Os ministros do governo Temer e o senador Armando Monteiro Neto (PTB) durante ato em Caruaru

Blog da Folha

O município de Canhotinho, no Agreste, deve reunir, neste domingo (10), durante a 16ª edição da Missa do Vaqueiro da cidade, integrantes do bloco de oposição ao governador Paulo Câmara (PSB) que começa a se articular para a disputa eleitoral de 2018.

Foram convidados os senadores Fernando Bezerra Coelho (PMDB) e Armando Monteiro Neto (PTB), os ministros Bruno Araújo (Cidades/PSDB), Fernando Filho (Minas e Energia/PSB) e Raul Jungmann (Defesa/PPS). Ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM) fora do País.

O evento ainda deve reunir o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (PSB), e de São Lourenço da Mata, Bruno Pereira (PTB).

Se confirmadas as presenças, o grupo voltará a se reunir como ocorreu em Caruaru, no fim de agosto deste ano, quando do anúncio de unidades habitacionais dos residenciais Luiz Bezerra Torres I e II. Na ocasião, então integrante do PSB, Fernando Bezerra Coelho mostrou alinhamento com os ministros pernambucanos de Michel Temer (PMDB) e discursou defendendo um novo tempo para Pernambuco.

O ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), e o senador Armando Monteiro Neto (PTB), integrantes da oposição ao governo Paulo Câmara (PSB), prestigiaram, na semana passada, a filiação do senador Fernando Bezerra Coelho ao PMDB.

Idealizada pelo deputado estadual Álvaro Porto (PSD), quando ainda não tinha ligação com a política, a missa é organizada pela Prefeitura de Canhotinho e integra o calendário oficial de eventos de Pernambuco.

A concentração se inicia por volta das 9h no distrito Olho D'água. De lá, vaqueiros e cavaleiros seguem para a sede do município em cavalgada e se reúnem no centro da cidade, onde, por volta do meio-dia, acontece a missa.

Foto: Roberto Pereira Jr./Divulgação

A Prefeitura de Caruaru afirmou em nota neste sábado (09) que vai recorrer da decisão da Justiça que mandou a gestão suspender a nomeação de cargos comissionados previstos na lei enviada por Raquel Lyra (PSDB) para a Câmara Municipal em março. “A PMC também reforça que a reforma administrativa obedeceu todos os trâmites legais e que não há qualquer ilegalidade”, diz ainda o texto.

Pouco mais de dois meses após assumir a prefeitura, Lyra enviou o primeiro projeto para a Casa. Apesar de o número de cargos ter diminuído de 723 para 535, não houve economia financeira porque os salários aumentaram. A lei, sancionada em 21 de março, foi alvo de questionamento do Ministério Público, que chegou a recomendar à gestão estabelecer critérios objetivos para a mudança.

O promotor de Justiça Marcus Tieppo, que entrou em agosto com a ação contra a prefeitura, afirmou que, da forma que a reforma foi feita, foi passado um “cheque em branco”. “Diferentemente do que se propunha, a lei gerou um aumento na despesa pública, com aumento substancial dos salários dos comissionados e a gravíssima criação de cargos de gerentes, coordenadores, assistentes e assessores sem qualquer descrição das atividades, de suas necessidades individuais e até mesmo do pré-requisito para a investidura”, justifica.

“É impossível mensurar a necessidade de tal força de trabalho, e mesmo as atividades que os ocupantes dos cargos criados desempenharão, constituindo tal norma um cheque em branco para a administração”.

A prefeitura depois apresentou à Câmara um novo projeto. Esse também foi alvo do Ministério Público. O órgão considerou que a proposta lista cargos com atribuições idênticas e vencimentos diferentes, abrindo a possibilidade de propositura de ações judiciais de equiparação de salários. Do total, segundo a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, 460 cargos estão com a irregularidade apontada pelo órgão.

Os cargos comissionados que terão nomeações suspensas por causa da decisão da Justiça são: gerente-geral, gerência 1, gerência 2, coordenação 1, coordenação 2, assistente 1, assistente 2 e assessoria técnica. A gestão tem um mês, contando a partir da última quarta-feira (06), para apresentar o recurso.

O advogado Pierpaolo Bottini atendeu ordem expressa do seu cliente Joesley Batista, quando abordou o procurador geral Rodrigo Janot em um bar de Brasília, num gesto desesperado do dono do grupo J&F/JBS para tentar reverter ainda neste sábado (09) o pedido de sua prisão protocolado no Supremo Tribunal Federal (STF) na noite de sexta.

É conhecido o hábito de Janot de frequentar a área comercial da QI 15 do Lago Sul, em Brasília. É um hábito solitário, testemunhado por muitas pessoas. O encontro com o advogado ocorreu e um bar dessa quadra.

O site Antagonista divulgou foto que documentou esse encontro, no qual Janot aparece com expressão fechada, de poucos amigos, diante do advogado que tem um copo de cerveja à sua frente. Bottini divulgou que o encontro foi “casual”, e essa foi a explicação que ele mesmo deu ao abordar o procurador-geral. No bar, a suspeita é que a foto foi obra de pessoa ligada ao advogado.

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EXPRESSA/Época

O patrocínio de R$ 650 mil do grupo J&F para o seminário em Direito realizado em Lisboa no mês de abril pelo IDP – instituto de ensino ligado ao ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes – foi devolvido integralmente em maio. A entidade diz que o dinheiro chegou em cima da hora e não poderia ficar com ele. A devolução ocorreu 12 dias após a revelação de que executivos do grupo firmaram delação com a PGR. Joesley Batista mandou dizer que não gostou de receber o dinheiro de volta.

Após a publicação da notícia, o IDP encaminhou a seguinte nota: 

" Há 20 anos, o Instituto Brasiliense em Direito Público organiza importantes seminários e Congressos em Direito e Administração Pública. São eventos que oferecem a estudantes e profissionais a oportunidade de ouvir as ideias e debater com alguns dos maiores juristas e pensadores, brasileiros e estrangeiros.

Somente em 2016, foram 131 eventos assistidos por cerca de 15.000 pessoas e custeados por 20 patrocinadores. São empresas e instituições que acreditam nos valores defendidos pelo IDP e que o debate acadêmico qualificado é condição básica para o futuro de qualquer nação.

As ofertas de patrocínio, para qualquer empresa, são formuladas pela Administração e pelo Jurídico do IDP, por escrito. A exposição da marca é sempre decisão
unilateral do patrocinador.

Todos os contratos de patrocínio do IDP trazem uma cláusula de compliance, nos seguintes termos:

“Ajustam as partes, em caráter irrevogável e irretratável, que a relação comercial ora celebrada deverá obedecer aos mais estritos e rigorosos conceitos e princípios da ética, moralidade e boa-fé na condução dos negócios, incluindo, mas não se limitando, a evitar por si e/ou através de terceiros, seja total ou parcialmente, direta e/ou indiretamente, relações, contatos e/ou parcerias comerciais com quaisquer tipos e/ou espécies de agentes que por qualquer meio ou forma tenham ou tenham tido participação em atividades comerciais ilícitas, incluindo aí a da concorrência antiética ou desleal, das quais, em função da atividade exercida, as partes dela sabem ou deveriam saber”.

Até então, a conduta das empresas do grupo J&F era considerada exemplar, no Brasil e em todos os países onde atuam, inclusive como relevantes patrocinadores de iniciativas acadêmicas e culturais de inúmeras instituições públicas e privadas.

Contudo, a partir da divulgação pela Imprensa dos episódios envolvendo a J&F, o IDP rescindiu, em 29/5/2017, o contrato que mantinha com o grupo desde 11/6/2015. No período, foram patrocinados pelas empresas J&F e Friboi um total de quatro em cinco eventos previstos – o último não o foi em decorrência da rescisão contratual. O patrocínio também previa o suporte a um grupo de estudos em Direito do Trabalho, a concessão de bolsas de estudo para estudantes carentes e egressos do sistema prisional e cursos gratuitos para a comunidade.

Os patrocínios recebidos do grupo J&F pelo IDP totalizaram R$ 1,5 mi nestes dois anos, já descontados R$ 650 mil devolvidos à ex-patrocinadora em 29/5/2017, a partir da rescisão do contrato".

Geraldo Alckmin e João Doria

VEJA

Na última segunda-feira (04), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito paulistano, João Doria, se cruzaram por volta do meio-dia no Fórum Exame, num hotel da cidade, e aceitaram o pedido dos fotógrafos para posar para uma desconfortável foto lado a lado. Nesta semana, contudo, a imagem tantas vezes captada de Doria com o então padrinho político tinha outro significado: era um termômetro do grau de tensão que a disputa entre eles no PSDB adquiriu para a escolha do candidato à Presidência da República. Um dia antes do evento, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo durante viagem a Paris, Doria havia admitido, inclusive, a possibilidade de deixar o partido.

O flerte de Doria com a candidatura ao Palácio do Planalto passou a incomodar Alckmin em maio, numa viagem juntos para um encontro com executivos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington (EUA). Na ocasião, pela primeira vez o prefeito não escondeu sua vontade de concorrer ao Palácio do Planalto. Diante do mal-estar longe do Brasil após a fala, Doria tentou amenizar e sacou uma selfie com Alckmin dentro do jato. Mas o estrago já estava feito. No retorno ao país, Alckmin ouviu de seus aliados que teria de ser mais assertivo nas declarações de que vai tentar a qualquer custo um novo voo a Brasília no ano que vem – em 2006, ele foi derrotado por Lula. Em agosto, contudo, o cenário piorou: nas palavras de um prefeito aliado no Estado, “ele entendeu que o Doria é candidatíssimo”. Além disso, o prefeito passou a atuar nos bastidores para colocar o governador de Goiás, Marconi Perillo, na presidência do partido em dezembro, enquanto Alckmin trabalhava pela permanência de Tasso Jereissati (CE) no posto depois que a Operação Lava Jato abateu o senador mineiro Aécio Neves.

Com Doria no retrovisor e as trocas de farpas públicas em escalada, Alckmin decidiu se mexer. A “vacina anti-Doria” envolve uma série de viagens pelo país, preferencialmente aos finais de semana, para sustentar o discurso de que, ao contrário do novo rival, ele não deixará o gabinete em dia de expediente. Deu entrevistas para rádios de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Uma delas, aliás, foi cirúrgica: o governador resolveu atender a um pedido de entrevista de uma rádio paraibana uma semana antes de Doria visitar Campina Grande (PB), no dia 31, para evento com lojistas ao lado do senador tucano Cássio Cunha Lima. Na entrevista, Alckmin tentou faturar dizendo ter emprestado bombas da Sabesp (a companhia de saneamento básico paulista) para o Nordeste, apresentou-se como o candidato à Presidência e fez questão de afirmar que estava mais preparado para governar o país do que há 11 anos. “Era muito difícil, o Lula e o PT eram muito fortes, mas isso mudou.”

Em São Paulo, acuado pela popularidade de Doria no eleitorado do interior cativo há mais de duas décadas, Alckmin armou encontros com prefeitos paulistas, num xadrez político para tentar conter a aproximação do adversário e reverter o deslumbre de aliados ao concorrente. Repassou em agosto 33 milhões de reais em convênios para 146 municípios e comprou 1.081 viaturas da Polícia Militar para distribuir pelo estado.

Um dos últimos encontros com prefeitos ocorreu na casa do tucano Orlando Morando, que administra São Bernardo do Campo, no ABC paulista, berço do PT, no dia 28 de agosto. Na sala, convidou os prefeitos a colocarem suas digitais em seu plano federal de governo e prometeu ser “o presidente que vai cuidar dos municípios”, com uma plataforma de melhora de arrecadação – dos 645 municípios paulistas, restam visitar onze neste mandato. Doria não foi convidado para o encontro. Paralelamente, o grupo do prefeito paulistano fez circular críticas de que falta ao governador “energia e criatividade” e que seu nome “não empolga além das margens das rodovias Anhanguera e Washington Luís”.

“Alckmin é o candidato natural se o PSDB seguir a regra da fila. Mas excluir Doria das tratativas será um erro”, contemporiza o anfitrião do jantar, Orlando Morando.

O governador paulista também passou a manter encontros semanais com economistas, como Pérsio Arida, Roberto Giannetti da Fonseca, Armínio Fraga e Joaquim Levy – jantou com os dois últimos na semana passada. Também encaixou na agenda uma conversa com o apresentador de televisão Luciano Huck na última segunda-feira, que tem dado sinais de desejo em embarcar na política pelas mãos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

A próxima viagem do governador será para Minas Gerais, terreno onde a sigla tenta reverter o terremoto causado por Aécio. Acompanhado do senador Antonio Anastasia (PSDB), ex-governador e candidato a voltar à cadeira, ele passará o próximo dia 18 em entrevistas e eventos na capital mineira. Também terá a tiracolo o prefeito Alexandre Kalhil, ex-presidente do Atletico (MG), eleito pelo nanico PHS como uma das novidades das urnas em 2016. Duas outras viagens estão programadas para setembro: Fortaleza, território dos irmãos Ciro e Cid Gomes, do PDT; e Recife, de Roberto Cláudio, o herdeiro político de Eduardo Campos no PSB. O PSB, aliás, é um dos trunfos que Alckmin tem usado para tentar atrair aliados: o discurso é de que só ele conseguiu uma união duradoura com o partido que orbita a esquerda – Márcio França, seu vice e sucessor, é do PSB.

Em dezembro, o PSDB fará sua convenção nacional para a escolha da nova direção e o possível lançamento do seu pré-candidato oficial caso não haja previsão de prévias — o governador tem dito que aceita, mas Doria não quer enfrentá-lo. “O desconforto vai ser diluído na convenção do partido porque o Doria disse que não vai disputar as prévias com o Alckmin. E o Alckmin é candidato”, diz o deputado Silvio Torres (SP), do grupo do governador.

Tucanos experientes, entretanto, afirmam que a corda será esticada até abril, prazo limite para quem pretende ir às urnas mudar de partido. Se depender do histórico de cisão do PSDB para escolher seus candidatos, não é difícil de acreditar.

Palocci divide PT sobre ‘plano B’ em 2018

O depoimento do ex-ministro Antonio Palocci ao juiz Sérgio Moro não apenas fechou o cerco ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como escancarou o racha no PT sobre quem encarnará o “plano B” para a eleição de 2018, caso ele seja impedido de entrar na disputa. Embora os petistas não admitam em público a possibilidade de a candidatura Lula ser inviabilizada politicamente ou juridicamente, há grande temor entre alguns dirigentes de que Palocci tenha reunido provas ou indícios do que contou ao juiz Sérgio Moro na quarta-feira da semana passada.

Se fechar um acordo de delação premiada, Palocci detalhará, com provas, a movimentação financeira de campanhas eleitorais petistas e indicará quando e onde valores foram entregues ao partido e quem foi o responsável pela operação. Ao contrário do que dizem dirigentes do PT e apoiadores de Lula, um advogado e dois amigos de Palocci afirmaram que ele está “lúcido”, “sereno” e “aliviado” com a confissão a Moro. 

Há ainda a possibilidade de os relatos de Palocci serem corroborados pelo sucessor dele na Fazenda, Guido Mantega, que também negocia uma colaboração. Ao assumir para Moro que era o “Italiano” nas planilhas da propina da Odebrecht, petista fez as investigações avançarem diretamente rumo ao ex-presidente e complicou ainda mais a situação jurídica e política dele.

Nos bastidores, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad seria o preferido de Lula para concorrer ao Planalto caso ele próprio seja inviabilizado. Há dúvidas, porém, se Haddad terá a “coragem” suficiente, nas palavras de um dirigente, para dar as costas ao discurso ético e defender o partido, um dos mais implicados no maior caso de corrupção da história do País, o dos desvios na Petrobrás.

Alguns petistas acham que Haddad pode até apresentar reservas em defender Lula na intrínseca relação de amizade e troca de favores com empreiteiros já condenados pela Justiça. 

Além disso, Haddad é definido por integrantes da cúpula do PT como “Dilma de saia”. Trata-se de uma referência ao que muitos classificam como falta de jogo de cintura política da presidente cassada Dilma Rousseff. Na avaliação de dirigentes da sigla, principalmente os alinhados à tendência majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB), tanto Haddad quanto Dilma são “incontroláveis”.

A favor de Haddad, no entanto, pesa a opinião de Lula, que vê numa eventual candidatura do ex-prefeito condições de produzir um discurso sob medida para a classe média e a juventude desencantada.

‘Perseguição’

A atual estratégia do PT, no entanto, ainda consiste em embalar a pré-campanha de Lula com a narrativa de que ele é vítima de “perseguição política”. Na quarta-feira, o ex-presidente será ouvido novamente pelo juiz Sérgio Moro – que já o condenou no caso do triplex –, desta vez no processo referente a propinas pagas pela Odebrecht.

A ideia do partido é bater na tecla de que, se Lula não puder ser candidato, a eleição de 2018 não terá legitimidade.

Para desestimular Haddad de disputar voos mais altos, um grupo do PT ofereceu a ele a candidatura ao Senado. Discípulos do fogo amigo contra o ex-prefeito dizem, ainda, que o ex-ministro Jaques Wagner – hoje secretário estadual na Bahia – tem mais “perfil” para entrar no lugar de Lula, se for preciso. 

“O plano A é Lula e não existe essa história de plano B”, diz Haddad, sempre que é questionado sobre o assunto. “O foco do PT, agora, deve ser lutar pela revisão da sentença que o condenou injustamente e descaracterizar o depoimento de Palocci, que não tem fundamento”, afirma o ex-prefeito.

A avaliação, no entanto, é de que Palocci não teve a mesma “estatura moral” que o ex-ministro José Dirceu e os ex-tesoureiros do partido Delúbio Soares e João Vaccari Neto, que mesmo depois de presos não “entregaram” colegas. Para petistas, Palocci agiu de caso pensado para construir um discurso que agradasse ao Ministério Público e Moro e, assim, agilizar as negociações do acordo. 

Expulsão

No PT já surgiram algumas vozes pedindo a expulsão do ex-ministro, mas a cúpula do partido afirma que o assunto não foi discutido e que, se entrar em pauta oficialmente, vai obedecer a todos os trâmites com a garantia da ampla defesa. 

“Há uma troca de mensagens nas redes sociais entre militantes e dirigentes discutindo o momento mais oportuno para uma expulsão. Não deve demorar. Existe um consenso se formando”, afirmou o deputado estadual José Américo (SP). Para o deputado, ao assumir a postura de delator, Palocci está dando “adeus” à política. 

A reação será manter a mobilização de apoio ao petista nas ruas. O próximo passo será mobilizar a militância para dar uma demonstração de apoio a Lula em Curitiba na próxima quarta-feira quando ele estará novamente cara a cara com o juiz Sérgio Moro.

Ailton de Freitas (Foto: Agência O Globo)

Estado de S.Paulo

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Edson Fachin, acatou o pedido da Procuradoria-Geral da República e mandou prender temporariamente os delatores Ricardo Saud e Joesley Batista, da JBS, e o ex-procurador Marcelo Miller. As informações são do site O Antagonista.

Os pedidos foram motivados pelo conteúdo de uma gravação entregue pela própria defesa do Grupo J&F, na qual Saud e Joesley falam sobre a suposta interferência de Miller para ajudar nas tratativas de delação premiada. O ex-procurador ainda fazia parte do Ministério Público quando começou a conversar com os executivos, no fim de fevereiro. Ele pediu a saída da instituição em fevereiro e foi exonerado, de fato, apenas em abril.

O diretor de Relações Institucionais da hold J&F, Ricardo Saud, afirmou, em depoimento, que a sua delação foi seletiva e que elaborou os anexos de sua delação premiada junto ao ex-procurador da República Marcelo Miller, segundo O Antagonista.

De acordo com o site, o Janot tem dito a interlocutores que foi traído pelo ex-integrante do Ministério Público Federal e nega saber da atuação de Miller nos bastidores da delação da JBS.

Em depoimento, nesta quinta-feira, 10, Joesley teria também admitido que guarda gravações inéditas, mas as entregaria no prazo concedido pela Justiça para complementar sua delação, de acordo com O Antagonista.

Na segunda-feira, Janot abriu um procedimento de revisão do acordo de delação dos executivos. Ele pediu a revogação do benefício de imunidade penal concedido aos delatores. Segundo interlocutores, Janot ficou irritado com a gravação que demonstrou que Joesley e Saud omitiram informações ao fazer acordo com as autoridades.

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JC

Porta-voz da nova frente de oposição que se forma em Pernambuco, o senador Fernando Bezerra Coelho disse ontem (08), em entrevista à Rádio Jornal, que o palanque contrário ao governador Paulo Câmara tem uma “perspectiva boa” de reunir os atuais ministros do governo Temer. E não descartou que seu filho, o ministro Fernando Filho, possa ser candidato a governador.

PMDB PE

“Desde o mês de junho, nós iniciamos tratativas no sentido de buscar uma nova opção partidária, a partir do processo que se deu no PSB, quando houve o fechamento de questão na apreciação das reformas no Congresso Nacional. Inicialmente nossas conversas estavam muito direcionadas em relação aos democratas. A partir do mês de agosto se abriu conversa com o PMDB. O primeiro contato meu com as lideranças nacionais se deu com o presidente do Senado Nacional, Eunício Oliveira. Ele colocou a alternativa do PMDB e pediu que tivesse uma conversa com o senador Romero Jucá, que é o presidente nacional do partido. Eu falei para ele que estava saindo do PSB e que esse era o caminho natural de formar uma frente de oposição ao atual governador (Paulo Câmara). Dessa frente política certamente iria participar os democratas, o PSDB, o PTB e outros partidos que ainda estão examinando essa possibilidade. Eu disse a ele que poderia haver uma dificuldade, pois o PMDB de Pernambuco tinha uma aliança com o governador Paulo Câmara, inclusive o vice-governador, que é o presidente estadual do PMDB, é secretário de Estado. Ele me pediu uns dias para fazer uma consulta aos membros da executiva nacional e aos líderes do partido em Pernambuco, para ver se a alternativa do PMDB seria viável. Uma semana após os primeiros contatos, ele, Romero Jucá, me retornou, e também o senador Eunício, e disse que as conversas com o deputado federal Jarbas Vasconcelos tinham sido positivas”.

JARBAS

“Eu me encontrei com Jarbas, em uma sessão do Congresso Nacional, e solicitei um encontro para que a gente pudesse conversar sobre a minha entrada no partido. Ele sugeriu um encontro (que se daria na terça-feira desta semana), mas como todos sabem ele ficou acometido de sinusite e não pôde ir a Brasília para essa conversa. Então eu liguei pra ele e disse que as conversas com o presidente nacional do partido tinham evoluído e avisei que iria me filiar na quarta-feira. Ele me cumprimentou e disse que conversaríamos na próxima semana. Ou aqui em Recife ou em Brasília. Quero deixar claro que fui convidado pela direção nacional do PMDB e que também tive o cuidado de que a direção nacional informasse os dirigentes de Pernambuco em que condições eu estaria entrando no PMDB”.

PAULO CÂMARA

“Isso não se deu no início do governo ou na metade. Todos sabem os desencontros que tivemos em relação a posicionamentos em nível nacional, quando da participação e formação do ministério do presidente Temer e do processo de escolhas do líder do PSB na Câmara Federal. Portanto, são essas situações que levaram a um afastamento e a uma ruptura. Foi uma série de ações tomadas pelo governador e pelo PSB”.

FILHO NA CHAPA

“Essa alternativa existe. Nesse processo queremos, com o apoio da direção nacional, preparar o partido para as disputas majoritárias. Seja no cargo de governador ou de senador. Entendemos que nesse diálogo é possível construir a candidatura ao Senado com o deputado Jarbas Vasconcelos. Mas vamos também defender, no conjunto dessa frente política que está em formação, o nome de um membro do PMDB para a disputa do governo de Pernambuco. Isso é um movimento que está sendo feito, não só em Pernambuco, mas também em outros Estados onde têm o PMDB. Nas próprias palavras do presidente nacional, ele vai preparar o partido para disputar um maior número de candidaturas a governador, ao Senado Federal para que o partido possa ter condições, se não em 2018, em 2022 apresentar um quadro para o cargo de presidente. Sobre Fernando Filho eu acho que ele é um quadro muito promissor pelo trabalho que vem desenvolvendo no Ministério de Minas e Energia, tendo o reconhecimento de amplos setores da área de energia, gás, petróleo, mineração e pelo importante trabalho de reestruturação para o desenvolvimento nacional. Creio que o nome dele estará posto dentro dessa frente política”.

PREFEITOS

“Eu não teria uma especulação de quem irá participar deste projeto. Seja prefeito ou ex-prefeito. O que eu quero registrar é que existe um clima de receptividade muito grande em todas as regiões do Estado. Muitas lideranças políticas, sejam lideranças que estejam no PSB ou fora, estão interessadas no sentido de criar um projeto alternativo ao que aí está. Ao longo dos próximos 5 ou 6 meses é que nós teremos resposta para isso. Mas eu estou muito animado, pois foram muito promissoras as tratativas sobre a disputa eleitoral do ano que vem e sobretudo a construção de uma proposta que possa animar os pernambucanos para a construção de um futuro melhor”.

INVESTIGADO

“Não sou só eu, vários outros estão sendo alvo de investigações também. Inclusive o governador Paulo Câmara, Geraldo Julio e outros dirigentes do PSB. Isso é normal. Eu acho que tudo tem que ser esclarecido. Quando os inquéritos forem encerrados, seja pela apreciação da própria PGR ou pelo STF, tenho absoluta certeza de que esse processo será arquivado”.

FUTURO

“Esse palanque será daqueles que tiveram coragem de fazer a mudanças que o Brasil estava reclamando. Nós estamos apostando nisso. A impopularidade do Michel Temer é passageira. Ano que vem o brasileiro vai decidir qual é o Brasil que ele quer construir. É isso que será debatido no ano que vem. Aqueles que vão defender a volta ao passado vão ter que responder por toda essa situação que o País mergulhou. E nós vamos defender as reformas que o Brasil teve coragem de enfrentar. A reforma trabalhista e a terceirização vão ensejar a contratação de mais de um milhão de brasileiros pelo regime terceirizados que todos criticavam. Recentemente a USP divulgou um estudo com mais de 13 milhões de trabalhadores mostrando que a terceirização, muito diferentemente do que as centrais sindicais diziam quando (a matéria) estava em votação no Congresso Nacional, ela não ‘precariza’ as relações de trabalho. Portanto, vai ser um bom debate e uma boa disputa. Porque a situação não é boa do ponto de vista econômico e do ponto de vista da segurança. Esse é um debate que vai fluir. Eu tenho a confiança de que essa frente política que está em construção, além de apresentar as melhores propostas, vai apresentar os melhores quadros para poder oferecer uma melhor perspectiva de futuro para toda gente pernambucana”.

TEMER DE NOVO

“Essa pergunta tem que ser dirigida a ele. Eu acho que o acervo de conquistas desse governo, que ele chama de governo de transformação, ou governo de transição, vai ser muito grande. Nós estaremos com uma economia crescendo a mais de 2,5%, teremos os juros mais baixos da história do País, teremos a volta do emprego, porque ao longo de 2018 teremos contratações de mais de um milhão e meio de brasileiros. Serão muitas conquistas que estarão sendo celebradas, o reencontro do Brasil com sua trajetória de crescimento. Isso será valorizado pela população quando for às urnas escolher seus dirigentes”.

CABE MAIS?

“Estamos conversando. O próprio Armando Monteiro teve a gentileza de participar do ato de filiação lá na presidência nacional do PMDB, como também o ministro Bruno Araújo. Temos conversado de forma muito próxima com o ministro Mendonça e com Raul Jungmann. Eu creio que existe uma perspectiva boa de todos os ministros do atual governo estarem juntos numa só frente política, como também o senador Armando Monteiro e outros. Nós estamos conversando com outros partidos que ainda estão na frente política do atual governador, mas que estão desejosos e animados em somar com suas propostas, contribuições e visões. Teremos essa frente política armada e decidida até março ou abril do próximo ano”.

O apartamento no Chame-Chame, bairro de Salvador, não é o único local onde Geddel Vieira Lima escondia dinheiro. A suspeita é que há malas e caixas semelhantes espalhados em diversos outros locais, inclusive fora da Bahia. A apreensão dos R$51 milhões atribuídos ao ex-ministro de Lula e Temer não causou especial surpresa no mundo político: esse tipo de esconderijo é mais comum do que se imagina. A informação é do colunista Cláudio Humberto.

O imóvel no Chame-Chame era conhecido dos vizinhos de Geddel, que o viam com frequência no local. Fica a menos de 1km da casa dele.

O Ministério Público Federal e a Polícia Federal vão listar até mesmo imóveis remotamente ligados a Geddel, à procura de malas.

O juiz federal Vallisney de Souza Oliveira já mandou vasculhar para outros endereços, inclusive a casa onde mora a mãe de Geddel.

Uma das expectativas dos investigadores, no caso Geddel, é que ele também se disponha a delatar seus cúmplices no esquema.

Público alvo são crianças e adolescentes menores de 15 anos / Sumaia Villela/Agência Brasil

Começa na segunda-feira (10) e vai até o dia 22 a Campanha Nacional de Multivacinação para atualização da caderneta de vacina de crianças e adolescentes menores de 15 anos. O dia D será no sábado (16), quando os postos da Secretaria de Saúde do Recife abrirão das 8h às 17h.

O ideal é que pais ou responsáveis levem o cartão de vacina, para que os profissionais de saúde avaliem a necessidade ou não administrar alguma dose. “Quem não tem, deve se dirigir ao local onde recebeu as doses, para solicitar a segunda via, ou então fazer o esquema específico para a idade da pessoa”, explica a coordenadora de Imunização do Recife, Elizabeth Azoubel.

Durante o período, serão oferecidas as vacinas de hepatite A (rotina pediátrica), poliomielite inativa, meningocócica conjugada C, HPV, pneumocócica conjugada 10-Valente, dTpa adulto, febre amarela, hepatite B, varicela, dupla adulto, VOP, Pentavalente e DTP.

Confira as Vacinas Disponíveis

Para crianças menores de sete anos de idade:

Hepatite B
Administrar uma dose ao nascer, podendo ser administrada até um mês de idade em crianças não vacinadas.
Para a criança maior de um mês de idade não vacinada, agendar a vacina penta para os dois meses de idade.

Penta
Criança de dois meses a menor de sete anos de idade (6 anos, 11 meses e 29 dias) deverá iniciar e concluir o esquema básico com esta vacina. 
Ø 1ª dose aos dois meses
Ø 2ª dose aos quatro meses
Ø 3ª dose aos seis meses

VIP
Criança a partir de dois meses de idade a menor de cinco anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias) deve receber três doses desta vacina com intervalo de dois meses entre elas.
Ø 1ª dose aos dois meses
Ø 2ª dose aos quatro meses
Ø 3ª dose aos seis meses

VOPb
Criança a partir dos 15 meses a menor de cinco anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias) deve receber:
Ø 1º reforço aos 15 meses
Ø 2º reforço aos quatro anos

Pneumocócica 10 valente
Criança a partir dos dois meses de idade deve receber duas doses desta vacina com intervalo de 60 dias entre elas, e uma dose de reforço, preferencialmente aos 12 meses de idade, podendo ser administrada até os quatro anos de idade (quatro anos 11 meses e 29 dias).
Criança que iniciou o esquema básico após seis meses de idade, considerar o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses e completar o esquema até os 12 meses de idade. O reforço deve ser administrado após 12 meses de idade, preferencialmente, com intervalo mínimo de 60 dias após a última dose. Nesta situação, administrar a dose de reforço até os quatro anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias). 
Criança entre um e quatro anos de idade com esquema completo de duas ou três doses, mas sem a dose de reforço, administrar o reforço. 
Criança entre um e quatro anos de idade, sem comprovação vacinal, administrar uma única dose.

Meningocócica C conjugada
Criança a partir dos três meses de idade deve receber duas doses desta vacina com intervalo de 60 dias entre elas, e uma dose de reforço, preferencialmente aos 12 meses de idade, podendo ser administrada até os quatro anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias). Intervalo entre as doses é de 60 dias, mínimo de 30 dias.
Criança que iniciou o esquema após cinco meses de idade deve completá-lo até 12 meses, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses; administrar o reforço com intervalo mínimo de 60 dias após a última dose.
Criança entre um ano a quatro anos de idade com esquema completo de duas doses, mas sem a dose de reforço, administrar o reforço. 
Criança entre um e quatro anos de idade, sem comprovação vacinal, administrar uma única dose.

DTP
Criança a partir dos 15 meses de idade a menor de sete anos de idade (6 anos, 11 meses e 29 dias) deve receber dois reforços.

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A  Associação de Poetas e Prosadores de Tabira – (APPTA), divulgou a programação da 30ª edição da Missa do Poeta, evento religioso e cultural celebrado anualmente em Tabira, Sertão do Pajeú, em memória do poeta Zé Marcolino.  

Este ano o evento organizado pela APPTA homenageia também o poeta Walter Marcolino.  A programação da 30ª Missa do Poeta irá do dia 10 a 16 de setembro.

Confira a programação: 

Dia 10:

Abertura do Evento na Praça Gonçalo Gomes;

Dia 11:

Chá Poético na Escola Carlota Breckenfeld;

Dia 12:

13º Festival de Violeiros Poeta Zé Liberal na Praça Gonçalo Gomes;

Dia 13:

9º Encontro de Sanfoneiros na Praça Gonçalo Gomes;

Dia 14:

Associação e Grupo de Xaxado Cabras de Lampião na Praça Gonçalo Gomes;

Dia 15:

21ª Mesa de Glosas do Pajeú e 6º Recital Feminino as 19h30 na escola Arnaldo Alves;

Dia 16:

Lançamentos do Livro de Luiz Nunes, Juscelino: vida obra e verso, 15hs na Câmara de Vereadores e shows com:

Sevi Nascimento;

Chico Arruda;

Lindomar Souza;

BKL;

Lula Sabiá;

Denílson Nunes e Adelmo Aguiar.

Saiu o resultado da primeira etapa da chamada pública do Programa Paulo Freire, do Governo de Pernambuco. A seleção é para o preenchimento de vagas de voluntários alfabetizadores, coordenadores de turmas, alfabetizadores tradutores e intérpretes de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais) das Gerências Regionais de Educação (GREs) de Afogados da Ingazeira, Araripina, Arcoverde, Caruaru, Floresta, Garanhuns, Limoeiro, Metropolitana Norte, Metropolitana Sul, Nazaré da Mata, Palmares, Petrolina, Recife Sul, Salgueiro e Vitória.

Os candidatos que desejam entrar com recurso devem enviar o requerimento nos dias 11 e 12 de setembro, conforme estabelece o Edital. Ao todo, foram disponibilizadas 1.118 vagas de voluntários para atuarem nas ações de alfabetização no âmbito do Programa Brasil Alfabetizado/Programa Paulo Freire – Pernambuco Escolarizado. A lista completa pode ser conferida acessando aqui.

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A senadora Kátia Abreu (PMDB) afirmou, nesta sexta-feira (08), que a prisão do ex-ministro do governo Temer Geddel Vieira Lima (PMDB) era o “mínimo” que o país esperava da Justiça. O novo pedido de prisão preventiva foi expedido depois que a Polícia Federal apreendeu R$ 51 milhões em um apartamento em Salvador que estava sendo utilizado por Geddel como “bunker”. Para a senadora, o valor encontrado em malas e caixas não é apenas do ex-ministro. 

“Prender Geddel Vieira Lima é o mínimo que o Brasil esperava da Justiça. Vamos esperar sua delação, que não deve demorar. Ou alguém acha que os R$ 51 milhões é só dele? Não é não. Muita terra para o caminhão dele”, declarou. Kátia Abreu não esclareceu de quem ela acredita que também seria o dinheiro. Geddel foi preso na manhã de hoje em Salvador e deve ser levado para Brasília.

Os R$ 51 milhões foram apreendidos na terça-feira (05), durante a Operação Tesouro Perdido, uma nova fase da Cui Bonno. O empresário Silvio Silveira, dono do apartamento, disse à Polícia Federal que "não sabia" que o local era utilizado para que o peemedebista guardasse dinheiro. Segundo Silveira, Geddel pediu para guardar pertences do pai no local. 

Recentemente, Kátia Abreu questionou a falta de punição interna no PMDB a investigados em esquemas de corrupção. Atualmente ela é alvo de um processo que pode resultar na expulsão da legenda por infidelidade. A senadora é contra as reformas promovidas pelo presidente.

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Após o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) ingressar com ação civil pública, a Justiça acolheu os argumentos do MPPE e concedeu antecipação de tutela determinando ao município de Caruaru a suspensão imediata de nomeações para os cargos de gerente-geral, gerência 1, gerência 2, coordenação 1, coordenação 2, assistente 1, assistente 2 e assessoria técnica criados pela Lei Municipal nº5. 843/2017, que promoveu reforma administrativa no Executivo municipal. A Prefeitura de Caruaru estará sujeita a multa de R$ 10 mil para cada nomeação que contrarie a decisão.

A gestão municipal tem um prazo de 30 dias para oferecer contestação à decisão judicial, emitida na última quarta-feira (06).

Histórico

A ação civil pública foi ingressada pelo promotor de Justiça Marcus Tieppo em agosto. O pedido de medida cautelar, acolhido pelo Poder Judiciário, teve como fundamentos impedir a violação dos princípios da eficiência, moralidade, isonomia, razoabilidade e lealdade da administração pública, bem proteger o erário de possíveis demandas trabalhistas futuras, devido às irregularidades presentes nos referidos textos legais. Além da propositura da ação, o promotor de Justiça oficiou ao procurador-geral de Justiça para propor uma ação de inconstitucionalidade das duas leis municipais que promoveram a reforma administrativa.

A primeira delas é a Lei nº 5.843/2017, sancionada em 21 de março, que criou 523 cargos em comissão e de livre nomeação. “Diferentemente do que se propunha, a lei gerou um aumento na despesa pública, com aumento substancial dos salários dos comissionados e a gravíssima criação de cargos de gerentes, coordenadores, assistentes e assessores sem qualquer descrição das atividades, de suas necessidades individuais e até mesmo do pré-requisito para a investidura. É impossível mensurar a necessidade de tal força de trabalho, e mesmo as atividades que os ocupantes dos cargos criados desempenharão, constituindo tal norma um cheque em branco para a administração”, alertou o promotor de Justiça.

Já a Lei nº 5.844/2017 alterou alguns trechos da lei anterior, criando e extinguindo cargos. O anexo único da referida lei lista cargos com atribuições idênticas e vencimentos diferentes, pondo em risco o patrimônio público municipal por abrir a possibilidade de propositura de ações judiciais de equiparação de salários. O levantamento feito pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público apontou um total de 460 cargos que violam as regras da isonomia e do concurso público.

Em março, o MPPE já havia recomendado à prefeita Raquel Lyra estabelecer critérios objetivos para a nomeação e investidura nos cargos criados pela reforma administrativa.

Avelino Neiva, presidente da Codevasf, na Câmara Federal (Foto: divulgação)

Ao participar, em Brasília, na última quarta-feira de uma audiência pública na Comissão Permanente de Mudanças Climáticas do Congresso Nacional, o presidente da Codevasf, Avelino Neiva (foto), disse que há solução para suprir as demandas hídricas do rio São Francisco a partir dele próprio.

O objetivo da audiência pública foi discutir a crise hídrica no vale do São Francisco, bem como na barragem de Sobradinho, que se encontra com apenas 7% de sua capacidade de acumulação.

“Não se pode pensar na solução do problema hídrico do São Francisco se nós não tivermos uma opção dentro da própria bacia hidrográfica”, disse o presidente, acrescentando que a Codevasf “possui um belíssimo estudo, feito há alguns anos, a respeito da construção de cinco grandes barragens que poderão suprir demandas hídricas do rio São Francisco”.

Avelino Neiva destacou também que a construção das cinco barragens é uma “ação viável” para a bacia do “velho Chico”, pois os investimentos seriam menores do que, por exemplo, do que a interligação com a bacia do rio Tocantins, como sugere o deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE).

“ O mais importante é que todos os estudos de viabilidade econômica já estão prontos, feitos pela própria Codevasf”, garantiu o presidente.

O diretor de Irrigação da Companhia, Napoleão Casado, complementou a apresentação do presidente apontando ações emergenciais executadas por ela para diminuir os efeitos da seca na bacia do rio São Francisco.

Segundo ele, desde 2015 a Codevasf realiza obras de desassoreamento do rio, além de ter instalado sistemas de bombeamento flutuante, que permitem a captação de água para os projetos de irrigação, mesmo com a redução da vazão. Os investimentos feitos nessas obras, disse ele, já passam dos R$ 47 milhões.

A Codevasf tem jurisdição numa área de aproximadamente de 600 mil quilômetros quadrados, onde vivem cerca de 18 milhões de pessoas.

Além de Antônio Avelino, participaram da audiência pública José Carvalho de França (NOS), Vicente Guillo (diretor-presidente da ANA), João Henrique de Araújo Neto (diretor de Operações da Chesf) e Amauri José Bezerra da Silva (presidente do conselho de administração do projeto de irrigação Nilo Coelho).