Um em cada quatro eleitores brasileiros se diz evangélico. Se a eleição se restringisse ao grupo, o segundo turno hoje seria disputado entre Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede), com os dois candidatos com percentuais de voto acima do que obtêm na média dos eleitores. Entre os evangélicos, Bolsonaro salta de 22% para 29% das intenções de voto; Marina passa de 12% para 15%, informa o Ibope. Nesse segmento, Cabo Daciolo (Patriota) consegue 1% das menções, mas é um candidato sem apoiadores entre os eleitores de outras religiões.

A prevalência de Bolsonaro e Marina e o conhecimento do nome de Daciolo se explicam porque são os candidatos mais afinados com as propostas e os grupos evangélicos. Marina e Daciolo se declaram evangélicos, ambos de conversão tardia; Bolsonaro ainda se diz católico, mas casou com uma evangélica e passou por um batismo que usa para se aproximar deles.

Antes de começar a campanha presidencial e iniciar viagens quase diárias pelo país, Bolsonaro foi batizado na igreja Assembleia de Deus e mantinha uma rotina de cultos e celebrações evangélicas nos fins de semana ao lado de sua mulher, Michelle, fiel da Igreja Batista Atitude. Sua conversão é questionada por adversários e pastores de algumas denominações religiosas. Em 2016, o presidenciável do PSL postou nas redes sociais um vídeo em que é batizado nas águas do Rio Jordão, em Israel, pelo ex-aliado Pastor Everaldo, candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro e presidente nacional do PSC. “Acredito que Jesus é o filho de Deus, que morreu na cruz, que ressuscitou, que está vivo para sempre e é o salvador da humanidade”, afirmou o deputado federal durante o batismo.

Bolsonaro, então filiado ao PSC, passou a estreitar as relações com as igrejas pentecostais e neopentecostais pelo país. Para o Pastor Everaldo, Bolsonaro aceitou Jesus, embora não diga em público ser fiel de determinada igreja evangélica. “Se ele disse que acredita em Jesus, que ele ressuscitou, que está vivo e é o salvador da humanidade, por que não?”, indagou o presidente do PSC. Disse que foi procurado em Israel por Bolsonaro e uma comitiva com oito pessoas, entre eles os três filhos e alguns assessores parlamentares: “Eles pediram para ser batizado no Rio Jordão”.

Bolsonaro, por meio de sua assessoria, conta outra versão. Afirmou que foi o próprio Pastor Everaldo que o convidou para ser batizado. De acordo com fontes da campanha do presidenciável, o PSC defenderia que a imagem do presidenciável nas águas do Rio Jordão reforçaria seu apelo ao voto evangélico. O presidenciável do PSL, no entanto, registrou-se no TSE como católico, mas declara ter trabalho rotineiro em igrejas evangélicas.

Bolsonaro se aproximou do voto evangélico por meio de uma pauta conservadora na qual combate o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Passou a frequentar eventos evangélicos públicos, como a Marcha para Jesus, promovida pela Igreja Renascer em Cristo. Aproximou-se de líderes políticos evangélicos, entre eles o senador Magno Malta (PR-ES), que chegou a ser cogitado para ocupar a vaga de vice em sua chapa candidata ao Palácio do Planalto. Também estreitou sua ligação com o deputado e pastor Marco Feliciano (Podemos-SP), um dos defensores da “cura gay”.

Para a socióloga Christina Vital, professora e pesquisadora da Universidade Federal Fluminense (UFF), o batismo de Bolsonaro foi além de uma conversão evangélica. “Certamente é uma tentativa de tornar ambígua sua identidade religiosa. Ele se apresenta como católico, mas é casado com evangélica e foi batizado nas águas do Rio Jordão. Diz que sua candidatura só pode ser ‘uma missão divina’, porque ele era ‘insignificante’ e ganhou essa notoriedade. E não sou eu que estou afirmando. Ele mesmo o disse em sabatina em um programa televisivo”, afirmou a pesquisadora.

Marina Silva e Cabo Daciolo têm experiências distintas com a religião evangélica, mas ambos contam que chegaram até a conversão por meio do sofrimento. Interpretando o que chamam de “aceitar Jesus” como uma mudança radical no comando de sua vida, afirmaram que o sofrimento é uma espécie de sinal de alerta para rever hábitos e se aproximar do divino. Tanto Marina, com origens na Igreja Católica — chegou a sonhar em ser freira —, quanto Daciolo, que tinha como referência religiosa o espiritismo até então seguido pelos pais, enfrentaram graves problemas de saúde. Ambos comungam da mesma hipótese quando indagados sobre as razões da conversão: as doenças fizeram a fé ressurgir.

Motoristas denunciaram no mês de julho, ao Blog do Cauê Rodrigues , a abertura de uma cratera na Rodovia Estadual PE-320 entre as cidades de Flores e Carnaíba, onde o solo cedeu e abriu a cratera de aproximadamente três metros de profundidades com cerca de 60 cm de abertura na cabeceira da ponte do sitio Cajá, zona rural de Flores, no Sertão do Pajeú.

O Departamento de Estradas e Rodagens (DER) e a Secretaria Estadual dos Transportes não tomaram nenhum tipo de providências durante meses, fazendo com que, ao longo da semana passada, moradores se mobilizassem e com entulhos taparam a cratera que colocava em risco as vidas de motoristas e motociclistas que trafegam pelo trecho sem conhecimento da abertura no asfalto.

No inicio de setembro, o Promotor de Justiça de Carnaíba, Dr. Ariano Tércio cobrou em nota ao Secretário de Transportes, Antonio Júnior, providências quanto à manutenção da PE-320.

“Chegou ao conhecimento desta Promotoria de Justiça que na PE-320, próximo ao sítio Cajá, entre os municípios de Carnaíba e Flores, uma cratera se abriu há várias meses no trecho rodovia”, disse ele em Nota.

Ele solicitou que Secretaria de Transporte do Estado engendrasse esforços para providenciar a reforma necessária no trecho descrito, e que remetesse para a Promotoria de Justiça no prazo de 15 (quinze) dias, todas as informações acerca das providências adotadas por parte da Secretaria. Além da cratera, uma parte da proteção do corrimão da ponte também está destruída. A ponte é a mais alta de toda a extensão da Rodovia PE-320 que liga Serra Talhada a São José do Egito.

Por volta das 21 horas, da noite deste sábado (15), um gravíssimo acidente de transito seguido de explosão deixou uma vitima fatal na BR 232  nas proximidades do Posto Pinheiro em  Cruzeiro do Nordeste, município de Sertânia no sertão do estado.

De acordo com as primeiras informações, um caminhão caçamba que transportava uma retroescavadeira acabou colidindo de frente com outro caminhão provavelmente pertencente a uma transportadora onde os dois veículos acabaram se incendiando.

Ainda de acordo com as informações, o motorista da caçamba morreu carbonizado, e o passageiro que era é o operador da maquina,  com o impacto da batida foi jogado para fora da cabine pela janela vindo a sofrer  apenas escoriações, enquanto isso o outro condutor do segundo veiculo atingido  além de ficar preso nas ferragens, quebrou o fêmur mais conseguiu sair do veiculo  no momento que estava em chamas.  As informações são do Blog Giro Social.

Os professores da rede municipal de Belém do São Francisco, no Sertão Pernambucano, realizaram uma manifestação na última sexta-feira (14). Eles saíram em caminhada da Câmara de Vereadores em direção à Prefeitura.

A categoria reivindica o pagamento do salário referente ao mês de agosto que está atrasado. Além disso, os profissionais solicitam a redução da carga horária e pagamento de hora extra.

A prefeitura informou que a previsão é que o salário atrasado seja pago até o final de setembro. Em relação ao excesso da carga horária, o prefeito Licínio Lustosa comunicou que vai discutir em reunião com os representantes da categoria e o setor jurídico da Prefeitura na próxima terça-feira (18).

Foto: Ricardo Labastier/Divulgação

O senador Armando Monteiro Neto (PTB), candidato ao governo de Pernambuco, subiu o tom contra o adversário Paulo Câmara (PSB) ao discursar em Petrolina, no Sertão, neste sábado (15). “Esse governador é mentiroso”, afirmou o petebista, ao cobrar o cumprimento de promessas de campanha do socialista em 2014, quando foi derrotado por ele.

“Prometeu dobrar salário de professor e não fez; prometeu bilhete único e não implantou, prometeu quatro hospitais, incluindo o Hospital da Mulher de Petrolina, e não fez; prometeu construir seis UPAs e não fez”, enumerou. “Fez foi ficar devendo ao pessoal da saúde, aos terceirizados. Não paga o pequeno prestador de serviço, não paga o artista”, acusou.

“Ele só é bom para cobrar imposto, para arrochar os pequenos”.

A cobrança de promessas também é usada no guia eleitoral de Armando, que foi questionado no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE). A Justiça Eleitoral decidiu inicialmente suspender a propaganda na televisão, mas o petebista conseguiu reverter a determinação. No Facebook, porém, não pode usar o vídeo.

Armando também citou o ex-governador Eduardo Campos (PSB), padrinho político de Paulo Câmara. Em 2010, o petebista se elegeu senador com o apoio do socialista, mas rompeu em 2012, quando decidiu seguir com os petistas após o racha entre os dois partidos na eleição municipal do Recife.

“Virou uma homenagem a Eduardo Campos, uma homenagem justa, eu reconheço”, disse.

Mas acrescentou: “esse rapaz não foi escolhido para governar, foi escolhido para ser governado. E quando ficou só ficou sem rumo. Esse rapaz já teve a oportunidade dele e eu venho pedir humildemente que me deem uma oportunidade”. As informações são do Blog de Jamildo.

O governador Paulo Câmara (PSB), candidato à reeleição, fez duas carreatas na manhã deste sábado (15), em Brejinho, Itapetim, São José do Egito, Santa Teresinha, Afogados da Ingazeira e Tabira, no Sertão do Pajeú. Em discursos durante os atos de campanha, citou os ex-governadores Eduardo Campos (PSB), seu padrinho político, e Miguel Arraes (PSB), avô dele. Voltou a prometer a construção de uma UPA em São José do Egito, coisa que prometera em 2014.

“Vamos honrar o que Miguel Arraes já fez, o que Eduardo Campos já fez e vamos continuar a melhorar Pernambuco para mudar a vida do nosso povo, que é um povo tão guerreiro. Nossa responsabilidade é muito grande”, disse Paulo Câmara.

Ao lado do senador Humberto Costa (PT), também candidato à reeleição, e de Jarbas Vasconcelos, que encontrou a comitiva em São José do Egito, Paulo Câmara fez o ‘L’, em referência ao ex-presidente Lula (PT).

O governador enfatizou que o País passou por um período de crise durante a sua gestão. “Passamos por períodos muito duros, uma crise sem precedentes, que afetou a economia, a política e a vida do povo brasileiro. Precisamos ter a consciência de que a gente tem muito que fazer ainda pelos pernambucanos”.

Com críticas ao adversário Armando Monteiro, Paulo disse que seu opositor é a favor do aumento do gás de cozinha, do aumento na energia elétrica, no corte do Bolsa Família, e que era candidato de Temer, pois seus candidatos a senador eram ministros do governo Temer.

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A Região Nordeste, onde vive um em cada quatro eleitores brasileiros, é, neste momento, o principal palco da disputa entre Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT) pelo espólio lulista e por uma vaga no segundo turno da disputa presidencial. A batalha entre o petista e o pedetista se acirrou nas mais recentes pesquisas, lideradas por Jair Bolsonaro (PSL). 

Nos Estados nordestinos, o confronto Ciro-Haddad alcança seu nível mais elevado na comparação com outras regiões. Enquanto o candidato do PT conta com a transferência de votos do ex-presidente Lula – preso e condenado na Lava Jato –, a campanha de Ciro acredita que poderá frear essa transmissão. O Nordeste possui pouco mais de 39 milhões de eleitores, o que representa 26,6% do total no País.

O principal trunfo de Ciro é o forte apoio de que desfruta no Ceará, Estado que já governou e cuja máquina é controlada por seu irmão, Cid Gomes, candidato ao Senado pelo PDT. Apesar de ser petista, o atual governador, Camilo Santana, é afilhado político dos irmãos Gomes e apoia Ciro.

O crescimento de Ciro vinha sendo impulsionado principalmente pelo desempenho no Nordeste. Mas, desde que foi oficializado como candidato do PT à Presidência, na última terça-feira (11), Haddad alcançou índices que o deixam em empate técnico no segundo lugar com adversários.

Conforme o Ibope mais recente, divulgado na terça, 38% dos nordestinos afirmaram que votariam “com certeza” em Haddad ao ser informados de que ele tem o apoio do ex-presidente. Naquele momento, o petista tinha 13% das preferências no Nordeste, ante 18% de Ciro.

Já a pesquisa Datafolha divulgada anteontem, mostrou que Haddad cresceu de 11% para 20% no Nordeste e Ciro oscilou para baixo, de 20% para 18%.

A campanha de Ciro estabeleceu como estratégia nos Estados nordestinos poupar Lula, apresentar Haddad como o candidato paulista da presidente cassada Dilma Rousseff e atacar o PT. Com a ausência de Lula, analistas avaliam que o potencial de crescimento de Ciro no Nordeste seria hoje maior do que em outras eleições. Mesmo que não exista garantia de que conseguirá a maioria dos votos na região, o pedetista teria a seu favor o fato de ser mais conhecido pelos eleitores nordestinos. 

Para o cientista político Wilson Gomes, da Universidade Federal da Bahia, a chapa do PT – formada pelo paulista Fernando Haddad e pela gaúcha Manuela D’Ávila (PCdoB) – poderia encontrar resistência junto ao eleitor do Nordeste, acostumado a votar em Lula por causa da relação do ex-presidente com a região. “Certamente, esse não é um ponto a seu favor, deve criar dificuldade e talvez não ajude ele (Haddad) a ganhar votos”.

Na sua avaliação, o fato de Ciro ser um político do Nordeste já tem provocado efeitos nas pesquisas de intenção de voto. “É a única das cinco candidaturas mais competitivas que tem representante na região”, disse.

Para o cientista político Humberto Dantas, da USP, Ciro teria desta vez maior chance de “dialogar” com o eleitor local, que em grande medida sempre foi fiel a Lula. “O Haddad tem tanta cara de paulista quanto o Geraldo Alckmin (PSDB). Ciro deve explorar isso para conseguir frear a transferência de votos de Lula”, afirmou. Com informações da Agência Estado.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou neste sábado (15), nova parcial da prestação de contas dos candidatos à Presidência da República.

Entre os candidatos, o com maior arrecadação, até o momento, foi Geraldo Alckmin (PSDB). O tucano levantou R$ 46,4 milhões. Do montante, R$ 46,26 milhões (97,8%) foram oriundos do Fundo Eleitoral. O financiamento coletivo do candidato representou 0,08% das verbas arrecadadas.

A segunda maior arrecadação foi a do candidato Henrique Meirelles (MDB), que declarou R$ 45 milhões em receitas até o momento. Todo o recurso veio de fontes próprias, ou seja, do próprio candidato.

A terceira maior declaração foi a do PT, cuja candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva foi substituída por Fernando Haddad. Foram movimentados R$ 20,6 milhões em receitas. A quase totalidade, R$ 20 milhões (97,1%), veio do Fundo Eleitoral. Por meio de financiamento coletivo foram arrecadados R$ 598 mil.

Ciro Gomes (PDT) vem na quarta posição, com R$ 16,1 milhões recebidos, todo do Fundo Eleitoral.

Marina Silva arrecadou R$ 7,2 milhões. Da soma de verbas, R$ 6,1 milhões vieram de doações do Fundo Eleitoral; R$ 260 mil foram de financiamento coletivo e o restante de 21 doadores.

Álvaro Dias (Podemos) declarou ter recebido R$ 5,2 milhões. Deste total, R$ 3,2 milhões (62,5%) foram oriundos do Fundo Eleitoral e 37,9% de doações diversas. A iniciativa de financiamento coletivo do candidato representou apenas 0,63% do total.

Guilherme Boulos (PSOL) recebeu até agora R$ 5,99 milhões, sendo R$ 5,97 milhões provenientes do Fundo Eleitoral. O restante foi arrecadado por meio de financiamento coletivo.

João Amoêdo (Novo) recebeu até o momento R$, 2,6 milhões. Deste total, R$ 1,2 milhão foi recebido do Fundo Eleitoral; R$ 308 mil de financiamento coletivo e o restante de doadores.

José Maria Eymael (PSDC) levantou R$ 849 mil do Fundo Eleitoral.

Jair Bolsonaro (PSL) arrecadou R$ 688,7 mil. Desse total, quase a metade foi proveniente do Fundo Eleitoral (R$ 334,75 mil). Outra parcela de R$ 332,8 mil foi obtida por meio de financiamento coletivo.

Vera Lúcia (PSTU) declarou receitas no valor de R$ 401 mil, praticamente toda oriunda do Fundo Eleitoral. A candidatura levantou apenas R$ 1,8 mil por meio de financiamento coletivo. João Goulart Filho (PPL) levantou R$ 231,8 mil, sendo R$ 230 mil do Fundo Eleitoral e o restante R$ 1,8 mil de financiamento coletivo.

As informações podem ser obtidas por meio do sistema do Tribunal “Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais”.

Um clima de insegurança dificulta o trabalho de juízes eleitorais pelo país neste ano. Os problemas envolvem a guerra de facções criminosas em áreas de votação, a falta de policiais para proteger urnas eletrônicas e cartórios com sistema de vigilância precária. As histórias se repetem em várias localidades e, em algumas delas, já afetam o funcionamento da Justiça Eleitoral, como ocorreu no Acre.

Na cidade de Sena Madureira (AC), em maio passado, seis jovens que tiravam o título de eleitor deram de cara com integrantes de uma facção criminosa na saída do cartório. Mesmo sem ligação com bandidos, foram intimidados porque moram num bairro dominado pela gangue rival. Eles tiveram que se trancar no banheiro até a PM chegar.

A guerra de facções ameaça impedir o livre trânsito de eleitores no dia da votação. O juiz Fábio Alexandre de Farias fareja o problema desde abril. Ele recebeu inúmeros pedidos para instalar outra urna na escola do bairro 2º Distrito. Um grupo de pessoas queria votar no colégio para não ir a outro bairro. A diretora da escola contou que bandidos estavam por trás das solicitações, temerosos de deixar seus redutos para comparecer às urnas em território inimigo.

Farias disse que não deu tempo de abrir a nova seção de votação no colégio. Ele pediu ajuda de tropas federais para fazer a segurança na cidade e vigiar o cartório, onde serão guardadas as urnas e o dinheiro para alimentação de 548 mesários.

A situação se agrava na região de fronteira com Peru e Bolívia. “Ali a zona eleitoral não dispõe de segurança suficiente”, diz um relatório da Justiça. O documento informa que policiais bolivianos invadiram recentemente a cidade de Epitaciolândia (AC), trocaram tiros e sequestraram um brasileiro suspeito de crime, levado para a Bolívia.

Há um clima de faroeste também nos grandes centros. Em Angra dos Reis, no litoral do Rio, o juiz Carlos Manuel do Souto atua numa área cada vez mais conflagrada pela briga de facções do tráfico.

Por precaução, ele decidiu mudar três locais de votação do interior das favelas para a entrada das comunidades. O cartório guardará as urnas que serão usadas em Angra e em outros quatro municípios da região. Felizmente, o juiz tem local seguro no prédio da Justiça Estadual. É luxo perto da situação em outras regiões.

No Piauí, os juízes pediram auxílio ao Exército para tomar conta de 46 cartórios que não têm policiais para proteger as urnas, e correm risco de arrombamento. O Tribunal Superior Eleitoral autorizou tropas federais em 112 cidades, metade dos municípios piauienses.

A MAIS PRECÁRIA

Um relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), divulgado na semana passada, revela que os prédios da Justiça Eleitoral são os mais precários em segurança no Brasil. Apenas 7% têm detector de metal contra 23% na média de outras sedes do Judiciário (trabalhista, estadual, federal e militar). As câmeras de segurança existem em apenas 12% contra 24% no geral da Justiça, e há controle de acesso de pessoas em 17% contra 34% nas outras repartições.

Em estados tomados pela violência, os juízes eleitorais só podem recorrer às Forças Armadas. O governo do Rio Grande do Norte relatou ao TRE um déficit de 70% no efetivo da Polícia Civil e de 30% no da PM. Admitiu “a impossibilidade de garantir a segurança das eleições 2018”.

Diante desse quadro, a juíza eleitoral da cidade de Venha Ver, Erika Souza, pode decretar toque de recolher na véspera da votação, como fez em 2016. Um grande número de pistoleiros circula na cidade.

—É comum as pessoas andarem armadas ou terem armas em casa. Muitos se aglomeram nos locais de votação. Eu peço para dispersar, mas a força de um juiz é insuficiente, diz Erika.

Em São Bento do Trairi, na divisa com a Paraíba, a juíza Giselle Cortez teme ameaças a funcionários como as que ocorreram no pleito municipal. Um grupo ligado a políticos impediu a retirada das urnas após a votação. A PM usou bombas para dispersar as pessoas.

A vida de juiz eleitoral também não é fácil no Amazonas. No município de Japurá, bem maior que o Estado do Rio, a juíza Tamiris Gualberto demora 12 horas para chegar ao cartório, se tomar avião em Manaus, aterrissar em Tefé e embarcar numa lancha veloz.

— Em caso de emergência, há grande dificuldade de acesso ao município em razão da distância. Por isso, toda a preparação é feita de forma antecipada, inclusive a chegada de reforço federal, afirmou.

O município vizinho de Fonte Boa, com 23 mil habitantes e área dez vezes maior que a cidade do Rio, tem apenas três policiais.

—As eleições são acaloradas, sendo comuns tentativas de invasão ao cartório, diz o juiz Yuri Caminha. Os dois municípios terão tropas federais. Com informações do Jornal O Globo.

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A falta de recursos e o orçamento limitado ameaçam a sobrevivência dos programas sociais do governo federal quando os sinais de aumento da pobreza assustam. O próximo presidente vai assumir o País com o desafio de equilibrar as contas públicas sem ignorar o número crescente de brasileiros que a crise deixou mais vulneráveis. 

Os sinais de que a vida dos brasileiros mais carentes piorou são claros. Mesmo com o início da recuperação da economia, a pobreza extrema aumentou no País em 2017, e atingia 14,8 milhões de pessoas, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE. Os dados foram compilados pela consultoria LCA. 

Maior programa de transferência de renda do País, o Bolsa Família chegou a atender 14 milhões de lares em 2013. No fim do primeiro semestre, após altos e baixos, o número de beneficiários estava em 13 milhões. O Ministério do Desenvolvimento Social diz que o programa sofre variações regulares no número de beneficiários.

O pernambucano Erivaldo Severino Leite, de 33 anos, tenta voltar a receber o Bolsa Família. Ele, a mulher e os dois filhos fizeram parte do programa até 2015, quando ele ficou desempregado e teve o benefício cortado ao passar a receber o seguro-desemprego. “Pelas regras, eu não poderia receber dois benefícios ao mesmo tempo. Quando a quarta parcela do seguro-desemprego acabou, tive que fazer bicos”.

Ainda sem emprego formal, ele viu as contas de luz, água e condomínio se empilharem. A parcela do imóvel em que mora em Jundiaí (SP) está atrasada. “Eu recebia R$ 232 do programa. Aquele recurso ajudava em casa, a gente sabia que podia contar com ele para pagar as contas.” 

Para a cientista política Celia Kerstenetzky, avaliações de impacto do Bolsa Família apontaram que o programa tem vários pontos positivos, sendo o mais importante a redução da miséria. E o mais surpreendente, diz, é que não gerou efeitos negativos no mercado de trabalho. “Com a recessão e o aumento do desemprego, a demanda por programas sociais aumentou, porque a pobreza e a miséria aumentaram, mas não houve crescimento no número de famílias e de repasse. Que mágica é essa?” 

Os dados do governo mostram que, até o fim do primeiro semestre, os repasses para o Bolsa Família chegaram a R$ 2,45 bilhões, uma queda de R$ 35 milhões ante o fim de 2017. Apesar de o número de famílias atendidas ter subido em um ano e meio, o valor desembolsado em junho também foi mais baixo que no fim de 2016. 

Alckmin Bolsonaro

Os números confirmam o que as ruas já indicavam: depois de polarizar por um quarto de século a política nacional com o PT, o PSDB perdeu para Jair Bolsonaro (PSL) o protagonismo no eleitorado antipetista. Nesse contingente, que abrange cerca de 44 milhões de brasileiros, ou 30% do total de eleitores, Bolsonaro tem apoio da maioria absoluta, e sua taxa de intenção de votos equivale a seis vezes a do tucano Geraldo Alckmin.

Segundo o Ibope, entre os antipetistas, o deputado e militar da reserva têm 53% das preferências – é o dobro de sua média nacional. Já Alckmin, com apenas 9%, fica em um distante segundo lugar. Sem recuperar parte significativa desse eleitorado, dificilmente o tucano conseguirá chegar ao segundo turno.

Alckmin é seguido por Ciro Gomes (PDT, 5%) e Marina Silva (Rede, 4%). Somados, todos os adversários do líder atingem 31% entre os antipetistas, e ficam mais de 20 pontos porcentuais atrás dele. Nesse segmento, Fernando Haddad (PT), substituto de Luiz Inácio Lula da Silva – condenado e preso na Lava Jato – na campanha presidencial, tem zero de intenção de voto. É raro encontrar tanta coerência em uma pesquisa.

Os dados são de levantamento do Ibope feito entre os dias 8 e 10, depois de Bolsonaro ter sido esfaqueado em um evento de campanha em Juiz de Fora (MG), fato que provocou comoção e aumento expressivo da exposição do candidato do PSL nos meios de comunicação. Para medir o eleitorado antipetista e averiguar sua composição social, o Ibope perguntou aos eleitores: “Em qual desses partidos políticos o(a) senhor(a) não votaria de jeito nenhum?” Com 30%, o PT ficou em primeiro lugar no quesito rejeição, com larga margem sobre o segundo colocado, o PSDB (8%).  

Coesão

Após o atentado, Bolsonaro ganhou forte impulso entre os antipetistas. Nesse segmento, ele subiu 12 pontos porcentuais em relação à pesquisa feita antes da agressão, o triplo do que cresceu no eleitorado total. Ao mesmo tempo, a soma das taxas dos adversários caiu nove pontos. Ou seja, os antipetistas cerraram fileiras em torno do candidato do PSL.

Esse impulso pode ter relação com a repercussão imediata do ataque ao candidato. Pouco depois do incidente em Juiz de Fora, começaram a circular em redes sociais publicações de aliados de Bolsonaro e montagens anônimas procurando relacionar o agressor ao PT.

O próprio vice de Bolsonaro, General Mourão atribuiu o crime a “um militante do Partido dos Trabalhadores”, em um primeiro momento. Depois, recuou. O agressor, Adélio Bispo de Oliveira, foi filiado ao PSOL entre 2007 e 2014. Mas o candidato do PSL já era, disparado, o favorito dos antipetistas mesmo antes da facada. Ele tinha 41% nesse segmento.

Nas últimas seis eleições, PT e PSDB foram os principais atores das campanhas presidenciais, em polos opostos. O tucano Fernando Henrique Cardoso ganhou em 1994 e 1998, no primeiro turno, e os petistas Lula e Dilma Rousseff venceram as disputas seguintes, sempre contra um adversário do PSDB no segundo turno. Marina Silva tentou romper a polarização PT-PSDB ao concorrer como candidata da “terceira via”, em 2010 e 2014, sem sucesso.

Características

Na distribuição geográfica do eleitorado, há uma concentração maior de votantes que rejeitam o PT nas regiões Sudeste e Sul. Juntas, elas abrigam 69% desse segmento – e 59% do eleitorado total. No Nordeste estão apenas 15% dos eleitores anti-PT, embora a região abrigue cerca de 26% da população apta a votar. No Norte/Centro-Oeste, a balança está mais equilibrada: 15% dos antipetistas e 16% do eleitorado total.

Em termos de escolaridade, os antipetistas têm mais anos de estudo e se concentram na elite. Um em cada três eleitores com essa característica tem curso superior, enquanto a média do eleitorado total é de apenas um em cada cinco. No outro extremo, entre os que estudaram até a quarta série, a proporção de antipetistas equivale à metade da média nacional.

Na divisão por renda, quanto maior a faixa salarial, maior a proporção de eleitores anti-PT. Na amostra total da pesquisa, os brasileiros que ganham mais de cinco salários mínimos são 14%. Entre os que rejeitam votar no PT, essa proporção chega a 24%.

A pesquisa Ibope foi realizada entre os dias 8 e 10 de setembro, em 145 municípios, e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR‐05221/2018. Foram entrevistados 2.002 eleitores, sendo que 30% destes se enquadraram na categoria de antipetistas, ao afirmar que não votariam no PT de jeito nenhum. A margem de erro do levantamento foi de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. Todos os porcentuais relativos aos antipetistas, porém, têm uma margem de erro maior que a da pesquisa inteira, já que a amostra de eleitores é menor. Com informações do Estado de S.Paulo.

Rodolfo Buhrer

Por Lauro Jardim/O Globo

No entorno mais próximo de Jair Bolsonaro circula uma história rocambolesca, mas que é levada a sério por ali: agentes do Mossad, o serviço de inteligência de Israel esteve recentemente na Argentina para avisar às autoridades locais que integrantes do Hezbollah fariam suas vítimas na América do Sul: Maurício Macri e Jair Bolsonaro.

Neta de Miguel Arraes critica a cúpula do PT Foto: Reprodução

Em vídeo de divulgação de sua campanha a deputada federal, a candidata Marília Arraes (PT-PE) alfineta a decisão do próprio partido de apoiar a reeleição de Paulo Câmara (PSB).

A neta de Miguel Arraes seria candidata ao governo do estado, mas um acordo das cúpulas do PT e PSB selou o apoio ao atual governador. “Eles nem sabem o que é Pernambuco”, diz um dos participantes da propaganda.

“A gente vai trabalhar para que daqui a quatro anos seja você no governo”, afirmou outra mulher na peça.

TSE nega novo pedido de Lula para gravar propaganda eleitoral da prisão

O ministro Sérgio Banhos, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou neste sábado (15), pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que declarasse o direito do petista gravar áudios e vídeos de dentro da prisão. A intenção era utilizar as mídias na propaganda eleitoral no rádio e na televisão.

Ao negar dar andamento ao pedido, Banhos argumenta que não é competência da Justiça Eleitoral decidir sobre a produção do material por Lula, uma vez que este assunto deve ser tratado pelo juízo responsável pela execução da pena do petista. O ex-presidente está preso na sede da PF em Curitiba após ser condenado em segunda instância pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

“O que pretendem os requerentes escapa à competência da Justiça Eleitoral, que estaria se imiscuindo em assunto de competência do Juízo da Execução, responsável pela administração de todas as questões pertinentes ao cumprimento pena”, afirma Banhos em sua decisão.

Em julho, a juíza Carolina Lebbos, responsável pela execução da pena de Lula já havia negado a autorização para gravações de dentro da prisão.

Segundo o advogado Eugênio Aragão, que defende o ex-presidente no âmbito eleitoral, o pedido não era para que o TSE autorizasse, mas que declarasse que Lula tem o direito de gravar vídeos e áudios de sua cela, em Curitiba. Com essa autorização, a defesa iria fazer um novo requerimento à juíza de execução penal.

Para Banhos, porém, apesar de reconhecer o direito à liberdade de expressão, a questão não deve ser analisada pela Justiça Eleitoral.

“Não se desconhece o direito constitucional da Coligação requerente de participar do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão nas Eleições de 2018, na forma da lei (art. 17, § 3º, incisos I e II, da CF), o que não lhe foi negado por esta Justiça Eleitoral. Tampouco se ignora a garantia constitucional à liberdade de expressão do segundo requerente (art. 5º, inciso IV, da CF). Ocorre que o Ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva está sujeito à segregação imposta pela Justiça Comum (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), a partir de entendimento firmado, por maioria, no âmbito do Supremo Tribunal Federal”, diz o despacho do ministro.

Sem biometria, mais de 3,6 milhões de eleitores têm títulos cancelados

A Constituição Federal torna obrigatórios o alistamento eleitoral e o voto dos brasileiros alfabetizados com mais de 18 anos e menos de 70 anos. As eleições deste ano contam com 129,4 milhões de cidadãos nessa categoria. Todos devem comparecer às urnas no dia 7 de outubro para escolher os candidatos que concorrem aos cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual/distrital.

A Constituição também prevê como facultativo o voto para os analfabetos, para os maiores de 70 anos, bem como para os jovens com mais de 16 anos e menos de 18 anos. Esse grupo representa 17,8 milhões dos cidadãos que poderão votar nas eleições deste ano, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ao todo, estão aptos a participar do pleito mais de 147 milhões de eleitores distribuídos pelos 5.570 municípios do país, bem como em 171 localidades de 110 países. No entanto, conforme levantamento do portal G1, pelo menos 3,6 milhões de brasileiros não poderão ir às urnas este ano, porque não fizeram o cadastramento biométrico e tiveram seus títulos eleitorais cancelados.

O número diz respeito aos eleitores de 862 cidades de 17 estados que passaram por revisão biométrica obrigatória entre 2017 e 2018. No total, 73,7 milhões, 50% do eleitorado apto, vão votar usando a biometria nas eleições de 2018.

Maioria

O grupo de brasileiros que têm entre 45 anos e 59 anos concentra o maior número de eleitores e totaliza 35.742.439, número equivalente a 24,26% do total. Também pertence a esse grupo a maioria dos cidadãos cujo voto é obrigatório. Eles somam 33.883.497 de pessoas. Os outros 1.858.942 são analfabetos.

Quanto aos eleitores para os quais o voto é facultativo, os jovens representam 1.400.617, sendo 403.683 com 16 anos e 996.934 com 17 anos. Por sua vez, o eleitorado com 70 anos ou mais, para o qual o voto também é facultativo, contabiliza 12.028.495 de eleitores.

Cadastro eleitoral

O dia 9 de maio deste ano foi o prazo final para o eleitor que pretendia participar das eleições 2018 fazer sua inscrição eleitoral, transferir ou atualizar os dados de seu título. Quem não se cadastrou nem solucionou eventuais pendências com a Justiça Eleitoral até aquela data está agora com a situação irregular e, por isso, não poderá votar em outubro deste ano.

Novas atualizações de dados no cadastro eleitoral só poderão ser feitas a partir do dia 5 de novembro deste ano.