Eleitores de cinco cidades voltam às urnas neste domingo

Mais de dois anos após votarem para prefeito nas eleições regulares, os eleitores de cinco cidades brasileiras terão de voltar às urnas neste domingo (17) para novamente escolher os mandatários de seus municípios. São elas: Cajamar, Lagoinha e Macaubal, em São Paulo; Piên, na região metropolitana de Curitiba; e Cabedelo, município da região metropolitana de João Pessoa.

As eleições suplementares ocorrem devido à cassação ou à rejeição tardia do registro de candidatura dos eleitos, conforme explicação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na legislação.

No caso de Cajamar, cidade com 57 mil eleitores, a prefeita originalmente eleita, Ana Paula Polotto Ribas (PSB), e sua vice Dalete de Oliveira tiveram os mandatos cassados por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2016.

Elas foram condenadas por se beneficiar com a realização de obras de pavimentação em dezenas de ruas da cidade nos meses que antecederam a votação. Após sucessivos recursos, o processo que resultou na cassação da prefeita e da vice somente foi finalizado no plenário do TSE em novembro do ano passado.

No caso de Cabedelo, no litoral da Paraíba, com 47 mil eleitores, a nova votação foi convocada após Leto Viana (PRP), eleito em 2016, ter sido afastado pela Câmara de Vereadores e posteriormente renunciar ao cargo, em outubro do ano passado, após ser preso pela Polícia Federal numa operação de combate à corrupção.

Como a renúncia ocorreu antes de Viana completar dois anos no cargo, e o vice-prefeito Flávio Oliveira (PRP) faleceu em julho por insuficiência cardiorrespiratória, a eleição suplementar precisou ser convocada, conforme também prevê a legislação eleitoral.

O município de Piên tem uma história diferente. O prefeito eleito, Loir Drevek (MDB), foi morto com um tiro na cabeça em dezembro, antes de tomar posse, num crime com aparente motivação política. Em seu lugar assumiu o vice Livino Tureck (MDB), que em novembro do ano passado morreu vítima de câncer. Novamente, a eleição suplementar foi organizada devido à vacância do cargo antes da metade do mandato.

Para realizar esses novos pleitos, são realizados diversos gastos, tais como o pagamento de despesas com auxílio-alimentação dos mesários, infraestrutura, logística e transporte de urnas eletrônicas.

Em outubro do ano passado, o TSE assinou um convênio com a Advocacia-Geral da União (AGU) para tentar reaver o dinheiro público gasto com eleições suplementares convocadas devido à cassação dos eleitos.

Segundo levantamento feito pela AGU na ocasião, ao menos R$ 82,3 milhões foram gastos desde 2007 pela Justiça Eleitoral com a realização de 405 eleições suplementares.

Com Moro de carona, Bolsonaro vai a churrasco com Maia, Davi e Toffoli

Originalmente anunciado como um evento restrito entre os presidentes dos Três Poderes, o almoço deste sábado (16) na residência de Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, transformou-se em uma confraternização informal entre boa parte da cúpula política de Brasília.

Um dia antes de embarcar para Washington, nos EUA, o presidente Jair Bolsonaro chegou ao churrasco de camisa de manga curta azul clara e levou de carona o ministro Sergio Moro (Justiça), que não estava na lista inicialmente. Eles foram recebidos por um Maia sorridente, de camisa polo preta.

Também apareceu sem estar na lista original de convidados o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente e protagonista de um escândalo de suspeita de corrupção envolvendo integrantes de seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), cuja residência oficial é vizinha à de Maia, foi um dos primeiros a chegar, mas saiu pouco depois. Ele retornou após alguns minutos com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, no carro oficial do Senado.

Dos 22 ministros, compareceram 15, entre eles Ricardo Vélez (Educação). Não apareceram Paulo Guedes (Economia), comandante da reforma da Previdência, e Marcelo Álvaro Antônio (Turismo), cujo cargo está sob risco por causa do escândalo dos laranjas do PSL, revelado pela Folha de S.Paulo.

O general Santos Cruz (Secretaria de Governo) chegou caminhando, de camisa polo vinho e óculos escuros. “Me mandaram no meu zap aqui que era para almoçar. Não tenho ideia de agenda”, disse na entrada.

Ministro do ex-presidente Michel Temer (MDB), hoje secretário do governo João Doria (PSDB), Alexandre Baldy (PP) chegou dirigindo e foi embora pouco depois. Abriu a janela e explicou. Esteve lá para levar a filha, amiga dos filhos de Rodrigo Maia. E se despediu com o slogan do novo chefe: “Acelera”, acompanhado do gesto com a mão.

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), curtiu o sábado ensolarado no cerrado de camiseta azul, depois de dias na Antártida. Saiu de -45ºC para 28ºC, segundo o The Weather Channel.

Poucos congressistas apareceram. Um deles foi o senador Marcos do Val (PPS-ES), relator do decreto legislativo apresentado pelo PT no Senado para anular a medida de Bolsonaro que flexibiliza a posse de armas para civis.

Os outros dois foram os deputados Fernando Coelho Filho (DEM-PE) e Arthur Lira (AL), líder do PP na Câmara, um dos críticos mais contundentes da falta de articulação política do governo Bolsonaro.

A cúpula do PSL no Congresso não estava presente. Os líderes do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), e no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), e o líder do partido, deputado Delegado Waldir (GO), não foram.

A reunião acontece em um momento de arestas a serem aparadas entre os três Poderes.

Sem base aliada formada, o governo Bolsonaro é criticado no Congresso pela articulação política considerada falha. Para darem início à tramitação da reforma do regime geral da Previdência, deputados e senadores exigem cargos, repasses de verbas e o envio do projeto que alterará o sistema de aposentadoria dos militares.

Anfitrião do almoço, Maia assumiu a função de costurar uma base aliada para Bolsonaro na intenção de garantir a aprovação da reforma.

O Senado, que não pretende ficar sem protagonismo, elevou a temperatura na relação com o Supremo.

Alguns senadores reclamam do que chamam “ativismo judicial” e têm nas mãos pedidos de impeachment contra diferentes magistrados, um requerimento de criação de CPI para investigar integrantes das cortes superiores e projetos que revertem decisões do tribunal e estabelecem mandato de oito anos para seus ministros.

O Supremo, por sua vez, irritou congressistas na última semana ao decidir que crimes como corrupção e lavagem de dinheiro, quando investigados junto com caixa dois, devem ser processados na Justiça Eleitoral, e não na Federal.

Mas o que mais incomodou foi o inquérito anunciado por Toffoli para apurar a existência de fake news, ameaças e denunciações caluniosas, difamantes e injuriantes que atingem a honra e a segurança dos membros da Corte e de seus familiares. Com informações da Folhapress.

Por Roberta Jungmann

A grande novidade da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), desde o dia 11 de março, quando voltaram do recesso pós-carnaval, foi o uso da identificação biométrica (através de impressão digital) para que só os deputados tivessem acesso ao elevador privativo. Antes, apesar de restrito, muitos usavam o elevador, reservado aos parlamentares.

Insatisfeitos com a “invasão” e exigindo mais privacidade, os 49 parlamentares solicitaram à presidência, de acordo com a assessoria, que fosse implantado de fato o sistema que já existia. Ainda segundo a assessoria da Alepe, foi uma “mudança que já estava na parede, apenas começou a funcionar”. Sem a digital de deputado, ninguém sobe no seleto elevador!

Medida anterior

A primeira medida tomada em relação à “invasão” de pessoas estranhas foi a restrição de não parlamentares ao famoso buraco frio. De tanta regra ao espaço, já estão apelidando o buraco frio da Alepe de “Bat Caverna”.

Aconteceu na manhã desta sexta-feira (15), na Câmara Municipal de Vereadores, a solenidade de posse dos novos servidores concursados da Prefeitura Municipal de Serra Talhada, no Sertão do Pajeú.

Das 360 vagas homologadas no certame e distribuídas entre 56 cargos, 353 candidatos foram convocados, sendo 285 empossados nesta oportunidade por atenderem todas as exigências do edital, uma vez que 43 não compareceram para confirmação da documentação dentro do prazo exigido, houve 1 desistência, 8 indeferimentos, 12 prorrogações e 4 casos estão em fase de análise. Os empossados da PMST devem comparecer à Secretaria de Administração a partir da próxima segunda-feira (18) para elaboração do termo de encaminhamento para que possam apresentar às suas respectivas secretarias e/ou órgãos municipais onde irão prestar serviço.

 O prefeito Luciano Duque destacou a renovação no quadro de servidores públicos municipais na atual gestão. “Desejamos boas vindas aos novos concursados, que chegam para somar em nosso município, onde, em apenas seis anos estamos no segundo concurso, com quase mil novos funcionários, renovando a carreira do serviço público de Serra Talhada e fazendo com que a gestão possa ampliar não somente a qualidade do serviço, mas também a quantidade dos serviços oferecidos à população. Hoje somos referência nas áreas de desenvolvimento social, saúde, qualidade no atendimento, avançamos também na educação, temos muito orgulho do time que faz o serviço público de nossa cidade e sabemos que nada disso seria possível se não fosse a parceria com a população, que paga seu IPTU, seus tributos, e precisa que sejam revertidos cada vez mais em serviços públicos de qualidade”, disse.

O secretário de Administração, Renato Godoy, reiterou a renovação no quadro de servidores públicos no município. “Foi um momento histórico, é a primeira gestão que faz dois concursos públicos em Serra Talhada, podendo ultrapassar a marca de mil novos servidores, deixando uma renovação de mais de trinta por cento de servidores públicos, o que traz para o município melhoria na qualidade e na prestação do serviço à população. Quanto ao concurso, que aconteceu juntamente com o certame da Câmara de Vereadores, tivemos um processo tranquilo, dentro da normalidade”, comentou.  

A professora empossada, Adriana Conrado, comemorou a transparência no concurso. “Graças a Deus o concurso foi muito bom, até agora está mostrando a transparência, e fico muito feliz em estar aqui nessa posse, dando entrada para a partir de segunda-feira começar no exercício”. Mesma opinião da nova agente administrativa, Amanda Rodrigues. “Hoje é um dia mito importante, foi um processo muito tranquilo, bastante célere, e estou muito feliz em por poder contribuir para a cidade nasci e cresci continuar se desenvolvendo”.

Além do prefeito Luciano Duque, do secretário de Administração, Renato Godoy, e dos novos concursados, estiveram no evento o vice-prefeito Márcio Oliveira, a primeira-dama Karina Rodrigues, o presidente da Câmara Municipal, Manoel Enfermeiro, vereadores Nailson Gomes, Vera Gama, Romério do Carro de Som, Agenor de Melo, Paulo Melo, José Raimundo, Rosimério de Cuca, Alice Conrado, Ronaldo de Dja e Sinézio Rodrigues. Com informações da Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal.

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Serão realizadas nesse domingo (17), as provas do concurso público da Universidade de Pernambuco (UPE) para o preenchimento de nove vagas na instituição. A seleção é composta por três etapas: prova escrita, de caráter eliminatório e classificatório; prova discursiva, também de caráter classificatório e eliminatório; e prova de títulos, apenas classificatória.

A avaliação dos candidatos acontecerá nas cidades de Arcoverde, Petrolina, Garanhuns e Recife. Os participantes devem responder 100 questões em cinco horas. Após a conclusão do teste, o gabarito preliminar será divulgado através do site da UPENET.

Os advogados contratados receberão remuneração mensal no valor de R$ 3.205 – O contrato terá validade de dois anos, podendo ser prorrogado, uma única vez, por igual período.

Coletiva de imprensa na Polícia Federal, em Curitiba, sobre a 47ª fase da operação Lava Jato — Foto: Adriana Justi/G1 PR

G1

A Operação Lava Jato completa cinco anos neste domingo (17) com novo juiz, mudanças na composição das equipes de investigação da Polícia Federal (PF) e a polêmica sobre a criação de um fundo com R$ 2,567 bilhões devolvido pela Petrobras devido a um acordo fechado com as autoridades norte-americanas.

Da deflagração da primeira fase, em uma segunda-feira de 2014, decorreram outras 59 etapas, 49 sentenças e mais de 150 condenados. Ao todo, R$ 13 bilhões são alvo de recuperação por meio de leniências, acordos e Termos de Ajustamento de Conduta (TAC).

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Superintendente da PF do Paraná espera ter até 50 servidores atuando exclusivamente na Lava Jato em 2019: veja aqui a entrevista completa

Depois de mais de quatro anos e meio como o juiz frente às ações penais da Lava Jato do Paraná, na primeira instância, Sérgio Moro pediu exoneração do cargo ao aceitar o convite do presidente Jair Bolsonaro (PSL) para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Desde a deflagração da operação, a 13ª Vara Criminal de Curitiba passou a julgar exclusivamente processos decorrentes da operação, mas permaneceu com aqueles que já tramitavam antes da Lava Jato.

De 2014 até deixar o cargo, Moro sentenciou 45 processos da operação. Entre os condenados pelo juiz federal, que teve sua imagem retratada em bonecos infláveis gigantes durante manifestações contra a corrupção, estão doleiros, ex-diretores da Petrobras, empresários ligados a grandes empreiteiras do país, ex-deputados federais e um ex-presidente da República.

Foi Moro quem condenou Luiz Inácio Lula da Silva pelos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro, no caso do triplex em Guarujá. A sentença foi confirmada na segunda instância e levou o ex-presidente à prisão, em abril de 2018. Lula nega as acusações.

A juíza substituta Gabriela Hardt assumiu os processos da Lava Jato interinamente após o pedido de afastamento de Moro. A primeira sentença dela foi publicada três dias após o pedido de exoneração de Moro.

Entre as quatro sentenças de Hardt no período em que esteve frente à 13ª Vara Federal de Curitiba, está a que condenou Lula pela segunda vez na Lava Jato, no caso do sítio de Atibaia. O ex-presidente disse que é inocente e que vai recorrer.

Em resposta à sentença, as defesas, o MPF e a assistência de acusação pediram algumas alterações no texto. Um dos erros apontados foi o fato de a magistrada ter colocado, em um trecho do documento, o termo “apartamento” no lugar de “sítio”.

Em documento publicado 22 dias após a sentença, Hardt atribuiu o erro ao fato de ter usado, como “modelo” para a redação daquele trecho específico, o texto referente ao triplex do Guarujá.

“Acato apontamentos feitos pelas partes, corrigindo omissões e erros materiais, justificando-os pelo excesso de volume de trabalho durante o período de elaboração da sentença, boa parte do qual exigindo urgência desta magistrada em razão do número de investigados/réus presos em inquéritos e ações penais em tramitação, com a concomitante redução momentânea do número de servidores na unidade”, diz o documento.   Continue reading

Reprodução/Google Street View

Repercute um alerta de desocupação emitido pela Prefeitura de São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife (RMR), para moradores que têm casas em cima da Adutora de Tapacurá, por possível risco de rompimento. Na capital, casas construídas sobre adutora também são motivo de preocupação, ensejando a abertura de inquérito civil público.

A portaria de abertura de inquérito civil foi publicada no Diário Oficial do Ministério Público de Pernambuco neste sábado (16). Segundo o texto, serão investigadas as possíveis irregularidades em razão da construção de casas sobre adutora da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) no bairro da Iputinga, Zona Oeste do Recife.

As moradias pertencem aos moradores das comunidades Airton Senna e Ponte da Salvação. De acordo com a promotora que assina a portaria, Maria Lizandra Lira de Carvalho, há informações de que a Compesa estaria ciente da situação, mas não teria adotado qualquer providência.

O MPPE solicitou que a Compesa, dentro de 30 dias, encaminhe relatório técnico sobre a situação e informações quanto às providências eventualmente adotadas, inclusive na esfera judicial. A Compesa ainda não se posicionou sobre o caso até a publicação da matéria.

Transposição do São Francisco

O governador reeleito, Paulo Câmara tem uma série de desafios para acelerar a retomada do crescimento de Pernambuco, melhorar o nível de emprego e qualidade de vida da população, e concluir obras estruturadoras que dependem, em grande parte, do governo federal. São desafios importantes que, na opinião dos economistas da Ceplan Consultoria Econômica e Planejamento, precisam ser enfrentados a partir do aumento de investimentos e do restabelecimento das condições fiscais para novas operações de crédito.

“Um dos problemas principais é o da infraestrutura econômica. Nossa estrutura está muito comprometida e investimentos estratégicos para o Estado não foram realizados”, afirma Jorge Jatobá, economista e sócio-diretor da Ceplan, citando o Arco Metropolitano, uma obra projetada para melhorar a logística entre os polos industriais do Litoral Norte e do Porto de Suape. Investimento federal, o Arco pode ser feito pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) ou por Parceria Público Privada (PPP). “Ele irá desafogar o transporte de passageiros e sobretudo de cargas do conjunto de empresas recém instaladas no Litoral Norte como a Vivix, a Hemobrás e sobretudo a Jeep”, completa Jatobá.

A Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe) também defende o Arco Metropolitano, assim como toda e qualquer obra de infraestrutura, que considera mais importante do que incentivos fiscais para a atração e manutenção de empreendimentos. Sem projeto definido ainda por falta de licença ambiental do Estado, o Arco ainda não saiu do papel, atrasando outros investimentos. Para a Fiepe, a legislação ambiental é boa, mas precisa ser aplicada sem o viés ideológico do ambientalismo. Sem as licenças ambientais, nem verbas federais nem PPPs podem ser executadas.

Outras obras significativas que também dependem do governo federal ou de uma nova engenharia financeira, segundo Jorge Jatobá, são a ferrovia Transnordestina – que chega ao Ceará e só deve chegar a Pernambuco daqui a nove anos, e as obras complementares da Transposição do Rio São Francisco para levar água à população e à atividade produtiva do Agreste e, principalmente, do Sertão do Estado. “O modelo de financiamento dos investimentos vai mudar. A crise fiscal não vai mais permitir ao Estado, no curto prazo, ser o grande financiador de obras como foi no século 20. Novos modelos de investimentos fazem parte de uma agenda importante para Pernambuco, para o Nordeste e, principalmente, para a infraestrutura que precisamos”, observa a também economista e sócia-diretora da Ceplan, Tania Bacelar.

Em janeiro, o governador Paulo Câmara levou ao ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, projetos que precisam ser concluídos para Pernambuco não ficar parado. “Arco Metropolitano, Transnordestina, Porto de Suape, Porto do Recife, rodovias… montamos um mapa de tudo que era necessário acontecer e apresentamos ao ministro. A mesma pauta mostramos aos senadores e deputados. Para nós é muito importante desarmar os palanques, deixar campanha política de lado. Estamos unidos para articular os projetos e dialogar com o governo federal a fim de implementá-los seja pela via governamental ou por PPPs. O importante é viabilizar os projetos para Pernambuco”, revela o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Bruno Schwambach.

A retomada do crescimento econômico tanto para o Brasil quanto para Pernambuco, segundo Jorge Jatobá, está sendo lenta e, se a política não atrapalhar, 2019 vai continuar tendo desempenho aquém do necessário e desejado. “Mas espera-se que, até o final dos atuais mandatos do presidente Jair Bolsonaro e do governador Paulo Câmara, a economia volte a uma trajetória de crescimento bem mais alta, onde o Estado pode repetir o desempenho que teve até 2014, como fez em 2017 e 2018, crescendo pouco, mas ainda assim duas vezes mais que a média nacional”, analisa Jatobá.

Emprego e educação

Para Tania Bacelar, Pernambuco precisa decidir o que fazer depois do boom que conquistou antes da crise econômica e dos seus desdobramentos, e definir uma agenda sintonizada com o século 21, vendo as mudanças que estão acontecendo, as sementes que já existem e oferecendo estímulos às atividades que vão sinalizar o novo contexto econômico deste século. “Passando pelas duas agendas, a questão do emprego, associada à da educação, precisa ser discutida. O mercado de trabalho mudou, não é só a crise que está prejudicando a empregabilidade. Mudanças tecnológicas e novas formas de produzir vieram para ficar. Pernambuco precisa ter uma agenda de inovação para uma estratégia de futuro consistente”, afirma.

Jorge Jatobá destaca ainda, no desafio educacional, a necessidade de se formar mão de obra qualificada para atender ao mercado de trabalho que está com dificuldades para apresentar um bom desempenho. “Os empregos gerados ou que serão gerados exigem perfis profissionais e bem mais qualificados. É um desafio para o sistema universitário de ensino, para o Sistema S (Senai, Sesc, Senat), entre outras instituições, e para escolas técnicas. Ele deve ser enfrentado com muito vigor, a fim de formar pessoal com qualidade desde a educação básica. Isso dará continuidade ao trabalho bem sucedido do ensino médio, intensificando o trabalho no ensino fundamental”, acredita.

O economista ainda chama a atenção para dois fatores que vêm diluindo a geração de empregos no cenário estadual: na recessão, as empresas enxugam seus quadros, realizam mudanças tecnológicas, modernizam processos, aumentam a produtividade e saem da crise mais enxutas, mais eficientes. O outro é o movimento estrutural que está em curso, o da indústria 4.0, que agrega muito valor mas não gera muito emprego. “Pernambuco se destaca na área de Tecnologia da Informação e Comunicação com o Cesar, o Porto Digital, o centro de inovação da Accenture na América Latina e outras empresas de alto impacto. Então vai continuar avançando mas vai demorar a retomar o nível de crescimento do emprego”, observa.

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A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), divulgou a previsão do tempo para este sábado (16). Para quem ainda deseja aproveitar uma praia no derradeiro dia da semana, o clima previsto é parcialmente nublado, sem chuva em todo o litoral ao longo do dia.

De acordo com o relatório da agência, as regiões do Sertão de Pernambuco e Sertão do São Francisco contam com tempo parcialmente nublado e pancadas de chuva de forma isolada no período da tarde e noite com intensidade fraca.

Confira a previsão do tempo deste sábado (16), segundo a Apac.

Sábado (16)

Região Metropolitana do Recife
Parcialmente nublado sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Máxima: 32º Mínima: 24º

Mata Norte
Parcialmente nublado sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Máxima: 31º Mínima: 23º

Mata Sul
Parcialmente nublado sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Máxima: 33º Mínima: 22º

Agreste
Parcialmente nublado sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Máxima: 37º Mínima: 20º

Sertão de Pernambuco
Parcialmente nublado com pancadas de chuva de forma isolada no período da tarde e noite com intensidade fraca.
Máxima: 35º Mínima: 18º

Sertão do São Francisco
Parcialmente nublado com pancadas de chuva de forma isolada no período da tarde e noite com intensidade fraca.
Máxima: 35º Mínima: 20º

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A família de Joseilson Pereira Sousa, 31 anos, de Serra Talhada, que faleceu na colisão com o ônibus da empresa Transparaíba entrou em contato com o blog de Nill Junior para questionar a nota oficial da empresa emitida na última terça em que se exime da responsabilidade no episódio.

O choque no último domingo entre o ônibus de turismo da empresa, com escritório em Afogados da Ingazeira e a camionete Hilux aconteceu no quilômetro 430 da BR-232, em Serra Talhada.

A empresa disse em nota que o acidente “foi causado por um veículo de passeio que invadiu a pista contrária vinda a se chocar com o ônibus que transportava 15 passageiros e contava com dois motoristas, ambos habilitados para transporte rodoviário. O motorista, ao ser surpreendido com a Hilux em alta velocidade ainda direcionou o veículo para o acostamento na tentativa de evitar a colisão, mas não conseguiu evitar”.

Josimar Pereira de Souza, irmão da vítima fatal, enviou ao blog a narrativa e boletim da PRF.“No dia 10/03, às 11h43 horas, no km 432,8 da BR 232, ocorreu um acidente do tipo colisão frontal, com uma vítima fatal”. Assina o laudo o Policial Rodoviário Bruno Henrique.

O laudo da PRF diz: “ônibus fez ultrapassagem em local proibido”. E segue: “com base na analise dos vestígios identificados, constatou-se que o veículo Hillux placas LVR 1355 seguia seu fluxo normal sobre a pista principal da BR-232, quando deparou-se com o ônibus placas IKE 9713 que realizava uma ultrapassagem em local proibido”.

Segundo a PRF, o condutor da Hilux freou seu veículo e perdeu o controle, chocando-se com o ônibus que já havia retornado à sua faixa normal.“Conforme constatações em levantamento no local do acidente, concluiu-se que o fator principal foi à desobediência à sinalização e ultrapassagem indevida”.

Conduzia o ônibus Cleison de Souza e Silva, funcionário da empresa, 33 anos. Nem ele nem Joseilson estavam sob efeito de álcool. Com informações do comunicador Anchieta Santos, das rádios Pajeú FM 104,9 e Cidade FM, de Tabira.

Do Tribuna do Moxotó

Mais uma vez o caos se instala na Região pernambucana, do palco da vez e o trecho da Transposição do Rio São Francisco – Ramal do Agreste, onde no inicio da tarde desta terça-feira (15), em frente ao Canteiro da Ferreira Guedes, em Sertânia, uma grande concentração de pessoas reivindicam pelos seus pagamentos.

A Empresa Ferreira Guedes, há quatro meses não tem recursos para pagar os terceirizados que prestam serviços àquela empresa. São terceirizados de todos os setores, que no decorrer da referida obra fortaleceram o comercio local e agora se encontram apavorados com a situação econômica em que se encontra a obra, sem perspectiva de receber seus pagamentos, e com razão estão desesperados com a incerteza.

“Será que está para acontecer nesta região o mesmo que já aconteceu no Eixo Norte, na cidade de Salgueiro, com as empresas que por ali passaram? como: S/A Paulista, Mendes Junior, EMSA, que em vez da conclusão da obra, trouxe um rastro de desempregos e causando a falências de vários pequenos comerciantes?”, diz um terceirizado; mostrando as contas acumuladas e as diversas cobranças dos credores. “Já não sei o que dizer. É muito tempo sem receber e todos têm seus compromissos. Isso não pode acontecer”, concluiu.

O que se esperar mais desta obra? Até quando sofreremos as consequências de um projeto, que ao invés de levar o crescimento econômico, está levando consigo a degradação e o orgulho da população local? Até quando nossos governantes irão fechar os olhos para tudo isso?

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Na época de seca braba, o agricultor Milton Luiz da Silva, de 52 anos, tinha que caminhar cerca de  dois quilômetros e meio para conseguir água. “Era um sacrifício”, relembra, queixando-se de  problemas na coluna, que compromete  sua mobilidade. Agora, a realidade do agricultor, residente no Sítio Cabelo, é outra. No leito do Rio Pajeú, que corta o município de Carnaíba em torno de 18  quilômetros, a Secretaria de Obras está construindo barragens de nível – pequenas elevações feitas de pedras que respeitam o nível do rio, armazenando água. Três estão funcionando e mais três estão em fase de projeto. Com as chuvas recentes na região, uma delas, inaugurada nesta sexta-feira (15),  já  está sangrando. “Esta barragem representa a transformação de uma comunidade. A água traz mais facilidade na produção de ração para os animais, na produção de fruticultura e horticultura e  melhoria alimentar da população através da piscicultura”, destaca o secretário de Obras, Edval  Morato, o Fafinha.

Só no  Sítio Cabelo, a barragem favorece 21 famílias. “Esta  água representa muito para a gente. Ela trouxe de volta a vida para a comunidade”, diz o agricultor Milton Luiz. Também foram beneficiadas 329 famílias do Sítio Leitão, onde a barragem que está sangrando foi construída. “Pedi a Deus para mandar chuva para não faltar água na barragem”, emenda Milton Luiz. A barragem cheia tem feito a alegria  dos pescadores “improvisados”, que pescam tilápia, traíra e curimatã. “A gente tem o pirão garantido. Essa água é a nossa grande riqueza”, comenta o agricultor José Laranjeira da Silva, 61, conhecido como José de Miúdo. “Soltei até fogo na inauguração da barragem”, diz ele. Nos finais de semana, o entorno da barragem tem servido como uma espécie de balneário para o sertanejo, que aproveita e transforma o reservatório numa verdadeira piscina. Os leitos dos riachos nos sítios Matinha e Mata Grande também vão ganhar pequenas intervenções para o armazenamento de água. Com informações do Diário de Pernambuco.

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As chuvas dos últimos meses têm contribuído para uma melhor vivência do homem do campo com o  semiárido, mas sem elas o sertanejo ainda continua sofrendo com a estiagem. Para enfrentar as  dificuldades durante o longo período de falta de chuva, o camponês tem procurado se beneficiar de  tecnologias e procedimentos apropriados ao contexto ambiental e climático, construindo processos de vivência na diversidade. Neste sentido, em Carnaíba, a 394 quilômetros do Recife, as comunidades  rurais têm buscado qualidade de vida e permanência na terra, desenvolvendo e se favorecendo de  políticas de convivência com o semiárido.

Na Associação dos Trabalhadores Rurais do Sítio Antonico, no distrito de Ibitiranga, a 31  quilômetros da sede, os associados vivem do plantio de milho, feijão, macaxeira e fava. O presidente da associação, José Cordeiro Ramos, 48 anos, consegue escoar a produção para a vizinha  Afogados da Ingazeira, além de comercializá-la no mercado local. No ano passado, ele colheu 17  sacos de milho e nove de feijão. A expectativa de colheita este ano é maior devido às recentes  chuvas. “Vamos colher mais”, diz a agricultora Maria do Socorro Silva Ramos, 44, mulher do  presidente da associação. Juntos, se beneficiam também do plantio de palma e cana de açúcar, e da  criação de galinhas e porcos. “O que não pode é a gente ficar em casa sem fazer nada. Na roça, a  gente vê resultado”, pontua Maria do Socorro.

MODELO DE GESTÃO

A Associação José Saturnino da Silva, que abrange os sítios Brejo, Barreiros, Brejinho, Quinta,  Alegre e Cauíra, é uma referência na região em termos de organização e desenvolvimento de projetos  de convivência com o semiárido. Um deles é uma pequena indústria de beneficiamento de polpa e de fabricação de doces de frutas típicas, como o umbu. Calcada na agricultura familiar, a produção chega ao mercado local e é direcionada também para a merenda escolar de Carnaíba. A associação  mantém um grupo de mulheres, que além de tocarem a fábrica de polpa e doces, produz a biojoia,  artesanato confeccionado a partir de materiais vindos da natureza. Em parceria com organizações  não-governamentais como Diaconia e Sabiá, que atuam na região, a associação consegue fazer com que o artesanato produzido esteja  presente em feiras e eventos realizados no estado.

A associação José Saturnino da Silva, que tem sua base no Sítio Barreiros, a 37 quilômetros do  centro de Carnaíba, é ainda um exemplo de empreendedorismo, através da implantação de biodigestor,  tecnologia usada no tratamento de fezes do gado, que gera o biogás, usado como combustível no cozimento de alimentos, e do bioágua, reuso da água de pias e banhos para irrigação de plantas nativas e frutíferas da região. A associação desenvolve também projeto de barramento do solo e reflorestamento da caatinga. É ainda referência na produção e manuseio de cisternas. A entidade existe desde 2002 e é presidida pelo agricultor Reginaldo Batista da Silva, 56. Constantemente recebe grupos de camponeses de várias regiões do país e de técnicos que querem conhecer o modelo de gestão da organização.

Já os agricultores integrantes da Associação do Riacho do Peixe 2 estão mais voltados ao plantio de hortaliças, como é o caso de Adiezio Nicolau da Silva, que tem destaque na plantação de coentro, abastecendo o mercado local.

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Em defesa do bem-estar e da saúde física e psicológica de crianças e adolescentes, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou a todos os comerciantes e proprietários de restaurantes, lanchonetes, bares e similares de Ingazeira, que se abstenham de vender, fornecer, servir, ministrar ou entregar a crianças e adolescentes, bebida alcoólica ou, sem justa causa, outros produtos que causem dependência física ou psíquica, mesmo que estejam acompanhados de seus pais ou responsáveis.

Segundo o promotor de Justiça Promotoria de Justiça Aurinilton Carlos Sobrinho, o MPPE tem recebido informações de que a venda de bebidas alcoólicas no município ocorre sem que haja a preocupação com a idade dos compradores e consumidores. “Há a necessidade de se prevenir e coibir esta prática delitiva, que compromete a formação social, moral e psicológica, bem como o desenvolvimento digno e sadio da criança e do adolescente”, salientou ele.

O promotor de Justiça citou que o Estatuto da Criança e do Adolescente tipifica como crime essa venda despreocupada, cominando as penas de detenção de dois a quatro anos, e multa, se o fato não constitui crime mais grave.

A recomendação estendeu-se ao 23º Batalhão da Polícia Militar do Estado de Pernambuco, sediado em Afogados da Ingazeira, para que proceda à realização de diligências em Ingazeira, com o objetivo de coibir a venda de bebidas alcoólicas e outras substâncias que possa causar dependência física e psíquica a crianças e adolescentes.

A Polícia Civil de Ingazeira também precisa adotar providências cabíveis à apuração das infrações penais e, conforme o caso, inclusive com a lavratura de auto de prisão em flagrante delito. Com informações do Núcleo de Comunicação do MPPE.

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O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) está com inscrições abertas, até 22 de março, para seleção de estagiários de nível médio. No total, são oferecidas 47 vagas para a concorrência geral e cinco exclusivas para pessoas com deficiência.

Os aprovados poderão atuar em vários municípios pernambucanos, devendo escolher a cidade almejada no momento da inscrição. A duração do estágio será de um ano e a jornada semanal prevista é de 25 horas.

Os candidatos devem ser estudantes de escolas estaduais. “Para concorrer às vagas de nível médio, o estudante deve ter frequentado o ensino médio no ano de 2018 e estar matriculado no ano letivo de 2019; ter idade mínima de 18 anos no ato da convocação; e estar em dia com as obrigações eleitorais”, informa a Secreta de Educação de Pernambuco.

Durante a seleção, será analisado o coeficiente de rendimento escolar dos participantes em 2018. “As notas dos candidatos equivalerão ao coeficiente de rendimento escolar, e serão ranqueadas em ordem decrescente. Os candidatos serão convocados seguindo a ordem de classificação decrescente de notas. Para fins de desempate dos candidatos, serão adotados sucessivamente os seguintes critérios: não ser repetente no ano/série, ou não cursar componente curricular em progressão parcial; estiver em série mais adiantada; tiver maior idade”, detalha a Secretaria.

A previsão é que o resultado preliminar seja divulgado em 1º de abril. Os aprovados receberão bolsa mensal de R$ 575, bem como haverá auxílio transporte. Outros detalhes informativos podem ser vistos no edital da seleção.