; e segurança pública, com propostas em "defesa da vida e da família".

"O Rodrigo tem cumprido papel fundamental para estabilidade econômica e política do Brasil. Tem articulação política interna, mas também espírito público para interpretar o que Brasil precisa", diz o deputado licenciado Rodrigo Garcia (SP), secretário estadual de Habitação de São Paulo e um dos vice-presidentes do DEM. "O Rodrigo terá um papel fundamental nas eleições de 2018, sendo ele o candidato a presidente ou não", emendou.

Procurado, o presidente da Câmara disse que em 2018 tentará se reeleger para o sexto mandato consecutivo como deputado e, se tiver sucesso, reeleição para Presidência da Casa. No Rio, diz, seu foco será eleger seu pai, o ex-prefeito César Maia (DEM), para o governo do Estado ou para uma das duas vagas do Senado. Ele defende que o DEM tenha candidatura própria a presidente e cita o nome do prefeito de Salvador, ACM Neto, e do senador Ronaldo Caiado (GO) como bons candidatos a presidente pela sigla.

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O Diário Oficial da União publicou o extrato do contrato firmado entre a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Estado de Pernambuco, por intermédio da Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC), que formaliza a adesão de Pernambuco ao Programa Nacional de Fortalecimento dos Comitês de Bacias Hidrográficas (PROCOMITÊS), da ANA. Para o estado estão previstos repasses anuais de até R$ 350 mil, totalizando R$ 2,1 milhões para o fortalecimento dos comitês de bacias hidrográficas de rios pernambucanos. O contrato tem vigência até 30 de setembro de 2023.

O primeiro repasse ocorrerá ainda este ano. Os próximos serão anuais e proporcionais ao cumprimento das metas definidas em contrato, que são pactuadas entre a APAC, o Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CRH/PE) e os comitês das bacias hidrográficas pernambucanos que optaram por participar do PROCOMITÊS (Metropolitano Sul, Capibaribe, Goiana, Ipojuca, Una e Pajeú).

Um dos grandes objetivos do PROCOMITÊS é promover a capacitação de membros dos comitês e conselhos de recursos hídricos para reduzir assimetrias de conhecimento e organização entre os diferentes setores e segmentos representados nos colegiados. Além disso, o Programa busca estimular ações de comunicação para que a sociedade reconheça os comitês de bacias e conselhos de recursos hídricos como capazes de exercer suas funções no Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH) e nos sistemas estaduais de recursos hídricos. Outro objetivo central é contribuir para implementação e efetividade dos instrumentos de gestão da água em prol da melhoria da qualidade e disponibilidade dos recursos hídricos.

Com a entrada em vigor do contrato de Pernambuco, o estado se junta a Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Tocantins como um dos primeiros a aderir ao PROCOMITÊS. Esta iniciativa da ANA busca apoiar os colegiados do SINGREH no aperfeiçoamento da capacidade operacional dos comitês de bacias.

Segundo o regulamento do PROCOMITÊS, a adesão é voluntária e a Agência Nacional de Águas repassará recursos financeiros para as unidades da Federação que aderirem a partir do cumprimento de metas a serem negociadas. No caso de Pernambuco, os recursos serão repassados para a APAC e deverão ser aplicados exclusivamente em ações voltadas ao fortalecimento dos comitês de bacias participantes do Programa.

Os estados que entrarem no PROCOMITÊS ainda este ano implementarão ações do Programa até 2022, as quais serão certificadas no ano seguinte. Para fins de cálculo financeiro, podem participar comitês de bacias estaduais que tenham sido criados até 4 de outubro de 2016 – no entanto, os benefícios do Programa podem alcançar comitês criados posteriormente. As ações de capacitação e comunicação oferecidas para os comitês também atenderão aos respectivos conselhos estaduais de recursos hídricos.

Conta de luz subirá 9,4% e até mais se economia crescer em 2018

O consumidor residencial brasileiro terá de lidar com dois anos de reajustes na energia bem acima da inflação. As causas são um regime de chuvas insuficiente para compensar períodos de seca e o aumento dos encargos sociais. Na média, as tarifas devem fechar o ano com alta de 14% e subir 9,4% em 2018. A expectativa é que o IPCA (inflação oficial) fique abaixo de 3% em 2017 e em 4% no ano que vem.

Em algumas regiões, as tarifas podem pesar ainda mais no bolso, segundo levantamento da consultoria especializada TR Soluções. Na média, a maior alta deve ser registrada na região Sul (+10,7%), seguida pelo Sudeste (+9,3%). Em São Paulo, por exemplo, a conta de luz deve fechar este ano 7% mais cara e subir outros 9,1% em 2018.

A energia elétrica deve também ter um efeito não desprezível de 0,4 ponto percentual sobre a inflação medida pelo IPCA do ano que vem. A previsão da TR inclui algumas premissas: as diferentes bandeiras esperadas ao longo do ano, os reajustes previstos para as principais distribuidoras e o regime de chuvas para o período.

As projeções são feitas para 13 regiões metropolitanas usadas como referência e que espelham o que ocorre no país. De janeiro a abril, o período considerado chuvoso, as principais hidrelétricas brasileiras devem gerar em média o equivalente a 85% da energia que vendem, de acordo com a TR.

 Isso significa dizer que, se as chuvas não ajudarem e as geradoras produzirem algo abaixo disso, as tarifas poderão subir ainda mais. Além do regime de chuvas, os encargos incluídos na tarifa também explicam as previsões pouco animadoras.

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De 27 a 31 de dezembro, a cidade de Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, no interior de Pernambuco, abre as portas para receber a primeira edição do “Festival Ser Tão”. A música e as celebrações regionais reunirão artistas de diversas manifestações culturais no palco do festival.

Mais de 30 atrações foram convidadas especialmente para abrilhantar a festividade, que começa na quarta-feira e segue até domingo, véspera do Ano-Novo. A programação aberta ao público em geral, acontece todas as noites, em palcos montados na Estação do Forró e Pátio da Feira.

Santanna, O Cantador e o músico serratalhense, Luizinho da Serra, serão os homenageados do festival.  O evento é promovido pela Prefeitura de Serra Talhada com apoio do Ministério da Cultura (MinC).

Durante os cinco dias de evento, vários artistas da cena musical pernambucana participam do festival.  Maestro Forró e a Orquestra da Bomba do Hemetério; Almir Rouche, Nádia Maia, Irah Caldeira, André Rio, Cezzinha, participam do evento.

O cantor Maciel Melo, Adiel Luna, Antúlio Madureira, Ed Carlos e Quinteto Violado, também integram a lista de apresentações.  Santana, O Cantador, e Luizinho da Serra, anfitriões do evento, também prometem animar o público com um repertório especial.

“O Festival Ser Tão tem como proposta, colocar na rota dos grandes festivais do País, toda força artística da diversidade do Sertão pernambucano”, afirmou o presidente da Fundação de Cultura de Serra Talhada, Anildomá Willans.

Além dos shows, a programação conta, ainda, com várias apresentações culturais: Caboclinho 7 Fechas de Goiana; Coco Popular de Aliança; Maracatu Nação Pernambuco; Boi Cara Branca de Limoeiro, entre outros.

Atrações culturais de outros estados também estão na grade de apresentações: o músico e pianista, João Nonato, do Acre; o mamulengueiro Chico Simões, de Brasília; e por fim, a cantora e compositora Flávia Bittencourt, de São Luiz do Maranhão.

Conheça os homenageados:

Santanna, O Cantador – descende de família de artistas, o cantor, de 57 anos, é natural de Juazeiro do Norte – Ceará. Mas, foi em Pernambuco que consolidou sua carreira.  Em 1984, veio conhecer Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, de quem se tornou amigo particular. A admiração pelo Rei transformou-se em grande amizade. Participou de vários shows, fazendo a abertura e, chegando a ingressar no grupo como vocal. A relação de amizade e admiração com o forró pernambucano, fez com que ele ingressasse, em 1992, como cantor profissional. Em 2017, Santana, completa 25 anos de carreira.  Passado mais de duas décadas encantando os palcos de todo Brasil, o artista acumula mais de setes CD’s gravados. Hoje, considerado um dos músicos mais conhecido do Forró, traz em seu repertório músicas que se eternizam na memória do povo brasileiro, como “Ana Maria e Tamborete de Forró”.

Luizinho da Serra –  natural de Serra Talhada, de 31 anos, hoje, é um dos mais novos artistas sanfoneiros na atualidade musical brasileira. Mestre nos acordes, sonoridade poética e criatividade artística, o jovem começou sua carreira nos palcos aos 13 anos. Com sua energia e alegria contagiante de tocar, o sertanejo já dividiu o palco com grandes estrelas da música, além emprestar sua habilidade artística para composição do trabalho de inúmeros cantores.  Em 17 anos de carreira, Luizinho da Serra, já participou de vários festivais. Em 2018,  deve chegar ao mercado o primeiro DVD, com repertório especialmente elaborado pelo artista.

SERVIÇO:

O quê: Festival Ser Tão

Quando: De 27 (quarta-feira) a 31 (domingo)

Onde: Serra Talhada, Sertão do Pajeú

Confira a programação: ​

Dia 27 de Dezembro de 2017 (quarta-feira)

Local: Estação do Forró

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A depender da lei que criou o serviço de mototáxi em Arcoverde e o Decreto 175/2012, o aumento no valor da tarifa do serviço de mototáxi no município não tem validade, já que deveria ter sido aprovado pela Câmara de Vereadores, o que não aconteceu.

Passando por cima do Poder Legislativo, a Autarquia de Trânsito e Transporte de Arcoverde – Arcotrans, tomou para si o poder de legislar e legalizou o aumento de cerca de 34% no valor da tarifa que passou de R$ 3,00 para R$ 4,00 das 05h às 23h em todos os dias da semana e de R$ 3,50 para R$ 5,00 das 23h até as 05h, representando um reajuste de cerca de 43%.

O alerta foi feito pela vereadora Zirleide Monteiro (PTB), que disse concordar que os insumos (gasolina, manutenção e depreciação dos veículos) aumentaram desde o último reajuste aprovado pela Câmara de Vereadores e que o valor precisa ser adequado a realidade econômica, mas a lei tem que ser cumprida. “A Prefeitura ou a Arcotrans não podem legislar ao seu sabor, aumentando o custo das passagens para os usuários sem avisar antes a população e ter a aprovação da Câmara de Vereadores”, disse a parlamentar.

O reajuste foi anunciado em sites e blogs da cidade, mas no site oficial da Prefeitura não consta nenhuma informação, aviso ou notícia sobre o aumento de passagens, embora que, segundo a população, hoje as tarifas definidas em lei não são cumpridas e nem a Arcotrans fiscaliza essas questões.

Segundo a lei que regulamenta esse serviço no município, em caso de cobrança abusiva, o usuário deve anotar o número do alvará do condutor ou da placa da moto e comunicar a Arcotrans. Se for comprovada a irregularidade, o condutor pode ser punido com multa ou suspensão da licença. Hoje existem 319 mototaxistas legalizados em Arcoverde distribuídos em 20 pontos na cidade.

Paulo Uchôa/LeiaJá Imagens/Arquivo

Na reta final para o fim do ano, nove concursos públicos abertos no interior de Pernambuco estão ofertando mais de 2 mil vagas. As oportunidades são para os mais diversos níveis de escolaridades e diferentes cargos. Para se ter uma ideia, o salário mais alto de um dos processos seletivos chega à casa dos R$ 12 mil.  

Com a maioria das inscrições para encerrar no dia 21 janeiro, veja a lista com todos os concursos e editais.

Confira: 

Prefeitura de Agrestina 

Cargos: professores 

Vagas: 137 

Salário: R$ 954 a R$ 2.025,80 

Inscrições até 10 de janeiro 

Edital 

Prefeitura de Aliança 

Cargos: nível fundamental, médio e superior 

Vagas: 216 

Salários até R$ 8 mil 

Inscrições até 8 de janeiro 

Edital 

Prefeitura de Altinho 

Cargos: nível fundamental, médio e superior 

Vagas: 234 

Salário: R$ 937 a R$ 5,7 mil 

Inscrições até 21 de janeiro 

Edital 

Prefeitura de Cupira 

Cargos: nível fundamental, médio e superior 

Vagas: 161 

Salário: R$ 937 a R$ 1,9 mil 

Inscrições até 21 de janeiro 

Edital 

Prefeitura de Panelas (CONIAPE) 

Cargos: nível fundamental, médio e superior 

Vagas: 412 

Salário: R$ 937 a R$ 12 mil 

Inscrições até 21 de janeiro 

Edital 

Prefeitura de Petrolândia 

Cargo: guarda municipal 

Vagas: 15  

Salário: R$ 937 

Inscrições até 13 de janeiro 

Edital 

Prefeitura de Petrolina 

Cargos: professores 

Vagas: 696 

Salário: R$ 937 a R$ 2,3 mil 

Inscrições até 21 de janeiro 

Edital 

Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe 

Cargos: nível fundamental, médio e superior 

Vagas: 526 

Salário: R$ 965 a R$ 3.672 mil 

Inscrições até 21 de janeiro 

Edital 

Prefeitura de São Joaquim do Monte 

Cargos: nível fundamental, médio e superior 

Vagas: 191 

Salário: R$ 937a R$ 6 mil 

Inscrições até 21 de janeiro 

Edital 

Acidente aconteceu na noite do último domingo

Um capotamento de um veículo deixou um menino de dois anos morto na noite de Natal, em Arcoverde, no Sertão de Pernambuco. Por volta das 21h30 do último domingo (24), Lucimar Bezerra de Oliveira, de 27 anos, perdeu o controle do carro na BR-424. Ele e o filho estavam sem cinto de segurança.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a criança morreu na hora. O pai do menino foi socorrido e levado, pelo Corpo de Bombeiros, para o Hospital Regional Ruy de Barros Correia, onde permanece internado na ala vermelha. O estado de saúde ainda não foi informado.

A PRF não soube informar se o homem teria ingerido bebida alcoólica. O pai e filho estavam retornando de uma festa de Natal. O corpo da criança foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru.

BR-232

Uma colisão deixou um homem morto na tarde do último sábado (23), na BR-232, em também em Arcoverde. Silvio Roberto Pereira Canto, de 44 anos, dirigia um veículo Celta quando bateu em uma caminhonete D-10.

A vítima ainda chegou a ser socorrida e levada para o  ele chegou a ser socorrido para o Hospital Regional Ruy de Barros Correia, mas não resistiu e morreu. O corpo de Silvio Roberto foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML).

Zeca Cavalcanti foi o que mais gastou em 2017 (Foto: Luiz Alves/Câmara dos Deputados)

R$ 9.833.914,41. Esse foi o valor gasto pelos deputados pernambucanos de janeiro a dezembro deste ano com despesas como passagens aéreas, telefonia, serviços postais, manutenção de escritórios no Estado, hospedagem, transporte, divulgação da atividade parlamentar e cursos. É o chamado cotão. Apesar de milionário, o valor ainda ficou abaixo dos R$ 11 milhões gastos em 2016 e 2015.

Na lista estão os 34 parlamentares que passaram pelas 25 cadeiras de Pernambuco na Câmara dos Deputados. O que mais gastou este ano foi Zeca Cavalcanti (PTB), que chegou a R$ 485 mil, sendo R$ 54,3 mil só em março, o mês em que teve mais despesas. Em segundo lugar (R$ 483,8 mil) ficou Adalberto Cavalcanti (Avante) e em terceiro (R$ 473,7 mil), Betinho Gomes (PSDB).

Raul Jungmann (PPS), ministro da Defesa que ficou na Casa em apenas quatro sessões deliberativas para não perder o mandato de suplente, gastou R$ 5,37, ficando por último na lista.

Felipe Carreras (PSB), licenciado para ocupar o cargo de secretário de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco, esteve pelo mesmo número de reuniões, mas teve despesas de R$ 5,6 mil. Proporcionalmente, gastou mais do que Bruno Araújo (PSDB), ex-ministro das Cidades, que estava oficialmente como deputado em 22 votações e gastou R$ 12,7 mil.

O limite mensal para os pernambucanos é de 41.676,80, o que resultaria em R$ 500.121,60 por ano para cada um e R$ 1.250.040 anuais se 25 deputados ficassem no cargo os 12 meses.

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Por Gonzaga Patriota*

O mundo se transforma a cada instante. Os conceitos mudam, as estruturas se refazem, os valores são modificados, mas uma coisa continua: a importância da família.

A família é o primeiro espaço onde cada indivíduo se insere e o qual ajuda na formação de valores, princípios éticos e morais do mesmo. É neste contexto que ele se conscientiza dos seus papéis primários e onde se inicia o processo de socialização, que o leva à convivência com a comunidade.

É no seio familiar que se faz a transmissão de valores, costumes e tradições entre gerações. Uma boa educação dentro de casa garante uma base mais sólida e segura no contato com as adversidades culturais e sociais. A ausência familiar gera graves consequências na formação do indivíduo, alimentando valores egocêntricos, que levam os mais jovens ao mundo do vício e das futilidades.

Uma família necessita de diálogos, para que a intimidade e o convívio familiar aconteçam. A família é a esperança derradeira do homem moderno. Ela é condutora de atitudes afetivas e dos sentimentos mais profundos.

A família é o fundamento da sociedade. Ela transcende a qualquer partido político, associação ou qualquer outro gênero de agrupamento humano: é constituída por relações de amor, cumplicidade, generosidade, amizade e sinceridade.

Portanto, a importância que a família tem na vida de todas as pessoas, com toda certeza é um valor incalculável; trata-se de uma instituição de amor e valores morais.

Mesmo com os problemas cotidianos, é na família que o homem encontra o conforto e a força contra as intempéries diárias. O aconchego dos familiares, solidariedade entre os irmãos, convívio com noras, genros, primos e tios é acima de tudo um grande presente, uma benção diária.

*Gonzaga Patriota, é contador, advogado, administrador de empresas e jornalista, pós-graduado em ciência política e mestre em ciência política e políticas públicas e governo e doutorando em direito civil, pela Universidade Federal da Argentina.

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Centenas de fiéis se reuniram para acompanhar a tradicional Missa do Galo, realizada no quartel do Derby, área central do Recife, na véspera de Natal, neste domingo (24). Na capital pernambucana, a celebração completou 65 anos de existência e foi presidida pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido. Apesar do público reduzido neste ano, os presentes fizeram orações e demonstraram o sentimento de gratidão por mais um ano de vida. 

A celebração teve início por volta das 18h com a apresentação musical da Orquestra Sinfônica da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE). Também foi apresentado o recital “Um Poema de Natal” e o espetáculo “Filho de Deus, Menino Meu!”, auto de Natal protagonizado pela Comunidade Shalom, além da apresentação da cantora Cristina Amaral.

A aposentada Lindinalva Ferreira, vem à tradicional missa desde os 20 anos e diz que a festividade Natalina tem sofrido alterações ao longo dos anos. "A data está muito comercial, as lojas querendo vender e o capitalismo mudando o sentido do nascimento de Jesus Cristo. Mas a religião ainda permanece e a noite está linda", disse. 

Para ela, a Missa do Galo já virou seu Natal de tradição. "Saindo daqui vou para minha casa dormir. Minha ceia é aqui porque o menino Jesus era tão simples", comentou. Lindinalva ressaltou a falta de público na Missa em comparação com anos anteriores. "Acho que a divulgação foi pouca e a gente não sabia se o evento seria celebrado aqui ou na rua da Aurora", falou.

Em outras localidades, a missa é celebrada à meia noite, mas no Recife é sempre antecipada em quatros horas e teve início às 20h. Como já é tradição, a Santa Missa de Natal foi presidida por dom Fernando Saburido.

Acompanhando a celebração pela quinta vez consecutiva, a aposentada Maria José, 76, trouxe uma oração e pedido especial para esta véspera de Natal. Ao lado do marido, a senhora reza para que ele tenha sucesso na cirurgia que fará da vista e não fique cego. "Hoje estou aqui para agradecer pelo ano, mas também sigo esperando uma graça na minha vida e na do meu esposo, José Geraldo", afirmou.

Durante a missa, Saburido pontuou a trajetória do menino Jesus, desde a manjedoura, quando era um menino pobre. Ele pediu uma atenção especial às crianças necessitadas, aos idosos. "O Natal é uma solenidade muito voltada para o social para que de fato possamos acolher cada irmão que se aproxima de nós é ajudar em suas necessidades", pontuou.

Saburido enfatizou a mensagem de paz e amor ao próximo, um desejo de toda a Igreja Católica. "Que o Natal nos retorne a solidariedade para vivermos o espírito do evangelho", frisou.

História

A expressão “Missa do Galo” é específica dos países latinos e deriva da lenda ancestral segundo a qual, à meia-noite do dia 24 de dezembro, um galo teria cantado fortemente, como nunca ouvido de outro animal semelhante, anunciando a vinda do Messias, filho de Deus vivo, Jesus Cristo.

Do Portal LeiaJá

Em um dos lados da pista do Cais de Santa Rita, no bairro de São José, as luzes coloridas piscam nas varandas e o som de conversas familiares ecoam pelos apartamentos das duas torres gêmeas construídas pela Moura Dubeux, na área central do Recife. Na mesma calçada, escorados no muro do residencial, famílias aguardam ansiosamente por pedaços de comida, doações de roupas e utensílios. É noite de véspera de Natal, mas para o grupo em situação de rua parece ser só mais um longo dia enfrentando as adversidades de não ter uma moradia digna.

Com lençóis, papelões, mochilas velhas para guardar as doações, roupas do corpo e muitas vasilhas, os 'moradores' da calçada do Cais de Santa Rita evidenciam o centro do Recife de contrastes, da miséria ao luxo. As torres gigantes representam o sucesso das empreiteiras e construtoras em uma área pouco habitável da capital pernambucana. Mas, a poucos metros daquele local, a problemática do fenômeno da especulação imobiliária é evidenciada: a habitação é para poucos.

Pessoas que foram abandonadas, crianças sem perspectiva de futuro, gente sem apoio governamental, dependentes químicos, doentes e até quem sofreu desilusões com a vida e desistiu de tudo. A rua é um palco cheio de personagens, mas não basta estar ali para ser visto e notado.

A moradora da invasão da Linha do Trem Edivânia Santos de Lima, de 38 anos, vive há mais de dez anos entre temporadas nas ruas do centro e em seu barraco. Mãe de três filhos, dois presos e uma que vive distante, ela decidiu passar a véspera de Natal como em outros anos: na rua. “Em dezembro, a gente decide morar nas calçadas para poder pegar roupas, comidas e brinquedos para as crianças. A gente sente falta de muita coisa, de uma casa com uma ceia e os nossos filhos em uma mesa. Mas, somos desempregados e temos que nos virar com as doações”, conta a moradora em situação de rua.

Edivânia é carroceira e trabalha carregando papelão pela cidade para conseguir se manter financeiramente. Ela lamenta que ninguém da sua família vai ter uma ceia de natal das que passam nos filmes. “A gente se sente abandonado pelo prefeito, que promete tanto e não faz nada. Eles querem crescer acima dos pobres. Olhando essas torres, a gente se sente pequeno. Pra eles, somos todos bandidos, mas eles têm que entender que nem todos estão incluídos”, explica.

Qualquer carro que se aproxima, a expectativa já é grande e eles cercam o veículo. As crianças, principalmente. Todos acham que são novas doações chegando. Comida, material de higiene, roupas e brinquedos. Qualquer donativo é bem-vindo e aceito pelos moradores. Na véspera de Natal, a esperança deles aumenta justamente porque muitas instituições e grupos se unem para ajudar pessoas em situação de risco.

Eles contam que receberam comidas prontas em quentinhas, algumas roupas e as crianças receberam alguns brinquedos mais simples. Muitos querem bicicletas, patins e bolas de futebol. Um deles, no entanto, pediu um milhão de cestas básicas. Disse que seria suficiente para alimentar todo mundo nesta véspera de Natal.

Ângela Maria de Araújo, 20, tem quatro filhos e residia na comunidade do Coque. Se mudou para a rua há alguns meses em busca de melhores condições. Na rua. Sem querer ser fotografada com medo de retaliações de órgãos públicos que já tentaram retirar o grupo daquela localidade, ela é sucinta ao dizer que o Natal está bom. “Estamos todos com saúde e com vida. Isso é o importante pra mim”, diz.

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Apesar da avalanche que redes sociais representam na disseminação de informações políticas, estudo do banco suíço Credit Suisse sobre as perspectivas para o Brasil em 2018 mostra que a televisão é, de longe, a principal fonte de informação sobre política para 69% da população. Sites de notícias ficam em segundo lugar, com influência sobre 24% da população, e 22% preferem obter notícias políticas nas redes sociais.

Em 5º lugar, o rádio é o veículo usado por 17% dos eleitores para se informar, ficando atrás dos jornais (19%).

Entre as redes sociais a mais utilizada para acesso a notícias políticas é o Facebook, disparado em 1º lugar: 77% dos usuários.

O WhatsApp, considerado a menos regulada das redes sociais, é também a segunda mais influente em notícias políticas: 48% usam.

O Brasil é dos poucos países que paga salários a vereadores e cargos similares. E paga muito bem. São cerca de R$10 bilhões por ano com salários, auxílios, verba indenizatória e outras regalias pagas aos 57.736 vereadores eleitos no ano passado, segundo dados do Tesouro Nacional. E esse valor pode ser muito maior, já que só cerca de 80% dos municípios sequer disponibilizam informações contábeis e fiscais. A informação é do colunista Cláudio Humberto.

Proposta de 2012 extinguia salários de vereadores dos municípios de até 50 mil habitantes (88% dos 5.570 existentes). Foi “assassinada”.

Na maioria dos países, os vereadores não têm Câmara. Se reúnem em locais gratuitos e debatem melhorias para a comunidade. De graça.

No Brasil, vereador ganha dois terços dos salários de deputado estadual, que recebem dois terços dos ganhos de deputado federal.

Protagonista no maior escândalo de corrupção da História, o PT viu o número de vereadores cair quase pela metade, de 5.067 para 2.795.

O Globo

Apesar de abrigarem presos de 14 diferentes facções criminosas, os quatro presídios federais do país — Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Porto Velho (RO) e Mossoró (RN) — não tiveram nenhum registro de rebelião, fuga ou homicídio nos últimos anos, de acordo com relatórios produzidos pela Defensoria Pública da União (DPU) entre 2015 e 2017. Em Campo Grande e Mossoró, os agentes penitenciários usam apenas armamentos não-letais. O sistema tem 832 vagas, mas abriga apenas 437 detentos. Em todas as unidades são servidas de cinco a seis refeições diárias — em Mossoró e Campo Grande, cada refeição chega a pesar um quilo — e os presos costumam ter acesso a atividades como futsal, xadrez, leitura e vídeos.

Ainda assim, 185 presos que estão há mais de dois anos em unidades federais — 55 deles do Rio de Janeiro — tentam, na Justiça, retornar a seus estados de origem. Os dados são do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), ligado ao Ministério da Justiça.

Na ação em que solicita a volta dos presos a seus estados, a DPU alegou, entre outras coisas, que o isolamento levou muitos presos a terem problemas de saúde mental. Usando dados fornecidos pelo Depen, o órgão diz que “cerca de 12% dos custodiados federais já recorreram ao suicídio e 60% sofrem com alucinações auditivas, psicose, desorientação, dentre outros problemas mentais”.

Nos relatórios de autoria da DPU, no entanto, os casos de transtorno mental citados são mínimos. Procurada, a DPU informou que não há contradições, uma vez que não é possível comparar os dois levantamentos, realizados a partir de bases de dados e metodologias diferentes.

O isolamento é agravado pela demora na entrega de correspondências. “Os internos que não recebem visita de familiares, mas se comunicam por meio de carta, reclamam da demora no envio e recebimento (90 a 120 dias)”, diz trecho do documento.

O pedido para a volta dos presos foi negado liminarmente, em outubro deste ano, pelo relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes, mas ainda não há uma decisão definitiva. Os relatórios das vistorias da DPU foram anexados ao pedido.

VISITANTES PRECISAM FICAR SEM ROUPAS

As principais queixas dos presos de unidades federais são a proibição de visitas íntimas — determinada pelo Depen neste ano, constrangimentos na revista a familiares e monitoramento de conversas entre os presos e seus advogados. “Os presos em geral estão reclamando bastante das limitações às visitas íntimas, impostas pela recente portaria do Depen, sendo esta, sem dúvida, a maior reclamação apresentada durante a inspeção”, diz trecho do documento da DPU.

Com relação à revista de visitantes, não há scanner corporal em Campo Grande, Mossoró ou Porto Velho. Assim, quem entra no presídio tem que se despir. Em Mossoró, adolescentes precisam ficar nus e até mesmo as crianças têm de ficar só com as roupas íntimas. Em Porto Velho, os adolescentes também se despem. Para controle de entrada, há detectores de metal e equipamentos de raio-X.

Segundo o relatório da unidade de Porto Velho, as conversas entre advogados e presos no parlatório são gravadas. Segundo a DPU, isso se deve a uma decisão da Corregedoria Judicial da penitenciária. Medidas assim costumam causar insatisfação entre advogados, que veem nisso uma violação ao sigilo na relação profissional deles com seus clientes.

REFEIÇÕES COM CONTROLE DE QUALIDADE

Os relatórios foram feitos entre 2015 e 2017. O mais antigo é da unidade de Mossoró, de abril de 2015. O mais recente é o de Catanduvas, e já aborda a portaria do Depen, que restringiu em 2017 as visitas íntimas. Os de Campo Grande e Porto Velho são do fim de 2016. Segundo a DPU, há relatórios mais recentes, de 2017, mas os dados ainda estão sendo consolidados.

Sexo, religião, alimentação, lazer, educação e trabalho são alguns dos pontos abordados. Os relatórios de Campo Grande e Mossoró, por exemplo, dizem que visitas homoafetivas são permitidas. Não há informações a respeito disso nos documentos de Catanduvas e Porto Velho.

Em Mossoró e Campo Grande, as refeições são adaptadas por motivos de saúde e religiosos. Em Porto Velho, há também dietas específicas e é permitido chocolate em datas como Dias dos Pais, Páscoa e Natal. O cardápio é orientado por nutricionista nos três presídios. Existe até mesmo controle de qualidade. Em Campo Grande, segundo o relatório da DPU, as refeições são pesadas e são verificadas a aparência, temperatura e cheiro. Em Mossoró, “todos os dias a penitenciária federal recebe uma marmita teste, que é provada pelo fiscal, além de ser verificado o peso e a temperatura”.

Comércio exterior

Depois de cinco anos de redução ou de avanços modestos, o comércio com o Mercosul voltou a dar sinais de vitalidade. De janeiro a novembro deste ano, as exportações do Brasil para os países sócios cresceram 23,6%, uma taxa maior do que a do conjunto dos mercados: 18,2%.

“O comércio dentro do bloco foi reativado”, afirmou ao Estado o secretário de Comércio Exterior, Abrão Árabe Neto. “E é um comércio de pauta nobre, porque 89% das nossas exportações para o Mercosul são de manufaturados.” As vendas de produtos industrializados para Argentina, Paraguai e Uruguai avançaram 28,3%, quase o triplo dos 10,4% registrados no total do Brasil.

Por trás desse desempenho há dois fatores. O principal é que as economias dos países vizinhos estão crescendo. O outro, a volta da “pegada” econômica do Mercosul, depois de uma década e meia tratando basicamente de temas políticos.

Neste ano, Argentina deve crescer 2,5%, Uruguai, 3,5% e Paraguai, 3,9%, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). Com as economias mais fortes, eles aumentaram suas importações, principalmente do Brasil.

“A dinâmica do comércio responde ao ciclo econômico dos países”, comentou o gerente de Negociações Internacionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Fabrizio Panzini. “Voltando o crescimento no Mercosul, a expectativa é que o comércio cresça, por ser uma região integrada.”

Com a Argentina, o Brasil acumulou um superávit recorde de US$ 7,4 bilhões este ano, basicamente com a venda de automóveis. “É muito”, disse o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. “Proporcionalmente, é como se nós tivéssemos um déficit de US$ 30 bilhões”.

O desequilíbrio no comércio causa desconforto, reconhece uma fonte do governo. O Brasil tem sido cobrado nas mesas de negociações a aumentar suas importações.

Para Abrão, o equilíbrio deve voltar em 2018. Com uma perspectiva de crescimento mais forte, o Brasil deve comprar mais dos países vizinhos.

É quase certo que as montadoras brasileiras aumentarão suas importações da Argentina, disse Castro. Pelo acordo automotivo vigente entre os dois países, elas precisarão fazer isso para não ter de pagar impostos sobre os carros que exportaram para lá neste ano.

Contraponto

O crescimento na venda de manufaturados é um ponto positivo, mas o presidente da AEB alertou que os produtos brasileiros só têm fôlego para serem vendidos na região. “Nós não temos preço para vender para os grandes mercados”, afirmou. “Daí a importância de fazermos nossas reformas estruturais”.

Fato muito destacado pelas autoridades que participaram da reunião de cúpula do Mercosul, na quinta-feira passada, em Brasília, a retomada da agenda econômica do bloco também teve seu papel no crescimento do comércio. No início do ano, foram identificadas 78 barreiras ao comércio dentro do bloco. Na semana passada, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, informou que 86% delas já haviam sido removidas.

“Estamos vendo uma recuperação”, disse o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale. “Vamos terminar o ano com um crescimento em torno de 9,5%, o que é um pouco acima de nossas previsões, e as exportações serão recorde”.

A melhora é notada também no setor de calçados, que em 2016 ainda amargava dificuldades para internar seus produtos na Argentina. “Não houve obstáculo maior para a entrada de nossos produtos”, informou o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein. A Argentina foi um dos poucos mercados onde houve aumento das vendas do setor. A participação do produto brasileiro naquele mercado passou de 29% para 34%, enquanto o produto chinês recuou de 23% para 20%.

“O Mercosul estava travado como acordo e como funcionalidade”, disse o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel. Com o alinhamento dos países em busca de mais comércio, o bloco ganhou uma agenda mais efetiva. “É uma velocidade que não se via há tempos”, afirmou. “Agora o Mercosul está com uma pegada mais adequada”.