BR-232  / Foto: PRF/Divulgação

Quem for viajar no feriado da Semana Santa nesta sexta-feira (14), não vai encontrar muitos problemas nas rodovias federais e estaduais de Pernambuco. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRV) afirmam que a movimentação nas estradas do Estado tem sido dentro da normalidade, havendo apenas duas ocorrências na madrugada de hoje (14).

Quem for em direção ao interior do Estado, para cidades como Caruaru, Gravatá e Fazenda Nova, não vai enfrentar grandes problemas em rodovias como a BR-232 e a BR-104. Segundo a PRF, o fluxo tem sido tranquilo desde o início da movimentação do feriadão, ontem (13), pela manhã.

A movimentação também é tranquila nas rodovias que dão acesso às praias do Estado. Tanto a PRF, quanto o BPRV afirmam que rodovias como as BR-101 Norte e Sul, e PE-60, que dão acesso às principais praias de Pernambuco, estão com movimentações dentro do esperado. Nas rodovias estaduais não houve nenhuma ocorrência.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) está realizando, até o domingo (16), a Operação Semana Santa nas rodovias de maior movimentação durante o feriado, como a BR-101, 232 e 104. A operação vai contar com reforço no policiamento, educação no trânsito e restrição de tráfego.

Desta quinta até o domingo (16), a Operação Lei Seca (OLS) intensificará suas atividades, com blitzes espalhadas nos municípios da Região Metropolitana do Recife (RMR); nas praias do Litoral Norte e Sul; em Caruaru, Gravatá e Garanhuns, no Agreste e em Arcoverde e Afogados da Ingazeira, no Sertão. Todas contarão com profissionais da Secretaria Estadual de Saúde (SES), do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (DETRAN-PE), da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) e do Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PE).

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Por Josias de Souza

Faltam 20 meses e meio para que Michel Temer volte em definitivo para São Paulo. Será um suplício acompanhar cada manhã de uma presidência-tampão comandada por um político que sonhava em passar à história como um novo Itamar Franco e fica cada dia mais parecido com José Sarney. As delações da Odebrecht, que invadem os lares dos brasileiros em jorros amazônicos desde o início da semana, empurraram a gestão Temer da enfermaria direto para a UTI. Os principais operadores da política trabalham com a perspectiva de que Temer concluirá o seu mandato. Não mais por méritos, mas por absoluta falta de alternativa.

Em meio a uma atmosfera de franca promiscuidade, as autoridades erguem as mãos para o céu em agradecimento ao feriado cristão. Atônito, o governo tenta se reposicionar em cena. Por ora, Temer acalenta a fantasia de que conseguirá manter as fornalhas do Congresso acesas, para aprovar todas as propostas necessárias à retomada do crescimento econômico. Nem a equipe econômica do governo acredita nesse milagre.

O drama de Temer mudou de patamar. Isso fica evidente no instante em que o presidente se vê obrigado a exibir na internet um vídeo para se contrapor a um delator que insinua sua concordância com uma propina de US$ 40 milhões, extraída pelo PMDB de um negócio na Petrobras. Para evitar que o governo entre em coma, Temer talvez tenha que reconsiderar a decisão de manter seus ministros suspeitos nos cargos até quando der. Já deu! De resto, Temer, mãos postas, reza para que o Supremo Tribunal Federal rejeite um recurso do PSOL pedindo que o presidente da República seja incluído no rol de investigados da Lava Jato. Se você acredita em Deus, reze. Se não acredita, reze também.

Com os presidentes da República, a relação da Odebrecht tinha uma natureza especial – era a partir da proximidade com eles, afinal, que os negócios se desenvolviam com maior ou menor grau de sucesso. Não por acaso, seis dos presidentes do Brasil desde a redemocratização foram lembrados nos depoimentos prestados na delação do fim do mundo. Uns mais, outros menos. O caso de Lula é, sem dúvida, o mais constrangedor. Se os executivos da Odebrecht contaram a verdade, o petista foi capturado pela empreiteira. Se o que Marcelo Odebrecht disse for confirmado, Lula pode vir a ostentar o título de presidente mais corrupto da história – um mandatário que se submetia ao papel de marionete nas mãos de empresários e, em contrapartida, se locupletava do poder com dinheiro oriundo de esquemas de corrupção. O Lula que emerge das delações é um político pequeno, que não hesita em receber favores e presentes de empresários, inescrupuloso e capaz de ações ousadas quando o problema envolve poder e dinheiro.

As seis petições contra Lula enviadas pelo ministro Edson Fachin à primeira instância (leia-se juiz Sergio Moro) encorpam uma ficha extensa: Lula é réu em cinco processos, acusado de ter praticado os crimes de lavagem de dinheiro (211 vezes), corrupção passiva (dezessete vezes) e tráfico de influência (quatro vezes), além de organização criminosa e obstrução da Justiça. No próximo 3 de maio, Lula vai prestar depoimento a Moro, no primeiro encontro frente a frente entre os dois. A prisão preventiva é um risco cada vez mais real. Caso ela ocorra, o ex-presidente e o PT já têm um plano para transformar a eventual prisão em um espetacular ato político destinado a incendiar a militância.

Lula e Walter Faria em inauguração de uma fábrica da Itaipava    (Foto: Valter Pontes/Secom)

Depoimentos de dois ex-executivos da Odebrecht reveleram um acerto inusitado entre a empreiteira e a Cervejaria Petrópolis. Funcionava assim: a Odebrecht fazia depósitos em dólares para a cervejaria no exterior, e ela, por sua vez, providenciava o equivalente em reais no Brasil para que a empreiteira fizesse doações a políticos sem deixar muitos rastros.

De acordo com as delações, a Petrópolis disponibilizou o equivalente a R$ 120 milhões para que a Odebrecht distribuísse entre políticos sem deixar muitos rastros. A troca ocorreu nas eleições de 2008, 2010, 2012 e 2014.

Renan Calheiros (Foto:  Pedro Ladeira/Folhapress)

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), vinha usando as redes sociais para espinafrar o governo do presidente Michel Temer. Criticou a reforma da Previdência, o projeto de terceirização e o corte de investimentos, por exemplo. Adorou gravar vídeos em que atacava o Planalto.

Os ventos mudaram na última terça-feira (11) – e não tem a ver com a divulgação da lista de Edson Fachin, na qual Renan é uma das estrelas. É que Renan conseguiu, juntamente com o senador Jader Barbalho (PA) emplacar aliados na estrutura do Ministério dos Transportes, mais precisamente na Secretaria de Portos. Ele vinha cobrando Temer a tempos. Deu certo para Renan. 

88 cubanos entraram na Justiça para ficar no Brasil. Crédito: Sergio Castro/Estadão

Estado de S.Paulo

O governo cubano suspendeu o envio ao Brasil de 710 profissionais treinados para trabalhar no Programa Mais Médicos que deveriam desembarcar no País neste mês. A decisão de Cuba, comunicada anteontem ao Ministério da Saúde, é reflexo do descontentamento com a recusa de médicos em voltar para Cuba após os três anos de contrato. Até hoje, 88 profissionais já recorreram à Justiça para permanecer no Brasil e garantir o direito de continuar no programa do governo federal.

Cuba argumenta que a permanência dos profissionais no Brasil não estaria em conformidade com o acordo de cooperação firmado. Diante desse impasse, o Brasil deve enviar uma comitiva ao país para discutir o assunto nas próximas semanas. O maior receio do governo cubano é de que um novo grupo de médicos resista em voltar para o país quando chamado de volta e que isso acabe afetando também o comportamento de profissionais que já estão atuando em outros países. 

Além do Brasil, Cuba tem outros acordos baseados no envio de profissionais de saúde. Esse tipo de cooperação é também uma forma de renda para ilha. No trato firmado entre Brasil e Cuba, parte dos salários dos médicos é paga diretamente para o governo cubano. A vinda de médicos cubanos para trabalhar no Brasil ocorre graças a um acordo firmado entre os governos brasileiro e cubano e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Questionada sobre a suspensão do envio de profissionais, a entidade informou haver interesse de manter o acordo com o Brasil. Para o organismo, a reunião a ser realizada nas próximas semanas será fundamental para dirimir os problemas identificados até o momento, sobretudo relacionados às ações judiciais.

O Ministério da Saúde já havia anunciado a intenção de limitar o número de cubanos integrantes do Mais Médicos. A redução da participação de profissionais estrangeiros, no entanto, deveria ser feita de forma gradual, em editais trimestrais, para não provocar vazios assistenciais, sobretudo em regiões onde há grande dificuldade de se garantir a permanência de médicos brasileiros. Por isso, o governo se apressou em organizar uma comitiva para discutir o assunto em Cuba e evitar que a participação de médicos daquele país caia numa velocidade maior do que a considerada ideal. 

A intenção de reduzir o número de cubanos foi anunciada em 2016 pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros. Atualmente, estão no programa 10,4 mil cubanos – mil a menos do que no ano passado. Embora em número menor, eles continuam representando a grande força do Mais Médicos, programa criado em 2013 em resposta às manifestações populares que reivindicavam melhoria de acesso à saúde.

O Mais Médicos previa inicialmente que profissionais recrutados para trabalhar no programa ficassem por até três anos no País. Na renovação do acordo, em setembro de 2016, ficou determinado que a maior parte dos 4 mil recrutados no primeiro ciclo do convênio deveria regressar ao país de origem para dar lugar a novos profissionais. A estratégia tem como objetivo evitar que cubanos estreitem os laços com o Brasil e, com isso, resistam a regressar para Cuba ao fim do contrato. Pelo acordo, a permissão de prorrogar o prazo desses profissionais por mais três anos seria dada apenas para aqueles que tivessem estabelecido família no Brasil ou criado vínculos.

Eunício Oliveira (PMDB-CE)

Uma das acusações mais fortes da Odebrecht à atual cúpula do Congresso Nacional é a de recebimento de vantagens indevidas para a aprovação de Medidas Provisórias entre 2009 e 2013. O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), abriu inquérito para investigar repasses de R$ 7 milhões ao grupo formado pelo atual presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE); o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ); os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Renan Calheiros (PMDB-AL); e o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PDMB-BA).

A propina foi liberada em 2013 para garantir a aprovação da MP 613, convertida na Lei 12.859, de 10 de setembro de 2013. A lei disciplinava o Regime Especial da Indústria Química (Reiq), com regras de desoneração fiscal para a aquisição de matérias-primas. O texto da MP 613 beneficiava a produção de etanol e a indústria química. Os acusados negam. Vieira Lima não se pronunciou. “Eunício Oliveira criou dificuldade para cobrar dinheiro para não obstruir a tramitação”, disse o delator Carlos Fadigas, ex-presidente da Braskem, braço petroquímico da Odebrecht.

Os relatos e documentos apresentados por seis delatores mostram que o Setor de Operações Estruturadas – o departamento da propina – repassou cerca de R$ 4 milhões a Jucá e Renan; R$ 2,1 milhões a Eunício; cerca de R$ 1 milhão a Vieira Lima; e R$ 100 mil a Maia. Os montantes foram pagos em espécie. De acordo com os delatores, integrantes dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff também receberam para ajudar na aprovação das MPs. Formalmente, no entanto, nenhum dos citados – incluindo os ex-ministros petistas Antonio Palocci e Guido Mantega – consta como investigado neste caso.

No pedido de abertura de inquérito, a Procuradoria-Geral da República reproduziu a tabela com os pagamentos aos parlamentares. “No sistema, também, a gente conseguiu identificar que isso foi pago em dinheiro pelo Setor de Operações Estruturadas para o Eunício, para o Lúcio Vieira Lima e o Rodrigo Maia. Todos eles receberam dinheiro em espécie, em valores entregues por doleiros”, disse Fadigas. “Eu acho difícil justificar esses pagamentos como doação de campanha. Estamos falando de 2013, portanto, fora do período eleitoral”, afirmou o delator.

Interlocução

O interlocutor da Odebrecht no Congresso era Cláudio Melo Filho, ex-diretor de Relações Institucionais. Ele narrou uma relação próxima a Jucá desde 2004. Disse que o senador “é muito qualificado tecnicamente” e era excelente para “resolver” interesses da empresa. Ele teria intermediado a distribuição dos recursos em relação à MP 613. Segundo ele, Jucá atuava em favor também de Renan.

De acordo com Melo Filho, Eunício recebeu dois repasses de cerca de R$ 1 milhão. Ele contou ainda que o também delator José de Carvalho Filho, encarregado de viabilizar os pagamentos, recebeu uma reclamação de Ricardo Augusto, sobrinho de Eunício, por causa do atraso em um pagamento de R$ 1 milhão. Augusto, executivo da empresa Confederal Vigilância e Transporte de Valores Ltda., disse que já havia “disponibilizado avião para viabilizar a operação”. Esta informação foi destacada no pedido da PGR para a abertura de inquérito contra os cinco parlamentares.

Melo Filho afirmou que, pelo bom e longo relacionamento que tinha com Jucá, já repassou ao senador entre R$ 15 milhões e R$ 16 milhões. Ele também explicou que outro ex-executivo distribuiu recursos ao senador. “Tem um valor relacionado a Henrique Valadares, que tratou com Romero Jucá de R$ 6 milhões. Diz respeito à obra da (Usina de) Santo Antônio. E isso foi pago. A gente tem um dado específico para olhar isso”, disse Melo Filho. 

Defesa

Maia afirmou que todas as doações de campanha que recebeu “foram solicitadas dentro da legislação, contabilizadas e declaradas à Justiça, em cumprimento à lei eleitoral” e o “processo vai comprovar que são falsas as citações dos delatores”. 

Eunício afirmou que jamais participou de negociações sobre emendas legislativas para favorecer empresas públicas ou privadas e nem sequer participou da comissão que discutiu o texto da MP 613. “As contribuições da Odebrecht, como as demais, foram recebidas e contabilizadas de acordo com a legislação eleitoral”, afirmou.

Renan disse acreditar que as investigações “serão arquivadas por falta de provas e por total inconsistência da denúncia”. Jucá afirmou que “está à disposição da Justiça para prestar qualquer esclarecimento”.

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A Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) divulgou nota pública nesta quinta-feira (13), onde manifesta sua ‘indignação’ com o relatório e substitutivo apresentado pelo deputado federal Rogério Marinho (foto), na Comissão de Reforma Trabalhista.

A entidade pede a rejeição do texto e se posiciona frontalmente contra ‘a essência e o conteúdo do relatório, por retirar inúmeros direitos trabalhistas e possibilitar, vias acordos individuais e coletivos, a sonegação de direitos básicos dos trabalhadores brasileiros’.

O texto dos procuradores do Trabalho é subscrito pelo presidente da entidade de classe, Ângelo Fabiano Farias da Costa, e pela vice Ana Cláudia Rodrigues Bandeira Monteiro.

“Ao propor a modificação, supressão e inclusão de cerca de 100 artigos da Consolidação das Leis do Trabalho e de mais 200 dispositivos (incisos, parágrafos, alíneas), o relatório expurga do ordenamento jurídico e da jurisprudência consolidada direitos consagrados há anos na nossa legislação e que garantem uma adequada proteção aos trabalhadores brasileiros, desfigurando, inclusive, o próprio projeto apresentado pelo Governo Federal e indo, pelo menos formalmente, contra a intenção do Poder Executivo, autor da proposição, quando da sua apresentação”, assinalam os procuradores.

A seguir, a íntegra da nota da ANPT:

“A Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), entidade de classe que congrega os membros do Ministério Público do Trabalho (MPT) de todo o país, vem a público manifestar sua posição oficial sobre o relatório e substitutivo apresentados, no último dia 12 de abril de 2017, pelo Deputado Rogério Marinho, no Projeto de Lei nº 6.787/2016, conhecido como Reforma Trabalhista, de iniciativa do Governo Federal, com o objetivo de alertar a população brasileira e os senhores parlamentares para os prejuízos ao sistema capital-trabalho e à sociedade, caso esse relatório venha a ser aprovado pelo Congresso Nacional.

O substitutivo apresentado piora, e muito, o texto inicial do PL 6.787/2016, multiplicando, em progressão geométrica, o potencial danoso da proposição legislativa de retirada de direitos trabalhistas e de diminuição da proteção dos trabalhadores que tiverem direitos usurpados.

Ao propor a modificação, supressão e inclusão de cerca de 100 artigos da Consolidação das Leis do Trabalho e de mais 200 dispositivos (incisos, parágrafos, alíneas), o relatório expurga do ordenamento jurídico e da jurisprudência consolidada direitos consagrados há anos na nossa legislação e que garantem uma adequada proteção aos trabalhadores brasileiros, desfigurando, inclusive, o próprio projeto apresentado pelo Governo Federal e indo, pelo menos formalmente, contra a intenção do Poder Executivo, autor da proposição, quando da sua apresentação.

Não podemos aceitar o falacioso argumento da “modernização” da legislação trabalhista quando verificamos, por exemplo, a retirada de quaisquer responsabilidades – quaisquer mesmo – da empresa tomadora sobre trabalhadores terceirizados dentro de uma cadeia produtiva – terceirização ilícita de atividade-fim (a exemplo, de empresas de confecções que subcontratam pequenas confecções para produzir suas peças), ainda que prestando serviços em regime de exclusividade para a empresa contratante, quando, na atuação do Ministério Público do Trabalho e de outros órgãos de fiscalização, vemos inúmeras situações de desrespeito máximo à dignidade do trabalhador, sem cumprimento dos direitos básicos, e de submissão de pessoas a trabalho em condições análogas às de escravo. Tal previsão, se aprovada, faz cair por terra uma atuação de órgãos brasileiros que já resgatou a dignidade de milhares de trabalhadores e que é, inclusive, reconhecida em nível internacional.

Da mesma forma, não aceitaremos o fundamento do “avanço” na legislação laboral, quando verificamos que o relatório prevê o respeito à autonomia da vontade, coletiva ou individual, como algo que deve prevalecer, a todo custo, sobre os direitos mínimos previstos na lei trabalhista, dando margem a uma desmedida redução e sonegação de direitos do trabalhador; quando a proposta dispõe que as normas coletivas negociadas pelos sindicatos prevalecem sobre as normas legais, ainda que para tirar direitos, ao passo em que, ao invés de fortalecer as entidades sindicais dos trabalhadores para que negociem em pé de igualdade, retira grande parte do financiamento dos sindicatos, enfraquecendo, ainda mais, essas entidades perante os empregadores, sem qualquer tipo de contrapartida que possa compensar a significativa perda.

Também, não concordaremos com o suposto argumento de que a proposta não retira direitos e de que gerará empregos, quando vemos, no texto, a supressão expressa de direitos como as chamadas horas in itinere, em que o trabalhador tem direito, há anos, de receber o tempo despendido da sua residência ao local de trabalho, quando labore em local de difícil acesso ou não servido por transporte público, a exemplos de situações de trabalho rural; como a retirada do limite mínimo de 1 hora para intervalos de descanso e alimentação, aumentando, sobremaneira, o risco de adoecimento e de acidentes de trabalho; quando se estabelece uma tarifação para danos morais e estéticos, como a perda de um braço ou de uma perna, ou a morte de um trabalhador por acidente de trabalho, fazendo com que empresas descumpridoras de normas de meio ambiente do trabalho coloquem “na balança” o que é mais barato para elas: investir em segurança e saúde do trabalhador ou pagar a indenização tarifada; quando se diminui a base de cálculo para pessoas com deficiência e para aprendizes, reduzindo a inclusão social dessas pessoas no mercado de trabalho.

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Ascom

A Legião da Boa Vontade (LBV) alcançou a expressiva marca de 13.026.136 atendimentos e benefícios oferecidos à população de baixa renda em todo o Brasil em 2016. Milhares de pessoas receberam educação, cultura, alimentação e apoio nas áreas de saúde, segurança e trabalho, sempre com o diferencial da Espiritualidade Ecumênica, permeando toda atividade que a Instituição empreende. O balanço social da LBV é auditado há mais de duas décadas por auditores externos independentes, por iniciativa de seu diretor-presidente, José de Paiva Netto, muito antes de a legislação que exige essa medida entrar em vigor.

Com o imprescindível apoio de seus colaboradores, a LBV trabalha há mais de 67 anos para ajudar na transformação do Brasil. Diariamente, ampara crianças, adolescentes, jovens, adultos, gestantes e idosos em situação de vulnerabilidade social, por meio de suas 81 unidades de atendimento, compostas por lares para idosos, Centros Comunitários de Assistência Social e escolas. Desta maneira, fornece aos atendidos condições e informações a fim de que possam buscar os próprios direitos e, ainda, colaborar para a construção de uma sociedade melhor.

Saiba como ajudar

Sua doação vale muito. Você pode se tornar um voluntário, ajudar a divulgar esta iniciativa ou, então, contribuir financeiramente e/ou com alimentos não perecíveis. Um simples gesto pode melhorar a vida de muita gente. Indique amigos, familiares, vizinhos e empresas para apoiarem nas atividades da Legião da Boa Vontade. Acesse www.lbv.org/doe ou ligue para 0800 055 50 99. Acompanhe, siga, curta e compartilhe as ações da LBV nas redes sociais: youtube.com/LBVBrasil, facebook.com/LBVBrasil, twitter.com/LBVBrasil e instagram/LBV Brasil.

Entre a quinta-feira (13) e o Domingo de Páscoa (16), aproximadamente 25 mil passageiros devem passar pelo Terminal Integrado de Passageiros do Recife (TIP), no bairro do Curado, na Zona Oeste da capital pernambucana, o que representa um aumento de 60% na movimentação do local devido à Semana Santa. Para atender ao aumento da demanda no feriado, as 15 empresas que operam na rodoviária oferecem 85 viagens a mais durante o período.

Na manhã desta quinta, o TIP amanheceu com movimento intenso de passageiros, mas sem filas, já que, para muitos trabalhadores, o expediente acaba ao meio-dia. Dentro do estado, os destinos mais procurados são: Gravatá e Caruaru, no Agreste, e Petrolina e Região, no Sertão do Pajeú. Para as viagens interestaduais, os principais destinos são João Pessoa, Natal, Fortaleza, São Luiz e Maceió, todos no Nordeste.

Entre as recomendações para quem pretende aproveitar a Semana Santa para viajar, está a de adquirir os bilhetes de passagens com antecedência. No embarque, é preciso chegar com 30 minutos de antecedência.

A compra de passagens pode ser realizada direto no TIP, nos guichês das empresas que operam os trajetos, ou pelo Disk Rodoviária, no telefone (81) 3452.9400. É necessário checar toda a documentação necessária para o embarque, principalmente das crianças. Para evitar extravios, é recomendável identificar todas as bagagens com nome, telefone e endereço.

Taxa de embarque

Em setembro de 2016, a Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe) homologou o reajuste de 16,5% das taxa de embarque cobradas em 12 terminais rodoviários do estado administrados pela empresa Socicam. O reajuste é cobrado conforme a quilometragem rodada pelo ônibus. Para coletivos que percorrem até 50 quilômetros, como nas viagens entre o Recife e Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata, o passageiro passou a desembolsar R$ 0,50, valor R$ 0,10 maior que o praticado anteriormente.

Para as viagens muito longas, com 200 quilômetros ou mais, a taxa de embarque, que custava R$ 4,80, aumentou para R$ 5,55. Um exemplo é o percurso entre o Recife e Petrolina, no Sertão pernambucano. O passageiro também passou a pagar R$ 5,55 para viagens interestaduais de qualquer distância.

Há sete anos, a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) é o órgão oficial do Governo do Estado para previsão do tempo. A estrutura modernizou-se ao longo dos anos e hoje conta com 140 telepluviômetros para analisar a incidência de chuvas e 32 estações que medem pressão, temperatura e vento. Na sede, no Recife, a equipe tem 11 meteorologistas, num monitoramento que funcionam 24 horas

Mesmo com todo aparato técnico e pessoal, nem sempre as previsões são certeiras. O fato diverte vários pernambucanos, sobretudo nas redes sociais. Até um perfil fake no Twitter foi criado para ironizar os alertas de chuvas emitidos pela Agência. Com o inverno se aproximando, as piadas já começam a aparecer.

 À frente da equipe de previsão do tempo desde o ano de fundação, Patrice Oliveira, gerente de Meteorologia e Mudanças Climáticas da Apac, afirma que as brincadeiras são relevadas. Segundo ele, os boletins são divulgados levando em consideração uma série de variáveis. “Um aviso é dado após uma análise detalhada e que converge para uma chuva fora do normal. Não damos alertas para chuvas de 20 ou 30 mm porque é algo corriqueiro. Às vezes uma chuva assim até alaga certas ruas, mas é normal no Recife”, explica.

De acordo com Patrice, os erros estão dentro de margem aceitável e a repercussão, na verdade, é superestimada. “Pode ser que a chuva prevista se dissipe e não atue. O que não podemos é avisar de última hora. Se ela não chegar, ótimo, mas se chegar todo mundo está alertado. Não podemos colocar a população em risco. Muita gente mete o pau no Facebook, mas isso não interessa. O que importa é deixar as pessoas precavidas, principalmente quem vive nos morros, com risco de desabamento”, afirma.

Rotina

O primeiro boletim parcial pluviométrico é emitido às 6h. As informações vão para a Coordenadoria de Defesa Civil do Estado de Pernambuco (Codecipe) e de lá seguem para vários órgãos estaduais e municipais. Funcionários da Apac também repassam essa mensagem para a imprensa, inclusive com flashes ao vivo em algumas rádios.

Ainda pela manhã, é feito o monitoramento pelo radar instalado, desde 2016, na cidade de Chã Grande, na Zona da Mata. O equipamento custou aos cofres do estado cerca de 2 milhões de euros e tem um raio de ação de aproximadamente 250km, permitindo a observação do litoral, Agreste e parte do Sertão.

Com o inverno chegando, o radar vira a menina dos olhos da Apac. “Nesse período, a Região Metropolitana recebe 60% da chuva do ano inteiro. Aqui chove 2000 mm por ano. De abril a julho, temos basicamente 1200 mm. É uma média mensal muito alta. Nos outros 8 meses do ano, só chove 800 mm”, detalha o meteorologista Roberto Pereira.

Para ele, as piadas não passam de desinformação. “O próprio nome já está dizendo, é uma previsão. A gente está acostumado com as pessoas fazendo graça, dizendo que se a Apac previu chuva dá para ir à praia, mas quem brinca assim não conhece o trabalho ou não usou a informação de forma correta. A precipitação é algo muito irregular, mas hoje em dia temos uma previsão com grande probabilidade de acerto que tem salvado vidas e economizado dinheiro público”, garante.

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As chuvas que atingem Pernambuco nesta quinta-feira causam alagamentos em pelo menos duas rodovias federais que cortam o estado: as BRs 232 e 408. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), na BR-232 há pontos de alagamento no sentido Gravatá, na altura do quilômetro 29, nas imediações do Parque Aquático de Moreno; no quilômetro 39, na ponte sobre a rede ferroviária em Vitória de Santo Antão; no quilômetro 44, em Pedreira Itamatamirim (depois de Bonança) e entre os quilômetros 45 e 46, entre os viadutos de Vitória de Santo Antão.

Em Paudalho, a BR-408 foi interditada totalmente por conta do alagamento provocado pelas chuvas. De acordo com a PRF, apenas veículos de cargas e ônibus conseguem passar, por enquanto.

À zero hora desta quinta-feira a PRF deu início à Operação Semana Santa 2017. As ações vão até a meia-noite de domingo, para reforçar a fiscalização nos trechos de rodovias federais com maiores índices de acidentes e nos destinos mais procurados neste período.

O reforço na fiscalização acontece principalmente nas BRs 232, 104 e 423, que levam ao Agreste do estado, e nas BRs 101 Norte e Sul, que levam ao litoral pernambucano. Por se tratar de um feriado religioso, muitas pessoas viajam para se reunir com a família e acompanhar as festividades, principalmente nos municípios de Gravatá, Caruaru e Fazenda Nova.

Com o objetivo de garantir segurança e fluidez do trânsito e reduzir os acidentes, a ação foca no combate ao excesso de velocidade, ao uso irregular  de motocicletas, às ultrapassagens indevidas e à alcoolemia ao volante, inclusive com o apoio da Operação Lei Seca.

Também serão realizadas ações operacionais direcionadas para o enfrentamento à criminalidade, com o apoio do Núcleo de Operações Especiais e dos grupos de Patrulhamento Tático e de Motociclismo da PRF. Além disso, o helicóptero da Base de Operações Aéreas também será acionado em parceria com equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), para realizar resgates aeromédicos e acompanhar a operação.

Restrição de tráfego  

A PRF restringiu o tráfego de alguns tipos de combinações de veículos para dar mais segurança aos demais veículos e melhorar a fluidez. O trânsito de veículos com dimensões excedentes, como Combinações de Veículos de Cargas (CVC), cegonhas e portadores de Autorização Especial de Trânsito (AET), será restrito nos trechos de pista simples em determinados dias e horários:
Quinta-feira (13): das 16h às 22h
Sexta-feira (14): das 06 às 12h
Domingo (16): das 16h às 22h

Como a época é de chuvas, a PRF orienta o motorista a redobrar a atenção e seguir algumas dicas:

– Faróis ligados são obrigatórios em rodovias, durante o dia e a noite;
– Faça uma revisão atenta no veículo antes de viajar. Verifique pneus, limpadores de para-brisa, sistemas de iluminação e de freio, além do óleo e água do radiador;
-Mantenha a atenção voltada para a rodovia;
– Respeite a sinalização e reduza a velocidade do veículo;        
– Aumente a distância do veículo à frente para evitar colisões traseiras;
– Em caso de aquaplanagem, em que o pneu do veículo perde o contato com o asfalto, evite frear de forma brusca, retire o pé do acelerador e mantenha a direção firme.

Por Franklin Portugal*

O Brasil virado do avesso. Ou se preferir, é como se o ministro Edson Fachin, do STF, tivesse despido a nação e mostrado o que realmente há por baixo. Na nudez nítida, agora enxergamos dezenas e dezenas de políticos envolvidos com o emaranhado de empresas que durante anos colaboraram com a prática de propinas e caixa 2 para as campanhas.

Incrível como poucos, pouquíssimos, não tiveram o nome envolvido pelos executivos das empreiteiras. Aquilo que o mais coerente dos brasileiros poderia suspeitar, agora, não precisa mais se perguntar internamente: "será que é isso? E se for verdade? "O pior é que neste momento temos convicção que a corrupção sempre esteve enraizada no antro político.

Falta saber, o que virá depois? Como serão estas investigações? Serão efetivas? É preciso haver consequências e uma justa paga para os corruptos.

É preciso que o brasileiro também se dispa. Tire a roupa da idolatria por determinados políticos. Não fique pensando que determinados senhores de gravata acostumados a levar seus votos estão sendo vítimas de um complô.

A vítima aqui, e não há dúvidas, sempre fomos nós, eleitor. 

*Franklin Portugal é repórter da TV Asa Branca – Afiliada Globo em Caruaru e colabora semanalmente com o Blog PE Notícias.

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Um dos temas que mais repercute no momento, a reforma da Previdência será debatida em seminário na Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe). O evento ocorre na próxima terça-feira (18), das 9h às 16h, na sede da instituição, e é aberto para prefeitos e gestores de Previdência.

Para participar do Seminário Estadual de Previdência, foram convidados o assessor da Associação Mato-grossense de Municípios (AMM), Edson Jacinto, que abordará a gestão dos RPPS (regime próprio de Previdência Social), e Sérgio Aureliano, consultor da CNM, que falará sobre a reforma e a sustentabilidade dos RPPS.

"Este é um momento para discutir os rumos da Previdência e buscar novos horizontes, vamos conhecer os seus impactos especialmente para os municípios que têm regime próprio", afirma José Patriota, presidente da Amupe. Ele ainda enfatizou que é preciso preservar a sustentabilidade do sistema no município.

Por Paulo Veras, do Jornal do Commercio

Para provar à força-tarefa da Lava Jato que jantou com o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) para tratar de doações para a campanha presidencial de 2014, o delator Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira de mesmo nome, entregou aos investigadores notas fiscais no valor de R$ 7,6 mil pelo grupo.

O jantar foi servido pela Era Fina Festas e Recepções e pago por uma das contas da Odebrecht. Foram R$ 4.935 pela venda de mercadorias; R$ 1,9 mil pela organização da festa e recepção; e outros R$ 765 pela localização de materiais e montagem de Buffet.

O encontro ocorreu no apartamento de Marcelo, no dia 16 de julho de 2014, uma quarta-feira. A lista de convidados repassada ao condomínio tem nove pessoas. Com Eduardo iria à ex-primeira-dama Renata Campos e dois filhos do casal. Outro convidado era o empresário Aldo Guedes, ex-presidente da Copergás e sócio de Eduardo.

O ex-governador iria num Corolla da cor prata, com motorista. O relatório de movimentação do condomínio repassado por Odebrecht mostra que Eduardo Campos teria chegado às 21h11. O documento indica que dez pessoas serviram o Buffet.

Segundo disse na delação, foi nesse encontro com Eduardo que Marcelo Odebrecht mostrou preocupação com a despesa de R$ 50 milhões com o Complexo Prisional de Itaquitinga e teria imposto ao presidenciável a condição de viabilizar uma solução para o imbróglio do presídio como condição para repassar contribuições às campanhas do próprio Eduardo e do então candidato ao governo de Pernambuco pelo PSB, Paulo Câmara.