Secretário confia na tendência de queda dos homicídios / Luiz Pessoa/JC Imagem

JC Online

Se o pior julho em termos de homicídios desde o início do Pacto pela Vida (2007) foi o deste ano, com 447 ocorrências, agosto promete seguir a tendência. Os dados relativos ao mês passado serão divulgados apenas no próximo dia 15, mas espera-se que sejam registrados cerca de 420 assassinatos. O pior mês de agosto da era do Pacto foi o de 2008, com 399 registros. Coincidentemente, a melhor marca mensal da história da política pública aconteceu em agosto de 2013, quando foram notificados 214 homicídios, praticamente metade do que é esperado para o mesmo período de 2017.

O valor do mês passado é cerca de 5% menor que os 447 assassinatos que ocorreram em Pernambuco em julho deste ano. Depois de um pico histórico de 551 mortes intencionais violentas em março – o maior já registrado no Estado durante a vigência do Pacto pela Vida – houve três meses seguidos de reduções até que junho fechasse com 380 ocorrências. A tendência de queda foi interrompida com os 447 homicídios de julho.

GOIANA

Um dos assassinatos de maior repercussão em agosto deste ano foi o do estudante de direito Edvaldo Valença, de 21 anos. Ele foi morto com um tiro no rosto ao ser abordado por cinco homens – sendo um adolescente – que tentaram roubar o Jeep Renegade que ele dirigia, no município de Goiana, Zona da Mata Norte do Estado. O crime foi encomendado dentro do presídio de Igarassu, no Grande Recife. Os homens deveriam roubar um Renegade e entregá-lo a um contato do chefe da quadrilha no Estado da Paraíba. Quatro das seis pessoas envolvidas no crime foram presas. Ainda há dois foragidos da Justiça.

Para o secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, a redução nos homicídios entre julho e agosto se deve a dois fatores principais: ajustes na operação Força no Foco (presença ostensiva das Polícias Civil e Militar por 48 horas seguidas nos municípios) e prisões de homicidas contumazes.

“Passamos a realizar três edições por mês em cidades de cada uma das regiões do Estado: Grande Recife, Zona da Mata, Agreste e Sertão. Então foram 12 este mês, em municípios como Ipojuca e Paulista, na Região Metropolitana do Recife, e Goiana, na Zona da Mata Norte”, disse Pádua, ontem, durante a entrega de seis delegacias móveis, dois micro-ônibus e uma lancha da Polícia Civil, que foram reformados por R$ 108 mil. “A prisão de grupos de homicidas como o que atuava em Santa Cruz do Capibaribe, e que contava com policiais militares, também ajudou a reduzir os índices”, afirma, numa referência à prisão de quatro PMs da ativa e um da reserva, no dia 15 do mês passado.

Por Everaldo Paixão*

O imbróglio provocado pela chegada do senador Fernando Bezerra Coelho ao PMDB, gerou desconforto ao deputado Jarbas Vasconcelos e ao vice-governador Raul Henry e trago ao que chamo de “ego massageado com arame farpado”, a discussão para o nosso cenário local.

Antes de chegar ao assunto que pretendo esclarecer ou tratar de forma subjetiva, quero apenas grifar algumas falas do vice-governador Raul Henry que ele pontuou sobre a atual situação do PMDB de Pernambuco, ou dele e do seu criador, Jarbas Vasconcelos, para entender ou dar sentido ao meu discernimento.

 “Agora é uma coisa diferente, uma articulação do senador Fernando, uma coisa absolutamente desleal, traiçoeira, indigna da parte dele, mas não vamos aceitar. Me parece que com essa só confirma a fama de traidor que ele conseguiu cultivar aqui em Pernambuco. Não vamos admitir, nós vamos para a luta e para o enfrentamento”, disparou Henry.

“Senhoras deputadas e senhores deputados, quero deixar registrado que jamais me curvarei diante da mesquinharia de homens que, usufruindo de um poder efêmero e frágil, buscam atingir aqueles que, como eu, sempre militaram em nome da democracia, da justiça e da coerência”, disse Jarbas em discurso na Câmara Federal na tarde de terça-feira (12).

Pois bem, todos lembram que o então vice-prefeito Valmir Filho, ingressou no PMDB, de Araripina, no Sertão pernambucano, com a clara intenção de conseguir o apoio da Executiva Estadual para disputar a Prefeitura do município em 2016. Recebeu em sua casa a visita tanto do vice-governador, quanto do deputado federal Jarbas Vasconcelos (foto abaixo), o que alimentava ainda mais o sonho de entrar na disputa não só com o apoio dos poderosos do seu partido no Estado, como esperava um sinal do Palácio do Campo das Princesas, para então consolidar a sua candidatura. Assim como o governador Paulo Câmara (PSB) que patina em índices baixíssimos de impopularidade, Valmir Filho não conseguia também chegar aos dois dígitos nas pesquisas (eram o que afirmavam os próprios aliados). Mesmo assim ele acalentava a vontade de concorrer como majoritário pelo PMDB, e esperava um crescimento natural nas pesquisas.

https://i0.wp.com/araripinaemfoco.net/wp-content/uploads/2017/09/VALMIR-FILHO-JARBAS-RAUL-EM-FILIA%C3%87%C3%83O.jpg?fit=640%2C336

Quando decidiu desistir ainda em sua pré-candidatura, Valmir Filho desabafou afirmando que fora traído pelos aliados (acredito que Jarbas e Henry), e chegou a reclamar que nunca foi atendido em nada em suas reivindicações ao Palácio e nem como aliado do vice-governador e do deputado federal Jarbas Vasconcelos. Declarou em alto e bom tom que “Araripina estava sendo vendida”

Todos nós nesse caso, sabemos o desfecho que se deu, com um indicado do então prefeito Alexandre e da deputada Roberta Arraes, ambos do PSB, conseguindo emplacar um nome para enfrentar o opositor do Palácio e dos socialistas em Araripina.

Todos nós também somos sabedores que o “santo Jarbas” se aliou em 2012 ao seu inimigo político, Eduardo Campos, apoiando o prefeito Geraldo Júlio na campanha à Prefeitura de Recife, com a mesma intenção que agora critica o seu novo e velho colega de partido, Fernando Bezerra Coelho.

E mais, o próprio Henry, segundo circula no bastidor político da senzala socialista, tenta junto ao digníssimo Jarbas, desgastar FBC com a clara finalidade de descontruir o senador, conseguindo assim pavimentar um caminho em direção ao PSB, e ganhar notoriedade para quem sabe, passar a perna no próprio Câmara. Confiar em Jarbas e Raul Henry, acreditando que os “Coelhos” é quem são os traidores, apesar de não negar os fatos, é trocar seis por meia dúzia. Que o diga o próprio Valmir Filho, que mesmo com diplomacia, ainda tentou contemporizar os acontecimentos, talvez para evitar suas próprias frustrações.

Outra: o deputado Jarbas nunca mencionou o governo de Pernambuco com relação a situação caótica em que vivemos, tanto na criminalidade, quanto na saúde, e isso se chama covardia. Agora eu pergunto: – o que adianta ser contra a reforma trabalhista, contra o governo Temer, se vive de conchavo com um governo socialista e opressor do trabalhador, e que não consegue ser popular com o povo pernambucano? Isso também se chama “TRAIÇÃO”.

*Everaldo Paixão é articulista do Araripina em Foco

https://2.bp.blogspot.com/-aOFL_gx7j6Y/WbiEzMYFdwI/AAAAAAAAOaE/x55I8i8c384xSC3EfT3ID4zRLCSMg9uHwCLcBGAs/s400/Foco%2B1.jpg

Policiais militares, policiais civis e o Corpo de Bombeiros estão nas ruas de Garanhuns, no Agreste do Estado, reforçando o trabalho de combate aos homicídios e tráfico de drogas, além de outros crimes relacionados. Participam também da investida, num esforço concentrado, a PRF, Secretaria da Fazenda, AMSTT de Garanhuns, Vigilância Sanitária e Conselho Tutelar. As ações, que ocorrem de forma integrada, fazem parte da Operação Força no Foco. A ação teve inicio nesta terça-feira (12).

Em Garanhuns, a Polícia Civil atuará com equipes táticas empenhadas na instrução de inquéritos policiais de homicídios que ainda estão em aberto, buscando a elucidação da autoria e adoção das demais providências necessárias para sua conclusão. Além disso, com o apoio da Polícia Militar, será reforçado o cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão, assim como a realização de oitivas na cidade. 

Nas ruas, além de apoiar as ações de cumprimento de mandados junto com a Polícia Civil, os militares intensificarão as rondas e abordagens, assim como bloqueios em pontos quentes, ou seja, locais conhecidos pelo maior número de ocorrências criminosas. O objetivo é ampliar as abordagens a transeuntes, automóveis e motos nessas áreas, assim como os veículos utilizados para transporte de passageiros.

Também com o apoio dos policiais militares, o Corpo de Bombeiros colocará em prática a Operação Bar Seguro, que busca fiscalizar e, caso necessário, interditar estabelecimentos que estejam funcionando de forma irregular.

http://imgsapp.diariodepernambuco.com.br/app/noticia_127983242361/2017/09/12/722091/20170912112327596659u.jpg

Vai começar o período de inscrições para Fenearte 2018. De 02 a 31 de outubro, artesãos de todo Brasil podem realizar o procedimento por meio do site www.fenearte.pe.gov.br ou do portal www.artesanatodepernambuco.pe.gov.br, na aba “Fenearte”. As inscrições valem para todos os setores da Feira: artesãos individuais de Pernambuco, Estados, representantes internacionais, prefeituras pernambucanas, associações, setor de alimentação, redes solidárias e Sebrae. 

Neste ano, o setor de Pernambuco terá um aumento de 9% no quantitativo de vagas, saltando de 275 para 300 oportunidades. Durante a inscrição, os candidatos devem fornecer as informações solicitadas no sistema do evento e também anexar fotos dos produtos cadastrados, sendo três delas individuais e cinco do conjunto da obra. 

“A cada ano, o Governo de Pernambuco tem o cuidado em realizar o procedimento de inscrição com antecedência para que o artesão selecionado tenha tempo de produzir suas obras e, com isso, chegue até a Feira com o estande abastecido e consiga bons resultados durante o evento”, destacou o coordenador da Fenearte, Thiago Ângelus. 

Todas as inscrições serão avaliadas pela curadoria do Programa do Artesanato de Pernambuco (Pape), atualmente formada por representantes de secretarias e órgãos do Estado, Sebrae, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), além de representantes de categoria artesã e da sociedade civil. 

Vale destacar que a inscrição não condiciona ou vincula à participação no evento. Os expositores selecionados, além das informações sobre o processo de comercialização dos estandes, serão anunciados posteriormente. 

Eventuais dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone (81) 3181-3454, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Crime foi na Rua São Sebastião, no centro de Itambé / Foto: Reprodução / Google Maps

Um tiroteio acabou com um morto e dois feridos na noite desta terça-feira (12) em Itambé, na Zona da Mata Norte. O crime aconteceu na Rua São Sebastião, no centro da cidade, por volta das 19h. O Presidente da Câmara Municipal, o vereador José Luis Targino de Moura (SD), 56 anos, conhecido como “Luis da Funerária” levou um tiro no peito e outro no braço durante a ação criminosa.

O auxiliar de serviços gerais Claudio Roberto Borges, 48 anos, conhecido como “Claudinho”, foi baleado diversas vezes e morreu no local. Um terceiro homem, conhecido como Cleiton Cavalcanti, 36 anos, motorista do vereador, também foi atingido com dois tiros.

Crime

De acordo com informações do delegado Herbert Martins, da Delegacia de Itambé, Luis, Claudio e Cleiton estavam na calçada em frente à Funerária São Luiz, de propriedade do vereador. Dois homens se aproximaram em uma moto e efetuaram vários disparos contra as vítimas. A polícia ainda investiga quais foram às motivações do crime e nenhuma hipótese foi descartada. Claudio Borges foi absolvido no caso do assassinato do advogado Manoel Mattos, em 2009. Ele era acusado de ter sido um dos mandantes e ter fornecido a arma do crime.

Luis da Funerária e Cleiton Cavalcanti foram levados para o Hospital Miguel Arraes (HMA), em Paulista, no Grande Recife. O vereador está internado, mas não corre risco de morte. Cleiton recebeu alta por volta da 0h desta quarta-feira (13). Ele escapou por pouco. Um tiro que ia direto para o coração acabou sendo desviado em um celular que estava no seu bolso, atingindo o braço esquerdo.

Lula volta a depor a Sérgio Moro hoje: desta vez, o assunto é o Instituto Lula

Quatro meses depois do primeiro depoimento na Justiça Federal de Curitiba, em processo que resultou na condenação por causa do triplex do Guarujá na Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva volta a ser interrogado pelo juiz Sérgio Moro nesta quarta-feira (13) na capital paranaense.

O encontro está marcado para 14h. Desta vez, o petista vai se defender da acusação de receber um apartamento em São Bernardo do Campo (SP) e um terreno para a construção do Instituto Lula da Odebrecht. Em troca, teria facilitado fechamento de contratos da empreiteira com a Petrobras.

Segundo a força-tarefa da Lava Jato, o terreno para o Instituto Lula custou R$ 12,5 milhões e a cobertura vizinha à residência de Lula em São Bernardo do Campo, R$ 504 mil. Embora a expectativa das autoridades seja a de que o depoimento desta quarta tenha proporções menores do que o anterior, a PM (Polícia Militar) do Paraná preparou um grande aparato de segurança para receber o petista. 

Nesta quarta-feira, serão cerca de 1.000 agentes nas ruas da capital paranaense — contra 1.700 agentes policiais deslocados para garantir a segurança no primeiro depoimento de Lula. A PM paranaense, porém, não confirmou a quantidade exata de agentes que estarão nas ruas.

Segundo a Direção do Foro da Justiça Federal do Paraná, os prazos processuais e o expediente da Subseção Judiciária de Curitiba na data serão mantidos, mesmo com o depoimento. O ex-presidente se negou a prestar depoimento por videoconferência e por isso reencontrará Moro frente a frente.

A expectativa é que haja aglomeração nas redondezas da Justiça Federal e, por isso, a PM vai impedir o acesso na área externa do edifício, com exceção de moradores da região e da imprensa. Também espera-se que movimentos sociais se reúnam no local para dar apoio ao ex-presidente. 

Existe a expectativa de que o ex-presidente faça um pronunciamento na praça Generoso Marques após o depoimento a Moro. A quantidade de militantes, porém, deve ser bem menor que aquela registada em maio. A praça está a 4 km de distância da Justiça Federal de Curitiba.

Esta é a segunda vez que Lula depõe a Moro. A primeira também aconteceu em Curitiba, em maio deste ano, quando o petista prestou esclarecimentos sobre triplex no Guarujá. O ex-presidente foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão nesta ação, em primeira instância. A defesa apelou conta à condenação e o recurso está tramitando no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), em Porto Alegre.

Apesar dos compromissos do presidente Michel Temer com o colega português Marcelo Rebelo de Sousa, a “aproximação ainda maior entre os dois países” era conversa mole. Um dos principais símbolos da presença brasileira em Portugal, o Banco do Brasil fechará suas agências em Lisboa e no Porto. Clientes foram avisados de que até 6 de novembro devem procurar outro banco. No site do BB, Portugal já nem é citado entre os países (apenas dez) com agências do banco. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Em Portugal, o sumiço do BB provoca consternação. E preocupação: Espera-se “despedimento coletivo” da maioria dos seus funcionários.

A decisão do governo Temer é “reforçar” atuação em comércio exterior e private banking do BB. Conversa. Vai virar um escritório de negócios.

Solicitados a “vazar”, os correntistas do BB em Portugal poderão optar por transferir suas contas para o CTT, o banco postal do país.

A agência do Banco do Brasil no Marquês de Pombal, em Lisboa, foi alvo de protesto, nesta terça-feira (12), de bancários e sindicalistas.

Foto: Renato Spencer/Acervo JC Imagem

Com 109 vagas ofertadas, o concurso do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) teve 179.548 inscrições homologadas.

O prazo para que os candidatos confirmem os seus dados é até esta quarta-feira (13), no site da banca organizadora do certame, o Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC). As provas são no dia 15 de outubro.

Quem tiver dúvidas poderá entrar em contato através do telefone (11) 4788.1430, das 9h às 17h.

Do total de vagas, 60 são para técnicos de nível médio e 49 para analistas de nível superior. Cinco por cento são para pessoas com deficiência e 20% de cotas para negros.

O concurso terá validade de dois anos a partir da publicação da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado por igual período.

Foto: Chesf

Na última reunião de avaliação das condições futuras de operação dos reservatórios do São Francisco, em 11 de setembro, foi acordada a redução da defluência mínima de Xingó dos atuais 580m³/s para 560m³/s a partir das 8h da próxima segunda-feira, 18 de setembro.

A redução foi proposta pela Companhia de Saneamento de Sergipe (DESO), que capta água para a Região Metropolitana de Aracaju a fim de testar os impactos da medida sobre os usos de recursos hídricos da bacia do Velho Chico. Este será o menor volume de água já liberado pelo reservatório, que fica entre Alagoas e Sergipe e entrou em operação em dezembro de 1994.

Desde 18 de julho, com a Resolução ANA nº 1.291/2017, os reservatórios de Sobradinho (BA) e Xingó (AL/SE), no rio São Francisco, estão autorizados pela Agência Nacional de Águas (ANA) a liberar uma média mínima diária de 550m³/s de água, o menor patamar já autorizado para ambos os reservatórios.

A autorização da ANA também permite à Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (CHESF) adotar uma defluência mínima instantânea (a cada medição) de 523m³/s até 30 de novembro. No entanto, estas vazões não foram colocadas em prática, devido aos testes de redução que vêm sendo realizado aos poucos de modo a permitir a avaliação da medida sobre os usos da água.

Em 7 de agosto, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), por meio da Autorização Especial nº 12/2017, também permitiu à CHESF realizar testes de redução da vazão defluente da hidrelétrica de Xingó até o limite mínimo de 550m³/s, patamar que ainda não foi adotado em função dos testes com vazões maiores.

De acordo com a ANA, a redução da defluência mínima busca preservar os estoques de água dos reservatórios da bacia do rio São Francisco até o final do período seco e início do próximo período chuvoso, que costuma acontecer a partir de dezembro, devido ao agravamento das condições hidrológicas e de armazenamento de água na bacia, a qual tem registrado chuvas abaixo da média desde 2012.

Por conta desta situação, a ANA vem autorizando a redução da vazão mínima defluente abaixo de 1.300 m³/s (patamar mínimo adotado em situações de normalidade) tanto em Sobradinho quanto em Xingó desde a Resolução ANA nº 442/2013, quando o piso do volume de água liberado caiu para 1.100m³/s.

A partir de então, as defluências mínimas desses reservatórios têm sido reduzidas gradativamente, conforme verificada a necessidade de adequação às condições climáticas mais severas e sempre buscando garantir a segurança hídrica na bacia.

Com a Resolução nº 206/2015, em abril, foram mantidos os 1.100m³/s, mas o documento permitiu a redução para 1.000m³/s nos períodos de carga leve: dias úteis e sábados de 0h às 7h e durante todo o dia aos domingos e feriados. Em 29 de junho de 2015 a Resolução nº 713/2015 permitiu a redução do patamar mínimo para 900m³/s. A redução para 800m³/s se deu com a publicação da Resolução nº 66/2016, em 28 de janeiro, e este piso foi adotado até 31 de outubro do ano passado.

O patamar de 700m³/s foi estabelecido com a Resolução ANA nº 1.283/2016. Além da permissão da ANA, o IBAMA expediu à CHESF a Autorização Especial nº 08/2016 para executar testes de redução da vazão defluente a partir da hidrelétrica de Sobradinho até o limite mínimo de 700m³/s. Esta vazão mínima foi mantida pela Resolução nº 347/2017, cuja vigência seria até 30 de abril. Para o piso de 600m³/s, a Agência emitiu a autorização da redução da defluência mínima através da Resolução nº 742/2017 publicada em 26 de abril. Com a Resolução nº 1.291/2017 foi permitida a redução da defluência mínima para 550m³/s.

Por Carlos Moura Gomes*

O Art. 3º da Declaração Universal dos Direitos Humanos diz que “o direito da água é um dos direitos fundamentais do ser humano…” E, segundo nossa Constituição Federal é de responsabilidade dos governos estaduais a tarefa de administrar, tanto a captação como a distribuição de água para toda população. Porém, alguns governos pecam no quesito planejamento, comprometendo drasticamente o fornecimento desse tão importante e precioso líquido. Infelizmente, fica a impressão que a questão hídrica não é prioridade nesse nosso “Brasil Varonil” que, paradoxalmente, tem as maiores reservas de água doce do planeta.

É lamentável ouvir as inúmeras e constantes reclamações de moradores, residentes em áreas rurais e urbanas, pela falta de água. Sabemos que existe, sim, a crise hídrica, porém isso só não justifica os erros de gestão na prestação do serviço e, consequentemente, no fornecimento do produto que representa a fonte da vida. Projetos mal elaborados e ausência de uma responsável manutenção periódica provocam constantemente, dentre vários atropelos, rompimentos dos dutos com desperdícios incalculáveis.

Em 2015, em sua segunda encíclica, Louvado Sejas o Papa Francisco alerta que “o acesso à água potável e segura é um direito humano essencial, fundamental e universal, porque determina a sobrevivência das pessoas e, portanto, é condição para o exercício dos outros direitos humanos.” Adianta o carismático religioso “privar os pobres do acesso à água significa negar-lhes o direito à vida”.

*Carlos Moura Gomes é aposentando e reside em Gravatá

Na briga do PMDB, Jarbas Vasconcelos acusa Fernando Bezerra Coelho de traição / Foto: divulgação

Em um duro pronunciamento no plenário da Câmara Federal, o deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB) acusou o senador Fernando Bezerra Coelho, recém-filiado ao PMDB, de traição. FBC entrou no partido com a promessa do presidente nacional da sigla, o senador Romero Jucá, de que poderia levar o partido para a oposição e lançar uma candidatura ao governo do Estado, provavelmente do ministro Fernando Filho (PSB), de Minas e Energia. Procurada, a assessoria do senador disse que ele não responderia o discurso do ex-governador.

Jarbas iniciou seu discurso afirmando que há uma "tentativa sórdida" de calar sua voz. "A manobra ardilosa que pretende me atingir está sendo maquinada pelo senador Fernando Bezerra Coelho que diz está seguindo orientação da presidência nacional do PMDB, do senador Romero Jucá", disparou. O ex-governador chamou Fernando, então, de "adesista de ocasião", defendeu a legitimidade do diretório estadual, presidido pelo vice-governador Raul Henry, que pode ser dissolvido por Jucá e prometeu resistir e não se curvar diante da mesquinharia de homens que usufruem de um poder efêmero e frágil.

"Percebi que Fernando Bezerra está trabalhando para intervir no PMDB de Pernambuco. Ao meu gesto cordial de elogiar a ele e ao seu filho ministro, o senador Fernando Bezerra Coelho respondeu com desrespeito e prepotência. O ato dele tem nome: traição", atacou. Disse que FBC está interessado num palanque para si e para os filhos e que pretende transformar o partido numa extensão familiar dos seus interesses.

"Em várias situações, exatamente por conta do meu pensamento e da minha coerência, fui atacado dentro do meu próprio. Do partido que ajudei a criar. Mas mesmo diante das divergências nunca houve uma ação voltada para me expulsar ou punir. Sempre houve o respeito às diferenças. Respeito! Condição primária para a convivência em qualquer ambiente e que faltou e está faltando a Fernando Bezerra Coelho", lamentou Jarbas.

TEMER

Buscando rebater o argumento que pode ser usado pela Executiva Nacional contra sua permanência no comando do PMDB-PE, Jarbas fez questão de descrever sua situação com o governo Michel Temer. Disse ter apoiado o presidente e as reformas. Garantiu que o voto pela continuidade da denúncia contra Temer não foi um "pré-julgamento". "Votei pela investigação porque ao longo da minha vida pública sempre defendi a apuração de denúncias", explicou.

Mirando FBC, ele lembrou que esteve na oposição durante todos os governos do PT. "A maioria dos que hoje pretendem me expulsar do PMDB apoiou os governos que hoje criticam. Foram cumplices nos malfeitos. Eu mantive a minha coerência. Não titubeei. Não tergiversei. Paguei um preço político por isso mas não me arrependo um segundo sequer", atiçou.

Recuperando-se de uma sinusite, Jarbas tossiu algumas vezes durante o discurso. Os deputados que já estavam no plenário da Câmara pararam para ouvi-lo, em silêncio. O peemedebista também foi aplaudido ao final de sua fala.

João Veiga também admitiu que, neste momento, o Hospital Mestre Vitalino está superlotado

Dr. João Veiga, diretor do Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru, no Agreste, criticou a formação de médicos e enfermeiros em Pernambuco e outros estados da região Nordeste. O cirurgião disse à Rádio Jornal na manhã desta terça-feira (12), não adiantar abrir hospitais qualificados se a demanda de profissionais de medicina é precária. 

"Estamos formando muitos médicos em faculdades precárias. Esses médicos não passam na prova da residência. No meu entendimento, médico que não tem residência não é médico é formado em medicina", disse o diretor do Mestre Vitalino.

Ainda segundo o diretor, muitos profissionais que fazem o teste de residência não conseguem reproduzir procedimentos considerados básicos. "Médico formado em faculdades privadas do PB, CE e PE, tem demais, mas desqualificados. Fizemos um teste para entubar o paciente e 90% não sabiam, não sabiam cateterizar uma veia. É uma prova que eles não conseguem passar na prova de residência", comentou João Veiga. 

A formação em enfermagem também foi criticada pelo diretor. "Vem o problema da qualificação médica e o mais grave é a qualificação da enfermagem. As pessoas se formam em enfermagem em escolas precárias. As provas de enfermagem que fazemos deixam a preocupação muito grande pelo baixo nível. Não adianta ter hospital com tecnologia. A maioria das faculdades privadas não tem hospital, como você vai ser médico se não tem um hospital para treinar", concluiu. 

Falta de investimento na saúde pública

Dr. João Veiga admitiu que, neste momento, o Hospital Mestre Vitalino está superlotado e atribuiu à precariedade no atendimento a falta de investimento na estrutura de outras unidades de saúde da região. 

"Ampliamos os leitos e hoje o Mestre Vitalino atende neurologia, clínica médica, pediatria e cardiologia. Mas estamos superlotados. A central de leitos encaminha pacientes para cá e isso prova uma falência total da atenção básica de saúde que é responsabilidade do ministério da Saúde e dos municípios. É o ministério da Saúde tem um orçamento de mais de R$ 100 bi e só gastou 30% do orçamento e isso repercute nisso", comentou. 

O diretor garantiu que nenhum paciente foi colocado nos corredores, mas esta pode ser uma realidade próxima. "O Mestre Vitalino ainda é privilegiado, capacitado, os outros não. O hospital de Arcoverde não. Recebemos pacientes de toda a região e a emergência continua cheia. Não adianta o estado individualmente tentar resolver um problema que só se resolve pelo três entes. Quando dois não estão atuando, não dá. Não sabemos o ponto que vamos aguentar esse tipo de demanda sem botar paciente no corredor".

Coren critica formação de enfermeiros

A fiscal do Conselho Regional de Enfermagem (COREN), Ana Célia, concordou com as críticas do Dr. João Veiga ao ensino e preparação do profissional de enfermagem. Para ela, a falha na graduação é a que mais chama a atenção. "O Conselho Regional de Enfermagem (COREN) concorda, em parte, com o que foi colocado pelo Dr. João Veiga. Existe uma falha na formação, principalmente na graduação. Não são todas as instituições que tem organização em relação à formação".

O presidente Michel Temer  (Foto:  Beto Barata/PR)

ÉPOCA

Fique atento. O governo do presidente Michel Temer tem apenas mais uns poucos dias. Temer será protagonista até o final desta semana, quando o procurador-geral da República, Rodrigo Janot,  de saída do cargo, protocolar no Supremo Tribunal Federal a segunda denúncia criminal contra ele. Para ser mais preciso e generoso, a relevância de Temer no cenário político decairá radicalmente depois que a Câmara rejeitar esta segunda denúncia (independentemente das provas, são poucas as chances de os deputados votarem contra Temer e permitirem que ele seja julgado pelo Supremo). Fora do papel de presidente da República sob risco, Temer perderá quase toda a relevância um ano antes da eleição e a 15 meses da posse do sucessor.

Coisas assim acontecem a todos os presidentes, é da vida. Mas não tão cedo assim. Temer é um personagem ímpar, em uma circunstância excepcional. Num ambiente político decadente, seu governo tem 5% de popularidade, ele carrega acusações de corrupção nas costas, chanceladas até pelo Supremo, e não tem perspectiva de futuro, pois não será candidato a nada. E, na política, gente sem futuro vale pouco. A única grande coisa que se espera do governo Temer é a reforma da Previdência, essencial para o Brasil ser viável. Contudo, é difícil que os interessados na reforma concedam os louros de uma eventual aprovação ao presidente; darão tapinhas nas costas, mas os benefícios irão para quem vai permanecer no jogo. Os dois principais candidatos a essas benesses são o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, dois interessados na eleição presidencial e que, não à toa, falam dia e noite sobre o tema. 

No mais, basta olhar ao redor. A pré-campanha de 2018 já começou, e talvez seja a mais prematura da história. O ex-presidente Lula acaba de terminar uma temporada de 20 dias de comícios por 27 cidades do Nordeste. O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, sempre discreto, tem aparecido em debates e eventos; é o reserva do PT caso os problemas judiciais deixem Lula de fora. Com aquele jeitão de sempre, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do PSDB, faz viagens a “convite” de diretórios tucanos de outros estados. Seu rival tucano, o prefeito de São Paulo, João Doria, viaja a torto e a direito e já é tão conhecido na Pituba quanto em Pirituba. De vez em quando, até ganha um ovo na cabeça para chamar mais a atenção. Recentemente, Doria até pediu uma medição do impacto de suas viagens e da caravana de Lula nas redes sociais (os números indicaram que Lula só foi notado por petistas ou por antipetistas radicais, mas ainda assim ganhou seguidores). O deputado Jair Bolsonaro faz campanha 24 horas por dia há meses. O ministro Henrique Meirelles, sempre que pode, sai de Brasília (onde é alvo) para o conforto de falar sobre perspectivas da economia em ambientes mais amenos. O deputado Rodrigo Maia também viaja e fala de temas do Poder Executivo. O ex-presidente do Supremo Joaquim Barbosa dá cada vez mais declarações públicas sobre política. A ex-senadora Marina Silva reapareceu nas redes sociais.

No meio disso tudo, alguém ainda se lembra de Temer? Esqueça: 2018 já começou, e Temer não é um personagem que se encaixa bem nesse contexto. Com a impopularidade alta, ele não será propriamente um cabo eleitoral interessante; difícil pensar num candidato que pedirá para tirar fotos com o presidente. Temer poderá se lembrar do ex-presidente José Sarney, seu colega de PMDB, que passou por coisa parecida em 1989. É claro que Temer ainda tem muito a fazer no Palácio do Planalto. Tem de manter a equipe econômica longe de ataques, evitar gastanças, deslizes em áreas como meio ambiente e absurdos que possam nascer no Congresso ou nas ideias de seus auxiliares, entre outras dessas coisas perigosas de Brasília. Erros estão sempre à espreita, mas as realizações estão cada dia mais fora de seu alcance. O governo Temer, que começou tarde, está acabando cedo.

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou nesta terça-feira (12) o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para abrir inquérito sobre a suposta participação do presidente Michel Temer em irregularidades no chamado "decreto dos portos". Em gravações, o próprio Temer e seu antigo assessor especial, o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), falam da edição de decreto que trataria da exploração de portos. Há suspeita de que houve pagamento de propina.

“Está-se aqui diante de pedido de abertura de inquérito. Basta, para tanto, a presença de indícios plausíveis de materialidade e autoria, sem o rigor aplicável quando esteja em questão o recebimento de uma denúncia, ato deflagrador da ação penal. No caso presente, há elementos suficientes para deferir o pedido do Procurador-Geral da República”, escreveu Barroso, em referência ao pedido de abertura de inquérito feito em junho pelo procurador-geral, quando denunciou Temer por corrupção passiva com base na delação da JBS.

 “A ninguém deve ser indiferente ao ônus pessoal e político de uma autoridade pública, notadamente o presidente da República, figurar como investigado em procedimento dessa natureza. Mas este é o preço imposto pelo princípio republicano, um dos fundamentos da Constituição brasileira, ao estabelecer a igualdade de todos perante a lei e exigir transparência na atuação dos agentes públicos. Por essa razão, há de prevalecer o legítimo interesse social de se apurarem, observados o devido processo legal, fatos que podem se revestir de caráter criminoso”, completou o ministro.

Quando chegou ao STF, o caso foi encaminhado para Fachin automaticamente, porque ele é o relator das investigações da JBS no Supremo. Em ofício, Janot pediu que o caso fosse sorteado para outro relator, porque não se tratava de caso relacionado com a Lava-Jato.

Na semana passada, o ministro encaminhou o caso para a presidente do tribunal, ministra Cármen Lúcia, que decidiu sortear para outro ministro. A petição foi sorteada para Barroso ontem (11).

A Polícia Federal (PF) elaborou um organograma para reforçar o argumento de que o presidente Michel Temer e o ex-presidente da Câmara, o deputado cassado Eduardo Cunha, são figuras centrais na organização criminosa composta por políticos do PMDB acusados de desviar dinheiro dos cofres públicos. São várias setas que conduzem principalmente à fotografia de Temer e, em menor grau, à de Cunha.

Nas bordas do gráfico, de onde partem as setas, há imagens de vários outros integrantes do partido, como os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e os ex-ministros Henrique Alves, Geddel Vieira Lima e Antônio Andrade.

O desenho lembra outro que ficou famoso, mas elaborado pelo Ministério Público Federal (MPF) e apresentado em setembro do ano passado, que colocava o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no centro de um esquema criminoso.

"E, como em toda organização criminosa, com divisão de tarefas, o presidente Michel Temer se utiliza de terceiros para executar ações sob seu controle e gerenciamento. Assim, podemos identificar nos autos diversas situações em que utiliza de Moreira Franco e Eliseu Padilha e mesmo de Geddel Vieira como longa manus, e seus prepostos, a exemplo da captação de recursos da Odebrecht e OAS (concessão dos aeroportos)", diz trecho do relatório, usando expressão latina para designar executores de ordens. O documento faz parte de um dos inquéritos da Lava-Jato em curso no STF.

No organograma, apenas Eduardo Cunha é colocado em posição de igualdade com Temer. A seta que os liga é de mão dupla e ainda traz a anotação: "ação conjunta da gestão do núcleo político". Mas enquanto há nove setas ligando outras pessoas a Temer, no caso de Cunha há apenas duas.